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PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO AMBIENTALAMBIENTAL

ORIGEM

CONCEITUAÇÃO

APLICABILIDADE

GESTÃO

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

INSTRUMENTOS

ESCALA

ÁREA

TEMPO

INDICADORES

TEMAS E TEMÁTICAS

IGEOG-2012

IMPACTOSIMPACTOS AMBIENTAISAMBIENTAIS

ORDENAMENTOORDENAMENTO

INTEGRAÇÃO DE DADOS

MÉTODOS

TOMADA DE DECISÃO

PARTICIPAÇÃO PÚBLICA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

(Ref. Bibliog. Santos, 2004)

ORIGEMORIGEM DODO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

Ao longo da História, até a formação de grandes cidades, os homens planejaram seu espaço em concordância com preceitos religiosos, estéticos ou de conforto:

Cerca de 4.000 anos a.C (aldeias da Mesopotâmia):

registros apontam preocupação com a organização das cidades; consideração com os aspectos topográficos e de microclima;

Gregos: preocupação sobre impactos produzidos pelo homem em centros urbanos;

Grécia Antiga – Revolução Industrial: perdura essa preocupação, ajudando a formular uma base teórica sobre construções de núcleos populacionais dos pontos de vista religioso, estético, estrutural, político, econômico e social;

Europa - Movimento Romântico do final do século XVIII:

refletiu uma expressão social de cunho ambiental, a exemplo da Escola Francesa com projetos de recursos hídricos e saneamento (enfatizavam a relação entre disponibilidade de água e preservação de mananciais);

Europa e EUA - início do século XIX:

pensadores com idéias utópicas e românticas para a época (John Ruskin/Inglaterra, Viollet-le-Duc/França, Henry David Thoureau George Perkins Marsh, Frederick Law Olmsted e outros/EUA) apontavam uma inversão de valores trazidos pelas correntes liberais, que sacrificavam o cidadão aos caprichos da nova estética urbana (a arquitetura e a cidade se desatam da natureza);

Europa - final do século XIX:

eram poucos os que se preocupavam com a construção de cidades aliada à conservação dos elementos da natureza; ressalta-se que entre 1810 e 1940 os estudos no campo da Ecologia induziram à reorientação da relação homem-meio (Teoria de Darwin; Conceito Ecossistema de Tansley; Relações da cadeia trófica e meio abiótico de Linderman);

VALEVALE LEMBRARLEMBRAR

Que o positivismo e liberalismo econômico não pressupunham a inesgotabilidade de recursos

Abre espaço para especulação financeira e imobiliária (na figura de empresas e proprietários), e modificam-se as limitações dos planos e das legislações

Nas cidades japonesas havia preocupação com a natureza, onde procuravam um estreito relacionamento entre elementos naturais e construídos

Observa-se na história das grandes civilizações uma organização determinada por princípios ecológicos, embutidos em seus preceitos religiosos e na cultura de seus povos.

Que as ciências foram construídas pelo Homem:

- primeiro, a partir da observação (holística) da realidade (com os elementos da natureza analisados em sua totalidade); - depois, foram fragmentando as paisagens e compreendendo os detalhes das partes componentes do sistema, complexo e diversificado.

Criaram-se conceitos em vários campos do saber:

- com métodos e escalas específicos.

complexo e diversificado. Criaram-se conceitos em vários campos do saber: - com métodos e escalas específicos.

Início do século XX:

- predominava o planejamento setorial, cujo foco de discussão estava voltado aos terrenos urbanos e às múltiplas funções das cidades;

- desenvolvimento teórico na área econômica e de recursos hídricos;

- anos 1930: desenvolvimento de métodos multicriteriais

associados a avaliações de custo/benefício (caráter integrador do meio; tendo como referência a qualidade e a quantidade de água disponível como recurso natural);

- período 1930-1940: cresceu a (antiga) idéia de planejamento baseado em bacias hidrográficas (restrita ainda aos recursos hídricos);

Após a Segunda Guerra Mundial, na Europa e EUA:

