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PLANO DIRETOR DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL

PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

ÍNDICE

1 - OBJETIVO
2 - REFERÊNCIAS
3 - DEFINIÇÂO
4 - APLICAÇÃO
5 - RESPONSABILIDADES
6 - CONSIDERAÇÕES GERAIS

ANEXO I - FORMULÁRIO DE TESTE DE SELAGEM DE PROTETOR RESPIRATÓRIO


(FSSO-015)

ELABORADOR APROVADOR CÓDIGO: SSO-019


ESTABELECIDO: 06.04
Comitê de Segurança do Vice-Presidência de Operações
REVISÃO: 00 – 06.04
Trabalho

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VERIFIQUE SE ESTA É A VERSÃO ATUALIZADA NO SISTEMA INFORMATIZADO
SSO - 019 PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

1 - OBJETIVO

Criar e manter o presente programa de proteção respiratória no âmbito da Bunge Fertilizantes S.A.,
estabelecendo mecanismos padronizados relacionados à prevenção e ao controle da exposição a poeiras,
fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, entre os trabalhadores, nos ambientes industriais, durante o
desempenho das suas atividades normais, bem como em situações emergenciais. Atender as exigências da
Portaria Interministerial 3214 do MTE.

2 - REFERÊNCIAS

 PPR- Programa de Proteção respiratória do Ministério do Trabalho e Emprego


 NR 6 da Portaria 3214 do MTE.
 NR 7 da Portaria 3214 do TEM
 NR 9 da Portaria 3214 do MTE
 NR 15 da Portaria 3214 do TEM

3 - DEFINIÇÕES

 Atmosfera Perigosa: Atmosfera que contém um ou mais contaminantes em concentração superior ao


Limite de Exposição, ou que é deficiente de oxigênio

 Contaminante: Agente químico ou biológico, em suas diversas formas (gases, vapores, outros)
presente em um determinado ambiente que tenha algum potencial de causar efeito adverso.

 Fator de Proteção Requerido: quociente entre a concentração do contaminante no ambiente e seu


limite de exposição

 IPVS (Imediatamente Perigoso à Vida ou Saúde): Refere-se a exposição respiratória aguda, que
supõe uma ameaça direta de morte ou conseqüências adversas irreversíveis à saúde

 Limite de Exposição: máxima concentração permitida de um contaminante no ar à qual um indivíduo


possa estar exposto

 Máscara Autônoma: Equipamento de proteção respiratória no qual o usuário carrega seu próprio
suprimento de ar respirável, ou oxigênio.

 Respirador: Equipamento que visa a proteção do usuário contra a inalação de ar contaminado ou de ar


com deficiência de oxigênio.

4 - RESPONSABILIDADES

A Direção de Recursos Humanos, através da Gerência de Recursos Humanos Industrial, detém a


responsabilidade sobre a implantação, manutenção e o controle dos resultados do Programa de Proteção
Respiratória (PPR) na Bunge Fertilizantes S.A..

a) - Chefe de Seção de Recursos Humanos


 Responde pela implantação, manutenção e resultados do PPR das Unidades Industriais do núcleo.

b) - Responsável pela Unidade:


 Busca meios tecnológicos de engenharia e processo, no âmbito de sua área de atuação, visando
auxiliar na inibição da dispersão dos contaminantes atmosféricos, nas áreas de produção, tendo
em vista não apenas a qualidade dos produtos, como também a melhoria das condições de saúde
dos empregados envolvidos;
 Participa da análise dos resultados das auditorias e avaliações ambientais realizadas;
 Determina e cobra a aplicação de ações corretivas no controle das situações críticas de dispersão
de contaminantes no ar;

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 Determina e solicita a realização de análise preliminar de riscos, bem como antecipação de riscos
relacionados aos agentes químicos previstos no presente programa, sempre que houver
modificações físicas ou tecnológicas do processo, matérias primas e/ou maquinário, com possível
impacto na qualidade do ar nos ambientes de trabalho;
 Prevê a alocação de recursos financeiros necessários ao controle da dispersão dos contaminantes
atmosféricos, diante de novos projetos nas Unidades Industriais;
 Solicita elaboração de projeto técnico de engenharia para controle das situações críticas de
dispersão de contaminantes no ar.

