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Antônio Sérgio Alfredo Guimarães

Classes, raças e democracias

Cap 5
DEMOCRACIA RACIAL:
O IDEAL, O PACTO E O M I T O

Democracia racial

 Origem e disseminação do termo


 Gilberto Freyre: Apesar da associação, o termo não consta em suas principais
obras. (Ele só a usa após 1955)

Ademais, por que empregar uma metáfora política para referir- se às relações
sociais entre brancos e negros? Por que tal locução passou a exprimir tão
perfeitamente um pensamento que conceitos anteriores, cunhados pelos
cientistas sociais •— como "sociedade multirracial de classes", empregado por
Pierson (1942) ou "relações raciais harmoniosas", usado pela UNESCO (Maio,
1997) — foram incapazes de expressar? Essas são algumas das indagações que
procuro responder neste artigo. (p. 137)

 Sem ter consultado sistematicamente documentos ou jornais da época, mas


concentrando-me na produção jornalística e acadêmica de alguns intelectuais
pioneiros no estudo das "relações raciais", busquei primeiramente traçar a
cronologia de cunhagem do termo "democracia racial". (p. 138)

 Primeira aparição do termo: Roger Bastide, Diário de São Paulo, 31 de


Março de 1944, em visita Realizada à Gilberto Freyre.

 Gilberto Freyre em 1944 usa o termo “Democracia Étnica” para comentar


sobre a catequese Jesuíta.

 Abdias do Nascimento, 1950: “doutrina da democracia racial ”

 Literatura acadêmica: Charles Wagley, 1952. Estudo das relações raciais no


Brasil, UNESCO.

 Como veremos adiante, Gilberto Freyre (1969, [1933], 1936) não pode ser
responsabilizado integralmente, nem pelas idéias nem pelo seu rótulo; ainda
que fosse o inspirador da "democracia racial", evitou, no mais das vezes,
nomeá-la assim, tendo-a conservado, ademais, com um significado bastante
peculiar. (p. 139)
A IDEIA DE UM PARAÍSO RACIAL

O ablolicionísmo transatlântico e a memória do paraíso racial


brasíleíro*, Celia Maria Marinho de Azevedo

 Escravidão no Brasil: Ausência de uma linha de cor (EUA)


 O termo “Democracia” no século XIX era usado somente como representação de
uma forma de governo, como Frederick Douglas utiliza o contraste Democracia
X Despotismo
 Frente Negra Brasileira, 1930:
- Neste momento, a organização não ira ter como pauta a crítica ao conceito de “Paraíso
Racial”, focando-se na situação social do negro.
- “Autoflagelação”. Vale lembrar que a FNB era formada por indivíduos de
diversas linhas ideológicas distintas. Com a fundação do Teatro Experimental do
Negro (1944) essa perspectiva muda.

EX: Arlindo Veiga dos Santos (Monarquista), José Correia Leite (Socialista)

“O ITINERÁRIO DA DEMOCRACIA” DE ROGER BASTIDE

 A história da expressão de que estamos tratando começa um pouco antes do fim


da Segunda Guerra. (P. 141)
 Roger Bastide (1898-1974), sociólogo francês, professor da USP.
 Influenciado nesse momento pro Freyre, faz uma viagem para algumas cidades
brasileiras. O sociólogo tinha em mente realizar uma discussão a respeito do
exercício da democracia, devido ao ingresso do Brasil na Segunda Guerra
Mundial em 1942 ao lado das tropas Aliadas. Bastide realizará três
entrevistas:
 1° Georges Bernanos (1888-1948), Rio de Janeiro
 Escritor francês exilado no Brasil, aonde auxiliava a resistência francesa contra o
exército alemão.

