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LISTA DE EXERCICIOS #02

QUESTÃO 1 – SOLUÇÃO MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS CLÁSSICO


O grau de hipogeometria da viga é 2, devido às rotações internas dos nós 2 e 3
(ver Figura 1).

(r)

(0)

(1)

(2)

Figura 1 – Esquema de solução para a questão 1

Com a compatibilidade de forças tem-se:

f1r = 0 = f10 + ∆1 ⋅ f11 + ∆ 2 ⋅ f12


f 2 r = 0 = f 20 + ∆1 ⋅ f 21 + ∆ 2 ⋅ f 22

As forças fik são calculadas conforme equilíbrio dos nós (ver Figura 2)

Figura 2 – Momentos nas extremidades das barras


Com esses momentos então:

f10 = −(−13.33 + 35.04) = −21.71


f 20 = −(23.04 − 33.63) = 10.59
f11 = −(−8400 − 6720) = 15120
f12 = f 21 = −(−3360) = 3360
f 22 = −(−6720 − 6300) = 13020

Sistema de equações:

− 21.71 + 15120∆1 + 3360∆ 2 = 0


10.59 + 3360∆1 + 13020∆ 2 = 0

donde:

∆1 = 1.715 ⋅10−3 rad


∆ 2 = −1.256 ⋅10−3 rad

Tendo os valores de ∆1 e ∆ 2 , os momentos nas extremidades das barras são


obtidos por superposição dos efeitos. O esforço cortante pode ser obtido pelo equilíbrio
das barras isoladas. Os diagramas finais de momentos e cortante constam na Figura 3.

Figura 3 - Diagramas finais


QUESTÃO 1 – PROCESSO DE CROSS
Considerando as deslocabilidades dos nós 2 e 3, tem-se os estágios de solução
pelo Processo de Cross apresentados na Figura 4.Os resultados apresentam erros abaixo
de 0.5 kN.m (nó 2), convergindo após 7 iterações.

Os coeficientes de distribuição (µ) dos nós E e B são dados por:

Nó 2:

β21 = 4 / 4 = 1.0 → µ 21 = 0.56


 com ∑ β = 1.8
β23 = 4 / 5 = 0.8 → µ 23 = 0.44

Nó 3:

 β32 = 4 / 5 = 0.8 → µ32 = 0.52


 com ∑ β = 1.55
β34 = 3 / 4 = 0.75 → µ34 = 0.48

13.33 -13.33 35.04 23.04 -33.63 -20.00 Estágio 0 Nó ΣM


-6.08 -12.16 -9.55 -4.78 Estágio 1 2 21.71
4.00 7.99 7.38 0.00 Estágio 2 3 -15.37
-1.12 -2.24 -1.76 -0.88 Estágio 3 2 4.00
0.23 0.46 0.42 0.00 Estágio 4 3 -0.88
0.06 0.13 0.10 0.05 Estágio 5 2 0.23
-0.01 -0.03 -0.02 Estágio 6 3 0.05
0.00 0.01 0.01 Estágio 7 2 -0.01
6.20 -27.59 28.05 25.86 -25.86 -20.00 Final

Figura 4 – Processo de Cross para viga contínua

QUESTÃO 2 - SOLUÇÃO MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS CLÁSSICO


O problema apresenta apenas deslocabilidades internas em número total de 3.
Logo travam-se as rotações dos nós internos 2, 3 e 4. Tem-se então um total de 3
incógnitas (giros) e que leva ao esquema de solução apresentado na Figura 5.

Com a compatibilidade de forças tem-se:

f1r = 0 = f10 + ∆1 ⋅ f11 + ∆ 2 ⋅ f12 + ∆ 3 ⋅ f13


f 2 r = 0 = f 20 + ∆1 ⋅ f 21 + ∆ 2 ⋅ f 22 + ∆ 3 ⋅ f 23
f 3r = 0 = f 30 + ∆1 ⋅ f 31 + ∆ 2 ⋅ f 32 + ∆ 3 ⋅ f 33

