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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS


Curso de Bacharelado em Direito
Teoria Geral do Estado
Professor Doutor. Gil César Costa de Paula

NAZISMO E FASCISMO

CLÁUDIO PRUDENTE DE OLIVEIRA ARAUJO


DIEGO EMANUEL REIS CRUZ
MARCELLA BARROS
JAROSLAW DAROSZEWSKI FERNANDES
JESSICA PARREIRA FERNANDES REIS
JOÃO PAULO PAIVA SOUSA CRUZ

GOIÂNIA
2010
CLÁUDIO PRUDENTE DE OLIVEIRA ARAUJO
DIEGO EMANUEL REIS CRUZ
MARCELLA BARROS
JAROSLAW DAROSZEWSKI FERNANDES
JESSICA PARREIRA FERNANDES REIS
JOÃO PAULO PAIVA SOUSA CRUZ

NAZISMO E FASCISMO

Trabalho acadêmico destinado à avaliação N2,


na disciplina Teoria Geral do Estado do
departamento de Ciências Jurídicas, realizado
no segundo período do curso de bacharelado
em direito, na Pontifícia Universidade Católica
de Goiás.
Orientador Professor Doutor. Gil César Costa
de Paula

GOIÂNIA
2010
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.........................................................................................................................4
CONTEXTO HISTÓRICO......................................................................................................6
FASCISMO................................................................................................................................9
PRINCÍPIOS IDEOLÓGICOS DO FASCISMO ..................................................................9
Totalitarismo...................................................................................................................10
Nacionalismo...................................................................................................................10
Corporativismo...............................................................................................................10
Expansionismo/ Imperialismo/ Colonialismo...............................................................10
Militarismo .....................................................................................................................11
Ideologia Oficial..............................................................................................................11
Culto da Obediência.......................................................................................................11
Culto da Personalidade..................................................................................................11
CONSOLIDAÇÃO DO FASCISMO ..................................................................................11
PRINCIPAIS MOVIMENTOS FASCISTAS NO ENTRE - GUERRAS (1919-1945).......12
Quadro Demonstrativo...................................................................................................12
Difusão Pelo Mundo.......................................................................................................12
O Fascismo Brasileiro.....................................................................................................13
O Putsch Integralista......................................................................................................13
NAZISMO................................................................................................................................15
ASPECTOS POSITIVOS DO NAZISMO...........................................................................18
HOLOCAUSTO: “SOLUÇÃO FINAL”..............................................................................19
Anti-Semitismo ...............................................................................................................21
O Mosaico das Vítimas...................................................................................................22
Os Campos Nazistas.......................................................................................................23
Campos de Extermínio...................................................................................................25
Auschwitz.........................................................................................................................26
Auschwitz I...................................................................................................................26
Auschwitz II..................................................................................................................27
Deportação Para Auschwitz..........................................................................................28
Auschwitz III.................................................................................................................28
Subcampos de Auschwitz.............................................................................................29
A Liberação de Auschwitz............................................................................................30
A Resistência Judaica.....................................................................................................31
As Consequências do Holocausto..................................................................................32
CONCLUSÃO.........................................................................................................................34
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................35
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INTRODUÇÃO

As conseqüências da Primeira Guerra Mundial foram desastrosas para a Itália. Além


do saldo negativo de 650.000 mortos e a região de Veneza devastada, cresceram as
dificuldades econômicas e o desemprego. Surgiram muitos conflitos sociais, como o aumento
de greves, revoltas e reivindicações. Os burgueses, sentindo-se ameaçados, se apoiaram num
pequeno grupo político, disposto a acabar com a força revolucionária: os fascistas. Eles
disputavam o poder com os socialistas.
O fascismo é uma ideologia totalitária, que defende o Estado como incorporador e
representante de todos os interesses do povo, e nacionalista - a nação é considerada a mais alta
forma de sociedade desenvolvida pelo homem. Ela surgiu na Itália depois da Primeira Guerra.
O fascismo tinha suporte no movimento de renovação da burguesia nacionalista e no temor de
que revoluções operárias, como a russa e a alemã, se repetissem na Itália. A fundação, em
1914, por Benito Mussolini, dos Combatentes do fascio (machado rodeado de varas, símbolo
de autoridade no Império Romano) e das Esquadras de Ação, em oposição tanto ao regime
democrático-parlamentar quanto ao perigo bolchevique, direcionou o apoio do empresariado.
Este grupo político, que era formado por anarquistas, sindicalistas, nacionalistas e
antigos combatentes mal adaptados à vida civil, concorreu às eleições em 1919, sendo
derrotados e não obtendo uma cadeira sequer no Parlamento.
Os fascistas estavam dispostos a derramar seu sangue pela revolução. Mas Mussolini
teve de remodelar seu partido, pois o fracasso nas eleições mostrou todas as deficiências
deste. E, após ser reorganizado em moldes para-militares, todos os seus membros passaram a
usar camisas negras, um símbolo de luto da Itália.
Mussolini conseguia arrastar multidões com seus discursos simples, mas
conturbantes, pois, além de oportunista, era um hábil orador, que se preparava para chegar ao
poder
Já a Alemanha, após a Primeira Guerra Mundial, encontrava-se arruinada. Derrotada
no conflito, uma grave crise social abalava o país e inúmeros conselhos operários formavam-
se em todas as suas grandes cidades, a exemplo do que ocorrera na Rússia pouco antes da
revolução de 1917O Tratado de Versalhes, que responsabilizava somente a Alemanha pela
Primeira Guerra, com punições severas sobre a nação, tornava o quadro ainda mais difícil de
ser revertido. Assim, ao lado dos focos esquerdistas, passaram a surgir as agremiações ultra
direitistas, nacionalistas, xenófobas e racistas. Uma delas, o Partido Trabalhista Alemão,
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fundado por Anton Drexler, possuía em suas fileiras um ex-soldado austríaco chamado Adolf
Hitler. Em pouco tempo, Hitler alcançou a liderança do Partido, e mudou seu nome para
Partido Nacional-Socialista Trabalhador Alemão (cuja abreviação, em alemão, formava a
palavra "nazi"). Apesar de pouco preciso e extremamente demagógico, o programa dos
nazistas logo começou a valer-lhes adeptos, em especial por causa do fantástico poder de
sedução da oratória de seu proeminente líder.
Demagogo e perspicaz, Hitler tornou-se símbolo da resistência alemã para a
população e, em 1930, o partido contava com mais de um milhão e meio de adeptos, o que
tornava bastante possível que chegassem ao poder pelas vias legais, sem golpe.
Em 1932, os nacionais-socialistas obtiveram trinta e oito por cento das cadeiras do
Reichstag. O então chanceler, Von Papen, demitiu-se e o general Von Schleicher foi nomeado
para o cargo. Schleicher queria calar tanto os nazistas quanto os comunistas, fato que
desagradou a elite industrial. Forçado por ela, Hindenburg nomeou Hitler chanceler em trinta
de janeiro de 1933. O nazismo finalmente poderia começar a sua marcha para a guerra.
Com Hitler no poder, fundou-se um Estado totalitário apoiado sobre o fanatismo
nacional e a loucura racista.
Hitler conseguiu tirar a Alemanha do caos e isso lhe valeu ainda mais popularidade,
ainda que seu governo fosse marcado por uma tirania, violência e autoritarismo ímpares na
história da nação.
Contudo, logo os outros países europeus passaram a não mais tolerar seus impulsos
expansionistas, que levariam à Segunda Guerra Mundial e posterior fim do nazismo.
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CONTEXTO HISTÓRICO

