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Técnico em Mecânica

Mecânica Técnica

Eurico Barbosa Montenegro de Lucena

2014
Presidenta da República Governador do Estado de Pernambuco
Dilma Vana Rousseff João Soares Lyra Neto

Vice-presidente da República Secretário de Educação e Esportes de


Michel Temer Pernambuco
José Ricardo Wanderley Dantas de Oliveira
Ministro da Educação
José Henrique Paim Fernandes Secretário Executivo de Educação Profissional
Paulo Fernando de Vasconcelos Dutra
Secretário de Educação Profissional e
Tecnológica Gerente Geral de Educação Profissional
Aléssio Trindade de Barros Josefa Rita de Cássia Lima Serafim

Diretor de Integração das Redes Coordenador de Educação a Distância


Marcelo Machado Feres George Bento Catunda

Coordenação Geral de Fortalecimento


Carlos Artur de Carvalho Arêas

Coordenador Rede e-Tec Brasil


Cleanto César Gonçalves

Coordenação de Design Instrucional


Terezinha Mônica Beltrão

Revisão de Língua Portuguesa


Hugo Bulhões

Diagramação
Diogo Galvão
Sumário

INTRODUÇÃO............................................................................................................................ 3
1. COMPETÊNCIA 01 | SISTEMA DE UNIDADES ........................................................................5
1.1. Introdução .............................................................................. 5
1.1.1 Conceitos Preliminares sobre Sistema de Unidades ............. 6
1.1.2 Conceitos Fundamentais Usados na Mecânica ..................... 7
1.1.3 Fundamentos Usados nos Sistemas de Medidas ................ 12
1.2 Sistemas Internacionais de Unidades (SI) .............................. 13
1.2.1 Histórico e Desenvolvimento do SI ..................................... 13
1.2.2 Origem e Desenvolvimento do SI ....................................... 13
1.2.3 As Sete Unidades de base do SI .......................................... 14
1.2.4 Formas de Representação das Unidades de Base do SI ...... 16
1.2.5 Etapas Básicas para Conversão de Unidade ........................ 17
Exercício de Fixação .................................................................... 18
2. COMPETÊNCIA 02 |EQUILÍBRIO DE SISTEMAS DE FORÇAS ................................................ 20
2.1 Introdução ............................................................................. 20
2.2 Os Princípios da Estática ........................................................ 20
2.2.1 Princípios Básicos da Estática ............................................. 20
2.2.2 Princípio da Transmissibilidade das Forças ......................... 21
2.2.3 Conceitos Fundamentais Usados no Equilíbrio de Sistemas
de Forças ..................................................................................... 22
Exercício de Fixação .................................................................... 29
3. COMPETÊNCIA 03 | VÍNCULOS ESTRUTURAIS ...................................................................30
3.1 Introdução ............................................................................. 30
3.1.1 Conceitos Preliminares sobre Vínculos Estruturais ............. 30
3.1.2 Conceitos Preliminares sobre Tipos de Estruturas .............. 32
3.1.3 Equilíbrio de Forças e Momentos ....................................... 35
3.2 Vínculos e Apoios em Estruturas ........................................... 38
3.2.1 Conceitos Preliminares de Forças e Momentos .................. 39
Exercício de Fixação .................................................................... 39
4. COMPETÊNCIA 04 | CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DAS SUPERFÍCIES PLANAS ........... 41
4.1 Introdução ............................................................................. 41
4.1.1 Propriedades Geométricas de Figuras Planas ..................... 41
4.1.2 Conceitos Preliminares sobre Figuras Planas ...................... 42
4.1.3 Fundamento das Características Geométricas das Superfícies
Planas.......................................................................................... 43
4.2 Centro de Gravidade de um Sólido ........................................ 45
4.2.1 Interpretando o Gráfico das Coordenadas do Centro de
Gravidade.................................................................................... 46
4.2.2 Aplicação das Coordenadas do Centro de Gravidade ......... 47
4.2.3 Propriedade das Coordenadas do Centro de Gravidade ..... 47
Exercício de fixação ..................................................................... 49
5. COMPETÊNCIA 05 I MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS ..................................................... 51
5.1 Introdução ............................................................................. 51
5.2 Momento de Inércia de Áreas ............................................... 51
5.2.1 Conceitos Preliminares sobre Momento de Inércia de Áreas
.................................................................................................... 51
5.2.2 Fundamentação sobre Momento de Inércia de Áreas ........ 52
5.2.3 Propriedade........................................................................ 52
Exercício de Fixação .................................................................... 58
6. COMPETÊNCIA 06 I RAIO DE GIRAÇÃO ............................................................................... 59
6.1 Introdução ............................................................................. 59
6.1.1 Conceitos Preliminares sobre Raio de Giração ................... 59
6.1.2 Fundamentos sobre Raio de Giração .................................. 60
6.1.3 Teorema dos Eixos Paralelos .............................................. 61
6.2 Módulo de Resistência .......................................................... 63
6.2.1 Conceitos Preliminares sobre Módulo de Resistência ........ 63
Exercício de Fixação .................................................................... 65
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 67
MINICURRÍCULO DO PROFESSOR ........................................................................................... 69
INTRODUÇÃO

Este caderno apresenta os mais variados assuntos, de forma resumida, a fim


de estimular os alunos a estudarem a disciplina Mecânica Técnica. E por
extensão, a compreender sua importância, quanto à aplicação dos
conhecimentos adquiridos nas disciplinas associadas, a serem cursadas nos
cursos técnicos – tanto de nível médio, quanto superior.

O objetivo do caderno é comentar as condições particulares existentes ao


criar um conjunto de informações úteis, na tratativa de responder a grande
maioria dos questionamentos que poderão surgir na sua rotina acadêmica.
Tudo embasado em teóricos e práticas pesquisados em sites, livros e apostilas
impressas dos mais renomados Professores e Instituições Brasileiras de ensino
técnico profissional.

Os assuntos foram abordados de forma sistemática, apresentando as


características e as aplicações de forma prática e objetiva. Distribuídos de
modo a facilitar a sua consulta, torna-se uma ferramenta de estudo para
todos os alunos dos Cursos Técnicos Profissionalizantes de Mecânica
Industrial.

A finalidade é proporcionar aos alunos habilidades quanto à interpretação e


resolução de questões que necessitem conhecimentos pré-adquiridos para
cursarem outras disciplinas, como, por exemplo: Resistência dos Materiais,
Desenho Mecânico, Ciência dos Materiais, dentre outras.

Além disso, você encontrará textos de apoio que irão lhe fornecer subsídios
para aprimorar os seus conhecimentos. Através de uma linguagem fácil,
exercitando os conhecimentos sobre a aplicação prática sobre a Mecânica
Técnica e assegurando os seus conhecimentos profissionais.

Este caderno está dividido em seis competências. A primeira trata de Sistema


de Unidades, a segunda aborda o Equilíbrio de Forças, a terceira aborda os
Vínculos Estruturais, a quarta aborda as Características Geométricas das
Superfícies Planas, a quinta aborda o Momento de Inércia de Áreas e a sexta
aborda sobre o Raio de Giração.

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Mecânica Técnica
Com o propósito de consulta e reforço de conhecimentos, no final de cada
Competência, está à sua disposição vários exercícios de fixação em que são
abordadas diversas atividades práticas. E ao final do Caderno, uma lista de
referências bibliográficas, com o objetivo de ampliar o seu conhecimento
nesse campo.