- ocorria a discussão dos conceitos de desenvolvimento e subdesenvolvimento; - o desenvolvimento enfatizava o modelo e sociedade voltados para o consumo nos países dominantes no espaço econômico mundial; - o desenvolvimento estava ligado a parâmetros econômicos como alto PIB, evoluída economia de mercado e especialização da sociedade;

Meados do século XX:

- anos 1950: nos EUA, a principal preocupação era a avaliação de impactos ambientais resultantes de grandes obras estatais (análise de custo/benefício e de alternativas técnicas de engenharia), onde as perdas ambientais e outras alternativas sociais não eram relevadas;

A questão ambiental era vista como um segmento a parte, ligada à sistematização do conhecimento da natureza e à política de protecionismo:

Segundo Latour (1998), os impactos ambientais da sociedade moderna ajudaram a “torná-la, pouco a pouco, uma parte de nossa existência legal, política e moral Ela passou do exterior ao interior do mundo social”.

Meados do século XX:

- anos 1950-1960: surgiram os planejamentos econômicos de maior importância; ganharam força nos vários níveis de governo; e apresentavam problemas: o plano era documental e não de ação, era um fim em si mesmo; era de difícil operacionalização; havia falta de comunicação entre planejadores, administradores, políticos;

Durante quase 20 anos debateu-se no Congresso Americano a necessidade de se exigir estudos de impacto ambiental e durante décadas, discutiu-se em outros países.

As universidades (americanas e canadenses) se prepararam para responder à exigência legal, retomando a visão holística e integradora do meio e considerando as ações como parte do processo de avaliação.

Essa visão ainda estava separada dos planejamnetos e planejadores da época.

Mas foram mudanças significativas que não ocorreram por acaso.

Foram a expressão da transformação do momento histórico em que se estava vivendo

Os princípios do planejamento das cidades e do campo foram sendo atingidos pelas mudanças do paradigma social vigente.

Meados do século XX:

- anos 1960: releitura dos fundamentos conceituais de desenvolvimento gerada por diversas causas histórico-políticas;

Os países subdesenvolvidos estavam muito longe dos padrões do Primeiro Mundo e a ênfase da mentalidade voltada para o consumo provocava consequências graves:

- poluição;

- desigualdade social;

- aumento da criminalidade;

- insatisfações da sociedade.

Ganha destaque a idéia de não haver um modelo único de desenvolvimento, sendo o melhor aquele que a própria sociedade decide, com satisfação de suas necessidades segundo as condições e sua representatividade social.

Surgiram modelos alternativos de desenvolvimento, com benefícios desvinculados do aspecto econômico (qualidade de vida físico-mental, conforto, higiene, educação), bem como características negativas do “mundo desenvolvido” (com poluição e degradação ambiental).

Exigiam-se planejamentos mais abrangentes, dinâmicos, preocupados com avaliaçãoes de impacto ambiental.

Não se usavam mais como sinônimos desenvolvimento econômico e crescimento econômico, qualidade de vida e padrão de vida.

Países subdesenvolvidos que alcançaram significativo crescimento de seu PIB conservavam um grande número de indivíduos sem acesso aos serviços sociais básicos (saúde, educação, nutrição), desvinculando a correlação entre crescimento econômico e bem-estar social.

Meados do século XX:

- 1968: Clube de Roma

- reunião de notáveis de diversos países e de diversas áreas do conhecimento (biológica, econômica, social, política e industrial);

- discussão do uso dos recursos naturais e do futuro da humanidade;

- gerou relatório final: “Limites do Crescimento” que abalou

as convicções da época sobre o valor do desenvolvimento econômico e a sociedade passou a fazer maior pressão sobre os governos acreca da questão ambiental.

