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Resumo Vikings

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Representação dos vikings

Viking[1][2][3][4][5][6] (do nórdico antigo víkingr[7]) ou, em português víquingue[8][9][10][11] ou viquingue,[12][13][14] é um


termo habitualmente usado para se referir aos exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas nórdicos (escandinavos)

que invadiram, exploraram e colonizaram grandes áreas da Europa e das ilhas do Atlântico
Norte a partir do final do século VIII até ao século XI.[15][16]

Os vikings usavam dracares para viajar do Próximo Oriente, como Constantinopla e o rio Volga,
na Rússia, até o extremo ocidente, como a Islândia, Groenlândia e Terra Nova, e até o sul de
Alandalus.[17] Este período de expansão viking - conhecidos como a "era viking" - constitui uma parte
importante da história medieval da Escandinávia, Grã-Bretanha, Irlanda e do resto da Europa
em geral.

As concepções populares dos vikings geralmente diferem do complexo quadro que emerge da
arqueologia e das fontes escritas. A imagem romantizada dos vikings como bons selvagens
germânicos começaram a fincar suas raízes no século XVIII e isso evoluiu e tornou-se
amplamente propagado durante a revitalização viking do século XIX.[18] A fama dos vikings de brutos e
violentos ou intrépidos aventureiros devem muito ao mito viking moderno que tomou forma no
início do século XX. As atuais representações populares são tipicamente muito clichês,
apresentando os vikings como caricaturas.[18] Eles também fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente. A imagem histórica dos vikings
mudou um pouco ao longo dos tempos, e hoje já admite-se que eles tiveram uma enorme
contribuição na tecnologia marítima e na construção de cidades. [15].
Índice
• 1Etimologia
• 2Registros históricos
• 3Expansão
• 4A era viking
• 5Declínio
• 6Sociedade
o 6.1Mitologia e religião
o 6.2Cultura dos vikings
o 6.3Mulheres
• 7Navios
• 8Museus vikings
• 9Revitalizações modernas
o 9.1Elmos com chifres
o 9.2Berserker
• 10Aldeias
• 11Legado
o 11.1Percepções medievais
o 11.2Percepções pós-medievais
• 12Referências
• 13Ligações externas

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Escandinávia
Geografia
• Península
• Montanhas
Era Viking
• Nórdico antigo
• Víquingues
• Arte víquingue
• Mitologia nórdica
Entidades políticas
• Dinamarca
• Noruega
• Suécia
• Islândia
Antigas entidades políticas
• Dinamarca-Noruega
• Suécia–Finlândia
• Suécia-Noruega
História
• História da Dinamarca
• História da Finlândia
• História da Noruega
• História da Suécia
Outros tópicos
• Línguas
• Escandinavismo
• Conselho Nórdico
• União Monetária
• União de Defesa
• SAS Scandinavian Airlines
• V
• D
• E
Hoje, de um modo um tanto controverso, a palavra viking também é usada como um adjetivo
que se refere aos escandinavos da época; a população escandinava medieval é denominada
frequentemente pelo termo genérico "nórdicos". A palavra wicinga ocorre pela primeira vez no
poema anglo-saxónico Widsith do século X.[carece de fontes]
Os víquingues[8] ou vikings não usavam a palavra viking para se referirem a si próprios. A rara
ocorrência da palavra em pedras rúnicas é sobretudo na expressão "fara i viking",[19] significando "ir em viagem
de comércio, de pirataria, de expedição guerreira". Nas terras atingidas pelos vikings eram usados vários termos para os desi gnar[20]:

• Os Ingleses chamavam-nos de dinamarqueses, pagãos, e mais raramente de vikings.


• Os Francos denominavam-nos de nórdicos ou de dinamarqueses.
• Os Irlandeses designavam-nos de pagãos ou de estrangeiros.
• Na Europa Oriental apelidavam-nos de rus, varangianos ou varegues.

A etimologia da palavra é incerta. Na Escandinávia, o termo viking costuma estar relacionado


com a palavra Viken (região costeira norueguesa à volta do fiorde de Oslo) ou vik (enseada, baía).
Viking seria uma pessoa proveniente de Viken, ou aquele que se escondia num vik. "Ir em viking"
(fara i viking) seria ir numa expedição marítima guerreira ou de pirataria. Outra hipótese
lançada é que a palavra vik derivaria do verbo vikja (evitar), dado os vikings serem especialistas
em se esconder e evitar os adversários. Ainda outra hipótese é que vik significava mercador,
derivado do inglês antigo wíc (centro comercial), originada no latim vicus (pequena povoação).
[21] [22] [23] [24] [25]

