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CADERNO
INFORMATIVO

© AREAL EDITORES
Este caderno é muito útil para ti.
Tem uma minigramática com os conteúdos que foram selecionados para o 5.º ano.
Por exemplo, quando deres na aula os pronomes, encontras neste caderno informativo,
nas páginas 201-202, quadros com todos os pronomes, acompanhados de exemplos.
Repara:

Exemplo:
Quem está aí?

Pronomes interrogativos

Variáveis qual? quais?


Invariáveis que? quem? o que? o quê?

Encontras também as outras classes de palavras, as regras da flexão dos nomes e dos
adjetivos, a flexão dos verbos, a conjugação dos verbos regulares e de verbos irregulares.
Ao nível da frase, são, ainda, apresentados os conteúdos mais importantes do 5.º ano.
Repara que na p. 212 são explicados três dos grupos que constituem a frase: o grupo nominal,
o verbal e o preposicional. Estuda-os bem para depois compreenderes as funções sintáticas
que esses grupos desempenham (vê a p. 213).
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Neste caderno informativo, também tens ao


teu dispor um conjunto de listas de verifica-
ção. São um instrumento de avaliação que
serve para corrigires os teus próprios textos
escritos.

CARACTERIZAÇÃO DE PERSONAGEM sim não


1. Elaborei:
– um parágrafo para o retrato físico.
– um parágrafo para o comportamento.
2. Caracterizei a personagem, sem copiar o texto.
3. Ilustrei as características com exemplos adequados.
4. Encadeei as frases corretamente.
5. Respeitei a regra de início de parágrafo.
6. Segui as regras de construção de frase.
7. Utilizei adequadamente os sinais de pontuação, nomeadamente, o
ponto e a vírgula.
8. Escrevi sem erros de ortografia.

Esta lista de verificação chama-te a atenção para aspetos que deves


respeitar quando caracterizares uma personagem e para as regras a
seguir na elaboração do texto.
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Se cumpriste cada um dos pontos, marcas sim, senão assinalas não,


o que significa que tens de corrigir o que está mal.

Por fim, encontras neste caderno


uma lista de livros muito bons. Esco-
lhe um deles em cada período letivo
e apresenta-o à tua turma.
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Conhecimento explícito da língua

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PLANO DAS CLASSES DE PALAVRAS
Classe aberta de palavras
É constituída por um número de palavras que vai aumentando com
a evolução da língua. São classes abertas de palavras os nomes e os
verbos.

Classe fechada de palavras


É constituída por um número limitado de palavras, sendo fácil enu-
merá-las. São classes fechadas as preposições, as conjunções, os
determinantes, os pronomes e os quantificadores.

Nome
É a palavra com que designamos os seres em geral (plantas, animais,
pessoas), os objetos, os sentimentos, as qualidades e as ideias. Aprendo a distinguir as clas-
ses de palavras.

SUBCLASSES DO NOME

comum próprio

designa os seres e os identifica um ser ou


objetos de uma mesma objeto único individuali-
espécie: cadeira, janela, zado e começa sempre
árvore, cão, homem com letra maiúscula.
Exemplos: nomes de rios,
de pessoas, de oceanos,
de instituições
coletivo

designa, no singular, um
conjunto de seres da
mesma espécie: rebanho,
cardume, enxame, alcateia,
matilha, fauna
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Adjetivo
O adjetivo qualificativo exprime a qualidade de um nome.
Exemplos:
A Maria tem cabelo preto.
A Inês é uma linda menina.

O adjetivo numeral exprime ordem ou sucessão: primeiro, segundo, terceiro…


Exemplos:
O Pedro foi o primeiro aluno a chegar.
A quarta atleta é portuguesa.

Determinante
É a palavra que se coloca antes do nome para o especificar. Concorda com ele em género e
número.
Exemplos:
Estes rapazes são espertos.
As árvores estão floridas.
Teu primo chega hoje.

Subclasses do determinante
a) artigos definidos e indefinidos

Artigos definidos Artigos indefinidos Exemplos:


Singular Plural Singular Plural Eu vi um pássaro estra-
nho.
Masculino o os um uns
Os ventos do Sul são
Feminino a as uma umas muito fortes.

b) determinantes demonstrativos

Determinantes demonstrativos Exemplos:


Singular Plural Leva este livro contigo!
Masculino Feminino Masculino Feminino Traz-me cá esse estojo.
este esta estes estas Aquelas ruas são de
esse essa esses essas difícil acesso.
aquele aquela aqueles aquelas
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c) determinantes possessivos

Singular Plural
Pessoa
gramatical Masculino Feminino Masculino Feminino

1.ª meu minha meus minhas


Singular

um
2.ª teu tua teus tuas
possuidor
3.ª seu sua seus suas
1.ª nosso nossa nossos nossas
vários
Plural

2.ª vosso vossa vossos vossas


suas possuidores
3.ª seu sua seus

Exemplos:
Esta é a minha música preferida.
Cada um deles levou o seu lanche.
Os nossos marinheiros eram valentes. – Que livros compraste?

d) determinantes interrogativos
São determinantes interrogativos: que e qual/quais.
O determinante interrogativo que é invariável.

e) determinantes indefinidos

Determinantes indefinidos
Singular Plural
Masculino Feminino Masculino Feminino
certo certa certos certas
outro outra outros outras
Exemplos:
– Tens outra revista que me emprestes?
Não gosto de ouvir certas músicas.

Pronome
O pronome é a palavra que pode substituir um nome e, por isso, nunca pode ocorrer antes
dele. Varia em género e número e pode também variar em pessoa.
Exemplos:
Nunca vi uma árvore tão grande como esta.
Eles compraram postais. Cada um escolheu o seu.
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Subclasses do pronome
Dá-me esses lápis. Este partiu-se.
a) Pronomes demonstrativos
Pronomes demonstrativos
Invariáveis Variáveis
Singular Plural
Masculino Feminino Masculino Feminino
isto este esta estes estas
isso esse essa esses essas
aquilo aquele aquela aqueles aquelas
o* a os as

*o, a, os, as são pronomes demonstrativos antes de que e de: O que te disse é verdade.

b) Pronomes possessivos
Singular Plural
Pessoa
gramatical Masculino Feminino Masculino Feminino

1.ª meu minha meus minhas


Singular

um
2.ª teu tua teus tuas
possuidor
3.ª seu sua seus suas
1.ª nosso nossa nossos nossas
vários
Plural

2.ª vosso vossa vossos vossas


suas possuidores
3.ª seu sua seus

Exemplos: Os pronomes pessoais têm a


Esta mochila é minha. função:
Trouxe-lhe este livro de casa. É seu! – de sujeito ( Eu canto. );
Pus aí todos os cadernos. Levem os vossos!
– de complemento direto
(Faço o trabalho. Faço-o.);
c) Pronomes pessoais
– de complemento indireto
Pronomes pessoais (Dou-lhes um prémio.)
Complemento
Sujeito
Número Pessoa direto indireto
1.ª eu me me
Singular 2.ª tu te te
3.ª ele/ela se, o, a lhe
1.ª nós nos nos
Plural 2.ª vós vos vos
3.ª eles se, os, as lhes
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d) Pronomes relativos
Pronomes relativos Exemplos:
Variáveis Invariáveis Gosto de casas que têm jardim.
Singular Plural Fizemos vários trabalhos, os
Masculino Feminino Masculino Feminino quais foram expostos na sala.
o qual a qual os quais as quais que, quem O rapaz com quem saí é meu
amigo.
e) Pronomes interrogativos
Pronomes interrogativos Exemplos:
Variáveis qual? quais? Que lhe disseste?
Invariáveis que? quem? o que? o quê? Quem está aí?

