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Modernidade

Projeto de Diplomação II referente ao Curso Bárbara Rodrigues Tavares


de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Orientadora: Aline Zim
Católica de Brasília sob a orientação da pro- Brasília
fessora Aline Zim. Dezembro
2019

2
agradecimentos

Agradeço a todos que me apoiaram du-


rante toda minha graduação, em especial
no processo de diplomação.

Agradeço à minha família pelo apoio e


carinho com os quais sempre recebem
meus sonhos.

Agradeço aos meus amigos por me cha-


marem para sair mesmo sabendo que eu
não poderia ir.

Agradeço aos meu “arquiamigos” que


fizeram destes 5 anos os mais incríveis
possíveis. Parabéns, vocês são muito
criativos.

Agradeço a todos os professores que me


ensinaram muito além do previsto na
ementa.

Agradeço à minha professora orienta-


dora, Aline Zim, pelas horas e horas de
conversa que impulsionaram, não só este
trabalho, como também jornadas de au-
toconhecimento e questionamentos sobre
o universo. Obrigada, Aline. O que eu
aprendi com você vai muito além deste
trabalho.

Dedico esta diplomação a todas as pesso-


as as quais não estive presente nas festas
de aniversário durante estes 5 anos pois
estava ocupada fazendo trabalhos.
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sumário

Considerações Iniciais 5

A Ideia 6
A Arquitetura Sensorial 7
Os Labirintos e seus efeitos espaciais 11
A Modernidade e sua renovação constante 12
Kandinsky e as formas elementares 14

As Condições 16
A justificativa de projeto 17
O terreno 19
O patrimônio 20

O Resultado 24
A implantação 25
Bioclimatismo 27
Os partidos 28
O semienterrado 30
A narrativa de visita 32
As possibilidades 35
As salas 37
A relação cotidiana 42
A estrutura 45
Os Desenhos 47

Considerações Finais 52

Referências Bibliográficas 53

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Considerações Iniciais

“Uma sala é uma coisa sensível maravilhosa. Se você


fosse ao Batistério em Florença e falasse lá, mesmo
que um grande espaço, suas proporções, sua forma,
seu octógono, poderia te fazer igualmente generativo,
porque a forma em si é como uma personalidade. Eu
tenho certeza que eu falaria sobre coisas que nunca
falei antes.”
- Louis Kahn, 1972

O projeto do Museu da Modernidade tem conhecimento e questionamentos que fazem


com que o visitante que entrou no museu não
como principal objetivo a conexão entre o vi-
sitante e a arquitetura, a criação de uma ex- seja o mesmo que saia.
periência além do que é almejada do espaço
e busca fazer isso por meio da sensorialidade A modernidade se encaixa perfeitamente com
de ambientes. A metodologia da arquitetura esse desejo de conexão com o espaço e as-
sensorial. censão por meio dele. A busca homem de se
superar ou crescer é a nossa modernidade par-
A tipologia museu permite explorar o lado ticular. A reinvenção do nosso ser é o que ga-
mais artístico da arquitetura, pois é em sua rante nossa evolução como sociedade.
essência a “casa da arte”. O espaço museoló-
gico passa a ser então fio condutor, o contex-
to no qual a arte é captada. Os museus têm a E se essa relação entre a arquitetura e o usuá-
capacidade de imersão e comoção para com rio fosse muito mais íntima de que seu papel
o usuário, podem proporcionar mudanças funcional? E se, ao entrar em um espaço ele
incríveis no indivíduo, desencadear desejos, perguntasse quem é você?

5
6
A Arquitetura Sensorial

peter zumthor

O espaço é um plano extremamente comunicável e nos dá a liberdade de explorar outros sentidos, que
não são catalogados pela ciência, mas que ideologi-
o corpo humano é programado para ler um ambiente camente são tão válidos quanto nossa biologia. Por
em todos os seus sentidos. Quando unimos essas ca- isso, vou falar sobre pontos menos óbvios da arqui-
pacidades temos a simbiose entre o homem e o espa- tetura sensorial, apoiando meu discurso nas palavras
ço. Existem vários arquitetos que priorizam essa inte- de Peter Zumthor, em seu livro Atmosferas (2006), o
ração acima de qualquer coisa, Peter Zumthor, Juhani qual explora a metodologia e filosofia do arquiteto em
Pallasmaa, John Ruskin, são uns dos principais pen- seus projetos, que são grandes exemplos de espaços
sadores da chamada, Arquitetura Sensorial. sensíveis.

Essa metodologia projetual usa da organização do es- O livro se chama “Atmosfera”, pois para o autor, esse
paço e seus elementos, desde a escolha de terreno e seria o produto final de uma arquitetura projetada
dos materiais de construção até a locação de mobili- pensando nos sentidos. Cria-se um espaço que por
ário para criar uma narrativa coesa do que ele quer completo direciona o habitante para uma experiência.
transmitir à quem o habita (habitar aqui significa uti- Algo como um microclima. O autor divide sua me-
lizar, estar inserido, na arquitetura). Esse modo de todologia projetual em 9 pontos, os quais apresento
projetar é bastante conectado com a subjetividade do a seguir:
arquiteto, e o permite explorar do aspecto artístico da
arquitetura, criando ambientes mais poéticos e linhas A forma física da arquitetura: O corpo do espaço.
Imagem Base: Cody Daley
de pensamento mais sensíveis. Uma analogia à anatomia humana que tem um con-
junto de vários sistemas para garantir seu funciona- Localização: Graubünden, Suíça, Therme, 7132
Biologicamente, o sistema sensorial humano tem 5 mento, tanto físico quanto mental. Vals.
pontos receptivos: A visão; o olfato; o paladar; a audi-
Ano de construção: 1993 - 1996.
ção; e o tato. E esta seria a base fundamental para um Os materiais: Para Zumthor, a consonância dos ma-
projeto sensorial, criar estímulos que direcionam o teriais é crucial na criação do espaço ou seja, não só Equipe de projeto: Peter Zumthor, Marc Loeliger,
usuário à uma narrativa sensorial. Cheiros, sons, ima- o material em si, mas a composição deles, como eles Thomas Durisch e Rainer Weitschies
gens, materiais que juntos apontam para uma mes- interagem uns com os outros. Pode-se pensar em uma
ma direção. Porém, a subjetividade da metodologia orquestra, na qual os materiais são os instrumentos,
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cada um propaga um timbre diferente, mas se orga- tratar com arquitetos, pois existem aqueles que pen-
nizados na mesma melodia, criam uma música. Zum- sam em suas obras como espaços imaculados e qual-
thor coloca que, “Materiais soam em conjunto e ir- quer adição de qualquer coisa seria uma quebra de
radiam, e é desta composição que nasce algo único” suas ideias tão precisamente calculadas, esse precio-
(ZUMTHOR, 2006, p. 24). sismo com o qual os projetistas veem suas criações é
prejudicial à sensorialidade do espaço. O absoluto da
O som: Pode-se pensar no som como um dos pontos arquitetura está muito mais na sua maleabilidade do
mais subestimados da arquitetura, não o som óbvio que na sua rigidez. Um espaço no qual não se pode
como uma música ambiente em uma loja, mas o som adicionar nem um quadro é muito mais frágil em sua
próprio do espaço que é resultado da interação da composição do que uma sala que pode ser “decorada”
arquitetura com elementos externos, que podem ser ao ver da personalidade à quem ela pertence.
pensados, mas que raramente se faz. Só notamos a
importância do som quando enfrentamos o silêncio, A sedução do espaço: O aspecto espaço x tempo da
pensar em estar em uma sala que não tem som ne- arquitetura. A conexão entre o habitante e a arquite-
nhum é ensurdecedor. O som é conforto e acolhimen- tura acontece de forma gradual, ela precisa nos sedu-
to. zir, e faz isso com percurso e permanência. Somos
“levados” aos ambientes, conduzidos pelo espaço, e
A temperatura do espaço: Mais uma vez um ponto assim, vamos nos apaixonando pela arquitetura sem
em que a escolha dos materiais é crucial. Cada mate- nem mesmo perceber. O arquiteto cria o momento
rial tem seu desempenho térmico específico, mas indo de caminhar e o momento de contemplar, para poder
além disso, temos a temperatura psíquica do espaço. compor essa sedução, que no melhor dos casos, é na-
Ao imaginar uma pedra, por exemplo, conseguimos tural, não tem cara que foi pensada.
pensar em sua temperatura. Por isso a “verdade dos
materiais” é tão importante na arquitetura sensorial. A relação interno x externo: Pensando na arquitetura
É destoante quando usamos um revestimento de cerâ- como algo que está inserida em um meio, um contex-
mica que imita a superfície de madeira, pois nossas to, e automaticamente se comunica com ele (ou posi-
expectativas psicológicas não serão atendidas, e a não tiva ou negativamente), devemos sempre nos atentar
ser que essa “farsa” seja usada como discurso do pro- aos pontos de transição do que significa estar dentro
jeto, é uma falha na composição sensorial do espaço. ou fora. A atmosfera do interior e exterior são diferen-
tes, e podemos explorar esse contraste para criar uma
As coisas dentro da arquitetura: Zumthor fala das experiência do que significa estar na arquitetura. Ou-

Imagens Base: Cody Daley


coisas que nos rodeiam quando estamos dentro de um tro ponto importante dessa relação, é como a arquite-
espaço e como elas nos afetam. Para ele, os objetos tura se comporta na rua. As fachadas das edificações
são símbolo de amor e cuidado, não de quem pro- são as “caras” dos edifícios, é como se mostram para
jetou mas de quem habita o espaço. Os itens que os a cidade. Zumthor tem uma frase, que comicamente
habitantes colocam no ambiente é o que dita a relação explica essa conversa entre arquitetura e o que a ro-
entre espaço e o homem. É um tema sensível para se deia: “Pode dizer à praça: Estou contente por estar
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aqui. Ou pode dizer: sou o edifício mais bonito, vocês
todos são mesmo maus. Eu sou como uma diva. Os edi-
fícios podem dizer tudo isso” (ZUMTHOR, 2006, p. 50).

A escala da arquitetura: A palavra “escala” aqui fala so-


bre os níveis de intimidade. Todos os elementos da ar-
quitetura se comunicam com o corpo humano e nos faz
sentir nossa própria escala de formas diferentes, portas
enormes e largas que nos fazem sentir pequenos e per-
didos, portas estreitas e baixas que nos sufocam, são
elementos que nos fazem conscientes do nosso próprio
corpo. Zumthor fala da escala de intimidade que temos
com a arquitetura, que condiz com o quão familiarizados
e confortáveis com o espaço nós estamos.

A luz: Um dos pontos mais poéticos discutidos na arqui-


tetura é a iluminação. Nas ideias de Peter Zumthor o fim
prático da luz tem seu ponto mais importante quando re-
flete nos materiais. A melhor forma de atestar a relação
entre luz natural e superfície do material, seria fazer tes-
tes físicos, expor uma tábua de madeira ao sol e observar
como ela se comporta, por exemplo, captar a narrativa
daquele momento, o brilho, a ressonância da luz no ob-
jeto.

Peter Zumthor finaliza seu livro colocando três aspectos

Imagens Base: Cody Daley


que para ele é a conclusão de uma arquitetura: A arqui-
tetura como espaço envolvente, que diz respeito à capa-
cidade de uma obra de se relacionar com as pessoas e
impactá-las; A Harmonia, que é o que garante uma com-
posição unificada de todos os tópicos citados anterior-
mente, ou seja, um fim coeso em meio a tantos pontos es-
pecíficos; e por fim, A forma bonita, que para ele não é só
um estudo da estética, mas quando ele não vê “beleza” na
forma final das suas obras, volta e começa do princípio.

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“A edificação é fragmentada na natureza mas
monolítica em aparência e objetivo, para se
afirmar como um único bloco de pedra”
(BZIOTAS, 2010. P. 3)

Corte da Therme Vals


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Os Labirintos e seus efeitos espaciais
Os labirintos estão presentes na história tanto espa- “Qual é o significado psicoespiritual do labirinto mítico? O labirinto
cialmente quanto metaforicamente. Desde 2500 a.C.
(imagem) temos a representação do arquétipo labirin- pode ser visto como um arquétipo simbólico da psique e do que C.
to feita por culturas diferentes em continentes dife- G. Jung chamou de processo de individuação: aquele caminho sinu-
rentes,o que o psiquiatra e psicoterapeura suiço, Carl
Jung chama de “inconsciência coletiva”.
oso, imprevisível, tortuoso em busca da totalidade e autenticidade.
O objetivo é atingir o centro, o Eu, o núcleo do nosso ser. Mas essa
Embora sua configuração gráfica seja por si só muito é só metade da jornada. Pois ter descoberto o centro com seu tesou-
complexa, o ponto mais surpreendente do labirinto, é
sua bagagem simbólica.
ro, a ‘pérola preciosa’, não é suficiente: O indivíduo deve encontrar
a saída do labirinto de volta para o mundo exterior - para sempre
“Por todo o mundo vem sido associado a todos os transformado por essa experiência (...)”
aspectos da vida humana. Já foi usado como sím-
bolo de fertilidade e nascimento, assim como de - Stephen A. Diamond. Ph.D. em psicologia (Why Myths Still Matter (part 3)
purgatório ou morte. Tem importância religiosa e
meditativa na cultura Hindu, Cristã, Islâmica, Bu-
dista e rituais Shamanicos” - Conty, 2002

Assim, o labirinto se torna algo de fácil associação em


diversas culturas, por diferentes faixa etárias, seria
uma configuração espacial de ressonância com todos
os visitantes. Não necessariamente em seu desenho
clássico (imagem), mas em sua essência de fluxos e
momentos. Sua simbologia marca então um processo
o qual traduzido no espaço do Museu cria uma nar-
rativa de visita.

