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Avaliação do comportamento de concreto contendo borracha de pneus

inservíveis para utilização em pisos intertravados

Rosa Cristina Cecche Lintz 1,†, Luísa Andréia Gachet-Barbosa1


Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP - Faculdade de Tecnologia
Rua Paschoal Marmo, 1888 – 13484-332 Limeira-SP, Brasil

Maria Rachel Russo Seydell2, Ana Elisabete Paganelli Guimarães de Avila


Jacintho 2

Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de


Tecnologias
Rodovia D. Pedro I, km 136 – 13086-900 Campinas-SP, Brasil

RESUMO

A disposição inadequada de resíduos provenientes de borracha de pneus vem


crescendo a cada dia em todo o mundo. Segundo a Resolução 258/99 do CONSELHO
NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA (Brasil), fabricantes de pneus devem
apresentar destinação final aos produtos inservíveis de forma a atender a legislação em vigor.
Os setores da construção civil e pavimentação podem absorver resíduos de diferentes
naturezas, contribuindo para a redução da exploração de agregados naturais não-renováveis e
para a diminuição da disposição inadequada de materiais inservíveis. Esta pesquisa apresenta
uma avaliação das propriedades mecânicas de concretos com resíduos de borracha
vulcanizada empregados na fabricação de pisos intertravados. Foram produzidas diferentes
misturas de concreto com incorporações crescentes de borracha, em substituição parcial aos
agregados naturais. Foram moldados corpos-de-prova e peças de pisos intertravados para a
execução de ensaios de resistências à compressão e à tração, sendo também medida a taxa de
absorção de água dos concretos. Pôde-se verificar a viabilidade técnica do concreto a ser
empregado na fabricação de pisos intertravados, com a substituição de até 2,5% da massa de
agregado miúdo natural pelo agregado reciclado de borracha.

1
Professor Doutor.
† Autor para quem a correspondência deverá ser enviada (rosacclintz@ft.unicamp.br).
2
Professor Doutor.

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1. INTRODUÇÃO

A indústria brasileira de pneus produziu, em 2008, o total de 61,5 milhões de


unidades, avaliadas em R$ 10,2 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). A construção civil é responsável por cerca de 30% do consumo dos
recursos naturais extraídos, o que equivale a 220 milhões de toneladas de agregados naturais
por ano para serem utilizados na produção de concretos e argamassas, levando à exaustão as
reservas naturais em diversos locais.
De acordo com a publicação do Diário Oficial de 02 de Dezembro de 1999, da
Resolução n° 258/99 do CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA
(Brasil), a indústria de pneus tem a obrigação de providenciar uma destinação final
ambientalmente correta aos pneus inservíveis.
Segundo Yunping Xi et al. (2004) a reciclagem de resíduos sólidos na forma de
agregados para concreto, tais como partículas de borracha de pneus, é uma solução para a
disposição indiscriminada desse passivo ambiental. O concreto modificado com borracha é
um material que possui características únicas com potencial para uso em variadas aplicações.
Os compósitos de cimento apresentam facilidade em absorver resíduos sólidos
industriais, de forma que inúmeros órgãos governamentais e privados passaram a realizar
pesquisas para obter formas adequadas para a utilização de resíduos no concreto, visando a
redução de custos e mantendo a qualidade.
Conforme observa Topçu (1995) o concreto com borracha apresenta as propriedades
requeridas para variadas aplicações, tais como: construção de elementos, onde altas
resistências não são necessárias, barreiras sujeitas a impactos, barreiras de isolamento de sons
e aplicação em ferrovias para fixação de trilhos.
Segundo Tezuka (1999) as primeiras pesquisas, aplicações e utilizações comerciais do
concreto com resíduos foram realizadas nos Estados Unidos em 1971, e, em seguida, no
Reino Unido e no Japão.
Quanto às propriedades mecânicas do concreto com borracha, a resistência à
compressão diminui com teores crescentes de borracha na mistura (Ghaly e Cahill (2005);
Macedo et al. (2005); Lintz et al. (2008); Lintz e Mello (2008). A tenacidade do concreto com
borracha é superior a do concreto comum, sem borracha. Segundo Garrick (2004) o grande
benefício deste material está na absorção de cargas dinâmicas e na resistência à propagação de
trincas.
Freitas et al. (2007) indicam a viabilidade da incorporação de 5% a 10% de borracha
em concretos empregados na fabricação de blocos intertravados.
Fioriti (2007) demonstra através de ensaios que ocorre queda na resistência à
compressão, no entanto, o piso intertravado tem grande capacidade de absorção de energia.
Os resultados de resistência à abrasão mostram-se interessantes para a aplicação de pisos
intertravados de concreto com resíduos de pneus em pavimentos com solicitações leves.
Segundo o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens do Brasil - DNER (1997),
o pavimento construído com blocos intertravados de concreto é constituído de peças de
diversos formatos justapostos, rejuntados ou não com material asfáltico, assentados sobre
lastro de pó de pedra ou areia lavada, base ou sub-base, e confinado lateralmente por sarjetas
ou guias.
Conforme as especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) –
NBR 9780, a resistência característica estimada à compressão simples aos 28 dias de cura, do
concreto de blocos intertravados, deve ser de, no mínimo, 35 MPa, para pavimentos sujeitos a
solicitação de veículos comerciais, e de, no mínimo, 50 MPa, para o tráfego de veículos
especiais.

