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QUESTIONÁRIO DE SALA 1

(Origem e evolução. Fontes. Vértices)

*** estas atividades deverão ser feitas em sala de aula!

1) Quantas são e como podem ser definidas as fases pelas quais passou o direito
empresarial?
São 3 fases (ou teorias) que explicam o desenvolvimento do direito empresarial: (1)
Origem até o nascimento da outra fase. Essa primeira fase foi marcada por um direito
costumeiro e subjetivo posto que dirigido a uma classe específica de pessoas e marcada
pelo Código de Sabary que mantem aquele sistema corporativo e subjetivo. Direito feito
para pessoas determinadas. (2) Fase começa com a Teoria dos Atos de Comércio: visava
ampliar a visão do direito comercial, designava quem era ou não comerciante pelos atos
praticados. Deixei de ser corporativa e subjetiva para ser objetiva. (3) Fase é a da Teoria
da Empresa: começa com o código civil de 1942 e foi consagrada no código brasileiro
civil) profissionalismo, organização e a sociedade. Fez com que o direito empresarial se
tornasse subjetivo mas de outra forma agora, que era relacionado a juízo de valor. Na
origem era relacionado a pessoa. Nos estamos na vigência dessa 3 fase.

2) Qual a primeira manifestação legislativa positiva de direito comercial?


A primeira manifestação legislativa positiva (emanada do Estado) foram as Ordenanças
Francesas (ou Código de Sabarry) são a mesma coisa.

3) Qual falha pode ser observada na teoria dos atos de comércio?


Não trazia expressamente a definição legal de atos de comércio, mas os convencionou-
se que seriam aqueles que “realizavam ou facilitavam uma interposição na troca”. Era
inadequada, pois restringia muito o conceito de quem era comerciante; Por este Código,
por exemplo, as prestadores de serviço, a atividade rural, o comerciante de imóveis; não
eram considerados comerciantes.
A falha foi excluir os produtores e prestadores de serviços da aplicação do direito
comercial. Esta falha foi o principal meio para se começar a refletir.

4) Como pode ser explicada a teoria da empresa?


A teoria da empresa identificou 3 características nas atividades econômicas organizadas
que são: profissionalismo, organização e atividade (é aquela parte do dispositivo que fala
“para a produção ou circulação de bens ou de serviços”).

5) É correto afirmar que a alteração de direito comercial para direito empresarial


se restringe apenas ao nome?
Vulgarmente, Direito Comercial e Empresarial são expressões sinônimas. Contudo,
tecnicamente, o mais adequado é chama-lo de Direito Empresarial já que esse, é uma
evolução daqueles que não disciplina apenas a figura do comerciante mas também a dos
produtores e dos prestadores de serviço. O Direito Comercial antes era subjetivo e
tornou-se objetivo, não importando mais a pessoa e sim o ato pois quem o praticasse,
era titular do direito comercial.
Não se restringe apenas ao nome. Nos tínhamos primeiro um direito comercial eu
atendia a figura dos comerciantes ou aqueles que praticavam atos de comercio mas ele
evoluiu e essa evolução transformou em um direito empresarial, não atendendo só
comerciantes, sendo ampliado e acrescentando assim a figura dos prestadores de
serviços e produtores. Hoje eu chamo de empresário que comercia, quem produz. Todo
comerciante é empresário mas nem todo empresário é comerciante porque ele pode ser
prestador ou produtor. É nesse momento que aparece o empresário, surge a teoria da
empresa e a figura do empresário.

6) Qual o principal diploma legal que disciplina o Direito Comercial/Empresarial no


Brasil?
Código Civil, pois o código comercial abrange o direito marítimo, com pouca
utilidade para o comércio. (com o código civil de 2002 e a unificação do direito
privado o principal diploma legal é o código civil. Ressalve-se que temos ainda
leis espaças bem como um código comercial vigente, mas pela extensão da
temática o código civil deve ser tomado como o principal)
Diploma legal = um documento que reúne legislação. Ex: Código Comercial, Código
Civil, cada uma dessas leis é um diploma legal diferente.
O principal é o Código Civil, porque se eu tenho algum problema na empresa,
provavelmente vou encontrar sobre isso no CC, tem muito conteúdo no CC.

7) Como podem ser descritas as fontes materiais?


São formadas pelos fenômenos sociais e pela realidade social; São os chamados
problemas sociais.
São elas que originam o direito, pois primeiro eu tenho as fontes materiais (os problemas
sociais) e depois tenho o direito positivo.

8) Qual a principal distinção entre fonte formal primária e secundária?


A fontes formais são formas de soluções das fontes materiais que são os problemas. A
fonte primária são as leis em sentido amplo e outros atos legislativos pois busca-se a
solução na lei. Já as fontes secundárias não se encontra na lei, são mecanismos
alternativos de solução quando a gente não tem na legislação, sendo eles: analogia,
costumes, princípios, doutrina e jurisprudência. Tem no Art. 4, LINDB.

9) Doutrina e jurisprudência são fontes de direito empresarial? Explique.


Elas não se caracterizam como fonte. Na prática nos usamos a título de argumento e não
como fonte.

10) Como pode ser explicada a garantia constitucional à livre iniciativa? Ela é
absoluta?
É uma garantia constitucional que esta atrelada a liberdade. Você é livre até que o Estado
permite, tem-se a liberdade mas se está condicionado a liberdade dentro de aspectos
legais. A livre iniciativa está relacionada à criação de uma atividade econômica
organizada sem necessitar, em regra, de submissão para obtenção de autorização do poder
público. De acordo com a Constituição é assegurado a todos o livre exercício de qualquer
atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos
casos previstos em lei. A livre iniciativa não é um direito absoluto pois há uma
necessidade de respeitar e cumprir alguns requisitos.

11) Quanto a boa-fé, no que consiste a boa-fé objetiva e por que é ela a almejada
pelo direito ao invés da boa-fé subjetiva?
A boa fé objetiva é aquilo que eu externalizo, aquilo que eu coloco efetivamente em
prática independentemente do que eu penso a respeito. A boa fé subjetiva se trata de
pensamentos. Já a boa fé objetiva, independentemente do que eu penso, eu externalizo. A
boa fé objetiva se faz presente enquanto a boa fé subjetiva não. Desta forma, o direito
almeja a boa-fé objetiva pois esta é passível de verificação, é perceptível a boa fé da
pessoa. A objetiva se dirige a correção da conduta do indivíduo. Na subjetiva não tem
como ter certeza se aquela pessoa realmente esta agindo de boa fé.

12) Dos vértices econômicos, qual você acredita que mais interfere na atividade
empresarial e por quê?
O Risco porque pode ser uma boa ideia mas se não levar em consideração um pequeno
detalhe, pode dar muito errado, pois tem influência de vários fatores, como a falta de
planejamento, informação, organização, gestão, e esses riscos mal administrados traz
impactos financeiros levando empresas à falência. Eu tento buscar a confiança do
mercado, dos meus consumidores pra tentar afastar os riscos. Eu tento checar os custos
pra saber se ela é vantajosa e se vai evitar riscos. Todos os vértices econômicos, gravitam
em cima do risco.