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JOSÉ GABRIEL FRANCO GONÇALVES

NORMA DE DESEMPENHO 15.575:


SINTESE DE ESTUDO SOBRE DESEMPENHO,
DURABILIDADE E MANUTENIBILIDADE DOS SISTEMAS
ESTRUTURAIS.

Londrina
2019
JOSÉ GABRIEL FRANCO GONÇALVES

NORMA DE DESEMPENHO 15.575:


SINTESE DE ESTUDO SOBRE DESEMPENHO,
DURABILIDADE E MANUTENIBILIDADE DOS SISTEMAS
ESTRUTURAIS.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade Pitágoras, como requisito parcial
para a obtenção do título de graduado em
Engenharia Civil.

Orientador: André Machado.

Londrina
2019
JOSÉ GABRIEL FRANCO GONÇALVES

NORMA DE DESEMPENHO 15.575:


SINTESE DE ESTUDO SOBRE DESEMPENHO,
DURABILIDADE E MANUTENIBILIDADE DOS SISTEMAS
ESTRUTURAIS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade Pitágoras, como requisito parcial
para a obtenção do título de graduado em
Engenharia Civil.

BANCA EXAMINADORA

Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)

Londrina, 10 de novembro de 2019.


Dedico este trabalho a Deus e a minha
família, que sempre estiveram comigo nos
bons e maus momentos.
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, por me dar saúde, inteligência e força de


vontade, que são elementais para que este trabalho seja desenvolvido.
Agradeço aos maus pais José Carlos Gonçalves e Regina Magna Franco, por
desde o momento do meu nascimento dedicaram-se totalmente a mim, possibilitando-
me chegar até aqui.
Agradeço aos meus irmãos, Paulo José, Ana Carolina e José Afonso, por sempre
me apoiarem nos momentos em que precisei deles, que sempre fomos muito unidos
me dando até mesmo força para continuar na minha trajetória.
Agradeço aos demais familiares que independente das diferenças, distancias,
entre outros problemas, sempre estiveram presentes nos momentos em que
necessitei.
Agradeço a todos meus amigos, em especial ao Daniel, ao Soares, ao Fabio e
ao Lucas, que independe da situação em que estivéssemos, estávamos sempre
juntos, aproveitando a companhia um dos outros.
Um agradecimento especial à minha grande e eterna amiga Thayna Pereira, que
foi uma das pessoas mais importante na minha vida, mas infelizmente não está mais
conosco, por sempre que precisei ela foi extremamente paciente para me ajudar.
Agradeço por último, mas não menos importante, todos os professores que me
ajudaram a adquirir conhecimentos necessários para chegar até aqui, sendo todos
excelentes profissionais, tanto dentro da sala de aula, quanto na parte prática da
profissão.
GONÇALVES, José Gabriel Franco. Norma de Desempenho 15.575: Síntese de
estudo sobre desempenho, durabilidade e manutenibilidade de sistemas estruturais.
2019. 32 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) –
Faculdade Pitágoras, Londrina, 2019.

RESUMO
Este trabalho, tem como base a Norma ABNT NBR 15.575 de desempenho de
edificações habitacionais, com ênfase nos requisitos que se regem sobre
desempenho, durabilidade e manutenibilidade de sistemas estruturais. O objetivo é
analisar e demonstrar de forma clara e sucinta, itens a se empregar em uma obra para
que os sistemas estruturais se comportem de maneira adequada afim de levar
segurança e conforto ao consumidos final. O trabalho se dará por meio de comparação
da norma em destaque com outras normas que influenciam nos materiais utilizados
para a concepção dos sistemas abordados nesse trabalho, além de artigos que tratam
de maneira mais aprofundada o tema principal do trabalho. Levando-se em conta o
conteúdo apresentado nesse trabalho, temos diversos conhecimentos adquiridos,
sobre os itens apresentados nos objetivos específicos. Cada um deles mostrando a
importância de se seguir a norma estudada neste trabalho, afim de ter um sistema
estrutural que leve segurança ao consumidor final.

Palavras-chave: Desempenho; sistema estrutural; durabilidade; vida útil;


manutenibilidade.
GONÇALVES, José Gabriel Franco. Norma de Desempenho 15.575: Síntese de
estudo sobre desempenho, durabilidade e manutenibilidade de sistemas estruturais.
2019. 32 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) –
Faculdade Pitágoras, Londrina, 2019.

ABSTRACT

This work is based on ABNT NBR 15.575 Standard of performance of housing


buildings, with emphasis on the requirements that govern the performance, durability
and maintainability of structural systems. The goal is to analyze and demonstrate
clearly and succinctly, items to be used in a work so that the structural systems behave
properly in order to bring safety and comfort to the final consumed. The work will be
done by comparing the highlighted norm with other norms that influence the materials
used for the design of the systems covered in this work, as well as articles that deal
more deeply with the main theme of the work. Taking into account the content
presented in this work, we have several acquired knowledge, about the items
presented in the specific objectives. Each one of them showing the importance of
following the norm studied in this work, in order to have a structural system that brings
safety to the end consumer.