A situação crítica que se encontrava a Europa após a guerra concorreu para o


surgimento de ideologias políticas totalitárias que se apresentavam como solução para todos
os males. Crescia, portanto, uma terceira via, além da democracia liberal e do socialismo. O
fascismo e sua versão alemã – o nazismo – são as maiores expressões deste quadro. Nos
países em que o totalitarismo triunfou, sobretudo na Itália e na Alemanha, ocorrem situações
parecidas: um regime democrático frágil, polarização entre a esquerda (comunistas e
anarquistas) e a direita nacionalista, crise econômica e, por fim, a figura de um líder
incorporando os símbolos nacionais.
Argumenta-se que o regime totalitário é uma resposta aos momentos de crise. No
contexto histórico específico do fascismo, acrescenta-se o avanço das idéias socialistas como
um fator explicativo importante. Esta idéia é defendida pelo historiador marxista Eric
Hobsbawm. Segundo ele, a ascensão da direita totalitária foi uma espécie de resposta ao
crescimento do poder operário, evidenciado na Revolução de Outubro, na Rússia. Hobsbawm
continua dizendo que a direita radical já fazia parte do cenário político europeu desde o fim
do século XIX, mas eram mantidos sob controle. O "perigo" socialista viria mudar este
contexto. Ainda neste aspecto econômico, diz-se que o fascismo surge como solução para os
conflitos entre capital e trabalho. A burguesia, temerosa de perder o seu poderio neste
conflito, alia-se então aos regimes totalitários de direita.
Outros estudiosos argumentam diferente. Priorizando o aspecto político, encontram-
se aqueles que defendem a idéia de um "vazio hegemônico" para explicar o surgimento do
nazi-fascismo. Este conceito é utilizado para caracterizar uma situação onde, em um
determinado lugar, nenhum grupo social se encontra em condições políticas e econômicas de
impor o seu projeto de poder. Neste momento, então, surge a figura de um líder que "toma pra
si" a responsabilidade política de desenvolver a nação.
No caso italiano, a frustração em não conquistar alguns territórios desejados, somado
às perdas obtidas durante a guerra criaram um ambiente fértil para a ascensão do regime de
Mussolini. O nacionalismo era instigado. Greves e rebeliões em toda a parte demonstravam a
situação social do país. O governo democrático não possuía autoridade suficiente para
acalmar os ânimos. A burguesia então, receosa com o clima revolucionário, acabou apoiando
aqueles que representavam uma opção política com a força e a capacidade necessária para
controlar esta situação – os fascistas.
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Depois de tentativas frustradas de tentar chegar ao poder por vias legais, em 1919,
Mussolini percebeu que outra via era possível, e assim o fez. Com o agravamento da situação
no país, mais grupos demonstravam apoio ao fascismo. Em 1922, Mussolini chegava ao poder
para três anos depois eliminar a oposição e estabelecer o seu regime totalitário.
Na mesma época em que se consolidou o regime fascista na Itália, Hitler lançava seu
livro - Mein Kampf (Minha Luta) – onde desenvolvia suas teorias raciais e dava corpo à futura
ideologia nazista. Sua obsessão pela pureza da raça, seu ódio aos judeus e seu nacionalismo
exacerbado foram suas marcas, além de um gênio político-militar que poucos ousaram
reconhecer. O desejo de um Império Alemão Central (o espaço vital) composto apenas
daqueles pertencentes à "raça superior ariana" foi um objetivo buscado até a sua morte.
O ambiente político e econômico em que se deu o surgimento e o desenvolvimento
dos nazistas na Alemanha foi semelhante àquele visto na Itália fascista. No entanto, após
investimentos norte-americanos no pós-guerra a Alemanha se recuperou economicamente.
Diferente da Itália, na Alemanha havia uma industrialização suficiente para se ter um
proletariado bem definido. Após a Primeira Guerra Mundial, além de ter sido considerada a
"culpada pela guerra", foi imposto aos alemães um governo social-democrata – a "República
de Weimar". No entanto, este tipo de governo necessita de recursos econômicos para manter a
política social à qual ela se propõe. Na falta de capital, crescem as oposições a este regime de
governo. A partir disto, o fator principal que veio ajudar em muito a ascensão de Hitler foi a
Crise de 1929. O país, de todos os europeus que haviam passado pela industrialização, foi o
mais atingido pela crise econômica. Um terço da população era de desempregados, a
polarização entre nazistas e comunistas aumentava. A partir daí, o estabelecimento do regime
nazista na Alemanha se deu de forma meteórica. Já em 1933, em poucas semanas Hitler
passou de Chanceler para Führer.
Várias foram as mudanças introduzidas com a ascensão de Hitler ao poder na
Alemanha. Os partidos foram extintos e os judeus foram perseguidos. Por outro lado, o Führer
conseguiu praticamente acabar com o desemprego, através da promoção de inúmeras obras
públicas. Mas como questiona Duroselle, "ao preço de que deterioração moral?".Além disso,
com nacionalismo exagerado, Hitler ressurgiu e construiu diversos símbolos nacionais, a fim
de obter a unidade do povo alemão. Nada escapava ao alcance da ideologia totalitária. Até os
juízes faziam a saudação nazista.
Cabe ressaltar que o Estado totalitário, diversas vezes, se apropria de elementos do
discurso socialista, uma vez que o "público alvo" era o mesmo – as camadas sociais mais
baixas. Além disso, ambos possuem um sistema de partido único e o desprezo pela
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individualidade, priorizando o coletivo. Por isso, muitos autores costumam assemelhar o


regime fascista do regime socialista da URSS. De fato, os dois regimes foram totalitários,
utilizando, porém, um discurso ideológico distinto.
Além disso, a utilização dos meios de comunicação em massa para a propagação da
ideologia totalitária também foi uma constante. O culto à personalidade, o ideal de nação, o
coletivo/corporativismo (em detrimento ao individualismo exaltado pela ideologia liberal), o
nacionalismo, o racismo, enfim, diversos elementos foram costurados com o intuito de
corporificar um discurso ideológico que sobrepujasse toda e qualquer oposição ao regime.
Além disso, os nazi-fascistas se caracterizam pelo ativismo, ou seja, o uso da força e da
violência, sobretudo contra as correntes de esquerda – comunistas socialistas e anarquistas.
O Estado totalitário não abre mão do capitalismo. O que ele faz de diferente é a não
adoção da democracia, do liberalismo (e sua prerrogativa do individualismo). O totalitarismo
intervém na economia porque acredita que acima dos interesses particulares estão os
interesses da nação, do conjunto de indivíduos. Um slogan utilizado pelos nazistas dizia tudo:
"você não é nada, o povo é tudo".
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FASCISMO

PRINCÍPIOS IDEOLÓGICOS DO FASCISMO

“Tudo no Estado, Nada fora do Estado, nada contra o Estado”- assim Benedito
Mussolini define a ideologia fascista.Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual
indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são "pensáveis" enquanto estejam no
Estado. A ideologia fascista apresenta caracteristicas fundamentais e ideias sobre as quais
discorre os demais fundamentos, dentre os quais podem ser destacados o totalitarismo,
nacionalismo, militarismo, culto a força fisica, censura, propaganda, violencia contra as
minorias e anti socialismo.
O totalitarismo é o principal fundamental do governo fascista, podemos definir
Totalitarismo como um regime no qual um único indivíduo domina todo o Estado, tomando
para si todos os tipos de poderes existentes. O totalitarismo foi algo presente no contexto do
pós-guerra, tendo como suas expressões máximas o Nazismo de Adolf Hitler, na Alemanha; o
Fascismo de Mussolini, na Itália; e o Stalinismo de Josef Stalin, na União Soviética.
A principal característica de um regime totalitarista é a eliminação de toda e qualquer
oposição política. Desta forma, para os totalitaristas, a existência de múltiplas organizações
partidárias prejudicaria o empenho de toda a nação em direção a um único caminho. Por isso,
há a adoção de um sistema uni partidário.
No contexto econômico, a intervenção do Estado é algo de fácil conclusão. Nesse
sentido, o governo procurava se enriquecer mais e mais, colocando o fator Mercado em
segundo plano. Assim, o Estado assumia o controle de todos os bens e fontes de recursos
existentes por meio da administração de empresas estatais. Podemos destacar também, a
ênfase dada pelos regimes totalitaristas na indústria de base, bélica e de tecnologia, setores
estratégicos em casos de uma guerra, por exemplo.
Outra característica marcante do Totalitarismo é a existência de uma política de
intolerância a quaisquer manifestações contrárias às suas formas de atuar. Desta forma,
muitos cidadãos eram presos, torturados, exilados ou até mesmo mortos por causa de suas
ideologias políticas contrárias ao regime instalado.
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Os regimes totalitaristas utilizavam a propaganda como principal instrumento de


domínio ideológico da população. Assim, utilizavam a história da nação e as imagens de
heróis nacionais para despertar na população um sentimento de patriotismo e orgulho
Mussolini governa sozinho, AUTORITARISMO detinha o poder legislativo (passa a
legislar mediante decretos-leis) e o poder executivo. Não há qualquer tipo de controlo ou
oposição sobre o seu governo. “ Anti-individualista: a concepção fascista é feita para o
Estado; (…) E isto porque, para o fascista, tudo está no Estado, e nada de humano nem de
espiritual […] existe fora do Estado. Neste sentido, o fascismo é totalitário, e o Estado
fascista, síntese e unidade de todo o valor, interpreta e dá poder à vida inteira do povo. Nem
agrupamentos – partidos políticos, associações, sindicatos – nem indivíduos fora do
Estado.”Benito Mussolini, Obras

Totalitarismo

O Estado controla toda a vida econômica, política, social e cultural, rejeita todo e
qualquer tipo de agrupamentos. Um Estado totalitário é também anti-individualista, anti-
comunista, anti-sindicalista, corporativista, anti-partidarista, anti-parlamentarista, impõe o
partido único e o autoritarismo

Nacionalismo

Defesa dos valores nacionais que sustentam as diferenças entre povos e nações.
Quando levado ao extremo, pode conduzir à crença de superioridade de uma nação em relação
a outras, levando, muitas vezes, à agressividade, à guerra, etc. Há também o nacionalismo
econômico = defesa da produção e do consumo dos produtos nacionais.

Corporativismo

Organização econômica que congrega interesse dos patrões e interesses dos


trabalhadores, cujo objetivo é eliminar as tensões sociais. É uma forma de o Estado controlar
ambas as forças sociais.

