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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

VUNESP Portugues ( https://tec.ec/s/QtFMT )


Português

Questão 1: IBFC - Red (CM F Santana)/CM Feira de Stana/Debates/2018


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Considere a grafia das palavras abaixo e assinale a alternativa que apresenta desvio ortográfico.

a) barzinho – lapisinho – cãozito


b) pluralizar – catequizar – exorcizar
c) quisera – pusera – usara
d) pesquisar – martirisar – frisar
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Questão 2: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
Segundo Cereja & Cochar (2009, p.73), Ortografia “[...] é o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa que ensina a grafia correta das palavras.” Isto
posto, leia atentamente as alternativas abaixo e assinale a incorreta:

a) Isto está acontecendo há anos.


b) Você não vai dizer o porquê de sua decisão?
c) Definitivamente, você é um mal elemento.
d) A janela meio aberta deixava o vento da noite adentrarno apartamento.
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Questão 3: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Analise o poema de Rudolf Steiner:

“No coração tece o sentir


Na cabeça brilha o pensar
Nos membros vigora o querer
Brilhocente
Tecer revigorante
Vigor brilhante
Isto é o homem."
Com relação à palavra “Brilhocente”: Assinale a alternativa correta.

a) Se trata da junção do verbo brilhar e o substantivo inocente.


b) É um adjunto adnominal.
c) Se trata da união do substantivo brilho e o adjetivo inocente.
d) É um neologismo.
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Questão 4: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Artigo
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

No trecho “A verdade é que a invocação da relação pessoal”, aponta-se uma “verdade” que se propõe inquestionável. Esse sentido é atribuído em função do seguinte
recurso linguístico:

a) a conjunção “que”.
b) a ausência de vírgulas.
c) o primeiro artigo definido.
d) a omissão do sujeito.
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Questão 5: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 1/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Assunto: Artigo
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

O emprego dos artigos destacados em “Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para” ressalta, respectivamente:

a) a quantidade de locais de parada e a aproximação entre o ônibus retratado e os demais.


b) o desconhecimento do narrador sobre o local de parada e a omissão do veículo em questão.
c) a indefinição do lugar de parada e a especificidade na apresentação do ônibus em questão.
d) o descaso na apresentação da localização do ponto e a precisão na indicação do coletivo.
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Questão 6: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Adjetivo
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“ A verdade é que a invocação da relação pessoal, da


regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores
externos àquela situação poderá provocar uma resolução
satisfatória ou menos injusta.”
Cumprem papel caracterizador, podendo ser classificados como adjetivos, todos os vocábulos abaixo, EXCETO:

a) “pessoal”.
b) “externos”.
c) “menos”.
d) “injusta”.
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Questão 7: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Adjetivo
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba

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vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Na expressão “Gente desbriada!” (4º§), pode-se afirmar, quanto à função e à forma do termo em destaque, que cumpre papel:

a) caracterizador e é um vocábulo derivado.


b) nomeador e é um vocábulo primitivo.
c) caracterizador e é um vocábulo composto.
d) nomeador e é um vocábulo atemático.
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Questão 8: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Adjetivo
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Os passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram.”
O adjetivo destacado cumpre papel expressivo uma vez que se encontra flexionado no grau:

a) Superlativo absoluto analítico.


b) Comparativo de superioridade.
c) Comparativo de igualdade.
d) Superlativo absoluto sintético
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Questão 9: IBFC - Adv (MGS)/MGS/2019


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
O texto abaixo servirá como base para responder a questão.

João Cruz e Sousa (1861 - 1898), lançador do Simbolismo no Brasil, é situado, por alguns estudiosos, junto de Mallarmé e Stefan George, entre os três maiores
simbolistas do mundo, formando a “grande tríade harmoniosa”.

Além de ter uma boa apresentação física, era um homem extremamente culto e elogiado por seus mestres. Mas nada disso, para as pessoas da época, superava o fato
de ser negro, o que lhe causou sérios problemas.

Em vida, sofreu muito e não conheceu o sucesso. Mudou-se de Santa Catarina (seu estado natal) para o Rio de Janeiro e, com muito empenho, chegou a ser arquivista
da Central do Brasil, cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capacidade intelectual. Terminou atacado pela “doença dos poetas”, a
tuberculose, que matou, junto com ele, toda sua família.

É nesse ambiente de dor que nasce sua incrível obra, onde transparecem a melancolia e a revolta, porém com versos magicamente ricos e sonoros. Arte é a palavra-
chave. Arte libertária, ansiosa, criativa, que foge dos padrões métricos sem perder a classe e a musicalidade. Cruz e Sousa é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da
poesia brasileira. Entre suas obras estão Missal, Broquéis, Os Faróis e Últimos Sonetos, todos livros de poesia.

(brasilescola.uol.com.br/biografia/joao-cruz-sousa)

[...] cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capacidade intelectual [...]

Observe as conjugações e classificações feitas a partir do trecho acima e assinale a alternativa incorreta.

a) cargo que lhe garantiu subsistência e não valorizou um décimo de sua capacidade intelectual. (pretérito perfeito).
b) cargo que lhe garantiria subsistência e não valorizaria um décimo de sua capacidade intelectual. (futuro do presente).
c) cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava um décimo de sua capacidade intelectual. (pretérito imperfeito).
d) cargo que lhe garantira subsistência e não valorizara um décimo de sua capacidade intelectual. (pretérito mais-que-perfeito).
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Questão 10: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega

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que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

No primeiro parágrafo, o emprego de verbos flexionados no futuro do pretérito do modo Indicativo confere-lhes um sentido de:

a) ordem.
b) constrangimento.
c) hipótese.
d) certeza.
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Questão 11: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

(Drummond, Carlos)

Fonte: BP - Blogspot
Em relação aos tempos verbais presentes do poema, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. No verso “E o corpo transige na confluência do amor” o verbo está no presente do Indicativo.

II. Em “Quando me levantar” o verbo está no futuro do subjuntivo.

III. Em “Estará morto” e “Estarei morto” os verbos estão no futuro do pretérito.

IV. Em “Morto meu desejo” o verbo está no modo imperativo.

a) Apenas a afirmativa I está correta.


b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
e) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
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Questão 12: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Questões Variadas de Verbo
Texto

Inibição

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
(Cecília Meireles)

Vou cantar uma cantiga,


vou cantar – e me detenho:
porque sempre alguma coisa
minha voz está prendendo

Pergunto à secreta Música


porque falha o meu desejo,
porque a voz é proibida
ao gosto do meu intento.

E em perguntar me resigno,
me submeto e me convenço.
Será tardia, a cantiga?
Ou ainda não será tempo...

O Presente do Indicativo é, normalmente, empregado para indicar uma ação que ocorre no momento da enunciação. Considerando os valores semânticos dos tempos
verbais, assinale a opção em que se tem para o Presente um sentido diferente dos demais.

a) “Pergunto à secreta Música” (v.5).


b) “vou cantar uma cantiga” (v.1).
c) “porque falha o meu desejo” (v.6).
d) “me submeto e me convenço.” (v. 10)
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Questão 13: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Pronomes
“De fato, (...) ‘há conflito entre a ideia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força indiscriminada de iniciação
na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não corrompenem edifica,
portanto; mas, trazendo livremente em si o que
chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver’.

A função da literatura está ligada à complexidade da sua natureza, que explica inclusive o papel contraditório mas humanizador (talvez humanizador porque
contraditório). Analisando-a, podemos distinguir pelo menos três faces: (1) ela é uma construção de objetos autônomos como estrutura e significado; (2) ela é uma
forma de expressão, isto é, manifesta emoções e a visão do mundo dos indivíduos e dos grupos; (3) ela é uma forma de conhecimento, inclusive como incorporação
difusa e inconsciente.”

Segundo a gramática normativa, assinale a alternativa em que o termo destacado é um pronome:

a) trazendo livremente em si o que chamamos


b) o papel contraditório mas humanizador.
c) manifesta emoções e a visão do mundo
d) há conflito entre a ideia convencional
e) podemos distinguir pelo menos três faces
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Questão 14: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Pronomes
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e
tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar!

Fonte: Carta Maior


A partir da leitura atenta do texto acima, e da morfologia da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A palavra destacada no trecho é um advérbio de tempo “Diego não conhecia o mar”

( ) No trecho “O pai, Santiago Kovadloff, levou-o” o termo destacado é um pronome pessoal do caso oblíquo.

( ) No trecho “E foi tanta a imensidão do mar” a expressão destacada é uma locução adjetiva.

( ) No trecho “foi tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza” o termo destacado é um pronome relativo.

( ) No trecho “E quando finalmente conseguiu falar” a palavra destacada é uma preposição.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, V, F, V.
b) F, F, V, V, F.
c) V, F, F, V, F.
d) F, V, V, V, F.
e) V, F, V, V, V.
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Questão 15: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018

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Assunto: Preposição
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


No parágrafo, a oração “Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet”, possui combinações, preposições e contrações
estabelecendo nexos coesivos. Assinale a alternativa em que se aponta, CORRETAMENTE, o valor semântico de um desses termos.

a) “Ao” – tempo.
b) “de” (1ª ocorrência) – modo.
c) “sobre” – meio.
d) “na” – finalidade.
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Questão 16: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Preposição
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 6/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)
Assinale a alternativa em que se faz um comentário INCORRETO a respeito do vocábulo destacado em “- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé.”

a) trata-se de um artigo definido feminino e no singular.


b) sua presença deve-se a uma questão de regência.
c) não ocorre crase em função do vocábulo “práticas”.
d) classifica-se, morfologicamente, como preposição.
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Questão 17: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Conjunção
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Os passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram.”
A relação estabelecida entre as orações e explicitada pela conjunção “mas” permite, ao leitor, concluir que:

a) os passageiros não protestaram por isso ficaram aborrecidíssimos.


b) embora tenham ficado aborrecidíssimos, os passageiros não protestaram.
c) se os passageiros tivessem protestado, não ficaram aborrecidíssimos.
d) quando ficam aborrecidíssimos, os passageiros não protestam.
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Questão 18: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Conjunção
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

O elemento coesivo destacado em “O texto alega que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o
homicídio contra mulheres”possui valor semântico:

a) consecutivo.
b) conclusivo.
c) causal.
d) concessivo.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 7/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 19: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018
Assunto: Conjunção
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


Em “Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto, proibidas no Brasil.” o conectivo destacado poderia ser substituído, sem prejuízo de
sentido, por:

a) portanto.
b) porquanto.
c) todavia.
d) além disso.
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Questão 20: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras
Leia com atenção o poema da poeta mineira Ana Martins Marques, abaixo, e responda a questão a seguir.

Pense em quantos anos foram necessários para chegarmos a este ano quantas cidades para chegarmos a esta cidade e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta e quantos verões até precisamente este verão este em que nos encontramos neste sítio exato à beira de um mar
rigorosamente igual a única coisa que não muda porque muda sempre quantas tardes e praias vazias foram necessárias para chegarmos ao vazio desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta

Ref. https://revistapolen.com/seis-poetas-brasileiras-contemporaneas/
No poema acima e de acordo com a morfologia da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta:

a) A palavra destacada nesse trecho “para chegarmos a este ano” é um pronome demonstrativo.
b) A palavra destacada nesse trecho “ até que a língua fosse esta” é uma preposição.
c) A palavra destacada nesse trecho “desta praia nesta tarde” é um advérbio de tempo.
d) A palavra destacada nesse trecho “este em que nos encontramos” é um pronome pessoal do caso oblíquo.
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Questão 21: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras
De acordo com os estudos morfológicos da Língua Portuguesa, que analisa a classe gramatical de cada uma das palavras que formam uma frase, existem 10 classes de
palavras: substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiros (V)
ou Falsos (F) .

( ) Na frase “As flores são lindas demais.”, o termo sublinhado é um substantivo.

( ) Adjetivo é a palavra que caracteriza o verbo, que indica as circunstâncias que se dá a ação verbal.

( ) Na frase “João comprou todos os livros.”, o termo sublinhado é um verbo.

( ) Preposição é a palavra ou expressão que relaciona duas orações ou dois termos de mesmo valor sintático.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 8/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
a) V, F, V, F.
b) V, V, F, F.
c) F, V, V, V.
d) F, V, V, F.
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Questão 22: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras
Leia o fragmento textual:
“Os conhecimentos produzidos na área de políticas públicas vêm sendo largamente utilizado por pesquisadores, políticos e administradores que lidam com
problemas públicos em diversos setores de intervenção e nas mais diferentes áreas: ciência política, sociologia, economia, administração pública, direito etc.[i]
Vêm sendo utilizado tanto no que diz respeito à implementação e a avaliação das políticas públicas, quanto no que diz respeito a abordagens que destacam o
papel das ideias e do conhecimento neste processo[ii].”

As palavras destacadas estão morfologicamente classificadas, respectivamente e conforme os preceitos da norma culta. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

a) conjunção; advérbio; verbo; verbo.


b) conjunção; adjetivo; advérbio; verbo.
c) preposição; adjetivo; substantivo feminino; verbo.
d) preposição; advérbio; advérbio; verbo.
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Questão 23: IBFC - Adv (MGS)/MGS/2019


Assunto: Colocação pronominal
O texto abaixo servirá como base para responder a questão.

João Cruz e Sousa (1861 - 1898), lançador do Simbolismo no Brasil, é situado, por alguns estudiosos, junto de Mallarmé e Stefan George, entre os três maiores
simbolistas do mundo, formando a “grande tríade harmoniosa”.

Além de ter uma boa apresentação física, era um homem extremamente culto e elogiado por seus mestres. Mas nada disso, para as pessoas da época, superava o fato
de ser negro, o que lhe causou sérios problemas.

Em vida, sofreu muito e não conheceu o sucesso. Mudou-se de Santa Catarina (seu estado natal) para o Rio de Janeiro e, com muito empenho, chegou a ser arquivista
da Central do Brasil, cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capacidade intelectual. Terminou atacado pela “doença dos poetas”, a
tuberculose, que matou, junto com ele, toda sua família.

É nesse ambiente de dor que nasce sua incrível obra, onde transparecem a melancolia e a revolta, porém com versos magicamente ricos e sonoros. Arte é a palavra-
chave. Arte libertária, ansiosa, criativa, que foge dos padrões métricos sem perder a classe e a musicalidade. Cruz e Sousa é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da
poesia brasileira. Entre suas obras estão Missal, Broquéis, Os Faróis e Últimos Sonetos, todos livros de poesia.

(brasilescola.uol.com.br/biografia/joao-cruz-sousa)

A expressão sublinhada do texto apresenta um pronome enclítico. De acorco com a norma gramatical de seu uso, a ênclise ocorre:

a) nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro), isto porque na linguagem padrão da língua não é apropriado iniciar frase com
pronome oblíquo.
b) nas orações iniciadas por verbos acompanhados de pronome reflexivo seguido de preposição.
c) somente em frases afirmativas no pretérito perfeito.
d) quando há a partícula apassivadora “se” porque na linguagem culta essa formação é gramaticalmente correta.
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Questão 24: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Sinônimos e Antônimos
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez…

(...)

Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;

(...)

– Por isso pedimos,


de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo…
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!

Fonte: Ermira Cultura


https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 9/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

A partir da interpretação correta do título do poema, assinale a alternativa que não é sinônimo da palavras “súplica”.

a) Pedido
b) Interceptação
c) Interseção
d) Clamor
e) Apelo
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Questão 25: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Homônimos e Parônimos
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Considere a passagem “ Se não sou expedito de sela” (1º§) para responder à questão seguinte.
O vocábulo “sela”, presente na passagem em questão, estabelece com o substantivo “cela” uma relação de:

a) paronímia.
b) sinonímia.
c) homonímia.
d) antonímia.
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Questão 26: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto: Denotação e Conotação
Segundo Cereja & Magalhães (2005, p.30), “As palavras não apresentam um sentido único. Dependendo da forma como são utilizadas ou da situação em que são
empregadas, podem assumir diferentes sentidos. Além disso, toda palavra é uma resposta a outra palavra; e, no
diálogo entre as palavras e os textos, as palavras ainda podem ganhar novos sentidos”. Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A denotação e a conotação são elementos importantes para a construção de sentido na linguagem literária.

( ) As palavras ou os enunciados são conotativos quando apresentam o sentido literal, do dicionário.

( ) A linguagem publicitária frequentemente emprega recursos da linguagem literária, como a conotação, a polissemia, a ambiguidade e a aliteração.

( ) As palavras ou os enunciados são denotativos quando apresentam sentido figurado, determinado pela situação e pelo contexto histórico-cultural.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) F, V, F, V.
b) V, F, F, V.
c) V, F, V, F.
d) F, F, V, V.
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Questão 27: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Denotação e Conotação
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 10/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Observa-se o emprego do sentido conotativo da linguagem em todas as passagens abaixo, EXCETO:

a) “Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral,”


b) “e não sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias”
c) “pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância.”
d) “Se não sou homem de patente, com preparo de guerra,”
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Questão 28: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“A verdade é que a invocação da relação pessoal, da


regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores
externos àquela situação poderá provocar uma resolução
satisfatória ou menos injusta.”
A locução verbal destacada no trecho permite inferir, por parte do enunciador, uma expressão de:

a) possibilidade.
b) submissão.
c) desinteresse.
d) convicção.

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Questão 29: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Considere a passagem “ Se não sou expedito de sela” (1º§) para responder à questão seguinte.
O valor semântico da palavra em destaque pode ser inferido pelo contexto e tem como sinônimo:

a) prevenido.
b) temeroso.
c) premiado.
d) habilidoso.
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Questão 30: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Texto

Inibição
(Cecília Meireles)

Vou cantar uma cantiga,


vou cantar – e me detenho:
porque sempre alguma coisa
minha voz está prendendo

Pergunto à secreta Música


porque falha o meu desejo,
porque a voz é proibida
ao gosto do meu intento.

E em perguntar me resigno,
me submeto e me convenço.
Será tardia, a cantiga?
Ou ainda não será tempo...

Os vocábulos “cantiga” (v. 1) e “Música” (v.5) podem ser equivalentes semanticamente. Contudo, no contexto em que estão inseridos, eles são diferenciados por terem
sido empregados, respectivamente, com valores de:

a) negatividade e positividade.
b) certeza e indecisão.
c) formalidade e informalidade.
d) generalização e especificação.
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Questão 31: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Outras questões de semântica
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

Considerando as relações vocabulares existentes no texto, é correto afirmar que a expressão “grupos historicamente vulneráveis" deve ser classificada, em relação a
“mulheres”, “homossexuais” e “travestis”, como:

a) hiperônimo.
b) sinônimo.
c) hipônimo.
d) antônimo.
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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 32: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019
Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Leia atentamente a letra da canção “O meu Guri” do compositor brasileiro Chico Buarque e responda a questão a seguir.

Quando, seu moço, nasceu meu rebento


Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar
E na sua meninice, ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Olha aí!
Ai, o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega

Chega suado e veloz do batente


Traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar
(...)

Chega no morro com carregamento


Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos está um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
(...)

Chega estampado, manchete, retrato


Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo eu não disse, seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Ref. https://www.letras.mus.br/chico-buarque/66513/
De acordo com a letra da música “O Meu guri” e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa assinale a alternativa correta:

a) O trecho destacado no verso “Quando, seu moço, nasceu meu rebento” é o sujeito do verbo nascer.
b) Os trechos destacados no verso “Ai, o meu guri, olha aí!” são, respectivamente, conjunção e advérbio.
c) A expressão grifada no verso a seguir é um predicativo do sujeito “Essa onda de assaltos está um horror”.
d) No verso “Desde o começo eu não disse, seu moço!” a expressão destacada é um objeto direto do verbo “dizer”.
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Questão 33: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Para responder a questão, leia com atenção a tira abaixo de “Hagar, o Horrível” do cartunista Dik Browne.

De acordo com a leitura atenta da tira acima e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. No primeiro balão do primeiro quadrinho, na expressão entre aspas, a expressão “você” é classificada sintaticamente como um vocativo, pois refere-se
diretamente ao interlocutor.

II. O verbo “dar” no segundo balão é um Verbo Transitivo Direto e Indireto.

III. A oração “Quando eu nasci” deve ser classificada como uma Oração Adjetiva Restritiva.

IV. A expressão “duas semanas depois”, no segundo quadrinho, é um Adjunto Adverbial.

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a) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
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Questão 34: IBFC - Adv (MGS)/MGS/2019


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Leia o poema abaixo para responder a questão.

VIA LÁCTEA
Soneto XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo


Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto


A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!


Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!


Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

“Direis agora: ‘Tresloucado amigo!’” A expressão destacada tem função sintática de :

a) Aposto
b) Agente da Passiva
c) Sujeito Determinado
d) Vocativo
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Questão 35: IBFC - Adv (MGS)/MGS/2019


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Leia o poema abaixo para responder a questão.

VIA LÁCTEA
Soneto XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo


Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto


A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!


Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!


Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

Observe:

I. “E abro as janelas...” 4º verso

II. “Capaz de ouvir e entender estrelas” Último verso

III. “Inda as procuro pelo céu deserto.” 8º verso

IV. “A via láctea, como um pálio aberto, cintila.” 6º verso

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados.

a) objeto direto, objeto direto, adjunto adverbial, aposto.


b) adjunto adverbial, objeto indireto, aposto, vocativo.
c) vocativo, predicativo do sujeito, adjunto adnominal, objeto indireto.
d) objeto direto, complemento verbal, adjunto adverbial, objeto direto.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Questão 36: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Leia os textos (1) e (2) das músicas a seguir:

[Texto música (1)]


O Mundo é Um Moinho
Cartola

Ainda é cedo, amor


Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

[ Texto música (2) ]


Anna Julia
Los Hermanos

Quem te vê passar assim por mim


Não sabe o que é sofrer
Ter que ver você, assim, sempre tão linda
Contemplar o sol do teu olhar, perder você no ar
Na certeza de um amor Me achar um nada
Pois sem ter teu carinho
Eu me sinto sozinho
Eu me afogo em solidão

Oh, Anna Júlia


Oh, Anna Júlia

Analisando sintaticamente ambos os textos, quanto aos termos destacados podemos afirmar que:

I. Se equivalem sintaticamente.
II. Não se equivalem, pois “amor e querida” não podem ser considerados sujeitos nucleares dentro do contexto que estão inseridos.
III. Estão descolados sintaticamente da oração, não pertencem ao sujeito ou predicado e servem para chamar, ou seja, invocar o receptor da mensagem.
IV. São considerados apenas acessórios da oração, complementos que não são utilizados como integrantes, ou seja, não participam como essenciais para o
esclarecimento da oração.

Estão corretas as afirmativas:

a) II, apenas.
b) IV, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
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Questão 37: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Considere a passagem abaixo para responder à questão seguinte.

“O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou


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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
nas patas do coice, deu meia volta e levou Ponciano a sítio
seguro” (1°§)
Em “levou Ponciano a sítio seguro”, nota-se a presença da preposição “a”, que introduz a seguinte função sintática:
a) um objeto indireto exigido pela regência do verbo.
b) um objeto direto preposicionado que cumpre papel estilístico.
c) um adjunto adverbial que expressa circunstância de lugar.
d) um complemento nominal que tem o substantivo “sítio” como núcleo.

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Questão 38: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


“quando você proíbe, acham um jeito de fazer de uma forma clandestina”

Considerando o contexto em que o verbo “acham” está inserido, sintaticamente, seu sujeito deve ser classificado como:

a) Composto.
b) Indeterminado.
c) Inexistente.
d) Desinencial.
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Questão 39: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Texto 1

Texto 2

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 16/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

De acordo com a gramática normativa e a leitura atenta das duas propagandas, assinale a alternativa incorreta.

a) A oração “que experimentam SKYN” é classificada como Oração Subordinada Adjetiva restritiva.
b) “Isso” e “tudo” são, respectivamente, classificados pela morfologia como pronome demonstrativo e pronome indefinido.
c) Ambos os anúncios se valem de verbos no modo imperativo para convencer o interlocutor a realizar uma ação.
d) O verbo “usar” no texto 1 é classificado sintaticamente como Transitivo direto.
e) O verbo “ser” na oração “A vida é melhor sem AIDS”, é um verbo de ligação.
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Questão 40: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
“De fato, (...) ‘há conflito entre a ideia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força indiscriminada de iniciação
na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não corrompe
nem edifica,
portanto; mas, trazendo livremente em si o que
chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver’.

A função da literatura está ligada à complexidade da sua natureza, que explica inclusive o papel contraditório mas humanizador (talvez humanizador porque
contraditório). Analisando-a, podemos distinguir pelo menos três faces: (1) ela é uma construção de objetos autônomos como estrutura e significado; (2) ela é uma
forma de expressão, isto é, manifesta emoções e a visão do mundo dos indivíduos e dos grupos; (3) ela é uma forma de conhecimento, inclusive como incorporação
difusa e inconsciente.”

Com base na leitura atenta do texto e na gramática normativa, analise as afirmativas assinale a alternativa correta:

I. No trecho destacado “Analisando-a, podemos distinguir(...)”, o termo destacado é, morfologicamente, um pronome pessoal do caso oblíquo e, sintaticamente,
um objeto direto.

II. No trecho “(...) manifesta emoções e a visão do mundo dos indivíduos e dos grupos”, o verbo destacado nesse trecho é Transitivo Direto e Indireto.

III. No trecho “A função da literatura está ligada à complexidade da sua natureza, que explica inclusive o papel contraditório (...)” o termo destacado é um
pronome relativo.

IV. No trecho “ela é uma forma de conhecimento (...)”, o verbo destacado é um Verbo de ligação.

a) Apenas as alternativas II e IV são corretas.


b) Apenas as alternativas I, III e IV, são corretas.
c) Apenas as alternativas I e II, são corretas.
d) Apenas as alternativas II e III, são corretas.
e) Apenas a alternativa IV é correta.
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Questão 41: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Populares são atraídos pelo discurso de Odorico, que se empolga, sobe ao coreto.
ODORICO – Meus conterrâneos: vim de branco para ser mais claro. Esta cidade precisa ter um cemitério.