Cabe ao departamento Segurança e Saúde Ocupacional:


 Auxiliar as áreas operacionais a executar as ações necessárias à implantação e manutenção do
Programa de Proteção Respiratória.
 Aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança, Higiene e Saúde Ocupacional, visando:
 Seleção da proteção respiratória adequada a cada risco detectado.
 Aplicação, em conjunto com os Supervisores, dos ensaios de selagem dos protetores respiratórios.
 Aplicação dos treinamentos e reciclagens necessárias ao desenvolvimento do Sistema de Proteção
Respiratória, abrangendo no mínimo:
 Limpeza, guarda e manutenção dos Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR).
 Inspeção.
 Monitoramento do uso.
 Reposição.
 Saturação de filtros.
 Testes instantâneos de selagem e ajuste.
 Participação e auxílio nas auditorias de qualidade dos EPR e Equipamentos de Proteção Coletiva
(EPC) e relato de resultados;
 Aplicação de avaliação médica do trato respiratório, e definição da aptidão do empregado sobre o uso
de EPR.

Cabe ao funcionário / contratado:


 utilizar os respiradores fornecidos de acordo com as instruções e treinamentos recebidos
 Guardar o respirador quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não danifique ou
deforme
 Se observar que o respirador não está funcionando bem, deverá deixar imediatamente a área
contaminada e comunicar o defeito à área de segurança e saúde ocupacional
 Comunicar ao supervisor qualquer alteração do seu estado de saúde que possa influir na capacidade
de uso do respirador de modo seguro

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OPERACIONALIZAÇÃO DO PROGRAMA

O QUE QUEM
a) Avaliação Qualitativa dos Contaminantes Ambientais através do SSO Local – Área Interessada
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
b) Avaliação quantitativa dos agentes químicos ambientais – SSO Local
composição do mapeamento de risco respiratório da Unidade
Industrial.
c) Mapeamento pontual das concentrações dos contaminantes e SSO Local – Área Interessada
das fontes geradoras.
d) Medições pontuais e/ou pessoais, informações atualizadas SSO Local
sobre a concentração do contaminante no ambiente de trabalho,
identificando as áreas de risco e estabelecendo procedimentos
de controle de ordem coletiva e/ou individual adequados,
quando necessário, conforme parâmetros de avaliação e
conduta abaixo discriminados.
e) Definição dos tipos de EPR a serem aplicados. SSO Local
f) Definição da população exposta aos riscos químicos SSO Local – Área Interessada
ocupacionais, segundo avaliação técnica.
g) Avaliação médica, do pessoal exposto aos riscos ocupacionais e SSO Local
obrigados a utilização da proteção respiratória, com anotação no
prontuário médico. Quando o médico do trabalho detectar
restrições ao uso de EPR, em empregado obrigado ao uso do
mesmo, informará o fato à área de engenharia de segurança
trabalho e ao RH para as providências cabíveis.
h) Definição da necessidade de monitorização de exposição SSO Local
através de espirometria. (Monitorização tem o objetivo de aferir
o estado de saúde respiratória dos trabalhadores expostos às
áreas de risco, constituindo item de controle em relação a
aplicação e resultados das medidas de proteção e segurança).
i) Ajuste da proteção respiratória através dos EPR apropriados. SSO Local – Área Interessada
j) Aplicação de treinamento apropriado sobre o controle do risco e SSO Local – Área Interessada
a utilização correta, manutenção e guarda dos Equipamentos de
Proteção Respiratória. Esse treinamento deve possuir registro
adequado, incluindo comprovação por meio de assinatura de
lista de presença.
k) Execução dos testes individuais de selagem dos EPR. SSO Local – Área Interessada
l) Registros de treinamento e testes de selagem. Quando se tratar SSO Local
de protetor respiratório do tipo purificador de ar equipado com
filtro químico, deve ser anotado no corpo do próprio filtro, com
letra legível e à tinta, a data do rompimento do seu lacre. Isso é
necessário para monitorização da vida útil do mesmo.
m) Acompanhamento do uso correto e manutenção da proteção SSO Local – Área Interessada
respiratória.
n) Auditoria SSO Local – Área Interessada
o) Monitorização periódica dos contaminantes ambientais. SSO Local – Área Interessada

5 - APLICAÇÃO

Este programa aplica-se a todas as Unidades da Bunge Fertilizantes S.A., inclusive terceiros.

