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ELLEN PRISCILA NUNES DE SOUZA

QUALIDADE E PERCEPÇÃO DO AMBIENTE


CONSTRUÍDO: INFLUÊNCIA NAS CARACTERÍSTICAS
PSICOFISIOLÓGICAS DOS USUÁRIOS

CAMPINAS
2015

i
ii
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO

ELLEN PRISCILA NUNES DE SOUZA

QUALIDADE E PERCEPÇÃO DO AMBIENTE


CONSTRUÍDO: INFLUÊNCIA NAS CARACTERÍSTICAS
PSICOFISIOLÓGICAS DOS USUÁRIOS

Orientadora: Profª Drª Silvia Aparecida Mikami Gonçalves Pina


Co-orientadora: Profª Drª Lucila Chebel Labaki

Tese de Doutorado apresentada a Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e


Urbanismo da Unicamp, para obtenção do título de Doutora em Arquitetura, Tecnologia e Cidade, na área
de Arquitetura, Tecnologia e Cidade.

ESTE EXEMPLAR CORRESPONDE À VERSÃO FINAL DA TESE


DEFENDIDA PELA ALUNA ELLEN PRISCILA NUNES DE SOUZA E
ORIENTADA PELA PROFª DRª SILVIA APARECIDA MIKAMI
GONÇALVES PINA.

ASSINATURA DO ORIENTADOR(A)

_________________________________________________________

CAMPINAS
2015
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RESUMO

SOUZA, Ellen Priscila Nunes de. Qualidade e Percepção do Ambiente Construído: Influência nas
características psicofisiológicas dos usuários. Campinas: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo -
UNICAMP, 2015. 271p. Tese (Doutorado) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - UNICAMP, 2015.

A qualidade do ambiente construído envolve características espaciais que afetam a percepção e o


comportamento de seus usuários. Fatores como ventilação, temperatura, iluminação, forma e volume
devem ser trabalhados de maneira a propiciar ambientes adequados que promovam uma qualidade de
vida desejável. Devido à percepção ambiental ser derivada do processamento do estímulo sensorial, é
premissa desta tese de doutorado que o ritmo biológico e o estado psicológico dos usuários são
diretamente influenciados pelas variáveis espaciais. Assim, a hipótese da pesquisa é que os ambientes
hospitalares, controlados exclusivamente por sistemas artificiais de iluminação e controle de
temperatura e associados ao intenso ritmo de trabalho, alteram o ritmo biológico dos médicos
residentes ampliando a ocorrência de doenças psicológicas e potencializando as chances de erro de
diagnóstico. O objetivo é identificar como o ambiente hospitalar em condições artificiais, especialmente
de iluminação e temperatura, afetam a qualidade de vida e a percepção dos médicos residentes por
meio da análise de variáveis fisiológicas e psicológicas. Para tanto, foram feitas avaliações sobre as
variáveis do ambiente: i. quantitativa aferindo a temperatura, iluminação, umidade relativa, velocidade
do ar e aspectos físicos; e ii. qualitativa com questionários de percepção visual, térmica, acústica e de
uso do espaço. Os aspectos psicofisiológicos dos médicos residentes foram avaliados segundo: i. variável
emocional com instrumentais validados no Brasil para delimitação da ansiedade, depressão, estresse e
transtorno psiquiátrico no ambiente de trabalho, além do sono e sua qualidade e ii. variável hormonal
mediante coleta salivar e uso do Teste ELISA para dosagem de cortisol e melatonina. A pesquisa é
caracterizada como exploratória e transversal prospectiva devido às variáveis de desfecho observadas e
segue o delineamento da pesquisa experimental. O estudo foi realizado em condições reais de uso no
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Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Dentre os resultados obtidos
foram constatadas, dentre outros, respostas psicofisiológicas diferenciadas de acordo com as condições
ambientais e o nível de residência médica; também se verificou que estas mesmas condições não
alcançaram valores capazes de interferir integralmente na saúde psicofisiológica dos médicos residentes
independente do nível. Esta pesquisa além de contribuir com a extensão do estado-da-arte, acrescentou
informações à coleção de dados sobre a influência do ambiente sob condições artificiais de seus sistemas
ambientais na percepção e saúde psicofisiológica de uma parcela da população hospitalar, auxiliando no
desenvolvimento de melhorias na qualidade do ambiente daquela tipologia arquitetônica.

Palavras-Chave: Qualidade do ambiente construído; Aspectos Psicofisiológicos; Espaço Hospitalar.

viii
ABSTRACT

SOUZA, Ellen Priscila Nunes de. Quality and Perception of the built environment: Influence in human’s
psycho-physiological characteristics. Campinas: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - UNICAMP, 2013.
271p. Thesis (Doctorate) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - UNICAMP, 2013.

The quality of the built environment involves spatial characteristics that affect the perception and the
behaviour of its users. Factors such as ventilation, temperature, lighting, shape and volume must be
worked out in order to provide appropriate environments that promote a good quality of life. Because
environmental perception is derived from the processing of sensory stimulus, the premise of this
doctorate thesis is that the biological rhythm and the psychological state of users are directly influenced
by spatial variables. Thus, the hypothesis of the research is that the hospital environment, controlled
exclusively by artificial lighting and climate control, and associated to the intense pace of work, alter the
biological rhythm of resident physicians increasing the occurrence of psychological diseases and
increasing the chances of them making diagnostic errors. The goal is to identify how the hospital
environment under artificial conditions, especially lighting and temperature, affect the quality of life and
the perception of medical residents through the analysis of physiological and psychological variables.
Therefore, the evaluated environmental variables were; i. quantitative gauging of the temperature,
lighting, relative humidity, air velocity and physical aspects; ii. qualitative questionnaires regarding visual
perception, thermal, acoustic and use of space. Psycho-physiological aspects of resident physicians were
evaluated according to; i. emotional variables with validated instruments in Brazil for the demarcation of
anxiety, depression, stress and psychiatric disorder in the workplace, in addition to sleep and its quality;
ii. hormonal variables by saliva collection and the use of ELISA test for cortisol and melatonin dosage. The
research is characterized as exploratory and prospective due to the observed outcome variables and
follows the design of experimental research. The study was conducted in real conditions in the Radiology
Department of the Hospital at UNICAMP/Campinas. Among the results found with resident doctors were

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different psycho-physiological responses according to the environmental conditions; also that these same
conditions did not reach values able to fully interfere in the psycho-physiological health of physicians
whatever the year of residency. This research contributes to the advance of the state of the art, adding
information to the data already collected on the influence of artificial environmental conditions on the
perception and psycho-physiological health of a proportion of the hospital population, contributing to the
development of the quality of the environment through architectural design.

Key Words: Quality of Built Environment; Environment Perception; Physiological and Psychological
Aspects; Hospital Space.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 1
1.1 OBJETIVOS 4

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 7

2.1 AMBIENTE CONSTRUÍDO 8


2.1.1 AMBIENTE DE TRABALHO HOSPITALAR 23
2.2 PERCEPÇÃO AMBIENTAL 28
2.3 ASPECTOS PSICOFISIOLÓGICOS 34
2.3.1 RITMOS BIOLÓGICOS 35
2.3.2 ATIVIDADE E REPOUSO 51
2.3.3 RITMO SOCIAL 52
2.3.4 ALERTA SUBJETIVO E TEMPO DE REAÇÃO 54
2.3.5 TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS 59
2.3.5.1 Depressão 60
2.3.5.2 Ansiedade 62
2.3.5.3 Estresse 63
2.3.5.4 Sono 66
2.4 IMPACTOS DO AMBIENTE CONSTRUÍDO NOS ASPECTOS PSICOFISIOLÓGICOS 70
2.4.1 ILUMINAÇÃO 70
2.4.2 AMBIENTE TÉRMICO 77
2.4.3 RUÍDO 81

3 MATERIAIS E MÉTODOS 89

3.1 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA 91


3.2 FASE I: PROCEDIMENTOS INICIAIS 95
3.2.1 PROGRAMAÇÃO AMOSTRAL 95
3.2.1.1 Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas 95
3.2.1.2 Sujeitos 100
3.2.2 PREPARAÇÃO DOS TERMOS 101
3.2.2.1 Anamnese ocupacional 102
3.2.2.2 Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) 102
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3.3 FASE II: AVALIAÇÃO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO 104
3.3.1 LEVANTAMENTO ICONOGRÁFICO 104
3.3.2 FICHA DE LEVANTAMENTO DO AMBIENTE 108
3.3.3 AFERIÇÃO DAS VARIÁVEIS AMBIENTAIS 109
3.3.4 AVALIAÇÃO DO USO DO ESPAÇO 118
3.3.5 AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL 120
3.3.6 AVALIAÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES 122
3.4 FASE III: AVALIAÇÃO DOS TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS 123
3.4.1 AVALIAÇÃO DE TRANSTORNO PSIQUIÁTRICO 124
3.4.2 AFERIÇÃO DOS SINTOMAS DEPRESSIVOS 125
3.4.3 AFERIÇÃO DOS SINTOMAS DE ANSIEDADE 126
3.4.4 AFERIÇÃO DO SONO 127
3.4.5 AFERIÇÃO DO GRAU DE ESTRESSE 128
3.4.6 AFERIÇÃO DO SISTEMA TEMPORIZADOR 128
3.4.7 PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTAIS 128
3.5 FASE IV: AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO HORMONAL 129
3.5.1 DOSAGEM DE CORTISOL 130
3.5.2 DOSAGEM DE MELATONINA 131
3.5.3 PROCEDIMENTOS DE DOSAGEM HORMONAL 131
3.5.3.1 Coleta salivar e protocolos iniciais 132
3.5.3.2 Processo de teste e análise das coletas 137
3.6 FASE V: DIAGNOSE 140
3.6.1 ANÁLISE ESTATÍSTICA 141

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 143

4.1 PERFIL DOS SUJEITOS 144


4.2 PERFIL E AVALIAÇÃO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO 147
4.2.1 Iluminação 147
4.2.2 Ambiente térmico 161
4.2.3 Uso do espaço 169
4.3 PERCEPÇÃO E PREFERÊNCIAS AMBIENTAIS DOS SUJEITOS 179
4.4 RISCOS E ACIDENTES NO AMBIENTE DE RESIDÊNCIA MÉDICA 185
4.5 PERFIL E AVALIAÇÃO DOS TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS 189
4.6 PERFIL E AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO HORMONAL 197
4.7 ANÁLISE DAS RELAÇÕES DAS VARIÁVEIS DO AMBIENTE, PSICOLOGIA E FISIOLOGIA 205
4.8 AMBIENTE CONSTRUÍDO HOSPITALAR E SAÚDE PSICOFISIOLÓGICA 228

5 CONCLUSÃO 247

REFERÊNCIAS 255

xii
GLOSSÁRIO CD

APÊNDICES CD

Apêndice 01: Anamnese ocupacional | Dados de identificação e histórico geral de saúde


Apêndice 02: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido | Autorização de participação
Apêndice 03: Ambiente hospitalar | Checklist
Apêndice 04: Cartaz de estação térmica
Apêndice 05: Temperatura | Ambientes primários
Apêndice 06: Umidade relativa | Ambientes primários
Apêndice 07: Resultados PMV e PPD
Apêndice 08: Avaliação de Percepção Ambiental | Avaliação subjetiva
Apêndice 09: Avaliação de ocorrência de acidentes de trabalho | Avaliação subjetiva
Apêndice 10: Protocolo de coleta
Apêndice 11: Cartaz lembrete
Apêndice 12: Dormitório
Apêndice 13: Sala de laudo da Ultrassonografia
Apêndice 14: Sala laudo [7]
Apêndice 15: Sala de laudo [9]
Apêndice 16: Sala de laudo RM 1,5T
Apêndice 17: Gráficos de iluminância
Apêndice 18: Avaliação psicológica - Boxplots

ANEXOS CD

Anexo 01: CEP 01 | Parecer CEP nº 790/2011


Anexo 02: CEP 02 | Parecer CEP nº 790/2011
Anexo 03: Taxas metabólicas | ISO 7730 (2005)
Anexo 04: Índice de resistência térmica das vestimentas | ISO 7730 (2005)
Anexo 05: Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental
Anexo 06: Inventário de ansiedade traço-estado (IDATE) | Avaliação de sintomas de ansiedade
Anexo 07: Pittsburg Sleep Quality Index (PSQI) | Avaliação das condições de sono
Anexo 08: Escala de sonolência de Epworth | Avaliação de sonolência diurna
Anexo 09: Social Rhythm Metric (SRM-S) | Avaliação de ritmo social

xiii
xiv
AGRADECIMENTOS

Embora uma tese seja um trabalho individual, ela não é feita sozinha. Há pessoas que se fizeram

presentes desde o início de sua jornada até sua conclusão. E é para estas pessoas que gostaria de

expressar meu mais sincero agradecimento.

Aos meus pais, Ronaldo S. de Souza e Maria Áurea N. de Souza, pelo suporte incondicional em todos os

anos não somente do doutoramento, mas de minha vida. Por terem participado de momentos tanto de

felicidade quanto de tristeza. Por terem me apoiado e me ensinando a ser quem eu sou. Por terem me

mostrado que eu posso ser quem eu quiser, basta querer. E por me amarem acima de tudo. São poucas

as linhas aqui para agradecer tudo o que fizeram por mim. Eu os amo mais que tudo.

Ao meu esposo, Illk Asj, pelo amor, compreensão e suporte todos estes anos. Por ter me ouvido

pacientemente tantas e tantas horas tagarelando empolgadamente sobre a pesquisa e seus resultados.

Por sempre procurar livros da minha área em segredo e me surpreender presenteando-me com eles. Por

ter me presenteado com um filhotinho da raça Pug, o nosso Don, para não me deixar sozinha e ter um

companheiro fiel e amoroso junto a mim. E por estar sempre ao meu lado em todos os momentos, sejam

eles de alegria ou de tristeza. Por me fazer sorrir e esquecer, nem que fosse por alguns instantes, a

seriedade e o peso do desafio a que me propus.

À minha orientadora, Profª Drª Silvia A. Mikami G. Pina, que mesmo antes de se tornar minha

orientadora já me ajudava pacientemente em minhas dúvidas sobre metodologia da pesquisa e do

ensino superior. Por sua competência, disponibilidade, críticas, correções e sugestões relevantes ao
xv
longo destes anos de trabalho. Por me trazer um mundo novo sobre a percepção ambiental e qualidade

do ambiente construído. E também por se divertir e entender meu sotaque por vezes confuso aos

ouvidos paulistanos.

À minha co-orientadora, Profª Drª Lucila C. Labaki, por ter me ouvido horas a fio sobre a vida, sobre a

pesquisa, sobre minha terra. Mas também por ter me orientado nas questões ambientais. Por sua

competência, disponibilidade, críticas, correções e sugestões dadas, bem como pela amizade

demonstrada.

À Profª Drª Dora M. Grassi-Kassisse, farmacêutica responsável pelo Laboratório de Estudo do Estresse

(LABEEST) do IB/UNICAMP, por ter sido amiga, ouvinte e orientadora nas questões referentes à fisiologia

humana. Por ter me passado o sentimento de amor à pesquisa na área da saúde e o interesse em

continuar meu aprendizado na área. Também por sua competência, disponibilidade, críticas, correções e

sugestões dadas. E por ter acreditado em mim e na minha pesquisa.

Profª Drª Elisabete Abib P. de Souza, psicóloga da FCM/UNICAMP, pelas horas de conversas acerca dos

mais variados assuntos, pela vontade em me ver bem e me ajudar com isto. Pelas horas dedicadas em

me ensinar sobre sua profissão e pesquisas realizadas na área. Por ter sido amiga e psicóloga (por que

não?). Por ter acreditado em mim e na minha pesquisa.

À Profª Drª Tânia Marchiori O. Cardoso, médica neurologista, especialista em sono, da FCM/UNICAMP,

por ter sido amiga, médica e orientadora nas questões referentes ao sono. Por sua dedicação e

disponibilidade ao acreditar na realização desta pesquisa.

Ao Me. Aglécio Souza, biológo do Laboratório de Unidade Metabólica (LUM) da FCM/UNICAMP, pelo

conhecimento repassado acerca da dosagem hormonal e pelo suporte nos procedimentos finais para

dosagem hormonal.

xvi
Ao Reginaldo do Carmo Aguiar e à Me. Sara Regina Meira Almeida, por terem me ajudado na aplicação e

correção dos instrumentais de avaliação psicológica e do sono.

Aos médicos residentes por terem acreditado e participado da pesquisa com tanto empenho e

dedicação.

Ao Arqtº Isac Lopes e o Eng. Eletricista Jun Tanaka, ambos da Divisão de Engenharia e Manutenção

(DEM) do HC/Campinas, pelo suporte dado nas minhas inúmeras idas em busca de plantas, visitas e

dúvidas acerca do HC como um todo. E por também acreditarem na minha pesquisa.

Ao Sr. Carlos Souza, responsável pela infraestrutura do Setor da Imaginologia do HC/Campinas, por ter

acreditado na pesquisa e ter cedido generosamente o espaço para sua realização.

À Profª Drª Inês Minniti Pereira, radiologista do Setor da Imaginologia do HC/Campinas e responsável

pelos médicos residentes no momento da avaliação psicohormonal dos mesmos, por acreditar na minha

pesquisa e permitir a realização desta.

Ao Prof. Dr. João Batista de Miranda, superintendente do HC/Campinas, por ter acreditado e

possibilitado a realização desta pesquisa.

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) pelo suporte financeiro a esta

pesquisa.

E a todos os amigos que aqui não foram listados, mas que têm lugar especial em meu coração.

Eu poderia listar muito mais o que todos vocês fizeram por mim. Perdoem-me se esqueci de algo.

Mais uma vez, a todos os meus mais sinceros agradecimentos.

xvii
xviii
"Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes


Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores"

(Calle 13 em LatinoAmerica)

xix
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LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 Diagrama do campo dos sentidos. Fonte: adaptado de Malnar e Vodvarka (2004) 10

Figura 2.2 Integração entre necessidades e aspectos descritos pela IESNA (2000). Fonte: adaptado de
IESNA (2008) 14
Figura 2.3 Conforto térmico e balanço de calor do corpo mediante variação de temperaturas. Fonte:
adaptado de Iida (2005) 16
Figura 2.4 Equilíbrio térmico corpo humano. Fonte: adaptado de Iida (2005). 18

Figura 2.5 Interações térmicas do corpo humano com o ambiente. Fonte: adaptado de ASHRAE (2001). 18
Figura 2.6 Curva de audibilidade humana. Fonte: adaptado de Bevigliero et al. (2006) 20

Figura 2.7 Início das mudanças: assepsia da enfermaria. Fonte: AJN [200-] 25
Figura 2.8 Sistema de pavilhão com luz natural. Fonte: AJN [200-] 25

Figura 2.9 Anatomia do cérebro. Fonte: adaptado de Medical Works (2014) 29


Figura 2.10 Processo de percepção humana. Fonte: adaptado de Carlson (2002) 31

Figura 2.11 Eixo circadiano humano. Fonte: adaptado de Machado (2004) e Afifi (2005) 36

Figura 2.12 Sistemas de padrões biológicos (azul escuro) e visuais (azul claro) no cérebro. Fonte: adaptado
de Putz e Pabst (2006), Van Bommel (2004) e Boyce (2003) 38
Figura 2.13 Estrutura do olho humano. Fonte: adaptado de Guyton e Hall (2011) e Planeta Deagostini (2005) 38
Figura 2.14 Relações entre hora do dia e a. ritmos circadianos de melatonina plasmática, b.
temperatura corporal, c. alerta subjetivo, d. tempo de reação em seres humanos sob
condições rotineiras constantes. Fonte: adaptado de Rajaratnam e Arendt (2001) 41
Figura 2.15 Localização da glândula supra-renal. Fonte: National Cancer Institute [200-] 43

Figura 2.16 Relação entre as concentrações de cortisol, melatonina e temperatura corporal em um


ciclo de 24h. Fonte: adaptado de Van Bommel (2004) 44
Figura 2.17 Variação térmica circadiana humana. Fonte: adaptado de Yoder (2004) 46

Figura 2.18 Termorregulação do corpo humano. Fonte: adaptado de Frota e Schiffer (2001); Carlson (2002) e
Grandjean e Kroemer (2005) 49
Figura 2.19 Variação da temperatura interna humana de acordo com o meio: a. temperatura
confortável; b. exposição ao frio; c. exposição ao calor. Fonte: adaptado de Vasey (2010) 50

xxi
Figura 2.20 Zeitgeber social. Fonte: adaptado de Grandin et al. (2006). 54
Figura 2.21 Relação entre os níveis de excitação e captação de estímulos. Fonte: adaptado de Iida (2005) 55

Figura 2.22 Relação entre alerta e desempenho. Fonte: adaptado de Diamond et al. (2007) 56
Figura 2.23 Relação entre dificuldade de tarefas. Fonte: adaptado de Diamond et al. (2007) 56

Figura 2.24 Risco relativo por turnos. Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003) 58
Figura 2.25 Risco relativo ao longo do turno noturno. Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003) 58

Figura 2.26 Risco relativo no turno noturno. Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003) 58
Figura 2.27 Risco relativo no turno matutino. Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003) 58

