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2ª EDIÇÃO

Abril a Junho/2018

INFORMATIVO

O processo de mudança e as críticas aos


NESTA conceitos resultantes da avalição in loco

EDIÇÃO A contribuição do corpo docente para


a formação do discente

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacio- *D


nais Anísio Teixeira (Inep) conduz a avaliação de cursos
A
DO

NOSSOS
de graduação e de Instituições de Ensino Superior (IES)
SD
EA
BR

em todo o Brasil. Os instrumentos que subsidiam a

NÚMEROS
IL
AJ

produção de indicadores de qualidade são o Exame


UN
HO

Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e as


avaliações in loco realizadas pelo Banco de Avaliadores
do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
3.782
(BASis). O Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes) prevê que os cursos sejam avaliados Avaliadores 33.496
em três momentos distintos: autorização, reconheci- capacitados nos
Ligações telefônicas
mento e renovação de reconhecimento. Já as IES novos instrumentos
recebidas
passam pela autoavaliação e pela avaliação externa,
também conduzida pelo Inep. A avaliação dos cursos e
das IES, conhecida como avaliação in loco, é atribuição
da Coordenação-Geral de Avaliação dos Cursos
1.727 1.911
de Graduação e Instituições de Ensino Superior Novos avaliadores
(CGACGIES). Em 2018, a equipe de 12 servidores tem para o BASis Avaliações
finalizadas
como meta finalizar 6 mil avaliações.
O processo de mudança e as críticas
aos conceitos da avalição in loco

Algumas críticas parciais, não justas em sua pleni- É fundamental trazer à evidência que a DAES tem
tude, têm sido feitas à sombra de um relatório de cumprido seu papel com relação ao tripé avaliativo
auditoria do Tribunal de Contas da União – TCU, instituído pelo Sinaes. Atuamos com responsabili-
cuja fiscalização teve origem na solicitação de uma dade na realização da avaliação externa das IES e
comissão de defesa do consumidor para dos cursos de graduação, na execução
avaliar a atuação do Ministério da do Enade e no fomento à avaliação
Educação nos procedimentos interna das instituições. Consi-
de fiscalização dos cursos de Estamos vivenciando deramos importante desta-
Direito. um período singular no car que esse tripé é
tocante à avaliação externa, composto por elemen-
Não se trata de uma não pelo fato de haver críticas tos diferentes, a serem
postura de negação à com relação a um processo que considerados em
existência de problemas vinha sendo repensado e estu- momentos distintos, e
ou de nos furtamos a dado cotidianamente, mas com metodologias e
corrigi-los. Ao contrário: pelo motivo de estarmos em instrumentos voltados a
por acompanhar o processo pleno processo de mudan-
fins específicos.
integralmente e por ter conhe- ças profundas...
cimento das oportunidades de Em particular, no que tange à
melhoria, a Coordenação-Geral tem avaliação in loco – um dos elemen-
promovido aprimoramento constante em tos do tripé – a CGACGIES caminha
consonância com a legislação e instrumentos permamentemente ao encontro de todas as
normativos vigentes. responsabilidades,competências normativas e
sociais e tem ampliado o rol de projetos, ações e
As evidências dessa afirmação podem ser vistas
processos para elevar a produtividade, a qualidade
em documentos oficiais encaminhados à Diretoria
e a relação com seus parceiros e público-alvo.
de Avaliação da Educação Superior (DAES), do
Nesse percurso, buscou-se sempre a coparticipa-
Inep por representantes de IES privadas, bem
ção na construção dos instrumentos e na discus-
como nos portais de associações ligadas à temáti-
são sobre os procedimentos das visitas às institui-
ca, videologs e comentários realizados em redes
ções.
sociais – o que confirma as mudanças
realizadas. Estamos vivenciando um período singular no
tocante à avaliação externa, não pelo fato de haver
CRITÉRIO
DE ANÁLISE