6 - CONSIDERAÇÕES GERAIS
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6.1 Seleção de Respiradores

Para a seleção de respiradores devemos considerar:

 A atividade do usuário e a sua localização na área de risco. Exemplo: (se) o trabalhador permanece
continuamente, ou não, na área em que o risco é leve, médio ou pesado. Em caso de extremo esforço, a
autonomia de uma máscara autônoma fica reduzida pela metade.
 O tempo de permanência do trabalhador na área que apresenta o risco
 Características físicas e funcionais dos respiradores, bem como suas limitações
 Utilizar somente respiradores com certificado de aprovação
 A seleção do respirador exige o conhecimento de cada operação, para determinar os riscos que possam
estar presentes e assim selecionar o tipo e a classe do EPI que proporcione proteção adequada.

 Etapas para a identificação do risco


- Determinar o contaminante que pode estar presente no ambiente de trabalho
- Verificar se existe limite de tolerância, ou qualquer outro limite de exposição, ou estimar a toxidez do
contaminante. Verificar se existe concentração IPVS para o contaminante
- Verificar se existem regulamentos ou legislação específica para o contaminante. Se existir, a seleção
do respirador dependerá destas indicações
- Medir o teor de oxigênio no ambiente
- Solicitar laudo técnico com a concentração do contaminante no ambiente determinando o estado físico
da substância
- Verificar se o contaminante é irritante e/ou corrosivo para olhos e pele.
- Se o contaminante é vapor ou gás, verificar se é conhecido o limiar de odor, de paladar ou de irritação
da pele
- Dividir a concentração medida ou estimada do contaminante pelo limite de exposição ou valor de
orientação para obter o Fator de Proteção Requerido. Se mais de uma substância estiver presente,
considerar os efeitos combinados em vez de considerar o efeito isolado de cada substância.
- Se o contaminante for somente gás ou vapor, escolher o filtro químico apropriado

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ESPECIFICAÇÃO DE PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO E CONDUTA

PARÂMETRO CONDUTA
1) Concentração do contaminante
ambiental menor que o Nível de A priori, nenhuma ação de controle se faz necessária.
Ação (½ do valor do Limite de
Tolerância).
2) Concentração do contaminante De acordo com as características toxicológicas do contaminante
ambiental igual ou maior que o ambiental e a forma da exposição ocupacional, as ações de controle
Nível de Ação e Menor que o podem variar desde a simples monitorização periódica do contaminante
Limite de Tolerância. a intervenções na exposição ou na dispersão. A conduta será sempre
indicada no laudo técnico de avaliação ambiental.
Aceitável o controle da exposição por meio de proteção respiratória
individual, do tipo purificadores de ar com peça semi-facial.
3) 3Concentração do contaminante Implantação imediata de proteção respiratória adequada.
ambiental até cinco vezes maior Tolerável o controle da exposição por meio de proteção respiratória
que o valor do limite de individual, do tipo purificadores de ar com peça semi-facial.Quando
tolerância. possível é indicada a interferência nas fontes de emissão dos
contaminantes.
4) Concentração do contaminante Implantação imediata de proteção respiratória adequada como medida
ambiental entre cinco e dez provisória de controle.
vezes o valor do limite de Não é aceitável o controle da exposição unicamente por meio de
tolerância. proteção respiratória individual, do tipo purificador de ar com peça semi-
facial.
Aceitável o controle da exposição por meio de proteção respiratória do
tipo ar mandado ou autônomos com peça semifacial.
Tolerável o controle da exposição por meio de proteção respiratória
individual do tipo purificadores de ar com peça facial inteira.Necessidade
a priori de intervenção nas fontes de dispersão dos contaminantes.
5) Concentração do contaminante Aceitável o controle da exposição por meio de proteção respiratória do
ambiental entre dez e tipo ar mandado ou autônomos com peça facial inteira.
cinqüenta vezes o valor do Tolerável o controle temporário da exposição por meio de proteção
limite de tolerância. respiratória individual do tipo purificadores de ar com peça facial inteira.
Dependendo das características da exposição e dos aspectos
toxicológicos do contaminante ambiental, pode haver a obrigatoriedade
de interferência nas fontes de emissão dos contaminantes. Isso é
definido em laudo técnico de avaliação ambiental.
6) Concentração do contaminante Tolerável o controle temporário da exposição por meio de proteção
ambiental entre 50 e 100 vezes respiratória do tipo ar mandado ou autônomos com peça facial
o valor do limite de tolerância. inteira.Dependendo das características da exposição e dos aspectos
toxicológicos do contaminante ambiental, pode haver a obrigatoriedade
de interferência nas fontes de emissão dos contaminantes. Isso é
definido em laudo técnico de avaliação ambiental.
7) Concentração do contaminante Não deve ser permitida a exposição sem proteção respiratória autônoma
ambiental entre 100 e 500 ou ar mandado, ambas com pressão positiva.
vezes o valor do limite de Quando viável, devem ser tomadas medidas de controle de dispersão
tolerância. dos contaminantes, nas suas fontes de dispersão.
8) Concentração do contaminante Não é permitida a exposição.
ambiental maior que 500 vezes
o valor do limite de tolerância.