Key-words: Performance; structural system; durability; lifespan; maintainability.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – VUP mínima a ser estabelecida pelo projetista ...................................... 15


Figura 2 – Critérios de desempenho ....................................................................... 17
Figura 3 – Deslocamentos-limites para cargas permanentes e cargas acidentais em
geral ........................................................................................................................ 19
Figura 4 – Flechas máximas para vigas e lajes ....................................................... 19
Figura 5 – Influência da manutenção na vida útil .................................................... 23
Figura 6 – Processo de Lixiviação do concreto ....................................................... 25
Figura 7 – Esquemático do processo de expansão por sulfato ............................... 25
Figura 8 – Processo já avançado de deterioração de concreto por RAA ................ 26
Figura 9 – Fluxo de documentação ......................................................................... 29
Figura 10 – Estrutura de apoio de um viaduto em processo de manutenção corretiva
................................................................................................................................. 30
Figura 11 – Reforço estrutural (manutenção preventiva) feito com fibra de carbono
................................................................................................................................. 31
Figura 12 – Gerenciamento do plano de manutenção ............................................. 31
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


CBIC Câmara Brasileira da Industria da Construção
ELU Estado-Limite Último
NBR Norma Brasileira Regulamentadora
VUP Vida Útil de Projeto
13

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 14

2. DESEMPENHO DE SISTEMAS ESTRUTURAIS .............................................. 15


2.1 ESTABILIDADE E RESISTENCIA ESTRUTURAL................................... 17
2.2 DEFORMABILIDADE OU ESTADOS DE FISSURAÇÃO DO SISTEMA
ESTRUTURAL........................................................................................................... 18

3. DURABILIDADE DE SISTEMAS ESTRUTURAIS .......................................... 222


3.1 VIDA UTIL................................................................................................. 22

4. MANUTENIBILIDADE DE SISTEMAS ESTRUTURAIS .................................. 287


4.1 IMPORTANCIA DA MANUTENÇÃO PARA OS SISTEMAS
ESTRUTURAIS............................................................................................... 27
4.2 MANUAL DE USO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO................................. 31

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 32

REFERÊNCIAS......................................................................................................... 33
14

1. INTRODUÇÃO
No ano de 2008, foi tramitada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) a Norma Regulamentadora Brasileira (NBR) desempenho da construção civil,
que entraria em vigor primeiramente no ano de 2010, com objetivo de estabelecer
critérios, requisitos e métodos de avaliação afim de auxilia no desenvolvimento de
novas para tecnologias para suprir as deficiências técnicas de alguns sistemas.
Porém, por não ter tido grande aceitação a norma veio a ser cancelada.
No ano de 2013, a norma entrou por vez em vigor, sendo aplicada até hoje,
sendo a primeira legislação brasileira que define como um edifício deve se comportar
ao longo do tempo. Sendo enfatizado nesse trabalho um item específico da norma,
sendo ele a parte de desempenho, durabilidade e manutenibilidade de sistema
estruturais, a qual estabelece critérios para manter a capacidade funcional ao longo
de sua vida útil.
A escolha do tema foi feita para que haja um estudo aprofundado da norma que
se tem por muitos atuantes na área em que a mesma é aplicada, buscando suprir as
exigências dos usuários, já que com muita frequência se ouve falar de obras mal
estruturadas e que não seguem as normas, o que ocorre por muitas vezes devido por
falta de conhecimento, principalmente por parte de pequenas e médias construtoras
ou empreiteiras e pessoas que constroem por conta própria.
No Brasil, é comum não seguir normas especificas para se executar
componentes de uma obra, entre eles a parte de sistema estruturais, tornando-se até
mesmo um costume em obras, principalmente de pequenos e médios porte, sendo
isso um grande agravante para que ocorra acidentes ainda na obra ou após a
edificação pronta e entregue ao usuário final. As patologias tendem a causar impacto
direto nos sistemas estruturais, que são a base de qualquer edificação, causando
problemas muitas vezes irreversíveis para a estrutura.
Quais requisitos a norma nos aponta afim de evitar essas patologias nos
sistemas estruturais?
O objetivo geral desse trabalho é apresentar uma análise da norma da ABNT
NBR 15.575: 2013 sobre os itens que descrevem requisitos de sistemas estruturais.
Para isso descreverá sobre os itens de desempenho, durabilidade e manutenibilidade
dos sistemas estruturais.
15

A pesquisa se dará por meio de artigos científicos publicados em revistas, sites


de pesquisas, normas regulamentadores e livros que tratam diretamente do assunto
a ser tratada na mesma. Os artigos de pesquisa, terá em sua maioria itens publicados
após a norma entrar em vigor e, também artigos publicados entre janeiro de 1998 até
o mês de setembro de 2019.
16

2. DESEMPENHO DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS.


SOUZA e RIPPER (1998) definem desempenho como o comportamento em
serviço de cada produto, ao longo de sua vida útil de projeto (VUP). Isto significa que,
para que um material tenha um desempenho satisfatório, suas propriedades devem
permanecer acima dos limites mínimos específicos, durante a sua vida útil (conforme
imagem1).
Figura 1 – VUP mínima a ser estabelecida pelo projetista

Fonte: ABNT NBR 15.575.


