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Psicanálise – Tudo o que você precisa saber sobre

Cap.1 - A criação da Psicanálise

Freud em sua época

Lacan

A Psicanálise e a ciência

A ética da Psicanálise

A sessão psicanalítica

Cap.2 – Conceitos Fundamentais

O Inconsciente

A Transferência

O sujeito suposto saber

A pulsão

A sublimação

Cap. 3 – O retorno do reprimido

O sonho, via régia de acesso ao inconsciente

Os sonhos e as formações do inconsciente

O sintoma

Cap. 4 – A economia libidinal

A libido

O prazer

O desejo

A felicidade

O trauma

Cap. 5 – Identificações Sexuais

O Complexo de Édipo
A leitura lacaniana do complexo de Édipo

O complexo de castração

O superego

Cap. 6 – A vida erótica dos sexos

Não existe relação sexual

A mulher

O homem

A criança

O amor no fim de uma análise

Cap. 7 – Estruturas Clínicas

A histeria

A neurose obsessiva

A psicose

A paranoia

A melancólica

A mania

Cap. 8 – Orientações Sexuais

A homossexualidade masculina

A homossexualidade feminina

O fetichismo

O travestir-se

A direção masoquista

Cap. 9 – Sintomas de época

A atualidade das perversões

Os “desbussolados” contemporâneos
Os vícios

A depressão

A anorexia

A bulimia

O pânico

Cap. 10 – A época e a Pulsão

Os efeitos da Primeira Guerra Mundial na psicanálise

Mal-estar na cultura

A violência do século

O estatuto do semblante

EGO

O Ego é o que dá juízo de realidade, faz a distinção entre o real e o imaginário, é o


mediador entre os desejos do ID, o Superego e o mundo externo.

Gerenciador de conflitos.

Tem controle sobre todas as funções cognitivas e intelectuais.

Processo secundário.

Ele que domina a capacidade de síntese;

ID

Quem funciona pelo principio do prazer é o ID;


Quem é responsável pelo processo primário é o ID;

Superego

O Superego que é responsável pela internalização das normas referentes ao que é


moralmente proibido.

III. na neurose ocorre uma luta vitoriosa contra a perda realidade


IV. na psicose é irremediável a luta contra a perda da realidade.

Os estudos freudianos mostraram que tanto a pessoa neurótica quanto a psicótica


se deparam com um certo afrouxamento da realidade subjetiva, propondo que:

I - O delirio e a alucinação ocorrem na psicose.

II - Na psicose ocorre a reconstrução de uma realidade alucinatória. A fantasia acorre na


neurose.

Em relação as fases psicossexuais postuladas por Freud:

O alvo sexual da pulsão infantil consiste em provocar satisfação pela estimulação da zona
erógena.

Na infância, apesar da dominação preponderantemente localizada nas zonas erógenas, as


pessoas também podem ser vistas como objeto de satisfação.

No inicio da fase oral, a satisfação da zona erógena estava associada com a necessidade
de alimentação.

A atividade sexual, apoia-se inicialmente nas funções de preservação da vida, e depois se


torna independente delas.

Na sexualidade infantil, diferente da adulta, falta uma centralização dos instintos sexuais,
eles seguem seu próprio rumo, separadamente.

Freud destacou desde cedo um fenômeno que surgia no tratamento psicanalítico


como sendo uma resistência ao trabalho de rememoração do material recalcado.
Mas, posteriormente, passou a considerá-lo como força motriz para a direção da
cura. Tal fenômeno consistia na repetição atualizada de protótipos infantis que
interrompia o fluxo associativo do paciente, sendo chamado por Freud
deTRANSFERÊNCIA.

Direto do Freud, a projeção é um mecanismo de defesa psicológico em que


determinada pessoa “projeta” seus próprios pensamentos, motivações, desejos e
sentimentos indesejáveis numa ou mais pessoas. Para alguns psicanalistas e
psicólogos trata-se de um processo muito comum que todas as pessoas utilizam em
certa medida

Desde os primeiros escritos, Freud procurou fazer a distinção entre psicose e


neurose, cujo esforço é fundamental não somente para a direção do tratamento,
assim como para a observação de certos fenômenos psíquicos. Sobre a
psicopatologia psicanalítica,

I. Apesar de remeter a aspectos psicológicos mais gerais e dotados de normalidade, a


projeção predomina nos mecanismos alucinatórios e interpretativos das psicoses.
III. No quadro da segunda tópica do aparelho psíquico, enquanto na neurose o ego recalca
as reinvindicações pulsionais, na psicose há uma ruptura entre a realidade e o ego,
deixando esse último sob domínio do Id.

Freud (1924) assim descreve a diferença estrutural entre a neurose e a psicose: “... a
neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a psicose é o
desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações entre o ego e o mundo
externo”. Esta definição é desenvolvida a partir da idéia de conflito e de defesa, segundo a
qual o conflito se daria entre duas instâncias (ego x id ou ego x mundo externo), ao passo
que a defesa seria investida contra as representações intoleráveis: recalque (Verdrangung)
e rejeição (Ververfung). A neurose é compreendida pela psicanálise como tendo origem na
luta do ego por manter afastado, recalcado, neutralizado, “soterrado” (para fazer uma
alusão à “Gradiva”) no id, um poderoso impulso dele proveniente, e que seja inaceitável
pelas instâncias do ego e do superego (princip ́ io de realidade). Em tal caso, o ego utiliza-
se do mecanismo de recalque para defender-se deste impulso que, por sua vez, “luta
contra esse destino” (Freud, 1924), criando caminhos (representações substitutivas) que
se impõem ao ego mediante uma conciliação, e que constituem o sintoma. Sentindo-se
ameaçado e prejudicado por ele, o ego continua a lutar contra o sintoma, tal como fez
anteriormente contra o impulso. Este mecanismo constitui o quadro da neurose. Já
o mecanismo da psicose abrangeria uma retirada da libido enviada pelo ego, e essa libido
sofreria um refluxo mais ou menos acentuado em direção ao próprio sujeito. Desta forma,
ocorreria um desinvestimento do mundo externo e da realidade, e um superinvestimento
libidinal do eu – o que, inclusive, ajuda a explicar porque é tão comum o aparecimento de
traços mais ou menos acentuados de deliŕ io de grandeza na maioria dos casos de psicose
de tipo paranóico ou esquizofrênico.