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Técnico em Mecânica
Competência 01

1. COMPETÊNCIA 01 | SISTEMA DE UNIDADES

1.1. Introdução

No passado, as unidades utilizadas eram decididas pelos governantes e não


necessariamente possuíam uma relação direta e até poderiam mudar de valor
com o tempo e entre diferentes regiões de um mesmo país.

Com o desenvolvimento das civilizações, comércio, construções, taxas e


demarcação de terras, a sociedade necessitava de unidades que não
variassem com o tempo ou o lugar. Assim, as unidades geralmente eram
definidas pelos reis, porém com base em elementos que nem sempre se
relacionavam bem e que poderiam ser modificadas pelos reis posteriores.

Como os métodos de comunicação e locomoção eram limitados e os


elementos utilizados como base para medidas, diferentes, diversos sistemas
com as mais variadas unidades foram desenvolvidos e utilizados em
diferentes partes do mundo, até podendo haver diferenças entre regiões de
um mesmo país, ilustrada na figura 1.

O cúbito era a
distância entre o
cotovelo e a ponta
do dedo médio
http://pt.wikipedia.
org/wiki/Sistema_d
e_unidades#mediav
iewer/File:Cubit_rul
e_Egyptian_NK_fro
Figura 1 – Cúbito padrão egípcio no Liverpool World Museum. m_Liverpool_muse
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_unidades#mediaviewer/File:Cubit_rule_Egyptian_NK_fr um.jpg
om_Liverpool_museum.jpg

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Mecânica Técnica
Competência 01
1.1.1 Conceitos Preliminares sobre Sistema de Unidades

Sistema de unidades: é um conjunto consistente de unidades de medida que


contém um conjunto de unidades fundamentais de medida das quais se
derivam todas as outras unidades contidas no sistema.

Mecânica – pode ser definida como a ciência que descreve e prediz as


condições de repouso ou movimento de corpos sob a ação de forças. É
dividida a mecânica em três partes:
I. Mecânica dos corpos rígidos;
II. Mecânica dos corpos deformáveis, e;
III. Mecânica dos fluidos.

Você sabia? A mecânica dos corpos rígidos se divide em:

Estática – é a parte da mecânica que estuda os corpos sob a ação de forças


que se equilibram. Assim, a aceleração destes é nula, como ilustra a figura 2.

Figura 2 – Stonehenge em 2007.


Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/Stonehenge2007_07_30.jpg

Cinemática: é a parte da mecânica que estuda a descrição dos movimentos


dos corpos, sem se preocupar com a análise de suas causas.

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Técnico em Mecânica
Competência 01

Figura 3 – Brincadeira de Criança – Bola de gude.


Fonte: http://brincadeirakids.blogsport.com.br

Dinâmica – é a parte da mecânica que estuda os movimentos dos corpos e as


causas desse movimento.

Figura 4 – Jato em voo em 2007.


Fonte: http://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=jatos+em+voo

1.1.2 Conceitos Fundamentais Usados na Mecânica

I. Espaço – é associado à noção de posição de um ponto “P”. A


posição de “P” pode ser definida por três comprimentos
medidos no espaço (Altura x Comprimento x Espessura). A
partir de um determinado ponto de referência ou de origem,
segundo três direções dadas (Pontos “X”, “Y” e “Z”). Estes
comprimentos são conhecidos como coordenadas cartesianas
de “P”.

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Mecânica Técnica
Competência 01

Figura 5 – Coordenadas cartesianas de “P”.


Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Coordenadas cartesianas – criadas pelo filosofo francês Rene Descartes, tal


sistema define um plano, cuja origem se situa na interseção entre dois eixos
perpendiculares chamados eixo das abscissas (ou eixo dos “X”) e eixo das
ordenadas (ou eixo dos “Y”).

II. Tempo: para definir um evento não é suficiente definir sua


posição no espaço. O tempo ou instante em que o evento
ocorre também dever ser considerado.

Figura 6 – O tempo.
Fonte: http://www.esa.int/goce

III. Massa: o conceito de massa é usado para caracterizar e


comparar os corpos com base em certas experiências
mecânicas fundamentais. Dois corpos de mesma massa, por
exemplo, serão atraídos pela Terra da mesma maneira. Eles
oferecerão também a mesma resistência à mudança de seu

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Técnico em Mecânica
Competência 01

estado de movimento ou repouso pela aplicação de uma


força. – erroneamente associada no conceito físico de peso.

Figura 7 – Corpos em equilíbrio.


Fonte: www.feiradeciencia.com.br

IV. Força: o conceito de força representa a ação de um corpo


sobre outro. Pode ser exercida por contato a distância, como
no caso das forças gravitacionais e forças magnéticas.

Figura 8 – Conceito de força.


Fonte: www.iae.cta.br/ALA/conceitos.php

Força: é uma ação capaz de colocar um corpo em movimento, de modificar o


movimento de um corpo e de deformar um corpo.

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Mecânica Técnica
Competência 01

Figura 9 – Conceito de força.


Fonte: www.feiradeciencia.com.br

Uma força é formada pelos seguintes elementos:

I. Ponto de aplicação – é a parte do corpo onde a força atua


diretamente;
II. Sentido – é a orientação que tem a força na direção
(esquerda, direita, cima, baixo);
III. Direção – é a linha de atuação da força (horizontal, vertical,
diagonal);
IV. Intensidade – é o valor da força aplicada, ilustrada na figura 9.

Figura 10 – Elementos de uma força.


Fonte: www.feiradeciencia.com.br

Uma força é representada por um vetor:

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Técnico em Mecânica
Competência 01

Vetor: é um símbolo matemático utilizado para representar o módulo, a


direção e o sentido de uma grandeza física vetorial. O vetor é representado
por um segmento de reta orientado e é formado pelos seguintes elementos:

I. Modulo – é a medida do comprimento do seguimento da reta


orientado que o representa;
II. Direção – é o ângulo que o vetor forma com um eixo de
referência, determinada pela reta suporte do segmento
orientado.
III. Sentido – é a orientação do vetor.

Curiosidade 1: Os aparelhos usados para medir a intensidade da força são


chamados Dinamômetros (figura 11). A intensidade da força pode ser medida
em quilograma-força ou em Newton. O quilograma-força (kgf) mede a
intensidade da força de gravidade que atua em 1 kg de massa do corpo em
determinadas condições – a 45° de latitude e ao nível do mar. Na prática, 1,0
kgf é igual ao peso de um litro de água.

Figura 11 – Dinamômetro de mola usado no dia a dia.


Fonte: http://www.mundoeducacao.com/fisica/equilibrio-forcas.htm

Curiosidade 2: Na mecânica newtoniana, o espaço, o tempo e a massa são


conceitos independentes. Mas, a força depende dos três conceitos. Um
exemplo dessa dependência é a Equação da 2ª Lei de Newton, em que: |F
= m . a|(figura 12).

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Mecânica Técnica
Competência 01

Figura 12 – Aplicação da Equação da 2ª Lei de Newton.


Fonte: http://professor.bio.br

1.1.3 Fundamentos Usados nos Sistemas de Medidas

Sistemas de medidas: é importante ressaltar que toda medida estudada na


disciplina de física está associada à ideia de comparação, isto é, adotamos
certa quantidade como padrão e o resultado da medida é a comparação com
esse padrão.

Os Conceitos fundamentais usados na Mecânica, apresentados no item 1.1.2,


estão associados às chamadas unidades mecânicas, isto é, as unidades de
comprimento, tempo, massa e força.

Estas unidades não podem ser escolhidas independentemente se não


satisfazer as unidades da Equação da 2ª Lei de Newton |F = m . a|, sendo F =
força, m = massa e a = aceleração.

