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"Na natureza nada se cria, nada se perde,

tudo se transforma". Lavoisier.

Projeto de controle e automação


Aula 2– Métodos de projetos de design.

1
Objetivo
1. Identificar os parâmeros relevantes de um projeto de controle e automação,
enumerando todas as entradas e saídas (sensores e atuadores) do problema.
2. Descrever requisitos e necessidades para um projeto de controle e automação,
evidenciando o atendimento das especificações do cliente.
3. Avaliar diferentes técnicas de elaboração de projeto, buscando identificar a
mais adequada para o atendimento do requisitos do cliente.
4. Apresentar as fases de utilização do objeto em um projeto de controle e
automação, atendendo todas as exigências normativas nacionais e
internacionais.
5. Apresentar o processo de manufatura, serviço e manutenção, objetivando um
produto desenvolvido em um projeto de controle automação.

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Plano de ensino da Disciplinas (AV1)

Assunto
Elementos para um projeto de controle e automação: Sinais de entrada (sensores); Sinais de saída (atuadores);
Especificações e necessidades do cliente; Prazo entrega de um projeto; Metas de um projeto.
Projeto de Controle e Automação: Elaboração de projeto; Técnica de Análise do Projeto QFD (Quality Function
Deployment); Avaliação de desempenho dinâmico; Vantagens e desvantagens do QFD em relação a outras técnicas.
Projeto de Controle e Automação: Projetos pela técnica de Análise do Projeto DFE (Design for Environment); Vantagens
e desvantagens da e Análise do Projeto DFE. Comparativo da Análise do Projeto DFE em relação a outras técnicas
Projeto de Controle e Automação: Projetos pela técnica de Análise do Projeto DFA (Design for assembly); Vantagens e
desvantagens da e Análise do Projeto DFA. Comparativo da e Análise do Projeto DFA em relação a outras técnicas.
Projeto de Controle e Automação: Projetos pela técnica de Análise do Projeto DFD (Design for Disassembly); Vantagens
e desvantagens da e Análise do Projeto DFD. Comparativo da e Análise do Projeto DFD em relação a outras técnicas.
Projeto de Controle e Automação: Projetos pela técnica de Análise do Projeto DFLC (Design for Life Cycle); Vantagens e
desvantagens da e Análise do Projeto DFLC. Comparativo da e Análise do Projeto DFLC em relação a outras técnicas.
Desenvolvimento de produto e suas etapas: Concepção, projeto e fabricação; Testes e Ensaios de produtos; Ajustes e
melhorias para propiciar melhor desempenho dinâmico associado ao projeto de controle e automação.
Revisão da AP1
AP1
Plano de ensino da Disciplinas (Ap2)
Assunto
Normativas nacionais e internacionais para o projeto de controle e automação; Normas ISO 9000 e ISO 14000 aplicadas
ao projeto de controle e automação; Exigências normativas necessárias para um produto.
Tecnologias de fabricação de produtos para o projeto de controle e automação; Técnicas de elaboração de projetos;
Manutenção necessárias para que um produto atenda as diferentes especificações do cliente.
Sensores de temperatura, vazão e de posição; Escolha de sensores para o projeto de controle e automação; Descrição
e características nominais de sensores; Faixa de atuação, linearidade, histerese, tempo de resposta e aspectos
mecânicos de instalação
Transdutores de temperatura, vazão e posição. Seleção de transdutores no projeto de controle e automação;
Descrição e características nominais; Faixa de atuação, linearidade, histerese, tempo de resposta e aspectos mecânicos
de instalação.
Atuadores (relés e contactores); Escolha de atuadores para o projeto de controle e automação; Descrição e
características elétricas nominais de atuadores; Tensão de alimentação, tempo de resposta e aspectos mecânicos de
instalação de atuadores
Conversores analógico-digital (AD); Conversores digital-analógico (DA); Escolha de conversores para o projeto de
controle e automação; Descrição e características nominais; Faixa de atuação, tempo de resposta e aspectos
mecânicos de instalação.
Procedimentos e testes em projeto de controle e automação; Requisitos exigidos e definidos em projeto; Requisitos
em conformidade; Requisitos em não conformidade; Técnicas de confirmação de requisitos;
Revisão da AP2
AP2
Estas aulas estão baseadas nos livros:
O que é importante a um engenheiro hoje?

