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Professor Silvio Araujo de Sousa

Geografia
Geografia dos Conflitos
Geografia dos Conflitos 1/3 Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de
Moraes - Guarujá - SP— 23/11/2010

Geografia dos Conflitos - Principais Causas


A Geografia dos Conflitos exibe diversas áreas de tensão espalhadas pelo globo, tendo como principais
causas, as rivalidades étnicas, religiosas e nacionalistas e ainda os casos em o conflito envolve disputa
entre estados ou mudanças de fronteiras, acentuando-se também os conflitos por razões climáticas.

Índia e Paquistão - Conflito entre dois Estados


Um exemplo de conflito entre dois ou mais Estados é o que ocorre entre a Índia e Paquistão, duas po-
tências nucleares. A Índia - de maioria hindu - e o Paquistão - muçulmano - onde o dois países dispu-
tam a região da Caxemira localizada ao norte da Índia.

Colômbia - Guerra Civil


Outro exemplo de conflito é aquele que ocorre dentro de um país ( guerra civil - guerrilha ), onde gru-
pos armados objetivam a tomada do poder, é o que ocorre na Colômbia, onde a Farc ( Forças Armadas
Revolucionária da Colômbia ), controlam uma área de 42 mil km2 dentro do território colombiano, ins-
talando uma guerra civil no país e um dos conflitos mais duradouros e sangrentos da América Latina.

México - EZLN - Exército Zapatista de Libertação Nacional


No México a luta do EZLN - Exército Zapatista de Libertação Nacional - que tem sua ação no Departa-
mento de Chiapas, uma região pobre ao sul do país, sua luta é contra a política neoliberal do governo
mexicano, que exclui e marginaliza a população pobre.

Afeganistão - Apesar de grupo fundamentalista Taleban ter sido retirado do poder pelos americanos,
isto nunca trouxe estabilidade política ao país, as mulheres continuam sendo mal tratadas, tribos e
clãs (tadjique, uzbeque e hazará) continuam em luta pelo poder em algumas regiões do país.

Chechênia - Esta região do Cáucaso de importância estratégica para a Rússia por causa do petróleo,
também é motivo de grande instabilidade em função de conflitos étnicos.

Coréia do Norte - O país segue uma rota de isolamento no cenário internacional, em função de seu
programa nuclear hostil aos interesses dos Estados Unidos, Coréia do Sul, China e Japão.

Iraque - A coalização anglo-americana que derrubou Saddam Hussein, enfrenta a instabilidade políti-
ca e a ação de grupos terroristas contrários a presença de estrangeiros no país.

Sri Lanka - Conflito de origem religiosa onde Tâmeis (hinduístas) lutam contra cingaleses (budistas),
estão em luta desde 1980 (século xx). Sri Lanka proclama vitória e confirma morte de líder guerrilhei-
ro. Reportagem publicada em 19/05/2009 - RFI - Radio França Internacional o exército do Sri Lanka
anunciou nesta terça-feira ter encontrado e identificado o corpo de Velupillaï Prabhakaran, chefe da
guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (TLPT). Para o governo do Sri Lanka não restam dú-
vidas: a rebelião dos Tigres Tâmeis foi vencida militarmente. É considerado o fim da mais temível
guerrilha do mundo, que desde os anos 70 luta para a formação de um estado independente no nor-
deste da ilha. Mas o ponto final do conflito não equivale a paz.
África: Ruanda e Burundi - Conflitos entre Ruanda e Burundi, na região dos Grandes Lagos Africa-
nos, já deixaram 1 milhão de mortos e 4 milhões de refugiados, metade da população do país, em
consequência da antiga rivalidade entre as etnias tutsi e hutu.

Professor Silvio Araujo de Sousa - Geografia - Escola Estadual Professor Renê Rodrigues de Moraes - Guarujá - SP - Brasil
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Geografia dos Conflitos
Geografia dos Conflitos 2/3 Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de
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África: Nigéria - O conflito entre cristãos ao sul e muçulmanos ao norte faz parte do cotidiano da Ni-
géria. A Nigéria é o principal exportador de petróleo da África, mas a esmagadora maioria da popula-
ção, de 112 milhões de pessoas, vive na pobreza. As péssimas condições de vida são responsáveis por
boa parte das tensões religiosas do país, composto de cerca de 250 grupos étnicos.
África: Somália - A Somália não tem um governo efetivo, não há nenhum serviço público e nenhuma
força de segurança. Esta situação se prolonga desde 1991 quando os “senhores da guerra” derruba-
ram o ditador Mohamed Siad Barre, provocando o colapso do Estado e a guerra civil. O conflito ocorre
entre grupos insurgentes islâmicos acusados de ter ligação com a Al Qaeda e forças do governo apoia-
das por tropas etíopes, que tentam manter o controle sobre a capital Mogadício.
África: Argélia - A Argélia é um país árabe do norte da África que sente a volta do ambiente de terror
que dominou este país nos anos 1990, marcado por conflitos entre o Exército e grupos islâmicos radi-
cais. Em janeiro de 2007 o Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC) passou a se chamar
Al Qaeda nos Países do Magreb Islâmico, assumindo a autoria de uma série de atentados. Em um co-
municado divulgado na internet afirmou a Al Qaeda nos Países do Magreb “Não estaremos em paz até
liberarmos toda a terra do islã que está com os cruzados e com os apóstatas, e até que tornemos a
pôr os pés na nossa Andaluzia espoliada e no nosso Al Quds (Jerusalém) violado”. O grupo Al Qaeda
nos Países do Magreb tem entre 500 e 800 membros na Argélia, Mauritânia, Mali e Níger.
África: O Massacre de Darfur - Darfur é a região maior que a França localizada a oeste do Sudão, o
maior país da África, espalha-se pelo Deserto do Saara, savanas e florestas tropicais. O conflito na re-
gião confunde até experientes diplomatas, mas o fato é que desde 2003 dois milhões de pessoas já
abandonaram a região e 250 mil desde agosto de 2006, desestabilizando países vizinhos como o Cha-
de. Em quatro anos este conflito já teria causado a morte de 400 mil pessoas. Na raiz desse “conflito
étnico” estão uma disputa por petróleo, e a omissão calculada de países
como, EUA, China e França não mero acaso, o Sudão é o segundo parcei-
ro comercial da China no continente africano e Pequim compra 65% do
petróleo sudanês. São chineses os fuzis que matam em Darfur.
África: Saara Ocidental - É o conflito mais antigo da África, que con-
fronta de um lado o Marrocos e de outro a Frente Polisário numa dispu-
ta pela o soberania sobre o Saara Ocidental, uma antiga colônia espanho-
la , um território no oeste africano, controlada pelo governo do Marrocos
desde 1975, região rica em fosfato, e grande potencial pesqueiro. O terri-
tório tem como capital a cidade de El Aiun. A frente Polisário, que tem o
reconhecimento da ONU como movimento político, defende
a independência da região com o nome de República Árabe Saaraui demo-
crática. A RASD tem embaixadas em 33 países, entre eles Venezuela, Cu-
ba e Coréia do Norte.