Marco das preocupações do homem moderno com o meio ambiente, incorporando questões sociais, políticas, ecológicas e econômicas com uso racional dos recursos

Meados do século XX:

- 1969: NEPA (National Environmental Policy Act) - EUA

- legislação que exigia considerações ambientais no planejamento e nas

decisões sobre projetos de grande escala;

- decorrente dessa legislação, seguiram-se outras nos diversos países do mundo com considerações ambientais;

- anos 1970 e início de 1980:os conceitos sobre planejamento influenciados pelos estudos de impacto sofreram uma reformulação, na qual a questão ambiental foi contemplada;

- surge a tendência de elaborar planejamentos regionais integrados

(formalização do sistema já existente, com elementos do meio natural ou

antropizado analisados de modo integrado).

Nesse período a conservação e a preservação dos recursos naturais e o papel do homem integrado no meio passaram a ter função muito importante na discussão da qualidade de vida da população.

Final do século XX:

- 1980:

- organização de grupos governamentais para produzir planejamentos regionais; foi incorporado pelas instituições, sociedades ou organizações; - havia esforços para incluir conceitos ecológicos, econômicos, e políticos em planejamento de caráter regional e urbano, mas tendiam a ser acadêmicos ou estudos de caso não aplicados.

Nessa década, o ambiente e o desenvolvimento ja não podiam ser apresentados isoladamente.

O Planejamento (adjetivado) de ambiental era visto como um caminho para o desenvolvimento social, cultural, ambiental e tecnológico adequados.

Era apresentado como um instrumento que protegia a natureza e melhorava a qualidade de vida das comunidades.

Entre os anos de 1950 e 1990, a questão ambiental inseria-se por meio de propostas de gerenciamento de recursos naturais.

As preocupações eram essencialmente de controle ambiental (regulamentos legais), sem mudança de postura diante da utilização de recursos naturais.

Ao longo da história, propostas de gerenciamento e planejamento ambiental foram confundidas.

Final do século XX:

- 1990: o planejamento foi incorporado aos planos diretores municipais; foi a partir desses trabalhos que se obtiveram informações contundentes sobre qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, sociedade e meio ambiente, promovidas pela preocupação com o ser humano.

Hoje o planejamento ambiental incorpora também a perspectiva do desenvolvimento sustentável, preocupando-se com a manutenção de estoques de recursos naturais, qualidade de vida e uso adequado do solo, além do aspecto da conservação e preservação de sistemas naturais.

No Brasil caminha-se a passos lentos na construção de fundamentos que devem reger o planejamento voltado à conservação do meio ambiente.

Os planejamentos ambientais são fracos em modelos ecológicos e tratam a dimensão política de forma simplista; a participação pública e a interpretação das representações sociais ainda são tratadas de modo amador.

Existe um descompasso entre a resposta dada em um momento histórico no Brasil e os países do Norte.

Sempre se esteve aquém do movimento mundial para conservação do meio.

O Brasil está dando os primeiros passos no processo de construção teórica sobre planejamento ambiental, e em contínuo processo de revisão, nestas últimas quatro décadas.

Para a prática do Planejamento Ambiental é necessário uma visão ecossistêmica em três instâncias: nos ecossistemas urbanos, nos ecossistemas rurais e nos ecossistemas naturais.

PLANEJAMENTO:PLANEJAMENTO: CONCEITOSCONCEITOS EE DEFINIÇÕESDEFINIÇÕES

A palavra planejamento carrega em seu valor semântico o sentido de empreendimento, projeto, sonho e intenção

Ato de intervir ou transformar uma dada situação, numa determinada direção, afim de que se concretizem algumas intenções.

Como toda intenção, o planejamento revela de certa forma o caráter e os valores de quem o criou ou o põe em prática e que, de alguma forma, se impõe sobre algo, a fim de atingir certas metas.

De modo simples, o processo de planejamento é um meio sistemático de determinar:

o estágio em que você está,

onde deseja chegar e

qual é o melhor caminho para chegar lá.

É um processo contínuo que envolve a coleta, organização e análise sistematizadas das informações,

por meio de procedimentos e métodos,

para chegar a decisões ou a escolhas acerca das melhores alternativas para o aproveitamento dos recursos disponíveis.

planejamento ou ordenamento do espaço:

organização do espaço como premissa para grupos de pessoas que vivem em estado gregário, sob objetivos e normas comuns.