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O que é importante a um engenheiro hoje?
• O processo de elaboração de projetos pode
ser, a partir da mesma diretriz (citada por
SCHEER, 1993), subdividido da seguinte
forma:
– Concepção: Análise de especificações,
compilação de variações de soluções e sua
avaliação;
– Desenvolvimento: Especificações do
conceito de solução, projeto em escala,
construção de modelos, avaliação de
soluções;
– Detalhamento: Representação das partes
individuais e avaliação de soluções. 7
O que é importante a um engenheiro hoje?
• Um produto descrito como "um pedaço de metal, como um arame,
retorcido três vezes, em direções opostas, em formato retangular,
triangular ou arredondado" é um bom produto, ou um produto
complexo?

Outro aspecto interessante sobre este produto está no fato


de que, durante a II Grande Guerra, os noruegueses,
sujeitos à ocupação nazista, estavam proibidos de usar
símbolos nacionais. 8
Áreas das empresas envolvidas
com o produto
• Você já teve problemas para abrir uma
garrafa com tampa de rosca, por
exemplo?
• Já viu alguém se queimar com gordura,
em casa?
• Já foi incomodado por ruídos da rua
enquanto estudava?
• Já sentiu falta de um suporte para livros,
enquanto está no micro?
• Já teve dores nas costas ao varrer sua
casa? Já esqueceu de puxar o freio de
mão de seu carro?
o conceito
• A mente que se abre a uma nova ideia jamais retorna ao seu
tamanho original.
Albert Einstein

• concepção do conceito do produto: Análise de especificações,


compilação de variações de soluções e sua avaliação. Por estranho
que pareça, o importante nesta fase não é “desenhar” ou “buscar
uma solução a priori, mas entender as necessidades e
oportunidades que vão gerar o produto, quais suas funções seus
possíveis usuários, seus concorrentes e características do mercado.
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o conceito
• concepção do conceito do produto:
• No clássico filme de Stanley Kubrick,
“2001 – Uma Odisséia no Espaço”, as
primeiras cenas desenvolvem-se em
torno da disputa, por dois grupos de
“hominídeos”, pela primazia diante de
uma fonte de água.
• Geração de uma solução técnica para
eliminar a tribo concorrente.
Necessidade, geração de alternativas,
surgimento do produto
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o conceito
• Cuidados com o entendimento do produto e sua documentação:

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Novos Cenários para a Atividade Projetual:
• A excelência de projeto passa agora a considerar não somente o
cliente (do ponto de vista do marketing) ou o usuário (sob a
perspectiva do design), mas todo o ciclo de vida do produto, em uma
abordagem necessariamente mais ampla e sofisticada, que requer
novas ferramentas de projeto e novas estratégias de gestão do
projeto, que requer agora (e cada vez mais) uma visão sistêmica de
todo o ciclo de projeto e produção, que considere toda a vida do
produto. Entre estas, podem ser destacadas:
– DFMA, design for manufacture and assembly.
– DFD, design for disassembly:
– DFS, design for service:
– DFE, design for environment: 13
Novos Cenários para a Atividade Projetual:
• DFMA: Criada ainda na década de 1970, prevê a busca da
simplicidade na montagem, redução do número e padronização dos
componentes, redução de custos com remontagem, maior
confiabilidade, menores custos;
• DFD, design for disassembly: origina-se da necessidade de
gerenciamento de resíduos e componentes resultantes da
montagem e desmontagem do produto. Objetiva a otimização dos
recursos, matérias-primas e energia, minimização de efluentes
tóxicos e eventual disposição de resíduos oriundos dos processos
produtivos;
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Novos Cenários para a Atividade Projetual:
• DFMA: Projeto de um Comedouro para cães.
Como você faria este
produto inserindo
conceitos de
automação?