O desempenho, geralmente, é variado de diversas maneiras, pois é totalmente
dependente de exigências e cuidados de uso. Dependendo também da condição de
exposição ao meio ambiente ao qual a edificação se expõe, como clima e ações
externas resultantes de ocupação (POSSAN; DEMOLINER, 2013).
Baseando-se em regras estabelecidas, profissionais da área deverão
desenvolver projetos que devem atender uma durabilidade potencial da VUP,
edificações mais duráveis, fazendo assim com que seja especificados valores exatos
em cada tipo de sistema que forem incorporados em projeto (MARQUES, 2015).
A estrutura principal do edifício e todos os seus elementos, devem ser
projetados e construídos de forma que consiga manter sua capacidade funcional
durante todo o tempo de vida útil de projeto, mesmo sofrendo com as condições
ambientais e por 12 intervenções periódicas de manutenção e conservação (ABNT
NBR 15575, 2013).
A evolução tecnológica dos materiais de construção e das técnicas de projeto
e execução foi um dos fatores que contribuíram para o declínio da qualidade na
construção civil, e do aumento do número das patologias nas construções. Com isso,
as edificações tornaram-se mais leves, com componentes estruturais mais esbeltos e
mais solicitados. As conjunturas econômicas fizeram com que as obras fossem
17

conduzidas com grande velocidade e poucos rigores no controle de materiais e


serviços e grande maioria dos trabalhadores mais qualificados se incorporaram aos
setores industriais que melhor remuneram a mão de obra, em detrimento das
construções de pequeno porte (SILVA; JANOV, 2016)
O desempenho, acima de tudo, deve atender a segurança e as exigências do
usuário, o que é sempre bastante relativo, já que cada usuário varia de país por país,
ou até mesmo de região por região, ainda, pode por algo ser exigência em um país,
não ser necessário em outros, como por exemplo condições climáticas, em países
que nevam para países tropicais. O que traz condições ao qual o produto está
submetido durante a sua vida útil.
As exigências para uma estrutura de concreto ter qualidade, podem se
classificadas em três itens, tais são segurança, bom desempenho de serviço e
durabilidade. Sendo que segurança e bom desempenho em serviço serão observados
por toda a VUP da estrutura, ou seja, devem ser projetas e mantidas de maneira que
sempre apresentem uma durabilidade adequada. Afim de garantir estes itens, devem
basear-se as condições de utilização e ambientais (BRANDÂO, 1999).
O desempenho da estrutura e dos demais elementos da construção a ela
vinculados, não devem ser prejudicados por deslocamentos excessivos ou estados
de fissuração excessiva, considerando-se nas verificações as ações permanentes e
de utilização. As deformações, fissuras ou quaisquer falhas não devem impedir o livre
funcionamento de elementos e componentes do edifício, tais como portas e janelas,
instalações, etc. (ABNT NBR 15575-2, 2013).
A degradação prematura das edificações ou suas partes, e a consequente
redução de desempenho, é um problema frequente em todo o mundo. Esta
deterioração ocorre devido ao envelhecimento precoce das mesmas, o qual
geralmente é desencadeado pela baixa qualidade dos materiais empregados na
construção, por problemas de projeto e execução e falta de manutenção.
Segundo a ABN NBR 15575-2, para critérios de desempenho, são
estabelecidas especificações dos requisitos de desempenho. Os quais são
estabelecidos afim de demonstrar em termos de quantidades para serem
determinados de uma forma objetiva. Para tal foram estabelecidos doze critérios para
que o desempenho desejável seja atingido (conforme figura 2), sendo os quais tiveram
18

base a norma ISSO 6241 de 1984 e adaptados aos parâmetros da realidade brasileira
(POSSAN; DEMOLINER, 2013).
Figura 2 – Critérios de desempenho.

Fonte: ABNT NBR 15.575.


Para que seja feito um projeto de manutenção continua através dos anos, uma
boa avaliação da estrutura deve ser realizada, seguindo alguns passos e fases os
quais são: planejamento, projeto, execução, entrega e uso. Sendo que as fases são
interligadas uma com as outras, seguindo sempre uma sequência para melhor eficácia
do projeto como um todo.
Os elementos estruturais de uma edificação devem suprir todas as
necessidades da mesma, afim de evitar ruinas e rachaduras nas estruturas, fazendo
assim com que a edificação seja um habitat seguro. Para isso normas estabelecem
alguns critérios para que os requisitos sejam atendidos, afim de atender o
desempenho necessário. Tais normas são amplas e no que corresponde a estrutura,
presume-se atendida, no caso da não existência de uma norma especifica nos
quesitos estanqueidade e deformabilidade (ABNT NBR 15575, 2013).
2.1 ESTABILIDADE E RESISTÊNCIA ESTRUTURAL
A função da estabilidade e resistência é a de evitar a ruína da estrutura pela
ocorrência de algum estado limite último, os quais determinam a paralisação, no todo
ou em parte, do uso da construção, por sua simples ocorrência. Ainda de acordo com
a norma, elementos com função de vedação, devem ter a capacidade de transmitir à
estrutura seu peso próprio e os esforços externos que tenham alguma carga sobre
eles, sejam essas por conta ou não de sua utilização (ABNT NBR 15575, 2013).
Para que a estrutura tenha estabilidade e uma boa resistência, a norma
estabelece algumas etapas a serem seguidas, são eles: estado-limite último (ELU),
métodos de avaliação, premissas de projeto e nível de desempenho.
19

