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Índice

INTRODUCÃO ............................................................................................................................ 2
CONCEITOS DOUTRINÁRIOS ..................................................................................................... 3
Origem e Natureza .................................................................................................................... 4
FATORES QUE ENSEJARAM SEU SURGIMENTO NO ORDENAMENTO JURIDICO ...................... 4
A relação entre o duplo grau jurisdição e os recursos .............................................................. 5
POSSIBILIDADE DE RECORRER ................................................................................................... 5
Limitação do principio do duplo grau de jurisdição .................................................................. 5
Principais Vantangens e Desvantangens do Duplo grau de jurisidição .................................... 6
Conclusão .................................................................................................................................. 8
Nomes dos participantes........................................................................................................... 9

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INTRODUCÃO

O presente trabalho analisa diversos aspectos inerentes ao principio do duplo grau de


jurisdição, atentando-se pormenorizadamente à verdadeira natureza jurídica desse
instituto, que é aplicado pelo sistema jurídico Angolano, previsto pelo código processo
civil.

Pretende-se também com o presente artigo, levantar os conceitos doutrinários


relacionados ao duplo grau de jurisdição e os motivos que levaram o legislador a prevê-
lo em nosso ordenamento jurídico, bem como confrontar as vantagens e desvantagens
advindas dessa prática, além de comparar as varias doutrinas de ourtros ordrnamentos
juridicos.

O nosso trabalho comporta

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CONCEITOS DOUTRINÁRIOS
Doutrinariamente, discute-se um conceito mais adequado para o princípio em
questão, variando tais concepções, basicamente, em relação à obrigatoriedade do
reexame, ser realizado por um órgão distinto do primeiro e também da necessidade de
que esse segundo órgão seja hierarquicamente superior ao anterior.

Para Djanira Maria Radamés de Sá (1999, p.88), o duplo grau de jurisdição consiste na
possibilidade de reexame, de reapreciação da sentença definitiva proferida em
determinada causa, por outro órgão de jurisdição que não o prolator da decisão,
normalmente de hierarquia superior. Assim, para a referida doutrinadora, a revisão
deve, necessariamente, ser feita por órgão diferente daquele que prolatou a decisão
contestada, apesar de não ser imperioso que este segundo órgão pertença à hierarquia
superior em relação ao primeiro, posicionamento evidenciado pela utilização do termo
“normalmente”.

Já Leib Soibelman conceitua a recursividade como o princípio de ordem pública


segundo o qual toda causa tem direito a um reexame por uma segunda instância,
concordando com Radamés de Sá ao deixar implícito que a revisão deve ser feita por
órgão diferente do primeiro, diferindo, entretanto, daquela, ao prever a necessidade
desse segundo órgão ser de segunda instância, ou seja, hierarquicamente superior ao
outro.

Parcialmente no mesmo sentido, Oreste Souza Laspro (1995, p.27) caracteriza o


instituto como sendo aquele sistema jurídico em que, para cada demanda, existe a
possibilidade de duas decisões válidas e completas no mesmo processo, emanadas por
juízes diferentes, prevalecendo sempre a segunda em relação à primeira.

Oreste Nestor Souza Laspro inicialmente converge com Djanira Maria Radmés de Sá e
Leib Soibelman ao asseverar que a segunda decisão deve ser emanada por um juiz
distinto daquele que julgou a primeira causa. Contudo, posteriormente, omite-se quanto
à necessidade dessa segunda decisão ser proferida por um órgão superior, preferindo
apenas citar o predomínio da segunda em relação à primeira.

Definimos o Duplo grau de jurisdição como sendo a possibilidade de se preitear o


rexame , a reanalise de uma decisão judicial por um outro orgão jurisdiciona.É quando
existe uma decisão judicial na qual não se concorda e se busca o reexame . Este macro
principio é a base central da teoria de recurso ou seja funda-se na ideia que se tem o
Direito de preitear o reexame a reanalise de uma decisão judicional por um orgão
jurisdicional diferente diverso daquele que proferiu a decisão.

Já em sentido diametralmente oposto, o renomado jurista Machado Guimarães

(apud NERY JUNIOR, 1997, p.41) profere com propriedade a seguinte assertiva a
respeito do duplo grau de jurisdição:

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Consiste em estabelecer a possibilidade de a sentença definitiva ser reapreciada

por órgão de jurisdição, normalmente de hierarquia superior à daquele que a proferiu, o

que se faz de ordinário pela interposição de recurso. Não é necessário que o segundo

julgamento seja conferido a órgão diverso ou de categoria hierárquica superior a


daquele que realizou o primeiro exame.

Guimarães deixa claro nas palavras finais do excerto que o segundo julgamento não será
necessariamente realizado por órgão distinto, tampouco hierarquicamente superior ao
primeiro, contrariando todos os doutrinadores supramencionados.

