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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

‘SUMÁRIO
1. ORIGEM DOS TRIBUTOS
2. DIREITO TRIBUTÁRIO
3. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

4. SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL

Tributo

Competência tributária

Imunidades

Obrigação tributária

Elementos fundamentais da obrigação tributária

Obrigações Acessórias
Notas Fiscais
Nota Fiscal Paulista
Livros Fiscais
Alguns Procedimentos para Escrituração Fiscal
Diferença de alíquota
Diferença de alíquota para empresa simples nacional
5. ESTUDO DOS TRIBUTOS

Ipi– imposto sobre produtos industrializados

Icms– Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços

Substituição tributária e seus recolhimentos

Iss– Imposto sobre serviços de qualquer natureza

PIS, COFINS, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL, IRRF

PIS e confins em suas situações

PIS e COFINS – Substituição tributária


PIS e COFINS monofásico
PIS e COFINS Cumulativo
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Faturamento e Receita Bruta: regra geral
Contribuintes do PIS e COFINS: faturamento
Apuração da Base de Cálculo do PIS e da COFINS
Exclusões e Deduções: regra geral
Exclusões e Deduções: casos específicos
Isenções e Não Incidência
Alíquotas do PIS e da COFINS na Forma Cumulativa
PIS e COFINS – Não Cumulativo
Apuração e Vencimento do PIS e da COFINS
Centralização do Recolhimento
Obrigações Tributárias Decorrentes da Apuração do PIS e da COFINS
Retenções das Contribuições
PIS e COFINS nas Importações
Proibições ao Crédito

Crédito de Ativo Imobilizado e Escrituração do CIAP

SUMÁRIO II
DARFS, GARE

ESTUDO DAS FORMAS TRIBUTÁRIAS

LUCRO REAL/TRIMESTRAL

LUCRO PRESUMIDO

SIMPLES NACIONAL

AS PERGUNTAS TRIBUTÁRIAS MAIS QUESTIONADAS EM 2010

CAPÍTULO 1
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

ORIGEM DOS TRIBUTOS


A origem dos tributos na história da humanidade está
relacionada ao aparecimento do Estado. Este, ao separar os
governantes dos governados, fez com que fosse criada uma
série de instituições dentro do aparelho estatal, tais como as
administrações políticas, sociais e econômicas, que dentre
outros objetivos buscam cuidar de uma infra-estrutura mínima,
como saúde, educação, segurança, soberania etc.
Para tanto, é necessário que parte da riqueza produzida pela
Nação fosse transferida para o Estado, com o fim de administrar
suas prestações de serviços.
A evolução da sociedade moderna, e o grande aumento da
natalidade, passaram a exigir mais e mais recursos, onde a
principal idéia era: ARRECADAR, ARRECADAR E ARRECADAR.
Encher os cofres públicos para que o mesmo seja distribuído de
forma justa, atendendo toda demanda da sociedade nos seus
mais variados aspectos.
Uma das fontes encontradas foi a arrecadação tributária.

Capítulo 2
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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DIREITO TRIBUTÁRIO

Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as


relações dos homens em sociedade. É o conjunto das normas
jurídicas vigentes num país.
Entre estas, destacam-se as normas gerais de direito tributário
aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que
disciplina a arrecadação e distribuição de rendas.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1º

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EMENDAS À CONSTITUIÇÃO
LEI COMPLEMENTAR
LEI ORDINÁRIA
LEI DELEGADA
MEDIDAS PROVISÓRIAS
DECRETOS LEGISLATIVOS
RESOLUÇÕES
Nenhuma de todas as emendas pode ser superior a outra,
segue-se uma hierarquia da cadeia tributária, onde prevalece a
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

Sistema Constitucional Tributário Brasileiro

A Constituição Federal tem um capítulo próprio


para regular o Sistema Tributário Nacional, que
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nada mais é do que um complexo de normas e
princípios que regulam garantias e as obrigações
dos contribuintes, bem como as regras que devem
ser observadas pelos entes políticos quando da
implementação e cobrança dos tributos,isto é, no
processo produtivo de leis tributárias.
Em outras palavras, a primeira estrutura legal do
Direito Tributário é a Constituição Federal. Nela
constam as competências tributárias, a definição
das espécies de
tributos, os limites ao poder de tributar, direitos e
deveres do contribuinte, modo de apresentação
das normas jurídicas, a repartição das receitas
tributárias e, ainda, os
muitos princípios e regras que sustentam todo o
sistema tributário.O sistema constitucional
tributário, na definição de , “é o conjunto de
princípios constitucionais que informa o quadro
orgânico de normas fundamentais e gerais de
Direito Tributário vigentes em determinado país.” o
atual sistema tributário “é uma carta de direitos do
contribuinte contra a excessiva e reconhecida
carga tributária da Federação tripartida que é o
Brasil, único país do mundo a
outorgar,constitucionalmente, competência
impositiva aos municípios.”Com efeito, pode-se
considerar que a nossa Carta Magna disciplina as
normas essenciais do Direito Tributário, um

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verdadeiro conjunto organizado de regras e
princípios.
O Sistema Constitucional Tributário inicia no artigo
145 e se estende até o artigo 162
da Constituição da República Federativa do Brasil.
Conceito de Tributo
A função da lei, em regra, é definir condutas. Todavia, algumas
vezes a lei estabelece conceitos e, assim fez o Código Tributário
Nacional ao definir tributo:

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória,


em moeda ou
cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade plenamente vinculada.

Para melhor entender essa definição, parte-se para uma análise sistêmica dos
termos
empregados pelo legislador.

a) prestação pecuniária compulsória

O tributo é uma prestação, uma satisfação obrigacional, que deve ser paga em
dinheiro. Detém um conteúdo monetário, excluindo-se, desse modo, qualquer
possibilidade de pagamento em serviços ou em bens diversos do dinheiro. O
pagamento em pecúnia facilita a sua reversão ao atendimento das necessidades da
coletividade.
É prestação compulsória em razão de ser obrigatória, independe da vontade do
contribuinte, o qual sempre deverá realizar o pagamento. Assim, está afastada
qualquer possibilidade atinente às prestações voluntárias. O tributo, que é
imposição do Estado, é sempre fundamentado numa determinação legal e deve ser
pago obrigatoriamente.

b) em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir

A prestação deve ser paga em dinheiro, ou algo que represente um valor em


dinheiro, como, por exemplo, o pagamento de um tributo com títulos da dívida
pública ou por bens móveis. Seu conteúdo deve sempre ser expresso em moeda.
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No Direito Tributário moderno não há o tributo pago em serviços ou em bens
diversos do dinheiro. O Direito Tributário brasileiro desconhece os tributos in natura
e in labore. Ex. in natura: imposto sobre importação de soja, cuja lei instituidora
determina que, a cada tonelada de soja importada o importador entregaria, a título
de tributo, cento e cinquenta quilos de soja ao sujeito ativo, ora União. Ex. in labore:
imposto sobre a atividade profissional, cuja lei instituidora determina que todo
profissional liberal seria obrigado a contribuir com três dias de serviço por mês à
entidade tributante.
Em resumo, a dívida tributária há de ser satisfeita em moeda. Apenas em situações
excepcionais o crédito tributário pode ser extinto mediante a entrega de bens. A
expressão ‘ou cujo valor nela se possa exprimir’ refere-se a possibilidade
excepcional de extinção do crédito tributário mediante dação em pagamento.

c) que não constitua sanção de ato ilícito

Essa característica é justamente para distinguir o tributo das multas, penalidades e


idenizações, pois estas têm como hipótese de incidência um ato ilícito, enquanto
que a hipótese de incidência do tributo é sempre algo lícito.
Porém, o fato gerador do tributo pode ocorrer em circunstâncias ilícitas, mas essas
circunstâncias são estranhas à hipótese de incidência do tributo e, por isso mesmo,
irrelevantes do ponto de vista tributário. Com isso, incide imposto de renda na
exploração de casa de prostituição e jogos de azar, pois a hipótese de incidência é a
aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica dos rendimentos.

d) instituída em lei

Em face do princípio da legalidade, prevalente no Estado de Direito, somente a lei


pode instituir o tributo. Nenhum tributo será exigido sem que a lei anterior o
estabeleça, conforme previsão expressa da Constituição Federal (artigo150, inciso
I). O fundamento de pagar um tributo sempre deverá advir de uma lei ou de um ato
com a mesma imponência normativa, qual seja, medida provisória, desde que
respeitado o contido no §2º do artigo 62 da Constituição Federal.

Impostos
Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação
independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte, com valor montante baseado em total de atividade lucrativa
no final de cada período, tendo como estampa uma base de calculo e uma
alíquota específica, determinada em forma de lei e aplicada ao respectivo
faturmanto mensal.

Obrigação Tributária
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Nesta aula você compreenderá a obrigação tributária, principal ou acessória, e seus


elementos: fato gerador, sujeito ativo, sujeito passivo, base de cálculo e alíquota.
Ainda nesta aula, entenderá competência tributária.

Nos termos do artigo 113 do Código Tributário Nacional a obrigação tributária é


principal ou acessória. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato
gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e
extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. Já a obrigação acessória
decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou
negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos
tributos.
Na obrigação tributária há um vínculo jurídico onde o devedor paga uma prestação
em proveito do credor. A prestação será sempre de natureza tributária, seja de dar,
fazer ou não fazer de conteúdo tributário.
A obrigação principal é o pagamento do tributo ou da penalidade, enquanto que, a
obrigação acessória é aquela sem conteúdo pecuniário, que se traduz em
prestações positivas ou negativas no interesse da fiscalização ou arrecadação de
tributos, como por exemplo, as obrigações de emitir documentos fiscais, de
escriturar livros e de entregar declarações. O fato gerador da obrigação principal é
a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência, de acordo
com o artigo 114 do Código Tributário Nacional. O fato gerador do IPTU é a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel; do IPVA é propriedade do
veículo automotor; do ICMS a saída de mercadorias de estabelecimento de
contribuintes, do fornecimento de alimentação, bebidas e outras situações previstas
em lei ordinária estadual.
O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da
legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure
obrigação principal (artigo 115 do Código Tributário Nacional). Na obrigação
tributária têm-se dois sujeitos, dois atores sempre em cena: o sujeito ativo e o
sujeito passivo. O sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público,
titular da competência para exigir o seu cumprimento (artigo 119 do Código
Tributário Nacional). O sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa
(contribuinte
ou responsável) obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e o
sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que
constituam o seu objeto (artigos 121 e 122 do Código Tributário Nacional). Na
determinação do valor da obrigação pecuniária tributável é de fundamental
importância distinguir base de cálculo e alíquota. A base de cálculo é a grandeza
econômica sobre a qual se aplica a alíquota para calcular a quantia a pagar.
Exemplos: a base de cálculo do IPVA é o valor venal do veículo automotor; do IPTU é
o valor venal do imóvel, isto é preço de venda, incluindo terreno e construção; do
ITBI é valor venal do bem e não o preço convencionado pelas partes; do ISS das
empresas é o valor do serviço prestado; do IR é o montante, real, arbitrado ou
presumido da renda ou dos proventos tributáveis. A alíquota é o percentual ou valor
fixo que será aplicado sobre a base de cálculo para o cômputo do valor de um
tributo. A alíquota será um percentual quando a base de cálculo for um valor
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econômico e será um valor quando a base de cálculo for uma unidade não
monetária. As alíquotas, em regra, são fixadas por lei ordinária federal, estadual e
municipal.

Tributo
O tributo é dividido em três espécies:

a) Impostos: tributo que decorre de situação geradora independente de


qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte.

b) Taxas: tributo que, ao contrário do imposto, está vinculado a uma atividade


estatal específica do ente arrecadador para com o contribuinte.
c) Contribuições: tributo vinculado a uma atuação indireta do ente
arrecadador para com o contribuinte; são cobradas quando de um benefício
trazido aos contribuintes.

Competência Tributária
A Constituição em vigor distribui as competências tributárias da
seguinte forma:

a) Compete à União instituir impostos sobre :

– importação de produtos estrangeiros – II;

– exportação, de produtos nacionais – IE;

– rendas e proventos de qualquer natureza – IR;

– produtos industrializados – IPI;

– operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores


imobiliários – IOF;

– propriedade territorial rural – ITR;

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– grandes fortunas – IGF.

b) Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:

– transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos – ITCMD;

– operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte


interestadual e intermunicipal, energia elétrica e de comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior – ICMS;

– propriedade de veículos automotores – IPVA.

c) Compete aos Municípios e ao Distrito Federal instituir impostos


sobre:

– propriedade predial e territorial urbana – IPTU;

– transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de direitos


reais sobre imóveis, ressalvadas as exceções legais – ITIV / ITBI;

– serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar – ISSQN.

Imunidades
As imunidades podem ser definidas como a limitação constitucional ao poder de
tributar. Ao mesmo tempo em que a Constituição Federal atribui as
competências tributárias, ela limita até onde pode ir essa cobrança.

As principais vedações são:

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, entidades sindicais dos


trabalhadores, instituição de educação e de assistência social, sem fins
lucrativos;

d) livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão.

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Elementos fundamentais da Obrigação


Tributária
os elementos fundamentais da Obrigação Tributária são:

a) a lei: é o principal elemento da obrigação, pois cria os tributos e determina


as condições de sua cobrança;
b) o objeto: representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte)
deve cumprir, segundo a lei; consiste basicamente em:

• obrigação principal: é o próprio pagamento do tributo devido;

• obrigação acessória: são os procedimentos que nos levam a conhecer


o montante da obrigação principal como, por exemplo, a escrituração de livros
fiscais, apresentacão de declarações, etc....

c) fato gerador: é a ação que gera a incidência tributária;

d) sujeito ativo: o sujeito ativo da obrigação tributária é o Estado;

e) sujeito passivo: o sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa obrigada ao pagamento


do tributo ou da penalidade pecuniária, é o Contribuinte ou responsável; contribuinte é quando tem
relação pessoal e direta com o fato gerador; responsável quando, mesmo não tendo relação direta
com o fato gerador, assume a obrigação decorrente de disposição expressa em lei;

f) base de cálculo: é o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de
apurar o montante a ser recolhido;

g) alíquota: é o percentual definido em lei que, aplicado sobre a base de cálculo, determina o
montante do tributo a ser recolhido.

Obrigações Acessórias relativas ao IPI e ICMS


São obrigações acessórias em relação ao IPI e ICMS:

• emissão de documentos fiscais, nota fiscal modelo 1 ou 1A;

• livros fiscais;

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NOTAS FISCAIS
CONCEITOS:

No campo fiscal – é um documento que serve para acobertar a circulação


de mercadorias ou a prestação de serviços.

No campo comercial – comprova a transação de compra e venda.

No campo empresarial – é um documento que permite a autorização e


apuração de receita e débito ou crédito do imposto.

No campo jurídico – comprova a responsabilidade do devedor ou a


garantia e satisfação do comprador.

NOTAS FISCAIS MODELOS 1 e 1-A (ajuste SINIEF – Sistema Nacional Intergrado de


nformações Econômico-Fiscais 03/94)

Todos os contribuintes do ICMS estão obrigados a emitir documentos fiscais


próprios para o acobertamento das operações e/ou prestações que realizarem,
ficando, assim, a salvo das sanções que possam vir a ser aplicadas por parte do
Fisco pelo descumprimento das normas previstas na legislação.

HIPÓTESES DE EMISSÃO (COMPRAS)


O contribuinte, excetuado o produtor, emitirá a Nota Fiscal:

–relativamente à entrada de mercadoria ou bem, ou à aquisição de serviços nas


hipóteses e nos momentos definidos no artigo 136 do RICMS/SP, por exemplo:

a) novo ou usado, remetido a qualquer título por produtor ou por pessoa natural
ou jurídica não obrigada à emissão de documentos fiscais;

b) em retorno, quando remetido por profissional autônomo ou avulso ao qual


tiver sido enviado para industrialização;

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c) em retorno de exposição ou feira, para a qual tiver sido remetido
exclusivamente para fins de exposição ao público;

-no momento do fornecimento de alimentação, bebida ou outra mercadoria, em


qualquer estabelecimento;

–nas hipóteses expressamente previstas na legislação do Imposto sobre Produtos


Industrializados – IPI.

A mercadoria com preço de venda estabelecido para o todo e que não possa ser
transportada de uma só vez está sujeita às seguintes normas:

venda
A mercadoria com preço de venda estabelecido para o todo e
que não possa ser transportada de uma só vez está sujeita às
seguintes normas:

1 será emitida Nota Fiscal para o todo, sem indicação


correspondente a cada peça ou parte, com destaque do valor do
imposto, devendo nela constar que a remessa será feita em peças
ou partes;

2 a cada remessa corresponderá nova Nota Fiscal, sem destaque


do valor do imposto, com menção do número, da série e da data
de emissão da Nota Fiscal a que se refere o item anterior.

A mercadoria de procedência estrangeira que, sem entrar em estabelecimento do


importador ou do arrematante, for por ele remetida a terceiro, deverá ser
acompanhada de Nota Fiscal por ele emitida com a declaração de que a
mercadoria sairá diretamente da repartição federal em que tiver sido
desembaraçada.
A entrega de mercadoria remetida a contribuinte deste Estado poderá ser feita em
outro estabelecimento pertencente ao mesmo adquirente, quando,
cumulativamente:

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1 ambos os estabelecimentos do adquirente estiverem situados neste Estado;

2 constarem no documento fiscal emitido pelo remetente os endereços e os


números de inscrição de ambos os estabelecimentos do adquirente, bem como a
indicação expressa do local da entrega da mercadoria.

O documento fiscal a que se refere o item anterior será registrado unicamente no


estabelecimento em que, efetivamente, entrar a mercadoria.

DEMAIS HIPÓTESES DE EMISSÃO


Os documentos fiscais serão também emitidos, conforme o caso:

–o reajustamento de preço em razão de contrato escrito ou de


qualquer outra circunstância que implique aumento no valor
original da operação ou prestação;

– na exportação, se o valor resultante do contrato de câmbio


acarretar acréscimo ao valor da operação constante na Nota
Fiscal;

– para lançamento do imposto, não efetuado em época própria,


em virtude de erro de cálculo ou de classificação fiscal, ou outro,
quando a regularização ocorrer no período de apuração do
imposto em que tiver sido emitido o documento fiscal original;

–na data do encerramento das atividades do estabelecimento, relativamente à


mercadoria existente como estoque final;

– em caso de diferença apurada no estoque de selos especiais de controle


fornecidos ao usuário pelas repartições do fisco federal ou estadual para aplicação
em seus produtos, desde que a emissão seja efetuada antes de qualquer
procedimento do fisco;

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– na regularização em virtude de diferença no preço, em operação ou prestação,


ou na quantidade de mercadoria, quando efetuada no período de apuração do
imposto em que tiver sido emitido o documento fiscal original.

O documento fiscal será emitido dentro de 3 (três)


dias, contados da data em que se tiver efetivado o
reajustamento do preço ou o acréscimo ao valor da
operação.
Se a regularização se efetuar após esse período, o
documento fiscal também será emitido, devendo o
contribuinte:

1 recolher em guia de recolhimentos especiais a diferença do imposto com as


especificações necessárias à regularização, indicando, na via do documento presa
ao talão, essa circunstância, bem como o número da autenticação e a data da guia
de recolhimento;

2 efetuar, no livro Registro de Saídas:


a) a escrituração do documento fiscal;

b) a indicação da ocorrência, na coluna “Observações”, nas linhas correspondentes aos lançamentos


do documento fiscal original e do documento fiscal complementar;

3 registrar o valor do imposto recolhido na forma do item 1 no livro Registro de


Apuração do ICMS, no quadro “Crédito do Imposto - Estornos de Débitos”, com a
expressão “Diferença do Imposto - Guia de Recolhimento nº ..., de .../.../...”.

Observação: Não se aplicará o disposto nos itens 1 e 3 anterior se, no período de


apuração em que tiver sido emitido o documento fiscal original e nos períodos
subseqüentes, até o imediatamente anterior ao da emissão do documento fiscal
complementar, o contribuinte tiver mantido saldo credor do imposto nunca
inferior ao valor da diferença.

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VEDAÇÃO À UTILIZAÇÃO SIMULTÂNEA DOS MODELOS 1 OU
1-A

É vedada a utilização simultânea dos modelos 1 e 1-A do


documento fiscal, salvo quando adotadas séries distintas.

ADOÇÃO DE SÉRIES DISTINTAS


Relativamente à seriação da Nota Fiscal ou da Nota Fiscal de
Produtor, será observado o seguinte:

– a utilização de séries distintas não é obrigatória, exceto no caso de uso


concomitante da Nota Fiscal e da Nota Fiscal-Fatura ou da Nota Fiscal de
Produtor e da Nota Fiscal-Fatura de Produtor;

– é facultada ao contribuinte a utilização de séries distintas;

–as séries, quando adotadas, serão designadas por algarismos arábicos, em


ordem crescente, a partir de 1 (um), vedada a utilização de subsérie.
O romaneio, terá, se adotado, a mesma série do documento fiscal do qual é
parte inseparável.

DIFERENÇAS DE SÉRIES

As séries podem se diferenciar entre :

Consumidor D-1
Modelo único 1 ou 1-A

Venda única modelo 1


Venda conjugada modelo 1-A

VENDA CONJUGADA

È quando você tem venda de mercadorias e prestação de serviços


juntos, mão-de –obra. Ex: venda de peças para motocicletas,
colocação de um pneu. Cobra-se o pneu colocado e mais a mão-
de-obra do mecânico, utiliza-se a série 1-A.
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Deve-se ficar atento ao modelo utilizado nos lançamentos, pois


para cada tipo de lançamento existe o modelo correspondente a
operação que será utilizada.

Ex: nota fiscal de venda = modelo 01


Nota fiscal de compra= medelo 03 e assim sucessivamente
respeitando a sequencia conforme tabela anterior.