Figura 2.28 Risco relativo por hora trabalhada. Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003) 58
Figura 2.29 Risco relativo após intervalos. Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003) 58
Figura 2.30 Relação entre os neurotransmissores. Fonte: adaptado de Hospital Santa Lúcia 2011 e Medical works
(2014) 61
Figura 2.31 "They rule our lives". Fonte: adaptado de Pinterest (2013) e Science Forums (2013) 61

Figura 2.32 Reações físicas e sintomas derivados do transtorno de ansiedade. Fonte: adaptado de Merck
(2010) e Zygote (2011) 62
Figura 2.33 Natureza e resposta ao estresse segundo modelo de Seyle. Fonte: adaptado de Seyle (1956) 64

Figura 2.34 Curva de resposta humana de Nixon. Fonte: adaptado de Nixon (1979) 64
Figura 2.35 Fontes de estresse. Fonte: adaptado de Iida (2005) 65

Figura 2.36 Estágios do sono e suas peculiaridades. 67

Figura 2.37 Alternância dos estágios do sono. Fonte: adaptado de Carlson (2002) 68
Figura 2.38 Fadiga visual vs. rendimento visual. Fonte: adaptado de Iida (2005) 74

Figura 2.39 Ofuscamento e diminuição da capacidade visual. Fonte: adaptado de Iida (2005) 75
Figura 2.40 Framework conceitual da Iluminação. Fonte: adaptado e traduzido de Boyce (2006) 76

Figura 2.41 Transporte de calor pela corrente sanguínea. Fonte: adaptado de Grandjean e Kroemer (2005) 79
Figura 2.42 Avaliação de conforto térmico com apontamentos objetivos e subjetivos. Fonte: adaptado de
Batiz e Goedert (2006) 80

Figura 2.43 Localização da cóclea (em azul) e o trajeto das ondas sonoras. Fonte: adaptado de Schiffman
(2005) 82

Figura 2.44 Correlação entre reações fisiológicas e níveis de ruído típicos. Fonte: adaptado de OMS (1997),
Pimentel-Souza (2000) e Bevigliero et al. (2006) 85

Figura 3.1 Fluxograma da pesquisa 94

Figura 3.2 Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Fonte: SIARQ/UNICAMP [200-] 96

xxii
Figura 3.3 Entorno do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Fonte: adaptado de GOOGLE (2013) 96
Figura 3.4 Situação, em vermelho, do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Fonte: adaptado de
IPGE [200-] 97

Figura 3.5 Setor de Imaginologia Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas, em azul, localizado no


segundo pavimento do hospital. Fonte: adaptado de Setor de Engenharia/ HC (2011). 98
Figura 3.6 Planta de uso de áreas: Setor de Imaginologia Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 100

Figura 3.7 Tomadas fotográficas para calibração de máquina. 105


Figura 3.8 Curva de resposta da máquina Sony Cyber-Shot DSC-W180. 106

Figura 3.9 Imagem em cor falsa da HDR base. 106


Figura 3.10 Imagem HDR compilada. 106
Figura 3.11 Cores falsas na HDR compilada. 106
Figura 3.12 Pontos de tomadas fotográficas para HDR: Setor de Imaginologia Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 107
Figura 3.13 Pontos aferidos de iluminância no Setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 110

Figura 3.14 Luxímetro digital modelo MLM-1010. Fonte: Minipa (2012) 111
Figura 3.15 DataLogger HOBO U12-012. Fonte: ONSET Brasil (2012) 112

Figura 3.16 Tela do launcher dos parâmetros: temperatura, umidade relativa e intensidade da luz.
Fonte: ONSET, 2009 113

Figura 3.17 Anemômetro digital de fio quente Testo 405 - V1. 115

Figura 3.18 Tripé composto por registrador Testo 175-H1, registrador Testo 175-T2, sonda externa de
temperatura do ar Testo 0613 1712 e globo cinza. 115
Figura 3.19 Espaços aferidos e locação dos equipamentos térmicos no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas 115

Figura 3.20 Tela de entrada de dados do software Conforto 2.0.3. Fonte: Ruas (2002) 116
Figura 3.21 Escala de sensação térmica. Fonte: ISO 7730 (2005) 117

Figura 3.22 Correlação entre PMV e PPD, e seus limites. Fonte: adaptado de ISO 7730 (ABNT, 1994) 117
Figura 3.23 Módulos de referência para deslocamentos em linha reta. Fonte: adaptado de ABNT (2004) 119

Figura 3.24 Manobras de cadeirantes com deslocamento: a. deslocamento de 90º; b. deslocamento de


180º; c. deslocamento consecutivo de 90º com percurso intermediário (caso I); e d.
deslocamento consecutivo de 90º com percurso intermediário (caso II). Fonte: adaptado de
ABNT (2004) 119
Figura 3.25 Procedimentos iniciais - Salivette®: a. salivette® desmontado; b. demarcação das peças
com suporte de base de isopor; c. salivette® demarcado; d. composição do mini kit; e e. kit
completo. 133

Figura 3.26 Procedimentos iniciais - Eppendorfs: a. demarcação das peças com auxílio de base de 135
xxiii
isopor; b. eppendorfs demarcados; e c. caixa para armazenamento e congelamento das
amostras.
Figura 3.27 Procedimentos para congelamento: a. centrifugadora; b. interior da máquina; c. processo
de pipetamento; d. amostras em cestas para pesagem; e e. raque, ponteiras, base de
isopor e pipeta. 136

Figura 3.28 Kit Cortisol Saliva ELISA Ref. CAN-C-290. Fonte: DBC (2013) 138
Figura 3.29 Checklist dos componentes do Kit Cortisol Saliva ELISA Ref. CAN-C-290 para inicialização do
procedimento de dosagem. 138

Figura 3.30 Poços de reação: a. placa ELISA antes da dosagem; b. cor azul no início de reação do
cortisol; c. cor rosa para início de reação da melatonina; d. cor amarela de reação final
para leitura em aparelho específico. 139

Figura 3.31 Leitora a laser de absorbância. 139

Figura 4.1 Escala de plantão dos médicos residentes do Setor da Imaginologia no Hospital de Clínicas
da UNICAMP/Campinas. 145

Figura 4.2 Quantidade de plantões por semana dos médicos residentes do Setor da Imaginologia no
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 145
Figura 4.3 Nível de relacionamento entre os médicos residentes e seus chefes no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 146

Figura 4.4 Nível de relacionamento entre os médicos residentes e seus colegas no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 146
Figura 4.5 Médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. uso de cafeína; b. realização de atividade física; e c. consumo de
cigarro. 146
Figura 4.6 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Corredor de espera
1, vista norte. 147
Figura 4.7 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de espera 2. 147
Figura 4.8 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Corredor interno 1,
vista norte. 148

Figura 4.9 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Corredor interno 2,


vista sul. 148
Figura 4.10 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor
de espera 1, vista norte. 148

Figura 4.11 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa da sala de
espera 3. 148
Figura 4.12 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor
interno 1, vista norte. 149
Figura 4.13 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor 149

xxiv
interno 3.
Figura 4.14 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista
sudeste. 149

Figura 4.15 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista sul. 149
Figura 4.16 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista
noroeste. 150

Figura 4.17 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista


norte. 150

Figura 4.18 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, cor falsa
da vista sudoeste. 150
Figura 4.19 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, cor falsa
da vista sudeste. 150
Figura 4.20 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US,
vista sudeste. 151
Figura 4.21 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US,
vista noroeste. 151

Figura 4.22 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, cor
falsa da vista oeste. 151
Figura 4.23 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7],
vista sul. 152

Figura 4.24 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7]:
vista sudoeste. 152

Figura 4.25 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], cor
falsa da vista sul. 152
Figura 4.26 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], cor
falsa da vista sudoeste. 152

Figura 4.27 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9],
vista norte. 153
Figura 4.28 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9],
vista oeste. 153

Figura 4.29 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], cor
falsa da vista norte. 154
Figura 4.30 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], cor
falsa da vista sudoeste. 154

Figura 4.31 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM


1,5T, vista sudeste. 155

Figura 4.32 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM


1,5T, vista oeste. 155

xxv
Figura 4.33 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM
1,5T, cor falsa da vista norte. 155
Figura 4.34 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM
1,5T, cor falsa do detalhe do piso. 155

Figura 4.35 Curva isolux obtida in loco do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 157
Figura 4.36 Curva isolux recomendada pela NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) do Setor da Imaginologia
do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 158

Figura 4.37 Temperatura e umidade relativa: dormitório do Setor da Imaginologia do Hospital de


Clínicas da UNICAMP/Campinas. 162

Figura 4.38 PMV e PPD: dormitório do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da


UNICAMP/Campinas. 162
Figura 4.39 Temperatura e umidade relativa: sala de laudo da US do Setor da Imaginologia do Hospital
de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 163

Figura 4.40 PMV e PPD: sala de Laudo US do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 163
Figura 4.41 Temperatura e umidade relativa: sala de laudo [7] do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 165

Figura 4.42 PMV e PPD: sala de Laudo [7] do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 164
Figura 4.43 Temperatura e umidade relativa: sala de laudo [9] do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 165

Figura 4.44 PMV e PPD: sala de Laudo [9] do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 165

Figura 4.45 Temperatura e umidade relativa: sala de laudo RM 1,5T do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 166
Figura 4.46 PMV e PPD: sala de Laudo RM 1,5 do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 166

Figura 4.47 Mapa das zonas de conflitos de fluxos e uso do espaço no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 169
Figura 4.48 Corredor de acesso interno 1 ao Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 170

Figura 4.49 Corredor de acesso interno 2 ao Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da


UNICAMP/Campinas. 170
Figura 4.50 Dimensionamento do corredor de acesso interno 1 do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 171

Figura 4.51 Câmara clara do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 172
Figura 4.52 Corredor interno 1 como sala de espera do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da 172
xxvi
UNICAMP/Campinas.
Figura 4.53 Dimensionamento do acesso à sala do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. 173

Figura 4.54 Dimensionamento do acesso à sala do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da


UNICAMP/Campinas. 173
Figura 4.55 Mapa de conflitos de fluxos do dormitório do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas
da UNICAMP/Campinas. 173

Figura 4.56 Dormitório: disposição de mobiliário vs. Deficiente físico. 173

Figura 4.57 Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Laudo US do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 174
Figura 4.58 Sala de Laudo US: disposição de mobiliário vs. Deficiente físico. 174

Figura 4.59 Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Laudo [7] do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 175
Figura 4.60 Sala de Laudo [7]: disposição de mobiliário vs. Deficiente físico. 175

Figura 4.61 Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Laudo [9] do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 176
Figura 4.62 Sala de Laudo [9]: disposição de mobiliário vs. Deficiente físico. 176

Figura 4.63 Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Laudo RM 1,5T do Setor da Imaginologia do Hospital
de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 177
Figura 4.64 Sala de Laudo RM 1,5T: disposição de mobiliário vs. Deficiente físico. 177

Figura 4.65 Sensação térmica dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas
da UNICAMP/Campinas no momento da avaliação. 180

Figura 4.66 Situação do ambiente térmico do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da


UNICAMP/Campinas no momento da avaliação segundo os médicos residentes. 181
Figura 4.67 Preferência térmica dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 181

Figura 4.68 Ruídos incômodos detectados pelos médicos residentes do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 182
Figura 4.69 Iluminação: efeitos negativos nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital
de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 183

Figura 4.70 Temperatura: efeitos negativos nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 183
Figura 4.71 Ruído: efeitos negativos nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas. 183

Figura 4.72 Síntese das soluções para melhorias no ambiente de trabalho dadas pelos médicos
residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 185
Figura 4.73 Turno de ocorrência de acidentes segundo médicos residentes R1 do Setor da Imaginologia 186
xxvii
do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
Figura 4.74 Objeto causador de acidentes segundo médicos residentes R1 do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 186

Figura 4.75 Regiões do corpo afetadas por acidentes segundo médicos residentes R1 do Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 186
Figura 4.76 Influência das variáveis ambientais na ocorrência de acidentes segundo médicos residentes
R1 do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 187

Figura 4.77 Mapa de possibilidade de ocorrência de acidentes no Setor da Imaginologia do Hospital de


Clínicas da UNICAMP/Campinas de acordo com o nível de gravidade. 188

Figura 4.78 Classificação por fases do ISS para os médicos residentes do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 194
Figura 4.79 PSQI: a. qualidade do sono; b. eficiência do sono; e c. uso de medicamentos para dormir. 195
Figura 4.80 Comparativo da concentração de cortisol salivar (ng/mL) entre os comportamentos das
rotinas identificadas no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. médicos residentes R1; b. médicos residentes R2; c. médicos
residentes R3. 199
Figura 4.81 Comparativo da concentração de cortisol salivar (ng/mL) entre os grupos de médicos
residentes de acordo com as rotinas identificadas no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. atividade; b. repouso; c. plantão; e d. pós-plantão. 202

Figura 4.82 Comparativo da concentração de melatonina e cortisol salivares (ng/mL) entre os


comportamentos das rotinas identificadas no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas
da UNICAMP/Campinas: a. médicos residentes R1; b. médicos residentes R2; c. médicos
residentes R3. 204

Figura 4.83 Gráfico de correlação de Spearman entre os escores de percepção ambiental por grupo no
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. percepção
ambiental R1 vs. R2; b. percepção ambiental R1 vs. R3; c. percepção ambiental R2 vs. R3. 206
Figura 4.84 Gráfico de correlação de Spearman entre os escores de percepção ambiental por grupo no
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. percepção
ambiental R1 vs. iluminância; b. percepção ambiental R2 vs. iluminância. 206

Figura 4.85 Gráfico de correlação de Spearman entre os horários de coleta hormonal, variáveis
emocionais e variáveis ambientais para a rotina de atividade dos R1 no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 12h vs. depressão,
b. cortisol 12h vs. estresse, c. cortisol 18h vs. transtorno psiquiátrico, d. cortisol 18h vs.
temperatura diurna, e. melatonina AA vs. A-Estado, e f. melatonina AA vs. T-Estado. 207
Figura 4.86 Gráfico de correlação de Spearman entre o estresse e variáveis emocionais, ambientais e
fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. transtorno psiquiátrico e b. estresse vs.
iluminância diurna. 208
Figura 4.87 Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e variáveis emocionais, ambientais e
fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. depressão vs. T-Estado, b. depressão vs. transtorno 208

xxviii
psiquiátrico, c. depressão vs. estresse, e d. depressão vs. iluminância diurna.
Figura 4.88 Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade A-Estado e variáveis emocionais,
ambientais e fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. A-Estado vs. T-Estado; b. A-Estado vs.
temperatura diurna; e c. A-Estado vs. umidade relativa diurna. 209

Figura 4.89 Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade T-Estado e variáveis emocionais,
ambientais e fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. T-Estado vs. temperatura diurna; e b. T-
Estado vs. umidade relativa diurna. 209

Figura 4.90 Gráfico de correlação de Spearman entre o transtorno psiquiátrico e variáveis emocionais,
ambientais e fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. transtorno psiquiátrico vs. A-Estado; b.
transtorno psiquiátrico vs. T-Estado; c. transtorno psiquiátrico vs. temperatura diurna; e d.
transtorno psiquiátrico vs. umidade relativa diurna. 209
Figura 4.91 Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna e variáveis emocionais,
ambientais e fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. depressão; e b.
sonolência diurna vs. estresse. 210

Figura 4.92 Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e variáveis emocionais,
ambientais e fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. cortisol 12h; b.
qualidade do sono vs. estresse; c. qualidade do sono vs. T-Estado; d. qualidade do sono vs.
iluminância diurna; e e. qualidade do sono vs. sonolência diurna. 211

Figura 4.93 Gráfico de correlação de Spearman e Pearson entre os escores de cortisol AA e as variáveis
ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol AA vs. depressão;
b. cortisol AA vs. A-Estado; c. cortisol AA vs. T-Estado; d. cortisol AA vs. iluminância diurna;
e. cortisol AA vs. temperatura diurna; e f. cortisol AA vs. cortisol 22h. 212
Figura 4.94 Gráfico de correlação de Spearman entre os escores de cortisol 22h e as variáveis
ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 22h vs. depressão;
b. cortisol 22h vs. A-Estado; c. cortisol 22h vs. T-Estado; e d. cortisol 22h vs. iluminância
diurna. 212

Figura 4.95 Gráfico de correlação de Spearman e Pearson entre a melatonina 22h e as variáveis
ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. melatonina 22h vs.
transtorno psiquiátrico; e b. melatonina 22h vs. melatonina AA. 212

Figura 4.96 Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e as variáveis ambientais,


psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. depressão vs. A-Estado; e b. depressão vs.
T-Estado. 213
Figura 4.97 Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão, o transtorno psiquiátrico e as
variáveis ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor
da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. transtorno 213
xxix
psiquiátrico; b. estresse vs. umidade relativa diurna; e c. transtorno psiquiátrico vs.
umidade relativa diurna.
Figura 4.98 Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. depressão; b.
qualidade do sono vs. estresse; c. qualidade do sono vs. A-Estado; e d. qualidade do sono
vs. T-Estado. 214

Figura 4.99 Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 o no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: : a. sonolência diurna vs. cortisol 22h; b.
sonolência diurna vs. depressão; c. sonolência diurna vs. A-Estado; d. sonolência diurna vs.
T-Estado; e e. sonolência diurna vs. temperatura diurna. 214

Figura 4.100 Gráfico de correlação de Spearman entre a melatonina AA e as variáveis ambientais,


psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. melatonina AA vs. depressão; b. melatonina
AA vs. estresse; c. melatonina AA vs. transtorno psiquiátrico; d. melatonina AA vs. A-
Estado; e. melatonina AA vs. T-Estado; e f. melatonina AA vs. melatonina 22h. 216
Figura 4.101 Gráfico de correlação de Spearman entre a melatonina 22h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. melatonina 22h vs. depressão; b.
melatonina 22h vs. estresse; c. melatonina 22h vs. transtorno psiquiátrico; d. melatonina
22h vs. A-Estado; e e. melatonina 22h vs. T-Estado. 216

Figura 4.102 Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna excessiva e as variáveis
ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs.
cortisol AA; b. sonolência diurna vs. cortisol 18h; c. sonolência diurna vs. cortisol 22h; d.
sonolência diurna vs. depressão; e. sonolência diurna vs. estresse; f. sonolência diurna vs.
transtorno psiquiátrico; g. sonolência diurna vs. A-Estado; e h. sonolência diurna vs. T-
Estado. 217

Figura 4.103 Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. melatonina 22h; e b.
qualidade do sono vs. umidade relativa diurna. 218
Figura 4.104 Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 18h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de repouso dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 18h vs. depressão; b. cortisol 18h
vs. estresse; c. cortisol 18h vs. transtorno psiquiátrico; d. cortisol 18h vs. A-Estado; e e.
cortisol 18h vs. T-Estado. 219
Figura 4.105 Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 22h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de repouso dos R2 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 22h vs. depressão; b. cortisol 22h
vs. estresse; c. cortisol 22h vs. transtorno psiquiátrico; d. cortisol 22h vs. A-Estado; e e.
cortisol 22h vs. T-Estado. 219

Figura 4.106 Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 12h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do 220
xxx
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 12h vs. transtorno psiquiátrico; b.
cortisol 12h vs. iluminância diurna; c. cortisol 12h vs. sonolência diurna; e d. cortisol 12h vs.
qualidade do sono.
Figura 4.107 Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 18h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 18h vs. depressão; b. cortisol 18h
vs. estresse; c. cortisol 18h vs. A-Estado; e d. cortisol 18h vs.T-Estado. 220

Figura 4.108 Gráfico de correlação de Spearman entre a melatonina ao acordar e as variáveis


ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 o no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. melatonina AA vs.
qualidade do sono; e b. melatonina AA vs. transtorno psiquiátrico. 221

Figura 4.109 Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e as variáveis ambientais,


psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. depressão vs. estresse; b. depressão vs. A-
Estado; c. depressão vs. T-Estado; e d. depressão vs. iluminância diurna. 221
Figura 4.110 Gráfico de correlação de Spearman entre o estresse e as variáveis ambientais, psicológicas
e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. A-Estado; b. estresse vs. T-Estado; e c.
estresse vs. iluminância diurna. 222

Figura 4.111 Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade e as variáveis ambientais,


psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. A-Estado vs. T-Estado; e b. A-Estado vs.
iluminância diurna. 222

Figura 4.112 Gráfico de correlação de Spearman entre o transtorno psiquiátrico e as variáveis


ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. transtorno psiquiátrico vs.
iluminância diurna; e b. transtorno psiquiátrico vs. temperatura diurna. 223
Figura 4.113 Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. depressão; b.
sonolência diurna vs. estresse; sonolência diurna vs. transtorno psiquiátrico; d. sonolência
diurna vs. A-Estado; e. sonolência diurna vs. T-Estado; e f. sonolência diurna vs. iluminância
diurna. 224

Figura 4.114 Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. transtorno
psiquiátrico; b. qualidade do sono vs. estresse; c. qualidade do sono vs. depressão; d.
qualidade de sono vs. A-Estado; e. qualidade do sono vs. T-Estado; f. qualidade do sono vs.
iluminância diurna; e g. qualidade de sono vs. temperatura diurna. 224