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Veículos comerciais são os automóveis, utilitários, ônibus e caminhões simples, ou
seja, aqueles constituídos de unidade tratora e compartimento para carga em uma única
composição. Os veículos especiais englobam os veículos articulados e combinados longos,
que possuem um ou mais pontos de articulação entre as unidades.

1.1. Justificativa

No Brasil, como em outros países do mundo, um grande volume de resíduos


provenientes da indústria de pneus tem sido descartado anualmente de forma inadequada ao
meio ambiente.
O setor da construção civil é um segmento que pode absorver resíduos industriais, e
contribuir para a redução da exploração de agregados naturais evitando a deposição de
materiais inservíveis. Igualmente, a pavimentação de vias consome um volume elevadíssimo
de materiais, sendo uma fonte racional de aplicação de resíduos e rejeitos de forma a
preservar o meio ambiente da exploração inadequada de matéria-prima.
Esta pesquisa versa sobre a avaliação da influência da incorporação de resíduos de
borracha inservíveis em concretos de cimento empregados na fabricação de pisos. Para o
programa experimental foram produzidas cinco dosagens de concreto, moldados corpos-de-
prova e pisos intertravados os quais foram submetidos a ensaios mecânicos.

2. MATERIAIS E PROGRAMA EXPERIMENTAL

Os materiais empregados na produção das misturas de concreto são: cimento Portland,


areia, brita e resíduos de borracha.
O aglomerante utilizado é o cimento Portland do tipo alta resistência inicial -
CPVARI, o agregado miúdo empregado é a areia de origem quartzosa natural e o agregado
graúdo também é natural e de origem basáltica.
As fibras de borracha utilizadas foram obtidas através do processo de recauchutagem
de pneus inservíveis usados em veículos leves (figura 1). Duas frações de borracha foram
selecionadas por peneiramento mecânico, de dimensões máximas características iguais a 2,4
mm e 4,8 mm.

Figura 1 – Amostras de borracha utilizadas.

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2.1. Caracterização Física dos Agregados

Para o ensaio de massa específica absoluta da borracha foi usado o frasco de


Chapman, segundo as exigências da norma NBR NM52 adaptada, sendo necessária a
substituição da água pelo álcool etílico.
A massa específica absoluta dos agregados foi determinada conforme a NBR NM52
para a areia e, segundo a NBR NM53, para a brita. A determinação da massa unitária dos
agregados foi realizada conforme as exigências da NBR NM45. Para a caracterização e a
classificação dos agregados quanto à granulometria, foi executado o peneiramento mecânico
segundo a NBR 7211.
Os resultados dos ensaios de caracterização dos agregados estão descritos na tabela 1.

Tabela 1 – Caracterização física dos agregados naturais e reciclados.


material massa massa dimensão módulo
específica unitária máxima finura
(kg/l) (kg/l) característica
(mm)
areia fina 2,57 1,35 2,4 1,95
areia média 2,55 1,42 2,4 2,43
areia grossa 3,02 1,8 4,8 2,71
agregado graúdo natural 2,94 1,52 9,5 7,49
borracha reciclada (pó) 1,24 0,45 2,4 3,09
borracha reciclada (fibras) 0,90 0,39 4,8 2,32