Observação: Nos casos de nota fiscal


eletrônica o modelo deve ser 55.
Deve-se respeitar os códigos por que
todo lançamento fiscal que estiver com
modelo diferente ao qual a operação se
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refere, será bloqueado pelo SPED
FISCAL, evitando o cumprimento da
obrigação e futuramente a incidência de
uma multa.

VEREMOS MAIS A FRENTE EM SPED


FISCAL A IMPORTAÇAO E GERAÇAO
DESTA NOVA OBRIGAÇA, QUE VEIO PRA
FICAR E AUMENTAR A RENTABILIDADE
DOS COFRES PÚBLICOS EM GERAL.

NOTA FISCAL – FATURA

A Nota Fiscal poderá servir como fatura, feita a inclusão dos elementos
necessários no quadro “Fatura”, caso em que a denominação prevista, passa a ser
Nota Fiscal – Fatura.

NUMERAÇÃO

– Os documentos fiscais serão numerados por espécie, em ordem crescente de 1 a


999.999, e enfeixados em blocos uniformes de 20 (vinte), no mínimo, e 50
(cinqüenta), no máximo.

–Atingido o número 999.999, a numeração deverá ser recomeçada com a mesma


designação de série.

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– A emissão dos documentos fiscais será feita pela ordem de numeração.

– Os impressos de documentos fiscais serão usados pela ordem seqüencial


crescente de numeração, vedada a utilização de blocos ou conjunto de
formulários sem que estejam simultaneamente em uso ou já tenham sido
utilizados os de numeração inferior.

– Cada estabelecimento, seja matriz, filial, sucursal, agência, depósito ou qualquer


outro, terá talonário próprio.

– A numeração do documento fiscal será reiniciada sempre que houver adoção de


séries distintas, ou troca do modelo 1 para 1-A e vice-versa, em se tratando de
Nota Fiscal.

CAMPO “INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES”

– No quadro “Dados Adicionais”:

a) no campo “Informações Complementares” – outros dados de interesse do


emitente, tais como: número do pedido, vendedor, local de entrega,
quando diverso do endereço do destinatário nas hipóteses previstas na
legislação e propaganda;

b) o número de controle do formulário, no caso de emissão por sistema


eletrônico de processamento de dados.

– Caso o campo “Informações Complementares” não seja suficiente para conter


todas as indicações, poderá ser utilizado, excepcionalmente, o quadro “Dados do
Produto”, desde que não prejudique a sua clareza.
ESTABELECIMENTO LOCALIZADO NA CAPITAL DO ESTADO
Quando se tratar de estabelecimento localizado na cidade de São Paulo, Capital
do Estado, deverá ser informado no campo “Reservado ao Fisco”, o código do
Posto Fiscal a que o contribuinte estiver vinculado.
CLASSIFICAÇÃO FISCAL DO IPI

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Em substituição à aposição dos códigos da Tabela do Imposto sobre Produtos
Industrializados - TIPI, no campo “Classificação Fiscal”, poderá ser indicado outro
código, desde que, no campo “Informações Complementares” do quadro “Dados
Adicionais” ou no verso da Nota Fiscal, seja impressa, por meio indelével, tabela
com a respectiva decodificação.

INCLUSÃO DE DADOS SOBRE ISS

– Os dados relativos ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza serão


inseridos, quando for o caso, entre os quadros “Dados do Produto” e “Cálculo do
Imposto”, conforme legislação municipal.

OPERAÇÕES ENQUADRADAS EM DIFERENTES CFOP

É permitida a inclusão de operações enquadradas em diferentes códigos fiscais


numa mesma Nota Fiscal, hipótese em que estes serão indicados no campo
“CFOP” no quadro “Emitente” e no quadro “Dados do Produto”, na linha
correspondente a cada item após a descrição do produto.

OPERAÇÕES SUJEITAS A MAIS DE UMA ALÍQUOTA E/OU SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA


Nas operações sujeitas a mais de uma alíquota e/ou situação tributária, os dados
do quadro “Dados do Produto” deverão ser subtotalizados por alíquota e/ou
situação tributária.

INSERÇÃO DO CANHOTO DESTACÁVEL

A inserção na Nota Fiscal do comprovante da entrega de mercadoria, na forma de


canhoto destacável, é facultativa, devendo o contribuinte que optar pela não
inserção informar ao fisco mediante indicação na Autorização de Impressão de
Documentos Fiscais - AIDF.

NÚMEROS DE VIAS
A Nota Fiscal será emitida, no mínimo, em 4 (quatro) vias, que terão a seguinte
destinação:
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Nas operações internas:

a) a 1ª via acompanhará a mercadoria para ser entregue pelo transportador ao


destinatário;

b) a 2ª via ficará presa ao bloco, para exibição ao fisco;

c) a 3ª via, salvo disposição em contrário, não terá fins fiscais;

d) a 4ª via acompanhará a mercadoria e poderá ser retida pelo fisco deste


Estado, mediante visto na 1ª via.

Nas operações interestaduais:

a) a 1ª via acompanhará a mercadoria para ser entregue pelo transportador ao


destinatário;

b) a 2ª via ficará presa ao bloco, para exibição ao fisco;

c) a 3ª via acompanhará a mercadoria e destinar-se-á ao controle do fisco de


destino;

d) a 4ª via acompanhará a mercadoria e poderá ser retida pelo fisco deste


Estado, mediante visto na 1ª via.

Na saída para o exterior de mercadoria que tiver de ser embarcada neste


Estado:

a) a 1ª via acompanhará a mercadoria e será entregue à repartição fiscal


estadual do local de embarque, que a visará, servindo o visto como autorização de
embarque;
b) a 2ª via ficará presa ao bloco, para exibição ao fisco;

c) a 3ª via, salvo disposição em contrário, não terá fins fiscais;

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
d) a 4ª via acompanhará a mercadoria até o local de embarque, onde será
entregue, juntamente com a 1ª via, à repartição fiscal, que a reterá.

Na saída para o exterior de mercadoria cujo embarque deva se processar em


outro Estado:

a) a 1ª via acompanhará a mercadoria e será entregue, pelo transportador, ao


destinatário;

b) a 2ª via ficará presa ao bloco, para exibição ao fisco;

c) a 3ª via acompanhará a mercadoria para ser entregue ao fisco estadual do


local de embarque;

d) a 4ª via, antes da saída da mercadoria do estabelecimento, será entregue, pelo


contribuinte, juntamente com a 1ª e a 3ª vias, à repartição fiscal a que estiver vin-
culado, que a reterá e visará as demais, devolvendo-as para fins do disposto nas
alíneas “a” e “c” acima.

O contribuinte poderá mandar confeccionar a Nota Fiscal em 3 (três) vias, desde


que, nos 6 (seis) meses anteriores ao pedido de autorização para a sua impressão,
as operações internas representem, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da
totalidade das operações de saída de mercadoria, hipótese em que:

1 esta circunstância deverá ser declarada, pelo contribuinte, na Autorização para


Impressão de Documentos Fiscais, com a utilização da expressão “Declaro, sob
as penas da lei, que, nos últimos 6 (seis) meses, esta empresa realizou no
mínimo 80% (oitenta por cento) de operações internas”;

2 – a 4ª via será substituída pela 3ª.

O contribuinte poderá utilizar cópia reprográfica da 1ª via da Nota Fiscal para:

1 substituir a 4ª via, na hipótese do parágrafo anterior, quando realizar operação


interestadual ou de exportação;

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
2 utilizá-la como via adicional, quando a legislação a exigir, exceto quando ela
deva acobertar o trânsito da mercadoria.

Nas operações internas, destinando-se a mercadoria a praça diversa da do


emitente da Nota Fiscal e sendo o transporte feito por qualquer via, exceto a
rodoviária, a 1ª e a 4ª vias acompanharão a mercadoria até o local do despacho e,
realizado este, serão pelo emitente, juntamente com o documento referente ao
despacho, remetidas ao destinatário.

A mercadoria retirada de armazém ou estação da empresa transportadora, na


hipótese do parágrafo anterior, deverá ser acompanhada, até o local de destino,
pelas 1ª e 4ª vias da Nota Fiscal recebidas pelo destinatário.

Considera-se local de embarque aquele onde a mercadoria é colocada no meio de


transporte, qualquer que seja, que a levará ao exterior.

Na hipótese de o contribuinte utilizar Nota Fiscal-Fatura e de ser obrigatório o uso


de livro copiador, a segunda via será substituída pela folha do referido livro.

O destinatário conservará em seu poder a 1ª via nos termos do artigo 202 e a 4ª


via pelo prazo de 1 (um) ano.

Classificação das Operações, Código de Situações Tributária


O RICMS determina que cada operação seja identificada através do CFOP (Código
Fiscal de Operação e Prestação), que deverá estar indicado no documento fiscal. O
CFOP é composto de 4 dígitos, onde o primeiro dígito determina a origem/destino
da mercadoria/ serviço, e os demais determinam a operação que está sendo
realizada com a mercadoria/ serviço.

Código de Situação Tributária


O CST (Código de Situação Tributária) é um código composto por três dígitos
obtidos de duas tabelas, cuja finalidade é demonstrar a origem da mercadoria e a
sua tributação quanto ao ICMS. O CST tem campo próprio dentro do documento
fiscal.
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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Com o objetivo de simplificar e agilizar o preenchimento da coluna indicativa do
CST, elaboramos o quadro a seguir com os respectivos códigos das Tabelas A e B,
devidamente combinados.

Nesta tabela encontraremos as situações variadas para todos os produtos


digitados nas atividades de venda e compra de mercadorias, lembrando que os
produtos variam de acordo com a tabela de variação proposta pelo posto fiscal
eletrônico.

São enquadrados nos códigos:


000 ------ TRIBUTADA INTEGRALMENTE
010 ------ NACIONAL TRIBUTADA E COM COBRANÇA DO ICMS POR ST
020 ------ NACIONAL COM REDUÇÃO DE BASE DE CALCULO
030 ------ NACIONAL ISENTA OU NÃO TRIBUTADA E COM COBRANÇA DO ICMS ST
040 ------ NACIONAL ISENTA
041 ------ NACIONAL NÃO TRIBUTADA
050 ------ NACIONAL COM SUSPENSÃO
051 ------ NACIONAL COM DEFERIMENTO
060 ------ NACIONAL ICMS COBRADO ANTERIORMENTE POR ST
070 ------ NACIONAL COM REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO E COBRANÇA POR ST
090 ------ NACIONAL OUTRAS
100 ------ ESTRANGEIRA
110 ------ ESTRANGEIRA
120 ------ ESTRANGEIRA
130 ------ ESTRANGEIRA

EXERCICIOS DE FIXAÇÃO LEGISLAÇÃO


1 - EXPLIQUE A ORIGEM DOS TRIBUTOS, E POR QUE SUA EXISTÊNCIA FOI NECESSÁRIA PARA A
ORGANIZAÇÃO NA SOCIEDADE MODERNA.

2- EXPLIQUE COM SUAS PALAVRAS A DENOMINAÇÃO DE DIREITO TRIBUTÁRIO E QUAL O SEU PRINCIAPAL
PAPEL NA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES, EXEMPLIFIQUE.

3- EXPLIQUE O SIGNIFICADO DE: SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO BRASILEIRO, SEU


FUNCIONAMENTO E SEU PRINCIPAL OBJETIVO NA MÁQUINA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA.

4- DEFINA A DIFERENÇA ENTRE TRIBUTO E IMPOSTO E QUAL AS SUAS APLICAÇÕES EM SOCIEDADE?

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
5- DEFINA COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS A DIFERENÇA ENTRE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA E
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA E O QUE CADA UMA REGULAMENTA.

6- DEFINA IMUNIDADES E POR QUE ELA EXISTE DENTRO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO BRASILEIRO?

7-DEFINA O SEGNIFICADO DE NOTA FISCAL, E QUAIS AS SUAS PRINCIPAIS APLICAÇÕES NO CAMPO


FISCAL, COMERCIAL, EMPRESARIAL , JURIDICO E QUAIS OS PRINCIPAIS MODELOS ADOTADOS?

8- A EMPRESA NEW JERSEY BRASIL É UMA IMPORTADORA DE PRODUTOS DE TECNOLOGIA DE PONTA,


COMPRA DE VÁRIOS PAÍSES DA EUROPA E ÀSIA CENTRAL PARA COMERCIALIZAÇÃO NACIONAL, O QUE
ACONTECE QUANDO ESTA MERCADORIA CHEGA AO PORTO DE SANTOS PARA ENTRADA NACIONAL REF
SUA NOTA FISCAL?

9- EXPLIQUE, QUANDO OCORRE UM ACONTECIMENTO QUALQUER COM O DOCUMENTO FISCAL,


IRREGULARIDADES DE RECOLHIMENTO, ERROS DE ENDEREÇO OU QUALQUER OUTRO TIPO DE REGISTRO
QUAL O PROCEDIMENTO QUE DEVE SER ADOTADO NA NOTA FISCAL? E O QUE DEVE CONTER
REGISTRADO NA MESMA?

10- EXPLIQUE COMO SE DEVE PROCEDER A ESCRITURAÇÃO FISCAL DE UMA NOTA CONJUGADA MODELO
1-A, A CFOP ADOTADA E A ESCRITURAÇÃO FISCAL DE UMA NOTA FISCAL MODELO D-1?

NOTA FISCAL
PAULISTA
O Governo do Estado de São Paulo instituiu a lei que cria o Programa de Estímulo
à Cidadania Fiscal, a partir de 1° de outubro 2007. Agora em São Paulo é assim:
até 30% do ICMS recolhido pelo estabelecimento comercial será devolvido ao
consumidor. Isso vai reduzir, de fato, a carga tributária individual dos cidadãos. A
Nota Fiscal Paulista vai devolver dinheiro para os consumidores. Ele será um
incentivo para que os cidadãos que adquirem mercadorias exijam do
estabelecimento comercial o documento fiscal. Os consumidores identificados
pelo CPF ou CNPJ no momento da compra, vão receber créditos e ainda vão se
habilitar a concorrer a prêmios. O objetivo é incentivar nos cidadãos o hábito de
exigir a nota ou o cupom fiscal.
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Em cada compra, o consumidor solicita sua Nota Fiscal/Cupom Fiscal ou Nota
Fiscal on-line e informa seu CPF/CNPJ.

O vendedor registra o CPF/CNPJ do comprador. Ele emite o Cupom Fiscal, a Nota


Fiscal tradicional, ou gera, no site, a Nota on-line.

Após o recolhimento do ICMS pelo estabelecimento, a Secretaria da Fazenda


creditará ao consumidor a parcela do imposto a que ele tem direito, proporcional
ao valor da compra.

O crédito poderá, dentro de cinco anos, ser utilizado para reduzir o valor do
débito do IPVA, transferido para a conta corrente, poupança, creditado em cartão
de crédito, transferido para outra pessoa ou devolvido em prêmios.

Legislação:

– Lei nº 12.685, de 28 de agosto de 2007 – dispõe sobre a criação


do Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do Estado de São
Paulo;
– Decreto nº 52.096, de 28 de agosto de 2007 – regulamenta o
Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do Estado de São
Paulo;
– Decreto nº 52.097, de 28 de agosto de 2007 – introduz
alterações no Regulamento do Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação – RICMS;
– Resolução SF-49, de 28 de agosto de 2007 – estabelece
cronograma para implantação do Programa de Estímulo à
Cidadania Fiscal do Estado de São Paulo (com anexo);
– Portaria CAT-85, de 04 de setembro 2007 – estabelece disciplina
relativa ao Registro Eletrônico de Documento Fiscal – REDF.

I. Conceitos e Benefícios

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

1. É um programa de estímulo à cidadania fiscal no


Estado de São Paulo, que tem por objetivo estimular os
consumidores a exigirem a entrega do documento
fiscal na hora da compra. Além disso, visa gerar
créditos aos consumidores, aos cidadãos e às
empresas do Estado.
Para isso, basta o consumidor solicitar o documento fiscal no ato da
compra e informar o seu CPF ou CNPJ. Os estabelecimentos
comerciais enviarão periodicamente essas informações para a
Secretaria da Fazenda, que calculará o crédito do consumidor.

Esse crédito poderá ser utilizado pelo consumidor de diversas formas,


tais como: redução do valor do IPVA, crédito em conta corrente,
depósito em cartão de crédito, ou mesmo transferido para outra
pessoa física.

2. Entre os benefícios do programa para o estabelecimento comercial,


destacam-se:

– Redução no tempo de guarda (armazenagem) dos documentos fiscais;

– Dispensa de AIDF – Autorização para Impressão de Documentos


Fiscais – no caso de emissão exclusiva da Nota Fiscal online;

– Maior isonomia e justiça fiscal, com diminuição da concorrência


desleal;

– Fortalecimento ao combate à pirataria de produtos.


3. Entre os benefícios para os consumidores, destacam-se:

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
– Recebimento de crédito de até 30% do valor recolhido pelo
estabelecimento comercial, proporcional ao valor de sua Nota Fiscal;

– Diversos tipos de utilização desses créditos;

– Participação em sorteios;

– Fortalecimento do exercício da cidadania, contribuindo com a redução


da sonegação fiscal;

– Recebimento dos dados da Nota Fiscal por e-mail, caso o consumidor


assim deseje.

4. As Notas poderão gerar créditos, operações de venda a consumidor final


(varejo), acobertadas por Nota Fiscal de Venda a Consumidor (Modelo 2),
Cupom Fiscal, Nota Fiscal online e Nota Fiscal Modelo 1.
5. A Nota Fiscal de Venda a Consumidor, Modelo 2, é emitida nas vendas a pessoa
física ou jurídica, em que a mercadoria for retirada pelo comprador ou por este
consumida no próprio estabelecimento.

6. O Cupom Fiscal é emitido, qualquer que seja o valor da operação, por meio de
Equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF, nas vendas a pessoa natural ou
jurídica, em que a mercadoria for retirada ou consumida no próprio
estabelecimento pelo comprador.

7. A Nota Fiscal online é o documento emitido eletronicamente, diretamente no


site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, por opção do
contribuinte, em substituição à nota fiscal de venda a consumidor, com o
objetivo de registrar as operações relativas à venda de mercadorias.

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
8. Não é necessário se cadastrar no programa, basta informar o seu CPF ou CNPJ
no ato da compra. Para consultar os seus créditos, o consumidor deverá gerar
uma senha no portal da Nota Fiscal Paulista (www.fazenda.sp.gov.br), fornecendo
algumas informações básicas.

II. Quem Participa do Programa


1. Todas as empresas contribuintes do ICMS deverão integrar à
nova sistemática de acordo com o cronograma de implantação
por setor de atividade.
O cronograma, de uma forma sintética, fica assim:

• Outubro/07: restaurantes;
• Novembro/07: padarias, bares, lanchonetes e outros;
• Dezembro/07: artigos esportivos, óptica, fotográficos, viagem
e outros;
• Janeiro/08: automóveis, motocicletas, barcos, combustíveis e
outros;
• Fevereiro/08: materiais de construção;
• Março/08: produtos para casa e escritório;
• Abril/08: produtos alimentícios e farmacêuticos;
• Maio/08: roupas, calçados, acessórios e outros.

2. Os participantes do programa serão identificados por um adesivo em local


visível dentro do estabelecimento. Além disso, a lista desses estabelecimentos
pode ser encontrada no portal da Nota Fiscal Paulista.
3. Os estabelecimentos ainda não obrigados pelo cronograma de implantação
poderão antecipar a sua participação no programa, entretanto, suas operações
não gerarão créditos ao consumidor.
4. A Nota Fiscal online pode substituir a Nota Fiscal de Venda a Consumidor
(Modelo 2). A Nota Fiscal online pode substituir o Cupom Fiscal somente nas
situações de contingência do Emissor de Cupom Fiscal (ECF).
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

5. O comerciante que adotar a Nota Fiscal Online em lugar da Nota Fiscal de


Venda a Consumidor (Modelo 2), poderá voltar a emitir Nota Fiscal de Venda a
Consumidor, visto que a emissão da Nota Fiscal Online, em nenhum momento,
implica renúncia à possibilidade de emissão da Nota Fiscal convencional.

III. Obrigações do Estabelecimento Comercial

1. O estabelecimento comercial deverá emitir uma Nota Fiscal de


Venda a Consumidor (Modelo 2) e em seguida registrá-la pelo
portal da Nota Fiscal Paulista (www.fazenda.sp.gov.br).

2. A emissão do documento fiscal, na modalidade Nota Fiscal


online, é facultativa. Entretanto, caso não seja emitida a Nota
Fiscal online, é necessário emitir a Nota Fiscal de Venda a
Consumidor, fazendo seu registro pelo portal da Nota Fiscal
Paulista.
A Nota Fiscal online é a única que não exige o registro das
informações do documento fiscal pelo estabelecimento
comercial no portal da Nota Fiscal Paulista para fins de
concessão de crédito ao consumidor.

3. O estabelecimento comercial deverá transmitir, no prazo


definido pela legislação, os dados das notas fiscais de venda ao
consumidor e dos cupons fiscais emitidos no período. A não
transmissão desses dados poderá resultar em penalidades
tributárias e não tributárias previstas na legislação.

O estabelecimento comercial poderá registrar os


documentos de duas formas:

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

1. Envio de arquivo texto: válido para registro de operações


de cupons fiscais (nos moldes da Portaria CAT 52/07), notas
fiscais de venda a consumidor e notas fiscais Modelo 1;

2. Digitação no portal da Nota Fiscal Paulista: válido apenas


para as notas fiscais de venda a consumidor final.
A cada documento registrado, a Secretaria da Fazenda do Estado
de São Paulo valida os dados transmitidos e, caso o consumidor
assim deseje, envia, por e-mail, os dados.

OS ARQUIVOS DE EXPORTAÇÃO PARA A BASE DE DADOS


DO GOVERNO SÃO TRÊS.