As forças fik são calculadas conforme equilíbrio dos nós (ver Figura 6).
f10 = −(−10.0 + 26.67) = −16.67
f 20 = −(−26.67 + 15.0) = 11.67
f 30 = −(−15.0 − 5.0) = 20.0
f11 = −(−1.0 − 1.0) = 2.0
f12 = f 21 = −(−0.5) = 0.5
f13 = f 31 = 0
f 22 = −(−1.0 − 1.33) = 2.33

f 23 = f 32 = −(−0.67) = 0.67
f 33 = −(−1.33 − 0.75) = 2.08

Figura 5 – Esquema de Solução


Figura 6 – Momentos de Engastamento (EIcte. = 1.0)

Para o sistema de equações [3x3] tem-se:

− 16.67 + 2.0 ⋅ ∆1 + 0.5 ⋅ ∆ 2 + 0 ⋅ ∆ 3 = 0


11.67 + 0.5 ⋅ ∆1 + 2.33 ⋅ ∆ 2 + 0.67 ⋅ ∆ 3 = 0
20.0 + 0 ⋅ ∆1 + 0.67 ⋅ ∆ 2 + 2.08 ⋅ ∆ 3 = 0

donde:

∆1 = 9.516rad; ∆ 2 = −4.723rad; ∆ 3 = −8.094rad para EI = 1.

Tendo os valores de ∆1 , ∆ 2 e ∆ 3 os momentos nas extremidades das barras


são obtidos por superposição dos efeitos. O esforço cortante pode ser obtido pelo
equilíbrio das barras isoladas. Os diagramas finais de momentos e cortante constam na
Figura 7.
Figura 7 – Diagramas finais

QUESTÃO 3 – SOLUÇÃO MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS CLÁSSICO


O pórtico possui apenas deslocabilidade interna (rotação do ponto B) se
desprezarem-se as deformações axiais das chapas AB e BD. O esquema de solução é
apresentado na Figura 8.

Figura 8- Esquema de solução para a questão

Com a compatibilidade de forças tem-se:

f1r = 0 = f10 + ∆1 ⋅ f11


Obs.: Note que o momento de 20 kNm foi passado para o Estado (0). Poder-se-ia tratá-lo no caso real.
Os momentos calculados nas extremidades das barras para o Estado (0) e
Estado (1) são apresentados conforme convenção de Grinter na Figura 9.

Figura 9 – Momentos nas extremidades das barras

Com esses momentos então:

f10 = −(20.0 − 42.0 − 40) = 62.0


f11 = −(−31500.0 − 56000.0) = 87500.0

Cálculo da rotação ∆1 :

62.0 + 87500.0 ⋅ ∆1 = 0

donde:

∆1 = −7.09 ⋅10 −4 rad

Pela superposição dos efeitos têm-se os diagramas de momento fletor e


cortante apresentados na Figura 10. O esforço cortante é obtido pelo equilíbrio das
barras isoladas.

Figura 10 – Diagramas finais


QUESTÃO 3 – PROCESSO DE CROSS
Como o pórtico possui apenas um grau de liberdade, o Processo de Cross
converge em apenas uma iteração, bastando distribuir o momento desequilibrante do nó
B para as barras adjacentes. No cálculo do momento desequilibrante deve-se considerar
o momento no sentido horário no nó (+) devido ao balanço. O processo de solução é
apresentado na Figura 11.

Os coeficientes de distribuição (µ) do nó B são dados por:

βBA = 3 / 4 = 0.75 → µ BA = 0.36


 com ∑ β = 2.08
βBD = 4 / 3 = 1.33 → µ BD = 0.64

Figura 11 – Processo de Cross para a questão 3.

Os diagramas de esforços já foram apresentados quando da solução do pórtico


pelo método dos deslocamentos clássico.
QUESTÃO 4 – SOLUÇÃO MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS CLÁSSICO
O problema apresenta gdi = 2 atrelado às rotações dos nós B e C. Na Figura 12
apresenta-se o esquema de solução.

