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Manual do Usuário

DOLT 1288

DOLT 1048

DOLT 1044

Novembro 2015, Rev. 000A


Copyright© Digistar, São Leopoldo - RS, Brasil.
Todos os direitos reservados.

A Digistar se reserva o direito de alterar as especificações contidas neste documento sem notificação prévia. Nenhuma parte deste documento
pode ser copiada ou reproduzida em qualquer forma sem o consentimento por escrito da Digistar.
Conteúdo
1. Conhecendo a OLT Digistar ....................................................................................................................... 4

1.1. Modelos de OLT Digistar....................................................................................................................................4


1.2. Características Físicas ........................................................................................................................................5
1.3. Descrição Painel Frontal ....................................................................................................................................6
1.4. Descrição dos LEDs ............................................................................................................................................7
2. Acesso ao equipamento............................................................................................................................ 8

3. Configurando a Console ............................................................................................................................ 8

4. Configurando um IP para a interface ......................................................................................................... 8

4.1. Configuração de IP em interface out-of-band ...................................................................................................8


4.2. Configuração de IP em interface in-band ..........................................................................................................9
5. Criando bridge em interface in-band ....................................................................................................... 10

6. Configurando uma rota default ............................................................................................................... 11

7. Configurando uma porta/interface ......................................................................................................... 11

8. SFP ......................................................................................................................................................... 13

9. Autenticação .......................................................................................................................................... 13

9.1. Alterando a senha............................................................................................................................................13


9.2. Timeout da sessão ...........................................................................................................................................14
10. Visualizando o estado da OLT e informações do sistema .......................................................................... 14

11. Configurando o tamanho do terminal ..................................................................................................... 15

12. Erros, depuração e logs........................................................................................................................... 15

13. Navegando pelo sistema de arquivos ...................................................................................................... 16

14. Instalando e atualização o firmware/software da OLT ............................................................................. 17

15. Realizando backups das configurações .................................................................................................... 18

16. Restaurando uma configuração a partir de um backup ............................................................................ 18

17. Restaurando para as configurações de fábrica / Apagando todas as configurações do usuário .................. 18

18. Configurando a data e hora .................................................................................................................... 19

19. SNMP (Simple Network Management Protocol) ...................................................................................... 20

2
20. RMON (Remote Network Monitoring)..................................................................................................... 22

21. Alarmes ................................................................................................................................................. 24

22. GPON ..................................................................................................................................................... 25

22.1. Link GPON ......................................................................................................................................................25


22.1.1. Detecção de rogue ONU .........................................................................................................................25
22.1.2. TCA (Threshold Crossing Alarm) .............................................................................................................26
22.1.3. Estatísticas do Link GPON .......................................................................................................................28
22.2. Ativando uma ONU ........................................................................................................................................29
22.3. Gerenciando uma ONU..................................................................................................................................30
23. Configurando as ONUs (ONTs) ................................................................................................................ 33

23.1. Perfil (profile) .................................................................................................................................................33


23.2. Configurando bridge para as ONUs ...............................................................................................................35
24. Largura de banda.................................................................................................................................... 36

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1. Conhecendo a OLT Digistar
A linha DOLT Digistar é uma plataforma de acesso flexível de alta capacidade e compacta com 1RU e permite
oferecer serviços triple-play. O padrão ITU-T GPON estabelece largura de banda downstream 2,5Gbps e upstream
1,25Gbps, com 8 interfaces GPON, suporta link aggregation e até 128 ONUs (ONTs) em cada porta GPON.

1.1. Modelos de OLT Digistar


 DOLT 1288  8xGPON OIM, 8xGE/ 8xGE SFP e 2x10GE SFP+
 DOLT 1048 8xGPON OIM, 4xGE/4xGE SFP
 DOLT 1044  4xGPON OIM, 4xGE/4xGE SFP

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1.2. Características Físicas

Uplink:

· Até 8 interfaces Combo (Slots SFP - GBIC ou RJ-45 10/100/1000)

· Até 2 interfaces SFP+ 10Gbps

Portas GPON:

· Até 8 interfaces GPON OIM

· Suporta: OIM Class B+, +28 dB linha budget, até 20 km e

OIM Class C+, +32 dB linha budget, até 32 km

· Interface Serial RS-232 para Console

· Interface Ethernet RJ-45 - 10/100/1000 para gerência

· Conector saída de alarme

· Conector RJ-45 para entrada de alarmes

· Fonte DC redundante 48Vdc/ 3.2A

· Rack 19'' com 1 RU

· Alimentação AC: Fonte AC Opcional

· Consumo Máximo: 154 W

· Temperatura de Operação: 10°C a 45°C

· Umidade do Ar: 20% a 90%

· Instalação: Rack 19'' com 1U

· Gabinete: Metálico

· Dimensões (mm): A: 1U / L: 482 / P: 232

· Peso: 3,2 Kg

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1.3. Descrição Painel Frontal

Descrição do Painel Frontal DOLT DOLT DOLT


1288 1048 1044

Item Descrição dos Conectores

Power 48Vdc/ 3.2A Alimentação Sim - -

ALARM OUT Conector de Alarme de Saída Sim - -

ALARM IN Conector de Alarme de Entrada Sim - -

Fiber 10 GbE Conector SFP para inserção de interface óptica para interface 10 GbE Sim - -

Cooper 1 GbE 1 a 4 Conector SFP para inserção de interface elétrica (RJ-45) para interface 1 GbE Sim Sim Sim

Cooper 1 GbE 5 a 8 Conector SFP para inserção de interface elétrica (RJ-45) para interface 1 GbE Sim - -

Fiber 1 GbE 1 a 4 Conector SFP para inserção de interface óptica para interface 1 GbE Sim Sim Sim

Fiber 1 GbE 5 a 8 Conector SFP para inserção de interface óptica para interface 1 GbE Sim - -

Fiber GPON 1 a 4 Conector SFP para inserção de interface óptica GPON Sim Sim Sim

Fiber GPON 5 a 8 Conector SFP para inserção de interface óptica GPON Sim Sim -

Serial RS 232 para Console Sim Sim Sim

Port 1 10/100 RJ45 10/100/100 para Gerência Sim Sim Sim

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1.4. Descrição dos LEDs

LED Status Função

DIAG/FLT Ligado Indica que houve algum problema no equipamento e pode não estar
operando corretamente. Recomenda-se reiniciar o equipamento.