TODOS – Muito bem! Apoiado!

DOROTÉA – Uma cidade que não respeita seus mortos não pode ser respeitada pelos vivos!

(...)

ODORICO – Esse prefeito que aí está, que fez até hoje para satisfazer o maior anseio do povo desta terra?

DIRCEU – Só pensa em construir hotéis para veranistas!

DULCINÉA – Engarrafar água para vender aos veranistas!

ODORICO – Tudo para veranistas, pessoas que vêm aqui passar um mês ou dois e voltam para suas terras, onde, com toda certeza, não falta um cemitério. Mas aqui
também haverá! Aqui também haverá um cemitério!

JUJU – (Grita Histericamente) Queremos o nosso cemitério!

DOROTÉA, JUJU, DIRCEU E DULCINÉA – Queremos o cemitério! Queremos o cemitério!

ODORICO – E haveremos de tê-los. Cidadãos sucupiranos! Se eleito nas próximas eleições, meu primeiro ato como prefeito será ordenar a construção imediata do
cemitério municipal.

TODOS – (Aplausos) Muito bem! Muito bem!

(Uma faixa surge no meio do povo)

VOTE NUM HOMEM SÉRIO E GANHE SEU CEMITÉRIO

(...)

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MESTRE AMBRÓSIO – Seu doutor me disculpe, mas desde pequenininho que eu escuto falar nessa história de cemitério.

E a coisa fica sempre na conversa. Todo mundo acha que deve fazer, mas ninguém faz.

De acordo com o trecho lido da peça “o Bem-Amado” e a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) A oração destacada é classificada como Oração Subordinada Adjetiva Explicativa: “Populares são atraídos pelo discurso de Odorico, que se empolga,”
b) A oração destacada no trecho a seguir é classificada como Oração Subordinada Adverbial Condicional: “Se eleito nas próximas eleições, meu primeiro ato como
prefeito será ordenar a construção imediata do cemitério municipal.”
c) O trecho “E haveremos de tê-los.”, pronunciado por Odorico, no texto apresenta um erro de concordância verbal, levando em consideração o termo a que o
pronome, enquanto elemento coesivo, se refere.
d) A expressão “Cidadãos sucupiranos!” é um vocativo.
e) A oração destacada na frase a seguir é classificada como Oração Subordinada Adverbial Concessiva: Todo mundo acha que deve fazer, mas ninguém faz.”
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Questão 42: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e
tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar!

Fonte: Carta Maior


Leia atentamente o trecho do livro de Eduardo Galeano e, de acordo com a sintaxe da gramática normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale
a alternativa correta.

I. No trecho “Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas” o termo destacado é aposto.

II. A oração “Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia” é Oração Subordinada Adverbial Temporal.

III. No trecho “o menino ficou mudo de beleza” o termo destacado é um Predicativo do Sujeito.

IV. No trecho “pediu ao pai” o termo destacado é objeto direto.

a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I e II, são corretas.
c) Apenas as afirmativas I, II e III são corretas.
d) Apenas as afirmativas I e IV, são corretas.
e) Apenas as afirmativas II, III e IV, são corretas.
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Questão 43: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)
Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até
televisão. É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou
o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho? E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai
perambular pelas ruas, roubar pra comer? E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo,
vou inventar farofa? Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil.

Fonte: Armazém de Texto - Blogspot


Imagem 1

Fonte: Mundo Educação


Imagem 2

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Fonte: CDN-CV
Em relação ao texto e à gramática normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O sujeito da oração “É a vida da gente o lixão.” é simples e posposto.

II. Nesse trecho “E por que é que agora querem tirar ele da gente?” há um erro de colocação pronominal.

III. A oração destacada em negrito “Não pense que é fácil.” é classificada como Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.

IV. “(...) vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa?” as orações desse período são classificadas como Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas a afirmativa III está correta.
c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
e) Apenas a afirmativa IV está correta.
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Questão 44: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)

Fonte: Folha verdejal


Observe o cartaz e assinale a alternativa correta:

a) O cartaz é formado por textos que utilizam exclusivamente a linguagem verbal


b) Em “Atendimento à mulher” o sinal indicativo de crase é utilizado, pois “à mulher” é objeto indireto”
c) O enunciado “Rompa o silêncio e DENUNCIE” contém duas orações, uma com o verbo conjugado no modo indicativo e outra no modo imperativo
d) Na expressão “Assédio sexual é crime”, o verbo destacado é intransitivo
e) Na expressão “Não tenha vergonha ou medo”, o termo destacado é objeto direto
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Questão 45: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Funções sintáticas (sujeito, predicado, objeto, adjunto, complemento etc)

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Fonte: BP - Blogspot
Analise sintaticamente as palavras “isso” e “te” na oração: “Isso te fará feliz” e assinale a alternativa que classifica, respectivamente, de forma correta essas palavras.

a) Vocativo e Objeto indireto.


b) Sujeito e Objeto direto.
c) Objeto Direto e Objeto Indireto.
d) Sujeito e Objeto Indireto.
e) Aposto e Complemento Nominal.
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Questão 46: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Orações coordenadas
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Considere a passagem abaixo para responder à questão seguinte.

“O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou


nas patas do coice, deu meia volta e levou Ponciano a sítio
seguro” (1°§)
Na passagem em análise, ocorre uma sequência de orações coordenadas que contribuem para:

a) sinalizar a simultaneidade das ações realizadas.


b) expressar o dinamismo das ações do “bichinho”.
c) indicar comportamentos típicos do “bichinho”.
d) evidenciar relações de causa e consequência.
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Questão 47: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Orações subordinadas substantivas
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se

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um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“ A verdade é que a invocação da relação pessoal, da


regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores
externos àquela situação poderá provocar uma resolução
satisfatória ou menos injusta.”
Em períodos mais longos, deve-se reforçar o cuidado para a análise de suas partes. Nesse sentido, percebe-se que a segunda oração é subordinada à primeira e deve ser
classificada como:

a) substantiva predicativa.
b) adverbial concessiva.
c) adjetiva restritiva.
d) adverbial causal.
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Questão 48: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Orações subordinadas adjetivas
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Considere a passagem abaixo para responder à questão seguinte.

“O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou


nas patas do coice, deu meia volta e levou Ponciano a sítio
seguro” (1°§)
A análise sintática de uma oração depende da relação que ela estabelece no enunciado em que se encontra. Desse modo, nota-se que a oração destacada no fragmento
cumpre valor:

a) adjetivo.
b) adverbial.
c) substantivo.
d) pronominal.
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Questão 49: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Orações subordinadas adverbiais
Donos de cachorros dirão “eu já sabia!”, mas agora está comprovado pela ciência: cães têm a habilidade de reconhecer emoções humanas, pelo menos a alegria e a
raiva. A conclusão é resultado de um estudo realizado por uma cientista brasileira na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, em parceria com a Universidade de São
Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo. (...)

Durante o teste, 17 cachorros de diferentes raças foram expostos a dois tipos de estímulos emocionais, visual e auditivo. Projetadas em telas estavam fotografias de
humanos e animais com diferentes expressões e, paralelamente, era reproduzido um som neutro ou vocalização positiva ou negativa, que podia ou não corresponder às
emoções expressas nas imagens. As vocalizações humanas foram feitas em português, por ser uma língua desconhecida para os cães participantes do estudo – um
cuidado para evitar que os animais reconhecessem alguma palavra específica, em vez de focar no conteúdo emocional do som.

Os resultados mostraram que os cachorros passavam mais tempo a observar as expressões que combinavam com os sons, demonstrando o que os pesquisadores
chamam de ‘preferência do olhar’. “Este é um paradigma bastante consolidado, rotineiramente utilizado no estudo de diferentes espécies animais”, explica a bióloga
Natalia Albuquerque, doutoranda em psicologia experimental na USP e autora principal do trabalho. “Ele permite que um indivíduo avalie os dois estímulos visuais
apresentados simultaneamente e decida qual dos dois é mais associado ao som. Neste paradigma, espera-se que, se o animal é capaz de reconhecer o conteúdo dos
estímulos, ele vá passar mais tempo olhando para a face positiva ao escutar o som positivo e para a face negativa ao escutar o som negativo”.

Para os cientistas, portanto, o resultado dos testes demonstra que os cães são capazes de reconhecer as emoções de outros cães e também as de seres humanos. (...)
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De acordo com a gramática normativa e a leitura do fragmento a seguir “Neste paradigma, espera-se que, se o animal é capaz de reconhecer o conteúdo dos estímulos,
ele vá passar mais tempo olhando para a face positiva ao escutar o som positivo e para a face negativa ao escutar o som negativo”, assinale a alternativa incorreta.

a) No trecho “espera-se que” a palavra “se” é objeto indireto.


b) No trecho “se o animal é capaz” a palavra “se” é chamada de conjunção subordinativa adverbial condicional.
c) A oração “ao escutar o som negativo” é classificada como Oração Subordinada Adverbial Temporal reduzida de infinitivo.
d) No trecho “Ele vá passar mais tempo (...)” a palavra destacada é um advérbio de intensidade.
e) No trecho “para a face negativa ao escutar” a palavra destacada é uma preposição.
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Questão 50: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Leia os seguintes textos:
I. “ Casal maduro vive os últimos capítulos de uma crise matrimonial diante dos olhos da filha mais velha, uma adolescente que está a um passo de iniciar-se na
vida adulta e amorosa.”
II. “Em 2017, o Papa Francisco recebeu de presente da Lamborghini uma unidade do esportivo Huracán. Tratase de um modelo personalizado pela fabricante
italiana como homenagem para o Vaticano, de quem empresta as cores da bandeira. O papa assinou o capô e resolveu colocá-lo à venda para beneficiar
instituições de caridade.”
III. “Por mais voltas que o mundo dê, um dia todos nós iremos nos encontrar em algum ponto. Um ponto pacífico, onde estaremos falando a mesma língua,
bebendo o mesmo vinho, contando nossas histórias e rindo, um riso leve e sincero. Assim, estaremos prontos para percorrer juntos este longo caminho; em que
simplesmente falamos de nossos dias, vendo o futuro com olhos livres.”
Charles Chaplin
IV. “Espalhe o amor por onde você for antes de tudo, em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, sua esposa ou seu marido, a um vizinho próximo... Não permita
jamais, que alguém se aproxime de você sem viver melhor, e mais feliz. Seja a expressão viva da bondade de deus; bondade em seu rosto, bondade em seus
olhos, bondade em seu sorriso, bondade em sua terna saudação”
Madre Teresa de Calcutá

Com base na gramática de pontuação da língua culta, assinale a alternativa correta:

a) Os textos I e II apresentam pontuação incorreta ao utilizar de maneira equivocada as vírgulas.


b) Apenas o texto IV está incorreto em sua pontuação ao apresentar vírgulas gramaticalmente erradas e, também, a falta de outros fatores relevantes para o
entendimento do texto.
c) Apenas o texto III apresenta a pontuação correta no que diz respeito a todos os fatores pontuais.
d) Os textos II e III estão corretos em todos os fatores pontuais.
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Questão 51: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

No início do texto, o emprego da vírgula que segue a expressão “No Brasil” deve ser justificado por tratar-se de:

a) uma oração intercalada.


b) um aposto ilustrativo de lugar.
c) um objeto anteposto ao verbo que complementa.
d) um adjunto adverbial deslocado da ordem direta.
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Questão 52: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Texto

Inibição
(Cecília Meireles)

Vou cantar uma cantiga,


vou cantar – e me detenho:
porque sempre alguma coisa
minha voz está prendendo

Pergunto à secreta Música


porque falha o meu desejo,
porque a voz é proibida
ao gosto do meu intento.

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E em perguntar me resigno,
me submeto e me convenço.
Será tardia, a cantiga?
Ou ainda não será tempo...

A pontuação cumpre papel expressivo no poema ceciliano. Dessa forma, assinale a opção em que se faz um comentário INCORRETO a respeito do efeito de sentido
provocado pelos pontos em questão.

a) O travessão do segundo verso reforça a fluidez e boa desenvoltura do canto.


b) Os dois pontos sinalizam, no segundo verso, a introdução de uma causa.
c) No décimo primeiro verso, o ponto de interrogação reforça um questionamento.
d) As reticências, no último verso, sugerem uma reflexão acerca do tempo da canção.
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Questão 53: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

As aspas empregadas, no primeiro parágrafo, sinalizam para o leitor a presença de expressões:

a) inadequadas ao padrão formal.


b) usadas em sentido hiperbólico.
c) citadas a partir de outro texto.
d) usadas em sentido não literal.
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Questão 54: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


Em “Pode, no futuro, pedir guarda, pensão. São muitas consequências.”, o termo em destaque encontra-se entre vírgulas uma vez que é um:

a) elemento que compõe uma sequência enumerativa.


b) aposto que explica, na oração, a noção de tempo.
c) adjunto adverbial deslocado da ordem direta da oração.
d) termo de caráter expletivo com a noção de intensidade.
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Questão 55: IBFC - Red (CM F Santana)/CM Feira de Stana/Debates/2018


Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
Dentre as frases abaixo, assinale a que NÃO apresenta problema de correção gramatical.

a) Segue incluso a documentação para o processo


b) Entregaram à ela os documentos necessários
c) Haviam inúmeras queixas no setor
d) Visou ao cargo de supervisora da repartição
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Questão 56: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)

Fonte: BP - Blogspot
A partir da leitura atenta da propaganda apresentada e da gramática normativa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O gênero publicitário, como exemplifica a propaganda apresentada, sempre tem a intenção de vender um produto, convencer um consumidor a comprá-lo.

II. O verbo “matar” está conjugado no modo Imperativo.

III. A oração “Se você tiver febre alta com dor de cabeça” é uma Oração Coordenada Explicativa

IV. No trecho “Mobilize sua família e seus vizinhos” o termo destacado, sintaticamente, é um verbo transitivo direto.

a) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.


b) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
c) Apenas a afirmativa II está correta.
d) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
e) Apenas a afirmativa IV está correta
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Questão 57: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Crase
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
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o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Considere o trecho abaixo para responder à questão seguinte:

“O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este fala ao sentinela:”

Sobre a ocorrência de crase, em “à porta da delegacia”, é correto afirmar que:

a) é uma locução conjuntiva no singular.


b) ilustra um exemplo de crase facultativa.
c) se deve à anteposição da preposição “para”.
d) se trata de uma locução adverbial com palavra feminina.
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Questão 58: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Em “ Há sempre outra autoridade, ainda mais alta,”, o emprego do singular na forma verbal em destaque deve-se:

a) à impessoalidade do verbo “haver” no contexto.


b) à concordância entre o verbo e o sujeito “autoridade”.
c) ao emprego do advérbio sempre com sentido atemporal.
d) ao sujeito desinencial subentendido pelo verbo “haver”.
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Questão 59: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Em observação às regras de concordância verbal, nota-se que a oração “saltam dois rapazes e uma moça” poderia ser reescrita de todas as formas indicadas abaixo,
EXCETO:

a) salta uma moça e dois rapazes.


b) dois rapazes e uma moça saltam.
c) uma moça e dois rapazes saltam.
d) salta dois rapazes e uma moça.
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Questão 60: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Segundo Cereja & Cochar (2009, p.43), “um texto, para ser um texto de verdade, não pode ter um punhado de frases soltas. Ele precisa apresentar conexões, tanto
gramaticais quanto de ideias”, ou seja, ele precisa ter coesão e coerência textuais. Analise as afirmativas abaixo e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F).

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( ) Um dos princípios básicos da coerência textual é a não contradição (as ideias não podem ser contraditórias entre si nem apresentar incoerência em relação à
realidade).

( ) No trecho “Chover é bom, mas eu não gosto”, o conectivo “mas” expressa sentido de consequência.

( ) Em “O menino caiu errado e chutou a bola”, temos um enunciado sem problema de coerência textual.

( ) Coesão textual são as conexões gramaticais existentes entre palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto, que são essenciais para
compor o sentido textual.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, F, F, V.
b) V, F, V, V.
c) F, V, V, F.
d) F, V, F, F.
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Questão 61: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

No fragmento “Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.”, o autor faz uso das
construções em destaque que se encontram em paralelismo sintático. A estratégia coesiva ilustrada nesse procedimento é o emprego de:

a) um termo sinônimo, equivalente.


b) uma expressão de sentido mais abrangente.
c) um hipônimo de caráter mais específico.
d) uma nominalização de forma verbal.
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Questão 62: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto

O vocábulo “Só”, presente no texto, denota o valor de:

a) explicação.
b) condição.
c) exclusão.
d) retificação.
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Questão 63: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Texto

“Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a
achar, em vez, que falamos “de qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores principais contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro o fato de que
falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar
conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a
nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram nada para diminuir esse complexo.”

(PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003, p. 11)

Os pronomes demonstrativos destacados no texto cumprem papel coesivo uma vez que:

a) indicam uma referência ao tempo passado.


b) revelam a proximidade espacial do emissor.
c) remetem a ideias já mencionadas no texto.
d) antecipam uma ideia que será apresentada.
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Questão 64: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Considere o trecho abaixo para responder à questão seguinte:

“O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este fala ao sentinela:”

Sobre o emprego do pronome “este” como recurso coesivo na passagem, pode-se afirmar apenas o seguinte:

a) Resgata, anaforicamente, o vocábulo “delegado”.


b) Foi empregado em referência espacial em relação ao leitor.
c) Poderia ser substituído por “esse” sem prejuízo de sentido.
d) Seu emprego é catafórico e antecipa o que será dito.
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Questão 65: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 27/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


“quando você proíbe, acham um jeito de fazer de uma forma clandestina”

O pronome “você”, presente na primeira oração, aponta, semanticamente, para um referente:

a) específico, sinalizando o interlocutor do texto, no caso, a entrevistadora.


b) indefinido, caracterizando todos os possíveis clientes clandestinos.
c) impreciso, indicando as autoridades responsáveis pela proibição.
d) genérico, estabelecendo um diálogo com os leitores em geral.
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Questão 66: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.
O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania,
opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e
Educar para a Paz (...) Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho.
O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem
apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o
estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio. (...)

A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as
brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. “O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a
necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto- Juvenil.
Em relação às palavras destacadas no texto acima, assinale a alternativa que não apresenta um elemento coesivo.

a) além de
b) mesmo sem
c) ele
d) pois
e) a
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Questão 67: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre)
De repente, o boi explodiu. Rebentou sem um múúú. No capim em volta choveram pedaços e fatias, grão e folhas de boi. A carne eram já borboletas vermelhas. Os
ossos eram moedas espalhadas. Os chifres ficaram num qualquer ramo, balouçando a imitar a vida, no invisível do vento.

O espanto não cabia em Azarias, o pequeno pastor. Ainda há um instante ele admirava o grande boi malhado, chamado de Mabata-bata. O bicho pastava mais vagaroso
que a preguiça. Era o maior da manada, régulo da chifraria, e estava destinado como prenda de lobolo do tio Raul, dono da criação. Azarias trabalhava para ele desde
que era órfão. Despegava antes da luz para que os bois comessem o cacimbo das primeiras horas. Olhou a desgraça: o boi poeirado, eco de silêncio, sombra de nada.

“Deve ser foi um relâmpago”, pensou. Mas relâmpago não podia. O céu estava liso, azul sem mancha. De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou?

Fonte: Ms - Camp, 10/10/2008


Sobre o discurso direto presente no texto, assinale a alternativa correta.

a) Ele aparece no decorrer de todo o trecho pela voz onisciente do narrador.


b) Ele é destacado entre aspas e seguido do verbo de elocução “pensou”.
c) Está presente no trecho em que a voz do narrador se mistura com o pensamento de Azarias “De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou?
d) Ele é introduzido já no início do trecho pela expressão “de repente”.
e) Não se utiliza a distinção entre discurso direto e indireto em narrativas curtas como o conto em questão.
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Questão 68: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019


Assunto: Figuras de Linguagem
Analise as frases abaixo e assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as figuras de linguagem presentes em cada uma delas.

I. “...chuvinha de água viva esperneando luz... com gosto de mato, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema...” (Mário de Andrade)
II. ”Mas, oh, não se esqueçam da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa…” (Vinícius de Moraes)
III. “Quando os sons dos violões vão soluçando...” (Cruz e Souza)
IV. “Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário.”
(Carlos Drummond de Andrade)
a) antítese, paranomásia, sinestesia, paradoxo.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
b) silepse, eufemismo, prosopopeia, catacrese.
c) sinestesia, metáfora, paradoxo, pleonasmo.
d) sinestesia, metáfora, prosopopeia, eufemismo.
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Questão 69: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Figuras de Linguagem
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Na última frase do texto, o autor faz uso de uma ideia que confere à conclusão um sentido figurado que deve ser entendido como uma:

a) hipérbole.
b) metáfora.
c) antítese.
d) prosopopeia.
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Questão 70: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Figuras de Linguagem
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Em algumas passagens do texto, o autor faz uso de figuras de estilo. Assinale a alternativa em que se indica, CORRETAMENTE, uma figura de linguagem presente no
fragmento.

a) “um sujeito de meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa” - PROSOPOPEIA.
b) “O outro carrega na mão, acrescentando:” – PLEONASMO.
c) “Diante do ultraje atirado à genitora,” - EUFEMISMO.
d) “Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou:” – METONÍMIA.
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Questão 71: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Figuras de Linguagem

No terceiro quadrinho da tira, na fala do pai de Calvin, é usada a expressão “ele se foi”, que, dentro do contexto, funciona como uma figura de linguagem. Leia
atentamente os itens abaixo e assinale a alternativa que indica corretamente qual é essa figura de linguagem.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
a) Metáfora.
b) Eufemismo.
c) Símile.
d) Prosopopeia.
e) Paronomásia.
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Questão 72: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Figuras de Linguagem
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento


E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

A partir da leitura atenta do poema, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A expressão “rir meu riso” é um pleonasmo.

( ) O pronome oblíquo destacado na frase “Quero vivê-lo em cada vão momento” é um elemento coesivo que retoma o termo “encanto”.

( ) A oração “enquanto dure” é classificada como Oração Subordinada Adverbial Concessiva.

( ) As palavras destacadas no verso a seguir são duas antíteses: “Ao seu pesar ou seu contentamento”

( ) A expressão “De tudo ao meu amor serei atento / Antes (...) é um hipérbato e, se colocada na ordem direta ficaria assim: “Serei atento ao meu amor antes de
tudo.”

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, F, V, F, V
b) V, V, F, F, V
c) V, V, F, V, F
d) F, F, F, V, V
e) V, F, F, V, V
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Questão 73: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Figuras de Linguagem
De repente, o boi explodiu. Rebentou sem um múúú. No capim em volta choveram pedaços e fatias, grão e folhas de boi. A carne eram já borboletas vermelhas. Os
ossos eram moedas espalhadas. Os chifres ficaram num qualquer ramo, balouçando a imitar a vida, no invisível do vento.

O espanto não cabia em Azarias, o pequeno pastor. Ainda há um instante ele admirava o grande boi malhado, chamado de Mabata-bata. O bicho pastava mais vagaroso
que a preguiça. Era o maior da manada, régulo da chifraria, e estava destinado como prenda de lobolo do tio Raul, dono da criação. Azarias trabalhava para ele desde
que era órfão. Despegava antes da luz para que os bois comessem o cacimbo das primeiras horas. Olhou a desgraça: o boi poeirado, eco de silêncio, sombra de nada.

“Deve ser foi um relâmpago”, pensou. Mas relâmpago não podia. O céu estava liso, azul sem mancha. De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou?

Fonte: Ms - Camp, 10/10/2008


Sobre as figuras de linguagem presentes no trecho acima, assinale a alternativa incorreta:

a) “Rebentou sem um múúú” contém uma onomatopeia.


b) “Os ossos eram moedas espalhadas” figura-se como uma metáfora.
c) “No invisível do vento” configura-se como um recurso sinestésico.
d) “Pastava mais vagaroso que a preguiça” mostra-se uma comparação.
e) “Lobolo” e “cacimbo” são variantes linguísticas regionais.
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Questão 74: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto: Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc)
Segundo Roman Jakobson, são seis as funções da linguagem, e elas são muito úteis para análise e produção de textos: a referencial (referente), a emotiva (emissor), a
conativa (receptor), a fática (canal de comunicação), a metalinguística (código) e a poética (mensagem). Assinale a alternativa incorreta.

a) No enunciado “Às vezes me pinto nuvem...”, a função desempenhada é a emotiva.


b) Em “Pará. Lugar assim, você nunca viu. Venha pra cá!”, a função exercida é a conativa.
c) “Na manhã de ontem, cinco homens foram retirados dos escombros e passam bem.” Neste trecho jornalístico, a função desempenhada é a referencial.
d) “Bom dia! Há alguém aí?”. Neste enunciado, a função é a metalinguística.
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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 75: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019
Assunto: Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc)
Para o comunicólogo e intelectual Juan Diaz Bordenave, “A comunicação confunde-se com a própria vida. Temos tanta consciência de que comunicamos como de que
respiramos ou andamos. Somente percebemos a sua essencial importância quando, por acidente ou uma doença, perdemos a capacidade de nos comunicar” (Bordenave,
1986, p.17-19) Para a comunicação se estabelecer, é preciso que haja: emissor, mensagem, receptor, canal de comunicação, código e contexto.