Planejamento como direcionador da quantidade, da qualidade e da velocidade e natureza das trocas (Simonds, 1978);

Planejamento como um processo rigoroso para dar racionalidade à ação e enfrentar as situações que se apresentam, de forma criativa (outros autores).

PAPELPAPEL DODO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

Orientar os instrumentos metodológicos, administrativos, legislativos e de gestão para o desenvolvimento de atividades num determinado espaço e tempo, incentivando a participação institucional e dos cidadãos, induzindo a relações mais estreitas entre sociedade e autoridades locais e regionais.

Sob essa perspectiva, os pesquisadores deram conotação prática e política ao planejamento

ÊNFASEÊNFASE DODO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

Está na tomada de decisões, subsidiadas num diagnóstico que identifique

e defina o melhor uso possível dos recursos do meio planejado.

Para tal, deve-se:

reconhecer o dinamismo dos sistemas que compõem o meio;

localizar e conhecer os recursos em quantidade e qualidade;

ter clareza sobre os objetivos para os quais eles serão dirigidos;

espacializar os recursos apresentados no diagnóstico, bem como os conflitos decorrentes de sua conservação ou uso.

PLANEJARPLANEJAR == DECIDIRDECIDIR AÇÕESAÇÕES FUTURASFUTURAS

Para decidir sobre ações futuras, são essenciais:

previsões e estimativas de cenários futuros

Deve-se:

Prever as consequências de cada alternativa de ação proposta;

Prever as consequências do somatório de ações propostas;

Considerar as incertezas e os riscos;

Espacializar, quantificar e qualificar as ações propostas.

FASESFASES DODO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

As fases são a expressão do reconhecimento dos cenários e da sequência lógica de possibilidades de acontecimentos

com o propósito de

definir uma conduta para um tipo de desenvolvimento proposto, previsto pelos próprios objetivos.

COMOCOMO RESULTADO,RESULTADO, TEMOSTEMOS DIRETRIZESDIRETRIZES

As diretrizes são hierarquizadas em até quatro níveis:

planos, programas, normas, projetos.

FASESFASES COMUNSCOMUNS EMEM PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

DIRETRIZES:

planos

programas

projetos

5

PROGRAMAÇÃO E PREVISÃO

4

AVALIAÇÃO DE

CONFLITOS, PROBABILIDADES

INCERTEZAS E RISCOS

3

DEFINIÇÕES DE

OBJETIVOS E METAS

DIAGNÓSTICO DA

SITUAÇÃO

SITUAÇÃO NO

TEMPO E NO ESPAÇO

SELEÇÃO

DE ALTERNATIVAS E TOMADAS

DE DECISÃO

ALOCAÇÃO DE

RECURSOS

1

ESTABELECIMENTO DE

PRIORIDADES

2

DIRETRIZESDIRETRIZES

DIRETRIZES DIRETRIZES São apresentadas a partir das políticas do planejamento proposto, que se referem a um

São apresentadas a partir das políticas do

planejamento proposto,

que se referem a um conjunto de objetivos futuros,

que informam os planos, programas e projetos,

e condições para sua execução.

Elas tem um alcance territorial mais amplo

que os planos, programas e projetos.

DIRETRIZES// PLANOS E NORMAS// PROGRAMAS E PROJETOS

PLANOSPLANOS

São formulados como um conjunto de ações a serem adotadas,

visando determinado objetivo ou meta política.

PROGRAMASPROGRAMAS

Detalham as peculiaridades dos planos e

expõem a linha e

as regras básicas

a serem seguidas

e atingidas nos projetos.

PROJETOSPROJETOS

NORMASNORMAS

Descrição de procedimentos ou medidas

que garantam a realização dos

planos e programas.

