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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

A CONTRIBUIÇÃO DA ESCOLA NOS ASSENTAMENTOS DO


MST NA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA DOS
MOVIMENTOS SOCIAIS.

Francisco Junqueira

Linha de Pesquisa:

Memórias e Saberes Interculturais.

Capanema/PA
2017
TEMA E JUSTIFICATIVA

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), nasceu da ocupação da


terra e a reproduz nos processos de espacialização e territorialização da luta pela terra. Essa
ação e sua reprodução materializam a existência do Movimento, iniciando a construção de
sua forma de organização, dimensionando-a. O movimento mais influente na sua formação
foi o das Ligas Camponesas (1950-1960), pelas importantes estratégias coletivas contra o
latifúndio no interior do Nordeste, com maior ênfase na região do semiárido de Pernambuco
e da Paraíba, marcadas pelo crescimento da concentração de terras e expulsão dos
camponeses do campo.

Para Caldart (2000), no período de 1979 a 1984, já liderado pelo Movimento,


intensifica-se a luta pela terra no Brasil, por meio de ocupações e acampamentos, realizados
especialmente nos Estados do RS, SC, PR, SP e MS, que culmina na fundação do Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sob a sigla MST, por ocasião do primeiro Encontro
Nacional dos Sem-Terra, nos dias 21 a 24 de janeiro de 1984, em Cascavel - PR,
caracterizando-se como um movimento de dimensão nacional. Os princípios definidos nesse
congresso foram "Lutar pela reforma agrária" e "Terra para quem nela trabalha". Esses
princípios traduziram, de um lado, a determinação dos trabalhadores em reivindicarem uma
política agrícola que favorecesse a permanência dos trabalhadores no campo e, por outro, a
oportunidade de exercerem a cidadania, interferindo, por meio da organização e
mobilização, na construção de uma transformação social.

Segundo Gohn (2004), o movimento popular rural cresce, aparece e espalha-se o


MST por todo o Brasil, realiza centenas de ocupações de terras, organiza-se em
acampamentos, luta pela obtenção da posse da terra em assentamentos criados pelo governo
(ou reconhecidos por ele após a área já estar ocupada), cria cooperativas de produção e
comercialização, funda escolas de formação para as lideranças, elabora cartilhas para as
escolas de primeiro grau - em que discute o tipo de educação que deve ser dado aos filhos
dos assentados e o perfil que devem ter os profissionais que trabalham com as crianças.

A organização desse segmento social, segundo Gohn (2005), tomou proporções


nacionais e, com a continuidade, foram-se definindo diretrizes gerais e alterando a sua
filosofia política, considerando que nos anos 70, o MST esteve associado à CPT (Comissão
Pastoral da Terra). Nos anos 80 passou a contar com dirigentes ligados à CUT e ao PT, e a
fundamentar seu projeto no socialismo marxista. Nos anos 90, sem abandonar de vez seus
ideais socialistas, o MST redefine suas estratégias para se inserir numa economia de
mercado, tomar seus assentamentos produtivos, voltados para o mercado externo e não
apenas para o consumo de subsistência.

Nesse movimento de constante retomada das estratégias o MST, reafirma a


responsabilidade da educação, enquanto espaço social de integração em vista do
fortalecimento do assentamento, onde de acordo com a Cartilha de Estudo publicada do
próprio Movimento em 2005, a educação deve ajudar a fazer a transformação social. [...].
Estar voltada e ligada às várias dimensões do ser humano como (conhecimento, autoestima,
disciplina, participação, etc.). [...]. A educação deve ser entendida como um processo de
formação e transformação da pessoa humana. [...]. A escola deve integrar a organização e a
organicidade do Assentamento. Desenvolver o sentimento de pertença ao MST entre
estudantes e professores (p.13).

É atribuída à educação a responsabilidade de contribuir para que os propósitos do


MST sejam levados adiante, pela compreensão de pertença ao Movimento e pela formação
dos sujeitos com vistas à transformação de si mesmos e da realidade, onde essas ideias bem
definidas e diretas em relação ao que deve fazer a educação no cotidiano de um assentamento
devem estar vinculadas às condições reais do professor, à formação para o exercício da
profissão, às questões estruturais da escola e na relação com os demais setores de trabalho,
contexto em que as ações, metas e estratégias, do movimento, são decididas.

Toda e qualquer política educacional, em qualquer ocasião, é filtrada pelo Estado,


que subsidia a escolaridade formal, e na Escola Roberto Remigi, localizada no assentamento
João Baptista II do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, na cidade de
Castanhal-PA, não é diferente, pois os seus dirigentes acreditam que a escola seja um espaço
onde o processo de ensino-aprendizagem pode fomentar a participação social dos estudantes,
desde que o professor esteja inserido nas lutas sociais, e seja esclarecido sobre a proposta
política do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e que possa desenvolver uma educação
para a cooperação e coletividade.

