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Máquinas de Corrente Contínua

Máquinas de Corrente Contínua
¾ Conversão Eletromagnética de Energia
C ã El t éti d E i

A primeira indicação de intercâmbio entre energia elétrica e


mecânica foi apresentada por Michael Faraday em 1831.
Como resultado desta relação, a energia pode ser convertida em
energia elétrica,
elétrica e vice‐versa,
vice versa através das máquinas elétricas.
elétricas
Assim, a energia mecânica de uma queda d’água é facilmente
convertida em energia elétrica através de um alternador; a energia
elétrica produzida é transformada,
transformada por convenção eletromagnética
de energia, numa tensão mais elevada para transmissão a longas
distâncias e, em algum ponto terminal, é transformada novamente
para distribuição
di t ib i ã numa subestação,
b t ã onde,d a partir
ti de
d um centro
t ded
carga, se distribuirá energia elétrica a consumidores específicos
como fazendas, fábricas, residências e estabelecimentos
comerciais.
i i
Relações existentes entre indução eletromagnética 
e força eletromagnética
Foram descobertos certos fenômenos
eletromagnéticos naturais que relacionam as
energias
i elétrica
lét i e mecânica.
â i São
Sã eles:
l

¾ Força de atração que existe entre as placas


(opostas) carregadas de um capacitor. É uma força
mecânica por natureza; pois, se uma amostras de
dielétrico fosse colocada entre as placas, ela
tenderia a mover‐se
mover se em direção à parte do campo
onde a densidade é maior.
¾ O princípio
i í i da
d relutância:
l â i uma força
f mecânica
â i é
exercida sobre uma amostra de material
magnético localizado em um campo magnético;

¾ Indução
I d ã eletromagnética;
l éi

¾Força eletromagnética.
Lei de Faraday da indução eletromagnética
Lei de Faraday da indução eletromagnética

A descoberta de Faraday, em 1831, foi a


ggeração
ç de tensão através do movimento
relativo entre um campo magnético e um
condutor de eletricidade.
eletricidade Faraday chamou
esta tensão de “induzida”, porque ocorria
apenas quando havia movimento relativo
entre o condutor e um campo magnético, sem
contato “físico” efetivo entre eles.
A afirmativa
fi i gerall da
d lei
l i de
d Faraday
F d pode d ser a que se
segue:
O valor
l da
d tensãoã induzida
i d id em uma simples
i l espirai de
d
fio é proporcional à razão de variação das linhas de
força que passam através daquela espira (ou se
concatena com ela).
Neumann em 1845,
Neumann, 1845 quantificou esta afirmativa em
uma equação, na qual o valor da força eletromotriz
(fem) induzida gerada era diretamente proporcional
à razão de variação do fluxo concatenado.
onde:
d

EEmedd ‐ é a tensão
t ã média
édi gerada
d em uma única
ú i
espira (volts/espira);
Φ ‐ é o número de maxwells ou linhas de força
magnética concatenadas pela espira durante;
t – o tempo em segundos no qual Φ linhas são
“concatenadas”;
10‐8 é o número de linhas que uma espira deve
concatenar por segundo para que seja induzida uma
tensão de 1 volt.
Fatores que afetam o valor da fem induzida
Fatores que afetam o valor da fem induzida

A quantificação
ifi ã de d Neumann
N d lei
da l i de
d Faraday,
F d
mantém‐se verdadeira apenas quando o circuito
magnético é fisicamente o mesmo do começo ao fim
e durante o período em que ocorrem as variações do
fluxo concatenado.
concatenado
Portanto, em máquinas elétricas rotativas é mais
conveniente expressar esta razão de variação em
função de uma densidade média de fluxo (suposta
constante)) e da velocidade relativa entre este campo
p
e um condutor singelo movendo‐se através dele.
Para um condutor de comprimento l, a fem induzida
instantânea pode ser expressa como:

onde:
B é a densidade de fluxo em gauss (linhas/cm²) ou
em linhas/pol²;
l é o comprimento da porção ativa do condutor que
concatena
t o fluxo
fl em cm ou em polegadas;
l d
v é a velocidade relativa entre o condutor e o campo
em cm/s ou em pol/s.
pol/s
Em unidades inglesas a equação pode ser 
Em unidades inglesas a equação pode ser
expressa como:

onde:
B é a densidade de fluxo em linhas/pol²;
l é o comprimento em polegadas da porção ativa 
q
que concatena o fluxo; ;
v é a velocidade em pés/minuto;
10‐88 é o número de linhas que um condutor 
é o número de linhas que um condutor
simples deve concatenar por segundo, a fim de 
induzir uma tensão de 1 v
induzir uma tensão de 1 v.
Exemplo
Um condutor singelo, de 18 polegadas de
comprimento, é movido por uma força
mecânica perpendicularmente a um campo
magnético uniforme de 50.000 linhas/pol
linhas/pol²,,
cobrindo uma distância de 720 polegadas em 1
segundo Calcule:
segundo.
A) a fem induzida instantânea;
B) a fem induzida média.
EEsta
t equação ã está
tá sujeita
j it a uma sérieé i de
d
particularidades que não podem ser desprezadas:
1 – O campo tem densidade de fluxo uniforme B;
2 – A força aplicada para movimentar que o campo,
quer o condutor, quer ambos, produzirá um
movimento relativo uniforme entre eles;
3 – O condutor, o campo e o sentido no qual o
condutor se move em relação ao campo são
mutuamente perpendiculares (ortogonais).
Pode‐se
P d ver também
t bé que aumentando t d a densidade
d id d de d
fluxo ou a velocidade relativa (ou ambas) aumentará a
fem induzida num dado condutor.
Pela figura, fica evidente que um aumento no
comprimento total do condutor não aumentará a fem,
uma vez que permaneça inalterado o comprimento
ativo do mesmo. O comprimento ativo l pode ser
aumentado usando‐se pólos de campo maiores ou em
maior número, ou bobinando o condutor sobre si
mesmo, de forma que vários comprimentos ativos seja
ligados em série e apresentados ao campo magnético
de tal modo que todos se movem no mesmo sentido.
A equação também não leva em conta o fato
de q que o condutor não p pode estar
perpendicular ao campo magnético e que seu
movimento pode não ser perpendicular a ele.
ele
Veja as situações abaixo:
fem – máx                                            fem ‐ 0
Em (a) a fem induzida é máxima, pois a variação do
fluxo concatenado é máxima.
máxima Em (b) a fem induzida é
nula, pois a variação do fluxo concatenado é zero.
E (c
Em ( e d) a fem
f d
dependerá
d á também
bé do
d seno do d
ângulo θ, ou seja:
onde todas as quantias são as mesmas da 
q ç g
equação original e onde θ é o ângulo formado 
g
por B e v, tomando B como referência.
Exemplo
O condutor do exemplo anterior é acionado por
q
uma máquina primária à mesma velocidade, mas
p
a um ângulo de 75º com relação ao mesmo
campo Calcule a fem induzida instantânea.
campo. instantânea
Sentido da fem induzida – Regra de 
Fleming
A regra de Fleming da mão direita pressupõe que o
campo está estacionário e que o condutor se move
em relação a este campo estacionário (de
referência), uma vez que a fem induzida depende do
movimento relativo entre um condutor e campo.
Usando o polegar para representar o
movimento dod condutor,
d o indicador
d d para
representar o sentido do campo magnético, o
dedo médio para representará o sentido da
fem induzida.
Lei de Lenz
Lei de Lenz
“Em todos os casos de indução eletromagnética
uma força eletromotriz induzida fará com que a
corrente circule em um circuito fechado em um
sentido tal que seu efeito magnético se oponha à
variação que a produziu.”
Isto implica em ambos uma causa e um efeito
opondo‐se a causa. A causa é uma variação no
fluxo concatenado,
concatenado o efeito é uma corrente cujo
campo gerado por esta se opõe à causa.
Assim, na ocorrência do fenômeno de indução
eletromagnética sempre quando ocorre uma
variação no fluxo concatenado uma tensão é
induzida, a qual tende a estabelecer uma corrente
em uma direção tal que produza um campo em
oposição à variação do fluxo que concatena as
espiras do circuito.
Isto satisfaz todos os casos de força eletromotriz
induzida, aplicando‐se a transformadores, motores
de indução e motores e geradores cc.
Gerador Elementar
Gerador Elementar
Os geradores construídos com deslocamento linear
das bobinas em uma densidade de campo são
inviáveis, relacionando‐se à maquina primária
(fornecimento de energia mecânica para o
aparecimento da indução eletromagnética).
Portanto, os condutores da maioria dos geradores
comerciais giram em torno de um eixo central, e neste
caso torna‐se necessário estabelecer uma equação
para a força eletromotriz induzida em termos de
movimento rotativo (mais a frente iremos deduzi‐la).
Embora as máquinas elétricas tenham muitas
bobinas e cada uma constituída de muitos
condutores individuais com espiras ligadas em série
(tensão) ou em paralelo (corrente), torna‐se
conveniente analisar seu comportamento como uma
única espiras girando em sentido horário em um
campo bipolar.
Prova da regra de Fleming da mão 
direita, por meio da Lei de Lenz
Nota‐se que a direção da fem induzida para
p
um condutor específico pode ser também
p
verificada através da Lei de Lenz.
Esta técnica requer o uso da “regra
regra do saca‐
saca
rolhas da mão direita” para a direção do fluxo
pelo
l quall circula
l a corrente
Polaridade de um gerador elementar
Polaridade de um gerador elementar
Da figura anterior o condutor da esquerda é
positivo e o da direita negativo.
p g Esta
polaridade pode causar uma má interpretação
no sentido de circulação da corrente,
corrente pois no
convencional a corrente circula do terminal
positivo para o negativo.
negativo Não há
inconsistência nesta designação, uma vez que,
se diferencie fem e queda de tensão.
Fem senoidal gerada por uma bobina girando num 
campo magnético à velocidade constante
é à l d d