A norma estabelece que o ELU deve atender às disposições aplicáveis que


abordam a estabilidade e a segurança estrutural para todos os componentes e devem
ser necessariamente consideradas nos projetos as cargas permanentes, acidentais,
devidas a vento e as deformações impostas conforme normas especificas (ABNT NBR
15575, 2013).
Duas partes das normas a quais estabelece métodos de avaliação para um
bom sistema estrutural, sendo elas cálculos e ensaios, sendo que deve haver uma
análise do projeto estrutural para que se verifique conformidade com as normas
brasileiras especificas e premissas de projetos (ABNT NBR 15575, 2013).
A norma estabelece critérios para que as condições de desempenho passem
por uma comprovação afim de demostrar o atendimento ao ELU. Sempre seguindo
normas técnicas dependendo do material a ser utilizado na estrutura e os requisitos
previamente estabelecidos em projetos.
Caso o comportamento do conjunto de materiais e componentes que
constituem o sistema estrutural, não for de conhecimento por meio de experimentos e
não houver norma brasileira, permite-se estabelecer uma resistência mínima através
de ensaios e do traçado correspondente diagrama carga x deslocamento. (ABNT NBR
15575, 2013).
O projeto deve apresentar a justificativa dos fundamentos técnicos com base
em Normas Brasileiras ou, em sua ausência, com base nos Eurocódigos ou em
ensaios. O cumprimento dos requisitos estabelecidos corresponde ao nível de
desempenho mínimo, ou seja, a estrutura deve ter o desempenho mínimo
estabelecido em projeto (ABNT NBR 15575, 2013).
2.2 DEFORMABILIDADE OU ESTADOS DE FISSURAÇÃO DO SISTEMA
ESTRUTURAL
O sistema estrutural não deve sofrer com deslocamentos ou fissuras
excessivas, seja por cargas de projetos ou cargas acidentais e também não deve
impedir o livre funcionamento de elementos e componentes da edificação, como
portas e janelas, nem repercutir no funcionamento da edificação. Sendo que,
seguindo este requisito, diminui-se a probabilidade de ocorrência de danos não
aceitáveis em uma edificação.
Sob a ação de cargas gravitacionais, de temperatura, de vento, recalques
diferenciais das fundações ou quaisquer outras solicitações passíveis de atuarem
20

sobre a construção, os componentes estruturais não devem apresentar


deslocamentos maiores que os estabelecidos nas normas de projeto estrutural ou, na
falta de Norma Brasileira específica e fissuras com aberturas maiores que os limites
indicados nas ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 9062, ou outra norma específica para o
método construtivo adotado ou abertura superior a 0,6 mm em qualquer situação
(ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 9062).
Figura 3 – Deslocamentos limites para cargas permanentes e cargas acidentais em
geral

Fonte: ABNT NBR 15.575.


A figura 3 apresenta limitações de desempenho genéricas e abordagens,
objetivando preservar os elementos estruturais através de uma modelagem detalhada.
Figura 4 - Flechas máximas para vigas e lajes (cargas gravitacionais permanentes e
acidentais).

Fonte: ABNT NBR 15.575.


21

A figura 4 é expedita e inclui as expectativas com relação a deformações


dependentes do tempo.
Caso valores apresentados nas figuras 1 e 2 da ABNT não sejam atendidos,
proceder à análise de projeto, cumprindo os valores estabelecidos por cálculos e ou
ensaios.
Os componentes de um projeto estrutural devem seguir algumas normas
devem ser baseados em normas estabelecidas em normas da ABNT em relação ao
tipo de estrutura empregada. Para tal deve-se considerar cargas permanentes
acidentais e deformações especificas.
Para casos gerais, a análise de deformações, só há necessidade de considerar
ações permanentes e acidentais características. Na Avaliação de deslocamentos,
devem ser considerados as deformações imediatas e as diferidas no tempo, conforma
limites apresentados na figura 2 retirada da norma ABNT NBR 15575. Sendo que para
materiais, como concreto armado, os efeitos de diminuição da rigidez devem ser
levados em consideração devida à ocorrência da fissuração.
Caso o comportamento do conjunto de materiais e componentes que
constituem o sistema estrutural, não for de conhecimento por meio de experimentos e
também não houver norma brasileira, permite-se estabelecer uma resistência mínima
através de ensaios e do traçado correspondente diagrama carga x deslocamento
(ABNT NBR 15575, 2013).
Conforme passar dos anos, os materiais de construção sofrem diversas
grandes alterações, pelo fato de condições de exposição ao ambiente e
procedimentos de cálculos. Com isso alguns desse materiais que apresentavam
certas limitações e parâmetros de resistência que eram suficientes para atender as
exigências de projeto, com isso se aprofundou em durabilidade das estruturas e seus
componentes, fazendo posteriormente este conceito ao desempenho das mesmas no
comportamento de uso (POSSAN; DEMOLINER, 2013).
22