Ele assim preconiza por considerar que, embora em menor proporção e em caráter
excepcional, há casos em que a interposição recursal ocorre em razão do próprio juízo
que proferiu a decisão questionada, como por exemplo, nos Juizados Especiais Cíveis e
Criminais

Origem e Natureza
O duplo grau de jurisção tem origem no Direito Lusitano mais especificamente no
processo penal com a criação do recurso de ofício o qual tinha por finalidade impor
determinados limites a eventuais desvios que o processo inquisitorio podesse
expermenntar. O recurso de ofício portugues migrou tambem para o processo civil de
modo que algumas leis esparsas compeliam o magistrado a apelar de sua propria
sentença.Todavia é possivel denotar uma certa natureza de caracter politica nos recursos
na medida em que não pode admitir uma actividade estatal que não seja fiscalizada.Essa
necessidade seria maior em um sector como a magistratura em que os seus membros na
maior parte dos paises não são eleitos pelo povo. Torna-se assim imperioso que haja um
meio interno de controle das decisões. Assim, o juiz de 2- instância que julga em grau
recursal estaria controlando a actividade jurisdicional em concreto exercida pelo juiz de
1 -instância.

FATORES QUE ENSEJARAM SEU SURGIMENTO NO ORDENAMENTO JURIDICO


O duplo grau de jurisdição, ou instituto da recursividade, como preferem chamar
alguns doutrinadores, surgiu nos ordenamentos jurídicos primitivos, permanecendo nos
sistemas hodiernos, inclusive no nosso, em decorrência de três fatores, quais sejam: a
falibilidade do juiz, o inconformismo da parte vencida e a constante preocupação em se
evitar a existência do despotismo por parte dos membros do magistrado. Quanto à
falibilidade do juiz, temos que, pelo simples fato de se tratar de um ser humano, o juiz
não está imune a eventuais falhas, sejam errores in procedendo ou errores in judicando,
ou seja, erros cometidos no procedimento utilizado ou na fundamentação descabida de
sua decisão, permitindo, assim, futuras discussões quanto a seus atos e decisões.

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Finalmente, ao prever a revisão de decisões judiciais, pretenderam os legisladores
afastarem a possibilidade de o autoritarismo acometer os juízes, pois sem o referido
instituto, estes ficariam imbuídos da certeza de que suas decisões seriam imutáveis, o
que desviaria o principal escopo da jurisdição, que é promover a pacificação social, a
justiça e a ordem pública de maneira imparcial.

A relação entre o duplo grau jurisdição e os recursos


O instuto do recurso vem sempre correlacionado com princípio do duplo grau de
jurisdição, consiste na possibilidade de submeter-se a lide a exames sucessivos,por
juizes diferentes como garantia de boa solução. Sendo recurso um meio de reapreciação
das decisões judicias feita por um tribunal diferente do que proferiu a decisão exige ,por
de regra, a intervenção de dois tribunais que são:

-O tribunal que profere a decisão ou seja o tribunal de 1 instancia,

-O tribunal de recurso ou de 2 instancia hierarquicamente superior ao que profere a


decisão.

POSSIBILIDADE DE RECORRER
A codigo de processo civil nos termos do artigo 666 do Cpc dá a possibilidade as
partes do processo de recorrer nas seguintes circunstâncias: -Em caso de vicios da
decisão proferida na sentença.

-Em casos de erro.

-Insatifação de uma das partes

-sentença ilegal ou injusta

Limitação do principio do duplo grau de jurisdição


Há limitação do princípio da Duplo grau de juridição nos seguintes casos:
Nos depacho de mero expediente e os depachos proferidos no uso de um poder
descricionario nos termos do artigo 679 do CpC.

Efeitos do recurso
Os efeitos produzidos de interposição de recurso são dois:

-Um comum a todos os recursos que é o efeito devolutivo

- E o outro proprio de varios deles que é o efeito suspensivo.

Efeito Devolutivo, trata-se de efeito inerente a natureza do recurso: Se este se conceitua


o pder de provocar o reexame de umacto decisorio pela mesma autoridade judiciaria ou
por outra hierquicamente superior visando a obter a sua reforma ou modificação, segue-
se que o juizo ao qual se recorre devera estar armado de condições capazes e suficientes
Para proferir novo julgamento.Por isso devolve-se ao juizes para qual se recorre o

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conhecimento pleno do material de que se valeu ou podia terse valido, o juiz que
proferiu o acto decisorio reccorrido.

No codigo de Processo Civil Angolano esta previsto no artigo 693 e seguintes.