Mas, para nós, o decisivo, nesse artigo, é que Bastide inclui o Brasil no rol das
nações democráticas não pela obediência a certa ética pública ou mesmo pela
garantia ao exercício de liberdades civis, mas pelo fato deste, ao engajar-se na
guerra contra o fascismo na Europa compartilhar uma certa "concepção da vida
e da dignidade do homem" (Bastide, 1944). (p. 142)

 2° Jorge Amado (1912-2001), Salvador


 Com Amado, Bastide comenta sobre a relação entre democracia e cultura, por
meio das mobilizações sociais.

Bastide argumenta, em seguida, que o povo, para Amado, não se resume aos
proletários, a uma categoria econômica, mas se expressa na alegria da festa: "O
povo é o conjunto dos proletários, sem dúvida, mas considerado como alegria de
festa, como criador de valores estéticos, como mantenedor de uma certa cultura,
muitas vezes a mais saborosa de todas as culturas". Jorge Amado, o comunista que
luta pela liberdade, teria lhe ensinado a lição de que a democracia "é igualmente o
nascimento de uma cultura".

3° Gilberto Freyre, Recife

 Ao argumentar sobre a estrutura social, Bastide, usando o relato de sua


viagem de bonde, utilizara o termo “Democracia Social e Racial” para
discorrer sobre a ausência da segregação de cor no Brasil:

Regressei para a cidade de bonde. O veículo estava cheio de trabalhadores de


volta da fábrica, que misturavam seus corpos fatigados aos dos passeantes que
voltavam do parque dos Dois Irmãos. População de mestiços, de brancos e
pretos fraternalmente aglomerados, apertados, amontoados uns sobre os outros,
numa enorme e amistosa confusão de braços e pernas. Perto de mim, um preto
exausto pelo esforço do dia, deixava cair sua cabeça pesada, coberta de suor e
adormecida, sobre o ombro de um empregado de escritório, um branco que
ajeitava cuidadosamente suas espáduas de maneira a receber esta cabeça como
num ninho, como numa carícia. E isso constituía uma bela imagem da
democracia social e racial que Recife me oferecia no meu caminho de regresso,
na passagem crepuscular do arrebalde pernambucano" (Bastide, 1944b). (p.
143)

 Por social, Bastide não usa este conceito como Marshall, ao tratar do direitos
sociais. Para ele, o desenvolvimento do conceito de “raça” para “classe” na
organização da sociedade não teria, como nos EUA realizado a divisão, mas
sim um novo conceito social, “uma forma original de cultura
miscigenada, livre e festiva” (p. 144)
 Antonio Sérgio chama a atenção para o fato de Bastide ainda utilizar o
termo “raça”, já que argumenta a transformação desta em “classe”. Isso
provaria a falha da linguagem acadêmica em abolir o termo “raça”,
usando “etnia” em seu lugar. Na linguagem dos jornais e da política,
mais próximas ao senso comum e dos sentidos “nativos”, será a
“democracia racial’ e não a ‘democracia étnica’ que prevalecerá” (p.
144)

O CONSENSO RACIAL-DEMOCRÁTICO
 Pós-Guerra: Mudanças na posição de visão dos intelectuais conservadores de
uma inferioridade racial para uma inferioridade cultural (o que era antes visto
como um problema irreversível, agora não é mais)
 Incorporação do mestiço na sociedade. Sendo assim, a ordem social do
mestiço era restrita "apenas para aquela parte da população de cor que
aceitava o código moral e os interesses inerentes à dominação senhorial”.
 Teatro Experimental do Negro:
 Em meio a ampliação do espaço social/racial, mas que coloca o mestiço como
sujeito social de direitos, o Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias
do Nascimento, ira se mobilizar para aumentar mais este espaço racial, para
assim incluir o negro.
 As práticas culturais africanas ainda não serão totalmente abraçadas nas
primeiras décadas do TEN, pois essa será vista em algumas partes como
retrógrada. Mas no campo das artes e da sensibilidade, essa influencia é
totalmente incorporada.
 O contexto político do Estado Novo terá muita influencia na tentativa de
construir uma democracia mais inclusiva, que representa várias nacionalidades.
Nessa luta, o TEM terá alguns pontos de conformidade com alguns intelectuais
nacionalistas e alguns escritores regionalistas.