3. DURABILIDADE DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS.


As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo que,
sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas
conforme preconizado em projeto, conservem a sua segurança, estabilidade e aptidão
em serviço durante o prazo correspondente a sua vida útil (ABNT NBR 6118, 2014).
Devido a necessidade de avaliação do desempenho econômico de diversos
produtos, deu-se início o estudo de durabilidade, bem como o início de planejamento
de manutenção. Sendo que durabilidade depende quase que exclusivamente do
conhecimento do que de recursos propriamente ditos. Por diversas vezes, na
produção do componente é que acarreta a maior carga ambienta e a vida útil acaba
aumentando ou diminuindo sem afetar proporcionalmente as cargas ambientais
(JOHN, 2001).
A durabilidade de estruturas de concreto depende de diferentes fatores ligados
à fase de projeto, produção e caracterização de insumos, preparação do concreto,
execução da estrutura e manutenções preventivas e corretivas. Ela também pode
sofrer pode impacto da ação do meio ambiente (FIGUEIREDO, 2019).
Tem-se considerado que a durabilidade de uma estrutura de concreto, é
estabelecida através de regras implícitas por conta de fatores como cobrimento
mínimo, relação água/aglomerante, tipo de cimento, limitação de abertura de fissuras,
entre outros fatores. Tais valores são levantados através de pesquisas de laboratórios
ou de campo e tarefas que levam a atividades práticas. Sendo que se tem obtido um
grau satisfatório de durabilidade, porém com variações significativas devido a grande
influência das condições reais do meio ambiente envolvente e do concreto real
colocado nas peças estruturais (ISAIA, 2001).
Mais especificamente, de acordo com a literatura técnica, a durabilidade da
estrutura de concreto é determinada por quatro fatores, denominados 4C, são eles
(HELENE, 2001):
• Composição ou traço do concreto;
• Compactação ou adensamento efetivo do concreto na estrutura;
• Cura efetiva do concreto na estrutura;
• Cobrimento ou espessura do concreto de cobrimento das armaduras.
A durabilidade está relacionada às propriedades do material e à sua exposição
ao longo do tempo, em um dado ambiente. Ela é fundamental para a vida útil de uma
23

edificação. Segundo a norma de ABNT NBR 15.575, a vida útil de projeto (VUP)
mínima para estruturas de concreto deve ser igual ou superior a 50 anos.
A durabilidade das estruturas de concreto requer cooperação e atitudes
coordenadas de todos os envolvidos nos processos de projeto, construção e
utilização, devendo, como mínimo, ser seguido o que estabelece a ABNT NBR 12655,
sendo também obedecidas as disposições com relação às condições de uso, inspeção
e manutenção (ABNT NBR 6118, 2014).
3.1 VIDA ÚTIL
O conceito de vida útil consiste em quantificar a expectativa de duração de uma
estrutura e seus componente, dentro de limites de projetos admissíveis. Sendo
classificada pela ISO 13823 (2008) como período efetivo de tempo durante o qual a
estrutura ou seus componentes atingem os requisitos de desempenho estabelecidos
em projeto, não levando em conta ações de manutenção ou reparo que não foram
previamente estabelecidas em projeto (POSSAN; DEMOLINER, 2013).
Ações de manutenções previstas conforme a necessidade afim de garantir ou
prolongar a vida útil de projeto. De acordo com a norma de desempenho é necessário
salientar a importância de realização das atividades de manutenção pelo usuário,
levando em conta que este não deve realizar manutenção indicada corre-se o risco
da VUP não ser atingida (POSSAN; DEMOLINER, 2013).
Figura 5 - Influência da manutenção na vida útil.

Fonte: ABNT NBR 15.575.


24

Na elaboração do projeto, o mesmo deve ser desenvolvido afim de garantir a


segurança da estrutura com um desempenho satisfatório durante o serviço. Para que
isso seja atingido, deve-se seguir uma série de requisitos para a capacidade de carga,
assim como cargas acidentais de uso e enfatizando as especificações referente a
durabilidade. Já em questão dos requisitos de segurança se é observado que são
atendidos com em um nível satisfatório, ao passo que as exigências de um bom
desempenho em serviço e durabilidade acabam sendo deixadas em segundo plano
(BRANDÃO, 1999).
O período de tempo da contagem da vida útil de projeto se inicia na data de
conclusão da obra, sendo que essa data deve ser comprovada pelo Auto de
Conclusão de Edificação, que é um documento legal que atesta a conclusão da obra.
Quando decorrido 50% do valor de vida útil do projeto e não tenha sido necessário
intervenções de manutenção com custos, considera-se que o tempo de vida útil foi
atingido satisfatoriamente (ABNT NBR 15575, 2013).
Para que se alcance a VUP dos sistemas, deve-se ter alguns cuidados
especiais, como verificar se os materiais e componentes empregados atende as
normas técnicas; cuidado na execução do projeto e com qualidade da execução da
obra e por fim a uma boa elaboração do manual de uso, operação e manutenção, afim
de que tenho uma compreensão fácil por parte do usuário (MARQUES, 2015).
Com um crescimento considerável nos últimos anos, as manifestações
patológicas trazem como resultado o envelhecimento precoce das construções
existentes. Patologias as quais demostram que os requisitos e recomendações
existentes nas principais normas de projeto e execução das estruturas de concreto
armado que estavam em vigência, não eram o suficiente para que a VUP fosse
atingida (HELENE, 2001).
As estruturas de concreto podem se deteriorar pela função de vários
mecanismos, dentre os quais temos lixiviação, expansão por sulfato, reação álcali-
agregado.
Lixiviação (figura 6) é quando uma substância é extraída de um meio sólido
através de sua dissolução em um meio líquido. Na Engenharia Civil esse processo
ocorre no concreto e é uma patologia bastante comum em edificações. É causada
através do contato da estrutura de concreto com a água, que acontece basicamente
através de infiltrações (ABNT NBR 6118, 2014).
25

Figura 6 – Processo de lixiviação do concreto.