ECF- EMISSOR DE CUPON FISCAL

D-1 – CONSUMIDOR

1OU 1A MODELO ÚNICO

RESPONSABILIDADE POR GERAÇÃO E EMISSÃO


OS MODELOS 1 E 1A E D-1, DEVERÃO SER ESCRITURADOS NO
SOFTWARE DE TRABALHO DO ESCRITÓRIO CONTABIL E
POSTERIORMENTE GERADOS OS ARQUIVOS TXT NO FORMATO
NOTA FISCAL PAULISTA, SENDO QUE O D-1 DEVERÁ SER ENVIADO
PELO SITE DO POSTO FISCAL E O MODELO 1 E 1A ATRAVÉS DO
GERENCIADOR DE NOTAS FISCAIS TED-REDEF.
.AGORA AS ECFS SERÃO GERADAS PELA PRÓPRIA MÁQUINA
DE CUPON FISCAL E PODEM SER TRANSMITIDAS PELO PRÓPRIO
ESTABELECIMENTO OU PELO CONTADOR RESPONSÁVEL.

LIVRO FISCAL MODELO BASE LEGAL QUEM UTILIZA

Registro de Entradas 1 Art. 214 do RICMS; Art. Contribuintes do ICMS


378 a380 do RIPI e do IPI,
simultaneamente

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Registro de entradas 1-A Art. 214 do RICMS Contribuintes do ICMS

Registro de entradas P-1 Art. 233 e 250 do Contribuintes do ICMS


RICMS e do IPI, que utilizam
Processamentos de
Dados

Registro de Saídas 2 Art. 215 do RICMS; Art. Contribuintes do ICMS


381 e 382 do RIPI e do IPI,
simultaneamente

Registro de Saídas 2-A Art. 215 do RICMS Contribuintes do ICMS

Registro de Saídas P-2 Art. 233 e 250 do Contribuintes do ICMS


RICMS e do IPI, que utilizam
Processamentos de
Dados

Registro de controle e 3 Art. 216 e 217 do Estabelecimentos


da Produção de RICMS,; Art. 383 a 388 Industriais ou
Estoques do RIPI Equiparados a
Industriais

Registro de Selo de 4 Art. 218 do RICMS; Art. Alguns Contribuintes


Controle 389 e 390 do ICMS e do IPI

Registro de Impressão 5 Art. 219 do RICMS; Art. Estabelecimentos que


de Documentos Fiscais 391 do RIPI confeccionam
Documentos Fiscais
para Terceiros ou Uso
Próprio

Registro de Utilização 6 Art. 220 do RICMS; Art. Escrituração de


de Documentos Fiscais 392 e 393 do RIPI Documentos fiscais
e Termos de confeccionados por
Ocorrências Gráficas e Lavratura
pelo fisco de Termos
de Ocorrências

Registro de Inventário 7 Art. 221 do RICMS; Art. Escrituração dos Saldos


394 a 398 do RIPI Finais do Estoques

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

ALGUNS PROCEDIMENTOS
PARA ESCRITURAÇÃO FISCAL

Lançamentos para fins de ICMS, somente com amparo legal, na


coluna isenta/não tributada quando for:
_ isenção
_ não incidência
_ parcela referente à redução de base de cálculo

Lançamentos para fins de ICMS, na coluna outras quando for:


_ diferimento
_ suspensão
_ alíquota zero
_ compra para ativo ou uso e consumo
_ simples nacional

NORMAS DE ESCRITURAÇÃO

DIFERENCIAL DE ALíQUOTA
O recolhimento do diferencial de alíquota está previsto no art. 155, inciso 2 cuja
disposições constam no art. 2, inciso VI do RICMS/00.

Nas compras interestaduais de mercadorias adquiridas para uso e/ou consumo


próprio ou destinadas ao ativo imobilizado, registradas no Livro registro de
Entradas, com CFOP 2.551 e 2.556; devemos recolher o diferencial do ICMS, uma
vez que na nota fiscal do fornecedor é destacado 12% (operação interestadual
destinada à região Sul/Sudeste). Cumprindo determinação na legislação,
recolhemos o diferencial entre a alíquota de 12% e a alíquota interna, o famoso
diferencial de alíquota sobre as mercadorias em geral.
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

Todos os contribuintes do ICMS são obrigados a recolher o ICMS relativo à


diferença existente entre a alíquota interna (praticada no Estado destinatário) e a
alíquota interestadual nas seguintes operações e prestações:

a) – na entrada, de mercadorias de outra Unidade da Federação destinadas


para uso e consumo;

b) – na entrada, de mercadorias de outra Unidade da Federação destinadas


para o ativo imobilizado;

c) – na entrada, de prestação de serviço de transporte interestadual cuja


prestação tenha iniciado em outra Unidade da Federação referente à
aquisição de materiais para uso e consumo;

d) - na entrada, de prestação de serviço de transporte interestadual cuja


prestação tenha iniciado em outra Unidade da Federação referente à
aquisição de materiais para o ativo imobilizado.

Somente existirá diferencial de alíquotas a ser recolhido caso o percentual da


alíquota interna ser superior ao da alíquota interestadual, ou seja a alíquota interna
= 18% externa 12% - 18-12=6% à recolher.

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA PARA SIMPLES NACIONAL

DECRETO Nº 52.858, DE 02 DE ABRIL DE 2008 Introduz alterações no


Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação - RICMS e dá outras providências
JOSÉ SERRA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas
atribuições legais e tendo em vista o disposto na Lei Complementar federal
123,de 14 de dezembro de 2006,

Decreta:

Artigo 1º - Passam a vigorar com a redação que se segue os dispositivos


adiante indicados do Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - RICMS, aprovado pelo
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Decreto 45.490, de 30 de novembro de 2000:
§ 6º do artigo 2°:
"§ 6º - Na hipótese do inciso XVI, o valor do imposto devido será calculado
mediante a multiplicação do percentual correspondente à diferença entre a
alíquota interna e a interestadual pela base de cálculo, quando a alíquota
interestadual for inferior à interna (Lei de mercadoria destinada a
industrialização ou comercialização, material de uso e consumo ou
bem do ativo permanente, remetido por contribuinte localizado em outro
Estado ou no Distrito Federal, o valor resultante da multiplicação do
percentual correspondente à diferença entre a alíquota interna e a
interestadual pela base de cálculo, quando a alíquota interestadual for
inferior à interna (Lei Complementar federal 123/2006, art. 13, § 1°, XIII);"
(NR);
"§ 8º - Para fins do disposto na alínea "a" do inciso XV-A, a alíquota
interestadual a ser adotada será a de 12% (doze por cento)."
(NR).

"Artigo 282-A - O contribuinte sujeito às normas do Regime Especial


Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - "Simples Nacional"
deverá observar o prazo de recolhimento previsto no § 4° do artigo
277." (NR).
Artigo 2º - Ficam convalidados os procedimentos adotados, no
período de 1° de julho de 2007 a 31 de março de 2008, pelos
contribuintes sujeitos às normas do Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - "Simples Nacional",
relativamente ao imposto devido pela entrada em seus
estabelecimentos de mercadoria destinada a industrialização ou
comercialização, material de uso ou consumo ou bem do ativo
permanente provenientes de outra unidade da Federação.
Artigo 3º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 2 de abril de 2008

JOSÉ SERRA
GOVERNADOR EM EXERCÍCIO

OBSERVAÇÃO PESSOAL:

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Quando simples, compra de simples, nenhuma das duas partes
destaca imposto na nota, pois simples nacional não se credita e
também não transfere créditos. A diferença de alíquota a ser
aplicada e recolhida é sobre o valor de 6% e não 18% como a
maioria diz.

Sei que na legislação paulista, a empresa optante pelo SIMPLES


NACIONAL deve recolher, nas suas aquisições interestaduais,
INDEPENDENTE DA FINALIDADE, ou seja, mesmo que para
revenda, o DIFERENCIAL DE ALÍQUOTAS entre a alíquota
interestadual e a alíquota interna do produto adquirido.
Isso para proteger a economia do estado, visto que pode ser
mais vantajoso para uma empresa optante pelo Simples Nacional
comprar de outro estado e se beneficiar da alíquota interestadual
que, sabemos, é mais baixa que a interna. A legislação o força,
nesses casos, a recolher ao menos o diferencial de alíquota em
favor do estado onde está estabelecida a empresa adquirente.

Obtenção de créditos por empresa simples


nacional .

DECRETO 54.136, DE 17 DE MARÇO DE 2009


ARTIGO 2 AO CAPUT, O INCISO XI

(Do valor do imposto indicado no campo informações


complementares ou no corpo da nota fiscal relativa à
mercadoria adquirida de contribuinte sujeito às normas
do Regime Especial Unificado de Arrecadação de tributos
e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas
de Pequeno Porte – SIMPLES NACIONAL, desde que a
mercadoria seja destinada à industrialização ou à
comercialização, observado o disposto 7 e 8 (Lei
Complementar Federal 123/06, artigo 23 inciso 1 e 2)
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

Sim, pela nova lei as empresas poderam fazer jus ao credito de icms baseado em
um percentual da tabela existe para pagamento dos impostos unificados, onde o
credito de icms pode variar de 1,25% a 3,95%.
O valor que será creditado deverá esta grafado na nota fiscal conforme exigencia
da lei.
Aquelas industria que estão enquadradas no simples também poderão transferir o
icms sobre os insumos usados na sua produção, quando o comprador for uma
industra.

A Lei complementar 128/2008, trouxe uma importante alteração para as


micro e pequenas empresas, para poderem passar crédito de ICMS para
as empresas do Lucro Real e do Lucro Presumido.

EXEMPLO PRÁTICO:

Supomos que a empresa se encontra na faixa de receita bruta entre R$


120.000,00 a R$ 240.000,00 ao ano, cujo o percentual do ICMS é de 1,86%, que
compõe a alíquota de 5,47% do Simples Nacional. Sendo assim, quando a
empresa realizar uma venda no valor de R$ 100,00, o crédito gerado será de R$
1,86.

R$ 100,00 X 1.86%= R$ 1.86 (UM REAL E OITENTA E SEIS CENTAVOS)

Transfere-se, da vendedora optante para compradora não optante, o


ICMS efetivamente devido no Simples Nacional, mediante tabela
especifíca de acordo com a faixa em que a empresa está enquadrada,
conforme faturamento mensal acumulado.

Na nota fiscal da empresa vendedora simples nacional deve conter a


seguinte instrução:

A Resolução CGSN nº 10 de 2007, ao tratar da matéria assim menciona: “A


ME ou EPP optante pelo Simples Nacional que emitir documento fiscal com 0
direito ao crédito consignará no campo destinado às informações
complementares ou, em sua falta, no corpo do documento, por qualquer meio
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
gráfico indelével, a expressão: “PERMITE O APROVEITAMENTO DO CRÉDITO DE
ICMS NO VALOR DE R$…; CORRESPONDENTE À ALÍQUOTA DE …%, NOS TERMOS
DO ART. 23 DA LC 123“.

CAPÍTULO 5
ORIGEM DOS TRIBUTOS

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

IPI

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados


IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
Base legal

• Art. 153 da Constituição Federal;

• Arts. 46 a 51 do Código Tributário Nacional (CTN) - Lei 5.172/66;

• Decreto n.º 4.544/2002 (RIPI) regulamento do IPI.

Características gerais
• IPI é um imposto de competência Federal;
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• IPI é não-cumulativo, isto é, a legislação permite que seja


compensado o que for devido em cada operação com o montante
cobrado nas operações anteriores;

• IPI é calculado “por fora”, ou seja, no valor da operação não


está calculado o valor do imposto;

• A alíquota do IPI é seletiva, em função da essencialidade do


produto.

Incidência
• o IPI incide sobre todos os produtos industrializados nacionais ou estrangeiros.

Fato gerador

O fato gerador do IPI ocorre:

a) na saída de produto industrializado do estabelecimento industrial ou


equiparado a industrial;

b) no desembaraço aduaneiro de produtos estrangeiros;

c) nas operações dos estabelecimentos equiparados a estabelecimento industrial.

Estabelecimento industrial
É aquele que realiza quaisquer das operações de industrialização
conforme determina o artigo 4º do RIPI.

Industrialização
Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a
natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a
finalidade do produto, ou ainda que o aperfeiçoe para consumo.
A industrialização é dividida em cinco modalidades:
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a) transformação: é a operação que, exercida sobre matéria-


prima ou produto intermediário, resulta na obtenção de um
produto novo;

b) beneficiamento: é a operação que modifica, aperfeiçoa ou


altera o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a
aparência do produto;

c) montagem: operação que consiste na reunião de produtos,


peças etc., que resulte um novo produto;

d) acondicionamento: operação que altera a apresentação do


produto, pela colocação da embalagem;
e) renovação ou recondicionamento: operação que, exercida
sobre produto usado ou parte remanescente de produto
deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para
utilização.

Não se considera industrialização (exemplos)


a) o preparo de produtos alimentares, não acondicionados em embalagens de
apresentação;

b) a confecção de vestuário, por encomenda direta do consumidor;

c) a confecção ou preparo de produto de artesanato.

Estabelecimento equiparado a Industrial


São aqueles que, apesar de não realizarem quaisquer operações de
industrialização descritas anteriormente, a legislação atribui os mesmos direitos e
obrigações dos estabelecimentos industriais.
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Os estabelecimentos equiparados a industriais são divididos em duas categorias:

a) equiparados a industrial por obrigação.

b) equiparados a industrial por opção.

Contribuinte
É a pessoa física ou jurídica que tenha relação direta com o fato
gerador.
Os principais contribuintes do IPI são:

a) o industrial, e

b) o estabelecimento equiparado a industrial (exemplo:


importador).

Base de cálculo
Na saída da mercadoria de estabelecimento industrial ou
equiparado, a base de cálculo do IPI será o valor total da
operação, compreendendo o preço do produto, acrescido do valor
do frete e das despesas acessórias, cobradas pelo contribuinte ao
comprador ou destinatário.
Na importação, a base de cálculo do imposto será o valor que
servir de base para o cálculo dos tributos aduaneiros, acrescido
do montante desses tributos e dos encargos cambiais
efetivamente pagos pelo importador.

Alíquotas do IPI
Como já vimos anteriormente, o IPI deve ser seletivo, em função
do produto.
As alíquotas do IPI estão relacionadas na Tabela de Incidência do
IPI (TIPI).

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Todos os produtos têm um código de classificação NBM/SH
(Nomenclatura Brasileira de Mercadorias) que é composto de oito
algarismos, idênticos à Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
A partir de janeiro de 2007, foi aprovado a nova TIPI, devendo ser
observado as alterações da NCM, para efeito da classificação
fiscal(código) na Nota Fiscal.
De acordo com a classificação fiscal do produto, a TIPI traz a sua
descrição e respectiva alíquota.
As alíquotas do IPI variam desde 0% até 330%.

Situações Tributárias no IPI

a) Imunidade: determina a CF/1988 que são imunes à


incidência do IPI:
• livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão;
• produtos industrializados destinados ao exterior;
• ouro, quando definido em Lei como ativo financeiro ou
instrumento cambial.
b) Isenções: dispensa legal do pagamento do imposto,
alcança diversas operações previstas tanto no RIPI quanto em
outras legislações. Entre as isenções do IPI, citamos:

• amostras grátis;

• produtos importados destinados a consumo em feiras,


congressos, exposição, eventos assemelhados;

• aeronaves de uso militar e suas partes e peças, vendidas à


União;

• os caixões funerários;

• papel destinado à partituras e letras de músicas;

• etc.

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c) Suspensão: a suspensão do IPI aplica-se a diversas


operações, entre as quais citamos:
• remessa de produtos para depósitos fechados ou armazéns-
gerais;

• saída de insumos destinados à industrialização;

• saída de produtos destinadas a empresas comerciais


exportadoras, com o fim específico de exportação;

• etc.

d) Substituição tributária: a substituição tributária na


esfera do IPI é um Regime Especial de suspensão do imposto, em
que a responsabilidade pelo pagamento será do adquirente.
O Regime deve ser requerido pelo contribuinte responsável pela
substituição tributária e será concedido pelos Superintendentes
Regionais da Receita Federal.

Direito ao Crédito
Como já vimos, o IPI é não cumulativo; portanto, os créditos
básicos são os decorrentes de entradas de insumos no
estabelecimento industrial (matérias-primas, produtos
intermediários
e materiais de embalagem), ou de produtos acabados, no caso
dos estabelecimentos equiparados a industrial.
É permitido o crédito do IPI no caso de devolução ou retorno total
ou parcial das mercadorias.

Período de Apuração e Vencimento


O recolhimento do IPI será feito através de DARF
(Documento de Arrecadação de Tributos Federais).

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Exceção: as microempresas e as empresas de pequeno
porte para as quais o período de apuração é mensal, o
recolhimento será até o último dia útil do mês
subseqüente ao fato gerador.

ICMS
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE
MERCADORIAS

É o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre


prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, energia
elétrica e de comunicação.

Base legal
• Art. 155,II, da Constituição Federal 1988;

• Lei Complementar n.º 87/96 (que complementa os dispositivos constitucionais e


traz regras gerais para a cobrança do ICMS, válida para todos os Estados);

• Decreto n.º 45.490/2000 (que aprovou o Regulamento do ICMS do Estado de


São Paulo – RICMS/SP).
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Características gerais
• ICMS é um imposto de competência Estadual;

• ICMS, assim como o IPI, é não cumulativo, compensando-se o que for devido em
cada operação, com o montante cobrado nas operações anteriores;

• ICMS pode ser seletivo, em função da essencialidade do produto;

•ICMS é calculado “por dentro”, ou seja, ao calcular o valor da


operação/prestação já deverá estar embutido o valor do ICMS.

Incidência
O ICMS incide sobre:

• operações de circulação de mercadorias, inclusive fornecimento de alimentação,


bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento;

• prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal por


qualquer via;

• prestação de serviços de comunicação por qualquer meio;

• entrada de bem ou mercadorias importadas.

Fato Gerador
O fato gerador do ICMS ocorre:

• na saída de mercadoria, a qualquer título, de estabelecimento contribuinte;

• no desembaraço aduaneiro de importação;

• no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal;

• na entrada, em estabelecimento de contribuinte, de mercadoria oriunda de


outro Estado destinada a uso ou consumo ou Ativo Permanente/Imobilizado;
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• na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio.
Contribuinte
Contribuinte do ICMS é qualquer pessoa, natural ou jurídica, que de modo
habitual ou em volume, caracterize intuito comercial de realizar operações
relativas à circulação de mercadorias ou preste serviços de transporte
interestadual ou intermunicipal ou de comunicação.

Responsáveis
São responsáveis pelo recolhimento do ICMS as pessoas (físicas ou jurídicas) que,
embora não tenham relação direta com o fato gerador, a legislação lhes atribui a
responsabilidade pelo pagamento do imposto em determinadas hipóteses. O
Artigo 11 do RICMS/SP dispõe quem são responsáveis, entre outros:

a) o transportador, solidariamente, em relação à mercadoria aceita para


transporte sem documentação fiscal;

b) a pessoa que, tendo recebido mercadoria ou serviço beneficiado com isenção


ou não incidência sob determinados requisitos, não lhes der a correta destinação;

c) solidariamente, as pessoas que tiverem interesse comum na situação que tiver


dado origem à obrigação principal e todo aquele que efetivamente concorrer para
a sonegação do imposto.

Base de cálculo
O valor a ser utilizado como base para o cálculo do ICMS deve ser o valor total da
operação/prestação, incluindo:

a) o seguro, os juros e as demais importâncias pagas, recebidas ou creditadas;

b) os descontos concedidos sob condição;

c) as mercadorias dadas em bonificação;


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d) o frete, se cobrado em separado e indicado no campo próprio do documento
fiscal;

e) o valor do IPI, cobrado quando as mercadorias forem destinadas a uso e


consumo ou ao Ativo Permanente/Imobilizado.

Importação
Na importação, momento do desembaraço aduaneiro, a base de
cálculo do ICMS será formada pelo valor constante do documento
de importação, acrescido do Imposto de Importação, do IPI, bem
como das demais despesas aduaneiras. Observando ainda que,
desde janeiro/2002, o valor do ICMS deve ser incluído na sua
própria base de cálculo.

Alíquotas
As alíquotas do ICMS que deverão ser adotadas pelos
contribuintes localizados no Estado de São Paulo são:

ALIQUOTAS FINALIDADES
Alíquota Operação

7% Produtos da cesta básica.

12% Serviços transporte, gado


em pé, farinha de trigo,
pedra e areia,
fornecimento de
alimentação etc.

Serviços de comunicação,
25% fumos, fogos de artifício,
raquete de tênis, armas,
munição, perfumes etc.

18% Demais operações.

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Alíquotas Internas:
As alíquotas internas devem ser utilizadas nas
operações/prestações:

a) remetente e destinatário da mercadoria localizados no Estado


de São Paulo;

b) início e término da prestação de serviços de transporte em


municípios diversos dentro do Estado de São Paulo;

c) remetente localizado em território paulista e destinatário não-


contribuinte do ICMS localizado em outro Estado; e

d) operações de importação.

Alíquotas Interestaduais:
As alíquotas interestaduais do ICMS são fixadas pelo Senado
Federal; devem ser utilizadas nas operações/prestações que
destinem mercadorias/serviços a contribuintes do ICMS lo-
calizados em outros Estados. As alíquotas interestaduais da
operação/prestação com início no Estado de São Paulo são:
7% Nas operações que
destinem mercadorias/ serviços a
contribuintes localizados nos Estados
das Regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste e no Estado do Espírito
Santo.
12% Nas operações que
destinem mercadorias/serviços a
contribuintes localizados nos Estados
da Regiões Sul e Sudeste, exceto o
Espírito Santo.
4% Nas prestações
interestaduais de transporte aéreo.
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ENTRE OUTRAS ALÍQUOTAS OPERAÇÕES GERAIS E INOPERANTES


QUE SERVEM DE REF.
100% SÃO PAULO 100% OPERAÇÕES

Situações Tributárias quanto ao ICMS


Não Incidência – o ICMS não incide sobre:

• saída de mercadoria com destino a armazém-geral localizado


em território paulista;
• saída de mercadoria com destino ao exterior;
• saída de bem do Ativo Permanente/Imobilizado;
• a operação que envolver livro, jornal ou periódico ou papel
destinado à sua impressão;
• saída e retorno de equipamentos e materiais, promovidos por
pessoa ou entidade, utilizados exclusivamente nas operações
vinculadas às suas atividades ou finalidades essenciais: a) União,
Estados e Municípios; b) templos de qualquer culto; c) partidos
políticos e suas fundações, as entidades sindicais;
• etc.