f) Pronomes indefinidos
Pronomes indefinidos Exemplos:
Singular Plural Havia muitas laranjas, mas ele
Masculino Feminino Masculino Feminino trouxe poucas.
alguém algum alguma alguns algumas Ninguém viu o homem.
ninguém nenhum nenhuma nenhuns nenhumas Estavam lá amigos teus? Sim,
outrem todo toda todos todas muitos.
tudo muito muita muitos muitas
nada pouco pouca poucos poucas
algo vários várias
cada tanto tanta tantos tantas
quanto quanta quantos quantas
qualquer quaisquer

Verbo
O verbo pode ser principal, copulativo e auxiliar.

a) Verbo principal

Subclasses do verbo principal Caracterização Exemplo

Intransitivo Não seleciona qualquer complemento. A menina caiu.

Transitivo direto Seleciona sujeito e complemento direto. Eu ouvi uma canção.

Seleciona sujeito e complemento indireto ou oblí- Ele telefonou ao pai.


Transitivo indireto
quo. Fui a Lisboa.
Seleciona sujeito, complemento direto e indireto ou Ela deu um livro à Ana.
Transitivo direto e indireto
oblíquo. Coloquei o livro na estante.
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b) Verbo copulativo
Verbo que ocorre numa frase em que existe um constituinte com a função sintática de
sujeito e outro com a função sintática de predicativo do sujeito.
Os principais verbos copulativos são: ser, estar, ficar, parecer, continuar e permanecer.
Exemplos:
As crianças parecem felizes!
Eles ficaram em casa.

c) Verbo auxiliar
É usado para formar tempos compostos (a) e frases passivas (b):
Exemplos:
a) O João tem tossido muito. (verbo auxiliar: verbo ter; verbo principal: tossir)
b) A escola é lavada todos os dias. (verbo auxiliar: ser; verbo principal: lavar)

Preposição
É uma palavra invariável que liga dois elementos da frase.
Exemplo: Andavam vestidos com uma blusa comprida e sem mangas.
São estas as principais preposições: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
para, perante, por, segundo, sem, sob, sobre, trás.

Conjunção
É uma palavra invariável que liga orações (a) ou elementos da mesma oração (b).
Exemplos:
a) Estudei muito, mas sei pouco.
b) Comprei ameixas e maçãs no mercado.
As conjunções coordenativas classificam-se de acordo com a informação que transmitem.

Classificação Significado Conjunções coordenativas Exemplos


adição,
Comi peixe e fruta.
copulativas sequencialização e, nem
Eu abri a porta e entrei.
temporal
contraste,
adversativas mas Ela foi à praia, mas não nadou.
oposição
disjuntivas alternativa ou Queres vir ou ficas em casa?
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PLANO MORFOLÓGICO
Palavras variáveis
São aquelas que admitem flexão: os nomes, os verbos, os adjetivos, os determinantes, os pro-
nomes e os quantificadores.

Palavras invariáveis
São aquelas que não admitem flexão: os advérbios, as conjunções, as preposições e as interjeições.

Flexão dos nomes em género (masculino e feminino)


Regra geral aluno/aluna
Os nomes terminados em –o e –e formam o feminino em –a. infante/infanta
Os nomes terminados em –ão formam o feminino em:
cidadão/cidadã, alemão/alemã

vilão/viloa, leão/leoa,
-oa
chorão/chorona, valentão/valentona
-ona
sultão/sultana
Exceções: -ana -ia -esa
espião/espia
barão/baronesa
Outros nomes fazem o feminino com terminação em: abade/abadessa, conde/condessa
-essa duque/duquesa, cônsul/consulesa
-esa poeta/poetisa, profeta/profetisa
-isa herói/heroína, czar/czarina
-ina
plebeu/plebeia
Outros nomes terminados em –eu fazem o feminino em –eia.
europeu/europeia
o estudante/a estudante
Noutros casos, o masculino distingue-se do feminino apenas através o pianista/a pianista
do determinante. o artista/a artista
o doente/a doente
Há nomes com uma só forma para ambos os géneros. a criança, a vítima, a pessoa, a testemunha

Os nomes de alguns animais possuem um só género gramatical. a águia macho/a águia fêmea
Torna-se, por isso, necessário juntar ao nome as palavras macho e a cobra macho/a cobra fêmea
fêmea para especificar o sexo do animal. o crocodilo macho/o crocodilo fêmea
pai/mãe
rei/rainha
Muitos nomes formam o feminino através de palavras diferentes.
carneiro/ovelha
cavalo/égua
Nota: Os adjetivos, quando passam para o plural ou quando fazem a formação do feminino, seguem as regras do nome.
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Flexão dos nomes em número (singular e plural)

Os nomes terminados em vogal ou ditongo formam o plural acrescen- flauta/flautas


tando um –s. mesa/mesas
rapaz/rapazes
Aos nomes terminados em –n, –r, –s e –z, acrescenta-se –es.
nariz/narizes
homem/homens
Nos nomes terminados em –m, muda-se o –m em –ns.
som/sons
Os nomes terminados em –ão formam o plural de três maneiras dife-
rentes:
em –ãos mão/mãos
em –ães cão/cães
em –ões balão/balões

Os nomes terminados em –al, –el, –ol e –ul fazem o plural animal/animais


mudando o –l em –is. (exceção: mal/males)
móvel/móveis
caracol/caracóis
paul/pauis
(exceção: cônsul/cônsules)

Os nomes terminados em –il formam o plural mudando o –l em:


-s (nas palavras agudas) funil/funis
-eis (nas palavras graves) réptil/répteis

Há nomes que só se usam no singular, como os que designam


metais prata
pontos cardeais oeste
ciência e arte biologia, pintura
religiões cristianismo
qualidades humildade

Outros nomes só se empregam no plural. olheiras, parabéns, calças

Ainda há outros nomes que têm no plural um sentido diferente do óculo/óculos


que têm no singular. género/géneros (= alimentos)
pais/pais (= mãe e pai)
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Plural dos nomes compostos
Ambos os elementos vão para o plural se a palavra é formada por:
dois nomes couve-flor/couves-flores
um nome e um adjetivo capitão-mor/capitães-mores
um adjetivo e um nome curto-circuito/curtos-circuitos

Se o primeiro elemento é um verbo e o segundo é um nome, um guarda-sol/guarda-sóis


adjetivo ou um verbo, só o segundo elemento vai para o plural. mata-borrão/mata-borrões
treme-treme/treme-tremes

(Há palavras deste grupo cujo nome está sempre no plural.) o saca-rolhas
o salva-vidas
Se o primeiro elemento da palavra é invariável e o segundo é um ex-colega/ex-colegas
nome, só o segundo elemento vai para o plural. vice-presidente/vice-presidentes
Se a palavra é constituída por dois nomes ligados por uma preposição, pão de ló/pães de ló;
só o primeiro elemento vai para o plural. chapéu de sol/chapéus de sol

Graus dos nomes


1. Os nomes apresentam formas que mostram a grandeza – grau aumentativo – ou a peque-
nez – grau diminutivo.

Aumentativo Normal Diminutivo


bocarra boca boquinha
vozeirão voz vozinha
buracão buraco buraquinho
casarão casa casota/casinha
pardalão pardal pardalito
mulheraça mulher mulherzinha

As palavras que terminam em -ão, -aça, e -arra encontram-se no grau aumentativo.