A partir destas informações, assinale a alternativa incorreta.

a) O receptor é aquele a quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou um grupo), também conhecido como destinatário.
b) O código é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos utilizado para elaborar a mensagem, em que o receptor codifica aquilo que o emissor
irá decodificar.
c) A mensagem é o conteúdo, o assunto das informações que são ou serão transmitidas.
d) O canal de comunicação é o meio pelo qual a mensagem é transmitida.
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Questão 76: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Vocábulo "que"
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Assinale a opção em que se nota uma ocorrência do vocábulo “QUE” destacado, com classificação morfológica diferente dos demais.

a) “Reação inesperada do senhor de idade que responde”.


b) “os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa”.
c) “em vez das taponas que a maioria dos passageiros esperava”.
d) “Era a pergunta que todos os passageiros se faziam”.
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Questão 77: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Vocábulo "que"
Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade
atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a
consumir de modo inconsequente.

As crianças, que vivenciam uma fase de peculiar desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada
vez mais cedo com as graves consequências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool,
estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse
geral.

Fonte: Criança e Consumo


Leia o texto atentamente e, de acordo com morfologia da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que classifica corretamente o trecho destacado.

a) “Ninguém nasce consumista” – pronome pessoal.


b) “a faixa etária” – Advérbio de intensidade.
c) “Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir” – Adjetivo.
d) “As crianças, que vivenciam uma fase de peculiar desenvolvimento” – Pronome relativo.
e) “o consumismo infantil é uma questão urgente” – Numeral.
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Questão 78: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Vocábulo "que"
Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até
televisão. É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou
o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho? E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai
perambular pelas ruas, roubar pra comer? E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo,
vou inventar farofa? Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil.

Fonte: Armazém de Texto - Blogspot


Imagem 1

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Fonte: Mundo Educação


Imagem 2

Fonte: CDN-CV
De acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a classificação da palavra “que” está incorreta.

a) O que é que eu vou dizer pras crianças? – Pronome interrogativo


b) Que não tem mais brinquedo? – Pronome relativo
c) Explique o que é que a gente vai fazer da vida? – Partícula expletiva
d) Não pense que é fácil. – Conjunção integrante
e) E o meu marido, o que vai fazer? – Pronome interrogativo
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Questão 79: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Observe com atenção a tirinha de “Calvin e Haroldo” e responda a questão a seguir.

http://images.virgula.com.br/2015/11/Morte-CalvinHaroldoQuati9.gif
De acordo com a leitura atenta da tira acima, de “Calvin e Haroldo”, assinale a alternativa correta:

a) A tira é construída integralmente a partir do monólogo do garoto Calvin, personagem que reflete sobre a vida e morte.
b) No primeiro quadrinho, há a contra-argumentação de Calvin em relação à visão de mundo da sua mãe sobre a vida e a morte.
c) O segundo quadrinho da tira evidencia o caráter inconformista da visão da mãe de Calvin a respeito da fatalidade da morte.
d) No último quadrinho, é possível notar na fala do garoto sua preocupação de que seu amigo Haroldo, o tigre, morra.
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Questão 80: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Leia atentamente a letra da canção “O meu Guri” do compositor brasileiro Chico Buarque e responda a questão a seguir.

Quando, seu moço, nasceu meu rebento


Não era o momento dele rebentar

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 32/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar
E na sua meninice, ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Olha aí!
Ai, o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega

Chega suado e veloz do batente


Traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar
(...)

Chega no morro com carregamento


Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos está um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
(...)

Chega estampado, manchete, retrato


Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo eu não disse, seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Ref. https://www.letras.mus.br/chico-buarque/66513/
Na canção “O Meu guri”, o compositor Chico Buarque faz um retrato de determinada classe social. Leia com atenção a letra e analise as afirmativas a seguir, depois
assinale a alternativa correta:

I. Os versos “Chega estampado, manchete, retrato/Com venda nos olhos, legenda e as iniciais” indicam o êxito do filho do eu-lírico, que alcançou a fama e
prosperou na vida.

II. Os versos a seguir “ele um dia me disse/Que chegava lá” podem ser entendidos como uma promessa, enunciada em discurso indireto pelo filho do eu-lírico, de
que ele sairia da condição social precária em que nasceu.

III. O verso “Chega suado e veloz do batente”, no contexto da letra, atesta a perseverança do filho do eu-lírico em alcançar seu objetivo de vida por meio do
trabalho honesto.

IV. O verso “Boto ele no colo pra ele me ninar” apresenta um jogo de palavras que inverte a lógica usual das ações e de seus, respectivos, agentes enunciados no
verso.

a) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
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Questão 81: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Leia atentamente a letra da canção “O meu Guri” do compositor brasileiro Chico Buarque e responda a questão a seguir.

Quando, seu moço, nasceu meu rebento


Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar
E na sua meninice, ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Olha aí!
Ai, o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 33/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Chega suado e veloz do batente
Traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar
(...)

Chega no morro com carregamento


Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos está um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
(...)

Chega estampado, manchete, retrato


Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo eu não disse, seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Ref. https://www.letras.mus.br/chico-buarque/66513/
Na canção “O Meu Guri” existem muitos trechos irônicos, construídos pela contraposição da ingenuidade do discurso do eu-lírico e a gravidade da situação social vivida
pelo filho. Considerando a canção e a ironia presente nela, assinale a alternativa incorreta:

a) Nos versos a seguir “e uma penca de documentos/Pra finalmente eu me identificar”, há a presença de ironia, pois os documentos trazidos pelo filho eram
produtos de roubos, que, portanto, identificavam as vítimas dos assaltos e não o eu-lírico.
b) Nos versos “Eu não entendo essa gente, seu moço/ Fazendo alvoroço demais” não há ironia, pois representa a manifestação sincera da ingenuidade do eu-lírico,
que não entende que o alvoroço das pessoas se deve à morte do filho.
c) Nos versos “O guri no mato, acho que tá rindo/Acho que tá lindo de papo pro ar” a ironia está no fato de o eu-lírico achar que o seu filho está descansando no
mato, quando, na verdade, está morto.
d) No verso “Chega suado e veloz do batente”, a ironia está no fato de que o filho do eu-lírico não precisa correr e nem suar no seu batente.
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Questão 82: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Leia atentamente o trecho inicial da matéria abaixo e responda a questão a seguir.

Planta Amazônica pode ajudar a criar novos neurônios

Chamada de camapu, a planta amazônica tem o poder de produzir novos neurônios no hipocampo, sendo uma esperança para tratamento de doentes de Alzheimer.

O caminho para um tratamento eficaz de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, pode estar bem mais perto do que você pensava. Uma substância encontrada
no caule de uma planta amazônica poderá ser usada em medicamentos fitoterápicos para o combate ao Alzheimer.

A planta chamada camapu, encontrada nas regiões do interior do Pará e na periferia de Belém, é muito conhecida por sua atividade antiprotozoária e anti-inflamatória.
Pesquisadores da Universidade Federal do Pará descobriram que uma substância encontrada nessa planta tem o poder de estimular a produção de novos neurônios no
hipocampo, região do cérebro associada à memória.

Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja novas conexões entre as células do cérebro, revertendo a perda da memória
recente, característica comum em doentes de Alzheimer.

Os cientistas também apostam que, ao usar o medicamento à base do camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que
apresentam depressão.

“Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível a um tempo atrás”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção
de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal do Pará.

Os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório; o próximo passo será os testes clínicos e a viabilidade de produzir essa substância em larga escala. Hoje, sabe-se
que uma das possibilidades de criar novos neurônios se dá por meio de exercícios para o cérebro.

Ref. http://alzheimer360.com/planta-amazonica-criar-neuronios/ (adaptado)


Com base na leitura do texto acima assinale a alternativa correta.

a) A descoberta dos efeitos produzidos por plantas encontradas na Floresta Amazônica tem sido viabilizada e patenteada pelo Grupo de Pesquisas de Bioprospecção
de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal da Amazônia e conta com apoio financeiro do Governo Federal.
b) Os caminhos neuronais criados a partir do uso da substância encontrada no caule da planta amazônica camapu indicam que a perda de neurônios em pacientes
com Alzheimer e pacientes com depressão é consequência de uma degeneração do hipocampo, região do cérebro responsável pela memória.
c) Devido à planta camapu ser anti-protozoária e antiinflamatória, a produção de novos neurônios se deve ao fato desta planta combater a perda de memória
recente em pacientes com Alzheimer por essa ser uma doença neurodegenerativa causada por uma inflamação protozoária.
d) A produção de neurônios no hipocampo, região do cérebro associada à memória, pela planta camapu é uma esperança e uma prospecção, visto que o que se
conhece hoje é a produção de novos neurônios produzidos por exercícios para o cérebro.
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Questão 83: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 34/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Leia com atenção o poema da poeta mineira Ana Martins Marques, abaixo, e responda a questão a seguir.

Pense em quantos anos foram necessários para chegarmos a este ano quantas cidades para chegarmos a esta cidade e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta e quantos verões até precisamente este verão este em que nos encontramos neste sítio exato à beira de um mar
rigorosamente igual a única coisa que não muda porque muda sempre quantas tardes e praias vazias foram necessárias para chegarmos ao vazio desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta

Ref. https://revistapolen.com/seis-poetas-brasileiras-contemporaneas/
Com base na interpretação do poema acima assinale a alternativa correta.

a) A dimensão da passagem do tempo é construída nos versos do poema pelo encadeamento das rimas e da repetição de palavras.
b) O eu-lírico do poema cria em suas palavras uma representação da passagem do tempo, demonstrando como cada evento carrega em si uma somatória constante
de transformação, exceto o mar que é igual por sempre mudar.
c) O sarcasmo, característica central para a interpretação do poema, tem seu ponto alto no verso “e quantas mães, todas mortas, até tua mãe”.
d) O verbo “pense”, que inicia o poema, propõe uma reflexão melancólica e saudosista, apontando a inutilidade da vida humana.
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Questão 84: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Eduardo Galeano, escritor uruguaio, faz uma compilação de histórias trazendo mulheres como protagonistas. Inicia seu livro intitulado Mulheres com o capítulo
“Sherazade”.

Leia abaixo este capítulo e responda a questão a seguir.

Para se vingar de uma, que o havia traído, o rei degolava todas.

No crepúsculo se casava, na alvorada enviuvava.

Uma atrás da outra, as virgens perdiam a virgindade e a cabeça.

Sherazade foi a única que sobreviveu à primeira noite, e depois continuou trocando uma história por cada novo dia de vida.

Essas histórias, por ela escutadas, lidas ou imaginadas, a salvavam da decapitação. As dizia em voz baixa, na penumbra do quarto, sem outra luz que a da lua. Dizendo
essas histórias sentia prazer, e dava prazer, mas tomava muito cuidado. Às vezes, em pleno relato, sentia que o rei estava examinando seu pescoço.

Se o rei se aborrecesse, estava perdida.

De medo de morrer nasceu a maestria de narrar.

Ref. In: GALEANO, Eduardo. Mulheres. Tradução de Eric Nepomuceno e Sergio Faraco. Porto Alegre, RS: L&PM, 2017.
Sobre a interpretação do texto acima, assinale a alternativa incorreta:

a) Sherazade se gaba da sua astúcia por escapar do destino trágico das outras virgens que a precederam, por meio de sua habilidosa capacidade de narrar e
extrema beleza.
b) A história de Sherazade conta que as histórias ouvidas, lidas ou imaginadas por ela foram a real causa dela não ser decapitada pelo rei.
c) O rancor do rei foi gerado por ele ter sido traído por uma mulher, e, como resposta, degolava todas as suas esposas depois da primeira noite, com exceção de
Sherazade.
d) O prazer proporcionado e sentido por Sherazade em suas noites com o rei era suscitado pelas narrativas que ocupavam a madrugada, na penumbra do quarto.
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Questão 85: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Para responder a questão, leia com atenção a tira abaixo de “Hagar, o Horrível” do cartunista Dik Browne.

A partir da leitura da tira de “Hagar, o horrível” assinale a alternativa correta.

a) A pergunta feita a Hagar, no primeiro quadrinho, já tem a intenção de ofender a personagem, insinuando-lhe um comportamento agressivo.
b) As aspas colocadas na fala de Hagar no primeiro quadrinho revelam a sua indignação com o nome dado pela sua mãe.
c) A ideia, dada por Hagar, de que foi a própria mãe quem lhe atribuiu o sobrenome agressivo surpreende o leitor pela honestidade da personagem.
d) O humor da tira é construído pela intervenção de uma terceira personagem, que completa a fala de Hagar de forma inconveniente para ele.
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Questão 86: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Para responder a questão, leia atentamente o fragmento do poema “Ismália” do poeta parnasiano Alphonsus de Guimaraens.

Ismália
Alphonsus de Guimaraens

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Quando Ismália enlouqueceu,


Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,


Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

[...]

As asas que Deus lhe deu


Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

Considerando o poema “Ismália”, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) O poema apresenta uma antítese, repetida nos dois últimos versos de cada estrofe, que é fundamental para a compreensão do poema.

( ) Nos dois últimos versos da primeira estrofe, o eu-lírico comprova a loucura de Ismália ao dizer que ela via duas luas, uma percepção que apenas uma pessoa
louca pode ter.

( ) Na terceira estrofe, a expressão “perto do céu” é uma metáfora que indica, não uma proximidade espacial e física em relação ao céu, mas, que ela estava, em
sua insanidade, julgando-se digna do paraíso.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, F, F.
b) F, V, F.
c) V, F, V.
d) V, V, F.
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Questão 87: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Observe a tirinha:

https://co.pinterest.com/pin/561753753507096012/?autologin=true

Analisando a tirinha é possível afirmar que:


I. O objetivo da linguagem utilizada não é expor verbalmente a realidade, não há a necessidade de vocábulos.
II. Nos mostra que os pais da nova geração não conseguem ser exemplos ideais para os filhos.
III. A importância da linguagem televisiva para os padrões atuais.
IV. A relação decadente entre mídia e educação nos dias atuais.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e IV, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
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Questão 88: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Considere os textos:
1. “... a riqueza provoca um tipo de consumo “ostentatório”, comprando que serviam apenas para demonstrar o status dos ricos. [...] Esse consumo provoca a imitação
dos pobres, que por sua vez, passavam, dentro das suas possibilidades, a consumir objetos desnecessários, mas que lhe davam aparência de “classe superior”
(José Chiavenato).

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 36/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

2.
http://revolucaodg.blogspot.com.br/2013/09/frase-will-smithconsumismo-dinheiro-gastam.749.html#.Wvw8RO8vzIU
3. “Eu me utilizo de todos os meios da Sociedade de consumo, penetro no Sistema, mas como um veneno”
(Raul Seixas)

Ao compará-los, é correto afirmar:


I. Na atualidade os bens de consumo são o equilíbrio físico e mental necessários para toda a sociedade.
II. Há um consumo ilimitado de bens, sobretudo em artigos de pouca necessidade.
III. As palavras “ostentatório” e “veneno” servem para definir o que representa o consumismo no mundo atual.
IV. O consumismo é necessário pela importância da produtividade industrial no mundo moderno a menos que ultrapasse os limites da classe menos favorecida.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e III, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
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Questão 89: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Leia com atenção o fragmento do livro Mensagem, de Fernando Pessoa:

“Há em mim fenômenos de abulia que a histeria, propriamente dita, não enquadra no registo dos seus sintomas. Seja como for, a origem mental dos heterônimos está na
minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para simulação. Estes fenômenos - felizmente para mim e para outros - mentalizaram-se em mim;
quero dizer, não se manifestam na minha vida prática, exterior e de contato com os outros; fazem explosão para dentro e vivo-os eu a sós comigo. Se eu fosse mulher –
na mulher os fenômenos histéricos rompem em ataques e cousas parecidas – cada poema de Álvaro de Campos (o mais histericamente histérico de mim) seria um
alarme para vizinhança. Mas sou homem – e nos homens a histeria assume aspectos mentais: assim tudo acaba em silêncio e poesia...”
Assinale a alternativa incorreta:

a) É possível observar que o poeta era perseguido por uma espécie de consciência do seu estado psíquico.
b) É algo tão íntimo, que está dentro dele, vive com ele e se manifesta de maneiras diferentes unicamente em seu interior.
c) Ele se diz ser seus heterônimos e confessa o assombro que causaria a outros, caso fosse mulher.
d) O mal que o acomete, a ele mesmo nada podia fazer, porém ao se exteriorizar os danos morais e intelectuais seriam, com certeza, enormes.
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Questão 90: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Ao afirmar ‘No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”’, para a sustentação da sua tese o autor faz uso de duas estratégias argumentativas que
podem ser identificadas como:

a) exemplificação e repetição de ideias.


b) postura objetiva e desconstrução de tese.
c) generalização e inclusão do emissor no discurso.
d) autoquestionamento e conformidade.
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Questão 91: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o
funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos
descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na
mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que
também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o
jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua
com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se
um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está
falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.
O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro
romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada ,
mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá
recorrer. E assim as cartas são lançadas.

(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) .

Ao estabelecer uma distinção entre o “Jeitinho” e o “Você sabe com quem está falando?”, o autor mostra que, em sua opinião, ambos são:

a) práticas que fazem uso da hierarquização como mecanismo de obtenção de benefícios.


b) formas de evidenciar uma crítica clara aos sistemas das instituições em geral.
c) meios regulamentados que solicitam a denúncia dos envolvidos nas práticas.
d) estratégias diferenciadas que visam a driblar regras ou mecanismos protocolares.
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Questão 92: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

O texto narra o encontro do coronel Ponciano de Azeredo Furtado com uma onça. Nesse sentido, pode-se afirmar que o narrador é:

a) apenas observador e narra os fatos com certo distanciamento.


b) Saturnino, que narra em primeira pessoa, como personagem secundário.
c) o próprio coronel que ora refere-se a si em primeira pessoa, ora em terceira.
d) o personagem João Ramalho, que conta os fatos a partir de seu ponto de vista.
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Questão 93: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

A partir da leitura atenta do texto, é possível inferir que, através da narrativa, pretende-se:

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a) igualar a postura de medo do coronel em relação à onça a dos demais personagens.
b) retratar a coragem dos militares em geral diante de situações de perigo como ao enfrentar a onça.
c) mostrar que, embora o coronel revele certa covardia, ele, forçosamente, é mais corajoso que os demais personagens.
d) descrever o medo do coronel que chega a evocar Nossa Senhora do Parto para salvá-lo.
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Questão 94: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Inibição
(Cecília Meireles)

Vou cantar uma cantiga,


vou cantar – e me detenho:
porque sempre alguma coisa
minha voz está prendendo

Pergunto à secreta Música


porque falha o meu desejo,
porque a voz é proibida
ao gosto do meu intento.

E em perguntar me resigno,
me submeto e me convenço.
Será tardia, a cantiga?
Ou ainda não será tempo...

A partir do entendimento do texto, pode inferir que a “Inibição”, apresentada no título do poema, refere-se à:

a) timidez do sujeito lírico para cantar uma Música.


b) incapacidade do eu poético em verbalizar a Música.
c) leitura rebuscada dos vocábulos que compõem a Música.
d) necessidade de que um outro escute o que diz a Música.
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Questão 95: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

A propaganda acima faz uso da linguagem verbal e da não-verbal. A coerência da propaganda estabelece-se, simplesmente, porque:

a) há uma relação de sentido entre o elemento não-verbal e a ideia de “erro” representada na frase.
b) foi empregada uma expressão de uso corriqueiro para os falantes no emprego informal da língua.
c) o elemento não-verbal cumpre papel redundante e dispensável para o entendimento da mensagem.
d) não se explora a possibilidade da ambiguidade em nenhuma das palavras presentes na frase.
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Questão 96: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

“Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a
achar, em vez, que falamos “de qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores principais contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro o fato de que
falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar
conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a
nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram nada para diminuir esse complexo.”

(PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003, p. 11)

A pessoalidade que se observa no terceiro período do texto faz com que se obtenha o seguinte efeito discursivo:

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
a) oposição de posicionamentos distintos.
b) aproximação entre o leitor e o enunciador.
c) maior objetividade na análise dos fatos.
d) exemplificação de atitudes diferenciadas.
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Questão 97: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

A partir da leitura atenta do texto, pode-se concluir, sobre o episódio narrado que:

a) o ato de pisar no pé do sujeito de meia-idade deve ser considerado banal se comparado às consequências que gerou.
b) o motorista, cauteloso, não devia ter parado no ponto em que o senhor de idade subiu, antevendo a confusão.
c) a postura espectadora dos demais passageiros impediu que lhes fosse provocado qualquer tipo de transtorno.
d) as atitudes como a do senhor de idade e a do de meia-idade são de ocorrência restrita a transportes coletivos.
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Questão 98: IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de
meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu
calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de
idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso,
mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de
puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com
um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos
os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta
o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu
sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas.

(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia


completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674
(Adaptado) .

Sobre a reação dos passageiros que aplaudem o desfecho do impasse, como descrito no final do texto, assinale a alternativa correta:

a) revela empatia pelo senhor de meia-idade e seu “poder”.


b) sinaliza solidariedade com a vítima que triunfa no final.
c) demonstra a indiferença com a causa do outro.
d) explicita a falta de compreensão do episódio vivido.
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Questão 99: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 40/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

O texto apresenta um caráter, claramente, argumentativo. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta o fragmento que explicita a tese do autor em relação ao
tema abordado:

a) “Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.”
b) “A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário.”
c) “é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis entre outros.”
d) “O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas formas de identidade,”.
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Questão 100: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

No segundo e terceiro parágrafos, o autor hierarquiza argumentos que ratificam a tese que ele desenvolve em seu texto. Sobre esses argumentos, é correto afirmar
que:

a) o primeiro argumento trata da eficácia de um dispositivo jurídico que particulariza a violência a um grupo específico.
b) o segundo argumento apresenta a necessidade de adequar-se ao caráter legal generalista do direito.
c) o primeiro argumento corresponde à causa do que se apresenta, por meio dos dados estatísticos do segundo.
d) o segundo argumento propõe a especificação da lei somente contra a violência de um grupo específico: as mulheres.
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Questão 101: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 41/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

Na última frase do texto “Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.”, o autor deixa subentendida sua avaliação em relação ao governo. Desse
modo, segundo o autor e através da expressão em destaque, o governo, normalmente:

a) não atua junto ao povo.


b) age de modo errado.
c) não apresenta propostas.
d) reúne demandas diversas.
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Questão 102: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


Os três primeiros parágrafos do texto são reproduções de ofertas feitas, na internet, por mulheres que se propõem a alugar suas barrigas. O efeito dessa reprodução na
construção do texto consiste em:

a) explicitar uma avaliação negativa acerca do comportamento das mulheres e dos possíveis clientes.
b) apresentar as falas como dados de uma ficção para reforçar o caráter proibitivo da prática comercializada.
c) problematizar o alto custo desse serviço oferecido, perspectiva que será o tema central do texto.
d) dialogar com a sensação de ver uma “seção de classificados” apontada posteriormente pela autora.
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Questão 103: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 42/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


A partir da leitura atenta do texto, é possível inferir que a oferta de mulheres como “barrigas de aluguel” é motivada, sobretudo, por razões:

a) afetivas.
b) éticas.
c) econômicas.
d) médicas.
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Questão 104: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


Ao observar o posicionamento do especialista Marcio Coslovsky, no texto, nota-se que ele:

a) reafirma a tese defendida por Maria Cecília sobre a proibição da barriga de aluguel.
b) questiona a proibição apontando dados da legalidade da prática em outros países.
c) condena a proibição uma vez que ela exploraria a miséria das pessoas envolvidas.
d) acrescenta um dado novo e econômico em relação à questão da proibição.
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Questão 105: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 43/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto 1

Texto 2

Lixo e o luxo

Não vou mais me importar falar de mim


Eu sou, eu nasci, me criei assim
Estar com quem eu gosto é o que me faz feliz
Eu conheço o lixo e o luxo
Eu sei quanto vale uma vida
Eu vivo a vida, eu vivo a vida

Ela deve ser vivida com liberdade


Eu já fiz a guerra, eu já fiz a paz
Eu já fiz a guerra, eu já fiz a paz
Eu sou o lixo e sou o luxo, sou o ódio e sou o amor
Eu sou o lixo e sou o luxo, sou o ódio e sou o amor
Charlie Brown Jr.

A partir da leitura atenta dos dois textos anteriores, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O poema concretista de Augusto dos Campos utiliza como aspecto composicional não o verso tradicional, ligado à sonoridade das palavras, mas o espaço da
página, construindo o sentido a partir da disposição gráfica dos vocábulos.

II. Na expressão “é o que me faz feliz” do texto 2, a palavra “que” é uma conjunção integrante.

III. O texto 1 faz uma crítica ligada à falta de consciência da população privilegiada economicamente, que não faz uso da reciclagem do lixo.

IV. A última estrofe do texto 2 foi composta apenas com Orações Coordenadas.

a) Apenas as alternativas I, II e IV são corretas.


b) As alternativas I, II e III são corretas.
c) Apenas as alternativas I e IV são corretas.
d) Apenas as alternativas I e II são corretas.
e) Apenas as alternativas II e IV são corretas.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/768491

Questão 106: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto 1

Texto 2

Com base nas características do gênero publicitário e da linguagem-verbal e não verbal, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. As duas propagandas buscam conscientizar a população para a necessidade do uso de preservativos, além de promover uma marca específica do produto.

II. A imagem dos confetes, no plano de fundo do texto 1, pode funcionar como uma metonímia do carnaval.

III. O texto verbal da primeira propaganda, no trecho “proteja-se, use sempre camisinha”, dirige-se diretamente ao leitor, enquanto o texto 2 constrói-se a partir
de uma linguagem verbal mais indireta, sem se dirigir diretamente ao leitor.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 44/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

IV. A estratégia da propaganda do texto 2 fundamenta-se na utilização de dados numéricos.

a) Apenas as alternativas I e II são corretas.


b) Apenas as alternativas I, II e IV são corretas.
c) Apenas as alternativas I e IV são corretas.
d) Apenas as alternativas II, III e IV são corretas.
e) Apenas as alternativas II e III, são corretas.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/768501

Questão 107: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.
O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania,
opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e
Educar para a Paz (...) Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho.
O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem
apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o
estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio. (...)

