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1 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

AULA 1 – O DIREITO, A LEI E O ESTADO


ANTES DE COMEÇAR:
UMA DAS PRIMEIRAS CONSTITUIÇÕES ESCRITAS É A DOS ESTADOS
UNIDOS DA AMÉRICA. DEPOIS DA DECLARAÇÃO DE
INDEPENDÊNCIA, EM 1776, FOI DETERMINADA UMA NOVA FORMA
DE GOVERNO NA QUAL HAVERIA REIS, INSTITUINDO-SE O REGIME
DE REPÚBLICA DEMOCRÁTICA PRESIDENCIALISTA. NO LUGAR
DE UM REI QUE NÃO DEVE OBEDIÊNCIA A NINGÉM ALÉM DE SI
MESMO, FOI COLOCADA UMA NOVA FIGURA REPRESENTADA PELO
PRESIDENTE, QUE É APENAS MAIS UM SERVIDOR QUE DEVE
OBEDIÊNCIA ÀS LEIS TANTO QUANTO QUALQUER OUTRO
CIDADÃO.
O ESTADO É UMA ORGANIZAÇÃO DE LEIS. A DIVISÃO DOS
PODERES É UMA DAS FERRAMENTAS MAIS SEGNIFICATIVAS DO
ESTADO, POIS DIVIDE DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS AGENTES PÚBLICOS, IMPONDO A TODOS O IMPÉRIO DAS LEIS,
EM ESPECIAL A SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
PIRÂMIDE DE KELSEN: TEORIA DO SISTEMA ESTÁTICO E DINÂMICO.

CONSTITUIÇÃO É UM DOCUMENTO QUE ESTABELECE COMO SÃO FEITAS AS LEIS, E O ORDAMENTO JURÍDICO
DECORRE DA CONCORDÂNCIA DE TODAS A LEIS COM A CONSTITUIÇÃO. NA ELABORAÇÃO DE UMA LEI, O PODER
LEGISLATIVO DEVE OBEDECER À CONSTITUIÇÃO, E NEM TODOS AS NORMAS SÃO LEIS. NEM TUDO OBRIGA DA
MESMA FORMA. O PRIMEIRO FUNDAMENTO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL NA NOSSA CONSTITUIÇÃO
É A SOBERANIA. É A REGULAMENTAÇÃO JURÍDICA DO PODER - ATÉ ARTIGO 17 E 18 DA NOSSA CONSTITUIÇÃO
SÃO DIREITOS E GARANTIAS –
REGRAS NORMATIVAS – AQUELAS QUE ANUNCIAM DIREITOS, GARANTIAS E DEVERES
REGRAS CONSTRUTIVAS – AQUELAS QUE CONSTROEM O DESENHO DO ESTADO)
PODER (WEBER,1971) – UTILIZANDO-SE DE OUTRAS PALAVRAS É A POSSIBILIDADE DE UMA PESSOA IMPOR SUA
VONTADE SOBRE O COMPORTAMENTO DE OUTRA(AS).
PODER (JOHN KENNETH GALBRAITH, 1994) – CUMPRE HÁ ANOS UMA REGRA TRÍADE, COM TRÊ FORMAS PARA
SEU MANEJO E EXERCÍCIO, A SABER: A PUNIÇÃO, A COMPENSAÇÃO E A PERSUASÃO
PODER DECORRENTE DA PUNIÇÃO (CONDIGNO) – IMPÕE ÀS PREFERÊNCIAS DO INDIVÍDUO UMA
ALTERNATIVA SUFICIENTE DOLOROSA OU DEMASIADAMENTE DESAGRADÁVEL.
PODER COMPENSATÓRIO – OBTÉM A SUBMISSÃO POR MEIO DA OFERTA POSITIVA DE UMA
RECOMPENSA, OFERECENDO AO INDIVÍDUO, OU AO GRUPO, REMUNERAÇÃO DO TRABALHO.
PODER CONDICIONADO – É EXERCIDO MEDIANTE A MUDANÇA DE UMA CONVICÇÃO OU DE UMA
CRENÇA.
CELSO RIBEIRO BASTOS (2000) – INVESTIGA-SE O TERMO SOB AS SEGUINTES PERSPECTIVAS: SENTIDO MUITO
AMBRO, MATERIAL E SUBSTANCIAL E FORMAL.
CONSTITUIÇÃO EM SENTIDO MUITO AMPLO – “A MANEIRA DE SER DE QUALQUER COISA, SUA
PARTICULAR ESTRUTURA”.
CONSTITUIÇÃO EM SENTIDO MATERIAL – “É O CONJUNTO DE FORÇAS POLÍTICAS, ECONÔMICAS,
IDEOLÓGICAS ETCL, QUE CONFORMA A REALIDADE SOCIAL DE UM DETERMINADO ESTADO,
CONFIGURANDO A SUA PARTICULAR MANEIRA DE SER”.
CONTITUIÇÃO EM SENTIDO SUBSTANCIAL – DEFINE-SE PELO CONTEÚDO DE SUAS NORMAS.
CONSTITUIÇÃO EM SENTIDO FORMAL – ESSA É UMA ACEPÇÃO QUE TEM SENTIDO DIAMENTRALMENTE
OPOSTO AO ANTERIOR, POIS, EM SENTIDO FORMAL, A CONSTITUIÇÃO “É O CONJUNTO DE NORMAS
LEGISLATIVAS QUE SE DISTINGUEM DAS NÃO CONSTITUCIONAIS EM RAZÃO DE SREM PRODUZIDAS POR
UM PROCESSO LEGISLATIVO MAIS DIFUCULTOSO, VALE DIZER, UM PROCESSO FORMATIVO MAIS ÁRDUO
E MAIS SOLENE”
JOSÉ AFONSO DA SILVA (2005) – FORNECE O ELENCO DE SIGNIFICADOS:
• CONJUNTO DOS ELEMENTOS ESSENCIAIS A ALGUMA COISA: A CONSTITUIÇÃO DO UNIVERSO, A
CONSTITUIÇÃO DOS CORPOS SÓLIDOS;
• TEMPERAMENTO, COMPLEIÇÃO DO CORPO HUMANO: UMA CONSTITUIÇÃO PSICOLÓGICA EXPLIVIA,
UMA CONSTIUIÇÃO ROBUSTA;
• ORGANIZAÇÃO, FORMAÇÃO: A CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSEMBLEIA, A CONSTITUIÇÃO DE UMA
COMISSÃO;

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• O ATO DE ESTABELECER JURIDICAMENTE: A CONSTITUIÇÃO DE UM DOTE, DE RENDA, DE SOCIEDADE


ANÔNIMA;
• CONJUNTO DE NORMAS QUE REGEM UMA CORPORAÇÃO, UMA INSTITUIÇÃO: A CONSTITUIÇÃO DA
PROPRIEDADE;
• A LEI FUNDAMENTAL DE UM ESTADO. (SILVA, 2005, p.37, GRIFO NOSSO)
BONAVIDES (2006, p. 63) – DESCREVE O CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO COMO “O CONJUNTO DE NORMAS
PERTINENTES À ORGANIZAÇÃO DO PODER, À DISTRIBUIÇÃO DA COMPETÊNCIA, AO EXERCÍCIO DA AUTORIDADE,
À FORMA DE GOVERNO, AOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA, TANTO INDIVIDUAIS COMO SOCIAIS”.
PRÍNCIPIO DA LEGALIDADE
DIREITO CONSTITUCIONAL:
MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO – 2005, p.16 – É O CONHECIMENTO SISTEMATIZADO DA ORGANIZAÇÃO
JURÍDICA FUNDAMENTAL DE ESTADO;
CELSO RIBEIRO BASTOS – 2000 – VEM A SER UM ESTUDO FUNDAMENTALMENTE VOLTADO PARA A
COMPREENSÃO DO TEXTO JURÍDICO SINGULARÍSSIMO DENOMINADO CONSTITUIÇÃO.
BONAVIDES – 2006 – NO SEU CONCEITO CLÁSSICO, DE INSPIRAÇÃO LIBERAL, O DIREITO CONSTITUCIONAL TEM
BASICAMENTE POR OBJETO DETERMINAR A FORMA DE ESTADO, A FORMA DE GOVERNO E O RECONHECIMENTO
DOS DIREITO INDIVIDUAIS”.
DIREITO CONSTITUCIONAL POSITIVO (PARTICULAR/ESPECIAL) – É O ESTUDO DOS PRINCÍPIOS E NORMAS DE
UMA CONSTITUIÇÃO CONCRETA DE DETERMINADO ESTADO. (COMPREENDE, INTERPRETA, SISTEMATIZA E
CRÍTICA AS NORMAS DO ESTADO).
DIREITO CONSTITUCIONAL COMPARADO – É O ESTUDO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS DE VÁRIOS ESTADOS,
DE FORMA QUE AS SINGULARIDADES E OS CONTRASTES ENTRE ELAS SEJAM DESTACADOS.
DIREITO CONSTITUCIONAL GERAL – É A DISCIPLINA QUE PROCURA DELINEAR UMA SÉRIE DE PRINCÍPIOS,
INDAGAÇÕES, CONCEITOS E CATEGORAIS QUE, UNIFICADOS TEORICAMENTE, PODERÃO COMPOR UMA TEORIA
GERAL DE CARÁTER CIENTÍFICO. É O PONTO DE CONVERGÊNCIA DE VÁRIOS RAMOS DA CIÊNCIA
CONSTITUCIONAL.
CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA DE 1988 PODE SER CLASSIFICADA COMO UMA CONSTITUIÇÃO:
FORMAL – REÚNEM NORMAS MATERIALMENTE CONSTITUCIONAIS (AQUELAS QUE TRATAM DE MATÉRIA
CONSTITUCIONAL) E OUTRAS QUE SIMPLESMENTE CONSTAM NO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO E, PORTANTO, SÃO
APENAS FORMALMENTE CONSTITUCIONAIS.
RÍGIDA – SÃO AS QUE NÃO PODEM SER MODIFICADAS DA MESMA MANEIRA QUE AS LEIS ORDINÁRIAS.
DEMANDAM UM PROCESSO DE REFORMA MAIS COMPLICADO E SOLENE.
ANALÍTICA – POSSUEM EM SEU TEXTO REGRAS QUE PODERIAM SER TRATADAS EM NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS
DOGMÁTICA – SÃO DOCUMENTOS SOLENES, SISTEMATIZADOS EM UM TEXTO ÚNICO, QUE É FRUTO DA
APLICAÇÃO DE CERTOS PRINCÍPIOS OU DOGMAS.
DEMOCRÁTICA OU POPULARES – ORIGINAM-SE DO PODER CONSTITUINTE E EXPRIMEM O PRINCÍPIO POLÍTICO
E JURÍDICO DE QUE TODO O GOVERNO DEVE APOIAR-SE NO CONSENTIMENTO DOS GOVERNADOS E TRADUZIR A
VONTADE SOBERANA DO POVO. EX: BRASIL 1891, 1934, 1946 E 1988
ESCRITA – ESTÃO CODIFICADAS EM UM ÚNICO TEXTO.
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE DENTRO DO DESENHO CONSTITUCIONAL – A LEGALIDADE DEVE SER
OBSERVADA NA MEDIDA QUE ELA PROCURA LIMITAR AÇÃO DO PODER POLÍTICO, DO PODER ESTATAL NA
ESFERA DE COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES CONFORME O DESENHO CONSTITUCIONAL. A LEGALIDADE DENUNCIA
UM ATRIBUTO QUE VISA A CONTER A AÇÃO DO PODER POLÍTICO DO PRÓPRIO ESTADO QUE ÀS VEZES EXCEDE
NO SEU EXERCÍCIO.
PODER CONSTITUINTE
PODER CONSTITUINTE - DECORRE DIRETAMENTE DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA POPULAR. SÓ O POVO,
CONCEBIDO COMO UMA PLURALIDADE DE FORÇAS CULTURAIS, SOCIAIS E POLÍTICAS, PODE DELIBERAR SOBRE
A CONFORMAÇÃO DA SUA ORDEM POLÍTICO-SOCIAL. UM OU MAIS INDIVÍDUOS MANIFESTAM VONTADE
SOBERANA QUE PODE SER O INÍCIO DE UM NOVO NÚCLEO SOCIAL
ORIGINÁRIO - É O PODER QUE SE TEM DE CONSTITUIR UMA NOVA CONSTITUIÇÃO QUANDO UM NOVO
ESTADO É CRIADO OU QUANDO UMA CONSTITUIÇÃO É TROCADA POR OUTRA, EM UM ESTADO JÁ
EXISTENTE, SEJA ESSA SUBSTITUIÇÃO FEITA DE FORMA DEMOCRÁTICA, REVOLUCIONÁRIA OU POR
UM GOLPE DE ESTADO. SÃO CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO:
• INICIAL: NÃO EXISTE NENHUM OUTRO ANTES OU ACIMA DELE;
• INCONDICIONADO: NÃO ESTÁ SUBMETIDO A NENHUMA REGRA DE FORMA OU DE CONTEÚDO;
• PERMANENTE: CONTINUA EXISTINDO MESMO APÓS CONCLUIR A SUA OBRA;
• INALIENÁVEL: SUA TITULARIDADE NÃO É POSSÍVEL DE TRANSFERÊNCIA (A NAÇÃO NUNCA PERDE O
DIREITO DE MUDAR SUA VONTADE).
DERIVADO - É O PODER DE MODIFICAR UMA CONSTITUIÇÃO. POR EXEMPLO NO BRASIL
(NAÇÃO LUSÓFONA), PARA CONSTITUIÇÃO SER RÍGIDA, É NECESSÁRIA UM PROCESSO CHAMADO DE
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PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL (PEC), QUE DEVE SER VOTADO EM DOIS TURNOS POR CADA
CASA DO CONGRESSO NACIONAL ANTES DE VIRAR UMA EMENDA CONSTITUCIONAL E ASSIM MODIFICAR
A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. CONFORME ENSINADO PELO
CONSTITUCIONALISTA PAULO BONAVIDES:
“O PODER DE REFORMA CONSTITUCIONAL EXERCITADO PELO PODER CONSTITUINTE DERIVADO É POR
SUA NATUREZA JURÍDICA MESMA UM PODER LIMITADO, CONTIDO NUM QUADRO DE LIMITAÇÕES
EXPLÍCITAS E IMPLÍCITAS, DECORRENTES DA CONSTITUIÇÃO, A CUJOS PRINCÍPIOS SE SUJEITA, EM SEU
EXERCÍCIO, O ÓRGÃO REVISOR.”
O PODER CONSTITUINTE DERIVADO (TAMBÉM DENOMINADO REFORMADOR, SECUNDÁRIO, INSTITUÍDO,
CONSTITUÍDO, DE SEGUNDO GRAU, DE REFORMA) É UM TIPO DE PODER CONSTITUINTE QUE SE RAMIFICA
EM TRÊS ESPÉCIES:
• REFORMADOR: QUE ABRANGE AS PRERROGATIVAS DE MODIFICAR, IMPLEMENTAR OU RETIRAR
DISPOSITIVOS DA CONSTITUIÇÃO;
• DECORRENTE: TAMBÉM OBRA DO PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO. É O PODER INVESTIDOS AOS
ESTADOS MEMBROS PARA ELABORAR SUA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO, SENDO ASSIM POSSÍVEL A ESTES
ESTABELECER SUA AUTO-ORGANIZAÇÃO. DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS, SÃO ENTES QUE NÃO
POSSUEM AUTONOMIA PARA PROMULGAR CONSTITUIÇÃO.
• REVISOR: QUE, COMO EXEMPLO RETIRADO DE NOSSA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO, POSSIBILITA A
REVISÃO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS QUE NECESSITEM DE REFORMAS. TAIS REFORMAS NÃO
SE CONFUNDEM COM A REFORMA STRICTO SENSU, POIS ESTA PERPASSA POR PROCEDIMENTOS MAIS
DIFICULTOSOS E QUORUM MAIS ESPECÍFICO.