Isenção – ficam isentas do imposto, as operações:


• amostras grátis;
• áreas de livre comércio;
• saídas de mercadorias com destino às exposições ou feiras;
• importação de medicamentos pela Apae;
• medicamentos para tratamento de aids;
• etc.

Suspensão prorrogação do pagamento do impostos para



momento futuro, pelo mesmo contribuinte; exemplos:

• saída de mercadorias em demonstração;


• produtos destinados à cirurgia;
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• remessa de insumos destinados à industrialização;
• etc.

Diferimento prorrogação do pagamento do imposto para



momento futuro, por outro contribuinte; exemplos:
• operações com café cru;
• operações com pescado;
• etc.

Substituição Tributária de ICMS


• É um regime aonde o ICMS (Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e
Serviços) de uma cadeia de negócios é pago antecipadamente através da
transferência de responsabilidade de seu recolhimento.
Nos casos inseridos pelos novos Decretos, a transferência de responsabilidade
determina que os contribuintes do início da cadeia produtiva recolham o ICMS de
forma antecipada, sendo denominada como substituição tributária.

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Incidência de ICMS

1 Destino Observação
2 3 4 5
Origem
Indústria distribuidora Incidência de
ICMS
distribuidora Comércio Incidência de
Varejista ICMS
Comércio Consumidor Incidência de
varejista final ICMS

Cálculo do ICMS
• Com a aplicação da Substituição Tributária de ICMS o Fabricante
irá recolher o tributo incidente sobre sua operação de venda ao
Comércio Atacadista como também irá recolher os tributos
respectivamente sobre as operações do Comércio Atacadista ao
Comércio Varejista e do Comércio Varejista ao Consumidor Final.
• No regime de substituição tributária o ICMS a débito (venda)
não será calculado à partir do preço de comercialização mas à
partir do preço de aquisição de uma mercadoria acrescido de
frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos transferíveis +
fator de IVA-ST (Índice de Valor Adicional)
• Preço de Venda (Fabricante) = R$ 100,00
• Base do ICMS Venda: 18%
• Valor do ICMS venda = R$ 100,00 × 18% = R$ 18,00 (crédito
para quem compra)
• IVA ST = 40%
• Base IVA = R$ 100 + 40% = R$ 140,00
• Base de cálculo do ICMS de Substituição = R$ 140,00 x 18% =
R$ 25,20

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• Valor ICMS Substituição = R$ 25,20(Débito) – R$ 18,00 (Crédito)
= R$ 7,20

• Total da venda = R$ 100,00 (Merc.) + R$ 7,20 (ICMS Subst.) = 107,20.

Pagamento do tributo
O ICMS de substituição tributária deverá ser recolhido no
momento da aquisição, independente da mercadoria ter sido ou
não comercializadas

• Nomenclatura
• Substituto: Contribuinte a quem a legislação obriga a fazer a retenção do
imposto referente às operações anteriores ou posteriors.
• Substituído: Contribuinte que deixa de recolher o imposto
devido a obrigação ter sido assumida a um contribuinte
substituto.

• Operações não incidentes


• Transferência, exceto para estabelecimento varejista
• Remessa com retorno posterior
• Mercadorias destinadas a Industrialização

Operações não incidentes


• Transferência, exceto para estabelecimento varejista
• Remessa com retorno posterior
• Mercadorias destinadas a Industrialização

CONTRIBUINTE SUBSTITUTO

É aquele que a legislação determina como responsável pelo


recolhimento do imposto, aquele que industrializa os produtos e o

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elabora até o processo final, no caso é a origem do tributo, A
INDÚSTRIA.
Cabe ressaltar que embora o pagamento do
imposto seja de responsabilidade do substituto, ele
cobra do substituído o imposto retido destacado na
nota de venda e mercadorias.

CONTRIBUINTE SUBSTITUÍDO

É aquele que dá causa ao fato gerador, mas a legislação o


dispensa do recolhimento, pois atribui ao substituto essa
obrigação.
Código tributário nacional, artigo 128 e LEI complementar nº
87/1996, art 6º.

Ao realizar operações de compra de mercadorias e prestações


que tiver recebido com imposto retido, emitirá documento fiscal,
sem destaque do imposto, que conterá além dos demais
requisitos a seguinte identificação:
Imposto recolhido de forma antecipada por substituição tributária
ART... REG RICMS-SP 2000. O substituído que compra suas
mercadorias com a finalidade de revender, o repassa somente
quando for distribuidor vendendo para atacado que por sua vez o
repassa para o varejo que morre a cadeia no consumidor final.

Aquisições nas operações internas

Nas aquisições internas de mercadorias sujeitas a substituição, os


contribuintes atacadistas/distribuidores e varejistas deverão
receber as mercadorias já com o imposto retido, com a indicação
nas notas fiscais da base de cálculo da retenção e do valor ou da
parcela do imposto retido.

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Aquisições nas operações interestaduais

Nas hipóteses de aquisição interestadual de mercadoria sujeita ao


regime de substituição tributária, sem a retenção antecipada do
imposto o estabelecimento atacadista/distribuidor ou o varejista
passam a ser, em caráter excepicional, responsáveis pelo
recolhimento do imposto antecipadamente
Fundamento legal: Decretos nº 52.364/2007 e 52.804/2008.

Momento do recolhimento
Nas aquisições interestaduais a responsabilidade pelo
recolhimento do imposto é do contribuinte paulista, destinatário
das mercadorias e o recolhimento deverá ser feito em GUIA de
Arrecadação de Receitas Estaduais (GARE), com a indicação do
código da receita 063-2 (outros recolhimentos especiais).
O recolhimento poderá, no entanto, ser efetuado pelo remetente
da mercadoria, situado em outra unidade da Federação, por meio
de Guia Nacional de Recolhimentos Especiais (GNRE), com a
indicação do código da receita 10008-0 (recolhimentos especiais).
OBS: O estado de são Paulo possibilitou ainda, aos remetentes
situados em outra unidade da Federação, a autorização, mediante
regime especial, para recolhimento até o dia 15 do mês
subseqüente ao da saída de mercadoria, nos casos de
mercadorias com situação tributária= 000 mercadoria tributada
integralmente.
Fundamentação legal: Portaria Cat nº 16/2008 e art 426-A do
RICMS.

LISTA DE ALGUNS PRODUTOS NA


SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.

 Medicamentos - Portaria CAT nº. 20/08:


a - 38,24%, se a mercadoria constar na lista positiva da incidência do PIS/PASEP e
COFINS;
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b - 33,00%, se a mercadoria constar na lista negativa da incidência do PIS/PASEP
e COFINS;

c - 41,38%, se a mercadoria constar na lista neutra da incidência do PIS/PASEP e


COFINS.

A definição quanto a se um medicamento faz parte da lista positiva, negativa ou


neutra é realizada pelo industrial ou importador que indicam em sua nota fiscal, no
campo “Informações Complementares”, a identificação e a subtotalização dos
itens, por agrupamento.

 Bebidas Alcoólicas, exceto cerveja e chope – Portaria CAT


nº. 09/08, Portaria CAT nº. 128/07 e Portaria CAT nº.
19/08:
No caso de bebidas alcoólicas existe “pauta” divulgada, ou seja, a Secretaria da
Fazenda publicou tabela de preços finais ao consumidor que devem ser utilizados
para determinação da base de cálculo do imposto. O IVA-ST só será utilizado para
operações com as mercadorias que não estiverem na “pauta”.

Índice de Valor Adicionado Setorial - IVA-ST será 44,72%.

 Perfumaria e Higiene Pessoal – Portaria CAT nº. 15/08 (e


suas alterações):
O Índice de Valor Adicionado Setorial - IVA-ST será:

a - 71,60%, nas operações com mercadorias sujeitas à alíquota de 25% ;

b - 38,90%, nas operações com mercadorias sujeitas à alíquota de 12% ou de 18%.

c - 165,55% nas operações realizadas entre estabelecimentos de empresas


interdependentes (definido na Portaria CAT nº. 15/08).

 Rações Animal – Portaria CAT nº. 33/08:


O Índice de Valor Adicionado Setorial - IVA-ST será de 46%.
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 Produtos de Limpeza – Portaria CAT nº. 26/08:
O Índice de Valor Adicionado Setorial - IVA-ST será de 46%.

a - 56,29%, nas saídas de água sanitária, branqueador ou alvejante, classificados


nos códigos 2828.90.11, 2828.90.19 e 3206.41.00 da NBM/SH;

b - 67,87%, nas saídas de odorizantes/desodorizantes de ambiente e superfície,


classificados nos códigos 3307.41.00, 3307.49.00 e 3307.90.00 da NBM/SH;

c - 20,39%, nas saídas de sabões em barras, pedaços ou figuras moldados,


classificados no código 3401.19.00 da NBM/SH;

d - 12,72%, nas saídas de sabões ou detergentes em pó, flocos, palhetas, grânulos


ou outras formas semelhantes, classificados nos códigos 3401.20.90 e 3402.20.00
da NBM/SH;

e - 12,62%, nas saídas de detergentes líquidos, classificados no código 3402.20.00


da NBM/SH;

f - 16,05%, nas saídas de outras preparações tensoativas para lavagem e limpeza


(inclusive multiuso e limpadores), classificadas no código 3402.20.00 da
NBM/SH;

g - 78,68%, nas saídas de pomadas, cremes e preparações semelhantes, para


calçados ou para couros, classificados no código 3405.10.00 da NBM/SH;

h - 60,78%, nas saídas de pastas, pós, saponáceos e outras preparações para arear,
classificados no código 3405.40.00 da NBM/SH;

i - 74,54%, nas saídas de facilitadores e goma para passar roupa, classificados nos
códigos 3505.10.00, 3506.91.20 e 3905.12.00 da NBM/SH;

j - 38,74%, nas saídas de inseticidas, rodenticidas, fungicidas, raticidas e outros


produtos semelhantes, apresentados em formas ou embalagens exclusivamente
para uso domissanitário direto, classificados nos códigos 3808.50.10, 3808.91.10,
3808.92.10 e 3808.99.10 da NBM/SH;

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k - 48,43%, nas saídas de desinfetantes apresentados em formas ou embalagens
exclusivamente para uso domissanitário direto, classificados nos códigos
3808.40.10, 3808.94.10 e 3808.94.29 da NBM/SH;

l - 34,60%, na saída de amaciante/suavizante, classificado no código 3809.91.90 da


NBM/SH;

m - 80,85%, nas saídas de esponjas para limpeza, classificadas nos códigos


3924.10.00, 3924.90.00, 6805.30.10 e 6805.30.90 da NBM/SH.

COMO CALCULAR A COMPRA FORA DO ESTADO DE


SÃO PAULO COM INCIDENCIA DE SUBSTITUIÇÃO
TRIBUTÁRIA????????
No caso do recolhimento da diferença de alíquota de outra unidade federada, para
que haja tal recolhimento a alíquota interna tem que ser superior a alíquota externa.

17) Quem deve recolher? Como recolher?


A obrigatoriedade do recolhimento é do contribuinte paulista destinatário da
mercadoria, que recolherá o imposto por meio de GARE-ICMS, código 063-2
(outros recolhimentos especiais), nos termos da Portaria CAT 16/08.
Alternativamente a legislação permite que o remetente de outro estado recolha via
GNRE, conforme disposto na Portaria CAT 16/08, que determina, dentre outros,
que a GNRE seja preenchida com os dados cadastrais do contribuinte paulista.

18) Como faço a escrituração desta operação interestadual?


A escrituração deve ser feita, no livro Registro de Entradas, conforme disposto no
art. 277 do Regulamento do ICMS.

19) Como calculo o imposto a ser pago por antecipação?

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a) Para mercadoria cuja saída interna seja tributada com alíquota inferior ou
igual a 12% (doze por cento), pela fórmula do art. 426-A do Regulamento do
ICMS:

IA = VA x (1 + IVA-ST) x ALQ - IC
onde:
a) IA= é o imposto a ser recolhido por antecipação;

b)VA= é o valor constante no documento fiscal relativo à entrada, acrescido dos


valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos
suportados pelo contribuinte; (valor dos produtos)

c) IVA-ST= é o Índice de Valor Adicionado;

d) ALQ= é a alíquota interna aplicável;

e) IC = é o imposto cobrado na operação anterior; (ICMS próprio)

EXEMPLO PRÁTICO
Seguindo a fórmula IA = VA x (1 + IVA-ST) x ALQ – IC, calcule o
seguinte problema:
A empresa Antonio Carlos Galvão me, comprou de Minas
Gerais, 100 kg de ração animal no valor de R$ 6.500,00, o valor
dos produtos é de R$ 5.000,00 e o ICMS operação própria é de
R$ 600,00 ,trata-se de um varejo que venderá seus produtos a
consumidor final, lembrando que a alíquota em Minas é de 12%
e o IVA-ST ajustado de ração é de 46%, calcule o valor da
diferença de alíquota dessa compra.( minas é conveniada à são
Paulo)
Resultado: IA= R$ 6.500,00 x ( 46%) x 18% - 12%

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6.500,00 + 2.990,00 = 9.490,00 x 18% = 1.708,20 – 600,00 =
R$ 1.108,20 imposto a recolher.
OBS: No caso da nota de compra conter o destaque do ICMS
retido (substituição tributária), deve-se abater do calculo da
diferença de alíquota.

INDÚSTRIA GERANDO NOTA E CALCULANDO A


BASE DE CALCULO DO ICMS ST E O ICMS ST,
NA EMISSÃO DE SUA NOTA DE VENDA...

No caso da geração de uma nota fiscal com finalidade de venda de mercadorias


diretamente da indústria, de forma interestadual, deve-se observar vários critérios
na forma do cálculo, um cálculo simples, porém importantíssimo para poder
avaliar as variadas situações a medida que aparecem no nosso dia a dia.

Avaliar as situações, cada caso um caso diferenciado, com o maior rigor e critério é
o que faz o profissional tributário fiscal o melhor. Vejamos um exemplo prático de
como calcular a base de cálculo da substituição tributária e o seu respectivo
imposto retido por antecipação.

Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos
Tribut.

1.899,33 227,92 3.091,16 328,49


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da
Acessórias

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94,97

Se existe convênio: a indústria que efetuará a venda de mercadoria utilizará o


percentual do ICMS do estado destinatário, se não houver convênio a indústria
aplicará o percentual de alíquota do próprio estado emitente ou maior.Cabe
ressaltar que no caso do emitente de outra unidade federada não efetuar o devido
recolhimento antecipado, cabe ao destinatário denominado substituído efetuar o
devido recolhimento

IVA-ST AJUSTADO=55%

4- COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 3.091,16
DA BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 328,49 DO ICMS ST.

FÓRMULA PARA ENCONTRAR O ICMS DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E SUA RESPECTIVA BASE DE


CÁLCULO.

DEVE-SE SE SEGUIR o seguinte critério PARA ECONTRAR A BASE DE CÁLCULO SUBSTITUIÇÃO


TRIBUTÁRIA:

VALOR DOS PRODUTOS= R$ 1.899,33 + (IPI) R$ 94,97 X 55% (IVA-ST AJUSTADO) =

R$ 1.994,30 X 55% = 1.096,87 =

R$ 1.994,30 + R$ 1.096,87 =

R$ 3.091,16 = BC ICMS ST
Para cálculo do ICMS ST

B.cálculo ICMS ST = R$ 3.091,16 x Alíquota interna = 18% (-) V.icms op.própria

R$ 3.091,16 x 18% = R$ 556.41 (-) R$ 227,92 =

R$ 328,49 = ICMS ST
Podemos observar que os respectivos valores realmente batem 100% com o
exemplo citado acima, tornando assim a fórmula concreta. Devemos também
salientar que os valores a serem apurados devem bater 100%, em caso de receber
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uma nota e efetuar os cálculos respectivos para averiguação dos valores e estes
não fecharem mesmo sendo utilizado a fórmula, deve-se fazer uma comunicação o
mais rápido possível ao setor de faturamento da empresa emitente, que
providenciará uma carta de correção ajustando a situação.

EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO


Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

3.144,32 565,98 5.810,70 479,95 3.144,32


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

157,22 3.781,49
IVA-ST AJUSTADO=76%

1-COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 5.810,70
DA BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 479,95 DO ICMS ST.

Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

2.933,55 528,04 5.482,80 458,87 2.933,55


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

146,68 3.539,09
IVA- ST AJUSTADO=78%

2-COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 5.482,80
DA BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 458,87 DO ICMS ST.

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Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

799,33 143,88 1.119,03 57,55 799,33


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

39,97 896,84
3 -IVA-ST AJUSTADO=33%
3 -COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 1.119,03
DA BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 57,55 DO ICMS ST.

Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

6.879,11 1.238,24 10.112,29 581,97 6.879,11


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

343,96 7.805,04
IVA-ST AJUSTADO=40%
4-COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 6.879,11
DA BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 581,97 DO ICMS ST.

Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

5.525,21 994,54 6.671,69 206,37 5.525,21


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

276,26 6.007,84
IVA-ST AJUSTADO=15%

5-COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 6.671,69
DA BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 206,37 DO ICMS ST.

Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

573,04 68,76 967,58 105,40 573,04


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

57,30 735,74
IVA ST AJUSTADO=54%

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6 - COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 967,58 DA
BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 105,40 DO ICMS ST.

Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

1.125,22
135,03 1.713,15 173,34 1.125,22
Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

56,26 1.317,55
IVA ST AJUSTADO = 45%

7 - COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 1.713,15 DA
BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 173,34 DO ICMS ST.

_____________________________________________________________________________________
Base de cáculo do ICMS Valor do ICMS Base de cáculo do ICMS Subst. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos
Tribut.

3.565,33 427,84 4.836,73 442,77 3.565,33


Frete Seguro Desconto Outras Despesas Valor do IPI Valor Total da Nota
Acessórias

178,27 4.186,37
IVA ST AJUSTADO= 29%

8- COM BASE NOS DADOS ACIMA, EFETUE O CÁLCULO PARA ENCONTRAR O VALOR DE R$ 4.836,73 DA
BASE DE CÁLCULO DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E O VALOR DE R$ 442,77 DO ICMS ST.

Empresas Simples

• Haverá redução, sobre a receita oriunda da comercialização de


mercadorias enquadradas no regime de substituição tributária, da
taxa do Simples.

• Regime Simples – Comércio

Anexo I – Partilha do Simples Nacional – Comércio


Efeitos até 31/12/2008

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ICMS (-)
Receita Bruta Total em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP
para st

Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25%

De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86%

De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33%

De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%

De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%

De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%

De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%

De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%

De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%

De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%

De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%

De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%

De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%

De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%

De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%

De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%

De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%

De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%

De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%

De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%

Créditos

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Como já vimos, o ICMS é de caráter não-cumulativo, podendo
compensar o que for devido com o imposto pago nas operações
anteriores. Portanto, devemos dar atenção especial aos créditos
permitidos pela Legislação.
A legislação permite que o estabelecimento se credite do ICMS
pago na operação anterior, desde que a saída subseqüente das
mercadorias sejam sujeitas à tributação do imposto ou, não sendo
sujeitas, haja expressa autorização da legislação da manutenção
do crédito.
Portanto, os créditos básicos são: mercadorias adquiridas para
comercialização, aquisição de insumos, consumo de energia
elétrica, combustíveis consumidos em máquinas, equipamentos
relacionados com a atividade do contribuinte, serviços de
transportes, entre outros.

Período de Apuração e Recolhimento


O ICMS deve ser apurado mensalmente pelos estabelecimentos
contribuintes, devendo cada estabelecimento realizar sua própria
apuração.
O valor do imposto a recolher será a diferença entre os créditos e
os débitos ocorridos no mês dentro da Escrita Fiscal. O saldo,
quando credor, será utilizado para compensação no período
seguinte.

Centralização da Apuração
Opcionalmente, a empresa poderá eleger um de seus
estabelecimentos localizados no território paulista para
centralizar os débitos/créditos de ICMS.

Recolhimento do ICMS
O prazo de recolhimento do ICMS será de acordo com o CPR da
empresa, que será definido segundo o CNAE (Código de
Classificação Nacional de Atividades Econômicas) em que o
contribuinte estiver enquadrado.
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O recolhimento será efetuado por meio da Guia GARE – ICMS.

Informações econômico-fiscais, Documentos


fiscais e Obrigações acessórias

O contribuinte do ICMS está obrigado não só ao recolhimento do


imposto, mas também à prestação de informações ao Fisco sobre
o movimento econômico de seu estabelecimento. Mensalmente
deverão ser declaradas ao Fisco Paulista, por meio da Guia de
Informação e Apuração do ICMS (GIA), os seguintes dados:

a) os valores das operações no período, detalhadas por CFOP;

b) o valor do imposto a recolher ou o saldo credor a transportar


para o período seguinte;

c) a apuração do índice de participação dos municípios paulistas


na arrecadação do ICMS;

d) operações interestaduais de entrada ou saída de mercadoria,


com detalhamento dos valores por Estado remetente/destinatário;

e) outras informações econômico/fiscais relacionadas com a


atividade, conforme definido pela Secretaria da Fazenda.

ISS – Imposto sobre Serviços


de Qualquer Natureza

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Base legal
• Lei Complementar 116/2003.

Competência
• ISS é de competência dos Municípios e Distrito Federal.

Incidência

ISSincide sobre a prestação de serviços constante da lista anexo


à Lei Complementar, ainda que esses não se constituam como
atividade preponderante do prestador;

• imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior, ou cuja


prestação tenha iniciado no exterior.