As unidades da Equação da 2ª Lei de Newton podem ser definidas


arbitrariamente e são chamadas unidades fundamentais. Salientando que a
quarta é derivada das demais.

As unidades mecânicas selecionadas deste modo formam um sistema


coerente de unidades.

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Técnico em Mecânica
Competência 01

1.2 Sistemas Internacionais de Unidades (SI)

Sistema Internacional de Unidades (SI) – Também conhecido como SI, é o


sistema oficial de medição das unidades, em boa parte dos países do mundo
(exceto Estados Unidos, Birmânia e Libéria) – é a forma moderna do sistema
métrico e a evolução do sistema MKS. Tem como base o sistema MKS, mas
com a adição de mais unidades fundamentais.
Sistema de
Internacional de
unidades
1.2.1 Histórico e Desenvolvimento do SI Autor: Wikipédia, a
enciclopédia livre
http://pt.wikipedia.
Em 1901, o engenheiro elétrico Giovanni Giorgi propôs a implementação de org/wiki/Sistema_I
uma quarta unidade básica ao sistema MKS que possuísse natureza elétrica, nternacional_de_u
como o “Ampére” ou o “Ohm”. nidades

Sua proposta foi amplamente discutida pela IEC e pela IUPAC, sendo aceita
pela CIPM em 1946 – modificando, assim, o nome do sistema para MKSA.

1.2.2 Origem e Desenvolvimento do SI

Medir uma grandeza física significa compará-la com outra grandeza de mesma
espécie tomada como padrão. Este padrão é a Unidade de Medida.

A partir das unidades fundamentais, derivam-se as unidades de outras


grandezas, que recebem, então, a denominação de Unidades Derivadas.

No estudo da Mecânica Técnica, adota-se um subconjunto do Sistema


Internacional – SI, conhecidos como:

I. Sistema MKS, onde: M – Metro (comprimento); K –


Quilograma (massa) e S – Segundo (tempo);
II. Sistema CGS, onde: C – Centímetro (comprimento); G –
Grama (massa) e S – Segundo (tempo).

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Mecânica Técnica
Competência 01
1.2.3 As Sete Unidades de base do SI

As sete unidades de base do SI, listadas na tabela 1, fornecem as referências


que permitem definir todas as unidades de medida do Sistema Internacional.

Tabela 1 – As sete unidades de base do SI


Fonte: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pdf/resumo_si.pdf

Com o progresso da ciência e com o aprimoramento dos métodos de


medição, torna-se necessário revisar e aprimorar periodicamente as suas
definições. Quanto mais exatas forem as medições, maior deve ser o cuidado
para a realização das unidades de medida. Tradução da
publicação do BIPM
- Resumo do
Sistema
As sete grandezas de base, que correspondem às sete unidades de base, são: Internacional de
comprimento, massa, tempo, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, Unidades - SI
Autores: Aldo
quantidade de substância e intensidade luminosa. Cordeiro Dutra,
Giorgio Moscati e
As grandezas de base e as unidades de base se encontram listadas, José Joaquim Vinge
http://www.inmetr
juntamente com seus símbolos, na tabela 1. o.gov.br.

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Técnico em Mecânica
Competência 01

Tabela 2 – Grandezas de base e unidades de base do SI.


Fonte: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pdf/resumo_si.pdf

Todas as outras grandezas são descritas como grandezas derivadas e são


medidas utilizando unidades derivadas, que são definidas como produtos de
potências de unidades de base. Exemplos de grandezas derivadas e de
unidades derivadas estão listados na tabela 3.

Tabela 3 – Exemplos de grandezas derivadas e de suas unidades.


Fonte: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pdf/resumo_si.pdf

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Mecânica Técnica
Competência 01
Algumas unidades derivadas recebem nome especial, sendo esta
simplesmente uma forma compacta de expressão de combinações de
unidades de base que são usadas frequentemente.

Então, por exemplo, o joule, símbolo J é, por definição, igual a m2 kg s-2.


Existem atualmente 22 nomes especiais para unidades aprovados para uso no
SI, que estão listados na tabela 4.

Tabela 4 – Unidades derivadas com nomes especiais no SI.


Fonte: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pdf/resumo_si.pdf

1.2.4 Formas de Representação das Unidades de Base do SI

a) O resultado de uma medição deve ser representado com o valor numérico


da medida, seguido de um espaço de até um caractere e, em seguida, do
símbolo da unidade em questão.

Exemplo:

b) Para a unidade de temperatura grau Celsius, haverá um espaço de até um


caractere entre o valor e a unidade, porém não se porá espaço entre o
símbolo do grau e a letra C para formar a unidade "grau Celsius".

Exemplo:

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Técnico em Mecânica
Competência 01

c) Os símbolos das unidades de tempo hora (h), minuto (min) e segundo (s)
são escritas com um espaço entre o valor medido e o símbolo. Também há
um espaço entre o símbolo da unidade de tempo e o valor numérico
seguinte.

Exemplo:

d) Exceções:

Para os símbolos da unidade de ângulo plano grau (°), minuto(') e segundo("),


não deve haver espaço entre o valor medido e as unidades, porém, deve
haver um espaço entre o símbolo da unidade e o próximo valor numérico.

Exemplo:

1.2.5 Etapas Básicas para Conversão de Unidade

I. Leia o problema cuidadosamente;


II. Escreva os dados do problema;
III. Identifique todos os valores com as unidades correspondentes;
IV. Organize os dados e os fatores de correção para cancelar
unidades indesejáveis;
V. Realize as operações matemáticas necessárias;
VI. Certifique-se de que sua resposta tem o número correto de
algarismos significativos;
VII. Verifique se a sua resposta faz sentido;

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Mecânica Técnica
Competência 01
Importante:

1. Transformação de uma unidade em outra:


Onde: Unidade1 x Fator de Conversão = Unidade2

2. O Fator de Conversão deve permitir duas coisas:


Onde: m x Fator Conversão = mm
Regra prática:

mm
mx = mm
m
Logo: O Fator de Conversão é derivado da igualdade: 1 m = 1000 mm

Conclusão: O Fator de Conversão tem a forma de uma fração

Exemplo:
a) Dividem os dois lados por 1000 mm:

1m 1000 mm 1m
=  1=
1000m 1000 mm 1000 mm
b) Dividem os dois lados por 1 m:
1 m 1000 mm 1000 mm
=  1=
1m 1m 1m

Exercício de Fixação

a) Converta o comprimento de 2,5 metros para milímetros, usando o Fator


de Conversão com milímetro no numerador e metros no denominador.

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Técnico em Mecânica
Competência 01

b) Converta o comprimento de 16,0 polegadas (inches) para Centímetro,


usando o Fator de Conversão com centímetro no numerador e
polegadas no denominador.

Use este fator de


conversão
2.54 cm
1 in

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Mecânica Técnica
Competência 02
2. COMPETÊNCIA 02 |EQUILÍBRIO DE SISTEMAS DE FORÇAS

2.1 Introdução

Você já estudou no seu caderno, na Competência 01, dentre todos os


fenômenos físicos, que os do movimento, pela sua simplicidade, são os que
mais se destacam.

Além de mais simples, os fenômenos do movimento têm importância


fundamental porque servem de explicação a inúmeros outros: o calor, o som
e a própria luz são consequências de movimentos “ocultos” à nossa
percepção.

Lembre-se: a parte da Física que estuda o movimento e suas causas chama-


se Mecânica. Didaticamente, reserva-se a denominação Cinemática para o
estudo dos movimentos e Dinâmica, para o estudo de suas causas.