OPER Ligado Indica que o equipamento está operacional.

PWR Ligado Indica que o equipamento está ligado.

LED Superior: Piscando Indica atividade no link.


Fiber 10GbE
LED Inferior: Ligado Indica link ativo.

Verde: Piscando Indica atividade no link.


Cooper 1GbE
Amarelo: Ligado Indica que a velocidade do link está abaixo de 1Gbps.

1º LED: Piscando Referente à interface abaixo do led. Indica atividade no link.

Fiber 1GbE 2º LED: Piscando Referente à interface acima do led. Indica atividade no link.
▽△▽△
3º LED: Ligado Referente à interface abaixo do led. Indica link ativo.

4º LED: Ligado Referente à interface acima do led. Indica link ativo.

1º LED: Ligado Referente à interface abaixo do led. Indica atividade no link.

Fiber GPON 2º LED: Ligado Referente à interface acima do led. Indica atividade no link.
▽△▽△
3º LED: Ligado Referente à interface abaixo do led. Indica link ativo.

4º LED: Ligado Referente à interface abaixo do led. Indica link ativo.

LINK Ligado Referente à interface de gerência (out-of-band). Indica link ativo.

ACT Piscando Referente à interface de gerência (out-of-band). Indica atividade no


link.

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2. Acesso ao equipamento
O acesso ao equipamento e sua configuração pode ser feito através das seguintes maneiras:

 Console (serial)
 Telnet
 SSH

Além de ser possível monitorar a OLT via web e protocolo SNMP. Entretanto, o primeiro acesso ao equipamento
deve ser feita através da interface serial, já que é necessário configurar um endereço IP em uma interface para
ser possível acessar pelos demais métodos citados acima.

3. Configurando a Console
Para acessar o equipamento via console, utilizam-se as seguintes configurações:

 115200bps
 8 data bits
 No parity
 1 stop bit

4. Configurando um IP para a interface


Os modelos DOLT trabalham com dois tipos de interface: in-band e out-of-band. A interface out-of-band também
é conhecida como interface de gerência, logo é recomendado seu uso para configuração e gerenciamento do
equipamento. As interfaces in-band são as interfaces de entrada que formarão bridges com as interfaces GPON.
É possível configurar endereço IP para ambos os tipos de interface.

4.1. Configuração de IP em interface out-of-band


Acessando a linha de comando (CLI) do equipamento, a configuração é feita através do comando “interface
add out-of-band” conforme o exemplo:

digistar>interface add out-of-band 192.168.1.2/24

Neste exemplo foi configurado o IP 192.168.1.2 com subrede /24 (255.255.255.0) na interface out-of-band.

Para visualizar todas as interfaces criadas, utiliza-se o comando “interface show”. No exemplo abaixo,
verificamos se a interface foi criada corretamente:

digistar>interface show
Address VLAN MAC Type
192.168.1.2/24 40:11:00:00:00:01 out-of-band

8
E também é possível testar ao fazer ping para algum dispositivo na rede.

digistar>ping 192.168.1.3
PING 192.168.1.3 (192.168.1.3) 56(84) bytes of data.
64 bytes from 192.168.1.3: icmp_req=1 ttl=255 time=0.192 ms
64 bytes from 192.168.1.3: icmp_req=2 ttl=255 time=0.176 ms
64 bytes from 192.168.1.3: icmp_req=3 ttl=255 time=0.168 ms
64 bytes from 192.168.1.3: icmp_req=4 ttl=255 time=0.180 ms
64 bytes from 192.168.1.3: icmp_req=5 ttl=255 time=0.176 ms

--- 192.168.1.3 ping statistics ---


5 packets transmitted, 5 received, 0% packet loss, time 3999ms
rtt min/avg/max/mdev = 0.168/0.178/0.192/0.014 ms

Neste exemplo, foi feito um ping para o IP 192.168.1.3, que está na mesma rede. Caso queira fazer um ping para
um dispositivo fora da rede, é necessário fazer a configuração de uma rota default (padrão), que será explicada
nos próximos tópicos.

Para apagar a configuração, utiliza-se o comando “interface del”. Exemplo:

digistar>interface del out-of-band 192.168.1.2

4.2. Configuração de IP em interface in-band


Acessando a linha de comando (CLI) do equipamento, a configuração é feita através do comando “interface
add in-band” conforme o exemplo:

digistar>interface add in-band vlan 10 192.168.1.2/24

Neste exemplo foi configurado o 192.168.1.2 com subrede /24 (255.255.255.0) VLAN 10 na interface in-band.

Para verificar se a interface foi criada corretamente:

digistar>interface show
Address VLAN MAC Type
192.168.1.2/24 10 40:00:00:00:00:19 in-band

Caso queira fazer um ping para um dispositivo na rede, é necessário criar uma bridge entre a interface lógica
recém-criada (in-band) e a interface física (eth) usando a mesma VLAN. E, caso queria fazer um ping para um
dispositivo fora da rede, além da bridge, é necessário adicionar configurar uma rota default.

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Para apagar a configuração, utiliza-se o comando “interface del”. Exemplo:

digistar>interface del in-band vlan 10 192.168.1.2

Nota:

Não é necessário haver interfaces adicionadas para o funcionamento da OLT. Como o equipamento se comporta
como um switch (L2), adicionando uma interface apenas permite o seu acesso através de um endereço IP (L3)
para configuração e monitoramento, não afetando a sua funcionalidade.

5. Criando bridge em interface in-band


Para criar uma bridge, utiliza-se o comando “bridge add”, como exemplificado abaixo:

digistar>bridge add eth-1 vlan 10 uplink untagged

Neste exemplo, foi criada uma bridge untagged do tipo uplink com VLAN 10 para a interface eth-1. Desta
maneira, todos os pacotes que entrarem na interface serão tagged com VLAN 10 e todos os pacotes que saírem,
serão untagged.