Fato Gerador
O fato gerador do ISS é a prestação de serviços, independente da
denominação dada ao serviço prestado.
Exemplos de serviços:
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• serviços de informática: processamento da dados,
programação, desenvolvimento de sistemas etc;
• serviços de medicina: análises clínicas, psicologia, odontologia,
serviços farmacêuticos etc.;
• serviços administrativos: assessoria, consultoria, contabilidade,
digitação, fornecimento de dados, propaganda, publicidade etc.

Contribuinte
O contribuinte é o prestador do serviço. No entanto, os
Municípios, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa,
vinculada ao fato gerador, substituto tributário.

Base de cálculo
A base de cálculo do ISS é o preço do serviço sem nenhuma
dedução, exceto os serviços de construção civil que permitem
deduções segundo a legislação de cada Município.
No entanto, há regime especial destinado às sociedades de
profissão regulamentada, que poderão ter Base de Cálculo
distinta, devendo ser verificada a legislação de cada Município
Alíquota
Cada Município tem competência para estabelecer em sua
legislação o percentual do ISS, desde que obedeça aos limites
mínimos e máximos estabelecidos pelo Senado Federal:
• Alíquota mínima – 2% (Emenda Constitucional 37/2002)
• Alíquota máxima – 5% ( Lei Complementar 116/03)

Local onde o imposto é devido


O serviço considera-se prestado e o imposto devido ao Município onde está
localizado o estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do
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domicílio do prestador, exceto nas hipóteses descritas na Lei onde o ISS é devido
ao Município onde está sendo realizado o serviço, como é o caso da construção
civil, instalação de andaimes, palcos, construção de estradas, pontes etc.

Apuração e vencimento
O ISS é apurado via de regra mensalmente, e seu vencimento
ocorre geralmente nos primeiros dez dias do mês seguinte ao da
apuração.

Atenção: deve-se obrigatoriamente observar a legislação de


cada município para que tenhamos conhecimento específico das
obrigações fiscais, acessórias e vencimento do ISS.
Documentos fiscais e obrigações acessórias
O documento fiscal obrigatório ao prestador de serviços é a
emissão da nota fiscal de serviços série A, ou nota fiscal fatura de
serviços. As obrigações acessórias são constituídas dos Livros
Fiscais:
• Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados – modelo 51;
• Registro de Notas Fiscais Fatura de Serviços Prestados a
Terceiros – modelo 53;
• Registro de Notas Fiscais de Serviços Tomados – modelo 56;
• Registro de recebimento de impressos fiscais e termos de
ocorrências – modelo 57.

Atenção: deve-se obrigatoriamente observar a legislação de cada município


para que tenhamos conhecimento específico das obrigações fiscais, acessórias e
vencimento do ISS.

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA E RETENÇÃO DO ISS


A retenção do ISS será realizada nos serviços prestados em que o imposto seja
devido no local de prestação do serviço, nos casos em que os serviços são

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prestados em local diferente (outro município) do estabelecimento prestador (sede,
filial, escritório).

Esta retenção está prevista na Lei Complementar nº 116/03, artigo 3º, e abrangerá
diversos serviços especificados nos incisos I ao XXII do referido artigo.

O tomador de serviço é a pessoa jurídica que contrata o serviço


permanentemente em suas dependências, ou seja, o serviço é contratado para ser
prestado diariamente, todos os dias do mês, uma terceirização da atividade junto a
contratante, nesse caso, o ISS é devido no local da prestação do serviço.

A retenção está prevista no art. 6º, da Lei Complementar nº 116 de 2003. Para fins
de retenção do ISS deve ser observado o seguinte:

A retenção do ISS será realizada nos serviços prestados em que o imposto seja
devido no local de prestação do serviço, em conformidade com incisos de I ao
XXII, artigo 3º LC 116/03 (relação específica), nos casos em que os serviços são
prestados em local diferente (outro município) do estabelecimento prestador (sede,
filial, escritório).

LEI MUNICIPAL

Outro fator importante para a retenção do ISS é o de que deve haver previsão de
retenção na Lei do Município em que foi prestado o serviço. Caso não haja
previsão não é devida a retenção.

Na prática, a empresa prestadora de serviço deve manter cópia da Lei Municipal de


cada município em que presta serviço, objetivando conhecer a legislação específica
para a emissão da Nota Fiscal com retenção ou não. Deve observar, também, se a
retenção exigida pelo município está relacionada com os serviços constantes os
incisos I ao XXII, art.3º, LC 116/03, pois poderá pagar indevidamente o ISS na
sede e o imposto ser devido no local de execução do serviço.

Já a empresa que contrata o serviço também deve ficar atenta aos casos em que é
obrigatória a retenção do ISS, bem como, também, manter cópia da Lei Municipal
em que está estabelecida, a fim de acompanhar a legislação de seu município, pois
mesmo que não faça a retenção é obrigada a efetuar o recolhimento do imposto
com juros e multas.
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RETENÇÃO NO SIMPLES

Caso tenha havido a retenção na fonte do ISS, o mesmo será definitivo e deverá ser
deduzida a parcela do Simples Nacional a ele correspondente, que será apurada,
tomando-se por base as receitas de prestação de serviços que sofreram tal retenção,
não sendo o montante recolhido na forma do Simples Nacional objeto de partilha
com os municípios.

As ME e EPP optantes pelo Simples Nacional não poderão segregar como receitas
sujeitas a retenção aquelas recebidas pela prestação de serviços que sofrerem
retenção do ISS na fonte, na forma da legislação do município, nas hipóteses em
que não forem observadas as disposições do art. 3º da Lei Complementar
116/2003.

NORMAS DE RETENÇÃO

A retenção na fonte de ISS das microempresas ou das empresas de pequeno porte


optantes pelo Simples Nacional somente será permitida se observado o disposto no
art. 3º da Lei Complementar 116/2003, e deverá observar as seguintes normas:

I - a alíquota aplicável na retenção na fonte deverá ser informada no documento


fiscal e corresponderá ao percentual de ISS previsto nos Anexos III, IV ou V da Lei
Complementar 128/2008 para a faixa de receita bruta a que a microempresa ou a
empresa de pequeno porte estiver sujeita no mês anterior ao da prestação;
II - na hipótese de o serviço sujeito à retenção ser prestado no mês de início de
atividades da microempresa ou empresa de pequeno porte, deverá ser aplicada pelo
tomador a alíquota correspondente ao percentual de ISS referente à menor alíquota
prevista nos Anexos III, IV ou V da Lei Complementar 128/2008;
III - na hipótese do item II, constatando-se que houve diferença entre a alíquota
utilizada e a efetivamente apurada, caberá à microempresa ou empresa de pequeno
porte prestadora dos serviços efetuar o recolhimento dessa diferença no mês
subseqüente ao do início de atividade em guia própria do Município;
IV - na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte estar sujeita à
tributação do ISS no Simples Nacional por valores fixos mensais, não caberá a
retenção do ISS;
V - na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte não informar a
alíquota de que tratam os itens I e II no documento fiscal, aplicar-se-á a alíquota

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correspondente ao percentual de ISS referente à maior alíquota prevista nos
Anexos III, IV ou V da Lei Complementar 128/2008;
VI - não será eximida a responsabilidade do prestador de serviços quando a
alíquota do ISS informada no documento fiscal for inferior à devida, hipótese em
que o recolhimento dessa diferença será realizado em guia própria do Município;
VII - o valor retido, devidamente recolhido, será definitivo, não sendo objeto de
partilha com os municípios, e sobre a receita de prestação de serviços que sofreu a
retenção não haverá incidência de ISS a ser recolhido no Simples Nacional.

PRESTADOR DE SERVIÇOS
Diferente da atividade de produção ou fabricação, serviço é a atividade
econômica da qual não resulta um produto tangível. Como exemplos
podemos citar a atividade de transporte e atividade exercida pelos
profissionais liberais. Segundo Caio Mário da Silva Pereira, a locação ou
prestação de serviços é o contrato em que uma das partes (prestador) se
obriga para com a outra (tomador) a fornecer-lhe a prestação de uma
atividade, mediante remuneração.
Prestação de serviços é toda espécie de atividade ou trabalho lícito, material
ou imaterial, contratada mediante retribuição (CC, art. 594), excluídos as
relações de emprego e outros serviços regulados por legislação específica.
Excluídos os serviços regulados pela legislação trabalhista, código do
consumidor ou outras leis especiais, todas as demais prestações de serviços
serão reguladas pelo código civil.

Código-Civil

Art. 593. A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis


trabalhistas ou à lei especial, reger-se-á pelas disposições deste
Capítulo.
Art. 594. Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou
imaterial, pode ser contratada mediante retribuição.
Art. 595. No contrato de prestação de serviço, quando qualquer
das partes não souber ler, nem escrever, o instrumento poderá
ser assinado a rogo e subscrito por duas testemunhas.
Art. 596. Não se tendo estipulado, nem chegado a acordo as
partes, fixar-se-á por arbitramento a retribuição, segundo o
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costume do lugar, o tempo de serviço e sua qualidade.
Art. 597. A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço,
se, por convenção, ou costumes, não houver de ser adiantada, ou
paga em prestações. Os serviços de natureza trabalhista são
regulados por legislação própria, não sendo atividade vinculada
ao código civil. No que concerne ao vínculo empregatício, no
contrato individual de trabalho pressupõe-se a continuidade, a
dependência econômica e a subordinação.Decreto-Lei 5.452, de
01/05/1943

Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho.


Art. 2º Considera-se empregador a empresa individual ou
coletiva, que, assumindo os riscos de atividade econômica,
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.
§ 1º Equiparam-se ao empregador, para os direitos exclusivos da
relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições
sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como
empregados.
§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a
direção, controle ou administração de outra, constituindo grupo
industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica,
serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente
responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas.
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a
dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho
intelectual, técnico e manual.

No contrato de prestação de serviços regulados pelo código civil a


remuneração é paga por quem contrata o serviço (normalmente o
tomador) e tem as seguintes características:

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a) é bilateral, pois gera obrigação para ambos os contratantes;

b) oneroso, considerando que há benefício recíproco para as


partes;

c) consensual, pois se aperfeiçoa com o simples acordo de


vontade das partes, independente de qualquer fato ou
materialidade subseqüente.

O prazo de contratação dos serviços não pode ser


excessivamente longo, pois poderia ser caracterizado como
escravidão. Assim, para os contratos firmados com prazo
determinado, este não poderá ser superior a quatro anos. Na
ausência de prazo fixo, qualquer das partes unilateralmente,
mediante aviso prévio, pode rescindir o contrato.
Estabelece o Código Civil que a prestação de serviço não se
poderá convencionar por mais de 4 (quatro) anos, embora o
contrato tenha por causa o pagamento de dívida de quem o
presta, ou se destine à execução de certa e determinada obra;
neste caso, decorridos 4 (quatro) anos, dar-se-á por findo o
contrato, ainda que não concluída a obra.
Não havendo prazo estipulado, nem se podendo inferir da
natureza do contrato, ou do costume do lugar, qualquer das
partes, a seu arbítrio, mediante prévio aviso, pode resolver o
contrato.

LEI 10.833
Importante observar o critério de lançamento do prestador, a
quantidade do montante de notas fiscais emitidas que ultrapassar
o valor de R$ 5.000,00 passa a ser obrigado a reter os 4,65%
referente ao PIS 0,65%, COFINS 3% e a CSLL DE 1% = 4,65%.

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PIS, COFINS, CSLL E


IR.
CSSL - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO
A contribuição social sobre o lucro líquido (CSSL) foi instituída pela Lei nº
7.689/1988.

Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas


para o imposto de renda das pessoas jurídicas, mantidas a base de cálculo e as
alíquotas previstas na legislação em vigor (Lei nº 8.981, de 1995, art. 57).

Desta forma, além do IRPJ, a pessoa jurídica optante pelo Lucro Real, Presumido
ou Arbitrado deverá recolher a Contribuição Social sobre o Lucro Presumido
(CSLL), também pela forma escolhida.

Não é possível, por exemplo, a empresa optar por recolher o IRPJ pelo Lucro Real
e a CSLL pelo Lucro Presumido.

Escolhida a opção, deverá proceder á tributação, tanto do IRPJ quanto da CSLL,


pela forma escolhida.

BASE DE CÁLCULO DA CSLL - A PARTIR DE 01.09.2003

LUCRO PRESUMIDO
A partir de 01.09.2003, por força do art. 22 da Lei 10.684/2003, a base de cálculo da CSLL,
devida pelas pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido corresponderá a:

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12% da receita bruta nas atividades comerciais, industriais, serviços hospitalares e de
transporte;

32% para:

a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e transporte;

b) intermediação de negócios;

c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza.

ESTIMATIVA MENSAL
As empresas que recolhem a CSLL por estimativa mensal, a partir de 01.09.2003, deverão
considerar a nova base de cálculo da CSLL de 32% para as seguintes atividades:

a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de transporte;

b) intermediação de negócios;

c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza;

d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão


de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).

LUCRO REAL
A base de cálculo para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real é o lucro contábil, ajustado
pelas adições e exclusões previstas na legislação.

DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA


Da receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas, os descontos incondicionalmente
concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou
contratante, e do qual o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário (IPI
e ICMS Substituição Tributária).

A partir da publicação da IN 104/98 (26.08.1998), a receita bruta poderá ser considerada pelo
regime de caixa.

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ADIÇÕES À BASE DE CÁLCULO
Deverão, ainda, ser somadas á base de cálculo da CSSL no Lucro Presumido:

1. os ganhos de capital, as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas


não compreendidas na atividade, inclusive:

a) os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas


controladoras, controladas, coligadas ou interligadas, exceto se a mutuária for instituição
autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil;

b) os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em


sociedades coligadas e controladas, e de participações societárias que permaneceram no ativo
da pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições;

c) os ganhos auferidos em operações de cobertura ("hedge") realizadas em bolsas de valores,


de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão;

d) a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica,
deduzida dos encargos necessários à percepção da mesma;

e) os juros relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados;

f) as variações monetárias ativas;

Nota: A partir de 01.01.2000, as receitas decorrentes das variações monetárias dos direitos de
créditos e das obrigações, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeitos da
base de cálculo, entre uma das seguintes opções:

1. no momento da liquidação da operação correspondente ("regime de caixa"); ou

2. pelo regime de competência,

aplicando-se a opção escolhida para todo o ano-calendário.

g) juros remuneratórios do capital próprio pagos ou creditados por sociedade da qual a empresa
seja sócia ou acionista.

2. Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e renda


variável.

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3. O resultado do cálculo do preço de transferência, decorrentes de operações externas de
exportação ou mútuo com empresas vinculadas ou domiciliadas em países com tributação
favorecida. Nesta hipótese, será somada 12% da diferença da receita de exportações e o
valor integral da receita com mútuo apurados segundo as regras do IRPJ.

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL


8% (oito por cento) até 30.04.1999.

A partir de 01.05.1999, a alíquota foi majorada para 12% (doze por cento) e a partir de
01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).permanecendo até os dias de hoje.

RECEITA BRUTA - REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA VINCULADO A OPÇÃO DA


TRIBUTAÇÃO DO IRPJ

Se, em decorrência da Instrução Normativa 104/98, a empresa apurar o IRPJ no Lucro


Presumido segundo o regime de caixa sobre a receita bruta, deverá proceder ao cálculo da
tributação pela CSLL também pelo regime de caixa.

No caso de ter optado pelo tributação do IRPJ pelo regime de competência, fará a apuração da
CSLL segundo este regime.

Ou seja, a escolha entre regime de caixa e regime de competência, no IRPJ, vincula a forma de
apuração da CSLL.

IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA- IRRPJ


São contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ):

I – as pessoas jurídicas;

II – as empresas individuais.

As disposições tributárias do IR aplicam-se a todas as firmas e sociedades, registradas ou não.

As entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e de falência sujeitam-se às


normas de incidência do imposto aplicáveis às pessoas jurídicas, em relação às operações

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praticadas durante o período em que perdurarem os procedimentos para a realização de seu
ativo e o pagamento do passivo (Lei 9.430/96, art. 60).

As empresas públicas e as sociedades de economia mista, bem como suas subsidiárias, são
contribuintes nas mesmas condições das demais pessoas jurídicas (Constituição Federal, art.
173 § 1º).

História e instituição do PIS E COFINS

O PIS e a COFINS são tributos de competência federal, conforme artigo 149 e


195 da
Constituição Federal.
Vejamos, então, o significado das siglas que denominam as contribuições
que são objeto de
nosso estudo:

• PIS – Programa de Integração Social;


• PASEP – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público;
• COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.
A contribuição para o PIS foi instituída pela Lei Complementar nº 7,
de 07 de setembro de
1970. Já a contribuição para o PASEP foi instituída pela Lei
Complementar nº 8 de 03 de
dezembro de 1970.
A unificação “PIS/PASEP” se deu pela Lei Complementar nº 26, de 11
de setembro de
1975, e a partir de então são tratados como uma única contribuição.
Após a Constituição Federal de 1988, tais contribuições, uma vez
mantidas, passaram a
financiar o seguro-desemprego, programas de desenvolvimento
econômico (através do
BNDES) e o benefício de abono anual para empregados de baixa
renda.
Já a COFINS foi instituída pela Lei Complementar nº 70, de 30 de
dezembro de 1991.
Vale frisar que, historicamente, essas contribuições passaram por
diversas modificações

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legislativas, o que tem sido motivo de um considerado número de
lides em discussões
judiciárias.
Existem PIS e COFINS nas modalidades cumulativa e não
cumulativa, que se destinam a
contribuintes específicos. Outros são aqueles que se obrigam a
substituição tributária e
ainda outros a tributação monofásica.

CONPkkkkCONTINUAAÇAO
IS e CS
Fases do PIS e COFINS

• PIS e COFINS substituição tributária;


• PIS e COFINS monofásico;
• PIS e COFINS cumulativo;
• PIS e COFINS não cumulativo.

PIS e COFINS – Substituição tributária


PIS e COFINS, na modalidade substituição tributária, é aquele em que um
contribuinte se tornará sujeito passivo pelo recolhimento desses tributos no
lugar de outros, dentro de uma determinada cadeia comercial.Normalmente,
aquele que se tornará o responsável pelo recolhimento será o fabricanteou o
distribuidor.
Um exemplo é o que está previsto no artigo 47 do Decreto 4.524/02, a
respeito do fabricante e importador de cigarros. Por esta regra, o fabricante
de cigarros, ao efetuar a venda do seu produto, irá calcular o PIS e a COFINS
devidos por toda a cadeia comercial até que chegue o preço de venda ao
consumidor e fazer o recolhimento do PIS e da COFINS.
Para a prática da substituição tributária é preciso que haja previsão legal
sobre o valor da base de cálculo, que poderá ser um percentual estabelecido
ou preço máximo de venda ao consumidor.
Há, ainda, determinados casos em que existem diferentes alíquotas para os
respectivos cálculos a serem aplicados sobre as bases da substituição.
Exemplo: Após encontrarmos a base de cálculo do preço de venda, no
exemplo do cigarro, aplicamos 0.65% para cálculo do PIS e 3% para o cálculo
da COFINS, encontrando o valor das contribuições.

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Os fabricantes exportadores de veículos também são responsáveis pela
contribuição para o PIS/PASEP e para a COFINS, na condição de substitutos,
conforme a legislação em vigor. [Leg: PIS/PASEP (Cigarros) – LEI 9.715/98,
art. 5o; COFINS (Cigarros) – LC 70/91, art. 3o; PIS/PASEP e COFINS (Veículos)
– MP 2.158/01, art. 43]

PIS e COFINS monofásico


A modalidade monofásica é aquela em que um contribuinte se
torna responsável pelo recolhimento de uma única vez por toda a
cadeia comercial de determinado produto.Tal fato acontece, por
exemplo, nas operações com produtos farmacêuticos e com os
medicamentos:
– e são aplicadas aos industriais e importadores.
Muito se assemelha este regime ao da substituição tributária, e a
sua aplicação ocorre através da aplicação de percentuais maiores
do que aqueles praticados nas demais operações.
As alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS, fixadas para pessoas
jurídicas que procedam à industrialização ou à importação dos
produtos classificados como sujeitos ao regime monofásico, a
título de exemplo, em regra geral, são:
• sobre a receita bruta auferida com a venda dos produtos
classificados nas posições
e códigos citados na lei, aplicam-se as alíquotas diferenciadas
(PIS/PASEP 2,2% e
COFINS 10,3%).
Com isso, reduziram-se a “zero” as alíquotas das referidas
contribuições, incidentes sobre a receita bruta auferida com a
venda dos produtos tributados com as alíquotas diferenciadas,
pelas pessoas jurídicas não enquadradas na condição de
industrial ou de importador.

PIS e COFINS Cumulativo


Também conhecido por PIS e COFINS “faturamento”, é o de maior
tempo de aplicação dentre os atuais regimes existentes para
estas apurações.

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Sua apuração consiste naquilo que a autoridade legisladora
tributária interpretou por “faturamento”. Aqui se volta
especificamente a que a base de cálculo seja o montante obtido
pela soma de todas as receitas de uma empresa.

Faturamento e Receita Bruta: regra geral


Há um determinado conflito doutrinário e contábil a respeito do
conceito de faturamento. A legislação tributária estabeleceu
critério amplo na definição de faturamento. Alcançou a totalidade
das receitas auferidas, independentemente da atividade exercida
pelo contribuinte e da classificação contábil adotada para a
escrituração das receitas, admitidas as exclusões e deduções
previstas na legislação em vigor.
[Leg.: PIS/PASEP e COFINS – LEI 9.718/98, arts. 2 o e 3o.]