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A Modernidade e sua renovação constante

O termo modernidade carrega muitos significados ao longo da história. Exis- Essa dúvida constante se atrela muito bem na modernidade, pois é ela que
garante nossa vontade de evolução, nosso desejo de nos superar, de querer
tem aqueles que acreditam que a modernidade começou na revolução Industrial.
saber mais. Esses desejos podem se manifestar de maneira vanguardista,
Existem os que defendem a quebra da modernidade e a iniciação da pós moder-
quebrando as vertentes do passado e buscando algo completamente novo,
nidade, e aqueles que criticam esta ideia como Wolfgang Welsch (1980). Existe
ou pode estar na busca de respostas atuais nos cânones do passado, os movi-
o “Projeto da Modernidade” como explicado por Habermas, o qual defende a
mentos revivalistas, mas de qualquer forma, independente das inspirações, o
modernidade sólida (anterior) e a modernidade líquida (atual), mas que em sua
desejo do homem é de ascensão.
essência nunca deixou de acontecer.
Esses desejos e idealizações para o futuro ficaram para sempre marcados na
René Descartes, em 1637, desenvolve o discurso do racionalismo cartesiano, a
história como arte. Uma pintura renascentista remete exatamente aos desejos
dúvida cartesiana, uma vertente que se apoiava na frase “penso, logo existo”, ou
do homem daquela época: a racionalização dos sentimentos, a geometria, a
seja, a única certeza do homem seria o “eu”, sua capacidade de questionar tudo e
limpeza, a ciência. E outra forma de arte que concretiza ainda mais esses de-
qualquer coisa.
sejos de época, é a arquitetura. Segundo Mies van der Rohe, “A arquitetura
é a vontade de uma época traduzida no espaço”. E além das vontades, a ar-
“Penso, quitetura carrega as marcas do sistema sócio econômico de uma época, pois
podemos experienciar no espaço, quais eram as preocupações, quem eram os
logo líderes, para quem era feito o espaço e quem tinha poder aquisitivo.

existo” A arquitetura fica sendo então uma janela para que possamos experienciar
as diferentes modernidades, os diferentes desejos, de cada época. Assunto
que, Maria Lucia Malard trata em seu livro “As Aparências em Arquitetura”
(2006), no qual faz exatamente essa análise de como os desejos do homem fo-
ram traduzidos para o espaço por meio de uma linha do tempo cronológica.

Esses desejos foram extraídos e nomeados para criar a minha linha do tem-
po que é usada como base para narrativa do Museu, a qual será explicada à
frente.
René Descartes

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da modernidade

séc. XV séc. XVI séc. XVII séc. XVIII séc. XIX séc. XX séc. XXI

Divino
Razão
Clássico
Rebelde
Conservador
Transição
Resposta
Liberdade
Romântico
Tecnologia

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Kandinsky e as formas elementares

Um dos pontos principais do projeto é sua autenticidade. Em todos


os aspectos busca-se uma resposta verdadeira para o terreno, a narra-
tiva, o programa, e não diferente, a forma.

Como base para o desenvolvimento morfológico do projeto foi usado


o livro Ponto e Linha sobre Plano de Wassily Kandinsky, escrito em
1926, período o qual o autor e artista lecionou na Bauhaus, a escola
de artes vanguardista da Alemanha, fundada por Walter Gropius, uma
das mais importantes escolas na história da arte, famosa por seus
professores renomados, dos quais Kandinsky se destacava por suas
longas pesquisas sobre as formas e cores elementares e as composi-
ções que nasciam delas.

“Assim, hoje, só podemos definir e avaliar intuitivamente os li-


mites extremos do ponto. A aproximação desses limites extremos,
até mesmo a transposição desses limites, o momento preciso em
que o ponto, enquanto tal, começa a desaparecer para dar lugar
a uma superfície nascente, é um meio em direção ao objectivo.”
-Ponto e Linha sobre Plano (pg 39)

Ou seja, o artista explora as formas elementares e os gestos que as


tornam composições, como a sobreposição, a ressonância, a justapo-

Delicate Tension n.85 (1925) - Wassily Kandinsky


sição, o escalonamento, o duplicar, a intersecção.

ressonância justaposição escalonamento


do ponto de planos de planos

duplicação intersecção
de linhas de planos

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Louis Kahn (1901 - 1974), o arquiteto das formas ele-
mentares, também se apoiava na ideia da composição
a partir da morfologia simples. Sua metodologia de
projeto se iniciava em todas as suas plantas a partir
de um quadrado e então o negava, o adicionava, o
modificava, para encontrar a partir do elementar, uma
composição complexa.

Para o arquiteto, a “ordem” (o princípio, o autêntico)


era o meio e o fim da obra, devia-se buscar o potencial
máximo das formas, dos materiais, do espaço para
que uma arquitetura “verdadeira” fosse o resultado.
“Até um tijolo
A frase, “O que uma casa quer ser?”, demonstra justa-
Jatiya Sangsad Bhaban - bangladesh (1982) - Louis Kahn
quer ser alguma
mente esse anseio do arquiteto de encontrar o que ele
chamou de “consciência” dos elementos, quase como
uma vontade própria da arquitetura:
coisa”
“Eu acredito que este núcleo existe na folha de
árvore e existe no micro, ele existe em tudo que
vive. Existe uma consciência, que eu sinto em
todas as coisas vivas. Que maravilhoso seria o
mundo se pudéssemos entender a nós mesmos, se
pudéssemos ao menos capturar o que seria a cons-
ciência de uma rosa, que eu acredito, teria tanta
simplicidade que nós seríamos capazes, eu diria,
de resolver todos os nossos problemas com um
brilho de apresentação que hoje não temos”

- Louis Kahn, aula de 6 de junho de 1972


Jatiya Sangsad Bhaban - bangladesh (1982) - Louis Kahn

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16
A justificativa do projeto

O espaço museu é uma tipologia muito importante Percebe-se então a complexidade e abran-
para o desenvolvimento urbano, social e individual.
gência do espaço museológico, e como pode
Existem casos da criação de museus como estraté- afetar quem o utiliza e a cidade onde está
gia urbana, para criar um ponto turístico e gerar mais implantado. Mas além dos efeitos em grande
valor para a cidade onde está instalado. O caso mais escala, temos também a conexão individu-
famoso é o Museu Guggenheim na cidade de Bilbao al dos visitantes com os museus, que atual-
na Espanha. Projeto do arquiteto Frank Gehry, foi mente, no contexto brasileiro não está sendo
pensado para ser um polo de visitas e um coração da alcançado. Uma pesquisa realizada pela Oi
cidade, e fez isso com tanta excelência, que deu início este ano (2019), com mais de 600 brasilei-
ao “Efeito Bilbao”: museus criados com o objetivo ros de diversas classes sociais, localidades e
principal de gerar qualidade e retorno urbano. profissões, traz que 58% dos entrevistados
acreditam que museus são elitizados e pou-
Museu Guggenheim - Bilbao (1997) - Frank Gehry
“Se uma cidade consegue o arquiteto certo no mo- co visitados, 52% afirmam que são espaços
mento criativo certo de sua carreira, e assumir o monótonos e 50% acham que são espaços
risco econômico e cultural, ela pode fazer o do- previsíveis. Ou seja, deve-se criar ambientes
bro do investimento inicial em cerca de três anos. que vão contra essas premissas para buscar
(...)” - Charles Jencks (The Louvre Effect) instaurar uma imagem boa para este tipo de
espaço.
Segundo Lineu Castello em The International journal
of the inclusive museum, volume 2 (o jornal interna-
cional do museu inclusivo), ele denomina tais museus
que desejam esse posicionamento de destaque nas ci-
dades como “starchitecture” (arquitetura estrela), e
para ele, esses espaços teriam inevitavelmente vários
papéis, são eles: O papel social, o papel econômico,
o papel administrativo (ferramenta de gerenciamento
da cidade), o papel perceptivo (o visitante vai ao mu-
seu para se auto perceber), o papel educativo, o papel
psicológico (o museu pode apresentar novos tópicos
comportamentais), o papel comunicativo, o papel ar-
quitetônico, o papel ambiental, e o papel urbano (a
vida cívica pode acontecer em um museu).
Croqui do Museu Guggenheim feito por Frank Gehry
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Dentre os museus e memoriais de Brasília, vale a pena destacar
três: CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil); a Caixa Cultural
de Brasília; e o Museu Nacional. Os dois primeiros pois são os
centros culturais que recebem o maior número de exposições ex-
traordinárias, e o Museu Nacional por sua importância como ar-
quitetura e localização próxima ao terreno do projeto. O CCBB
é, sem dúvidas, o mais importante e visitado centro cultural de
Brasília, em 2017 e 2018, foi considerado pelo jornal metrópole
dentre os 100 museus mais visitados do mundo.

Com pouco mais de 10.000 m2 de área expositiva, o centro dis-


põe de vários tipos de salas diferentes, uma área recreativa atra- CCBB - Brasília (2000) - Oscar Niemeyer
ente para jovens e crianças e atividades extras como restaurantes,
cafés e livraria. Porém, a dificuldade de acesso ao centro cultural
acaba selecionando seu tipo de visitante, fazendo com que mora-
dores de R.As. mais distantes não possam usufruir deste espaço.
O transporte público para o CCBB é escasso o que dificulta a
visita de estudantes ou pessoas que não utilizam transporte par-
ticular. A locação do maior centro cultural de brasília em um
espaço de difícil acesso só fortalece a noção de que museus são
elitizados.

A implantação de um novo museu, maior que o CCBB, no cora-


ção cultural da cidade com fácil acesso por meio de transporte
público cria uma nova mensagem para os brasilienses, de que o
museu é um espaço educacional para todos, que pode e deve, ser
utilizado por escolas como ferramenta de ensino, de um espaço
que acolhe diversos tipos de usuários. A diversidade de visitantes
cria também uma diversidade de funções para o museu. A distân-
cia do CCBB acaba atrapalhando o caráter efêmero e espontâneo
que poderia ter.

CCBB - Brasília (2000) - Oscar Niemeyer - Planta Primeiro Pavimento


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O terreno
O terreno de escolha se encontra no Plano Piloto de Brasília,
no Eixo Monumental, entre o Teatro Nacional e o Ministério
da Educação. No Setor Cultural Norte, UP 04, uma área origi-
nalmente destinada ao Museu da Terra, do Mar e do Cosmo de
Oscar Niemeyer, o qual foi desenvolvido o projeto mas nunca
chegou a ser construído. Hoje o PPCUB (Plano de Preservação
do Conjunto Urbanístico de Brasília) destina o terreno à uma
obra de interesse cultural.

A escolha do local de implantação se apoia em dois princípios,


o primeiro é a proximidade à Rodoviária e o segundo é a carga
conceitual do Eixo Monumental.