Refêrência: http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_WIC_242_405_33842.pdf
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Novos Cenários para a Atividade Projetual:
• DFMA: Projeto de Estudo de redução de custo de fabricação e
montagem em um motor a diesel com o auxilio do DFMA.
Foi gerada uma
redução de 1,14% em
relação ao custo total
do motor.

Refêrência: https://seer.ufrgs.br/ProdutoProducao/article/view/3260/3869
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Novos Cenários para a Atividade Projetual:
• DFS, design for service: Leva em consideração a preocupação com serviços
de manutenção durante a vida útil do produto e do seu
recondicionamento. Reduz a demanda pela substituição do produto, pois
prolonga o período de sua utilização. Este fato contradiz as perspectivas de
lucros empresariais imediatos, porém por outro lado busca satisfazer
emergentes demandas do mercado em termos de crescentes restrições de
caráter ecológico.
• DFE, design for environment: Busca o projeto de produtos que leva à
redução de resíduos, seja durante os processos de produção como durante
a vida útil do produto. Parte do pressuposto de que é possível “quantificar”
impactos ambientais de diferentes processos de produção e, a partir de um
inventário, selecionar aqueles que sejam menos agressivos ao meio
ambiente, seja durante a produção como na utilização do produto.
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Novos Cenários para a Atividade Projetual

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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Ferramentas de suporte ao desenvolvimento de produtos são
entendidas como um meio artificial disponível a organizações de
manufatura (e aos indivíduos nela inseridos) com o objetivo de
auxiliar o entendimento, a definição, a execução ou o controle de
tarefas e atividades e a solução de problemas no contexto do
desenvolvimento de produtos.
• Estas ferramentas reafirmam a necessidade, da interação entre o
projeto do produto e o projeto de fabricação, na tentativa de
otimização do produto e do processo quanto ao custo, qualidade e
produtividade.
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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• DFX (Design for excellence) ou projeto voltado para “a qualidade total”
(HUANG, 1996) é uma filosofia que coloca um produto no mercado de
forma rápida e satisfatória pelo incentivo à comunicação e cooperação,
caracterizado como um projeto simultâneo de produtos*.
• Isso permite que a equipe de projetos veja os problemas de diferentes
perspectivas sem perder o foco principal. Seus benefícios podem ser
classificados em três categorias:
– Categoria 1: onde os benefícios estão diretamente relacionados com as
medidas para tornar o produto competitivo, incluindo melhoria da qualidade
e produtividade, redução do ciclo de vida, aumento da flexibilidade, satisfação
dos clientes, local de trabalho onde predomine tranquilidade e interesse por
parte dos operários;
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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
– Categoria 2: inclui a melhoria e a racionalização das decisões no
projeto do produto, processos e recursos, de forma a introduzir
alternativas nas etapas iniciais, o que poderá reduzir
significativamente as possibilidades de mudança em etapas
posteriores.
– Categoria 3: melhor comunicação entre os participantes através do
estabelecimento de uma equipe de trabalho na elaboração do projeto,
simultaneidade e transparência das atividades, melhoria no
relacionamento entre usuários e fornecedores, maior facilidade no
gerenciamento do projeto, desenvolvimento de um produto
racionalizado e bem estruturado, promoção da prática da engenharia
simultânea
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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Os conceitos de Projeto Orientado para a Manufatura (DFM - Design for
Manufacturing) e Projeto Orientado à Montagem (DFA - Design for
Assembly), têm sido utilizados como ferramenta de integração entre as
áreas de projeto e fabricação no contexto da Engenharia Simultânea.
• O projeto orientado para a manufatura (DFM) engloba considerações de
manufatura no projeto, para que haja comunicação entre todos os
componentes de um sistema de manufatura, permitindo que o projeto seja
adaptado a cada estágio da realização do produto.
• Já o DFA é um programa que avalia os produtos em função de sua
facilidade de montagem, e sugere ao projetista as peças que podem ser
utilizadas ou eliminadas
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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Exemplo de DFA:

Referência:
http://conteudoproduto.magazineluiza.com.br/manual/21/219122400/Ventilador%20-%20VT-RP-03%20Manual.pdf
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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Esta integração do planejamento do processo de fabricação ao
desenvolvimento do produto, segundo Huang (1996), pressupõe a
participação sistemática das equipes de desenvolvimento do
produto e do processo de fabricação, o que promove uma re-
alimentação eficiente dos requisitos para acomodar as
necessidades e requisitos dos clientes ainda na fase conceitual do
desenvolvimento do produto.
• Esta integração contribui para redução do custo total do ciclo de
vida do produto e do tempo de desenvolvimento.