Figura 4.115 Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 22h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol 22h vs. depressão; b. cortisol 22h
vs. estresse; c. cortisol 22h vs. A-Estado; d. cortisol 22h vs. T-Estado; e e. cortisol 22h vs.
sonolência diurna. 225

xxxi
Figura 4.116 Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas a. depressão vs. estresse; b. depressão vs. A-
Estado; c. depressão vs. T-Estado; e d. depressão vs. temperatura diária. 226
Figura 4.117 Gráfico de correlação de Spearman entre o estresse e as variáveis ambientais, psicológicas
e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. A-Estado; b. estresse vs. T-Estado; e c.
estresse vs. temperatura diária. 226

Figura 4.118 Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade e as variáveis ambientais,


psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. A-Estado vs. T-Estado; b. A-Estado vs.
temperatura diária; e c. T-Estado vs. temperatura diária. 227

Figura 4.119 Gráfico de correlação de entre a sonolência diurna excessiva e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. depressão; b.
sonolência diurna vs. estresse; c. sonolência diurna vs. transtorno psiquiátrico; d.
sonolência diurna vs. A-Estado; e f. sonolência diurna vs. T-Estado. 228
Figura 4.120 Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. cortisol 22h; e b.
qualidade do sono vs. temperatura diária. 228

Figura 4.121 Interação entre ambiente construído e respostas esperadas para a realidade dos médicos
residentes do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 229

Figura 4.122 Síntese da percepção ambiental dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 231
Figura 4.123 Síntese da relação entre percepção ambiental dos médicos residentes do Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas e as condições ambientais
aferidas. 232

Figura 4.124 Síntese dos resultados das variáveis emocionais e fisiológicas dos médicos residentes R2 do
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 234
Figura 4.125 Síntese dos resultados das variáveis emocionais e fisiológicas dos médicos residentes R1 do
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 236

Figura 4.126 Síntese dos resultados das variáveis emocionais e fisiológicas dos médicos residentes R3 do
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 237
Figura 4.127 Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de atividade dos médicos
residentes R1 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 239

Figura 4.128 Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de atividade dos médicos
residentes R2 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 240

Figura 4.129 Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de plantão dos médicos
residentes R2 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 240
Figura 4.130 Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de repouso dos médicos 241
xxxii
residentes R2 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
Figura 4.131 Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de atividade dos médicos
residentes R3 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 242

Figura 4.132 Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de plantão dos médicos
residentes R3 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 242
Figura 4.133 Síntese do grau das correlações entre as variáveis estudadas. 243

xxxiii
xxxiv
LISTA DE TABELAS

Efeitos de desvios da temperatura de trabalho confortável. Fonte: adaptado de Grandjean e


Tabela 2.1 Kroemer (2005) 79
Variação do limiar relativo do estímulo auditivo para o despertar através do ruído de
Tabela 2.2 acordo com a profundidade e estágios do sono. Fonte: adaptado de Pimentel-Souza (2000) 84

Tabela 3.1 Mapa de riscos de acidentes. Fonte: adaptado de ABNT (1999) 123

Síntese parcial I das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas


Tabela 4.1 da UNICAMP/Campinas: Iluminação 160
Síntese parcial II das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas
Tabela 4.2 da UNICAMP/Campinas: Ambiente térmico. 168

Síntese parcial III das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de


Tabela 4.3 Clínicas da UNICAMP/Campinas: Uso do espaço. 178
SRQ-20 dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
Tabela 4.4 UNICAMP/Campinas. 189

QSG particionado por fator dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Tabela 4.5 Clínicas da UNICAMP/Campinas. 190
BDI dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
Tabela 4.6 UNICAMP/Campinas. 191

IDATE dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da


Tabela 4.7 UNICAMP/Campinas. 192

Tabela 4.8 ISS total dos médicos residentes: a. FT; b. PT e c. TT. 192
PSQI: a. tempo para iniciar o sono e b. tempo de sono por noite em médicos residentes do
Tabela 4.9 Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. 194

PSQI: a. qualidade do sono; b. eficiência do sono; e c. uso de medicamentos para dormir


dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
Tabela 4.10 UNICAMP/Campinas. 196
Tabela 4.11 PSQI total dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da 197

xxxv
UNICAMP/Campinas.
ESE dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
Tabela 4.12 UNICAMP/Campinas. 197

xxxvi
LISTA DE ABREVIATURAS

Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA


Amostra Total nT
American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers ASHRAE
Analysis of Variance ANOVA
Associação Brasileira de Enfermagem ABEN
Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT
Autorização de Internação Hospitalar AIH
Beck Depression Inventory BDI
Cadastramento e Habilitação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador CRST
Coeficiente de Absorção CA
Coeficiente de Reflexão CR
Conselho Nacional de Saúde CNS
Cortisol coletado ao acordar CAA
Cortisol coletado às 12h C12h
Cortisol coletado às 18h C18h
Cortisol coletado às 22h C22h
Desvio Padrão S_D
Diagnostic System Laboratories DSL
Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay ELISA
Ergonomic Lighting Indicator ELI
Escala de Sonolência de Epworth ESE
Estabelecimento Assistencial de Saúde EAS

xxxvii
Faculdade de Ciências Médicas FCM
Grupo de Trabalho de Humanização GTH
High Dinamic Range HDR
Hospital de Clínicas HC
Instituto de Biologia IB
International Center of Nutritional Research ICNR
International Organization for Standardization ISO
Inventário de Ansiedade Traço-Estado IDATE
Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos ISS
Laboratório de Eficiência Energética em Edificações LABEEE
Lei Orgânica da Saúde LOS
Linha horizontal (horizontal line) HL
Linha vertical (vertical line) VL
Média M
Mediana Med
Médicos Residentes de Nível 1 R1
Médicos Residentes de Nível 2 R2
Médicos Residentes de Nível 3 R3
Melatonina coletada ao acordar MAA
Melatonina coletada às 22h M22h
Ministério da Saúde MS
Ministério do Trabalho MT
National Aeronautics and Space Administration NASA
Nível de significância α

Norma Brasileira NBR


Norma Operacional da Assistência à Saúde NOAS
Norma Operacional de Saúde do Trabalhador NOST
Norma Regulamentadora NR
Pittsburgh Sleep Quality Index PSQI
xxxviii
Política Nacional de Humanização PNH
Porcentagem Estimada de Insatisfeitos PPD
Qualidade de Vida QV
Qualidade de Vida no Trabalho QVT
Questionário de Saúde Geral de Goldberg QSG
Região Metropolitana de Campinas RMC
Ressonância Magnética RM
Royal Institute of British Architects RIBA
São Paulo SP
Segurança e Saúde no Trabalho SST
Sistema de Informações Ambulatoriais SIA
Sistema Nervoso Central SNC
Sistema Único de Saúde SUS
Social Rhythm Metric SRM
Tamanho da população n
Ultrassonografia US
Unidade de Emergência e Urgência UER
Unidade de Tratamento Intensivo UTI
Universidade Estadual de Campinas UNICAMP
Universidade Federal de Santa Catarina UFSC
Voto Médio Estimado PMV

xxxix
xl
xli
As cidades e os edifícios têm diversas implicações na qualidade de vida e de trabalho das

pessoas. O cuidado com o projeto, a avaliação dos ambientes e o rigor na construção se configuram

como estratégicos para aprimorar a qualidade do ambiente construído e constituem os momentos nos

quais outras soluções e tecnologias podem ser concebidas, desenvolvidas e avaliadas, com repercussão

para todas as demais etapas do ciclo de vida do ambiente. Neste contexto, os diversos agentes

intervenientes, os usuários e suas necessidades, demandam ampla compreensão quanto à sua satisfação

e à hierarquização das demandas em relação ao ambiente. As pesquisas sobre o processo de projeto nas

suas várias fases, bem como a gestão das atividades e a avaliação do ambiente em uso são fundamentais

para o avanço na qualidade do projeto e devem ser inter-relacionadas de maneira a responder e orientar

melhorias, adaptações e correções no ambiente construído com a qualidade esperada.

Desta forma, a qualidade pretendida vai além do progresso de ordem projetual, também

afetando a percepção e o comportamento dos usuários. Segundo Guzowski (1999), as pessoas se sentem

confortáveis mediante o atendimento de aspectos de cunho qualitativo das necessidades físicas e

psicológicas do corpo e da mente. Todos os edifícios possuem características físicas, químicas e

biológicas que podem afetar a saúde psicofisiológica dos seus ocupantes (BREVIGLIERO et al., 2006;

SASSI, 2006). Assim, a promoção da qualidade em saúde deve dispor de ambientes onde fatores físicos e

espaciais, por exemplo, devem ser considerados e trabalhados corretamente. A atenção a esses fatores

influenciam diretamente a percepção ambiental. Tal percepção pode ser compreendida como resultante

do processamento dos estímulos recebidos pelos sentidos, gerando um significado baseado em

2
experiências anteriores (CARLSON, 2002; IIDA, 2005). Quando considerado o espaço arquitetônico, suas

variáveis induzem em diferentes graus o ritmo biológico e o estado psicológico dos usuários, alterando

também a qualidade de vida destes. Hoje, são diversos os estudos que lidam com esse ritmo e estado

mental em ambientes como shopping centers e escolas, mas ainda são escassos aqueles que considerem

suas influências nas interações e características do ambiente hospitalar.

O espaço hospitalar brasileiro atual traduz o equívoco existente entre espaço de cura e espaço

como suporte para provimento de saúde por aqueles que nele trabalham. Muitos hospitais brasileiros,

principalmente os públicos, retratam uma realidade precária de como são tratados enquanto edificação

e cuidado do ambiente. E a isto se tem não somente os espaços onde o paciente é cuidado e o

acompanhante espera – espaços estes que são focos de preocupação de grande parte dos arquitetos

contemporâneos –, mas também daquele que serve de apoio para a equipe de profissionais da saúde.

Um destes espaços que tem ganhado destaque devido à sua importância no diagnóstico precoce de

doenças é o setor de Imaginologia, o qual tem desenvolvido novos procedimentos e tecnologias para

diagnósticos, tendo maior responsabilidade dentro da própria Medicina. E em meio aos funcionários de

saúde que compõem esse setor estão os médicos residentes, futuros especialistas na área e incumbidos

pelos pareceres em exames médicos. O preparo de um médico especialista desta área exige cuidados

que vão além do conhecimento repassado em salas de aula, pois ao chegarem à residência médica já

estão presentes, em diferentes graus, o estresse, a estafa mental, o cansaço físico, dentre outros.

Sintomas estes que podem provavelmente ser amenizados ou agravados, juntamente com o ritmo

biológico, pelas variáveis ambientais, alterando o desempenho e qualidade de vida no trabalho. Tais

informes fomentam a hipótese desta pesquisa, a qual associa a ocorrência de alteração dos ritmos

biológicos dos médicos residentes por meio de ambientes hospitalares controlados exclusivamente por

3
sistemas artificiais ao intenso ritmo de trabalho, ampliando a vulnerabilidade desses usuários a

alterações psicofisiológicas e potencializando as chances de erro de diagnósticos1.

Neste cenário, o objetivo principal desta tese de doutorado visou identificar como o ambiente

hospitalar, em condições artificiais dos sistemas de iluminação e climatização, afetava a percepção

ambiental e a saúde psicofisiológica dos médicos residentes nos três níveis de residência médica2 do

Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas, por meio de perfilamento e

avaliações do ambiente (sistema luminotécnico e térmico), psicológica (ansiedade, depressão e estresse)

e fisiológica (hormônios cortisol e melatonina).

Como objetivos específicos tiveram-se os seguintes:

 Determinar a relação entre as condições ambientais in loco de qualidade (condições de conforto,

uso e ambiência) e quantidade (temperatura, temperatura radiante, velocidade do ar, umidade relativa e

iluminação) e as variáveis psicológicas (depressão, ansiedade e estresse);

 Relacionar as condições ambientais in loco (quantidade e qualidade) com a qualidade do sono e a

ocorrência da sonolência diurna excessiva;

 Averiguar como a variável fisiológica (concentrações hormonais de cortisol e melatonina)

responde ao ambiente construído; e

 Avaliar as condições de sono e os riscos de acidentes sob as condições ambientais in loco.

Para tanto, realizaram-se quatro avaliações convergentes em situações de uso real do espaço: i.

avaliação quantitativa do ambiente, aferindo a temperatura, iluminação, umidade relativa, velocidade do

ar e aspectos físicos do local; e ii. avaliação qualitativa do espaço com aplicação de questionário de

1
De acordo com as condições ambientais, o erro médico pode vir a ocorrer em diferentes graus, mas devido ao recorte dado
nesta pesquisa ele não foi estudado. Porém, indica-se a necessidade de estudos futuros nesta direção.
2
A residência médica em Imaginologia possui duração de três anos entre aprofundamento da temática e aplicação prática,
podendo alcançar quatro anos.
4
percepção ambiental junto à amostra populacional selecionada; iii. avaliação das variáveis psicológicas,

identificando existência de doenças psicológicas (estresse, ansiedade e depressão) com uso de

instrumentais validados pelas áreas de psicologia e psiquiatria no Brasil; e iv. avaliação da variável

hormonal de cortisol (hormônio do estresse) e de melatonina (hormônio do sono) mediante coleta

salivar e uso do procedimento ELISA (Enzyme Linked ImmunoSorbent Assay) do tipo competição. Frente a

esta complexidade, a pesquisa foi caracterizada como: analítica, uma vez que foram testadas

associações em determinado período de tempo; transversal, por envolver variáveis de desfecho e

também variáveis comparativas; e experimental, por possuir caráter exploratório devido às variáveis de

desfecho observadas.

Logo, os resultados obtidos em um setor hospitalar cujas condições ambientais necessárias

básicas são os baixos índices de iluminância e temperatura culminou em dados relevantes acerca do

comportamento dos usuários estudados frente seu tempo de vivência naquele ambiente. Foram

constatadas, dentre outros, respostas psicofisiológicas diferenciadas de acordo com as condições

ambientais e o nível de residência médica; ainda assim verificou-se que estas mesmas condições não

alcançaram valores capazes de interferir integralmente na saúde psicofisiológica dos médicos residentes.

Constatando-se também que o pouco contato dos médicos residentes com o meio externo no horário do

almoço contribuiu para uma sincronização parcial de seus ciclos claro-escuro. Demonstrando que apesar

da constante discussão acerca da qualidade da saúde em ambientes de assistência à saúde, o tema

precisa ser rigorosamente discutido e revisado. Para tal, é preciso a deliberação de itens como a

incorporação das necessidades psicofisiológicas e comportamentais na concepção do projeto e a

humanização e estética do ambiente visando não somente o paciente, mas também seus funcionários,

suprindo algumas das carências de ordem projetual encontradas. Assim, a pesquisa realizada além de

contribuir com a extensão do estado-da-arte, acrescentou à coleção de dados informações sobre a

5
influência do ambiente sob condições artificiais de seus sistemas ambientais na percepção e saúde

psicofisiológica de uma parcela da população hospitalar, contribuindo para o desenvolvimento de

melhorias na qualidade do ambiente daquela tipologia arquitetônica.

Isto posto, esta pesquisa de doutoramento está estruturada nas seguintes partes:

fundamentação teórica (capítulo dois) a qual traz o estado-da-arte referente à temática da pesquisa,

elucidando o ambiente construído; a sensação e percepção ambiental; os aspectos psicofisiológicos e os

impactos do ambiente construído na saúde dos usuários. Seguido do detalhamento da metodologia

especificando os multimétodos e materiais usados nas três avaliações: ambiental (qualidade e

quantidade), psicológica (ansiedade, estresse e depressão), sono e sonolência diurna excessiva e

hormonal (cortisol e melatonina) (capítulo três). E por fim, a apresentação e discussão dos resultados

obtidos (capítulo quatro).

6
7
2.1 AMBIENTE CONSTRUÍDO

A revolução industrial ocorrida nos séculos XVIII e XIX (1760 a 1830) e todas as mudanças

decorrentes desse período1 permitiram não somente uma transformação no setor de trabalho, como

também em setores próximos. As reformas referentes à modificação da urbe frente às necessidades

agora industriais acarretaram em modelos de organização territorial e urbana como os propostos por

Patrick Guedes, Tony Garnier, Ebenezer Howard, dentre outros. As reformas relacionadas às condições

higienistas e sanitaristas englobaram a criação de leis sanitárias e de saúde pública visando padrões de

saúde e qualidade ambiental como a Towns Improvement Act de 1847, a Public Health Act de 1848 e a

Comissão Sanitária Real de 1869, todas inglesas. Já as pertinentes à medicina do trabalho englobaram o

desenvolvimento de áreas como ergonomia, antropometria, acessibilidade e desenho universal.

O estudo do trabalho por métodos científicos iniciou quando da ocorrência de greves por parte

dos trabalhadores devido às condições precárias das indústrias no fim do século XIX e começo do século

XX. A partir dessas paralisações surgiram novas ciências que visavam estudar os efeitos de diversas

variáveis ambientais na produtividade daqueles trabalhadores. Exemplo disto são os estudos de Elton

Mayo na Fábrica Hawthorne da Western Eletric Company entre os anos de 1920 e 1930, onde foram

analisados os efeitos da iluminação, pausas de descanso e menos horas de trabalho na produtividade e

1
Mudanças tecnológicas, impactos no processo produtivo, superação da agricultura, novas relações trabalhistas e entre as
nações e introdução da cultura de massa.
8
fadiga humanas. A ciência do ambiente construído teve suas raízes edificadas neste período,

inicialmente em espaços industriais, ao mesmo tempo em que começou a incorporar e delimitar a

questão da saúde humana dentro daqueles espaços. Tal avanço continuou no pós-guerra com o objetivo

maior do desempenho humano e lucro de produção, mas também devido à pressão populacional por

edificações mais adequadas para os soldados feridos em guerra.

O atual desenvolvimento da sociedade reflete diretamente em seu comportamento e

preferências dentro e fora das edificações. A crescente ênfase na importância de cidades, casas e

ambientes de trabalho adequados a novas necessidades fez com que aumentasse também a

responsabilidade por um projeto mais elaborado, mesmo não se tendo ainda um conhecimento bem

desenvolvido acerca do que é qualidade de projeto ou como medi-lo corretamente (GANN e WHYTE,

2003).

Contudo, apesar dos avanços acerca da importância do corpo, esta foi parcialmente renegada

pela arquitetura durante o período moderno. As questões sobre corpo e lugar não eram consideradas

devido ao foco no coletivo e não no individual. Era a linguagem de universalidade que predominava.

Exemplos disso podem ser observados não somente na arquitetura de Le Corbusier, Escola da Bauhaus e

Gropius, mas também nos projetos de interiores e design de mobiliário deste período, os quais

celebravam a máquina e o minimalismo com seu geometrismo rígido, pureza e brancura extremas, tudo

devendo se comunicar, ser rápido, funcional e automático, excluindo a singularidade e particularidade

de cada ser humano.

Tal euforia acerca daquele pensar a arquitetura como máquinas de morar e o corpo como

objeto foi sendo substituída pela inserção efetiva do corpo na arquitetura no período pós-moderno.

Neste novo período, o corpo foi considerado como terreno de investigação por ser o meio principal

9
através do qual o sujeito se conecta com o mundo. A partir deste pensamento a arquitetura, propôs sua

recuperação mediante incorporação dos sentidos, sentimentos e movimentos na percepção, recepção,

experiência e leitura do espaço arquitetônico desde sua concepção. Ela passou a ser pensada mais em

experiência corporal e interação humana e menos em termos de função, mas não ignorando este

completamente, resultando em ambientes plásticos e funcionais. Assim, os diversos sentidos sensoriais –

como a pele, tato, cheiro, visão, audição e até mesmo a cinestesia – passaram a ter suas relações e

comportamentos estudados e relacionados frente ao ambiente construído e suas variáveis, como o

espaço, luz, geometria, cor, temperatura, textura, dentre outros. Todas as relações identificadas até

então foram ilustradas sucintamente em um diagrama do campo dos sentidos, observado na figura 2.1.

Figura 2.1. Diagrama do campo dos sentidos.

Fonte: adaptado e traduzido de Malnar e Vodvarka (2004).

10
Ao ponderar o uso dos sentidos sensoriais deve-se considerá-lo integrado e não distinto, pois o

corpo humano vivencia a experiência sensorial de forma simultânea e total. Somente assim, segundo

Pallasma (2011), a arquitetura consegue ser verdadeiramente vivida em sua completa característica

multissensorial e com todo o caos resultante desses estímulos. Diversos arquitetos como Bernard

Tschumi, Peter Eisenman, Anthony Vidler, Juhanni Pallasma, Perez-Gomez, Steven Holl, Diller & Scofidio,

dentre outros, inseriram em seus projetos essa preocupação com o corpo, iniciando um período de

reflexão e discussão da temática, repensando também métodos e estratégias de projeto (VALNAR e

VODVARKA, 2004).

A experiência sensorial vivida pelo usuário no ambiente construído ajuda a estabelecer uma

relação entre o corpo e o espaço. Devido à imediaticidade da percepção alcançada, a arquitetura é

considerada o modo de arte mais completo e rápido a alcançar o usuário, pois além de elementos como

a iluminação, temperatura, cores, sons, textura, espaço, geometria, dentre outros, apenas ela em si

“oferece a experiência tátil da textura de uma superfície de pedra ou de madeira polida, a experiência da

luz movendo-se ao longo do dia, os cheiros e os sons ressonantes do espaço, as relações corporais de

escala e proporção” (HOLL, 2011, p.41, tradução nossa). Ou seja, a produção arquitetônica se torna cada

vez mais complexa à medida que considera a experiência corporal e que esta é a referência de toda ação

empreendida no espaço. É interessante observar os dois espaços definidos por Bollnow (2008) e que

auxiliam a ilustrar a diferença entre os períodos moderno e pós-moderno: o matemático, o qual é

mensurável em três dimensões e que ainda é referenciado nos dias atuais; e o vivenciado, que é

vinculado à vivência do usuário em determinado lugar. As teorias pós-modernas deram especial

destaque para o espaço vivenciado, pois é através dele que se resulta a formulação do significado do

objeto arquitetônico, o qual favorece a experiência estética resultante de uma arquitetura arte

tridimensional e que pode ser habitada.