2.2. Seleção dos Traços dos Concretos

Segundo diferentes autores, a dosagem ideal de resíduos de borracha a ser incorporada


em concretos é de, no máximo, 15% do volume total da mistura (Lintz et al. (2004), Mosca et
al. (2005), Scussel et al. (2005)).
Nesta pesquisa foram estudados cinco traços de concreto, sendo empregadas duas
frações de borracha. Foram moldados corpos-de-prova cilíndricos 10 x 20 cm e prismáticos
15 x 15 x 50 cm para a realização dos ensaios mecânicos e, também, peças de pisos
intertravados de concreto de dimensões 20 x 10 x 6 cm, as quais foram ensaiados à
compressão segundo a NBR 9780.
Para a mistura de referência (BT0) foi empregado traço em massa 1 : 3,6 : 0,72 : 0,16
(cimento: areia: pedrisco: água). Para as demais misturas com resíduo de borracha, a massa da
areia foi substituída pelo resíduo nas seguintes porcentagens: 2,5% (BT1), 5% (BT2), 7,5%
(BT3) e 10% (BT4).
Os agregados (areia e brita naturais) foram devidamente preparados, pesados e
armazenados. As fôrmas cilíndricas 10 x 20 cm e prismáticas 15 x 15 x 50 cm empregadas na
moldagem dos corpos-de-prova foram limpas e calafetadas.

2.3. Moldagem dos Corpos-de-Prova

Para a produção e moldagem do concreto utilizou-se a betoneira intermitente de eixo


inclinado. A colocação dos materiais foi realizada na seguinte ordem: brita, parte da água,

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cimento, areia, fibras pré-misturadas e o restante da água. A fabricação dos pisos
intertravados foi realizada em vibro-prensa, de acordo com a NBR 9780 (figura 2 e 3).
A cura das peças de concreto foi realizada segundo as especificações da Associação
Brasileira de Normas Técnicas NBR 5738 e NBR 9780. Após a cura, os corpos-de-prova
cilíndricos foram retificados para a execução dos ensaios e os pisos foram capeados.

Figura 2 – Fabricação dos pisos intertravados.

Figura 3 – Pisos intertravados ensaiados.

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2.4. Ensaio para a Determinação da Resistência à Compressão

A determinação da resistência à compressão dos corpos-de-prova cilíndricos de 10 x


20 cm foi realizada segundo a NBR 5739. Os corpos-de-prova foram rompidos em uma
prensa universal para ensaios, a velocidade de carregamento constante, após 28 dias de cura.
A determinação da resistência à compressão das peças de pisos intertravados seguiu a
NBR 9780, realizada também aos 28 dias de idade.

2.5. Ensaio para a Determinação da Resistência à Tração por Compressão Diametral

Na verificação da resistência à tração por compressão diametral (NBR 7222), foram


empregados corpos-de-prova cilíndricos de 10 x 20 cm, ensaiados aos 28 dias de idade,
rompidos em uma prensa universal para ensaios, a velocidade de carregamento constante.

2.6. Ensaio para a determinação da resistência à tração na flexão

Para a determinação da resistência à tração na flexão, foram utilizados corpos-de-


prova prismáticos 15 x 15 x 50 cm de concreto com borracha, aos 28 dias de idade (NBR
12142).

2.7. Ensaio para a Determinação da Absorção de Água por Imersão

A determinação da absorção de água por imersão em corpos-de-prova cilíndricos foi


realizada segundo as especificações da NBR 9778, aos 28 dias de idade.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados obtidos nos ensaios mecânicos de corpos-de-prova de concreto foram


analisados e seus valores médios geraram as curvas apresentadas nas figuras 4, 5, 6 e 7 para
os ensaios de resistência à compressão, tração por compressão diametral, tração na flexão e
absorção de água por imersão. Os resultados obtidos no ensaio de compressão das peças de
concreto de pisos intertravados estão apresentados na figura 8.

20
RESISTENCIA À COMPRESSÃO

18
16
14
12
(MPa)

10
8
6
4
2
0
0% 2,50% 5,00% 7,50% 10%
TEOR DE BORRACHA (%)

Figura 4 – Resultados dos ensaios de resistência à compressão de corpos-de-prova cilíndricos.

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COMPRESSÃO DIAMETRAL (MPa)
2,5

RESISTENCIA À TRAÇÃO POR


2

1,5

0,5

0
0% 2,50% 5,00% 7,50% 10%
TEOR DE BORRACHA (%)

Figura 5 – Resultados dos ensaios de resistência à tração por compressão diametral de corpos-
de-prova cilíndricos.