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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Um estudo de caso:
• Controle Inicial: Redução do
tempo de start-up dos
equipamentos por meio do
conhecimento já adquirido.
• Introdução de novos projetos
sem perdas em relação aos
equipamentos já instalados
• Garantir maior performance
inicial do equipamento,
minimizando falhas precoces;
• Assegurar que projetos sejam
desenvolvidos respeitando-se
os critérios do TPM. 25
Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• A figura a seguir relaciona os objetivos das ferramentas DFM e DFA
aos objetivos dos projetos para produção.

CVP*-Ciclo de Produção 26
Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Existem algumas regras de boa conduta sugeridos pelo DFMA:
– Projetar para um número mínimo de componentes;
– Projetar componentes para serem multifuncionais;
– Utilizar componentes e processos padronizados;
– Desenvolver uma abordagem de projeto Modular;
– Utilizar uma montagem empilhada/Unidirecional;
– Facilitar alinhamento e inserção de todos os componentes;
– Eliminar parafusos, molas, roldanas, chicotes de fios;
– Eliminar ajustes;
– Procurar padronizar materiais, acabamentos e componentes;
– Ter sempre em mente as possibilidades de automação;
– Utilizar e promover o trabalho em equipe.
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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Regras de projeto visando maximizar a facilidade da montagem,
reduzindo assim seus custos.
 Na figura 1 temos a "montagem por cima", caracterizada pela
inserção de todos os componentes de um conjunto de tal maneira
que eles se encaixem um sobre o outro.
 Na figura 2 observamos a utilização
de indicações para orientar a
montagem de componentes
assimétricos.

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Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Regras de projeto visando maximizar a facilidade da montagem,
reduzindo assim seus custos.
Na figura 3 temos o "auto
alinhamento", onde para facilitar o
encaixe entre componentes é
realizado desde perfis arredondados
a chanfros ou então furos guias.

No caso de simétricos, como na


figura 4, não existe essa
necessidade.