A apelação tem efeito suspensivo, desta forma a apelação interposta prolonga no


tempo a situação de ineficacia em que encontrava a sentença. Assim na verdade nada se
suspende propriamente porque a sentença sujeita apelação com efeito suspensivo já não
produz efeitos quando é produzida: Sendo interposta a apelação esta ineficácia se
estende ateo momento do julgamento da apelação. Sendo assim a suspensibilidade não
nasce da interposição da apelação mas da simples sujeição a esta apelação com efeito
suspensivo.Esta materia encontra-se conciliada no codigo de Processo Civil Angolano
no ARTIGO 692.

Principais Vantangens e Desvantangens do Duplo grau de


jurisidição
As vantagens do Duplo grau de jurisdição se referem a organização da hierarquia
dos orgão judicias, não so enseja a competição dos juizes no aperfeiçoamento das
condições necessarias a recta a administração da justiça e a consequente promoção dos
mais capazes, como tambem facilita a destribuição das causas entre eles, de modo que
aos mais experientes se atribuam as de maior importançia economica ou social.

Para que exista vantagens é indispensavel que criem condições para que se de esta
possibilidade de abertura de uma nova discusão do caso. Sendo a nova aprecição, por de
regra apreciada não mais por um único Juiz e sim por um orgão colegiado,composto por
tres Juizes, trazendo assim um conceito de maior possibilidade de acerto no
cumprimento da jurisdição.Permite que a parte sucumbente se satisfaça com a decisão
proferida por um magistrado mais experiente.

As Desvantagens

O Desprestigio de primeira instançia, o afastamento da verdade real e a inultilizção do


procedimento oral como desvantagens desse sistema.

A longa duração do processo configura indiscutivelmente, uma denegação de justiça,


provocando danos economicos as partes, auxiliando aquele que demanda sem ter razão
constituindo verdadeira ofensa ao devido processo legal.

Não só os juizez do primeiro grau mas tambem os de jurisdição superor poderiam


cometer erros e injustiças no julgamento,por vezes reformando até por vezes uma
sentença concertania com Direito e a justiça.

Outra desvantagem do duplo grau de jurisdição é o desprestígio que traz à

primeira instância, na medida em que a possibilidade de qualquer decisão, -

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principalmente as sentenças -, ser impugnada, perante um órgão de segunda instância,
que prolata uma decisão substitutiva, faz com que os resultados obtidos em primeira
instância não tenham qualquer valor.

Ademais, a adoção do instituto da recursividade também prejudica o procedimento oral


e os demais recursos processuais derivados deste, como a identidade física do juiz, a
imediação e a concentração dos atos processuais.

Destarte, mesmo ocasionando inúmeros efeitos desvantajosos, incididos tanto sobre as


partes como sobre o Judiciário, a duplicidade de julgamento deve ser amplamente
assegurada, dando efetividade ao princípio do devido processo legal, considerado a
coluna de sustentação do ordenamento jurídico de um Estado Democrático de Direito.

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Conclusão
O duplo grau de jurisdição, princípio ora discutido, deve ser caracterizado pelo simples
reexame do processo, ainda que essa nova análise seja feita no mesmo órgão que
prolatou a decisão questionada e em uma mesma hierarquia. Sua adoção no sistema
jurídico pátrio tem como finalidade precípua garantir a consecução da justiça a todos os
cidadãos, possibilitando a correção de eventuais erros udiciais cometidos em um
primeiro julgamento ou simplesmente assegurando ao sucumbente o direito de
manifestar sua indignação ante um resultado desfavorável e solicitar uma reapreciação
do processo.

ARRUDA, Ridalvo Machado de. O Duplo Grau de Jurisdição Obrigatório:

Inconstitucionalidade dos Incisos II e III do art. 475, do C.P.C.?. São Paulo: O Neófito,

1999. Disponível em: < http://www.neofito.com.br/artigos/art01/pcivil36.htm>. Acesso


em:5 jun. de 2006.

Base de datos de Legislación. Zaragoza: Noticias Jurídicas, s.d. Disponível em:

<http://www.juridicas.com/base_datos/Privado/l1-2000.l2t4.html#c3>. Acesso em: 9


jun. 2006.

Cidadania Italiana: As Regiões, as Províncias, os Municípios. s.l. Ecco!, s.d.

8
Disponível em:<http://www.ecco.com.br/cidadania/p2tit4.asp>. Acesso em: 2 jun. 2006.

Constituzione della Repubblica Italiana. Cagliari: Center for Advanced Studies,

Research and Development in Sardinia, 1993.Disponível em:


<http://www.crs4.it/Letteratura/Costituzione.html>. Acesso em: 2 jun. 2006.

DINAMARCO, Cândido Rangel. A Reforma da Reforma. 4 ed. São Paulo:

Nomes dos participantes


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