Um caso particular de movimento é o repouso, no qual o movimento é nulo.


Há repouso quando os agentes causadores do movimento se compensam ou
equilibram. Daí se dizer que um corpo em repouso está em equilíbrio.

A parte da Mecânica que estuda as condições em que há equilíbrio chama-


se Estática.
Equilíbrio de
Sistemas de Forças.
Autor: Luiz Ferraz
Segundo o estado de agregação da matéria (no corpo em estudo), variam as Netto
condições de equilíbrio e temos: a estática dos sólidos, dos líquidos e a dos http://www.feirade
ciencias.com.br/sal
gases. a06/06_RE00.asp

2.2 Os Princípios da Estática

2.2.1 Princípios Básicos da Estática

A estática é a parte da física que se preocupa em explicar questões como:

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Técnico em Mecânica
Competência 02

I. Por que, em uma mesa sustentada por dois pés, eles precisam estar
em determinada posição para que essa não balance?
II. Por que a maçaneta de uma porta sempre é colocada no ponto mais
distante das dobradiças?
III. Por que um quadro pendurado em um prego precisa estar preso
exatamente em sua metade?
IV. Por que é mais fácil quebrar um ovo pelas laterais do que por suas
extremidades?

2.2.2 Princípio da Transmissibilidade das Forças

O efeito de uma força não é alterado quando esta é aplicada em diferentes


pontos do corpo, desde que esta seja aplicada ao longo de sua linha de
aplicação (figura 13).

Figura 13 – Efeito de uma força.


Fonte:http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/EstaticaeHidrostatica/principiosbasicos.php

Nos três casos, o efeito da força é o mesmo.

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Mecânica Técnica
Competência 02
2.2.3 Conceitos Fundamentais Usados no Equilíbrio de Sistemas de Forças

Equilíbrio – As situações em que um corpo pode estar em equilíbrio são:

I. Equilíbrio estático – ocorre quando o ponto ou corpo está


perfeitamente parado ( ).
II. Equilíbrio dinâmico – ocorre quando o ponto ou corpo está em
Movimento Uniforme .

Estática de um ponto – Para que um ponto esteja em equilíbrio, é necessário


satisfazer a seguinte condição:

A resultante de todas as forças aplicadas a este ponto deve ser nula.

Exemplo:

Para que o ponto A, de massa 20 kg, esteja em equilíbrio, qual deve ser a
intensidade da força ?

Sendo:

Mas como a força Peso e a força Normal têm sentidos opostos, estas se
anulam.

E seguindo a condição de equilíbrio:

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Técnico em Mecânica
Competência 02

Estática de um corpo rígido – Chamamos de corpo rígido ou corpo extenso,


todo o objeto que não pode ser descrito por um ponto.

Para conhecermos o equilíbrio nestes casos é necessário estabelecer dois


conceitos:

Centro de massa – Um corpo extenso pode ser considerado um sistema de


partículas, cada uma com sua massa.

A resultante total das massas das partículas é a massa total do corpo. Seja CM
o ponto em que podemos considerar concentrada toda a massa do corpo,
este ponto será chamado Centro de Massa do corpo.

Para corpos simétricos, que apresentam distribuição uniforme de massa, o


centro de massa é o próprio centro geométrico do sistema. Como no caso de
uma esfera homogênea ou de um cubo perfeito.

Para os demais casos, o cálculo do centro de massa é feito através da média


aritmética ponderada das distâncias de cada ponto do sistema.

23
Mecânica Técnica
Competência 02

Para calcularmos o centro de massa, precisamos saber suas coordenadas em


cada eixo do plano cartesiano acima, levando em consideração a massa de
cada partícula:

Então, o Centro de Massa do sistema de partículas acima está localizado no


ponto (1,09 ; 0,875), ou seja:

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Técnico em Mecânica
Competência 02

A forma genérica da fórmula do centro de massa tem:

Momento de uma força – Imagine uma pessoa tentando abrir uma porta. Ela
precisará fazer mais força se for empurrada na extremidade contrária à
dobradiça, onde a maçaneta se encontra, ou no meio da porta?

Claramente percebemos que é mais fácil abrir ou fechar a porta se aplicarmos


força em sua extremidade, onde está a maçaneta. Isso acontece, pois existe
uma grandeza chamada Momento de Força , que também pode ser
chamado Torque.

Esta grandeza é proporcional à Força e à distância da aplicação em relação ao


ponto de giro, ou seja:

A unidade do Momento da Força no sistema internacional é o Newton-metro


(N.m),

Como este é um produto vetorial, podemos dizer que o módulo do Momento


da Força é:

Sendo:
M = Módulo do Momento da Força;

25
Mecânica Técnica
Competência 02
F = Módulo da Força;
d = distância entre a aplicação da força ao ponto de giro; braço de alavanca;
sen θ = menor ângulo formado entre os dois vetores.

Importante:

I. Como , se a aplicação da força for perpendicular à d o


momento será máximo;
II. Como , quando a aplicação da força é paralela à d, o
momento é nulo.

E a direção e o sentido deste vetor são dados pela Regra da Mão Direita.

O Momento da Força de um corpo é:

I. Positivo quando girar no sentido anti-horário;


II. Negativo quando girar no sentido horário;

Exemplo:

Qual o momento de força para uma força de 10N aplicada


perpendicularmente a uma porta 1,2m das dobradiças?

Condições de equilíbrio de um corpo rígido – Para que um corpo rígido esteja


em equilíbrio, além de não se mover, este corpo não pode girar. Por isso,
precisa satisfazer duas condições:

I. A resultante das forças aplicadas sobre seu centro de massa deve ser
nula (não se move ou se move com velocidade constante).

26
Técnico em Mecânica
Competência 02

II. A resultante dos momentos da força aplicados ao corpo deve ser


nula (não gira ou gira com velocidade angular constante).

Importante:
Tendo as duas condições satisfeitas, qualquer corpo pode ficar em equilíbrio,
ilustrado na figura 14:

Figura 14 – Caneta em equilíbrio em relação à mão do usuário.


Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/EstaticaeHidrostatica/estdecorpo2.php

Exemplo:

Em um circo, um acrobata de 65kg se encontra em um trampolim uniforme de


1,2m. A massa do trampolim é 10kg. A distância entre a base e o acrobata é
1m. Um outro integrante do circo puxa uma corda presa à outra extremidade
do trampolim, que está a 10cm da base. Qual a força que ele tem de fazer
para que o sistema esteja em equilíbrio? Ilustrado nas figuras 15 e 16,
respectivamente:

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Mecânica Técnica
Competência 02

Figura 15 – Qual a força que ele tem de fazer para que o sistema esteja em equilíbrio?
Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/EstaticaeHidrostatica/estdecorpo2.php

Como o trampolim é uniforme, seu centro de massa é exatamente no seu


meio, ou seja, a 0,6m. Então, considerando cada força (figura 16):

Figura 16 – Qual a força que ele tem de fazer para que o sistema esteja em equilíbrio?
Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/EstaticaeHidrostatica/estdecorpo2.php

Pela segunda condição de equilíbrio:

28
Técnico em Mecânica
Competência 02

Exercício de Fixação

a) Uma pessoa empurra, para baixo, um trampolim. Seguramente, o


trampolim de deformará, mas estará em equilíbrio se o engaste
trampolim-estrutura puder reagir à força e ao momento de flexão F x L
criado.
b) Viga com 2 apoios e uma carga concentrada:

c) Uma viga engastada em uma parede:

29
Mecânica Técnica
Competência 03
3. COMPETÊNCIA 03 | VÍNCULOS ESTRUTURAIS

3.1 Introdução

Denominamos vínculos estruturais ou apoios estruturais os elementos de


construção que impedem os movimentos de uma estrutura.