Fonte: Andrew Sabai / shutterstock.com


Expansão por sulfato (figura 7) ocorre quando a estrutura está em contanto com
águas ou solos com a presença de íons de sulfato. Os sulfatos quando reagem com
os componentes da matriz de cimento, geram produtos expansivos, surgindo
dilatações que desagregam e fissuram o concreto (ABNT NBR 16697).
Figura 7 - Esquemático do processo de expansão pode sulfato.

Fonte: Civil Geeks.


Reação álcali-agregado (figura 8) são processos químicos que envolvem álcali
provenientes do cimento e agregados reativos. Essas reações, de agentes que se
encontram dentro do concreto, podem geram deteriorações em estruturas de concreto
armado (ABNT NBR 15.577).
26

Figura 8 - Processo já avançado de deterioração de concreto por Reação álcali-


agregado

Fonte: Edson (2013).


As patologias interferem diretamente na deterioração relativamente precoce de
estruturas de concreto, sendo por uma somatória de fatores, sendo o quais erros de
projetos e execução, materiais com baixa eficiência, problema de estocagem na obra,
danos causados pelo meio ambiente, falta de manutenção e ineficiência ou ausência
de um controle de qualidade (BRANDÃO, 1999).
Dentre os sistemas para reparo de estruturas atacadas por essas correções já
existe técnicas com eletroquímica de cloretos e de realcalinização eletroquímica,
porém ambas ainda não estão sendo aplicadas em estruturas no Brasil. Observa-se
também um crescente número de tipos de pinturas e revestimentos superficiais que
aumentam o efeito barreira ao acesso de gases e líquidos ao interior do concreto
(FIGUEIREDO, 2019).
A ABNT NBR 15575 (2013) regimenta que um edifício ou sistema deve
conseguir alcançar um bom desempenho no tempo de vida útil de projeto, e delega
sua total responsabilidade aos projetistas, construtores e incorporadores. Estes
conseguirão as informações de durabilidade para o desenvolvimento do projeto
através das Normas Brasileiras e Internacionais e das informações fornecidas pelos
fabricantes.
27

Porem os mesmos não poderão ser responsáveis pelo valor de vida útil de
projeto (VUP), já que o tempo total de VUP é dado também pelo correto uso e
operação do edifício, das operações de limpeza e manutenção, alterações climáticas,
níveis de poluição, dentre vários outros aspectos, com isso, só se consegue alcançar
o tempo de vida útil do sistema, tomando todos os cuidados de manutenção, o que é
feito pelo proprietário e não pelo construtor (ABNT NBR 15575, 2013).
28

4. MANUTENIBILIDADE DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS.


De acordo com a ABNT NBR 15575 (2013), a manutenibilidade é um termo que
traduz a facilidade de manutenção de um edifício e seus elementos ou componentes.
Objetivamente, quando um sistema de uma edificação, necessita que outro sistema
seja acessado ou removido, para que haja manutenção, torna-se um sistema que não
possui uma boa manutenibilidade.
Já de acordo com a ABNT NBR 5462 (1994), manutenibilidade é a facilidade
de um item em ser mantido ou recolocado no estado no qual pode executar suas
funções requeridas, sob condições de uso especificadas, quando a manutenção é
executada sob condições determinadas e mediante procedimento e meios prescritos.
A manutenibilidade deve ter sua importância levada e conta pelos projetistas
em duas fases distintas do empreendimento, que são a concepção e projeto
(VILLANUEVA, 2015).
Afim de garantir uma manutenibilidade em um nível satisfatório, é necessário
ter uma visão mais abrangente para o conceito de manutenção, do qual estabelece
que a manutenção é após a entrega ao usuário final. Sendo que a mesma já deve ter
parâmetros estabelecidos na fase de concepção e projetos, uma vez que são as duas
etapas as quais há possibilidade de alteração da manutenibilidade (VILLANUEVA,
2015).
4.1 IMPORTANCIA DA MANUTENÇÃO PARA OS SISTEMAS
ESTRUTURAIS.
O profissional responsável deve elaborar um projeto afim de que a inspeção e
manutenção predial seja facilitada. O mesmo também deve elaborar um manual de
uso, operação e manutenção adequado as condições do projeto a ser fornecido após
a conclusão da execução do projeto (MARQUES, 2015).
O custo de manutenção é, sem dúvida alguma, o principal, e talvez, o mais
oneroso item na composição das taxas condominiais. Portanto, é de suma importância
que essa manutenção seja efetuada da melhor forma possível, evitando desgaste
prematuro, afim de manter a segurança de seus usuários.
Manutenção é conjunto de atividades a serem realizadas para conservar ou
recuperar a capacidade funcional da edificação e de duas partes constituintes de
atender as necessidades e segurança dos seus usuários (ABNT NBR 5674, 2012).
29