Expansionismo/ Imperialismo/ Colonialismo

Tendência para a ocupação e dominação política e econômica de nações mais fracas.


Exemplos disso foi conquista da Etiópia, em 1936 e a ocupação da Albânia, em 1939.
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Militarismo

Exercício do poder assente na força. Para tal, recorria-se ao exército e às milícias


armadas, os “camisas negras”, para, através da violência e da repressão, se impor a
autoridade.

Ideologia Oficial

Ausência de liberdade de expressão e de opinião, pois toda a informação, todo o


ensino, toda a cultura eram dirigidos pelo Estado (como forma de controlar a população e
evitar o pluralismo de ideias). Nas escolas, havia um livro único para cada ano/ disciplina.
“ Deves saber que o Duce é como o Padre Eterno: manda produzir cinco milhões de
toneladas de trigo e é preciso produzir cinco milhões. Manda ter muitos filhos e é preciso ter
muitos filhos. Se não há trabalho, manda que o haja. Estás a ver agora como ele é como o
Padre Eterno. Além disso, fulmina com o olhar aqueles que não obedecem e manda persegui-
los porque não gosta de abusos.” D. Biondi, Viva il Duce , 1930 (livro para crianças em honra
de Benito Mussolini)

Culto da Obediência

Ensinava e cobrava-se, aos soldados, funcionários, jovens, à população em geral, a


obediência cega aos seus superiores – aos pais e ao Duce.

Culto da Personalidade

Adoração e exaltação da personalidade do Duce, líder e salvador do povo,


comparado ao Padre Eterno (Deus). Associado ao culto da obediência. Culto da personalidade
Culto da obediência

CONSOLIDAÇÃO DO FASCISMO

A consolidação do fascismo foi conseguida através da violência e da repressão, bem


como da promoção da autarquia. Como:

Atuação das milícias armadas (camisas negras) – espancamentos, destruição de casas


e escritórios de opositores, intimidação;
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Criação de uma polícia política – OVRA Organização de Vigilância para a


Repressão do Antifascismo ;
Instauração da censura que controlava toda a informação, ensino e cultura.

PRINCIPAIS MOVIMENTOS FASCISTAS NO ENTRE - GUERRAS (1919-1945)

Quadro Demonstrativo
País Ano Denominação Líder Símbolo Cor
Itália 1919 Movimento fascista Benito Mussolini O fascio Negra
Alemanha 1919 Nacional-socialismo ( Adolf Hitler a cruz suástica Cáqui
nazismo)
Espanha 1933 Falange espanhola José Antônio lanças trançadas Azul
Brasil 1932 Ação IntegralistaPlínio Salgado o sigma (  Verde
Brasileira
E.U.A. 1915 Ku Klux- Klan O Grande Mágico do a cruz incendiada Branco
Império
França 1927 Cruz de Fogo (Croix Cel. La Rocque
de feu)

Portugal 1926 Estado Novo (UniãoOliveira Salazar/Rolão Azul


Nacional/ Preto
Nacional-
sindicalismo
Romênia 1927 Guarda de Ferro C. Z. Codreanu/ Horia Verde
(Garda de Fier) Sima/ Ion Antonescu

Difusão Pelo Mundo

As ruas de Roma, de Munique, de Berlim, de Madri, e até do Rio de Janeiro,


enchiam-se de desfiles cívicos de militantes que marchavam, embandeirados, aos sons
marciais, enaltecendo o nacionalismo e os valores pátrios que, segundo os fascistas, foram
esquecidos ou abertamente traídos no período do pós-guerra. Cada organização fascista tinha
o seu símbolo, sua cor e seu líder absoluto: um chefe, um duce, um führer, um caudilho, um
chefe, que comandava seus homens como um general em tempo de guerra, e a quem seus
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seguidores devotavam verdadeira idolatria, considerando-o uma espécie de salva-pátria.


Obviamente que os fascistas detestavam a democracia.

O Fascismo Brasileiro

O Brasil, como é sabido, não ficou a margem do movimento fascista. Vários grupos
simpatizantes já haviam se organizado em legiões nos anos 20, inspirados em Mussolini, no
entanto foi preciso esperar o ano de 1932, quando o escritor e jornalista Plínio Salgado (ex-
integrante do Movimento Pau-brasil) fundou a A.I.B. (Ação Integralista Brasileira), em São
Paulo, a qual, nos anos trinta, tornou-se "o primeiro partido político brasileiro com
implantação nacional" [H.Trindade, pag. 9]
No Brasil, visto suas características miscigenadas, o integralismo assumiu com mais
ênfase o anticomunismo e não o racismo ou o anti-semitismo ( 65% dos militantes aderiram
ao movimento por serem anticomunistas e somente 5% por sua posição anti-semita
[H.Trindade, pag. 161]). Também o marcou uma inclinação pela religiosidade que não
encontramos nem no fascismo italiano e muito menos no neopaganismo nazista. Tanto é que
o "Manifesto de Outubro" de 1932, redigido por Plínio Salgado, Chefe Nacional do
Integralismo, inicia-se com a frase "Deus dirige os destinos dos povos".
Advogava o advento da "Quarta Humanidade" uma era que integrasse - daí o
Integralismo - as etapas anteriores da história humana ( o sentimento de Cosmo da primeira, a
iluminação pelo Verbo Divino da segunda, e o senhor dos elementos da terceira) para chegar
ao Homem Integral gerado pela futura "Revolução Integral". O lema adotado foi o
conservadorismo "Deus-Pátria-Família". Trindade diz que o personagem literário, o filósofo
Mandaratuba, um pensador ultra-nacionalista e patriota, crente no corporativismo, fascinado
pelos heróis e temerosos dos "bárbaros", criado por Plínio Salgado, é uma "caricatura
autobiográfica" do próprio autor.
Organizavam-se em "legiões" e subdividiam-se em "bandeiras" e "terços" e
cumprimentavam-se bradando "anauê", com o braço estendido a la romana. Chegaram a
anunciar a militância de 500 mil de homens e mulheres. Tinham, devido a sua formação
disciplinada e gosto pela hierarquia e pelo uniforme, muita simpatia por parte das Forças
Armadas, especialmente entre os oficiais da Marinha, a mais conservadora das três forças.

O Putsch Integralista
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Com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas em novembro de 1937, os


integralistas esperavam que o ditador convidasse o seu líder Plínio Salgado para um
ministério.
Porém, se Getúlio Vargas adotou alguns dos seus princípios (o anticomunismo, o
estado forte, autoritário e intervencionista) e os cerimoniais cívicos (o culto ao chefe da nação
e os desfiles patrióticos), os excluiu do poder. Em vista disto, os integralista tentaram toma-lo
através de um putsch. Na noite de 11 de maio de 1938, liderados pelo tenente Severo
Fournier, atacaram o Palácio Guanabara, a residência presidencial no Rio de Janeiro.
Enquanto isso outros grupos de ação integralista tentavam prender outros destacados chefes
militares do regime getulista. Fracassaram. Getúlio Vargas, que escapou ileso do cerco a que
fora submetido, reagindo, os colocou na prisão e o movimento ultra-direitista foi posto na
ilegalidade. Plínio Salgado exilou-se em Portugal, acolhido pela ditadura Salazarista.
Os integralistas, não mais com esta denominação, chegaram no entanto ao poder
muito tempo depois em apoio à Ditadura Médici (entre 1969-1974), quando vários dos seus
antigos militantes assumiram governos estaduais (como no caso do RGS e do Estado do Rio)
e elevados cargos ministeriais e administrativos.
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NAZISMO

O "Nazismo" ou o "Nacional Socialismo" designa a política da ditadura que


governou a Alemanha de 1933 a 1945, o "Terceiro Reich". O nazismo é freqüentemente
associado ao fascismo, embora os nazis dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária
de socialismo (oposta ao socialismo internacional marxista).
O Partido Nacional Socialista alemão defendia o "Nationalsozialismus" ("Nacional-
Socialismo"). Ainda hoje há alguma controvérsia sobre se a natureza do regime nazi tinha
alguma coisa em comum com o socialismo. Alguma direita e extrema-direita, chegando por
vezes até ao centro, em especial em países com mais forte tradição anti-comunista (como os
Estados Unidos da América), referem-se ao nazismo como uma forma de socialismo,
apontando para o nome, para alguma da retórica nazi e para a estatização da sociedade como
provas. A generalidade da esquerda rejeita essas idéias, apontando para a existência, desde
ainda antes da tomada do poder por Hitler, de uma resistência comunista e socialista ao
nazismo, para o caráter internacionalista e fraterno do socialismo, totalmente oposto à teoria e
prática nazi, e para a manutenção, pelos nazis, de toda a estrutura capitalista da economia
alemã, limitada apenas pelas condicionantes de uma economia de guerra e pela abordagem
àquilo a que os nazis chamavam o "problema judeu".
O ditador Adolf Hitler chegou ao poder enquanto líder de um partido político, o
Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche
Arbeiterpartei, ou NSDAP). A Alemanha deste período é também conhecida como
"Alemanha Nazi" e os partidários do nazismo eram (e são) chamados nazis. O nazismo foi
proibido na Alemanha moderna, muito embora pequenos grupos de simpatizantes, chamados
neo-nazis, continuem a existir na Alemanha e noutros países. Alguns revisionistas históricos
disseminam propaganda que nega ou minimiza o Holocausto e outras ações dos nazis e tenta
deitar uma luz positiva sobre as políticas do regime nazi e os acontecimentos que ocorreram
sob ele.
O Partido (NSDAP) continha princípios básicos de ideologia e luta, princípios estes
que nortearam o partido o deu força para a tomada de poder, e podem ser resumidos em 25
(vinte e cinco) pontos:
1. "Nós pedimos a constituição de uma Grande Alemanha, que reúna todos os
alemães, baseados no direito dos povos a disporem de si mesmos.
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2. Pedimos igualdade de direitos para o Povo Alemão em relação às outras