Contribuintes do PIS e COFINS:


faturamento
São contribuintes do PIS/PASEP – Faturamento e da COFINS:
• as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são
equiparadas pela legislação do Imposto de Renda;
• as entidades fechadas e abertas de previdência complementar
são contribuintes, não importando a forma de sua constituição;
• as entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial
e de falência, em relação às operações praticadas durante o
período em que perdurarem os procedimentos para a realização
de seu ativo e o pagamento do passivo sujeitam-se à incidência
dessas contribuições, na forma da legislação vigente.

Apuração da Base de Cálculo do PIS e da


COFINS
Na apuração da base de cálculo do PIS e da COFINS, as principais
receitas que encontraremos serão as seguintes:
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Item Tipo de Receita Localização


1) Venda de serviços.
Livro Fiscal de Escrituração dos serviços prestados.
2) Venda de mercadorias. Livro Fiscal de Escrituração de saídas.
3) Venda de produção. Idem.
4) Serviços de Industrialização sob encomenda. Idem.
5) Aplicação Financeira. Contabilidade/ Balancete.
6) Juros Recebidos. Idem.
7) Descontos Obtidos. Idem.
8) Variações Cambiais. Idem.
9) Outras Receitas. Idem.
Nos casos que citamos, as receitas oriundas das variações
cambiais poderão ser objeto de tributação por regime de caixa ou
de competência, desde que o mesmo critério seja adotado para o
cálculo do IRPJ e da CSLL.

Exclusões e Deduções: regra geral


Como citamos, a base de cálculo do PIS e da COFINS será obtida
da soma das receitas da empresa, observadas as exclusões e as
deduções permitidas em lei.
As principais exclusões e deduções em regras gerais são das
vendas canceladas (o saldo pode ser compensado em meses
subseqüentes se o valor das vendas canceladas superar o valor
da receita bruta do período):

a) dos descontos incondicionais concedidos;


b) do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
c) do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), quando
cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na
condição de substituto tributário;
d) das reversões de provisões e recuperações de créditos
baixados como perda, limitado ao valor efetivamente baixado,
que não represente ingresso de novas receitas, do resultado
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positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio
líquido e dos lucros e dividendos derivados de investimentos
avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados
como receita, inclusive os derivados de empreendimento objeto
de Sociedade em Conta de Participação (SCP);
e) da receita decorrente da venda de bens do ativo permanente;
f) de doações e patrocínios de projetos culturais amparados pela
Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991 (computados a preço de
mercado, para fins de dedução do Imposto de Renda), realizados
sob a forma de prestação de serviços ou de fornecimento de
material de consumo. [Leg.: PIS/PASEP e COFINS – IN SRF 247/02,
art. 18, I]

Exclusões e Deduções: casos específicos


Como apresentamos no item anterior, há casos de exclusões ou
deduções que são gerais a todas as pessoas jurídicas, porém
devemos atentar para alguns casos específicos previstos
legalmente.
A legislação admite ainda diversas outras exclusões e deduções,
considerando as peculiaridades no regime aplicável a cada setor
de atividade.
Assim, há previsões específicas para empreiteiras, operadoras de
planos de assistência à saúde, entidades financeiras e
assemelhadas, seguradoras, entidades de previdência
complementar, empresas de capitalização, pessoas jurídicas que
operem com securitização de créditos imobiliários, cooperativas,
concessionárias de transporte urbano de passageiros,
transportadoras de carga, varejistas de cigarros e de veículos,
indústrias de medicamentos e contribuintes da CIDE–
Combustíveis.
LEMBRETE: É importante que o profissional avalie, em sua
empresa, a sua própria atividade em busca de possíveis outras
deduções permitidas legalmente para o cálculo das contribuições
do PIS e da COFINS.

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Isenções e Não Incidência


Dentro das determinações legais da base de cálculo do PIS e da
COFINS existem, além das exclusões, as receitas que são isentas
ou que não sofrem a tributação ao PIS e a COFINS na modalidade
“faturamento” (ou “cumulativo” como melhor parecer ao aluno).
São elas:
• os contribuintes do PIS/PASEP – Folha (entidades como: templos,
partidos políticos etc.), exceto as cooperativas, são dispensados
da contribuição na modalidade PIS/PASEP – Faturamento e são
isentos da COFINS com relação às receitas derivadas de suas
atividades próprias [Leg.: PIS/PASEP e COFINS – MP 2.158-35/01,
art. 14 c/c art. 13];

• tributação especial: são ainda isentas do PIS/PASEP e da COFINS


as receitas elencadas no art. 14 da MP nº 2.158-35/01. [Leg.:
PIS/PASEP e COFINS –MP 2.158-35/01, art. 14. Vide, ainda, DL
1.248/72; LEI 8.402/92, art. 3o; LEI 9.432/97, art. 11; e L
9.532/97, art. 39, § 2o, e INS 247/02, art. 46];
• as contribuições não incidem sobre o faturamento decorrente
de operações efetuadas diretamente com a Itaipu Binacional,
relacionadas com vendas de materiais e equipamentos ou com
prestação de serviços. [Leg.: PIS/PASEP e COFINS – art. XII, alínea
"b", do Tratado entre o Brasil e o Paraguai, de 26/4/73, aprovado
pelo Decreto Legislativo nº 23, de 30/5/73, promulgado pelo
Decreto nº 72.707, de 23 de agosto de 1973, e IN SRF 247/02, art.
44, I];

• finalmente, não integra a receita a contrapartida do aumento do


ativo da pessoa jurídica, decorrente da atualização do valor dos
estoques de produtos agrícolas, animais e extrativos (em virtude
do registro no estoque de crias nascidas no período ou tendo em
vista a avaliação do estoque a preço de mercado). [Leg.:
PIS/PASEP e COFINS – IN SRF 247/02, art. 18, II].

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Alíquotas do PIS e da COFINS na Forma
Cumulativa
Vamos precisar separar o estudo das alíquotas em dois aspectos,
observando a regra geral e depois os aspectos Alíquotas do PIS e
da COFINS: regra geral
As alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS, aplicáveis sobre o
faturamento, em regra geral são:

• PIS – 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento);

• COFINS – 3% (três por cento).

PIS e COFINS – Não Cumulativo


A modalidade não cumulativa também se insere dentro da
tipificação doutrinária de “PIS e COFINS Faturamento”.
Assim, as regras que até aqui estudamos em relação à base de
cálculo, exclusões, deduções e isenções do PIS e da COFINS,
válidas para a apuração sobre faturamento, também são válidas
para o critério de apuração não cumulativo.
Onde estará, então, as diferenças entre o regime cumulativo e o
não cumulativo?
As diferenças principais serão:
a) possibilidade de créditos na forma não cumulativa
b) alíquotas diferentes para o PIS e para a COFINS.
Para uma melhor interpretação, vejamos o quadro comparativo a
seguir:
Aspectos Aplicáveis
PIS e COFINS
Cumulativo
PIS e COFINS
Não Cumulativo
Créditos Não há créditos. Há a possibilidade de créditos.
Alíquotas
PIS = 0,65%

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COFINS = 3%
PIS = 1,65%
COFINS = 7,6%
PJ’s que aplicam Lucro Presumido Lucro Real

O que é a não cumulatividade?


Podemos definir que a não cumulatividade é a forma de
tributação pela qual o tributo não se acumule na cadeia
comercial.
Para tanto, deve existir uma forma de compensação do valor
pago na operação anterior para que na operação seguinte tal
valor não se sobrecarregue ao preço de venda. A fórmula
encontrada pelo legislador para aplicar-se tal compensação é
justamente a possibilidade do contribuinte se creditar de
determinados valores para que possa efetuar o confronto com os
valores devidos e assim reduzir o montante de tributo a ser pago.
A fórmula simples da não cumulatividade está prevista da
seguinte maneira:
• entradas geram créditos;
• saídas geram débitos;
• débitos - créditos = tributo a pagar.
Há de se atentar, no entanto, que não são todas as entradas no
estabelecimento que nos geram créditos, devendo estar atentos
aos ditames específicos citados na legislação.

Dos Créditos Tributários do PIS e da


COFINS
Os principais créditos tributários permitidos pelo legislador na
apuração do PIS e da COFINS, unificados pela IN 404/04, são os
seguintes:
I. Aquisições efetuadas no mês:

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a) de bens para revenda, exceto em relação às mercadorias cuja
tributação está obrigado a regime especial de tributação;
b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes,
utilizados como insumos:
• na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à
venda; ou
• na prestação de serviços.

II. Das despesas e custos incorridos no mês, relativos:

a) a energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa


jurídica;
b) aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos à
pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa;
c) as despesas financeiras decorrentes de empréstimos e
financiamentos tomados de pessoa jurídica, exceto quando esta
for optante pelo SIMPLES;
d) a contraprestação de operações de arrendamento mercantil
pagas a pessoa jurídica, exceto quando esta for optante pelo
SIMPLES.
e) a armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda,
quando o ônus for
suportado pelo vendedor.

III. Dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no


mês, relativos:

a) a máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo


imobilizado adquiridos no País para utilização na produção de
bens destinados à venda, ou na
prestação de serviços;
b) a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de
terceiros, utilizados na atividade da empresa.

IV. Créditos relativos aos bens recebidos em devolução, cuja


receita de venda tenha integrado o faturamento tributado no
mesmo regime da não cumulatividade.

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iv. Crédito presumido sobre o valor do estoque, no caso do
contribuinte passar do regime cumulativo ao regime não
cumulativo, devendo ser efetuado em doze parcelas.

Não Geram Direito ao Crédito


Existem determinadas situações e valores que não geram direito
ao crédito do PIS e da COFINS. As principais são as seguintes:
• pagamentos efetuados a pessoa física;
• aquisições que não se destinam a fins específicos aos
determinados para o crédito;
• aquisições ou pagamentos efetuados à pessoa jurídica
estabelecida no exterior (a respeito da tributação em relação
exterior, teremos tópico específico mais adiante).

Quem são os Contribuintes Obrigados ao


Regime
da Não Cumulatividade
Embora existam alguns contribuintes que possam optar pelo
regime não cumulativo, existem outros que estão obrigados,
como é o caso das empresas que apuram o seu regime de
Imposto de Renda na forma de Lucro Real.

Apuração e Vencimento do PIS e da


COFINS
O período de apuração do PIS/PASEP e da COFINS é mensal,
devendo seu recolhimento ser efetuado até o dia 20 mês
subseqüente ao de ocorrência do fato gerador, observadas as
disposições a seguir:

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a) considera-se ocorrido o fato gerador quando o regime for o de
substituição, no momento da venda dos produtos ou mercadorias
pelo contribuinte substituto;
b) no caso de importação de cigarros, o pagamento das
contribuições, pelo contribuinte substituto, deve ser efetuado na
data do registro da Declaração de Importação no Sistema
Integrado de Comércio Exterior – Siscomex;
c) quando empresa comercial exportadora não efetuar a
exportação dos produtos no prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
contado da data da emissão da nota fiscal de venda pela empresa
produtora, deve realizar o pagamento previsto no art. 93 até o
décimo dia subseqüente ao do vencimento desse prazo.

Alíquotas Zero
O Decreto 5.442/05 reduziu para zero a alíquota do PIS e da
COFINS incidente sobre as receitas financeiras auferidas pelas
pessoas jurídicas que estão sujeitas à incidência não cumulativa
dessas contribuições. No entanto, essa redução não se aplica aos
juros sobre capital próprio.
Já o Decreto 5.310/04 dispõe sobre a aplicação de alíquota zero
para as receitas auferidas com as vendas de mercadorias
destinadas a consumo ou industrialização.
A área de tecnologia também se beneficiou, através do Decreto
5.467/05, que estabeleceu redução a zero das alíquotas do PIS e
da COFINS sobre as receitas de venda a varejo de unidades de
processamento digital classificadas no código 8471.5010 da TIPI.
Os teclados classificados no código 8471.6052, o mouse do
código 8471.5053 e os monitores de até 17 polegadas
classificados no código 8471.6072, quando vendidos junto com a
unidade de processamento, também gozam da redução das
alíquotas para zero.

Centralização do Recolhimento

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ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
A apuração e o pagamento do PIS/PASEP e da COFINS serão
efetuados de forma centralizada pelo estabelecimento matriz
da pessoa jurídica de direito privado, observado o seguinte:
a) a pessoa jurídica, na qualidade de sócio ostensivo da sociedade
em conta de participação (SCP), deve efetuar o pagamento das
contribuições incidentes sobre a receita bruta do
empreendimento, não sendo permitida a exclusão de valores
devidos a sócios ocultos
b) as contribuições da SCP serão pagas juntamente com as
contribuições devidas pelo sócio ostensivo.

Obrigações Tributárias Decorrentes da


Apuração
do PIS e da COFINS
Os contribuintes devem estar atentos a efetuar as seguintes
obrigações tributárias:
• constituir a memória de cálculo do PIS e da COFINS, suportada
pelos balancetes e resumos fiscais;
• efetuar a impressão das memórias e a respectiva cópia de
segurança do arquivo;
• entregar as informações dentro das respectivas DCTF’s no
exercício;
• fazer o preenchimento da DIPJ do exercício nos campos
inerentes à base de cálculo de tais contribuições.
• entregar as informações dentro das respectivas DACON no
exercício;
É importante ressaltar que toda a apuração deve estar
exatamente igual às informações entregues à Secretaria da
Receita Federal. Havendo modificações posteriores às entregas
das declarações (DACON, DCTF, DIPJ), as mesmas deverão ser
retificadas em tempo.

Retenções das Contribuições


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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
A legislação tributária prevê dois principais tipos de retenções
federais:
a) retenção a ser efetuada pelos órgãos públicos.
b) retenção dos 4,65% previstas para os serviços específicos na
IN 381/03.
Ambas as retenções serão objeto de compensação por parte do
contribuinte que as
sofrer; no entanto, devemos observar dois importantes aspectos
para garantia dessas compensações:

• a compensação não pode ser antecipada ao seu recolhimento


em prazo normal;
• devemos estar documentados das retenções que sofremos para
servir de prova e suporte caso sejamos questionados no futuro.

“As retenções de tributos federais independem de seus destaques


em nota fiscal,
cabendo ao contratante a responsabilidade da retenção e do
recolhimento.”
Por se tratar de antecipação do tributo devido pela pessoa jurídica
prestadora é que o mesmo se torna compensável diretamente
contra o tributo apurado como devido.
Assim, teríamos o seguinte exemplo prático:
Tributo apurado como devido: R$1.000,00
Retenção ocorrida: (R$ 365,00)
Tributo a recolher: R$ 635,00

PIS e COFINS nas Importações


Matéria das mais recentes que envolvem o tema em torno do PIS
e da COFINS é a tributação dessas contribuições nas operações
de importações de mercadorias e serviços.
Como até o momento da edição deste material havia ainda a
possibilidade de novas edições legais, estaremos nos atendo aos
principais aspectos voltados ao tema de forma que o nosso
conselho é de sempre se buscar a última legislação pertinente ao
assunto almejado.
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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010

PIS/PASEP-Importação-1,65% e
COFINS-Importação-7,6%
Com o início da eficácia prevista para o dia 01/05/04 foram
criados dois novos tipos de contribuições sociais, que serão
calculados sobre o custo de importação de bens ou serviços. Vão
encarecer as importações em 10,2019%, visto que esta é a
alíquota total, no sistema de cálculo por dentro (1,65% + 7,6% =
9,25% (+) 0,954% de acréscimo relativo ao cálculo por dentro).

Sujeito Passivo: contribuintes e


responsáveis
São contribuintes:
O importador, assim considerado, a pessoa física ou jurídica que
promova a entrada de bens estrangeiros no território nacional;
A pessoa física ou jurídica contratante de serviços de residente
ou domiciliada no
exterior;
O beneficiário do serviço*, na hipótese em que o contratante
também seja residente ou domiciliado no exterior.

* Naturalmente, esse beneficiário aufere as vantagens


com o serviço, tanto é que se propõe a pagar a respectiva
remuneração.

Parágrafo Único. Equiparam-se ao importador o destinatário de


remessa postal
internacional indicado pelo respectivo remetente e o adquirente
de mercadoria
entrepostada.
Responsáveis solidários – O artigo arrola os responsáveis
solidários, tais como transportadores ou depositários de bens
procedentes do exterior, sujeitos ao controle aduaneiro.

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
Base de Cálculo
Para definir a base de cálculo, diz a Lei:
A base de cálculo será:
I. O valor aduaneiro, assim entendido, para os efeitos desta Lei, o
valor que servir ou que serviria para o cálculo do Imposto de
Importação, acrescido do valor do Imposto
Sobre Operação Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre
Prestação de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação – ICMS
incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias
contribuições, na
hipótese do inciso I do caput do art. 3º desta Lei;” *

OBS: o IPI incidente na importação está excluído da base de


cálculo de PIS/COFINS-
II. O valor pago, creditado, entregue, empregado ou acrescido do
Imposto sobre
Serviços de qualquer Natureza – ISS e do valor das próprias
contribuições, na hipótese do inciso II* do caput do art. 3º”.

Exemplo de Importação de Serviços:


ITENS ESPECIFICAÇÕES Até
30-04-04
A partir de
01-05-04
c/ PIS e COFINS
1
+ Valor em R$ do serviço pago ou creditado,
antes de dedução do IRF 4.590,00

2
+ ISS incidente sobre importação de serviços
(1 x 5%) *
229,50
3
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= Base de cálculo de PIS/COFINS-Importação
4.819,50

4
+ PIS e COFINS de 9,25%, calculados por
dentro:(3 x 10,1928%)=0= 491,24

A partir de 01/01/2004, as importações de serviços passaram a


ser tributadas pelo ISS. As suas alíquotas podem variar entre os
limites de 2% a 5%, de acordo com o município do
estabelecimento importador e com a espécie de serviço.

Prazo de Recolhimento
Determina o artigo mencionado que as Contribuições sejam
pagas:
• em se tratando de importação de bens: na data de registro da
DI – Declaração de Importação, isto é, juntamente com Imposto
de Importação, IPI e ICMS;
• em se tratando de importação de serviços: na data de
pagamento ou crédito da respectiva contraprestação, isto é,
juntamente com o IRF sobre a remessa de divisas.

Fato Gerador
O fato gerador será:
I. A entrada de bens estrangeiros no território nacional.
“Considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da
declaração de importação”, em se tratando de importação de
bens (art. 4º, I).

O pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de


valores a residentes
ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço
prestado.

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“Considera-se ocorrido o fato gerador na data do pagamento, do
crédito, da entrega, do emprego ou da remessa de valores na
hipótese de importação de serviços (art. 4º, Inciso IV).

Alíquotas
São as seguintes as alíquotas aplicáveis nas importações de bens
e serviços em geral:
PIS/PASEP-Importação......................1,65%
COFINS-Importação........................7,60%
Soma.................................................9,25%

Não Incidência
Entre as hipóteses de não incidência arroladas no art. 2º,
interessam mais de perto para o dia-a-dia dos contribuintes as
seguintes:
• a importação de bens estrangeiros, para reposição de outros
que se revelaram defeituosos ou imprestáveis;
• a reimportação de bens saídos anteriormente, sob regime de
exportação temporária;
• a importação feita por entidades beneficentes de assistência
social com base na isenção assegurada pela Constituição Federal,
art. 195, parágrafo 7º.

Isenções
Arrola diversas hipóteses de isenções, que começam com
importações feitas pelo governo, pelas representações de
organismos internacionais etc.
Entretanto, fiquemos por enquanto com os favores fiscais
seguintes:
• importação no regime de drawback, na modalidade de isenção;
• remessas postais e encomendas aéreas internacionais,
destinadas a pessoas físicas;

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• importação de máquinas, equipamentos, aparelhos e
instrumentos por instituições
científicas e tecnológicas, que atendam às exigências da Lei nº
8.010/90.

Créditos Fiscais para PIS e COFINS – Não-


Cumulativos
A partir de 01/05/2004, os contribuintes de PIS e COFINS “não-
cumulativos” – 1,65% e 7,6%, poderão creditar-se das
contribuições que pagarem na importação, assim como já o
fazem em relação às aquisições feitas no mercado interno.
Propiciam créditos fiscais:
• os bens adquiridos para revenda;
• os bens e serviços a serem utilizados como insumo, na
prestação de serviços ou na produção de bens destinados à
venda, inclusive combustíveis e lubrificantes;
• energia elétrica, aluguéis, prestações de leasings, depreciações
das máquinas e equipamentos etc., se o contribuinte tiver
efetivamente pago as contribuições nas respectivas importações.
Alíquotas e Bases para Crédito sobre
Mercadorias em Geral – Alíquotas para
crédito
PIS.....................................................1,65%
COFINS............................................7,60%
Soma.................................................9,25%

Base de Cálculo para Crédito


Valor que serviu de base de cálculo de PIS/COFINS-Importação.
Mercadorias com Tributação Monofásica, Substituição
Tributária etc.
Aplicar alíquotas incidentes nas receitas de venda, sobre o valor
que serviu de base para o cálculo de PIS/COFINS-Importação.

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Proibições ao Crédito
Hipóteses de proibição ao crédito, a saber:
• não podem utilizar crédito os contribuintes que foram mantidos
no sistema original de PIS e COFINS cumulativos – 0,65% e 3 ou
4% –, tais como os contribuintes do lucro presumido e do sistema
SIMPLES, as instituições financeiras, as companhias de seguro, as
companhias de telecomunicações etc.;
• não dão direito ao crédito os produtos enquadrados nos
sistemas especiais de tributação monofásica, substituição
tributária e regime especial.

Notas
1) Contribuintes do Lucro Presumido Essas limitações ao crédito
devem ser estudadas com maior profundidade pelos contribuintes
do Lucro Presumido, quanto à subsistência da vantagem em se
permanecer nesse regime, visto que eles deverão pagar, como
outros, as contribuições incidentes sobre a importação, mas não
terão direito aos respectivos créditos.
2) Outros Importadores de Serviço Semelhantes impactos
deverão sofrer as atividades de prestação de serviços, também
com PIS e COFINS cumulativos, que utilizarem como insumo
serviços importados.
Exceções à Regra de Impedimento ao Crédito
Permissão de Crédito para Mercadorias de Revenda
O impedimento ao crédito, a título de exceção, estabelece o
direito aos créditos à importação efetuada com isenção, exceto
na hipótese de os produtos serem revendidos ou utilizados como
insumo em produtos sujeitos à alíquota zero, isentos ou não
alcançados pela contribuição.