3.1.1 Conceitos Preliminares sobre Vínculos Estruturais

Nas estruturas planas, podemos classificar os vínculos estruturais em três


tipos:

I. Vínculos de 1ª Classe (ou vínculo de apoio simples ou móvel);


II. Vínculos de 2ª Classe (ou vínculo duplo ou articulado);
III. Engastamento de 3ª Classe (ou engaste ou fixo).

Vínculos de 1ª classe – Este tipo de vínculo impede o movimento de


translação na direção normal ao plano de apoio, fornecendo-nos, desta
forma, uma única reação (normal ao plano de apoio).

Por possuir apenas uma incógnita, a reação é uma força que atua
perpendicularmente à superfície de contato (figura 17).

Figura 17 – Vínculos de 1ª classe.


Fonte: https://www.engprod2010cr.com.br/paginas/semestres/5/resistencia_materiais/aula_3-
vinculos_estruturais.pdf

30
Técnico em Mecânica
Competência 03

Vínculos de 2ª Classe – Este tipo de vínculo impede apenas dois movimentos;


o movimento no sentido vertical e horizontal, podendo formar duas reações
(vertical e horizontal).

Por possuir duas incógnitas, as reações são os dois componentes da força


resultante que atua paralela e perpendicular à superfície do ponto de contato
(figura 18):

Figura 18 – Vínculos de 2ª classe.


Fonte: https://www.engprod2010cr.com.br/paginas/semestres/5/resistencia_materiais/aula_3-
vinculos_estruturais.pdf

Engastamento de 3ª Classe – Este tipo de vínculo impede a translação em


qualquer direção, impedindo, também, a rotação do mesmo através de um
contra momento, que bloqueia a ação do momento de solicitação.

Por possuir três incógnitas, as reações são os dois componentes da força


resultante que atua paralela e perpendicular à superfície do ponto de contato
e um momento (figura 19).

Figura 19 – Engastamento de 3ª classe.


Fonte: https://www.engprod2010cr.com.br/paginas/semestres/5/resistencia_materiais/aula_3-
vinculos_estruturais.pdf

31
Mecânica Técnica
Competência 03
3.1.2 Conceitos Preliminares sobre Tipos de Estruturas

Estrutura – é o conjunto de elementos de construção, composto com a


finalidade de receber a transmitir esforços.

Nos tipos de estruturas, podemos classificar os tipos de estruturas em três


tipos (figura 20):

Figura 20 – Vínculos estruturas externo e interno.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

Importante:

I. Apoio móvel – transmite esforços na direção perpendicular ao


movimento;
II. Apoio fixo – transmite esforços horizontais e verticais. Não transmite
momento fletor;
III. Engaste – transmite esforço e momento fletor.

Interpretando a Figura 20, temos:

I. Estruturas Hipoestáticas (Estrutura I);


II. Estruturas Isostáticas (Estrutura II);

32
Técnico em Mecânica
Competência 03

III. Estruturas Hiperestáticas (Estrutura III).

Onde:
Estruturas Hipoestáticas – são estruturas instáveis quanto à elasticidade,
sendo bem pouco utilizadas no decorrer do nosso curso. É classificada como
hipoestáticas devido ao fato de que o número de equações da estática podem
ser superiores ao número de incógnitas (figura 21).

Figura 21 – Estrutura hipoestática.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

Na matemática, uma incógnita é uma variável cujo valor deve ser


determinado de forma a resolver uma equação ou inequação.

Incógnita
Normalmente, é representada pelas letras: x, y e z, e as constantes pelas Origem: Wikipédia,
primeiras letras do alfabeto (a, b, c, etc.). Ex.: 3x + 4= 19; x - y= 6. a enciclopédia livre.
http://pt.wikipe
dia.org/wiki/Inc
%C3%B3gnita
A ideia de usar uma convenção alfabética para diferenciar incógnitas
de constantes foi do matemático francês François Viéte, que empregou:
consoantes para as incógnitas e vogais para as constantes.

Incógnita – é basicamente um valor desconhecido que irá ser descoberto por


meio de uma equação, o qual pode ser tanto de 1º grau quanto de 2º grau,
variando de acordo com a sua dificuldade de execução.

33
Mecânica Técnica
Competência 03
Em português, é aquilo que se desconhece e procura saber, mistério.

Estruturas Isostáticas – a estrutura é classificada como isostática quando o


número de reações a serem determinadas é igual ao número de equações da
estática (figura 22).

Figura 22 – Estrutura isostática.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

Estruturas Hiperestáticas – a estrutura é classificada como hiperestática,


quando as equações da estática são insuficientes para determinar as reações
nos apoios, (figura 23).

34
Técnico em Mecânica
Competência 03

Figura 23 – Estrutura hiperestática.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

3.1.3 Equilíbrio de Forças e Momentos

Para que um determinado corpo esteja em equilíbrio de forças e momentos, é


necessário que sejam satisfeitas as seguintes condições:

I. A resultante do sistema de forças atuante deve ser nula;


II. A resultante dos momentos atuantes em relação a um ponto
qualquer do plano de forças será nula.

Desta forma, conclui-se que para forças coplanares:

F X
= 0;

F Y
= 0, e;

 M = 0.

35
Mecânica Técnica
Competência 03
Força Axial ou Normal F – é definida como força axial ou normal “F”, a carga
que atua na direção do eixo longitudinal da peça. É denominada normal por
ser perpendicular à seção transversal da peça (figura 24).

Figura 24 – Força axial ou normal “F”.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+
Estruturais

Tração e Compressão – em uma peça, a ação da força axial atuante originará


nesta um efeito de tração ou compressão.

Estudaremos nos seguintes casos:

a) Nos corpos em equilíbrio de forças e momentos, classificam-se a Tração e


Compressão na Peça:

I. Tração na peça – a peça estará tracionada quando a força axial


aplicada estiver atuando com o sentido dirigido para o seu exterior –
ilustrada na figura 25.

Figura 25 – Tração na peça quando a força axial atuando.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+
Estruturais

36
Técnico em Mecânica
Competência 03

I. Compressão na peça – a peça estará comprimida quando a força


axial aplicada estiver atuando com o sentido dirigido para o interior,
ilustrada na figura 26.

Figura 26 – Compressão na peça quando a força axial atuando.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

Importante:

Ligação ou Nó – a expressão “Nó” é todo ponto de interligação dos elementos


de construção, componentes de uma estrutura.

a) Nos corpos em equilíbrio de forças e momentos, classificam-se a


Tração e Compressão em Relação ao Nó:

I. Peça Tracionada – sempre que a peça estiver sendo


tracionada, o Nó estará sendo “puxado” (figura 27).

Figura 27 – Peça tracionada.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

II. Peça Comprimida – sempre que a peça estiver sendo


comprimida, o Nó estará sendo “empurrado” (figura 28).

37
Mecânica Técnica
Competência 03

Figura 28 – Peça comprimida.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

Composição e Decomposição de Forças em componentes ortogonais –


compreende a determinação de alfa (α) e beta (β), a partir de: Fx e Fy, (figura
29).

Figura 29 – Peça comprimida.


Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=V%C3%ADnculos+Estruturais

Interpretando a figura 25, consiste na determinação da resultante de um


sistema, podendo ser resolvida gráfica ou analiticamente de alfa (α) e beta (β)
a partir de: Fx e Fy.