AULA 2 – DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS


DIREITOS HUMANOS E DIREITOS FUNDAMETAIS: DIREITOS HUMANOS SÃO OS PREVISTOS EM TRATADOS E
CONVENÇÕES INTERNACIONAIS; JÁ OS DIREITOS FUNDAMENTAIS SÃO OS PREVISTOS EM NORMAS DA ORDEM
JURÍDICA INTERNA DE UMA ESTADO SOBERANO.
DIREITO BRASILEIRO PROTEGE OS BENS MAIS ELEVADOS DE TODO O ORDENAMENTO QUE SÃO:
A VIDA, A LIBERDADE, A IGUALDADE, A SEGURANÇA E A PROPRIEDADE.
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: DIREITOS SÃO BENS OU VANTAGENS QUE O INDIVÍDUO PODE
USUFRUIR; ESTÃO PREVISTOS EM NORMAS DECLARATÓRIAS; GARANTIAS SÃO OS MEIOS USADOS PARA
ASSEGURAR OS DIREITOS; ESTÃO PREVISTOS EM NORMA ASSECURATÓRIAS.
CONCEITO DO DIREITO FUNDAMENTAL: FORMAL (PREVISÃO) E MATERIAL (DIGNIDADE)
FORMAL: É O EXPRESSAMENTE DESIGNADO NA CF/1988, É UM ROL EXEMPLIFICADO.
MATERIAL: É O QUE VISA GARANTIR EXISTÊNCIA DIGNA.
CARACTERISTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS:
IMPRESCRITIBILIDADE: EM REGRA, NÃO HÁ PRAZO PARA EXERCER OS DIREITOS;
INALIENABILIDADE: EM REGRA, OS DIREITOS NÃO PODEM SER VENDIDOS OU CEDIDOS;
IRRENUNCIABILIDADE: EM REGRA, NÃO É POSSÍVEL ABRIR MÃO DOS DIREITOS;
INVIOLABILIDADE: OS DIREITOS DEVEM SER RESPEITADOS PELO PODER PÚBLICO E PELA LEGISLAÇÃO;
UNIVERSALIDADE: OS DIREITOS SÃO DESTINADOS A TODOS OS SERES HUMANOS, DE FORMA INDISTINTA;
EFETIVIDADE: OS DIREITOS DEVEM SER IMPLEMENTADOS;
INTERDEPENDÊNCIA: OS DIREITOS DEVEM SER ANALISADOS DE FORMA SISTEMÁTICA;
COMPLEMENTARIDADE: OS DIREITOS FUNDAMENTAIS DEVEM SER INTERPRETADOS DE FORMA CONJUNTA
ORIGENS LEGAIS: NÃO EXISTE, NO TEXTO CONSTITUCIONAL, UM ELENCO TAXATIVO DE DIREITOS
FUNDAMENTAIS. PELO CONTRÁRIO, É UMA ENUMERAÇÃO ABERTA. A NÃO TIPICIDADE NO BRASIL VEM DESDE A
CONSTITUIÇÃO DE 1891. ALÉM DOS DIREITOS EXPLÍCITOS NO TEXTO CONTITUCIONAL, EXISTEM OS
SUBENTENDIDOS DOS DIREITOS EXPRESSOS E OS DECORRENTES DO REGIME E DOS PRINCÍPIOS CONTITUCIONAIS
E DOS TRATADOS INTERNACIONAIS SUSCRITOS PELO BRASIL.
GERAÇÕES OU DIMENSÕES DOS DIREITOS
DIREITOS DE PRIMEIRA GERAÇÃO: SÃO OS DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS; SÃO DIREITOS NEGATIVOS, POIS
EXIGEM UMA OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER (PRESTAÇÃO NEGATIVA) POR PARTE DO ESTADO. NESTA ÉPOCA DA
PRIMEIRA GERAÇÃO O VALOR A SER TUTELADO ERA LIBERDADE; SÃO DIREITOS DE DEFESA, POIS VISAM
PROTEGER A PESSOA;
DIREITOS DE SEGUNDA GERAÇÃO: SÃO OS DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS; SÃO DIREITOS
POSITIVOS, POIS EXIGEM DO ESTADO UMA PRESTAÇÃO POSITIVA, NO SENTIDO DE IMPLEMENTAR OS DIREITOS.
NA ÉPOCA DA PRIMEIRA GERAÇÃO O VALOR A SER TUTELADO ERA IGUALDADE; SÃO DIREITOS DE PRESTAÇÃO,
JÁ QUE O ESTADO DEVE ATUAR EM PROL DA PESSOA.

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DIREITOS DE TERCEIRA GERAÇÃO: SÃO OS DIREITOS RELACIONADOS AO MEIO AMBIENTE, QUALIDADE DE


VIDA, PAZ, AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS, DEFESA DO CONSUMIDOR, DA CRIANÇA, DO IDOSO; SÃO DIREITOS
DE TITULARIDADE COLETIVA, POIS A PREOCUPAÇÃO É COM O TODO E NÃO COM UMA OU ALGUMAS PESSOAS.
NA ÉPOCA DA SEGUNDA GERAÇÃO O VALOR A SER TUTELADO ERA A SOLIDARIEDADE; POR ISSO SÃO
DENOMINADOS DIREITOS DE SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE;
DIREITOS DE QUARTA GERAÇÃO: HÁ DOIS POSICIONAMENTOS: A) A PRIMEIRA CORRENTE DIZ QUE OS DIREITOS
SÃO OS RELACIONADOS COM A DEMOCRACIA, INFORMAÇÃO E PLURALISMO POLÍTICO DAS MINORIAS; B) A
SEGUNDA CORRENTE DIZ QUE SÃO DIREITOS RELACIONADOS COM A GENÉTICA, ENVOLVENDO A PREOCUPAÇÃO
COM A GÊNESE DO SER HUMANO, COMO QUESTÕES RELACIONADAS À CLONAGEM E AO ESTUDO DE CÉLULAS-
TRONCO;
DIREITOS DE QUINTA GERAÇÃO: SÃO OS DIREITOS RELACIONADOS COM A CIBERNÉTICA; A PREOCUPAÇÃO
COM O MUNDO VIRTUAL E O FUTURO DA HUMANIDADE;
DIREITO DE SEXTA GERAÇÃO: ACESSO À ÁGUA POTÁVEL.
CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
DIREITOS INDIVIDUAIS (ART. 5): SÃO OS RECONHECIDOS A UMA PESSOA FISICA OU JURÍDICA;
DIREITOS COLETIVOS (ART. 5): SÃO OS RECONHECIDOS A UM GRUPO DE PESSOAS;
DIREITOS SOCIAIS (ARTS. 6 E 193 E SS.): VISAM MELHORIA DA CONDIÇÃO DE VIDA DA PESSOA NA SOCIEDADE;
DIREITOS À NACIONALIDADE (ART. 12): SÃO OS LIGADOS COM O VÍNCULO QUE UNE UMA PESSOA À DIMENSÃO
PESSOA DO ESTADO;
DIREITOS POLÍTICOS (ARTS. 14 A 17): SÃO OS QUE PERMITEM OU RESTRINGEM A PARTICIPAÇÃO DE UMA PESSOA
NA FORMAÇÃO DA VONTADE POLÍTICA;
DIREITOS RELATIVOS AOS PARTIDOS POLÍTICOS: ABRANGEM OS DE ORGANIZAÇÃO, PARTICIPAÇÃO E
CRIAÇÃO DOS PARTIDOS (ART. 17).
PREVISÃO
• EXPRESSOS: EXPLÍCITOS NO TEXTO CONSTITUCIONAL;
• IMPLÍCITOS: DECORRENTES DOS EXPRESSOS;
• DECORRENTES DE TRATADOS INTERNACIONAIS EM QUE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SEJA PARTE.
LEVANDO EM CONTA O CARÁTER ABERTO DOS DIREITOS, HÁ A CLASSIFICAÇÃO EM:
FORMAIS: SÃO OS QUE TÊM PREVISÃO EXPLÍCITA NO TEXTO;
MATERIAIS: SÃO OS PREVISTOS EM OUTRAS NORMAS JURÍDICAS QUE NÃO AS CONSTITUCIONAIS;
CATALOGADOS: SÃO OS ENUMERADOS ENTRE OS ARTS. 52 E 17, TODOS DA CF;
FORA DO CATÁLOGO: SÃO OS ENUMERADOS NO TEXTO CONSTITUCIONAL EM OUTROS ARTIGOS QUE NÃO
SEJAM ENTRE OS ARTS. 52° A 17.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL É UMA ORDEM DO CONSTITUINTE ORIGINÁRIO, NA FIGURA DOS SEUS TRÊS PODERES:
LEGISLATIVO - É AQUELE QUE SE PREOCUPA EM ELABORAR OU MODIFICAR AS LEIS. É COMPOSTO PELOS
PARLAMENTARES, OU SEJA, OS VEREADORES (MUNICÍPIOS), OS DEPUTADOS ESTADUAIS (ESTADOS) E OS
DEPUTADOS FEDERAIS (PAÍS). ALÉM DELES, EXISTE TAMBÉM O SENADO, QUE É COMPOSTO PELOS SENADORES.
EXECUTIVO - É AQUELE QUE SE PREOCUPA EM APLICAR AS LEIS E AS POLÍTICAS SOCIAIS. É REPRESENTADO
PELOS ADMINISTRADORES, OU SEJA, OS PREFEITOS (MUNICÍPIOS), OS GOVERNADORES (ESTADOS) E PELO
PRESIDENTE (PAÍS).
JUDICIÁRIO - É O RESPONSÁVEL POR JULGAR OS CRIMES E AVALIAR AS LEIS, SE ELAS SÃO CONSTITUCIONAIS
OU NÃO, ISTO É, SE ELAS OBEDECEM À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É REPRESENTADO PELOS JUÍZES E
DESEMBARGADORES, SENDO O ÚNICO DOS TRÊS PODERES QUE NÃO É ELEITO DEMOCRATICAMENTE PELO POVO.
A SUA PRINCIPAL INSTÂNCIA É O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF).).
A ORDEM MAIS FORTE E PODEROSA QUE O DIREITO É CAPAZ FOI ESCRITA PARA SER IRREVOGÁVEL DURANTE A
VIGÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988:
ART. 5º TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA, GARANTINDO-SE AOS
BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS RESIDENTES NO PAÍS A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA, À
LIBERDADE, À IGUALDADE, À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE, NOS TERMOS SEGUINTES:
I - HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS EM DIREITOS E OBRIGAÇÕES, NOS TERMOS DESTA CONSTITUIÇÃO;
II - NINGUÉM SERÁ OBRIGADO A FAZER OU DEIXAR DE FAZER ALGUMA COISA SENÃO EM VIRTUDE DE LEI;
III - NINGUÉM SERÁ SUBMETIDO A TORTURA NEM A TRATAMENTO DESUMANO OU DEGRADANTE;
ESSE TRECHO DA CONSTITUIÇÃO NÃO. ESTE FOI ESCRITO PARA SEMPRE EXISTIR E NUNCA SER MODIFICADO, DAÍ
PORQUE ESSAS NORMAS SÃO CHAMADAS DE CLÁUSULAS PÉTREAS.
DIREITOS FUNDAMENTAIS E CLÁU
SULAS PÉTREAS: EM CONFORMIDADE COM O TEXTO CONSTITUCIONAL, OS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS
SÃO CLÁSULAS PÉTREAS DE FORMA QUE NÃO PODEM SER ABOLIDAS OU RESTRINGIDAS. A DISCUSSÃO
DOUTRINÁRIA RESIDE NA INTERPRETAÇÃO DA EXPRESSÃO INDIVIDUAL. CABE RESSALTAR QUE OS DIREITOS E
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GARANTIAS INDIVIDUAIS ESTÃO CONCENTRADOS NO ART. 54 DA CF; TRATA-SE DE UM ROL EXEMPLIFICATIVO E


NÃO TAXATIVO; É POSSÍVEL ENCONTRAR AO LONGO DO TEXTO CONSTITUCIONAL OUTROS DIREITOS E
GARANTIAS INDIVIDUAIS. UMA CLÁUSULA PÉTREA É, PORTANTO, UM ARTIGO (DISPOSITIVO) DO TEXTO
CONSTITUCIONAL QUE É ESTABELECIDO COMO REGRA E QUE NÃO PODE SOFRER NENHUMA ALTERAÇÃO.
PERCEBEMOS COMO AS CLÁUSULAS PÉTREAS FUNCIONAM, PROTEGENDO A TODOS, INCLUSIVE UMA PESSOA
ACUSADA DE HOMICÍDIO. NO BRASIL, NINGUÉM SERÁ SUBMETIDO À PENA DE PRISÃO PERPÉTUA E NEM SERÁ
IMPOSTA PENA SEM QUE TENHA SIDO PREVISTA EM LEI. ESSES MANDAMENTOS CONSTITUCIONAIS, QUE PODEM
PARECER A PRINCÍPIO UM ENTRAVE À ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA, MOSTRARAM-SE COMO FUNDAMENTOS
DE JUSTIÇA E IGUALDADE, NA MEDIDA QUE IMPEDEM JUSTIÇAMENTOS MOMENTÂNEOS E IMPÕEM UM
TRATAMENTO IGUAL PARA TODOS QUE PRATICARAM OS MESMOS ATOS.A DEFESA DOS DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS NÃO DIZ RESPEITO A UMA PESSOA, MAS A TODO O CONJUNTO DA SOCIEDADE.
HOLOCAUSTO FOI UM GENOCÍDIO ORGANIZADO PELO ESTADO ALEMÃO, ADMINISTRADO NA ÉPOCA POR
ADOLF HITLER (1889-1945) NAZISTA QUE AGIU CONTRA A POPULAÇÃO JUDAICA DE PAÍSE EUROPEUS, COMO
ALEMANHA, POLÔNIA E HOLANDA. ALÉM DE JUDEUS, TAMBÉM FORAM PARA OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO,
COMO O DA CIDADE DE AUSCHWITZ (UM DOS MAIORES), NA POLÔNIA, COMUNISTAS, POLONESES, CIGANOS,
DEFICIENTES FÍSICOS, POVOS DE ETNIAS ESLAVAS, ENTRE OUTROS. NESSES CAMPOS, ESSAS PESSOAS ERAM
OBRIGADAS A EXECUTAR TRABALHOS FORÇADOS ATÉ O EXAURIMENTO. DEPOIS ERAM TERMINANTEMENTE
“DESCARTADAS” E ENCAMINHADAS ÀS CÂMARAS DE GÁS VENENOSO, SENDO POSTERIORMENTE CREMADAS EM
CENTENAS DE FORNOS, QUE TINHAM A FUNÇÃO DE “APAGAMENTO TOTAL” DOS INDIVÍDUOS. AO TODO,
COMPUTA-SE QUE SEIS MILHÕES DE PESSOAS TENHAM MORRIDO NOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZISTAS.