A começar com os eixos viários, o terreno do projeto se encon-


tra a 450 metros de caminhada da rodoviária do Plano, um dos
maiores pontos conectores de Brasília, o que garante que mora-
dores das R.As mais distantes e até mesmo cidades do entorno,
tenham fácil acesso ao Museu. Também influencia os visitantes
a fazerem o uso de transporte público, pois é de fácil alcance
por meio de ônibus e metrô.
biblioteca Nacional

O segundo ponto tem relação à localidade e o entorno do terre- catedral museu


no e como ele dialoga com o conceito do projeto. O Eixo Mo- Nacional
Teatro Nacional
numental expõe uma linguagem tipomorfológica muito singu-
lar, o modernismo dos anos 50/60 idealizado por Lúcio Costa ministério da educação
e Oscar Niemeyer, fortemente influenciados pelo modernismo
francês de Le Corbusier. Os conceitos de Moderno e Moderni- lote de
implantação
dade, mesmo que diferentes em significado, estão claramente
atrelados um com o outro. A arquitetura e arte moderna foram
congresso
impulsionados pelo desejo de modernidade vanguardista, que nacional
buscava transcender em forma, material, programa arquitetô-
nico, ou seja, uma busca, muito bem sucedida, de superar os
limites até então estabelecidos. Rodeado por edifícios icônicos
que serão para sempre marcos dessa conquista, o terreno pro-
porciona uma aura que conversa com a temática do Museu.
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O patrimônio

Por estar localizado em uma área tombada pelo do indivíduo”


- Carta de Atenas (pg. 26)
“O emprego de estilos do pas-
IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional) , o terreno tem algumas demandas legais
sado, sob pretextos estéticos,
bastante específicas. Além do que deve ser resguarda- No parágrafo acima, temos a demonstração nas construções novas erigi-
do por lei, existem pontos que são tratados em cartas de uma das maiores preocupações do urba-
patrimoniais que não devem ser negligenciados no nista moderno, a salubridade. Fica claro que das nas zonas históricas, têm
desenvolvimento do projeto. se a conservação de um bem entra em conflito consequências nefastas. A
com a salubridade da cidade, deve-se priori-
Em respeito ao terreno e a linguagem do Museu da zar o bem estar dos moradores. O patrimônio manutenção de tais usos ou a
Modernidade, foram usados como norteadores alguns histórico não está acima da qualidade de vida introdução de tais iniciativas
documentos que tratam do patrimônio, são eles: atual da cidade. Pode-se pensar então no uso
atual do terreno como um espaço utilizado não serão toleradas de forma
Carta de Atenas (1931): Documento resultado de no cotidiano de vários trabalhadores como alguma.
uma Assembléia do CIAM (Congresso Internacional um espaço de transição, e como a implan-
de Arquitetura Moderna), frequentada por ícones da tação de uma edificação com atividades que Tais métodos são contrários à
arquitetura moderna como Le Corbusier e o próprio dão vida ao terreno e tornam essa caminhada grande lição da história. Nun-
Niemeyer. Neste encontro foram discutidos temas re- mais confortável condiz mais com a Carta do
levantes ao urbanismo moderno, que foi fortemente que manter o terreno vazio por preciosismo à ca foi constatado um retro-
refletido no plano de Brasília feito por Lúcio Costa. configuração atual do Eixo Monumental. cesso, nunca o homem voltou
Podemos tomar como exemplo a fala sobre o zone-
amento “O zoneamento é a operação feita sobre um A Carta de Atenas também traz um ponto sobre seus passos. As obras
plano de cidade com o objetivo de atribuir a cada fun- crucial sobre a autenticidade das construções primas do passado nos mos-
ção e a cada indivíduo seu justo lugar” (pg. 08). Fica em relação ao estilo. Segundo a Carta, não se
claro de onde surge a inspiração do zoneamento fir- deve jamais fazer um edifício hoje nos estilos tram que cada geração teve
me de Brasília. Neste documento, trata-se também da do passado. Então tomando como exemplo sua maneira de pensar, suas
questão do patrimônio: o projeto em questão, ele não deveria tentar
imitar o estilo moderno de Niemeyer, deve- concepções, sua estética, recor-
“Um culto estrito do passado não pode levar a riam ser feitos no estilo atual. Tentar imitar o rendo, como trampolim para
desconhecer as regras da justiça social. (...) O pro- passado seria muito falso ao conjunto urba-
blema deve ser estudado e pode às vezes ser resol- nístico de Brasília. Implantar uma edificação sua imaginação, à totalidade
vido por uma solução engenhosa; mas em nenhum que responda a um programa, a demandas, de recursos técnicos de sua
caso, o culto do pitoresco e da história deve ter aos recursos atuais é uma resposta muito
primazia sobre a salubridade da moradia da qual mais autêntica, ou seja, tratar o projeto como época. (...)”
dependem tão estreitamente o bem-estar e à saúde um Museu do século 21. - Carta de Atenas (pg. 27)
20
Plano de Brasília (1957): Carta de Brasília (1995):
Brasília foi resultado de um concurso que tinha como Os países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), entraram em um consenso sobre
intuito o planejamento da nova capital do Brasil no a importância da autenticidade do que se diz respeito aos monumentos e conjuntos urbanos tombados,
centro oeste do país. Oscar Niemeyer, arquiteto das pois seriam eles diferentes do que se encaixaria como autêntico nos conceitos de países europeus e
obras ícones da cidade, foi um dos criadores do edital asiáticos, assim, a Carta de Brasília de 1995, conceitua algumas aplicações do termo autenticidade,
do concurso, junto com Israel Pinheiro, Ernesto Sil- são eles: Autenticidade e Identidade; Autenticidade e Mensagem; Autenticidade e Contexto; Autenti-
va,e os assessores arquitetos Raul Pena Firme e Ro- cidade e Materialidade; Graduação da Autenticidade; e Conservação da Autenticidade.
berto Lacombe.
Em relação ao contexto em que o bem patrimonial é inserido, temos que, deve-se preservar também o
Lucio Costa, o arquiteto urbanista formado na Escola valor sócio-cultural do espaço, no caso do Museu da Modernidade, temos um grande valor educacio-
de Belas Artes da UFRJ, foi o vencedor do concurso. nal, pois o espaço pode ser frequentemente usado como ponto de saídas de campo de escolas, o avanço
A simplicidade e atuação direta de seu projeto foram tecnológica e implementação de tais no desenvolvimento do Museu, garante que ele acompanhe as
pontos chaves para sua vitória. Daí nasceu o plano de metodologias de ensino das futuras gerações fazendo com que o mesmo mantenha seu valor social
Brasília, que com o apoio de Oscar Niemeyer, se deu
o início da história da nova capital brasileira.

O Eixo Monumental deve ser imponente e de desenho


conciso, porém deve ter a flexibilidade e sensibilida-
de de uma cidade viva, o espaço não deve ser ameaça-
dor, mas deve demonstrar os poderes governamentais
teatro
brasileiros. O desenho dos eixos embora decisivo e nacional
gestual, deve ser trazido à escala humana, e assim se terreno
min. educação

compõem os monumentos de Oscar Niemeyer.


rodoviária
“É assim que, sendo monumental é também cô-
moda, eficiente, acolhedora e íntima. É ao mesmo
tempo derramada e concisa, bucólica e urbana, lí-
rica e funcional.”
- Relatório do Plano Piloto de Brasília (1991)

Estes aspectos previstos por Lucio Costa e Niemeyer biblioteca museu catedral
sintetizam a aura do Eixo Monumental, seu conceito nacional nacional
supremo, a “ordem” de Louis Kahn. Captar essa es-
sência é um dos principais meios de fazer uma edifi-
cação nova que converse com o conjunto.
21
“O significado da palavra autenticidade está intimamente
ligado à idéia de verdade: autêntico é o que é verdadei-
ro, o que é dado como certo, sobre o qual não há dúvidas.
Os edifícios e lugares são objetos materiais, portadores de
uma mensagem ou de um argumento cuja validade, no
quadro de um contexto social e cultural determinado e de
sua compreensão e aceitação pela comunidade, os conver-
te em um patrimônio. Poderíamos dizer, com base neste
princípio, que nos encontramos diante de um bem autên-
tico quando há correspondência entre o objeto material e
seu significado.”
- Carta de Brasília (pg. 03)

22
PPCUB (2013):

O PPCUB (Plano de Preservação


do Conjunto Habitacional de Brasí-
lia) apresenta demandas mais pon-
tuais em relação ao que deve ser
obedecido no terreno:
Afastamento do Eixo Monumental:
45 metros;
Altura Máxima: 28 metros;
Estacionamentos: Max. 20 vagas
total;
Garagem subterrânea; 293,12
Posicionamento das edificações no
lote, considerando:

praça da cidadania
- A visualização do conjunto da Es-
planada dos Ministérios e Congres-
so Nacional; ÁREA: 75.836,66 m²
- Centralidade;

162,52
- Os espaços não edificados, aber-
tos, devem constituir-se como par-
que urbano.
Conservação das características ti-
pomorfológicas, arquitetônicas e
construtivas dos edifícios existen- 292,08 Afastamento
tes, conforme os projetos originais
do arquiteto Oscar Niemeyer, Com
caráter escultórico.

Com base nesses 4 documentos,


cria-se um apoio para um projeto
autêntico, um Museu que não vai
contra os princípios do Eixo Monu-
mental mas que nega a cópia cega
dos ideais das edificações ao entor-
no.

23
24
A implantação
A implantação do projeto seguiu 3 princípios: al do terreno:
Segundo o PPCUB (2013), o terreno deve ser usado
entre o bem e suas novas e diferentes circunstân-
cias culturais que deram lugar a outras mensa-
Uso proporcional do terreno: para um destino cultural, pensar nisso além do edi- gens diferentes, porém tão ricas como a primei-
O programa foi pensado a ser distribuído pelo ter- fício é garantir que toda a área do projeto terá esse ra. Isso significa assumir um processo dinâmico
reno de uma maneira que ocupasse a área de forma propósito. Com a elaboração de praças culturais, es- e evolutivo. Assim é que a autenticidade também
mais homogênea, para que não tivéssemos propor- paços de exposição ao ar livre, caminhos interessan- faz alusão a todas as vicissitudes às quais o bem
ções destoantes de museu e praça, ou seja, existe tes e criativos, o terreno vira então uma grande ilha foi sujeito ao longo de sua história e que, contu-
sempre uma costura do edifício com os espaços de de cultura e criatividade. do, não alteram seu caráter.”
praça. A pessoa que percorrer todo o terreno sempre - Carta de Brasília (1995)
terá essa percepção de espaço cheio e espaço nega- Deve-se pensar também em qual é autenticidade
tivo. deste terreno hoje, ou seja, como ele é utilizado. O semi enterrado:
No dia a dia é um espaço já bastante frequentado, A escolha de fazer metade da edificação em semien-
A praça da cidadania, um espaço já implantado no como espaço de transição. Os trabalhadores dos mi- terrado busca garantir uma escala amigável com ao
terreno hoje, será mantida em sua localização, mas nistérios que utilizam os transportes da rodoviária pedestre e aos edifícios do entorno. Por ser muito
foram feitos ajustes para que a mesma converse com cruzam diariamente o terreno, essa seria então a au- extenso, o projeto ficaria muito imponente todo ex-
o desenho de implantação do projeto e para poten- tenticidade atual do espaço, a transição o caminho, posto, principalmente pela necessidade de pé direi-
ciar seu uso cotidiano, pois como está hoje, o espaço seria a reinvenção do terreno, sua modernidade. tos mais altos, assim, quando em negativo no terre-
é subutilizado e falha em atrativos para conquistar (imagem abaixo) no, sua grandiosidade só é percebida por quem está
visitantes. dentro da edificação, mantendo um diálogo mais
“A mensagem original do bem deve ser conser- ameno para quem usaria o terreno como espaço co-
Respeito ao destino dado pelo PPCUB e ao uso atu- vada - quando não foi transformado e, portanto, tidiano de caminhada.
permaneceu no tempo -, assim como a interação

Caminho entre as duas partes do átrio.

25
Evolução do Partido e Forma
26
BIOCLIMATISMO
Por ser um terreno bastante aberto sem interferên- te, mesmo vindo da direção do lago paranoá, não lote sem umidade, o que me mostra a preocupação
cia física de sombras por dificações do entorno, o são substancialmente úmidos, o que mantém suas de um ambiente que deve ser otimizado para garan-
lote está bastante exposto aos raios solares do norte características originais de ventos secos. Os ventos tir a qualidade do espaço.
e oeste. Os ruídos mais intensos são provenientes do noroeste, mesmo que úmidos, são pontuais, não
das vias de alto fluxo. Os ventos frequentes do les- ocorrem com tanta frequência, por isso temos um

ventos pontuais e úmidos

percurso solar

ventos frequentes e secos


fo
n te
de
alt s
os io
ru éd
ído o sm
s
ruíd
de
nte
fo

0 20 40 60 80
Imagem aerea do terreno
27
Os partidos arquitetônicos
Os partidos arquitetônicos que guiaram o INÍCIO
projeto foram:

Autenticidade de projeto:
A busca por uma resposta verdadeira, em to-
dos os pontos do projeto, é um partido essen-
cial para que o Museu seja um espaço autên- CENTRO
tico em seu meio e atenda às necessidades
contemporâneas da tipologia museológica.

Formas Elementares:
Com base nos estudos de Kandinsky em seu
livro Ponto e Linha sobre o Plano (1926), e
FIM
usando como referências arquitetônicas as
obras de Louis Kahn, criar uma proposta
morfológica que reflita essa “ordem”, “es-
sência” primordial, que parte do elementar e
se modifica até chegar na composição final.

Narrativa de Visita como um Labirinto:


Criar uma história, um processo, por meio
da visita ao Museu, criar essa linha da Mo-
dernidade da mesma forma que um labirinto
funciona, com início, meio e fim, para gerar
esse momento de transformação no visitante,
gerar significado para o visitante. A experi-
ência passa a ser então, além de uma busca
de conhecimento externo, por meio das ex-
posições, uma jornada de autoconhecimento,
a Modernidade própria do indivíduo, os espa-
ços gerarão dúvidas, curiosidades e conquis-
tas que buscam transformar cada visitante, na
forma que ele vê o mundo e a si mesmo.