Figura 12 – Esquema de solução para a questão

Com a compatibilidade de forças tem-se:

f1r = 0 = f10 + ∆1 ⋅ f11 + ∆ 2 ⋅ f12


f 2 r = 0 = f 20 + ∆1 ⋅ f 21 + ∆ 2 ⋅ f 22

Cálculo dos momentos de engastamento perfeito e das 𝑓1𝑖 , 𝑓2𝑖 :

Problema (0):

𝑀𝐴𝐵 = 0

𝑝𝑙 2 10. 42
𝑀𝐵𝐴 =− =− = −20 𝑘𝑁. 𝑚
8 8

𝑃𝑎𝑏 2 −20. 1,5.1,52


𝑀𝐵𝐶 = = = −7,5 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙2 32

𝑀𝐶𝐵 = 7,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑃𝑎𝑏 (𝑙 + 𝑎) 40. 2. 2 (4 + 2)
𝑀𝐶𝐷 = − . 2
=− . = −30 𝑘𝑁. 𝑚
2 𝑙 2 42

𝑀𝐷𝐶 = 0
𝑓10 − 20 − 7,5 = 0

𝑓10 = 27,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑓20 + 7,5 − 30 = 0

𝑓20 = 22,5 𝑘𝑁. 𝑚

Problema (1):

EI = 12 (adotado convenientemente)

𝑀𝐴𝐵 = 0

3. 𝐸2𝐼. 𝜙 3. 24. 1
𝑀𝐵𝐴 = − =− = −18 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 4
4. 𝐸𝐼. 𝜙 4. 12. 1
𝑀𝐵𝐶 = − =− = −16 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 3
2. 𝐸𝐼. 𝜙 2. 12. 1
𝑀𝐶𝐵 = − =− = −8 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 3

𝑀𝐶𝐷 = 𝑀𝐷𝐶 = 0

𝑓11 − 18 − 16 = 0

𝑓11 = 34 𝑘𝑁. 𝑚

𝑓21 − 8 = 0

𝑓21 = 8 𝑘𝑁. 𝑚

Problema (2):

𝑀𝐴𝐵 = 𝑀𝐵𝐴 = 0

𝑀𝐵𝐶 = −8 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐶𝐵 = −16 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐶𝐷 = −18 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐷𝐶 = 0

𝑓12 − 8 = 0
𝑓12 = 8 𝑘𝑁. 𝑚

𝑓22 − 16 − 18 = 0

𝑓22 = 34 𝑘𝑁. 𝑚

Cálculo dos ∆𝑠 :

𝑓1𝑟 = 0 = 27,5 + ∆1 . 34 + ∆2 . 8

𝑓2𝑟 = 0 = 22,5 + ∆1 . 8 + ∆2 . 34

∆1 = −0,6914 𝑟𝑎𝑑

∆2 = −0,4991 𝑟𝑎𝑑

Cálculo dos momentos reais (convenção de Grinter):

𝑀𝐴𝐵 = 0

𝑀𝐵𝐴 = −20 + (−18). (−0,6914) = −7,555 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐵𝐶 = −7,5 + (−16). (−0,6914) + (−8). (−0,4991) = +7,555 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐶𝐵 = 7,5 + (−8). (−0,6914) + (−16). (−0,4991) = +21,016 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐶𝐷 = −30 + 0 + (−18). (−0,4991) = −21,016 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀𝐷𝐶 = 0

Os Diagramas de M, V e N (convenção usual) são apresentados na Figura 13.


Figura 13 – Diagramas finais

QUESTÃO 5 – SOLUÇÃO MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS CLÁSSICO


Desprezando a deformação axial das barras, tem-se um grau de hipogeometria
igual a 3 (três rotações dos nós). O esquema de solução segue então na Figura 14.

Figura 14 – Esquema de solução para a questão


Com a compatibilidade de forças tem-se:

f1r = −20 = f10 + ∆1 ⋅ f11 + ∆ 2 ⋅ f12 + ∆ 3 ⋅ f13


f 2 r = 0 = f 20 + ∆1 ⋅ f 21 + ∆ 2 ⋅ f 22 + ∆ 3 ⋅ f 23
f 3r = 0 = f 30 + ∆1 ⋅ f 31 + ∆ 2 ⋅ f 32 + ∆ 3 ⋅ f 33

As forças fij calculadas nos nós são então calculadas com base nos momentos
nas extremidades das barras (ver Figura 15).