3.2 Vínculos e Apoios em Estruturas

Quando se efetua o dimensionamento de apoios em estruturas de uma viga.


Seja ele de qualquer material, como aço, madeira, concreto, duas fases são
definidas distintamente.
A primeira fase é o cálculo dos esforços da estrutura, ou seja, o cálculo de
momento fletor e forças cortantes, ao qual a viga esta submetida a vários
tipos de carregamento.

38
Técnico em Mecânica
Competência 03

A segunda fase é o dimensionamento da peça propriamente dita, onde são


verificadas quais as dimensões necessárias da peça estrutural que irá resistir
aos esforços solicitados.

3.2.1 Conceitos Preliminares de Forças e Momentos

Quando dispomos de um elemento estrutural projetado para suportar


diversas cargas em sua extensão, este elemento recebe o nome de viga.

Estas vigas são normalmente sujeitas a cargas dispostas verticalmente, o que


resultará em esforços de cisalhamento e flexão. Quando cargas não verticais
são aplicadas à estrutura, surgirão forças axiais – o que tornará mais complexa
a análise estrutural.

Vigas – normalmente são barras retas e prismáticas, o que ocasiona maior


resistência ao cisalhamento e flexão.

Exercício de Fixação

a) Determine as cargas aplicadas nos nós da estrutura em forma de


Treliça

39
Mecânica Técnica
Competência 03
b) Determine as reações da viga: só há apoio em D e é um
Engastamento:

c) Determine a compressão num corpo sendo comprimido:

40
Técnico em Mecânica
Competência 04

4. COMPETÊNCIA 04 | CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DAS


SUPERFÍCIES PLANAS

4.1 Introdução

O dimensionamento e a verificação da capacidade resistente de barras, como


de qualquer elemento estrutural dependem de grandezas chamadas tensões,
as quais se distribuem ao longo das seções transversais de um corpo.

Daí vem a necessidade de se conhecer claramente as características ou


propriedades das figuras geométricas que formam essas seções transversais.

4.1.1 Propriedades Geométricas de Figuras Planas

As principais propriedades geométricas de figuras planas são:

I. Área (A);
II. Momento de Inércia (I);
III. Momento Estático (M);
IV. Módulo de Resistência (W);
V. Centro de Gravidade (CG);
VI. Raio de Giração (i)

A Figura 30 ilustra uma barra reta de seção transversal constante, chamada


barra prismática.

41
Mecânica Técnica
Competência 04

Figura 30 – Barra prisma.


Fonte: http://static.schoolrack.com/files/103100/304341/Apostila_01.pdf

Em que:

I. Seção Longitudinal – é o lado da barra que contém o comprimento (L) e


a altura (h);
II. Seção Transversal – é o lado da barra que contém a largura (b) e a
altura (h).

4.1.2 Conceitos Preliminares sobre Figuras Planas

Área – é a superfície limitada pelo seu contorno. Para contornos complexos, a


área pode ser obtida aproximando-se a forma real pela justaposição de
formas geométricas de área conhecida (retângulos, triângulos, etc.) –
ilustrado na tabela 5.

A unidade de área é [L]² = unidade de comprimento ao quadrado.

A área é utilizada para a determinação das tensões normais (tração e


compressão) e das tensões de transversais ou de corte.

42
Técnico em Mecânica
Competência 04

Tabela 5 – Formas geométricas de figuras planas.


Fonte: http://arboaventura.files.wordpress.com/2011/03/aula-2_estruturas-isostc3a1ticas_aula-
2.pdf

4.1.3 Fundamento das Características Geométricas das Superfícies Planas

Momento Estático - é a soma dos produtos resultante da multiplicação de


cada elemento de área pela distância do seu centro de gravidade ao eixo em
questão (figura 31).

43
Mecânica Técnica
Competência 04

Figura 31 – Momento estático.


Fonte: http://arboaventura.files.wordpress.com/2011/03/aula-2_estruturas-isostc3a1ticas_aula-2.pdf

Momento Estático de uma Superfície Plana – é a soma dos produtos


resultante da multiplicação de cada elemento de área pela distância do seu
centro de gravidade ao eixo em questão.

A unidade do Momento Estático é área é [L]× [L]² = [L]³.

O Momento Estático é utilizado para a determinação das tensões transversais


que ocorrem em uma peça submetida à flexão.

O Momento Estático de uma superfície composta por várias figuras


conhecidas é a somatória dos Momentos Estáticos de cada figura.

Exemplo:

Calcule o momento estático a partir do eixo que passa pelo CG:

44
Técnico em Mecânica
Competência 04

4.2 Centro de Gravidade de um Sólido

Centro de gravidade de um sólido (CG) – é um ponto localizado no próprio


sólido ou fora dele, pelo qual passa a resultante das forças de gravidade que
atuam em cada elemento de sua massa. É como se toda a massa de um corpo
se concentrasse naquele ponto (figura 32).

Figura 32 – Momento estático.


Fonte: http://arboaventura.files.wordpress.com/2011/03/aula-2_estruturas-
isostc3a1ticas_aula-2.pdf

Ainda, o CG pode ser entendido como um ponto em relação ao qual é nulo o


somatório dos momentos dos pesos das partículas que constituem o sólido
(ou sistema).

O gráfico abaixo mostra as coordenadas do Centro de Gravidade (CG) de um


corpo qualquer.

45
Mecânica Técnica
Competência 04
4.2.1 Interpretando o Gráfico das Coordenadas do Centro de Gravidade

A localização do ponto se dará através das coordenadas XG e YG, que serão


obtidas através da relação entre o respectivo Momento Estático de superfície
e a área total desta.

A resultante de todas estas forças verticais e paralelas entre si constitui o peso


do corpo. Mesmo mudando a posição do corpo aplicando-lhe uma rotação,
ele permanecerá sempre sujeito à ação da gravidade.

Isto significa que as forças verticais girarão em relação ao corpo, mas


continuaram sempre paralelas e verticais. O ponto onde se cruzam as
resultantes dessas forças paralelas, qualquer que seja a posição do corpo,
chama-se Centro de Gravidade (CG).

Importante:

Um modo mais simples de calcular o centro de gravidade de um sistema é:

I. Divide-se o sistema em elementos cujas geometrias coincidam com as


citadas;
II. Escolhe-se um sistema de referências para descrever as coordenadas
daqueles elementos. É importante lembrar que os pesos daqueles
elementos são conhecidos;
III. Multiplicam-se seus pesos por suas respectivas coordenadas (x,y) em
relação ao referencial gráfico escolhido anteriormente;
IV. Somam-se os resultados obtidos da multiplicação anterior;
V. Somam-se os pesos dos elementos que compõem o sistema (ou corpo);
VI. Divide o valor obtido no passo 3 pelo valor obtido no passo 4 e obtém-
se a coordenada do Centro de Gravidade do sistema em questão.

46
Técnico em Mecânica
Competência 04

4.2.2 Aplicação das Coordenadas do Centro de Gravidade

I. Ponto de equilíbrio de uma barra;


II. Balança de alavanca com tara corrediça;
III. Balanceamento de roda de carro;
IV. Balanceamento de elementos rotativos de máquinas;
V. Amarração de cargas de içamento;
VI. Fixação de peças em jigs (suporte).