Referem-se a um a atividade ou grupo de atividades correlatas, e é planejado e implementado como algo individualizado, mas que está no corpo de intenções de certos programas, planos e diretrizes. Podem vir acompanhados de recomendações de ordem técnica, visando garantir a correta implantação de um determinado projeto.

PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

É uma atividade para ser implementada e não apenas uma produção de documentos;

O processo não se esgota na implementação, tendo continuidade ao longo do tempo:

através de mais uma fase, a de monitoramento e avaliação, nas quais os planos são submetidos a revisões periódicas, bem como as ações e os cronogramas de implantação.

PLANEJARPLANEJAR

É estar a serviço de interesses públicos, por meio do ordenamento das atividades humanas.

O planejador é um profissional analista do meio que deve apresentar alternativas e dar consultas aos tomadores de decisão, mas não deve assumir o papel de decisor.

TIPOSTIPOS DEDE PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO

É usual que os planejamentos venham adjetivados com palavras

que definem ou caracterizam seu principal rumo de ação.

Os “adjetivos” permitem identificar o tema, a área, o setor de atividade,

o ideário ou mesmo o paradigma em que se alinha o trabalho.

Podem ser agrupados em diversos tipos:

se alinha o trabalho. Podem ser agrupados em diversos tipos: níveis de abrangência territorial. Diferentes escalas

níveis de abrangência territorial.

Diferentes escalas de trabalho são utilizadas para tratar diferentes

2. Planejamentos reunidos de acordo a natureza do escopo ou das atividades

preponderantes:

- socioeconomico;

- agrícola;

- arquitetônico;

- de recursos naturais;

- ambiental.

3. Planejamentos voltados a um determinado projeto ou atividade

preponderantes, de acordo com a abrangência operacional:

- planos setoriais;

- planos de áreas integradas.

As abrangências espacial e operacional diferem no enfoque:

- a espacial enfatiza o território;

- a operacional enfatiza a ação.

4. Planejamentos reunidos de acordo com a natureza dos objetivos:

- planejamento anticíclico (área econômca): visa manter a estabilidade na economia, lidando com as variações de mercado;

- planejamento físico, ou de uso e ocupação da terra, ou urbano:pretende

disciplinar o uso da terra ou as atividades humanas, considerando o melhor aproveitamento;

- planejamentos desenvolvimentistas: pretendem organizar e direcionar os setores econômico e social de um país ou região

ex: planejamento tecnológico: preceitos das ciências exatas, plano determinístico

planejamento ecológico ou ambiental: ligado à conservação dos elementos naturais e à qualidade de vida do homem.

Os autores simplificam a classificação tipológica do planejamento em:

1. tradicional ou tecnológico: abordagem voltada para solução de problemas

e ao cumprimento de tarefas (visão segmentária, tática e determinista);

2. ecológico: abordagem preditiva, sistêmica, priorizando os fins (holístico,

estratégico e probabilístico);

3. ambiental: enfoca o ambiente biofísico onde vivem as pessoas e comunidades,

analisa os efeitos de atividades de desenvolvimento e de outros planejamentos.

Segundo a ONU (1992):

O planejamento na perspectiva ambiental é um processo que interpreta os recursos naturais como “substrato” das atividades do homem que nele se assentam e sobre ele se desenvolvem, buscando melhor qualidade de vida.

das atividades do homem que nele se assentam e sobre ele se desenvolvem, buscando melhor qualidade

O PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO AMBIENTALAMBIENTAL VEM COMO UMA SOLUÇÃOSOLUÇÃO AA CONFLITOSCONFLITOS QUE POSSAM OCORRER ENTRE AS METAS DA CONSERVAÇÃOCONSERVAÇÃO AMBIENTALAMBIENTAL

E DO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO TECNOLÓGICOTECNOLÓGICO

O planejamento ambiental é visto como o estudo que visa a dequação do uso, controle e proteção do ambiente, além do atendimento das aspirações sociais e governamentais expressas ou não em uma política ambiental

Tratamento integrado para possibilitar ações e práticas direcionadas à solução dos problemas.
Tratamento integrado para possibilitar ações e práticas direcionadas à solução dos problemas.