Figura 15 – Momentos nas extremidades das barras

Com esses momentos então:

f10 = −(90) = −90


f 20 = −(−90 + 26.7) = 63.3
f 30 = −(−26.7) = 26.7
f11 = −(−2EI − 2.67 EI − 4EI) = 8.67 EI
f12 = f 21 = −(−1.33EI) = 1.33EI
f13 = 0
f 22 = −(−2.67 EI − 3EI) = 5.67 EI
f 23 = f 32 = −(−1.5EI) = 1.5EI
f 33 = −(−3EI − 2EI − 4EI) = 9EI

Para o sistema de equações [3x3] tem-se:

− 90 + 8.67 EI ⋅ ∆1 + 1.33EI ⋅ ∆ 2 + 0 ⋅ ∆ 3 = −20


63.3 + 1.33EI ⋅ ∆1 + 5.67 EI ⋅ ∆ 2 ⋅ f 22 + 1.5EI ⋅ ∆ 3 = 0
26.7 + 0 ⋅ ∆1 + 1.5EI ⋅ ∆ 2 + 9EI ⋅ ∆ 3 = 0

donde:

10.132 13.364 0.736


∆1 = rad; ∆ 2 = − rad; ∆ 3 = − rad
EI EI EI
Com a superposição dos efeitos têm-se os diagramas finais de momento,
cortante e normal apresentados na Figura 16. O cortante e o esforço normal são
calculados com base no equilíbrio das chapas isoladas.

Figura 16 – Diagramas finais

QUESTÃO 6 – SOLUÇÃO MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS CLÁSSICO


O pórtico possui gdi = 2 e gde = 1, totalizando gd = 3. O esquema de solução é
apresentado na Figura 17.

Figura 17 – Esquema de solução para a questão


Com a compatibilidade de forças tem-se:

f1r = 0 = f10 + ∆1 ⋅ f11 + ∆ 2 ⋅ f12 + ∆ 3 ⋅ f13


f 2 r = 0 = f 20 + ∆1 ⋅ f 21 + ∆ 2 ⋅ f 22 + ∆ 3 ⋅ f 23
f 3r = 0 = f 30 + ∆1 ⋅ f 31 + ∆ 2 ⋅ f 32 + ∆ 3 ⋅ f 33

As forças fij calculadas nos nós são então calculadas com base nos momentos
nas extremidades das barras. Segue então o cálculo dos momentos de engastamento
perfeito:

Problema (0)

𝑀12 = 𝑀21 = 0

𝑀23 = 𝑀32 = 0

𝑝𝑙 2 𝑃𝑎𝑏 2 20. 62 10. 3.32


𝑀24 = + 2 = + = 67,5 𝑘𝑁. 𝑚
12 𝑙 12 62

𝑀42 = −67,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑃𝑎𝑏 (𝑙 + 𝑏) 10. 1,5. 1,5 (3 + 1,5)


𝑀45 = . = . = 5,625 𝑘𝑁. 𝑚
2 𝑙2 2 32

𝑀54 = 0

𝑓10 + 0 + 67,5 = 0

𝑓10 = −67,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑓20 − 67,5 + 5,625 = 0

𝑓20 = 61,875 𝑘𝑁. 𝑚

0
𝑓30 + =0
1,5

𝑓30 = 0 𝑘𝑁

Problema (1)

EI = 3 (adotado convenientemente)
2. 𝐸2𝐼. 𝜙 2. 6. 1
𝑀12 = − =− = −8 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 1,5

4. 𝐸2𝐼. 𝜙 4. 6. 1
𝑀21 = − =− = −16 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 1,5

3. 𝐸𝐼. 𝜙 3. 3. 1
𝑀23 = − =− = −6 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 1,5

𝑀32 = 0

4. 𝐸4𝐼. 𝜙 4. 12. 1
𝑀24 = − =− = −8 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 6

𝑀42 = −4 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀45 = 𝑀54 = 0

𝑓11 − 16 − 6 − 8 = 0

𝑓11 = 30 𝑘𝑁. 𝑚

𝑓21 − 4 = 0

𝑓21 = 4 𝑘𝑁. 𝑚

−6 (−16) (−8)
𝑓31 + − − =0
1,5 1,5 1,5

𝑓31 = 12 𝑘𝑁

Problema (2)

𝑀12 = 𝑀21 = 0

𝑀23 = 𝑀32 = 0

𝑀24 = −4 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀42 = −8 𝑘𝑁. 𝑚

3. 𝐸2𝐼. 𝜙 3. 6. 1
𝑀45 = − =− = −6 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙 3
𝑀54 = 0