11
A união do corpo com a arquitetura auxiliou, além da evolução do conhecimento acerca da

sensação e percepção (explanados no item 2.2 Sensação e Percepção Ambiental), o desenvolvimento de

áreas específicas dentro da arquitetura como o conforto ambiental e consequente qualidade do

ambiente construído; e fora dela como a filosofia, psicologia, teoria das comunicações, ciências

cognitivas e teoria da arte, além das áreas da medicina, psiquiatria, fisiologia, biologia, dentre outras. A

partir do avanço dessas discussões e especialmente acerca da consideração do corpo humano e seus

sentidos no ambiente construído preocupações diversas surgiram no sentido de definir e também

conceituar o que seria um ambiente ideal. Assim, questionamentos como: quais variáveis ambientais

deveriam ser consideradas? Quais os valores dessas variáveis deveriam ser postos de modo que se

tivesse melhor desempenho, saúde, percepção e cognição? Como unir arquitetura arte e arquitetura

funcional? Respostas mais eficazes começaram a ser obtidas por meio do avanço nas conceituações e

respectivas teorias daquelas novas áreas dentro do espaço acadêmico a partir da década de 1960,

resultando em importantes contribuições para a sociedade (AZEVEDO et al., 2000; RHEINGANTZ, 2000).

No final da década de 1990 e começo de 2000 se assistiu maior esforço direcional para

quantificar a qualidade do ambiente construído em dois momentos: quando da percepção do espaço

pelos usuários e quando do caráter e intensidade dos elementos ambientais (DEMPSEY, 2008; CANDIDO

e DEAR, 2012). A ciência do conforto ambiental entra neste cenário pela sua preocupação crescente com

a quantidade e qualidade do ambiente construído e por sua ligação com a influência da edificação na

saúde humana, especialmente a psicofisiológica. Sua real difusão ocorreu a partir da década de 1970,

com a crise do petróleo e o resgate do termo conforto. Dentre os pesquisadores do conforto ambiental,

Schmid (2005) se destaca ao demonstrar a complexidade desse termo ao delimitar quatro contextos que

devem ser observados quando se define conforto: i. físico, mecanismos fisiológicos; ii. psico-espiritual,

motivação, autoestima; iii. sociocultural, relações interpessoais, cultura, tradições, religião; e iv.

12
ambiental, luz, temperatura, som, umidade relativa, velocidade do ar, qualidade do ar interno, dentre

outros. A união de todos estes aspectos faz com que o conforto alcance não somente as esferas

ambientais, as quais as normas técnicas geralmente se limitam, mas também a esfera da transcendência

para o corpo e para o espírito. É evidenciada a multidisciplinaridade envolvida e engajada para alcançar

um grau satisfatório de qualidade, quantidade e conforto ambientais necessários. Os aspectos que

compõem o conforto ambiental tentam abordar essas concepções, mas por vezes usam conceitos rígidos

que juntos compõem a qualidade do projeto arquitetônico.

O primeiro deles é o conforto visual, o qual tem seu início marcado com a crise energética da

década de 1970. Neste período a iluminação foi repensada como uma ciência, porém ficou restringida a

termos quantitativos até a década de 1990. Somente em meados daquela década e começo do ano 2000

é que a qualidade também entrou em pauta. Hoje espera-se que a luz seja projetada de forma a permitir

que o sistema visual extraia as informações necessárias para o bom entendimento do ambiente,

considerando: grau de dificuldade da tarefa visual, quantidade de informações, elementos de distração

na periferia do campo de visão (BOYCE, 2003).

Além do conforto visual, surgiu a necessidade também de conceituar a qualidade da

iluminação. Apesar de ambos conceitos parecerem semelhantes são definições bem distintas. Segundo

diversos autores como Phillips (2000), Schmid (2005) e Sassi (2006), o conforto visual se aproxima cada

vez mais do âmbito do usuário, considerando o design, a quantidade de luz e o bem estar, indo além do

que se vê. Contudo, ele está visivelmente atrelado ao conceito de qualidade de iluminação, que passou a

ser oficialmente incorporado na primeira década do século XXI mediante pesquisa pela IESNA

(Illuminating Engineering Society of North America).

13
A qualidade de iluminação, segundo a IESNA (2008), é dada através da interação de três

aspectos gerais. O aspecto referente a arquitetura considera a forma, composição, estilo, códigos e

padrões da legislação. Preconiza o uso de iluminação natural sempre quando apropriado; além da

iluminação das superfícies internas de forma a prover uma melhor satisfação de uso e conforto. A

segurança e integridade física do usuário são suas prioridades. O aspecto econômico e ambiental se

refere à instalação, manutenção, operação, energia e meio ambiente. Recomenda a escolha de fontes

naturais de iluminação e sistemas mais eficientes, como o uso de dimmers, aumentando a flexibilidade e

maximizando a economia de energia. E o aspecto das necessidades humanas trata da visibilidade,

desempenho de tarefas, comunicação social, humor e atmosfera, segurança, bem-estar e saúde. Aqui a

iluminação a ser provida deve ser suficiente para a realização e inteligibilidade de tarefas visuais

primárias, como modelar rostos e objetos através de luz e sombra, além da presença de fontes com bons

índices de reprodução de cor (figura 2.2).

Figura 2.2. Integração entre necessidades e aspectos para qualidade de iluminação descritos pela IESNA (2000).

Fonte: adaptado de IESNA (2008).

14
A qualidade proposta visa ajudar o usuário a desenvolver suas atividades e também a se sentir

satisfeito no ambiente, diferenciando os espaços meramente funcionais. O conceito de qualidade de

iluminação amplia sua complexidade ao incorporar conceitos multidisciplinares que transitam entre

eficiência energética e saúde dos usuários. Apesar da semelhança conceitual, é visível a correlação

existente entre os conceitos conforto visual e qualidade de iluminação, mas não são necessariamente

inseparáveis, a depender do grau da subjetivação tomada como base. Tais conceituações demonstram

como a iluminação é subjetiva, considerando que é difícil delinear o quanto e o que é necessário para

uma pessoa se sentir confortável e satisfeita visualmente. A neutralidade que se busca muitas vezes não

é alcançada e em muitos casos não é desejada devido, por exemplo, à possibilidade de monotonia que

isto pode acarretar.

Contudo, os valores apresentados por normas regulamentadoras brasileiras2 apenas focam o

quesito quantitativo de acordo com a atividade a ser desenvolvida. A NBR ISO/CIE 8995:1 – Iluminação

de ambientes de trabalho Parte 1: Interior (ABNT, 2013) trata unicamente de números, prezando

somente a velocidade e precisão das tarefas. A norma não considera a disponibilidade de luz natural em

diferentes regiões brasileiras, o que fica a critério da sensibilidade do responsável pelo projeto de

iluminação. Contudo, a NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) é largamente utilizada em território nacional

por ser a única referência normativa brasileira a trazer esse tipo de dado. Outra norma é a NR 17 –

Ergonomia (ABNT, 2007) que recomenda ao projetista buscar os valores de iluminância na NBR ISO/CIE

8995:1 (ABNT, 2013)3, além de aconselhar o uso de iluminação natural uniformemente distribuída e

difusa.

2
As NR (normas regulamentadoras) são normas desenvolvidas e divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Enquanto
as NBR (normas brasileiras) são normas concebidas e publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
3
A NR 17 remete no item “17.5.3.3” uso de níveis mínimos de iluminância estabelecidos pela NBR 5413:1992, cancelada pela
ABNT em 21 de março de 2013. A partir desta data os valores preconizados passam a ser os fornecidos pela norma substituta
ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013.
15
Além da iluminação, a arquitetura também tem um papel muito importante frente ao conforto

térmico. É através dela que são oferecidas as condições ambientais térmicas necessárias para o ser

humano trabalhar adequadamente, sem fadiga, estresse ou outras doenças acarretadas da exposição ao

calor ou frio.

De acordo com vários autores como Fanger (1970), ASHRAE (2001), Ruas (2002), Schmid

(2005), o conforto térmico é aquele estado da mente que reflete satisfação com o ambiente térmico.

Esse conforto está ligado a fatores pessoais (vestimenta e atividade desenvolvida) e a fatores ambientais

(temperatura, umidade, velocidade do ar e temperatura radiante média), os quais interferem

diretamente nas trocas de calor entre o organismo humano e o ambiente. Caso o balanço de todas as

trocas de calor a que está submetido o corpo seja nulo e considerando que a temperatura da pele e suor

estão dentro de determinados limites, o usuário se encontrará em estado de neutralidade térmica, onde

há a comodidade, sem intenção de mudança de temperatura (RUAS, 2002) (figura 2.3).

Figura 2.3. Conforto térmico e balanço de calor do corpo mediante variação de temperaturas.

Fonte: adaptado de Iida (2005).

16
Com base no conhecimento obtido até então, em 1997 a American Society of Heating,

Refrigerating and Air Conditioning Engineers (ASHRAE, 2001) propôs uma equação que demonstrasse o

equilíbrio térmico, expressando matematicamente todos os processos que ocorrem:

Onde:

S = calor ganho ou perdido pelo organismo;

M = calor gerado pelos processos metabólicos;

E = calor dissipado pelo suor;

R = calor radiante trocado com o ambiente;

C = calor trocado por condução e convecção com o ambiente;

W = energia gasta no trabalho.

Segundo essa equação, o corpo entra em equilíbrio térmico quando S = 0 e não há necessidade

de uso de mecanismo de termorregulação (RUAS, 2002). Quando S > 0, o corpo está em estado de

hipertermia e hipotermia quando S < 0 (BREVIGLIERO et al., 2006). Por exemplo, quando a temperatura

ambiente for de 23°C, o ser humano perde calor de acordo com o processo: i. condução = 10% de perda,

a condutibilidade do ar é fraca; ii. radiação = 67% de perda, calor transportado sob a forma de ondas

eletromagnéticas, destaque para o infravermelho; iii. evaporação = 20% de perda, a taxa de evaporação

chega a aproximadamente 30 g/h; e iv. convecção = 3% de perda, extração do calor se dá pela

substituição do ar quente por ar frio. Quando a temperatura é 31°C, a evaporação elimina 100% do calor

produzido, chegando a perder 1000 g/h de água a depender da umidade relativa. Já com temperatura

ambiental de 25°C, mesmo sem vestimentas não se consegue perder calor facilmente pelos processos de

convecção e radiação, apenas por evaporação. Ou seja, quanto mais quente for o ambiente, maior é a

17
sudorese. E a depender da atividade desenvolvida com/sem exercícios físicos (W=0 e W<0) o

metabolismo acelera mais/menos, produzindo mais energia térmica Q quando realiza esforço. Quando

W=0, há velocidade de metabolismo para manutenção da temperatura corporal (figura 2.4) (ASHRAE,

2001; RUAS, 2002; GRANDJEAN e KROEMER, 2005; SCHMID, 2005). Assim, quando se análise esta

fórmula e somando-se variáveis como superfície de pele exposta, pele, roupa, suor, superfície no

ambiente, dentre outros, obtém-se a interação térmica entre o corpo com o ambiente, demonstrando o

quão complexas são as relações entre as variáveis envolvidas no equilíbrio e conforto térmicos (figura

2.5).

Figura 2.4. Equilíbrio térmico corpo humano.

Fonte: adaptado de Iida (2005).

18
Figura 2.5. Interações térmicas do corpo humano com o ambiente.

Fonte: adaptado de ASHRAE (2001).

Visando a neutralidade, algumas normas regulamentadoras brasileiras estipulam valores para

as variáveis térmicas de modo que: i. se tenha um maior desempenho; e ii. sejam consideradas as

características psicofisiológicas. A NR 17 (MTE, 2007) traz níveis mais simplificados quanto às variáveis

térmicas e também recomenda ao projetista buscar valores mais detalhados, como a taxa de

metabolismo, índices de vestimenta, dentre outros, em normas como: NBR 12538 – Grandezas e

unidades de termodinâmica (ABNT, 1992); ISO 7726 – Thermal environments: Instruments and methods

for measuring physical quantities (ISO, 1998); Ashrae Standard 55/2001 – Thermal environmental

conditions for human occupancy (ASHRAE, 2001); e ISO 7730 – Moderate thermal environments:

Determination of the PMV and PPD indices and specification of the conditions for thermal comfort (ISO,

2005) – norma esta que fornece os limites de ± 0,5 como adequados para o PMV (Voto Médio Estimado)

dentro das edificações.

A normatização do conforto térmico parte então do pressuposto de que para se ter um

ambiente com temperatura ótima ele deve ser neutro. Entretanto, até que ponto essa neutralidade é

19
conveniente? Assim como o conforto visual e sua monotonia causada pela iluminação constante e o uso

de uma única cor, também não é interessante que a experiência térmica seja 100% neutra, devendo-se

evitar o chamado tédio térmico ou "thermalboredom" (SCHMID, 2005; FRANSSONA et al., 2007). O

conforto térmico se faz presente quando uma parcela dos indivíduos se sente bem com os valores

encontrados e a outra consegue se adequar sem maiores danos, pois a unanimidade térmica é

dificilmente conseguida quando se trata de múltiplos caracteres subjetivos.

A busca pelo bem-estar humano não se restringe aos confortos visual e térmico, ela adentra

também no conforto acústico, pois o espaço arquitetônico é também um espaço sonoro. Um dos

motivos para o avanço desta ciência está no aumento da complexidade e exigências tanto projetuais

quanto de seus usuários. A acústica vem neste sentido complementar a visão, pois "muitos dos sons que

nos interessa ouvir são provocados fora de nosso campo visual" (SCHMID, 2005, p.255), caracterizando a

audição como um dispositivo de sensibilidade razoável, capaz de receber informações compactas sobre

o ambiente. O conforto acústico visa à redução ou eliminação de qualquer ruído existente que possa

comprometer a audição humana ao mesmo tempo em que busca controlar os sons para que não criem

interferências excessivas como as reverberações de forma que haja uma boa comunicação entre os

usuários (SCHMID, 2005; MURGEL, 2007).

A partir do espectro sonoro é delimitado o conjunto de todos os sons audíveis e inaudíveis pelo

ser humano. Sons estes que dependem da sensibilidade do ouvido, determinando a inteligibilidade da

voz e o volume/intensidade. Junto àquele espectro tem-se a audibilidade, a qual ilustra como o ouvido

humano se comporta no quesito de recepção e interpretação das flutuações da pressão sonora

relacionadas a variações de frequência – sensações auditivas (FERNANDES, 2010). Como seus valores são

subjetivos, diversos estudos foram feitos visando determinar a sensibilidade média da audição de

pessoas normais resultando na escala e curva de audibilidade humana (figura 2.6).

20
Figura 2.6. Curva de audibilidade humana.

Fonte: adaptado de Bevigliero et al. (2006).

Contudo, a preocupação das normas nacionais é maior para com a produtividade e problemas

auditivos e só depois com os impactos psicofisiológicos na saúde do usuário. A preparação sonora de um

ambiente é de extrema importância para a informação que precise ser passada seja ouvida com clareza.

O hospital é uma das edificações onde o cuidado com este aspecto deve ser considerado, pois há

identificam-se altos níveis de ruído advindos da grande capacidade de atendimento e da quantidade de

maquinário e tecnologia empregados como consequência do aumento das especialidades médicas. Um

ambiente com sons agradáveis, livre de ruídos desnecessários, favorece a diminuição de doenças e

promove o bem estar humano (BREVIGLIERO et al., 2006).

A pesquisa em questão considera que o projeto deve ser trabalhado desde sua concepção

tendo a percepção e a condição ambiental como base necessária à construção de ambientes. Para um

projeto atingir o grau de qualidade almejado, incluindo a dimensão subjetiva, ele deve ser claro e

alcançar as dimensões de qualidade do projeto definidas em um programa arquitetônico bem

21
especificado. De forma a evitar o que comumente é visto nas revistas de arquitetura e decoração: o

império de ambientes sem apelo humano, universal e com conceitos preconcebidos, apresentando um

“*...+ espaço precipuamente estético, tal como o corpo performático e esportivo que se molda e
se reifica nas academias atuais, alienado de suas várias outras dimensões. [...] Vemos nas revistas
aquilo que o arquiteto prevê ao projetar suas imagens: o espaço vazio. Mas não vemos aquilo
que ele também não vê: a imersão do corpo em sua totalidade viva neste espaço. Vemos o
espaço como fim em si mesmo, e não como meio.” (BRANDÃO, [201-], p.1)

O arquiteto deve fazer uso dos elementos básicos que constituem a arquitetura, utilizando a

forma como matéria-prima para a concepção de ambientes que serão sentidos e percebidos pelos

usuários. O modo como ela é moldada, planejada e edificada garante o quão sensitivo o espaço

construído é (GANN e WHYTE, 2003), estimulando sensações diversas. Tais sensações (consideradas

incomensuráveis) junto ao campo mensurável (o projeto racional) favorecem a percepção, positiva ou

negativa, e acaba por transformar os espaços em lugares (ELALI, 1997; LAKI e LIPAI, 2007), reforçando a

ideia de que o ser humano seja o elemento base para o qual é pensada e projetada uma edificação.

Percebe-se assim que o objetivo da arquitetura de ser “fruída na sua dimensão artística,

usufruída na sua dimensão funcional e construída na sua dimensão tecnológica” (MALARD, 2006, p. 13)

pode ser ilustrada pela união dos atributos, imagem e processamento, dados acima. O ambiente

construído assume importante papel dentre os quais se exaltam os aspectos que influenciam

positivamente os sentimentos e sensações do ser humano. Mediante os conceitos e teorias abordados, a

tese em questão admite como qualidade do ambiente construído aquele que promove a cognição, o

aconchego e a sensação de bem estar para a realização das diversas atividades previstas, além da

proteção no dia-a-dia (BLUYSSEN et al., 2011; OCHOA et al., 2012), fornecendo espaços harmoniosos e

equilibrados também com as questões ambientais. Desta forma, a edificação se apresenta como um

complexo produto devido às suas atribuições, multiplicidade de funções e o papel que assume na vida

dos usuários. O que leva a questionar: o que significa o ser humano dentro dos ambientes? Qual sentido

22
é esperado desses espaços? O que é almejado para as edificações hoje? O que será levado para os

ambientes futuros? Responder isso é tarefa que a arquitetura sozinha não pode fazer.

2.1.1 AMBIENTE DE TRABALHO HOSPITALAR

A metamorfose sentida em todos os campos nos dias atuais também atinge o campo do

trabalho. As diversas manifestações alcançadas por ele transformam o ser humano, o qual também é

transformado, em uma relação mútua (BRASIL, 2010a). O sentido obtido desse “exercer atividade” está

hoje relacionado a duas esferas específicas, que se complementam, apesar de serem díspares: a

Qualidade de Vida (QV) e a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2002), a QV é conceituada como o

resultado da percepção individual de uma pessoa referente à sua vida, considerando sua cultura,

expectativas, objetivos pessoais, medos e preocupações. Quando inserido dentro do ambiente de

trabalho, esta contribui para o aumento ou diminuição daqueles itens, seja através das relações

interpessoais, realização profissional, ambiente de trabalho favorável, dentre outros. Quando

considerada a conduta do indivíduo dentro do espaço de trabalho, tem-se a dependência de fatores

como: cobranças, coordenação, cumprimento das atividades, salário e espaço de trabalho (ABEN, 2006).

Dependendo de como o ambiente de trabalho e o ser humano se inter-relacionem, o corpo fornece,

respostas individuais que têm peso positivo ou negativo tanto no estado mental quanto no estado físico,

ou até mesmo em ambos (ABEN, 2006). Tais relações, neste ponto, caracterizam a evolução da QV em

QVT (FARIAS e ZEITOUNE, 2007).

O espaço físico de trabalho ganha assim destaque em diversas pesquisas e instituições. De

acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (CASAS e KLIJN, 2006), o ambiente de trabalho se

tornou um dos principais meios para a promoção da saúde no século XXI, pois favorece o aumento da
23
produtividade, maiores satisfação do uso do espaço, da QV e QVT. Hoje, em meados de 2010, dois

ambientes de trabalho são identificados: o ambiente de trabalho tradicional com todas as qualidades,

atributos e características que são percebidas, sentidas e experimentas pelos usuários; e o ambiente de

trabalho saudável, onde todas as suas condições são voltadas para o bem estar dos trabalhadores como

ambiente físico favorável (postos de trabalho, iluminação, temperatura, dentre outros), existência de

boas relações interpessoais, boa organização e saúde emocional, proteção contra riscos (CASAS e KLIJN,

2006). De acordo com Mininel et al. (2011), por causa daquelas razões o espaço deve ser estruturado em

prol do usuário. E aqui se tem uma das instituições que mais sofrem com deficiências em relação às

atividades nela desenvolvidas e o espaço per si: o hospital.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2002), os hospitais são considerados

instituições de cuidado à saúde, individual ou coletiva, com equipe médica capacitada e diversificada, e

estrutura que deve atender à população 24 horas por dia durante 07 dias da semana. Quando se

investiga as origens desses edifícios datados desde a época da Babilônia e Egito antigos, tem-se que sua

função primeira era receber indivíduos pobres com doenças graves para que pudessem morrer com

dignidade. A morte era comum devido à medicina rudimentar e à contaminação hospitalar, assim como

as condições de trabalho.

