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12/10/2016 Estudos tomistas: "Sobre a Eternidade do Mundo, contra Murmurantes", de Santo Tomás de Aquino

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"Sobre a Eternidade do Mundo, contra Murmurantes", de


Santo Tomás de Aquino

Santo Tomás de Aquino

SOBRE A ETERNIDADE DO MUNDO,


CONTRA MURMURANTES[1]

Tradução e notas:
C. N.

Suposto, segundo a fé católica, que o mundo teve um início de duração,


apresenta-se uma dúvida: se teria podido ter sido sempre. Para que se esclareça esta
dúvida segundo a verdade, deve distinguir-se antes de tudo em que convimos com
os adversários, e em que diferimos deles. Se, com efeito, se intelige que algo além de
Deus poderia ter sido sempre, como se pudesse haver algo eterno além dele e não
feito por ele, isso é um erro abominável não somente na fé, mas também entre os
filósofos, que confessam e provam que tudo o que é de qualquer modo não pode ser
se não é causado pelo que máxima e verissimamente tem ser. Se porém se intelige
que algo tivesse sido sempre, e todavia tivesse sido causado por Deus segundo tudo
o que houvesse nesse algo, deve ver-se se tal pode manter-se. Se todavia se diz que é
impossível, ou se diz porque Deus não poderia ter feito algo que fosse sempre, ou
porque isso não poderia ser feito, ainda que Deus pudesse fazê-lo.[2] Na primeira
parte, no entanto, todos consentem em que Deus poderia fazer algo que fosse
sempre, considerando sua potência infinita. Resta pois ver se é possível que fosse
feito algo que sempre fosse. Se porém se diz que algo assim não pode fazer-se, tal
não pode inteligir-se senão de dois modos, ou ter duas causas da verdade: ou por
remoção de potência passiva, ou por repugnância dos intelectos.[3] No primeiro
modo pode dizer-se que, antes que o Anjo seja feito, o Anjo não pode ser feito,
porque não preexiste a ele nenhuma potência passiva, porque não é feito de matéria
precedente; no entanto, Deus podia fazer o Anjo, e podia fazer que o Anjo fosse feito,
porque o fez, e foi feito. Inteligindo-o assim, portanto, deve conceder-se simpliciter
segundo a fé que o criado não pode ser sempre: porque pôr isto seria pôr que a
potência passiva sempre foi, o que é herético. Mas disto não se segue que Deus não
possa fazer que algum ente seja feito desde sempre. No segundo modo se diz por
repugnância dos intelectos que algo não pode fazer-se, assim como não se pode fazer
que a afirmação e a negação sejam simultaneamente verdadeiras, conquanto Deus
possa fazê-lo, como dizem alguns.[4] Alguns contudo dizem que nem Deus pode

fazer isso, porque isso não é nada. Mas é manifesto que não pode fazer que isso se
faça porque a posição que assim se põe se destrói a si mesma. Se todavia se põe que
Deus pode fazer de modo que tais coisas sejam feitas, a posição não é herética, ainda
que, como creio, seja falsa, assim como que o pretérito não o fosse encerra em si
contradição. Por isso diz Agostinho no livro Contra Fausto: “Alguém diz assim: ‘Se
Deus é onipotente, faça que coisas que foram não hajam sido’: estes não veem que
estão dizendo: ‘Se Deus é onipotente, faça que o que é verdadeiro, enquanto é
verdadeiro, seja falso’”. E todavia alguns grandes [teólogos] disseram piedosamente

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que Deus poderia fazer que o pretérito não fosse pretérito; tampouco foi reputado
herético.[5] Deve ver-se então, portanto, se há repugnância entre estes dois
intelectos: que algo seja criado por Deus e, no entanto, haja sido sempre.[6] E,
qualquer que seja o verdadeiro, não será herético dizer que Deus pode fazer que algo
criado por Deus fosse sempre. Creio no entanto que, se houvesse repugnância de
intelectos, seria falso. Se porém não há repugnância de intelectos, não só não é falso,
senão que tampouco é impossível: senão seria errôneo se se dissesse de outro modo.
Como pois à onipotência de Deus pertence exceder a todo intelecto e a toda virtude,
derroga expressamente a onipotência de Deus o que diz que se pode inteligir algo

