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COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

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(61) 3327-2030/2031
www.cvm.gov.br

Ofício nº 1150/2019/CVM/SOI/GOI-2

São Paulo, 27 de novembro de 2019.

Assunto: Processo 19957.010774/2019-96 - Informações Adicionais

Senhores,

1. Em complemento à resposta enviada via SAC - Serviço de Atendimento


ao Cidadão, temos a informar o quanto segue:
2. XPAY CRIPTO ( xpaycripto.com) / XPAY PRODUTOS DIGITAIS EIRELI /
Hernann Pablo Gomes de Oliveira não estão registrados na CVM e, portanto, não
podem exercer as atividades ou prestar os serviços regulamentados pela Lei nº
6.385/76, tais como análise, consultoria ou distribuição de valores mobiliários. A
propósito, com exceção dos analistas de valores mobiliários, as pessoas físicas e
jurídicas autorizadas a exercer atividades e prestar serviços sujeitos à fiscalização
e supervisão da CVM constam do Cadastro Geral de Regulados, o qual está
disponível para consulta no Portal CVM (www.cvm.gov.br), opção “Cadastro Geral
de Regulados” (http://sistemas.cvm.gov.br/?CadGeral). O cadastro dos analistas
deve ser consultado no site da APIMEC
(http://www.apimec.com.br/Apimec/show.aspx?
id_canal=3762&id_materia=29452).
3. Para obter mais informações sobre as atividades e serviços
tipicamente fiscalizados pela CVM, faça pesquisas na seção "Informações de
Regulados" do PORTAL CVM (www.cvm.gov.br).
4. Caso sejam identificados indícios de atuação irregular da XXI CAPITAL -
ATIVIDADES DE INTERMEDIACAO DE NEGOCIOS - LTDA no âmbito do mercado de
valores mobiliários, a CVM poderá determinar a suspensão da atividade irregular,
aplicar as sanções administrativas previstas no art. 11 da Lei 6385, se for o caso, e
comunicar a ocorrência de crime contra o mercado de capitais, entre outros
possíveis, ao Ministério Público Federal.
5. Quando são identificados indícios de crime de ação penal pública
(crime contra a economia popular, por exemplo), a CVM faz uma comunicação ao
Ministério Público, a quem cabe adotar as medidas no âmbito criminal.
6. A Lei que criou a CVM e estabeleceu suas atribuições (Lei 6385), não
lhe dá poderes para solucionar litígios, intermediar a realização de acordos ou
homologá-los, nem determinar a indenização dos prejuízos alegados nas
reclamações a ela dirigidas. A CVM pode punir os atos irregulares e ilícitos que
detectar ou de que receber notícia, nas matérias de sua estrita competência, mas
as sanções administrativas que ela pode aplicar (advertência, multa, inabilitação
temporária ou suspensão do exercício de cargo, autorização ou registro etc.),
previstas no artigo 11 da Lei nº 6.385, não implicam ressarcimentos aos eventuais
prejudicados. Os pedidos de ressarcimento deverão ser dirigidos ao Poder
Judiciário, sendo certo que esta Autarquia poderá oferecer parecer ou prestar
esclarecimentos na condição de "amicus curiae”, nos termos do art. 31 da Lei Nº
6.385/76.
7. Propagandas ou propostas que contenham as características abaixo,
devem levantar certa suspeição. Recomenda-se cautela e adoção de providências
para checar a procedência, legalidade e viabilidade da oferta ou proposta, antes
de fechar qualquer negócio, acordo, etc., e principalmente antes de fazer qualquer
pagamento. As características mais comuns são as seguintes:
i. divulgação (ofertas) de oportunidades de investimentos ou operações com
promessa de alta lucratividade, cujos rendimentos ou lucros anunciados são muito
superiores aos que poderiam ser obtidos no mercado formal, por meio de
negócios regulares. Essas ofertas omitem o quão arriscadas deveriam ser, não
fossem elas fraudulentas, pois é certo que quanto maior o rendimento esperado,
maior também deve ser o risco esperado .
ii. Essas propagandas falham em demonstrar claramente a viabilidade econômica
