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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA

Curso Licenciatura em Química


Disciplina: Estagio Supervisionado I
Professora: Assicleide da Silva Brito
Acadêmico (a): Douglas Oliveira Sampaio

FICHAMENTO

1) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

MACÊDO MENDES, Bárbara Maria. FORMAÇÃO DE PROFESSORES


REFLEXIVOS: LIMITES, POSSIBILIDADES E DESAFIOS. Linguagens,
Educação e Sociedade, Terezina, ed. 13, p. 37-45, 13 out. 2005.

2) TEMA DO TEXTO

Formação dos professores e o desenvolvimento de práticas reflexivas.

3) PALAVRAS-CHAVES
Formação de professor, prática pedagógica reflexiva, Reflexão-reação-ação.

4) OBJETIVO DO TEXTO
Discutir teoricamente a prática reflexiva do professor

5) METODOLOGIA
Pesquisa teórica

6) ALGUMAS QUESTÕES
Como a prática pedagógica influencia a formação do professor e dos alunos?
O que é a formação reflexiva?
Quais caminhos devem ser trilhados para a construção do modelo de formação
reflexiva?
Qual fator central da ação docente?

7) PRINCIPAIS CONCEITOS
Conhecimentos específicos: da área de formação, em cada curso saberes das
disciplinas das diferentes áreas do conhecimento–que dão a identidade das
licenciaturas (letras, geografia, pedagogia, física, matemática, etc);
Saberes pedagógicos: constituem a formação pedagógica (saberes teóricos –
práticos) referente ao currículo, ao ensino, métodos didáticos e teorias da
aprendizagem, além do saber planejar as atividades docentes e organizar as
experiências de ensino a serem desenvolvidas em sala de aula.
Os saberes de experiências: se referem aos conhecimentos e habilidades que o
professor ou futuro professor adquire no exercício profissional real ou simulado
ao longo de sua formação inicial ou continuado.

8) PRINCIPAIS IDÉIAS DO TEXTO


O processo de ação-reflexão-ação permite aos professores compreenderem os
pontos positivos e negativos de sua prática pedagógica e por meio disso, atender
os propósitos dos alunos e da disciplina. Diante disso, é necessário que esse
hábito seja construído, a priori, na formação inicial dos professores, ao passo
que a prática pedagógica envolve conhecimentos específicos da área e politico-
ético-pedagógico. Um dos mecanismos desenvolvidos pelas instituições de
ensino para instrumentalizar os professores e a oferta de disciplinas prático-
pedagógica que visa orientar a prática educativa.

Nesse contexto a prática pedagógica e formação de professores devem


caracterizar-se por três dimensões: conhecimentos específicos, saberes
pedagógicos e os saberes das experiências.

Os conhecimentos específicos são referentes à área de formação de cada curso;


os saberes pedagógicos são aqueles que versam sobre o currículo, o ensino, o
método de ensino, isto é, a formação pedagógica; enquanto que os saberes das
experiências são habilidades que se desenvolvem na prática pedagógica.

Tais saberes experiências, quando desenvolvidos, no processo de formação evita


“choques de realidade” no qual, o professor e surpreendido pelas situações
próprias do cotidiano da escola e da sala de aula.

O conjunto dos saberes citado pode ser especificado em dois grupos de


habilidades: manejo de classe e conhecimentos das normas e valores da cultura
da escola. Esses grupos, por sua vez, podem ser divididos em dois processos: os
organizacionais\relacionais e dos alunos e da escola.

A ação do docente com base nessas habilidades garante métodos e formas de


uma prática pedagógica que identifica à ética e os princípios político-sociais.
Neste sentido, o pontapé inicial desse processo é a formação acadêmica nos
Cursos de Licenciatura que faz desabrochar essa competência que se
transformará em habilidades, se cultivada, no exercício profissional.
Dentro deste contexto, observamos a importância de um novo olhar aos limites,
possibilidades e desafios da formação do professor, como um ponto de partida de
estudos, discussões e encaminhamentos para formulação das propostas, seja nos
estudos acadêmicos de habilitação, seja na formação continuada.

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9) COMENTÁRIOS PESSOAIS

A reflexividade se insere como um dos elementos de formação inicial e


continuada, compreendida como um processo articulado de ação-reflexão-ação,
ou seja, um processo que começa com a prática, posteriormente com a reflexão e
se traduz em ação concreta, imprimindo uma nova reflexão e um novo fazer
diferenciado. Nesse sentido, as complexidades das questões do cotidiano escolar,
e das políticas públicas e sociais do próprio sistema educacional, são desafios
que implicam diretamente na formação continuada dos educadores e, de algum
modo, revelam a precariedade e a dificuldade por parte de muitos profissionais,
em fazer o link entre teoria e prática.

Nesse processo de um pensar reflexivo da educação, surgem muitas inquietações


a respeito de como se faz emergir as mudanças necessárias para a construção de
uma escola, que assuma essa nova concepção de formação. Essa transformação
não é fácil, pois não se trata de um método pelo método, uma forma, uma
receita; é algo mais complexo, o que implica uma metamorfose na formação dos
profissionais da educação.

Ser um profissional reflexivo traduz-se na capacidade de ver a prática como


espaço/momento de reflexão crítica, problematizando a realidade pedagógica,
bem como analisando, refletindo e reelaborando, criativamente, os caminhos de
sua ação de modo a resolver os conflitos, construindo e reconstruindo seu papel
no exercício profissional. O educador reflexivo é, então, o que busca o equilíbrio
entre a ação e o pensamento, e uma nova prática implica sempre uma reflexão
sobre a sua experiência, as suas crenças, imagens e valores.