28
Variedade de Espaços: branco acaba por limitar as exposições mais do que pos de exposição, por exemplo, o cubo branco para
Um ponto essencial para a tipologia museológica as dar espaço. Se tomarmos como exemplo o Mu- exposições modernas, as áreas mais abertas e indus-
hoje é sua flexibilidade funcional, seu programa seu Nacional de Brasília, mesmo que sua constru- triais para escultores e os espaços flexíveis e modifi-
complexo. O museu de hoje não é mais um espaços ção tenha se iniciado em 1999, a área expositiva se cáveis para instalações contemporâneas.
de galerias as quais as pessoas veem as obras e vão configura como uma grande caixa branca no quesito
embora. Museus são hoje atrações turísticas, pro- que não oferece uma grande variedade de opções de O Museu da Modernidade busca a mesmo ideia de
gramas de domingo, os espaços devem acomodar e ambientes para que sejam feitas as exposições e não diversidade de ambientes, para que diferentes artis-
entreter todas as faixa etárias por um maior período proporciona outras formas de entretenimento como tas com diferentes exposições possam ser atendidos
de tempo, daí pode-se explicar o sucesso do CCBB lanchonetes parquinho, o que pode explicar sua fre- por algum espaço no Museu, para minimizar a quan-
de Brasília, uma família pode chegar às 8 da manhã quência de visitas inferiores ao CCBB mesmo que tidade de obras que “não são atendidas pelo espaço”
e sair às 6 da tarde e terão tido um dia inteiro de seja de mais fácil acesso. e assim se tornar atraente para exposições comple-
momentos. xas, de experiências complexas.
“O Mínimo é o ornamento supremo, um crime
Por muito tempo os museus eram feitos com o con- hipócrita , o barroco contemporâneo. O mínimo Experiência Sensorial:
ceito de “Cubo Branco”, uma galeria neutra, ampla é o máximo fantasiado. Ele não significa beleza, A arquitetura sensorial foi a metodologia de projeto
que poderia receber qualquer tipo de exposição e mas culpa” - Rem Koolhass (junkspace 2014) escolhida, e ela será o mecanismo de conexão entre
não iria ofuscá-la com uma espacialidade complexa. os visitantes e a arquitetura. Por meio da comunica-
A arquitetura assumia sua função como container e A estratégia que foi usada no Museu da Moderni- ção entre as influências do espaço e a recepção do
dava lugar ao seu conteúdo (arte exposta). Porém, dade, foi a mesma que Frank Gehry usou no Gug- corpo, o Museu transmite nas espacialidades os de-
essa ideologia estabelecida a partir da Segunda Guer- genheim Bilbao. Ao invés de adotar a ideia de uma sejos de modernidade e os sentimentos do labirinto.
ra Mundial, começou a ser questionada na década de grande galeria ou várias galerias iguais, ele propôs
60 (the louvre effect), pois percebía-se que o Cubo espaços diferentes que pudessem acolher vários ti-

29
O semienterrado

A escolha do uso do semi enterrado gera tanto bene-


fícios ao projeto quanto malefícios que precisam ser
corrigidos.

Naturalmente, um edifício enterrado tem maior efici-


ência bioclimática, por estar circundado por um alto
volume de solo, que é um ótimo isolante térmico,
dispensando a necessidade do uso de mecanismos de
ajustes climáticos no edifício. Sua baixa exposição à
intempéries também ajudam na longevidade do edifí-
cio, por isso essa tipologia é mais propenso a receber
o selo LEED (Leadership in Energy and Environ-
mental Design; em português: Liderança em Energia
e Design Ambiental).
Pessoas passando sobre a passarela de vidro sobre o Museu
Além dos benefícios bioclimáticos, o Museu da Mo-
dernidade também utiliza desse recurso como uma
forma de conversa com o terreno e a escala do pe-
destre, se mantendo de uma forma modesta presente
por todo o percurso, sem tomar um papel impositivo
e evasivo.

Porém, a arquitetura enterrada e semienterrada (o


caso do projeto), carrega algumas dificuldades, tanto
físicas quanto psicológicas. A primeira delas é em re-
lação à entrada de luz natural e ventilação. Para resol-
ver esse problema, foi pensado um recuo de 2 metros
com área verde que cria um poço de luz, permitindo a
entrada de ventilação e iluminação, o que faz com que
o visitante tenha a sensação da externalidade mesmo
que em um espaço enterrado.

Pessoas passando sobre a passarela acima do pátio interno da Fé


30
Outro ponto é a movimentação de terra (3) que
deve ser feita para que a arquitetura seja enter-
rada, criando uma grande quantidade de solo
sem destino, por isso, foi pensado no método
construtivo de paredes de alvenaria com tijolos
de solo cimento, pois uma porcentagem do solo MURO DE CONTENÇÃO
retirado do terreno será reutilizado para as pa- DE SOLO CIMENTO APÓS
redes do Museu, dando um tom terroso e uma DESENVOLVIMENTO DA
sensação mais natural ao espaço museológico. CAMADA VERDE

Para garantir a segurança do Museu no terreno,


deve ser feito um muro de contenção em volta
das áreas enterradas, no qual também foi uti-
lizado solo provido da movimentação de terra,
usando o sistema de muros de solo cimento, que
ao longo do tempo começam a criar vegetação,
tirando o aspecto rígido do muro e o dando um
aspecto de parede verde.

Um dos pontos mais significativos da arquitetura


enterrada é seus efeitos psicológicos. Segundos
os estudos e entrevistas feitos por Ana-Laura
Mohirta em Natural Lighting and Psychologi-
cal Barriers in Underground Space (iluminação
natural e as barreiras psicológicas na arquite-
tura enterrada), constata-se que a maioria das
pessoas associam esse tipo de arquitetura com
pobreza, culturas primitivas, escuridão e claus-
trofobia, principalmente trabalhadores, para
isso, a pesquisa sugere que os espaços de longa
permanência como coordenações tenham pátios
ou qualquer tipo de contato com o ambiente ex-
terno. Assim foi pensado o afastamento de área
verde por todo o entorno das áreas de exposição
e pátios internos vazados para exibições ao ar
livre, e em especial, a área da coordenação toda
rodeada por áreas verdes. 0 5 10 20 30

31
A narrativa de visita
Muito importante para uma que esperar, é percurso passi-
vo entre homem e arquitetu-
possa colocar em prática essa
mudança que ocorreu. A partir
Para isso, foi-se pensado um
fluxo que refletisse os 3 mo-
tem momentos do percurso
que o visitante sai do espaço
experiência marcante no Mu-
seu é estabelecer uma nar- ra, a edificação não apresenta daí, o Museu se torna mais de- mentos do labirinto, como já fechado do museu e passa pe-
rativa de visita, para mesmo muitas surpresas e desafios, safiador, com mais surpresas explicado anteriormente, mas las praças do auditório e o par-
que as exposições tenham até a sala da Consciência, o e desafios, mas agora, depois não de uma forma rígida e que infantil por exemplo para
seus significados individuais, centro simbólico do labirin- de seu momento de mudança, marcada, é importante que o continuar sua jornada. Tudo
exista sempre um mensagem to, o momento que o visitante o visitante se sente apto a par- visitante se sinta livre para ex-
isso para criar uma visita di-
intrínseca no Museu, o desejo vai refletir na sua jornada até ticipar dessas aventuras, até o plorar museu todo, afinal, nonâmica, flexível, assim cada
da Modernidade. agora e com o conhecimento momento de saída que simbo- fim de seu percurso individu-vez que o visitante voltar ao
que adquiriu tanto das exposi- liza a saída do visitante de seu al, ele precisa sentir a realiza-
Museu ele pode ter uma expe-
O percurso se inicia com o ções quanto de como funciona labirinto de aprendizagem e ção pessoal. riência diferente, o tornando
sentimento de dúvida, curio- o prédio, ele terá o momento seu retorno ao mundo exterior atrativo como um lugar de vi-
sidade. Por estar enterrado, o de auto reflexão para que na como alguém transformado Esse sentimento de liberdade sitas frequentes.
visitante não sabe ao certo o segunda metade do percurso foi concebido de maneira que

Setor técnico
setor de visitação

Pessoas entrando pelo Museu via acesso da Garagem

32
fluxo museu completo 1 fluxo metade do museu fluxo de funcionários carro

fluxo museu completo 2 fluxo direto ao café fluxo de funcionários


pedestres

fluxo expo. ao ar livre fluxo direto ao auditório

acessos

fluxo carga e descarga


fluxo travessia do terreno

33
calçadas travessias de conexão com o projeto

“Um bom espaço é aquele que, de alguma for-


ma se apropria à pessoa e sua cultura, a faz
consciente de sua comunidade, seu passado, a
teia da vida, e o universo do tempo espaço no
qual isso é contido”

- Lynch 1984:142 (the multiple roles of starchitecture”


Ministério da educação
Teatro Nacional

Museu da modernidade

Corte Longitudinal do terreno


34
As possibilidades
Além da experiência do visitante, deve-se pen- rentes tipos de exposições que se reinventaram e
sar também no artista que irá expôr no Museu. O permanecem contemporâneas, já foram pensados
conjunto de espaços foi pensados para que possa antes, por isso no Museu da Modernidade foram

Santa Maria della Consolazione - Dona-


receber vários tipos de exibições, desde quadros a feitas reinvenções dessas tipomorfologias para
grandes instalações, desde exposições herméticas que conversassem com a unidade do Museu e não
a exibições ao ar livre. Fazendo com que o Museu se tornasse uma cópia do passado mas uma inspi-

to Bramante - Renascimento
se torne muito receptivo aos artistas e assim mui- ração de suas soluções.
to utilizado, o que atrairá exposições maiores, na-
cionais e internacionais, deixando o espaço mais Ao mesmo tempo que as galerias do Museu tem
interessante e de alto fluxo de visitantes. configurações que atendem melhor certo tipo de
exposição, as mesma são flexíveis o suficiente
Essa diversidade de espacialidades foi criada com para deixarem ser exploradas de formas diferen-
inspiração nos próprios períodos arquitetônicos tes dependendo da exposição, o mesmo espaço
(modernidades arquitetônicas) mencionados por pode ser então modificado e enfrentado de ma-

Fragmento da Planta do Museu da Modernidade


Maria Malard em “As Aparências em Arquitetu- neira que o artista fica mais livre nas escolhas de
ra” , pois ao longo da história esses espaços de ex- como vai expôr seus trabalhos.
posições já foram criados para atender às deman-
das de suas épocas, por exemplo o templo grego A arquitetura do Museu da Modernidade se tor-
que recebia as estátuas de deuses, as galerias mo- nou então uma homenagem à história da própria
dernas que recebiam os quadros e esculturas, as arquitetura, um percurso que demarca a reinven-
paredes renascentistas que eram as telas de afres- ção do espaço, à modernidade arquitetônica.
cos, ou seja, esses diferentes espaços para dife-

Sala expo. Resposta não utilizando o espelho d´água


Sala expo. Resposta utilizando o espelho d´água

35
A Criação de Adão - Michelangelo

“ Exibições em museus de arte não


mudam o mundo. Nem deveriam
ter que mudar. Mas, como uma for-
ma de espaço público, eles (museus)
constituem uma arena na qual uma
comunidade pode testar, examinar,
e imaginar viver tanto as verdades
antigas quanto as possibilidade para
novas verdades”
- Carol Duncan, Civilising Rituals (1995)

36
As salas
Depois de feito o memorial descritivo do Museu em espaços de exposição internas o que causa esse sen- todas tiveram um tema de projeto de acordo com os
sua unidade, devemos entrar em uma escala menor timento de curiosidade. desejos da modernidade. O espaço da fé, foca no
e explorar cada ambiente, principalmente em seus aspecto fantástico do espaço. Por isso o uso de ve-
estímulos sensoriais e narrativas individuais. Hall Principal e Bilheteria: O espaço da bilhete- getação no espaço interno, como pequenas ilhas de
ria é o coração da primeira ala do Museu, o divisor natureza saindo do piso de concreto. A forma em se-
Entrada de pedestres: a localização da entrada e de fluxos, pois o espaço leva à diferentes áreas de micírculo com as arcadas renascentistas separando
sua configuração circular em vidro foi pensada para exposição. O domo de vidro cria uma fonte de luz o pátio interno do espaço coberto cria uma costura
atrair os visitantes, uma forma de convidar quem zenital, assim, mesmo que em um espaço interno o entre os dois ambiente. Caixas de som instaladas nas
está passando na diagonal principal do terreno a ex- visitante ainda tem contato com o exterior. Inspirado árvores potencializam essa ideia do fantástico pois
plorar o espaço do Museu. Essa entrada acontece em nos grandes halls modernos que criam a sensação de podem ser usadas para propagar música ambiente,
etapas, a primeira no círculo de vidro e a segunda na magnitude na relação arquitetura e visitante. leituras de versos, ou seja, é um espaço ideal para
descida da rampa para o hall principal e bilheteria, exposições áudio direcionadas.
para que essa introdução do visitante seja feita de Café: O café da entrada é um espaço de aguardo, o
forma gradual. Os materiais tem texturas mais lisas. local onde um grupo vai sentar para esperar algum
amigo que não chegou ainda, precisa ser um espaço
Entrada de quem vem de carro: Busca a mesma agradável, por isso, foi pensado um espelho d´água
sensação de entrada gradativa. Ao sair da garagem o interno com abertura zenital, para que tenha-se o
visitante entra em um corredor rodeado de naturali- som da água a luz do sol, criar uma atmosfera acon-
dades como vegetação, espelho d’água e iluminação chegante.
natural para que os dá a sensação de estar em um
espaço externo, no corredor ele tem a vista de alguns Espaço expositivo tema fé: As galerias de exposição