4,5
RESISTENCIA À TRAÇÃO NA

4
3,5
FLEXÃO (MPa)

3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
0% 2,50% 5,00% 7,50% 10%
TEOR DE BORRACHA (%)

Figura 6 – Resultados dos ensaios de resistência à tração na flexão de corpos-de-prova


prismáticos.

8
ABSORÇÃO DE ÁGUA(%)

7
6
5
4
3
2
1
0
0% 2,50% 5,00% 7,50% 10%
TEOR DE BORRACHA (%)

Figura 7 – Taxas de absorção de água por imersão.

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40

RESISTENCIA À COMPRESSÃO
35
30
25

(MPa)
20
15
10
5
0
0% 2,50% 5,00% 7,50% 10%
TEOR DE BORRACHA (%)

Figura 8 – Resultados das resistências à compressão aos 28 dias das peças de pisos
intertravados.

Analisando-se os resultados obtidos quanto às propriedades mecânicas determinadas


em corpos-de-prova cilíndricos e prismáticos de concreto, sem e com resíduos de borracha,
pode-se constatar que:
Para a resistência à compressão, os resultados obtidos revelam que os concretos com
borracha nas porcentagens 2,5%, 5,0% e 7,5% tiveram uma queda de 22% em suas
resistências à compressão em relação ao concreto sem resíduos, e, para a porcentagem de
10%, houve uma queda de 43% desta propriedade em relação à mistura sem adição de
borracha;
Para a resistência à tração por compressão diametral, verificou-se que os valores são
muito próximos, comparativamente, para as misturas com 2,5%, 5,0% e 7,5% de resíduos. Já
a mistura com 10% de borracha apresenta queda de 38% em relação à mistura de referência;
Para a resistência à tração na flexão, as maiores quedas nas resistências acontecem
para as misturas com 7,5% e 10% de borracha.
Analisando-se os resultados obtidos nos ensaios de absorção de água por imersão dos
concretos aos 28 dias de idade, não foram verificadas diferenças significativas entre as
misturas BT0 e BT1, mas, para as demais misturas, estes valores aumentaram
significativamente, se aproximando de 7%.
Quanto aos valores apresentados pelo ensaio de resistência à compressão nas peças de
pisos intertravados, segundo a NBR 9780, pode-se comprovar a diminuição desta propriedade
para porcentagens crescentes de borracha na mistura.
Segundo a NBR 9781, a resistência mecânica à compressão axial, para tráfego leve e
veículos comerciais, deve ser maior ou igual a 35 MPa e, para tráfego de veículos especiais
deve ser maior ou igual a 50 MPa. Conforme observado neste estudo, a porcentagem de
borracha mais conveniente a ser incorporada ao concreto, para atender a resistência à
compressão especificada para tráfego leve, é de até 2,5% em relação ao volume de areia da
mistura.

4. CONCLUSÕES

Nesta pesquisa que versa sobre o estudo do comportamento de concreto com borracha
de pneus inservíveis empregado na fabricação de pisos intertravados, pôde-se notar:

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A substituição de mais de 7,5% de agregado miúdo natural pelo resíduo de borracha
parece influenciar significativamente o resultado das resistências à compressão e à tração;
A incorporação de até 2,5% de resíduo de borracha ao concreto, na fabricação de pisos
intertravados, é uma alternativa tecnicamente viável, uma vez que as especificações
brasileiras estabelecem um limite mínimo de 35 MPa para a resistência à compressão axial de
pisos deste tipo, a serem utilizados para tráfego leve e veículos comerciais.
Várias são as aplicações de pisos intertravados com adição de borracha na construção
civil e pavimentos de vias urbanas sujeitas ao tráfego de veículos comerciais, calçadas,
estacionamentos, ciclovias, terminais de ônibus, pavimentos internos de indústrias, armazéns
de carga e pátios de manobra, desde que destinados às solicitações desses tipos de veículos.
Aplicações como essas ampliam o horizonte de utilização do concreto com borracha,
como uma alternativa tecnológica sustentável que contribui para o reaproveitamento de
grande parte de resíduos e rejeitos de borracha de pneus inservíveis, para a diminuição da
disposição deste material em aterros e para a preservação de recursos naturais não-renováveis.

REFERÊNCIAS

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