Na perspectiva de Freud, a personalidade humana – incluindo suas emoções e seus


esforços – origina-se de um conflito entre moção (impulse) e restrição – entre
nossos impulsos biológicos agressivos em busca do prazer e nossos controles
sociais internalizados sobre esses impulsos. Freud sustentava que a personalidade
era o resultado de nossos esforços no sentido de resolver esse conflito básico –
para expressar essas moções (impulses) de modo a produzir satisfação sem trazer
também culpa e punição. Freud teorizou que os conflitos estão centrados em três
sistemas que interagem: id, ego e superego. A partir de então, marque V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

O Id contém um reservatório de energia psíquica inconsciente que, de acordo com Freud,


luta para satisfazer impulsos sexuais e agressivos básicos. O id opera com base no
princípio do prazer, exigindo gratificação imediata.

Ego é a parte “executiva” e consciente da personalidade que, de acordo com Freud, serve
de mediadora entre as exigências do id, do superego e da realidade. O ego opera com
base no princípio da realidade, satisfazendo os desejos do id de maneira a obter o prazer
de maneira realista, em vez de dor.

Superego é a parte da personalidade que, de acordo com Freud, representa ideais


internalizados e fornece padrões para julgamento (a consciência) e futuras aspirações.

Como as demandas do superego quase sempre são opostas às do id, o ego luta para
reconciliar os dois. É o “executivo” da personalidade, mediando as demandas impulsivas
do id, as demandas restritivas do superego e as demandas da vida real do mundo exterior.
De acordo com a teoria psicanalítica, mecanismos de defesa são empregados pelo
ego para proteger a pessoa da ansiedade. No início da década de 1890, Freud
formulou sua teoria do mecanismo de defesa, considerada por ele como a pedra
angular ou princípio básico da psicanálise. Ainda hoje é considerado o mecanismo
mais básico e consiste em excluir da consciência o que ela mesma não pode aceitar.
Como se denomina esse mecanismo de defesa do ego?

REPRESSÃO.

No artigo “Os Caminhos da formação dos sintomas” (1917), Freud descreve que os
sintomas neuróticos são resultados de um conflito, surgindo em função de um novo
método de satisfazer a libido.

Freud salientou que os sonhos seriam, essencialmente, a tentativa derealização de um de


sejo reprimido que se alojava no inconsciente, sendo queesse desejo seria primordialment
e de natureza sexual ou encerraria aspetosproibidos pelo contexto moral. Para Freud, o so
nho é produzido por dois
elementos centrais, os quais são trabalhados pela psicanálise na análise dosignificado dos
sonhos: a condensação e o deslocamento. A condensação é
o resumo das ideias que têm pontos em comum e uma analogia entre si. Fundeelementos
que estão a um nível latente com traços comuns num só.Estabelece uma relação entre o c
onteúdo manifesto e
o latente. Ao nível doconteúdo latente, onde existem ideais e ao nível do manifesto, onde e
xistemimagens. O deslocamento é
a obra da censura, onde um elemento do sonhoa nível latente é substituído por um dos se
us fragmentos constituintes. Háuma transferência da importância que tem uma ideia para o
utracompletamente diferente e afastada dela.
O desejo inconsciente não pode vir à consciência por causa das normassociais, da cultura
e das próprias limitações do sujeito, ainda construídas nainfância na relação com os pais.
Se o inconsciente busca o prazer a todocusto, há o outro lado da moeda: a censura que im
pede a sua realização. Daíestes desejos surgirem como lampejos nos sonhos, que se disf
arçam decertos mecanismos para realizar essa função desejante. Freud criou a teoriasobr
e o trabalho do sonho (distorção no sonho para proteger o sujeito docarácter ameaçador d
os seus desejos), em que fala dos mecanismos dacondensação e do deslocamento.
A condensação é como juntar no sonho parte das vivências do quotidianocom outras cens
urada,
provocando confusão. ''O mecanismo decondensação é marcado pelo conteúdo do sonho
de forma abreviada. O conteúdo manifesto (lembrado) é sempre menor que o latente isso
porque a condensação opera de três formas, omitindo determinados elementos dospensa
mentos latentes (ocultos, inconscientes); permite que apenas umfragmento do conteúdo lat
ente (oculto) apareça no sonho manifesto; e porúltimo, combina vários elementos do conte
údo latente num único elementodo conteúdo manifesto. Já o mecanismo do deslocamento
pode operarmudando a ênfase de um elemento relevante, que diz respeito ao desejoincon
sciente, para outro sem importância como uma forma de disfarçar.Além destes mecanismo
s mascararem o sonho, ainda se passam de formacruzada, formando às vezes sonhos co
mo espécies de quadros desconexos, o que dificulta a sua interpretação.