Os conteúdos aplicados no ensino da escola Roberto Remigi tratam especialmente


dos conhecimentos sobre tecnologia de produção e organização da produção agropecuária,
buscando situar os alunos na realidade atual do campo, assim como na relação campo/cidade
do país, do mundo, preparando-os para tomar decisões em função do conhecimento
científico da realidade mais ampla, alimentando assim, o desejo e a razão de continuar na
luta pela reforma agrária e pela sociedade dos trabalhadores.
O tema é relevante por tratar de práticas educativas dentro de um assentamento do
MST, apresentando elementos de teoria pedagógica na tentativa de compreender o sentido
sociocultural e educativo do citado movimento, permitindo refletir também sobre o lugar da
escola dentro da sua dinâmica social e política, assim como apresentar os traços produzidos
ou pelo menos influenciados por este processo movido de tensões e conflitos entre valores.

Acredita-se que este estudo contribuirá para a compreensão do sentido sociocultural


das experiências de educação no assentamento do MST. Que se busque aprender com essas
práticas educativas desenvolvidas pelos movimentos sociais, e a construir a identidade dos
seus sujeitos, potencializando os processos culturais produzidos no conjunto das lutas e da
dinâmica de organização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

PROBLEMATIZAÇÃO

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é um movimento social


brasileiro de inspiração marxista com objetivo de implantar a reforma agrária no Brasil. É uma
aglutinação de movimentos de oposição desgostosos com o modelo de reforma agrária imposto
pelo regime militar, principalmente na década de 1970, que priorizava a colonização de terras
devolutas em regiões remotas, com objetivo de exportação de excedentes populacionais e
integração estratégica.

De acordo com Scherer-Warren (2007), a rede de movimentos sociais se define como


o conjunto das práticas políticas formadas por três níveis: organizacional, articulatório e de
mobilização, assim como, de três principais tipos de lutas que ocorrem no seu interior que são:
as demandas materiais/emergenciais do cotidiano das bases do movimento, a práxis de
ressignificações simbólicas e políticas no movimento e na sociedade, e a elaboração e a política
de reconhecimento de um novo projeto de sociedade. Estas três faces das lutas se
complementam, mas são, ao mesmo tempo, geradoras de tensões e conflitos no interior dos
próprios movimentos e das articulações em redes mais abrangentes.

São fundamentais nesse processo os nexos políticos e simbólicos estabelecidos entre


os três níveis: organizativo, mobilização e elaboração. E é no nível organizativo das bases que
se operam as práticas educacionais orientadas a desconstruções e reconstruções simbólicas
relativas a políticas identitárias e de acordo com princípios formadores do movimento; a
construção de novas identidades; a formação de sujeitos autônomos e o papel dos atores nos
processos de mudança social.

Na representação social do nome Sem Terra, a escola já se fez presente enquanto


instrumento necessário na formação dos sujeitos integrantes desse movimento social cujas
práticas vão sendo tecidas, segundo o ritmo das vivências de cada grupo, no acampamento e/ou
assentamento. De acordo com Gohn (2005), ao serem assentadas, as famílias tomam-se
proprietárias, possuem o meio de produção e, por meio das cooperativas, conquistam a
oportunidade de produzir e decidir sobre o destino da produção. Tornam-se consumidores,
pagam impostos. Quanto à formação dos sujeitos assentados, já contempla várias etapas:
alfabetização de crianças, jovens e adultos, ensino fundamental, formação de militantes
(política/ideológica), formação de quadros técnicos (nas áreas de comunicação, agronomia e
administração), intelectuais orgânicos: pedagogos, filósofos, sociólogos, médicos, formação em
licenciatura (nas áreas: geografia, letras, história e outros).

A educação e a formação dos educadores encontram-se no centro dessas preocupações,


por estarem vinculadas às ações dos sujeitos de tornar-se e continuar sendo um Sem Terra,
fazedores de uma nova cultura, pois o educador inserido quer no contexto local (assentamentos)
ou no mais amplo do Movimento, adquire uma característica profissional a serviço de um
coletivo que, consequentemente, exige uma formação não só inicial, mas uma formação
contínua demonstrada assim que a escola já se fez presente enquanto instrumento necessário na
formação dos sujeitos integrantes desse movimento social cujas práticas vão sendo tecidas,
segundo o ritmo das vivências de cada grupo, no acampamento e/ou assentamento.