Entrada do Museu Pessoas andando sobre o Museu e Entrada

Sala Expo. Fé
37
Pavimento superior

0 10 20 40

38
Pavimento semienterrado

0 10 20 40

39
Espaço expositivo tema razão e as galerias livres: mo que confortável, não proporciona. ramente seu efeito no espaço, se sentir responsável
A geometria marcada e a transparência são pontos por suas escolhas. A sala é então uma câmara escura,
cruciais deste ambiente pois remetem ao racionalis- Espaço expositivo tema consciência: A sala da cons- dedicada às artes de projeção.
mo muito trabalhado no renascimento e modernis- ciência é o espaço central da narrativa labiríntica do
mo, o desejo de ordem clara. A transparência reforça Museu. De extrema importância, pois é o ambiente Coordenação: A coordenação é um dos únicos es-
as formas para acentuar a sobreposição de planos. dedicado para o momento de “epifania” e transição. paços de longa permanência do Museu, por isso foi
Inspirada em galerias de arte moderna, o espaço da O visitante perceberá que sua narrativa não faz mais pensado para garantir o maior conforto aos funcioná-
ração tem uma configuração mais linear na disposi- parte do início do labirinto, ou seja, o aprendizado, rios por um longo período de tempo. Ela foi pensada
ção de elementos expositivos. Porém, para contras- o “ensinamento” que o espaço arquitetônico promo- como uma ilha na parte semienterrada que mesmo
tar a aparente simplicidade do racional, o recurso de veu, agora será posto em uso, pois a segunda metade abaixo da linha do solo pudesse ter tanto iluminação
profundidade foi usado, pois o quadrado central se da narrativa de visita não é mais de relacionamento e ventilação natural quanto o contato com ambien-
subtrai em 5 metros de altura para baixo do nível passivo entre homem e espaço, e sim, desafiador, co- te exterior. Seu layout permite um uso mais livre e
principal, criando a sensação de aprisionamento que loca à prova a primeira metade do percurso. Por isso contemporâneo do espaço que mesmo em formato
a racionalidade causa, além disso, o pensamento de foi pensada uma sala que permitisse grande imersão ortogonal se inspira nas configurações de espaço dos
liberdade e “imensidão” são ressaltados pois o vi- do visitante, para que ele possa interiorizar seus pen- coworkings contemporâneos, para que não seja uma
sitante tem vista livre para a passarela superior que samentos e refletir em como o espaço se comportou relação tediosa entre o homem e o espaço, permite
atravessa o Museu, vendo as pessoas passarem por com ele até agora. Foi pensada uma sala com proje- personalização para usos diferentes.
cima de sua cabeça, uma liberdade que a razão, mes- ção interativa 360o na qual o visitante pode ver cla-

Coordenação

40
Auditório: O auditório circular coberto de contradizer o espaço. Com um espelho
com a cúpula de casca de concreto per- d’água superficial no centro da sala (que
mite projeções imersivas em 360o para pode ser desligado dependendo da expo-
que artistas que trabalham com esse tipo sição), o visitante é levado, por meio da
de experiências tenham um ambiente que centralização, ao desejo de ocupar esse
atenda essa necessidade e comporte várias espaço, o qual só será possível se a pessoa
pessoas (440 cadeiras). Essas exposições, pisar no espelho d’água, um ato de rebel-
proporcionam um uso noturno ao edifício, dia pois até então o visitante não sabe se-
deixando o espaço que é usado para tran- quer se é permitido fazer tal, mas geome-
sição, mais vivo e seguro com comércios tricamente o ambiente seduz o visitante a
rotativos e espectadores das exibições. o fazer.

Hall 2 e Espaço expositivo tema liberda- Espaço expositivo tema tecnologia (átrio):
de: O segundo hall é um espaço amplo Os dois volumes do átrio foram pensados
descoberto para exposições em altura que para abrigar tanto exposições comuns de Auditório
podem ser observadas do segundo pavi- longa permanência ou eventos pontuais
mento. O espaço da liberdade explora um que necessitam de um espaço coberto. Seu
lado mais obscuro do tema. Como primei- volume é cortado ao meio para criar um
ro ambiente da segunda metade da narrati- ponto de costura entre o ambiente externo
va do labirinto, esse espaço propõe a esco-e o interno do Museu, pois as pessoas que
lha de duas formas principais de acesso ao passam ali no dia a dia podem ver o que
segundo pavimento: pela rampa externa, está acontecendo no espaço, e até se inte-
um espaço aberto amplo, ou pela escadaria ressarem pela visita. Esse sentimento de
central do hall, que feito para lembrar os curiosidade do saber se liga diretamente
ambientes confinados do período gótico, ao tema da tecnologia a qual é a protago-
dispõe de uma escada apertada em uma nista desse ambiente. A sala com sua con-
torre alta esguia. A escolha é do visitantefiguração mais ortogonal possibilita com
mas o espaço proporciona essa experiên- suas cortinas escuras que o espaço seja
cia única da torre somente para aqueles utilizado para exposições com fins mais
que a escolherem. É a responsabilidade e tecnológicos. Próximo ao parquinho, esse
consequência sobre a própria liberdade. espaço foi pensado para abrigar a maio-
ria das exposições infantis (mesmo que as
Espaço expositivo tema rebeldia: A sala mesmas possam acontecer em qualquer
da rebeldia explora a vontade do visitante ambiente do Museu). Torre da Expo. Liberdade
41
Lounge café: Esse ambiente foi pensado como um Conjunto de Banheiros: Os três conjuntos de ba- Mirante do lago: O espaço destinado ao Mirante do
espaço de descanso para os visitantes que estão fa- nheiros principais buscam por si só uma narrativa Lago Paranoá tem um papel maior que simplesmen-
zendo o percurso antes de sua saída e também, por em 3 momentos labirínticos. Cada conjunto tem 4 te visual, ele será o momento fim da narrativa do
ter acesso independente, pode ser um local de en- banheiros: o masculino, o feminino, o familiar e o labirinto, para que o visitante depois de passar pelo
contro e lanche de funcionários dos ministérios. A não binário destinado à visitantes que não se iden- processo de aprendizagem e o processo de atuação
configuração do layout possibilita pequenas reuni- tificam com nenhum dos gêneros ou não se sentem dessas novas descobertas, ele possa ter um momento
ões ou conversas entre amigos, além de ter uma vis- confortáveis em utilizar nem o masculino nem o fe- de visualização além do Museu, além dessa expe-
ta reconfortante ao Lago Paranoá. Pode ser então, minino. Porém, esse quarto banheiro não é pensado riência. A linha do horizonte do lago marca o futu-
além de um espaço do Museu, um espaço cotidiano de forma exclusiva e sim inclusiva, para que não ro, o distante, criando um momento de reflexão de
utilizado por pessoas da área. seja somente um banheiro para um tipo de pessoa, como o indivíduo usará a experiência que teve no
mas um banheiro que gere curiosidade e vontade Museu, seus aprendizados por meio das exposições,
Loja souvenirs: A loja de souvenirs, além de cum- dos visitantes de se sentirem confortáveis em qual- seus momentos com amigos e família, seus instantes
prir um objetivo comercial pelo ponto de vista do quer banheiro com todos os tipos de pessoas, e que de reflexão individual em sua vida lá fora. Assim o
Museu, ajuda o visitante a criar laços afetivos que esse sentimento se propague além do Museu, para Museu vai além de seu espaço mas deixa com o vi-
o lembrem da experiência. Um chaveiro, um livro, que a cultura binária em banheiros diminua e mais sitante seu conceito. Sua Modernidade.
uma camiseta que é comprada na loja, vira um totem espaços se inspirem em proporcionar conforto para
de memórias da sua vivência alí. todos.

Mirante ao Lago Paranoá

42
A relação cotidiana, praças e caminhos
Além da função principal do terreno de abrigar o Essa mesma estratégia é usada em outra diagonal com uma configuração que permita vários tipos de
Museu da Modernidade, ele também tem sua utili- para gerar o mesmo efeito, porém a pele de vidro é atividades. O restante da praça foi mantida como um
zação cotidiana, que hoje já acontece mas que deve agora um corredor no qual o pedestre pode ver o que espaço de paisagismo mineral com bancos para per-
ser potencializada para maior conforto dos pedestre está acontecendo dentro do átrio. Os outros cami- manência e iluminação para atrair público noturno.
e uma boa aceitação de quem passa pelo trajeto no nhos que dividem o terreno foram feitos de maneira
dia a dia. que liguem-se a pontos estratégicos como ponto de Além da Praça da Cidadania, temos também um par-
ônibus, faixa de pedestres, saída da garagem. quinho infantil próximo ao auditório, para um am-
Como já mencionado, o terreno é usado hoje como biente atrativo de permanência para crianças e des-
um espaço de travessia e como gesto de afirmação Todo o terreno compõe um conjunto de praças, das canso para os pais, com camas elásticas embutidas,
desse uso, foi feita a diagonal principal de caminho quais temos: parquinho de areia e outros equipamentos.
acima do maior “caminho dos desejos” que acontece
hoje, esse caminho passa diretamente acima do Mu- A Praça da Cidadania, mesmo que hoje já consoli- O anfiteatro é um espaço pensado para acomodar
seu e quando acontece cria-se um contato imediato dada, foram propostas alterações e ajustes para que apresentações ao ar livre e além de funcionar como
entre os dois por meio de uma passarela de vidro, dialogue melhor com a proposta do Museu. Foram área seca tem também a instalação de chafarizes que
assim, os dois tipos de usuário do espaço (usuário feitas duas “ilhas” culturais na praça, uma descober- criam um espaço de recreação além de melhorar a
cotidiano e usuário eventual) se conectam em um ta e outra coberta para que o espaço possa ser usado qualidade do ar no espaço externo.
momento, o que assume a dualidade do terreno. de forma mais direcionada mas ao mesmo tempo

Vista de quem vem dos ministérios - Anfiteatro

43
praça da cidadania

parquinho

anfiteatro

praça de alimentação e
parada de ônibus

44
A estrutura
A estrutura do Museu foi pensada de maneira
mista para que atendesse os diferentes ambien-
tes da melhor forma, com o melhor desem-
penho estrutural, iniciativa sustentável e sem
interferir com o programa e a atmosfera das
salas.

As lajes de piso são de concreto, as paredes são


de alvenaria de tijolos se solo cimento (apro-
veitado da escavação para a área semienterra-
da), os pilares são de aço (em perfil cruz, perfil
i e perfil circular, dependendo da melhor com-
patibilidade com o ambiente), as lajes de co-
bertura foram feitas de concreto protendido ou
laje nervurada em espaços que permitem a sua
disposição. A cobertura é finalizada com telha
metálica tipo sanduíche termo acústica ondula-
da para que o conforto alcançado pela edifica-
ção semienterrada seja reforçado.

Os perfis metálicos da coordenação que susten-


tam a laje nervurada também é usado de manei-
ra com que faça a captação das águas pluviais e
as direciona para um reservatório inferior.
laje de concreto nervurada
O pré lançamento da estrutura foi pensado para
que, geometricamente atendesse cada sala da
melhor maneira pois a morfologia complexa da
edificação e suas alturas diferenciadas dificulta
a utilização de uma malha estrutural uniforme. Telha metálica

0 1 2 4

45
Os desenhos

Planta baixa pav 3 - superior


46
2

Planta baixa pav 2 - semienterrado


47
2

Planta baixa pav 1 - subterrâneo


48
Corte AA

Corte BB
49
fachada 1

50
fachada 2
51
considerações finais

O espaço tem a capacidade de tocar, de mo-


ver, de modificar. No momento da história
caracterizado pela conectividade falta nas
pessoas conexões. O Museu da Modernidade
é uma página, talvez até um breve parágrafo
na vida dos visitantes, mas que foi pensado
com o propósito de ser um catalisador de co-
nexões. Conexões entre amigos, família, com
quem estiver com você. Conexões com você
mesmo. Um espaço que conversa com o vi-
sitante, mesmo que inconscientemente. Um
“Você pode encontrar as luzes do
espaço que ao percebido diz:
seu dia, a alma da sua hora,
“Olá. Quem é você?” A escuridão dos seus minutos, o
amor da sua vida.
Ou talvez não.
Mas talvez você encontre algo que
não tenha ainda.
Mas é claro, nem todos os dias po-
dem ser dias mágicos que chocam
e maravilham,
Mas é possível que você encontre
um sorriso solitário que canta e
cura,
Ou ainda melhor,
Você pode encontrar o seu. “

- Tom Rosenthal, You Might Find Yours


(2019)
52
referências bibliográficas

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boas festas !
DIBUJOS EJEMPLARES DE ARQUITEC- Effect”. Edit: ePress.
53
2
Elev.