nações e a revogação do Tratado de Versalhes e do Tratado de Saint Germain.
3. Pedimos terras e colônias para nutrir o nosso povo e reabsorver a nossa
população.
4. Só os cidadãos gozam de direitos cívicos. Para ser cidadão, é necessário ser
de sangue alemão. A confissão religiosa pouco importa. Nenhum judeu, porém,
pode ser cidadão.
5. Os não cidadãos só podem viver na Alemanha como hóspedes, e terão de
submeter-se à legislação sobre os estrangeiros.
6. O direito de fixar a orientação e as leis do Estado é reservado unicamente
aos cidadãos. Por isso pedimos que todas as funções públicas, seja qual for a sua
natureza, não possam ser exercidas senão por cidadãos. Nós combatemos a
prática parlamentar, origem da corrupção, de atribuição de lugares por relações
de Partido sem importar o caráter ou a capacidade.
7. Pedimos que o Estado se comprometa a proporcionar meios de vida a todos
os cidadãos. Se o país não puder alimentar toda a população, os não cidadãos
devem ser expulsos do Reich.
8. É necessário impedir novas imigrações de não alemães. Pedimos que todos
os não alemães estabelecidos no Reich depois de 2 de Agosto de 1914, sejam
imediatamente obrigados a deixar o Reich.
9. Todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres.
10. O primeiro dever do cidadão é trabalhar, física ou intelectualmente. A
atividade do indivíduo não deve prejudicar os interesses do coletivo, mas
integrar-se dentro desta e para bem de todos. É por isso que pedimos:
11. A supressão do rendimento dos ociosos e dos que levam uma vida fácil, a
supressão da escravidão do juro.
12. Considerando os enormes sacrifícios de vidas e de dinheiro que qualquer
guerra exige do povo, o enriquecimento pessoal com a guerra deve ser
estigmatizado como um crime contra o povo. Pedimos por isso o confisco de todos
os lucros de guerra, sem exceção.
13. Pedimos a nacionalização de todas as empresas que atualmente pertencem a
trusts.
14. Pedimos uma participação nos lucros das grandes empresas.
15. Pedimos um aumento substancial das pensões de reforma.
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16. Pedimos a criação e proteção de uma classe média sã, a entrega imediata
das grandes lojas à administração comunal e o seu aluguer aos pequenos
comerciantes a baixo preço. Deve ser dado prioridade aos pequenos comerciantes
e industriais nos fornecimentos ao Estado, aos Länder ou aos municípios.
17. Pedimos uma reforma agrária adaptada às nossas necessidades nacionais, a
promulgação de uma lei que permite a expropriação, sem indenização, de
terrenos para fins de utilidade pública – a supressão de impostos sobre os
terrenos e a extinção da especulação fundiária.
18. Pedimos uma luta sem tréguas contra todos os que, pelas suas atividades,
prejudicam o interesse nacional. Criminosos de direito comum, traficantes,
agiotas, etc., devem ser punidos com a pena de morte, sem consideração de credo
religioso ou raça.
19. Pedimos que o Direito romano seja substituído por um direito público
alemão, pois o primeiro é servidor de uma concepção materialista do mundo.
20. A extensão da nossa infra-estrutura escolar deve permitir a todos os
Alemães bem dotados e trabalhadores o acesso a uma educação superior, e
através dela os lugares de direção. Os programas de todos os estabelecimentos de
ensino devem ser adaptados às necessidades da vida prática. O espírito nacional
deve ser incutido na escola a partir da idade da razão. Pedimos que o Estado
suporte os encargos da instituição superior dos filhos excepcionalmente dotados
de pais pobres, qualquer que seja a sua profissão ou classe social
21. O Estado deve preocupar-se por melhorar a saúde pública mediante a
proteção da mãe e dos filhos, a introdução de meios idôneos para desenvolver as
aptidões físicas pela obrigação legal de praticar desporto e ginástica, e mediante
um apoio poderoso a todas as associações que tenham por objetivo a educação
física da juventude.
22. Pedimos a supressão do exército de mercenários e a criação de um exército
nacional.
23. Pedimos a luta pela lei contra a mentira política consciente e a sua
propagação por meio da Imprensa. Para que se torne possível a criação de uma
imprensa alemã, pedimos que:
1. Todos os diretores e colaboradores de jornais em língua alemã sejam
cidadãos alemães.
18

2. A difusão dos jornais não alemães seja submetida à autorização


expressa. Estes jornais não podem ser impressos em língua alemã.
3. Seja proibida por lei qualquer participação financeira ou de qualquer
influência de não alemães em jornais alemães. Pedimos que qualquer
infração estas medidas seja sancionada com o encerramento das empresas
de impressão culpadas, bem como pela expulsão imediata para fora do
Reich os não alemães responsáveis. Os jornais que forem contra o interesse
público devem ser proibidos. Pedimos que se combata peã lei um ensino
literário e artístico gerador da desagregação da nossa vida nacional; e o
encerramento das organizações que contrariem as medidas anteriores.
24. Pedimos a liberdade no seio do Estado para todas as confissões religiosas,
na medida em que não ponham em perigo a existência do Estado ou não ofendam
o sentimento moral da raça germânica. O Partido, como tal, defende o ponto de
vista de um cristianismo positivo, sem todavia se ligar a uma confissão precisa.
Combate o espírito judaico-materialista no interior e no exterior e está
convencido de que a restauração duradoura do nosso povo não pode conseguir-se
senão partindo do interior e com base no princípio: o interesse geral sobrepõe-se
ao interesse particular.
25. Para levar tudo isso a bom termo, pedimos a criação de um poder central
forte, a autoridade absoluta do gabinete político sobre a totalidade do Reich e as
suas organizações, a criação de câmaras profissionais e de organismos
municipais encarregados da realização dos diferentes Länder, de leis e bases
promulgadas pelo Reich.
Os dirigentes do Partido prometem envidar todos os seus esforços para a realização
dos pontos antes enumerados, sacrificando, se for preciso, a sua própria vida.
Munique, 24 de Fevereiro de 1920.”

ASPECTOS POSITIVOS DO NAZISMO

Diante de tantos aspectos negativos, já conhecidos por todos, gostaria de destacar


alguns aspectos positivos do estado nazista, baseado em Alexander Von Plato, historiador
alemão, que conduz uma pesquisa em que mais de três mil sobreviventes do Holocausto
19

foram ouvidos. Segundo Alexander Von Plato – “Os aspectos positivos ainda são lembrados
hoje. Em poucos anos, acabou-se com o desemprego, a vergonha do Tratado de Versailles, o
fato de a Alemanha ter sido tão oprimida, o que, para muitos, era como uma humilhação
pessoal. Isto foi, de certo modo, compensado por Hitler. Os jovens repentinamente podiam
viajar para regiões distantes com a HJ (Juventude Hitlerista), enquanto antes eram
obrigados a ficar no seu ambiente, apenas. O desempenho no trabalho era valorizado. Há
toda uma série de memórias que descrevem os aspectos positivos. Então, se esquece
facilmente o que isso representava. O padrão de vida melhorou incorrendo-se em altas
dívidas. A guerra foi também uma guerra de pilhagem. O anti-semitismo de então era tratado
como se não existisse. Esta é hoje a memória daqueles que, na época, estavam na Juventude
Hitlerista ou na WDM, Aliança das Moças Alemãs, que era um organismo nazista. O que
vivenciaram como jovens foi positivo. Embora hoje pensem diferente, se perguntam: “O que
me fascinou tanto naquela época? O que me conquistou para o nacional-socialismo?”. A
historiografia precisa estudar isto, caso contrário não entendemos o nacional-socialismo. O
horror é um lado, mas a atração que o nazismo exerceu para os jovens daquela época é
outro. Nesse ponto, a história oral é decisiva.”

