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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

CETEC – Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas

Relatório 02 - Lei de Snell

Caroline Santos Lopes (Edwin)–


201520229

Felipe Hayne de Andrade (Edwin)-


201520051

Victor Hayne de Andrade (Edwin)-


201520226

CRUZ DAS ALMAS- BA


23 /10 /2019
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

CETEC – Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas

Relatório 02 - Lei de Snell

Caroline Santos Lopes (Edwin)–


201520229

Felipe Hayne de Andrade (Edwin)-


201520051

Victor Hayne de Andrade (Edwin)-


201520226

Trabalho solicitado sob orientação do


professor Manasses Almeida Gomes
como avaliação da disciplina
GCET106.P-Física Geral e Experimental
IV, prática T01.

CRUZ DAS ALMAS- BA


30 /10 /2019
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................ Error! Bookmark not defined.


OBJETIVO ............................................................................................................................6
MATERIAIS UTILIZADOS .......................................................................................................7
PROCEDIMENTO E RESULTADOS ..........................................................................................8
CONCLUSÃO ...................................................................................................................... 12
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 13
ANEXOS............................................................................................................................. 14
INTRODUÇÃO

A refração é o fenômeno óptico caracterizado por uma alteração


na velocidade da luz em decorrência da mudança de meio de propagação.
O índice de refração caracteriza cada meio de propagação da luz,
revelando a intensidade da alteração da velocidade das ondas
luminosas geradas. Esta grandeza adimensional é determinada pela relação
entre a velocidade da luz no vácuo (c) e a velocidade da luz no meio em análise
(v).

Se um determinado meio de propagação possui índice de refração igual


a 1,5, isso significa que, ao penetrar neste meio, a luz possuirá uma velocidade
1,5 vezes menor que sua velocidade máxima no vácuo (3,0 x 10 8 m/s).
A imagem abaixo mostra um raio de luz sofrendo refração, passando de
um meio com índice de refração n1 para outro meio com índice n2.

A reta normal (N) é perpendicular à superfície de separação entre os


meios 1 e 2. O ângulo θ1 é denominado ângulo de incidência, e sempre é
formado entre o raio de luz incidente e a reta normal. O ângulo θ2 é denominado
ângulo de refração, e sempre é formado entre o raio de luz refratado e a reta
normal.
Caso o raio de luz passe para uma região de maior índice de refração,
ocorrerá diminuição no valor da velocidade, e então ele se aproximará da reta
normal. Se o raio de luz mudar para uma região de menor índice de refração,
ocorrerá aumento no valor da velocidade, e então ele se afastará da reta normal.

A lei de Snell-Descartes, proposta em 1621 pelo matemático Villebrord


Snell e pelo filósofo René Descartes, relaciona os ângulos de incidência e
refração com os índices de refração dos meios envolvidos.
Esta lei determina que o produto do seno do ângulo formado entre o raio
de luz e a reta normal e o índice de refração do meio deve ser constante. A partir
da imagem anterior, podemos escrever esta lei da seguinte forma:

Caso o raio de luz passe para uma região de maior índice de refração,
ocorrerá diminuição no valor da velocidade, e então ele se aproximará da reta
normal. Se o raio de luz mudar para uma região de menor índice de refração,
ocorrerá aumento no valor da velocidade, e então ele se afastará da reta normal.

Para obter o desvio padrão utilizamos a equação:

∑𝑛 (𝑋𝑖 − 𝑀𝐴)²
𝐷𝑃 = √ 𝑖=1
𝑛

Para determinar o valor de θc utilizamos a equação:

𝑛2
𝜃𝑐 =𝑠𝑒𝑛−1 , onde n1 > n2.
𝑛1

Para determina o erro relativo percentual, utilizamos a equação:


X𝑚𝑒𝑑 − X𝑟𝑒𝑓
E% = ( ) x 100
X𝑟𝑒𝑓
OBJETIVOS

 Estudar a refração e reflexão da luz utilizando um meio isotrópico,


homogêneo e transparente.
 Determinar o índice de refração do objeto.
MATERIAIS UTILIZADOS

• 01 caixa de acrílico;
• 01 fonte de laser;
• 01 painel ótico com disco de Hartl;
• 01 mesa suporte;
PROCEDIMENTOS E RESULTADOS

Foi realizado a medição dos ângulos θ1 e θ2, a cada 5°, até um ângulo de
incidência θ1 = 40°, foi utilizado uma caixa de acrílico em formato de semicírculo.
Os valores obtidos foram anotados na tabela abaixo.