A importância da manutenção para a conservação do desempenho da


edificação é inegável, é impossível manter desempenho da edificação acima do limite
aceitável sem que haja intervenções de manutenção periódica (VILLANUEVA, 2015).
A falta de manutenção pode vir a causar grandes danos econômicos, técnicos
e ambientais à sociedade. Quando realizadas são responsáveis pela preservação das
fontes de recursos naturais, já que as mesmas garantem um maior tempo de vida útil
para as edificações. De uma maneira técnica, as manutenções impactam de maneira
positiva no desempenho, para que seja satisfatório dos seus vários sistemas e
componentes (PASSOS, 2017).
A garantia de maior vida útil e de satisfatório desempenho estrutural e funcional
só será obtida através de uma manutenção adequada, a qual deverá fazer parte de
uma gestão predial eficiente. Neste sentido, o desempenho das instalações e o
perfeito funcionamento dos equipamentos, devem fazer parte das obrigações da
gerência dos condomínios, que precisa conhecer e adotar os conceitos e métodos da
manutenção preventiva, condicional ou preditiva e onde for aplicável, a manutenção
produtiva total (VILLANUEVA, 2015).
Gestão da manutenção deve ser organizada, executada e documentada.
Visando sempre o melhor desempenho da edificação, essa norma orienta que sejam
feitas inspeções de forma periódica, afim de observar pontos, bem como apresentar
documentos para que se comprove que as ações de manutenção sugiram efeitos no
sistema. Além disso, apresenta um fluxograma para apresentação de documentação
(figura 9) onde o início é manual de uso, operação e manutenção (ABNT NBR 5674,
2012).
Figura 9 – Fluxo de documentação.

Fonte: ABNT NBR 15.575.


30

Os diversos tipos de manutenções são de fundamental importância para que a


VUP da estrutura e seus elementos seja alcançada. Sendo que devem ser realizadas
assim que o problema se manifestar ou ainda mesmo antes do problema se
manifestar, caracterizando assim como manutenção preventiva, afim de que até
mesmo as pequenas falhas sejam evitas ou que progridam rapidamente para
extensas patologias (ABNT NBR 15575, 2013).
Segundo Lins (2016), as classificações de manutenção podem se dar da
seguinte maneira:
a) Corretiva: serviço que exige ação imediata para reparar sistema,
componentes e elementos das edificações, bem como para evitar riscos ou
prejuízos pessoais e patrimoniais aos usuários.
b) Preventiva: como o próprio nome já sugere, a manutenção preventiva
consiste em um trabalho de prevenção antes que apareçam os defeitos,
priorizando as solicitações dos usuários, estimativas de durabilidade dos
sistemas, elementos ou componentes das edificações em uso, entre outros.
c) Preditiva: é realizada a partir da modificação de parâmetros de condição ou
desempenho, cujo acompanhamento segue uma sistemática seguindo
padrões ou índices estatísticos.
d) Detectiva: visa fazer o levantamento de falhas e problemas ocorridos em
um sistema, afim de ser um auxílio a manutenção preventiva. É de maneira
distinta a manutenção preditiva, pois esta procura a causa dos defeitos.
Figura 10 - Estrutura de apoio de um viaduto em processo de manutenção corretiva.

Fonte: Leon Rodrigues/Secom


31

Figura 11 – Reforço estrutural (manutenção preventiva) feito com fibra de carbono.

Fonte: Techiniques Soluções em Engenharia.


As manutenções devem seguir um programa ou plano constituído de prazos,
necessidades de recursos, responsáveis pela execução, documentos de referência e
normativas. Devendo considerar itens previamente elaborados, como projetos,
memoriais, orientação de fornecedores e manual de uso, operação e manutenção e
as características do sistema (PASSOS, 2017).
De acordo com a ABNT NBR 5674 (2012) existem recomendações de que um
planejamento de manutenção deve conter todos os sistemas da edificação, incluindo:
• A elaboração de uma previsão detalhada dos métodos de trabalho;
• Ferramentas e equipamentos necessários para o serviço;
• Condições especiais para o acesso;
• Cronograma de execução;
• Duração dos serviços; e
• Os responsáveis pela tarefa.
Figura 12 – Gerenciamento de plano de manutenção.

Fonte: Engeteles
32

As manutenções devem ser realizadas a partir do manual de operação, uso e


manutenção fornecido pelo incorporador ou construtora e às boas práticas de acordo
com a ABNT NBR 5674.
4.2 MANUAL DE USO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO.
O manual de uso, operação e manutenção deve informar os prazos de
garantias, apresentar sugestão para o sistema de gestão de manutenção, informar
como será realizado o atendimento ao cliente e prestar o serviço de assistência
técnica assim como descrever procedimentos recomendáveis e obrigatórios para a
conservação, uso e manutenção da edificação, bem como para a operação dos
equipamentos aos usuários e síndicos de edificações (CBIC, 2014).
De acordo com a ABNT NBR 14037, a finalidade do manual é definida como:
a) Informar aos proprietários as características técnicas da edificação
construída;
b) Descrever procedimentos recomendáveis e obrigatórios para conservação,
uso e manutenção das edificações, bem como para operação de
equipamentos;
c) Em linguagem didática informar e orientar os proprietários e o condomínio
com relação à suas obrigações no tocante à realização de atividades de
manutenção e conservação e de condições de utilização;
d) Prevenir a ocorrência de falhas ou acidentes decorrentes do uso
inadequado;
e) Contribuir para que a edificação atinja a sua vida útil de projeto.
Ainda na ABNT NBR 14037, o manual deve apresentar descrições gráficas e
escrita da edificação apresentando informações sobre aspectos importantes para o
usuário, definição dos limites de uso seguro da edificação, descrição de dispositivos
previstos para facilitar a modificação, expansão e modernização, desenhos
esquemáticos atualizados em relação ao realmente construído, conjunto de projetos
e discriminações técnicas atualizadas, bem como datas de conclusão da estrutura, do
habite-se e da elaboração do manual.
33