Se uma só espira é posta a girar num campo


magnético a uma velocidade constante, a fem
induzida em um determinado lado da bobina variará
com o seu movimento através das várias posições de
0 a 7 conforme figura abaixo.
abaixo
• 0 a 1 – (a, b) – não gera fem – mesmo sentido de B
(c, d) – sede da fem – sentido contrário de B
θ = 45º ‐ 70,7% de fem máx.
• 1 a 2 – (a, b) – não gera fem – mesmo sentido de B
(c, d) – sede da fem – sentido contrário de B
θ = 90º ‐ 100% de fem máx – fluxo concatenado ascendente
• 2 a 3 – (a, b) – não gera fem – mesmo sentido de B
(c, d) – sede da fem – sentido contrário de B
θ = 135º ‐ 70,7% de fem máx. – fluxo concatenado
descendente
• 3 a 4 – (a, b) – não gera fem – mesmo sentido de B
(c, d) – sede da fem – sentido contrário de B
θ = 180º ‐ 0 fem – concatenação descendente
• 4 a 5 – ((a, b)) – até 7 a 0 – inverte ((a, b p
passa a ser a
sede da fem)

• 0 e 4 – fem = 0 (conhecido como zonas neutras ou


interpolares da máquina)
Retificação por meio de um comutador
Retificação por meio de um comutador
TTodas
d as máquinas
á i girantes,
i geram corrente
alternada (CA), exceto as máquinas homopolares. A
veracidade desta afirmação advém das
considerações no item anterior.
A fim de se converter a tensão alternada (CA) em
unidireconal (CC) é normalmente necessário
empregar‐se
empregar se um dispositivo de chaveamento
mecânico ou eletrônico, e no primeiro caso que é
acionado ppela rotação
ç mecânica do eixo da máquina.
q
Tal dispositivo é denominado de comutador ou
retificador dinâmico.
A corrente unidirecional pulsante, que tem um valor
zero duas vezes por ciclo é dificilmente utilizável
como alimentação CC comercial. A fem de saída pode
ser tornada menos pulsativa pelo uso de um grande
número de bobinas ou segmentos do comutador.
Tensão, corrente e potência nominais 
das máquinas
No gerador comercial, emprega‐se um grande
número de condutores para concatenar o fluxo de
um ou mais pares de pólos. As armaduras
comerciais podem ter dois ou mais caminhos
paralelos.
l l
A tensão nominal da máquina é, pois, determinada
apenas pelo número de bobinas ligadas em série,
série por
caminho, que é aproximadamente igual, e não pelo
número de caminhos em paralelo.
p
O fator
f t d t
determinante
i t dad correntet nominal
i l da
d
máquina é a capacidade condutora da bobina
individual ou do condutor em cada caminho, ou do
grupo de bobina ligado em série. Conforme aumenta
o número de caminhos, aumenta a corrente nominal
d máquina.
da á i
A figura abaixo ilustra o circuito equivalente
simplificado da armadura.
armadura
A potência
ê i nominal
i l de
d uma dada
d d armadura
d é
efetivamente fixada pela corrente e tensão
nominais de suas bobinas individuais em um