A partir dos princípios fundantes do Movimento e da complexidade que envolve a


opção coletiva num movimento de massa, o MST constrói para si outros princípios, que
orientam o processo de formação dos sujeitos que atuam nas diversas frentes do Movimento. A
escola é uma dessas frentes e nela se insere a formação dos educadores e por mais que a esteja
inserida num contexto de luta, cujo compromisso é a formação de militantes do Movimento,
para agir em favor da reforma agrária, não dispensa um tratamento específico dado à
complexidade do trabalho docente.

Assim sendo, esse estudo busca responder o seguinte questionamento: De que


forma a escola do assentamento do MST pode contribuir para organização social e
política dos demais movimentos sociais?

OBJETIVOS

Objetivo Geral
Estudar os fatores que contribuem para que a escola do assentamento do MST na
cidade de Castanhal seja referência para os demais movimentos sociais no Estado
do Pará.

Objetivos Específicos

a) Analisar as características dos movimentos sociais;

b) Estudar a filosofia política o MST como movimento de massa;

c) Identificar as concepções pedagógicas da práxis dos profissionais do ensino no


assentamento do MST;
d) Analisar as características da construção da nova ordem social proposto pelo
setor de educação do MST;

e) Estudar a contribuição da escola do assentamento do MST na organização social


e política para os movimentos sociais.

METODOLOGIA

Metodologia Utilizada na Pesquisa


A pesquisa será desenvolvida de acordo com o objetivo propostos, orientada pelos
procedimentos apontados pela Fenomenologia, recorrendo em indicar o fenômeno no mundo-
vida, apresentando vivências significativas nas experiências existenciais de cada indivíduo.

A escolha do uso da Fenomenologia como base no estudo do tema, a contribuição da


escola nos assentamentos do MST na nova organização social e política dos movimentos
sociais, surgiu para mostrar que os movimentos sociais, especialmente aqueles ligados aos
direitos humanos, cumpriram um papel primordial na redemocratização política, desde as
primeiras resistências ao estado autoritário no combate as violações da privacidade e da
cidadania.

Segundo Martins (1994, p.25), “na pesquisa fenomenológica, o investigador, de início,


está preocupado com a natureza do que vai investigar, de tal modo que não existe, para ele, uma
compreensão prévia do fenômeno”. Ele não possui princípios explicativos, teorias ou qualquer
indicação definidora do fenômeno. Inicia o seu trabalho interrogando o fenômeno. A
fenomenologia utiliza objetivos com intencionalidade, sendo este o ponto central do
pensamento fenomenológico e a devida percepção dos objetos, que serão descritos e analisados
com experiêncipessoais recolhidas. A descrição obtida ocorre conforme a visão de mundo
existencial de cada indivíduo. Mostrando então, uma ótica advinda da reflexão, tendo antes a
pré-reflexão para se agir refletindo, sempre pensando sobre o que foi pensado.

Local da Pesquisa

A pesquisa terá como foco principal a Escola Roberto Remigi, localizada no


assentamento João Baptista II do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, na
cidade de Castanhal-PA.

Cidade polo (por sediar a URE - Unidade Regional de Educação que é responsável
pela gestão administrativa de 5 Municípios pertencentes à microrregião) a 65 quilômetros de
Belém (Pará), Castanhal está entre as cinco principais cidades do Estado e figura como uma
espécie de metrópole da região Nordeste do Estado do Pará. Cidade modelo (como é chamada)
tem privilegiada posição geográfica no mapa do Pará, sendo cortada pela rodovia federal BR-
316, a principal via de ligação entre a capital paraense e as regiões Nordeste, Centro-Oeste,
Sudeste e Sul.

Publico Alvo
Liderança do MST, Professores e Direção da escola.

Instrumentos de Coleta de Dados

Na pesquisa serão utilizados como instrumento de coleta de dados: questionário,


entrevista semiestruturada, a observação participante e o grupo focal aplicado para Liderança
do MST, Professores e Direção da escola.

Questionários

É um instrumento de coletar dados em campo, composto por certo número de questões