A raiz da palavra germânica vik ou wik está relacionada a mercados, é o sufixo normalmente
utilizado para referir-se a uma "cidade mercadora", da mesma forma que burg significa "lugar
fortificado". Sandwich e Harwich, na Inglaterra, ainda mostram essa terminação, e Quentovic, a
recém-escavada cidade portuária dos francos, mostra a mesma etimologia. A atividade
mercantil dos vikings está bem documentada em vários locais arqueológicos como Hedeby. Há
quem acredite que a palavra viking vem de vikingr do nórdico antigo, língua falada pelos vikings,
mas eles não se denominavam assim; este nome foi atribuído a eles devido ao seu significado:
piratas, aventureiros ou mercenários viajantes. Os vikings são escandinavos, que por sua vez,
são um povo germânico, sendo provenientes dos indo-europeus. Os vikings a partir do século VII
começaram a sair da Escandinávia, indo para as regiões próximas, devido a uma
superpopulação e até problemas internos, como no caso de Érico, o Vermelho que foi expulso da
Noruega e da Islândia por assassinato, além da motivação pelo comércio e pelos saques das
cidades europeias. Os anais francos usam a palavra Normanni, os anglo-saxões os denominavam
de Dani, e embora esses termos certamente se refiram respectivamente aos noruegueses e
dinamarqueses, parece que frequentemente eram usados para os "homens do norte" em geral.
Nas crônicas germânicas eles eram denominados de Ascomanni, isto é, "homens de madeira",
porque suas naus eram feitas de madeira. Em fontes irlandesas eles aparecem com Gall
(forasteiro) ou Lochlannach (nortistas); para o primeiro eram algumas vezes adicionadas as
palavras branco (para noruegueses) ou preto (para dinamarqueses), presumivelmente devido
às cores de seus escudos ou de suas malhas.

Adão de Bremen, historiador eclesiástico germânico, afirmou, aproximadamente em 1075, que o


termo viking era usado pelos próprios dinamarqueses. Ele escreve: "... Os piratas a quem eles
[dinamarqueses] chamam de Vikings, mas nós [os germânicos] chamamos de Ashmen". Se a
origem da palavra viking for escandinava deve ser relativa à vig (batalha), ou vik (riacho,
enseada, fiorde ou baía). Se por outro lado, a palavra viking não for de origem escandinava, pode
estar relacionada à palavra "acampamento" - do inglês antigo wic e do latim vicus.

Registros históricos[editar | editar código-fonte]

Cidades vikings na Escandinávia

A terra natal dos vikings era a Noruega, Suécia e Dinamarca. Eles e seus descendentes se
estabeleceram na maior parte da costa do mar Báltico, grande parte da Rússia continental, a
Normandia na França, Inglaterra e também atacaram as costas de vários outros países
europeus, como Portugal, Espanha, Itália e até a Sicília e partes da Palestina.[carece de fontes] Os vikings
também chegaram à América antes da descoberta de Cristóvão Colombo, tendo empreendido
uma tentativa fracassada de colonização na costa da região sudeste do Canadá.
Os vikings eram guerreiros que viajavam pelos mares a partir de sua terra, na península
escandinava, pilhando e saqueando cidades, mas também estabelecendo colônias e
comercializando. Eles chegaram a áreas no norte da Europa levando sua cultura, como a
Normandia, na França, que Rolão conseguiu através de um acordo com Carlos, o Simples, o
Tratado de Saint-Clair-sur-Epte. Este território era no norte da França ao redor da cidade de
Ruão. Além da Groenlândia, onde Érico, o Vermelho criou colônias após ter sido expulso da
Noruega e da Islândia, e do Canadá, para onde Leif Ericsson, filho de Érico viajou. Os vikings
costumavam usar lanças (como o deus Odim) e machados e seus capacetes não possuíam chifres
(como são apresentados). Viajavam em barcos rápidos chamados dracares, "dragão", por terem
uma cabeça do mítico animal esculpida na frente. A velocidade desses barcos facilitava ataques
surpresas e fugas quando necessário.

Expansão[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Expansões vikings
As diversas nações viking estabeleceram-se em várias zonas da Europa:

• Os dinamarqueses navegaram para o sul, em direção à Frísia, França e partes do sul da


Inglaterra. Entre os anos 1013 e 1042, diversos reis vikings, como Canuto II da
Dinamarca, chegaram mesmo a ocupar o trono inglês.
• Os suecos navegaram para o leste entrando na Rússia, onde Rurique fundou o primeiro
estado russo, e pelos rios ao sul para o mar Negro, Constantinopla e o Império Bizantino.

Território e viagens dos vikings

Mapa mostrando os assentamentos escandinavos nos séculos VIII (vermelho escuro), IX (vermelho), X (laranja) e XI
(amarelo). O verde indica áreas sujeitas a frequentes ataques vikings

• Os noruegueses viajaram para o noroeste e oeste, para as Ilhas Feroe, Shetland, Órcades,
Irlanda e Escócia. Excepto nas ilhas britânicas, os noruegueses encontraram
principalmente terras inabitadas e fundaram povoados. Primeiro a Islândia em 825
(monges irlandeses já estavam lá), depois a Gronelândia (985), foram ocupadas e
colonizadas por vikings noruegueses. Em cerca de 1000 d.C., a América do Norte foi
descoberta por Leif Ericson da Gronelândia, que a chamou de Vinlândia. Um pequeno
povoado foi fundado na península norte na Terra Nova (Canadá), mas a hostilidade dos
indígenas locais e o clima frio provocaram o fim desta colônia em poucos anos. Os restos
arqueológicos deste local - L'Anse aux Meadows - constituem hoje em dia um sítio de
Patrimônio Mundial da UNESCO.

Os vikings começaram a incursão e colonizaram ao longo da parte nordeste do mar Báltico nos
séculos VI e VII. No final do século VIII, os suecos faziam longas incursões descendo os rios da
moderna Rússia e estabeleceram fortes ao longo do caminho para a defesa. No século IX eles
controlavam Quieve e em 907 uma força de dois mil navios e oitenta mil homens atacou
Constantinopla. Eles saíram de lá com um favorável acordo comercial do imperador bizantino.
Depois chegando até a Sicília.