Para visualizar as bridges criadas e verificar se a bridge do exemplo acima foi criada corretamente, utilize o
comando “bridge show”. Exemplo:

digistar>bridge show
VLAN SLAN XLATE-TO Type BRIDGE Physical State
10 - Ut - Uplink eth-1-10 eth/1 UP

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6. Configurando uma rota default
Para acessar dispositivos fora da rede, é necessário adicionar uma rota padrão (default) através do comando
“route add default”. Exemplo:

digistar>route add default 192.168.1.1

Verificar se a rota foi criada corretamente:

digistar>route show
Default route via 192.168.1.1

Testando através de ping para um IP não pertencente à rede.


digistar>ping 8.8.8.8
PING 8.8.8.8 (8.8.8.8) 56(84) bytes of data.
64 bytes from 8.8.8.8: icmp_req=1 ttl=50 time=19.4 ms
64 bytes from 8.8.8.8: icmp_req=2 ttl=50 time=19.1 ms
64 bytes from 8.8.8.8: icmp_req=3 ttl=50 time=19.1 ms
64 bytes from 8.8.8.8: icmp_req=4 ttl=50 time=19.0 ms
64 bytes from 8.8.8.8: icmp_req=5 ttl=50 time=19.0 ms

--- 8.8.8.8 ping statistics ---


5 packets transmitted, 5 received, 0% packet loss, time 4015ms
rtt min/avg/max/mdev = 19.062/19.167/19.478/0.199 ms

7. Configurando uma porta/interface


Com o comando “port”, é possível configurar uma porta, ver suas estatísticas e seu estado atual.

Exemplos:

digistar>port status
admin-stats oper-stats speed duplex packet size
eth-1 up up 1000 FULL 9000
eth-2 up down 1000 HALF 9000
eth-3 up down 1000 HALF 9000
eth-4 up down 1000 HALF 9000
gpon-1 up down 2500 FULL 9000
gpon-2 up up 2500 FULL 9000
gpon-3 up down 2500 FULL 9000
gpon-4 up down 2500 FULL 9000

O exemplo acima mostra o estado atual das portas ao utilizar o comando “port status”.

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digistar>port stats
RX Ucast RX Mcast RX Bcast RX Disc RX Error TX Ucast TX Mcast TX Bcast TX Disc TX Error
gpon-1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
gpon-2 392 6 1 6 0 396 0 0 0 0
gpon-3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
gpon-4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
eth-1 154 7055 6347 4307 0 260 2853 10 0 0
eth-2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
eth-3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
eth-4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Também é possível visualizar algumas estatísticas de cada porta com o comando “port stats”.

Cada porta pode possuir as seguintes opções de configuração:

 Down: Configura o administrative state da porta para down.


 MTU: Configura o tamanho máximo de pacote aceito pela porta.
 Up: Configura o administrative state da porta para up.

Para fazer uma configuração, use o comando “port config”.

Abaixo é exemplificado como configurar a MTU da porta eth-1:

digistar>port config eth-1 mtu 1500

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8. SFP
Nota: As SFPs devem ser manuseadas com cuidado. A Digistar não irá se responsabilizar por qualquer problema
no equipamento que não utilizar as SFPs recomendadas pela empresa.

Ao conectar uma SFP, o equipamento automaticamente irá detectá-la. Para ver se uma SFP foi detectada com
sucesso e exibir algumas informações dela, utiliza-se o comando “olt show”. Exemplo:

digistar>olt show all


Port Temp Volt Tx Bias Tx Power Detected
gpon-1 SFP NOT PRESENT
gpon-2 40c 3.292V 26mA 4.13 dBm FUJITSU FIM30538
gpon-3 SFP NOT PRESENT
gpon-4 SFP NOT PRESENT
eth-1 SFP NOT PRESENT
eth-2 40c 3.124V 38mA 4.01 dBm SOURCEPHOTONICS SPS4348HHPTDE
eth-3 SFP NOT PRESENT
eth-4 SFP NOT PRESENT

Neste exemplo, foi usado o comando “olt show all” para exibir informação de todas as SFPs.

9. Autenticação

9.1. Alterando a senha


Alterar a senha padrão do equipamento é sempre uma boa prática. A senha padrão de fábrica do equipamento é
“admin”. A senha pode ser sempre alterada através do comando “authentication change-password”.
Exemplo:

digistar>authentication change-password
New password: ------------------------------------> digistar
Retype password: ---------------------------------> digistar

Nota:

Esta é uma senha padrão para acesso via web, telnet ou SSH. Alterando a senha, será alterada para todos os
meios de acesso do equipamento.

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9.2. Timeout da sessão
Após efetuar o login, caso o usuário fique sem interagir com o sistema, ele será desconectado por inatividade. O
tempo padrão é de 5 minutos, podendo sendo configurado como exemplificado abaixo:

digistar>session-timeout 60
Inactivity disconnection time programed to 60 minutes

No exemplo acima foi configurado para a sessão expirar após 60 minutos. O comando aceita qualquer valor entre
0 e 60 minutos.

Podemos visualizar o tempo configurado com o comando “session-timeout show”. Exemplo:

digistar>session-timeout show
Session timeout set for 60 minutes

Para desativar o timeout da sessão, isto é, para que o login nunca expire, configure o tempo como zero. Exemplo:

digistar>session-timeout 0
Inactivity disconnection off!

10. Visualizando o estado da OLT e informações do sistema


Através do comando “show”, podemos visualizar as seguintes informações:

 Alarms: Exibe os alarmes ativos do conector “Alarms In”. Nota: este conector não está presente em todos
os modelos.
 Datetime: Exibe a data e hora configurada no sistema. (Ver tópico “Configurando Hora e Data”)
 Debug : Exibe os debugs ativos. (Ver tópico “Erros, depuração e logs”)
 Fan-speed: Exibe a velocidade dos ventiladores.
 History: Exibe o histórico dos últimos comandos.
 Licenses: Exibe as licenças instaladas no equipamento.
 Memory: Exibe informação do uso de memória.
 Terminal: Exibe as configurações do terminal (quantidade máxima de linhas exibidas por vez).
 Uptime: Exibe quanto tempo a OLT está ligada.
 Version: Exibe informações de versão do firmware.

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11. Configurando o tamanho do terminal
Algumas informações exibidas na CLI podem ser extensas, por isso alguns comandos limitam a quantidade de
informações na tela exibida por vez, necessitando que o usuário pressione enter para ir aparecendo o resto da
exibição. A quantidade de linhas exibida pode ser configurada através do comando “terminal length”.