HOLOCAUSTO: “SOLUÇÃO FINAL”

Os nazistas frequentemente usavam eufenismos para disfarçar a natureza real dos


seus crimes. O termo "Solução Final" foi empregado para se referir ao plano de aniquilação
total do povo judeu, e não se sabe ao certo quando os líderes da Alemanha nazista decidiram
implementá-la. O genocídio, ou extermínio em massa dos judeus, foi o ápice de uma década
de graves medidas discriminatórias contra eles, e que cresciam em severidade a cada ano.
Sob a liderança de Adolf Hitler, a perseguição e a segregação dos judeus foram
implementadas por etapas. Depois que o Partido Nazista alcançou o poder na Alemanha, em
1933, o racismo por ele apoiado permitiu a criação de leis anti-semitas, gerou boicotes
econômicos e grandes ondas de violência contra os judeus, tais como o pogrom conhecido
como a Kristallnacht, Noite dos Cristais, que tinham por objetivo isolar sistematicamente os
israelitas da sociedade alemã e forçá-los a deixar o país.
Após setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia, ocasionando assim o
início da Segunda Guerra Mundial, as políticas anti-semitas evoluíram para o encarceramento
20

e até assassinato dos judeus europeus. Inicialmente, os nazistas instituíram os guetos, que
eram áreas fechadas, destinadas a isolar e controlar os judeus, nas regiões que os alemães
denominavam Generalgouvernement, o território conquistado à Polônia no centro e ao leste
daquele país, que era administrado por um governo civil alemão, e também em Warthegau, a
maior subdivisão da área incorporada à Alemanha, no oeste polonês. Judeus poloneses e de
países na parte ocidental da Europa foram deportados para os guetos, onde viviam em
condições higiênicas precárias, superlotação, e alimentação inadequada.
Após junho de 1941, quando a Alemanha invadiu a União Soviética, as SS
(organização paramilitar ligada ao Partido Nazista alemão) e grupos da polícia que agiam
como unidades móveis de extermínio iniciaram operações de assassinato de comunidades
judaicas inteiras naquela área, matando indiscriminadamente todos os seus membros. No
outono de 1941, elas introduziram as câmaras de gás móveis, nas quais o cano de
escapamento dos caminhões utilizados havia sido reajustado para liberar um gás letal, o
monóxido de carbono, dentro dos compartimentos totalmente vedados na carroceria, matando
a quem ali estivesse em complementação às operações de fuzilamento já em curso.
No dia 17 de julho de 1941, quatro semanas após a invasão da União Soviética,
Hitler delegou ao Comandante das SS, Heinrich Himmler, a responsabilidade para cuidar dos
assuntos de segurança na URSS ocupada. Hitler conferiu a Himmler autoridade para eliminar
fisicamente quaisquer ameaças ao domínio alemão. Duas semanas depois, em 31 de julho de
1941, o líder nazista Hermann Goering autorizou ao General das SS, Reinhard Heydrich, o
início das preparações necessárias para a implementação da "solução final para a questão
judaica".
No outono de 1941 Himmler, comandante das SS, designou o general alemão Odilo
Globocnik (das SS e chefe da polícia do Distrito de Lublin) para implementar o plano de
eliminação dos que viviam sob o Generalgouvernement. O nome escolhido para aquele plano
foi "Operação Reinhard", em homenagem ao acima mencionado Reinhard Heydrich, que
havia sido assassinado por partisans tchecos em maio de 1942. Três campos de extermínio--
Belzec, Sobibor e Treblinka--foram criados na Polônia com o objetivo único de facilitar o
extermínio em massa.
O objetivo da "Solução Final" era exclusivamente o de exterminar todos os judeus
europeus. Assim, nos campos de extermínio, as SS e a polícia alemã assassinaram cerca de
2.700.000 judeus utilizando mecanismos de asfixia por gás venenoso ou por fuzilamento, e
3.300.000 outros israelitas morreram devido às atrocidades cometidas contra eles pelos
alemães e seus colaboradores, por fome, maus-tratos, espancamento, frio, doenças,
21

experiências “médicas”, e outras formas de crueldade inimagináveis. No total, seis milhões de


judeus--homens, mulheres e crianças--foram mortos pelos nazistas durante o Holocausto,
aproximadamente 2/3 dos judeus que viviam na Europa antes da Segunda Guerra Mundial.

Anti-Semitismo

A palavra anti-semitismo significa preconceito contra ou ódio aos judeus. O


Holocausto é o exemplo mais radical de anti-semitismo na história. Apoiados pelo governo,
os nazistas alemães e seus colaboradores perseguiram e exterminaram 2/3 dos judeus da
Europa entre 1933 e 1945. Em 1879, o jornalista Alemão Wilhelm Marr criou o termo anti-
semitismo, que significa ódio contra judeus, e também a não-aceitação de tendências liberais e
cosmopolitas da política internacional dos séculos 18 e 19, muitas vezes associadas à imagem
dos judeus. As tendências atacadas pelos nazistas abrangiam a igualdade de direitos civis
entre os cidadãos de um país, a democracia constitucional, o livre comércio, o socialismo, o
capitalismo financeiro, e o pacifismo.
Na era moderna, entre 1870 e o final do século 19, os anti-semitas adicionaram uma
dimensão política à sua ideologia de ódio, criando partidos políticos anti-judaicos na
Alemanha, França e Áustria. Publicações fraudulentas, como “Os Protocolos dos Sábios de
Sião”, deram legitimidade e apoio a falsas teorias de uma conspiração judaica mundial. Deve-
se enfatizar que um forte componente do anti-semitismo político é o nacionalismo
exacerbado, cujos adeptos muitas vezes acusam através das mais variadas mentiras, os judeus
debv88888888888888888888888888888 não serem cidadãos leais a seus países.
O Partido Nazista, fundado em 1919 e liderado por Adolf Hitler, deu expressão
política às teorias do racismo europeu e, incentivando o anti-semitismo latente da população
alemã, ganhou popularidade ao apoiar e disseminar este tipo de propaganda política. Milhões
de pessoas compraram o livro “Mein Kampf” (Minha Luta), no qual Hitler clamava pela
expulsão dos judeus da Alemanha.
Em 1933, com a ascensão dos nazistas ao poder, o partido ordenou boicotes
econômicos aos judeus, a queima de livros judaicos, além de aprovar uma legislação
discriminatória anti-semita. Em 1935, as Leis de Nuremberg definiram os judeus empregando
termos raciais errôneos, pelo “sangue”, e ordenaram a separação total dos chamados “arianos”
dos “não-arianos”, legalizando assim a hierarquia racista, onde os alemães estavam no topo e
os demais povos abaixo. Na noite de 9 de Novembro de 1938, os nazistas destruíram
sinagogas e vitrines de lojas de propriedade de judeus na Alemanha e na Áustria, fato que
22

ficou conhecido como o pogrom da Kristallnacht, Noite dos Vidros Quebrados. Este evento
marcou a transição de uma era de anti-semitismo velado para outra, a da destruição, durante a
qual o genocídio foi o foco único do anti-semitismo nazista.

O Mosaico das Vítimas

Embora os judeus fossem seus alvos principais, os nazistas e seus colaboradores


também perseguiram outros grupos por razões raciais ou ideológicas. Dentre as primeiras
vítimas da discriminação nazista na Alemanha encontravam-se os oponentes políticos daquela
ideologia, principalmente os comunistas, os socialistas, os social-democratas e líderes
sindicais. Em 1933, em Dachau, as SS construíram o primeiro campo de concentração,
destinado a encarcerar milhares de prisioneiros políticos alemães. Os nazistas também
perseguiram autores e artistas cujas obras eram consideradas subversivas ou que fossem
judeus, sujeitando-os à prisão, a restrições econômicas, e a diversas outras formas de
discriminação.
Os nazistas também perseguiram os ciganos por razões raciais. As interpretações
legais das Leis de Nuremberg de 1935 (leis alemãs que definiam quem era judeu “pelo
sangue”, de acordo com teorias racistas) foram posteriormente adaptadas para incluir os
ciganos. Os nazistas classificavam os ciganos como "preguiçosos" e "anti-sociais" dentro do
sistema nazista, além de improdutivos e socialmente incapazes. Os ciganos deportados para o
gueto de Lodz estavam entre os primeiros a serem mortos em furgões de gás no campo de
extermínio de Chelmno na Polônia. Os nazistas também deportaram mais de 20.000 ciganos
para o campo de Auschwitz-Birkenau, onde a maioria deles foi assassinada nas câmaras de
gás.
Os nazistas enxergavam os poloneses e outros povos eslavos como inferiores e os
condenavam à submissão, ao trabalho forçado e, consequentemente, à aniquilação. Os
poloneses que eram considerados ideologicamente perigosos, como milhares de intelectuais e
padres católicos, transformaram-se em alvos a serem destruídos, através de uma operação
conhecida como AB-Aktion. Entre 1939 e 1945 pelo menos 1,5 milhão de cidadãos poloneses
foram deportados para o território alemão para trabalharem como escravos; e centenas de
milhares também foram presos em campos de concentração nazistas. Estima-se que os
alemães assassinaram, no mínimo, 1.900.000 civis poloneses não-judeus durante a Segunda
Guerra Mundial.
23

Os nazistas prenderam os líderes das igrejas cristãs que se opunham a eles, e também
milhares de Testemunhas de Jeová que se recusavam a saudar Adolf Hitler ou a servir no
exército alemão. Durante o chamado "Programa de Eutanásia", estima-se que os nazistas
assassinaram 200.000 pessoas com deficiências físicas ou mentais. Os nazistas também
perseguiram os homossexuais, cujo comportamento era considerado "um obstáculo para a
preservação da nação germânica", prendendo em campos de concentração aqueles que
classificavam como homossexuais "crônicos", bem como milhares de outros indivíduos
acusados de comportamentos criminosos ou "anti-social".
A ideologia nazista via uma grande quantidade de inimigos, o que conduzia à
perseguição organizada e assassinato de milhões de pessoas, judias ou não.