A contribuição do corpo
docente para a formação
do discente
O Indicador relativo ao “Corpo docente, titula- atributos, embora se assuma que a qualidade está
ção” do Instrumento de Avaliação de Cursos de no cumprimento dos critérios de análise, indepen-
Graduação, não mais estipula um percentual dente do conjunto das titulações do corpo docente.
de doutores para o curso: ele agora avalia a Essa sutileza é muito relevante para análise.
contribuição do corpo docente para a forma-
ção do discente. O conceito 3, nessa lógica, demanda o que se espera
de um bom professor, aquele que consegue extrapo-
O pensamento essencial é proporcionar crité- lar a leitura de textos com os alunos.
rios que traduzam com clareza a diferença
entre conceitos, bem como garantir que essa O conceito 4 demanda que o docente seja um estu-
discriminação esteja ancorada na presença de dioso do conteúdo das disciplinas que ministra e que
atributos cujas evidências sejam verificadas. consiga relacionar a literatura atualizada ao setting
de sala de aula.
Dessa maneira, a qualidade é demarcada pela
correlação entre os atributos, tanto de manei- O conceito 5, além de agregar as qualidades anterio-
ra discreta (ou seja, pela sua presença ou res, incentiva a produção do conhecimento.
ausência) quanto pela variabilidade da com-
Entende-se que, se o corpo docente conseguir reali-
plexidade que ele pode possuir.
zar essas ações, com a consciência dos discentes
No caso do indicador em questão, a pergunta sobre tais características, não restará dúvidas de que
que guiou a construção dos critérios de análise o curso proporcionará um diferencial aos seus
foi: quais os diferenciais em termos de quali- alunos.
dade que um corpo docente composto essen-
Atenção para o fato de que nos casos de autorização,
cialmente de doutores (e mestres) pode impri-
os critérios de análise abordam a necessidade de
mir ao processo de ensino/aprendizagem?
haver um “relatório de estudo” com um papel especí-
No objeto de avaliação foi mantido o termo fico que se complexifica conforme o conceito preten-
“titulação” por ser um guia na escolha dos dido aumenta.
SIGNIFICANS INFORMATIVO
Considerando o tema abordado na coluna Redação
“Critério de Análise”, parece relevante falar um Coordenação-Geral de Avaliação dos Cursos de
pouco sobre o relatório de estudo. Graduação e Instituições de Ensino Superior
(CGACGIES)
O Dicionário Michaelis (www.michaelis.uol.-
com.br) traz que o termo relatório significa: Projeto Gráfico e Diagramação
Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)

1 Exposição por escrito sobre a sequên-


cia de um acontecimento qualquer.

Descrição minuciosa e circunstancia-


Peridiocidade
Trimestral

2
Formato
da dos fatos ocorridos na gerência de Online e Impresso
administração pública ou de
sociedade. Contatos
(61) 2022-3480
Exposição por escrito sobre as circuns- secretaria.aval@inep.gov.br

3
www.inep.gov.br
tâncias em que está redigido um docu-
mento ou projeto, acompanhado dos
argumentos que militam a favor ou
contra a sua adoção.

No contexto de avaliação externa, tal qual o


QUEM
nome sugere, relatório de estudo é a apre- SOMOS
sentação dos resultados de um estudo reali-
O Informativo Avaliação in loco é uma iniciativa
zado pela IES que tem como base o perfil do
do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
egresso para o curso em questão e que busca
Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
relacioná-lo com atributos cuja presença
Presidência
impactará no atingimento das competências Maria Inês Fini
retratadas no perfil.
Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAES)
Mariângela Abrão
Observa-se, nos instrumentos, que se busca
Coordenação-Geral de Avaliação dos Cursos de
responder se as características do corpo Graduação e Instituições de Ensino Superior
docente como titulação, experiência profis- (CGACGIES)
Sueli Macedo Silveira
sional, experiência no exercício da docência
Coordenação de Avaliação
na modalidade presencial e a distância, expe- Rogério Dentello
riência em tutoria foram idealizadas para
Coordenação Pedagógica
conseguir formar o egresso previsto no Proje- Ana Carolina Oliveira
to Pedagógico de Curso. Equipe
Alexandre Magno Dias Silvino Ludmila Araújo de Sá Teles
Ana Flávia Sacchetto Fabrini Ricardo Cezar Blezer
Fabiano Cavalcanti Mundim Rosa Mara Santos Cassis
Gislane Scholze Domingues Rodrigo Fraga Massad
Gustavo Danicki Aureliano