Exemplo:

digistar>terminal length 20

O exemplo acima mostra uma configuração de 20 linhas.

digistar>show terminal
Terminal Length: 20

Para visualizar o número de linhas que está configurado, utilize o comando “show terminal”.

Nota: O número de linhas vai de 0 à 255 linhas. Ao configurar como “0” não tem limitação no número de linhas a
serem exibidas.

12. Erros, depuração e logs


Com o objetivo de descobrir o que está acontecendo no sistema, como algum tipo de erro, o equipamento
registra logs. Estes logs podem ser armazenados no equipamento e/ou enviados para um servidor. Para adicionar
um sistema de logs, utiliza-se o comando “syslog add”. Exemplo:

digistar>syslog add local

Neste exemplo, foi configurado para que os logs sejam registrados localmente. Seria possível adicionar para
também serem enviados a um servidor.

Para verificar as configurações de logs adicionas utiliza-se o comando “syslog show”. Exemplo:

digistar>syslog show
Service Syslog
Syslog Local : Enabled

É possível visualizar os logs pela CLI utilizando o comando “logging show”. Exemplo:

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digistar>logging show
Jan 2 04:08:11 eswd: (Port eth1) Link down
Jan 2 04:08:11 kernel: br0: port 1(eth1-stp) entering forwarding state
Jan 2 04:08:20 eswd: (Port eth1) Link up (speed 1000 duplex 1)
Jan 2 04:08:20 kernel: br0: port 1(eth1-stp) entering learning state

E para apagar os logs, utiliza-se o comando “logging clear”.

Nem todas as mensagens de log são habilitadas por padrão. Para habilitar elas, utiliza-se o comando “debug” e
pra removê-las se utiliza o comando “undebug”. Exemplo:

digistar>debug gpon all

Para visualizar quais estão habilitadas, utiliza-se o comando “show debug”. Exemplo:

digistar>show debug
GPON debugs:
gpon init
gpon config
gpon events
gpon omci
gpon omci_state
gpon omci_dump
gpon omci_packets
gpon threads
gpon discovery

13. Navegando pelo sistema de arquivos


Alguns comandos possibilitam a navegação pelo sistema de arquivos. Abaixo são listados os comandos
disponíveis:

 cd: Troca de diretório.


 del: Apaga um arquivo.
 dir: Lista o conteúdo do diretório.
 file download: Faz o download de um arquivo de um servidor TFTP para o diretório atual.
 mkdir: Cria pasta.
 rmdir: Apaga pasta.
 image: Verifica o arquivo que contém o firmware, grava e reinicia o equipamento efetivando a sua
instalação.

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14. Instalando e atualização o firmware/software da OLT
Para atualizar o firmware da OLT, utilizaremos os comandos descritos acima. Primeiramente, devemos fazer o
download do arquivo. Exemplo:

digistar>file download 192.168.1.3 firm.img


File firm.img downloaded

Desta maneira foi feito o download do arquivo firm.img do servidor TFTP 192.168.1.3.

Podemos verificar o tamanho e se o arquivo se encontra na pasta utilizando o comando “dir”, que lista todos os
arquivos da pasta. Exemplo:

digistar>dir
17447336 03.10.2015 03:14:22 firm.img

E finalmente usamos o comando “image flash” para gravar a imagem na memória flash. Exemplo:

digistar>image flash firm.img


Checking file header: OK
Checking file size: OK
Checking CRC: OK
Checking file contents: SYSTEM
Erasing blocks: 134/134 (100%)
Writing data: 17038k/17038k (100%)
Verifying data: 17038k/17038k (100%)
Transfer file to flash: OK
% Successfully upgraded firmware image. Rebooting system ...

O arquivo é verificado antes da gravação e após a gravação. Posteriormente, a OLT é reiniciada para efetivar a
atualização.

17
15. Realizando backups das configurações
É possível fazer backup de todas as configurações do equipamento para realizar cópias de segurança e estas
serem utilizadas posteriormente para reconfigurar a OLT e ONUs com esta configuração.

Nota: As configurações da OLT e das ONUs são armazenadas na OLT. Sempre que for realizado backup das
configurações, será realizado backup das configurações da OLT e das ONUs.

O exemplo abaixo ilustra a realização de um backup das configurações, usando o comando “dump network”. O
arquivo backup.tar será enviado para o servidor TFTP 192.168.1.3.

digistar>dump network 192.168.1.3 backup.tar

Nota: Espera-se que o servidor TFTP esteja configurado corretamente para aceitar upload de arquivos.

16. Restaurando uma configuração a partir de um backup


Foi visto no tópico anterior como realizar backup das configurações. Neste tópico, será mostrado como restaurar
uma configuração a partir de um backup. A restauração é feita utilizando o comando “restore”. De maneira
semelhante à realização do backup, informamos o IP do servidor TFTP e o arquivo de backup para ser baixado e
aplicado no sistema.

Exemplo:

digistar>restore 192.168.1.3 backup.tar


New configuration will be applied and device will reboot
Do you confirm? [y/N]

Neste exemplo, o arquivo de backup backup.tar do servidor TFTP 192.168.1.3 será usando para efetuar a
restauração. Uma mensagem de confirmação aparecerá, caso o arquivo seja encontrado corretamente.

17. Restaurando para as configurações de fábrica / Apagando


todas as configurações do usuário
Assim como é possível salvar todas as configurações feitas pelo usuário e restaurá-las, também é possível apaga-
las. Apagando as configurações do usuário, o equipamento volta para as configurações padrão de fábrica.

Exemplo:

digistar>set2default
All configuration will be erased and device will reboot
Do you confirm? [y/N]

18
18. Configurando a data e hora
A data e hora podem ser configuradas a partir de um servidor NTP (Network Time Protocol). Através do comando
“ntp”, a configuração pode ser feita. Exemplo:

digistar>ntp server add 200.160.0.8

Adicionando um servidor NTP através do comando “ntp server add”.

digistar>ntp enable

Depois de adicionado, habilitamos o NTP através do comando “ntp enable” para poder sincronizar com o
servidor.

digistar>ntp show
State: Enabled

Server (configured)
Server 1: 200.160.0.8

Verificando se as configurações estão corretas.

digistar>show datetime
Tue Oct 27 10:10:50 UTC 2015

Verificando data e hora.