As que acabam em -inho e -ito estão no grau diminutivo.
2. O grau aumentativo pode ainda ser formado, acrescentando ao nome:
-aço – ricaço -alhão – vagalhão, amigalhão
-aça – barcaça -uça – dentuça
-alha – muralha, fornalha -ona – mulherona, solteirona
3. Para além da ideia de grandeza, as formas aumentativas podem ter um sentido deprecia-
tivo ou negativo (deproporção, gozo, desprezo).
Exemplos:
narigão, bocarra, cabeção, carantonha
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4. O grau diminutivo faz-se também com as seguintes terminações:


-acho -riacho -ico -burrico
-ela -viela -isco -chuvisco
5. As formas diminutivas não traduzem apenas a ideia de pequenez. Podem significar:
carinho – gatinho
desprezo – empregadito
troça – rapazola

Graus dos adjetivos


Os adjetivos qualificativos variam em grau: normal, comparativo e superlativo.

Grau Exemplo
Normal O Pedro é um aluno estudioso.
Superioridade Ele é mais estudioso do que o João. Há adjetivos que formam
o superlativo absoluto sin-
Comparativo Igualdade É tão estudioso como o João.
tético de forma irregular:
Inferioridade Ele é menos estudioso do que o João.
amigo – amicíssimo
Sintético O Pedro é estudiosíssimo.
Absoluto doce – dulcíssimo
Analítico É muito estudioso.
Superlativo
Superioridade É o mais estudioso da turma. difícil – dificílimo
Relativo
Inferioridade É o menos estudioso da turma. feliz – felicíssimo
antigo – antiquíssimo
Casos particulares do comparativo e do superlativo
pobre – paupérrimo

Comparativo Superlativo
Grau normal
de superioridade Absoluto sintético Relativo de superioridade
bom melhor ótimo o melhor
mau pior péssimo o pior
grande maior máximo o maior
pequeno menor mínimo o menor

Flexão verbal
Os verbos flexionam em tempo, modo, pessoa e número.
Os modos verbais são quatro: indicativo, conjuntivo, condicional e imperativo.
Em Português, há três conjugações:
– com vogal temática em –a no infinitivo – lavar, cantar
– com vogal temática em –e no infinitivo – dever, comer
– com vogal temática em –i no infinitivo – partir, sorrir
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Se aprenderes a conjugar
Verbos regulares
os verbos lavar, dever e
Respeitam a flexão do paradigma a que perten-
partir, vais conseguir con-
cem. Quase todos os verbos da primeira conjugação
jugar todos os verbos ter-
são regulares: canta, cantara, cantei, cantasse. minados em –ar, em –er
1.ª conjugação e em –ir.

Lavar
INDICATIVO
Pretérito Pretérito
Presente Futuro Pretérito Perfeito
Imperfeito Mais-que-perfeito
lavo lavarei lavei lavava lavara
lavas lavarás lavaste lavavas lavaras
lava lavará lavou lavava lavara
lavamos lavaremos lavámos lavávamos laváramos
lavais lavareis lavastes laváveis laváreis
lavam lavarão lavaram lavavam lavaram
CONJUNTIVO
Pretérito
Presente Futuro CONDICIONAL IMPERATIVO
Imperfeito
lave lavasse lavar lavaria
laves lavasses lavares lavarias
lava (tu)
lave lavasse lavar lavaria
lavai (vós)
lavemos lavássemos lavarmos lavaríamos
laveis lavásseis lavardes lavaríeis
lavem lavassem lavarem lavariam
Infinitivo Impessoal: lavar Gerúndio: lavando Particípio Passado: lavado

2.ª conjugação
Dever

INDICATIVO
Pretérito Pretérito
Presente Futuro Pretérito Perfeito
Imperfeito Mais-que-perfeito
devo deverei devi devia devera
deves deverás deveste devias deveras
deve deverá deveu devia devera
devemos deveremos devemos devíamos devêramos
deveis devereis devestes devíeis devêreis
devem deverão deveram deviam deveram
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CONJUNTIVO
Pretérito CONDICIONAL IMPERATIVO
Presente Futuro
Imperfeito
deva devesse dever deveria
devas devesses deveres deverias
deve (tu)
deva devesse dever deveria
devei (vós)
devamos devêssemos devermos deveríamos
devais devêsseis deverdes deveríeis
devam devessem deverem deveriam
Infinitivo Impessoal: dever Gerúndio: devendo Particípio Passado: devido

3.ª conjugação
Partir

INDICATIVO
Pretérito Pretérito
Presente Futuro Pretérito Perfeito
Imperfeito Mais-que-perfeito
parto partirei parti partia partira
partes partirás partiste partias partiras
parte partirá partiu partia partira
partimos partiremos partimos partíamos partíramos
partis partireis partistes partíeis partíreis
partem partirão partiram partiam partiram

CONJUNTIVO
Pretérito CONDICIONAL IMPERATIVO
Presente Futuro
Imperfeito
parta partisse partir partiria
partas partisses partires partirias
parte (tu)
parta partisse partir partiria
parti (vós)
partamos partíssemos partirmos partiríamos
partais partísseis partirdes partiríeis
partam partissem partirem partiriam

Infinitivo Impessoal: partir Gerúndio: partindo Particípio Passado: partido


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Verbos irregulares
A sua flexão afasta-se da flexão do paradigma a que pertencem: faço, faria, fizesse; meço,
medisse, medirei.

TEMPO/MODO Dizer Estar


Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem estou, estás, está, estamos, estais, estão
estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estive-
Pretérito Perfeito do Indicativo disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram
ram

Pretérito Imperfeito do Indicativo dizia, dizias, dizia, dizíamos, dizíeis, diziam estava, estavas, estava, estávamos, estáveis, estavam

Pretérito Mais-que-perfeito do dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disse- estivera, estivera, estivera, estivéramos, estivéreis,
Indicativo ram estiveram
Futuro do Indicativo direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão estarei, estarás, estará, estaremos, estareis, estarão
Presente do Conjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam
dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis,
Pretérito Imperfeito do Conjuntivo
dissessem estivessem
estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estive-
Futuro do Conjuntivo disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem
rem
Condicional diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam estaria, estarias, estaria, estaríamos, estaríeis, estariam
Imperativo diz, dizei está, estai
Infinitivo Impessoal dizer estar
Gerúndio dizendo estando
Particípio Passado dito estado