Mas tal conformidade se rompeu em dois pontos capitais: a apropriação c reinvenção


da "cultura afro-brasileira" pelos antropólogos e artistas "brancos", e o discurso sobre
a participação do negro na sociedade brasileira, em particular a discussão sobre a
existência ou não do preconceito racial no Brasil. (p. 146)

 A crença no termo de democracia racional, porém, seria uma dessas


conformidades.
 O termo “democracia” nesse período ainda é portador de um fonte poder
semântico, pois criticava tanto o Estado Novo quanto o Fascismo.
 Com o advento da Guerra Fria, o termo perde um pouco sua força devido as
criticas marxistas ao capitalismo e o modelo de democracia burguesa. Porém
agora ele se encontra acompanhando outros termos (ex: democracia econômica,
social, política...), demonstrando a crença na democracia.
 A segunda abolição

No caso que nos interessa mais de perto aqui, a democracia "social e étnica" de que
falava Freyre, em 1943 , ou a "democracia social e racial" como disse Bastide, em
1944, transformam-se, nos 1950, em democracia racial tout court, em referência direta
aos conflitos raciais que começam a rasgar o racismo legal dos Estados Unidos. Ao
contrário de lá, pensavam scbolars e militantes, já tínhamos um legado de democracia
racial desde a Abolição. Para os movimentos negros, entretanto, a abolição não fora
completa, pois não representara a integração econômica e social do negro à nova
ordem capitalista: tanto para a geração dos 1930 (a Frente Negra Brasileira quanto
para a geração dos 1950 (o TFJ\T ) , seria necessária uma segunda Abolição. (p. 147)
 Esta utopia da Segunda Abolição estava ligada ao ideal de democracia racial.
Segundo Antonio Sérgio, a utilização do termo pussi uma certa ambigüidade,
pois:

por um lado, falar em democracia racial significava afirmar o direito pleno a algo que
não havia ainda se materializado, mas que se poderia reivindicar a qualquer momento
— nisso residia o seu lado progressista; o seu aspecto conservador ficava por conta de
que tal igualdade, não consubstanciada cm termos de oportunidades de vida, ficava
como promessa cujo fado se cumpre ao prometer. (p. 147)
 Mesmo com consenso a respeito do uso do termo “Democracia Racial”,
ocorriam algumas discordâncias entre os intelectuais negros e alguns pensadores
brancos:
 Crítica ao exotismo negro nas ciências sociais;
 Crítica da negação do preconceito racial;

 Relatórios da UNESCO (1952, 1955)


 Charles Wagley: Democracia Racial como realidade, negando o preconceito
racial.
 Roger Bastide e Florestan Fernandes discordam dessa posição.
 Preconceito de cor e Democracia Racial:
A discussão sobre o preconceito racial ao coloca em jogo o uso do termo
Democracia Racial, pois esse ainda é visto como um ideal, pois o Movimento
Negro ainda o via como uma conquista gerada ela Segunda Abolição.

A “DEMOCRACIA SOCIAL E ÉTNICA” E A DENUNCIA DO “MITO DA


DEMOCRACIA RACIAL”