Somente a partir do século XIX, o hospital se tornou alvo de aperfeiçoamento, principalmente

com o trabalho da enfermeira inglesa Florence Nightingale. Ela acreditava que ao prover melhorias no

espaço físico haveria uma contribuição para a rápida recuperação do paciente e isto incluía aquecimento

e arejamento, assepsia dos ambientes, ventilação, qualidade do ar interno, temperatura, minimização de

ruídos, iluminação natural, visualização do ambiente externo, bem como dimensionamento do espaço

arquitetônico (figuras 2.7 e 2.8). Convicta de suas ideologias devido a experiências in loco, Nightingale

lançou o livro Notes on Hospitals em 1859, onde foram descritas ações sanitaristas para construção de

24
hospitais. É interessante notar sua profunda preocupação com a questão do condicionamento

ambiental, sobre a qual descreve sua importância para o processo de cura. Contudo, sua preocupação

principal era somente para com o paciente, poucos foram os itens referentes às condições de trabalho

dos agentes de saúde, mas as ações descritas podem ajudar a QV e QVT destes trabalhadores.

Figura 2.7. Início das mudanças: assepsia da enfermaria. Figura 2.8. Sistema de pavilhão com luz natural.

Fonte: AJN [200-]. Fonte: AJN [200-].

Os hospitais do século XX e início do século XXI tomaram uma dimensão maior devido ao

avanço das especialidades médicas, de estudos relacionados ao conforto hospitalar e de tecnologias,

como a da construção civil e aparelhagem hospitalar, por exemplo. O hospital passa a ser uma das

edificações com o programa arquitetônico mais complexo, unindo seção de cuidados diversificados com

a vida, seção industrial (alimentação, limpeza, lavanderia) e alta tecnologia (GÓES, 2004; GUIMARÃES,

2007), incorporando a partir dai conceitos como qualidade, equidade, satisfação e autonomia do usuário

(FORTES, 2004). Contudo, poucos são os avanços dentro dessa edificação que visem a total melhoria nas

condições de trabalho dos agentes de saúde. Que há uma necessidade de ambiente acolhedor tendo em

vista a fragilidade imposta pelas doenças dos enfermos é fato, porém esta não deve ser exclusiva no

dimensionamento do espaço do hospital.

25
Além das recomendações normalmente colocadas para a construção de todos os tipos de

edificações (contextualização climática, topografia do local, insolação, expansão física, atividades

específicas, implantação de novas tecnologias), o projeto de um estabelecimento assistencial de saúde,

particularmente o de hospitais, deve considerar a interação dada entre pacientes e staff médica, bem

como as necessidades de cada classe, criando um ambiente dinâmico e interessante, ao mesmo tempo

confortável e afável. No Brasil há uma tentativa de pôr em prática melhorias nessa tipologia através da

Política Nacional de Humanização (PHN), criada em 2003 pelo Ministério da Saúde e com publicação de

cadernos e cartilhas.

Segundo o Caderno HumanizaSUS nº 1 - Formação e intervenção (BRASIL, 2010a), a proposta

inicial do programa engloba uma nova e melhor relação entre usuários, redes sociais e profissionais da

saúde, valorizando o trabalho coletivo e individual e permitindo a busca por melhores condições de

trabalho. São usados dispositivos específicos para o alcance dessas premissas, como o grupo de trabalho

de humanização, a câmara técnica de humanização, a valorização do trabalho e a ambiência (BRASIL,

[200-]a; BRASIL, 2010a). Dentre estes, merece destaque o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH),

presente em todo hospital de porte4, seu principal objetivo é discutir os serviços que são fornecidos, as

relações interpessoais, métodos de trabalho, remuneração inapropriada, as relações de contrato de

trabalho injustas, os ambientes degradados e precários, além de condições diversas que venham a

interferir no cuidar (BRASIL, 2010a). A partir dai, são delineados conceitos sobre a qualidade e

humanização do espaço hospitalar. No Caderno de Textos: Cartilhas da Política Nacional de Humanização

(BRASIL, 2010b) é tratada a "Ambiência" que visa tornar mais acolhedor e humano o "espaço social,

profissional e de relação interpessoais" (BRASIL, 2010b, p.121). Para tal, esse espaço deve (BRASIL,

2010b; BRASIL, 2010c):

4
O Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas possui um GTH, porém o mesmo encontra-se estagnado, segundo a presidente
da gestão do ano de 2011, devido às dificuldades encontradas como liberação de verbas para execução dos projetos definidos
nas reuniões do grupo.
26
1. Prover conforto ambiental, dando privacidade e individualidade aos pacientes, ao mesmo

tempo em que atende às necessidades dos profissionais de saúde. São elementos que

contribuem para essa melhoria:

o Morfologia: volumes e formas arquitetônicos que criam e delimitam os espaços;

o Luz: contribui para realização de atividades e para que o ambiente se torne agradável

visualmente. Quando separada por tipo, é colocado que: a iluminação natural deve

existir pelo direito à noção do tempo, além dos aspectos positivos adotados por

Nightingale (1859); e a iluminação artificial deve focar na privacidade com focos de luz

individuais servindo tanto aos pacientes quanto aos profissionais da saúde;

o Cheiro;

o Som: proteção acústica;

o Sinestesia: percepção do espaço através de movimentos, texturas e superfícies;

o Privacidade: proteção da intimidade com uso de divisórias sem atrapalhar a agilidade do

trabalho da equipe de saúde;

o Individualidade: entendimento do ser humano como único, com o direito de um espaço

que o caracterize e preserve sua identidade, sem ferir os limites territoriais pessoais;

2. Prover um espaço saudável para discussão de ações sobre o processo de trabalho;

3. Favorecer esse processo mediante otimização de recursos e atendimento mais humano.

O programa de humanização proposto tem como foco principal a relação usuário - profissional

de saúde. De todos os cadernos e cartilhas divulgados pelo Ministério da Saúde, dois trazem a questão

do ambiente de trabalho em si. O Caderno HumanizaSUS nº1 - Formação e intervenção (BRASIL, 2010a)

diz que o espaço deve ser adequado de forma que o trabalho não seja comprometido, valorizando as

atividades realizadas. E o Caderno de Textos: Cartilhas da Política Nacional de Humanização (BRASIL,

27
2010b) elabora melhor esse conceito, desenvolvendo tópicos de sua importância dentro do hospital,

como os demonstrados anteriormente.

Conclui-se que humanizar não é somente melhorar o convívio dentro do hospital. O hospital

humanizado deve ser capaz de integrar atendimento de qualidade à estrutura física (BACKES et al.,

2006), reduzindo os níveis de estresse resultantes do contato diário com a doença, o sofrimento, a dor e

a morte, ao mesmo tempo em que promove e melhora a sensação de bem-estar e as qualidades de vida

e de vida no trabalho para todos os seus usuários (FORNARA et al., 2006).

A complexidade envolvida quando se trata de ambientação hospitalar traz uma série de

recomendações que fogem do escopo de um único profissional. Transformar os ambientes hospitalares

de lugares hostis para lugares receptivos e acolhedores não é tarefa das mais simples, pois além de

envolver crenças e culturas próprias de seus projetistas, as opiniões das pessoas que vivenciam o

hospital devem ser consideradas, principalmente daqueles que nele trabalham. Englobando e analisando

a disposição do processo de trabalho na saúde, mediante espaços adequados para a realização das

atividades previstas.

2.2 PERCEPÇÃO AMBIENTAL

As cidades e os edifícios têm diversas implicações nas qualidades de vida e de trabalho dos

seres humanos. Segundo Guzowski (1999), as pessoas se sentem saudáveis mediante atendimento de

aspectos das necessidades físicas e psicológicas do corpo, espírito e mente. O ambiente é um dos

elementos que influenciam esse sentimento de salubridade, uma vez que os edifícios possuem

28
características físicas, químicas e biológicas que podem afetar a saúde de seus ocupantes (BREVIGLIERO

et al., 2006; SASSI, 2006). Neste contexto, é demandada uma ampla compreensão sobre os usuários e

sua satisfação e hierarquização das necessidades em relação à qualidade do ambiente construído, mas

também em como é dada a sensação e percepção mediante o espaço apresentado, acarretando em

comportamentos diversos. Para que a percepção ocorra são necessários antes os processos de sensação.

No que se refere à questão ambiental, a sensação é uma reação física do corpo frente a uma

ação de estímulos ambientais (luz, calor, frio, som, dentre outros) ativando áreas específicas do córtex

cerebral. Ou seja, mediante processos biológicos, a energia ambiental é captada através das células

nervosas sensoriais, transformada em impulsos eletroquímicos e enviada a áreas funcionais do Sistema

Nervoso Central5 (cérebro) de acordo com o elemento e/ou sentido relacionado, para serem

processadas e se obterem sinais que são destinadas ao organismo (CARLSON, 2002; BAKER, 2005; REIS e

LAY, 2006; BRANDALISE et al., 2009). São identificadas seis sensações principais do corpo humano: visual,

auditiva, olfativa, gustativa, tátil e espacial (sentido do equilíbrio – ocorre no ouvido interno). A figura

2.96 ilustra em cores as regiões onde estão localizados os itens aqui estudados.

5
O Sistema Nervoso Central (SNC) desempenha o papel de controlar o corpo. É a partir dele que são destinadas ordens aos
músculos e às glândulas de acordo com o processo biológico realizado.
6
A área visual considerada na figura 2.9 refere-se à região onde o sentido da visão é processado. Não é mostrada a glândula
pineal onde ocorre o processo dos padrões biológicos, como a produção da melatonina e melanopsina, por exemplo.
29
Figura 2.9. Anatomia do cérebro.

Fonte: adaptado de Medical Works (2014).

O organismo humano constantemente recebe inúmeros estímulos, dos quais somente os

necessários são interpretados. Este processo de decodificação depende de cada ser humano, mudando

apenas a percepção individual. A percepção é uma função cerebral que confere significados àqueles

estímulos a partir de experiências pessoais, adquirindo, interpretando, selecionando e organizando as

informações previamente obtidas (CARLSON, 2002). É classificada em sete tipos: a visual e auditiva –

consideradas as principais por serem fundamentais à sobrevivência humana –, a olfativa, gustativa e

tátil, além da percepção temporal e espacial. Cada uma compreende uma série de percepções menores

e inter-relacionadas. A percepção visual abrange a percepção de formas, relações espaciais, cores,

intensidade luminosa, movimentos. A auditiva de timbres, alturas ou frequências, intensidade sonora ou

volume, percepção rítmica (percepção temporal), localização auditiva (percepção espacial). A olfativa de

discriminação de odores, alcance olfativo. A gustativa envolve a discriminação de sabores. A tátil permite

o reconhecimento da presença, forma, tamanho (discriminação tátil) e temperatura (percepção de calor)

de objetos em contato com o corpo, além do posicionamento deste (percepção espacial) e a proteção
30
física (percepção da dor). A percepção temporal engloba a passagem do tempo (ritmo biológico),

produção dos ritmos; e a espacial inclui a estimativa das distâncias entre os objetos (percepção da

distância e do tamanho relativo dos objetos), esta última percepção é considerada supra modal, pois

utiliza elementos da percepção auditiva, visual e temporal (CARLSON, 2002; REIS e LAY, 2006; NÓBREGA,

2008; BRANDALISE et al., 2009).

O resultado do processamento dos estímulos recebidos pelos sentidos é entendido como

percepção, fornecendo significados sobre o meio ambiente baseados em experiências pessoais

anteriores registradas e que agora servem como base de dados de conjecturas, comparações e

definições (TOURINHO et al., 2000; CARLSON, 2002; BAKER, 2005; REIS e LAY, 2006; NÓBREGA, 2008;

BRANDALISE et al., 2009). De acordo com Bowditch e Buono (1992), Bennet e Kassarjian (1975) e

Brandalise et al. (2009), cada ser humano interpreta de forma individual os significados, reagindo

diferentemente, formando um processo inicialmente linear com a estimulação corporal, leitura elétrica

(sensação), interpretação sensorial (percepção) para então serem dadas as respostas a cada estímulo

provocado (figura 2.10). Deve-se advertir que a percepção também está ligada às relações sociais, às

necessidades, à cultura, à capacidade de trabalho e à interação ao meio ambiente, podendo influenciar a

saúde física e mental, o desempenho e a satisfação no trabalho (FERNANDES e ROCHA, 2009; BECKERT et

al., 2012). Tudo isto torna distintos os comportamentos e preferências dos usuários nos espaços

(AHMAD et al., 2012).

Figura 2.10. Processo de percepção humana.

Fonte: adaptado de Carlson (2002).

31
Sabe-se que o estudo da percepção ambiental tem sido fundamental para a compreensão das

relações entre o ser humano e o ambiente. Ele possibilita antever manifestações como vandalismo em

edificações que apresentem pouca qualidade espacial, como expressão de descontentamento para com

o ambiente construído das cidades. Entretanto, é no uso cotidiano dos espaços, equipamentos e serviços

que as pessoas sentem diretamente os impactos (positivos ou negativos) da qualidade ambiental e reage

a isto de maneira consciente ou não, psicológica e fisiologicamente (DEL RIO e OLIVEIRA, 1999; REIS e

LAY, 2006). O governo norte americano, por exemplo, passou a exigir pesquisas que considerassem a

percepção e as expectativas da população para aprovação de projetos de grande porte (ZUBE, 1980),

pois aquela percepção contém várias dimensões psicossociais.

A percepção e expectativa estão ligadas, fornecendo aos pesquisadores pistas de como os

espaços são interpretados e usados. De acordo com Kuhnen (2011) são estudadas três dimensões que as

mesclam: cognição, onde são reconhecidas, registradas e extraídas informações do ambiente; afeto,

apego e apropriação do espaço; e preferências relacionadas ao ambiente. Por isso que ao se atribuir

qualidades ao ambiente, as características físicas são sobrepostas com as simbólicas e faz com que as

operações fisiológicas, as condições ambientais e a estrutura configurativa do espaço sejam captadas e

organizadas pela percepção.

Para analisar tais itens, as ciências do ambiente, projeto e conforto surgem como os principais

requisitos para obtenção de uma arquitetura de excelência ao procurar parâmetros mais adequados

para cada projeto e para a avaliação do desempenho do espaço construído (GARROCHO, 2005). Toda

esta fase de preocupação e pesquisas visam à sensação de bem estar de seus usuários através de um

equilíbrio dinâmico entre homem-ambiente e da otimização de trocas de energia e informações entre

ambos (IIDA, 2005; REIS e LAY, 2006). Além da ciência do conforto ambiental tem-se a psicologia

ambiental que estuda mutuamente a relação entre os fatores ambientais e os comportamentais,

32
especialmente o de trabalho. Para ela, o ambiente é um meio físico real (natural ou construído) onde as

pessoas vivem (CAMPOS-DE-CARVALHO et al., 2011). Este compreende três componentes: i. físico,

iluminação, temperatura, qualidade do ar, umidade relativa do ar, acústica, decoração; ii. não-físicos,

expectativas dos usuários, suas motivações, crenças; e iii. sociais, atividades desenvolvidas, cultura,

aspectos econômicos e políticos. Mediante a relação obtida através dessas variáveis, a apropriação do

espaço ocorre. Ela surge como um dos processos fundamentais para a formação do lugar, este sendo a

marca registrada da natureza humana no espaço (CAVALCANTE e ELIAS, 2011).

O comportamento humano se forma a partir do processo de apropriação do espaço,

relacionando valores, sentimentos e significados e reivindicando “a satisfação de suas necessidades

biológicas, psicológicas, sociais e culturais; reforça sua identidade pessoal e adquire a sensação de

pertencimento ao meio” (KUHNEN et al., 2010, p.540). Assim, de acordo com Kuhnen et al. (2010), se o

meio não for bem gerido ou bem projetado, ele pode gerar conflitos que vão desde estresse psicológico

e físico, condutas inadequadas, esgotamento e inabilidade para lidar com este tipo de espaço.

A percepção ambiental atua de forma mais consciente através de necessidades tangíveis que

carecem estar presentes no meio físico real, ocorrendo em todos os tipos de ambientes, inclusive nos de

trabalho. Segundo Bechtel (1997), os espaços de trabalho mudam a depender de alguns elementos: i.

janelas no local de trabalho, a visão externa além de ajudar no ciclo biológico, ajuda a descansar a mente

(a personalização do espaço também aparece aqui, principalmente quando não se tem essa visão,

através de quadros com imagens da natureza ou plantas em pequenos vasos); ii. luz natural, cujo projeto

é deficiente na maioria das construções; iii. ruído, que reduz o desempenho, atrapalhando a

concentração e tomada de decisões; e iv. escritório aberto, cujo conceito inicial era eliminar os cubículos

individuais e integrar os trabalhadores. Considerar tais itens em um projeto acresce as chances de um

comportamento positivo vindo de seus usuários. Salienta-se ainda que estes espaços não devem ser

33
considerados como modificadores do comportamento humano, transformando personalidades, mas

podem e devem favorecer a percepção e a cognição dos espaços, proporcionando a satisfação de uso

(KOWALTOWSKI et al., 2000; ALVES et al., 2010). A ligação entre ambiente construído, comportamento

humano, estruturas sociais, culturais e tecnológicas ficam evidentes a partir do momento em que todas

elas se conectam com as condições geradas no ambiente.

Segundo Anthes (2009) e Kuhnen et al. (2010), há tempos os arquitetos perceberam que os

edifícios podiam afetar pensamentos, sentimentos e comportamentos. É evidente o envolvimento da

multidisciplinaridade que une estudos de padrão cultural, necessidades dos usuários, estudo

comportamental e identificação antecipada de usos inesperados. Entretanto, quando se observam suas

variáveis de estudo, percebe-se que ainda são poucas as pesquisas que unem àquelas ao ritmo biológico,

estado psicofisiológico dos usuários, qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho.

O século XXI marca com intensidade a ocorrência de estudos que enfatizam tais elementos no

projeto de ambientes de trabalho (ELALI, 2006; BATIZ et al., 2009). As pesquisas do processo de projeto

nas suas várias fases bem como a gestão das atividades e a avaliação do ambiente em uso são

fundamentais e respondem sobre melhorias, adaptações e correções no ambiente construído, além de

orientar novos projetos com a qualidade esperada.

2.3 ASPECTOS PSICOFISIOLÓGICOS

A ciência da fisiologia admite que o cérebro seja a base de todos os processos de sensações,

sentimentos, cognições e movimentos, demonstrando o intrínseco vínculo entre corpo e mente. Visando

34
a aquisição de conhecimento no sentido da integração das bases biopsicológicas do desenvolvimento

humano e suas relações com o meio e interações sociais, o ambiente construído e a percepção

ambiental se unem em prol do desenvolvimento de pesquisas referentes ao corpo e mente e como sua

relação responde ao espaço edificado. Desta forma, para melhor compreender os impactos causados

pelo ambiente no ser humano faz-se necessário entender como alguns dos principais fenômenos

corporais ocorrem em condições ideais como o ritmo biológico, a atividade e o repouso, o ritmo social,

as concentrações hormonais, a temperatura corporal, o alerta subjetivo e o tempo de reação dos

usuários.

2.3.1 RITMOS BIOLÓGICOS

Os seres humanos possuem muitos processos biológicos, a maioria regulada pelos ciclos solares

e organizada por um relógio interno exclusivo, o relógio biológico. Este relógio se responsabiliza pela

disposição interna do corpo, organizando qualquer mudança que se faça presente, ao mesmo tempo em

que alarma a ocorrência de variações ambientais para que o organismo se antecipe e se prepare para as

mudanças (MELLO et al., 2008).

Tal relógio é ligado ao ritmo biológico que, segundo Grandjean e Kroemer (2005) e Mello et al.

(2008), pode ser dividido em três categorias, as quais variam de indivíduo para indivíduo: i. ritmo

circadiano, com um ciclo entre 22 e 25 horas, e uma frequência por dia; ii. ritmo ultracircadiano,

frequência maior que um ciclo de 20 horas; e iii. ritmo infradiano, frequência menor que um ciclo de 28

horas. Desses três ritmos, o mais importante para esta pesquisa é o primeiro: o ritmo circadiano.

Este ciclo metabólico diário influencia as funções corporais relacionadas à fisiologia e psicologia

humanas, como: o sono, a prontidão para o trabalho, a atividade digestiva, o alerta subjetivo, o

desempenho, o humor, a secreção hormonal, o metabolismo, a temperatura corporal, a frequência


35
cardíaca, a pressão sanguínea e a excreção urinária (GRANDJEAN e KROEMER, 2005; IIDA, 2005; MELLO

et al., 2008). Em condições ideais esses processos ocorrem e se repetem diariamente com correta

precisão independente, das mudanças externas do ambiente, mas são sincronizáveis por vezes às

condições ambientais no período de 24 horas e dependem dos contatos sociais, a noção do relógio do

tempo, o trabalho e seus desdobramentos (GRANDJEAN e KROEMER, 2005; BOYCE, 2003).

