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FISIOPATOLOGIA DE DIABETES

Doença metabólica caracterizada por hiperglicemia crônica que resulta de uma


deficiente ou ausente secreção de insulina pelas células b pancreáticas, resistência periférica à ação
da insulina ou ambas. O controle da Glicemia, da Glicose circulante, é feito pelo Pâncreas através
dos hormônios: Insulina (retira a Glicose circulante no sangue, ou seja, reduz a Glicemia) e o
Glucagon (libera a Glicose das reservas de energia para o sangue, ou seja, aumenta a Glicemia). O
controle da atividade de liberação da Insulina é feita pelo Sistema Nervoso Autônomo: Simpático –
Atividade simpática adrenérgica, durante situações de luta e fuga, elava os níveis de Glicemia por
ativação dos receptores b2 adrenérgicos e também promove a inibição na liberação de Insulina pelos
receptores a2 adrenérgicos; Parassimpático – Atividade parassimpática colinérgico, durante o
repouso e digestão, estimula a liberação de Insulina pelas células b pancreáticas e reduz a Glicemia
pela ativação dos receptores muscarínicos M3.
Tipos de Diabetes: Diabetes Tipo I – É uma doença causada pela não liberação de
Insulina pelas células b pancreáticas. Os pacientes portadores da doença são Insulino-dependentes.
As consequências que leva ao paciente são: Hiperglicemia, aumento do Triglicerídeos ruim (VLDL
e LDL), pois nesse caso o paciente utiliza os Lipídeos como fonte de energia, nesse caso levando o
paciente a perda de peso. O tratamento é feito através de Insulinoterapia.
; Diabetes Tipo II – É uma doença causada pela resistência a Insulina. Nessa doença, os
pacientes não são insulino-dependente, pois produzem a Insulina, mas em menor quantidade. Mas o
paciente não consegue usar a Glicose deixando a Insulina, consequentemente levando o paciente a
obesidade, e a Glicose, levando a Hiperglicemia. O tratamento dé feito através de Hipoglicemiantes.
Insulinoterapia é um tratamento usado para pacientes com Diabetes Tipo I, pois esses
são insulinodependentes e não produzem Insulina. Os tipos são: Insulina Ultra-rápida – Chamada de
Insulina Aspart (pode ser administrada após refeições com alta carga glicêmica e ou situações
emergenciais. Ex: NovoRapid®); e Lispro (Administrada após as refeições principais e possui
inicio de ação ultra-rápida e tempo de ação mais curto. Ex: Humalog®); Insulina Regular – Início
de ação em 30 min a uma hora. Aconselha-se administração de lanche contendo carboidratos nos
primeiros 30 min após a administração. Ex: Humulin®; Insulina Glargina (Lenta) - Possui uma
absorção lenta e seu tempo de ação prolongado. É indicado para manter o nível basal de Insulina,
podendo ser utilizada no início da manhã e/ou durante a noite. Ex: Lantus®. Insulina NPH (Ação
intermediária) – Aplicação pela manhã, antes do café ou à noite antes do jantar ou deitar. Não
indicada em situações emergenciais. Duração de ação de até 24 horas. Ex: Humulin®.
Hipoglicemiantes orais são medicamentos indicados para o tratamento da Diabetes Tipo
II. Os grupos farmacológicos dos Hipoglicemiantes são: Inibidores da a-Glicosidase – São
inibidores da absorção intestinal de glicose. Ex: Acarbose e Miglitol; Sulfoniluréias – Agem
estimulando a secreção de Insulina pelas células b pancreáticas. Ex: Gilbenclamida e Gliclazida;
Meglitinidas - Estimulam a secreção de Insulina com o mecanismo semelhante aos da
Sulfoniluréias. Ex: Repaglinida e Nateglinida; Tiazolidineonas (Glitazonas) - O mecanismo ainda
não está esclarecido, mas possuem ação sobre a glicemia, pois diminuem a produção hepática de
Glicose. Ex: Rosiglitazona e Pioglitazona; Biguanidas – Aumentam a sensibilidade à Insulina,
porém o mecanismo de ação é desconhecido, mas o alvo molecular parece ser a proteina quinase
dependente de AMP, a AMPPK. Ex: Metformina. Outros fármacos, fora desses grupos
farmacológicos, usados como Hipoglicemiantes são os análogos de GLP-I, Ex: Exenatidae e
Liraglutida; Inibidores de DPP-4 evita a degradação das Incretinas (GLP-I e GIP), Ex: Sitagliptina,
vildagliptina, saxagliptina, linagliptina.

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