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6.2 Ações Complementares

No caso de implantação ou modificação da proteção individual, todas as instruções sobre os tipos de


protetores aprovados e disponibilizados, procedimentos sobre o uso, guarda e manutenção, serão tratados
sempre através de documentação formal com título de "ORDEM DE SERVIÇO DE SEGURANÇA E SAÚDE
OCUPACIONAL". Essa ORDEM DE SERVIÇO ficará exposta, em quadro de aviso, durante um tempo
aproximado de 45 dias e será sempre relembrada por ocasião dos treinamentos ou reciclagem dos
trabalhadores, sendo também mantida em arquivo específico no RH, SSO Local ou na própria Área.
Por ocasião da entrega de EPR aos empregados SSO Local preencherá a FICHA DE CONTROLE DE
ENTREGA E RECEBIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL, a qual será assinada pelo
empregado e mantida em arquivo, por período de 20 anos após o desligamento do mesmo. Nessa ficha serão
também registradas novas substituições e manutenções do EPR.

6.3 Treinamento

Devem ser ministrados treinamentos e reciclagem periódica (no mínimo uma vez ao ano) aos
funcionários, com a finalidade de garantir o uso correto do EPI . No mínimo devem receber
treinamento a Supervisão, o usuário, os funcionários da Brigada de Emergência e da Equipe de
Resgate e Primeiros Socorros

Funcionário que distribui o respirador:


A pessoa que distribui os respiradores deve receber treinamento adequado, a fim de garantir que o trabalhador
receba o respirador adequado para a tarefa, definido pelos procedimentos operacionais aqui descritos.

Equipe de Resgate e Primeiros Socorros e Brigada de Emergência:


As equipes de atendimento para casos de emergência e de salvamento, como brigadas de incêndio, devem
ser criadas pela SSO Local, e treinadas sobre o uso de respiradores. Deve ser estabelecido um programa
conveniente de treinamento que inclua a simulação de emergências para assegurar a eficiência e a
familiaridade dos membros da equipe, no uso de respiradores, durante as tarefas realizadas nas operações de
emergência e salvamento.

Usuário do Protetor Respiratório:


O usuário deve ser instruído e treinado sobre o uso correto do respirador, bem como sobre suas características
e limitações. Os supervisores também devem ser instruídos.

O treinamento deve proporcionar ao usuário a oportunidade de manusear o respirador, ajustá-lo corretamente,


fazer a verificação de vedação, usá-lo em ambiente não contaminado, durante o tempo suficiente para se
familiarizar com ele, e finalmente em uma atmosfera de teste.

Cada usuário deverá receber instruções sobre a vedação e o treinamento para o ensaio de vedação, onde o
usuário receberá instruções práticas de como se deve colocar, ajustar, e avaliar se o equipamento está
ajustado corretamente. Os respiradores não devem ser colocados, quando algumas condições possam impedir
uma boa vedação como barba crescida, costeletas, abas de capuzes ou roupas que cheguem até ao
respirador, hastes de óculos, etc..

O ensaio de vedação consiste em confirmar, se um respirador que já passou no teste de pressão negativa ou
positiva, realmente se adapta bem ao rosto de um dado indivíduo. Esse ensaio é feito em uma sala, fora da
área de risco e geralmente usa-se um agente químico ao redor do rosto observando a reação do usuário. Os
agentes químicos utilizados nos ensaios qualitativos são: Acetato de Isoamila (óleo de banana); Sacarina;
Fumos Irritantes.