19
19. SNMP (Simple Network Management Protocol)
O SNMP é protocolo padronizado de gerenciamento que permite ver o estado do equipamento, configuração,
estatísticas e muito mais. Por exemplo, podemos ver quais interfaces estão ativas, quais ONUs estão
provisionadas, estatísticas do link e da ONU para mensurar a performance, visualizar alarmes, além de receber
notificações quando ocorre algum alarme.

O protocolo SNMP possui 3 versões e todas elas são compatíveis com o equipamento. A versão 3 é baseada em
usuários, onde é possível adicionar autenticação e criptografia, enquanto as versões anteriores são baseadas em
comunidades.

Exemplos:

digistar>snmp community add public ro

digistar>snmp community add private rw

Neste exemplo, foi criada a comunidade public com permissão acesso apenas de leitura (read-only) e a
comunidade private com permissão de escrita e leitura (read-write). Estas comunidades são usadas para acessar o
equipamento através do protocolo SNMP versão 1 e versão 2c.

digistar>snmp community add public ro

digistar>snmp community add private rw

Neste exemplo foi criada a comunidade public, com permissão acesso apenas de leitura (read-only) e a
comunidade private, com permissão de escrita e leitura (read-write).

digistar>snmp user add commonUser ro

digistar>snmp user add authUser rw auth md5 12345678

digistar>snmp user add authPrivUser rw auth sha 12345678 priv aes 87654321

Neste exemplo, foi criada o usuário commonUser, com permissão apenas de leitura; o usuário authUser com
permissão de escrita e leitura usando MD5 na autenticação com senha 12345678; e o usuário authPrivUser com
permissão de escrita e leitura usando SHA na autenticação com senha 12345678 e AES na criptografia com senha
87654321.

Nota: As senhas de autenticação e criptografia devem ter no mínimo 8 caracteres.

20
digistar>snmp notification add host 192.168.1.10 traps public version 2c

digistar>snmp notification add host 192.168.1.11 informs public

Neste exemplo, foram configurados os destinos para onde os alarmes/notificações serão enviados.
Primeiramente, foi configurada para enviar notificações do tipo trap para 192.168.1.10 usando SNMP versão 2c.
Posteriormente, foi configurada para enviar notificações do tipo inform para 192.168.1.11, que usará SNMP
versão 2.

digistar>snmp enable

Habilitando o servidor SNMP através do comando “snmp enable”. Se, depois de habilitado, for feita alguma
modificação na configuração, o servidor é automaticamente reiniciado para recarregar as novas configurações.

digistar>snmp show
Simple Network Management Protocol:
State: Enabled
Location: Brasil
Contact: engenharia@digistar.com.br
SysName: DOLT
Communities:
public: Read-Only (RO)
private: Read-Write (RW)
Users:
commonUser: Read-Only - No Authentication
authUser: Read-Write - Authentication
authPrivUser: Read-Write - Authentication and Encryption
SNMP Notifications:
192.168.1.10: SNMPv2c TRAP - Community public
192.168.1.11: SNMPv2c INFORM - Community public

Podemos conferir as configurações através do comando “snmp show”.

21
20. RMON (Remote Network Monitoring)
Através do RMON, podemos fazer um monitoramento remoto. Diferente do SNMP, onde é necessário ficar
requisitando informações continuamente para um constante monitoramento, com o RMON é possível deixar o
gerenciamento com o dispositivo, diminuindo o processamento necessário nos clientes e diminuição do uso da
rede para o gerenciamento.

Podemos configurar alarmes e eventos, onde alguma informação monitorável do SNMP será constantemente
analisada e, caso chegue a um determinado valor, ou, caso o valor tenha subido em certo valor, os alarmes/traps
são disparados.

Exemplos:

digistar>rmon event add 123 log owner "administrator" description


"HighRxPktsError"

digistar>rmon event add 124 log owner "administrator" description


"NormalRxPktsError"

Neste exemplo, foi criado o evento número 123, cujo dono será administrator e a descrição será HighRxPktsError
e o evento será log quando disparado. Este evento criado será usado para representar quando a interface atingir
um valor muito elevado de pacotes recebidos com erro. Também foi o criado o evento número 124, de maneira
semelhante ao evento anterior, mas este será usado para representar quando estiver normalizado o número de
pacotes recebidos com erros.

digistar>rmon alarm add 300 .1.3.6.1.2.1.2.2.1.14.1 10 delta rising-threshold 8 123


falling-threshold 0 124 owner "admin"

Neste exemplo, foi criado o alarme número 300 que irá monitorar o OID .1.3.6.1.2.1.2.2.1.14.1 durante cada 10
segundos e caso o valor aumente em 8 unidades em relação a leitura anterior, é disparado o evento 123, e, caso o
valor diminuir em 0 unidades, será disparado o evento 124.

22
Podemos ver os alarmes criados através do comando “rmon show alarms”. Exemplo:

digistar>rmon show alarms


Alarm 300 is not active, owned by "admin"
Monitors .1.3.6.1.2.1.2.2.1.14.1 every 10 seconds
Taking delta samples
Rising threshold is 8, assigned to event 123
Falling threshold is 0, assigned to event 124
On startup enable rising or falling alarm

E podemos ver os eventos criados e se estão ativos ou não através do comando “rmon show events”.
Exemplo:

digistar>rmon show events


Event 123 is disabled, owned by "administrator"
Description is "HighRxPktsError"
Event firing causes trap and log

Event 124 is disabled, owned by "administrator"


Description is "NormalRxPktsError"
Event firing causes trap and log

23
21. Alarmes
Os equipamentos possuem uma central de alarmes, onde é possível visualizar alarmes ativos no sistema. Através
do comando “alarm show” é possível ver os alarmes gerais do equipamento.