Tratamento integrado para possibilitar

ações e práticas direcionadas à solução

dos problemas.

OO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO AMBIENTALAMBIENTAL

CONSISTE:CONSISTE:

1.1. NaNa adequaçãoadequação dede açõesações àà potencialidade,potencialidade, vocaçãovocação locallocal ee

àà suasua capacidadecapacidade dede suporte,suporte, buscandobuscando oo desenvolvimentodesenvolvimento

harmônicoharmônico dada regiãoregião ee aa manutençãomanutenção dada qualidadequalidade

dodo ambienteambiente físico,físico, biológicobiológico ee social;social;

DEVEDEVE PREVERPREVER EE INDICAR:INDICAR:

2.2. MudançasMudanças nono usouso dada terraterra ee nana exploraçãoexploração dede fontesfontes aceitáveisaceitáveis parapara

asas comunidadescomunidades locaislocais ee regionais;regionais;

DEVEDEVE CONTEMPLAR:CONTEMPLAR:

3.3. MedidasMedidas dede proteçãoproteção aosaos ecossistemasecossistemas comcom poucapouca interferênciainterferência humana.humana.

OO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO AMBIENTALAMBIENTAL

TRABALHA:TRABALHA:

1.1. SobreSobre aa lógicalógica dada potencialidadepotencialidade ee fragilidadefragilidade dodo meio,meio, definindodefinindo ee espacializandoespacializando ocupações,ocupações, açõesações ee atividades,atividades,

dede acordoacordo comcom essasessas características;características;

PRIORIZA:PRIORIZA:

2.2. AsAs demandasdemandas sociaissociais sobresobre asas demandasdemandas econômica;econômica;

PENSA:PENSA:

3.3. NasNas possibilidadespossibilidades dede mudançamudança dodo carátercaráter dada demanda.demanda.

OO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO AMBIENTALAMBIENTAL

FUNDAMENTA-SEFUNDAMENTA-SE NANA INTERAÇÃOINTERAÇÃO EE INTEGRAÇÃOINTEGRAÇÃO DOSDOS SISTEMASSISTEMAS QUEQUE

COMPÕEMCOMPÕEM OO AMBIENTE;AMBIENTE;

TEMTEM OO PAPELPAPEL DEDE ESTABELECERESTABELECER ASAS RELAÇÕESRELAÇÕES ENTREENTRE OSOS SISTEMASSISTEMAS

ECOLÓGICOSECOLÓGICOS EE OSOS PROCESSOSPROCESSOS DADA SOCIEDADE,SOCIEDADE, DASDAS NECESSIDADESNECESSIDADES

SOCIOCULTURAISSOCIOCULTURAIS AA ATIVIDADESATIVIDADES EE INTERESSESINTERESSES ECONÔMICOS,ECONÔMICOS, AA FIMFIM

DEDE MANTERMANTER AA MÁXIMAMÁXIMA INTEGRIDADEINTEGRIDADE DOSDOS SEUSSEUS COMPONENTES;COMPONENTES;

TEMTEM COMOCOMO ESTRATÉGIAESTRATÉGIA ESTABELECERESTABELECER AÇÕESAÇÕES DENTRODENTRO DEDE CONTEXTOSCONTEXTOS

EE NÃONÃO ISOLADAMENTE;ISOLADAMENTE;

TEMTEM COMOCOMO RESULTADORESULTADO OO MELHORMELHOR APROVEITAMENTOAPROVEITAMENTO DODO ESPAÇOESPAÇO

FÍSICOFÍSICO EE DOSDOS RECURSOSRECURSOS NATURAIS,NATURAIS, ECONOMIAECONOMIA DEDE ENERGIA,ENERGIA, ALOCAÇÃOALOCAÇÃO

EE PRIORIZAÇÃOPRIORIZAÇÃO DEDE RECURSOSRECURSOS PARAPARA ASAS NECESSIDADESNECESSIDADES PREMENTES.PREMENTES.