𝜃1 𝜃2 𝜃2 𝜃2 𝜃2̅
0° 0°±0,5 0°±0,5 0°±0,5 0°±0
5° 3,5° ± 0,5 3,5°± 0,5 3,5°± 0,5 3,5°±0
10° 6,5°± 0,5 7,0°± 0,5 6,5°± 0,5 6,67°±0,24
15° 10°± 0,5 10°± 0,5 10°± 0,5 10°±0
20° 13°± 0,5 14°± 0,5 13°± 0,5 13,33°±0,47
25° 16,5°± 0,5 17°± 0,5 16,5°± 0,5 16,67°±0,17
30° 19,5°± 0,5 20,5°± 0,5 19,5°± 0,5 19,83°±0,47
35° 22,5°± 0,5 23,5°± 0,5 22,5°± 0,5 22,83°±0,47
40° 25,5°± 0,5 26,5°± 0,5 25,5°± 0,5 25,83°±0,47
̅
Tabela 1: Valores medidos de 𝜃2 𝑒 o 𝜃2 calculado com seus respectivos erros

Depois foi realizado a medição do θ crítico, que é o ângulo onde o raio de


luz de saída não fica mais visível, anotando os valores na tabela abaixo:

𝜃𝑐𝑟í𝑡𝑖𝑐𝑜
41,5°± 0,5
43°± 0,5
42°± 0,5
𝜃̅𝑐𝑟í𝑡𝑖𝑐𝑜 42,17° ± 0,62
̅
Tabela 2: Valores de 𝜃𝑐𝑟í𝑡𝑖𝑐𝑜 e o 𝜃 𝑐𝑟í𝑡𝑖𝑐𝑜 calculado com seus respectivos
erros

𝜃2̅ 𝑠𝑒𝑛𝜃2̅ 𝜃1 𝑠𝑒𝑛𝜃1


0° 0 0° 0
3,5° 0,061 5° 0,087
6,67° 0,116 10° 0,174
10° 0,174 15° 0,259
13,33° 0,230 20° 0,342
16,67° 0,287 25° 0,423
19,83° 0,339 30° 0,500
22,83° 0,388 35° 0,574
25,83° 0,436 40° 0,643
̅
Tabela 3: Valores de 𝑠𝑒𝑛𝜃2 e 𝑠𝑒𝑛𝜃1
Plotamos um gráfico de 𝑠𝑒𝑛𝜃2̅ X 𝑠𝑒𝑛𝜃1

Realizamos a regressão linear ajuste do conjunto de dados: 𝑠𝑒𝑛𝜃2̅ 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝜃1 ,


usando função: Y=A*x+B
B (interceptação em y) = -0,000205649869807449 +/- 0,000858310498855419
A (inclinação) = 0,677165505938797 +/- 0,00218109295102068

Y= Ax + B
Y= 0,67717x - 0,00021

O coeficiente angular da reta nos dar o valor de n1/n2, logo:

𝑛1
= 0,67717
𝑛2

O valor do índice de refração do ar n1= 1, portanto:

n2=n1/0,67717
n2=1/0,67717
n2=1,477
Como podemos notar o valor do índice de refração do acrílico (n 2) que
encontramos é aproximadamente 1,48. Comparando com o valor teórico de 1,49
que encontramos na literatura vemos que nosso valor encontrado é muito
próximo.
O erro relativo é:

1,477 − 1,49
E% = ( ) x 100 = -0,87%
1,49

Como podemos ver o erro relativo percentual deu muito pequeno assim
como o esperado.

Para um resultado mais preciso, calculamos o erro propagado que poderia


levar a uma variação do resultado encontrado; após os cálculos que obtivemos:

1 1
δ=± (𝑑n)² = ±0,0015°
2 𝑛𝑎𝑐𝑟𝑖
√1−( 1 )
𝑛𝑎𝑐𝑟𝑖
√( )

Com o valor de n2 podemos encontrar o ângulo critico com a equação de


θc que mostramos na fundamentação teórica
𝑛2
𝜃𝑐 =𝑠𝑒𝑛−1 , onde n1 > n2.
𝑛1

Como nesse caso n2 >n1 invertemos as posições dos índices de refração


para calcularmos o θc

𝑛
𝜃𝑐 =𝑠𝑒𝑛−1 (𝑛1)
2

1
𝜃𝑐 =𝑠𝑒𝑛−1 (1,477)

𝜃𝑐 = 42,61°±0,0015°

Comparando com ângulo crítico que encontramos nas medições com o


calculado, obtemos o erro relativo:
42,61 − 42,17
E% = ( ) x 100 = 1,05%
42,17

Novamente o erro relativo percentual que calculamos foi muito pequeno


mostrando que nossos valores medidos tiveram boa precisão.
CONCLUSÃO

Chegamos a conclusão de que o experimento foi realizado com sucesso,


pois os dados experimentais foram suficientes para encontrar valores próximos
ao esperado. Mas, notamos que os resultados encontrados não são 100%
confiáveis devido aos erros aleatórios e operacionais.
REFERENCIAS

 HALLIDAY; RESNICK, Fundamentos da Física, v. 4, 9a ed., LTC.


 Lei de Sell-Descartes. Disponivel em:
<https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/lei-snelldescartes.htm >
acesso em 30/10/2019
ANEXOS