dado caminho. A única maneira de aumentar
a potência nominal de uma máquina, é
empregar uma armadura maior tendo mais
condutores e bobinas. Assim, o tamanho físico
é uma indicação aproximada da potência
nominal das máquinas elétricas.
Equação fundamental de tensão do gerador cc 
para fem entre as escovas
para fem entre as escovas
A equação para determinar a tensão média nominal de
uma armadura é:

Onde: Φ é o fluxo por pólo;


P é o número de pólos;
Z é o número
ú d condutores
de d d armadura
da d
(2 x o nº de espiras);
a é o número
ú d caminhos
de i h paralelos
l l na
armadura;
N é a velocidade
l id d em rpm;
Exemplo
Um gerador CC de 4 pólos tem em sua
armadura 40 condutores ligados g em 4
caminhos paralelos. O fluxo por pólo é de 6,48
x 108 linhas e a velocidade da máquina
primária é 30 rpm. Calcule a fem média
induzida entre as escovas.
escovas
Dados:
Ф = 6,48 x 108 linhas
Z 40
Z = 40 condutores
d t
P = 4 pólos
N = 30 rpm
N = 30 rpm
a = 4 caminhos

E = 129,6 V
Eg 129 6 V
Força eletromagnética
Força eletromagnética
Uma força eletromagnética existirá entre um condutor e
um campo sempre que o condutor percorrido por uma
corrente estiver localizado no campo magnético, numa
posição tal que haja uma componente do comprimento
ativo
i dod condutor
d perpendicular
di l ao campo.
Assim, se um condutor se situa num campo
g
magnético ou é nele inserido, e uma tensão é
aplicada a ele, de tal forma que circule uma
corrente será desenvolvida uma força,
corrente, força e o
condutor tenderá a mover‐se em relação ao
campo ou vice‐versa.
vice versa O princípio é algumas
vezes chamado de “ação motora”.
Fatores que afetam o valor da força 
eletromagnética
A definição
d fi i ã acimai i li it
implicitamente
t contém
té tê
três
requisitos, que afetam o valor da força
eletromagnética (EM), ou sejam:
‐ o campo magnético (B);
‐ o comprimento do condutor ativo (L);
‐ o valor da corrente circulante no condutor (I).

Assim, se qualquer um ou todos três fatores


variarem, a força EM, F, variará diretamente e na
mesma proporção. Se os fatores B e L forem
perpendiculares, uma força ortogonal F é
desenvolvida.
desenvolvida
onde:

F é a força eletromagnética em libras (lb)


B é a densidade de fluxo em linhas por pol²;
²
I é a corrente em ampéres;
L é o comprimento ativo do condutor em pol.
Exemplo
Um condutor
d simples,
i l d 18 polegadas
de l d d
de
comprimento, carrega uma corrente de 10 A e é
perpendicular a uma campo magnético
uniforme de 50.000 linhas/pol². Calcule:
A) a força eletromagnética desenvolvida pelo
condutor ppercorrido p
pela corrente em libras.
B) a força eletromagnética desenvolvida com o
condutor fazendo um ângulo de 75º com
relação ao mesmo campo.
A)