Exemplo:

digistar>alarm show
Central Alarm Manager
ActiveAlarmCurrentCount: 10
AlarmTotalCount: 20

ResourceId AlarmType AlarmSeverity


eth-2 LinkDown Critical
eth-3 LinkDown Critical
eth-4 LinkDown Critical
gpon-1 LinkDown Critical
gpon-3 LinkDown Critical
gpon-4 LinkDown Critical
gpon-5 LinkDown Critical
gpon-6 LinkDown Critical
gpon-7 LinkDown Critical
gpon-8 LinkDown Critical

No exemplo acima é ilustrado a exibição dos alarmes. ActiveAlarmCurrentCount representa o contador do


número total de alarmes ativos no momento e AlarmTotalCount representa o contador do número total de
alarmes já ativados. É possível zerar o contador AlarmTotalCount utilizando o comando “alarm clear”.

24
22. GPON
22.1. Link GPON
Neste tópico, serão mostradas algumas configurações para realizar nos links GPON do equipamento. Algumas
informações (como Rx Power) foram mostradas anteriormente no tópico SFPs e algumas delas serão exibidas
juntamente com as informações das ONUs, que serão descritas nos próximos tópicos.

22.1.1. Detecção de rogue ONU


Uma rogue ONU é uma ONU que transmite fora dos timeslots (fatias de tempo) reservada para sua transmissão e
pode gerar situações como:

 As transmissões da ONU não forem recebidas nos timeslots que eram esperados e a OLT trata os dados
como inválidos.
 Sua transmissão pode colidir com uma ou mais ONUs que estão funcionando corretamente, corrompendo
estas transmissões.

Rogue ONU é um fenômeno causado geralmente pelo mau funcionamento do laser que emite (continuamente ou
intermitentemente) sinal de luz na fibra, ou por problemas na ONU (por exemplo, CPU em halt, configuração
errada no tempo de transmissão e sinais de controle no circuito do GPON, etc).

O equipamento permite fazer a detecção de uma rogue ONU. Existem dois métodos disponíveis:

 Background: é um processo periódico em que a OLT reserva um timeslot especial e monitora uma
potencial transmissão rogue. Esse timeslot especial não é reservado para ninguém, portanto nenhuma
resposta é esperada.
 RSSI: é um utilitário para testar transmissões rogue quando não é esperado burst no upstream. O objetivo
é identificar quando uma rogue ONU injeta uma energia constante (nível DC) no link, e não responde às
alocações da OLT.

Exemplo de configuração por background:

digistar>rogue-onu-detection interval 2 10

Configurando o intervalo do link 2 que será feito o teste para verificar rogue para 10 segundos.

digistar>rogue-onu-detection mode 2 background

Configurando o modo de detecção do link 2 para background.

25
digistar>rogue-onu-detection show 2
Rogue ONU detection settings
Mode: Background Process
Interval: 10 seconds
Rx Power threshold: -30 dBm
Rogue ONU detected: NO

Através do parâmetro “rogue-onu-detection show” é possível visualizar qual a configuração de detecção


e se foi detectado alguma rogue ONU.

Nota: O parâmetro “rx-power-threshold” só é utilizado caso o método utilizado seja RSSI. Este parâmetro, em
unidades de dbm, representa o valor limite que uma leitura de Rx Power de uma ONU não usada (que deveria ser
medido zero) pode ter para não ser considerada rogue. Caso a leitura do Rx Power exceda este valor, o alarme é
ativo e é tentado isolar a ONU.

22.1.2. TCA (Threshold Crossing Alarm)


É possível configurar o número de erros de BIP de um link para ativar um alarme e, caso configurado, desabilitar a
ONU se este alarme for ativado. BIP (Bit Interleaved Parity) é usada para estimar a taxa de erros . Os parâmetros
configuráveis são:

 bip-err-threshold: se este número de erros de BIP por amostra exceder este valor threshold, a amostra é
considerada com erro. Valor padrão: 100.
 errored-samples-threshold: número de amostras com erro para disparar o alarme. Valor padrão: 10.
 max-sample-gap: se duas amostras adjacentes com erros forem mais distantes que este valor de
threshold (em segundos), não conta a amostra anterior como uma amostra com erro. Valor padrão: 10
 monitoring-mode: Habilita e escolhe o modo de monitoramento ou desabita o monitoramento de erros
de BIP. Por padrão, o monitoramento está desabilitado. As opções são:
o block: Habilita o monitoramento. Quando atingir o threshold, ativa o alarme e desabilita a ONU.
o monitor: Habilita o monitoramento. Quando atingir o threshold, apenas ativa o alarme.
o none: Desabilita o monitoramento.

Exemplo:

digistar>tca monitoring-mode 2 block

Habilita e escolhe o modo de monitoramento “block” no link 2.

digistar>tca bip-err-threshold 2 85

Configurando o link 2 para considerar uma amostra com erro se haver 85 erros de BIP ou mais.

26
digistar>tca errored-samples-threshold 2 12

Configurando o link 2 para ativar o alarme se houver 12 ou mais amostras com erro.

digistar>tca max-sample-gap 2 8

Configurando o link 2 para considerar amostras se o intervalo entre a última amostra com erro for menor que 8
segundos.

digistar>tca show 2
TCA configuration for Link 2:
TCA mode: block
BIP error threshold: 85
BIP error errored samples: 12
BIP max sample gap: 8

Através do comando “tca show”, é possível ver a configuração dos links.

27
22.1.3. Estatísticas do Link GPON
Uma série de estatísticas está disponível para o usuário, divididas em duas categorias: downstream e upstream.
Abaixo é exemplificado a tela de exibição das estatísticas, neste exemplo, do link 2. O comando para visualiza-las
é “olt statistics”.

digistar>olt statistics 2
Downstream
Total number of transmitted packets 38
Total number of transmitted CPU packets 87
Total number of transmitted PLOAM messages 7037
Number of bytes transmitted over the PON link 390443
TM RX valid packets counter 1685
TM RX CRC error packets counter 0
TM CPU valid counter 0
TM CPU dropped packet 0
TM MAC lookup miss counter 0
TM HM forward counter 1685
TM HM drooped counter 0
TM Egress queue forward counter 1685
TM Egress queue congestion dropped counter 0

Upstream
Received CPU packets 4827
PON received packets 1688
Valid PLOAM include idle PLOAMs 11688713
Valid PLOAM excluding idle PLOAMs 5449
Error PLOAMs 0
Dropped PLOAMs due to FIFO full 0
Dropped packets due to not configure GEM port 0
TM egress queue forward packets 1688
TM egress queue congestion dropped packets 0
TM dropped packets due to CRC error 0
TM dropped packets due to security rule 0
MAC learning failures due to FIFO full 0