25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

0,15

P53
P03

0,15

GARAGEM 2
21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 A: 5.217,19 m2 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
Alt: 5,00 m
-8,00

21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
40,15

130,43

21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

P48 P48
.9 .9 .9
.9 24 24 24
24 52 52 52
52

25,00 % 25,00 %
RESERV. INF. ALA 1
-8,00

P51
52
24
.9 A: 56,23 m2
Alt: 5,00 m

GARAGEM COMUM N
COM 218 VAGAS

RESERVATÓRIO COM
5 CAIXAS DE 5.000 L

Piso 1 - Subterrâneo
0.
1:200
TOTAL DE VAGAS:
0 5 10 20 30 369 VAGAS PARA VISITANTES
18 VAGAS P.N.E.
10 VAGAS IDOSOS ***** CAMPO TEXTO 1 *****

25 VAGAS DE FUNCIONÁRIOS ***** CAMPO TEXTO 2 *****


***** CAMPO TEXTO 3 *****
***** CAMPO TEXTO 4 *****

Compartimentos por pisos 22/11/2019

Superficie da Área
Piso Compartimento Pé Direito Perimetro Parede Medida

RESERVATÓRIO COM Piso 1 - Subterrâneo

15 CAIXAS DE 20.000 L 105 EXPO. RAZÃO 5,00 m 38,80 m 194,00 m² 94,09 m²


106 RESEV. INF. ALA 2 5,00 m 55,39 m 273,80 m² 244,12 m²
108 RESERV. INF. ALA 1 5,00 m 33,23 m 146,15 m² 56,23 m²
128 GARAGEM 2 5,00 m 340,86 m 1.579,67 m² 5.217,19 m²
Piso 1 - Subter... total 468,28 m 2.193,63 m² 5.611,63 m²
Piso 2 - Semienterrado
049 HALL 1 6,40 m 89,20 m 301,87 m² 442,49 m²
050 WC MASC 3,40 m 55,18 m 170,90 m² 113,14 m²
Quadro de Áreas
051 WC FEM 3,40 m 53,54 m 162,93 m² 113,22 m²
1:2,47
052 WC Ñ BI 3,40 m 55,18 m 163,30 m² 113,22 m²
053 WC FAMÍLIA 3,40 m 52,65 m 137,87 m² 121,43 m²
054 CORREDOR 3,40 m 42,67 m 120,42 m² 34,37 m²
7.6
22
21

21
22
7.6
055 BILHETERIA 3,40 m 37,03 m 61,44 m² 104,59 m²

21
22
7.6 057 WC FUNC. 3,40 m 50,33 m 118,48 m² 115,28 m²

7.6
22
21
Página 1
7.6
22
21

EXPO. RAZÃO
A: 94,09 m2 21
22
7.6
9,
70

Alt: 5,00 m 7.6

-8,00
22
21
7.6
22
21

RESEV. INF. ALA 2


A: 244,12 m2
P53

70 Alt: 5,00 m
9, -8,00
1
8,8 21
22
7.6
21
22
7.6

7.6
22
21

7.6
22

N
21
7.6
22
21

21
22
7.6 21
22
7.6

Piso 1 - Subterrâneo Piso 1 - Subterrâneo


0. 0.
1:200 1:200

0 5 10 20 30 0 5 10 20 30

PROJETO

Museu da Modernidade
Universidade Católica de Brasília - UCB

Curso de Arquitetura e Urbanismo - CAU

ALUNA

Bárbara Rodrigues Tavares


MAPA CHAVE ORIENTADORA
Aline Zim
FASE PROJETO ESCALA DIMENSÃO DA FOLHA
Projeto de Diplomação (DIPLO 2) 1:220, 1:1 A0

CONTEÚDO
Piso 1 - Subterrâneo
FOLHA

01
DATA
25/11/2019

GSEducationalVersion
JUNTA DE DILATAÇÃO

2,00
-6,20

-5,20
ANFITEATRO E CHAFARIZES
-4,20 A: 2.594,95 m2
PÁTIOS INTERNOS Alt: 3,40 m

C
A: 1.565,47 m2 -3,20
Alt: 3,40 m -7,20
ÁREA -3,00 -3,00
VERDE

11,77
Elev

B
.
SAÍDA DE JUNTA DE DILATAÇÃO 6
. 32,5 A
Elev 0
EMERGÊNCIA
8
P48
PROJEÇÃO PISO SUPERIOR
P48
P48
P48

8
P4

SAÍDA DE P4
8

EMERGÊNCIA 11, P4
8
75

7,39
47,64

P4
CARGA E DESCARGA

8
ÁREA
03

8
P4
16,

VERDE 0
,3
16
1 GERAD. E SUBSTAÇÃO
P2

17,98
A: 49,58 m2

P4
8
Alt: 3,40 m
-2,70 JUNTA DE DILATAÇÃO

8,47
P48

4089.65

CASA DE BOMBAS ALMOXARIFADO

El 7
1
P2 A: 49,58 m2 A: 28,65 m2

ev
4089.65

RESERV. INFERIOR ALA B Alt: 3,40 m Alt: 3,40 m

.
P3
4,0 J1
5 A: 101,23 m2 -3,00 9
1 Alt: 3,40 m
4089.65
P0

EXP. FÉ DEP. GERAL


6

P48

P28
A: 583,07 m2 4089.65

A: 19,83 m2 CASA DE LIXO


Alt: 5,00 m Alt: 3,40 m A: 12,64 m2
P25 DEP. EXPOSIÇÕES Alt: 3,40 m
-3,00
4089.65

WC MASC. P25

28
P3 P25 P27 A: 52,22 m2
5

,2
COZINHA A: 73,41 m2

2,00
Alt: 3,40 m

4
ÁREA A: 95,25 m2

P3
Alt: 3,40 m

P3
3
VERDE

4
Alt: 3,40 m G CORREDOR
2,0 -3,00
P3
5 A: 53,21 m2
0 BILHETERIA

4
J1
2,3 A: 104,59 m2 Alt: 3,40 m DEP. LIMPEZA
2 P2 0,80 0,66
Alt: 3,40 m 0,73 0,53
J18

5
4 P2
7 A: 22,57 m2
6,77 P3 Alt: 3,40 m
WC FEM. P2
7
A: 73,56 m2
5,76 -3,00 Alt: 3,40 m
ÁREA 11,8

6
7

39
5

5,6
4,3 VERDE

,70
WC MASC -3,00

J13

5
A: 113,14 m2 WC Ñ BI.

P3

8,00 %
37
ÁREA
,50
Alt: 3,40 m 8,0 0 m A: 73,63 m2 CORREDOR

P4
VERDE -3,00 Alt: 3,40 m A: 35,71 m2

8
3
0%

P2
6
HALL 1 ,8 -3,00 Alt: 3,40 m
14
A: 442,49 m2 P35
7

P36
Alt: 6,40 m P4
P04

ÁREA
P35 -3,00 8,00 %
VERDE
1 ÁREA 42,500 m
P6

P08
P35
VERDE

P35
WC FAMÍLIA EXPO. LIBERDADE 2,58
A: 10,47 m2

J12
A: 72,11 m2
ACESSO EXTERNO AO
0,04

Alt: 3,40 m Alt: 9,40 m


4
CORREDOR 1,8

P36
WC FEM A: 34,37 m2 8
SEGUNDO PISO 13,60
P05

A: 113,22 m2 ,2
P01

ÁREA ÁREA
%

Alt: 3,40 m 10 ÁREA


15 -8,00
8,00

Alt: 3,40 m
VERDE VERDE 12,

10
1,7 VERDE

,19
9
EXPO. -3,00

8,00
A: 64,00 m2 HALL 2
P08

Alt: 20,00 m A: 1.214,01 m2 P52


5 Alt: 6,40 m
2,1
-3,00

Ele
WC Ñ BI -3,00
P0

8,00 PÁTIO
3

A: 113,22 m2

5
v.
A: 828,06 m2
Alt: 3,40 m 12,37 Alt: 3,40 m
EXPO. RESPOSTA
A: 429,45 m2
A P05
-3,00 Alt: 3,40 m
B
Det. 02 P0 -3,00
,75
P0 5
D 9 3
P5 ACESSO AO
P54

14

17
El

6
7
2,3

P1

,77
ÁREA C MUSEU PELA e
2,0
0
VERDE 5 EXPO. CONSCIÊNCIA 10 v.
P3 GARAGEM

P27
P2
ÁREA 1 A: 246,93 m2
,8
VERDE 39 Alt: 5,00 m

P3
5
-3,00

32,2
WC FAMÍLIA

D
A: 121,43 m2 PÁTIO E

0
Alt: 3,40 m EXPO. LIVRE COBERTO
A: 1.348,27 m2
PÁTIO COORD. Alt: 3,40 m
28
,13

A: 418,89 m2 P2
ÁREA 1
Alt: 3,40 m -3,00
VERDE

0
2,6
8,8
-3,00
ENTRADA PRINCIPAL

85
6
G

11,
DO MUSEU 1,1
9 v.
87

El

12
3
3,

11 E(
e

P( 0,1
ÁREA ÁREA CENTRAL A.C.
0, 7
32 m J17
ÁREA m )
)
VERDE VERDE P2
4 A: 32,07 m2
VERDE Alt: 3,40 m 2 -3,00 CAFÉ 2
P4
P2
3 A: 26,42 m2
-3,00 21 Alt: 3,40 m
6,

P53
2,14
19,59 6,19

P52
CASA DE BOMBAS
2,
00

A: 29,58 m2 ÁREA
P5
4
Alt: 3,40 m VERDE -2,60
JUNTA DE DILATAÇÃO
97 PÁTIO
5,
1 -2,70
P2

P34
5,

COBERTO
11

-2,80 ÁTRIO 2
A: 397,11 m2
-2,90
Alt: 3,40 m
1 v.
e -3,00
El

,74
98
ÁTRIO 1
-3,00
A: 481,40 m2
4,12 Alt: 3,40 m
ÁREA

4,92
P35
C

2
2,24 -3,00

P5

P33
P40
COORDENAÇÃO VERDE ÁREA
3
A: 1.003,43 m2 -3,00 VERDE AUDITÓRIO 20,3

J10
A: 719,31 m2
Alt: 3,40 m SAÍDA DE Alt: 3,40 m P35
ÁREA
EMERGÊNCIA FUNCIONÁRIOS

P32
VERDE E
A: 35,99 m2
1,86
5,62 9,85 10,15

4,85
Alt: 3,40 m

P29
J11
-3,00 3,93
Det. 03
29,10

P58 00 ENTRADA ÁTRIO


CORREDOR ACESSO -2,
A: 240,53 m2
P40
0,88 0,93
Alt: 3,40 m 4
15,4

4,85
P35 ÁREA

P31
0,92 PARQUINHO DE AREIA VERDE
J20

A 1,64 A: 132,73 m2 WC PÚB.


Alt: 3,40 m A: 269,85 m2
5,69

P64
P35
Elev.