nas criaturas que não possa ser feito por Deus. Tampouco se inste com os pecados,
que enquanto tais nada são. Nisto, portanto, consiste toda a questão: se ser criado
por Deus segundo toda a substância e não ter princípio de duração se repugnam
entre si, ou não. Que todavia não se repugnam mostra-se assim. Se com efeito se
repugnam, tal não é senão por uma destas duas razões ou por ambas: ou porque é
necessário que a causa agente preceda na duração [ao efeito], ou porque é
necessário que o não ser preceda na duração [ao ser]: porque, como se diz, o criado
por Deus se fez de nada. Em primeiro lugar, mostrarei que não é necessário que a
causa agente, ou seja, Deus, preceda na duração ao causado por ele, se assim quiser.
Antes de tudo, assim. Nenhuma causa que produz seu efeito de modo súbito precede
necessariamente a seu efeito na duração. Mas Deus é uma causa que produz seu
efeito não por movimento, mas subitamente. Por conseguinte, não é necessário que
preceda na duração a seu efeito. A primeira [proposição] patenteia-se por indução
em todas as mutações súbitas, como a iluminação e coisas assim. Pode porém
provar-se por argumentação, assim. Em qualquer instante em que se ponha que
uma coisa é, pode pôr-se o princípio de sua ação, como é patente em todas as coisas
geráveis, porque, no instante mesmo em que começa, o fogo já esquenta. Mas na
operação súbita, simultaneamente, antes o princípio e o fim seus são o mesmo,
como em todas as coisas indivisíveis.[7] Logo, em qualquer instante em que se
ponha o agente produzindo seu efeito subitamente, pode pôr-se o termo de sua ação.
Mas o termo da [sua] ação é simultâneo à coisa feita. Logo, não repugna ao intelecto
se se põe que a causa que produz seu efeito subitamente não precede na duração ao
causado por ela. Repugnaria, porém, nas causas que produzem seus efeitos por
movimento, porque é necessário que o princípio do movimento preceda a seu fim. E,
porque os homens estão acostumados a considerar as faturas que são por
movimento, por isso mesmo não captam facilmente que a causa agente não preceda
na duração a seu efeito. E é por isso que inexpertos em muitos [domínios], ao
considerar poucas coisas, enunciam facilmente. Não pode objetar-se a esta razão
que Deus é causa agente por vontade: porque tampouco é necessário que a vontade
preceda na duração a seu efeito; nem o agente por vontade, a não ser que aja a partir
de deliberação, o que livre-nos Deus de pôr nele.[8] Ademais. A causa que produz
toda a sustância da coisa não pode menos ao produzir toda a substância que a causa
que produz a forma na produção da forma; antes muito mais: porque não produz
eduzindo da potência da matéria, como se dá no que produz a forma. Mas algum
agente que produz só a forma pode fazer que a forma por ele produzida seja tanto
tempo como ele mesmo, como se patenteia no sol ao iluminar. Logo, com muito
mais razão Deus, que produz toda a sustância da coisa, pode fazer que o causado por
ele seja em todo o tempo em que ele mesmo é. Ademais. Se há alguma causa tal, que,
posta em algum instante, não se possa pôr o efeito procedente dela nesse mesmo
instante, isto não é senão porque a essa causa lhe falta algo de complemento: com
efeito, a causa completa e o causado são simultâneos. Mas a Deus nunca falta nada
de complemento. Logo, posto Deus, o causado por ele sempre pode pôr-se; e assim
não é necessário que preceda na duração. Ademais. A vontade do que quer não

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diminui nada de sua virtude, e precipuamente em Deus. Mas todos os que solvem as
razões de Aristóteles pelas quais se prova que as coisas sempre foram [feitas] por
Deus pelo fato de que o mesmo sempre faz o mesmo[9] dizem que isto se seguiria se
[Deus] não fosse agente por vontade.[10] Logo, também se se põe um agente por
vontade, nem por isso se segue que não possa fazer que o causado por ele seja
sempre. E assim se patenteia que não repugna ao intelecto dizer que a causa agente
não precede a seu efeito na duração, porque as coisas que repugnam à razão Deus
não pode fazer que sejam. Resta agora ver se repugna à razão que algo feito seja
sempre, por ser necessário que seu não ser preceda na duração [a seu ser], porque se