Os vikings fizeram a primeira investida no Oeste no final do século VIII. Os primeiros relatos de
invasões viking datam de 793, quando dinamarqueses ("marinheiros estrangeiros") atacaram e
saquearam o famoso mosteiro insular de Lindisfarne, na costa Leste da Inglaterra. Os vikings
saquearam o mosteiro, mataram os monges que resistiram, carregaram seus navios e
retornaram à Escandinávia. Nos 200 anos seguintes, a história Europeia encontra-se repleta de
contos sobre os vikings e suas pilhagens. O tamanho e a frequência das incursões contra a
Inglaterra, França e Alemanha aumentaram ao ponto de se tornarem invasões. Eles saquearam
cidades importantes como Hamburgo, Utrecht e Ruão. Colônias foram estabelecidas como bases
para futuras incursões. As colônias no Noroeste da França ficaram conhecidas como Normandia
(de "homens do Norte"), e seus residentes eram chamados de normandos.

Em 865, o Grande Exército Pagão invadiu a Inglaterra. Eles controlaram boa parte da Inglaterra
pelos dois séculos seguintes. Um dos últimos reis de toda a Inglaterra até 1066 foi Canuto,
conhecido como "o Grande", que governava a Dinamarca e a Noruega simultaneamente. Em 871,
uma outra grande esquadra navegou pelo rio Sena para atacar Paris. Eles cercaram a cidade por
dois anos, até abandonarem o local com um grande pagamento em dinheiro e permissão para
pilhar, desimpedidos, a parte oeste da França.

Em 911, o rei da França elevou o chefe da Normandia a Duque em troca da conversão ao


cristianismo e da interrupção das incursões. Do Ducado da Normandia veio uma série de
notáveis guerreiros como Guilherme I, que conquistou a Inglaterra em 1066; Roberto de Altavila
e família, que tomaram a Sicília dos árabes entre 1060 e 1091 e Balduíno I, rei cruzado de
Jerusalém.

Os vikings conquistaram a maior parte da Irlanda e grandes partes da Inglaterra, viajaram pelos
rios da França, Portugal e Espanha, e ganharam controle de áreas na Rússia e na costa do mar
Báltico. Houve também invasões no Mediterrâneo e no leste do mar Cáspio e há indícios que
estiveram na costa do novo continente, fundando a efêmera colônia de Vinlândia, no atual
Canadá.
A era viking[editar | editar código-fonte]
Ver também: Era Viking
O Barco de Gokstad em exposição em Oslo, Noruega

O período compreendido entre as primeiras invasões registradas na década de 790 até a


conquista normanda da Inglaterra, em 1066, é conhecido como a era viking da história
escandinava.[26][27] Supõe-se que os ataques aos povos que vivem ao redor do mar Báltico tem uma história anterior. Eles são,
porém, não bem conhecidos, devido à falta de fontes escritas a partir dessa área. Os normandos
eram descendentes de vikings dinamarqueses e noruegueses a que foram dados suserania
feudal de áreas no norte da França - o Ducado da Normandia - no século X.[carece de fontes] A este
respeito, os descendentes dos vikings continuaram a ter influência no norte da Europa. Da
mesma forma, o rei Harold Godwinson, o último rei anglo-saxão da Inglaterra, tinha
antepassados dinamarqueses. Foram dois os víquingues que ascenderam ao trono na Inglaterra,
Sweyn Forkbeard (1013-1014) e o seu filho Canuto, o Grande que se tornou rei de Inglaterra,
reinando de 1016 a 1035.[28][29][30][31][32]

Geograficamente, a "era viking" pode ser atribuída não apenas às terras escandinavas
(modernas Dinamarca, Noruega e Suécia), mas também aos territórios sob domínio norte-
germânico, principalmente o Danelaw, incluindo o York escandinavo, o centro administrativo
dos restos mortais do Reino da Nortúmbria,[33] partes do Reino da Mércia[34] e a Ânglia Oriental.[35]
Navegantes vikings abriram o caminho para novas terras ao norte, oeste e leste, o que resultou na

fundação de colônias independentes em Shetland, Orkney, Ilhas Faroé, Islândia, Groenlândia,[36] e


L'Anse aux Meadows, uma colônia de vida curta na Terra Nova, por volta de 1000[37] Muitas dessas terras,
especificamente, Groenlândia e Islândia, podem ter sido originalmente descoberta por marinheiros vikings.[carece de fontes] Os vikings também exploraram e se

estabeleceram em territórios em áreas dominadas pelos eslavos da Europa Oriental,


especialmente a Rússia de Quieve. Por volta de 950 esses assentamentos foram amplamente
"eslavizados".