WC FUNC. -2,90 Alt: 3,40 m


1,85
J20

A: 115,28 m2 -3,00
F P41
Alt: 3,40 m F

4,78
0
1,2
1,32

0
P32 P31 P30 BILHETERIA 11,7
A: 190,38 m2
Alt: 3,40 m

-3,00
JUNTA DE DILATAÇÃO
6,30

4,85 4,85 4,85 1,98 3,48 1,86


P35

P35

P35

P60

P2
PRAÇA DO AUDITÓRIO

2
J19 A: 764,70 m2
Alt: 3,40 m PÁTIO
39,86

P59
ÁREA -3,00 COBERTO
P5 APOIO AUDIT.
VERDE 7 PRAÇA DO ÁTRIO
CAMARIM A: 24,99 m2 A: 2.060,80 m2 ÁREA
7,11

JARDIM INVERNO A: 39,50 m2 Alt: 3,40 m Alt: 3,40 m


P07

A: 454,12 m2 Alt: 3,40 m VERDE


Alt: 3,40 m 2 ENTRADA AUDITÓRIO -3,00
-3,00 ENTRADA
Elev.PRINCIPAL -2,80

DE FUNCIONÁRIOS
J09 J08
23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
P53

P03
D

ÁREA N
VERDE

14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
***** CAMPO TEXTO 1 *****
***** CAMPO TEXTO 2 *****
***** CAMPO TEXTO 3 *****
Piso 2 - Semienterrado
1. ***** CAMPO TEXTO 4 *****
1:200 Compartimentos por pisos 22/11/2019
Compartimentos por pisos 22/11/2019
Compartimentos por pisos 22/11/2019
Área
0 5 10 20 30 Piso Compartimento Pé Direito Perimetro Superficie da ... Área
Compartimentos por pisos 22/11/2019 Medida Piso Compartimento Pé Direito Perimetro Superficie da ... Área
Medida Piso Compartimento Pé Direito Perimetro Superficie da ...
058 EXP. FÉ 5,00 m 106,04 m 160,92 m² 583,07 m² Medida
Superficie da Área 082 AUDITÓRIO 3,40 m 101,62 m 235,47 m² 719,31 m²
059 EXPO. LIVRE 3,40 m 232,74 m 182,40 m² 1.348,27 m² 125 PÁTIO 3,40 m 260,36 m 319,75 m² 828,06 m²
Piso Compartimento Pé Direito Perimetro Parede 083 BILHETERIA 3,40 m 118,06 m 172,79 m² 190,38 m²
Medida 126 PARADA E PRAÇA DE ALIME... 3,40 m 139,55 m 0,00 m² 1.013,68 m²
060 PÁTIOS INTERNOS 3,40 m 323,76 m 780,15 m² 1.565,47 m²
084 FUNCIONÁRIOS 3,40 m 33,88 m 60,58 m² 35,99 m²
Piso 1 - Subterrâneo 127 ANFITEATRO E CHAFARIZES 3,40 m 185,48 m 0,00 m² 2.594,95 m²
062 EXPO. CONSCIÊNCIA 5,00 m 58,56 m 255,06 m² 246,93 m² 085 CAMARIM 3,40 m 34,64 m 49,56 m² 39,50 m²
Piso 2 - Semie... total 5.141,37 m 9.937,77 m² 25.443,38 m²
105 EXPO. RAZÃO 5,00 m 38,80 m 194,00 m² 94,09 m² 064 HALL 2 6,40 m 420,31 m 1.211,60 m² 1.214,01 m² 086 EXPO. 20,00 m 32,00 m 629,71 m² 64,00 m² Piso 3 - Superior
106 RESEV. INF. ALA 2 5,00 m 55,39 m 273,80 m² 244,12 m² 065 EXPO. LIBERDADE 9,40 m 11,77 m 36,94 m² 10,47 m² 087 WC PÚB. 3,40 m 71,89 m 128,16 m² 269,85 m² 093 WC FAMÍLIA 5,00 m 41,41 m 67,89 m² 72,20 m²
108 RESERV. INF. ALA 1 5,00 m 33,23 m 146,15 m² 56,23 m² 066 WC FAMÍLIA 3,40 m 41,40 m 118,35 m² 72,11 m² 088 CORREDOR 3,40 m 44,25 m 117,30 m² 35,71 m² 094 WC Ñ BI. 5,00 m 46,70 m 109,32 m² 73,63 m² PROJETO
128 GARAGEM 2 5,00 m 340,86 m 1.579,67 m² 5.217,19 m² 067 WC Ñ BI. 3,40 m 46,45 m 132,36 m² 73,63 m² 089 CORREDOR 3,40 m 62,98 m 158,02 m² 53,21 m² 095 WC FEM. 5,00 m 44,72 m Quadro
104,43 m² de Áreas
73,74 m²

Piso 1 - Subter...
Piso 2 - Semienterrado
total 468,28 m 2.193,63 m² 5.611,63 m² 068
069
WC FEM.
WC MASC.
3,40 m
3,40 m
42,93 m
44,61 m
127,15 m²
131,39 m²
73,56 m²
73,41 m²
109
110
COORDENAÇÃO
PÁTIO COORD.
3,40 m
3,40 m
148,57 m
130,06 m
140,92 m²
138,77 m²
1.003,43 m²
418,89 m²
096
097
WC MASC.
COZINHA CAFÉ
5,00 m
5,00 m
46,39 m
26,13 m
113,80 m² 1:2,79
73,60 m²
63,04 m² 30,08 m² Museu da Modernidade
111 CORREDOR ACESSO 3,40 m 130,96 m 26,79 m² 240,53 m² 098 CORREDOR 5,00 m 43,08 m 92,65 m² 35,34 m²
070 RESERV. INFERIOR ALA B 3,40 m 42,58 m 130,92 m² 101,23 m² Universidade Católica de Brasília - UCB
049 HALL 1 6,40 m 89,20 m 301,87 m² 442,49 m²
112 JARDIM INVERNO 3,40 m 253,14 m 444,14 m² 454,12 m² 099 LOJA 5,00 m 49,58 m 87,25 m² 138,08 m²
071 CASA DE BOMBAS 3,40 m 28,75 m 90,43 m² 49,58 m²
050 WC MASC 3,40 m 55,18 m 170,90 m² 113,14 m² 101 HALL 3, LOUNGE CAFÉ, MIR... 5,00 m 275,41 m 203,12 m² 1.318,66 m²
072 GERAD. E SUBSTAÇÃO 3,40 m 28,76 m 90,43 m² 49,58 m²
116 COZINHA 3,40 m 54,04 m 157,34 m² 95,25 m² Curso de Arquitetura e Urbanismo - CAU
051 WC FEM 3,40 m 53,54 m 162,93 m² 113,22 m² 117 APOIO AUDIT. 3,40 m 27,15 m 54,98 m² 24,99 m²
102 RESERV. SUP. ALA 2 5,00 m 32,00 m 0,00 m² 64,00 m²
073 ALMOXARIFADO 3,40 m 21,49 m 68,30 m² 28,65 m²
103 RESERV. SUP. ALA 1 5,00 m 36,82 m 112,17 m² 72,77 m²
052 WC Ñ BI 3,40 m 55,18 m 163,30 m² 113,22 m² 118 CASA DE BOMBAS 3,40 m 21,85 m 70,98 m² 29,58 m²
074 DEP. GERAL 3,40 m 18,30 m 55,27 m² 19,83 m² ALUNA
129 ENTRADA 5,00 m 43,74 m 21,61 m² 77,07 m²
053 WC FAMÍLIA 3,40 m 52,65 m 137,87 m² 121,43 m²
054 CORREDOR 3,40 m 42,67 m 120,42 m² 34,37 m²
075 DEP. EXPOSIÇÕES 3,40 m 29,38 m 87,35 m² 52,22 m²
119
120
CENTRAL A.C.
CAFÉ 2
3,40 m
3,40 m
23,47 m
28,21 m
71,55 m²
32,41 m²
32,07 m²
26,42 m²
... total 685,98 m 975,29 m² 2.029,17 m² Bárbara Rodrigues Tavares
076 DEP. LIMPEZA 3,40 m 19,53 m 54,04 m² 22,57 m² Todos pisos total 6.295,63 m 13.106,69 m² 33.084,18 m²
121 GARAGEM COBERTA 3,40 m 372,78 m 1.045,53 m² 6.252,28 m²
055 BILHETERIA 3,40 m 37,03 m 61,44 m² 104,59 m² 077 CASA DE LIXO 3,40 m 14,69 m 39,09 m² 12,64 m² ORIENTADORA
057 WC FUNC. 3,40 m 50,33 m 118,48 m² 115,28 m²
122 PARQUINHO DE AREIA 3,40 m 40,85 m 0,00 m² 132,73 m² Aline Zim
078 EXPO. RESPOSTA 3,40 m 87,61 m 207,47 m² 429,45 m²
123 PRAÇA DO ÁTRIO 3,40 m 229,99 m 313,47 m² 2.060,80 m²
079 ÁTRIO 1 3,40 m 129,91 m 210,31 m² 481,40 m²
124 PRAÇA DO AUDITÓRIO 3,40 m 308,71 m 0,00 m² 764,70 m²
FASE PROJETO ESCALA DIMENSÃO DA FOLHA
Página 1
080 ÁTRIO 2 3,40 m 101,53 m 162,43 m² 397,11 m² Página 4 Projeto de Diplomação (DIPLO 2) 1:200, 1:1 A0
Página 3
Página 2 CONTEÚDO
Piso 2 - Semienterrado
FOLHA
Quadro de Áreas

02
DATA
1:2,29 Quadro de Áreas 25/11/2019
Quadro de Áreas 1:2,62
1:2,48
MAPA CHAVE

GSEducationalVersion
C
Elev

B
.
6
A
JUNTA DE DILATAÇÃO

GUARDA CORPO .
Elev
8

P4
7

10
,24
0 50
3,0 ,05
+0,40 HALL 3, LOUNGE CAFÉ, MIRANTE DO LAGO
COZINHA CAFÉ A: 1.318,66 m2
A: 30,08 m2 Alt: 5,00 m

86
+0,40

20,
Alt: 5,00 m

6
WC MASC. J1

P3 A: 73,60 m2
5 Alt: 5,00 m

El 7
ev
P3
5

.
WC FEM.
ACESSO EXTERNO
A: 73,74 m2 P4
9
AO PISO SUPERIOR
Alt: 5,00 m
+0,40

RESERVATÓRIO COM
5 CAIXAS DE 20.000 L WC Ñ BI.
A: 73,63 m2
Alt: 5,00 m -3,00

8,00 %
8
P4
11,85 CORREDOR
A: 35,34 m2
P35 Alt: 5,00 m

P46

P47
8,00 %
42,500 m
RESERV. SUP. ALA 1 P35
A: 72,77 m2

P42
Alt: 5,00 m
P56 P56 WC FAMÍLIA
6 A: 72,20 m2
P5 P5 1,85
6 Alt: 5,00 m
+0,40

J03
+0,40

P4
6

P47
18436.2 18436.2
P5

1
37
RESERV. SUP. ALA 2
,50
P5

8,0 0 m P62
A: 64,00 m2 5,61 9,25 5,68
6

0%

8,00
Alt: 5,00 m +0,40
52
P56

4,85
24
.9
52
24
.9

P56

18436.2 18436.2

8,00 LOJA
A: 138,08 m2
P56

52

Alt: 5,00 m
24
.9

P56
52
24

+0,40
.9

J03
52
24
.9
P5

6
6

P5

El
e
10 v.
P5 6
6 P5
P56

P49
RESERVATÓRIO COM

%
5 CAIXAS DE 20.000 L

8,00

D
SAÍDA DE EMERGÊNCIA

P54
ENTRADA
A: 77,07 m2
Alt: 5,00 m
+0,40

6
4,6 Piso 3 - Superior
GUARDA CORPO ENTRADA PRINCIPAL 2.
DO MUSEU 1:242
G

9 v.
El
e
1 v.
e
El

N
A

Elev.
F 3

Piso 3 - Superior
2.
1:200

MAPA CHAVE
Compartimentos por pisos 22/11/2019
0 5 10 20 30
Área
Piso Compartimento Pé Direito Perimetro Superficie da ...
Medida

125 PÁTIO 3,40 m 260,36 m 319,75 m² 828,06 m²


126 PARADA E PRAÇA DE ALIME... 3,40 m 139,55 m 0,00 m² 1.013,68 m²
127 ANFITEATRO E CHAFARIZES 3,40 m 185,48 m 0,00 m² 2.594,95 m²
Piso 2 - Semie... total 5.141,37 m 9.937,77 m² 25.443,38 m²
Piso 3 - Superior
093 WC FAMÍLIA 5,00 m 41,41 m 67,89 m² 72,20 m²
094 WC Ñ BI. 5,00 m 46,70 m 109,32 m² 73,63 m²
095 WC FEM. 5,00 m 44,72 m 104,43 m² 73,74 m²
096 WC MASC. 5,00 m 46,39 m 113,80 m² 73,60 m²
097 COZINHA CAFÉ 5,00 m 26,13 m 63,04 m² 30,08 m²
098 CORREDOR 5,00 m 43,08 m 92,65 m² 35,34 m²
099 LOJA 5,00 m 49,58 m 87,25 m² 138,08 m²
101 HALL 3, LOUNGE CAFÉ, MIR... 5,00 m 275,41 m 203,12 m² 1.318,66 m²
102 RESERV. SUP. ALA 2 5,00 m 32,00 m 0,00 m² 64,00 m²
103 RESERV. SUP. ALA 1 5,00 m 36,82 m 112,17 m² 72,77 m²
129 ENTRADA 5,00 m 43,74 m 21,61 m² 77,07 m²
... total 685,98 m 975,29 m² 2.029,17 m²
Todos pisos total 6.295,63 m 13.106,69 m² 33.084,18 m²

Quadro de Áreas
Página 4
1:2,47

PROJETO

Museu da Modernidade
Universidade Católica de Brasília - UCB

Curso de Arquitetura e Urbanismo - CAU

ALUNA

Bárbara Rodrigues Tavares


ORIENTADORA
Aline Zim
FASE PROJETO ESCALA DIMENSÃO DA FOLHA
Projeto de Diplomação (DIPLO 2) 1:220, 1:1 A0

CONTEÚDO
Piso 3 - Superior
FOLHA

03
DATA
25/11/2019

GSEducationalVersion
ANFITEATRO E CHAFARIZES
A: 2.594,95 m2
PÁTIOS INTERNOS Alt: 3,40 m

C
A: 1.565,47 m2
Alt: 3,40 m

Elev

B
.
5
. A
Elev
7
P48 P48
P48
P48

8
P4
P4
8

8
P4

P4
8
8
P4
1 GERAD. E SUBSTAÇÃO
P2
A: 49,58 m2

P4
8
Alt: 3,40 m
P48

4089.65

CASA DE BOMBAS ALMOXARIFADO

El 6
1
P2 A: 49,58 m2 A: 28,65 m2

ev
4089.65

RESERV. INFERIOR ALA B Alt: 3,40 m Alt: 3,40 m

.
P3
J1
5 A: 101,23 m2 9
Alt: 3,40 m
4089.65
P0

EXP. FÉ DEP. GERAL


6

P48

P28
A: 583,07 m2 4089.65

A: 19,83 m2 CASA DE LIXO


Alt: 5,00 m Alt: 3,40 m A: 12,64 m2
DEP. EXPOSIÇÕES Alt: 3,40 m
Re

P25
f.