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Palestina: Conflito Árabe-Israelense, onde os palestinos reivindicam o reconhecimento de um Estado


independente nos territórios ocupados por Israel - Faixa de Gaza e Cisjordânia. Os maiores entraves
para uma solução do conflito são; o status de Jerusalém; o controle dos mananciais hidrícos; os refu-
giados palestinos e judeus; a delimitação das fronteiras e o terrorismo.
Timor Leste: Essa ex-colônia portuguesa cuja população em sua maioria de religião católica, foi ane-
xada ao território da Indonésia ( de maioria islâmica ) em 1975. Depois de um tenso e violento conflito
separatista , onde morreu praticamente metade da população , em 1999, Timor Leste conseguiu su-
a independência, através da mediação da ONU, dos EUA e Portugal, junto ao governo da Indonésia.
No dia 20 de maio de 2002, nasce a República Democrática de Timor Leste.
Espanha: A questão do País Basco. Um movimento nacionalista pela independência do País Basco -
região ao norte da Espanha e sudoeste da França, que tem no grupo ETA ( Pátria Basca e Liberdade )
o seu braço mais violento, com atentados terroristas que abalam a nação espanhola.
Turquia: Os Curdos querem a independência do Curdistão, e para isto guerrilheiros separatistas lutam
pela independência desde os anos 80. A área em que habitam se encontra sob domínio da Turquia,
do Iraque, da Síria e do Irã.
Taiwan: Embora funcione como um país autônomo, não é reconhecido como estado soberano pela
ONU e não faz parte dos principais organismos internacionais. O governo da China considera Taiwan ”
uma província rebelde” e pleiteia sua reintegração ao território chinês desde 1949. Por 2.896 votos a
favor o Parlamento Chinês aprovou em 14 de março de 2005, uma lei anti-secessão que permitirá o
uso da força caso Taiwan decida declarar sua independência formal.
QUEM PERDE E QUEM GANHA COM ESSES CONFLITOS
Os confrontos dispersos pelo mundo fazem milhões de vitimas, sem contar os refugiados, pessoas que
fogem da violência, o número de refugiados vem crescendo progressivamente desde as últimas déca-
das do século XX , que em 1995 já chegava a 27 milhões de pessoas. Nas diversas regiões do globo
alguns povos se destacam , como no Oriente Médio ( curdos, palestinos e afegões), na Ásia Meridional
( indianos e paquistaneses ), na região dos Bálcãs ( refugiados das repúblicas da ex-Iugoslávia ) e na
África Negra ( Ruanda, Sudão, Etiópia, Somália, Serra Leoa, etc.). Mas há também quem sai ganhando
com tantos conflitos. Em 2006 a despesa total em armas dos Exércitos nacionais chegou a US$ 1,2
trilhão, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. Os cinco maiores gastadores, que continua sendo
liderado com sobras pelos Estados Unidos, foi a China, que pulou da quinta para a quarta colocação e
tornou-se o país com maior investimento militar da Ásia, superando o Japão. O aumento nos gastos
militares teve reflexo direto no comércio mundial de armas. Em 2006, o volume de armas convencio-
nais vendidas no mundo registrou alta de 50% em relação a 2002. China e Índia foram os maiores
compradores, enquanto EUA e Rússia encabeçaram a lista de exportadores. EUA e União Européia con-
tinuam fornecendo “grandes quantidades de armas” a países do Oriente Médio. fonte:[1 - Folha de São
Paulo - 12 de junho de 2007 ][2 - PIFFER,Osvaldo - Geografia geral - IBEP - pág. 57/58/59][3 - FRAN-
CO,Roberto Carlos, Geografia - Ensino Médio, Editora Frase,pág. 83] [4 - http://
blogs.universia.com.br/conflitos/2009/04/19/conflitos/

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