𝑓12 − 0 − 4 = 0

𝑓12 = 4 𝑘𝑁. 𝑚

𝑓22 − 8 − 6 = 0

𝑓22 = 14 𝑘𝑁. 𝑚

0
𝑓32 + =0
1,5

𝑓32 = 0 𝑘𝑁

Problema (3)

3. 𝐸𝐼. ∆ 3. 3. 1
𝑀23 = = = 4 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙2 1,52

𝑀32 = 0

−6. 𝐸2𝐼. ∆ −6. 6. 1


𝑀12 = 𝑀21 = = = −16 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙2 1,52

𝑀24 = 𝑀42 = 𝑀45 = 𝑀54 = 0

4 (−16) (−16)
𝑓33 = − −
1,5 1,5 1,5

𝑓33 = 24 𝑘𝑁

Alternativamente: Cálculo das 𝑓3𝑖 pelo P.T.V (ver Figura 18)


Figura 18 – Estado de deslocamentos (virtual) adotado para o cálculo de f3i

1
𝛼=
𝑙

� 𝑇𝑒𝑥𝑡 = 0

1 1 1
𝑓3𝑖 . 1 + 𝑇𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 + 𝑀24 . 0 − 𝑀23 . + 𝑀21 . + 𝑀12 . = 0
𝑙 𝑙 𝑙

𝑇𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 = 0

1 1 1
𝑓3𝑖 = 𝑀23 . − 𝑀21 . − 𝑀12 .
1,5 1,5 1,5

𝑓30 = 0 − 0 − 0 = 0

−6 (−16) (−8)
𝑓31 = − − = 12 𝑘𝑁
1,5 1,5 1,5

𝑓32 = 0

4 (−16) (−16)
𝑓33 = − − = 24 𝑘𝑁
1,5 1,5 1,5

Cálculo dos ∆𝑠 :

𝑓1𝑟 = 0 = −67,5 + ∆1 . 30 + ∆2 . 4 + ∆3 . 12

𝑓2𝑟 = 0 = 61,875 + ∆1 . 4 + ∆2 . 14 + ∆3 . 0

𝑓3𝑟 = 0 = 0 + ∆1 . 12 + ∆2 . 0 + ∆3 . 24

∆1 = 3,7265625 𝑟𝑎𝑑
∆2 = −5,484375 𝑟𝑎𝑑

∆3 = −1,86328125 𝑚

Cálculo dos momentos reais (convenção de Grinter):

𝑀12 = 0 + (−8). 3,7265625 + (−16). (−1,86328125) = 0

𝑀21 = 0 + (−16). 3,7265625 + (−16). (−1,86328125) = −29,812 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀23 = 0 + (−6). 3,7265625 + 4. (−1,86328125) = −29,812 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀32 = 0

𝑀24 = 67,5 + (−8). 3,7265625 + (−4). (−5,484375) + 0 = 59,625 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀42 = −67,5 + (−4). 3,7265625 + (−8). (−5,484375) + 0 = −38,531 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀45 = 5,625 + 0 + (−6). (−5,484375) + 0 = 38,531 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀54 = 0

Diagrama de Mr [kNm] (convenção usual):

Diagrama de Vr [kN]:
Diagrama de Nr [kN]:

QUESTÃO 6 – PROCESSO DE CROSS


(r) = (0) + δ(1) superposição de efeitos

𝑓1𝑟 = 0 = 𝑓10 + 𝛿. 𝑓11

𝑓10
𝛿=−
𝑓11

𝑀𝑟 = 𝑀0 + 𝛿. 𝑀1
Figura 19 – Esquematização da solução

Problema (0)

a) MEPs:

𝑀12 = 𝑀21 = 0

𝑀23 = 𝑀32 = 0

𝑝𝑙 2 𝑃𝑎𝑏 2 20. 62 10. 3.32


𝑀24 = + 2 = + = 67,5 𝑘𝑁. 𝑚
12 𝑙 12 62

𝑀42 = −67,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑃𝑎𝑏 (𝑙 + 𝑏) 10. 1,5. 1,5 (3 + 1,5)