Os Campos Nazistas

Entre 1933 e 1945 a Alemanha nazista construiu cerca de 20.000 campos para
aprisionar seus milhões de vítimas. Os campos eram utilizados para várias finalidades:
campos de trabalho forçado, campos de transição (que serviam como estações de passagem), e
como campos de extermínio construídos principalmente, ou exclusivamente, para assassinatos
em massa. Desde sua ascensão ao poder, em 1933, o regime nazista construiu uma série de
centros de detenção destinados ao encarceramento e à eliminação dos chamados "inimigos do
estado". A maioria dos prisioneiros dos primeiros campos de concentração era formada por
alemães considerados inimigos do nazismo: comunistas, social-democratas, ciganos Roma,
Testemunhas de Jeová, homossexuais e pessoas acusadas de exibir um comportamento "anti-
social" ou fora dos padrões sociais. Estas instalações eram chamadas de campos de
concentração porque nelas os detentos ficavam fisicamente "concentrados".
Após a anexação da Áustria pela Alemanha, em março de 1938, os nazistas
prenderam e encarceraram judeus alemães e austríacos nos campos de concentração de
Dachau, Buchenwald e Sachsenhausez, todos localizados na Alemanha. Logo após o violento
massacre de Kristallnacht, Noite dos Cristais Quebrados, em novembro de 1938, os nazistas
efetuaram prisões em massa de judeus adultos, encarcerando-os nos campos por breves
períodos.
Depois da invasão da Polônia, em setembro de 1939, os nazistas abriram campos de
trabalho forçado onde centenas de milhares de prisioneiros morreram de exaustão, inanição e
maus tratos. As unidades das SS faziam a guarda dos campos. Durante a Segunda Guerra
Mundial, o sistema de campos de concentração nazistas se expandiu rapidamente. Em alguns
24

campos médicos nazistas usavam os prisioneiros como cobaias em suas experiências


“médicas”.
Após a invasão alemã da União Soviética, em junho de 1941, os nazistas
aumentaram o número de campos para prisioneiros de guerra (POW), e alguns campos novos
foram construídos para abrigá-los dentro de complexos onde já existiam
campos de concentração, como o de Auschwitz na Polônia ocupada. O campo de
Lublin, mais tarde conhecido como Majdanek, foi construído no outono de 1941 como campo
de prisioneiros de guerra, transformando-se em campo de concentração em 1943. Ali,
milhares de prisioneiros de guerra soviéticos morreram fuzilados ou envenenados por gás.
Para facilitar a "Solução Final", o genocídio ou destruição em massa de judeus, os
nazistas construíram campos de extermínio na Polônia, o país com a maior população judaica.
O objetivo dos campos de extermínio era facilitar o assassinato em massa. Chelmno, o
primeiro campo de extermínio, foi aberto em dezembro de 1941, e nele, judeus e ciganos
foram mortos por envenenamento em furgões com canos de escapamento que soltavam gás
para dentro dos veículos onde eles eram colocados. Em 1942, os nazistas construíram os
campos de extermínio de Belzec, Sobibor, e Treblinka para matar ainda mais
sistematicamente os judeus do generalgoverment, como era conhecido o território no interior
da Polônia ocupada.
Os nazistas construíram câmaras de gás para tornar o processo de assassinato em
massa mais eficiente, rápido e menos pessoal para os executores. Câmaras de gás eram
aposentos fechados que recebiam gás letal em seu interior para matar por asfixia a quem
estivesse dentro. Havia quatro câmaras de gás no campo de extermínio de Birkenau,
localizado no complexo de Auschwitz. No auge das deportações para o campo, mais de 6.000
judeus eram diariamente envenenados por gás naquele campo.
Os judeus das terras ocupadas pelos nazistas foram os primeiros a serem deportados
para os campos de transição, como o de Westerbork na Holanda ou de Drancy na França, de
onde eram posteriormente enviados para os centros de homicídio na Polônia ocupada. Os
campos de transição geralmente eram a última parada antes da deportação para um campo de
extermínio.
Milhões de pessoas foram aprisionadas e submetidas a todo tipo de abuso nos
campos nazistas. Só nos campos de extermínio, sob a administração das SS, os alemães e seus
colaboradores mataram cerca de 2,700,000 milhões de judeus. Apenas uma pequena parte dos
prisioneiros que lá foram colocados conseguiu sobreviver.
25

Campos de Extermínio

Os nazistas criaram campos de extermínio para que os assassinatos em massa fossem


mais eficazes. Diferentemente dos campos de concentração, que serviam principalmente
como centros de detenção e de trabalho forçado, os campos de extermínio (também chamados
de "centros de extermínio" ou "campos de morte") eram quase que exclusivamente "fábricas
de morte". As SS e polícia alemã assassinaram cerca de 2.700.000 judeus nos campos de
extermínio, seja utilizando o método de asfixia criada pela emissão de gases ou por
fuzilamento.
Nos campos de extermínio da Operação Reinhard, as SS e seus colaboradores
mataram aproximadamente 1.526.500 judeus, entre março de 1942 e novembro de 1943.
Praticamente todos os deportados que chegavam a estes campos eram imediatamente
enviados para a morte nas câmaras de gás, à exceção de alguns poucos que eram escolhidos
para trabalhar nas equipes de trabalho conhecidas como Sonderkommandos, compostas por
judeus que tinham por obrigação dispor dos corpos dos israelitas após os nazistas os haverem
assassinado. O maior campo de extermínio foi Auschwitz-Birkenau, que no começo de 1943
já possuía quatro câmaras de gás que operavam com o gás venenoso Zyklon B. No auge das
deportações, mais de 6.000 judeus eram asfixiados por dia com este gás, em Auschwitz-
Birkenau, Polônia. Até novembro de 1944, mais de um milhão de judeus e milhares de
ciganos Roma, poloneses, e prisioneiros de guerra soviéticos lá foram mortos.
Embora muitos estudiosos considerem o campo de Majdanek como um sexto campo
de extermínio, pesquisas recentes comprovam que o campo Lublin/Majdanek era utilizado
para outras funções e operações. Dentro da estrutura da Operação Reinhard, Majdanek servia
principalmente como ponto de concentração de judeus que os alemães poupavam no momento
para serem usados como trabalhadores escravos, embora ocasionalmente funcionasse também
como local de extermínio para vítimas que, por razões diversas, não podiam ser mortas nos
campos de extermínio da Operação Reinhard: Belzec, Sobibor e Treblinka II. O campo
também possuía um depósito para armazenagem de bens e objetos de valor tomados dos
judeus nos campos de extermínio.
As SS consideravam os campos de extermínio como ultra-secretos. Para destruir
todos os rastros das operações de genocídio, unidades especiais de prisioneiros denominadas.
Sonderkommandos, compostas por judeus, eram forçadas a remover os corpos das
câmaras de gás e a cremá-los. As dependências de alguns campos de extermínio foram
26

reestruturadas ou camufladas de modo a mascarar o assassinato de milhões de seres humanos


que ali se processava.

Auschwitz

O complexo dos campos de concentração de Auschwitz era o maior de todos os


estabelecidos pelo regime nazista. Nele havia três campos principais de onde os prisioneiros
eram distribuídos para fazer trabalho forçado e. Por longo tempo, um deles também funcionou
como campo de extermínio. Os campos estavam a aproximadamente 60 quilômetros a oeste
da cidade polonesa de Cracóvia, na Alta Silésia, próximos à antiga fronteira alemã e polonesa
de antes da guerra, mas que em 1939, após a invasão e a conquista da Polônia, foi anexada à
Alemanha nazista. As autoridades das SS estabeleceram os três campos principais perto da
cidade polonesa de Oswiecim: Auschwitz I, em maio de 1940; Auschwitz II (também
conhecido como Auschwitz-Birkenau), no início de 1942; e Auschwitz III (também chamado
de Auschwitz-Monowitz), em outubro de 1942.
O campo de Auschwitz era subordinado à “Inspetoria dos Campos de Concentração”.
Até março de 1942 esta Inspetoria era um órgão do Quartel-General das SS e, a partir de
1941, começou a fazer parte da Central de Operações das SS. De março de 1942 até a
liberação de Auschwitz, a Inspeção era subordinada à Central Econômico-Administrativa das
SS.