Crédito de Ativo Imobilizado e Escrituração


do CIAP
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PORTARIA CAT 41/2003

O crédito do ICMS de Ativo Imobilizado foi instituído através da Lei


Complementar n º 87/96, artigo 20 e seguintes, combinado com a
legislação Estadual. Portanto, estabelece a legislação que ATIVOS
IMOBILIZADOS destinados a industrialização e comercialização de
produtos tributados pelo ICMS, relacionados com a atividade do
contribuinte, era “permitido o crédito do ICMS pela
totalidade quando da entrada anterior a 31/12/2000,
sendo exigido o estorno mensalmente na proporção de
1/60 (um sessenta avos) ou menos, durante a
permanência do bem no transcorrer de 60 meses, ou 20%
(vinte por cento) ao ano ou fração de mês, nos casos de
perda, extravio, saidas por transferencia e venda de ativo
imobilizado”

Ativo Imobilizado adquirido a partir de 01/01/2001, o crédito de


ICMS passou as ser efetuado mensalmente na proporção de 1/48
(um quarenta e oito avos), ou menos conforme saídas e/ou
prestações “isentas ou Não tributadas”
Embasado nas saídas e/ou prestações “tributadas”, o contribuinte
creditará o ICMS proporcionalmente em relação ao total das
saídas e/ou prestações, ou seja, não será permitido creditar-se do
imposto pela totalidade, previsto anteriormente, somente sendo
admitido na proporção de 1/48 (um quarenta e oito avos),
devendo-se determinar o fator para encontrar o valor do ICMS a
ser apropriado no mês, não sendo como um todo o montante da
parcela subdividida exatamente conforme situação:

(TOTAL DAS SAÍDAS: BASE DE CÁLCULO DO ICMS: NÃO


TRIBUTADAS E ISENTAS; OUTRAS – ICMS
DIFERIDO\SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E IPI SE FOR O
CASO)

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FÓRMULA DO CÁLCULO:

Valor do crédito a se apropriar no mês =


Valor do ICMS/48 x fator/100

CÁLCULO DO FATOR

100-(valor de isentas/valor contábil x 100)

DARFS, GARE EXEMPLOS

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Os darfs tem característica federal, e podem ser
PIS, COFINS , CSLL E IRPJ, BEM COMO O SUPER
SIMPLES TAMBÉM COM TIRAGEM EM DARF.

IMPOSTO CARATER ESTADUAL


ICMS

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FORMAS DE TRIBUTAÇÃO DAS PESSOAS


JURÍDICAS
As Pessoas Jurídicas, por opção ou por determinação legal, são tributadas por uma das
seguintes formas:

a) Simples.

b) Lucro Presumido.

c) Lucro Real.

d) Lucro Arbitrado.

BASE DE CÁLCULO
A base de cálculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato
gerador, é o lucro real, presumido ou arbitrado, correspondente ao período de apuração.

Como regra geral, integram a base de cálculo todos os ganhos e rendimentos de capital,
qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da
espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio
que, pela sua finalidade, tenha os mesmos efeitos do previsto na norma específica de incidência
do imposto.

PERÍODO DE APURAÇÃO

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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O imposto será determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de
apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de
dezembro de cada ano-calendário. À opção do contribuinte, o lucro real também pode ser
apurado por período anual.

Nos casos de incorporação, fusão ou cisão, a apuração da base de cálculo e do imposto devido
será efetuada na data do evento.

Na extinção da pessoa jurídica, pelo encerramento da liquidação, a apuração da base de cálculo


e do imposto devido será efetuada na data desse evento.

ALÍQUOTAS E ADICIONAL
A pessoa jurídica, seja comercial ou civil o seu objeto, pagará o imposto à alíquota de 15%
(quinze por cento) sobre o lucro real, apurado de conformidade com o Regulamento.

O disposto neste item aplica-se, inclusive, à pessoa jurídica que explore atividade rural.

ADICIONAL
A parcela do lucro real que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte
mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência de
adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).

O adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão ou cisão e de extinção da


pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.

O disposto neste item aplica-se, igualmente, à pessoa jurídica que explore atividade rural.

O adicional de que trata este item será pago juntamente com o imposto de renda apurado pela
aplicação da alíquota geral de 15%.

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LUCROS DISTRIBUÍDOS
Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro
de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, não
estão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do
imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no país ou no exterior.

OBRIGAÇÕES, LUCRO LÍQUIDO


A sistemática de tributação sob o Lucro Real é disciplinada pelos artigos 246 a 515 do
Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99).

PESSOAS JURÍDICAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL


A partir de 1999 estão obrigadas à apuração do Lucro Real as pessoas jurídicas (Lei 9.718/98,
art. 14):

I –cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, seja superior a R$ 48.000.000,00


(quarenta e oito milhões de reais), ou a R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado
pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze)
meses (limite fixado pela Lei 10.637/2002);

Nota: o limite acima é válido a partir de 01.01.2003. Até 31.12.2002, a obrigação pela opção do
lucro real era para as pessoas jurídicas cuja receita total no ano-calendário fosse superior a R$
24.000.000,00, ou proporcionalmente, quando o número de meses de atividades fosse inferior a
12 meses.

II – cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de


desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento,
sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e
câmbio, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil,
cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de
previdência privada aberta;

III – que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;

Notas: com base no Ato Declaratório Interpretativo 5/2001 SRF:


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1) Não confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior com receitas de

exportação. As exportadoras podem optar pelo Lucro Presumido, desde que não estejam nas

hipóteses de vedação. A restrição deste item alcança aquelas empresas que tenham lucros

gerados no exterior (como empresas Offshore, filiais controladas e coligadas no exterior,

etc.).

2) A prestação direta de serviços no exterior (sem a utilização de filiais, sucursais,

agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da

pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas) não obriga á tributação do lucro real.

IV – que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção
ou redução do imposto;

Nota: como exemplo de benefícios fiscais: o programa BEFIEX (isenção do lucro de exportação),

redução do IR pelo Programa de Alimentação do Trabalhador, projetos incentivados pela

SUDENE e SUDAM, etc.

V – que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de


estimativa, na forma do art. 2 da Lei 9.430/96;

Nota: o regime de estimativa é a opção de pagamento mensal, estimado, do Imposto de

Renda, para fins de apuração do Lucro Real em Balanço Anual.

VI – que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria


creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e
a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de
prestação de serviços (factoring).

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Também estão obrigadas ao Lucro Real as empresas imobiliárias, enquanto não concluídas as
operações imobiliárias para as quais haja registro de custo orçado (IN SRF 25/99). O custo
orçado é a modalidade de tratamento contábil dos custos futuros de conclusão de obras.

LUCRO REAL – OPÇÃO – POSSIBILIDADE


As pessoas jurídicas, mesmo se não obrigadas a tal, poderão apurar seus resultados tributáveis
com base no Lucro Real.

Assim, por exemplo, uma empresa que esteja com pequeno lucro ou mesmo prejuízo, não
estando obrigada a apurar o Lucro Real, poderá fazê-lo, visando economia tributária
(planejamento fiscal).

OCORRÊNCIA DE SITUAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE AO LUCRO REAL


DURANTE O ANO CALENDÁRIO
A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que, em relação
ao mesmo ano calendário, incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real
por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o
IRPJ e CSLL sob o regime de apuração do lucro real trimestral, a partir inclusive, do trimestre da
ocorrência do fato.

Base: art. 2 do Ato Declaratório Interpretativo 5/2001 SRF.

CONCEITO DE LUCRO REAL


Lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou
compensações prescritas ou autorizadas pelo Regulamento (Decreto Lei 1.598/77, art. 6).

A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de
apuração com observância das disposições das leis comerciais (Lei 8.981/95, art. 37, § 1º).

O lucro líquido do exercício referido no conceito acima é a soma algébrica do lucro operacional,
dos resultados não operacionais e das participações, e deverá ser determinado com observância
dos preceitos da lei comercial. Portanto, o lucro líquido é aquele definido no art. 191, da Lei
6.404/76, porém, sem as deduções do art. 189 (prejuízos contábeis acumulados e provisão para
o imposto sobre a renda).
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PIS - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL


O PIS foi criado pela Lei Complementar 07/1970.

PIS – CONTRIBUINTES
São contribuintes do PIS as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhe são equiparadas
pela legislação do Imposto de Renda, inclusive empresas prestadoras de serviços, empresas
públicas e sociedades de economia mista e suas subsidiárias, excluídas as microempresas e as
empresas de pequeno porte submetidas ao regime do Simples Federal (Lei 9.317/96) e, a partir
de 01.07.2007, do Simples Nacional (LC 123/2007).

BASE DE CÁLCULO
A partir de 01.02.1999, com a edição da Lei 9.718/98, a base de cálculo da contribuição é a
totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por
ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas.

ALÍQUOTAS
A alíquota do PIS é de 0,65% ou 1,65% (a partir de 01.12.2002 - na modalidade não cumulativa -
Lei 10.637/2002) sobre a receita bruta ou 1% sobre a folha de salários, nos casos de entidades
sem fins lucrativos.

Entretanto, para determinadas operações, a alíquota é diferenciada (veja tópicos específicos


sobre alíquotas de determinados setores, no Guia Tributário On Line).

PRAZO DE PAGAMENTO
A partir da competência janeiro/2007, o PIS e a COFINS serão recolhidos até o dia 20 do mês seguinte
ao da competência (o último dia útil do segundo decêndio subseqüente ao mês de ocorrência do fato
gerador).

ANTECIPA-SE o recolhimento se o dia 20 não houver expediente bancário.

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Até a competência dezembro/2006 (vencimento janeiro/2007), o recolhimento do PIS e da COFINS era
feito até o último dia útil da primeira quinzena (dia 15 ou o último dia útil anterior, se o dia 15 não for
útil) do mês seguinte ao mês de ocorrência dos fatos geradores.

Para os importadores de cigarros, o recolhimento das contribuições do PIS e COFINS (tanto em relação à
contribuição própria quanto da substituição tributária) deverá ser efetivada na data do registro da
declaração de importação no SISCOMEX (art. 53 e 54 da Lei 9.532/97).

PIS NÃO CUMULATIVO A PARTIR DE 01.12.2002

COFINS – CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA


SEGURIDADE SOCIAL

COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, instituída pela


Lei Complementar 70 de 30/12/1991.

A contribuição COFINS, atualmente, é regida pela Lei 9.718/98, com as alterações


subsequentes.

COFINS - CONTRIBUINTES
São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em geral,
inclusive as pessoas a elas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda,
exceto as microempresas e as empresas de pequeno porte submetidas ao regime
do Simples Federal (Lei 9.317/96) e, a partir de 01.07.2007, do Simples Nacional
(LC 123/2007).

BASE DE CÁLCULO

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
A partir de 01.02.1999, com a edição da Lei 9.718/98, a base de cálculo da
contribuição é a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo
irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada
para as receitas.

ALÍQUOTAS
COFINS: a alíquota geral é de 3% (a partir de 01.02.2001) ou 7,6% (a partir de
01.02.2004) na modalidade não cumulativa. Entretanto, para determinadas
operações, a alíquota é diferenciada (veja tópicos específicos sobre alíquotas de
determinados setores, no Guia Tributário On Line).

PRAZO DE PAGAMENTO
A partir da competência janeiro/2007, o PIS e a COFINS serão recolhidos até o dia

20 do mês seguinte ao da competência (o último dia útil do


‘segundo decêndio subseqüente ao mês de ocorrência do fato gerador) - novo
prazo fixado pelos artigos 7º e 11 da MP 351/2007.

ANTECIPA-SE o recolhimento se o dia 20 não houver expediente bancário. Como


exemplo, os tributos da competência janeiro/2007 vencerão no dia 16.02.2007,
pois nos dias 19 e 20 de fevereiro não haverá expediente bancário (carnaval).

Até a competência dezembro/2006 (vencimento janeiro/2007), o recolhimento do


PIS e da COFINS era feito até o último dia útil da primeira quinzena (dia 15 ou o
último dia útil anterior, se o dia 15 não for útil) do mês seguinte ao mês de
ocorrência dos fatos geradores.

Para os importadores de cigarros, o recolhimento das contribuições do PIS e


COFINS (tanto em relação à contribuição própria quanto da substituição
tributária) deverá ser efetivada na data do registro da declaração de importação
no SISCOMEX (art. 53 e 54 da Lei 9.532/97).
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PESSOA JURÍDICA COM FILIAIS – APURAÇÃO E


PAGAMENTO CENTRALIZADO.
Nas pessoas jurídicas que tenham filiais, a apuração e o pagamento das
contribuições serão efetuados, obrigatoriamente, de forma centralizada, pelo
estabelecimento matriz.

COFINS NÃO CUMULATIVA A PARTIR DE 01.02.2004

DEFINIÇÃO DE LUCRO REAL E COMO SE DETERMINA

O que se entende por lucro


real e lucro tributável?
A expressão lucro real significa o próprio lucro tributável, para fins da
legislação do imposto de renda, distinto do lucro líquido apurado
contabilmente.

De acordo com o art. 247 do RIR/1999, lucro real é o lucro líquido do


período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações
prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal. A determinação do lucro real
será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração
com observância das leis comerciais.

Como se determina o
lucro real?
O lucro real será determinado a partir do lucro líquido do período de
apuração obtido na escrituração comercial (antes da provisão para o
imposto de renda) e demonstrado no Lalur, observando-se que:

1. Serão adicionados ao lucro líquido (RIR/1999, art. 249):

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a. os custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações


e quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que,
de acordo com a legislação tributária, não sejam dedutíveis na
determinação do lucro real (exemplo: resultados negativos de
equivalência patrimonial, custos e despesas não dedutíveis);

b. os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores


não incluídos na apuração do lucro líquido que, de acordo com a
legislação tributária, devam ser computados na determinação do lucro
real (exemplo: ajustes decorrentes da aplicação dos métodos dos
preços de transferência, lucros auferidos por controladas e coligadas
domiciliadas no exterior);

1. Poderão ser excluídos do lucro líquido (RIR/1999, art.


250):

a. os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária


e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do
período de apuração (exemplo: depreciação acelerada incentivada);

b. os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores


incluídos na apuração do lucro líquido que, de acordo com a legislação
tributária, não sejam computados no lucro real (exemplo: resultados
positivos de equivalência patrimonial, dividendos);

1. Poderão ser compensados, total ou parcialmente, à opção do


contribuinte, os prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores,
desde que observado o limite máximo de 30% (trinta por cento) do
lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação
tributária. O prejuízo compensável é o apurado na demonstração do
lucro real de períodos anteriores e registrado no Lalur (parte B) (Lei n o
8.981, de 1995, art. 42).
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NOTAS:
O montante positivo do lucro real, base para compensação de
prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores, poderá ser
determinado, também, a partir de prejuízo líquido do próprio
período de apuração constante da escrituração comercial.

de agosto de 2010
Lucro Presumido
O que é?
É uma forma de tributação onde se usa como base de cálculo do imposto,
o valor apurado mediante a aplicação de um determinado percentual
sobre a receita bruta.

Quais as pessoas jurídicas que podem optar


pelo ingresso no regime do lucro
presumido?
Podem optar pela tributação com base no lucro presumido as pessoas
jurídicas, não obrigadas à apuração do lucro real, cuja receita bruta total,
no ano-calendário imediatamente anterior, tenha sido igual ou inferior a
R$ 48.000.000,00 ou ao limite proporcional de R$ 4.000.000,00
multiplicados pelo número de meses de atividade no ano, se inferior a 12
(Lei nº 9.718/1998, art. 14, com a redação dada pela Lei nº 10.637/2002,
art. 46).

Quem não pode optar pelo regime do lucro


presumido, ainda que preenchendo o
requisito relativo ao limite máximo de
receita bruta?
São aquelas pessoas jurídicas que, por determinação legal (RIR/99, art.
246 e Lei nº 9.718/98, art. 14, com redação dada pela Lei n º

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10.637/2002, art. 46), estão obrigadas à apuração do lucro real, a seguir:

I –Pessoas jurídicas cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos


de investimento, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas,
sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de
crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e
câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros
privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

II - Pessoas jurídicas que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de


capital oriundos do exterior;

III - Pessoas jurídicas que, autorizadas pela legislação tributária, queiram


usufruir de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto de
renda, calculados com base no lucro da exploração;

IV - Pessoas jurídicas que, no decorrer do ano-calendário, tenham


efetuado o recolhimento mensal com base em estimativa;

V - Pessoas jurídicas que explorem as atividades de prestação cumulativa


e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de
crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber,
compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo
ou de

Como Manifestar e Formalizar a opção pelo


Lucro Presumido?
No regime do lucro presumido, a apuração do imposto será feita
trimestralmente, por períodos encerrados em 31 de março, 30 de junho,
30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário (RIR/1999, art.
516, § 5º).

A opção pela tributação com base no lucro presumido será manifestada


por ocasião do pagamento da 1ª quota ou quota única do imposto devido
no 1º trimestre do ano-calendário, vencível no último dia útil de abril
(RIR/1999, art. 516, § 4º, e art. 856).

Será considerada formalizada a opção mediante a indicação, no campo 04

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do Darf, do código de receita próprio do imposto apurado no regime do


lucro presumido (2089).

A pessoa jurídica que iniciar atividade a partir do 2º trimestre manifestará


a opção pelo lucro presumido com o pagamento da 1ª quota ou quota
única do imposto devido no trimestre do início de atividade (RIR/1999,
art. 517).

Posso alterar a opção durante o ano


calendário?
Desde o ano-calendário de 1999, a opção pela tributação com base no
lucro presumido passou a ser definitiva em relação a todo o ano-
calendário, ou seja, depois de iniciado o pagamento do imposto com base
no lucro presumido, não será mais admitida a mudança para o regime do
lucro real, em bruta mensal auferida com as atividades de:

Percentuais
O lucro presumido será determinado aplicando-se sobre a receita bruta de
vendas de mercadorias, produtos e/ou da prestação de serviços, apurada
em cada trimestre, os percentuais constantes da tabela a seguir, conforme
a atividade geradora (RIR/1999, art. 518 e art. 519, parágrafo único;
Instrução Normativa SRF nº 93/1997, art. 3º, §§ 1º e 2º, e art. 36, I.

Percentuais
Espécies de atividades geradoras de receita aplicáveis sobre
a receita

- Revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural 1,6%

- Venda de mercadorias ou produtos (exceto revenda de combustíveis para consumo) - Transporte de


cargas - Serviços hospitalares - Atividade rural - Industrialização - Atividades imobiliárias (veja o subitem
6.2.3) - Construção por empreitada, quando houver emprego de materiais próprios, em qualquer
8%
quantidade - Qualquer outra atividade (exceto prestação de serviços) para a qual não esteja previsto
percentual especificado - industrialização de produtos em que a matéria-prima, ou o produto intermediário
ou o material de embalagem tenham sido fornecidos por quem encomendou a industrialização

- Serviços de transporte (exceto o de cargas) - Serviços (exceto hospitalares, de transporte e de


sociedades civis de profissões regulamentadas) prestados com exclusividade por empresas com receita 16%
bruta anual não superior a R$ 120.000,00 (veja o subitem 6.1.2)

- Serviços em geral para os quais não esteja previsto percentual específico, inclusive os prestados por 32%
sociedades civis de profissões regulamentadas (que, de acordo com o Novo Código Civil, passam a ser
chamada de sociedade simples) - Intermediação de negócios - Administração, locação ou cessão de bens
imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza - Serviços de mão-de-obra de construção civil, quando a

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prestadora não empregar materiais de sua propriedade nem se responsabilizar pela execução da obra

Alíquota do IRPJ - Presumido


A alíquota do IRPJ sobre o lucro presumido é de 15%

. Adicional do IRPJ
Sobre a parcela do lucro bruto presumido trimestral que exceder a R$
60.000,00 deverá ser aplicada alíquota de 10% a título adicional do IRPJ,
ou, no caso de inicio de atividades, ao limite correspondente á
multiplicação de R$ 20.000,00 pelo número de meses do período de
apuração.

Contribuição Social
As pessoas jurídicas oitante pelo lucro presumido determinarão a base de
cálculo da Contribuição Social, que será de 12%, em regra geral, sobre a
receita bruta com adições devidas.

• Prestadoras de serviços - Base de cálculo desde 1º.09.2003

Desde 1º.09.2003, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta


auferida no mês é de 32% para aquelas que exerçam as seguintes
atividades (Instrução Normativa SRF nº 390/2004, art. 89):

a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de


transportes, inclusive de carga

b) intermediação de negócios;

c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de


qualquer natureza;

d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia,


mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos, administração de
contas a pagar e a receber, compra de direitos creditórios resultantes de
vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).
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• Alíquota da Contribuição Social


A Alíquota da Contribuição Social é de 9% como regra geral.

. Prazos de Recolhimento
O IRPJ e a contribuição social apurados deverão ser recolhidos até oo
últimos dia útil do mês seguinte ao do encerramento do trimestre ou, por
opção da empresa, em até três cotas mensais, desde que o valor de cada
cota não seja inferior a R$ 1.000,00

Atenção:

Lucro presumido obrigatoriedade da


escrituração contábil
A pessoa jurídica com base no lucro presumido deverá:

a) manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial. Para


efeitos fiscais, é dispensável a estruturação quando a pessoa jurídica
manter Livro caixa, devidamente escriturado, contendo, toda a
movimentação financeira, inclusive bancária;

b) escriturar o Livro de registro de Inventário, no qual deverão constar


registrados os estoques existentes no término do ano-calendário
abrangido por esse regime de tributação;

c) manter em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo


decadencial e prescrito eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos
os livros de escrituração obrigatórios determinados pela legislação fiscal
específica, bem assim os documentos e demais papéis que servirem de
base para escrituração comercial e fiscal (Decreto-Lei nº 486,
de 1969, art 4º).