 Gilberto Freyre teorizou o conceito de “Paraíso Racial”, tão presente no período


dos abolicionistas.
 Retoma o contraste Aristocracia X Democracia:
Mesmo em uma estrutura tão rígida quanto a aristocracia, ocorre a
flexibilidade das relações sociais decorrentes da miscigenação. (Favelas e
Mocambos)
 Entretanto, a cunhagem da expressão ‘Democracia étnica’, Por Gilberto
Freyre, surge no contexto de sua militância contra o Integralismo. (p. 149).
(Década de 1940)
 Questão da raça o integralismo, Anacronismo, monteiro lobato,
 Vários intelectuais, inclusive de esquerda, vão se manifestar em apoio a Freyre.
 Como nas entrevistas de Bastides, agora o próprio Gilberto Freyre irá utilizar um
termo para contrastar com o fascismo de influencia européia.
 Democracia social e étnica:
 O termo “social” representa uma maior importância desse fator do que caso
fosse uma “Democracia Política”. Com isto, Freyre tira no alvo de críticas as
ditaduras Brasil/Portugal, as quais para livrar das associações dessas ao
Fascismo, Freyre observa no ângulo “Social”, advogando na mobilidade dos
diferentes atores sociais. (Freye como intelectual base para o Estado
Novo)(citação O Mito Fundador)
 1962: Luso-Tropicalismo
Defesa do colonialismo português na África e crítica ao conceito estrangeiro de
“negritude”, usados pelos intelectuais negros brasileiros:

"Meus agradecimentos a quantos, pela sua presença, participam este ano, no Rio de
Janeiro, da comemoração do Dia de Camões, vindo ouvir a palavra de quem, adepto da
'vária cor' camoneana, tanto se opõe à mística da 'negritude' como ao mito da
'branquitude': dois extremos sectários que contrariam a já brasileiríssima prática da
democracia racial através da mestiçagem: uma prática que nos impõe deveres de
particular solidariedade com outros povos mestiços. Sobtetudo com os do Oriente e os
das Africas Portuguesas. Principalmente com os das Africas negras e mestiças
marcadas pela presença lusitana" (Frevre, 1962). (p. 152/153)

 [Antes disso, nas diversas oportunidades em que tratara, nos


anos 1940 e 1950, da presença negra e da democracia brasileira,
Freyre adjetivou de diversos modos a democracia, mas nunca como
"racial"]

 Antes de 1962, Freyre sempre se esquivava do termo “Democracia Racial”, mas


no contexto das lutas das colônias portuguesas no continente Africano na década
de 60 (Angola, Cabo Verde, Guineia-Bissau, Moçambique e São Tomé e
Príncipe), Freyre abraça o termo para tentar evocar uma paz racial/social
(inexistente).
 1964: O golpe militar causa a quebra do pacto democrático que era vigente no
Brasil após o Estado Novo, e junto a isso a noção compartilhada da
Democracia Racial como um ideal. Intelectuais como Florestan Fernandes,
critico constante de Freyre, argumenta que a Democracia Racial é um mito, pois
foi usado como prática de manipulação pelas classes dominantes.
 (Citação Florestan)
 Abdias do Nascimento e a crítica às esquerdas nacionalistas.
 Negritude como conceito revolucionário.

O NOVO PROTESTO NEGRO E O “MITO DA DEMOCRACIA RACIAL”

 Movimento Negro Unificado: Para Antonio Sérgio, o MNU foi uma


continuação das ações dos movimentos negros das décadas anteriores (FNB,
TEN), tendo como principais locais de atuação o Rio de Janeiro e Salvador.
 No período ditatorial dos anos 70 e 80, o movimento negro enfrentava a
repressão política por meio do viés cultural, combatendo, entre outras
ações, o “Mito da Democracia Racial”, que o regime implementava
fortemente em sua política externa.

Nesse jogo de repressão e incentivo, a "cultura negra" e as "origens africanas"


passarão a ser os eixos através dos quais se construirá um discurso alternativo ao
marketing governamental. Ao "sincrético" e "mestiço" procurar-se-á construir o
"negro" e a "pureza cultural". Antes, portanto, que surgisse, em 1978, o Movimento
Negro Unificado, já estava em atuação nas principais cidades brasileiras um sem-
número de entidades culturais negras, todas em busca de afirmação étnica. (p. 158)
 Para Antonio Sérgio, mesmo assim, já no período da ditadura, temos a tomada
de várias medidas or parte do Estado, atendendo o clamor dos movimentos
negros.