AULA 3 – DIREITO ADMINISTRATIVO – DEFINIÇÕES


FUNÇÕES BÁSICAS DO ESTADO QUE SÃO REGULADAS PELO DIREITO ADMINISTRATIVO:
FUNÇÃO PÚBLICA (OU DO ESTADO): TAREFAS DESENVOLVIDAS PELO ESTADO PARA A BUSCA DO INTERESSE
PÚBLICO.
FUNÇÃO LEGISLATIVA: ESTAMOS LIDANDO COM O PODER LEGISLATIVO - ELABORA LEIS. O ESTADO INOVA O
ORDENAMENTO JURÍDICO POR MEIO DA EDIÇÃO DE NORMAS JURÍDICAS DE CUMPRIMENTO OBRIBATÓRIO.
FUNÇÃO JURISDICIONAL: ESTAMOS LIDANDO COM O PODER JUDICIÁRIO - APLICA AS LEIS. O ESTADO RESOLVE
DEFINITIVAMENTE CONTROVÉRSIAS COM BASE NA LEGISLAÇÃO.
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: O ESTADO PRATICA ATOS COM BASE NA LEI PARA BUSCAR O INTERESSE PÚBLICO.
DESEMPENHADO MEDIANTE COMPORTAMENTOS INFRALEGAIS (DECRETOS, REGULAMENTOS E OUTRAS
NORMAS ADMINISTRATIVAS) OU, EXCEPECIONALMENTE, INFRACONSTITUCIONAIS (LEIS, LEIS
COMPLEMENTARES, MEDIDAS PROVISÓRIAS) – SÃO PRATICADOS DE ACORDO COM UMA NORMA
CONSTITUCIONAL (DISCIPLINA DIRETA DA CONSTITUIÇÃO), SUBMISSOS TODOS A CONTROLE DE LEGALIDADE
DO PODER JUDICIÁRIO. A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA É EXERCIDA PRIMORDIALMENTE PELO PODER EXECUTIVO.
ENTRETANTO, OS OUTROS PODERES PRATICAM TAMBÉM ATOS DE ADMINISTRAÇÃO QUE SÃO REGIDOS PELO
DIREITO ADMINISTRATIVO.
FUNÇAO POLÍTICA: TAREFAS DO ESTADO QUE NÃO SE ENQUADRAM NAS DEMAIS FUNÇÕES, RELACIONADAS
COM QUESTÕRES POLÍTICAS, DE ESCOLHA DE FINALIDADE PELA POPULAÇÃO.
CONCEITO DE DIREITO ADMINISTRATIVO - RAMO DO DIREITO QUE SE DEDICA AO ESTUDO DA FUNÇÃO
ADMINISTRATIVA, REGULAMENTANDO O FUNCIONAMENTO DA ADMINISTRAÇÃ PÚBLICA E SEUS AGENTES.
PERGUNTA 1 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 3
NO QUE CONSISTE O DIREITO ADMINISTRATIVO?
RESPOSTA: É UM RAMO DO DIREITO QUE DISCIPLINA A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E OS ÓRGÃOS QUE A
EXERCEM.
LEGISLAÇÃO CITADA:
PREÂMBULO
NÓS, REPRESENTANTES DO POVO BRASILEIRO, REUNIDOS EM ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE PARA
INSTITUIR UM ESTADO DEMOCRÁTICO, DESTINADO A ASSEGURAR O EXERCÍCIO DOS DIREITOS SOCIAIS E
INDIVIDUAIS, A LIBERDADE, A SEGURANÇA, O BEM-ESTAR, O DESENVOLVIMENTO, A IGUALDADE E A JUSTIÇA
COMO VALORES SUPREMOS DE UMA SOCIEDADE FRATERNA, PLURALISTA E SEM PRECONCEITOS, FUNDADA NA
HARMONIA SOCIAL E COMPROMETIDA, NA ORDEM INTERNA E INTERNACIONAL, COM A SOLUÇÃO PACÍFICA DAS
CONTROVÉRSIAS, PROMULGAMOS, SOB A PROTEÇÃO DE DEUS, A SEGUINTE CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL.
TÍTULO 1
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
ART. 1" A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FORMADA PELA UNIÃO INDISSOLÚVEL DOS ESTADOS E
MUNICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL, CONSTITUI-SE EM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E TEM COMO
FUNDAMENTOS:

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I - A SOBERANIA;
II - A CIDADANIA;
III - A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA;
IV - OS VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE INICIATIVA;
V - O PLURALISMO POLÍTICO.
PARÁGRAFO ÚNICO. IODO O PODER EMANA DO POVO, QUE O EXERCE POR MEIO DE REPRESENTANTES ELEITOS
OU DIRETAMENTE, NOS TERMOS DESTA CONSTITUIÇÃO. [...1
ART. 3° CONSTITUEM OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL:
I - CONSTRUIR UMA SOCIEDADE LIVRE, JUSTA E SOLIDÁRIA;
II - GARANTIR O DESENVOLVIMENTO NACIONAL;
III - ERRADICAR A POBREZA E A MARGINALIZAÇÃO E REDUZIR AS DESIGUALDA DES SOCIAIS E REGIONAIS; IV -
PROMOVER O BEM DE TODOS, SEM PRECONCEITOS DE ORIGEM, RAÇA, SEXO COR, IDADE E QUAISQUER OUTRAS
FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.
REGIME DE DIREITO PRIVADO: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ATUA EM IGUALDADE COM OS PARTICULARES,
PRATICANDO ATOS REGIDOS POR NORMAS DE DIREITO PRIVADO.
REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO: REGIME DE DIREITO PÚBLICO TÍPIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, EM
QUE ESTA ATUA COM PRERROGATIVAS E SUJEIÇÕES QUE LHE CONFEREM SUPERIORIDADE SOBRE OS
PARTICULARES. ESTE REGIME SE RESUME A DUAS PALAVRAS: PRERROGATIVAS (SÃO OS PODERES ESPECIAIS
QUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI PARA QUE REALIZE SEUS OBJETIVOS) E SUJEIÇÕES (SÃO AS
RESTRIÇÕES QUE A LEI LHE IMPÕE, LIMITANDO AS PRERROGATIVAS E O SEU EXERCÍCIO).
PERGUNTA 3 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 3
AS REGRAS CONTIDAS NO DIREITO ADMINISTRATIVO EXISTEM PARA A GARANTIA DE QUE AS AÇÕES
REALIZADAS EM NOME DO ESTADO SEJAM PARA O BEM COMUM. APESAR DISSO, É NECESSÁRIO CONSIDERAR
QUE AS DECISÕES DO ESTADO PODEM SER MOVIDAS POR PRERROGATIVAS. O QUE ISSO SIGNIFICA?
RESPOSTA: AS PRERROGATIVAS SÃO PODERES ESPECIAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARA QUE SEJAM
ALCANÇADOS SEUS OBJETIVOS.
PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO: ESSES PRINCÍPIOS DELIMITAM OS CONTORNOS PRÓPRIOS DAS
ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS, ESTABELECENDO AS PRERROGATIVAS E AS SUJEIÇÕES QUE DEVEM SER
OBSERVADAS.
O DIREITO ADMINISTRATIVO É UM DOS RAMOS DO DIREITO PÚBLICO QUE ORGANIZA A ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA. A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É ENTENDIDA NOS SEUS TRÊS PODERES, POIS O PODER EXECUTIVO
SEGUE INTEIRAMENTE AS REGRAS DO DIREITO ADMINISTRATIVO, E OS DEMAIS PODERES, COMO O LEGISLATIVO
E O JUDICIÁRIO, NAS SUAS ATIVIDADES DE ORGANIZAÇÃO INTERNA, TAMBÉM SEGUEM AS REGRAS DO DIREITO
ADMINISTRATIVO.
PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO: PRINCÍPIO QUE DETERMINA QUE O INTERESSE PÚBLICO
PREVALECE SOBRE O PARTICULAR, DEVENDO A ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO SER PAUTADA PELAS
NECESSIDADES DO COLETIVO, EVITANDO PREFERÊNCIAS A PARTICULARES.
PERGUNTA 2 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 3
EM RELAÇÃO AO DIREITO DE CONCORRÊNCIA DURANTE A FORMA DE ATUAÇÃO NO MERCADO, QUANDO UMA
EMPRESA ESTATAL DECIDE COMPETIR COM OUTRAS EMPRESAS PRIVADAS É POSSÍVEL QUE:
I. A EMPRESA ESTATAL SE BENEFICIE EM RELAÇÃO AOS DEMAIS COMPETIDORES POR SE TRATAR DE
EMPRESA PÚBLICA.
II. A EMPRESA ESTATAL DEVE SE COLOCAR EM “PÉ DE IGUALDADE” PARA COM AS EMPRESAS PRIVADAS,
SEM QUE HAJA PRIVILÉGIOS.
III. A EMPRESA ESTATAL PODE SE PRIVILEGIAR, DE FORMA MODERADA, EM RELAÇÃO ÀS EMPRESAS
PRIVADAS, DESDE QUE O FAÇA COM BAIXA FREQUÊNCIA. ESTÁ(ÃO) CORRETA(S) A(S) AFIRMATIVA(S):
RESPOSTA: SOMENTE II.
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: DETERMINA QUE TODA A ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DEVE SER
DENTRO DO QUE DETERMINA A LEI. EXPLICADO PELO ART. 37 DA CF, SENDO VISTO GENERICAMENTE NO ART. 5,
INCISO II
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE: DETERMINA QUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DEVE TRATAR A TODOS
IGUALMENTE, SEM PRIVILÉGIOS OU PERSEGUIÇÕES.
PRINCÍPIO DA MORALIDADE: EXIGE QUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA AJA DENTRO DE SUA ATUAÇÃO, NÃO
PODE A ADMINISTRAÇÃO TENTAR ENGANAR ALGUÉM OU PRATICAR ATO COM FINALIDADE DIVERSA DA QUE
TRANSPARECE, COMO FORMA DE ENCOBRIR CONDUTA. O AGIR DA ADMINISTRAÇÃO DEVE SER DE BOA-FÉ, NÃO
HAVENDO ESPAÇO PARA ATUAÇÃO DESLEAL. SUA ATUAÇÃO PRECISA SER LEGAL E MORAL.
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: IMPÕE À ADMINISTRAÇÃO PÚBLCIA A TRANSPARÊNCIA DE SUA ATUAÇÃO,
EXIGINDO A AMPLA DIVULGAÇÃO DE TODOS OS SEUS ATOS. PERMITE QUE A POPULAÇÃO FISCALIZE A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
PRINCÍPIO DE EFICIÊNCIA: IMPÕE QUE NÃO SÓ SE PRESTE O SERVIÇO PÚBLICO, MAS TAMBÉM QUE ESTE SEJA
PRESTADO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL, COM O MENOR CUSTO E NO MENOR TEMPO POSSÍVEL.

AAP
7 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: SÃO EXIGIDOS COMPORTAMENTO


PRUDENTES, SENSATOS E DE ACORDO COM A FINALIDADE DA LEI QUE SE CUMPRE. O PRINCÍPIO DA
PROPORCIONALIDADE EXIGE QUE O MEIO ESCOLHIDO SEJA PROPORCIONAL E ADEQUADO AO FIM PRETENDIDO.
EXISTE UMA PERENE DISCUSSÃO DE QUAIS MEIOS SÃO PROPORCIONAIS AOS FINS ALMEJADOS.
PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO: NECESSÁRIO PARA QUE SE TOME CONHECIMENTO DOS FUNDAMENTOS DO ATO,
COMO FORMA DE CONTROLÁ-LOS.
PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: SEMPRE QUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
TOMAR UMA DECISÃO QUE IMPLIQUE RESTRIÇÃO À PROPRIEDADE OU À LIBERDADE DO INDIVÍDUO, DEVE SER
OPORTUNIZADO A ESTE O DIREITO DE AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO.
PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: A TAREFA DE BUSCA DO INTERESSE PÚBLICO
PELA ADMINISTRAÇÃO É INDISPONÍVEL, OU SEJA, NÃO PODE ELA DEIXAR DE BUSCÁ-LO. DESSE PRINCÍPIO
DECORRE A RESTRIÇÃO DE ATUAÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS ÀQUILO QUE DETERMINA A LEI, SENDO ESTA
EXPRESSÃO DO INTERESSE PÚBLICO.
PRINCÍPIO DO CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: OS ATOS QUE SE ENTENDAM ILEGAIS,
IMORAIS OU CONTRÁRIOS A PRINCÍPIOS PODEM SER QUESTIONADOS EM PROCESSO JUDICIAL.
PERGUNTA 4 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 3
COM BASE NO ARTIGO 37 DO DIREITO ADMINISTRATIVO, NÃO É CONSIDERADO COMO PRINCÍPIO A SER
OBEDECIDO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O:
RESPOSTA: PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.

ART. 5
ART. 37

AULA 4 – A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO E SEUS AGENTES


O ESTADO É UMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. AS PESSOAS JURÍDICAS SÃO ABSTRATAS, EXISTEM
APENAS NO MUNDO DAS IDEIAS. NÃO SE ENCONTRA UMA PESSOA JURÍDICA ANDANDO NA RUA. ELAS SÃO
CRIADAS A PARTIR DE LEIS QUE LHES ATRIBUEM PERSONALIDADE (CHAMADA DE JURÍDICA). A QUAL SE
CONSTITUI EM UM CONJUNTO DE DIREITOS E DEVERES PRÓPRIOS. A PESSOA NASCE E EXISTE REALMENTE NO
MUNDO DOS FATOS. LOGO, SE UMA PESSOA NASCE COM VIDA, INICIA A SUA PERSONALIDADE. A LEI NÃO CRIA
ESSA PERSONALIDADE, ELA APENAS A RECONHECE. NO BRASIL O ESTADO É ORGANIZADO EM FORMA
FEDERATIVA, EXISTINDO DIVERSOS ENTES DA FEDERAÇÃO E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DETERMINA TAIS
ENTES. (ART 18)
PERGUNTA 3 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 4
A ESTRUTURA ESTATAL É FORMADA POR ÓRGÃOS PÚBLICOS QUE POR SUA VEZ SÃO CLASSIFICADOS COMO:
I. UNIDADES DE ATUAÇÃO QUE CONGREGAM ATRIBUIÇÕES EXERCIDAS POR AGENTES PÚBLICOS.
II. REPRESENTA A FORMA DE ATUAÇÃO JUNTO AO MERCADO CONCORRENCIAL.
III. INCLUI OS MEIOS MATERIAIS ORDENADOS PARA REALIZAR UMA ATUAÇÃO PREDETERMINADA EM NOME
DO ESTADO.
RESPOSTA: SOMENTE I E III.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: É O NOME QUE SE DÁ À ESTRUTURA DO ESTADO, AOS ÓRGÃOS E ENTES QUE
COMPÕEM O ESTADO E QUE TÊM FUNÇÃO DE CUMPRIR COM AS FINALIDADES DO ESTADO.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA: A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA É CONCEITUADA PELO DECRETO-LEI
N. 200, DE 25/02/1967 (ART 4.) SÃO OS CHAMADOS ÓRGÃOS PÚBLICOS, E CARACTERIZAM-SE POR SEREM CONTIDOS
PELA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO, SENDO INTEGRANTE DESSA PESSOA. NÃO TÊM AUTONOMIA DE
PERSONALIDADE COM RELAÇÃO À PESSOA A QUE SÃO SUBORDINADAS (UNIÃO FEDERAL, ESTADOS, DISTRITO
FEDERAL E MUNICÍPIOS).
PERGUNTA 1 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 4
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PODE SER DIVIDIR EM DIRETA OU INDIRETA. SERÁ CONSIDERADA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA DIRETA QUANDO:
RESPOSTA: DESENVOLVIDA PELO PRÓPRIO ESTADO POR MEIO DOS AGENTES PÚBLICOS.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA: CARACTERIZA-SE POR CONSTITUIR PESSOAS JURÍDICAS DIFERENTES DA
PESSOA DE DIREITO PÚBLICO A QUE ESTÃO VINCULADAS. PODE TER A FORMA DE AUTARQUIA, EMPRESA
PÚBLICA, SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E FUNDAÇÃO. FUNDAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
INDIRETA – A DESCENTRALIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS DO ENTE DA FEDERAÇÃO -, AO CONTRÁRIO DO QUE
OCORRE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA, EM QUE HÁ UMA DESCONCENTRAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS. A
DESCENTRALIZAÇÃO PRESSUPÕE A TRANSFERÊNCIA DE COMPETÊNCIAS DE UMA PESSOA JURÍDICA PARA
OUTRA, ENQUANTO NA DESCONCENTRAÇÃO OCORRE APENAS UMA DIVISÃO DAS COMPETÊNCIAS DE UMA
MESMA PESSOA JURÍDICA ENTRE SEUS VÁRIOS ÓRGÃO INTERNOS.
PERGUNTA 2 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 4
SÃO ATIVIDADES CONSIDERADAS COMO INDIRETAS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA AQUELAS QUE SÃO:
RESPOSTA: DESENVOLVIDA POR EMPRESAS TERCEIRAS AUTORIZADAS E HOMOLOGADAS PELO ESTADO.
AAP
8 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