Auschwitz I

Auschwitz I, o campo principal, foi o primeiro a ser fundado perto da cidade


polonesa de Oswiecim. As construções começaram em maio de 1940 em um antigo quartel da
artilharia do exército polonês, localizado em um bairro afastado. As autoridades das SS
obrigavam os prisioneiros ao trabalho forçado contínuo, com a finalidade de expandir os
limites físicos do campo. Durante o primeiro ano de existência do campo, as SS e a polícia
evacuaram uma área de aproximadamente 40 quilômetros quadrados como “área de
desenvolvimento”, reservada para uso exclusivo do campo. Os primeiros prisioneiros de
Auschwitz eram alemães, transferidos do campo de concentração Sachsenhausen, na
Alemanha, onde estavam encarcerados por infração criminal recorrente, e prisioneiros
políticos poloneses que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de
Tarnów, no Distrito de Generalgouvernment na Cracóvia (parte da Polônia ocupada, mas não
27

incorporada à Alemanha nazista, associada administrativamente à Prússia Oriental, ou


incorporada à União Soviética ocupada pela Alemanha).
Similar à maioria dos campos de concentração alemães, Auschwitz I foi construído
com três finalidades: 1) prender os inimigos reais e imaginários do regime nazista, e das
autoridades de ocupação alemãs na Polônia, por um período indeterminado; 2) ter à
disposição uma grande oferta de trabalhadores forçados para alocar aos empreendimentos das
SS e relacionados à construção (e, mais tarde, produção de armamento e artigos de guerra); e
3) servir como local para a exterminação de grupos pequenos, de determinadas populações,
conforme determinado pelas SS e autoridades policiais para manter a segurança da Alemanha
nazista. Como a maioria dos campos de concentração, Auschwitz I possuía câmara de gás e
crematório. Inicialmente, os engenheiros das SS construíram uma câmara de gás improvisada
no porão do bloco de celas, o Bloco 11. Mais tarde, uma câmara maior e permanente foi
construída como parte do crematório original, em outro prédio fora do complexo de celas.

Auschwitz II

A construção de Auschwitz II, ou Auschwitz-Birkenau, teve início em outubro de


1941, nas proximidades da cidade polonesa de Brzezinka. Dos três campos localizados perto
de Oswiecim, o Auschwitz-Birkenau foi o que teve o maior número de prisioneiros. Era
dividido em mais de doze seções, separadas por cercas com arame farpado eletrificado que,
como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com
cães policiais. O campo tinha seções específicas para homens, mulheres, um campo familiar
para ciganos deportados da Alemanha, Áustria e do protetorado da Boêmia e Moravia, e um
para famílias judias deportadas do gueto de Terezín.
Auschwitz-Birkenau também tinha instalações que funcionavam como centro-de-
extermínio, e exercia um papel fundamental no plano alemão para exterminar os judeus
europeus. A partir de meados de 1941, o gás Zyklon B foi introduzido no sistema dos campos
de concentração alemães como forma de agilizar o extermínio. Em setembro, em Auschwitz I,
deu-se o primeiro teste com o gás Zyklon B, e o “sucesso” destes testes levaram à adoção
daquele gás em todas as câmaras de gás do complexo Auschwitz. Próximo a Birkenau, as SS
iniciaram o processo de transformação de duas sedes de antigas fazendas em câmaras de gás.
A câmara “improvisada” I entrou em operação em janeiro de 1942 e mais tarde foi
desmontada. A câmara “improvisada” II funcionou de junho de 1942 até o final de 1944. As
SS consideraram as instalações inadequadas para o volume de gás que eles haviam planejado
28

usar para Auschwitz-Birkenau. Entre maio e junho de 1943, foram construídos quatro
imponentes prédios de cremação, cada um com três componentes: uma área para os
prisioneiros despirem-se, uma grande câmara de gás, e fornos crematórios. As SS mantiveram
as operações com gás em Auschwitz-Birkenau até novembro de 1944.

Deportação Para Auschwitz

Os trens chegavam constantemente a Auschwitz-Birkenau trazendo carga judia de


praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes
carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. Estes são os dados, em
números aproximados, das deportações de judeus por país: Hungria: 426.000; Polônia:
300.000; França: 69.000; Holanda: 60.000; Grécia: 55.000; Boêmia e Morávia: 46.000;
Eslováquia: 27.000; Bélgica: 25.000; Iugoslávia: 10.000; Itália: 7.500; Noruega: 690; outros
(incluindo os prisioneiros de outros campos de concentração que eram despachados para
Auschwitz-Birkenau): 34.000.
No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz.
Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de
200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 poloneses não-
judeus, 23.000 ciganos Roma e sinti, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000
civis (cidadãos soviéticos, lituanos, tchecos, franceses, iugoslavos, alemães, austríacos e
italianos).
Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual a
equipe das SS decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados—a maioria—
e os enviava diretamente para câmaras de gás, que pareciam banheiros com chuveiros para
enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences dos que iam para as
câmaras eram confiscados e enviados para o depósito “Kanada” (Canadá), para
posteriormente serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá
significava riqueza.
Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de
74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000
civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e
austríacos).

Auschwitz III
29

Auschwitz III, localizado nos arredores da cidade polonesa de Monowitz e também


conhecido como Buna ou Monowice, foi fundado em outubro de 1942 para abrigar
prisioneiros enviados para ali trabalhar na produção de borracha sintética. Na primavera de
1941, o conglomerado alemão I.G. Farben lá estabeleceu uma fábrica, na qual planejavam
explorar a força de trabalho escravo dos campos de concentração para produzir borracha e
combustíveis sintéticos. A I.G. Farben investiu mais de 700 milhões de Reichsmarks, cerca de
1,4 milhões de dólares na época, em Auschwitz III. De maio de 1941 a outubro de 1942, as
SS transportaram prisioneiros de Auschwitz I para o “Anexo Buna”, caminho que
inicialmente faziam a pé, e depois de trem. Com a construção de Auschwitz III, no final de
1942, os prisioneiros que trabalhavam em Buna lá passaram a viver.
Auschwitz III também possuía um campo denominado “Campo de Educação pelo
Trabalho”, no qual eram colocados prisioneiros não-judeus que os nazistas acreditavam haver
violado a disciplina imposta pelos alemães no trabalho.

Subcampos de Auschwitz

Entre 1942 e 1944, as autoridades de Auschwitz fundaram 39 subcampos; alguns


deles foram fundados dentro de zonas de “desenvolvimento”, dentre elas Budy, Rajsko,
Tschechowitz, Harmense e Babitz. Outros, tais como Blechhammer, Gleiwitz, Althammer,
Fürstengrube, Laurahuette e Eintrachthuette, localizavam-se na Alta Silésia, ao norte e a oeste
do Rio Vístula; e os de Freudental e Bruenn/Brnona Morávia. Os subcampos que produziam
ou processavam produtos agrícolas eram subordinados administrativamente à direção de
Auschwitz-Birkenau; por outro lado, os subcampos utilizados para a produção industrial e de
armamento, ou indústrias de extração (tais como minas de carvão e pedreiras), eram
subordinados a Auschwitz-Monowitz. Após novembro de 1943, esta divisão de
responsabilidades administrativa foi formalizada.
Os prisioneiros trabalhavam em grandes fazendas, inclusive em uma estação
experimental de agricultura em Rajsko. Eles também eram forçados a trabalhar em minas de
carvão e pedreiras, com pesca e, principalmente, em indústrias de armamento, como a
empresa das SS German Equipment Works, fundada em 1941. Periodicamente os prisioneiros
passavam por uma seleção, e se as SS os julgasse fracos ou doentes demais para trabalhar os
enviavam para Auschwitz-Birkenau para serem eliminados.
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Em Auschwitz I, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram


registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação, após o que eram
enviados para o campo principal ou para outros lugares no complexo, inclusive para os
subcampos.