Ota, a democracia racial que se implantara no país nos anos 1930, seja como
ideal de relações não-discriminatónas e não segregacionistas, seja como pacto
político de participação das massas urbanas, seja como integração simbólica dos
negros à nação, tal democracia pressupunha o papel subordinado de práticas
religiosas de origem africana e o caráter sincrético da contribuição dos negros à
cultura nacional: não havia lugar para direitos a identidade ou singularidade.
Mas, em meado dos 1970 era a reivindicação de tal identidade e singularidade que
começava a ser atendida pelo Estado brasileiro, ao menos no terreno da cultura.
(p. 159)
(Discordância com o autor.)

 15 de novembro de 1982, primeira eleição para governadores desde o Golpe


de 1964: Participação do Movimento Negro na política estadual e
integração de pautas raciais nas áreas culturais, jurídicas e executivas.
-SP, RJ: Aliança com as oposições do Regime de esquerda.
- Mito da Democracia Racial como objeto de denuncia.
 1985-1995: Processo de Redemocratização.

- Criação de órgãos públicos;


- Tombamento do Quilombo dos Palmares (20/12/1985)
-Estabelecimento de leis anti-racismo e pró-quilombolas;

 Antonio Sérgio usa a fala de José Rfino ara criticar o modo como o MNU
usou por muito tempo o conceito do “Mito da Democracia Racial” como
motor impulsionador das lutas raciais e de seu crescimento.

Esta centralidade renderá frutos e reações, seja através de políticas públicas e


legislação, seja através de novas Téorias acadêmicas sobre a "democracia racial". (p.
163)

A DEMOCRACIA RACIAL ENQUANTO MITO

 Para Antonio Sérgio, houve certo incomodo por parte de alguns intelectuais com
o avanço do Movimento Negro, isso se deu devido:
- 1° Radicalização do viés das relações Raciais na escravidão (De “Paraíso” para
“Inferno“ Racial);
- 2° Politização da classificação Racial;
- 3° Descompasso entre as militâncias e a mentalidade das massas;

 Esgotamento do “Mito da Democracia Racial” no âmbito acadêmico. (Dematta,


“Fábula das Três Raças”)

Na academia brasileira, o "mito" passa agora a ser pensado como chave para o
entendimento da formação nacional, enquanto as contradições entre discursos e
práticas do preconceito racial passam a ser estudadas sob o rótulo mais adequado
(ainda que altamente valorativo) de "racismo". (p. 165)

 Ocorre, neste momento, a mudança do termo “Democracia Racial” por outro que
seria mais propício para analisar as relações raciais no Brasil, o Racismo, que
tomara o “Mito da Democracia Racial” como um dos objetos de sua análise.
 Apesar do consenso acadêmico sobre a não existência do conceito de raça, o uso
do termo ainda possui forte peso e relevância social.

CONCLUSÃO

 Pactos Nacionais: 1930-1964 (“pacto populista”, “pacto nacional-


desenvolvimentista”)
 Incorporação do negro (apesar da descriminação racial constante ) no mundo do
trabalho (Cidadania Regulada) e a Democracia Racial como um ideal para ser
alcançado a segunda abolição.
 1964- Quebra do pacto e embates entre Freyre (Luso-Tropicalismo) e o
Movimento Negro (“Negritude” e a origem africana) uso da Democracia Racial
como um Mito que além de denuncia contra o caráter repressor do Regime,
mobilizou o florescimento do Movimento.

Tornou-se, assim para a militância negra e para intelectuais como Florestam a


senha do racismo à brasileira, um mito racial. Finalmente, para alguns intelectuais
contemporâneos, o mito transforma-se em chave interpretativa da cultura brasileira
(p. 168)

 Raça Sociais – Cores

Noção criada durante a ditadura varguista pata nos incluir no mundo dos
valores políticos universais, a "democracia racial" precisa agora ser substituída
pela simples democracia, que incluia todos sem menção a raças. Estas, que não
existem, faríamos melhor se não as mencionássemos como ideai, como o que
deve ser, reservando-as para denunciar o que não deveria existir (o racismo).
(p. 168)