TEMPO/MODO Fazer Ir
Presente do Indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem vou, vais, vai, vamos, ides, vão
Pretérito Perfeito do Indicativo fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Pretérito Imperfeito do Indicativo fazia, fazias, fazia, fazíamos, fazíeis, faziam ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Pretérito Mais-que-perfeito do
fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram
Indicativo
Futuro do Indicativo farei, farás, fará, faremos, fareis, farão irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Presente do Conjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Pretérito Imperfeito do Conjun- fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizes-
fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
tivo sem
Futuro do Conjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem for, fores, for, formos, fordes, forem
Condicional faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
Imperativo faz, fazei vai, ide
Infinitivo Impessoal fazer ir
Gerúndio fazendo indo
Particípio Passado feito ido
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TEMPO/MODO Poder Querer


Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
Pretérito Perfeito do Indicativo pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Pretérito Imperfeito do Indicativo podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam queria, querias, queria, queríamos, queríeis, queriam
Pretérito Mais-que-perfeito do
pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram
Indicativo
Futuro do Indicativo poderei, poderás, poderá, poderemos, podereis, poderão quererei, quererás, quererá, quereremos, querereis, quererão
Presente do Conjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Pretérito Imperfeito do pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis,
Conjuntivo pudessem quisessem
Futuro do Conjuntivo puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem
poderia, poderias, poderia, poderíamos, poderíeis, quereria, quererias, quereria, quereríamos, quereríeis,
Condicional
poderiam quereriam
Imperativo pode, podei …
Infinitivo Impessoal poder querer
Gerúndio podendo querendo
Particípio Passado podido querido

TEMPO/MODO Ter Pôr


Presente do Indicativo tenho, tens, tem, temos, tendes, têm ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem

Pretérito Perfeito do Indicativo tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram

Pretérito Imperfeito do Indicativo tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham

Pretérito Mais-que-perfeito do
tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram
Indicativo

Futuro do Indicativo terei, terás, terá, teremos, tereis, terão porei, porás, porá, poremos, poreis, porão

Presente do Conjuntivo tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham

Pretérito Imperfeito do tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tives- pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis,
Conjuntivo sem pusessem

Futuro do Conjuntivo tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem

Condicional teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam poria, porias, poria, poríamos, poríeis, poriam

Imperativo tem, tende põe, ponde


Infinitivo Impessoal ter pôr
Gerúndio tendo pondo
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Particípio Passado tido posto


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t
PLANO SINTÁTICO
Há quatro tipos de frase. São utilizados com intenções comunicativas diferentes.

Tipos de frase Sentido Exemplo


– Lavo sempre as mãos antes das refei-
frase declarativa Apresentar factos, transmitir informações, exprimir ideias.
ções.
frase exclamativa Expressar sentimentos e emoções. – Oh! Que belo quadro!
frase interrogativa Formular uma pergunta. – Emprestas-me o teu livro?
frase imperativa Dar uma ordem. – Fecha a porta, por favor.

Cada tipo de frase pode ter um valor (polaridade) afirmativo ou negativo.

Polaridade: valor afirmativo ou negativo de uma frase. A polaridade negativa pode ser expressa através do advérbio de negação (a) ou
de outras palavras ou expressões com valor negativo (b).
Afirmativa Negativa
Gostei de ler este livro. a) Não gostei de ler este livro.
Eles foram ao cinema. b) Eles nunca foram ao cinema.

Constituintes da frase
Grupo nominal: pode ser constituído exclusivamente por um nome (a), por um pronome (b) ou
por um nome que coocorre com determinantes (c).
a) Lisboa é uma linda cidade.
b) Ele gosta de ler.
c) Estes alunos estudam todos os dias.

Grupo verbal: pode ser constituído exclusivamente pelo verbo (a),


ou por um verbo e pelos seus complementos (b). O constituinte principal do
a) Chove! grupo nominal é o nome,
b) A Maria pôs a mesa. do grupo verbal é o
verbo e do grupo prepo-
Grupo preposicional: é formado por uma preposição e sicional é a preposição.
pelo seu complemento. Este complemento pode ser um
grupo nominal.
O Pedro vive em Setúbal.
Elas telefonaram a todos os amigos.
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FUNÇÕES SINTÁTICAS: SUJEITO, PREDICADO, COMPLEMENTO DIRETO, COMPLEMENTO INDIRETO,


PREDICATIVO DO SUJEITO
Observa estas frases.

D. Afonso Henriques conquistou muitas terras aos mouros.


Os homens desceram a encosta.
A água fresca matava a sede aos veados.
A rapariga era muito linda.

Complemento
Complemento direto
Sujeito Predicado indireto Predicativo do sujeito
(O quê?)
(A quem?)
conquistou muitas terras
D. Afonso Henriques muitas terras aos mouros
aos mouros
Os homens desceram a encosta a encosta

A água fresca matava a sede aos veados a sede aos veados

A rapariga era muito linda muito linda

Frase simples e complexa

Frase simples: tem apenas uma oração.


Exemplo:
Esta tarde, a menina colheu muitas flores.
Frase complexa: tem mais do que uma oração.
Exemplo:
Na primavera, os pássaros fazem ninhos, põem os seus ovos e alimentam os filhos.
Cada oração tem apenas um verbo principal ou copulativo, antecedido ou não de um verbo
auxiliar:
Exemplos:
Ele tem estado doente.
Mal começou o dia, as ruas foram limpas pelos funcionários da Câmara.
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PLANO LEXICAL E SEMÂNTICO (VOCABULÁRIO, SIGNIFICADOS DAS PALAVRAS, CONSULTA DE DICIONÁRIO)
Expressão idiomática – é constituída por mais do que uma palavra. O seu significado não
depende de cada uma das palavras que a forma, mas, sim, do seu conjunto.
As expressões idiomáticas são uma forma de enriquecimento de uma língua porque atribuem
outros sentidos às palavras que já existem.
Exemplos: “fazer castelos no ar” significa imaginar projetos impossíveis de realizar;
“bater com o nariz na porta” significa chegar a um local e verificar que ele está fechado.

O dicionário
• É um auxiliar imprescindível, porque apresenta o significado das palavras, a sua grafia cor-
reta, a sua pronúncia e a classe a que pertencem.
• Nele, as palavras estão organizadas por ordem alfabética. No conjunto das que começam
pela mesma letra segue-se a ordem determinada pela segunda letra, e assim sucessiva-
mente.
• Os nomes e os adjetivos procuram-se no singular e no masculino, se tiverem as duas formas.
• Os verbos encontram-se no infinitivo impessoal.
• As palavras encontram-se classificadas quanto à sua classe e género. Assim, à frente de
cada uma, aparecem algumas abreviaturas que nos indicam a sua classe (nome, adjetivo,
verbo, …) e o género (masculino, feminino).
• Para cada uma das palavras são, muitas vezes, apontados diversos significados. Terás de
conhecer o contexto da palavra para escolheres o significado mais adequado.