AUTARQUIA: SÃO PESSOA JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO E TÊM PATRIMÔNIO E PESSOAL PRÓPRIOS. (ART. 5).
FUNDAÇÕES: PATRIMÔNIO QUE TEM PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA.
EMPRESAS PÚBLICA: PODEM SER CONSTITUÍDAS POR QUALQUER FORMA ADMITIDA NA LEI, OU SEJA, PODEM
SER SOCIEDADE ANÔNIMA, LIMITADA ETC., E DEVEM SER CRIADAS POR LEI.
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA:ASSEMELHA-SE À EMPRESA PÚBLICA, POIS TAMBÉM TEM PERSONALIDADE
JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. NELA O ENTE DA FEDERAÇÃO É O DETENTOR DA MAIORIA DO CAPITAL
VOLANTE, PODENDO O RESTANTE SER DE PROPRIEDADE DE PARTICULARES.
A ADMINISTRAÇÃO PRECISA DE PESSOAS FÍSICAS PARA FUNCIONAR, POIS SÃO ELAS QUE DESEMPENHAM
SUAS FUNÇÕES E LHE DÃO VIDA. ESSAS PESSOA FÍSICAS, GENERICAMENTE, DÁ-SE O NOME:
AGENTES PÚBLICOS: QUE É “TODA PESSOA FÍSICA QUE PRESTA SERVIÇOS AO ESTADO E ÀS PESSOA JURÍDICAS
DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA”. SE SUBDIVIDEM ENTRE:
AGENTES POLÍTICOS: MANTÊM COM O ESTADO UM VÍNCULO DE NATUREZA POLÍTICA E NÃO PROFISSIONAL.
SERVIDORES PÚBLICOS: TODAS AS PESSOAS FÍSICAS QUE PRESTAM SERVIÇOS AOS ENTES DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA DIRETA E INDIRETA, COM VÍNCULO PROFISSIONAL E REMUNERAÇÃO PAGA PELO ERÁRIO. DIVIDEM-SE
EM TRÊS CATEGORIAS:
• SERVIDORES ESTATUÁRIOS: SÃO OS OCUPANTES DE CARGO PÚBLICO SUJEITOS AO REGIME ESTATUTÁRIO.
QUANDO INGRESSAM NO SERVIÇO PÚBLICO, SUA SITUAÇÃO E SUA CARREIRA SÃO PREVISTAS EM LEI, NÃO
CABENDO ACORDO DE VONTADES SOBRE A RELAÇÃO DE TRABALHO. ANTIGAMENTE CHAMADO DE
FUNCIONÁRIO PÚBLICO, ATUALMENTE DENOMINADO SERVIDORES PÚBLICOS.
• EMPREGADOS PÚBLICOS: SÃO OS CONTRATADOS SOB REGIME DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, SUJEITOS À
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO (CLT). ESSA FORMA DE CONTRATAÇÃO PODE OCORRER PARA
ALGUMAS FUNÇÕES SUBALTERNAS E COM OS REMANESCENTES DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR, QUANDO SE
ADMITIA MAIS AMPLAMENTE ESSE REGIME. OS EMPREGADOS DAS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA,
EMPRESAS PÚBLICAS E FUNDAÇÕES DE DIREITO PRIVADO INSTITUÍDAS PELO PODER PÚBLICO SÃO
OBRIGATORIAMENTE CONTRATADOS SOB REGIME TRABALHISTA.
• SERVIDORES TEMPORÁRIOS: AQUELES QUE EXERCEM FUNÇÃO POR TEMPO DETERMINADO, POR
NECESSIDADE TEMPORÁRIA DECORRENTE DE INTERESSE PÚBLICO EXCEPCIONAL (ART. 37, IX, CF) ESTÃO
SUJEITOS AO REGIME DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA PRIVADA (CLT)
PERGUNTA 4 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 4
SÃO ESPÉCIES DE AGENTES PÚBICOS:
I. OS POLÍTICOS.
II. OS SERVIDORES PÚBICOS.
III. OS SERVIDORES TEMPORÁRIOS.
ESTÁ(ÃO) CORRETA(S) A(S) AFIRMATIVA(S):
RESPOSTA: TODAS AS AFIRMATIVAS ESTÃO CORRETAS
MILITARES: OS MILITARES ERAM CONSIDERADOS SERVIDORES PÚBLICOS COMO OS DEMAIS ATÉ O ADVENTO
DA EMENDA CONSTITUCIONAL (EC) N. 18 DE 05/02/1998. A ELES SE APLICARAM EXATAMENTE AS MESMAS
REGRAS.
PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO: SÃO PESSOAS FÍSICAS QUE PRESTAM SERVIÇO AO
ESTADO, NÃO TÊM VÍNCULO PROFISSIONAL E PODEM OU NÃO RECEBER REMUNERAÇÃO. SÃO FUNÇOES
TRANSITÓRIAS QUE NÃO PODEM SER DESEMPENHADAS SÓ PELOS SERVIDORES DO QUADRO NORMAL.
CARGO, EMPREGO E FUNÇÃO: A CONSTITUIÇÃO ATRIBUI COMPETÊNCIAS, QUE SÃO DISTRIBUÍDAS AOS SEUS
ÓRGÃO PARA QUE ESTES AS EXERÇAM. DENTRO DOS ÓRGÃO EXISTEM OS SERVIDORES PÚBLICOS, CUJA
CARREIRA É DISCIPLINADA PELO ESTATUTO DOS SERVIDORES. O ESTATUTO É A LEI E CRIA OS CARGOS
EXISTENTES NOS ÓRGÃOS, DEFININDO-LHES A DENOMINAÇÃO, AS ATRIBUIÇÕES E OS VENCIMENTOS.
CARGO: CONJUNTO DE ATRIBUIÇÕES DIREITOS DO SEU OCUPANTE, DANDO-LHE OS PODERES PARA O COMÉRCIO
DE SUAS ATIVIDADES.
EMPREGO PÚBLICO: TAMBÉM CONSTITUI UMA UNIDADE DE ATRIBUIÇÕES, TAL QUAL O CARGO, CONTUDO,
DIFERENCIA-SE PELO REGIME QUE VÍNCULA A PESSOA À ADMINISTRAÇÃO, REGIDO PELA CLT.
FUNÇÃO: PODE DESIGNAR O EXERC´CIO DOS SERVIDORES TEMPORÁRIOS CONTRATADOS DE ACORDO COM O
ART. 37, INCISO IX, DA CF. TAMBÉM PODE REFERIR-SE A FUNÇÕES DE NATUREZA PERMANENTE, CORRESPONDE
A CHEFIAS, DIREÇÃO E ASSESSORAMENTO PARA OS QUAIS NÃO EXISTE CARGO ESPECÍFICO.
REGIME JURÍDICO ESTATUTÁRIO: É O REGIME TÍPICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO QUADRO EFETIVO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ELE É DENOMINADO ESTATUTÁRIO PORQUE A VIDA FUNCIONAL DO SERVIDOR ESTA
PREVISTA EM LEI, QUE É CHAMADA DE ESTATUTO. O ESTATUTO PREVÊ OS CARGOS, AS CARREIRAS, AS
REMUNERAÇÕES, OS DIREITOS, AS OBRIGAÇÕES E OS DEMAIS DEVERES DOS SERVIDORES. O SERVIDOR DEVE SE
SUJEITAR AO ESTATUTO, SENDO SUA RELAÇÃO PROFISSIONAL COM O ESTADO REGULADO APENAS POR ELE.
VENCIMENTO: A RETRIBUIÇÃO PECUNIÁRIA PELO EXERCÍCIO DE CARGO PÚBLICO, COM VALOR FIXADO EM LEI.
REMUNERAÇÃO: O VENCIMENTO DO CARGO EFETIVO, ACRESCIDA DAS VANTAGENS PECUNIÁRIAS
PERMANENTES ESTABELECIDAS EM LEI.
SUBSÍDIO: É QUE DEVE SER PAGO EM PARCELA ÚNICA, NÃO PODE HAVER ACRÉSCIMO DE OUTRAS VANTAGENS
PECUNIÁRIAS.

AAP
9 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

OS VENCIMENTOS E OS SUBSÍDIOS SÓ PODEM SER ALTERADOS POR LEI ESPECÍFICA.


ESTABILIDADE E VITALICIEDADE: OS OCUPANTES DE CARGO DE PROVIMENTO EFETIVO ADQUIREM
ESTABILIDADE APÓS TRÊS ANOS DE EXERCÍCIO. ISSO SIGNIFICA QUE ELES SÓ PERDEM O CARGO POR: SENTENÇA
JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, PROCESSO ADMINISTRATIVO EM QUE SEJA ASSEGURADO DIREITO DE
AMPLA DEFESA: CUMPRIMENTO DOS LIMITES IMPOSTOS POR LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI
COMPLEMENTAR 101 DE 04/05/2000. A VITALICIEDADE SÓ ADMITE A PERDA DO CARGO POR SENTENÇA JUDICIAL
TRANSITADA EM JULGADO, SENDO MAIS RESTRITA QUE A ESTABILIDADE. ADQUIREM VITALICIEDADE OS
MAGISTRADOS, OS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO E OS MEMBROS DOS TRIBUNAIS DE CONTAS – E ISSO APÓS
DOIS ANOS DE EXERCÍCIO.
ACUMULAÇÃO DE CARGOS: A CONSTITUIÇÃO, EM REGRA, VEDA O EXERCÍCIO SIMULTÂNEO E REMUNERADO
DE DOIS OU MAIS CARGOS, FUNÇÕES E EMPREGADOS PÚBLICOS.
EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO: O SERVIDOR PODERÁ EXERCER MANDATO ELETIVO SEM PERDER O SEU
CARGO. CASO SEJA ELEITO PRESIDENTE, VICE-PRESIDENTE, GOVERNADOR, VICE-GOVERNADOR, DEPUTADO
FEDERAL, SENADOR E DEPUTADO ESTADUAL, FICA AFASTADO ENQUANTO EXERCER O MANDATO, NÃO
RECEBENDO O VENCIMENTO OU SUBSÍDIO DO CARGO.
FÉRIAS, DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E LICENÇAS: A CONSTITUIÇÃO ASSEGURA AOS SERVIDORES O DIREITO
DE FÉRIAS REMUNERADAS, COM PAGAMENTO DO ADICIONAL DE TEMPO SOBRE O SALÁRIO.
• DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO: TAMBÉM É UMA GARANTIA CONSTITUCIONAL DOS SERVIDORES, O QUE SE
APLICA DA MESMA FORMA AOS EMPREGADOS DO SETOR PRIVADO.
• LICENÇAS: SÃO PERÍODOS EM QUE O SERVIDOR DEIXA DE EXERCER SUAS FUNÇÕES, PODENDO SER
REMUNERADAS OU NÃO. A LICENÇA PATERNIDADE E MATERNIDADE SÃO APLICÁVEIS AOS SERVIDORES,
ASSIM COMO A DESTINADA A TRATAMENTO DE SAÚDE. OUTRAS LICENÇAS PODEM SER INSTITUÍDAS PELOS
ESTATUTOS DE CADA ESFERA ADMINISTRATIVA.
DIREITO DE GREVE E SINDICALIZAÇÃO: A GREVE DOS SERVIDORES PODE SER DECLARADA ABUSIVA E SOFRER
RESTRIÇÕES, DE MANEIRA A NÃO PARALISAR AS ATIVIDADES DA ADMINISTRAÇÃO.
APOSENTADORIA E PENSÃO: RECENTES REFORMAS RESTRINGIRAM O DIREITO DE APOSENTADORIA DOS
SERVIDORES PÚBLICOS. FORAM AUMENTADOS REQUISITOS DE IDADE, TEMPO DE SERVIÇO, TEMPO DE SERVIÇO
PÚBLICO E DE CONTRIBUIÇÃO.
DEVERES: OS SERVIDORES DEVEM OBSERVAR DIVERSOS DEVERES INERENTES AO SEU CARGO E AO REGIME DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DENTRE OS DEVERES ENCONTRA-SE O DE DESEMPENHAR AS ATRIBUIÇÕES DO
CARGO OU DA FUNÇÃO, QUE EXIGE DO SERVIDOR TRABALHO EFICIENTE E PONTUAL, E O DEVER DE
HONESTIDADE OU PROBIDADE, QUE VEDA O SERVIDOR AGIR COM OBJETIVO DE PROVEITO PESSOAL E DE MODO
CORRUPTO. HÁ AINDA O DEVER DE LEALDADE E FIDELIDADE À INSTITUIÇÃO EM QUE TRABALHA).

AULA 5 – ATOS ADMINISTRATIVOS E PROCESSO ADMINISTRATIVO


FATO: É UM ACONTECIMENTO DO MUNDO REAL QUE PRODUZ UMA ALTERAÇÃO DA REALIDADE, COM
CONSEQUÊNCIAS SENSÍVEIS.
FATOS JURÍDICOS: ASSIM DENOMINADOS PORQUE PRODUZEM EFEITOS JURÍDICOS, TENDO RELEVÂNCIA PARA
O DIREITO. EM SENTIDO ESCRITO SÃO ACONTECIMENTOS QUE SUCEDEM INDEPENDENTEMENTE DA AÇÃO DO
HOMEM E QUE TÊM RELEVÂNCIA JURÍDICA.
O FATO SE TORNA JURÍDICO A PARTIR DO MOMENTO EM QUE O DIREITO LHE DÊ RELEVÂNCIA, OU SEJA, O DIREITO
PREVÊ ABSTRATAMENTE O FATO E A ELE ATRIBUI UMA DETERMINADA CONSEQUÊNCIA.
PROCESSO ADMINISTRATIVO: É O MEIO DE SE REALIZAR PROCEDIMENTOS NO ÂMBITO DO DIREITO.
PERGUNTA 1 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 5
HÁ NO CONTEXTO JURÍDICO ADMINISTRATIVO DIFERENÇAS ENTRE “FATO” E “FATO JURÍDICO”. É POSSÍVEL
AFIRMAR QUE ESSA DIFERENÇA ESTÁ RELACIONADA A:
I. FATO É UM ACONTECIMENTO DO MUNDO QUE PRODUZ UMA ALTERAÇÃO DA REALIDADE.
II. FATO JURÍDICO REPRESENTA UM FATO QUE PRODUZ EFEITO JURÍDICO.
III. FATOS INENARRÁVEIS SÃO VARIAÇÕES DE FATO JURÍDICO.
ESTÁ(ÃO) CORRETA(S) A(S) AFIRMATIVA(S):
RESPOSTA: SOMENTE I E II.
ATOS JURÍDICOS: SÃO COMPORTAMENTOS HUMANOS RELEVANTES PARA O DIREITO, QUE DEPENDEM DA
VONTADE HUMANA PARA ACONTECER. EM SENTIDO ESCRITO SÃO ATOS QUE DEPENDEM DA VONTADE
HUMANA PARA ACONTECER, MAS QUE TÊM SUAS CONSEQUÊNCIAS E SUA FORMA PREVISTA POR LEI. EM
SENTIDO LATO, OU NEGÓCIOS JURÍDICOS, É PERMITIDO QUE O PRATICANTE DISPONHA DO CONTEÚDO DO ATO,
HAVENDO MAIS LIBERDADE; PODEM SER ESTABELECIDAS CONDIÇÕES PARA O NEGÓCIO, QUE SÃO COMBINADOS
PELAS PARTES.
FATOS DA ADMINISTRAÇÃO: SÃO AQUELES LIGADOS À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEM RELEVÂNCIA PARA O
DIREITO ADMINISTRATIVO, NÃO GERANDO CONSEQUÊNCIAS DERIVADAS DESSE RAMO.
FATOS ADMINISTRATIVOS: SÃO FATOS JURÍDICOS, QUE INDEPENDEM DA VONTADE HUMANA, MAS GERAM
EFEITOS ADMINISTRATIVOS.
AAP
10 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

