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OS TRABALHADORES DE ITABORAÍ SEGUEM ARCANDO COM A “CRISE” PROVOCADA PELOS

GOVERNANTES

Mais um ano de inicia na rede de Itaboraí e sem nenhuma perspectiva de aumento e


recuperação das perdas salariais que ultrapassam mais de 46,67 % do salários pagos aos
Professores. Após dois anos de governo do prefeito Sadinoel, não vemos qualquer melhora
significativa nas condições de trabalhos do funcionalismo municipal. As promessas feitas
durante a campanha eleitoral de 2016, em que o prefeito dizia serem suas prioridades como
saúde e educação, caem por terra após esse período, pois nunca na história deste município
houve tanta precarização e desvalorização dos profissionais da Educação.

O que é data-base ?

A data-base é o período em que temos para negociarmos com o governo referentes as


correções salariais e a discussão e revisão das condições de trabalho, ou seja, é o momento em
que os trabalhadores, organizados em seus sindicatos, reivindicam, amparados pela legislação,
o reajuste salarial, manutenção de direitos e a conquista de outros. Nosso período de data
base em Itaboraí tem inicio no mês de maio do corrente ano, a Lei municipal que nos respalda
juridicamente de 2011, e diz que os salários serão reajustados em 1º de maio.

O pior salario da história deste município

No que tange à questão salarial, estamos lutando desde a data base 2015/2016 e
2017/2018 pelo simples cumprimento das leis municipais nº 129/2011 e nº 135/2011, que
preveem o reajuste anual mínimo inflacionário aos profissionais da educação, negados há
quatro anos, fato que esse governo possui sua cota de responsabilidade.

Os Profissionais da Educação seguem sem um PCCR e a garantia da implementação de


1/3 de trabalho. Ao longo desses dois anos de governo tivemos várias assembleias e atos e
poucas reuniões com o prefeito e o secretario de Educação para tratarmos do aumento.

Na data base 2019 devemos avançar no debate com o governo, pois sempre que o
SEPE se reuniu com o prefeito e seus representantes a desculpa era de crise e a margem da Lei
de Responsabilidade Fiscal, mas diante de tão grave quadro salarial por que passa a categoria,
não nos calaremos. Os estudos desenvolvidos pelo DIEESE para este ano, a pedido do SEPE-
Itaboraí, comprova que temos a maior perda salarial de toda a história deste município. Hoje,
representa um percentual muito significativo de 46,67% da renda total dos trabalhadores da
educação municipal. Atestamos que qualquer governo preocupado com o desenvolvimento
educacional dos habitantes e na condição da melhora salarial dos trabalhadores, possuem a
obrigação de apresentar um plano de recomposição salarial.

Com o passar dos anos perdemos muitos profissionais em decorrência da realização de


concursos nos demais municípios, pois não nenhuma sinalização de melhora da rede e nas
condições salarias. Nesse processo continuo de esvaziamento de profissionais na rede em
busca de melhoria de da sua condição de vida, o governo coloca profissionais de forma
precarizada em contratos com salários extremamente baixos visando uma compensação da
atual realidade.

O núcleo do SEPE- Itaboraí convoca os profissionais a luta por melhores condições de


trabalho e uma real valorização dos salários, e manutenção dos nossos direitos a dura penas
conquistados. Não podemos aceitar mais um ano sem o devido reajuste dos salários e um
plano de recomposição salarial. Só a categoria empenhada nos espaços das assembleias e atos
poderá garantir uma vitória diante de tanto descaso do governo Sadinoel.

CAMPANHA SALARIAL 2019: VAMOS À LUTA POR NOSSOS DIREITOS !!!

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