A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as
brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. “O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a
necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto- Juvenil.
Segundo o texto lido, assinale a alternativa correta.

a) Uma agressão verbal feita por um grupo de alunos contra outro com a intenção de humilhá-lo é suficiente para se caracterizar como bullying.
b) O fato de não possuir um nome em português para definir bullying causa dificuldades para combatê-lo.
c) Os meios eletrônicos foram responsáveis pelo aumento da violência, conhecida como bullying, pois permitem que ele seja praticado anonimamente, aumentando a
impunidade.
d) O bullying pode causar traumas e doenças em suas vítimas, sendo o suicídio uma consequência extrema possível.
e) O bullying sempre gera isolamento da vítima e queda de rendimento escolar.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/768520

Questão 108: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
“De fato, (...) ‘há conflito entre a ideia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força indiscriminada de iniciação
na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não corrompe
nem edifica,
portanto; mas, trazendo livremente em si o que
chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver’.

A função da literatura está ligada à complexidade da sua natureza, que explica inclusive o papel contraditório mas humanizador (talvez humanizador porque
contraditório). Analisando-a, podemos distinguir pelo menos três faces: (1) ela é uma construção de objetos autônomos como estrutura e significado; (2) ela é uma
forma de expressão, isto é, manifesta emoções e a visão do mundo dos indivíduos e dos grupos; (3) ela é uma forma de conhecimento, inclusive como incorporação
difusa e inconsciente.”

A partir da leitura atenta do texto de Antonio Candido, assinale a alternativa incorreta.

a) No trecho “contraditório mas humanizador (talvez humanizador porque contraditório)”, o autor pondera sobre a relação contraditória e humanizadora da literatura:
primeiro afirmando uma relação adversativa no trecho “e depois de causa e consequência entre esses dois termos.
b) Uma das faces da literatura é que ela é um meio de se obter conhecimentos, nem sempre de forma consciente.
c) A ideia convencional de literatura, que é rejeitada pelo autor, poderia, segundo o texto, corromper os valores sociais, por isso não é sempre aceita pelos
educadores.
d) A antítese “bem” e “mal” possui uma relação semântica, respectivamente, com os termos “edifica” e “corrompe”.
e) A literatura é uma forma de expressão coletiva e individual.
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Questão 109: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Donos de cachorros dirão “eu já sabia!”, mas agora está comprovado pela ciência: cães têm a habilidade de reconhecer emoções humanas, pelo menos a alegria e a
raiva. A conclusão é resultado de um estudo realizado por uma cientista brasileira na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, em parceria com a Universidade de São
Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo. (...)

Durante o teste, 17 cachorros de diferentes raças foram expostos a dois tipos de estímulos emocionais, visual e auditivo. Projetadas em telas estavam fotografias de
humanos e animais com diferentes expressões e, paralelamente, era reproduzido um som neutro ou vocalização positiva ou negativa, que podia ou não corresponder às
emoções expressas nas imagens. As vocalizações humanas foram feitas em português, por ser uma língua desconhecida para os cães participantes do estudo – um
cuidado para evitar que os animais reconhecessem alguma palavra específica, em vez de focar no conteúdo emocional do som.

Os resultados mostraram que os cachorros passavam mais tempo a observar as expressões que combinavam com os sons, demonstrando o que os pesquisadores
chamam de ‘preferência do olhar’. “Este é um paradigma bastante consolidado, rotineiramente utilizado no estudo de diferentes espécies animais”, explica a bióloga
Natalia Albuquerque, doutoranda em psicologia experimental na USP e autora principal do trabalho. “Ele permite que um indivíduo avalie os dois estímulos visuais
apresentados simultaneamente e decida qual dos dois é mais associado ao som. Neste paradigma, espera-se que, se o animal é capaz de reconhecer o conteúdo dos
estímulos, ele vá passar mais tempo olhando para a face positiva ao escutar o som positivo e para a face negativa ao escutar o som negativo”.

Para os cientistas, portanto, o resultado dos testes demonstra que os cães são capazes de reconhecer as emoções de outros cães e também as de seres humanos. (...)

De acordo com a leitura atenta do texto, assinale a alternativa correta:

a) Segundo os resultados dos testes, os cachorros tendiam a olhar para a face positiva, independente de a vocalização ser positiva ou negativa.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
b) A escolha da Língua Portuguesa na realização dos testes com os cães atendeu a um critério científico.
c) A palavra “mas” no trecho “Donos de cachorros dirão “eu já sabia!”, mas agora está comprovado pela ciência: cães têm a habilidade de reconhecer emoções
humanas” indica que a ciência comprovou que a certeza que os donos dos cachorros tinham estava errada.
d) É um paradigma científico a ideia de que os animais, em geral, não têm habilidade de relacionar sons com imagens.
e) Apesar de reconhecerem as emoções humanas, os cães não conseguem reconhecer as emoções de outros animais.
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Questão 110: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento


E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

De acordo com o poema Soneto de Fidelidade de Vinicius de Moraes, assinale a alternativa correta:

a) O amor é um sentimento que nunca deixará de existir como uma chama que não se apaga.
b) A solidão é uma experiência de todos os seres humanos, tanto dos que amaram como daqueles que nunca amaram.
c) O amor é definido como um paradoxo: ele não existe para sempre, não é, portanto, infinito, ao mesmo tempo que pode ser infinito enquanto ele existir.
d) O eu-lírico declara que será atento ao amor apenas se estiver em face do maior encanto.
e) O eu-lírico declara que não acredita na existência do amor, que o amor é uma ilusão que se apaga como a chama de um fogo.
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Questão 111: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e
tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar!

Fonte: Carta Maior


De acordo com a interpretação do texto acima, assinale a alternativa correta.

a) O pedido de ajuda do filho para o pai referia-se a dificuldade do menino em avistar o mar que estava escondido atrás das dunas.
b) Gaguejar e tremer podem ser interpretadas como reações do menino em relação a postura autoritária do pai.
c) Podemos entender que o pedido de ajuda do menino se deve ao fato dele não conseguir sozinho elaborar a experiência de conhecer a beleza e a imensidão do
mar.
d) O pedido do filho “– Me ajuda a olhar!” se deve ao fato de que o menino tinha problemas oftalmológicos.
e) A mudez do filho estava relacionada ao medo que sentia de se afogar.
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Questão 112: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Bienal de Arte de São Paulo de 2018 terá ‘tema livre’. A exposição trará uma soma de projetos individuais, que tratam sobre assuntos distintos

Na contramão das 32 edições passadas, a Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não vai eleger um tema para estruturar a exposição. No lugar, o evento propõe uma soma
de trabalhos individuais, exaltando a particularidade de cada artista e a compreensão pessoal dos espectadores frente às obras.

Segundo a curadoria da Bienal, a decisão é uma resposta a um “mundo de verdades prontas, onde a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam
à alienação e passividade” dos indivíduos. Os homenageados da edição, o guatemalteco Aníbal López, o paraguaio Feliciano Centurión e a brasileira Lucia Nogueira,
também têm pouco em comum artisticamente, além do fato de terem morrido precocemente.

Fonte: Revista Veja


A partir da leitura atenta da reportagem acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não elegerá um tema e trará somente três artistas.

II. A Bienal de Arte de São Paulo de 2108 não elegerá um tema por priorizar a particularidade de cada artista e a compreensão pessoal dos espectadores.

III. O curador pretende fragmentar a informação e a concentração dos indivíduos como resposta à alienação.

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IV. Esta Bienal terá pontos que a distinguem das 32 edições passadas.

a) Apenas a afirmativa I está correta.


b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
e) Apenas a afirmativa IV está correta.
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Questão 113: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez…

(...)

Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;

(...)

– Por isso pedimos,


de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo…
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!

Fonte: Ermira Cultura


A partir da leitura atenta do poema, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. o eu-lírico deseja que lhe tirem tudo, mesmo que ele precise da música.

II. o eu-lírico entende a música como uma forma de libertação mesmo que esteja acorrentado.

III. o eu-lírico ajoelha por desejar ser senhor.

IV. o eu-lírico entende que a música substitui todas as outras necessidades de seu povo.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Apenas a afirmativa II está correta.
d) Apenas a afirmativa III está correta.
e) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
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Questão 114: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez…

(...)

Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;

(...)

– Por isso pedimos,


de joelhos pedimos:

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Tirem-nos tudo…
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!

Fonte: Ermira Cultura


Sobre a interpretação do trecho “Tirem-nos tudo… mas não nos tirem a vida, não nos levem a música!”, assinale a alternativa correta.

a) As palavras “vida” e “música” estão relacionadas de modo a criar um sentido de equivalência entre elas.
b) Nesse trecho o eu-lírico se mostra tão pessimista que não vê valores positivos na existência.
c) As palavras “vida” e “música” estão relacionadas de modo a criar um sentido de oposição entre elas.
d) As palavras “vida” e “música” aparecem como antônimo de liberdade.
e) As reticências poderiam ser substituídas pelo ponto de interrogação, sem prejuízo de sentido.
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Questão 115: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade
atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a
consumir de modo inconsequente.

As crianças, que vivenciam uma fase de peculiar desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada
vez mais cedo com as graves consequências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool,
estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse
geral.

Fonte: Criança e Consumo


Leia com atenção o texto acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O texto traz à tona a informação de que o consumismo é uma ideologia de gênero que impacta a todos.

II. O texto afirma que as crianças, por serem mais suscetíveis que os adultos, sofrem graves consequências advindas do estímulo consumista produzido pelas
mídias de massa.

III. O texto apresenta a obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência como
causas do consumo exagerado.

IV. O texto caracteriza o consumismo como um hábito mental que acompanha o ser humano desde sua origem.

V. O texto chama a atenção do leitor para discutir o consumismo infantil como uma pauta urgente e de interesse geral.

a) Apenas as afirmativas II e V estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
e) Apenas a afirmativa V está correta.
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Questão 116: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Fonte: Uol
A partir da leitura atenta da charge acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O ponto de exclamação utilizado no primeiro quadrinho significa que a personagem falou alto com a intenção de perturbar o doente da casa.

II. A expressão “SHHH!” é uma onomatopeia.

III. O globo terrestre está em um berço no último quadrinho como metáfora de que o mundo é um bebê.

IV. A ausência de texto verbal prejudica a compreensão da charge, exemplificando como o texto não-verbal tem pouca importância nesse gênero textual.

a) Apenas a afirmativa I está correta.


b) Apenas a afirmativa II está correta.
c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
e) Apenas a afirmativa IV está correta.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/769197

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 48/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 117: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Poeminha do contra

Todos esses que aí estão


Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!

Fonte: Poesias, poemas e versos


Leia atentamente o poema de Mário Quintana e, de acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) Há um jogo de palavras entre o verbo “passar” conjugado no futuro do presente e a palavra “pássaro” no diminutivo, que gera um efeito de sentido importante no
poema.
b) O ponto de exclamação no último verso lhe dá um sentido resoluto, enfático, que se contrapõe ao sentido de divagação dado pelas reticências no verso anterior.
c) As palavras “Todos” e “esses” são pronomes, respectivamente, indefinido e demonstrativo.
d) No verso “Todos esses que aí estão” a palavra destacada é uma preposição.
e) No título há uma inversão proposital do gênero da palavra “poema” que, originalmente, é um substantivo feminino.
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Questão 118: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até
televisão. É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou
o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho? E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai
perambular pelas ruas, roubar pra comer? E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo,
vou inventar farofa? Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil.

Fonte: Armazém de Texto - Blogspot


Imagem 1

Fonte: Mundo Educação


Imagem 2

Fonte: CDN-CV
A partir da leitura atenta do texto e das duas imagens acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Tanto as imagens como o texto de Marcelino Freire são formas de sensibilizar as pessoas para a importância de separar o lixo antes dele chegar aos aterros.

II. O estranhamento gerado no início do texto se deve ao fato de ele apresentar o lixo como uma necessidade da personagem ao invés de algo que precisa ser
descartado e eliminado.

III. As imagens reforçam o apelo do trecho literário ao evidenciar a utilidade dos objetos contidos nos chamados lixões.

IV. O texto e a imagem 2 registram como o lixo é fonte de trabalho e subsistência para algumas pessoas.

a) Apenas as afirmativas I e IV, estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II e III, estão apenas.
c) Apenas as afirmativas II, III e IV, estão apenas.
d) Apenas as afirmativas II e IV, estão apenas.
e) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/769586

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 119: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

(Drummond, Carlos)

Fonte: BP - Blogspot
Com base na leitura e interpretação do poema e da charge, assinale a alternativa correta:

a) Tanto o poema, como a charge sustentam a ideia de que para sentir é necessário ter as mãos livres.
b) A expressão “sentimento do mundo” é um hipérbato.
c) Ao usar o verbo transigir, o poeta assume sua responsabilidade em ter seus desejos mortos, assim como o personagem da charge que também é culpado por sua
impossibilidade de agir.
d) Mesmo contendo o mesmo verso que o poema, a charge produz um sentido humorístico ao somar texto e imagem, mudando o tom lírico do texto original.
e) Tanto o chargista como o poeta fazem explicitamente uma crítica social à precarização do trabalho.
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Questão 120: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta- feira (23) referentes a 2015.
Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior
prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

O país com menor prevalência de depressão nas Américas é a Guatemala, onde 3,7% da população tem o transtorno. Já o país com menor prevalência de depressão no
mundo, segundo o relatório, são as Ilhas Salomão, na Oceania, onde a depressão atinge 2,9% da população.

Além dos Estados Unidos, os países que têm prevalência de depressão maior do que o Brasil são Austrália (5,9%), Estônia (5,9%) e Ucrânia (6,3%).

Fonte: G1
Com base na leitura atenta da reportagem acima, assinale a alternativa correta:

a) Dos 11,5 milhões de brasileiros, 5,8% sofrem de depressão.


b) O Brasil é o país com maior prevalência de depressão em toda América.
c) Guatemala é o país que só perde para o Brasil em número de casos de depressão em toda América Latina.
d) A influência estadunidense nas ações políticas e culturais do Brasil agravam o alto índice de depressão existente em nosso país.
e) No continente americano os Estados Unidos é o país com a maior porcentagem de depressivos.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/769657

Questão 121: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Fonte: Folha verdejal


partir da leitura atenta do cartaz acima, levando em consideração sua linguagem verbal e não verbal, assinale a alternativa correta:

a) Os canais de denúncia são órgãos de assistência à vítima.


b) As informações contidas no cartaz instruem a vítima ou quem presenciar o abuso a não encarar o agressor para não gerar mais enfrentamentos.
c) A lei número 7.856 de 15/01/2018 é uma Lei Federal contra o assédio sexual nos metrôs.
d) A campanha instrui quem presenciar ou vivenciar o assédio a denunciá-lo somente se guardar dados sobre local, horário e características do agressor.
e) A imagem como plano de fundo, ao ter uma pessoa com o rosto tampado, contradiz a parte textual que pede para que a agredida “não tenha vergonha”.
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Questão 122: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Fonte: BP - Blogspot
Assinale a alternativa incorreta:

a) A insatisfação da personagem aparece por sua impossibilidade de comprar os produtos que são propagandeados pela televisão.
b) A comunicação do quadrinho acontece por meio de linguagem verbal e não verbal.
c) As reticências que aparecem no quarto quadrinho representam a suspensão do discurso televisivo.
d) Ao desligar a televisão, a personagem passa, numa gradação, a expressar satisfação.
e) “Isso” aparece no quadrinho substituindo, de modo genérico, os objetos a serem comprados.
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Questão 123: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto: Tipologia Textual
As diferentes formas que um texto pode apresentar, buscando responder a diferentes intenções comunicativas, é chamado de tipologias textuais, cujas finalidades podem
ser: contar, argumentar, informar etc. Diante disso, assinale a alternativa correta.

a) Romances, contos, fábulas e depoimentos são textos do tipo descritivo.


b) A principal finalidade de um texto dissertativo é informar e esclarecer o leitor através da exposição rigorosa e clara de um determinado assunto.
c) Folhetos turísticos, cardápios de restaurantes, classificados são textos do tipo dissertativo-expositivo.
d) A principal finalidade de um texto explicativo é contar uma história através de uma sequência de ações reais ou imaginárias.
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Questão 124: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Tipologia Textual
Leia com atenção o poema de Gregório de Matos:

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Três dúzias de casebres remendados,


Seis becos de mentrastos entupidos
Quinze soldados rotos e despidos
Doze porcos na praça bem criados.
Dois conventos, seis frades, três letrados
Um juiz com bigodes sem ouvidos
Três presos de piolhos carcomidos
Por comer dois meirinhos esfaimados.
As damas com sapatos de baeta
Palmilha de tamanca como frade
Saia de chita, cinta de raquete.
O feijão que só faz ventosidade
Farinha de pipoca, pão de greta
De Sergipe Del Rei esta é a cidade.
Quanto à tipologia textual usada pelo escritor analise as afirmativas a seguir:
I. É uma descrição, por relatar as características de um local.
II. É uma dissertação, por analisar e interpretar dados reais sobre a cidade de Sergipe Del Rei.
III. É apenas a definição de uma linda cidade aos olhos do poeta.
IV. É uma exposição, são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; expõe ideias; explica; avalia; reflete.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e IV, apenas.
b) I, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) III apenas.
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Questão 125: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Tipologia Textual
Texto I

O texto que segue é um fragmento do romance


O coronel e o lobisomem, de José Cândido de Carvalho:

Pois foi Ponciano arrotar vantagem e aparecer, na boca de um taquaral, aquele pedação de onça que em medida de olho nu ganhava de um garrote em tamanho e peso.
João Ramalho, braços no alto, gritou pelo santo nome de Nossa Senhora do Parto e sumiu na macega. Quando dei balancete na situação, vi que estava desprevenido de
gente, sem atinar como um sujeito de porte, talqualmente Saturnino Barba de Gato, achou abrigo em mato tão ralinho, quase de não esconder nem preá. Nunca fui
desajuizado de enfrentar, em campo aberto, sem maiores instruções e preparo de armas, tanto peso de onça. Sem outra espingarda que não a minha, desguarnecido de
costas, piquei a navegação, um cavalinho de lombo educado e boca macia. O bichinho, atingido na curva da virilha, relinchou, ficou nas patas do coice, deu meia volta e
levou Ponciano a sítio seguro – um pantaneiro de água choca onde ninguém nem perto passava por ser covil de vermina e miasma. Se não sou expedito de sela, e não
sei domar uma rédea, o tremedal dava cabo dos meus dias, pois lama sugadora nunca conheci outra de tamanha ganância. Cheguei ao Sobradinho mais água podre do
que gente, numa dianteira de uma hora sobre os assustados da onça. Feita a mudança de roupa e lavagem da barba, a primeira deliberação que tomei foi sustar o
cabrito:

-Sem-vergonha não come na minha mesa.

Em língua de urtiga recebi os medrosos. Vieram de rabo encolhido, vela murcha, sem vento e sem fala. Larguei de lado os veludos dos frades, as boas educações do Foro
e foi um arrazoado de vazar a sala, entrar no corredor e sair na cozinha. Recriminei o covardismo deles todos até gerações passadas e por passar. Cada torcida da barba
vinha acapangada de um vitupério:

-Gente desbriada! Se não sou homem de patente, com preparo de guerra, a onça fazia uma desgraça.

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. 8.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p 46-47) 21)

Texto II

Inibição
(Cecília Meireles)

Vou cantar uma cantiga,


vou cantar – e me detenho:
porque sempre alguma coisa
minha voz está prendendo

Pergunto à secreta Música


porque falha o meu desejo,
porque a voz é proibida
ao gosto do meu intento.

E em perguntar me resigno,
me submeto e me convenço.
Será tardia, a cantiga?
Ou ainda não será tempo...

Texto III

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Texto IV

“Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a
achar, em vez, que falamos “de qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores principais contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro o fato de que
falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar
conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a
nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram nada para diminuir esse complexo.”

(PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003, p. 11)

A observação atenta da forma, objetivos e usos dos textos I, II, III e IV que compõem esta prova permite concluir que eles:

a) pertencem a gêneros textuais distintos.


b) revelam a presença de narradores.
c) são estruturados apenas em prosa.
d) ilustram tipologias textuais equivalentes.
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Questão 126: IBFC - Of (CBM SE)/CBM SE/Cadete - Aluno Oficial/2018


Assunto: Tipologia Textual
Feminicídio
(Vladimir Safatle)

Neste final de semana, esta Folha publicou editorial criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam mulheres por “razões de gênero”. O texto alega
que tal “populismo” jurídico seria extravagância, já que todas as circunstâncias agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres (motivo fútil,
crueldade, dificuldade de defesa) estariam contempladas pela legislação vigente. Neste sentido, criar a categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser
quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento da lei.

No entanto, é difícil concordar com o argumento geral. Primeiro porque não é correta a ideia de que dispositivos jurídicos que particularizam a violência de grupos
historicamente vulneráveis sejam eficazes. A Lei Maria da Penha, só para ficar em um exemplo, mostra o contrário. Pois, ao particularizar, o direito dá visibilidade a algo
que a sociedade teima em não reconhecer. Ele indica a especificidade para um tipo de violência que só pode ser combatido quando nomeado. Neste contexto, apagar o
nome é uma forma brutal de perpetuação da violência.

Estudo do Ipea1 estima anualmente, no Brasil, algo em torno de 527 mil tentativas e casos de estupros, sendo que 88,5% das vítimas são mulheres e mais da metade
tem menos de 13 anos. Só em 2011, foram notificados no Sinan2 33 casos de estupro por dia, ou seja, esse foi o número de vítimas que procuraram o serviço médico.
Diante de números aterradores, é difícil não reconhecer que existe uma violência específica contra as mulheres, assim como há específicas contra homossexuais, travestis
entre outros. Que o direito sirva-se de sua capacidade de particularizar sofrimentos para lutar contra tais especificidades, eis uma de suas funções mais decisivas em
sociedades em luta para criar um conceito substantivo de democracia.

Nesse sentido, há de se lembrar que não se justifica usar o argumento da necessidade de respeitar a natureza universalista da lei em situações sociais nas quais tal
universalidade mascara desigualdades reais. O direito deve usar, de forma estratégica e provisória, a particularização a fim de evidenciar o vínculo entre violência e certas
formas de identidade, impulsionando com isto a criação de um universalismo real.

Se a sociedade brasileira chegou a este estágio de violência contra a mulher é porque há coisas que ela nunca quis ver e continuará não vendo enquanto o direito não
nomeá-las. Quando tal violência passar, podemos voltar ao quadro legal generalista. Desta forma, ao menos desta vez, o governo agiu de maneira correta.

(SAFATLE, Vladimir. Feminicídio. Folha de S. Paulo. São Paulo, 10 mar. 2015. P A2)
1Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
2Sistema de Informações de Agravos de Notificação

A partir da variedade de gêneros textuais existentes e as características do texto “Feminicídio”, pode-se afirmar que este deve ser classificado como:

a) crônica.
b) notícia.
c) relatório.
d) artigo.
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Questão 127: IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018


Assunto: Tipologia Textual
Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil”

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains)

“Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.”

“Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.”

“Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.”

Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto
cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam
variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto,
proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de
cessão temporária de útero ou gravidez por substituição.

Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...]

O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão
emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas.

- O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e,
portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela.

Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a
dignidade humana:

- A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem
tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...]

Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos.

- Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá
garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir
guarda, pensão. São muitas consequências.

(Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018)


O texto em análise pertence ao gênero jornalístico e apresenta um potencial informativo. Contribuem para isso todos os elementos linguísticos listados abaixo, EXCETO:

a) o emprego da terceira pessoa do discurso.


b) predomínio do registro informal como em “rolar”.
c) referência a autoridades na área em questão.
d) reprodução de falas por meio das citações.
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Questão 128: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Tipologia Textual
Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até
televisão. É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou
o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho? E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai
perambular pelas ruas, roubar pra comer? E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo,
vou inventar farofa? Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil.

Fonte: Armazém de Texto - Blogspot


Imagem 1

Fonte: Mundo Educação


Imagem 2

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Fonte: CDN-CV
Leia o texto atentamente e assinale a alternativa correta.

a) Por meio de uma sequência de perguntas a narradora personagem cria uma interlocução com o leitor.
b) Sendo do gênero poético o trecho apela de modo sentimentalista para sensibilizar o leitor sobre o drama da personagem.
c) O uso de verbos no imperativo, como “fale, fale” e “não pense” caracteriza a informalidade presente no texto.
d) A afirmação “lixo serve pra tudo” é contraditória a toda a sequência narrativa que a sucede.
e) A narradora-personagem associa o trabalho com lixo ao roubo.
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Questão 129: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Tipologia Textual
A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta- feira (23) referentes a 2015.
Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior
prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

O país com menor prevalência de depressão nas Américas é a Guatemala, onde 3,7% da população tem o transtorno. Já o país com menor prevalência de depressão no
mundo, segundo o relatório, são as Ilhas Salomão, na Oceania, onde a depressão atinge 2,9% da população.

Além dos Estados Unidos, os países que têm prevalência de depressão maior do que o Brasil são Austrália (5,9%), Estônia (5,9%) e Ucrânia (6,3%).

Fonte: G1
Baseado do trecho da reportagem acima, sobre o gênero textual, assinale a alternativa correta:

a) É um artigo de opinião visto que, nitidamente, o portal deixa claro os porquês dos altos índices de depressão no território brasileiro.
b) É um texto híbrido, pois mescla ficção e dados objetivados por pesquisas.
c) É uma reportagem expositiva que traz dados numéricos sobre o índice de depressão no mundo segundo a Organização Mundial de Saúde.
d) É um gênero narrativo em que se compreende com facilidade a onisciência do autor sobre os fatos narrados.
e) É um texto informativo que busca ajudar o leitor brasileiro a prevenir-se de uma epidemia depressiva mundial.
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Questão 130: IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018


Assunto: Paralelismo
Texto

“Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a
achar, em vez, que falamos “de qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores principais contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro o fato de que
falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar
conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a
nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram nada para diminuir esse complexo.”

(PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003, p. 11)

Assinale a opção em que se faz um comentário CORRETO sobre a estrutura sintática do fragmento “repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram
nada para diminuir esse complexo”.

a) O sujeito do verbo “fizeram” é composto.


b) A segunda oração é subordinada substantiva.
c) O adjetivo “repetidos” é predicativo do sujeito.
d) Ocorrem termos em paralelismo sintático.
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Questão 131: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Donos de cachorros dirão “eu já sabia!”, mas agora está comprovado pela ciência: cães têm a habilidade de reconhecer emoções humanas, pelo menos a alegria e a
raiva. A conclusão é resultado de um estudo realizado por uma cientista brasileira na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, em parceria com a Universidade de São
Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo. (...)

Durante o teste, 17 cachorros de diferentes raças foram expostos a dois tipos de estímulos emocionais, visual e auditivo. Projetadas em telas estavam fotografias de
humanos e animais com diferentes expressões e, paralelamente, era reproduzido um som neutro ou vocalização positiva ou negativa, que podia ou não corresponder às
emoções expressas nas imagens. As vocalizações humanas foram feitas em português, por ser uma língua desconhecida para os cães participantes do estudo – um
cuidado para evitar que os animais reconhecessem alguma palavra específica, em vez de focar no conteúdo emocional do som.

Os resultados mostraram que os cachorros passavam mais tempo a observar as expressões que combinavam com os sons, demonstrando o que os pesquisadores
chamam de ‘preferência do olhar’. “Este é um paradigma bastante consolidado, rotineiramente utilizado no estudo de diferentes espécies animais”, explica a bióloga
Natalia Albuquerque, doutoranda em psicologia experimental na USP e autora principal do trabalho. “Ele permite que um indivíduo avalie os dois estímulos visuais
apresentados simultaneamente e decida qual dos dois é mais associado ao som. Neste paradigma, espera-se que, se o animal é capaz de reconhecer o conteúdo dos
estímulos, ele vá passar mais tempo olhando para a face positiva ao escutar o som positivo e para a face negativa ao escutar o som negativo”.

Para os cientistas, portanto, o resultado dos testes demonstra que os cães são capazes de reconhecer as emoções de outros cães e também as de seres humanos. (...)

Com base no texto lido e na gramática normativa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A oração destacada no trecho a seguir “Os resultados mostraram que os cachorros passavam mais tempo (...)” é uma Oração Subordinada Adjetiva.

II. A oração “Projetadas em telas estavam fotografias de humanos e animais com diferentes expressões” se fosse reescrita na ordem direta ficaria “Fotografias de
humanos e animais com diferentes expressões estavam projetadas em telas”.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
III. Se substituíssemos a palavra “cães” por “o cão” na frase “cães têm a habilidade de reconhecer emoções humanas”, de acordo com a gramática normativa, ela
deveria ser reescrita da seguinte forma “O cão tem a habilidade de reconhecer emoções humanas.”

IV. Se substituíssemos a palavra “som” pela palavra “música” na frase “e decida qual dos dois é mais associado ao som.”, segundo a norma culta ela deveria ser
reescrita assim: “e decida qual dos dois é mais associado a música.”

a) Apenas as alternativas I e II são corretas.


b) Apenas as alternativas I e III são corretas.
c) Apenas as alternativas II e III são corretas.
d) Apenas as alternativas II, III e IV são corretas.
e) Apenas as alternativas I e IV são corretas.
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Questão 132: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Bienal de Arte de São Paulo de 2018 terá ‘tema livre’. A exposição trará uma soma de projetos individuais, que tratam sobre assuntos distintos

Na contramão das 32 edições passadas, a Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não vai eleger um tema para estruturar a exposição. No lugar, o evento propõe uma soma
de trabalhos individuais, exaltando a particularidade de cada artista e a compreensão pessoal dos espectadores frente às obras.

Segundo a curadoria da Bienal, a decisão é uma resposta a um “mundo de verdades prontas, onde a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam
à alienação e passividade” dos indivíduos. Os homenageados da edição, o guatemalteco Aníbal López, o paraguaio Feliciano Centurión e a brasileira Lucia Nogueira,
também têm pouco em comum artisticamente, além do fato de terem morrido precocemente.

Fonte: Revista Veja


Leia o trecho acima com atenção e, de acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) Se no trecho “Os homenageados da edição (...) também têm pouco em comum” o termo destacado fosse substituído por “O homenageado”, a frase deveria ser
reescrita corretamente da seguinte maneira: “O homenageado da edição também tem pouco em comum.”.
b) Se no trecho “No lugar, o evento propõe uma soma de trabalhos individuais” o termo destacado fosse substituído por “os eventos”, a frase deveria ser reescrita
corretamente da seguinte maneira: “No lugar, os eventos propõem uma soma de trabalhos individuais”.
c) No trecho “a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam à alienação”, se a palavra “alienação” fosse substituída por “conhecimento”, a
frase deveria ser reescrita corretamente como “a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam ao conhecimento”.
d) Se no trecho “a Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não vai eleger um tema” a palavra “tema” for substituída por “assunto”, a frase deve ser reescrita
corretamente como “a Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não vai eleger um assunto”.
e) Se a palavra “obras” fosse substituída no trecho “compreensão pessoal dos espectadores frente às obras” pela palavra “quadros”, a frase deveria ser
corretamente reescrita como “Compreensão pessoal dos espectadores frente os quadros”.
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Questão 133: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Observe com atenção a tirinha de “Calvin e Haroldo” e responda a questão a seguir.

http://images.virgula.com.br/2015/11/Morte-CalvinHaroldoQuati9.gif
De acordo com a leitura atenta da tira acima, de “Calvin e Haroldo” e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e
assinale a alternativa correta.

I. No primeiro quadrinho há o uso do discurso indireto, já que o discurso da mãe é enunciado por outra personagem, no caso, por seu filho Calvin.

II. No segundo quadrinho a oração “que nós não entendemos realmente isto” é classificada como Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.

III. Os verbos “pudermos” e “temos” no segundo quadrinho estão conjugados no modo indicativo.

IV. O pronome de tratamento “você” no último quadrinho é, sintaticamente, um vocativo por se referir diretamente a Haroldo seu interlocutor.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Questão 134: IBFC - Ana Cont (CGE RN)/CGE RN/2019


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Leia atentamente o trecho inicial da matéria abaixo e responda a questão a seguir.

Planta Amazônica pode ajudar a criar novos neurônios

Chamada de camapu, a planta amazônica tem o poder de produzir novos neurônios no hipocampo, sendo uma esperança para tratamento de doentes de Alzheimer.

O caminho para um tratamento eficaz de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, pode estar bem mais perto do que você pensava. Uma substância encontrada
no caule de uma planta amazônica poderá ser usada em medicamentos fitoterápicos para o combate ao Alzheimer.

A planta chamada camapu, encontrada nas regiões do interior do Pará e na periferia de Belém, é muito conhecida por sua atividade antiprotozoária e anti-inflamatória.
Pesquisadores da Universidade Federal do Pará descobriram que uma substância encontrada nessa planta tem o poder de estimular a produção de novos neurônios no
hipocampo, região do cérebro associada à memória.

Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja novas conexões entre as células do cérebro, revertendo a perda da memória
recente, característica comum em doentes de Alzheimer.

Os cientistas também apostam que, ao usar o medicamento à base do camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que
apresentam depressão.

“Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível a um tempo atrás”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção
de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal do Pará.

Os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório; o próximo passo será os testes clínicos e a viabilidade de produzir essa substância em larga escala. Hoje, sabe-se
que uma das possibilidades de criar novos neurônios se dá por meio de exercícios para o cérebro.

Ref. http://alzheimer360.com/planta-amazonica-criar-neuronios/ (adaptado)


A partir da leitura atenta do texto anterior e da Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) As duas palavras destacadas no trecho a seguir “a planta amazônica tem o poder de produzir novos neurônios” são acentuadas graficamente porque são
proparoxítonas.

( ) A oração destacada no trecho a seguir “é provável que haja novas conexões entre as células do cérebro” é classificada como Oração Subordinada
Substantiva Subjetiva.

( ) A oração “Uma substância encontrada no caule de uma planta amazônica poderá ser usada em medicamentos fitoterápicos para o combate ao Alzheimer.”
Está na voz passiva analítica.

( ) O termo destacado no trecho a seguir “região do cérebro associada à memória” é um adjunto adnominal.

( ) A partícula “se” destacada no trecho a seguir é classificada como índice de indeterminação do sujeito “Hoje, sabe-se que uma das possibilidades de criar
novos neurônios se dá por meio de exercícios para o cérebro.”

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, F, V, F, V.
b) F, V, V, F, F.
c) V, V, V, V, F.
d) F, F, F, V, V.
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Questão 135: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Para responder a questão, leia atentamente o fragmento do poema “Ismália” do poeta parnasiano Alphonsus de Guimaraens.

Ismália
Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,


Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,


Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

[...]

As asas que Deus lhe deu


Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 57/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
De acordo com a leitura atenta do poema “Ismália” e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) O verbo “ver” na primeira estrofe está conjugado no pretérito perfeito indicando uma certeza, enquanto o verbo “querer” na segunda estrofe está conjugado no
pretérito imperfeito e expressa um desejo da personagem.
b) As vírgulas presentes nos primeiros versos da primeira e da segunda estrofes são utilizadas de acordo com a mesma regra gramatical.
c) Na expressão “Na torre pôs-se a cantar…”, a palavra “se” é classificada como partícula apassivadora.
d) No verso “As asas que Deus lhe deu” a expressão destacada é uma Oração Subordinada Adjetiva Restritiva.
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Questão 136: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Para responder a questão, leia com atenção partes do artigo escrito por Luciana Alvarez sobre a educação a distância.

A discussão sobre ensino a distância na educação básica


(adaptado)

As formas como a tecnologia deve ser usada na educação básica atiçam polêmicas que parecem longe de terminar. Recentemente, o Conselho Nacional de Educação
estudou uma proposta para estabelecer um limite da carga horária da etapa do ensino médio que poderia ser oferecida a distância (EAD). [...]

Betina von Staa, responsável pelo CensoEad.Br da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), é uma das vozes a criticar com veemência esse tipo de
regulamentação. “No ensino médio, os alunos têm de estar juntos, na escola, aprendendo a dialogar. Iniciativas para estudar de casa só devem ser cogitadas em casos
de necessidade absoluta e para alunos mais velhos, do EJA (educação de jovens e adultos)”, afirma. Ela, contudo, é uma entusiasta do uso da tecnologia na escola. “O
modelo que precisamos adotar é o híbrido, usando o suporte que faça sentido para cada ação, sem tentar separar o que é presencial e o que é a distância.”

Segundo Betina, o limite legal para cursos presenciais, que podem oferecer no máximo 20% da carga horária em EAD, foi extremamente prejudicial para o ensino
presencial, que acabou estagnado. Ela teme que o ensino médio siga pelo mesmo caminho. [...]

“Tecnologia educacional a gente usa de acordo com a situação, caso a caso. Não se pode colocar todo mundo na frente de uma tela, porque não funciona. Mas tampouco
existe um número mágico do quanto de estudo pode ser feito em casa”, diz Betina. [...] Mas, se o objetivo é apenas decorar conceitos e regras, basta um aplicativo e o
estudante pode ficar em casa mesmo, ironiza. “Mas não é isso que a gente quer”, diz em seguida. [...] Em compensação, um projeto colaborativo de geografia pode
ganhar mais diversidade se, por meio da tecnologia, envolver estudantes de várias partes do país.

Fonte: Revista Educação, por Luciana Alvarez

De acordo com a leitura atenta do artigo anterior e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. No trecho “No ensino médio, os alunos têm de estar juntos, na escola, aprendendo a dialogar.”, a acentuação do verbo destacado tem a função de indicar que
ele está no plural, concordando com o sujeito composto pelos núcleos “ensino médio” e “escola”.

II. No trecho “o limite legal para cursos presenciais, que podem oferecer no máximo 20% da carga horária em EAD,” a expressão destacada é classificada
como Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.

III. No trecho “foi extremamente prejudicial para o ensino presencial”, a expressão destacada é classificada sintaticamente como Objeto Indireto.

IV. No trecho “se, por meio da tecnologia, envolver estudantes de várias partes do país.”, o termo destacado é uma Conjunção Subordinativa Condicional.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas


b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas
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Questão 137: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Com base na leitura atenta de trechos do texto a seguir, responda a questão a seguir.

14 de JUNHO ...Está chovendo. Eu não posso ir catar papel. O dia que chove eu sou mendiga. Já ando mesmo trapuda e suja. Já uso uniforme dos indigentes. E hoje é
sábado. Os favelados são considerados mendigos. Vou aproveitar a deixa. A Vera não vai sair comigo porque está chovendo. (...) Ageitei um guarda-chuva velho que
achei no lixo e saí. Fui no Frigorifico, ganhei uns ossos. Já serve. Faço sopa. Já que a barriga não fica vazia, tentei viver com ar. Comecei desmaiar. Então resolvi
trabalhar porque eu não quero desistir da vida.

Quero ver como é que eu vou morrer. Ninguem deve alimentar a ideia de suicidio. Mas hoje em dia os que vivem até chegar a hora da morte, é um heroi. Porque quem
não é forte desanima.

...Vi uma senhora reclamar que ganhou só ossos no Frigorifico e que os ossos estavam limpos.

- E eu que gosto tanto de carne.

Fiquei nervosa ouvindo a mulher lamentar-se porque é duro a gente vir ao mundo e não poder nem comer. Pelo que observo, Deus é o rei dos sabios. Ele pois os homens
e os animais no mundo. Mas os animais quem lhes alimenta é a Natureza porque se os animais fossem alimentados igual aos homens, havia de sofrer muito. Eu penso
isto, porque quando eu não tenho nada para comer, invejo o animais.

...Enquanto eu esperava na fila para ganhar bolachas ia ouvindo as mulheres lamentar-se outra mulher reclamava que passou numa casa e pediu uma esmola. A dona da
casa mandou esperar (...) A mulher continuou dizendo que a dona da casa surgiu com um embrulho e deu-lhe. Ela não quiz abrir o embrulho perto das colegas, com
receio que elas pedissem. Começou pensar. Será um pedaço de queijo? Será carne? Quando ela chegou em casa, a primeira coisa que fez, foi desfazer o embrulho
porque a curiosidade é amiga das mulheres. Quando
desfez o embrulho viu que eram ratos mortos.

Tem pessoas que zombam dos que pedem.

[...] Mas os mendigos já estão habituados a ganhar as bolachas todos os sabados.

Não ganhei bolacha e fui na feira, catar verduras. Encontrei com a dona Maria do José Bento e começamos a falar sobre o custo de vida.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Ref. JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo, diário de uma favelada. São Paulo, Editora Ática, 2001 [1960], 8ª Edição, pg. 55-56.

Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale a alternativa de acordo com as regras gramaticais da Língua Portuguesa que possui a justificativa incorreta.

a) O trecho “Já uso uniforme dos indigentes. E hoje é sábado. Os favelados são considerados mendigos. Vou aproveitar a deixa.” é composto por quatro períodos
simples.
b) No trecho “Ninguem deve alimentar a ideia de suicidio”, as palavras destacadas não obedecem às regras de acentuação, pois deveriam receber acento gráfico,
já que “ninguém” é uma oxítona terminada em “em” e “suicídio” é uma proparoxítona.
c) No trecho “Ela não quiz abrir o embrulho perto das colegas” a palavra destacada não está grafada de acordo com a regra ortográfica da Língua Portuguesa.
d) No trecho “Mas hoje em dia os que vivem até chegar a hora da morte, é um heroi.” os termos destacados apresentam um erro de concordância verbal, pois o
verbo “ser” não está flexionado corretamente com o seu sujeito “os”.
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Questão 138: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Leia o fragmento do texto:

“Acredita-se que o ebola se propague em longas distâncias ao ser levado por morcegos, que podem hospedar o vírus sem morrer. Assim, ele infecta outros
animais com os quais os mamíferos voadores compartilham árvores, como os macacos. Frequentemente se propaga para os humanos através de carne infectada.
A geografia remota e extensa do Congo lhe dá uma vantagem com relação a outras zonas, já que os surtos costumam ser localizados e são relativamente fáceis de
isolar.”
A partir do texto, leia as afirmativas interpretadas gramaticalmente a seguir:

I. É afirmada a indeterminação do sujeito, ao se apresentar o verbo acreditar em terceira pessoa, acompanhado do pronome SE.
II. Há a participação do sujeito composto ao lermos no texto, uma geografia remota e extensa do Congo.
III. O advérbio de modo está presente quando é classificado o modo que se propaga a doença para os seres humanos.
IV. Ao dizer ”frequentemente”, se faz a classificação do tempo necessário para que a enfermidade acometa os seres humanos por intermédio da carne infectada.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) IV, apenas.
d) II e IV, apenas.
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Questão 139: IBFC - EPPGG (SEPLAG SE)/SEPLAG SE/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Analise as afirmativas a seguir atribuindo-lhes valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) Renderam-se às tropas aliadas as forças germânicas de terra, mar e ar. (O núcleo do sujeito é, “forças germânicas”).
( ) Pode haver grandes shows na virada cultural. (O verbo haver tem valor existencial).
( ) Precisa-se de pedreiro. (A partícula SE atua como determinante do sujeito).
( ) Foram incentivados a comemorar a queda do governo. (O infinitivo não é flexionado, principalmente, em locuções verbais e verbos preposicionados).

Assinale a alternativa que, respectivamente, apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V; V; F; V.
b) F; F; V; V.
c) V; F; V; F.
d) V; V; F; F.
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Questão 140: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto

Leia atentamente a tira de “Calvin e Haroldo” e, de acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa
correta.

I. As palavras “WAAHHHH” e “SNIF” são interjeições, pois expressam o sentimento da personagem.

II. A forma verbal “Tenha morrido” está conjugada no modo Subjuntivo e o verbo “morreu” está conjugado no modo Indicativo.

III. A vírgula utilizada na fala do menino no primeiro quadrinho tem a função de isolar o vocativo “pai”.

IV. As palavras “aqui” e “ainda”, no último quadrinho, são respectivamente advérbios de lugar e tempo.

a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
c) Apenas as afirmativas I e IV, são corretas.
d) Apenas as afirmativas II, III e IV, são corretas.
e) Apenas as afirmativas I e II, são corretas.
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Questão 141: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto 1

Texto 2

Lixo e o luxo

Não vou mais me importar falar de mim


Eu sou, eu nasci, me criei assim
Estar com quem eu gosto é o que me faz feliz
Eu conheço o lixo e o luxo
Eu sei quanto vale uma vida
Eu vivo a vida, eu vivo a vida

Ela deve ser vivida com liberdade


Eu já fiz a guerra, eu já fiz a paz
Eu já fiz a guerra, eu já fiz a paz
Eu sou o lixo e sou o luxo, sou o ódio e sou o amor
Eu sou o lixo e sou o luxo, sou o ódio e sou o amor
Charlie Brown Jr.

De acordo com a gramática normativa, analise os dois textos anteriores e assinale a alternativa incorreta.

a) O texto 2 apresenta antíteses na sua composição.


b) O texto 1 se vale da paronomásia para gerar um efeito estético e crítico.
c) Na oração “Eu vivo a vida” o verbo “viver” é classificado como verbo transitivo indireto.
d) A expressão “ela” na segunda estrofe do texto 2 é um elemento de coesão referencial.
e) No verso “Eu sei quanto vale uma vida” do texto 2, o sujeito do verbo “saber” é a palavra “Eu”.
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Questão 142: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto 1

Texto 2

Andorinha lá fora está dizendo:

-Passei o dia à toa, à toa.

Andorinha, andorinha, minha canção é mais triste:

-Passei a vida à toa, à toa.

A partir da leitura atenta da charge e do poema anteriores, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A tira e o poema possuem um efeito de sentido semelhante em relação ao contraste entre duas percepções de tempo: uma jovial que gera leveza e alegria nas
personagens e outra percepção de tempo mais melancólica ligada ao fim da vida.

( ) O termo “primavera” no primeiro quadrinho da charge é um objeto direto.

( ) A utilização do acento grave, indicador de crase, na expressão “à primavera” no segundo quadrinho da charge e na expressão “à toa” no poema seguem a
mesma regra de acentuação.

( ) Na primeira estrofe do poema, a palavra “andorinha” é o sujeito do verbo “está”, enquanto na segunda estrofe é o vocativo

( ) A palavra “triste” na segunda estrofe do poema é um predicativo do sujeito.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, V, F, V.
b) F, F, V, V, F.
c) V, F, F, V, F.
d) F, V, V, V, F.
e) V, F, V, V, V.
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Questão 143: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento


E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

De acordo com o poema lido e a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta:

a) O pronome destacado no verso a seguir tem função sintática de objeto direto: “Eu possa me dizer do amor (...):”.
b) Morfologicamente, as expressões “com tal zelo”, “sempre” e “tanto” no segundo verso da primeira estrofe são, respectivamente: advérbios de modo, tempo e
intensidade.
c) A palavra “tudo” no primeiro verso do poema é um pronome indefinido.
d) A palavra destacada, no verso a seguir, é uma conjunção integrante: “Que não seja imortal”.
e) A palavra “vão” no primeiro verso da segunda estrofe é um adjetivo e significa “irrelevante”.
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Questão 144: IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Populares são atraídos pelo discurso de Odorico, que se empolga, sobe ao coreto.
ODORICO – Meus conterrâneos: vim de branco para ser mais claro. Esta cidade precisa ter um cemitério.

TODOS – Muito bem! Apoiado!

DOROTÉA – Uma cidade que não respeita seus mortos não pode ser respeitada pelos vivos!

(...)

ODORICO – Esse prefeito que aí está, que fez até hoje para satisfazer o maior anseio do povo desta terra?

DIRCEU – Só pensa em construir hotéis para veranistas!

DULCINÉA – Engarrafar água para vender aos veranistas!

ODORICO – Tudo para veranistas, pessoas que vêm aqui passar um mês ou dois e voltam para suas terras, onde, com toda certeza, não falta um cemitério. Mas aqui
também haverá! Aqui também haverá um cemitério!

JUJU – (Grita Histericamente) Queremos o nosso cemitério!

DOROTÉA, JUJU, DIRCEU E DULCINÉA – Queremos o cemitério! Queremos o cemitério!

ODORICO – E haveremos de tê-los. Cidadãos sucupiranos! Se eleito nas próximas eleições, meu primeiro ato como prefeito será ordenar a construção imediata do
cemitério municipal.

TODOS – (Aplausos) Muito bem! Muito bem!

(Uma faixa surge no meio do povo)

VOTE NUM HOMEM SÉRIO E GANHE SEU CEMITÉRIO

(...)

MESTRE AMBRÓSIO – Seu doutor me disculpe, mas desde pequenininho que eu escuto falar nessa história de cemitério.

E a coisa fica sempre na conversa. Todo mundo acha que deve fazer, mas ninguém faz.

A partir da leitura do trecho da peça acima, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A grande recorrência de pontos de exclamação deve-se ao tom exaltado do trecho que narra um comício eleitoral, em que os envolvidos estão animados pelo
discurso empolgado de Odorico, o político que discursa.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
( ) O trecho “(Grita Histericamente)” não deve ser pronunciado pela personagem, é apenas um indicativo para a forma como o trecho seguinte deve ser lido e
interpretado.

( ) A fala de Mestre Ambrósio revela certa desconfiança nas promessas políticas de Odorico.

( ) Pelo aspecto formal e estilístico, o efeito estético da frase “VOTE NUM HOMEM SÉRIO E GANHE SEU CEMITÉRIO” deve-se à sua construção paralelística: com
duas orações que começam com verbo no imperativo e terminam com palavras que rimam.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, V, V.
b) V, V, F, F.
c) F, V, V, F.
d) V, F, V, F.
e) F, V, V, V.
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Questão 145: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez…

(...)

Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;

(...)

– Por isso pedimos,


de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo…
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!

Fonte: Ermira Cultura


De acordo com a leitura do poema “Súplica” e com a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) No verso “mesmo escravos, senhores seremos” o termo destacado é Verbo Transitivo.


b) No verso “vender-nos como mercadoria” o termo destacado é Objeto Direto.
c) Nos versos “mas seremos sempre livres/se nos deixarem a música!” o termo destacado é Oração Subordinada Adverbial Condicional.
d) No verso “Tirem-nos a terra em que nascemos” o termo destacado é uma Oração Adjetiva Restritiva.
e) No verso “mas seremos sempre livres” o termo destacado é uma Conjunção Coordenativa Adversativa.
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Questão 146: IBFC - Ana (CM Aqa)/CM Araraquara/Controle Interno/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto

Fonte: Uol
A partir da leitura atenta da charge, e da gramática normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A expressão “olá!” no primeiro quadrinho é uma interjeição.

( ) A vírgula no terceiro quadrinho indica zeugma.

( ) A expressão “seu pai” no segundo quadrinho é um vocativo.

