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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

BACHARELADO EM MÚSICA POPULAR


ESTÉTICA MUSICAL
PROF. JOSÉ HOMERO DE SOUZA
ALUNO: DANIEL ORTIZ DE ORTIZ

RESUMO CAPÍTULO 3 DE “DO BELO MUSICAL”, DE EDUARD HANSLICK

De forma bem leiga e simples, o que consegui compreender com relação aos
primeiros capítulos do livro, é que no terceiro capítulo, diferentemente do que fez
anteriormente, onde apresenta uma espécie de teoria negativa, onde o belo não evoca
nem representa sentimentos, o autor agora apresenta uma espécie de antítese, algo
como uma conceituação positiva do belo, já no início do capítulo, quando fala que
“Entendemos por ele uma beleza que, independente e não carecida de um conteúdo
trazida de fora, radica unicamente nos sons e na sua combinação artística”. Logo, para o
autor, o fundamento básica da criação musical “é o som agradável”.

A partir deste fundamento básico, para Hanslick, fica claro que o compositor
expressa sua inspiração e sua arte através de quatro elementos básicos que são a
melodia, a harmonia, o ritmo e a qualidade do timbre. Acho que isso fica bastante claro
quando Hanslick afirma que o objeto e o conteúdo da música “são formas sonoras em
movimento”, e usa como exemplos arabescos e caleidoscópios para exemplificar seu
pensamento. Contudo, apesar das coisas em comum, para o autor, a música pertenceria
a um mundo a parte, que pode ser alcançado única e exclusivamente pela própria música.
Dessa forma, para o autor, a música não seria passível de uma análise conceitual, da
mesma forma que não exclui a existência de um caráter racional dela, já que para
Hanslick as qualidades racionais da música poderiam ser compreendidas através de uma
audição atenta e focada.

Mesmo que através da lógica e de conceitos não seja possível entender os


fundamentos do belo musical, para o autor, existem leis naturais que regulam como os
sons podem gerar ou ter sentido musical, mesmo que isso aconteça de forma muito
misteriosa.
Ainda para o autor, a única coisa que seria importante e passível de análise seria a
música pela música, o que está contido de forma inerente a ela. Tentar explicá-la a partir
do seu criador seria passar por cima do mais importante, que é a própria obra. Dessa
forma, emoções, sentimentos, pensamentos, angústias e anseios, qualquer coisa ligada
ao emocional do criador e que estariam presentes na composição seriam puramente
irrelevantes, assim como valores “matemáticos” como simetria também seriam
irrelevantes, já que existem obras perfeitas, simétricas e circulares que seriam
esteticamente execráveis. Para hanslick, não se cria arte com lógica ou cálculos.

Finalizando o capítulo o autor afirma que nas artes o mais importante é o que as
separa, muito mais do que aquilo que as une ou o que faz com que se pareçam e termina
respondendo qual seria a diferença básica entre música e linguagem, onde fala que na
linguagem o som é apenas um meio, uma forma de se chegar, de se alcançar algo a ser
expressado. Na música o som seria algo que surge como fim em sim mesmo.