Os trabalhadores da Unidade Industrial que necessitem usar respiradores devem ser orientados a fazer a
barba diariamente, sendo proibido o uso de barba.

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O empenho dos trabalhadores na observação desses cuidados deve ser avaliado por verificações periódicas.
Para garantir a proteção adequada, a vedação do respirador deverá ser verificada cada vez que o usuário for
usá-lo, obedecendo as instruções do fabricante. Cada trabalhador deverá receber, quando viável, um
respirador para uso exclusivo.

Todo usuário deve receber treinamento inicial, quando é designado para uma atividade que exija o uso de
respirador, e a cada 12 meses o treinamento se repete.
Para cada usuário, deve ser mantido registro no qual conste a data, o tipo de treinamento recebido, a
avaliação do resultado obtido e o nome do instrutor.
No final do treinamento, o usuário deverá receber um Certificado de Participação no Treinamento de Usuário
de Protetor Respiratório .

6.4 Ensaios de Vedação

 Todo usuário de respirador com vedação facial deve ser submetido a um ensaio de vedação qualitativo, ou
quantitativo, para determinar se o respirador se ajusta bem ao rosto
 Devem ser mantidos registros dos ensaios de vedação que devem conter as seguintes informações;
- Procedimento operacional escrito sobre o ensaio de vedação, incluindo critério de aceitação/rejeição
- Equipamento e instrumentação utilizado para o ensaio
- Calibração, manutenção e reparo nos equipamentos e instrumentos usados, se necessário
- Nome e identificação do operador do ensaio
- Identificação completa do respirador ensaiado
- Nome e identificação do funcionário usuário do respirador
- Data do ensaio
- Resultado do ensaio

 Ensaio de “vedação” no respirador escolhido


Esse ensaio deverá ser feito na presença de pessoal técnico especializado em Segurança do Trabalho, Médico
do Trabalho e/ou Auxiliar de Enfermagem do Trabalho.

 A pessoa submetida ao teste deve colocar e ajustar o respirador sem assistência de ninguém, usando
aproximadamente 10 minutos antes do início do ensaio. A pessoa não deve comer, beber ou mascar
goma, pelo menos 15 minutos antes do ensaio de vedação.
 Usar um segundo nebulizador, para nebulizar a solução dentro do capuz. Deve estar marcado de modo
visível para distinguí-lo do usado durante o ensaio preliminar.
 Preparar a solução dissolvendo-se 83g de sacarina em 100ml de água morna. Como antes, a pessoa deve
respirar com a boca aberta e a língua para fora. Colocar o nebulizador no orifício do capuz e nebulizar a
solução para o ensaio de vedação, usando a mesma técnica do ensaio preliminar de acuidade de paladar,
e o mesmo número de bombadas necessárias para obter a resposta naquele ensaio.
 Após a geração do aerossol, ler as instruções para a pessoa que usa o respirador. Cada exercício deve ser
realizado durante 1 minuto:
 Respire normalmente.
 Respire profundamente. Esteja consciente que sua respiração seja profunda e regular.
 Vire a cabeça completamente para um lado e para outro. Inale em cada lado. Esteja certo de que os
movimentos foram completos. Não deixe o respirador bater nos ombros.
 Movimente a cabeça para cima e para baixo. Inale enquanto a cabeça estiver voltada para cima. Esteja
certo de que os movimentos foram completos. Não deixe o respirador bater no peito.
 Durante alguns minutos leia em voz normal o texto indicado (aproximadamente 20 palavras).
 Ande sem sair do lugar.
 No início de cada exercício, bombear o nebulizador a metade do número de vezes empregada no ensaio
de acuidade de paladar. A pessoa deve avisar ao operador do ensaio o instante em que sentir o gosto de
sacarina, significando que a vedação não foi satisfatória; neste caso, procurar outro respirador e repetir o
processo.
 Pessoas aprovadas neste ensaio podem usar respiradores com peça semi-facial em ambientes com
concentração até 5 vezes o limite de tolerância.

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Se a pessoa sentir dificuldade para respirar, durante a realização do ensaio de vedação, deverá ser
encaminhada a um médico especialista em moléstias pulmonares para verificar se tem condições de executar
o trabalho previsto.