diz que foi feito de nada.[11] Mas que isto em nada repugna mostra-se pelo dito de
Anselmo no Monológio, cap. 8, quando expõe de que modo criatura se diz feita de
nada. “A terceira interpretação”, diz ele, “pela qual se diz que algo é feito de nada,
dá-se quando inteligimos que algo é feito, mas não há algo de onde seja feito.” Por
semelhante significação parece dizer-se que o homem contristado sem causa se diz
contristado de nada. Segundo pois este sentido, se se intelige o que acima se
concluiu, a saber, que além da suma essência todas as coisas que provêm dela são
feitas de nada, isto é, não de algo, não se segue nada inconveniente. Por isso é
patente que segundo esta exposição não se põe nenhuma ordem do que é feito ao
nada, como se fosse necessário que antes de ser feito nada fosse, e depois fosse algo.
Ademais, suponha-se que a ordem ao nada implicada na preposição [ de] permaneça
afirmada, de modo que o sentido seja: a criatura é feita de nada, isto é, depois de
nada: a dicção “depois” importa absolutamente uma ordem. Mas a ordem é
múltipla: a saber, de duração e de natureza. Se pois do comum e do universal não se
segue o próprio e o particular, não seria necessário que, pelo fato de dizer-se que a
criatura é depois de nada, nada fosse anterior na duração, e depois houvesse algo:
senão que basta que nada seja por natureza antes que o ente; com efeito, tudo o que
convém a uma coisa em si mesma sempre lhe é inerente anteriormente por natureza
ao que tem de outro. O ser, todavia, a criatura não o tem senão por outro; ora,
entregue a si mesma e considerada em si mesma, [a criatura] não é nada: razão por
que naturalmente o nada é para ela naturalmente anterior ao ser. [12] Nem é
necessário por isso, ou seja, por não preceder [o nada] na duração [ao ser], que [a
criatura] seja simultaneamente nada e ente: com efeito, se a criatura foi sempre, não
se põe que em algum tempo haja sido nada: senão que se põe que sua natureza é tal,
que não seria nada se fosse entregue a si mesma, assim como, se disséssemos que o
ar sempre fosse iluminado pelo sol, seria necessário dizer que o ar foi feito luminoso
pelo sol. E, como tudo o que se faz se faz do incontingente,[13] isto é, do que não
ocorre simultaneamente com aquilo que se diz fazer-se, é necessário dizer que [o ar]
é feito luminoso do não luminoso, ou do tenebroso; não que alguma vez tivesse sido
não luminoso ou tenebroso, senão que seria tal se fosse entregue a si mesmo pelo
sol. E o expresso é patente nas estrelas e nos orbes, que são sempre iluminados pelo
sol. Patenteia-se assim, portanto, que nisto que se diz, a saber, que algo foi feito e
sempre foi, não há nenhuma repugnância do intelecto. Se, com efeito, houvesse
alguma, seria admirável que Agostinho não a tivesse visto: porque teria sido uma via
eficacíssima para refutar a eternidade do mundo; se ele impugna a eternidade do
mundo com muitas razões no livro undécimo e no duodécimo de Da Cidade de
Deus , como deixa passar totalmente esta? Aliás, antes parece insinuar que não há
nisso repugnância de intelectos: daí que diga no livro décimo de Da Cidade de Deus ,
cap. 31, ao falar dos platônicos: “Encontraram o modo de inteligi-lo, a saber, que se
trata não de um início do tempo, mas do início de uma subjacência. Com efeito,
assim como, dizem, se um pé sempre, de toda a eternidade, estivesse no pó, sempre
subjazeria a ele a pegada, que ninguém duvidaria fosse feita pelo que pisa; e um não
seria anterior ao outro, ainda que um fosse feito pelo outro; assim também, dizem, o

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mundo e os deuses criados nele sempre foram, porque sempre foi o que os fez; e
todavia foram feitos”. Nem nunca diz que isto não possa inteligir-se, senão que
procede de outro modo contra eles. Diz ainda no livro undécimo, cap. 4: “Os que
confessam que o mundo foi feito por Deus não querem que tenha tido um início do
tempo, mas só de sua criação, de sorte que sempre seja feito de maneira dificilmente
inteligível; com efeito, dizem algo, etc.”. A causa porém pela qual é dificilmente
inteligível já se tratou na primeira argumentação. Também é admirável que tão
nobilíssimos filósofos não tenham visto tal repugnância. De fato, diz Agostinho no
mesmo livro, cap. 5, falando contra aqueles cuja autoridade mencionou no capítulo

precedente: “Tratamos pois daqueles que sentem conosco o Deus incorpóreo e


criador de todas as naturezas que não são o que ele mesmo [é]”, a respeito dos quais
mais adiante acrescenta: “Estes filósofos venceram os outros em nobreza e em
autoridade”. E isso também é evidente para o que considera diligentemente o dito
pelos que puseram que o mundo sempre foi, porque todavia o põem feito por Deus,
sem perceber nisso nenhuma repugnância de intelectos. Logo, só os que tão
sutilmente a percebem são homens, e com eles nasce a sabedoria. [14] Mas, como
algumas autoridades parecem ir em seu favor, também se deve mostrar que lhes
prestam débil suporte. Com efeito, diz o Damasceno no livro I, cap. 8: “O que é
tirado do não ser ao ser não é apto por natureza para ser coeterno ao que é sem
princípio e é sempre”. Também diz Hugo de São Vítor, no princípio de seu livro De
sacramentis:[15] “A virtude inefável da onipotência não pôde ter nada que lhe fosse