pas 739 pas


pássaro, n.m. designação popular das aves
verdadeiras; homem que passa, pequenas; pop. indivíduo astuto; pl. ordem de
clandestinamente, alguém ou alguma coisa de aves de tamanho pequeno ou médio.
um país para o outro; divulgador; utensílio passarola, n.f. pássaro grande; nome do aeróstato
culinário onde se espremem legumes, etc.; inventado em 1709 pelo português Bartolomeu
coador. de Gusmão.
passadouro, n.m. lugar por onde se passa; passarolo (ô), n.m. pássaro grande.
comunicação. passatempo (pá), n.m. diversão; entretenimento;
NOME passageiro, n.m. indivíduo que passa; transeunte; ocupação agradável.
(no masculino viajante; adj. diz-se dos sítios onde passa muita passe, n.m. permissão para passar; licença;
gente; transitório; leve; de pouca importância. passaporte; bilhete de trânsito, permanente ou
e no singular) passagem, n.f. acto ou efeito de passar; lugar temporário; pl. movimento de mãos. ADJETIVO:
por onde se passa; preço que paga o passeadoiro, n.m. o m. q. passeadouro.
passageiro em navio, comboio ou qualquer (no masculino
passeador, adj. e n.m. que ou aquele que passeia
outro veículo; ponteado que se faz para unir muito; passeante. e no singular)
uma peça rasgada ou tapar um rasgão; frase passeadouro, n.m. lugar por onde se passeia;
ou trecho de um discurso ou obra literária; acção frequente de passear.
lance; conjuntura; caso acontecimento; de passeante, adj e n. 2 gén. que ou a pessoa que
passagem: loc. adv. por alto; de leve. passeia; passeador.
VERBO passajar, v. tr. dar passagens em roupa rasgada passear, v.tr. levar a passeio; percorrer devagar;
para a concertar.
(no infinitivo) passal, n.m. terreno cultivado anexo à residência
intr. deslocar-se de um lugar para outro;
divagar; folgar; espairecer; correr; deslizar.
paroquial. passeata, n.f. pop. pequeno passeio; excursão.
passamanaria, n. m. arte, indústria, obra ou
comércio de passamanes. Dicionário de Língua Portuguesa,
Empresa Literária Fluminense, Lda
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PLANO DISCURSIVO E TEXTUAL


Discurso direto
É utilizado quando o locutor (ou o narrador)
reproduz as palavras de uma pessoa (ou uma per- O discurso direto e o indi-
sonagem) como ela as disse. reto são formas de transmi-
tirmos o que alguém disse
Exemplo: – A casa é esta – disse a mãe –, mas
numa situação anterior.
não sei se os donos estão cá.

Discurso indireto
Emprega-se sempre que o locutor (ou o narrador) relata, por
palavras suas, o que uma pessoa ou personagem diz ou pensa.
Exemplo: A mãe disse que a casa era aquela, mas que não
sabia se os donos estavam lá.
O quadro seguinte apresenta as principais alterações que se veri-
ficam na passagem do discurso direto para o indireto.

Discurso direto Discurso indireto


Pronomes pessoais eu, tu ele, ela
me, te o, a, lhe, se
nós, vós eles, elas
nos, vos os, as, lhes, se
Pronomes ou determinantes possessivos meu(s), teu seu, dele, dela
nosso, vosso seus, deles/delas

Pronomes ou determinantes este, esta, isto aquele, aquela, aquilo


demonstrativos esse, essa, isso
Tempos verbais presente do indicativo pretérito imperfeito do indicativo

pretérito perfeito do indicativo pretérito mais-que perfeito do indicativo


futuro do indicativo condicional
imperativo pretérito imperfeito do conjuntivo
Advérbios que indicam lugar aqui, cá ali, lá, acolá, além
Advérbios com valor temporal agora, já então, naquele momento
hoje naquele dia
ontem no dia anterior
amanhã no dia seguinte
logo depois
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PLANO DA REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E ORTOGRÁFICA

Sinais de pontuação

ponto final (.) Indica uma pausa grande.


ponto de interrogação (?) Marca a frase de tipo interrogativo:
– Que horas são?
ponto de exclamação (!) Marca a frase que exprime espanto, dúvida, emoção, entusiasmo:
– Teremos de agir com a máxima discrição!
vírgula (,) Indica uma pausa breve e separa:
a) uma enumeração de palavras:
A avó contou histórias de reis, fadas, duendes, bruxas.
b) expressões que indicam o tempo e o lugar no início ou no meio da frase:
Naquela manhã, demos um passeio de barco.
A Catarina tem, no seu quarto, muitos livros.
c) as palavras mas, porém, todavia, contudo:
– Gosto de andar de barco, mas enjoo.
d) os advérbios sim e não quando estão independentes:
– Sim, todos devemos praticar desporto.
ponto e vírgula (;) Representa uma pausa maior do que a marcada pela vírgula:
– Todos os dias, como sopa, carne, peixe, fruta variada; só de vez em quando como uma
guloseima.
dois pontos (:) Anunciam uma fala e introduzem uma explicação, uma citação ou uma enumeração:
O pai exclamou:
– Amanhã vamos dar um passeio.
O dia estava terrível: fazia vento, nevava e relampejava.
O corpo humano tem três partes: cabeça, tronco e membros.

reticências (...) Mostram que a frase foi interrompida por espanto, irritação, hesitação ou sofrimento:
– Ai! Que susto!...
– Talvez tenhas razão... Isso aconteceu... em dezembro.

travessão ( – ) Coloca-se antes da fala de uma personagem. Separa também as palavras do narrador
da fala da personagem:
– Ouve – disse a Maria –, afinal não há visita de estudo.
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Regras de acentuação gráfica


São sempre acentuadas graficamente:

– todas as palavras esdrúxulas:


hóspede, mamífero, côdea, silêncio
– as palavras graves:
– terminadas em i ou u, seguidos ou não de s:
júri, grátis, bónus
– terminadas em l, n, r, x: afável, abdómen, caráter, sílex
– com i ou u tónico, precedidos de vogal, se com ela não forma ditongo: saía, miúdo
– terminadas em ditongo oral, seguido ou não de s: fáceis, túneis
– terminadas em vogal ou ditongo nasal, seguido ou não de s: órfã(s), bênção(s)
– terminadas em vogal nasal, seguida ou não de s, que corresponde na escrita a um ou uns: álbum, álbuns
– que originem confusão de pronúncia: andamos/andámos, pôde/pode, por/pôr

– as palavras agudas terminadas:


– em a, e, o, seguidos ou não de s: papá(s), maré(s), só(s)
– nos ditongos abertos éi, ói, éu, seguidos ou não de s: anéis, heróis, chapéus
– em –em ou –ens, que tenham mais de uma sílaba: porém, também, armazéns
– em i ou u, seguidos ou não de s, que não formem ditongo com a vogal anterior: aí, baú
Acentuam-se com acento circunflexo:
– a 3.ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir e seus compostos: têm, vêm, convêm, contêm;
– as palavras terminadas em –e, –o, semifechados, seguidos ou não de –s: português, pôs, avô.

Translineação:
Significa dividir uma palavra no final da linha, utilizando o hífen.