6.5 INFORMAÇÕES TÉCNICAS

6.5.1 - CLASSIFICAÇÃO DOS FILTROS MECÂNICOS

CLASSE DO FILTRO PENETRAÇÃO MÁXIMA RESISTÊNCIA MÁXIMA Á


PERMITIDA RESPIRAÇÃO
P1 20% 6 21
P2 6% 7 24
P3 0,05% 12 42

6.5.2 - FUNCIONAMENTO DO FILTRO MECÂNICO

O filtro mecânico é constituído por fibras que retém partículas. As fibras deixam entre si espaços vazios que
denominamos “poros”, através dos quais escoa-se o ar. A dimensão dos poros depende do diâmetro das
fibras:
 Fibras finas deixam poros pequenos
 Fibras grossas deixam poros grandes

A camada de fibras tem cerca de 4mm de espessura. As partículas ficam presas nos filtros porque foram
captadas pelos mecanismos de:
 Impacto direto (peneiração)
 Atração Eletrostática
 Inércia entre outros

6.5.3 - MECANISMO DE CAPTURA DE PARTÍCULAS NOS RESPIRADORES COM FILTRO MECÂNICO

Impacto Direto:
 Se o raio da partícula é menor que o diâmetro, ela toca a fibra e fica presa;
 Se a distância entre duas fibras é menor que o diâmetro da partícula, ela fica retida. É o efeito peneiração.
O Filtro de fibras de vidro classe P2 e P3 , funciona segundo esse mecanismo de captura.

Ação Eletrostática:
O campo elétrico da fibra carregada de eletricidade induz cargas elétricas de sinal contrário, nas partículas de
algodão que se aproximam, atraindo as partículas. Assim capturadas, elas não se deslocam mais, resultando
na filtragem do ar.
Os formatos usuais de filtros energizados podem ser planos (circular e formato de oito) ou ondulados
(circular). 90% dos filtros usados no mundo pertencem à categoria dos filtros energizados; estes, geralmente
são de classe P1 e P2.

6.5.4 - MANUTENÇÃO DO PROTETOR RESPIRATÓRIO

Os respiradores devem ser limpos e desinfetados regularmente. Aqueles usados por um só trabalhador devem
ser limpos, após cada jornada de trabalho. Aqueles respiradores usados por mais de um usuário devem ser
limpos, antes que outro utilize. O gerente da área deve providenciar local e meios para a limpeza e
manutenção, e providenciar instruções escritas e detalhadas sobre como efetuar a limpeza, inspeção e
manutenção.

Os respiradores limpos devem ser guardados em local limpo e com boas condições de higiene, no próprio
local onde se faz a limpeza e manutenção.

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6.5.5 - INSPEÇÃO E RECICLAGEM

Com a finalidade de verificar se o respirador está em boas condições, o usuário deve inspecioná-lo,
imediatamente, antes de cada uso. Após cada limpeza e higienização, cada respirador deve ser inspecionado
para verificar se está em condições de uso, se necessita de substituição de partes, reparos ou se deve ser
jogado fora. Os respiradores guardados para emergência ou resgates devem ser inspecionados, no mínimo,
uma vez por mês.

A inspeção deve incluir:


 Condições da cobertura das vias respiratórias, tirantes, tubos, correias e filtros;
 Datas de vencimento nas prateleiras;
 Indicadores de vida útil;
 Todo componente de borracha ou de outro elastômero deve ser inspecionado para verificar a sua
elasticidade e sinais de deterioração;
 Em respiradores de resgate e emergência devem constar registros com data de cada manutenção;

Os que não satisfazem os critérios da inspeção devem ser imediatamente retirados de uso, enviados para
reparo ou substituição. A substituição é feita por pessoas treinadas na manutenção e montagem de
respiradores. Somente devem ser usadas peças de substituição indicadas.

6.5.6 - GUARDA

 Os respiradores devem ser guardados de modo a estarem protegidos contra agentes físicos e químicos,
tais como: vibração, choque, luz solar, externo, umidade excessiva ou agentes químicos agressivos.
 Não devem ser colocados em gavetas ou caixas de ferramentas, a menos que estejam protegidos contra
contaminação, distorção e outros danos.
 Os equipamentos utilizados para emergências e resgates, que permaneçam na área de trabalho, devem
ser facilmente acessíveis, durante todo o tempo, e devem estar em armários ou estojos marcados, de
modo que sua identificação seja imediata.