B)
Sentido da força eletromagnética e 
regra da mão esquerda
As relações entre o sentido de corrente no
p magnético
condutor, o sentido do campo g eo
sentido da força desenvolvida no condutor
podem ser determinados por meio da regra da
mão esquerda.
Como no caso da
C d regra dad
mão direita, de Fleming, para
ação geradora,
geradora o dedo
indicador também indica o
sentido do campop ((N ppara S),
)
o dedo médio indica o
sentido da corrente circulante
( fem
(ou f aplicada),
li d ) e o polegar
l
o sentido da força
desenvolvida no condutor ou
movimento resultante.
Força contra eletromotriz
Força contra‐eletromotriz
Na figura anterior vimos que a força desenvolvida
no condutor faz com que ele se movimente no
campo magnético, resultando uma variação do
fluxo concatenado em volta deste condutor. Uma
fem é induzida no condutor. O sentido da fem
induzida se opõe ou se desenvolve em sentido
contrário ao da circulação da corrente que criou a
força ou movimento: assim ela é chamada de
força contra‐eletromotriz (fcem).
Comparação entre a ação motora e 
a ação geradora
SSe toda
t d vez que ocorre a ação
ã motora,
t t bé se
também
desenvolve a ação geradora, o mesmo ocorre para o
caso inverso.

Quando uma corrente circula em um condutor num


campo magnético, há uma interação entre este campo
e o campo gerado pelo condutor: assim ocorre a ação
motora.
A força
f d
desenvolvida
l id como resultado
l d dad ação
ã
motora se opõe ao movimento que a produz.
Pode então ser estabelecido categoricamente
que a ação
q ç ggeradora e a ação
ç motora ocorrem
simultaneamente nas máquinas elétricas
g
girantes.
Portanto, a mesma máquina pode ser operada
tanto como motor quanto como gerador.
gerador
Observe os circuitos abaixo:
Observe os circuitos abaixo:

Quando uma máquina é operada como motor,


a fcem (Ec) gerada é sempre menor que a
tensão nos terminais e se opõe à corrente da
armadura.
armadura
Quando uma máquina é operada como gerador, a
corrente da armadura tem o mesmo sentido da
fem ggerada,, e a fem ggerada Egg é maior q
que a
tensão Va dos terminais da armadura que é
aplicada à carga.
Para um motor:
Va = Ec + Ia.Ra
Para um gerador:
g
Eg = Va + Ia.Ra
Onde:
Va é a tensão aplicada (medida nos terminais de lado a
lado da armadura.
Ec é a fcem gerada, desenvolvida na armadura do motor.
Eg é a fem gerada, desenvolvida na armadura do
gerador.
Ia.Ra é a q queda de tensão na armadura do ggerador
devido à circulação da corrente da armadura através de
uma armadura de dada resistência Ra.
Exemplo
A armadura de um motor tem uma resistência
de 0,25 Ω e, q
quando ligada
g a um barramento
CC de 125 V, solicita do mesmo uma corrente
de 60 A.
A
Calcule a fcem gerada nos condutores da
armadura do motor.
Exemplo
A armadura de um gerador de CC de 110 V
g uma corrente de 60 A à carga.
entrega g A
resistência do circuito da armadura é 0,25 Ω.
Calcule a fem gerada na armadura.
armadura
Construção da máquina cc