ATOS ADMINISTRATIVOS: INCLUEM-SE ENTRE OS ATOS JURÍDICOS, OU SEJA, TRATA-SE DE ATOS QUE
DEPENDEM DA VONTADE HUMANA. ENTRETANTO, DENTRE OS ATOS JURÍDICOS PRATICADOS NA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, NEM TODOS SÃO ATOS ADMINISTRATIVOS.
ALGUNS ATOS PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, QUE NÃO SE ENCAIXAM NOS ATOS
ADMINISTRATIVOS E SÃO CHAMADO DE ATOS DA ADMINISTRAÇÃO.
CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – (2006) ENUMERA
ATOS DA ADMINISTRAÇÃO:
ATOS REGIDOS PELO DIREITO PRIVADO: SÃO ATOS REGULADOS PELO DIREITO ADMINISTRATIVO APENAS
QUANTO ÀS CONDIÇÕES PARA QUE SEJAM REALIZADOS, NÃO LHES DEFININDO O CONTEÚDO, QUE É DE DIRIETO
PRIVADO. EX: ALUGUEL DE IMÓVEL PARA O FUNCIONAMENTO DE UMA REPARTIÇÃO PÚBLICA.
ATOS MATERIAIS: TRATA-SE DE ATOS QUE NÃO SÃO NEM JURÍDICOS, POIS NÃO TEM RELEVÂNCIA PARA O
DIREITO. EX: PAVIMENTAÇÃO DE UMA RUA.
ATOS POLÍTICOS OU DE GOVERNO: SÃO ATOS PRATICADOS NO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO POLÍTICA E
REGULAMENTADOS SOMENTE PELA CONSTITUIÇÃO, COMO A INICIATIVA OU O VETO DE UMA LEI.
PERGUNTA 2 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 5
O QUE SÃO OS ATOS POLÍTICOS OU DE GOVERNO?
RESPOSTA: SÃO ATOS PRATICADOS NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO POLÍTICA E REGULAMENTADOS SOMENTE PELA
CONSTITUIÇÃO.
MELLO (2006) CONCEITUA OS ATOS ADMINISTRAVIOS COMO A DECLARAÇÃO DO ESTADO (OU DE QUEM LHE
FAÇA ÀS VEZES – COMO, POR EXEMPLO, UM CENCESSIONÁRIO DE SERVIÇO PÚBLICO), NO EXERCÍCIO DE
PRERROGATIVAS PÚBLICAS, MANIVESTADA MEDIANTE PROVIDÊNCIAS JURÍDICAS COMPLEMENTARES DA LEI A
TÍTULO DE LHE DAR CUMPRIMENTO, E SUJEITOS A CONTROLE DE LEGITIMIDADE POR ÓRGÃO JURISDICIONAL.
ELEMENTOS DO CONCEITO:
• O ATO ADMINISTRATIVO É UMA DECLARAÇÃO JURÍDICA QUE PRODUZ EFEITOS JURÍDICOS COM RELEVÂNCIA
PARA O DIREITO;
• É PROVENIENTE DO ESTADO OU DE QUEM TENHA PRERROGATIVAS ESTATAIS;
• É EXPEDIDO FUNCAMENTANDO-SE EM PRERROGATIVAS PÚBLICAS, REGIDAS PELO DIREITO PÚBLICO
(EXCLUEM-SE, ASSIM, OS ATOS REGIDOS PELO DIREITO PRIVADO);
• É DIFERENTE DA LE, POIS É ATO COMPLEMENTAR PARA DAR CUMPRIMENTO A ELA. É GERALMENTE ATO
INFRALEGAR, QUE É PREVISTO EM LEI, PODENDO EXCEPCIONALMENTE SER ATO INFRACONSTITUCIONAL;
• ESTÁ SUJEITO A EXAME PELO PODER JUDICIÁRIO, NÃO SENDO, PORTANTO, DEFINITIVO E IMUTÁVEL.
ENTÃO VERIFICAMOS QUE O ATO ADMINISTRATIVO É UMA DECLARAÇÃO DE VONTADE DO ESTADO, FEITA
POR SEUS AGENTES, EM DECORRÊNCIA DE UMA LEI E PARA LHE DAR CUMPRIMENTO, REGIDA PELAS
REGRAS DE DIREITO PÚBLICO, QUE DECORRE DO REGIME DE PRERROGATIVAS E SUJEIÇÕES PRÓPRIAS DO
ESTADO. O ATO ADMINISTRATIVO FAZ PARTE DA ESSÊNCIA DO DIREITO ADMINISTRATIVO E É VITAL PARA A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
ATOS ADMINISTRATIVOS EM ESPÉCIE: É A CONJUNÇÃO DA FORMA COM O CONTEÚDO, PODENDO TER A FORMA
DE ALVARÁ COM CONTEÚDO DE LICENÇA OU AUTORIZAÇÃO
MARI SYLVIA ZANELLA DI PIETROL (2006) ENUMERA OS ATOS ADMINISTRATIVOS EM ESPÉCIE:
• QUANTO AO CONTEÚDO – OBJETIVO QUE O ATO PRETENDE REALIZAR, EXISTEM A AUTORIZAÇÃO, A
LICENÇA, A ADMISSÃO, A PERMISSÃO, A APROVAÇÃO, A HOMOLOGAÇÃO, O PARECER E O VISTO.
• QUANTO A FORMA – EXTERNALIZAÇÃO DO ATO, OU SEJA, A FORMA COMO ELE SURGE, TEMOS O DECRETO,
A RESOLUÇÃO E PORTARIA, A CIRCULAR, O DESPACHO E O ALVARÁ.
ELEMENTOS DO ATO ADMINISTRATIVO: SEGUNDO DI PIETRO (2006), SÃO ELEMENTOS DO ATO
ADMINISTRATIVO O SUJEITO, O OBJETIVO, A FORMA, O MOTIVO E A FINALIDADE.
SUJEITO: É AQUELE QUE TEM COMPETÊNCIA, DECORRENTE DA LEI, PARA A PRÁTICA DO ATO.
OBJETIVO: CONTEÚDO DO ATO ADMINISTRATIVO, O EFEITO JURÍDICO QUE ELE GERA.
FORMA: É A FORMA ESPECÍFICA PELA QUAL O ATO DEVE SER EXTERNALIZADO, OBEDECENDO À FORMA
ESPECÍFICA QUE A LEI LHE ESTABELECE.
FINALIDADE: É O RESULTADO QUE SE QUER ALCANÇAR COM PRÁTICA DO ATO. PARA CADA FINALIDADE QUE
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PRETENDE EXISTE UM ATO CORRESPONDENTE QUE DEVE SER UTILIZADO.
MOTIVO: O MOTIVO É DIFERENTE DA MOTIVAÇÃO, QUE É A EXPOSIÇÃO DOS MOTIVOS QUE LEVARAM À PRÁTICA
DO ATO E QUE DEVE NELE CONSTAR. “...É O PRESSUPOSTO DE FATO QUE AUTORIZA OU EXIGE A PRÁTICA DO
ATO” (MELLO 2006)
ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO: OU SEJA, CARACTERÍSTICAS INERENTES A ESSE TIPO DE ATO.
PRESUNÇÃO DE VERACIDADE – ESTABELECE QUE OS FATOS CONTIDOS, DECLARADOS OU CERTIFICADOS POR
UM ATOA ADMINISTRATIVO SÃO VERDADEIROS. E PRESUNÇÃO DE LEGALIDADE – IMPÕE QUE OS ATOS
ADMINISTRATIVOS REGULARMENTE PRATICADOS SÃO PRESUMIDOS LEGAIS, OU SEJA, DE ACORDO COM A LEI. A

AAP
11 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

FORMA, OS TERMOS, O OBJETO E OS DEMAIS ELEMENTOS DO AUTO DE INFRAÇÃO PRESUMEM-SE LÍCITOS ATÉ
PROVA EM CONTRÁRIO.
IMPERATIVIDADE: OS ATOS ADMINISTRATIVOS DEVEM SER OBSERVADOS POR TERCEIROS,
INDEPENDENTEMENTE DE SUA CONCORDÂNCIA. O ATO ADMINISTATIVO PODE ESTABELECER OBRIGAÇÕES A
TERCEIROS SEM QUE ESTEM INTERFIRAM NO ATO. A POSSIBILIDADE DE O ATO IMPOR, UNILATERALMENTE, UMA
OBRIGAÇÃO AOS PARTICULARES.
AUTOEXECUTORIEDADE: OS ATOS ADMINISTRATIVOS PODEM SER EXECUTADOS PELA PRÓPRIA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM A NECESSIDADE DE RECORRER AO JUDICIÁRIO PARA QUE ESTE DETERMINE A
EXECUÇÃO DO ATO.
TIPICIDADE: O ATO DEVE ESTAR PREVISTO EM LEI PARA SER PRATICADO, OU SEJA, É NECESSÁRIO HAVER A
PREVISÃO DE UMA SITUAÇÃO FÁTICA QUE JUSTIFIQUE O ATO PARA QUE ELE SEJA PRATICADO. CHAMA-SE TIPO
ESSA PREVISÃO LEGAL HIPOTÉTICA QUE SUPÕE UMA DETERMINADA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA. O TIPO É UM
ENUNCIADO QUE DESCREVE UMA SITUAÇÃO QUE PODE ACONTECER NO MUNDO REAL.
DISCRICIONARIEDADE E VINCULAÇÃO: OS PODERES DO ESTADO SÃO LIMITADOS POR LEI EM DECORRÊNCIA
DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. O AGIR DE UM AGENTE ADMINISTRATIVO DEVE ESTAR PREVISTO EM LEI,
DESCREVENDO SUA ATUAÇÃO E RESTRINGINDO SEUS PODERES.
VINCULAÇÃO: ATO PREVISTO PELA LEI EM TODOS OS SEUS ELEMENTOS, QUE NÃO DEIXA, PORTANTO,
LIBERDADE DE AÇÃO PARA ADMINISTRAÇÃO. A LEI ESTABELECE QUE, DIANTE DE UMA SITUAÇÃO, A
ADMINISTRAÇÃO DEVE AGIR DE UMA MANEIRA DETERMINADA QUE A PRÓPRIA LEI PREVEJA.
DISCRICIONARIEDADE: DECORRE DA LEI. SÕ ELA PODE ESTABELECER QUANDO, QUEM E EM QUE LIMITES PODE
A AUTORIDADE ATUAR COM DISCRICIONARIEDADE. A LIBERDADE, ENTRETANTO, NÃO É ABSOLUTA. É LIMITADA
PELA LEI, QUE DÁ À AUTORIDADE OS LIMITES DENTRO DOS QUAIS PODE ATUAR.
EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: PODEM SER EXTINTOS POR DIVERSAS FORMAS, QUE DECORREM DE
MOTIVOS DIFERENTES. MELLO (2006) EXPLICA AS FORMAS COMO UM ATO ADMINISTRATIVO PODE SER EXTINTO.
• PODE SE EXTINGUIR PELO CUMPRIMENTO DE SEUS EFEITOS, QUANDO O OBJETIVO DO ATO É CONCRETIZADO,
SENDO O SEU CONTEÚDO PLENAMENTE CUMPRIDO. PODE OCORRER:
✓ PELO ESGOTAMENTO DO SEU CONTEÚDO JURÍDICO, QUANDO SURTE OS EFEITOS PREVISTOS NO PRAZO
DETERMINADO
✓ PELA EXECUÇÃO MATERIAL, QUANDO O ATOA DÁ UMA ORDEM E ESTA É CUMPRIDA.
✓ PELO IMPLEMENTO DE CONDIÇÃO RESOLUTIVA OU TERMO FINAL. A CONDIÇÃO É UM EVENTO FUTURO
E INCERTO E O TERMO É UM EVENTO FUTURO E CERTO.
• A EXTINÇÃO PODE OCORRER COM O DESAPARECIMENTO DO SUJEITO OU DO OBJETO DA RELAÇÃO JURÍDICA.
• PODE OCORRER, PELA RETIRADA DO ATO, ISTO É, O PODER PÚBLICO EMITE UM ATO QUE EXTINGUE O
ANTERIOR. ISSO ACONTECE NAS SEGUINTES HIPÓTESES:
✓ REVOGAÇÃO: QUANDO O ATO É RETIRADO POR RAZÕES DE CONVENIÊNCIA OU OPORTUNIDADE. O ATO
É REVOGADO PELO PODER DISCRICIONÁRIO DA AUTORIDADE QUANDO NÃO ATENDE MAIS AO INTERESSE
PÚBLICO.
✓ INVALIDAÇÃO: RETIRADA DO ATO PORQUE ESTE FOI PRATICADO EM DESCONFORMIDADE COM O
ORDENAMENTO JURÍDICO. GERALMENTE É RETROATIVA, OPERANDO EFEITOS DESDE A DATA DA
PROLAÇÃO DO ATO. OS ATOS INVÁLIDOS, CONVÉM UMA DISTINÇÃO ENTRE ATOS ANULÁVEIS (SÃO ATOS
PRATICADOS EM DESCONFORMIDADE COM O DIREITO, MAS QUE PODEM SER POSTERIORMENTE
CONVALIDADOS PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA), NULOS (NÃO COMPORTAM CONVALIDAÇÃO.
SÃO ATOS VICIADOS QUE DEVEM SER INVALIDADOS, SE FOREM REPETIDOS, NA TENTATIVA DE
CONVALIDAÇÃO, REPETIR-SE-ÃO AOS VÍCIOS) E INEXISTENTES (QUANDO PRATICADO, NÃO CHEGA A SE
TORNAR ATO ADMINISTRATIVO, POIS NÃO ALCANÇA RELEVÂNCIA JURÍDICA).
✓ CASSAÇÃO: OCORRE QUANDO O ATO TRAZ CONDIÇÕES QUE DEVEM SER OBSERVADAS PELO
DESTINATÁRIA, E ESTE NÃO AS CUMPRE.
✓ CADUCIDADE: OCORRE QUANDO O ATO É RETIRADO PORQUE NOVA LEGISLAÇÃO NÃO PERMITE MAIS A
PRÁTICA DO ATO.
✓ CONTRAPOSIÇÃO: QUANDO UM ATO ANULA OS EFEITOS DE OUTRO, EMITIDO EM DECORRÊNCIA DE
MOTIVO E COMPETÊNCIA DIFERENTES DO PRIMEIRO.
• PODE OCORRER TAMBÉM A RENÚNCIA, QUANDO O BENEFICIÁRIO DO ATO RENUNCIA À SITUAÇÃO JURÍDICA
FAVORÁVEL QUE O ATO LHE CONFERIA.
PROCESSO ADMINISTRATIVO OU PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO: É UMA SUCESSÃO ITINERÁRIA E
ENCADEADA DE ATOS ADMINISTRATIVOS QUE TENDEM, TODOS, A UM RESULTADO E CONCLUSIVO (CELSO
ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO – 2006). OS DIVERSOS ATOS PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE
FORMA COORDENADA PARA A BUSCA DE UMA FINALIDADE MAIOR, QUE É O INTERESSE PÚBLICO, CADA UM DOS
ATOS ADMINISTRATIVOS CONSERVA SUA AUTONOMIA, ENTRETANTO SÃO TODOS TENDENTES A UM
AAP
12 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