𝑀45 = . = . = 5,625 𝑘𝑁. 𝑚
2 𝑙2 2 32

𝑀54 = 0

b) Cálculo dos coeficiente de distribuição µ

𝐸𝑐 𝐼𝑐
𝑙′ = 𝑙
𝐸𝐼

Adotar Ec = E e Ic = I

Nó 2
𝐸𝐼 4 5,333
𝑙 ′ 21 = . 1,5 = 0,75 𝑚 → 𝛽21 = = 5,333 → 𝜇21 = = 0,533
𝐸2𝐼 0,75 10

𝐸𝐼 3 2
𝑙 ′ 23 = . 1,5 = 1,5 𝑚 → 𝛽23 = = 2 → 𝜇23 = = 0,2
𝐸𝐼 1,5 10

𝐸𝐼 4 2,667
𝑙 ′ 24 = . 6 = 1,5 𝑚 → 𝛽24 = = 2,667 → 𝜇24 = = 0,267
𝐸4𝐼 1,5 10

� 𝛽 = 10

Nó 4

𝐸𝐼 4 2,667
𝑙 ′ 42 = . 6 = 1,5 𝑚 → 𝛽42 = = 2,667 → 𝜇42 = = 0,571
𝐸4𝐼 1,5 4,667

𝐸𝐼 3 2
𝑙 ′ 45 = . 3 = 1,5 𝑚 → 𝛽45 = = 2 → 𝜇45 = = 0,429
𝐸2𝐼 1,5 4,667

� 𝛽 = 4,667

Resultado Processo de Cross Problema (0)

𝑀12 = −23,6 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀21 = −47,2 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀23 = −17,7 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀32 = 0

𝑀24 = 64,9 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀42 = −37,3 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀45 = +37,3 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀54 = 0

1
𝑓10 = . (−17,7 + 47,2 + 23,6) = 35,4 kN
1,5
Figura 20 – Processo de Cross
Alternativamente: T.V.E = 0

Figura 21 – Estado de deslocamentos (virtual) convenientemente adotado

1
𝛼=
𝑙

� 𝑇𝑒𝑥𝑡 = 0

1 1 1
𝑓10 . 1 + 𝑇𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 + 𝑀24 . 0 − 𝑀23 . + 𝑀21 . + 𝑀12 . = 0
𝑙 𝑙 𝑙

𝑇𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 = 0

1 1 1 1
𝑓10 = 𝑀23 . − 𝑀21 . − 𝑀12 . = . (−17,7 + 47,2 + 23,6) = 35,4 kN
1,5 1,5 1,5 1,5

Problema (1)

a) MEPs:

3. 𝐸𝐼. ∆ 3. 3. 1
𝑀23 = = = 4 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙2 1,52

𝑀32 = 0

−6. 𝐸2𝐼. ∆ −6. 6. 1


𝑀12 = 𝑀21 = = = −16 𝑘𝑁. 𝑚
𝑙2 1,52

𝑀24 = 𝑀42 = 𝑀45 = 𝑀54 = 0

b) Cálculo dos coeficientes de distribuição µ

Iguais aos calculados anteriormente.


Resultado Processo de Cross Problema (1)

𝑀12 = −12,7 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀21 = −9,4 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀23 = 6,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀32 = 0

𝑀24 = 2,9 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀42 = 0,7 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀45 = −0,7 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀54 = 0

1
𝑓11 = . (6,5 + 9,4 + 12,7) = 19,07 kN
1,5
Figura 22 – Processo de Cross

Alternativamente: T.V.E = 0 (ver Figura 23):


Figura 23 – Estado de deslocamentos (virtual) conveniente

1
𝛼=
𝑙

� 𝑇𝑒𝑥𝑡 = 0

1 1 1
𝑓11 . 1 + 𝑇𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 + 𝑀24 . 0 − 𝑀23 . + 𝑀21 . + 𝑀12 . = 0
𝑙 𝑙 𝑙

𝑇𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 = 0

1 1 1 1
𝑓11 = 𝑀23 . − 𝑀21 . − 𝑀12 . = . (6,5 + 9,4 + 12,7) = 19,07 kN
1,5 1,5 1,5 1,5

35,4
𝛿=− = −1,8563
19,07

Cálculo dos momentos reais (convenção de Grinter):

𝑀𝑟 = 𝑀0 − 1,8563. 𝑀1

𝑀12 = −23,6 − 1,8563. (−12,7) = −0,02 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀21 = −47,2 − 1,8563. (−9,4) = −29,8 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀23 = −17,7 − 1,8563. 6,5 = −29,8 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀32 = 0

𝑀24 = 64,9 − 1,8563. 2,9 = 59,5 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀42 = −37,3 − 1,8563. 0,7 = −38,6 𝑘𝑁. 𝑚


𝑀45 = +37,3 − 1,8563. (−0,7) = 38,6 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀54 = 0

Os diagramas finais de esforços já foram apresentados anteriormente.