4.2.3 Propriedade das Coordenadas do Centro de Gravidade

I. Quando um sistema admite um plano/eixo diametral, o CG se encontra


naquele plano/eixo diametral;
II. Quando um sistema admite um plano/eixo/ponto de simetria, o CG se
encontra naquele plano/eixo/ponto;
III. Quando um sistema admite dois eixos de simetria coplanares, o CG
encontra-se no cruzamento daqueles eixos;
IV. Quando um sistema é composto por dois sub-sistemas dos quais são
conhecidos os CG´s, o CG dos sistemas encontra-se na reta que une os
CG´s dos dois Subsistemas. Ou seja, um sistema (ou um corpo) pode ser
divido em elementos que podem ser representados por uma
combinação de triângulos, retângulos, círculos, semicírculos etc.

a) CG´s de linhas:

47
Mecânica Técnica
Competência 04
b) CG´s de superfícies planas simples:

Exemplos

Calcular o centro de gravidade da figura:

48
Técnico em Mecânica
Competência 04

Resolução:

a) Cálculo da área A:

A = 2 . (3.2) + 2. 7 = 12 + 14 = 26cm²

b) Cálculo do momento estático em relação ao eixo xx:

ME = (3. 2. 6) + (3. 2. 6) + (2. 7. 3,5) = 36+ 36+ 49 = 121cm

c) Encontrar o y do CG em relação ao eixo xx:

A . YCG = ME => YCG = ME / A

YCG 121 cm²/ 26 cm² = 4, 65 cm

d) Desenhe o gráfico do CG em relação ao eixo xx:

Exercício de fixação

a) Calcule o CG da figura composta:

 Calculo do momento estático em relação ao eixo xx;


 Cálculo da área S e do YCG;
 Desenhe o gráfico do CG em relação ao eixo xx.

49
Mecânica Técnica
Competência 04
b) Calcule o centro de gravidade das poligonais abaixo:

c) Calcule o centro de gravidade das superfícies abaixo:

50
Técnico em Mecânica
Competência 05

5. COMPETÊNCIA 05 I MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS

5.1 Introdução

O momento de inércia de áreas, também chamado de segundo momento de


área ou segundo momento de inércia, é uma propriedade geométrica da
seção transversal de elementos estruturais.

Fisicamente, o segundo momento de inércia está relacionado com as tensões Momento de


e deformações que aparecem por flexão em um elemento estrutural. Inercia de Áreas

Portanto, junto com as propriedades do material, determina a resistência de Vídeo


um elemento estrutural sob flexão.
http://www.youtub
e.com/watch?v=kP
4YGhH60Mc
5.2 Momento de Inércia de Áreas

5.2.1 Conceitos Preliminares sobre Momento de Inércia de Áreas

Momento de Inércia de áreas – definimos matematicamente o momento de


inércia de uma superfície pela integral do produto dos elementos de área de
uma figura plana pelo quadrado de suas distâncias a um eixo, ou seja,
dividimos a área em questão em partes pequenas e fazemos um somatório
dessas áreas multiplicadas pelo quadrado de suas distâncias ao eixo em
questão.

A unidade do momento de inércia é:

Normalmente aparece nas tabelas de seções em ou .

Por depender do quadrado das distâncias, o eixo é um valor sempre positivo e


depende da distância e da direção do eixo em relação à figura (figura 33).

51
Mecânica Técnica
Competência 05

Figura 33 – Momento de inercia de áreas.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Momento_de_in%C3%A9rcia_de_%C3%A1rea

5.2.2 Fundamentação sobre Momento de Inércia de Áreas

O momento de inércia é uma característica geométrica importantíssima no


dimensionamento dos elementos estruturais, pois fornece, em valores
numéricos, a resistência da peça. Quanto maior for o momento de inércia da
seção transversal de uma peça, maior a sua resistência.

5.2.3 Propriedade

O momento de inércia total de uma superfície é a somatória dos momentos


de inércia das figuras que a compõe.

52
Técnico em Mecânica
Competência 05

Onde:

Ix = I1.x + I2.x + I3.x

Aplicação

O momento de inércia de área da seção transversal de uma viga, em relação a


um eixo que passe pelo seu centro de gravidade, mede a sua rigidez, ou seja, a
sua resistência à flexão em relação a esse eixo.

Por exemplo, aplicando a fórmula acima para uma seção retangular de


lados e , com o eixo passando pelo seu centro e paralelo ao lado temos:

Aumentar o lado da seção da viga, devido ao expoente cúbico, resulta num


aumento bem maior de comparado com aumentar o lado . Dobrar uma
tábua em relação à sua espessura é fácil, mas não em relação à sua largura.

A deformação elástica deve ser proporcional à tensão aplicada. Quando uma


viga é fletida, aumenta seu comprimento no lado convexo, enquanto diminui
o de seu lado côncavo. Proporcionalmente a essas alterações, existem tensões
de tração em que o comprimento aumenta e de compressão onde ele
diminui.

Uma fibra situada no centro da viga permanece com o mesmo comprimento,


portanto não há tensão nessa região. À medida que aumenta a distância em
relação ao centro, também aumenta a diferença entre o comprimento original
(o mesmo da região central) e o atual, sob carga. O esforço de dobramento
chama-se momento fletor ( ).

53
Mecânica Técnica
Competência 05
Para determinar as tensões, usa-se o momento de inércia de área:

Para em milímetros, o momento de inércia em e o momento fletor

em , a tensão será calculada em .

A tensão é máxima na fibra mais afastada do centro, onde , à distância ao


centro, também é máxima. Será um valor positivo (tração) no lado convexo e
negativo (compressão) no lado côncavo. A tensão de tração particularmente é
crítica, pois deve estar abaixo do limite de resistência do material para evitar
seu rompimento. Percebe-se pela fórmula que a chave para diminuir as
tensões nas vigas é aumentar seu momento de inércia.

Exemplo:

Determinar o momento de inércia da superfície hachurada em relação ao eixo


x que passa pelo CG (medidas em centímetros).

54
Técnico em Mecânica
Competência 05

Translação de eixos – O momento de inércia de uma superfície em relação a


um eixo qualquer é igual ao momento de inércia em relação ao eixo que passa
pelo seu centro de gravidade, acrescido do produto da área (A) pelo quadrado
da distância que separa os dois eixos.

Temos:

Ix = IxCG + A.y²CG Iy = IyCG + A.x²CG

Onde:

Ix = momento de inércia da figura em relação ao eixo x;

Iy= momento de inércia da figura em relação ao eixo x;

IxCG = momento de inércia da figura em relação ao eixo (xCG) que passa pelo CG
da figura;

IyCG = momento de inércia da figura em relação ao eixo (yCG) que passa pelo CG
da figura;

xCG = distância do eixo y até o eixo yCG;

55
Mecânica Técnica
Competência 05
yCG = distância do eixo x até o eixo xCG.

O momento de inércia é utilizado para a determinação das tensões normais a


que estão sujeitas as peças submetidas à flexão.

As formulações acima podem ser expressas em função do momento estático:

Exemplo:

Determinar o momento de inércia do retângulo em relação aos seguintes


eixos:

a) x, passando pela base inferior:

56
Técnico em Mecânica
Competência 05

b) xCG, passando pelo CG:

Utilizando a formulação de mudança de eixos:

Momento de inércia do retângulo em relação ao seu CG: →

57
Mecânica Técnica
Competência 05
Exercício de Fixação

a) Calcule o momento de inércia em relação a um eixo que passa pelo CG


da figura abaixo, dado pelo valor na tabela 5, vem: J = b.h³/ 12

b) Determine a distância c do centroide da figura abaixo:


(Dados: b = 10cm; e = 2,5cm; h = 20cm; h1 = 17,5cm).

c) Determine a coordenada y do centroide da seção abaixo:

58
Técnico em Mecânica
Competência 06

6. COMPETÊNCIA 06 I RAIO DE GIRAÇÃO

6.1 Introdução

O movimento de corpos rígidos pode envolver movimentos translacionais


bem como rotacionais. Consideremos o caso de um disco de raio R, massa M e
dotado de um eixo de raio r.