do “investimento”;
iii. oportunidades de investimentos com supostas garantias reais ;
iv. promessa de alta liquidez, com a possibilidade de saques semanais ou até
mesmo diários;
v. a adesão à oferta normalmente requer a indicação de um “patrocinador”, isto é,
a pessoa à qual o novo participante ficará vinculado, posicionado-se
imediatamente abaixo dela na pirâmide;
vi. essas propagandas de investimentos, operações ou negócios podem fazer
menção a diferentes ativos e mercados, tais como o de moedas (Retail Foreign
Exchange ou Forex), ações e outros ativos negociados em bolsa de valores, opções
binárias, criptomoedas (bitcoins, etherium, etc.), títulos públicos (NTN-A ou Letras
Tesouro Nacional – LTN, supostamente emitidas nos anos 70 e sob a forma
impressa ou cartular), ativos florestais (mogno, eucalipto, etc.), ouro, diamantes,
criação e engorda de animais (boi, avestruz, etc.); cotas de participação em
franquias, empresas, fundos ou clubes de investimento;
vii. pouca informação sobre a empresa ofertante, o produto, o serviço, o suposto
negócio ou o investimento;
viii. empresa, projeto, negócio ou empreendimento novos, sem histórico
verificável;
ix. reclamações nos Órgãos de Defesa do Consumidor (PROCON) ou em sites
especializados, como o Reclame Aqui;
x. falta de registro no órgão regulador e fiscalizador competente (CVM, Banco
Central, SUSEP, etc.);
xi. exigência de pagamento inicial sem clara contrapartida em produtos, serviços
ou participações, normalmente com um prazo mínimo de carência para os
“saques” ou “resgates”. Esse pagamento inicial pode se dar na forma de
“investimento”, “taxa de adesão”, compra de kits de produtos, assinatura de
“contas”, compra de cotas de participação, etc.;
xii. ênfase na captação de outras pessoas para o negócio ou "projeto”, por meio
da indicação de novos "afiliados", sócios, investidores ou participantes;
xiii. propagandas que dão amplo destaque unicamente aos benefícios, facilidades,
lucros, rendimentos, premiações, bônus (tal como o bônus binário) e diversas
outras vantagens.
8. Recomendamos a leitura dos Alertas publicados pela CVM (Alerta Forex
e Alerta Criptoativos). Acesse:
https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/publicacao/Alertas/alerta_CVM_CRIPTOATIVOS_10052018.pdf,
https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/publicacao/Alertas/alerta_CVM_forex_2018.pdf
9. Sugerimos a leitura dos boletins de proteção do consumidor investidor.
A série "Boletim de Proteção do Consumidor Investidor CVM/DPDC" é uma
publicação inserida no âmbito do acordo de cooperação firmado entre a Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) e a Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON),
do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do
Consumidor (DPDC), que tem como objetivo principal a colaboração das duas
entidades na proteção e orientação aos investidores. Acesse:
http://www.investidor.gov.br/publicacao/ListaBoletim.html. Destacamos o Boletim
de Proteção ao Consumidor/Investidor nº 06, que fala sobre pirâmides financeiras
(http://www.cvm.gov.br/menu/investidor/publicacoes/alertas_boletins.html).

Atenciosamente,

Documento assinado eletronicamente por André Francisco Tadeu Silva,


Agente Executivo, em 27/11/2019, às 18:30, com fundamento no art. 6º,
§ 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.

Documento assinado eletronicamente por Wagner Roberto Roxo de


Pádua Souza, Gerente, em 27/11/2019, às 19:42, com fundamento no
art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.

A autenticidade do documento pode ser conferida no site


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verificador 0889027 e o código CRC B8370901.
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0889027 and the "Código CRC" B8370901.

Referência: Processo nº 19957.010774/2019-96 Documento SEI nº 0889027