Uma casa comunal viking reconstruída


Já em 839, quando emissários suecos os primeiros a visitar o Império Bizantino, escandinavos
serviram como mercenários a serviço do Império Bizantino.[38] No final do século X]], uma nova unidade da guarda imperial foi formada e
tradicionalmente continha um grande número de escandinavos. Isso ficou conhecido como a Guarda varegue. A palavra "Varegues" pode ter se

originado do nórdico antigo, mas em línguas eslavas e gregas poderia se referir tanto a
escandinavos quantos aos francos. O mais eminente escandinavo que serviu a Guarda Varegue
foi Haroldo Manto Cinzento, que posteriormente estabeleceu-se como rei da Noruega (1047-
1066).[39][40]

Importantes portos comerciais durante esse período incluem Birka, Hedeby, Kaupang, Iorque,
Antiga Ladoga, Novogárdia e Quieve. Há evidências arqueológicas que os vikings chegaram à
cidade de Bagdá, o centro do Império Islâmico.[41] Os nórdicos regularmente dobravam o rio Volga
com seus bens de comércio: peles, dentes e escravos. No entanto, tinham muito menos sucesso
na criação de assentamentos no Oriente Médio, devido ao poder islâmico mais centralizado.[carece de
fontes]

De modo geral, os noruegueses se expandiram para o norte e oeste, em lugares como Irlanda,
Escócia, Islândia e Groenlândia, os dinamarqueses para Inglaterra e França, estabelecendo-se
em Danelaw (norte/leste da Inglaterra) e Normandia, e os suecos a leste, na fundação da Rússia
de Quieve, a Rússia original. No entanto, entre as runas suecas que mencionam expedições ao
longo do mar, quase a metade referem-se a invasões e viagens para a Europa Ocidental. Além
disso, de acordo com as sagas islandesas, muitos vikings noruegueses foram para a Europa
Oriental. Essas nações, apesar de distintas, foram semelhantes na cultura e na língua. Os nomes
dos reis escandinavos são conhecidos apenas após a era viking. Somente após o fim da era viking
os reinos separados adquiriram identidades como nações, que passou de mão em mão com a
sua cristianização. Assim, o fim da era viking para os escandinavos também marca o início da
sua relativamente breve Idade Média.

Declínio[editar | editar código-fonte]

Blar a' Bhualite, último lugar onde os vikings estiveram na Ilha de Skye

Após décadas de pilhagem, a resistência aos vikings tornou-se mais eficiente e, depois da
introdução do cristianismo na Escandinávia, tornou a cultura viking mais moderada. As
incursões vikings cessaram no fim do século XI. A consolidação dos três reinos escandinavos
(Noruega, Dinamarca e Suécia) em substituição das nações viking em meados do século XI deve
ter influenciado também o fim dos ataques, visto que com eles os vikings passaram também a
sofrer das intrigas políticas de que tanto se beneficiaram e muito da energia do rei estava
dedicada a governar suas terras. A difusão do cristianismo fragilizou os valores guerreiros
pagãos antigos, que acabaram sumindo. Os nórdicos foram absorvidos pelas culturas com as
quais eles tinham se envolvido. Os ocupantes e conquistadores da Inglaterra viraram ingleses,
os normandos viraram franceses e os Rus tornaram-se russos.

A escrita dos vikings era com runas, símbolos escritos em pedras, sendo usados até o período de
cristianização que misturou as culturas e provocou alterações. Nessas misturas, muitas coisas
da cultura cristã passaram para os vikings, mas algumas tradições e ideias da religião dos vikings
passaram para os cristãos, colaborando para a aceitação do cristianismo pelos vikings. Alguns
exemplos dessas cristianizações das coisas vikings, são, a “santificação” da festa da deusa Eostre
– considerada por alguns, uma forma da deusa Frigg, esposa de Odin – cujos símbolos são
coelhos e ovos e que originou os nomes da Páscoa no inglês e alemão, Easter (inglês) e Ostern
(alemão, vindo de uma variação de seu nome, Ostera).
Na Rússia, os vikings eram conhecidos como varegues ou varegos (Väringar), e os guarda-costas
escandinavos dos imperadores bizantinos eram conhecidos como guarda varegue. Outros
nomes incluem nórdicos e normandos.
Sociedade[editar | editar código-fonte]

Timoneiro viking com elmo cônico, em selo das Ilhas Feroe

Os povos vikings, assim como tinham uma mesma organização política, também
compartilhavam uma mesma composição sociocultural. A língua falada pelos vikings era a
mesma, seu alfabeto também era o mesmo: o alfabeto rúnico.[carece de fontes] As sociedades estavam
divididas, de um modo geral, da seguinte maneira: O rei estava no ápice da pirâmide; abaixo
dele estavam os jarls, homens ricos e grandes proprietários de terras (os jarls não eram nobres,
pois nas sociedades vikings não havia nobres); abaixo dos jarls havia os karls ou seja, o povo,
livres, mas sem posses ou com poucas propriedades, geralmente pequenos comerciantes ou
lavradores. Os karls compunham o grosso dos exércitos vikings e tinham participação nas Tings;
abaixo dos karls, havia os thralls, escravos. Eles geralmente eram prisioneiros de batalhas, mas
podiam ser (dependendo da decisão da Althing da região) escravos por dívidas ou por crimes, seus
proprietários tinham direito de vida e morte sobre eles.

A maior parte dos povoados vikings eram fazendas pequenas, com entre cinqüenta e quinhentos
habitantes. Nessas fazendas, a vida era comunitária, ou seja, todos deviam se ajudar
mutuamente. O trabalho era dividido de acordo com as especialidades de cada um. Uns eram
ferreiros, outros pescadores (os povoados sempre se desenvolviam nas proximidades de rios,
lagos ou na borda de um fiorde), outros cuidavam dos rebanhos, uns eram artesãos, outros eram
soldados profissionais, mas a maioria era agricultora.