Separam-se Não se separam


As consoantes As consoantes Vogais seguidas que As vogais ou ditongos As consoantes seguidas
Os ditongos
dobradas seguidas não formam ditongo depois dos grupos qu e gu que constituem grupo
pás-sa-ro ad-je-ti-vo sa-í-da men-tiu mei-gui-ce ca-cho
car-rei-ro rit-mo mi-ú-do pa-péis am-bí-guo a-tlé-ti-co
con-fe-ci-o-nar sec-tor ra-i-nha fai-xa lon-gín-quo de-glu-ti-ção
co-mum-men-te af-ta pe-rí-o-do coi-sa pe-quei du-pli-ca-ção
ét-ni-co flu-i-dez cha-péu por-tu-guês ca-pri-cho
cons-ti-par a-la-ú-de fa-róis ce-guei-ra de-fla-grar
di-a-frag-ma re-en-trar meu qua-dra em-ble-ma
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Listas de verificação As listas de verificação


são muito úteis: servem

© AREAL EDITORES
para fazeres a autocorre-
ção dos textos escritos.

PRODUÇÃO DE UM DIÁLOGO S N
1. Usei dois pontos (:) sempre que o narrador deu a palavra às personagens.
2. Utilizei o travessão (–) antes da fala de uma personagem.
3. Fiz parágrafo sempre que uma personagem interveio.
4. Encadeei as frases corretamente.
5. Separei a fala da personagem da intervenção do narrador com um travessão.
6. Escrevi com letra minúscula a intervenção do narrador no meio e no fim da fala das personagens

CARACTERIZAÇÃO DE PERSONAGEM S N
1. Elaborei:
– um parágrafo para o retrato físico.
– um parágrafo para o modo de ser.
2. Caracterizei a personagem, sem copiar o texto.
3. Ilustrei as características com exemplos adequados.
4. Respeitei a regra de início de parágrafo.
5. Encadeei as frases corretamente.
6. Segui as regras de construção de frase.
7. Utilizei adequadamente os sinais de pontuação, nomeadamente, o ponto e a vírgula.
8. Escrevi sem erros de ortografia.

CONSTRUÇÃO DE UMA NARRATIVA S N


1. Fiz uma introdução: apresentei as personagens, localizei a ação no tempo e no espaço, referi a situação inicial.
2. No desenvolvimento, referi:
– o acontecimento que altera a situação inicial.
– a sequência dos acontecimentos.
– as dificuldades/os perigos que o herói enfrenta.
– as ajudas de alguém ou de alguma coisa.
3. Dei uma conclusão à história.
4. Encadeei as ideias corretamente.
5. Escrevi frases com sentido e de forma organizada.
6. Utilizei, com correção, as maiúsculas (em começo de frase, nome de pessoas, países…).
7. Usei adequadamente os sinais de pontuação.
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DESCRIÇÃO DE PAISAGEM S N
1. Descrevi a paisagem de forma geral.
2. Enumerei todos os seus elementos seguindo um plano: do mais afastado para o mais próximo ou do mais
próximo para o mais afastado.
3. Registei as características dos elementos, usando adjetivos.
4. Utilizei certas expressões para localizar as coisas e as pessoas: ao fundo, ao longe, no meio de, junto de, ao
centro, dentro de, à esquerda, à direita.
5. Empreguei os verbos ser, estar, parecer, haver no pretérito imperfeito do indicativo.

DESCRIÇÃO DE ANIMAL S N
1. Fiz uma apresentação geral do animal.
2. Registei aspetos específicos (tamanho, cor, olhos, membros…).
3. Descrevi o seu comportamento.
4. Referi os seus hábitos alimentares.
5. Apontei os sentimentos que ele desperta em mim.
6. Escrevi frases com sentido e de forma organizada.
7. Encadeei as frases corretamente.
8. Escrevi os verbos no presente ou no pretérito imperfeito do modo indicativo.
9. Utilizei corretamente os sinais de pontuação, nomeadamente o ponto e a vírgula.
10. Escrevi sem erros ortográficos.

CRIAÇÃO DE UMA FÁBULA S N


1. Escrevi uma narrativa curta.
2. Utilizei animais como personagens.
3. Mantive as características próprias destes animais (aspeto físico, hábitos).
4. Coloquei as personagens a agir e a falar como pessoas.
5. Ordenei as sequências dos acontecimentos.
6. Escrevi uma moral.
7. Atribuí um título à fábula.
8. Empreguei frases curtas.
9. Respeitei as regras do diálogo, utilizando:
– os dois pontos. – o travessão. – diferentes verbos declarativos.
10. Utilizei corretamente :
– o ponto. – a vírgula.
© AREAL EDITORES

11. Escrevi sem erros ortográficos.


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Proposta de livros para leitura autónoma

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Autor Obra
Sophia de Mello Breyner Andresen A Floresta
Sophia de Mello Breyner Andresen A Fada Oriana
Mónica Baldaque Do Outro Lado do Quadro
L. Frank Baum O Feiticeiro de Oz
Luísa Dacosta A Rapariga e o Sonho
Luísa Dacosta O Perfume do Sonho, na Tarde
José Fanha Zulaida e o Poeta e Outras Histórias
José Fanha Diário Inventado de um Menino já Crescido
Maria da Conceição Galveia Ferreira João e o Segredo dos Gnomos
Maria Teresa Maia Gonzalez Pedro e o Papa
Maria Teresa Maia Gonzalez Um Pombo Chamado Colombo
Maria Teresa Maia Gonzalez e M.ª do Rosário Pedreira O Clube das Chaves (21 volumes)
Sempé e Goscinny As Aventuras do Menino Nicolau
Nuno Magalhães Guedes Uma Jogada com Cabeça
Irmãos Grimm Contos de Grimm
Lídia Jorge O Grande Voo do Pardal
Rudyard Kipling O Livro da Selva
José Jorge Letria Henriqueta, a Tartaruga de Darwin
Clive Staples Lewis As Crónicas de Nárnia: A Viagem do Caminheiro da Alvorada
Clive Staples Lewis O Cavalo e o seu Rapaz
Clive Staples Lewis As Crónicas de Nárnia: O Príncipe Caspian
Ana Maria Magalhães et al Uma Aventura na Escola
António Mota O Rebanho Perdeu as Asas
António Mota O Agosto que Nunca Esqueci
Josephine Poole Anne Frank
Maria Isabel de Mendonça Soares 10 Grandes Portugueses
s/ref. Robin dos Bosques
Robert Louis Stevenson A Ilha do Tesouro
Miguel Sousa Tavares Ismael e Chopin
Miguel Sousa Tavares O Planeta Branco
António Torrado O Perfume dos Limões
Alice Vieira Chocolate à Chuva
Alice Vieira Úrsula, a Maior
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Autocorreção das fichas de autoavaliação