A eficiência do programa deve ser verificada por inspeções regulares e por uma auditoria anual feita pelo
sistema de auditoria interno.

6.5.7 - AUDITORIA

Itens relevantes a serem auditados:


 Existência da avaliação ambiental atualizada;
 Interpretação dos resultados;
 Aplicação da medidas de controle recomendadas;
 Aplicação de EPR:
 Registro da sua indicação e especificação;
 Registro de indicação dessa especificação a área de compras;
 Fornecimento do EPR;
 Treinamentos dos usuários dos EPR;
 Registros da realização dos ensaios de vedação dos EPR;
 Monitorização da vida útil dos EPR;
 Condições de higienização e guarda dos EPR;
 Registro nos cartuchos químicos dos EPR (quando for o caso) da data do rompimento dos seus lacres;
 Registro nas fichas e controle de fornecimento de EPI dos EPR aos seus usuários.

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Anexo 01

FORMULÁRIO DE TESTE DE SELAGEM DE PROTETOR


RESPIRATÓRIO (FSSO-015)

1. Controle do Registro:

Proteção
Tempo de
Armazenamento Recuperação (quando Disposição
retenção
aplicável)
Local de arquivo
Responsável Freqüência de
Físico Acesso Indexação
pela Coleta Coleta
Arquivo/Pasta
Ativo SSO Local Anual Prontuário Restrito Ordem Até o RH local
médico do crescente encerramento _______
funcionário do contrato de
trabalho
Inativo SSO Local No Prontuário Restrito Ordem 05 anos após o Destruir
encerramento médico do crescente término do _______
do contrato de funcionário contrato
trabalho

2. Referência:

 Programa de Proteção Respiratória – SSO-019

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Local: Área:

Unidade: Responsável:

TESTE DE SELAGEM DE PROTETOR RESPIRATÓRIO


KIT UTILIZADO / MARCA MODELO

Em cumprimento ao que determina a Instrução Normativa n.º 1/94 do Ministério do Trabalho e Emprego executamos os
testes de selagem dos protetores respiratórios no trabalhador abaixo identificado, utilizando o seguinte procedimento:

10 - Teste de sensibilidade, utilizando o capuz e nebulizador n. 0 1, para que o trabalhador possa detectar o sabor da
solução de teste na versão bastante diluída para o ensaio de vedação.
20 - Ajuste do protetor respiratório no trabalhador.
30 - Colocação do capuz no trabalhador com o protetor respiratório.
40 - Injeção de solução para ensaio no interior do capuz, utilizando o nebulizador n 0 2.
50 - Após a injeção do aerossol, o trabalhador executou os seguintes exercícios durante o tempo de sessenta segundos
cada:
a) respiração normal parado.
b) respiração profunda - inspiração/expiração profunda.
c) virar a cabeça de um lado para o outro - o movimento foi executado ao ritmo de um giro da cabeça a cada dois
segundos.
d) inclinar a cabeça para baixo e para cima - o movimento foi executado ao ritmo de uma inclinação da cabeça a cada
dois segundos.
e) o trabalhador pronunciou as seguintes palavras: Luz, Sol, Gotas, Chuvas, Arco-íris, Ouro, Arredondado, Horizonte,
Trajetória e Pote.

RESULTADO DO TESTE:
PROTETOR RESPIRATÓRIO VEDAÇÃO VEDAÇÃO
MARCA - MODELO SATISFATÓRIA INSATISFATÓRIA

PARECER FINAL
Protetor (es) Respiratório (os) Indicado (s):
MARCA/MODELO

TÉCNICO RESPONSÁVEL DRT OU DOCUMENTO IDENTIDADE

ASSINATURA LOCAL E DATA

Declaro que nesta data me submeti ao teste de selagem do(s) protetor(es) respiratório(s) acima descrito(s),
estando ciente do resultado obtido.
Declaro também estar ciente de que a continuidade do resultado satisfatório, depende da correta adaptação do
protetor respiratório, de sua manutenção e da ausência de barba durante sua utilização diária.
NOME DO EMPREGADO DRT:

ASSINATURA LOCAL E DATA:

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