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Levando-se em conta o conteúdo apresentado nesse trabalho, temos diversos
conhecimentos adquiridos, sobre os itens apresentados nos objetivos específicos.
Cada um deles mostrando a importância de se seguir a norma estudada neste
trabalho, afim de ter um sistema estrutural que leve segurança ao consumidor final.
O desempenho do sistema estrutural, como vimos, é de suma importância
estabelecer de forma correta, ainda na fase de projeto, itens como cargas acidentais
e permanentes, afim de que sejam respeitadas as flechas e deslocamentos do sistema
estruturais, afim de que não ajam deformações permanentes que possam levar a ruína
do sistema.
Quanto a parte de durabilidade que abordamos nesse trabalho, vimos a
importância de que as estruturas devem ser projetadas e construídas de forma que a
vida útil de projeto seja atingida, prevendo um plano de manutenção para que possa
ser utilizado como auxílio para que a VUP seja alcançada. Fazendo também, uma
síntese de deformações e fissuras que podem vir a ocorrer devido à falta de
manutenção.
Já no último capítulo, vimos a importância da manutenibilidade bem projetada,
sendo essa definida como a facilidade de manutenção do sistema, mostrando como
proceder em cada tipo de manutenção e especificando cada uma delas. Utilizando de
forma correta o Manual de uso, operação e manutenção elaborado pelo projetista e
entregue ao consumidor ao final da construção do empreendimento.
34

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 15575: Edificações
Habitacionais – Desempenho Parte 2: Requisitos para os Sistemas Estruturais –
Referencias – Elaborações. Rio de Janeiro, 2013.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 15577: Reatividade


álcali-agregado. Rio de Janeiro, 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 16697: Cimentos


Portland – Requisitos. Rio de Janeiro, 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 6118: Projetos de


estrutura de concreto armado – Procedimentos. Rio de Janeiro, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 5674: Manutenção de


Edificações – Procedimentos – Referencias – Elaborações. Rio de Janeiro, 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 5462: Confiabilidade e


manutenibilidade – Procedimentos. Rio de Janeiro, 1994.

CÂMARA BRASILEIRA DA INDUSTRIA DA CONSTRUÇÃO (CBIC): guia nacional


para a elaboração do manual de uso, operação e manutenção das edificações.
Fortaleza, 2014.

JOHN, V. M. ET ALL, (2001). Durabilidade e sustentabilidade: desafios para a


construção civil brasileira. WORKSHOP SOBRE DURABILIDADE DAS
CONSTRUÇÕES. Novembro. São José dos Campos.

FIGUEIREDO, Enio Pazini (2019). Durabilidade de estruturas de concreto está


sujeita à ação do meio ambiente. Revista AECweb. São Paulo, edição online, pag.
1 a 3, out 2019.

POSAN, Edna; DEMOLINER, Carlos Alberto. Desempenho, durabilidade e vida útil


das edificações: abordagem geral. Revista Técnico-Cientifica do CREA-PR.
Paraná, 1ª edição, pag 1 a 14, out 2013.

MARQUES, Camila de Souza. Analise crítica da norma de desempenho, ABNT


NBR 15575: 2013 com Ênfase em durabilidade e manutenibilidade. 2015.
Monografia (Especialização em construção civil) – Escola de Engenharia,
Universidade Federal de Minas Gerais, 2015.

SOUZA, V. C.; RIPPER, T. Patologia, recuperação e reforço de estruturas de


concreto. São Paulo: PINI, 1998.

JOHN, V. M. ET ALL, (2001). Durabilidade e sustentabilidade: desafios para a


construção civil brasileira. WORKSHOP SOBRE DURABILIDADE DAS
CONSTRUÇÕES. Novembro. São José dos Campos.
35

ISAIA, G. C., (2001). Durabilidade do concreto ou das estruturas de concreto?


Reflexões sobre o tema. WORKSHOP SOBRE DURABILIDADE DAS
CONSTRUÇÕES. Novembro. São José dos Campos.

HELENE, P., (2001). Introdução da vida útil no projeto das estruturas de concreto
NB/2001. WORKSHOP SOBRE DURABILIDADE DAS CONSTRUÇÕES. Novembro.
São José dos Campos.

PASSOS, Marcia de Jesus. (2017). PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO EM


SUPERESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO PARA ATENDER A VIDA UTIL
MINIMA EXIGIDA PELA NBR ABNT 155575:2013. Junho. Aracaju.

Lins, Andréa Santana Teixeira. Notas de aula da disciplina gestão de manutenção


predial. Curso de Engenharia Civil do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Aracaju, 2016
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Trabalho de Conclusão de Curso 2/2 - Atividade 3

Critérios Pontos Pontos Obtidos

Elementos Pré e Pós –Textuais (0-200) 200

Introdução clara e coerente com o trabalho (0-400) 400

Considerações Finais coerentes com os objetivos propostos (0-400) 400

Desenvolvimento (Capítulos 1, 2 e 3) de forma clara e


estruturada ao longo de todo o trabalho
(0-2000) 2000

Apresenta coerência, linguagem formal e impessoal,


respeita as (0-600) 600
regras ortogramaticais.

Referências contemplam todas as obras e autores que


foram citados no trabalho, atendendo à formatação correta (0-400) 400
de acordo com a ABNT

Total de Pontos Obtidos (0 - 4000) 4000


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