DETERMINADO FIM. ANTES, PORÉM, DEVEMOS DISTINGUIR PROCESSO DE PROCEDIMENTO. PROCESSO É UMA
SUCESSÃO DE ATOS PREDETERMINADOS A UM FIM, ENQUANTO PROCEDIMENTO É A MANEIRA COMO O PROCESSO
SE DESENVOLVE, OU SEJA, O RITO, OS INSTRUMENTOS E AS FASES ESPECÍFICOS QUE COMPÕEM O PROCESSO. NÃO
HÁ PROCESSO SEM PROCEDIMENTO.
PERGUNTA 3 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 5
OS DIVERSOS ATOS PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE FORMA COORDENADA PARA A BUSCA DE
UMA FINALIDADE MAIOR, QUE É O INTERESSE PÚBLICO, SÃO CHAMADOS DE:
RESPOSTA: PROCESSO ADMINISTRATIVO
MODALIDADES: DIVIDE OS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS EM QUATRO MODALIDADES
PROCESSO DE EXPEDIENTE: TRATA-SE DE PROCEDIMENTOS QUE NÃO CONSTITUEM UM PROCESSO
PROPRIAMENTE DITO, MAS QUE SÃO ASSIM DENOMINADOS PELA PRÁTICA. OCORRE DE MANEIRA INFORMAL,
NÃO TEM A FINALIDADE DE RESOLVER CONTROVÉRSIAS NEM GERA, ALTERA OU SUPRIME DIREITOS DA
ADMINISTRAÇÃO OU DOS PARTICULARES QUE DELE PARTICIPAM. (REGISTRO DE DOCUMENTOS, PEDIDOS DE
CERTIDÕES E OUTROS DE CARÁTER BUROCRÁTICO DA ROTINA DA ADMINISTRAÇÃO.
PROCESSO DE OUTORGA: É TODO AQUELE “EM QUE SE PLEITEIA ALGUM DIREITO OU SITUAÇÃO INDIVIDUAL
PERANTE A ADMINISTRAÇÃO” (MEIRELLES 2005). APRESENTA UM RITO ESPECIAL PARA SUA PRÁTICA, MAS NÃO
TEM CONTRADITÓRIO, SALVO NOS CASOS DE OPOSIÇÃO DE TERCEIRO OU IMPUGNAÇÃO DA PRÓPRIA
ADMINISTRAÇÃO, O QUE ENSEJA A DEFESA DO INTERESSADO. (PROCESSOS DE ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO,
REGISTRO DE MARCAS E PATENTES, ISENÇÃO DE TRIBUTOS). AS DECISÕES DESSES PROCESSOS GERAM UM
DIREITO SUBJETIVO AO INTERESSADO, SENDO VINCULANTES E IRRETRATÁVEIS.
PERGUNTA 4 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 5
ENTRE OS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS HÁ O CHAMADO DE PROCESSO DE OUTORGA, QUE É REPRESENTADO
POR:
RESPOSTA: TODO AQUELE EM QUE SE PLEITEIA ALGUM DIREITO OU SITUAÇÃO INDIVIDUAL PERANTE A
ADMINISTRAÇÃO
PROCESSO DE CONTROLE: TRATA-SE DE PROCESSO EM QUE A ADMINISTRAÇÃO VERIFICA, DECLARA
SITUAÇÃO, DIREITO OU CONDUTA DO PARTICULAR OU DO SERVIDOR. TEM RITO PRÓPRIO, QUDNO SE
ENCONTRAM IRREGULARIDADES PASSÍVEIS DE PUNIÇÃO, DEVE SER OPORTUNIZADO O DIREITO DE DEFESA AOS
PREJUDICADOS. (PRETAÇÃO DE CONTAS PERANTE ÓRGÃOS PÚBLICOS, O LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO E AS
FISCALIZAÇÕES DE UMA MANEIRA GERAL. NÃO SE CONFUNDE COM O PROCESSO PUNITIVO, PORQUE NESTE SE
APURA A FALTA E SE APLICA A PENALIDADE, NO PROCESSO DE CONTROLE SE VERIFICAM A SITUAÇÃO E A
CONDUTA DOS ENVOLVIDOS PARA EFEITOS FUTUROS.
PROCESSO PUNITIVO: IMPOR PENALIDADE POR INFRAÇÃO A UMA LEI, REGULAMENTO OU CONTRATO.
APRESENTA NECESSARIAMENTE CONTRADITÓRIO, CONCEDENDO-SE AO PREJUDICADO DIREITO À AMPLA
DEFESA. DEVE SER OBSERVADO O DEVIDO PROCESSO LEGAL, RESPEITANDO-SE AS FASES PREVISTAS, SOB PENA
DE ILEGITIMIDADE OU NULIDADE DA SANÇÃO IMPOSTA EM DECORRÊNCIA DELE. A GRADUAÇÃO DA PENA A SER
FIXADA GERALMENTE É DISCRICIONÁRIA, DEVENDO SER TOMADA PROPORCIONALMENTE À INFRAÇÃO
COMETIDA ÀS CIRCUNSTÂNCIAS DO PUNIDO. (PROCESSOS QUE CULMINAM COM A IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE
A PARTICULAR OU SERVIDOR PÚBLICO, TAMBÉM SE ENCONTRA O PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR)
PRINCÍPIOS: EXISTEM PARA GARANTIR A LEGITIMIDADE DA DECISÃO TOMADA, ESPECIALMENTE QUANDO SE
TRATAR DE APLICAÇÃO DE UMA PENA OU RESTRIÇÃO DE UM DIREITO. NESSAS SITUAÇÕES ESTÃO SENDO
ATINGIDOS OS DIREITOS DO INTERESSADO, O PROCESSO DEVE SER RIGIDAMENTE OBSERVADO, GARANTINDO-
LHE SEUS DIREITOS E SUA DEFESA. OS PRINCÍPIOS TENDEM A EQUILIBRAR, DE UM LADO, O FORMALISMO E AS
GARANTIAS QUE LEGITIMAM A DECISÃO FINAL.
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: TEM FORTE APLICAÇÃO NO PROCESSO ADMINISTRATIVO, É ASSEGURADA A
PUBLICIDADE DO PROCESSO, DANDO-SE ACESSO A TODAS AS PEÇAS E DOCUMENTOS AOS INTERESSADOS.
QUANDO APLICADO AO PROCESSO ADMINISTRATIVO, POSSIBILITA O ACESSO AOS AUTOS A QUALQUER PESSOA
QUE TENHA INTERESSES ATINGIDOS.
PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE: POSSIBILITA A INSTAURAÇÃO DO PROCESSO POR INICIATIVA DA
ADMINISTRAÇÃO, DE OFÍCIO. NÃO HÁ NECESSIDADE DE PROVOCAÇÃO DO INTERESSADO. TAMBÉM DESSE
PRINCÍPIO DECORRE A FACULDADE DE IMPULSIONAR O PROCESSO, TOMANDO-SE AS MEDIDAS PARA QUE ELE
TRAMITE SEM A NECESSIDADE QUE O INTERESSADO ATUE.
PRINCÍPIO DA OBEDIÊNCIA À FORMA E AOS PROCEDIMENTOS: REGE-SE QUE O PROCESSO ADMINISTRATIVO
DEVE OBEDECER ÀS FORMALIDADES MÍNIMAS EXIGIDAS PARA O SEU DESENVOLVIMENTOS, DEVENDO SER
ESCRITO E DOCUMENTADO EM TODAS AS SUAS FASES. NÃO EXIGE FORMA MUITO RÍGIDA PARA O SEU
ANDAMENTO, PAUTANDO-SE PELA INFORMALIDADE DOS ATOS QUANDO A LEI NÃO EXIGIR OUTRO
COMPORTAMENTO. VIA DE REGRA, O FORMALISMO ESTÁ MAIS PRESENTE NOS PROCESSOS COM A PARTICIPAÇÃO

AAP
13 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

DE PARTICULARES, EM QUE SE EXIGE UMA RIGIDEZ MAIOR NAS FORMAS ADOTADAS. QUANDO A LEI ASSIM
EXIGIR.
PRINCÍPIO DA GRATUIDADE: DETERMINA QUE OS PROCESSO SEJAM GRATUITOS, EXCETO QUANDO A LEI
DETERMINAR A COBRANÇA DE CUSTAS. DIFERENTE DO QUE OCORRE NOS PROCESSOS JUDICIAIS, EM QUE A
CUSTAS ESTÃO PRESENTES EM TODOS OS PROCESSOS, SENDO A EXCEÇÃO A GRATUIDADE. HAVENDO LITÍGIO,
APLICAÇÃO DE SANÇÃO OU RESTRIÇÃO DE DIREITOS DE PESSOA ENVOLVIDA NO PROCESSO, DEVEM SER A ELA
OPORTUNIZADAOS O CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA, SOB PENA DE NULIDADE DO PROCESSO. O DIREITO
DE AMPLA DEFESA ENGLOBA O DE CONTRADITÓRIO. ESTE SE REFERE À POSSIBILIDADE QUE SE DÁ À PARTE
DE RESPONDER ÀS ALEGAÇÕES DA OUTRA PARTE, CONTRADITANDO OS FATOS E O DIREITO POR ELA
APRESENTADOS.
PRINCÍPIO DA PLURALIDADE DE INSTÂNCIAS: DETERMINA QUE TODAS AS DECISÕES TOMADAS EM PROCESSO
ADMINISTRATIVO ESTÃO SUJEITAS À REVISÃO POR INSTÂNCIA SUPERIOR. QUANDO SE VERIFICAR QUE A
DECISÃO É ILEGAL, PODE SER REVISTA PELA PRÓPRIA AUTORIDADE, DE OFÍCIO. ENCERRADOS OS RECURSOS
ADMINISTRATIVOS, HÁ O DIREITO DE SE RECORRER AO JUDICIÁRIO PARA REVISÃO DA DECISÃO CONTESTADA.
PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO: VERIFICA-SE O DEVER DA AUTORIDADE, NO PROCESSO ADMINISTRATIVO, DE
FUNDAMENTAR SEUS ATOS E DECISÕES. A FUNDAMENTAÇÃO DEVE SER A EXPOSIÇÃO DOS FATOS E O SEU
ENQUADRAMENTO LEGAL, APONTANDO-SE QUAL A NORMA QUE FUNDAMENTA A DECISÃO E QUAIS OS FATOS
QUE PERMITEM A APLICAÇÃO DA NORMA. AS DECISÕES E AS ALEGAÇÕES DEVEM SER FUNDAMENTADAS COMO
FORMA DE POSSIBILITAR AOS INTERESSADOS O CONTRADITÓRIO.
FASES: O PROCESSO ADMINISTRATIVO APRESENTA PELO MENOS TRÊS FASES.
INSTAURAÇÃO: É O INÍCIO DO PROCESSO, EM QUE A AUTORIDADE COMPETENTE PRATICA O ATO DA SUA
ABERTURA, INFORMANDO QUAIS OS FATOS A ELE RELACIONADOS, SEU OBJETIVO, OS INTERESSADOS E OUTROS
ELEMENTOS DE FORMAÇÃO. PODE SE INICIAR DE OFÍCIO OU A REQUERIMENTO DO INTERESSADO.
INSTRUÇÃO: É A FASE EM QUE SE APURAM FATOS E SE EXPÕEM E PRODUZEM AS PROVAS DOS FATOS QUE
CONSTITUEM OBJETO DO PROCESSO. PODEM APRESENTAR PROVAS OS INTERESSADOS, OS ACUSADOS, A
AUTORIDADE E OS DEMAIS PARTICIPANTES DO PROCESSO. MEIRELLES (2005) IDENTIFICA DUAS FASES APÓS A
INSTRUÇÃO:
• DEFESA: SERIA A FASE EM QUE O POSSÍVEL PREJUDICADO PELO PROCESSO, OU ACUSADO NO CASO DE
PROCESSO DISCIPLINAR, EXERCITA A SUA GARANTIA CONSTITUCIONAL DE CONTRADITÓRIO E AMPLA
DEFESA.
• RELATÓRIO: É A FASE EM QUE SE FAZ UMA SÍNTESE DO PROCESSO, APONTANDO-SE AS ALEGAÇÕES E AS
PROVAS DELE CONSTANTES. É ELABORADO PELA AUTORIDADE OU COMISSÃO PROCESSANTE, SENDO
OPINATIVO PARA A DECISÃO QUE SERÁ TOMADA POSTERIORMENTE PELA AUTORIDADE COMPETENTE.
DECISÃO: OU JULGAMENTO É A FASE EM QUE A AUTORIDADE COMPETENTE DECIDE O PROCESSO, ANALISANDO
OS FATOS, AS ALEGAÇÕES E AS PROVAS. PODE ACATAR O RELATÓRIO REALIZADO OU CONTRARIÁ-LO, DEVENDO
SER MOTIVADA E COM BASE NAS ALEGAÇÕES DE FATO E DE DIREITO DAS PARTES E NAS PROVAS PRODUZIDAS.

AULA 6 – LICITAÇÕES E CONTRATOS


LICITAÇÕES: SÃO OS MEIOS PELOS QUAIS A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA VAI AO MERCADO ADQUIRIR
PRODUTOS E SERVIÇOS. DEFINIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 37 – INCISO XXI - RESSALVADOS OS
CASOS ESPECIFICADOS NA LEGISLAÇÃO, AS OBRAS, SERVIÇOS, COMPRAS E ALIENAÇÕES SERÃO CONTRATADOS
MEDIANTE PROCESSO DE LICITAÇÃO PÚBLICA QUE ASSEGURE IGUALDADE DE CONDIÇÕES A TODOS OS
CONCORRENTES, COM CLÁUSULAS QUE ESTABELEÇAM OBRIGAÇÕES DE PAGAMENTO, MANTIDAS AS
CONDIÇÕES EFETIVAS DA PROPOSTA, NOS TERMOS DA LEI, O QUAL SOMENTE PERMITIRÁ AS EXIGÊNCIAS DE
QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA INDISPENSÁVEIS À GARANTIA DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES.
LEI N. 8666/93 – REGULAMENTA O ART. 37, INCISO XXI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INSTITUI NORMAS PARA
LICITAÇÕES E CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO: ALGUNS SE CONFUNDEM COM OS DO DIREITO ADMINISTRATIVO, QUE SE
APARESENTAM COM PECULIARIDADE PRÓPRIAS DO PROCEDIMENTO. JÁ OUTROS SÃO MAIS ESPECÍFICOS PARA A
LICITAÇÃO.
PERGUNTA 2 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 6
A APLICAÇÃO DO PROCESSO LICITATÓRIO BUSCA GARANTIR TRANSPARÊNCIA E MELHOR AQUISIÇÃO NO
CONTEXTO DE CUSTO-BENEFÍCIO. É NECESSÁRIO QUE HAJA UM CRITÉRIO FIXO DE VANTAGEM QUE A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PRETENDE ALCANÇAR COM A LICITAÇÃO?
RESPOSTA: NÃO HÁ CRITÉRIO FIXO PARA TODOS OS CONTRATOS, MAS É NECESSÁRIO QUE A ADMINISTRAÇÃO
FIXE A VANTAGEM QUE PRETENDE OBTER.
PRINCÍPIO DA IGUALDADE: DETERMINA QUE SEJA ASSEGURADO A TODOS O DIREITO DE PARTICIPAR DO
CERTAME, DESDE QUE ATENDAM ÀS CONDIÇÕES MÍNIMAS COLOCADAS PELO EDITAL E POSSIBILITADAS PELA
AAP
14 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

LEI. O PRÍNCIPIO TAMBÉM IMPÕE O TRATAMENTO ISONOMICO AOS PARTICIPANTES, SENDO VEDADO QUE SE DÊ
PREFERÊNCIA OU VANTAGENS INDEVIDA A UM DELES. O PRINCÍPIO DECORRE O PRINCÍPIO DA
COMPETITIVIDADE. O QUE É GARANTIDO A POSSIBILIDADE DE COMPETIÇÃO AOS PARTICIPANTES.
ART. 3º.: A LICITAÇÃO DESTINA-SE A GARANTIR A OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
ISONOMIA(IGUALDADE DE TRATAMENTO), A SELEÇÃO DA PROPOSTA MAIS VANTAJOSA PARA A ADMINISTRAÇÃO E A
PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL SUSTENTÁVEL E SERÁ PROCESSADA E JULGADA EM ESTRITA
CONFORMIDADE COM OS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LEGALIDADE, DA IMPESSOALIDADE, DA MORALIDADE, DA
IGUALDADE, DA PUBLICIDADE, DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA, DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO
CONVOCATÓRIO, DO JULGAMENTO OBJETIVO E DOS QUE LHES SÃO CORRELATOS.
§ 1O É VEDADO AOS AGENTES PÚBLICOS:
I - ADMITIR, PREVER, INCLUIR OU TOLERAR, NOS ATOS DE CONVOCAÇÃO, CLÁUSULAS OU CONDIÇÕES QUE
COMPROMETAM, RESTRINJAM OU FRUSTREM O SEU CARÁTER COMPETITIVO, INCLUSIVE NOS CASOS DE
SOCIEDADES COOPERATIVAS, E ESTABELEÇAM PREFERÊNCIAS OU DISTINÇÕES EM RAZÃO DA NATURALIDADE,
DA SEDE OU DOMICÍLIO DOS LICITANTES OU DE QUALQUER OUTRA CIRCUNSTÂNCIA IMPERTINENTE OU
IRRELEVANTE PARA O ESPECÍFICO OBJETO DO CONTRATO, RESSALVADO O DISPOSTO NOS §§ 5O A 12 DESTE
ARTIGO E NO ART. 3O DA LEI NO 8.248, DE 23 DE OUTUBRO DE 1991;
II - ESTABELECER TRATAMENTO DIFERENCIADO DE NATUREZA COMERCIAL, LEGAL, TRABALHISTA,
PREVIDENCIÁRIA OU QUALQUER OUTRA, ENTRE EMPRESAS BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS, INCLUSIVE NO QUE
SE REFERE A MOEDA, MODALIDADE E LOCAL DE PAGAMENTOS, MESMO QUANDO ENVOLVIDOS
FINANCIAMENTOS DE AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, RESSALVADO O DISPOSTO NO PARÁGRAFO SEGUINTE E
NO ART. 3O DA LEI NO 8.248, DE 23 DE OUTUBRO DE 1991.
PERGUNTA 3 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 6
O PRINCÍPIO DA COMPETITIVIDADE É REPRESENTADO PELA:
I. GARANTIA DE QUE TODOS OS PARTICIPANTES COMPETIRÃO DE ACORDO COM OS CRITÉRIOS DO EDITAL
II. GARANTIA DE QUE SOMENTE SERÁ ACEITO O PROCESSO LICITATÓRIO COM A DISPONIBILIDADE DE NO
MÍNIMO 5 CONCORRENTES.
III. GARANTIA DA PRESTAÇÃO CONTINUADA DO SERVIÇO POR NO MÁXIMO 3 MESES, SEGUINDO PARA UM NOVO
PROCESSO NA BUSCA DE FORNECEDORES MAIS EFICIENTES.
RESPOSTA: SOMENTE I
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: O PROCEDIMENTO PREVISTO NESSA LEI DEVE SER FIELMENTE OBSERVADO,
HAVENDO POUCA OU NENHUMA MARGEM PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DISPOR DO ANDAMENTO E DO
CONTEÚDO DA LICITAÇÃO. A LEI FAZ AINDA MENÇÃO A QUE A OBSERVÂNCIA DO QUE DISPÕE A LEI N 8666/93 É
DIREITO SUBJETIVO DOS PARTICIPANTES, LOGO, QUALQUER VIOLAÇÃO AO QUE COLOCA A LEI PODE SER
CONTESTADA NO JUDICIÁRIO E ENSEJA A INVALIDADE DO RESPECTIVO ATO OU DO PROCEDIMENTO INTEIRO.
ART. 4º.: TODOS QUANTOS PARTICIPEM DE LICITAÇÃO PROMOVIDA PELOS ÓRGÃOS OU ENTIDADES A QUE SE
REFERE O ART. 1º TÊM DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO À FIEL OBSERVÂNCIA DO PERTINENTE PROCEDIMENTO
ESTABELECIDO NESTA LEI, PODENDO QUALQUER CIDADÃO ACOMPANHAR O SEU DESENVOLVIMENTO, DESDE
QUE NÃO INTERFIRA DE MODO A PERTURBAR OU IMPEDIR A REALIZAÇÃO DOS TRABALHOS.
PRINCÍPIO DA MORALIDADE E DA PROBIDADE: SE IMPÕEM POR COMANDO EXPRESSO DA LEI N. 8666/93. A
MORALIDADE OU PROBIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EXIGE QUE OS COMPORTAMENTOS E OS ATOS NÃO
SEJAM SÓ LEGAIS, MAS TAMBÉM MORAIS (DEVE SER HONESTA, COM BOA FÉ EM RELAÇÃO AO CIDADÃO). A
ILEGALIDADE OU A IMORALIDADE, EM DIVERSAS HIPÓTESES, SÃO CHAMADAS DE IMPROBIDADE E PUNIDAS POR
CRIMES TIPIFICADOS NA PRÓPRIA LEI DAS LICITAÇÕES (LEI 8666/93, ARTS. 89 E 99).
PERGUNTA 4 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 6
A ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NOS PROCESSOS LICITATÓRIOS DEVE SER HONESTA E DE BOA FÉ EM
RELAÇÃO AO CIDADÃO. A ESSE PRINCÍPIO DÁ-SE O NOME DE:
RESPOSTA: PRINCÍPIO DA MORALIDADE OU DA PROBIDADE.
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE E DA OBJETIVIDADE DE JULGAMENTO: O PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE
DECORRE DA IGUALDADE E IMPÕE O TRATAMENTO IGUALITÁRIO AOS PARTICIPANTES, SEM QUE SE DÊ
PREFERÊNCIA DE CARÁTER PESSOAL A ELES. O JULGADOR NÃO PODE TER PREFERÊNCIA PESSOAIS, AMIZADES
OU INIMIZADES. A LICITAÇÃO DEVE TER CRITÉRIOS DE JULGAMENTO QUE CONDUZAM À ESCOLHA DA MELHOR
PROPOSTA, OS QUAIS DEVEM SER OBJETIVOS, FIXOS E FACILMENTE AFERÍVEIS POR QUALQUER PESSOA.
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: DETERMINA QUE TODOS OS ATOS, DOCUMENTOS E DECISÕES DAS LICITAÇÕES
SEJAM PÚBLICOS. DEVE SER DADO ACESSO TANTO ASO PARTICIPANTES, PARA QUE POSSAM COMPETIR EM
IGUALDADE COM OS DEMAIS, QUANTO AOS CIDADÃOS, COMO FORMA DE CONTROLE DOS ATOS DAS
CONTRATAÇÕES DO PODER PÚBLICO.
PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO LICITATÓRIO: OBRIGA A ADMINISTRAÇÃO E OS PARTICIPANTES
A OBSERVAREM O QUE DISPÕE O EDITAL DA LICITAÇÃO, O QUAL, UMA VEZ ELABORADO, NÃO PODE MAIS SER
ALTERADO.
OBRIGATORIEDADE: A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E A LEI DAS LICITAÇÕES OBRIGAM A ALGUMAS PESSOAS A
LICITAR E ESTABELECEM O QUE DEVE SER OBJETO DE LICITAÇÃO. O ART. 1º. DA LEI N 8666/93 AINDA IMPÓE O
DEVER À ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
AAP
15 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