As semeaduras ocorriam tão logo a primavera começava, pois os grãos precisavam ser colhidos
no final do verão para que pudessem ser armazenados para o outono e inverno. Durante o
inverno, as principais fontes de alimentos eram a carne de gado e das caças que eles obtinham.
No verão o gado era transportado para as montanhas para pastar longe das plantações.
Nas fazendas, as pessoas moravam geralmente em grandes casarões comunitários. Geralmente
esses casarões eram habitados pelas famílias. Por exemplo: três irmãos, com suas respectivas
esposas, filhos e netos.
As famílias (fjolskylda) dos vikings eram muito importantes, sendo provedoras de abrigo
alimento e proteção. As famílias tinham rivalidades e brigas com outras, sendo julgados nas
Tings ou com os ordálios, testes para julgamentos divinos. No caso de mortes da família, era
normal haver vinganças, devido à importância destas na sociedade. Os membros das famílias
trabalhavam juntos, mesmo após casarem, trabalhando desde pequenos nas famílias,
aprendendo trabalhos mais difíceis com o tempo, trabalhando com ferro ou no caso de jarls, na
política ou na guerra. Os patriarcas detinham muito poder, podendo escolher se seus filhos
viveriam ou não após nascerem.

As mulheres após o casamento mudavam para a família do marido e tinham trabalhos como
cozinhar, limpar e cuidar dos necessitados. As mulheres eram obedientes, mas podiam pedir
divórcio, caso houvesse motivo, já os maridos podiam ter concubinas e matar as mulheres
adúlteras, mas tinham de pagar ao pai da noiva para casar. Como as famílias ensinavam os
trabalhos aos filhos, muitos trabalhos eram familiares, como os stenfsmiors, que construíam
barcos e com a madeira dos barcos velhos, reparavam os outros barcos.

Mitologia e religião[editar | editar código-fonte]


Eles tinham várias histórias para explicar coisas do cotidiano, como o sol e a lua, que
acreditavam serem perseguidos pelos lobos Skoll e Hati, filhos de Fenrir (que segundo o
ragnarok, devora Odim em batalha, morrendo em seguida); o sol seria uma deusa e a lua um
deus, chamado Máni. O arco-íris, segundo eles, tinha uma ponte, denominada Bifrost, guardada
pelo deus Heimdall. A Deusa-Sol passava todo dia com sua carruagem puxada pelos cavalos,
Asvid e Arvak. Os deuses eram mais ou menos populares de acordo com a importância que
tinham com o cotidiano. Alguns dos deuses mais venerados foram, Odim, Tor e Njord.

A religião dos vikings costumava ter culto a ancestrais, além da veneração a deuses e transmitia
ideias diferentes quanto a questões da vida e do mundo. Eles acreditavam que o mundo era
dividido em "andares" e todos estavam unidos a uma enorme árvore, chamada, Yggdrasil. Estes
"andares" eram diferentes e possuíam características especiais, sendo estes, nove. Havendo um
mundo para os deuses, Asgard, e um mundo onde as pessoas vivem, midgard, além dos outros
sete que são, Nilfheim, mundo abaixo de midgard, no subsolo, onde Hel governa os mortos. Outro
mundo é Jotunheim, reino frio e montanhoso, onde os gigantes de rocha e neve (chamado de
Jotuns) habitam e era governado por Thrym, gigante que roubou o Miolnir de Tor para trocá-lo
por Freia. Os outros mundos são, Vaneheim (casa dos Vanir), Muspellheim (casa dos gigantes de
fogo, local cheio de cinzas e lava, cujo rei é o gigante Surt), Alfheim (onde os elfos moram),
Svartaheim (onde os svartafars habitam, são conhecidos como elfos negros) e Nidavellir (é a
terra dos anões).

Esta religião não era baseada na luta entre o bem e o mal, mas entre a ordem e o caos, sendo que
nenhum deus era tido como completamente bom nem mau, mesmo Loki sendo apresentado
como provocador de conflitos, ele ajudou os deuses em diversas ocasiões.

Os vikings valorizavam a morte e até a festejavam. Após a morte, havia ritos, como a queima do
corpo do morto com vários pertences e após a queima, estes eram recolhidos e as cinzas,
colocadas em potes de cerâmica. Outra forma usada após a morte era a criação de câmaras, onde
o morto era colocado junto a vários pertences e até seus cavalos. Esta forma era mais usada na
Dinamarca e na Ilha de Gotlândia. Há casos de enterros de navios, onde foram colocados rainha
e princesa, junto a pertences e animais sacrificados, como, cães, cavalos e bois. Em outra câmara,
foi encontrada uma mulher bem vestida, sendo esta rica e uma mal vestida retorcida, estudos
confirmaram que esta era escrava e havia sido posta viva nesta câmara. No caso da morte de
homens, era costume a sua mulher favorita ser enterrada viva junto a ele. O uso de barcos como
túmulo, mostra poder e prestígio do morto e também simboliza a jornada pós-morte e tem
ligação com a adoração a Njord.[42]

Cultura dos vikings[editar | editar código-fonte]