A figura
g ao lado
mostra um corte de
uma máquina CC
comercial típica,
simplificada para dar
ênfase às partes
principais:
1 – Eixo
Ei da d armadurad – sustenta a armadura
d e imprime
i i
rotação a mesma.
2 – Núcleo da armadura – construído de aço laminado.
laminado Com
baixa relutância magnética entre os pólos, gerando um
caminho mais fácil para o campo magnético.
3 – Enrolamento da armadura – construído de bobinas
isoladas entre si e do núcleo da armadura, é sede da fem.
4 – Comutador – consiste de seguimentos de cobre, cobre
individualmente isolados entre si e do eixo, eletricamente
conectados às bobinas do enrolamento da armadura.
O rotor
t da
d armadura
d d máquinas
das á i d CC tem
de t quatro
t
funções principais:
1 – permitir a rotação para ação geradora ou ação
motora;
2 – em virtude da rotação, produz a ação de
chaveamento necessária para a comutação;
3 – contém os condutores que induzem a tensão ou
providenciam um torque eletromagnético;
4 – providencia uma faixa de baixa relutância para o
fluxo.
fl
O estator da
d máquina
á i CC consistei de:
d
1 – Carcaça – serve como suporte das partes do rotor e
também providencia uma faixa de retorno do fluxo para o
circuito magnético.
2 – Enrolamentos de campo – constituído de poucas de fio
grosso para o campo série e muitas espiras de fio fino para o
campo paralelo (shunt). Sua função é produzir um fluxo
magnético para gerar uma fem ou uma força mecânica na
armadura.
3 – Pólos – constituído de ferro laminado aparafusado ou
soldado na carcaça. Serão magnetizados e a sapata polar é
curvada e mais longa que o núcleo polar, para espalhar o fluxo
mais uniformemente.
uniformemente
4 – Interpolo
I l e enrolamento
l d interpolo
do i l – tambémbé sãoã
montados na carcaça e estão ligados na região interpolar e
são ggeralmente de tamanho menor. Seu enrolamento é de fio
grosso pois seu circuito elétrico também entra em série com a
armadura.
5 – Enrolamentos
E l d compensação
de ã – não
ã sãoã vistos
i e
opcionais. São ligados na mesma forma do enrolamento do
interpólo
p e estão localizados em ranhuras na sapata
p p polar.
6 – Escovas e anéis‐suporte de escovas – constituído de
carvão e grafito, são fixadas por seus anéis na estrutura do
estator e mantidos
id nos suportes por molas l mantendo d o
contato firme com as lâminas do comutador.
Tipos de geradores CC
Tipos de geradores CC
Existem quatro tipos básicos de geradores CC:
‐ gerador shunt;
gerador shunt;
‐ gerador série;
‐ gerador composto;
‐ gerador com excitação independente;
gerador com excitação independente;
Diagrama esquemático e circuito 
equivalente de um gerador shunt
Quando
Q d a excitação
i ã é produzida
d id por um enrolamento
l
de campo conectado através de toda (ou quase toda)
a tensão de linha produzida entre as escovas da
armadura, o gerador é chamado gerador‐shunt. O
circuito de campo de um gerador
gerador‐shunt
shunt está em
paralelo com o circuito da armadura e consiste de
um enrolamento de campo‐shunt
p executado sobre
os núcleos polares estacionários e um reostato de
campo. O diagrama esquemático completo do
gerador‐shunt está na figura abaixo.
Circuito equivalente
Circuito equivalente
O circuito equivalente leva às seguintes
ç
relações de corrente e tensão:
Ia = If + IL
onde:
d
Ia é a corrente da armadura;;
If é a corrente de campo (Vf/Rf);
IL é a corrente de carga (VL/RL).
Va = Vf = VL
onde:
Va é a tensão nos terminais da armadura, isto
é Va
é, V = Eg
E – Ia.Ra;
I R
Vf é a tensão através do circuito de campo;
p ;
VL é a tensão através da carga.
Exemplo
Um gerador‐shunt, 250 V, 150 kW, possui uma 
p
resistência de campo de 50 Ω e uma 
resistência de armadura de 0,05 Ω. Calcule:
A) A corrente de plena carga
A) A corrente de plena carga.
B) A corrente de campo.
C) A corrente da armadura.
D) A t ã
D) A tensão gerada na situação de plena carga.
d it ã d l
Diagrama esquemático de um gerador‐
série
Quando a excitação é produzida por um
enrolamento de campop ligado
g em série com a
armadura, de modo que o fluxo produzido é
função da corrente da armadura e da carga,
carga o
gerador CC é chamado gerador‐série. Como o
enrolamento deve suportar toda a corrente da
armadura, é constituído com poucas espiras
de fio grosso.
Circuito equivalente
Circuito equivalente
Note‐se que a corrente no enrolamento do
p
campo‐série é controlada p por um resistor em
paralelo de ajuste, Rd, que providencia um
ajuste de excitação do campo
campo‐série
série, da mesma
maneira que o reostato num gerador‐shunt.
As relações
l de corrente do gerador sérieé são:
Ia = IL = Is + Id
As relações
l õ de d tensão ã ded um gerador‐série
d éi
podem ser resumidas em:
Va = VL + Is.Rs
onde:
Va é a tensão através da armadura, ou
Va = Eg – IaRa;
VL é a tensão na carga;
g ;
IsRs é a queda de tensão no campo‐série.
Diagrama esquemático de um gerador 
composto