( ) Como exemplo da charge lida, esse é um gênero que tem a função de entreter o leitor com seu humor sem utilizar a crítica social para isso.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

( ) A palavra “não” no segundo quadrinho é um advérbio de negação.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, F, F, V.
b) V, F, V, V, F.
c) F, F, F, V, V.
d) F, V, V, V, F.
e) V, V, V, F, V.
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Questão 147: IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018


Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

(Drummond, Carlos)

Fonte: BP - Blogspot
De acordo com a leitura do texto e da gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) O verbo ter no trecho “tenho apenas duas mãos” é um verbo transitivo direto.
b) No verso “E o sentimento do mundo” há a elipse do verbo “ter”.
c) A palavra “mas” no trecho “mas estou cheio de escravos” tem sentido de conclusão.
d) A oração “Quando me levantar” é uma Oração Subordinada Adverbial Temporal
e) O poema aparece na charge destacado por uma caixa de texto para distinguir as autorias do poema e da própria charge.
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Questão 148: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
As tipologias textuais (ou tipos textuais, tipos de texto) são as diferentes formas que um texto pode ser apresentado e seus aspectos constitutivos podem contar,
descrever, argumentar ou informar algo ou alguma situação. Os diversos tipos textuais apresentam distintas características em suas estruturas, construções frásicas,
linguagem, vocabulário, tempos verbais, relações lógicas, modo de interação com o leitor. Os tipos mais conhecidos são os: narrativo, descritivo, dissertativo (expositivo e
argumentativo) e o explicativo. Isto posto, assinale a alternativa correta.

a) A principal finalidade de um texto narrativo é contar uma história através de uma sequência de ações reais ou imaginárias.
b) Os textos dissertativos podem ser expositivos ou argumentativos, e visam apenas expor um ponto de vista, não havendo a necessidade de convencer o leitor de
algo.
c) A principal finalidade de um texto explicativo é instruir o leitor acerca de um procedimento a ser realizado e fornecer uma informação que condiciona a conduta do
leitor, incitando-o a agir.
d) A principal finalidade de um texto descritivo é informar e esclarecer o leitor através da exposição rigorosa e clara de um determinado assunto ou tema.
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Questão 149: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
“A semântica é a parte da gramática que estuda os aspectos relacionados ao sentido das palavras.” (Cereja & Cochar, 2009, p.394) e alguns aspectos tratados por ela
são os sinônimos, os antônimos, os hipônimos, os hiperônimos e a polissemia. Analise as afirmativas abaixo, e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):

( ) As palavras velho/novo são sinônimas.

( ) Polissemia é a propriedade que uma palavra tem de apresentar vários sentidos. Ex.: manga (manga da roupa, manga fruta), cavalo (cavalo animal, cavalo
medida de motor).

( ) Garoto e menino são palavras sinônimas.

( ) As palavras verde, vermelho, amargo, alaranjado, cor-de-rosa pertencem, todas, ao mesmo campo semântico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, V, F.
b) F, F, V, V.
c) V, F, F, V.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 63/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
d) F, V, V, F.
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Questão 150: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
Há, na Língua Portuguesa, verbos e nomes que exigem a presença de outros termos para formar sentido. Quando o verbo é quem exige outras expressões, ocorre uma
regência verbal, mas quando o termo regente é um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), ocorre uma regência nominal. Assinale a alternativa correta.

a) Verbos não admitem mais de uma regência em nenhuma circunstância, ou ele é um verbo transitivo direto ou é transitivo indireto.
b) Em “Já pensou em engavetar?”, o sentido da frase está completo.
c) Em “Os jornais informaram o preço do café.”, a regência verbal é realizada por um verbo transitivo direto.
d) Em “O aumento da poluição causa danos”, a regência nominal do substantivo “danos” tem seu sentido completo, não havendo necessidade de complemento
nominal.
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Questão 151: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
Segundo Cereja & Cochar (2009, p.221), a “[...] oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo” e pode ser ordenada em dois períodos: simples e
composto. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O período composto pode ser apenas por coordenação.

II. “Eu gosto muito de amoras” é uma oração composta por subordinação.

III. “Eu comprei duas maçãs e comi apenas uma.” É uma oração composta por coordenação.

IV. O período simples é constituído de uma só oração.

V. “Acho que esta comida não vai ficar boa.” É uma oração composta por subordinação.

a) Apenas as afirmativas III, IV e V estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II, III, IV e V estão corretas.
d) Apenas as afirmativas IV e V estão corretas.
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Questão 152: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
Leia os enunciados abaixo:

“Os jovens rapazes ________ muita energia porque comem muito _______.”

“Não adianta! Eles ______ que estão fazendo tudo corretamente, porém, o __________ nunca fica pronto no prazo pedido.”

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:

a) Tem, dendê; crêem, protótipo.


b) Têm, dende; crêem, prototipo.
c) Tem, dende; creem, prototipo.
d) Têm, dendê; creem, protótipo.
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Questão 153: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
A crase é uma palavra de origem grega e significa, em sua etimologia, mistura, fusão, e nos estudos de Língua Portuguesa, é o nome dado à contração de duas vogais
idênticas. Acerca do uso correto da crase, leia atentamente os itens abaixo e assinale a alternativa correta.

a) Este problema refere-se à você.


b) Voltarei à Paris e a Suíça.
c) Sapatos à Luiz XV.
d) Vire a direita.
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Questão 154: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
No quesito “compreensão textual”, a análise do texto é objetiva, busca-se decodificá-lo e observa-se o que realmente está escrito. Nele, todas as informações estão
presentes no texto e é direcionada a atenção para o que está presente no conteúdo textual. Já a “interpretação textual” estabelece conexões entre o que está escrito e a
realidade, sobre aquilo que seja possível se concluir sobre o texto. Nela, a análise é subjetiva. Nesta habilidade, é necessário também que se tenha um conhecimento
prévio quanto ao assunto/ conceito abordado no texto. Tendo isto em vista, analise as afirmativas abaixo e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F):

( ) “Diante do que foi exposto, podemos concluir que...” é um enunciado que requer haver a interpretação textual do leitor.

( ) “O autor sugere que...” é um enunciado que requer haver a compreensão textual do leitor.

( ) “Tendo em vista o que diz o autor do texto...” é um enunciado que requer haver a compreensão textual do leitor.

( ) “Infere-se do texto que...” é um enunciado que requer haver a interpretação textual do leitor.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 64/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:

a) V, V, F, F.
b) V, V, V, V.
c) F, F, F, F.
d) V, F, V, F.
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Questão 155: IBFC - PEB I (Vinhedo)/Pref Vinhedo/2019


Assunto:
“O sujeito é o ser de quem se diz alguma coisa, e o predicado é aquilo que se afirma a respeito do sujeito.” (Cereja & Cochar, 2009, p.223). Assinale a alternativa
incorreta.

a) Sujeito é o termo da oração que normalmente apresenta como núcleo um substantivo, um pronome ou uma palavra substantivada.
b) Em “Todas as noites, depois do jantar, eu e minha gata, assistimos televisão.”, o termo grifado é o sujeito da oração.
c) Predicado é o termo da oração que está em concordância com o sujeito.
d) O sujeito nem sempre inicia a oração, como vemos em “Soou na escuridão uma pancada seca.”, em que o termo grifado exerce esta função sintática.
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Questão 156: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto:
Para responder a questão, leia com atenção partes do artigo escrito por Luciana Alvarez sobre a educação a distância.

A discussão sobre ensino a distância na educação básica


(adaptado)

As formas como a tecnologia deve ser usada na educação básica atiçam polêmicas que parecem longe de terminar. Recentemente, o Conselho Nacional de Educação
estudou uma proposta para estabelecer um limite da carga horária da etapa do ensino médio que poderia ser oferecida a distância (EAD). [...]

Betina von Staa, responsável pelo CensoEad.Br da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), é uma das vozes a criticar com veemência esse tipo de
regulamentação. “No ensino médio, os alunos têm de estar juntos, na escola, aprendendo a dialogar. Iniciativas para estudar de casa só devem ser cogitadas em casos
de necessidade absoluta e para alunos mais velhos, do EJA (educação de jovens e adultos)”, afirma. Ela, contudo, é uma entusiasta do uso da tecnologia na escola. “O
modelo que precisamos adotar é o híbrido, usando o suporte que faça sentido para cada ação, sem tentar separar o que é presencial e o que é a distância.”

Segundo Betina, o limite legal para cursos presenciais, que podem oferecer no máximo 20% da carga horária em EAD, foi extremamente prejudicial para o ensino
presencial, que acabou estagnado. Ela teme que o ensino médio siga pelo mesmo caminho. [...]

“Tecnologia educacional a gente usa de acordo com a situação, caso a caso. Não se pode colocar todo mundo na frente de uma tela, porque não funciona. Mas tampouco
existe um número mágico do quanto de estudo pode ser feito em casa”, diz Betina. [...] Mas, se o objetivo é apenas decorar conceitos e regras, basta um aplicativo e o
estudante pode ficar em casa mesmo, ironiza. “Mas não é isso que a gente quer”, diz em seguida. [...] Em compensação, um projeto colaborativo de geografia pode
ganhar mais diversidade se, por meio da tecnologia, envolver estudantes de várias partes do país.

Fonte: Revista Educação, por Luciana Alvarez

De acordo com o sentido do texto acima e a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.

a) Luciana Alvarez lamenta no primeiro período as polêmicas que são atiçadas pelo assunto a ser tratado no texto, o que contribui para a estagnação do ensino,
principalmente do fundamental.
b) A autora utiliza, para o desenvolvimento do texto, a estratégia de citar uma figura de autoridade no assunto tratado.
c) De acordo com a estudiosa Betina von Staa, o uso da tecnologia pode ser integrado à educação de qualidade, inclusive, ela defende que, para as ciências que
necessitam apenas de regras e conceitos, a utilização de aplicativos já é suficiente para o aprendizado.
d) A autora do texto critica a contradição da estudiosa Betina von Staa, principalmente, no trecho “Ela, contudo, é uma entusiasta do uso da tecnologia na escola.”,
em que ela afirma que é contra o ensino a distância, mas se entusiasma com o uso da tecnologia na escola.
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Questão 157: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto:
Para responder à questão, leia a propaganda a seguir, veiculada pelo Ministério da Educação em sua página virtual, que faz referência ao lançamento do game de
realidade virtual “Pokémon Go”.

A partir da leitura atenta da propaganda, assinale a alternativa correta:

a) O Ministério da Educação parodia a forma de se expressar comumente utilizada pelo Ministério da Saúde, ao fazer a advertência de que os alunos devem dar mais
importância ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) do que a certas diversões tecnológicas.
b) Como estratégia de valorização do ENEM, o Ministério da Educação nega a importância das diversões tecnológicas como instrumento de desenvolvimento
cognitivo e motor dos alunos.
c) Os dois pontos utilizados depois do verbo “advertir” têm função de introduzir a enumeração das razões que comprovam a importância do ENEM.

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d) O tom moralista utilizado pela propaganda tem função de constranger, principalmente, os adolescentes que abandonaram os estudos formais para se dedicar às
diversões virtuais dos games.
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Questão 158: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto:
Com base na leitura atenta de trechos do texto a seguir, responda a questão a seguir.

14 de JUNHO ...Está chovendo. Eu não posso ir catar papel. O dia que chove eu sou mendiga. Já ando mesmo trapuda e suja. Já uso uniforme dos indigentes. E hoje é
sábado. Os favelados são considerados mendigos. Vou aproveitar a deixa. A Vera não vai sair comigo porque está chovendo. (...) Ageitei um guarda-chuva velho que
achei no lixo e saí. Fui no Frigorifico, ganhei uns ossos. Já serve. Faço sopa. Já que a barriga não fica vazia, tentei viver com ar. Comecei desmaiar. Então resolvi
trabalhar porque eu não quero desistir da vida.

Quero ver como é que eu vou morrer. Ninguem deve alimentar a ideia de suicidio. Mas hoje em dia os que vivem até chegar a hora da morte, é um heroi. Porque quem
não é forte desanima.

...Vi uma senhora reclamar que ganhou só ossos no Frigorifico e que os ossos estavam limpos.

- E eu que gosto tanto de carne.

Fiquei nervosa ouvindo a mulher lamentar-se porque é duro a gente vir ao mundo e não poder nem comer. Pelo que observo, Deus é o rei dos sabios. Ele pois os homens
e os animais no mundo. Mas os animais quem lhes alimenta é a Natureza porque se os animais fossem alimentados igual aos homens, havia de sofrer muito. Eu penso
isto, porque quando eu não tenho nada para comer, invejo o animais.

...Enquanto eu esperava na fila para ganhar bolachas ia ouvindo as mulheres lamentar-se outra mulher reclamava que passou numa casa e pediu uma esmola. A dona da
casa mandou esperar (...) A mulher continuou dizendo que a dona da casa surgiu com um embrulho e deu-lhe. Ela não quiz abrir o embrulho perto das colegas, com
receio que elas pedissem. Começou pensar. Será um pedaço de queijo? Será carne? Quando ela chegou em casa, a primeira coisa que fez, foi desfazer o embrulho
porque a curiosidade é amiga das mulheres. Quando
desfez o embrulho viu que eram ratos mortos.

Tem pessoas que zombam dos que pedem.

[...] Mas os mendigos já estão habituados a ganhar as bolachas todos os sabados.

Não ganhei bolacha e fui na feira, catar verduras. Encontrei com a dona Maria do José Bento e começamos a falar sobre o custo de vida.

Ref. JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo, diário de uma favelada. São Paulo, Editora Ática, 2001 [1960], 8ª Edição, pg. 55-56.

Após a leitura atenta do trecho acima, assinale a alternativa correta.

a) A oração inicial “Está chovendo” é um trecho descritivo, que marca a intencionalidade da narradora em criar um lirismo nas cenas subsequentes, negando uma
possível crítica social.
b) A narradora incomoda-se com a reclamação da senhora que recebe ossos sem carne do Frigorífico devido à sua arrogância e ingratidão pela esmola recebida.
c) A narradora inveja os animais, pois, segundo ela, eles são mais favorecidos pela Natureza e a bondade humana do que os mendigos e favelados.
d) O trecho “Ageitei um guarda-chuva velho que achei no lixo e saí. Fui no Frigorifico, ganhei uns ossos.”, é uma sequência narrativa que permite ao leitor inferir a
precariedade da vida levada pela narradora.
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Questão 159: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Ciências/2019


Assunto:
Leia com atenção a notícia a seguir para responder a questão.

Udesc promove evento de formação em educação musical de 3 a 5 de outubro

O Grupo de Pesquisa Música e Educação (MusE), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), promove de 3 a 5 de outubro o 8º Encontro anual do MusE. O
evento oferece minicursos, palestras e mesas redondas sobre o ensino de música na educação básica. Todas as atividades acontecem no Centro de Artes (Ceart) em
Florianópolis. [...]

Os convidados são professores e pesquisadores da área, que vêm de Santa Catarina, São Paulo e Brasília. O objetivo do evento é a troca de experiências entre os
profissionais para fortalecer a discussão sobre a educação musical no Brasil. “Este ano queremos discutir a educação básica, porque temos questões da base nacional
comum curricular. As artes batalharam tanto para estarem inseridas como disciplina dentro da educação básica, e agora a gente tem um retrocesso”, responde Regina
Finck sobre a importância do evento.

O coral do Colégio Aplicação (CA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se apresenta na Udesc Ceartno dia 4 de outubro. O grupo faz parte da atividade de
extensão “Cantoria – Coral Infantil do CA”, orientada pelos professores Luciano Py de Oliveira e Maria Cristiane Deltregia Reys. [...]

Entre as atividades da programação está o minicurso “Percussão na Educação musical”. A atividade é voltada para educadores musicais, pedagogos e estudantes de
graduação. O professor José Rodrigo Velho, da Udesc, apresenta atividades práticas e recursos didáticos para o estudo de percussão em sala de aula. O ministrante é
doutor em educação, e atualmente leciona e pesquisa sobre educação musical na Udesc.

Leia atentamente o texto acima e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) O objetivo principal do texto acima é o de informar o leitor sobre um determinado evento. Esse caráter informativo do texto pode ser comprovado logo no
primeiro parágrafo, em que o autor, além de anunciar o fato, informa quando e onde ele acontecerá.
b) O trecho entre aspas no terceiro parágrafo tem o objetivo de reiterar uma informação dada pelo autor dada pelo autor no período anterior.
c) Segundo a leitura do texto, é possível afirmar que o evento é destinado para os educadores e pesquisadores musicais.
d) Apesar de ter também o caráter informativo, o texto é predominantemente argumentativo, pois têm a função principal de defender a importância do estudo
musical na formação do sujeito.
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Questão 160: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Segundo José Marcelino Poersch, “[...] A alfabetização é uma atividade pedagógica, inserida no processo ensino/aprendizagem de línguas, que tem como escopo munir o
cidadão com mais um instrumento de comunicação verbal, a escrita. Seu objetivo primário concentra-se na recodificação de uma mensagem oral numa mensagem escrita
e vice-versa.” (Poersch, 1983,p.32). Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A habilidade de ler e escrever, nos dias atuais, é colocada na base de todo o sistema de ensino, pois é um pressuposto operacional.

II. Tanto o ensino de disciplinas culturais quanto o treinamento de disciplinas técnicas e artísticas não têm, no material escrito, sua fonte de informação e de
formação.

III. A habilidade de ler e escrever é uma tarefa altamente complexa e sujeita à influência de inúmeras variáveis.

IV. Na alfabetização, diversos fatores interagem: pedagógicos, psíquicos, sociais e linguísticos, sendo que cada um deles responde, parcialmente, pela consecução
do objetivo final, que é a habilidade de ler e escrever.

a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
c) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
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Questão 161: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
“O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, envolverá articulação entre passado, presente e futuro no âmbito de experiências, construções e pensamentos
produzidos em diferentes circunstâncias e realidades do povo negro.” (Diretrizes Curriculares da Educação Básica, p. 485). Leia as afirmativas abaixo e dê valores de
Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A educação das relações étnicorraciais se desenvolverão no cotidiano das escolas, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de,
principalmente, Educação Artística, Literatura e História do Brasil, sem prejuízo das demais.

( ) O ensino de História Afro-Brasileira abrangerá, entre outros conteúdos, iniciativas e organizações negras, incluindo a história dos quilombos, a começar pelo de
Palmares, e de remanescentes de quilombos, que têm contribuído para o desenvolvimento de comunidades.

( ) O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana se fará por diferentes meios, em atividades curriculares ou não, em que se explicite, busque
compreender e interpretar, na perspectiva de quem o formule, diferentes formas de expressão e de organização de raciocínios e pensamentos de raiz da cultura
africana.

( ) É meio privilegiado para a educação das relações étnico-raciais e tem por objetivos o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos
afrobrasileiros, garantia de seus direitos de cidadãos, reconhecimento e igual valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias,
asiáticas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, F, V.
b) V, V, V, V.
c) F, F, V, F.
d) F, F, F, F.
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Questão 162: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
A língua é um fator social que sofre mudanças continuamente, por isso é preciso ter plena consciência de que a gramática normativa não pode ser tomada como verdade
absoluta. O ensino de língua materna na sala de aula, mais especificamente o ensino de gramática, tem sido foco de muitas discussões no sentido de estabelecer novas
bases teóricas e práticas, visto que tal ensino encontra-se distante da realidade de seus aprendentes, não fazendo, em muitas das vezes, nenhum sentido para eles.
Assinale a alternativa incorreta.

a) É importante que o professor considere que o ensino da língua não se restringe a determinação do certo e do errado, mas a reflexão sobre a adequação da
linguagem a determinados contextos e de ser capaz de produzir efeitos pretendidos.
b) O ensino, através da gramática normativa, acontece pela memorização de normas e regras. Ela é entendida como conjunto sistemático de normas para bem falar
e escrever estabelecidos pelos especialistas, tendo por base o uso da língua consagrado pelos bons escritores.
c) Nessa vertente, a da gramática normativa, defende-se o uso tão somente da variedade padrão ou culta, outras formas de uso da língua são consideradas erros,
desvios, deformações da língua.
d) Com os avanços das ciências relacionadas à linguagem, muito se tem discutido e pesquisado sobre o ensino de gramática normativa, e é consenso que apenas ela
deva ser ensinada.
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Questão 163: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
Leia a afirmação abaixo, sobre Literatura:

“Nem todos os povos e culturas chegaram a ter domínio da _______. Apesar disto, praticamente todos eles tiveram algum tipo de manifestação literária. Literatura é
________, é a arte da ________. Conhecê-la equivale a compreender um pouco da nossa própria história e de nossa condição humana.” (Cereja e Magalhães, 2005,
p.18). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

a) Escrita; linguagem; palavra.


b) Literatura; escrita; escrita.
c) Literatura; linguagem; escrita.
d) Escrita; escrita; palavra.
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Questão 164: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Assunto:
Leia a citação abaixo, de Mikhail Bakhtin, acerca da intertextualidade: “Os enunciados não são _______, nem autossuficientes; são mutuamente _______ e refletem um
ao outro... Cada enunciado é pleno de ecos e ______ de outros textos, com os quais se relaciona pela comunhão da esfera da comunicação ________. [...] Cada
enunciado refuta, confirma, complementa e depende dos outros; pressupões que já são conhecidos, e de alguma forma os leva em conta.” (Bakhtin, apud Cochar &
Magalhães, 2009, p.47). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

a) Indiferente; distintos; reverberações; não verbal.


b) Iguais; distintos; citações; não verbal.
c) Indiferentes; conscientes; reverberações; verbal.
d) Iguais; conscientes; citações; verbal.
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Questão 165: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
De acordo com o Art. 44: “A Educação de Jovens e Adultos, voltada para a garantia de formação integral, da alfabetização às diferentes etapas da escolarização ao longo
da vida, inclusive àqueles em situação de privação de liberdade, é pautada pela inclusão e pela qualidade social” (Diretrizes Curriculares, da Educação Básica, p. 141).
Sobre o que é requerido nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Um processo de gestão e financiamento que lhe assegure isonomia em relação ao Ensino Fundamental regular.

II. Um modelo pedagógico próprio que iniba a apropriação e a contextualização das Diretrizes Curriculares Nacionais.

III. A implantação de um sistema de monitoramento e avaliação.

IV. Uma política inconstante de formação de seus professores.

V. Maior alocação de recursos para que seja ministrada por docentes não licenciados.

a) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II, IV e V estão corretas.
c) As afirmativas I, II, III, IV e V estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas.
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Questão 166: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
“A linguagem é um lugar de interação humana, pois é por meio dela que os sujeitos praticam ações, agem sobre o ouvinte, constituem compromissos e vínculos que não
preexistiam. Para o autor, “a língua só tem sentido no jogo que se joga na sociedade, na interlocução, e é no interior de seu funcionamento que se pode procurar
estabelecer as regras de tal jogo” (GERALDI, 1984, p. 43). Diante disso, assinale a alternativa incorreta.

a) Nessa dimensão, estudar a língua significa reconhecer os compromissos que se criam por meio da linguagem.
b) Tal premissa remete ao papel do sujeito autor e leitor de textos que, ao se colocar nessa posição, precisa compreender os fatores que envolvem um processo
discursivo.
c) Não há como refletir sobre o uso da língua sem falar em gênero, em enunciado, em texto e sobre os elementos que estão neles imbricados.
d) Compreender os fatores que envolvem um processo discursivo não exige que se tenha um conhecimento sobre o gênero discursivo que sustenta aquela
enunciação.
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Questão 167: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
No processo de alfabetização, podemos contar com a _______ textual para desenvolver a leitura e a escrita dos nossos alunos. Assim, utilizamos textos informativos,
biográficos, instrucionais, poéticos e populares entre outros. A ______ textual permitirá aos alunos a aquisição de um conhecimento ______ dos textos que circulam na
sociedade, de seu funcionamento nas práticas sociais e, com certeza,
terão ______ de compreendê-los e produzi-los quando precisarem.

Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

a) Diversidade; diversidade; simples; dificuldade.


b) Uniformidade; diversidade; amplo; facilidade.
c) Uniformidade; uniformidade; simples; dificuldade.
d) Diversidade; diversidade; amplo; facilidade.
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Questão 168: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
No quesito Leitura e Produção de Textos [...] “as quadrinhas, parlendas, cantigas de roda, adivinhas, trava-línguas, canções são expressões da cultura popular que foram
passando de geração a geração por meio da tradição oral. Muitas destas expressões não têm autor, são de domínio público, por isso não sabemos quem as compôs. Mas
grandes poetas como Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira também fizeram quadrinhas. Usamos essas expressões para cantar, recitar e brincar” (p.15).
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. As quadrinhas são textos que podemos usar no processo de leitura e de escrita em toda a segunda fase do Ensino Fundamental.

II. As quadrinhas têm a finalidade de criar situações descontraídas, lúdicas, de aprendizagem na sala de aula.

III. A quadrinha é uma estrofe de quatro versos, ou seja, um quarteto. As rimas são simples, assim também como as palavras que fazem parte de seu texto.

IV. Não é recomendado trabalhar semanalmente diferentes quadrinhas.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
b) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
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Questão 169: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
A respeito das Diretrizes Curriculares da Educação Básica, leia atentamente.

“O Ensino Fundamental foi, durante a maior parte do século XX, o ______ grau de ensino a que teve acesso a grande maioria da população. Em 1989, já na virada da
última década, portanto, a proporção de suas ______ ainda representava mais de ¾ do total de alunos atendidos pelos sistemas escolares brasileiros em todas as etapas
de ensino. Em 2009, o perfil seletivo da nossa escola havia se atenuado um pouco, com a expansão do acesso às diferentes etapas da escolaridade. Contudo, entre os
52,6 milhões de alunos da Educação ______, cerca de 66,4% estavam no Ensino Fundamental, o que correspondia a 35 milhões de estudantes, incluídos entre eles os da
Educação _______ e os da Educação de Jovens e Adultos” (conforme a Sinopse Estatística da Educação Básica, MEC/INEP 2009, p.106).

Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

a) Melhor; escolas; Básica; Especial.


b) Único; matrículas; Especial; Básica.
c) Melhor; escolas; Especial; Básica.
d) Único; matrículas; Básica; Especial.
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Questão 170: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
A Figura de Linguagem “[...] é uma forma de expressão que consiste no emprego de palavras em sentido figurado, isto é, em um sentido diferente daquele em que
convencionalmente são empregadas” (Cereja & Magalhães, 2005, p.35). Trata-se de um recurso muito utilizado na linguagem literária. Diante disso assinale a alternativa
incorreta.

a) As figuras de linguagem empregadas tanto na língua escrita quanto na falada, ampliam o significado de uma palavra, suprem a falta de termos adequados, criam
significados diferentes.
b) “Meu coração é uma estrela” é uma metáfora.
c) Metonímia é a figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra com sentido que não lhe é comum ou próprio.
d) No trecho do verso de Camões: “é um contentamento descontente”, temos o paradoxo como figura de linguagem.
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Questão 171: IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
A segunda concepção de gramática é a descritiva, que entende a gramática como conjunto de regras que o cientista encontra nos dados que analisa, regras utilizadas
pelos falantes na construção real dos enunciados. Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A gramática, nesta concepção, é um sistema de noções que descrevem os fatos de uma língua, permitindo associar as expressões dessa língua a uma descrição
estrutural.

( ) As correntes linguísticas que dão base à gramática descritiva têm em comum o fato de proporem uma homogeneidade do sistema linguístico.

( ) Não é aceito, nesta corrente gramatical, as variedades linguísticas, pois estas ocorrências são consideradas, pelos estudiosos, como agramaticais.

( ) A gramática descritiva não abstrai a língua de seu contexto, ou seja, ela não trabalha com um sistema formal abstrato que regularia o uso que se tem em cada
variedade linguística.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, F, F.
b) V, F, F, F.
c) F, V, F, V.
d) F, F, V, V.
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Questão 172: IBFC - Adv (MGS)/MGS/2019


Assunto:
Leia o poema abaixo para responder a questão.

VIA LÁCTEA
Soneto XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo


Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto


A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!


Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!


Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

Assinale a alternativa que apresenta uma breve análise da obra e siga corretamente as regras de pontuação, concordância e regência da Língua Portuguesa.

a) O título do poema, é numérico porque é parte integrante de uma coletânea de vinte e cinco sonetos e possuem como título central Via Láctea : um nome
metafórico que representa a quem ama.
b) É uma Obra Parnasiana o qual se apresenta sob forma de conversa. Isto é, verificado ao observar com o uso da segunda pessoa do discurso em vários versos do
poema, como por exemplo: “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!”
c) A mensagem principal do texto aparece sintetizada na última estrofe da obra. Nela, infere-se que o poeta apresenta o foco temático com um parecer pessoal e
subjetivo; observa-se que as ações ali contidas só serão possíveis para um ser apaixonado.
d) Na 2ª estrofe há a presença, de expressões que marca características de seres enamorados, que por esta razão passa horas a fio a contemplar o céu estrelado,
como se pudessem conversa com os astros
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Questão 173: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia atentamente a tira abaixo de “Calvin e Haroldo”, criada pelo cartunista Bill Watterson, para responder à questão:

(Fonte: Portal do Professor)


Considerando a tira acima, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I. A expressão “Olhe para isso” no primeiro quadrinho é um exemplo de trecho injuntivo presente na tira, já que o verbo conjugado no modo imperativo incita o
interlocutor a uma ação, no caso, a de atentar para a inundação causada por ele.

II. O segundo quadrinho possui uma incoerência textual interna, já que no primeiro quadrinho Calvin afirma que não fez nada ao pai e, em seguida, se contradiz
dizendo que estava procurando o fio dental.

III. Os três últimos quadrinhos apresentam três sequências narrativas distintas, que são enunciadas pelo garoto com a intenção de se isentar da responsabilidade
e da consequência de sua traquinagem.

IV. O humor da tira está no fato de que o pai é tratado como ingênuo, por acreditar na explicação absurda dada pelo menino no último quadrinho.

a) Apenas as alternativas I, III, e IV estão corretas.


b) Apenas as alternativas I e III estão corretas.
c) Apenas as alternativas II e IV estão corretas.
d) Apenas as alternativas II e III estão corretas.
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Questão 174: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia atentamente a tira abaixo de “Calvin e Haroldo”, criada pelo cartunista Bill Watterson, para responder à questão:

(Fonte: Portal do Professor)


De acordo com a leitura da tira e da Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) Os vocábulos “você” no primeiro quadrinho, “papai” no segundo quadrinho e “pai” no quarto quadrinho são vocativos, porque se referem diretamente ao
interlocutor, como forma de chamamento.
b) No segundo quadrinho, a expressão “quando chuá”, constituída, respectivamente, por uma conjunção e uma onomatopeia, é uma construção coloquial usada pelo
menino, que, dentro de um contexto mais formal, poderia ser substituída pela frase “De repente, a água começou a jorrar” preservando o seu sentido original.
c) A expressão “na verdade” utilizada pelo garoto no terceiro quadrinho funciona como um indicativo de retificação da história contada no quadrinho anterior.
d) As reticências utilizadas no final do segundo eterceiro quadrinhos indicam a hesitação do garoto na construção da mentira contada, ao contrário dos pontos de
exclamação utilizados no último quadrinho, que expressam convicção na forma de explicar ao pai o que aconteceu.
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Questão 175: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 70/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Leia com atenção o artigo abaixo, “O que é inconsciente”, da psicanalista Carmelita Gomes Rodrigues, para responder a questão a seguir.

(adaptado)

O inconsciente refere-se a conteúdos mentais/emocionais não acessados pela razão, pela consciência. É composto de memórias esquecidas, experiências reprimidas,
percepções subliminares, experiências afetivas, sensações e intuições. É como um “espaço” psíquico que funciona como um “baú” repleto de fantasias, desejos e
emoções de difícil controle. (...)

O inconsciente se expressa, mas por meio de símbolos e reações autônomas. Externaliza seus “alertas”, recados e anseios autênticos de diferentes formas, inclusive por
meio dos sonhos (...). Também ocorrem expressões do inconsciente por meio dos chistes (humor), atos falhos (comportamentos inesperados), lapsos de linguagem,
expressão artísticas (desenhos, pinturas, modelagens, etc.) e associação livre de ideias (fala livre sem crítica e sem preocupação com a coerência).

São, ainda, exemplos concretos de expressões do inconsciente: chamar uma pessoa pelo nome de outra; uma palavra que escapa fora do contexto; comportamentos não
planejados ou fazer algo e depois não reconhecer o ato como sendo ação própria. Após essas “escapadas” do inconsciente as pessoas se questionam: “por que fiz isso?”,
“por que disse isso?”. Vazou do inconsciente! (...)

Por que um conteúdo é reprimido?

Por ser doloroso.

A dinâmica do psiquismo humano mobiliza, conduz o organismo para a sobrevivência, recorrendo a artifícios que evitem a “destruição” do ser. Os caminhos de
sobrevivência são os mais variados possíveis, inclusive a neurose, a psicose, a negação e o “esquecimento”, entre muitos outros. Mas com o decorrer do tempo, o
recalque vai perdendo a eficiência e os conteúdos começam a escapar, a se mostrar por meio dos caminhos citados acima.

O ideal é livrar-se do sofrimento antes de chegar ao limite de tolerância do psiquismo e do corpo. No processo analítico, é possível recordar, reviver e elaborar a vivência
traumática, fazendo com que a pessoa esvazie o complexo e recupere a autonomia de seu funcionamento.

(...) A doença não é inimiga, mas uma aliada da vida. É o protesto do corpo, é como se ele estivesse dizendo:“Chega! Eu não aguento mais (...)”. O corpo dá esse grito
de alerta por meio dos sintomas, das doenças. Alteração no sono, ansiedade, medos, depressão, pânico são alguns dos “protestos” do psiquismo via soma (corpo). É daí
que vem o termo somatizar. Ouça seu corpo! (...)

Com base na leitura e interpretação do artigo acima, assinale a alternativa incorreta.

a) O inconsciente é um espaço psíquico que pode se manifestar por meio dos sonhos, chistes, atos falhos, lapsos de linguagem e expressões artísticas. O processo
analítico é a única forma de o sujeito recuperar a autonomia e o controle destas manifestações.
b) Sensações e intuições fazem parte da composição do que a autora chama de espaço inconsciente, podendo, assim, serem entendidas como conteúdos passíveis
de produzir símbolos e manifestações autônomas.
c) Conteúdos reprimidos são artifícios de sobrevivência do psiquismo que com o passar do tempo perdem sua eficiência, gerando assim manifestações de diversas
ordens, fora do controle consciente e racional do sujeito.
d) Corpo e mente estão conectados para a autora visto que a movimentação psíquica tem no soma, ou seja, no corpo, seu lugar de manifestação e dinâmica. É
possível entender pelo texto que somatizar é apresentar no corpo uma movimentação psíquica.
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Questão 176: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia com atenção o artigo abaixo, “O que é inconsciente”, da psicanalista Carmelita Gomes Rodrigues, para responder a questão a seguir.

(adaptado)

O inconsciente refere-se a conteúdos mentais/emocionais não acessados pela razão, pela consciência. É composto de memórias esquecidas, experiências reprimidas,
percepções subliminares, experiências afetivas, sensações e intuições. É como um “espaço” psíquico que funciona como um “baú” repleto de fantasias, desejos e
emoções de difícil controle. (...)

O inconsciente se expressa, mas por meio de símbolos e reações autônomas. Externaliza seus “alertas”, recados e anseios autênticos de diferentes formas, inclusive por
meio dos sonhos (...). Também ocorrem expressões do inconsciente por meio dos chistes (humor), atos falhos (comportamentos inesperados), lapsos de linguagem,
expressão artísticas (desenhos, pinturas, modelagens, etc.) e associação livre de ideias (fala livre sem crítica e sem preocupação com a coerência).

São, ainda, exemplos concretos de expressões do inconsciente: chamar uma pessoa pelo nome de outra; uma palavra que escapa fora do contexto; comportamentos não
planejados ou fazer algo e depois não reconhecer o ato como sendo ação própria. Após essas “escapadas” do inconsciente as pessoas se questionam: “por que fiz isso?”,
“por que disse isso?”. Vazou do inconsciente! (...)

Por que um conteúdo é reprimido?

Por ser doloroso.

A dinâmica do psiquismo humano mobiliza, conduz o organismo para a sobrevivência, recorrendo a artifícios que evitem a “destruição” do ser. Os caminhos de
sobrevivência são os mais variados possíveis, inclusive a neurose, a psicose, a negação e o “esquecimento”, entre muitos outros. Mas com o decorrer do tempo, o
recalque vai perdendo a eficiência e os conteúdos começam a escapar, a se mostrar por meio dos caminhos citados acima.

O ideal é livrar-se do sofrimento antes de chegar ao limite de tolerância do psiquismo e do corpo. No processo analítico, é possível recordar, reviver e elaborar a vivência
traumática, fazendo com que a pessoa esvazie o complexo e recupere a autonomia de seu funcionamento.

(...) A doença não é inimiga, mas uma aliada da vida. É o protesto do corpo, é como se ele estivesse dizendo:“Chega! Eu não aguento mais (...)”. O corpo dá esse grito
de alerta por meio dos sintomas, das doenças. Alteração no sono, ansiedade, medos, depressão, pânico são alguns dos “protestos” do psiquismo via soma (corpo). É daí
que vem o termo somatizar. Ouça seu corpo! (...)

Considerando o texto e a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) No trecho “Externaliza seus ‘alertas’, recados e anseios autênticos de diferentes formas” os termos destacados são respectivamente classificados pela
sintaxe como: Objeto Indireto, Objeto Direto e Objeto Direto.

( ) No trecho “A doença não é inimiga, mas uma aliada da vida”, a oração destacada é classificada como Oração Coordenada Adversativa.

( ) No trecho “A dinâmica do psiquismo humano mobiliza, conduz o organismo para a sobrevivência” o verbo destacado é, sintaticamente, Transitivo Direto e
Indireto.

( ) No trecho “No processo analítico, é possível recordar, reviver e elaborar a vivência traumática”, as expressões destacadas são classificadas pela sintaxe,

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 71/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
respectivamente, como Adjunto Adverbial e Adjunto Adnominal.

( ) No trecho “O corpo dá esse grito de alerta por meio dos sintomas, das doenças”, o termo em destaque é um elemento de coesão textual que retoma a
palavra “corpo” nesse mesmo trecho.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, V, F, V.
b) F, F, V, V, F.
c) V, F, F, F, F.
d) F, V, V, V, F.
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Questão 177: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia com atenção a tirinha abaixo e responda a questão.

Sobre a interpretação do quadrinho, assinale a alternativa correta.

a) Os quatro quadrinhos são justificativas que sustentam e caracterizam a afirmação inicial do título induzindo o leitor a se apaixonar e comprar livros.
b) A sequência de afirmações nos quatro quadrinhos descrevem hábitos de pessoas que sofrem com o consumo excessivo de livros.
c) O primeiro quadrinho demonstra como a personagem sente dificuldades com as regras de acentuação gráficapela ausência do hábito de leitura.
d) O adjetivo “viciado” presente no título da tirinha possui uma conotação positiva se amparado pela descrição de satisfação vivenciada pela personagem nos quatro
quadrinhos.
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Questão 178: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia com atenção a história mítica “La Loba” escrita por Clarissa Pinkola Estés, com tradução de Waldéa Barcellos, para responder a questão a seguir.

La Loba (Adaptado)

Existe uma velha que vive num lugar oculto de que todos sabem, mas que poucos já viram. Como nos contos de fadas da Europa oriental, ela parece esperar que
cheguem até ali pessoas que se perderam, que estão vagueando ou à procura de algo.

Ela é circunspecta, quase sempre cabeluda e invariavelmente gorda, e demonstra especialmente querer evitar a maioria das pessoas. Ela sabe crocitar e cacarejar,
apresentando geralmente mais sons animais do que humanos. (...)

O único trabalho de La Loba é o de recolher ossos. Sabe-se que ela recolhe e conserva especialmente o que corre o risco de se perder para o mundo. Sua caverna é
cheia dos ossos de todos os tipos de criaturas do deserto: o veado, a cascavel, o corvo. Dizem, porém, que sua especialidade reside nos lobos.

Ela se arrasta sorrateira e esquadrinha as montanhas (...), leitos secos de rios, à procura de ossos de lobos e, quando consegue reunir um esqueleto inteiro, quando o
último osso está no lugar e a bela escultura branca da criatura está disposta à sua frente, ela senta junto ao fogo e pensa na canção que irá cantar.

Quando se decide, ela se levanta e aproxima-se da criatura, ergue seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar. É aí que os ossos das costelas e das pernas do lobo
começam a se forrar de carne, e que a criatura começa a se cobrir de pelos. La Loba canta um pouco mais, e uma proporção maior da criatura ganha vida. Seu rabo
forma uma curva para cima, forte e desgrenhado.

La Loba canta mais, e a criatura-lobo começa a respirar. E La Loba ainda canta, com tanta intensidade que o chão do deserto estremece, e enquanto canta, o lobo abre
os olhos, dá um salto e sai correndo pelo desfiladeiro.

Em algum ponto da corrida, quer pela velocidade, por atravessar um rio respingando água, quer pela incidência de um raio de sol ou de luar sobre seu flanco, o lobo de
repente é transformado numa mulher que ri e corre livre na direção do horizonte.

Por isso, diz-se que, se você estiver perambulando pelo deserto, por volta do pôr-do-sol, e quem sabe esteja um pouco perdido, cansado, sem dúvida você tem sorte,
porque La Loba pode simpatizar com você e lhe ensinar algo — algo da alma.

(Fonte: ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm


com os lobos. Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Tradução Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1994, pg. 43-44.)
Sobre a interpretação da história, assinale a alternativa incorreta.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 72/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
a) La Loba é uma personagem mítica que recolhe ossos, especialmente ossos de lobo e, quando consegue recolher e formar um esqueleto inteiro, por meio de seu
canto, consegue atribuir vida novamente à criatura- lobo.
b) La Loba simpatiza com o que pode se perder no mundo, por isso, recolhe ossos abandonados em lugares como montanhas e leitos secos de rios e também
parece esperar no deserto por pessoas perdidas que estejam à procura de algo.
c) As palavras “circunspecta”, “crocitar” e “cacarejar” são palavras que, na tessitura textual, são responsáveis por caracterizar La Loba como mais próxima dos
animais que dos seres humanos.
d) As criaturas-lobo, revividas pelo canto de La Loba, aosaírem correndo pelo desfiladeiro, em algum momento de sua corrida, quer pela velocidade ou quer por
terem sido tocadas por algo – como a água, um raio de sol ou de luar – transformam-se em mulheres.
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Questão 179: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia com atenção a história mítica “La Loba” escrita por Clarissa Pinkola Estés, com tradução de Waldéa Barcellos, para responder a questão a seguir.

La Loba (Adaptado)

Existe uma velha que vive num lugar oculto de que todos sabem, mas que poucos já viram. Como nos contos de fadas da Europa oriental, ela parece esperar que
cheguem até ali pessoas que se perderam, que estão vagueando ou à procura de algo.

Ela é circunspecta, quase sempre cabeluda e invariavelmente gorda, e demonstra especialmente querer evitar a maioria das pessoas. Ela sabe crocitar e cacarejar,
apresentando geralmente mais sons animais do que humanos. (...)(I)

O único trabalho de La Loba é o de recolher ossos. Sabe-se que ela recolhe e conserva especialmente o que corre o risco de se perder para o mundo. Sua caverna é
cheia dos ossos de todos os tipos de criaturas do deserto: o veado, a cascavel, o corvo. Dizem, porém, que sua especialidade reside nos lobos.

Ela se arrasta sorrateira e esquadrinha as montanhas (...), leitos secos de rios, à procura de ossos de lobos e, quando consegue reunir um esqueleto inteiro, quando o
último osso está no lugar e a bela escultura branca da criatura está disposta à sua frente, ela senta junto ao fogo e pensa na canção que irá cantar.

Quando se decide, ela se levanta e aproxima-se da criatura, ergue seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar. É aí que os ossos das costelas e das pernas do lobo
começam a se forrar de carne, e que a criatura começa a se cobrir de pelos(II). La Loba canta um pouco mais, e uma proporção maior da criatura ganha vida. Seu rabo
forma uma curva para cima, forte e desgrenhado.

La Loba canta mais, e a criatura-lobo começa a respirar. E La Loba ainda canta, com tanta intensidade que o chão do deserto estremece, e enquanto canta, o lobo abre
os olhos, dá um salto e sai correndo pelo desfiladeiro.

Em algum ponto da corrida, quer pela velocidade, por atravessar um rio respingando água, quer pela incidência de um raio de sol ou de luar sobre seu flanco, o lobo de
repente é transformado numa mulher que ri e corre livre na direção do horizonte.

Por isso, diz-se que, se você estiver perambulando pelo deserto, por volta do pôr-do-sol, e quem sabe esteja um pouco perdido, cansado, sem dúvida você tem sorte,
porque La Loba pode simpatizar com você e lhe ensinar algo — algo da alma.

(Fonte: ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm


com os lobos. Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Tradução Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1994, pg. 43-44.)
Com base na análise textual da história “La Loba”, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Os dois primeiros parágrafos da história podem ser caracterizados como descritivos pelo fato de o narrador ter como prioridade a caracterização da personagem,
marcando, assim, a inexistência de progressão temporal.

II. O trecho “Quando se decide, ela se levanta e aproxima-se da criatura, ergue seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar. É aí que os ossos das costelas e
das pernas do lobo começam a se forrar de carne, e que a criatura começa a se cobrir de pelos”, pode ser caracterizado como narrativo pela existência de uma
progressão temporal.

III. A história pode ser compreendida como um texto argumentativo visto que defende um mito e conta com a descrição e a narração estratégias argumentativas
para sustentar a existência de La Loba.

IV. O texto acima apresenta uma unidade de sentido, pois apresenta progressão temporal, encadeamento lógico e centralidade temática, podendo, assim, ser
caracterizado como dissertativo.

Estão corretas as afirmativas:

a) I, II e III apenas.
b) I e II apenas.
c) III apenas.
d) III e IV apenas.
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Questão 180: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia com atenção a história mítica “La Loba” escrita por Clarissa Pinkola Estés, com tradução de Waldéa Barcellos, para responder a questão a seguir.

La Loba (Adaptado)

Existe uma velha que vive num lugar oculto de que todos sabem, mas que poucos já viram. Como nos contos de fadas da Europa oriental, ela parece esperar que
cheguem até ali pessoas que se perderam, que estão vagueando ou à procura de algo.

Ela é circunspecta, quase sempre cabeluda e invariavelmente gorda, e demonstra especialmente querer evitar a maioria das pessoas. Ela sabe crocitar e cacarejar,
apresentando geralmente mais sons animais do que humanos. (...)

O único trabalho de La Loba é o de recolher ossos. Sabe-se que ela recolhe e conserva especialmente o que corre o risco de se perder para o mundo(D). Sua caverna é
cheia dos ossos de todos os tipos de criaturas do deserto: o veado, a cascavel, o corvo. Dizem, porém, que sua especialidade reside nos lobos.

Ela se arrasta sorrateira e esquadrinha as montanhas (...), leitos secos de rios, à procura de ossos de lobos e, quando consegue reunir um esqueleto inteiro, quando o

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 73/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
último osso(C) está no lugar e a bela escultura branca da criatura está disposta à sua frente(A), ela senta junto ao fogo e pensa na canção que irá cantar.

Quando se decide, ela se levanta e aproxima-se da criatura, ergue seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar. É aí que os ossos das costelas e das pernas do lobo
começam a se forrar de carne, e que a criatura começa a se cobrir de pelos. La Loba canta um pouco mais, e uma proporção maior da criatura ganha vida. Seu rabo
forma uma curva para cima, forte e desgrenhado.

La Loba canta mais, e a criatura-lobo começa a respirar. E La Loba ainda canta, com tanta intensidade que o chão do deserto estremece, e enquanto canta, o lobo abre
os olhos, dá um salto e sai correndo pelo desfiladeiro.

Em algum ponto da corrida, quer pela velocidade, por atravessar um rio respingando água, quer pela incidência(C) de um raio de sol ou de luar sobre seu flanco, o lobo
de repente é transformado numa mulher que ri e corre livre na direção do horizonte.

Por isso, diz-se que, se você estiver perambulando pelo deserto(B), por volta do pôr-do-sol, e quem sabe esteja um pouco perdido, cansado, sem dúvida você tem sorte,
porque La Loba pode simpatizar com você e lhe ensinar algo — algo da alma.

(Fonte: ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm


com os lobos. Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Tradução Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1994, pg. 43-44.)
De acordo com o texto e a Norma Culta da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta:

a) No trecho “e a bela escultura branca da criatura está disposta à sua frente”, o acento grave é facultativo no termo destacado.
b) No trecho “Por isso, diz-se que, se você estiver perambulando pelo deserto”, as palavras destacadas desempenham mesma função sintática”.
c) Nos trechos “quando o último osso”, “quer pela incidência” e “um rio respingando água”, as palavras destacadas recebem acento gráfico devido à mesma
regra gramatical.
d) No trecho “Sabe-se que ela recolhe e conserva especialmente o que corre o risco de se perder para o mundo”, as palavras destacadas têm a mesma classificação
morfológica.
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Questão 181: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
De acordo com a leitura atenta do cartaz publicado abaixo e com a Norma Padrão da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:

(Fonte: Cristiane Fortes)


I. A partir da análise textual do cartaz acima, é correto dizer que, com exceção do gato e do cachorro expostos na primeira coluna, todos os donos dos animais
foram responsáveis por abandoná-los.

II. Na frase “A culpa não é deles. É de quem os abandonou” os termos destacados retomam termos enunciados no texto e têm o mesmo referente.

III. Na frase “A minha dona é alérgica” o termo destacado é um predicativo do objeto.

IV. A oração “Roí um sapato” é formada, sintaticamente, por um verbo transitivo direto e um objeto direto.

a) Apenas as afirmativas I, II e III são corretas.


b) Apenas as afirmativas II e IV são corretas.
c) Apenas as afirmativas III e IV são corretas.
d) Apenas a afirmativa IV está correta.
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Questão 182: IBFC - Ass Soc (IDAM)/IDAM/2019


Assunto:
Leia atentamente a notícia e o artigo de opinião abaixo para responder a questão
.
Texto I

(Adaptado)

Fogo destrói Museu Nacional, mais antigo centro de ciência do País

RIO - Um incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional, na zona norte do Rio, na noite deste domingo, 2. Especializado em história natural e
mais antigo centro de ciência do País, o Museu Nacional completou 200 anos em junho em meio a uma situação de abandono. Não houve feridos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h30 e rapidamente chegou ao local, mas, na madrugada de segunda, o fogo permanecia fora de controle. Dois andares foram
bastante destruídos, e parte do teto, de madeira, caiu. Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, o coronel Roberto Robadey, o prédio não corre risco
de desabar. As paredes externas do prédio são bastante grossas, diz ele, e, embora antigas, resistiram ao fogo. “Algumas partes internas desabaram”, afirmou.

Segundo informações do canal GloboNews, às 3h desta segunda-feira, já havia sido iniciado pelos Bombeiros o trabalho de rescaldo após apagar os últimos focos do

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 74/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
incêndio. A equipe que trabalha no local trata de resfriar os escombros para, em seguida, fazer uma avaliação do estado do edifício e, finalmente, adentrar o museu.

O comandante dos bombeiros contou também que os dois hidrantes existentes ao redor do imóvel não funcionaram. Por isso, o combate ao fogo começou com atraso.
(...)

Segundo Robadey, o prédio não tinha um sistema adequado de proteção contra incêndios. A legislação que exige esse tipo de estrutura é de 1976, quando o prédio já
tinha mais de cem anos. Conforme o comandante dos bombeiros, há cerca de um mês representantes do museu procuraram os bombeiros para tratar da instalação de
um sistema de proteção contra incêndios.