A Liberação de Auschwitz

No final de janeiro de 1945, em pleno inverno, conforme as forças soviéticas


aproximavam-se do complexo de campos de concentração de Auschwitz, as SS iniciaram a
evacuação destes campos e seus subcampos. As unidades das SS forçaram cerca de 60.000
prisioneiros a marchar na direção oeste do sistema de campos de Auschwitz, e muitos
milhares foram mortos nos dias que antecederam o início da “Marcha da Morte”. Dezenas de
milhares de prisioneiros, a maioria judeus, foram forçados a caminhar tanto para noroeste, por
55 quilômetros, para Gliwice/Gleiwitz, junto com os prisioneiros dos subcampos no leste de
Alta Silésia, tal como Bismarckhuette, Althammer e Hindenburg, quanto para oeste, por 63
quilômetros, para Wodzislaw/Loslau na parte ocidental de Alta Silésia, junto com os
prisioneiros dos subcampos localizados ao sul de Auschwitz, como Jawischowitz,
Tschechowitz e Golleschau. Os guardas das SS atiravam em todos os que ficavam para trás ou
que não conseguiam continuar. Os prisioneiros também sofreram com o mau tempo, fome
durante as terríveis marchas. Pelo menos 3.000 prisioneiros morreram quando iam para
Gliwice; e estima-se que 15.000 mais tenham morrido durante as marchas de evacuação de
Auschwitz e seus subcampos.
Quando chegavam a Gliwice e Wodzislaw, eram colocados em trens de carga, sem
qualquer tipo de calefação, e levados para campos de concentração na Alemanha,
principalmente Flossenbürg, Sachsenhausen, Gross-Rosen, Buchenwald, Dachau, e também
Mauthausen, na Áustria. A viagem de trem durava dias e, sem comida, água, abrigo ou
cobertores, muitos não conseguiram sobreviver.
No final de janeiro de 1945, as autoridades das SS e da polícia forçaram 4.000
prisioneiros a caminhar para Blechhammer, um subcampo de Auschwitz-Monowitz. As SS
exterminaram cerca de 800 prisioneiros durante a marcha para o campo de concentração
Gross-Rosen, além de assassinarem 200 outros que haviam ficado em Blechhammer devido a
doenças ou a tentativas frustradas de se esconderem. Após um curto período de tempo, as SS
transportaram cerca de 3.000 prisioneiros do complexo industrial de Blechhammer, na
Polônia, do campo de concentração Gross-Rosen para o de Buchenwald, na Alemanha.
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Em 27 de janeiro de 1945, o exército soviético ingressou em Auschwitz, Birkenau e


Monowitz, liberando aproximadamente 7.000 prisioneiros, a maioria deles muito doente e
morrendo. Estima-se que as SS e a polícia deportaram, no mínimo, 1.3 milhão de pessoas para
o complexo de Auschwitz entre 1940 e 1945. Do total de 1.3 milhão as autoridades dos
campos exterminaram 1,1 milhão

A Resistência Judaica

A perseguição e o extermínio em massa dos judeus, levadas a cabo e incentivadas


pelos nazistas, fizeram com que alguns alemães do Terceiro Reich, bem como outros grupos
nas áreas europeias ocupadas, reagissem e passassem a oferecer resistência ao regime. Mesmo
sendo as principais vítimas dos nazistas, os israelitas também resistiram à opressão de
diversas maneiras, tanto coletiva quanto individualmente.
As organizações de resistência armada eram o meio mais enérgico de oposição dos
judeus às políticas nazistas nas áreas da Europa ocupadas pela Alemanha. Civis israelitas
resistiram de forma armada em mais de 100 guetos em toda a Polônia e em áreas da União
Soviética ocupada. Em abril/maio de 1943, os judeus do Gueto de Varsóvia rebelaram-se,
usando armas improvisadas e roubadas fora de seus muros, após ouvirem boatos de que os
alemães os deportariam para o campo de extermínio de Treblinka. À medida que as unidades
da polícia e das SS entravam no gueto, os membros da Zydowska Organizacja Bojowa/ZOB,
"Organização da Luta Judaica", e de outros grupos compostos por judeus, atacavam os
tanques alemães com coquetéis Molotov, granadas de mão, e revólveres de pequeno calibre.
Embora os alemães ficassem surpresos com a ferocidade dos ataques, eles conseguiram
acabar com a maior parte da luta em poucos dias. No entanto, demorou quase um mês para
que as poderosas forças alemãs conseguissem derrotar totalmente os partisans do gueto, após
o que deportaram praticamente todos seus habitantes. Por meses após o fim do Levante de
Varsóvia, os israelitas daquela região resistiram, escondendo-se entre as ruínas do gueto,
mesmo com o patrulhamento das unidades de polícia e das SS, que tentavam extinguir os
ataques contra os alemães.
Naquele mesmo ano, os judeus que viviam nos guetos de Vilna, Bialystok, e de
outras cidades, revoltaram-se contra os alemães. Mesmo sabendo que a maioria dos habitantes
já havia sido deportada para campos de extermínio, e mesmo sabendo que sua luta não
conseguiria salvar os israelitas restantes, que não tinham como se defender, ainda assim, eles
lutaram pela honra judaica e para vingar os massacres cometidos contra seus irmãos.
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Também ocorreram rebeliões em três campos de extermínio, Treblinka, Sobibor, e


Auschwitz-Birkenau. Em agosto de 1943, em Treblinka, e em outubro de 1943, em Sobibor,
os prisioneiros, munidos de armas roubadas do inimigo, atacaram os membros das SS e os
guardas da cidade polonesa de Trawniki que colaboravam com os alemães. Os alemães e seus
asseclas assassinaram a maioria dos rebeldes durante e após a rebelião, caçando como animais
aqueles que haviam escapado. Entretanto, vários prisioneiros conseguiram escapar de seus
perseguidores e, assim, sobreviver à guerra. Nos campos e nos guetos os judeus também
responderam à opressão nazista utilizando suas mentes e espíritos. Eles tudo fizeram para
preservar a vida comunitária e a história israelita, apesar dos esforços nazistas para que o
povo judeu fosse apagado da memória humana. Entre tais respostas, havia a criação de
entidades culturais judaicas, a observância das festas e rituais religiosos, provimento de
educação israelita de forma clandestina, publicação de boletins, e a coleta e ocultamento da
documentação que contava esta história; este é o caso do arquivo "Oneg Shabat", em
Varsóvia, onde foi preservado o material que posteriormente contaria a destruição do Gueto
de Varsóvia em 1943.

As Consequências do Holocausto

Em 1945, as tropas anglo-americanas e soviéticas que adentraram nos campos de


concentração descobriram pilhas de cadáveres, ossos e cinzas humanas – um testemunho do
genocídio efetuado sob a bandeira nazista. Os soldados também encontraram milhares de
sobreviventes – judeus e não-judeus – famintos, alquebrados, e doentes. Para os
sobreviventes, a ideia de reconstruir suas vidas era desalentadora.
Quando foram liberados, muitos sobreviventes tiveram medo de retornar para suas
casas devido ao anti-semitismo que ainda existia em partes da Europa, e também pelo trauma
que haviam sofrido que os deixava inseguros. Mesmo aqueles que decidiram voltar temiam
por suas vidas, pois sabiam que muitos europeus não-alemães haviam colaborado com os
nazistas, e assim haviam conseguido tomar posse de propriedades de judeus, as quais não
queriam devolver aos legítimos donos. Na Polônia pós-guerra, por exemplo, houve muitos
pogroms contra os israelitas que retornavam e tentavam reaver seus bens. O maior destes
episódios ocorreu na cidade polonesa de Kielce, em 1946, quando arruaceiros locais mataram
pelo menos 42 judeus e espancaram inúmeros outros sobreviventes que buscavam retomar
suas vidas no local de onde haviam sido arrancados à força pelos nazistas e seus
colaboradores.
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Sem ter para onde ir, uma vez que não mais tinham onde viver e trabalhar, dezenas
de milhares de sobreviventes, oriundos do leste da Europa, ficaram desabrigados, tendo que
migrar para países do oeste europeu que já haviam sido liberados pelos Aliados. Ali, eles
foram abrigados em centenas de centros e campos de refúgio para deslocados pela guerra
(DP), tais como o de Bergen-Belsen (ex-campo nazista) na Alemanha. Esses campos eram
gerenciados pela Administração das Nações Unidas para Assistência e Reabilitação
(UNRRA) e pelos exércitos de ocupação dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França.
Em dezembro de 1945, o presidente norte-americano, Harry Truman emitiu uma
ordem oficial que tornaram mais flexíveis as restrições de cotas para imigração, permitindo
que muitos deslocados de guerra, previamente perseguidos pelo regime nazista, imigrassem
para os Estados Unidos. Mais de 41.000 refugiados imigraram para os Estados Unidos, dos
quais cerca de 28.000 eram judeus. Em 1948, o Congresso Americano aprovou a Lei dos
Deslocados de Guerra que, entre 1º de janeiro de 1949 e 31 de dezembro de 1952, autorizou a
emissão de aproximadamente 400.000 novos vistos de imigração para os sobreviventes,
havendo 68.000 israelitas usado aquela oportunidade.
Muitos outros refugiados judeus emigraram, como deslocados de guerra, da Europa para o
Canadá, Austrália, Nova Zelândia, países da Europa ocidental, Brasil, México, Argentina, e
outros países latino-americanos, bem como para a África do Sul.
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CONCLUSÃO

Os desastrosos efeitos da Primeira Guerra favoreceram a ascensão de governos


ditatoriais, defensores de um Estado forte e centralizado, que se traduziram no que se
convencionou chamar de nazi-fascismo.
Tais governos assumiram um caráter marcadamente nacionalista, burguês,
anticomunista. As burguesias nacionais temiam que, em face da violência crise
socioeconômica que se abatia sobre a Europa, as populações vissem no exemplo russo a
solução para as suas dificuldades e, por isso, ofereceram seu apoio quase incondicional às
propostas totalitárias de direita.
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