Uma das regiões cerebrais responsável por esse ritmo é o hipotálamo. Localizado sob o tálamo,

esta área tem como principais funções: regulação dos processos metabólicos e a homeostase corporal ao

controlar os ciclos circadianos, a temperatura corporal, fome e sede; neurosecreção; regulação dos

comportamentos emocional e sexual; controle endócrino, integrando os sistemas nervoso e endócrino;

dentre outros (CARLSON, 2002; HAERTEL e MACHADO, 2013; AFIFI e BERGMAN, 2005). Para a regulação

do ciclo circadiano, o hipotálamo juntamente com o Núcleo Supraquiasmático (NSC), glândula pineal e

retina formam o eixo circadiano (figura 2.11). Este eixo é responsável pela produção7 e liberação da

melatonina (hormônio do sono), ocasionando a sincronização metabólica através do estabelecimento do

equilíbrio da alternância de luz.

Figura 2.11. Eixo circadiano humano.

Fonte: adaptado de Haertel e Machado (2013) e Afifi e Bergman (2005).

7
Pela glândula pineal, localizada no cérebro (CLAUSTRAT et al., 2005), um pouco acima do aqueduto de Sylvius e abaixo do
bordelete do corpo caloso (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2004; GUYTON e HALL, 2011).
36
Percebe-se desta forma que a luz é o principal regulador e sincronizador do ritmo circadiano.

Denominada zeitgeber8 (CARLSON, 2002), ela ativa o sistema da visão que "traduz para o organismo os

sinais do mundo externo e [alinha] o relógio biológico endógeno a ele" (MELLO et al., 2008, p.16), assim

como também modifica a fase e a amplitude do sistema que o sincroniza. Este processo ocorre quando a

luz que alcança a retina fornece sinais específicos, um para cada conexão neural referente a dois

sistemas específicos existentes: i. sistema de padrão visual e ii. sistema de padrão biológico (BOYCE,

2003; SCHIFFMAN, 2005).

No sistema de padrão visual é identificado o caminho percorrido pela luz desde a retina,

passando pelos fotorreceptores (figura 2.13) (três cones para cada fotopigmento - vermelho, verde e

azul - e um bastonete) até chegar ao córtex visual através das fibras "radiações ópticas" onde a

informação é transmitida diretamente (linha azul claro da figura 2.12).

Já o sistema de padrão biológico (linha azul escuro) mostra o percurso feito para a

regularização do ritmo circadiano, a qual também começa a partir da retina e as células fotorreceptoras,

mas ao invés de seguir para o córtex visual, a luz segue para o Trato Retino-Hipotalâmico (TRH), seguindo

pelo Núcleo Supraquiasmático (NSQ) até chegar na glândula pineal (círculo verde na figura 2.12) (BOYCE,

2003; VAN BOMMEL, 2004; SCHIFFMAN, 2005) onde a melatonina é produzida e sintetizada em

condições noturnas (ausência da luz). Em 1998 foi descoberto o fotorreceptor responsável pela

transmissão da luz por este sistema: a melanopsina. Ela é uma proteína sensível à luz, produzida pelas

células ganglionares de forma independente do mecanismo de formação de imagens na retina (figura

2.13). Sua principal função é processar a informação luminosa e a conduzir à área principal do cérebro

responsável pelo ciclo circadiano (NEWMAN et al., 2003; SERRANO et al., 2006; BACK et al., 2007; PÉREZ-

LEON e BROWN, 2009).

8
Palavra alemã que significa "regulador do tempo".
37
Figura 2.12. Sistemas de padrões biológicos (azul escuro) e visuais (azul claro) no cérebro.

Fonte: adaptado de Putz e Pabst (2006), Van Bommel (2004) e Boyce (2003).

Figura 2.13. Estrutura do olho humano.

Fonte: adaptado de Guyton e Hall (2011) e Planeta Deagostini (2005).

38
A melatonina pode ser considerada a "molécula chave" do corpo humano por regular vários

processos fisiológicos, não todos ao mesmo tempo, mas quando necessários no decorrer do intervalo de

um dia (GUZOWSKI, 1999; RAJARATNAM e ARENDT, 2001; BOYCE, 2003; CAJOCHEN et al., 2003; GUPTA

et al., 2003; RODRIGUEZ et al., 2003; JOU et al., 2007; MAGANHIN et al., 2008; MELLO et al., 2008;

BLUYSSEN et al., 2011; RAMOS, 2014). Como o (a):

 Regulação endócrina, metabólica e reprodutiva: quanto à adaptação do ser humano às

variações ambientais, por exemplo, foi demonstrado em mulheres que as concentrações de melatonina

e progesterona são alteradas de acordo com as estações do ano. Há também a inibição da produção do

hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), o qual libera os hormônios LH (hormônio luteinizante) e

FSH (hormônio folículo-estimulante) essenciais para o desenvolvimento das gônadas na fase de

puberdade (ovários e testículos);

 Regulação do ciclo sono-vigília: durante a ausência de luz a secreção da melatonina é maior,

sendo relacionada também ao ciclo claro-escuro, isto causa um acréscimo da sonolência e decréscimo da

temperatura corporal. A curva de secreção do hormônio depende do cronotipo de cada pessoa, mas em

geral o pico de sua produção se dá no meio da ausência de luz, decaindo na segunda metade da noite;

 Regulação do sistema imunológico: durante a noite ocorre uma maior estimulação com

aumento da velocidade de locomoção e uma maior atividade das células de defesa, que são formadas e

usadas contra corpos externos ao corpo humano;

 Regulação cardiovascular: com a queda da temperatura corporal e lentidão do processo de

digestão, há diminuição dos ritmos cardíacos e da pressão sanguínea.

Rajaratnam e Arendt (2001) relacionaram a hora do dia com: os ritmos circadianos de

melatonina plasmática, a temperatura corporal, o alerta subjetivo e o tempo de reação em seres

39
humanos sob condições rotineiras constantes (figura 2.14). Percebe-se que as concentrações de

melatonina aumentam por volta das 21h, atingindo o pico às 5h, quando decresce chegando a um valor

mínimo às 14h, onde permanece constante até o ciclo ser novamente iniciado. Ao mesmo tempo, nota-

se uma baixa na temperatura corporal a partir das 20h, chegando à temperatura mínima às 6h, voltando

a aumentar a partir daí. Processo semelhante ocorre com o alerta subjetivo, que tem o valor mínimo

detectado às 10h. Este age inversamente com o aumento do tempo de reação do desempenho da tarefa,

onde às 24h o ser humano começa a responder lentamente às atividades as quais lhe são impostas e ele

permanece nesse estado até às 8h, quando começa a ficar atento novamente. Assim, o período

correspondente ao sono de um ser humano em condições normais, das 24h às 7h, corresponde a uma

gama de variação dos processos fisiológicos.

40
Figura 2.14. Relações entre hora do dia e a. ritmos circadianos de melatonina plasmática, b. temperatura corporal,
c. alerta subjetivo, d. tempo de reação em seres humanos sob condições rotineiras constantes.

Fonte: adaptado de Rajaratnam e Arendt (2001).

Quando este ciclo é interrompido, há um deslocamento no ritmo circadiano. A presença

contínua de luz no período em que a melatonina está para ser liberada atrasa sua síntese, fazendo com

que o indivíduo permaneça em estado de alerta e com a temperatura corporal específicos àquele

padrão.

Algumas pesquisas revelam que a melatonina pode ser suprimida mediante altos índices de

iluminância, como a dos doutores Al Lewy e George Brainard, os quais identificaram em 1988 que a

41
exposição por duas horas de 2.500lx inibem a produção desse hormônio, concluindo que há uma relação

indireta entre quantidade de luz e concentrações hormonais (GUZOWSKI, 1999). Segundo alguns

pesquisadores como Dawson e Campbell (1990) e Brainard et al. (1997), a quantidade de luz que

interfere no ritmo circadiano é aquela que alcançar a retina e passar por ela, a qual também está

intimamente atrelada à: distribuição da luz no espaço, direção do olhar e refletâncias das superfícies

internas. Boyce (2003) acrescenta ainda que a quantidade de melatonina a ser suprimida é determinada

também pelo fator conhecido como irradiação da retina, a qual varia individualmente.

Estudos que comprovem estas quantidades de luz e valores padrões desse tipo de irradiação

ainda estão sendo realizados, seja para se saber índices de supressão do hormônio da melatonina, seja

para se ter níveis mais humanos de luz a serem recomendados por normas específicas.

Outro hormônio que compõe o ciclo metabólico diário, ou ritmo circadiano, é o cortisol ou

hidrocortisona. Ele é um hormônio corticosteróide produzido pela glândula suprarenal no córtex adrenal

diariamente (figura 2.15) apresentando uma ritimicidade típica, ou seja, com picos de liberação nas

primeiras horas do dia. O aumento na liberação deste hormônio é dada em situações onde o organismo

sofre ameaças, sendo predominantemente acentuada sob estresse crônico. Assim, juntamente com as

catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) é conhecido como hormônio do estresse (MIGEON e LANES,

1990; CAVALET et al., 2006; GUYTON e HALL, 2011).

42
Figura 2.15. Localização da glândula supra-renal.

Fonte: National Cancer Institute [200-].

O aumento da secreção do cortisol ou com a ritimicidade de produção alterada prepara o

organismo para responder à ameaça do estresse, porém em altas concentrações ele causa depressão no

sistema imunológico, além de alterações metabólicas e cardiovasculares (BLUYSSEN et al., 2011).

Também, em altas concentrações por períodos prolongados compromete o funcionamento das células

cerebrais, desencadeando efeitos deletérios sobre a memória humana (KREIGER, 1975; SCHMIDEK e

CANTOS, 2008). Ainda segundo Schmidek e Cantos (2008), o declínio destas funções altera a produção

de neurotransmissores - por exemplo, a acetilcolina e o glutamato, os quais ajudam a manter as funções

cerebrais e fornecem fácil acesso às informações nele guardadas. Sua quantidade no organismo deve

então ser equilibrada, pois se suas concentrações permanecerem altas por muito tempo o sistema se

tornará, por exemplo, ineficiente (VAN BOMMEL, 2004). Já sua baixa produção pode levar à fadiga,

aumento de peso e uma sobrecarga do sistema imunológico, associando-se a alergias e asma (BLUYSSEN

et al., 2011).

Assim como a melatonina, o cortisol exerce funções importantes no corpo humano, estando

também relacionado ao ritmo circadiano o que faz com que a sua quantidade varie no sangue de acordo

com o horário do dia, promovendo a adaptação do ser humano (MELLO et al., 2008). Suas concentrações

43
são altas pela manhã, preparando o corpo para as atividades diárias, havendo decréscimo ao longo do

dia com valores mínimos à noite, quando a melatonina é liberada (CHERNOW et al., 1987; VAN

BOMMEL, 2004; DORN et al., 2007; PETRELLUZZI et al., 2008).

As produções do cortisol e melatonina são contrárias em um ciclo de 24h, porém não são

diretamente proporcionais (figura 2.16). A melatonina permanece com concentrações baixas e

constantes durante todo o dia, enquanto o cortisol alterna, não chegando a ficar constante em nenhum

momento do ciclo. A temperatura corporal também tem forte relação com esses dois hormônios. À noite

ela diminui devido ao estado de stand by que o corpo humano atinge: os batimentos cardíacos e

respiração são abrandados para reaver a energia gasta durante o dia. No início da manhã ela volta a

aumentar, preparando o corpo para as atividades a serem realizadas no decorrer do mesmo. Deve-se

ressaltar que a temperatura a ser considerada é a interna e não a externa (superficial), pois esta tem

uma grande variação e está atrelada às condições climáticas externas, temperatura ambiente interna e

vestimentas (VAN BOMMEL, 2004).

Figura 2.16. Relação entre as concentrações de cortisol, melatonina e temperatura corporal em um ciclo de 24h.

Fonte: adaptado de Van Bommel (2004).

Além de auxiliar na regulação do ciclo claro-escuro e no controle do estresse, o cortisol

também possui outras funções (DRUCKER e NEW, 1987; MIGEON e LANES, 1990; FISCHBACH, 1992; VAN

44
BOMMEL, 2004; MELLO et al., 2008; GUYTON e HALL, 2011): regulação da absorção do cálcio;

manutenção da pressão sanguínea para que fique constante; efeito anti-inflamatório, aumentando a

velocidade da regeneração; contribui com a secreção do ácido gástrico e da pepsina; assiste na função

imunológica do corpo; viabiliza açúcar ao sangue para manter a energia corporal; dentre outras.

Uma das formas de manter uma saúde apropriada é a manutenção do equilíbrio das

concentrações de melatonina e de cortisol de forma que o ritmo circadiano ocorra naturalmente. A

dessincronização desse ritmo acarreta uma série de consequências prejudicando a qualidade do sono, o

alerta subjetivo, o desempenho e a produtividade (GUYTON e HALL, 2011). Ambos os hormônios, cortisol

e melatonina, estão sendo dosados em pesquisas acadêmicas visando à avaliação do estresse, ritmo

circadiano e ciclo sono-vigília, como feito nesta e em diversas outras pesquisas dentro e fora do Brasil.

Outra função sob responsabilidade do hipotálamo e que segue o ciclo circadiano é a

temperatura corporal humana. O ser humano é homeotérmico, pois possui a capacidade de conservar

sua temperatura corporal por um intervalo de tempo mesmo quando há mudanças térmicas no meio em

que se encontra. Além desta capacidade, diariamente ocorre também um fenômeno interno chamado

de variação térmica circadiana: a temperatura corporal é menor ao acordar pela manhã, aumentando ao

longo do dia, atingindo seu pico no início da noite (figura 2.17) – ela é medida pelo reto (YODER, 2004).

Ambas habilidades, regulação e conservação de temperatura, se dão devido a integração do hipotálamo

com os termorreceptores da pele, o que fornece efeitos e respostas de acordo com as condições

térmicas do ambiente e do corpo humano. Para entender como esses processos ocorrem é necessário

compreender antes alguns fenômenos específicos (CARLSON, 2002).

45
Figura 2.17. Variação térmica circadiana humana.

Fonte: adaptado de Yoder (2004).

De forma sucinta, a preservação do equilíbrio térmico do sistema é dada através do balanço

entre a produção, perda e ganho de calor. O processo de desenvolver e regular calor para o corpo

humano de acordo com as necessidades internas e a temperatura do meio ambiente é chamado de

termogênese. Este está inserido no mecanismo de termorregulação, bem como está também

estritamente relacionado ao metabolismo corporal: a quantidade de calor produzida é diretamente

proporcional a essa taxa (KARKOW, 2010; GROFF et al., 2011).

O metabolismo corporal é o conjunto de reações químicas que ocorre nas células para obter

energia dos elementos combustíveis orgânicos, a qual é convertida em calor (80%) e trabalho (20%)

(HOYLE, 1997; RUAS, 2002; ONLINE ETYMOLOGY DICTIONARY, 2013). O calor gerado é dissipado para

manter a temperatura interna corporal em equilíbrio, ou seja, aproximadamente 37°C, podendo variar

entre 36,1°C e 37,2°C. Há 4 componentes que auxiliam tanto na produção quanto no consumo

energético: i. metabolismo basal, emprego de 60% a 70% do gasto calórico9 para conservação do

funcionamento das atividades corporais humanas vitais, como batimentos cardíacos, temperatura

corporal, pressão arterial, dentre outros, tanto no estado de vigília quanto no de repouso; ii. digestão de

alimentos, digestão e assimilação dos alimentos ingeridos; iii. atividade física, esforço físico de qualquer

9
É a energia necessária para a realização das tarefas diárias, bem como dos próprios processos biológicos. O gasto calórico total
depende de 04 fatores: gasto energético basal; gasto energético com atividades físicas; gasto energético com digestão, absorção
e armazenamento de nutrientes; e o gasto energético com a termogênese adaptativa (OMS, 1998).
46
natureza, voluntário ou não; iv. crescimento das crianças, síntese e manutenção dos novos tecidos

(RAVUSSIN e SWINBURN, 1993; HOYLE, 1997; OLIVEIRA e MAIA, 2001; VASCONCELLOS e ANJOS, 2001).

Parte da eliminação do calor excedente se dá através da pele. A pele é o maior órgão do corpo

e possui funções importantes, algumas delas relacionadas diretamente ao conforto térmico, como: i.

órgão dos sentidos, transmite a informação do meio externo (tátil, térmico e dor) para o corpo através

de terminações nervosas; ii. troca, transmissões entre o corpo e o exterior para regulação de

temperatura (eliminação de calor pela evaporação do suor) e eliminação de substâncias tóxicas ao

organismo; iii. proteção física, produção de melanina para proteger contra a radiação, em especial os

raios ultravioletas; iv. proteção contra a desidratação; v. função metabólica, síntese da vitamina D

(RUAS, 2002; GRANDJEAN e KROEMER, 2005; IIDA, 2005; SCHMID, 2005; BREVIGLIERO et al., 2006).

É igualmente importante considerar a questão da vestimenta, pois ela funciona como uma

barreira para a troca de calor. Além de ponderar também o esforço físico realizado, alimentos ingeridos,

estação do ano, características corporais, idade, sexo e hábitos (GRANDJEAN e KROEMER, 2005). Se o

ambiente proporcionar condições térmicas que sejam inadequadas, o sistema termorregulador humano

será ativado mediante redução ou aumento das perdas de calor com auxílio de mecanismos de controle

como as reações ao frio e ao calor (HOYLE, 1997).

Há um número considerável de variáveis presentes nos processos de ganho10 e perda11 de calor

do corpo humano, as quais o influenciam de forma distinta. Inicialmente, quando do aumento ou

diminuição da temperatura ambiental, os termorreceptores da pele são ativados transmitindo uma

mensagem neural ao hipotálamo, que, a depender da temperatura, tem diferentes partes ativadas: o

hipotálamo anterior, relacionado ao aumento da temperatura ambiental; e o hipotálamo posterior, o

10
Efeito térmico dos alimentos, taxa metabólica basal, atividade muscular, meio ambiente, hormônios.
11
Radiação, condução, evaporação, convecção.
47
qual é sensível à diminuição daquela, além de ser responsável por toda informação referente à

temperatura corporal como um todo. A depender da condição térmica, diferentes mensagens neural e

hormonal são repassadas a regiões específicas do hipotálamo (anterior e posterior), resultando em

respostas e efeitos que objetivam amortecer e/ou reverter os danos causados por aquela variação.

Quando há o aumento da temperatura, os processos se voltam para a diminuição do calor

corporal. Assim, ocorre a vasodilatação, as glândulas sudoríparas passam a produzir mais suor, forçando

a evaporação, além da diminuição da atividade muscular de forma que não seja produzido calor interno

desnecessário. Já quando há a redução da temperatura, visa-se a permanência do calor produzido

internamente com vasoconstrição, início das contrações musculares para geração de calor, bem como o

aumento na produção de hormônios pela tireoide para que haja um aumento no metabolismo (figura

2.18). A manutenção da vida torna-se prioridade.

48
Figura 2.18. Termorregulação do corpo humano.

Fonte: adaptado de Ruas (2002); Carlson (2002) e Grandjean e Kroemer (2005).

Quando os processos de termorregulação não são suficientes para que o corpo humano entre

em equilíbrio térmico, observa-se nesse uma variação no calor irradiado (figura 2.19). Em uma

temperatura confortável são distinguíveis as zonas central e periférica com variação de temperatura

interna entre 36°C a 37°C. Quando o indivíduo é exposto ao frio (menor que 20°C), percebe-se uma

redução da zona central com temperatura abaixo de 31°C nas extremidades corporais (mãos, pés,

orelhas, nariz e lábios). Já quando essa exposição é ao calor (maior que 40°C) ou no caso de febre, há a

expansão da zona central, a qual sobrepõe inclusive a zona periférica (VASEY, 2010).

49
Figura 2.19. Variação da temperatura interna humana de acordo com o meio: a. temperatura confortável; b.
exposição ao frio; c. exposição ao calor.

A B C

Fonte: adaptado de Vasey (2010).

A regulação da temperatura corporal é um mecanismo deveras complexo, intermediado,

sobretudo pelo hipotálamo através da produção, conservação e dissipação do calor. A flutuação de

temperatura corporal, excetuando a variação de temperatura circadiana vista anteriormente, apresenta

variações de acordo com situações ambientais e pessoais específicas e são ajustadas às variações

fisiológicas.

Assim, todos os processos descritos, desde a produção da melatonina e cortisol à regulação da

temperatura corporal compõem uma parte do ciclo circadiano ideal e almejado para a manutenção

primordial da vida. Tal equilíbrio é dado por meio do adequado funcionamento dos mecanismos

corporais que resultam em efeitos benignos para todo o corpo, auxiliando na prevenção de alguns

transtornos psicológicos, cooperando também para a QV e QVT e favorecendo à qualidade do sono, uma

percepção e cognição ambiental de modo satisfatório (CARLSON, 2002).