Referência: http://www.dfma.com/
Novos paradigmas de DFX
• A proliferação e a expansão do
DFA e do DFM, que
normalmente são tratados
simultaneamente no processo
de projeto como Projeto para
Manufatura e Montagem –
DFMA, têm levado ao
aparecimento de vários tipos
de abordagens do DFX,
considerados novos
paradigmas, como mostra a
FIG. 7
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Vamos pensar um pouco (postar o fórum)
• Dinâmica 1: Monte uma equipe de no máximo 5 pessoas e faça uma
pesquisa sobre produtos que utilizaram DFMA em seu projeto.
– Qual a especificação do produto, qual a necessidade do cliente?
– Como o produto foi projetado?
– Quais os itens do DFMA que foram atendidos no projeto?
– Quais os resultados finais do produto, explique como o produto
atendeu às necessidades do cliente.
– Foi pensado em formas de minimizar agressões ao meio ambiente no
projeto do produto?
– Foi pensado em como será descartado o produto?
– Foi pensado em facilidades para realizar a manutenção do produto?31
Novos paradigmas de DFX
• Projeto para Conformidade – Design for Compliance (DFC): projetar
levando em consideração as conformidades regulares exigidas para
fabricação e uso do produto.
• Projeto para Logística do Material e Aplicação de Componente –
Design for Material Logistics and Component Applicability (DFMC):
centraliza-se na fábrica, no movimento do material, nas
considerações de gerenciamento e nas aplicações correspondentes
aos componentes e aos materiais.
• Projeto para Qualidade – Design for Quality (DFQ): projetar de
acordo com as exigências do cliente; projetar um produto robusto
que ultrapasse as expectativas do cliente. 32
Novos paradigmas de DFX
• Projeto para Serviço – Design for Service (DFS): projetar para facilitar a
instalação inicial, bem como o reparo e a modificação dos produtos no
campo ou nos centros de serviços.
• Projeto para Manutenção – Design for Maintainability (DFMt): projetar
para “fácil” manutenção, assegurando que o produto possa ser mantido
em todo seu ciclo de vida útil, com despesas razoáveis, sem qualquer
dificuldade e, com isso, permitir o prolongamento de utilização do
produto.
• Projeto para Teste- Design for Test (DFT): projetar para facilitar teste de
fábrica e de campo em todos os níveis de complexidade do sistema:
equipamentos, placas de circuitos, etc.
• Projeto para Meio Ambiente- Design for Environment (DFE): projetar
considerando os aspectos ambientais em todo o ciclo de vida do produto.
Esta é a abordagem na qual está inserida o principal assunto deste
trabalho. 33
Projeto para Meio Ambiente
• O Projeto para Meio Ambiente (PPMA) – Design for Environment
(DFE) é uma aproximação abrangente para o desenvolvimento do
produto que considera os impactos ambientais de um produto em
todo seu ciclo de vida.
• Um dos objetivos do DFE é avaliar o desempenho ambiental do
produto, reduzindo os recursos não renováveis utilizados em sua
construção e possibilitando a reciclagem do produto após o uso.
• O DFE utiliza os conceitos de ciclo de vida juntamente com alguns
princípios-chave como a minimização de recursos materiais e de
energia para redução do impacto ambiental.
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Projeto para Meio Ambiente- DFE
• O Projeto para o Meio Ambiente força os engenheiros a avaliar a
fabricação do produto, o uso e o controle com relação ao meio
ambiente.
• Os projetistas devem especificar os processos de produção, os
materiais e a estrutura do produto de forma “ecologicamente
correta”.
• Em contribuição aos projetistas, Lindbeck (1995) traça algumas
diretrizes para o DFE:
1. Projetar produtos utilizando materiais simples.
2. Desenvolver recipientes de plásticos com aberturas maiores, para
facilitar a limpeza antes da reciclagem.
• *Sociedade da Indústria de Plásticos (SPI, sigla em inglês)
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Projeto para Meio Ambiente
• 3. Propiciar a conservação prática do material. A quantidade de embalagem do
produto pode ser facilmente e justificadamente reduzida através do projeto.
• 4. Conceber rótulos, etiquetas e outros adesivos para uma remoção mais fácil,
com tampas feitas do mesmo material do produto. O papel, o vidro e o metal
contaminado baixam o valor dos plásticos reciclados.
• 5. Identificar todas as peças plásticas com o símbolo SPI* de codificação correta.
• 6. Especificar ecologicamente os materiais mais amigáveis em todos os projetos
do produto. Exemplos incluem solventes e tintas não tóxicas, baterias de uso
doméstico de mercúrio etc.
• 7. Evitar materiais de plástico “degradáveis” em projetos de produto. São caros,
interferem na reciclagem do plástico, não decompõem facilmente, comparados
aos plásticos “não degradáveis”, e o seu uso não tem o apoio pela maioria dos
grupos de meio ambiente.
• *Sociedade da Indústria de Plásticos (SPI, sigla em inglês)
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Projeto para Meio Ambiente
• 8. Incluir informação sobre os métodos descartáveis de todas as
embalagens de lixo industrial e doméstico, considerados perigosos, tais
como pesticidas, produtos de limpeza e solventes.
• 9. Agregar informação de estudos atuais sobre a tecnologia e a reciclagem
de materiais e aplicá-las ao projeto do produto.
• 10. Especificar o uso de materiais reciclados e recicláveis nos projetos.
• 11. Projetar produtos para fácil desmontagem, facilitando a reciclagem e
os processos de produção
• 12. Projetar produtos para uma segunda vida, com durabilidade.
• 13. Envolver especialistas ambientais em estágios anteriores ao processo
do projeto.
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Projeto para Meio Ambiente
• Estratégias vistas a luz
da “Roda Estratégica”
para o DFE: inicia-se
com a concepção de
um novo produto e
abrange todas as
etapas subsequentes,
como projeto, seleção
de materiais, produção,
distribuição, uso até o
final da vida útil do
produto.
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Exemplos
• Recipientes de extratos de tomate