A cultura dos vikings tinha caráter guerreiro, devido também a influências religiosas. Eles eram
politeístas, tendo deuses com diversas características, personalidades, histórias e influências no
dia-a-dia. Estes deuses eram divididos em dois grupos, os Aesir e os Vanir, além de terem outras
criaturas como os gigantes. Os Aesir e os Vanir têm poucas diferenças, mas há várias histórias
sobre guerras entre os dois grupos. Além dos deuses, também eram relatadas histórias de
heróis. Os vikings apreciavam muito as espadas, sendo que os mais ricos e poderosos tinham as
mais belas e melhores, possuindo detalhes dourados e até mesmo rúnicos. Além das espadas,
eles tinham facas, adagas, lanças de diversos tipos, como de arremesso. Estas eram as armas
mais usadas em batalhas, sendo atiradas nos inimigos ou usadas normalmente; quando atiradas,
era clamado o nome de Odim, o deus da guerra conhecido por sua lança, Gungnir.

Mas os vikings também usavam o arco e flecha, principalmente nas batalhas marítimas, e os
machados. Estes, entretanto, foram mais usados no começo da era viking, em especial no
cotidiano por ser simples e rústico, não possuindo detalhes luxuosos, como algumas espadas. Os
escudos eram de madeira, mas com um detalhe de ferro no meio e ao longo da borda para
proteger a mão. Também havia tipos específicos de infantaria, como os berserkers, que imitavam
a ferocidade e bravura dos animais selvagens, muitas vezes não usando proteções nas guerras,
efeito o qual se atingia através da ingestão de cogumelos alucinógenos e bebidas alcoólicas.

Mulheres[editar | editar código-fonte]


As mulheres tinham um "status" relativamente livre nos países nórdicos da Suécia, Dinamarca e
Noruega, ilustrados nas leis islandesas Grágás, do Frostating norueguês e nas leis Gulating.[43] A tia
paterna, a sobrinha paterna e a neta paterna, referida como odalkvinna, tinham o direito de herdar a propriedade de um homem falecido.[43] Na ausência de parentes do sexo masculino, uma mulher solteira sem

filho poderia herdar não só a propriedade, como também a posição como chefe da família de um pai ou irmão falecido. Tal mulher era chamada Baugrygr e exercia todos os direitos oferecidos ao chefe de um clã

familiar - como o direito de exigir e receber multas pelo abate de um membro da família - até casar-se, pelo qual seus direitos eram transferido para seu novo marido. Essas liberdades gradualmente

desapareceram após a introdução do cristianismo, e, a partir do final do século XIII, não são mais mencionados.[43] Um corpo de um viking do século X desenterrado na década de 1880, como uma figura da

Cavalgada das Valquírias de Richard Wagner: uma guerreira de elite enterrada com uma espada,
um machado, uma lança, flechas, uma faca, dois escudos e um par de cavalos de guerra, como
uma valquíria mítica (descrita acima em uma pintura do século XIX), a primeira guerreira viking
de alto status a ser identificada.[44] O DNA da guerreira prova seu sexo, sugerindo um grau surpreendente de equilíbrio de gênero na ordem social violenta dos vikings.[45]
Navios[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Navios víquingues, Dracar e Knorr
Dracar viking

Além de permitir que os vikings navegassem longas distâncias, seus navios dragão (dracar)
traziam vantagens tácticas em batalhas. Eles podiam realizar eficientes manobras de ataque e
fuga, nas quais atacavam rápida e inesperadamente, desaparecendo antes que uma contra-
ofensiva pudesse ser lançada. Os navios dragão podiam também navegar em águas rasas,
permitindo que os vikings entrassem em terra através de rios.

Museus vikings[editar | editar código-fonte]


Existe um famoso museu viking em Oslo, na Noruega, denominado Vikingskipshuset, e outro
localizado em Dublin, construído em um dos castelos da cidade, chamado de Dublinia. Além
disso, há um museu dedicado aos barcos vikings, o Vikingeskibsmuseet na Dinamarca

Revitalizações modernas[editar | editar código-fonte]


As primeiras publicações modernas sobre o que hoje chamamos de cultura viking apareceram
no século XVI, como, por exemplo, Historia de gentibus septentrionalibus (Olavo Magno, 1555), e
a primeira edição da Feitos dos Danos, escrita no século XIII, de Saxão Gramático, em 1514. O
ritmo de publicação aumentou durante o século XVII com as traduções latinas de Edda
(especialmente Islandorum Edda, de Peder Resen, em 1665).

A encenação moderna de uma batalha viking

Na Escandinávia, os estudiosos dinamarqueses do século XVII, Thomas Bartholin e Ole Worm, e


o sueco Olof Rudbeck foram os primeiros a definir o padrão para usar runas e sagas islandesas
como fonte histórica.[carece de fontes] Durante o Iluminismo e o Renascimento nórdico, o estudo
histórico na Escandinávia tornou-se mais racional e pragmático, como foi testemunhado pelas
obras do historiador dinamarquês Ludvig Holberg e do sueco Olof von Dalin.[carece de fontes] Um
contribuidor pioneiro britânico ao estudo dos vikings foi George Hicke, que publicou seu
Linguarum vett. septentrionalium thesaurus em 1703-1705. Durante o século XVIII, o interesse e
o entusiasmo britânico pela Islândia e pela cultura escandinava antiga cresceu dramaticamente,
expressas em traduções inglesas dos textos Old Norse e poemas originais que exaltavam as
supostas "virtudes viking".