ART. 1º. ESTA LEI ESTABELECE NORMAS GERAIS SOBRE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
PERTINENTES A OBRAS, SERVIÇOS, INCLUSIVE DE PUBLICIDADE, COMPRAS, ALIENAÇÕES E LOCAÇÕES NO
ÂMBITO DOS PODERES DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS.
PARÁGRAFO ÚNICO. SUBORDINAM-SE AO REGIME DESTA LEI, ALÉM DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO
DIRETA, OS FUNDOS ESPECIAIS, AS AUTARQUIAS, AS FUNDAÇÕES PÚBLICAS, AS EMPRESAS PÚBLICAS, AS
SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA E DEMAIS ENTIDADES CONTROLADAS DIRETA OU INDIRETAMENTE PELA
UNIÃO, ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS.
QUANTO AO OBJETOS DAS LICITAÇÕES, SÃO ENUMERADOS PELA LEI N. 8666/93:
ART. 2º.: AS OBRAS, SERVIÇOS, INCLUSIVE DE PUBLICIDADE, COMPRAS, ALIENAÇÕES, CONCESSÕES,
PERMISSÕES E LOCAÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, QUANDO CONTRATADAS COM TERCEIROS, SERÃO
NECESSARIAMENTE PRECEDIDAS DE LICITAÇÃO, RESSALVADAS AS HIPÓTESES PREVISTAS NESTA LEI.
DISPENSA E INEXIGIBILIDADE: A REGRA DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS COM TERCEIROS É LICITAR, MAS
A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ADMITE QUE EXISTEM CASOS EM QUE NÃO É POSSÍVEL OU CONVENIENTE
REALIZAR A LICITAÇÃO. SÃO OS CASOS DE DISPENSA E INEXIGIBILIDADE, DISCIPLINADOS PELA LEI N. 866/93 E
CHAMADOS CONTRATAÇÕES DIRETAS. A DISPENSA E A INEXIGIBILIDADE ESTÃO SUJEITAS A CONTROLE E, POR
ISSO MESMO, DEMANDAM FUNDAMENTAÇÃO E MOTIVAÇÃO PARA QUE SE POSSA AFERIR POSTERIORMENTE SUA
ADEQUAÇÃO COM A LEI
INEXIGIBILIDADE: ART. 25. É INEXIGÍVEL A LICITAÇÃO QUANDO HOUVER INVIABILIDADE DE COMPETIÇÃO,
EM ESPECIAL:
I - PARA AQUISIÇÃO DE MATERIAIS, EQUIPAMENTOS, OU GÊNEROS QUE SÓ POSSAM SER FORNECIDOS POR
PRODUTOR, EMPRESA OU REPRESENTANTE COMERCIAL EXCLUSIVO, VEDADA A PREFERÊNCIA DE MARCA,
DEVENDO A COMPROVAÇÃO DE EXCLUSIVIDADE SER FEITA ATRAVÉS DE ATESTADO FORNECIDO PELO ÓRGÃO
DE REGISTRO DO COMÉRCIO DO LOCAL EM QUE SE REALIZARIA A LICITAÇÃO OU A OBRA OU O SERVIÇO, PELO
SINDICATO, FEDERAÇÃO OU CONFEDERAÇÃO PATRONAL, OU, AINDA, PELAS ENTIDADES EQUIVALENTES;
II - PARA A CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS ENUMERADOS NO ART. 13 DESTA LEI, DE NATUREZA
SINGULAR, COM PROFISSIONAIS OU EMPRESAS DE NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO, VEDADA A INEXIGIBILIDADE
PARA SERVIÇOS DE PUBLICIDADE E DIVULGAÇÃO;
III - PARA CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAL DE QUALQUER SETOR ARTÍSTICO, DIRETAMENTE OU ATRAVÉS DE
EMPRESÁRIO EXCLUSIVO, DESDE QUE CONSAGRADO PELA CRÍTICA ESPECIALIZADA OU PELA OPINIÃO
PÚBLICA.
DISPENSA: HÁ A POSSIBILIDADE DE COMPETIÇÃO, ENTRETANTO A LEI FACULTA À ADMINISTRAÇÃO QUE NÃO
REALIZE A LICITAÇÃO, DECIDINDO DE MANEIRA DISCRICIONÁRIA SOBRE O ASSUNTO. “A DISPENSA DE
LICITAÇÃO CARACTERIZA-SE PELA CIRCUNSTÂNCIA DE QUE, EM TESE, PODERIA O PROCEDIMENTO SER
REALIZADO, MAS QUE, PELA PARTICULARIDADE DO CASO, DECIDIU O LEGISLADOR NÃO TORNÁ-LO
OBRIGATÓRIO.” COM CRITÉRIOS DE EXCEPCIONALIDADE E TAXATIVIDA (ART. 17, I E II E ART. 24 E INSCISOS DA
LEI DE LICITAÇÕES / JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO).
MODALIDADE E PROCEDIMENTOS: A LEI N. 8666/93 PREVÊ CINCO MODALIDADE DE LICITAÇÃO. AS
MODALIDADE SÃO UTILIZADAS GERALMENTE DE ACORDO COM O VALOR DO CONTRATO OU SUA
COMPLEXIDADE. TAMBÉM PODEM SER EMPREGADAS CONFORME O SEU OBJETO OU A NATUREZA DO SERVIÇO.
NO CASO DE CONCORRÊNCIA, TOMADA DE PREÇOS E CONVITE, A LEI N. 8666/93 ESTIPULA O VALOR EM QUE SÃO
CABÍVEIS:
ART. 23. AS MODALIDADES DE LICITAÇÃO A QUE SE REFEREM OS INCISOS I A III DO ARTIGO ANTERIOR SERÃO
DETERMINADAS EM FUNÇÃO DOS SEGUINTES LIMITES, TENDO EM VISTA O VALOR ESTIMADO DA
CONTRATAÇÃO:
I - PARA OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA:
A) CONVITE - ATÉ R$ 150.000,00 (CENTO E CINQÜENTA MIL REAIS);
B) TOMADA DE PREÇOS - ATÉ R$ 1.500.000,00 (UM MILHÃO E QUINHENTOS MIL REAIS);
C) CONCORRÊNCIA: ACIMA DE R$ 1.500.000,00 (UM MILHÃO E QUINHENTOS MIL REAIS);
II - PARA COMPRAS E SERVIÇOS NÃO REFERIDOS NO INCISO ANTERIOR:
A) CONVITE - ATÉ R$ 80.000,00 (OITENTA MIL REAIS);
B) TOMADA DE PREÇOS - ATÉ R$ 650.000,00 (SEISCENTOS E CINQÜENTA MIL REAIS);
C) CONCORRÊNCIA - ACIMA DE R$ 650.000,00 (SEISCENTOS E CINQÜENTA MIL REAIS).
VEJAMOS AS MODALIDADES COM OS SEUS RESPECTIVOS PROCEDIMENTOS:
CONCORRÊNCIA: § 1º CONCORRÊNCIA É A MODALIDADE DE LICITAÇÃO ENTRE QUAISQUER INTERESSADOS
QUE, NA FASE INICIAL DE HABILITAÇÃO PRELIMINAR, COMPROVEM POSSUIR OS REQUISITOS MÍNIMOS DE
QUALIFICAÇÃO EXIGIDOS NO EDITAL PARA EXECUÇÃO DE SEU OBJETO.
É A MODALIDADE COM MAIOR DIVULGAÇÃO, PERMITINDO-SE QUE QUALQUER INTERESSADO PARTICIPE, CASO
ATENDA AOS REQUISITOS DO EDITAL
FASES: EDITAL(OCORRE A DIVULGAÇÃO DA ABERTURA DA CONCORRÊNCIA), HABILITAÇÃO(RECEBE DOIS
ENVELOPES NECESSÁRIOS: DOCUMENTOS E PROPOSTAS QUE DEVE VIR LACRADO), CLASSIFICAÇÃO(SÃO
ABERTOS OS ENVELOPES COM AS PROPOSTAS DOS HABILITADOS E SÃO CLASSIFICADOS CONFORME EDITAL),
HOMOLOGAÇÃO(REALIZADA POR AUTORIDADE SUPERIOR À COMISSÃO DE LICITAÇÃO E CORRESPONDE A
AAP
16 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

APROVAÇÃO DO PROCEDIMENTO) E ADJUDICAÇÃO(ATRIBUI AO VENCEDOR A LICITAÇÃO O SEU OBJETO E


APÓS O VENCEDOR É CONVOCADO A ASSINAR O CONTRATO).
TOMADA DE PREÇO: § 2º TOMADA DE PREÇOS É A MODALIDADE DE LICITAÇÃO ENTRE INTERESSADOS
DEVIDAMENTE CADASTRADOS OU QUE ATENDEREM A TODAS AS CONDIÇÕES EXIGIDAS PARA
CADASTRAMENTO ATÉ O TERCEIRO DIA ANTERIOR À DATA DO RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS,
OBSERVADA A NECESSÁRIA QUALIFICAÇÃO.
É A MODALIDE PARA CONTRATOS DE MENOR VALOR E COMPLEXIDADE.
FASES: SÃO SEMELHANTES ÀS DA CONCORRÊNCIA, SENDO DIFERENTE A DE HABILITAÇÃO, JÁ QUE OS
PARTICIPANTES PODEM SER CADASTRADOS E HABILITADOS JUNTO AO ÓRGÃO PÚBLICO ANTES DA ABERTURA
DA LICITAÇÃO OBTENDO UM CERTIFICADO DE REGISTRO. TAMBÉM PODE OCORRER DEPOIS DO EDITAL, ATÉ
TRÊS DIAS ANTES DA ENTREGA DAS PROPOSTAS.
CONVITE: § 3º CONVITE É A MODALIDADE DE LICITAÇÃO ENTRE INTERESSADOS DO RAMO PERTINENTE
AO SEU OBJETO, CADASTRADOS OU NÃO, ESCOLHIDOS E CONVIDADOS EM NÚMERO MÍNIMO DE 3
(TRÊS) PELA UNIDADE ADMINISTRATIVA, A QUAL AFIXARÁ, EM LOCAL APROPRIADO, CÓPIA DO
INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO E O ESTENDERÁ AOS DEMAIS CADASTRADOS NA CORRESPONDENTE
ESPECIALIDADE QUE MANIFESTAREM SEU INTERESSE COM ANTECEDÊNCIA DE ATÉ 24 (VINTE E
QUATRO) HORAS DA APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS.
TAMBÉM CHAMADA DE CARTA-CONVITE, É A MODALIDADE CABÍVEL PARA OS CONTRATOS DE MENOR MONTA
E, POR ISSO, MAIS SIMPLIFICADA. A ADMINISTRAÇÃO ESCOLHE TRÊS EMPRESAS E CONVIDA PARA
PARTICIPARA DA LICITAÇÃO. O EDITAL É FIXADO EM LOCAL PRÓPRIO (NÃO PRECISA SER PUBLICADO EM
DIÁRIO OFICIAL) E POSSIBILITA QUE OUTROS, NÃO CONVIDADOS, TAMBÉM PARTICIPEM, DEVENDO
MANIFESTAR INTERESSE EM ATÉ 24HS.
CONCURSO: § 4º CONCURSO É A MODALIDADE DE LICITAÇÃO ENTRE QUAISQUER INTERESSADOS PARA
ESCOLHA DE TRABALHO TÉCNICO, CIENTÍFICO OU ARTÍSTICO, MEDIANTE A INSTITUIÇÃO DE PRÊMIOS OU
REMUNERAÇÃO AOS VENCEDORES, CONFORME CRITÉRIOS CONSTANTES DE EDITAL PUBLICADO NA
IMPRENSA OFICIAL COM ANTECEDÊNCIA MÍNIMA DE 45 (QUARENTA E CINCO) DIAS.
É A FORMA DE SELECIONAR O MELHOR TRABALHO TÉCNICO, CIENTÍFICO COM PREMIAÇÃO OU REMUNERAÇÃO
DOS VENCEDORES, CONFORME PODEMOS VER DO ART. 22 DA LEI N. 8666/93.
LEILÃO: TRATA-SE DE UM PROCEDIMENTO DE VENDA DE BENS DO ESTADO, CONFORME O CONCEITO LEGAL:
§ 5º LEILÃO É A MODALIDADE DE LICITAÇÃO ENTRE QUAISQUER INTERESSADOS PARA A VENDA DE BENS
MÓVEIS INSERVÍVEIS PARA A ADMINISTRAÇÃO OU DE PRODUTOS LEGALMENTE APREENDIDOS OU
PENHORADOS, OU PARA A ALIENAÇÃO DE BENS IMÓVEIS PREVISTA NO ART. 19, A QUEM OFERECER O
MAIOR LANCE, IGUAL OU SUPERIOR AO VALOR DA AVALIAÇÃO.
OS BENS INSERVÍVEIS A SEREM VENDIDOS SÃO AQUELES DISPONÍVEIS PARA O ESTADO QUE NÃO TÊM
UTILIDADE PÚBLICA. TAMBÉM PODEM SER VENDIDOS PRODUTOS APREENDIDOS OU PENHORADOS PELA
POLÍCIA FEDERAL OU RECEITA FEDERAL. TAMBÉM PODE SER UTILIZADO PARA VENDA DE BENS RECEBIDOS
PELO ESTADO EM DECORRÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL.
PREGÃO: MODALIDADE TRAZIDA PELA MP 2182/2001 E DEPOIS CONVERTIDA NA LEI N. 10520/2002, DESTINA-SE À
AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS COMUNS EM QUE A DISPUTAL É REALIZADA EM SESSÃO PÚBLICA POR MEIO
DE LANCES E PROPOSTAS.
ART. 1º PARA AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS COMUNS, PODERÁ SER ADOTADA A LICITAÇÃO NA
MODALIDADE DE PREGÃO, QUE SERÁ REGIDA POR ESTA LEI.
PARÁGRAFO ÚNICO. CONSIDERAM-SE BENS E SERVIÇOS COMUNS, PARA OS FINS E EFEITOS DESTE
ARTIGO, AQUELES CUJOS PADRÕES DE DESEMPENHO E QUALIDADE POSSAM SER OBJETIVAMENTE
DEFINIDOS PELO EDITAL, POR MEIO DE ESPECIFICAÇÕES USUAIS NO MERCADO.
TAL DEFINIÇÃO É ALVO DE CRÍTICS, PORQUE É TÃO VAGA QUE PODE DAR MARGEM A MUITOS SIGNIFICADOS.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: DERIVA DO CONTRATO PRIVADO (BILATERAL, CONSENSUAL,
SINALAGMÁTICO, COM DIFERENÇA DA POSIÇÃO DE IGUALDADE JURÍDICA ENTRE AS PARTES).
ADMINISTRAÇÃO PRECISA SE RELACIONAR JURIDICAMENTE COM PARTICULARES DE MODO CONSENSUAL E NÃO
SOMENTE POR MEIO DO IMPÉRIO E DA SOBERANIA, INOBSTANTE A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE
O PRIVADO E A INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO.
CONTRATO ADMINISTRATIVO MESCLA, PORTANTO, CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO PRIVADO E DO REGIME
JURÍDICO DE DIREITO PÚBLICO: A DESIGUALDADE JURÍDICA ENTRE AS PARTES (CLÁSULAS EXORBITANTES)
PARA GARANTIR O EXERCÍCIO DA FUNÇÃO SOCIAL DO ESTADO.
DEFINIÇÃO LEGAL E COMPETÊNCIA: A LEI N. 8666/93 DEFINE:
ART. 2º PARÁGRAFO ÚNICO. PARA OS FINS DESTA LEI, CONSIDERA-SE CONTRATO TODO E QUALQUER AJUSTE
ENTRE ÓRGÃOS OU ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E PARTICULARES, EM QUE HAJA UM ACORDO DE
VONTADES PARA A FORMAÇÃO DE VÍNCULO E A ESTIPULAÇÃO DE OBRIGAÇÕES RECÍPROCAS, SEJA QUAL FOR
A DENOMINAÇÃO UTILIZADA.
ART. 54. OS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS DE QUE TRATA ESTA LEI REGULAM-SE PELAS SUAS CLÁUSULAS E
PELOS PRECEITOS DE DIREITO PÚBLICO, APLICANDO-SE-LHES, SUPLETIVAMENTE, OS PRINCÍPIOS DA TEORIA
GERAL DOS CONTRATOS E AS DISPOSIÇÕES DE DIREITO PRIVADO.