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Projeto para Meio Ambiente
• O DFE vem se expandindo, e com isso está se tornando um módulo
do DFX, cujas abordagens são: Projeto para Modularidade (Design
for Modularity – DFM); Projeto para Remanufatura (Design for
Remanufacture); Projeto para Reúso (Design for Reuse); Projeto
para Desmontagem (Design for Disassembly – DFD) e Projeto para a
Reciclagem (Design for Recycling – DFR), como mostra a figura:

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Projeto para Meio Ambiente
• Projeto para Remanufatura: O Projeto para Remanufatura ou
Projeto para Recuperação do produto – Design for Remanufacture –
consiste em projetar produtos para a durabilidade.
– O processo de remanufatura do produto requer as seguintes tarefas:
desmontagem, limpeza, separação, substituição ou reparo dos
componentes em más condições, recondicionamento, teste,
remontagem e inspeção.
– Os produtos/peças recuperados são usados para reparo, fabricação de
outros produtos e componentes e para venda ao comércio externo

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Projeto para Meio Ambiente
• Exemplos de Produtos que usam os conceitos de Remanufatura:

Referência
http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/8267/3/PG_CEGI-PM_VIII_2013_10.pdf 42
Projeto para Meio Ambiente
• Projeto para Eficiência de Energia: O Projeto para Eficiência de
Energia – Design for Energy Efficiency – consiste em elaborar
processos e produtos que demandam um menor consumo de
energia durante seu uso.
– A quantidade de energia consumida pelas indústrias em seus processos
de produção de determinados produtos de consumo contribuem
consideravelmente para os problemas ambientais.
– Uma das consequências deste olhar de projeto: foi estimular a
produção de computadores desktop e acessórios com a capacidade de
mudar, automaticamente, para um estado de baixa energia, quando
estivesse ocioso. A introdução dessa tecnologia, principalmente nos
computadores laptop, atingiu uma redução de 50-70% do consumo de
energia.
43
Projeto para Meio Ambiente
• Exemplos de Projeto que usam o conceito de Eficiência de Energia:

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Projeto para Meio Ambiente
• O Projeto para Modularidade: Design for Modularity – visa projetar
produtos utilizando peças ou componentes modulares. A capacidade de
elaborar produtos por meio da combinação de peças modulares traz
grandes benefícios para o DFE, os quais podem ser direcionados para a
reciclagem, para a desmontagem e para o reaproveitamento de produtos.
• O Projeto para Reuso: Design for Reuse é uma estratégia utilizada para
prolongar a vida útil do produto. Esse tipo de projeto possibilita o reuso
do produto para a mesma finalidade ou qualquer outra. Um exemplo
deste tipo de olhar pode ser visto nas embalagens de vidro para requeijão
cremoso e para maionese – a primeira, após ser utilizada, pode ser
reaproveitada como copo; a segunda pode ser reutilizada para guardar
alimentos não perecíveis, etc.
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Projeto para Meio Ambiente
• O Projeto para Desmontagem – Design for Disassembly (DFD) – é
considerado um componente-chave para qualquer estrutura de trabalho
do DFE. O DFD é uma das estratégias disponíveis para a concepção de
produtos cuja reciclagem seja economicamente justificada.
• Duarte (1997) ressalta que o projeto do produto deve prever a
desmontagem visando a viabilidade da remanufatura, o reaproveitamento
de componentes e a reciclagem de materiais. A desmontagem pode ser
definida como o método sistemático para a separação de peças,
componentes e subconjuntos de um produto.
• É usada na reciclagem e na reprodução, pois, através da separação
seletiva de peças e materiais, possibilita aumentar a faixa de recuperação
do produto.
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Projeto para Meio Ambiente
• Mok e Moon (1997, p. 621-622) ressaltam que a desmontagem do
produto deve incluir os seguintes conceitos:
• desmontagem sem força;
• desmontagem por mecanismo simples;
• desmontagem sem ferramentas;
• fácil identificação dos pontos de desmontagem;
• projeto de estrutura simples do produto;
• nenhum uso de materiais tóxicos nos produtos.