SEQUÊNCIA 1 – AUTOAVALIAÇÃO SEQUÊNCIA 2 – AUTOAVALIAÇÃO
I I
1. O narrador não é personagem da história que conta, por 1. Assim que saiu da escola, Inês dirigiu-se ao castelo.
isso é não participante: “Mas Joana sabia o que estava a 2.1. A menina da história sabia voar.
acontecer.” 2.2. Inês queria saber o que lhe ia acontecer.
2. A ação decorre no fim do verão, numa praia. 3. “Que bom seria falar a língua dos pássaros e pedir a uma
3. A amizade é o sentimento que une as duas personagens: cegonha das que todos os anos faziam ninho na torre da
“dois bons amigos sentem-se mais unidos partilhando o igreja ou no telhado da câmara municipal que lhe empres-
seu silêncio que a falar de coisas banais”. tasse as asas ou lhe dissesse como arranjar umas que des-
4.1. “com uma lágrima a deslizar-lhe pela face.” sem para voar!”
4.2. Golfi ia partir porque as águas estavam a ficar frias e por- 4. Os livros transmitem-nos conhecimentos e permitem,
que ele tinha de ir com o seu grupo para águas mais quen- através do estímulo à imaginação de cada um, descobrir
tes. novos mundos, para além do mundo real.
5. Os verdadeiros amigos, mesmo que estejam afastados um 5. A Inês bateu à porta, seguiu o mordomo até ao salão, onde
do outro, sentem sempre que estão próximos espiritual- estava o marquês, e pegou no livro para o começar a ler.
mente, porque a amizade que os une é tão forte que nunca 6. Inês não pôde ler o livro porque ainda não tinha cumpri-
se esquecem um do outro. mentado o senhor marquês.
II II
1.1. Pegou numa ostra; levou a ostra ao ouvido. 1. determinantes demonstrativos: essas e aqueles; determi-
1.2. O pretérito perfeito do indicativo nante possessivo: sua; artigo indefinido: uns; artigo defi-
2.1. maravilhoso; arco-íris e céu. nido: a
2.2. “cintilava” e “contemplava” são formas verbais que estão 2.1. pousou, começou – pretérito perfeito do modo indicativo;
no pretérito imperfeito do indicativo e exprimem uma indicara – pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
ação que se prolonga no tempo. 2.2. Os verbos pertencem todos à 1ª conjugação.
3.1. a) apresentar uma sugestão; b) dar uma explicação; c) dar 3. começaras; parecíeis; sorri
uma resposta 4.1. A senhora marquesa está à sua espera no salão.
3.2. o travessão 4.2. A palavra “salão” encontra-se no grau aumentativo.
4. inquiriu; sugeriu
III
III “Rapariga de 10 anos salva biblioteca”
Hipótese de carta a ser escrita pela Joana: Ontem à tarde, uma rapariga de dez anos detetou um foco
de incêndio, no castelo do Senhor Marquês. Rapidamente,
Meu querido Golfi,
alertou o mordomo que, no mesmo instante, chamou os
Escrevo-te esta carta, mesmo não sabendo se a receberás bombeiros. Não houve danos de maior, graças à menina.
ou não.
Não imaginas como sinto a tua falta. Tenho esperança SEQUÊNCIA 3 – AUTOAVALIAÇÃO
de que no próximo verão regresses à nossa praia mágica
para contarmos um ao outro o que temos feito. Realmente, I
tinhas toda a razão: nós nunca nos esquecemos dos verda- 1.1. Os adjetivos são “boa” e “bonita”.
deiros amigos. Quando vou à praia, quase sempre me lem- 1.2. Oriana dançava na natureza.
bro do nosso encontro, do que conversámos e da grande 2. a) F; b) V; c) F; d) V; e) F
lição que me deste sobre a amizade. Adorei! a) A fada dormia dentro do tronco de um carvalho.
Adeus e um grande abraço, c) Ela prevenia os coelhos e os veados da chegada dos caça-
Da tua amiga, dores.
Joana e) Cuidava dos filhos do moleiro.
3. Oriana dançava ou voava por cima da floresta.
4. A cidade era escura, feia e triste de dia, enquanto que, de
noite, era brilhante e colorida.
5.1. Enumeração e comparação
5.2. A enumeração serve para mostrar em pormenor as várias
cores das luzes da cidade. As cores são comparadas a
pedras preciosas para mostrar a intensidade da sua colora-
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ção e brilho.
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Autocorreção das fichas de autoavaliação

© AREAL EDITORES
II 4. O Pedro pegou na bola, meteu-a debaixo do braço e reuniu
1. a) frase interrogativa; b) frase negativa; c) frase exclama- o grupo que se estava a dispersar.
tiva afirmativa; d) frase imperativa negativa 5. JP considera que a sede do clube deveria ser no estádio
2. aquela – pronome demonstrativo; Estes – determinante onde jogam.
demonstrativo; meus – pronome possessivo; aqueles – pro- 6. Os jogos municipais abrangem vários desportos, movi-
nome demonstrativo; meu – determinante possessivo; Isto mentam equipas e são organizadas pela Câmara da cidade.
– pronome demonstrativo; ninguém – pronome indefi- II
nido; alguns – pronome indefinido; tudo – pronome inde-
1.1. “prometeu” – 2.ª conjugação, modo indicativo, pretérito
finido
perfeito, 3.ª pessoa do singular; “cuidaria” – 1ª conjugação,
3. pequena – singular, feminino, grau normal; brilhantes – modo condicional, 3.ª pessoa do singular; “caíam” – verbo
plural, feminino, grau superlativo absoluto analítico; fes- da 3.ª conjugação, modo indicativo, pretérito imperfeito, 3ª
tivo – singular, masculino, grau normal; delicada – singu- pessoa do plural; “ficavam” – verbo da 1.ª conjugação,
lar, feminino, grau superlativo absoluto analítico; frágeis – modo indicativo, pretérito imperfeito, 3.ª pessoa do plural;
plural, feminino, grau superlativo relativo de superiori- “sintam” – verbo da 3.ª conjugação, modo conjuntivo, pre-
dade; feio – singular, masculino, grau normal; tristíssimo sente, 3.ª pessoa do plural; “é”: 2.ª conjugação, modo indi-
– singular, masculino, grau superlativo absoluto sintético cativo, presente, 3ª pessoa do singular; “estejam” – 1.ª con-
4. mau, cru, são, alemão, espanhol, ilhéu, espertalhão jugação, modo conjuntivo, presente, 3ª pessoa do plural.
III 1.2. Verbos regulares: prometer, cuidar; verbos irregulares:
Paráfrase: dizer, cair, ficar, sentir, ser, estar.
A Rainha das Fadas disse a Oriana que a floresta ficava 2. dera, fizera, estivera; demos, fizemos, estivemos; dês, faças,
sob a sua responsabilidade e que todos os seres que ali estejas; dessem, fizessem, estivessem.
habitavam, a partir daquele momento, estariam sob a sua 3. “que” – escola; “que” – clube
proteção. Ainda lhe comunicou que, ela era a fada daquele
local e pediu muito a Oriana que ela nunca o deixasse.
SEQUÊNCIA 5 – AUTOAVALIAÇÃO
Retrato de um dos filhos do moleiro I
O filho mais novo do moleiro chamava-se Artur. Tinha seis 1. O acolhimento do melro – os primeiros 3 parágrafos até
anos e gostava muito da fada Oriana. “[…] ficou dentro da escola.”; o tratamento que lhe é dado
Era um menino com caracóis loiros, com a face rosada e – desde “Fez-se uma colher de pau de giesta…” até ao 8º
sardenta, uma boca pequenina rosada, sempre risonha, e parágrafo; a decisão de o pôr em liberdade – do 9º pará-
tinha uns lindos olhos azuis. Era baixo, mas robusto e usava grafo até ao final do texto.
sempre umas calças verdes escuras, com uma blusinha verde 2. Os alunos mostram o seu carinho por ele indo apanhar as
clara. minhocas maiores dos lenteiros, encharcando as suas
Ele adorava o verde das árvores enormes da sua floresta, da botas e discutindo para saber quem ia limpar a gaiola ao
relva fresquinha onde gostava de se sentar e brincar, e onde melro.
ouvia atentamente as histórias que Oriana lhe contava. Era 3. Alguns rapazes argumentavam que o melro era inocente,
um menino muito curioso e inteligente; sabia todas as histó- que não percebia nada do mundo e que o gato andava a
rias que ouvia de cor e queria saber sempre mais este ou mais rondar a janela da escola.
aquele pormenor. Era também muito amigo dos animais da 4. O melro estava a esvoaçar, muito aflito e a bater com o
floresta e cuidadoso com as crias que encontrava nos ninhos. bico nos arames da gaiola.
O Artur era, portanto, uma criança muito doce e alegre, 5. O texto aponta para o respeito que se deve ter pelos ani-
que respeitava a natureza e o espaço onde vivia, e adorava a mais, que implica, além de proteção e carinho, a limpeza
fada Oriana, a protetora da floresta. do seu recinto, uma alimentação correta e, sobretudo, a
capacidade de fazer com que eles se sintam saudáveis, feli-
zes e livres.
SEQUÊNCIA 4 – AUTOAVALIAÇÃO II
I 1.1. a) O melro; b) Os rapazes; c) Eu
1. A ação desta história desenrola-se no relvado de um está- 1.2. a) e b) artigo definido + nome; c) pronome pessoal
dio, onde um grupo de rapazes faz um treino de futebol.
1.3. complemento direto
2. Os rapazes pretendem formar um clube oficial porque
querem participar nos jogos municipais. 2.1. a) Ele sacudia o rabo, satisfeito.; b) O pássaro recebeu-os.
3. “Nem bancadas, nem camarotes Vip, nem a televisão a fil- c) Eu comprei-as para o pássaro.
mar....”. 2.2. Os verbos são transitivos porque selecionam um comple-
mento que lhes completa o sentido.
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Autocorreção das fichas de autoavaliação