coeterno, de que se ajudasse para criar”. Mas estas autoridades e semelhantes


intelectos se patenteiam pelo que diz Boécio no último livro da Consolação:[16]
“Não pensam retamente alguns que, ouvindo o dito de Platão de que este mundo
não teve início no tempo nem terá fim, pensam que deste modo se faz coeterno ao
criador o mundo criado. Uma coisa, com efeito, é levar uma vida interminável, que é
o que Platão atribuiu ao mundo, outra abraçar por igual toda a presença de uma
vida interminável, o que é manifesto que é próprio da mente divina”. Daí se
patenteia que tampouco se segue o que alguns objetam, a saber, que a criatura se
igualaria a Deus em duração; e o que desse modo se diz, a saber, que de nenhum
modo pode algo ser coeterno a Deus, ou seja, porque nada pode ser imutável além
de Deus, patenteia-se pelo que diz Agostinho, no livro XII de Da Cidade de Deus,
cap. 15: “O tempo, porquanto transcorre em razão da mutabilidade, não pode ser
coeterno à eternidade imutável. E por isso, ainda que a imortalidade dos anjos não
transite no tempo, não é pretérita como se já não fosse, nem futura como se ainda
não fosse; no entanto, seus movimentos, pelos quais percorrem os tempos, passam
de futuros a pretéritos. E por isso não podem ser coeternos ao criador, em cujo
movimento deve dizer-se que não é nem foi o que já não seja, nem será futuro o que
ainda não seja”. Semelhantemente, diz ainda no livro oitavo[17] de Sobre o Gênesis:
“Porque a natureza da Trinidade é totalmente imutável, por isso mesmo é de tal
modo eterna, que não pode haver nada coeterno a ela”. Diz palavras semelhantes no
livro undécimo[18] das Confissões. Acrescentam-se ainda a seu favor argumentos
que os filósofos também trataram e resolveram, entre os quais o mais difícil é o da
infinidade de almas: porque, se o mundo sempre foi, é necessário que agora haja
infinitas almas. Mas esta razão não vem a propósito, porque Deus teria podido fazer
o mundo sem homens nem almas, ou então fazer o homem quando o fez, ainda que
a todo o restante do mundo o tivesse feito desde sempre; e assim não
permaneceriam após os corpos almas infinitas. E, ademais, ainda não se
demonstrou que Deus não possa fazer que haja infinitos [entes] em ato. [19] Há
ainda outras razões a que declino responder no presente, já porque já se respondeu
a elas alhures,[20] já porque algumas delas são tão débeis, que por sua debilidade
parecem conferir probabilidade à parte contrária.

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* * *
Para o texto latino, aqui.

[1] Este opúsculo é um dos ápices da metafísica de Santo Tomás, metafísica sempre
confluente com a teologia sagrada, e é fundamental para a refutação de muitas das objeções
às cinco vias tomistas.
[2] Alusão aos que, seguindo a Pedro Damião, subtraem a potência divina ao princípio da
contradição.
[3] Intelecto : aqui, o produto ou resultado da intelecção.
[4] E como nega Santo Tomás, como se verá. Cf. nota anterior.
[5] Alusão direta a Pedro Damião.
[6] Afirmam que há tal repugnância São Boaventura e John Peckham (e como o faria
Henrique de Gand depois de Santo Tomás).
[7] Cf. Aristóteles, Phys., VIII, 2, 251 b 21.
[8] Cf. Santo Tomás In Sent , II, d. 1, q. 1, a. 5.
[9] Cf. Aristóteles, De gen. et c orr., II, 10, 336 a 27-28.
[10] É o argumento de mestres das artes. Cf. Santo Alberto Magno, Summa de creaturis, I,
q. 20, a. 1, e Super Sent. , II, d. 1, a. 10.
[11] É o argumento notadamente de Alexandre de Hales. Cf.Quaestio De aeternitate, Paris,
BN 16406, f. 6 rb, citado pela Leonina.
[12] Cf. Santo Tomás, Im Sent. , II (1. 1, q. 1, a. 5, ad 1), e De pot. , q. 3, a. 14, ad 7.
[13] Dicção de difícil tradução. Poderia talvez verter-se por “coocorrente”.
[14] Retomada irônica de Jó 12, 2: “Logo, só vós sois homens, e convosco morrerá
[morietur] a sabedoria?” Santo Tomás põeoritur (nasce) em lugar de morietur. Segundo
muitas fontes, a ironia parece dirigida a São Boaventura e a seu discípulo John Peckham.
[15] I, 1, cap. 1.
[16] V, pro 6.
[17] XXIII, 44.
[18] 30, 40.
[19] Argumento de Algazel retomado por São Boaventura, Sent. , II, d. 1, p. 1, a. 1, q. 2, arg. 5
ad oppos. Cf. ainda Santo Tomás,In Sent. , II, d. 1, q. 1, a. 5-6, em sentido contrário.
[20] In Sent. , II, d. 1, q. 1, a. 5; Contra Gent., II, cap. 38; De pot., q. 3, a. 14 et 17; ST, I, q.
46, a. 1 et 2; Quod. III , q. 14, a. 2 [31].

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