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Projeto para Meio Ambiente
• As vantagens do DFD são (GUPTA; MAcLEAN, 1996, p. 226):
– uniformização e prevenção na configuração de um produto;
– operações de desmontagem simples e rápidas;
– fácil manuseio das peças retiradas;
– facilidade na separação e tratamento dos materiais e resíduos
retirados;
– redução do trabalho necessário na recuperação das peças e dos
materiais recicláveis; e
– redução na variabilidade do produto.

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Projeto para Meio Ambiente
• Existem dois tipos de desmontagem: a desmontagem não
destrutiva e a desmontagem destrutiva.
– Desmontagem não destrutiva é o processo de remoção sistemática das
peças desejáveis, que constitui uma montagem, desde que não haja
destruição das peças por causa do processo.
– A desmontagem destrutiva é o processo de separação dos materiais de
uma montagem, no sentido de selecionar cada tipo de material para a
reciclagem.
• Exemplo:
– Não destrutiva: o pet que pode ser separado de sua tampa.
– Destrutiva: O aparelho de barbear que precisa ser destruído para ser
separado da lâmina.
49
Projeto para Meio Ambiente
• Vale a pena ou não a
desmontagem:
– Dependendo do número de
etapas necessárias para separar
os módulos, as peças ou os
componentes, o custo da
desmontagem pode ser maior ou
menor do que a disposição em
aterro sanitário.

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Projeto para Meio Ambiente
• A seguir são apresentadas algumas atividades internacionais sobre
desmontagem FONTE – MOK e MOON, 1997. p. 621.

51
Projeto para Meio Ambiente
• O Projeto para Reciclagem – Design for Recycling (DFR) significa projetar
um produto prevendo a sua reciclagem com o objetivo de facilitar a sua
desmontagem para recuperação do material.
• A reciclagem é o processo de recuperação dos materiais e componentes de
produtos usados que são utilizados em novos produtos. É necessária a
desmontagem do produto, de maneira que os materiais e os componentes
individuais possam ser reusados ou reciclados. Os principais objetivos para
se projetar um produto visando à reciclagem são:
– economia de energia;
– redução de material;
– reutilização de componentes;
– reciclagem de materiais;
– prolongamento da vida útil de aterros sanitários. 52
Vamos pensar um pouco (postar o fórum)
• Dinâmica 2: Monte uma equipe de no máximo 5 pessoas e faça uma
pesquisa sobre um dos métodos de projeto de produtos. Temas:
– QFD (Quality Function Deployment);
– técnica de Análise do Projeto DFE (Design for Environment)
– Projetos pela técnica de Análise do Projeto DFD (Design for
Disassembly).
– Projetos pela técnica de Análise do Projeto DFLC (Design for Life
Cycle);
– Projeto para Teste- Design for Test (DFT):
– O Projeto para Reciclagem – Design for Recycling (DFR)
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Vamos pensar um pouco (postar o fórum)
• O que devem ser abordados nas apresentações
– Visão geral da técnica de projeto de produto selecionada.
– Explique como a técnica ajuda no desenvolvimento de produtos.
– Qual a especificação do produto, qual a necessidade do cliente?
– Como o produto foi projetado?
– Quais os itens da técnica que foram atendidos no projeto?
– Quais os resultados finais do produto, explique como o produto
atendeu às necessidades do cliente.
– Foi pensado em formas de minimizar agressões ao meio ambiente no
projeto do produto?
– Foi pensado em como será descartado o produto?
– Foi pensado em facilidades para realizar a manutenção do produto,
desmontagem, reaproveitamento? 54
Ferramentas DFX desdobradas para DFM, DFA e DFE.
• Engenharia simultânea ou engenharia paralela é uma filosofia
utilizada no desenvolvimento de projeto de produto em que vários
processos são realizados simultaneamente por uma equipe de
projeto multidisciplinar . Para maiores detalhes ver JAGOU (1993).

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