“Não vai sobrar praticamente nada. Todo o prédio foi atingido. Um absurdo o descaso e abandono que estava esse museu icônico. É como se queimassem o Louvre ou o
Museu de História Natural de Londres”, lamentou o vice-diretor do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte. (...) (II)

(Fonte: o Estado de São Paulo)


Texto II

(Adaptado)

Incêndio do Museu Nacional foi um crime

JOSÉ NÊUMANNE, O Estado de S.Paulo

Os 20 milhões de itens expostos ao público, objetos de pesquisa e testemunhas à mão da memória e da História do Brasil, ainda ardiam no incêndio que devastou o
Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, por não haver água nos hidrantes do prédio enquanto vários oportunistas já vinham à tona para se aproveitarem da tragédia.

O esqueleto de Luzia, a mulher mais antiga do continente, resistente a 12 mil anos de intempéries, era apenas uma imagem virtual quando os repórteres dos telejornais,
enfrentando a desinformação absoluta com a necessidade de falar alguma coisa, noticiaram que a polícia terá de descobrir e revelar se o incêndio foi acidental ou
criminoso. (...) Minhas senhoras, meus senhores, o que se assistiu na noite de domingo passado foi ao assassinato sem piedade de milhares de anos da História do País e
da humanidade pelas castas que dilapidam há séculos o patrimônio público. A documentação do registro da passagem do mamífero bípede, impropriamente definido
como racional, e da identidade nacional de uma pretensa civilização, instalada nestes tristes trópicos em substituição à barbárie dos silvícolas, anterior a ela, virou cinzas
molhadas pelos jatos impotentes de uma (!) escada de bombeiros jorrando água suficiente para apagar uma fogueira junina, se muito.

(...)

O ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, disse que “certamente a tragédia poderia ter sido evitada”, numa tentativa absurda de transferir apenas para os governos
anteriores as causas do desastre, que, segundo Walter Neves, antropólogo que pesquisava o esqueleto de Luzia, foi “anunciado”. A culpa não é apenas do governo atual,
é claro, mas é principalmente deste. Leitão age como um sujeito que cai do décimo andar, sai caminhando e pergunta aos transeuntes o que aconteceu. E ninguém foi
demitido! (...) (IV)

(Fonte: o Estado de São Paulo)


A partir da leitura atenta dos dois textos acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O objetivo principal do texto 1 é o de informar o leitor, o que é conseguido pelo predomínio de trechos argumentativos em relação aos narrativos.

II. No último parágrafo do texto 1, há um trecho argumentativo enunciado pelo vice-diretor do Museu Nacional, que, por meio do discurso direto, opina sobre o
fato ocorrido.

III. O texto 2 é marcado pela enunciação subjetiva, que intenciona, por meio de estratégias argumentativas, expor uma convicção, um julgamento, do seu autor.

IV. A transcrição literal da fala do ministro da Cultura é utilizada, no último parágrafo do texto 2, como estratégia argumentativa pelo autor do texto, já que, assim
como Sérgio de Sá Leitão, ele culpabiliza os governos anteriores e o atual pelo incêndio ocorrido.

a) Apenas as afirmativas I, III estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
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Questão 183: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019


Assunto:
Observe as regras de acentuação e assinale a alternativa correta, conforme o Novo Acordo Ortográfico.

a) Usa-se acento na combinação das vogais ei e oi (ditongos) das paroxítonas.


b) Nas palavras oxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
c) Não se usa mais o acento que diferenciava os pares: pára / para, péla(s) / pela(s), pêlo(s) / pelo(s), pólo(s) / polo(s) e pêra / pera.
d) No caso dos verbos monossilábicos terminados em “ê”(vê, crê), tem-se que a terceira pessoa do plural termina em “eem”, forma verbal que agora deve levar
acento.
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Questão 184: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019


Assunto:
BNCC: ferramentas digitais para levar para sua turma

A chegada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deixa evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. Segundo a BNCC, os estudantes
devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para: “Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir
conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.” (BNCC p. 9)

Diante disso, que tal inserir em suas aulas ferramentas que dialogam com a BNCC e permitem que o aprendizado seja mais colaborativo, envolvente e significativo? Sem
dúvida, o uso de ferramentas digitais na Educação possibilita inovação e mudança efetiva no processo de ensino e aprendizagem. É possível usar celulares e tablets e
ferramentas de modo offline
, trazendo esses aparelhos para fins pedagógicos – o que permite que sua sala de aula se transforme em um ambiente inovador.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia. Não basta
esperar que a transformação chegue até a sala de aula. A mudança precisa ter um ponto de partida dentro do ambiente escolar e o planejamento é o ponto chave para
que isso ocorra e pode ser construído de forma colaborativa com os estudantes, criando desta maneira, o pertencimento nas ações desde o início pela comunidade
escolar.[...]

Débora Garofalo, 26 de Março de 2019


De acordo com o texto, é correto afirmar que:

a) A tecnologia chegou para ficar nas salas de aula e exige, obrigatoriamente, que a escola e os professores se adaptem aos novos tempos.
b) A inserção do trabalho escolar no mundo das tecnologias é um caminho importante para preparar as pessoas para o mundo atual que exige domínio das
linguagens e recursos digitais.
c) Apesar de tantas possibilidades, a educação ainda se encontra em uma fase de transição complicada. O uso da tecnologia deve ser inserido aos poucos e de
forma gradual.
d) As escolas estão repensando seu projeto pedagógico e introduzem mudanças significativas, como as atividades on-line
combinadas com as presenciais.
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Questão 185: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019


Assunto:
BNCC: ferramentas digitais para levar para sua turma

A chegada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deixa evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. Segundo a BNCC, os estudantes
devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para: “Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir
conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.” (BNCC p. 9)

Diante disso, que tal inserir em suas aulas ferramentas que dialogam com a BNCC e permitem que o aprendizado seja mais colaborativo, envolvente e significativo? Sem
dúvida, o uso de ferramentas digitais na Educação possibilita inovação e mudança efetiva no processo de ensino e aprendizagem. É possível usar celulares e tablets e
ferramentas de modo offline , trazendo esses aparelhos para fins pedagógicos – o que permite que sua sala de aula se transforme em um ambiente inovador.

Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia. Não basta
esperar que a transformação chegue até a sala de aula. A mudança precisa ter um ponto de partida dentro do ambiente escolar e o planejamento é o ponto chave para
que isso ocorra e pode ser construído de forma colaborativa com os estudantes, criando desta maneira, o pertencimento nas ações desde o início pela comunidade
escolar.[...]

Débora Garofalo, 26 de Março de 2019


Assinale a alternativa em que a frase – “Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias,
gerar colaboração e empatia”. – está reescrita corretamente, quanto ao uso da vírgula, e sem que se altere o sentido.

a) Mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, estão pautadas nesta transformação que é capaz de alterar relações diárias, gerar empatia e
colaboração.
b) Essa transformação, está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia.
c) Essa transformação está pautada, em mudanças de hábitos e paradigmas, em nós, professores capaz de alterar, relações diárias e gerar colaboração e empatia.
d) Mudanças de hábitos e paradigmas, em nós, professores estão pautadas nesta transformação que é capaz de alterar, relações diárias, gerar empatia e
colaboração.
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Questão 186: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019


Assunto:
BNCC: ferramentas digitais para levar para sua turma

A chegada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deixa evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. Segundo a BNCC, os estudantes
devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para: “Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir
conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.” (BNCC p. 9)

Diante disso, que tal inserir em suas aulas ferramentas que dialogam com a BNCC e permitem que o aprendizado seja mais colaborativo, envolvente e significativo? Sem
dúvida, o uso de ferramentas digitais na Educação possibilita inovação e mudança efetiva no processo de ensino e aprendizagem. É possível usar celulares e tablets e
ferramentas de modo offline , trazendo esses aparelhos para fins pedagógicos – o que permite que sua sala de aula se transforme em um ambiente inovador.

Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia. Não basta
esperar que a transformação chegue até a sala de aula. A mudança precisa ter um ponto de partida dentro do ambiente escolar e o planejamento é o ponto chave para
que isso ocorra e pode ser construído de forma colaborativa com os estudantes, criando desta maneira, o pertencimento nas ações desde o início pela comunidade
escolar.[...]

Débora Garofalo, 26 de Março de 2019


De acordo com o texto, analise as afirmativas abaixo e atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) Os verbos do texto estão no presente do indicativo; esta construção aproxima o leitor e o convida a interagir com as ideias apresentadas.

( ) Em “o uso de ferramentas digitais na Educação possibilita inovação”, o termo destacado funciona como objeto indireto.

( ) “Que tal inserir em suas aulas ferramentas que dialogam com a BNCC e permitem que o aprendizado seja mais colaborativo, envolvente e significativo?” As
palavras destacadas são respectivamente: conjunção, preposição, verbo, adjetivo.

( ) A palavra em destaque no último parágrafo pode ser substituída, sem alteração de sentido, por “preceitos” que carrega o sentido de medida ou norma a ser
seguida.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) F, F, V, V.
b) V, V, V, F.
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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
c) V, F, F, V.
d) V, F, V, V.
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Questão 187: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019


Assunto:
Assinale a alternativa em que o uso do acento crase não é facultativo.

a) Ao retornarmos da viagem, escreveremos à sua prima.


b) Planejo ir de moto até à torre da cidade.
c) Logo pela manhã devolvi o lápis à Jaqueline.
d) Chegou à distância de cinco centímetros do poste.
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Questão 188: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, assinale a alternativa correta quanto a uma das competências específicas de Língua Portuguesa para o Ensino
Fundamental.

a) Apropriar-se da linguagem falada, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas
possibilidades de participar da cultura letrada
b) Reconhecer a escrita como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias
c) Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de
compreensão e produção)
d) Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude oprobriosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos
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Questão 189: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
Em relação ao resultado das pesquisas, contidas na Base Nacional Comum Curricular, sobre o que é preciso para a construção da língua escrita pela criança, assinale a
alternativa incorreta

a) diferenciar desenhos/grafismos (símbolos) de grafemas/letras (signos)


b) desenvolver a capacidade de reconhecimento global de palavras (que chamamos de leitura “incidental”, como é o caso da leitura de logomarcas em rótulos), que
será depois responsável pela fluência na leitura
c) construir a relação fonema-grafema: a percepção de que as letras estão representando certos sons da fala em contextos precisos
d) perceber a imagem em sua variedade como contexto fonológico desta representação
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Questão 190: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
No trabalho com leitura e produção de textos, há desafios quando é preciso apresentar a grande variedade de gêneros e sua distinção com os tipos textuais. Para se
obter êxito, o professor deve:

a) apresentar os gêneros como situações reais de comunicação que vão além do papel; que como tal, devem ser explorados e praticados não apenas em sala de
aula
b) oferecer, em material impresso, todos os modelos de tipos e gêneros textuais para que o aluno perceba visualmente a distinção entre eles
c) entender que há turmas em que o trabalho deverá ser realizado de forma diferenciada e que precisará adequar o ensino apenas aos tipos textuais
d) ensinar o que é uma narração, descrição e dissertação como o conjunto dos gêneros textuais que geram tipos textuais como: a crônica, o artigo, o anúncio etc
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Questão 191: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
Observe: [...] “estão embutidos nessa concepção de gramática vários modos de perceber e definir a chamada norma culta que mobilizam argumentos de diferentes
ordens para incluir na norma culta ou excluir dela formas e usos e assim, fundamentar e exercer seu papel prescritivo [...]” (TRAVAGLIA, 2006, p. 25). Assinale a
alternativa que apresenta a correta classificação do tipo de gramática descrito anteriormente.

a) Descritiva
b) Internalizada
c) Expositiva ou Prescritiva
d) Normativa
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Questão 192: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
Sobre as estratégias de ensino da leitura e compreensão de textos, analise as afirmativas e atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A relação entre a compreensão da leitura e alguns dos processos envolvidos no ato de ler; a fluência verbal; o uso de estratégias metacompreensivas e, o
monitoramento metacognitivo, devem ser compreendidos e aplicados neste tipo de trabalho.

( ) É essencial que o leitor faça nexo entre o sentido e a interpretação; deve atribuir novos sentidos às palavras e proposições dos textos. A atividade de leitura,
em sala de aula, deve proporcionar momentos de interação com a voz do texto e com o mundo.

( ) A motivação é um processo psicológico no qual os motivos e interesses pessoais do indivíduo podem ocasionar mudanças em sua conduta e vontade de
aprender. Assim, o trabalho com a leitura deve envolver testes ou provas para verificar o grau de motivação de seus alunos.

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08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) F, V, F
b) V, V, F
c) V, F, V
d) F, F, V
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Questão 193: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
As variações linguísticas constituem, junto com o português padrão, a Língua Portuguesa do Brasil. A diversidade de linguagem presente na população contribui para a
complexidade das diferentes falas. Ao se trabalhar este tema em sala de aula, o professor deverá:

a) mostrar que a variante padrão é a que oferece prestígio; que as demais devem ser estudadas e conhecidas como meio de comunicação exclusivamente oral e
utilizadas por camadas populares e grupos regionais
b) trabalhar a conscientização dos alunos de que, historicamente, a língua surgiu muito antes da escrita. É um objeto social, utilizado através da fala e que deve ser
apresentado com valor superior à escrita
c) ensinar que o uso da língua natural é uma forma de inserção cultural e de socialização; que a oralidade enquanto prática social é inerente ao ser humano e é
quem dita as regras aos materiais escritos construídos historicamente
d) saber que assim como a fala não apresenta propriedades intrínsecas negativas, também a escrita não tem propriedades intrínsecas privilegiadas. São modos de
representações cognitivas e sociais que se revelam em práticas específicas
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Questão 194: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
O NASCIMENTO DA CRÔNICA

Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um
touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a
febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue
; está começada a crônica. [...]

[...] Fui há dias a um cemitério, a um enterro, logo de manhã, num dia ardente como todos os diabos e suas respectivas habitações. Em volta de mim ouvia o estribilho
geral: que calor! Que sol! É de rachar passarinho! É de fazer um homem doido!

Íamos em carros! Apeamo-nos à porta do cemitério e caminhamos um longo pedaço. O sol das onze horas batia de chapa em todos nós; mas sem tirarmos os chapéus,
abríamos os de sol e seguíamos a suar até o lugar onde devia verificar-se o enterramento. Naquele lugar esbarramos com seis ou oito homens ocupados em abrir covas:
estavam de cabeça descoberta, a erguer e fazer cair a enxada. Nós enterramos o morto, voltamos nos carros, e daí às nossas casas ou repartições. E eles? Lá os
achamos, lá os deixamos, ao sol, de cabeça descoberta, a trabalhar com a enxada. Se o sol nos fazia mal, que não faria àqueles pobres-diabos, durante todas as horas
quentes do dia?

Machado de Assis
Assinale a alternativa correta quanto à classificação das orações extraídas do texto.

a) “mas sem tirarmos os chapéus” – oração coordenada sindética adversativa


b) “até o lugar onde devia verificar-se o enterramento” – oração coordenada sindética causal
c) “abríamos os de sol”- oração subordinada substantiva objetiva indireta
d) “e seguíamos a suar” – oração subordinada adverbial condicional
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Questão 195: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019


Assunto:
O NASCIMENTO DA CRÔNICA

Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um
touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a
febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue
; está começada a crônica. [...]

[...] Fui há dias a um cemitério, a um enterro, logo de manhã, num dia ardente como todos os diabos e suas respectivas habitações. Em volta de mim ouvia o estribilho
geral: que calor! Que sol! É de rachar passarinho! É de fazer um homem doido!

Íamos em carros! Apeamo-nos à porta do cemitério e caminhamos um longo pedaço. O sol das onze horas batia de chapa em todos nós; mas sem tirarmos os chapéus,
abríamos os de sol e seguíamos a suar até o lugar onde devia verificar-se o enterramento. Naquele lugar esbarramos com seis ou oito homens ocupados em abrir covas:
estavam de cabeça descoberta, a erguer e fazer cair a enxada. Nós enterramos o morto, voltamos nos carros, e daí às nossas casas ou repartições. E eles? Lá os
achamos, lá os deixamos, ao sol, de cabeça descoberta, a trabalhar com a enxada. Se o sol nos fazia mal, que não faria àqueles pobres-diabos, durante todas as horas
quentes do dia?

Machado de Assis
A leitura literária exige contextualização para a construção de significados. Tendo por base o texto e em relação ao ensino de significação e contexto, assinale a
alternativa incorreta.

a) O professor deve apresentar e conversar com a turma sobre a época em que a crônica foi escrita. Se possível, mostrar imagens que contextualizem a história
b) A pré-leitura é importante. Com ela, há a formulação de hipóteses sobre significados a partir da leitura do título ou frases do texto. Esta atividade aguça a
curiosidade e constrói sentidos
c) Obras de Machado de Assis ou outros escritores literários exigem proficiência leitora. Isto abstém o professor de realizar atividades como esta em todas as séries
d) Fazer um estudo das palavras desconhecidas pelos alunos, antes da leitura integral, ajuda na construção de significados. Aproximar o fato da crônica com os dias
atuais favorece a contextualização
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 78/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 196: IBFC - Prof B (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Língua Portuguesa/2019
Assunto:
De acordo com o texto, analise as afirmativas e atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) O foco narrativo predominante do texto está em terceira pessoa como se comprova em: “Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, [...]”.

( ) A explicação do autor para o nascimento da crônica é sucinta e objetiva. A seguir, há o enredo que gira em torno de como as pessoas se comportam em dias
quentes.

( ) Percebe-se, no último parágrafo, uma crítica implícita à falta de sensibilidade e empatia com aqueles que possuem menos conforto.

( ) Há a presença de discurso direto livre como se comprova em: “Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, [...]”.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, F, F
b) F, F, V, V
c) F, V, V, F
d) V, F, F, V
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Questão 197: IBFC - Bio (SESACRE)/SESACRE/2019


Assunto:
Leia com atenção a tira de “Hagar, o Horrível”, criada pelo cartunista Dik Browne, para responder à questão.

Considere o sentido da tira e a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) A ameaça feita no primeiro quadrinho é estruturada linguisticamente com a utilização de uma Oração Coordenada Alternativa, assim como a resposta dada a essa
ameaça.
b) É possível deduzir o gênero da personagem que enuncia a fala no segundo quadrinho, principalmente, pela Oração Subordinada Adverbial Temporal utilizada por
Hagar no terceiro quadrinho.
c) O humor da tira é construído por meio do equívoco de Hagar que diz “homem da casa”, ao invés de dizer “homem do castelo”.
d) A tira não compactua com a visão patriarcal de que as mulheres não podem se impor socialmente.
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Questão 198: IBFC - Bio (SESACRE)/SESACRE/2019


Assunto:
Leia com atenção a tira de “Hagar, o Horrível”, criada pelo cartunista Dik Browne, para responder à questão.

De acordo com a tira e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A partícula “se” no primeiro quadrinho é um pronome reflexivo.


II. A expressão “o horrível” no primeiro quadrinho tem função sintática de aposto.
III. Os verbos, no terceiro quadrinho, estão conjugados, predominantemente, no presente do indicativo.
IV. A expressão “rapazes”, no terceiro quadrinho, desempenha a função de sujeito do verbo “Ir”, conjugado na primeira pessoa do plural.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
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Questão 199: IBFC - Bio (SESACRE)/SESACRE/2019


Assunto:
Leia com atenção trecho do texto “O que é algoritmo?” de Ana Paula Pereira (TecMundo) para responder à questão a seguir.

(adaptado)

Nos dias atuais e com a evolução galopante da tecnologia, dificilmente encontramos pessoas que nunca tenham utilizado um computador. Os propósitos podem variar
bastante(D), seja para edição de textos, jogos ou atividades mais complexas. Já é difícil de imaginar nossas vidas sem o uso dessa ferramenta.

Nessa atividade tão comum ao nosso cotidiano, você algum dia deve ter parado para pensar como os programas funcionam. Você deve ter feito a si mesmo esta

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 79/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
pergunta: como é que o computador faz todas as tarefas exatamente da forma que você pede? A resposta é mais simples do que parece: ele segue as instruções que
você passa.

Mas, para que ele consiga entender o que você fala(B), ele precisa de uma linguagem mais específica. Para fazer essa interpretação entre homem e máquina, foram
desenvolvidas as linguagens de programação. Para que essa interação seja possível, eles são fundamentais: os algoritmos.

Um algoritmo nada mais é do que uma receita que mostra passo a passo os procedimentos necessários para a resolução de uma tarefa, como a receita de um bolo. Ele
não responde à pergunta “o que fazer?”, mas sim “como fazer”. Em termos mais técnicos, um algoritmo é uma sequência lógica, finita e definida de instruções que
devem ser seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa.

Embora você não perceba, utiliza algoritmos de forma intuitiva(C) e automática diariamente(A) quando executa tarefas comuns. Como estas atividades são simples e
dispensam ficar pensando nas instruções necessárias para fazê-las, o algoritmo presente nelas acaba passando despercebido.

De acordo com o texto e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

a) A oração destacada no trecho “Embora você não perceba, utiliza algoritmos de forma intuitiva e automática diariamente” é classificada sintaticamente como
uma Oração Coordenada Adversativa.
b) A oração destacada no trecho “ele consiga entender o que você fala” é classificada sintaticamente como Oração Subordinada Adjetiva Restritiva.
c) O termo destacado no trecho “utiliza algoritmos de forma intuitiva” é classificado sintaticamente como Adjunto Adverbial de modo.
d) O termo destacado no trecho “Os propósitos podem variar bastante” é classificado sintaticamente como Adjunto Adverbial de intensidade.
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Questão 200: IBFC - Bio (SESACRE)/SESACRE/2019


Assunto:
Leia com atenção trecho do texto “O que é algoritmo?” de Ana Paula Pereira (TecMundo) para responder à questão a seguir.

(adaptado)

Nos dias atuais e com a evolução galopante da tecnologia, dificilmente encontramos pessoas que nunca tenham utilizado um computador. Os propósitos podem variar
bastante, seja para edição de textos, jogos ou atividades mais complexas. Já é difícil de imaginar nossas vidas sem o uso dessa ferramenta.

Nessa atividade tão comum ao nosso cotidiano, você algum dia deve ter parado para pensar como os programas funcionam. Você deve ter feito a si mesmo esta
pergunta: como é que o computador faz todas as tarefas exatamente da forma que você pede? A resposta é mais simples do que parece: ele segue as instruções que
você passa.

Mas, para que ele consiga entender o que você fala, ele precisa de uma linguagem mais específica. Para fazer essa interpretação entre homem e máquina, foram
desenvolvidas as linguagens de programação. Para que essa interação seja possível, eles são fundamentais: os algoritmos.

Um algoritmo nada mais é do que uma receita que mostra passo a passo os procedimentos necessários para a resolução de uma tarefa, como a receita de um bolo. Ele
não responde à pergunta “o que fazer?”, mas sim “como fazer”. Em termos mais técnicos, um algoritmo é uma sequência lógica, finita e definida de instruções que
devem ser seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa.

Embora você não perceba, utiliza algoritmos de forma intuitiva e automática diariamente quando executa tarefas comuns. Como estas atividades são simples e dispensam
ficar pensando nas instruções necessárias para fazê-las, o algoritmo presente nelas acaba passando despercebido.

Considerando o texto, os elementos de coesão referencial e a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou
Falso (F).

( ) No trecho “Nessa atividade tão comum ao nosso cotidiano”, o termo destacado “nessa” é a contração da preposição “em” e do pronome demonstrativo
“essa”, que funciona como um recurso anafórico por fazer referência a algo já mencionado no texto.

( ) No trecho “Você deve ter feito a si mesmo esta pergunta”, o termo destacado “esta” funciona como elemento catafórico de coesão, já que se refere a uma
expressão enunciada posteriormente a ele no texto.

( ) No trecho “que devem ser seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa.”, a palavra “que” é um pronome relativo que retoma anaforicamente
a expressão “sequência lógica”.

( ) No trecho “Para realizar essa interação, eles são fundamentais: os algoritmos.”, o termo destacado “eles” é um pronome pessoal que possui no texto função
anafórica, já que tem função de retomar um referente mencionado.

( ) No trecho “nas instruções necessárias para fazê-las” o termo destacado “las” é um pronome pessoal que possui função catafórica, já que se refere a um
termo utilizado depois dele no texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V, V, V, F, V.
b) F, V, V, V, F.
c) F, V, F, V, V.
d) V, V, F, F, F.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/13167093/imprimir 80/81
08/10/2019 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Gabarito
1) D 2) C 3) D 4) C 5) C 6) C 7) A
8) D 9) B 10) C 11) B 12) B 13) A 14) D
15) A 16) A 17) B 18) C 19) C 20) C 21) A
22) C 23) A 24) Anulada 25) C 26) C 27) D 28) A
29) D 30) D 31) A 32) C 33) B 34) D 35) A
36) C 37) C 38) B 39) C 40) B 41) E 42) C
43) C 44) E 45) B 46) B 47) A 48) A 49) A
50) B 51) D 52) A 53) C 54) C 55) D 56) E
57) D 58) A 59) D 60) A 61) B 62) C 63) C
64) A 65) C 66) E 67) B 68) D 69) B 70) C
71) B 72) E 73) E 74) D 75) B 76) B 77) D
78) B 79) D 80) B 81) B 82) D 83) B 84) A
85) D 86) A 87) A 88) C 89) D 90) C 91) D
92) C 93) C 94) B 95) A 96) B 97) A 98) B
99) D 100) A 101) B 102) D 103) C 104) D 105) C
106) D 107) D 108) C 109) B 110) C 111) C 112) E
113) C 114) A 115) A 116) B 117) Anulada 118) D 119) D
120) E 121) A 122) A 123) B 124) B 125) A 126) D
127) B 128) A 129) C 130) D 131) C 132) E 133) A
134) B 135) C 136) C 137) B 138) A 139) A 140) D
141) C 142) E 143) A 144) A 145) A 146) A 147) C
148) A 149) D 150) C 151) A 152) D 153) C 154) B
155) B 156) B 157) A 158) D 159) D 160) D 161) B
162) D 163) A 164) C 165) A 166) D 167) D 168) C
169) D 170) C 171) A 172) C 173) B 174) A 175) A
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