AAP
17 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

ASSIM, PODEMOS AFIRMAR QUE NEM TODO CONTRATO CELEBRADO PELA ADMINISTRAÇÃO É CONTRATO
ADMINISTRATIVO. TEMOS, ENTÃO:
PERGUNTA 1 – ATIVIDADE AVALIATIVA SEMANA 6
A CONTRATAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS PELO ÓRGÃO PÚBLICO DEVE:
I. APLICAR-SE APENAS A ALGUNS ÓRGÃOS PÚBLICOS.
II. TER COMO REGRA A LICITAÇÃO.
III. SER LICITADO, PODENDO DEIXAR DE FAZÊ-LO QUANDO A LEI ASSIM DISPUSER.
ESTÁ(ÃO) CORRETA(S) A(S) AFIRMATIVA(S):
RESPOSTA: SOMENTE II E III
CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FIGURA EM ALGUM DOS POLOS, NÃO
NECESSARIAMENTE INVESTIDA DE SOBERANIA ESTATAL E SUPERIORIDADE EM RELAÇÃO AO OUTRO POLO. DÁ-
SE UMA RELAÇÃO PROEMINENTEMENTE HORIZONTAL ENTRE AS PARTES.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS – CONTRATOS CELEBRADOS PELA ADMINISTRAÇÃO REVESTIDA DO PODER
ESTATAL E REGIDOS PELO DIREITO PÚBLICO, COM DESIGUALDADE ENTRE AS PARTES.
INCIDE SOBRE O ESTADO, NESTES CASOS, A SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO. DÁ-SE UMA
RELAÇÃO VERTICAL ENTRE AS PARTES.
CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO ADMINISTRATIVO: CONTRATO O QUAL A ADMINISTRAÇÃO CELEBRA
REVESTIDA DO PODER ESTATAL E REGIDA PELO DIREITO PÚBLICO.
CONSENSUAL – CONTRATOS ADMINISTRATIVOS NÃO SÃO REAIS (COMO NO DIREITO CIVIL, EM QUE O CONTRATO
SÓ SE APERFEIÇOA COM A ENTREGA DA COISA OU COM UMA AÇÃO POSITIVA CONFIRMATÓRIA), POIS SE
APERFEIÇOAM COM A SIMPLES MANIFESTAÇÃO DE VONTADE DAS PARTES. A TRANSFERÊNCIA DA COISA
POSTERIORMENTE É CONSEQUÊNCIA CONTRATUAL.
COMUTATIVO – DIREITOS E OBRIGAÇÕES SÃO RECÍPROCOS E PREVIAMENTE ESTIPULADOS. (DIFERENTE DOS
CONTRATOS ALEATÓRIOS, NOS QUAIS O MONTANTE DA PRESTAÇÃO DE UMA OU DE AMBAS AS PARTES NÃO
PODE SER DESDE LOGO PREVISTO POR DEPENDER DE EVENTO FUTURO OU INCERTO).
DE ADESÃO – AS CLÁUSULAS SÃO PREVIAMENTE ESTABELECIDAS POR UMA DAS PARTES, OU SEJA, SÃO
UNILATERALMENTE FORMULADAS, NÃO CABENDO À OUTRA PARTE PÔR SUAS PRÓPRIAS CLÁUSULAS, O QUE
SIGNIFICA QUE NÃO SE ADMITE REDISCUSSÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. NOTE: AINDA ASSIM, TRATA-SE
DE UM CONTRATO, UMA VEZ QUE HOUVE A MANIFESTAÇÃO DE VONTADE NO MOMENTO DO ACEITE, OU SEJA,
DA DECISÃO POR CONTRATAR.
FORMAL – COMO REGRA, TEMOS QUE A FORMA ESPECIFICADA EM LEI É INDISPENSÁVEL À VALIDADE DO
CONTRATO.
ATENÇÃO: TEMOS ALGUMAS EXCEÇÕES:
A LEI 8666/1993 DISPÕE QUE O INSTRUMENTO DO CONTRATO É OBRIGATÓRIO PARA OS CONTRATOS COM
VALORES SUPERIORES AOS DAS MODALIDADES DE LICITAÇÃO, CONCORRÊNCIA OU TOMADA DE PREÇOS.
EM CASOS NOS QUAIS O VALOR DO CONTRATO SEJA INFERIOR A ESTES, É POSSÍVEL SUBSTITUIR INSTRUMENTO
DE CONTRATO POR INSTRUMENTOS MAIS SIMPLES.
ART. 62. O INSTRUMENTO DE CONTRATO É OBRIGATÓRIO NOS CASOS DE CONCORRÊNCIA E DE TOMADA DE
PREÇOS, BEM COMO NAS DISPENSAS E INEXIGIBILIDADES CUJOS PREÇOS ESTEJAM COMPREENDIDOS NOS
LIMITES DESTAS DUAS MODALIDADES DE LICITAÇÃO, E FACULTATIVO NOS DEMAIS EM QUE A ADMINISTRAÇÃO
PUDER SUBSTITUÍ-LO POR OUTROS INSTRUMENTOS HÁBEIS, TAIS COMO CARTA-CONTRATO, NOTA DE
EMPENHO DE DESPESA, AUTORIZAÇÃO DE COMPRA OU ORDEM DE EXECUÇÃO DE SERVIÇO.
• A LEI 8666 DISPÕE QUE É NULO CONTRATO VERBAL COM A ADMINISTRAÇÃO. NO ENTANTO, TEMOS
EXCEÇÕES:
• QUANDO SE TRATAR DE PEQUENA COMPRA DE ATÉ 5% VALOR DO CONVITE (ATÉ 4 MIL REAIS) (ART. 60
PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 8666);
• DESDE QUE O OBJETO SEJA DE PRONTA ENTREGA E PRONTO PAGAMENTO (QUE NÃO GERE OBRIGAÇÕES
FUTURAS) (ARTIGO 62 PARÁGRAFO 4º DA LEI 8666).
CONTRATOS X CONVÊNIOS: NOS CONTRATOS(LEI N. 8666/93 – ART. 93 – OBRAS, SERVIÇOS, COMPRAS E
ALIENAÇÕES), HÁ UMA CONTRAPOSIÇÃO DE INTERESSES: DE UM LADO, HÁ INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA E, DE OUTRO, HÁ OS INTERESSES -DIFERENTES- DO PARTICULAR. TAIS INTERESSES SE COMPLEMENTAM
BEM, POIS UM SE SERVE DO OUTRO PARA CHEGAR AO ACORDO, AINDA QUE SEJAM DIFERENTES ENTRE SI.
DIGAMOS QUE, AQUI, AS PARTES PRETENDEM CHEGAR A UM MESMO FIM VALENDO-SE, CADA QUAL, DE MEIOS
DIFERENTES E COMPLEMENTARES (UMA COM SUA PRESTAÇÃO, OUTRA COM SUA CONTRAPRESTAÇÃO). NO
CONVÊNIO(LEI N. 13019/14), POR OUTRO LADO, NÃO HÁ CONTRAPOSIÇÃO DE INTERESSES E SIM UMA
CONVERGÊNCIA ENTRE ELES, OU SEJA, EXATA COINCIDÊNCIA. AMBAS AS PARTES QUEREM CHEGAR A UM
MESMO FIM E PELOS MESMOS MEIOS.
RESTRIÇÕES FEITAS À ADMINISTRAÇÃO AO CELEBRAR UM CONTRATO ADMINISTRATIVO
É POSSÍVEL SUBCONTRATAÇÃO EM CONTRATO ADMINISTRATIVO?

AAP
18 DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO

NÃO SE PODE PERMITIR QUE SE ENTREGUE OBJETO DO CONTRATO A UM SUJEITO QUE NÃO FOI VENCEDOR DO
PROCESSO LICITATÓRIO, ISTO PORQUE É CARACTERÍSTICA DO CONTRATO ADMINISTRATIVO A SUA NATUREZA
PERSONALÍSSIMA.
NO ENTANTO, TEMOS ALGUMAS EXCEÇÕES. A LEI PERMITE SUBCONTRATAÇÃO, DESDE QUE RESPEITADOS
ALGUNS CRITÉRIOS:
DEVE SER PARCIAL – PARA GARANTIR ESPECIALIZAÇÃO. EX.: EM UMA OBRA, É POSSÍVEL A CONTRATAÇÃO DE
DETERMINADO SERVIÇO PARA FAZER UMA PAREDE ESPECIAL COM TRATAMENTO ACÚSTICO, NO ENTANTO,
NÃO É POSSÍVEL A CONTRATAÇÃO DE UM SERVIÇO PARA REALIZAR A OBRA TODA.
DEVE TER PREVISÃO NO EDITAL E NO CONTRATO – DEVE HAVER PREVISÃO NO EDITAL QUE ESTIPULA O
PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E TAMBÉM NO CONTRATO A POSSIBILIDADE DE SUBCONTRATAÇÃO PARCIAL.
DEVE TER A AUTORIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO.
PAGAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO AO CONTRATADO
A ADMINISTRAÇÃO DEVE MANTER O EQUILÍBRIO ECONÔMICO/FINANCEIRO DO CONTRATO. ISTO SIGNIFICA
QUE ELA TEM O DEVER DE REALIZAR ALGUNS PAGAMENTOS ACESSÓRIOS PARA MANTER ESSE EQUILÍBRIO
(MARGEM DE LUCRO PROMETIDA AO PARTICULAR). EXEMPLOS:
• CORREÇÃO MONETÁRIA – ÍNDICES PREVIAMENTE DEFINIDOS NO CONTRATO.
• REAJUSTE DE PREÇOS.
• RECOMPOSIÇÃO DE PREÇOS - QUANDO AJUSTE DE PREÇO NÃO FAZ FACE AO REAL AUMENTO DO PREÇO.
SITUAÇÕES IMPREVISÍVEIS.
TEORIA DA IMPREVISÃO
EVENTUAIS SITUAÇÕES NÃO PREVISTAS NO CONTRATO PODEM VIR A DESEQUILIBRAR A RELAÇÃO
CONTRATUAL DURANTE SUA EXECUÇÃO. NESSES CASOS, HÁ O DEVER DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE
AJUSTAR O REEQUILÍBRIO DO CONTRATO.
EXEMPLOS:
• OCORRIMENTO DE CASO FORTUITO OU DE FORÇA MAIOR,
• INTERFERÊNCIAS IMPREVISTAS (SUJEIÇÕES IMPREVISTAS) – SITUAÇÃO PRÉ-EXISTENTE AO CONTRATO, MAS
QUE VEM À TONA DURANTE A EXECUÇÃO CONTRATUAL. EX.: EMPRESA É CONTRATADA PARA CONSTRUIR
UMA OBRA E SE DESCOBRE QUE O TERRENO É PANTANOSO E IMPASSÍVEL DE RECEBER UMA ESTRUTURA
DURÁVEL,
• FATO DA ADMINISTRAÇÃO – AÇÃO OU OMISSÃO DO PODER PÚBLICO DENTRO DO CONTRATO (RELAÇÃO
DADA DENTRO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO). EXEMPLO: ADMINISTRAÇÃO CONTRATA EMPRESA PARA
EXECUTAR OBRA, MAS NÃO EXPEDE ORDEM DE SERVIÇO, NÃO DESAPROPRIOU O TERRENO ETC.,
• FATO DO PRÍNCIPE – ADMINISTRAÇÃO CELEBRA CONTRATO E DEPOIS, ATUANDO FORA DO CONTRATO,
ATINGE O CONTRATO INDIRETAMENTE. É ATUAÇÃO EXTRACONTRATUAL. EXEMPLO: ESTADO TRIPLICA UM
TRIBUTO QUE ATINGE UM CONTRATO, AUMENTANDO SUA ONERABILIDADE.
OBS.: SE FOREM ENTES FEDERATIVOS DIVERSOS ENVOLVIDOS NESTA SITUAÇÃO (EX.: CONTRATO DE UM,
TRIBUTO DE OUTRO ENTE) NÃO SE TRATARIA DE FATO DO PRÍNCIPE E, SIM, CASO FORTUITO E FORÇA
MAIOR.
OBS. 2: EXISTE DIVERGÊNCIA DOUTRINÁRIA EM RELAÇÃO AO FATO DO PRÍNCIPE E DA ADMINISTRAÇÃO
SEREM OU NÃO TEORIA DA IMPREVISÃO. FIRMADO ESTÁ QUE, EM QUALQUER DOS CASOS, HÁ
NECESSIDADE DE REVISÃO CONTRATUAL. SÃO SITUAÇÕES DE DESEQUILÍBRIO CAUSADO PELO PRÓPRIO
ESTADO E, QUANTO A ISTO, NÃO RESTAM DÚVIDAS.

AULA 7 – PODERES DO DIREITOS ADMINISTRATIVO E BENS


PÚBLICOS

AAP