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Relações Diplomáticas e consulares

- Diplomacia é qualquer meio que o estado dispõe de estabelecer ou manter relações mútuas,
comunicando-se uns com os outros ou realizando transações legais ou políticas, por meio de
seus agentes autorizados. A negociação se torna cada vez mais orientada por regras e pela
técnica econômica e científica.

- Direito diplomático é o conjunto de normas e costumes, aceitos internacionalmente para


regular as relações diplomáticas entre os Estados e Organizações internacionais. É um direito
auto-suficiente, construído pelos costumes e consolidado pelos tratados multilaterais e
bilaterais.

- Convenção de Viena, de 1961 é a principal base jurídica aplicável nas Relações


diplomáticas, com aproximadamente 180 ratificações.

- Relações diplomáticas: As negociações entre os sujeitos de Direito internacional são feitas


por representantes diplomáticos enviados e aceitos por estes. Apenas os sujeitos de Direito
internacional tem o direito de receber (direito de legação passivo) e enviar diplomatas (direito
de legação ativo). Cabe observar que, o fato de dois Estados não manter relações diplomáticas
não significa que não se reconhecem. A priori, as subdivisões políticas de estados federativos,
não têm direito de legação, porém, se houver previsão expressa na Constituição, pode ocorrer.
O estado que envia diplomatas é chamado de “acreditante” e o estado que recebe é chamado
de “acreditador”. Acreditação é o ato pelo qual o Estado reconhece os poderes do Estado
acredito, realizada por meio de uma cerimônia formal que segue um rito especifico em cada
estado, com a presença do Chefe de Estado acreditador e o chefe da missão diplomática do
Estado acreditante.

- Missão diplomática pode ser permanente ou temporária. Formada por um conjunto de


diplomatas que representam os Estados ou organizações internacionais.

- Missão permanente pode ser de diferentes naturezas: embaixadas; consulados e vice-


consulados; delegações, missões ou escritórios. A missão inicia-se com a comunicação entre
os Estados acreditante e acreditado, em constituir uma missão em seu território. Esta
comunicação é feita por notificação ou nota verbal. É possível existirem diferentes missões
permanentes do mesmo Estado no território de outro Estado, ou até mesmo diferentes missões
do mesmo Estado instalados em uma única cidade.

- Missão especial/temporária Enviada por um Estado a outro para uma negociação específica
para executar uma tarefa determinada (envio de negociadores para uma conferencia
internacional para discutir questões pontuais). Menos burocrática que a missão permanente. A
concessão de imunidade e privilégios aos diplomatas que participam de missões especiais é
facultativa, e cada Estado reage de uma maneira distinta.

- Pessoal da missão: Os sujeitos de DI têm a liberdade de escolher seus representantes. A


escolha de um nacional ou de um estrangeiro é um direito soberano do Estado e não pode ser
questionado pelos demais Estados. No entanto, quando o diplomata escolhido for de
nacionalidade do Estado acreditador, este pode negar sua aceitação ou retirá-la sem qualquer
justificativa.

- Chefe da missão na maioria das vezes é o diplomata de maior posto hierárquico na carreira
e tem ampla liberdade sobre as atividades da missão. É chamado de embaixador, núncio,
enviado ou ministro ou encarregado de negócios. O estado acreditador, acredita o chefe da
missão diplomática com a apresentação de sua carta de acreditação do Estado de origem.

- Local da missão é onde ela funciona, compreendendo o conjunto de suas instalações físicas.
É adquirido pelo estado acredito e muitas vezes cedido pelo estado acreditador.

- Funções da missão: Representar o Estado acreditante junto ao acreditador; proteger os


interesses do acreditante e de seus nacionais junto ao acreditador, dentro dos limites
estabelecidos pelo DI; negociar com o Governo do acreditador; obter licitamente informações
sobre a evolução dos eventos de toda natureza do acreditador e informar seu próprio governo;
promover relações de amizade e desenvolver relações econômicas, culturais e científicas entre
ambos.

- Imunidades diplomáticas são benefícios previstos no DI e concedidos pelo Estado


acreditador ao acreditante, para que este exerça certas capacidades soberanas em seu
território.

- Privilégios diplomáticos são benefícios concedidos pelo direito dos próprios estados
acreditadores, além de suas obrigações assumidas pelas normas multilaterais. Imunidades e
privilégios podem ser de duas naturezas: funcional (proteger o estado por meio da proteção ao
agente que atua em seu nome no exercício das funções) e individual (proteger os atos do
próprio agente, em nome próprio).

- Isenção tributária: os membros estão isentos de todos os impostos e taxas de qualquer nível
federativo, federais, estaduais e municipais.