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 Radiação solar: atua na pele causando desde queimaduras até

fotoenvelhecimento e aparecimento de câncer da pele. Várias alterações de


pigmentação da pele são provocadas pela exposição solar, como manchas, pintas e
sardas. A pele fotoenvelhecida é mais espessa, por vezes amarelada, áspera e manchada,
e há um maior número de rugas.
 Tabaco: fumantes possuem marcas acentuadas de envelhecimento na pele. O
calor da chama e o contato da fumaça com a pele provocam o envelhecimento e a perda
de elasticidade cutânea. Além disso, o fumo reduz o fluxo sanguíneo da pele,
dificultando a oxigenação dos tecidos. A redução deste fluxo parece contribuir para o
envelhecimento precoce da pele e para a formação de rugas, além de dar à pele uma
coloração amarelada. Rugas acentuadas ao redor da boca são muito comuns em
fumantes.
 Álcool: altera a produção de enzimas e estimula a formação de radicais livres,
que causam o envelhecimento. A exceção à regra é o vinho tinto que, se consumido
moderadamente, tem ação antirradicais livres, pois é rico em flavonoides e em
resveratrol, potentes antioxidantes;
 Movimentos musculares: movimentos repetitivos e contínuos de alguns
músculos da face aprofundam as rugas, causando as chamadas marcas de expressão,
como as rugas ao redor dos olhos.
 Radicais livres: são uns dos maiores causadores do envelhecimento cutâneo. Os
radicais livres se formam dentro das células pela exposição aos raios ultravioleta, pela
poluição, estresse, fumo etc. Acredita-se que os radicais livres provocam um estresse
oxidativo celular, causando a degradação do colágeno (substância que dá sustentação à
pele) e a acumulação de elastina, que é uma característica da pele fotoenvelhecida.

As causas intrínsecas do envelhecimento podem ser entendidas a partir da compreensão


da renovação celular.

Nosso corpo é composto por aproximadamente 75 trilhões de células, e estas,


excetuando-se as musculoesqueléticas e os neurônios, multiplicam-se constantemente.

À medida que as células se dividem (processo conhecido como mitose), seus telômeros
(seqüências de DNA) vão sendo encurtados. Após muitos ciclos de divisão, eles
desaparecem até que, finalmente, as células perdem sua capacidade de renovação.

A partir do momento que as células não se dividem mais, elas envelhecem, perdem por
completo suas funções e morrem

Tipos de envelhecimento

Envelhecimento cutâneo intrínseco ou cronológico: é aquele decorrente da


passagem do tempo, determinado principalmente por fatores genéticos, estado
hormonal e reações metabólicas, como estresse oxidativo. Nele estão presentes os
efeitos naturais da gravidade ao longo dos anos, como as linhas de expressão, a
diminuição da espessura da pele e o ressecamento cutâneo

comprometimento

Uma das teorias que tentam explicar o declínio das condições físicas com a idade está associada justamente à
redução da capacidade regenerativa dos tecidos, na qual as células progenitoras são fundamentais. Estudos
mostram que o aumento da senescência nos compartimentos das células progenitoras causaria o declínio
fisiológico na homeostase dos tecidos, tendo conseqüências na expressão da idade. 14

15 Duas outras teorias defendem ainda que as modificações protéicas induzidas com o avanço da idade
conduzem ao envelhecimento, sendo o colágeno apontado como a principal proteína comprometida nesse
processo. A teoria das glicosilações argumenta que nos indivíduos mais velhos ocorre um aumento gradativo
das ligações cruzadas ou glicosilações (adição de sacarídios em cadeias protéicas) em proteínas como o
colágeno. As glicosilações sugeridas nessa teoria seriam decorrentes de uma elevação da glicemia ou glicose
tecidular, que estaria aumentada em conseqüência da idade avançada. Já a teoria da quebra das ligações
defende que com a idade aumentam as quebras das ligações em macromoléculas, como o ADN, colágeno e
elastina, comprometendo sua capacidade funcional e, com isso, desencadeando o envelhecimento celular e
tecidual. O colágeno e a elastina são proteínas que constituem a matriz extracelular do tecido conjuntivo, as
quais são responsáveis por grande parte das suas propriedades físicas. Modificações estruturais nessas
proteínas podem reduzir a resistência mecânica e elástica do tecido conjuntivo, podendo responder, em parte,
pelo aumento da flacidez desencadeado com o envelhecimento.

2
I
.
Introdução
Muitas vezes nos deparamos com a idade à nossa frente, seja por lembranças que nos
trazem à consciência
o tempo que já passou ou pela imagem refletida no espelho

Assim, o envelhecimento representa a expressão da redução


gradual da atividade celu
lar, refletida nos tecidos e órgãos do organismo

das em dois grandes grupos: a teoria determinista e a teoria estocástica.


A teoria
determinista
defende que
o envelhecimento é desencadeado por uma programação
puramente genética
e inclui teorias como a teoria somátic
a, a genética, a imunológica e a
das telomerases.
A teoria estocástica
, por sua vez, defende que
o envelhecimento é
conseqüência de sucessivas lesões do ácido desoxirribonucléico (ADN), inibindo o
funcionamento celular e a expressão apropriada dos genes.
E
ssa inclui teorias como a
da lesão/reparação do ADN, da oxidação dos radicais livres, do ADN mitocondrial e das
radiações.
Diante desse histórico, o fator mais apontado para influenciar o envelhecimento
celular é o genético somado a fatores não genéticos
,
como os ambientais e culturais
,
que
interferem de modo aleatório no tempo de vida das células. Assim, fatores como
alimentação, qualidade do ar, radiações ionizantes, produtos químicos podem interferir
na funcionalidade da célula, acelerando seu envelhecim
ento ou conduzindo à morte.

Objectivos

objetivo é entender quais são os mecanismos que cond uzem ao processo de


envelhecimento e morte celular.