A palavra "viking" foi popularizada no início do século XIX por Erik Gustaf Geijer em seu poema
The Viking. O poema de Geijer muito fez para difundir o novo ideal romantizado do viking, que
tinha pouca base em fatos históricos. O renovado interesse do romantismo no Norte Antigo
tinha implicações políticas contemporâneas. A Sociedade Geatish, da qual Geijer era membro,
popularizou o mito em grande medida. Outro autor sueco que teve grande influência sobre a
percepção dos vikings foi Esaias Tegnér, membro da Sociedade Geatish, que escreveu uma
versão moderna de Friðþjófs saga hins frœkna, que se tornou muito popular nos países nórdicos,
no Reino Unido e na Alemanha.
O fascínio com os vikings chegou ao ápice durante a chamada revivificação viking no final do
século XVIII e XIX. Na Grã-Bretanha, assumiu a forma de Septentrionalismo, na Alemanha, a
compaixão de Richard Wagner ou mesmo o misticismo germânico, e nos países escandinavos, o
nacionalismo romântico ou escandinavismo. As pioneiras edições escolares do século XIX da era
viking começaram a chegar a um público pequeno na Grã-Bretanha, os arqueólogos começaram
a escavar sobre o passado viking da Grã-Bretanha, e os linguistas entusiastas começaram a
identificar origens na era viking de expressões idiomáticas e provérbios rurais. Os novos
dicionários da língua nórdica antiga permitiu que os vitorianos lidassem com as primitivas
sagas islandesas.[46]
Elmos com chifres[editar | editar código-fonte]
Muitos dizem que os vikings usavam elmos com chifres pois receavam, pelas suas crenças, de
que o céu lhes pudesse vir a cair nas cabeças. Apesar desta conhecida imagem a respeito deles -
que na realidade era uma crença celta e não nórdica - eles jamais utilizaram tais elmos. Essas
características não passam de uma invenção artística das óperas do século XIX, que reforçavam
as nacionalidades, no romantismo, e que visavam a resgatar a imagem dos vikings como
bárbaros cruéis, pois sua aparência era incerta. Os capacetes que os vikings verdadeiramente
utilizavam eram cônicos e sem chifres (como se pode ver na imagem do "timoneiro viking"). Não
existe qualquer tipo de evidência científica (paleográfica, histórica, arqueológica, epigráfica) de
que os escandinavos da era viking tenham utilizado capacetes córneos. As artes plásticas e a
literatura auxiliaram a divulgação dos estereótipos sobre os vikings, principalmente depois de
1880.[47]
Berserker[editar | editar código-fonte]
Lendas contam que guerreiros tomados por um frenesi insano, conhecidos como berserkir
(singular; antigo nórdico), iam a batalha vestidos com casacos de pele de ursos, os de pele de
lobos eram chamados de ulfhednar ou ulfhedir e atiravam-se nas linhas inimigas. O relato mais
antigo sobre berserkers está escrito em Haraldskvæði, um poema escaldico do século IX, escrito
por Thórbiörn Hornklofi, em homenagem ao rei Haroldo Godwinson. Não há relatos
contemporâneos da existência dos berserkers.

Aldeias[editar | editar código-fonte]


As fazendas viquingues eram compostas de diversas fazendas agrupadas [48]. A maioria produzia vegetais e animais
suficientes para sustentar todos os que viviam na fazenda, sejam humanos ou animais. Os vikings eram em sua maioria agricultores,

mesmo que parte do tempo realizassem trocas com pescado. As fazendas eram geralmente
pequenas, a menos que o proprietário fosse rico, e podiam ser tanto isoladas quanto agrupadas
em pequenas aldeias agrícolas. Sabe-se, também, que as fazendas e vilas mudavam cem metros a
cada geração para tirar proveito dos solos frescos. Mas isso mudou com a transição para o
cristianismo, quando os vikings construíram igrejas de pedras, fazendo com que as aldeias
permanecessem no mesmo lugar.
Legado[editar | editar código-fonte]
Percepções medievais[editar | editar código-fonte]
Na Inglaterra, a Era viking começou dramaticamente em 8 de junho de 793, quando nórdicos
destruíram e saquearam a abadia em Lindisfarne. A devastação da Ilha Sagrada de Nortúmbria
chocou e alertou as Cortes Reais Europeias sobre a presença viking. "Uma atrocidade nunca
antes vista", declarou o monge de Nortúmbria Alcuíno de Iorque.[49] Cristão medievais na Europa estavam totalmente despreparados
para as incursões vikings e não encontravam explicações para sua chegada e o sofrimento que tiveram sob

as mãos dos vikings.[50] Mais que qualquer outro evento, o ataque a Lindisfarne criou uma percepção demonizada sobre os vikings pelos próximos
séculos. Apenas a partir da década de 1890 estudiosos fora da Escandinávia começaram a
estudar seriamente as conquistas vikings, reconhecendo sua arte, habilidades, tecnologias e
técnicas de navegação.[51]