QUESTÃO 7 – PROCESSO DE CROSS


O pórtico possui 2 deslocabilidades internas, que são as rotações dos nós B e E,
e 1 deslocabilidade externa, que é o deslocamento vertical da barra BE. Resolve-se o
pórtico pelo processo de Cross conforme esquema apresentado na Figura 24.

Figura 24 – Esquema de solução

Os coeficientes de distribuição (µ) dos nós E e B são dados por:

Nó B:

 β BA = 4 / 2 = 2 → µ BA = 0.49

 β BE = 4 / 3 = 1.33 → µ BE = 0.326 com ∑ β = 4.08
β = 3 / 4 = 0.75 → µ = 0.184
 BC BC

Nó E:

β EB = 4 / 3 = 1.33 → µ EB = 0.571
 com ∑ β = 2.33
 β ED = 4 / 4 = 1 → µ ED = 0.429
O processo iterativo de solução para o Problema (0) segue conforme Figura 25.
Os estágios de solução para cada nó e os momentos desequilibrantes são apresentados
na Tabela 1.

Figura 25 – Problema (0)

Tabela 1 – Estágios Problema (0)

Nó ΣM Estágios
E 705 1
B -134.6 2
E 22.0 3
B -6.3 4

O cálculo da força f10 dá-se por equilíbrio das barras horizontais, visto que não
contribuição adicional devido ao equilíbrio da barra vertical EB, logo não apresentada.
Na Figura 26 apresenta-se o equilíbrio feito somente para as barras AB, BC e DE.
Figura 26 – Equilíbrio do problema (0) para cálculo de f10

Do equilíbrio vertical do nó E, tem-se:

f10 = −(30 + 46.9) = −76.9kN

Os momentos de engastamento para o Problema (1) são calculados


considerando um recalque vertical arbitrário unitário no apoio E. . O processo iterativo
de solução segue conforme Figura 27, com momentos desequilibrantes multiplicados
por 10. Os estágios de solução para cada nó e os momentos desequilibrantes são
apresentados na Tabela 2.

Figura 27 – Problema (1)


Tabela 2 – Estágios Problema (1)

Nó ΣM Estágios
B 1181.3 1
E 594.9 2
B -157.0 3
E 25.6 4
B -7.3 5
E 1.2 6

O cálculo da força f11 dá-se por equilíbrio das barras horizontais, da mesma
forma apresentada para o cálculo de f10. Na Figura 26 apresenta-se o equilíbrio feito
somente para as barras AB, BC e DE.

Figura 28 – Equilíbrio do Problema (1) para cálculo de f11

Do equilíbrio vertical do nó E, tem-se:

f11 = −(−103.4) = 103.4kN

Obs.: Como procedimento alternativo ao equilíbrio dos Problemas (0) e (1), seria
possível determinar as forças f10 e f11 utilizando o PTV (Princípio dos Trabalhos
Virtuais). Seria uma maneira elegante e já apresentada em semestres anteriores na
disciplina. Por questão didática, apresentou-se aqui somente o cálculo a partir do
equilíbrio.
Pela compatibilidade de forças verticais:

f10 + ∆1 × f11 = f1r = 0

Note que a força vertical proveniente do balanço foi tratada no Problema (0), e
por isso f1r = 0. Alguns podem preferir tomá-la no Problema Real. Obviamente, isto não
altera o resultado final.

Substituindo os valores de f10 e f11:

∆1 = 0.7437cm (para baixo como convencionado)

Os momentos finais das extremidades das barras são obtidos então por
superposição dos efeitos, conforme apresentado na Figura 29.

Figura 29 – Diagramas de esforços internos reais (Mr, Vr)

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