SEQUÊNCIA 6 – AUTOAVALIAÇÃO dossier, que pôs debaixo do braço, levantou-se e dirigiu-se
para a casa.
I 3.2. Filipe repara nos “modos sacudidos” e no “jeito altivo de
1. Em vez de pés, o poeta gostaria de ter raízes, ou seja, de cabeça, rolando de um lado para o outro, como um autómato
ser uma árvore. impaciente ou um boneco de corda”.
2. Ele ficaria mais bem preso ao chão.
3. Se ele fosse árvore, quando houvesse tempestades, a sua II
copa iria vergar, mas ele ficaria sempre preso à terra. 1. Gerúndio: rolando; Particípio passado: sentado e debruçado;
4. Ele identifica-se com o pinheiro de riga, a faia, o abeto e o Infinitivo: buscar.
lódão. 2. Predicativo do sujeito: a), b), d).
5. O poeta gosta de se sentir seguro: “E ficar bem agarrado, / Complemento indireto: c).
pelas raízes, ao chão”. 3. a) Tu leva-la aos teus irmãos. b) Eles recordá-la-ão quando
crescerem. c) Os rapazes ofereceram-lhe um casaco. d) Nós
II sabemo-las de cor. e) As irmãs contaram-na às amigas.
1. quadra
2. chão/vão; ereto/abeto; pés/aloés; tufão/chão
3. 1.C; 2.D; 3.B; 4.A SEQUÊNCIA 8 – AUTOAVALIAÇÃO
4.1. pinho, pinhal, pinha, pinheiral I
4.2. injusto, imoral, ilegal, inútil, impossível, infeliz, impuro 1. Apresentação de Adérito (desde o início até “crianças e
4.3. falso, velho, belo, cruel jovens”); a inscrição na escola de música (desde “O Adé-
4.4. guarda-chuvas; guarda-sóis rito foi dos primeiros” até “frequentar a escola”); a reação
5. A. palavras homónimas; B. palavras homófonas; C. pala- do pai ao pedido do rapaz (desde “O pai ouviu” até “para
vras homógrafas; D. palavras parónimas governar!”); a solução para o problema (desde “O Adérito
engoliu em seco.” até ao final).
6. caçador/cachopo/cadeia/caramelo/carapuça/carbono
2. a) Tem onze anos. b) Ele tinha o grande sonho de fazer
7. a) à: contração da preposição a + artigo definido a; da:
parte de uma banda de música e tocar um instrumento de
contração da preposição de + artigo definido a; b) preposi-
sopro. c) O seu instrumento musical predileto era o clari-
ções de e para; c) naquele: contração da preposição em +
nete. d) Em Campelo, foi criada uma escola de música. e)
determinante demonstrativo aquele; no: contração da pre-
Era necessário ser sócio da Casa do Povo e pagar mensal-
posição em + artigo definido o
mente cem escudos. f) O pai não autorizou a sua inscrição
III na escola de música porque achava que tocar um instru-
O anúncio serve para divulgar as atividades promovidas mento não era útil e que ele devia ir trabalhar. g) O pai
pelo parque da Tapada de Mafra, que é uma zona célebre de achava que ele podia ser carpinteiro, trolha, eletricista ou
caça, daí que a imagem do logótipo seja a de um veado, ícone pedreiro. h) O Adérito resolveu o seu problema poupando
que se repete no canto inferior direito. Também se vê no alguns tostões ou escudos, da quantia que a mãe lhe dava
anúncio uma fotografia com bastante vegetação e um todos os dias. i) Nas férias, o Adérito percorria a pé um
pequeno comboio para os visitantes utilizarem. total de vinte quilómetros para ir ao ensaio da banda.
O cartaz informa-nos que o parque dispõe de atividades em II
espaços interiores e exteriores, organiza festas de aniversário 1. a) O Adérito queria aprender música, mas o pai não dei-
e atividades para empresas, além de que recebe visitas de xou.
escolas, ATL e público em geral. O parque está aberto a todos,
b) O rapaz, porém, conseguiu concretizar o seu sonho.
apesar de programar atividades destinadas a públicos específi-
cos. A entrada é paga, mas há descontos e preços especiais c) – Adérito, tens de ir trabalhar!
para juntas de freguesia e para os seniores. 2. a) mas; b) e
Para podermos obter mais informações sobre as visitas à 3. a)Gosto de teatro, mas não gosto de cinema.
Tapada de Mafra, podemos escrever um e-mail, telefonar ou b) Hoje, não sei se vou estudar ou se vou ajudar a minha
enviar uma carta ou fax. mãe.
c) O rapaz estudava e tocava clarinete.
4. O pai perguntou ao Adérito quanto custavam as aulas de
SEQUÊNCIA 7 – AUTOAVALIAÇÃO música.
I Ele retorquiu que não tinha de pagar nada, que só preci-
1. a) F; b) F; c) V; d) V; e) F; f) V; g) V sava de se fazer sócio da Casa do Povo.
2. O Filipe era obstinado, aventureiro, orgulhoso e esperto.
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3.1. O homem leu umas folhas, endireitou-as, colocou-as num