relacionadas a um determinado tema. Sendo entregues aos respondentes por escrito objetivando
obter conhecimento de opiniões, crenças, situações vivenciadas, sentimentos etc.
Santos (2007, p.83) chama atenção para; “à construção de questionários, pois, devem
traduzir os objetivos da pesquisa em questões específicas onde, as respostas a essas irão
fornecer dados necessários a esclarecer o problema levantado pela pesquisa ou mesmo testar
hipóteses”. Assim, a elaboração de questões e/ou assertivas e sua organização devem ser
consideradas elementos fundamentais em um questionário.
Os questionários serão constituídos de questões abertas, fechadas e por análise de
Likert com cinco opções, sendo elas: Concordo com a afirmação (C); Concordo Plenamente
(CP); Não concordo nem discordo (N); Discordo da afirmação e Discordo Plenamente (DP).
De acordo com Vergara (2009, p.19), “as questões fechadas demandam ao respondente
um conjunto de alternativas de respostas para que seja escolhida a que melhor representa uma
situação ou opinião”. De acordo com a pergunta, não é conveniente ofertar um número muito
grande de alternativas, pois pode prejudicar a escolha. Assim, é necessário que se garanta
independente da situação do respondente, uma alternativa que o mesmo se enquadre, ou seja,
as alternativas devem ser mutuamente inclusivas nesse caso.
Entrevista semiestruturada
Serão realizadas entrevistas intencionando detectar o posicionamento dos dirigentes
do MST e da direção da escola, sobre os conteúdos desenvolvidos na Escola Roberto Remigi e
sua contribuição para uma nova organização social e política dos movimentos sociais.

Observação participativa

A observação será efetuada em turmas pré-definidas, conjuntamente com a direção e


professores. Foi escolhido o princípio da escuta sensível, designada por Gatti (2005, p.10),
como; “a necessidade de escutar/ver”, objetivando a compreensão na subjetividade das atitudes
e dos comportamentos apresentados e os valores e símbolos da interação professor-aluno.
Segundo esta autora, o significado de adotar uma atitude mediativa no sentido oriental do termo,
pelo o qual o pesquisador deve ter a plena consciência de estar, aqui e agora, no menor gesto,
na menor atividade, é chegar a uma observação mais atenta, sentindo o universo afetivo e
cognitivo do grupo.
Segundo Powdermaker (2006, P.35), “a natureza da observação participativa é vista
pelo próprio termo no qual o método envolve participação ativa com aqueles que são
observados”. A participação do pesquisador pode variar ao longo de uma continuidade, com
uma mínima presença envolvendo em primeiro lugar o sujeito efetivo durante os eventos que
são descritos e a máxima participação envolvendo as ações do pesquisador quase como
qualquer outro membro o faz nos eventos, que ocorrem enquanto o pesquisador está presente.
Na ponta desta continuidade, existe uma diferença somente, entre a participação do observador
participante e de qualquer outro membro é que o observador participante atentando com
determinação para não influenciar o curso que os eventos podem vir a ter.

Grupo focal

Os grupos focais serão realizados com dirigentes da escola e professores. Gatti


(2005, p.28) define o grupo focal como “um conjunto de pessoas selecionadas e reunidas por
pesquisadores para discutir e comentar um tema, que é objeto de pesquisa”. O objetivo deste
grupo é estimular os participantes a falarem e a reagirem àquilo que outras pessoas no grupo
dizem e pode existir um nível de envolvimento emocional que raramente é visto em uma
entrevista a dois. Isto favoreceu a observação da dinâmica, da atitude, e da mudança entre os
participantes.
Kitzinger (2004, p.103) afirma que o grupo é “focalizado”, na questão direta de que
envolve algum tipo de atividade coletiva – como debater diversas questões, examinar um texto
sobre algum assunto, ou ver e contemplar um filme. É uma técnica de levantamento de dados
muito vasta e com possibilidades para capturar formas de linguagem, expressões e tipos de
comentários de determinado segmento, fator que pode ser fundamental para a realização de
estudos posteriores mais amplos, com o emprego de entrevistas e questionários.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CALDART, R. Pedagogia do Movimento Sem-terra: escola é mais do que escola. Petrópolis:


Vozes, 2000.
GATTI, Bernadete Angelina. Grupo focal na pesquisa em Ciências Sociais e Humanas.
Brasília: LIber Livro, 2005

GIL, A.C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999

GOHN, Maria da Glória. Teorias dos Movimentos Sociais: Paradigmas Clássicos e


Contemporâneos. 3 ed. São Paulo: Loyola, 2005.

KERLINGER. F.N. Metodologia de Pesquisa em Ciências Sociais. São Paulo: Editora


Pedagógica Universitária (E.P.U.), 2004

MARTINS, G. A. Guia para Elaboração de Monografia e Trabalhos de Conclusão de Cursos.


São Paulo: Atlas, 2002.

POWDEMARKER. G. Ernest. Metodologia de La investigación social. Buenos Aires: Praidos,


2006.

SANTOS, E.N.S. Metodologia Científica ao alcance de todos. Brasília: EVG, 2007

SCHERER-WARREN, Ilse. A política dos movimentos sociais para o mundo rural. Estudos
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VERGARA, S. C. Projeto e Relatório de Pesquisa em Administração. 5 ed. São Paulo: Atlas,


2009.

VIOLA, Solon Eduardo Annes. Direitos humanos e democracia no Brasil. São Leopoldo:
Unisinos, 2008.