6.1.1 Conceitos Preliminares sobre Raio de Giração

Raio de Giração – define-se como sendo a raiz quadrada da relação entre o


momento de inércia e a área da superfície. A unidade do raio de giração é o
comprimento.

Onde:

Importante:

I. O raio de giração é utilizado para o estudo da flambagem.

II. Raio de Giração – a inércia da seção (dificuldade de uma seção girar em


relação à outra) aumenta com o quadrado da distancia da massa (ou
área) ao centro de gravidade da seção (centro de giro). Daí a distancia r
ser chamada de raio de giração (figura 35):

59
Mecânica Técnica
Competência 06

Figura 35 – Raio de Giração.


Fonte: http://arboaventura.files.wordpress.com/2011/03/aula-2_estruturas-
isostc3a1ticas_aula-2.pdf

Dado: a relação do momento de inércia da tabela 5, vem: J = Y² . A

Onde:

Chamando a distância ao centro de gravidade ou centro de giro da seção de r ,


vem: R² = J/ A

6.1.2 Fundamentos sobre Raio de Giração

Apoiando-se neste eixo o disco desce girando, sem deslizar por um plano
inclinado de ângulo q formado de dois trilhos suportes (figura 36).

Figura 36 – Movimento de Corpos Rígidos


Fonte: http://www.fis.ita.br//exp24/e10.htm

60
Técnico em Mecânica
Competência 06

Se não há deslizamento pela conservação da energia, temos:

(1)

Onde:

VG = é a velocidade do centro de massa, IG é o momento de inércia do


conjunto disco- idade
angular.

Por outro lado, como o rolamento se dá sem deslizamento, VG = M r que


substituindo na Eq. (1) dá:

(2)

6.1.3 Teorema dos Eixos Paralelos

Pelo teorema dos eixos paralelos (teorema de Steiner):

(3)

Onde:

IP = é o momento de inércia com relação ao eixo passando por P.

Pela definição de raio de giração:

Portanto: a Eq.(2) pode também ser escrita:

(4)

61
Mecânica Técnica
Competência 06
Como o centro de massa está em movimento retilíneo uniformemente
variado, então:

(5)

Substituindo na Eq.(4) KG pode ser calculada por:

(6)

O raio de giração KG pode ser calculado teoricamente:

Mas como: e ,

Onde:

A densidade do alumínio é: Al = 2,70 g/cm³ e a densidade do ferro


é Fe = 7,90 g/cm³.

Temos:

(7)

Observação: Para eixo passante temos o mesmo material

Portanto:

62
Técnico em Mecânica
Competência 06

6.2 Módulo de Resistência

6.2.1 Conceitos Preliminares sobre Módulo de Resistência

Módulo Resistente – define-se módulo resistente de uma superfície plana em


relação aos eixos que contém o CG como sendo a razão entre o momento de
inércia relativo ao eixo que passa pelo CG da figura e a distância máxima entre
o eixo e a extremidade da seção estudada (figura 37).

Figura 37 – Movimento de Corpos Rígidos


Fonte: http://www.fis.ita.br//exp24/e10.htm

Temos:

Onde:

ICG = momento de inércia da peça em relação ao CG da figura;

x, y = distância entre o eixo do CG da figura e a extremidade da peça;

A unidade do módulo resistente é: L³

63
Mecânica Técnica
Competência 06
O módulo resistente é utilizado para o dimensionamento de peças submetidas
à flexão.

Para o retângulo, tem-se:

O módulo resistente é utilizado para o dimensionamento de peças submetidas


à flexão.

Da tabela 5, vem a formula para o cálculo do módulo resistente de área da


figura geométrica Retângulo:

Características
Geométricas de
algumas figuras
conhecidas

http://www.fis.ita.b
r/labfis24/exp24/e1
0.htm

64
Técnico em Mecânica
Competência 06

Tabela 5 – Formas geométricas de figuras planas.


Fonte: http://arboaventura.files.wordpress.com/2011/03/aula-2_estruturas-isostc3a1ticas_aula-
2.pdf

Exercício de Fixação

a) Compare a figura abaixo com a Figura 36 (movimento de corpos rígidos) e


responda:

65
Mecânica Técnica
Competência 06

 Meça o raio R e a largura a do disco; o raio r e o


comprimento b do eixo. Compare a Figura 36 (movimento de corpos
rígidos) com a figura do exercício;
 Abandonando o disco sobre o plano, inclinado sempre do mesmo
ponto, determine o tempo t que o mesmo leva para percorrer o espaço
S em seu movimento translacional. Faça 5 determinações e apresente a
série de determinações numa tabela incluindo a média e o desvio;
 Utilize a Eq. (6) para calcular KG;
 Calcule KG pela geometria, isto é, usando a Eq.(7) para os seguintes
casos: (1) Para eixo não passante; (2) Para eixo passante.

66
Técnico em Mecânica
REFERÊNCIAS

Melconian, Sarkis. Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais. 13ª ed. São
Paulo - SP: Ed. Érica, 2007.

Wikipédia. (2014a). Wikipédia, a enciclopédia livre. Retrieved October 17,


2014, from
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_unidades.

Wikipédia. (2014b). Wikipédia, a enciclopédia livre. Retrieved October 17,


2014, from
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/Stonehenge2007_07_
30.jpg

Apostila
Retrieved October 17, 2014, from
http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/GravitacaoUniversal/gu.ph
p

Figuras
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAqFQAC/mecanica-tecnica
apostila mecânica

Apostila em Resistencia dos Materiais


Prof Daniel Hasse

Características Geométricas de Figuras Plana


http://static.schoolrack.com/files/103100/304341/Apostila_01.pdf

Raio de giração
http://www.fis.ita.br/labfis24/exp24/e10.htm

67
Mecânica Técnica
Resumo das tabelas
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pdf/resumo_si.pdf

http://www.inmetro.gov.br
exercícios resolvidos equilíbrio estático

http://pt.slideshare.net/AulasFisica/fsica-exerccios-resolvidos-de-equilbrio-
do-ponto-material

http://arboaventura.files.wordpress.com/2011/03/aula-2_estruturas-
isostc3a1ticas_aula-2.pdf

68
Técnico em Mecânica
MINICURRÍCULO DO PROFESSOR

Eurico Barbosa Montenegro de Lucena

Mestre em Engenharia Mecânica, na área de Materiais e Fabricação pela


UFPE. Engenheiro Mecânico, graduado pela Escola Politécnica de Pernambuco
- UPE, com mais de 12 (doze) anos de experiência, adquiridos através do
gerenciando de obras de construção, montagem e instalação de
equipamentos, dutos, tanques e acessórios em Terminais de Óleo & Gás,
Plantas de Petroquímica, Refinaria, Indústria Química e de Alimentos.

Atualmente supervisiono equipes de manutenção industrial preventiva,


corretiva e preditiva, atuando na função de Engenheiro de Equipamentos com
ênfase em Mecânica, na Petroquímicasuape, desde 2011. Em paralelo sou
Professor de Ensino Técnico na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon
Magalhães – ETEPAM, ministrando disciplinas nos cursos técnicos de
Mecânica e Mecatrônica, respectivamente, desde 2012, já tendo atuado como
Tutor à Distância no e-Tec Brasil/IFPE e Professor Universitário na Faculdade
Santa Helena no curso de Administração de Empresas.

69
Mecânica Técnica