50
2.3.2 ATIVIDADE E REPOUSO

A atividade e o repouso constituem outra espécie de ritmo, mas relacionados aos hábitos

humanos diurnos e noturnos. Isto divide as funções corporais relacionadas a estas tarefas em duas: a

primeira é a fase correspondente ao dia ou fase ergotrópica, nela todos os órgãos e funções estão

preparados para qualquer atividade que o corpo exija; a segunda acontece à noite, fase trofotrópica, os

órgãos e funções estão amortecidos, o organismo está em fase de recuperação e renovação de energia,

havendo relaxamento do ciclo diário (GRANDJEAN e KROEMER, 2005).

A maioria das pessoas tem dificuldade em desempenhar tarefas específicas no turno noturno

porque seu sistema circadiano as induz ao sono (BOYCE, 2003). Contudo, existem pessoas que são

suscetíveis à inversão desses hábitos, conseguindo realizar trabalhos noturnos. Segundo Grandjean e

Kroemer (2005), Iida (2005) e Mello et al. (2008), há diversos fatores que carecem ser levados em

consideração neste tipo de trabalho, independente se o trabalhador tem uma predisposição natural para

tal ou não, como:

 Ritmo circadiano não é invertido por completo, sofre pequenas alterações, as quais levam quase

duas semanas para acontecer - pelo fato da luz do sol ainda regê-lo. O ritmo biológico relacionado às

atividades e repouso, no entanto, é invertido, havendo mudanças no ciclo sono-vigília o que

consequentemente desajusta hormônios como a melatonina e o cortisol;

 Tipo de atividade a ser realizada, bem como seu grau de complexidade;

 Diferenças individuais, observou-se se o indivíduo consegue se adaptar aos horários propostos e

o grau desta adaptação, bem como a predisposição a doenças resultantes dessa inversão;

 Saúde, maior chance de cansaço físico e mental, irritação, transtorno neural, úlcera e distúrbios

intestinais. Favorece maior consumo de drogas para dormir ou se manter acordado como café, cigarro e

álcool;
51
 Desempenho, aumento de erros e acidentes causados pela redução da concentração mental e

por condições de trabalho inadequadas, e também por serem realizadas na fase trofotrópica.

Além dos pontos expostos, há uma dessincronização no organismo do trabalhador noturno,

uma vez que o período de trabalho é o oposto aos períodos onde ocorrem naturalmente o ciclo claro-

escuro e os contatos sociais humanos. Isto faz com que o corpo humano entre em um modo automático

de trabalho à noite e repouso durante o dia, afetando a qualidade do sono que se torna "insuficiente

tanto em quantidade quanto em qualidade, com recuperação inadequada, resultando em fadiga crônica

com seus sintomas associados" (GRANDJEAN e KROEMER, 2005, p. 207). Ou seja, ele é fragmentado e

curto até mesmo pela própria dificuldade da família em ajustar seu comportamento visando o descanso

daquele trabalhador, por exemplo, crianças brincando dentro de casa, esposa ou secretaria do lar

fazendo as atividades domésticas diárias como limpeza e cozimento de alimentos, aparelhos de som e

televisão ligados.

O corpo humano é um sistema em equilíbrio: consome energia durante o trabalho e repõe a

mesma durante o repouso. A busca por soluções tanto trabalhistas quanto ambientais que respeitem

esse sistema natural e estimulem seus usuários em ambas as fases (ergotrópica e trofotrópica) necessita

ser considerada uma vez que a diminuição da probabilidade de acidentes e melhoria do desempenho

humano dependem dessas decisões.

2.3.3 RITMO SOCIAL

Todo ser humano possui um ritmo social único caracterizado pelas atividades realizadas

diariamente, bem como o nível de frequência e contato social que estão atrelados a essas tarefas (MONK

52
et al., 1990). De acordo com Grandin et al. (2006), o ritmo social não pode ser qualificado como ritmo

biológico, mesmo ajudando na sincronização deste com a regularização da temperatura, do sono e das

concentrações hormonais.

Muitos estudos têm trazido também a relação deste ritmo com transtornos de humor,

explicando que eventos relacionados ao estresse podem causar mudanças nos zeitgebers sociais

distorcendo os ritmos sociais e os ritmos biológicos (BROWN e HARRIS, 1978; DOHRENWEND e

DOHRENWEND, 1981; EZQUIAGA et al., 1987; EHLERS et al., 1988; GRANDIN et al., 2006). Desta forma, o

ritmo social sofre influência de causas tanto internas quanto externas ao ser humano e que em um

determinado momento conversam entre si. Como causas externas, têm-se os eventos que ocorrem na

vida do indivíduo, as mudanças nos zeitgebers sociais, a interrupção dos ritmos sociais e dos ritmos

biológicos, sintomas somáticos (como a mudança de humor) e episódios afetivos, todos estes ocorrendo

em efeito cascata. A causa interna é a anormalidade no ciclo circadiano (figura 2.20).

53
Figura 2.20. Zeitgeber social.

Fonte: adaptado de Grandin et al. (2006).

Outros autores como Ehlers et al. (1988) e Malkoff-Schwartz et al. (1998) também confirmam

que mudanças nos ritmos sociais ou nas rotinas dos indivíduos alteram os ritmos circadianos e provocam

episódios afetivos. Essa alteração no ritmo é facilmente obtida na atual organização da sociedade, onde

o comportamento humano está ligado às inúmeras exigências diárias desde a vida pessoal-social à

profissional (GRANDIN et al., 2006).

A investigação dos ritmos sociais ajuda a entender qual nível de interação social é feito pelos

indivíduos e se ela é prejudicada em algum ponto. Convívio insuficiente alerta para possíveis doenças

como a depressão, ocasionando em falta de prazer o pelas atividades diárias, motivação pessoal e

profissional (há casos onde os indivíduos trabalham excessivamente para suprir déficits pessoais).

2.3.4 ALERTA SUBJETIVO E TEMPO DE REAÇÃO

O alerta subjetivo e o tempo de reação estão interligados e presentes em todas as atividades

humanas que exijam ação. O primeiro, alerta subjetivo, é compreendido como estado de lucidez ou de

54
alerta em que o indivíduo se encontra, reconhecendo a realidade externa e devendo ser capaz de

responder aos estímulos apresentados. Enquanto o segundo, tempo de reação, corresponde ao tempo

de reflexo de um indivíduo, o qual inicia com envio de mensagem ao cérebro e finaliza quando há uma

resposta ou reação física advinda do corpo (K1-KAPLAN e SADOCK, 1991; ATKINSON e REILLY, 1996).

Caso haja a desregulação do ritmo biológico seja através da melatonina ou do cortisol, eles também são

prejudicados.

De acordo com Iida (2005), tanto o alerta subjetivo quanto o tempo de reação dependem do

estado de excitação em que o ser humano se encontra, determinando a qualidade da captação dos

estímulos. Esta captação é mínima na sonolência e aumenta à medida que o estado de alerta cresce,

alcançando um estado "ótimo" (figura 2.21). Ultrapassar esse valor, ainda segundo o autor, é prover

perturbação emocional, desorganização e até pânico.

Figura 2.21. Relação entre os níveis de excitação e captação de estímulos.

Fonte: adaptado de Iida (2005).

Porém, não é só o nível de excitação excessivo que prejudica a performance: o risco de

acidentes ocorre também a depender do horário em que é realizado, principalmente a noite (ATKINSON

e REILLY, 1996; REILLY et al., 1997; MELLO et al., 2008), onde a velocidade do desempenho é menor e a

probabilidade de erros maior (MELLO et al., 2008). A lei de Yerkes-Dodson, dois fisiologistas do início do
55
século XX, traz a relação entre alerta e desempenho, explicando que o desempenho do indivíduo

progride junto com o aumento do alerta mental e psicológico. Entretanto, isto se dá até determinado

momento, decrescendo quando aquele alerta for demasiado (figura 2.22). Ao analisar as dificuldades na

realização das tarefas, Yerkes e Dodson (1908) concluíram que: i. para tarefas mais simples o

desempenho é satisfatório, pois a concentração é obtida mais facilmente, o medo é controlado e a

memória ainda se encontra vívida (memória relâmpago ou flashbulbmemory); e ii. para tarefas mais

complexas o desempenho inicia em ritmo gradual e declina à medida que: diminui a capacidade de

dividir atenção, o excesso de tomada de decisões e a sobrecarga de tarefas (figura 2.23).

Figura 2.22. Relação entre alerta e desempenho.

Fonte: adaptado de Diamond et al. (2007).

Figura 2.23. Relação entre dificuldade de tarefas.

Fonte: adaptado de Diamond et al. (2007).

56
Diferentes tarefas requerem diferentes níveis de alerta para sua realização com melhor

desempenho e isto influencia os níveis de erros e acidentes de trabalho. De acordo com Folkard e Tucker

(2003) há cinco momentos críticos nos quais as chances de erros são maiores: i. período vespertino e

noturno: quando se comparam os acidentes ocorridos em diferentes períodos, a tarde fica com 18,3% a

mais de risco do que a manhã e a noite com 30,4% (figura 2.24); ii. período noturno: quando se trabalha

a noite, após cada hora de trabalho o risco aumenta em 20% para a segunda hora, havendo uma queda

desta percentagem para as horas subsequentes, com um breve aumento durante às 3 e 4h, declinando

logo em seguida (figura 2.25); iii. turnos sucessivos: noturno e matutino. Para o período da noite, as

percentagens aumentam com o passar dos dias trabalhados quando se relaciona o primeiro dia/noite, as

chances de risco são de 6% para a segunda noite, 17% para a terceira e 36% para a quarta (figura 2.26).

O período da manhã traz um gráfico similar, mas com percentagens menores: 2% para a segunda manhã,

7% para a terceira e 17% para a quarta (figura 2.27); iv. horas trabalhadas: durante o próprio horário

para a realização das tarefas há um aumento nas chances dos riscos e acidentes ocorrerem, sendo

maiores entre a segunda e quinta horas, e mais ainda após oito horas conseguintes, dobrando na décima

segunda hora de trabalho (figura 2.28); e v. pausas durante o expediente: como os riscos tendem a

aumentar numa jornada contínua, quando se insere períodos de pausas há uma diminuição dos riscos,

porém com um novo aumento no decorrer das horas (figura 2.29).

57
Figura 2.24. Risco relativo por turnos. Figura 2.25. Risco relativo ao longo do turno noturno.

Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003). Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003).

Figura 2.26. Risco relativo no turno noturno. Figura 2.27. Risco relativo no turno matutino.

Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003). Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003).

Figura 2.28. Risco relativo por hora trabalhada. Figura 2.29. Risco relativo após intervalos.

Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003). Fonte: adaptado de Folkard e Tucker (2003).
58
Os indivíduos não conseguem manter um bom desempenho por longas jornadas de trabalho

devido à monotonia e consequente sono, distração e outros fatores. Além disso, o excesso de horas não

só eleva as probabilidades de riscos e acidentes, declínio do alerta subjetivo e tempo de reação, mas

também contribui para a insatisfação com o trabalho, resultando em absenteísmo, doenças, dentre

outros (GRANDJEAN e KROEMER, 2005).

2.3.5 TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS

As doenças psicossociais são cada vez mais estudadas, principalmente aquelas relacionadas ao

trabalhador. Segundo o setor Employment, Social Affairs and Inclusion, da Comissão Européia, o

estresse, a violência e o assédio têm importante papel na qualidade do bem estar social e produtividade

no trabalho e estão previstos até o ano de 2020 como as principais causas para o afastamento do

trabalhador (COMISSÃO EUROPÉIA, [200-]).

O processo de trabalho do século XXI encontra-se mecanizado e automatizado o que, segundo

Grandjean e Kroemer (2005), acarreta em uma supra capacidade mental e física, fornecendo por vezes

trabalhos monótonos e que não geram estímulos positivos nos operários. Isto contribui para que as

doenças psicossociais ganhem força e importância de estudo, dentro e fora das academias.

É necessário promover uma cultura onde a prevenção deve ser dada desde dentro do espaço

de trabalho, não apenas considerando o ser humano como ente único e separado do meio, mas também

analisando o meio físico onde ele interage. Muitos ambientes provêm más condições e adequações de

seus espaços, comprometendo o desempenho dos funcionários e consequentemente a qualidade de seu

trabalho.

59
Vários são os distúrbios psicológicos desenvolvidos pelos indivíduos frente às condições

inadequadas de trabalho. Dentre estes distúrbios podem ser citados: depressão, ansiedade, estresse e

má qualidade de sono. Estes podem ser avaliados de forma indireta (utilizando questionários) ou de

forma direta (avaliando material biológico humano ou avaliação objetiva do sono). Nos subitens

subsequentes são explanados esses distúrbios que mantêm relações diretas ou indiretas com o ambiente

e o corpo humano.

2.3.5.1 DEPRESSÃO

A depressão é considerada um transtorno psiquiátrico de humor, conhecida no meio médico

como Transtorno Afetivo Maior (CARLSON, 2002). Este transtorno é caracterizado por: humor triste e

contínuo; perda tanto no interesse quanto no prazer de tarefas cotidianas; sensação de fadiga;

dificuldade de concentração em qualquer atividade; baixas autoestima e autoconfiança; sentimento de

culpa; desesperança; sentimento de não ser útil; pessimismo; ideias e/ou atos suicidas; sono

comprometido, insônia; diminuição ou perda de apetite; sintomas de ansiedade; sintomas de angústia;

lentidão ou agitação (KAPLAN et al., 1997; CARLSON, 2002; BRASIL, 2011).

Estes sintomas variam entre eles em um mesmo período de tempo. O diagnóstico é dado

quando diagnosticada a presença de cinco ou mais sintomas dos anteriormente citados por mais de duas

semanas (KAPLAN et al., 1997; GUZOWSKI, 1999; PHILIPS, 2000; BOYCE, 2006; SASSI, 2006; BRASIL, 2011)

e quando causam danos ao corpo do indivíduo, necessitando de tratamento específico, principalmente

quando são alteradas concentrações hormonais como a da serotonina, noradrenalina e dopamina

(MELLO et al., 2007). A figura 2.30 traz a relação entre esses três hormônios, cuja responsabilidade

enquanto neurotransmissores é manter o equilíbrio das emoções, do humor e da função cognitiva. A

figura 2.31 ilustra a quantidade necessária de hormônios como a dopamina, serotonina, oxitocina,

noradrenalina e adrenalina para regular sentimentos e doenças.


60
Figura 2.30. Relação entre os neurotransmissores.

Fonte: adaptado de Hospital Santa Lúcia 2011 e PINTEREST (2013).

Figura 2.31. "They rule our lives".


Esquizofrenia Felicidade
Ansiedade

Dopamina

Serotonina

Depressão Amor Briga ou Leveza Oxitocina

Noradrenalina

Adrenalina

Fonte: adaptado de Pinterest (2013) e Science Forums (2013).

As causas para a ocorrência deste transtorno em trabalhadores geralmente envolvem questões

de trabalho e são provenientes de decepções relacionadas a este. De acordo com Mello et al. (2007) e

Brasil (2011) tem-se como motivos para o aparecimento da depressão os trabalhos que frustram o

indivíduo, a exigência de produtividade que não condiz com a carga que o funcionário suporta, o excesso

de competição visando a permanência do cargo, a perda de um posto de trabalho e as condições físicas

ambientais inadequadas presentes no espaço trabalho.

61
2.3.5.2 ANSIEDADE

A ansiedade é qualificada como transtorno afetivo, um distúrbio psicológico que gera tensão,

sensação contínua de perigo e desastres, além de atividade excessiva no sistema nervoso autônomo

(CARLSON, 2002). Os indivíduos com este transtorno são caracterizados por terem emoções extremas e

na maioria das vezes inapropriadas, como medo e ansiedade sem fundamento. Diferente do que se é

pensado pela sociedade, esse distúrbio é um dos mais comuns entre a população e pode se manifestar

independente do quadro depressivo (ANDRADE e GORENSTEIN, 1998).

Independente da classificação atribuída à ansiedade (pânico, transtorno obsessivo-compulsivo-

TOC, entre outras), os pesquisadores da área concordam quanto às reações físicas e os sintomas

característicos de um indivíduo diagnosticado com o transtorno de ansiedade. A figura 2.32 abaixo

sintetiza as reações físicas e os sintomas que ocorrem em diversas partes do corpo humano, lembrando

que suas ocorrências variam de pessoa para pessoa, assim como sua intensidade.

Figura 2.32. Reações físicas e sintomas derivados do transtorno de ansiedade.

Fonte: adaptado de Manual Merck Online (2010) e Zygote (2011).

62
Apesar de ser frequente em diversos transtornos psiquiátricos como a depressão e a psicose, a

ansiedade não deriva desses (CASTILLO et al., 2000), pois um de seus comportamentos é a fuga ou a

evitação. Segundo Andrade e Gorenstein (1998) e Castillo et al. (2000), ela é diagnosticada como doença

quando atinge um alto grau de exagero, interferindo na qualidade de vida, no conforto emocional, no

desempenho pessoal e também quando alteram os elementos psicológicos e fisiológicos do corpo

humano, podendo deflagrar sob vários sintomas.

2.3.5.3 ESTRESSE

O estresse é um termo introduzido na medicina pelo endocrinologista Hans Seyle no século XX.

Segundo Seyle (1956), o organismo responde a situações do meio externo que possam lhe causar danos

de qualquer natureza mediante reações e estas definem o estresse. Conceituação esta mundialmente

aceita, mas com ressalvas. Com o tempo, o termo foi necessitando mais especificações e após estudos

mais aprofundados Seyle acabou por delinear os limites do estresse:

Stress is the state manifested by a specific syndrome which consists of all the nonspecifically-
induced changes within a biologic system. Thus, stress has its own characteristic form and
composition, but no particular cause. The elements of its form are the visible changes due to
stress, which are addictive indicators expressing the sum of all the different adjustments that are
12
going on in the body at any time (SEYLE, 1956, p.324).

O estresse não consegue ser de todo evitado, pois para ele ocorrer bastam existir fontes

estressoras cuja gravidade varia de pessoa para pessoa, resultando em esforços, alertas, excitações e

mobilizações individuais. A depender de como os estressores ocorrerem e de como são administradas as

respostas dadas a eles, obtêm-se diferentes níveis de desempenho (do ótimo ao ruim), caracterizando

variações comportamentais individuais (CARLSON, 2002). A figura 2.33 ilustra o encadeamento gerado

12
O estresse é um estado manifestado por uma síndrome específica a qual consiste em todas as mudanças influenciadas não
especificamente pelo sistema biológico. Desta maneira, o estresse tem sua própria característica e composição, mas não tem
uma causa única. Os elementos da sua forma são as mudanças visíveis por causa do próprio estresse, os quais são indicadores
aditivos expressando a soma de todos os diferentes ajustes que vão ocorrendo dentro do corpo a qualquer momento (tradução
nossa).
63
pelas fontes de estresse até sua interferência no desempenho, seja ela positiva ou negativa. Já segundo

Nixon (1979), o desempenho pode também ser caracterizado pelo nível de alerta do estresse o qual varia

entre saudável e estado de fadiga (figura 2.34). Ao ultrapassar a zona de conforto humano é

desencadeado um processo que excede a exaustão e angústia, chegando ao esgotamento físico e

mental, e consequentemente em uma série de doenças (IIDA, 2005).

Figura 2.33. Natureza e resposta ao estresse segundo modelo de Seyle.

Fonte: adaptado de Seyle (1956).

Figura 2.34. Curva de resposta humana de Nixon.

Fonte: adaptado de Nixon (1979).

64
Já a figura 2.35 ilustra as fontes estressoras que acometem os trabalhadores, como: o

conteúdo do trabalho; a sensação de incapacidade; as condições ambientais de trabalho - iluminação

deficiente ou demasiada, calor, ruído excessivo, cheiros desagradáveis, postura inadequada, estação de

trabalho mal desenhada, dentre outros; fatores de cunho organizacional; e até mesmo pressão

econômico-social (IIDA, 2005). Acrescendo-se ainda suporte social; segurança no trabalho; divisão de

tarefas e demanda não condizentes com a capacidade do trabalhador; e responsabilidade pela vida

(GRANDJEAN e KROEMER, 2005). À medida que os sintomas do estresse forem acumulando, aumenta-se

o número de doenças derivadas desse. Cada indivíduo, contudo, tem predisposição específica para

determinada doença quer seja ela de origem cardiovascular, metabólica, gastrointestinal ou relacionada

ao sistema imunológico.

Figura 2.35. Fontes de estresse.

Fonte: adaptado de Iida (2005).

A reação ao estresse passa a ser considerada um dos medidores do desempenho, pois a

pressão que se coloca em um ser humano determina a resposta individual para a qualidade do bem-

65
estar, percepção do ambiente físico e social, efeitos na saúde e performance (GRANDJEAN e KROEMER,

2005). Quando negativo, o grau de estresse a ser imposto precisa ser ajustado individualmente de modo

que o sujeito adentre novamente na sua zona de conforto. Mas caso esse ajuste não ocorra e haja o

prolongamento de situações que gerem estresse – chegando ao estresse crônico -, o estado de saúde

dos trabalhadores agrava, tornando-os debilitados mentalmente, emocionalmente e fisicamente com

doenças metabólicas, imunes, gastrointestinais e cardiovasculares (GRANDJEAN e KROEMER, 2005).