Mitologia nórdica, sagas e literatura contam sobre a cultura e a religião escandinava por meio de
contos de heróis mitológicos. As primeiras transmissões dessas informações era realizada
oralmente, e textos posteriores dependiam das traduções e transcrições dos monges cristãos,
incluindo os islandeses Snorri Sturluson e Semundo, o Sábio. Muitas dessas sagas foram escritas
na Islândia e a maioria, mesmo que não tivesse procedência islandesa, foram preservadas lá
após a Idade Média em decorrência do contínuo interesse de islandeses em literatura nórdica e
códigos de lei.
A influência de 200 anos dos vikings sobre a história europeia é repleta de pilhagens e
colonizações, e a maioria dessas crônicas provêm de testemunhas ocidentais e seus
descendentes. Menos comum, embora igualmente relevante, são as crônicas vikings que
originaram-se no oriente, incluindo as crônicas de Nestor, crônicas de Novogárdia, crônicas de
Amade ibne Fadalane, crônicas de Amade ibne Rusta, e algumas menções por Fócio, patriarca de
Constantinopla, a respeito do primeiro ataque ao Império Bizantino. Outras crônicas acerca da
história viking incluem Adão de Brema, que escreveu, no quarto volume de seu Gesta
Hammaburgensis Ecclesiae Pontificum, "há muito ouro aqui (na Zelândia), acumulado pela
pirataria. Estes piratas, chamados de wichingi por seu próprio povo, e Ascomanni por nosso
povo, pagam tributos ao rei dinamarquês. Em 991, a Batalha de Maldon, entre invasores vikings
e habitantes de Maldon em Essex foi comemorada com um poema homônimo.

Percepções pós-medievais[editar | editar código-fonte]


As primeiras publicações modernas, tratando acerca do que atualmente é conhecido como
cultura viking, apareceram no século XVI, com o livro Historia de gentibus septentrionalibus
(Olavo Magno, 1555), e a primeira edição do livro do século XIII Feitos dos Danos de Saxão
Gramático, em 1514. O ritmo de publicação cresceu durante o século XVII com traduções para o
latim de Edda (notadamente Edda Islandorum, de Peder Resen, em 1665).

Na Escandinávia, os monges dinamarqueses do século XVII Thomas Bartholin e Ole Worm e o


sueco Olof Rudbeck usaram inscrições rúnicas e sagas islandesas como fontes históricas. Um
importante contribuidor britânico para o estudo acerca dos vikings foi George Hicke, que
publicou seu Linguarum vett. septentrionallium thesaurus em 1703-05. Durante o século XVIII, o
interesse e entusiasmo britânico pela Islândia e culturas antigas da Escandinávia cresceram
dramaticamente, expressados em traduções para a língua inglesa de textos em nórdico antigo e
em poemas originais que exaltavam as virtudes vikings.
A palavra "viking" foi primeiramente popularizada no início do século XIX por Erik Gustaf Geijer
em seu poema The Viking. O poema de Geijer propagou o novo ideal romantizado do viking, que
possuía poucas bases históricas em fatos. O interesse renovado do romantismo nos nórdicos
antigos teve implicações políticas contemporâneas. A Associação Gótica, da qual Geijer era
membro, popularizou o mito criado em grandes proporções. Outro autor sueco que possuía
grande influência sobre a percepção acerca dos vikings era Esaias Tegnér, também membro da
Associação Gótica, responsável pela escrita da versão moderna de Friðþjófs saga hins frœkna,
que tornou-se muito popular nos países nórdicas, no Reino Unido e na Alemanha.

Longos barcos vikings sitiando Paris em 845, pintura do século XIX

A fascinação com os vikings atingiu um ápice durante o chamado Renascimento Viking entre os
séculos XVIII e XIX como um ramo do nacionalismo romântico. No Reino Unido, chamava-se
Setentrionalismo, na Alemanha de pathos "Wagneriano" e em países escandinavos como
Escandinavismo. No século XIX, edições acadêmicas da Era Viking começaram a atingir
pequenas comunidades de leitoras na Grã-Bretanha, arqueólogos começaram a estudar o
passado viking do Reino Unido e linguistas entusiastas começaram a identifica as origens dos
idiomas e provérbios rurais da Era Viking. Os novos dicionários da língua nórdica antiga
permitia aos vitorianos combater as sagas islandesas antigas. [46]

Até recentemente, a história da Era Viking era largamente baseada em sagas islandesas, a
história dos dinamarqueses escrita por Saxo Grammaticus, a Crônica de Nestor e Cogad Gáedel
re Gallaib. Poucos estudiosos ainda aceitam estes textos como fontes confiáveis, já que
historiadores confiam, agora, na arqueologia e na numismática, disciplinas que fizeram
valorosas contribuições para o entendimento do período. [52]
Referências
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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sobre este tema:
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Categoria no Commons
• LANGER, Johnni. The origins of the imaginary viking. Viking Heritage magazine 4, 2002.
[1] (em inglês)
• História dos vikings - BBC (em inglês)
• Viking - Encyclopædia Britannica (em inglês)
• Recriação de viagem viking - RTE (em inglês)
• Museu Viking Borg, na Noruega (em inglês)
• Ibn Fadlan and the Rusiyyah, tradução de James E. Montgomery da obra de Ibn Fadlan
sobre sua a viagem à Rússia (em inglês)
• Londres viking e dinamarquesa - Museum of London
• Vikingarnas historia (em inglês) (em finlandês) (em sueco)
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