28
22.2. Ativando uma ONU
Após as ONUs estarem conectadas no link, devemos ativá-las a partir de seu número de série e devemos atribuir
um valor numérico entre 1 e 128 para esta ONU. Depois de ativa, a ONU será sempre identifica pelo link GPON
que se encontra e o número atribuído a ela.

digistar>onu show 2

=== Free ONU IDs for link 2 ===

1 2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31 32
33 34 35 36 37 38 39 40
41 42 43 44 45 46 47 48
49 50 51 52 53 54 55 56
57 58 59 60 61 62 63 64
65 66 67 68 69 70 71 72
73 74 75 76 77 78 79 80
81 82 83 84 85 86 87 88
89 90 91 92 93 94 95 96
97 98 99 100 101 102 103 104
105 106 107 108 109 110 111 112
113 114 115 116 117 118 119 120
121 122 123 124 125 126 127 128

Link 2: Serial Number


TWGP5410d66a
SSPT1540902f

No exemplo acima, foi executado o comando “onu show” para exibir informação das ONUs relativas ao link 2.
Primeiramente, é exibida uma lista com todos os valores disponíveis que ainda não foram utilizados.
Posteriormente, é exibida uma lista dos números de série de todas as ONUs que foram detectadas no link e não
foram ativadas.

Podemos então ativar uma ONU com o comando “onu set”. Com o número de série, escolhemos um número
não usado na hora da ativação, além de opcionalmente habilitar o uso de upstrem FEC. No exemplo abaixo, foi
configurado o identificador 128 para a ONU com número de série SSPT1540902f.

digistar>onu set 2/128 SSPT1540902f

Com o comando “onu showall”, visualizamos o estado de todas as ONUs ativas no link. A ONU estará
completamente ativa quando o “Link active” e “OMCI config” estiverem em “OK”.

29
digistar>onu showall 2
Name Link active Serial Number OMCI config
2/127 UP TWGP5410d66a In progress
2/128 UP SSPT1540902f OK

22.3. Gerenciando uma ONU


A maioria dos comandos relativos à ONUs requer o identificador da ONU. A seguir, uma série de exemplos de
opções de gerenciamento está disponível para as ONUs.

digistar>onu status 2/128


ONU Link FEC OLT Rx Power ONU Rx Power Firmware upgrade Progress
2/128 UP Disabled -19.00 dBm -13.99 dBm Inactive

No exemplo acima, podemos visualizar o estado do link, se o FEC está ativo, a potência recebida na OLT e a
potência recebida na ONU, além de informar se está ocorrendo uma atualização de firmware e seu progresso.

digistar>onu alarms 2/128


Alarms ONU
Alarm Type Priority

Alarms Link
Alarm Type Priority

No exemplo acima, visualizamos quais alarmes estão ativos no momento, tanto da ONU específica, quanto do link
em que se encontra. Ou podemos ainda ver quantas vezes o alarmes foi ativo e quando foi sua última ocorrência.

30
digistar>onu alarms 2/128 info
Alarms ONU informations
Alarm Type Counter Last Occurrence
Loss of Frame (LOF) 6 4 mins ago
Loss of Signal (LOS) 6 4 mins ago
Drift of Window (DOW) 0 -
Signal Failure (SF) 0 -
Signal Degrade (SD) 0 -
Loss of GEM Channel Delineation (LCDG) 4 2 mins ago
Remote Defect (RD) 1 5 mins ago
Start-up Failure (SUF) 1 1 hours ago
Loss of Acknowledge (LOA) 0 -
Dying-Gasp (DG) 0 -
PLOAM Loss (LOAM) 7 28 secs ago
Physical Equipment Error (PEE) 0 -
Message Error Message (MEM) 0 -
Deactivate ONU/Disable SN Failed (DF) 0 -
Transmission Interference (TiW) 0 -
Loss of Key sync (LOK) 0 -
ROGUE Detected 0 -
RX Power High Threshold crossed 0 -
RX Power Low Threshold crossed 3 44 secs ago

Também é possível consultar estatísticas sobre a ONU. Nota: Algumas estatísticas só estão disponíveis para
determinados modelos de ONU.

31
digistar>onu statistics 2/128
Ethernet Performance Monitoring History Data - Port 1
Interval Time:
Threshold Data Pointer: 0
FCS Errors: 0
Excessive Collision Counter: 0
Late Collision Counter: 0
Frame Too Long: 0
Buffer Overflows on Receive: 0
Buffer Overflows on Transmit: 0
Single Collision Frame Counter: 0
Multiple Collisions Frame Counter: 0
SQE Counter: 0
Deferred Transmission Counter: 0
Internal MAC Transmit Error Counter: 0
Carrier Sense Error Counter: 0
Alignment Error Counter: 0
Internal MAC Receive Error Counter: 0
PPPoE filtered frame counter: 0
Drop events: 0
Octets: 984405
Packets: 7256
Broadcast Packets: 3
Multicast Packets: 59
Undersize Packets: 0
Fragments: 0
Jabbers: 0
Packets 64 octets: 35
Packets 65 to 127 octets: 6751
Packets 128 to 255 octets: 84
Packets 256 to 511 octets: 130
Packets 512 to 1023 octets: 54
Packets 1024 to 1518 octets: 140

32
23. Configurando as ONUs (ONTs)

23.1. Perfil (profile)


Perfis são configurações definidas que podem ser utilizadas durante outras configurações com o objetivo de
facilitar e evitar a repetição de configurações padrão. Por exemplo, podemos criar um perfil de tráfego GPON
para atender todos os mesmos clientes de um determinado plano. Exemplificando, podemos criar um perfil que
restringe o tráfego em 1Mbps e aplicamos esse perfil para todos os cliente que tiverem esse plano de 1Mbps.

Os perfis (profiles) disponíveis são (disponível de acordo com o modelo de ONU):

 Gpon-traffic-profile
 Voice-profile
 Voice-profile-line
 Wan-profile

Os comandos disponíveis para gerir estes perfis são:

 New: Cria um novo perfil.


 List gpon-traffic-profile: Lista de forma resumida os gpon-traffic-profile.
 Get: Exibe perfil.
 Update: Altera um perfil criado.
 Delete: Apaga um perfil.