ALIQUOTAS REAL PRESUMIDO E


SIMPLES NACIONAL
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- Presumido: B. Cálculo= Fatur. - Devoluções

PIS: 0,65%

Cofins: 3%

CSLL: 12% BC / 9% (venda)

32% BC / 9% (serviço)

IRPJ: 8% BC / 15% (venda)

32% BC / 15% (serviço)

Adicional: 10% - SOMENTE SOBRE IR

- Real: B. Calculo = Fatur. – deduções (contador, aluguel, leasing)

PIS: 1,65%

Cofins: 7,60%

CSLL: 9%

IRPJ: 15%

- Simples:
B. de Cálculo: Faturamento dos últimos 12 meses

p/ encontrar alíquota.

- IPI: 10% sobre o Faturamento – Vendas

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PARA DIFERENÇA DE ALÍQUOTA

- ICMS: 18% dentro do estado

12% fora do estado

SUPER SIMPLES
O SUPER SIMPLES MAIS CONHECIDO COMO SIMPRÃO, SURGIU COMO UMA
NECESSIDADE DO GOVERNO DE MELHORAR A VIDA DO MICRO EMPREENDEDOR,
E TAMBEM FORTALECER TODO O SETOR DE RECOLHIMENTO TRIBUTÁRIO , NO
SENTIDO DE TORNA-LO MAIS FORTE E OPERANTE NESSAS EMPRESAS, ASSIM
CONSIDERADAS PEQUENAS E DE MEDIO PORTE, FAZENDO VALER PORTANTO A
FORÇA DO DISTRITO FEDERAL E DO ESTADO.

LEI 9.317/96
• Regula, em conformidade com o despositivo no art.179 da
constituição, o tratamento diferenciado, simplificado e favorecido,
aplicavel as micro empresas, relativo aos impostos e as
contribuições que menciona.

LEI 9.841/99
• O tratamento juridico simplificado e favorecido estabelece nesta
lei, visa facilitar a constituição e o funcionamento da micro
empresa e da empresa de pequeno porte, de modo a assegurar o
fortalecimento de sua participação no processo de
desenvolvimetno economico e social.
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OBJETIVOS DO SUPER SIMPLES


APURAÇÃO E RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES ATRAVÉS DE UM
REGIME ÚNICO DE ARRECADAÇÃO, CONTEMPLANDO SUAS OBRIGAÇÕES
ACESSÓRIAS, COLIGADAS AO RECEBIMENTO;

CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS, MELHOR


ACESSO AO CRÉDITO E AO MERCADO, INCLUINDO PREFERÊNCIA TECNOLÓGICA,
ASSOCIAÇÃO E INCLUSÃO, NAS AQUISIÇÕES DE BENS E SERVIÇOS PELOS PODERES
PÚBLICOS E ENTIDADES COLIGADAS DE FORMA DIRETA OU INDIRETA A EMPRESA.

SIMPLIFICAR A VIDA DO CONTRIBUINTE DIMINUINDO A QUANTIDADE DE


IFORMAÇÕES PRESTADAS , CONCENTRANDO AS ATENÇÕES DO FISCO EM UM
ÚNICO FOCO O IMPOSTO DAS.

UNINDO SUAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS;

QUAIS EMPRESAS PODEM FAZER A OPÇÃO PELO SUPER


SIMPLES??
EMPRESAS COMERCIAIS

EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS

INDUSTRIAS

DESDE QUE NÃO AUFIRAM (ESTOUREM) A FAIXA DE 2.400.000( DOIS MILHÕES E


QUATROCENTOS MIL ) ANO.

COM A IMPLANTAÇÃO DO SUPER SIMPLES EXISTE AINDA


A MICRO ???
TEORICAMENTE SIM, MAS A GROSSO MODO NÃO, NEM TAMPOUCO A EPP.

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SÃO REGIMES APARENTEMENTE PARECIDOS PORÉN MUITO DIFERENTES EM
TUDO. DESDE A SUA FORMAÇÃO ATÉ A SUA COMPOSIÇÃO NA GERAÇÃO DA GUIA
DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO O DAS.

REGIME ANTIGO ME E EPP


ME – MICRO EMPRESA QUE IA DE 0 A 240.000 DE 240.000 E 1 EM DIANTE
PASAVA-SE A SER EPP .GERAVA-SE UMA GUIA NOS SISTEMAS DE SOFTWARE DE
FORMA DIRETA E O GOVERNO NÃO CONSEGUIA CONTROLAR AS COMPRAS E
VENDAS, TORNANDO ASSIM O RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS MUITAS VEZES
MANIPULADOS POR TERCEIROS E NÃO SATISFATÓRIOS AO GOVERNO, TORNANDO
OS RECOLHIMENTOS PORTANTO SEM CREDIBILIDADE.

OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
ENTREGA DO DASN ( DECLARAÇÃO ANUAL DO SIMPLES NACIONAL), É A
DECLARAÇÃO FEDERAL, ENTREGUE UMA VEZ AO ANO, E SUA ENTREGA E
PREENCHIMENTO SE DÁ DE FORMA ONLINE.

DSN ESTADUAL VERSAO 0300 A ENTREGUE UMA VEZ AO ANO A SEFAZ (SOMENTE
SÃO PAULO), GERALMENTE SEU VENCIMENTO É APÓS A ENTREGA DO DANS.

PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DO SUPER SIMPLES


SER FACULTATIVO,SER IRRETRATÁVEL PARA TODO ANO.

NA SUA GUIA DE RECOLHIMENTO ÚNICO ABRANGE OS SEGUINTES TRIBUTOS:

IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, COFINS, IPI, ICMS, ISS E A CONTRIBUIÇÃO PARA A


SEGURIDADE SOCIAL, DESTINADA À PREVIDÊNCIA SOCIAL A CARGO DA PESSOA
JURIDICA.

DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

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ALGUNS PERCENTUAIS

TABELAS E FAIXAS DE TRIBUTAÇÃO EX COM PERCENTUAIS


VARIÁVEIS
IRPJ CSLL PIS COFINS INSS IPI ICMS

15% 9% 0.65% 3% 20% 0% 4%

25% 9% 1.65% 7.6% 28,8% 330% 25%

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RELAÇÃO DAS ALÍQUOTAS COMÉRCIO INDÚSTRIA E SERVIÇOS


COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS ANEXOS I SERVIÇOS ANEXOS II SERVIÇOS ANEXOS III

ALIQUOTAS ALÍQUOTAS ALÍQUOTAS INICIAIS ALÍQUOTAS INICIAIS ALÍQUOTAS INICIAIS


INICIAIS INICIAIS

4% 4,5% 6% 4,5% + 20% ISS 6% + 20% ISS

11,61% 12,11% 17,42% 16,85% = 20% INSS 20% +20% INSS

IMPORTANTE SALIENTAR QUE ESTES NUMEROS OCORREM DE ACORDO COM A


FAIXA DE FATURAMENTO QUE INCIDE SOBRE DETERMINADA EMPRESA.

OPÇÃO POR TRIBUTAÇÃO CAIXA OU COMPETÊNCIA


REGRAS SOBRE CRITÉRIO DE RECONHECIMENTO DAS RECEITAS:

1 - LUCRO PRESUMIDO QUE ADOTOU O REGIME CAIXA NO PRIMEIRO SEMESTRE


DE 2007.

2 - SIMPLES FEDERAL QUE ADOTOU O REGIME CAIXA NO PRIMEIRO SEMESTRE DE


2007

EM AMBOS OS CASOS DEVERÃO SER OFERECIDOS À TRIBUTAÇÃO AS RECEITAS


AUFERIDAS E AINDA NÃO RECEBIDAS NO MÊS DE JUNHO, PARA MIGRAÇÃO PARA

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O SIMPLES NACIONAL. A CRITÉRIO DO CONTRIBUINTE, A TRIBUTAÇÃO PELO
SIMPLES NACIONAL PODERÁ SER REALIZADA PELO REGIME DE CAIXA OU
COMPÊTENCIA.

DIFERENÇAS ENTRE REGIME DE CAIXA OU COMPÊTENCIA


REGIME DE COMPETÊNCIA:
BASEADO NO PRINCIPIO DA COMPETÊNCIA, CONSTANTES DO PRINCIPIO
FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE, BAIXADOS PELO CFC –CONSELHO FEDERAL
DE CONTABILIDADE, O REGIME DE COMPETÊNCIA TEM A FINALIDADE DE
RECONHECER NA CONTABILIDADE DAS ENTIDADES JURIDICAS AS RECEITAS, OS
CUSTOS E AS DESPESAS, NO PERIODO A QUE SE COMPETEM, INDEPENDENTE DO
SEU RECEBIMENTO (RECEITAS) OU PAGAMENTO (CUSTOS E DESPESAS) EM MOEDA
CORRENTE.

EX: EMITE UMA NOTA ELA JÁ É CONTABILIZADA NO ATO, MESMO QUE O


PAGAMENTO DA MESMA NÃO TENHA SIDO EFETUADO.

REGIME DE CAIXA:
O CHAMADO REGIME DE CAIXA CONSISTE NA CONTABILIZAÇÃO DAS RECEITAS
SOMENTE POR OCASIÃO DO SEU EFETIVO RECEBIMENTO E DA CONTABILIZAÇÃO
DOS CUSTOS E DAS DESPESAS SOMENTE POR OCASIÃO DO SEU EFETIVO
PAGAMENTO EM MOEDA CORRENTE.

EX: SOMENTE CONTABILIZO O DOCUMENTO QUANDO RECEBO POR ELE, APENAS,


NÃO SENDO PERMITIDO DE OUTRA FORMA COMO NO CASO DA COMPETÊNCIA JÁ
CITADA.

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Fórmula do super simples
EXEMPLO PRÁTICO:
A empresa lima e ártica ltda foi aberta em 2010 no dia 01/01/2010, tendo
faturamento de venda de janeiro ate julho. Baseado nos dados abaixo calcular o
valor a ser pago em agosto de 2010, lembrando que a receita de Agosto é de R$
10.000,00.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO


2.000,00 5.000,00 6.000,00 10.000,00 6.000,00 5.000,00 5.000,00

TOTAL DAS RECEITAS = R$ 39.000,00

FAIXA DE ENQUADRAMENTO = DE 0 A 120.000,00 = 4% COMÉRCIO


FÓRMULA :

RECEITA BRUTA TOTAL DE MESES - RECEITA AUFERIDA MÊS ANTERIOR x 12


______________________________________

MESÊS QUE A EMPRESA OPERA NO SIMPLES

R$ 39.000,00 – R$ 10.000,00 = R$ 29.000,00

R$ 29.000,00 * 7 = R$ 4.142,86 X 12 = R$ 49.714,32

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PREDOMINA NA FAIXA 1 DE 0 À 120.000,000

R$ 49.714,32 CORRESPONDE A PRIMEIRA FAIXA DE


ENQUADRAMENTO QUE VAI DE 0 À 120.000,00 OU SEJA
A ALÍQUOTA APLICADA SERÁ DE :

4% PARA EMPRESAS COMERCIAIS

6% PARA PRESTADORAS DE SERVIÇOS


E ASSIM SUCESSIVAMENTE DE ACORDO COM A ATIVIDADE EXERCIDA E FAIXA
PARA ENQUADRAMENTO NA TABELA DO SUPER-SIMPLES.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Baseado na fórmula acima, verifique a aplicação da alíquota a ser utilizada no
cálculo do mês de agosto, conforme receita especificada em cada exercício.

Observando as alíquotas na tabela no final da lista de exercícios


1-Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de
R$ 15.000,00.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO


0,00 5.000,00 9.000,00 19.000,00 6.000,00 25.000,00 5.000,00

2- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de


R$ 17.000,00
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JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

0,00 0,00 18.000,00 8.000,00 6.000,00 5.000,00 3.000,00

3- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de


R$ 36.000,00

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

0,00 0,00 0,00 0,00 33.000,00 16.000,00 41.000,00

4- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 51.000,00

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

0,00 23.000,00 51.000,00 10.000,00 12.500,00 10.000,00 0,00

5- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 39.900,00

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

99.000,00 11.000,00 55.000,00 16.000,00 9.000,00 5.000,00 18.000,00

6- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 12.900,00

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

15.000,00 8.500,00 7.600,00 0,00 0,00 27.999,00 14.789,00

7- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de


R$ 18.744,17

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JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

0,00 0,00 0,00 55.600,00 13.300,00 6.789,00 14.366,00

8- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 10.200,00.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO


3.300,00 4.500,00 1.788,36 0,00 0,00 1.855,36 9.412,12

9- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 7.845,33

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

13.788,33 1.458,99 12.548,36 17.765,21 8.658,00 0,00 0,00

10- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 39.900,00.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

15.000,00 0,00 12.200,00 6.558,23 0,00 7.899,36 4.655,00

11- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 12.558,25.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

8.925,30 7.825,19 0,00 25.645,77 22.641,33 15.333,00 33.655,25

12- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 52.325,12.
DOCENTE : HOBERT RODRIGUES

ADMINISTRAÇAO E FINANÇAS
ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

15.879,25 21.325,25 12.111,11 1.458,11 0,00 0,00 0,00

13- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 39.900,00.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

15.600,00 11,225,33 9.758,58 22.600,11 0,00 17.895,44 14.972,00

14- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 19.900,00

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

9.999,12 15.600,25 11.258,32 1.789,36 22.589,36 15.789,36 14.897,36

15- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 46.789,35.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO


14.655,36 8.588,99 10.644,11 8.648,99 15.555,55 8.711,13 6.919,25

16- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 46.789,35.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

5.399,65 7.899,33 4.555,23 9.325,25 7.465,11 9.289,98 9.899,77

17- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de


R$ 51.789,35.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

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ESCRITURAÇÃO FISCAL 2010
125.000,00 80.654,36 45.654,25 34.859,11 38.645,34 91.345,88 102.456,87

18- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de


R$ 84.654,00

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 45.654,80

19- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 199.789,35.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

20- Calcule o valor do Das pago em Agosto, o valor do faturamento de Agosto é de R$ 12.789,39.

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO

15.658,36 14.444,25 9.998,36 7.645,25 8.589,36 7.777,77 8.889,98

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Anexo I – Partilha do Simples Nacional – Comércio

Receita Bruta Total em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS

Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25%

De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86%

De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33%

De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%

De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%

De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%

De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%

De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%

De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%

De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%

De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%

De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%

De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%

De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%

De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%

De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%

De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%

De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%

De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%

De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%

EXEMPLOS DE PREENCHIMENTO DE DAS

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CONSIDERAÇÕES ENTRE CAIXA E COMPETÊNCIA


É IMPORTANTE SALIENTAR QUE A LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA (&1 DO
ART.274 DO RIR/99), MENCIONANDO AS LEIS DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS
(ART.177), ESTABELECE QUE AS RECEITAS E DESPESAS DEVEM SER APROPRIADAS
PELO REGIME DE COMPETÊNCIA, MAS OFERECE OPORTUNIDADE DE NÃO
OBSERVÂNCIA DESTE ÚLTIMO ARTIGO 274, DESDE QUE NÃO HAJA PREJUÍZO AO
FISCO, EM RAZÃO DE EVENTUAL REDUÇÃO OU POSTERGAÇÃO DO EVENTUAL
RECOLHIMENTO DO PERTINENTE TRIBUTO. ISSO SIGNIFICA DIZER QUE AS
RECEITAS DEVEM SER SEMPRE CONTABILIZADAS PELO REGIME DE COMPETÊNCIA
E QUE OS CUSTOS E AS DESPESAS DEVEM SER CONTABILIZADAS PELO REGIME DE
CAIXA. O ARTIGO 256 DA RIR/99 CONSIDERA FALSIFICAÇÃO MATERIAL E
IDEOLÓGICA DA ESCRITURAÇÃO E DE SEUS COMPROVANTES A UTILIZAÇÃO DE
ARTIFICIOS CONTÁBEIS QUE POSSIBILITEM A ELIMINAÇÃO , REDUÇÃO OU
POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE TRIBUTOS.

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SOMENTE AS ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS PODEM EFETUAR A
CONTALIZAÇÃO DE SUAS OPERAÇÕES PELO CHAMADO REGIME DE CAIXA. A
LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA, EM SEUS ARTIGOS 167 A 184, DEFINE
QUAIS SÃO AS ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS ISENTAS E IMUNES E QUANDO
NÃO HÁ INCIDÊNCIA DE TRIBUTO SOBRE AS OPERAÇÕES DAS SOCIEDADES
COOPERATIVAS.

RESUMINDO:

O MELHOR REGIME DE OPÇÃO PARA EMPRESA SIMPLES É O DE COMPETÊNCIA E


NÃO O DE CAIXA.

MODELOS DIFERENCIADOS DE NOTAS FISCAIS

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DÚVIDAS FISCAIS MAIS FREQUENTES


DE 2010 - RESPONDIDAS.
1) – Como deverá ser realizada a operação interestadual
sujeita ao regime de substituição tributária internamente,
na hipótese de haver ato normativo(protocolo ou convênio
ICMS) prevendo acordo entre os estados para tal
regime????

RESPOSTA- Nesta situação, o contribuinte paulista emitirá nota


fiscal com indicação da base de cálculo da substituição tributária,
bem como o correspondente valor do ICMS st , efetuando a
retenção e recolhimento do ICMS a favor do estado destinatário
da mercadoria, mediante a GNRE- Guia Nacional de
Recolhimentos de Tributos Estaduais – conforme disposto no
Convênio ICMS N 81/93.

2) – Na aquisição de mercadorias, de outros estados,


sujeitas internamente ao regime de substituição tributária
e que não esteja amparada mediante acordo firmado por
ato normativo entre São Paulo e outros estados, quem é o
responsável pelo recolhimento do ICMS??

RESPOSTA- Nas hipóteses de aquisição interestadual de


mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária em
território paulista, sem a retenção antecipada do imposto, o
estabelecimento atacadista/distribuidor ou varejista deste estado
passam a ser em caráter excepcional, responsáveis pelo
recolhimento do imposto antecipadamente, de acordo com o
artigo 426-A do RICMS/SP – DECRETO N 45.490/00.

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3) – Como será recolhido o ICMS por antecipação de


substituição tributária de mercadoria advinda de outro
estado, sujeita ao citado regime, no estado de são
Paulo???

RESPOSTA- Conforme a Portaria CAT n 16/08, nas aquisições


interestaduais a responsabilidade pelo recolhimento do imposto é
do contribuinte paulista, destinatário das mercadorias, cujo
recolhimento será feito em Guia de Arrecadação de Receitas
Estaduais – GARE, com a indicação do Código de Receita 063-2
(outros recolhimentos especiais). No campo relativo às
“informações complementares” do documento, deverá ser
indicado também, o número da Nota Fiscal a que se refere o
recolhimento e do CNPJ do estabelecimento do remetente em
questão. O recolhimento poderá, no entanto, ser efetuado pelo
remetente da mercadoria, situado em outra unidade da
federação, por meio de GNRE, com a indicação do código 10008-
0.

4)- Em que momento o ICMS-ST das aquisições


interestaduais será recolhido?

RESPOSTA- De acordo com o parágrafo 4 do artigo 426-A do


RICMS/SP, o ICMS por substituição tributária será recolhido na
entrada de mercadoria em território paulista pelo contribuinte
adquirente deste estado. Mediante o disposto no parágrafo 8 da
mesma norma, o remetente da mercadoria, localizado em outra
unidade federada, poderá ainda, ser autorizado a recolher o
imposto devido por antecipação até o dia 15(quinze) do mês
subseqüente ao da saída da mercadoria, mediante regime
especial.

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5)- A empresa cuja atividade seja comércio atacadista ou


varejista, ao comprar mercadoria de um substituto
tributário poderá creditar-se do ICMS da operação própria
deste substituto??

RESPOSTA- Conforme disposição do artigo 278 do RICMS/SP-


DECRETO N45.490/00, NÃO. O contribuinte substituído
(atacadista ou varejista), não terá direito ao crédito do ICMS,
tendo em vista que nas saídas das mercadorias por ele
promovidas não haverá o débito.Visto que o imposto que seria
por ele devido já foi recolhido de forma antecipada pelo
contribuinte substituto.

6)- As empresas emitentes da nota fiscal eletrônica NF-e


deverão obrigatoriamente entregar a gia?

RESPOSTA – De acordo com a portaria CAT 92/98, o contribuinte


emitente da NF-e, deverá sim informar a GIA após encerramento
do mês, sua movimentação de acordo com a escrituração fiscal.
Assim conseguimos observar que, a legislação portanto não
dispensou essa obrigação acessória para tais contribuintes.

7)- Em que situações é admitido o crédito de ICMS sobre


energia elétrica?

RESPOSTA- Com as alterações da lei complementar n 114/02 e


na lei complementar n 87/96, o direito ao crédito passou a ser
admitido em relação à entrada de energia elétrica no
estabelecimento nas seguintes hipóteses:

a)quando for operação de saída de energia elétrica

b)quando consumida no processo de industrialização

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c)quando seu consumo resultar em operação de saída ou
prestação para o exterior, na proporção desta sobre as saídas e
prestações totais.

d)a partir de 1/01/2011, nas demais hipóteses

8)- Em que momento o contribuinte importador poderá


tomar crédito referente ao ICMS pago por ocasião do
desembaraço aduaneiro?

RESPOSTA- O ICMS recolhido, por meio de guia de recolhimentos


especiais, devido no desembaraço aduaneiro, poderá ser
creditado pelo importador antes da entrada física da mercadoria
no estabelecimento, quando for o caso. Ressalvo que o crédito do
ICMS deverá respeitar o principio da não-cumulatividade e o
efetivo exercício do direito conforme artigos 59 e 61 do RICMS.

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