Quando a excitação
ç de campo
p épproduzida ppor
uma combinação dos dois tipos de
enrolamento citados acima,
acima o gerador é
chamado gerador composto.
O gerador composto pode ser dividido ainda
em uma conexão shunt‐longa e uma conexão
shunt‐curta.
Circuito equivalente
Circuito equivalente
Circuito equivalente
Circuito equivalente
As relações de corrente da ligação shunt‐longa
de um ggerador composto
p CC são:
Ia = If + IL = Is + Id

As relações
ç de corrente da ligação
g ç shunt‐curta
de um gerador composto CC são:
I = If + IL e
Ia
IL = Is + Ia
Exemplo
Um gerador
d composto ligação
li ã shunt‐longa,
h l
100 kW, 500 V, possui uma resistência da
armadura de 0,03 Ω, resistência do campo‐
shunt de 125 Ω, resistência do campo‐série de
0,01 Ω. A resistência de ajuste suporta 54 A.
Calcule:
A) O valor da resistência de drenagem para a
carga nominal.
B) A tensão gerada a plena carga.
Razões que impedem a auto excitação
Razões que impedem a auto‐excitação
Há quatro razões õ específicas
ífi ( lé i ) para não
(elétricas) ã
ocorrer a auto‐excitação de um gerador‐shunt sem
carga.
carga
1 – falta de (ou baixo) magnetismo residual;
2 – conexões
õ do d circuito
i i de d campo invertidas
i id com
relação ao circuito da armadura;
3 – resistência
i ê i do d circuito
i i de d campo maior i dod que a
resistência crítica;
4 – conexãoã aberta
b t ou alta
lt resistência
i tê i no circuito
i it da
d
armadura.
Gerador com excitação 
independente
Quando
Q d um ou mais i campos são
ã ligados
li d a
uma fonte CC separada, que é independente
da tensão da armadura do gerador, este é
denominado ggerador com excitação
ç
independente.
Regulação de tensão de um gerador
Regulação de tensão de um gerador
Regulação
R l ã de
d tensão
t ã é definida
d fi id como a variação
i ã na
tensão desde a vazio até a plena carga, expressa
como uma porcentagem da tensão nominal (tensão
da armadura a plena carga) ou

VNL − VFL
VR = x 100
onde:
onde VFL
VFL é a tensão terminal (nominal) a plena carga;
VNL é a tensão termina sem carga.
Esta equação serve para indicar que um 
g
gerador “ideal” manteria a mesma tensão 
desde a vazio até a plena carga e, já que a 
variação de tensão é zero nós teremos uma
variação de tensão é zero, nós teremos uma 
regulação de tensão nula.

Veja o exemplo:
Veja o exemplo:
Exemplo
A tensão sem carga de um gerador‐shunt é 
p g
135 V, e sua tensão a plena carga é 125 V. 
Calcule a regulação de tensão em 
porcentagem.
porcentagem
Exemplo
A regulação percentual de tensão de um 
g
gerador‐shunt de 250 V é 10,5 %. Calcule a 
tensão no gerador sem carga.