Depois de criado, estes perfis podem ser aplicados para uma ONU, caso esta ONU já esteja provisionada. Mais
será explicado o processo de provisionamento e configuração da ONU (Ver tópico “Configurando as ONUs”). Os
comandos relativos à configuração da ONU pelos perfis citados acima são:

 Assign: Adiciona um perfil para uma determinada ONU.


 Unassign: Remove perfil de uma determinada ONU.
 Upload: Força atualização dos perfis da ONU.

Nota: Utilizar apenas os comandos “assign” e “unassign” não efetivará a configuração na ONU até o equipamento
ser reiniciado ou ser utilizado o comando “upload”.

Exemplos:

digistar>new gpon-traffic-profile 5 type 3 assured 1000000 non-assured 2000000

Criando o perfil de tráfego GPON número 5, cujas características são banda de upload 1M garantida, 2M não
garantida, desta forma podendo chegar ao total 3M.

33
digistar>new wan-profile 2
Description ---------------------------------> WAN profile 2
Vlan ID -------------------------------------> {1}: 10
Maximun MTU size ----------------------------> {1}: 1500
IP Address Type (0:DHCP, 1:static, 2:PPPoE) -> {0}: 1
IP Address ----------------------------------> 192.168.1.5
Subnet mask ---------------------------------> 255.255.255.0
Gateway Default -----------------------------> 192.168.1.1
Primary DNS Server --------------------------> 8.8.8.8
Secondary DNS Server ------------------------>
Service Type (0:DATA, 1:VOIP, 2:DATA+VOIP) --> {0}: 0
Bind Port 1 (y/n) ---------------------------> {n}: y
Bind Port 2 (y/n) ---------------------------> {n}: y
Bind Port 3 (y/n) ---------------------------> {n}: n
Bind Port 4 (y/n) ---------------------------> {n}: n
Bind Wireless SSID1 (y/n) ------------------> {n}: n
Bind Wireless SSID2 (y/n) -------------------> {n}: n
Bind Wireless SSID3 (y/n) -------------------> {n}: n
Bind Wireless SSID4 (y/n) -------------------> {n}: n

Criando um perfil de configuração da WAN das ONUs. O perfil número 2 foi criado.

digistar>assign onu 2/1 wan-profile 2

Adicionado o perfil de configuração da WAN para a ONU 2/1(Link 2/ONU 1).

digistar>upload

Efetivando a configuração. Desta maneira, será configurada a ONU.

34
23.2. Configurando bridge para as ONUs
Anteriormente, foi visto como criar uma bridge para as interfaces ethernet. A seguir será apresentado como é
feita a configuração para as ONUs. Durante a criação de uma bridge ONU, devemos escolher qual perfil de tráfego
GPON será usada (ver tópico “Perfil (Profile)” para como criar um perfil de tráfego GPON), qual porta GEM (GPON
Encapsulation Method) será usada, e sua VLAN.

Uma porta GEM é uma porta virtual usada para a transmissão entre OLT e ONU. O identificador da porta GEM é
um número que não pode exceder 4095. Ela só pode ser usada por uma ONU por link GPON. Cada perfil de
tráfego GPON pode ter uma ou mais portas GEM.

No exemplo abaixo, criamos uma bridge VLAN 10 para a ONU 128 que está no link GPON 2 com gtp (gpon-traffic-
profile/perfil de tráfego GPON) 15 e atribuímos a porta GEM 728 através do comando “bridge add”.

digistar>bridge add gpon-2 onu 128 gem 728 gtp 15 vlan 10

Por padrão, todos os pacotes que saem dos links GPON serão untagged.

Podemos conferir as bridges criadas com o comando “bridge show”. Exemplo:

digistar>bridge show
VLAN SLAN XLATE-TO Type BRIDGE Physical State
10 - Tg - Downlink gpon-2-128-728-10 gpononu/2/128 UP
10 - Ut - Uplink eth-1-10 eth/1 UP

Como visto no exemplo acima, existe na porta eth-1 a VLAN 10 e na ONU 2/128 a VLAN 10 com porta GEM 728.
Então conseguimos acessar a rede que está na porta eth-1 a partir da ONU, por fazerem parte da mesma VLAN.
Quando a ONU transmitir dados pelo link GPON até a OLT, o pacote será tagged com a VLAN 10 e irá ser
transmitido a todas as portas que tiverem esta VLAN (neste caso, a porta eth-1). Quando o pacote sair da porta
eth-1, ele será untagged.

Também podemos fazer o pacote sair tagged. Para isto, utilizamos o parâmetro “uni-vlan” com a C-TAG desejada.
No exemplo abaixo, são criadas duas bridges para a ONU.

digistar>bridge add gpon-2 onu 128 gem 728 gtp 5 vlan 10 uni-vlan 100

digistar>bridge add gpon-2 onu 128 gem 528 gtp 22 vlan 20 uni-vlan 200

Como já visto anteriormente, as portas GEM devem ser sempre diferentes em um mesmo link GPON. Na primeira
bridge, foi usada a porta GEM 728 e, na segunda, a porta 528. Também foram criadas em VLANs diferentes, com
diferentes perfis de tráfegos GPON, com o objetivo de colocar serviços diferentes em VLANs diferentes. Quando

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um pacote com VLAN 10 for transmitido para a ONU, o pacote será taggeado com a VLAN 100 na ONU e quando
um pacote com VLAN 20 for transmitido para a ONU, o pacote será traggeado com a VLAN 200 na ONU.

24. Largura de banda


A tecnologia GPON atinge velocidades de aproximadamente 2.488 Gbits/s de downstream e 1.244 Gbits/s de
upstream por link. Anteriormente foi visto que é necessário especificar um perfil de tráfego GPON (definir a
velocidade de upload) durante a criação da bridge. Então, antes da criação da bridge, é verificado se o link ainda
possui banda disponível e, caso negativo, aparecerá uma mensagem de erro informando que não foi possível criar
a bridge por indisponibilidade de banda.

É possível visualizar e controlar a disponibilidade de banda em link através do comando “bandwidth show”.
Exemplo:

digistar>bandwidth show gpon-2


Port Used Available Use%
gpon-2 953.67 1.07 G 86%

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