4089.65

WC MASC. P25
P25
Re

P3 A: 52,22 m2
f.

5 P27
Re

COZINHA A: 73,41 m2
f.

Alt: 3,40 m
A: 95,25 m2

P3
Alt: 3,40 m

P3
3

4
Alt: 3,40 m

G
P3
CORREDOR
BILHETERIA 5 A: 53,21 m2

4
J1
A: 104,59 m2 Alt: 3,40 m DEP. LIMPEZA
Alt: 3,40 m P2
J18

5
4 P2
7 A: 22,57 m2
P3 Alt: 3,40 m
WC FEM. P2
7
A: 73,56 m2
Alt: 3,40 m

WC MASC

J13

5
A: 113,14 m2 WC Ñ BI.

P3

8,00 %
37
,50
Alt: 3,40 m 8,0 0 m A: 73,63 m2 CORREDOR

P4
Alt: 3,40 m A: 35,71 m2

8
3
0%

P2
HALL 1 Alt: 3,40 m
A: 442,49 m2 P35
7

P36
Alt: 6,40 m P4
P04

P35 8,00 %
1 42,500 m
P6

P08
P35

P35 EXPO. LIBERDADE


WC FAMÍLIA
A: 10,47 m2

J12
A: 72,11 m2
Alt: 3,40 m Alt: 9,40 m
CORREDOR

P36
WC FEM A: 34,37 m2
P05

A: 113,22 m2
P01
%

Alt: 3,40 m
8,00

Alt: 3,40 m

EXPO.
A: 64,00 m2 HALL 2
P08

Alt: 20,00 m A: 1.214,01 m2 P52


Alt: 6,40 m

Ele
WC Ñ BI
P0

PÁTIO
3

A: 113,22 m2

4
v.
A: 828,06 m2 EXPO. RESPOSTA
Alt: 3,40 m Alt: 3,40 m A: 429,45 m2
P05
Alt: 3,40 m
Det. 02 P0 P0
3 5
9 P5
P54

6
P1
5 EXPO. CONSCIÊNCIA
P3

P27
P2
A: 246,93 m2
Alt: 5,00 m
5
P3 WC FAMÍLIA

D
A: 121,43 m2 E
Alt: 3,40 m EXPO. LIVRE
A: 1.348,27 m2
PÁTIO COORD. Alt: 3,40 m
A: 418,89 m2 P2
1
Alt: 3,40 m
G

12
11 E(
P( 0,1
0, 7 J17
CENTRAL A.C. 32 m
m )
)
4 A: 32,07 m2
P2 CAFÉ 2
Alt: 3,40 m 2
P4
P2
3 A: 26,42 m2

f.
Re
Alt: 3,40 m

FG
P53

P52
CASA DE BOMBAS
4 A: 29,58 m2
P5 Alt: 3,40 m

1
P2

P34
ÁTRIO 2
A: 397,11 m2
Alt: 3,40 m
1 v.
e
El
ÁTRIO 1
A: 481,40 m2
Alt: 3,40 m
P35

2
P5

P33
P40
COORDENAÇÃO
A: 1.003,43 m2 AUDITÓRIO

J10
Alt: 3,40 m A: 719,31 m2
Alt: 3,40 m P35
FUNCIONÁRIOS

P32
A: 35,99 m2 E
Alt: 3,40 m

P29
J11
Ref.

Det. 03
P58
CORREDOR ACESSO
A: 240,53 m2
Alt: 3,40 m P40
P35

P31
PARQUINHO DE AREIA
J20

A A: 132,73 m2 WC PÚB.
Alt: 3,40 m A: 269,85 m2

P64
P35 Alt: 3,40 m
WC FUNC.
J20

A: 115,28 m2
F P41
Alt: 3,40 m F
P32 P31 P30 BILHETERIA
A: 190,38 m2
Alt: 3,40 m
P35

P35

P35

P60

P2
PRAÇA DO AUDITÓRIO

2
J19 A: 764,70 m2
Alt: 3,40 m

P59
P5 APOIO AUDIT.
7 PRAÇA DO ÁTRIO
CAMARIM A: 24,99 m2
JARDIM INVERNO A: 2.060,80 m2
A: 39,50 m2 Alt: 3,40 m Alt: 3,40 m
P07

A: 454,12 m2 Alt: 3,40 m

Ref.
Alt: 3,40 m 2
Elev.
J09 J08
23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
P53

P03

14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

N
3 .
v
14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Ele

Layout - Piso 2 - Semienterrado


1.
1:200
PROJETO
0 5 10 20 30
Museu da Modernidade
Universidade Católica de Brasília - UCB

Curso de Arquitetura e Urbanismo - CAU

ALUNA

Bárbara Rodrigues Tavares


ORIENTADORA
Aline Zim
FASE PROJETO ESCALA DIMENSÃO DA FOLHA
Projeto de Diplomação (DIPLO 2) 1:200 A0

CONTEÚDO
1. Layout - Piso 2 - Semienterrado
FOLHA

04
DATA
25/11/2019

GSEducationalVersion
Elev
.
5

P4
7
HALL 3, LOUNGE CAFÉ, MIRANTE DO LAGO
A: 1.318,66 m2
COZINHA CAFÉ
Alt: 5,00 m
A: 30,08 m2
Alt: 5,00 m

6
J1
WC MASC.
P3 A: 73,60 m2
5 Alt: 5,00 m

P3
5

WC FEM.
9
A: 73,74 m2 P4
Alt: 5,00 m

WC Ñ BI.
A: 73,63 m2
Alt: 5,00 m

8,00 %
8
P4
CORREDOR
A: 35,34 m2
P35 Alt: 5,00 m

P46
8,00 %

P47
42,500 m
P35

P42
WC FAMÍLIA
A: 72,20 m2
Alt: 5,00 m

J03
P4
P47

1
18436.2 18436.2

RESERV. SUP. ALA 2 P62


A: 64,00 m2
Alt: 5,00 m

18436.2 18436.2

LOJA
A: 138,08 m2
Alt: 5,00 m

J03
P49
D

Layout - Piso 3 - Superior


2.
1:200
0 5 10 20 30

PROJETO

Museu da Modernidade
Universidade Católica de Brasília - UCB

Curso de Arquitetura e Urbanismo - CAU

ALUNA

Bárbara Rodrigues Tavares


ORIENTADORA
Aline Zim
FASE PROJETO ESCALA DIMENSÃO DA FOLHA
Projeto de Diplomação (DIPLO 2) 1:200 A0

CONTEÚDO
Layout - Piso 3 - Superior
FOLHA

05
DATA
25/11/2019

GSEducationalVersion
1

ENTRADA PRINCIPAL
3 3

3
1 1
1

JUNTA DE DILATAÇÃO

Elevação Fachada 1 Elevação Fachada 5


1 5
1:200 1:200
0 5 10 20 30 0 5 10 20 30

3
3 3

1 3 1

1
1

JUNTA DE DILATAÇÃO JUNTA DE DILATAÇÃO

Elevação Fachada 7
7
Elevação Fachada 6 1:200
Elevação Fachada 2 6
2 1:200 0 5 10 20 30
1:200
0 5 10 20 30
0 5 10 20 30

4
3

190
2

35
88
VISTA INTERNA A
0 1 2 4
1

2
3

265
1

215
1 5
1
6

35
VISTA INTERNA B
0 1 2 4

70
Elevação Fachada 3
3

196
1:200
0 5 10 20 30

66
35
VISTA INTERNA C
0 1 2 4
1. PAREDE DE TIJOLOS SOLO CIMENTO APARENTE
2. PIA COM CUBA EMBUTIDA RETANGULAR
3. FORRODE GESSO 5mm
4. LAJE DE CONCRETO
5. DIVISÓRIA SUSPENSA DE SANITÁRIO
6. BACIA SANITÁRIA CONVENCIONAL ARMADA ACIMA
7. MICTÓRIO CONVENCIONAL
7 5 8. PAREDE CORTINA DE VIDRO TEMPERADO

300
8

6
Det. 02
VISTA INTERNA D

4
0 1 2 4
1

2 1
1 Detalhe 02 - Vistas Internas W.C. Não Binário
8
1:50

3
2

1 3 PROJETO

Museu da Modernidade
Universidade Católica de Brasília - UCB

Curso de Arquitetura e Urbanismo - CAU

ALUNA

Bárbara Rodrigues Tavares


ORIENTADORA
Aline Zim
FASE PROJETO ESCALA DIMENSÃO DA FOLHA
Elevação Fachada 4 Projeto de Diplomação (DIPLO 2) 1:200 A0
4
1:200
1 Elevação
CONTEÚDO
LEGENDA
0 5 10 20 30 1 TIJOLOS DE SOLO CIMENTO EXPOSTOS FOLHA

06.1
2 CONCRETO DATA
25/11/2019
3 VIDRO

GSEducationalVersion
6,60

W.C. PÚBLICO ÁTRIO ÁTRIO


5,11 ÁTRIO

3,91
23,70

0,60

3,60
ENTRADA

2,96
PEDESTRES
-3,00 -3,00

EXPO. FÉ PASSARELA
COORDENAÇÃO ENTRADA
PELA GARAGEM PÁTIO FÉ

2,80
EXPO. LIVRE 0,90
0,60 0,60 0,40

1,00
3,45
-2,70
-3,00 -3,00 -3,00

EXPO. RAZÃO

Det. 04
-8,00

Corte AA Corte EE
A E
1:200 1:200

0 5 10 20 30 0 5 10 20 30

ENTRADA

HALL 1
8,45

EXPO. LIBERDADE 6,51


8,43 AUDITÓRIO EXPO. FÉ
LOUNGE CAFÉ 3
COORDENAÇÃO

4,75
EXPO. RESPOSTA MIRANTE PARA O LAGO
6,60

20,20
3,60
5,11
HALL 2

2,25
4,00
BILHETERIA

0,40 0,60

0,85
4,24
PRAÇA CAFÉ 2 0,80 -1,38
0,65 0,64

3,60
-3,00

3,90
-2,00
-2,70 -2,80 -2,60
-3,00 -2,90 -3,00 -3,00 -3,00 -3,00 -3,20

-4,20

-5,20

-6,20

-7,20

Corte GG
G
1:200
Corte BB
B
1:200
0 5 10 20 30

0 5 10 20 30

17,20

ENTRADA

6,56

COORDENAÇÃO COORDENAÇÃO

2,89
3,65

1,40
2,20

0,93
0,60

0,72
3,60
PASSARELA EXPO. FÉ CENTRAL DE A.C.
PÁTIO FÉ -3,00
2,20 EXPO. RAZÃO
EXPO. LIVRE
0,77

EXPO. LIVRE

0,90
0,65
0,40
1,03
3,40

-2,70
-3,00 -3,00 -3,00

Det. 05 Corte FF
F
1:200
-8,00

0 5 10 20 30

GUARDA CORPO DE VIDRO


BEIRAL 0,6m
CAMADA DE VEGETAÇÃO
SOLO inc. 10%
Corte CC
C FILTRO DE AREIA
1:200
SACO COM SOLO CIMENTO
0 5 10 20 30

3m
2m

BARBACÃ
GRADE DE METAL
2m
GUARDA CORPO DE VIDRO
BEIRAL 0,6m
AUDITÓRIO
CAMADA DE VEGETAÇÃO
8,45
SOLO inc. 10%
C

Ele v.
B

5
. A
Elev
7
P48 P48
P48
P48

P48

FILTRO DE AREIA
P48

P48
P48
P48

1
P2
P48
P48

Ele 6

1
P2
v.

P39
J15
P06

P48

P28

SACO COM SOLO CIMENTO


P25 P25
P35 P25 P27
P3

P3
3

4
G

P35
J14

P24
J18

P27
P35
P2
7
J13

P35

3m
P48
P23

A 0 1 2 4 6
P35
P36

P47
P04

P35
1
P08

P6 P35

P35
J12

P36
P05

P01

2,68
P08

P52
Ele

CAMARIM
P03

4
v.
5,40

P05
C

P09 P03
P55
P54

P16

P35
P26

P27

P35
D