O organismo também responde ao estresse agudo ou crônico com alteração na ritimicidade da

produção do hormônio cortisol (CARLSON, 2002). Segundo Carlson (2002) e Iida (2005), os sistemas

nervosos autônomo e central também são afetados, acarretando diminuição da velocidade do

organismo em responder a estímulos, redução do estado de vigilância e aumento de distúrbios derivados

da depressão e ansiedade, como perda da autoconfiança e autoestima, agressividade, tendências ao

alcoolismo, insônia, entre outros.

2.3.5.4 SONO

O sono é um estado fisiológico e comportamental (CARSKADON e DEMENT, 1994; CARLSON,

2002), que compõe uma atividade biológica multifuncional que ajuda a consolidar a memória, a

termorregulação humana, a visão binocular, a conservação e restauração da energia tanto corporal

quanto do metabolismo cerebral, entre outras funções (MÜLLER e GUIMARÃES, 2007).

O organismo humano possui sistemas que regulam suas funções e um deles controla os

estados de sono e vigília, sincronizando-os às funções fisiológicas corporais como a temperatura,

respiração e batimentos cardíacos (IIDA, 2005). Este relógio possui dois processos específicos: o primeiro

é homeostático, que está relacionado ao funcionamento do organismo frente às alterações dele mesmo;

e o segundo é circadiano, que responde às alterações do meio ambiente como tempo em horas do ciclo
66
claro/escuro em um dia, o qual varia a depender da estação do ano (inverno com dias mais curtos e

noites mais longas, e verão com esta periodicidade invertida).

Desta forma, considera-se que a homeostasia predomina no estado de vigília, período em que

o ser humano se encontra desperto e no qual o processo circadiano pode sofrer interferências

considerando o tempo de permanência do estado do sono (MELLO et al., 2008). O sono possui 2 tipos

fisiologicamente distintos: o NREM (Non Rapid Eye Movement ) composto por 4 estágios; e o REM (Rapid

Eye Movement). A figura 2.3613 ilustra os 5 estágios alcançados durante um ciclo de sono, expondo o

tempo de ocorrência entre eles bem como as peculiaridades de cada um.

Figura 2.36. Estágios do sono e suas peculiaridades.

13
Figura construída pela pesquisadora a partir de informações e gráficos de sono dispostos em Carlson (2002).
67
Cada ciclo do sono possui em torno de 90 minutos de duração, englobando todos os estágios

descritos. Segundo Carlson (2002) e Grandjean e Kroemer (2005), uma pessoa adulta normal tem de

quatro a cinco ciclos para um período de 6 a 8 horas de sono, variando entre indivíduos. A figura 2.37

mostra a alternância entre os estágios descritos, bem como os picos da fase REM e o estado de vigília,

que é observado no gráfico ao se iniciar o estágio 1 (adormecer) e ao se fechar o sono REM na última

hora do ciclo. Deve-se lembrar que há normalmente breves períodos de despertar também durante a

noite.

Figura 2.37. Alternância dos estágios do sono.

Fonte: adaptado de Carlson (2002).

A maior parte da população possui hábitos diurnos e sua mudança desses hábitos provoca

dessincronização dos relógios que ditam os aspectos fisiológicos e psicológicos, causando danos como

fadiga; estresse; desorientação; falta de concentração; alteração de humor; diminuição da velocidade de

pensamento, reação e performance; problemas digestivos; sonolência excessiva e distúrbios do sono

como a apneia do sono e a insônia (GUZOWSKI, 1999; MELLO et al., 2008). Se a realização de tarefas e a

vigília (concentradas ao longo do dia) fossem invertidas com o estado de repouso e sono (originalmente

feitos à noite), como acontece no trabalho noturno, haveria uma inversão parcial na produção hormonal

da melatonina, contudo sua adaptação não seria duradoura (GUZOWSKI, 1999; IIDA, 2005; MELLO et al.,

68
2008). Os trabalhadores noturnos são prejudicados com essa alteração. A falta de repouso no horário

correto prejudica: a saúde, as qualidades de vida e de sono (que passa a ser curto e fragmentado), o

aumento de risco de acidentes e a diminuição da produção (HARRISON e HORNE, 1998; GRANDJEAN e

KROEMER, 2005; MELLO et al, 2008).

Em estudo realizado por Carvalho e Vieira (2002) sobre erros médicos em pacientes

hospitalizados, constata-se que no período noturno ocorre a maioria dos acidentes e falhas, tendendo a

percentagem a aumentar de acordo com o grau de complexidade dos procedimentos. Além dos aspectos

cognitivos, psicológicos e fisiológicos, há também fatores ambientais como o ruído, o calor e a

iluminação. Ainda segundo os autores, o desempenho, seja de um médico ou enfermeiro, após um turno

corrido de 24 horas, é similar ao de uma pessoa legalmente bêbada. Somado a isto se têm alguns grupos

com maiores tendências a sofrerem com a sonolência e dentre eles estão os homens, os quais

apresentam duas vezes mais chances do que as mulheres de se envolverem em acidentes de trabalho no

período noturno (MELLO et al., 2008; LOAYZA et al., 2001).

O Ministério da Saúde, na cartilha "Doenças relacionadas ao trabalho: Manual de

Procedimentos para os Serviços de Saúde" (BRASIL, 2011), elege o transtorno do ciclo vigília-sono como

uma das doenças de trabalho que devem ser tratadas devido à sua relação com as jornadas noturnas em

regime fixo ou em alternância de turnos. Sua importância no manual advém de 3 aspectos clínicos a

serem considerados: i. dessincronização entre o padrão vigília-sono do trabalhador e o desejado; ii.

queixas de insônia ou hipersonia em quase todos os dias durante um mês ou em períodos curtos de

tempo; e iii. queixas de dores de cabeça, fadiga e distúrbios gastrointestinais causados pela quantidade e

qualidade de sono insatisfatórios (BRASIL, 2011). A partir do diagnóstico do usuário, a cartilha fornece

recomendações baseadas em cada caso, aconselhando-se por vezes a mudança de horário de trabalho.

69
A privação do sono causa efeitos negativos no ser humano além da possibilidade de graves

acidentes, reforçando a importância de um sono regular contínuo e suficiente em duração. A

implementação de estratégias que visem melhorias tanto na qualidade de vida, na qualidade de vida no

trabalho e na qualidade de sono dos trabalhadores de qualquer turno precisa ser considerada, devido às

implicações diretas com a saúde do trabalhador e sua relação com o ambiente construído.

2.4 IMPACTOS DO AMBIENTE CONSTRUÍDO NOS ASPECTOS PSICOFISIOLÓGICOS

As teorias e conceitos relacionados ao ambiente construído e à percepção corroboram com a

existência de resposta frente às condições ambientais por parte dos usuários. Contudo, grande parte dos

profissionais da arquitetura e áreas afins desconhecem as ações típicas causadas pelos elementos do

espaço devido à necessidade de um conhecimento multidisciplinar.

É importante sempre rememorar que os fatores e as características encontrados nos edifícios

construídos estão diretamente ligados à sensação e à percepção do ambiente. E que ao se modificar um

item, todos os outros são também alterados em maior ou menor grau. Nas páginas seguintes são

delineados, para a pesquisa em questão, os principais impactos do ambiente construído nos aspectos

psicofisiológicos a depender da via em que estão se dando os processos biológicos.

2.4.1 ILUMINAÇÃO

Na década de 1980 foram desenvolvidos muitos estudos que correlacionavam a privação da luz

com doenças de cunho depressivo (HOBDAY, 2007). Ao longo da década de 1990 e início do século XXI,

70
essa ligação foi comprovada, demonstrando os impactos positivos da presença da luz natural no interior

das edificações no comportamento e saúde humanos, promovendo a sensação de bem-estar à medida

também em que as paisagens externas são modificadas ao longo do dia, do tempo, do clima, das

estações, das cores e da quantidade de luz (GUZOWSKI, 1999; IIDA, 2005; SASSI, 2006).

A presença da luz natural e o contato com o exterior são parte dos itens de preferências dos

usuários em seus locais de trabalho (PHILLIPS, 2004; VELARDE et al., 2007), o que, segundo Guzowski

(1999), torna esses itens um direito humano e não apenas um privilégio dado por alguns arquitetos.

Philips (2000) lista quatro elementos que fazem alusão ao meio natural e que devem ser considerados

quando da construção de ambientes: i. direção da luz, ajustando e modelando o espaço interno e seus

elementos; ii. visão para o exterior; iii. cor natural real que é impressa no espaço; e iv. humor, o qual

varia durante o dia de acordo com o tempo e o clima. Estes quatro aspectos interligam-se,

demonstrando a dinâmica adquirida pela luz natural quando bem trabalhada e que, segundo Sassi

(2006), quando projetada junto às outras linhas do conforto ambiental contribuem para edifícios mais

salubres, além da prevenção de doenças psicofisiológicas.

A maioria dos estudos de iluminação realizada em hospitais comprova que tanto os

funcionários quanto os pacientes apoiam e caracterizam como positiva a experiência com a iluminação

natural dentro desses espaços (BUCHANAN et al., 1991; NEWHOUSE, 2005; LOCKEY et al., 2006;

GUIMARÃES, 2007; EDELSTEIN et al., 2008). Guimarães (2007) lista as preferências de iluminação: luz

suave nos quartos e enfermarias; controle do sistema de iluminação artificial; iluminação adequada à

atividade da leitura e escrita; e peitoril acessível à visualização externa mesmo quando o paciente estiver

deitado. A qualidade do que é visto e da luz a ser captada depende dos arredores da edificação, como

colocado por HSE (2002), Phillips (2004) e Grandjean e Kroemer (2005). Segundo estes autores, quando a

visão externa não for permitida ou adequada - por exemplo: vista para um cemitério -, áreas internas

71
com abertura zenital podem ser usadas para satisfazer os requerimentos psicológicos e fisiológicos.

Atentando-se ainda que a quantidade da luz natural está subordinada ao posicionamento, orientação,

tipologia e dimensionamento das esquadrias, controlando a profundidade do acesso da luz de acordo

com o uso.

Desta forma, dependendo de como são apresentadas as condições de iluminação do ambiente,

altera-se o desempenho humano para a realização da tarefa. De acordo com Boyce (2003), há três

mudanças para essa alteração: i. mudança no estímulo da tarefa a ser realizada: se negativa, o

desempenho visual decai prejudicando o desempenho final; ii. mudança no humor e motivação: quando

os usuários estão bem psicologicamente, eles respondem melhor ao trabalho, às relações interpessoais e

ao ambiente. Mas na presença do mau humor são encontrados comportamentos que comprometem o

desempenho e alerta esperados para a realização de atividades, e até mesmo doenças como enxaquecas

e astenopia (fadiga visual acompanhada de dores nos olhos e cabeça e visão turva); e iii. falta de luz

natural: causando problemas fisiológicos e psicológicos.

Quando se relaciona ritmos biológicos, aspectos psicofisiológicos e iluminação tem-se que a luz

natural contribui positivamente para o corpo humano, ajudando a: aliviar a depressão sazonal, aumentar

a qualidade do sono, melhorar o desempenho de trabalhadores, regular as concentrações e ritimicidade

de produção de melatonina, por exemplo. Entretanto, sua falta resulta em depressão, sonolência,

melancolia, irritabilidade, desinteresse pelas atividades habituais, dentre outros (FOSTERVOLD et al.,

2010; SATER, 2010; VEITCH et al., 2010).

Em condições ideais de iluminação, os ritmos hormonais permanecem adequados: melatonina

é liberada em quantidades normais durante a noite e o dia. O ciclo claro-escuro também não é afetado o

que faz com que não haja deslocamento de turno desse ciclo, auxiliando o sono e a manutenção da

72
temperatura corporal mínima durante a noite. Quando a iluminação é deficiente não são percebidos

grandes danos na supressão do ciclo sono-vigília, porém alguns indivíduos se sentem mais sonolentos em

seus espaços de trabalho. Quando a quantidade de luz é excessiva os ritmos hormonais desestabilizam-

se, especialmente a melatonina que tem sua concentração suprimida parcialmente. Essa alteração

desencadeia uma série de efeitos, como: deslocamento do turno do ciclo sono-vigília a depender do

horário de aplicação da luz brilhante (no meio tarde ou no começo da noite), comprometendo a

qualidade do sono e alterando a temperatura corporal interna (GUZOWSKI, 1999; CARLSON, 2002;

BOYCE, 2003; PHILLIPS, 2004; GRANDJEAN e KROEMER, 2005; IIDA, 2005; HOBDAY, 2007).

Ainda no quesito de deficiência da iluminação tem-se a fadiga visual, a qual é provocada pela

exaustão dos músculos do globo ocular, responsáveis pela fixação, focalização e movimentação dos

olhos. Tal exaustão é causada por: iluminação inadequada, pouco contraste e definição do objeto visual,

fixação de detalhes, objetos em movimento, dentre outros (BOYCE, 2003; GRANDJEAN e KROEMER,

2005; IIDA, 2005; HOBDAY, 2007). Mas a fadiga visual também está relacionada ao rendimento visual e à

acuidade visual: quanto mais iluminância se tem, menor a fadiga visual e maiores o desempenho e

acuidade visuais; contudo, em um determinado nível de iluminância (próximo aos 800 lx), esse cansaço

tem sua curva ascendente iniciada com princípio de queda do desempenho visual, e consequentemente

da acuidade visual (figura 2.38) (IIDA, 2005). Dentre as implicações observadas estão: tensão,

desconforto, olhos avermelhados, lacrimejamento ou ressecamento, perda de nitidez da imagem,

náuseas, dores de cabeça, irritabilidade, depressão e o ato involuntário de piscar pode aumentar ou

diminuir dependendo da atividade que está sendo realizada (BOYCE, 2003; HOBDAY, 2007).

73
Figura 2.38. Fadiga visual vs. rendimento visual.

Fonte: adaptado de Iida (2005).

Já no quesito de excesso de iluminação tem-se o ofuscamento. Este é um dos problemas mais

comuns em projetos de iluminação e é resultante da luz indesejada no campo visual devido à presença

de uma ou mais fontes luminosas demasiadamente brilhantes (com valor de luminância acima de 200

cd/m²), como: lâmpadas, céu, janela, farol de um carro a noite, monitores, dentre outros. A depender do

posicionamento da fonte luminosa há uma diminuição da capacidade visual (figura 2.39), causando

desde um leve desconforto, distrações a uma cegueira total momentânea, resultando em acidentes

dentro do ambiente de trabalho, nas rodovias, dentre outros. Dos sintomas visuais que ocorrem têm-se:

ardência; lacrimejamento; avermelhamento das pálpebras; visão dupla; fotofobia; redução da força de

acomodação e convergência, da acuidade visual, da sensibilidade aos contrastes e da velocidade de

percepção (GANSLANDT e HOFFMANN, 1992; PHILLIPS, 2002; MCINTYRE, 2002; WILKINS, 2002; BOYCE,

2003; KITTLER et al., 2012).

74
Figura 2.39. Ofuscamento e diminuição da capacidade visual.

Fonte: adaptado de Iida (2005).

Com relação à percepção do ambiente, sensações de incômodo ou de desconforto visual

podem mudar o humor e a motivação do usuário (BOYCE, 2003). Este não é o único motivo para essa

mudança, mas contribui para: a percepção negativa do ambiente, aumento da fadiga, depressão e

ansiedade patológica, baixa taxa de satisfação, menor cognição espacial, comportamento antissocial,

dificuldade na tomada de decisões e resolução de problemas, declínio da criatividade, decréscimo do

desempenho, alerta subjetivo e tempo de reação, e aumento dos riscos de acidentes.

Boyce (2003) explica que para se entender a relação da luz com o ser humano, mais

especificamente para a realização de suas tarefas, é importante saber que há um link entre iluminação,

desempenho visual, desempenho de tarefa e desempenho humano. Para que haja um desempenho

humano adequado às necessidades atuais a partir da iluminação deve-se considerar uma série de

elementos que causam efeito dominó. Quando se propõe o sistema de iluminação é importante

ponderar o sistema visual + sistema circadiano + sistema de percepção (figura 2.40). Teoria esta também

colocada por Gregory (1997) e Schiffman (2005), mas em detalhamento menor.

75
Figura 2.40. Framework conceitual da Iluminação.

Fonte: adaptado e traduzido de Boyce (2006).

Percebe-se que a iluminação não é a única variável responsável pela má performance seja

visual, de tarefa ou humano, mas ela tem uma parcela de responsabilidade significativa por ser um dos

fatores físicos mais influentes na qualidade do ambiente construído (DAWSON e CAMPBELL, 1990;

BRAINARD et al., 1997; CARLSON, 2002; BOYCE, 2003; HOBDAY, 2007). Hobday (2007) faz ainda uma

crítica ao uso da luz puramente artificial em projetos: ela foi desenvolvida e aprimorada com o propósito

único de fazer com que os humanos enxergassem, nada além. Por isto a necessidade de se reconhecer os

impactos que a luz causa nos indivíduos para que projetos luminotécnicos sejam humanamente

adequados e bem planejados, minimizando riscos à saúde.

76
2.4.2 AMBIENTE TÉRMICO

A influência da térmica no corpo, em termos de psicofisiologia, também se faz presente. A

partir da década de 1960, pesquisas como a de Olgay (1963) e Fanger (1970) foram responsáveis pelo

aprofundamento na área de conforto e zoneamento térmicos. Desde então, a multidisciplinaridade está

cada vez mais presente no conforto térmico. De acordo com Nicol (1993) várias são as áreas envolvidas,

como: a fisiologia, estudo dos processos internos e das respostas dos usuários ao calor; a psicologia,

análise do comportamento e do sentimento das pessoas nos ambientes; e os físicos, pesquisas sobre as

ações de transferência do calor entre o ambiente e o homem.

Quando se relaciona o conforto térmico com os aspectos físicos, sociais, fisiológicos e

emocionais tem-se que o corpo fornece dois sinais: o primeiro é aquele associado à temperatura da pele

e o segundo é proveniente da atividade termorreguladora do organismo integrada às temperaturas da

pele e do corpo (GAGGE, 1979). A união desses dois sinais leva a uma rede complexa de relações que

buscam a sobrevivência do ser humano em qualquer meio em que este se encontrar.

O corpo humano é uma máquina produtora de energia. Em caso de aumento da temperatura,

são diagnosticadas diminuições das atividades digestivas e produtividade, bem como o aumento e/ou

alteração da(o): frequência cardíaca, pressão sanguínea, fadiga, fluxo sanguíneo (aumenta de poucos

mL/cm³ para 20 ~ 30mL/cm³), produção de calor e temperaturas central e periférica (temperatura da

pele pode aumentar de 32°C para 36°C ~ 37°C), produção de calor (aumenta proporcionalmente ao

aumento de temperatura de pele a partir de 34°C) (GRANDJEAN e KROEMER, 2005).

Já quando a temperatura cai e torna-se muito baixa, o principal objetivo é a redução das perdas

de calor, pois há uma diminuição contínua e constante das atividades fisiológicas, como pressão arterial,

frequência cardíaca e metabolismo interno, além da presença de uma superatividade e redução dos

77
estados de alerta e concentração. Os tremores sentidos pelas pessoas são uma resposta do corpo ao frio

ao tentar gerar calor metabólico de forma a contrabalançar as perdas ocorridas.

À medida que a temperatura baixa varia a alta, mudam-se as respostas fisiológicas e

psicológicas do corpo que vão desde a um aumento na eficiência à exaustão e perigo físico, passando por

desconforto, aumento da irritação, falta de concentração, aumento de erros e acidentes, perturbações

no coração e circulação sanguínea, fadiga e esgotamento tanto físico quanto mental (RUAS, 2002;

GRANDJEAN e KROEMER, 2005; IIDA, 2005; BREVIGLIERO et al., 2006). A tabela 2.1 ilustra sucintamente

esses efeitos de acordo com os desvios da temperatura para execução adequada do trabalho.

Tabela 2.1. Efeitos de desvios da temperatura de trabalho confortável


Temperatura Efeitos
20°C 1. Temperatura confortável Eficiência máxima
2. Desconforto, irritabilidade aumentada, falta de concentração, queda de capacidade
Perturbações psíquicas
para trabalhos mentais
3. Aumento das falhas de trabalho, queda de produção para trabalhos de destreza, Perturbações psicológicas e
aumento de acidentes fisiológicas
4. Queda de produção para trabalhos pesados, perturbações do equilíbrio eletrolítico,
Perturbações fisiológicas
fortes perturbações do coração e circulação, forte fadiga e ameaça de esgotamento
35-40°C 5. Limite da tolerância Exaustão/ Perigo físico
Fonte: adaptado de Grandjean e Kroemer (2005).

Parte daqueles sintomas ocorre devido ao transporte, por vezes comprometido, de calor

através da corrente sanguínea e sua consequente má liberação do corpo, a qual depende da

temperatura do ambiente. A figura 2.41 representa com setas em diferentes tamanhos a intensidade

daquele fluxo a depender dos fenômenos e das condições climáticas presentes no ambiente.

78
Figura 2.41. Transporte de calor pela corrente sanguínea.

Fonte: adaptado de Grandjean e Kroemer (2005).

Para identificar como o ambiente térmico influencia o corpo humano é necessário, segundo

Batiz e Goedert (2009), observar uma série de itens como: estímulos físicos recebidos do ambiente no

qual se está inserido, com a evaporação (temperatura, velocidade e umidade relativa do ar, e

evaporação do suor), condução (temperatura das superfícies de contato), radiação (temperatura das

fontes de calor) e aclimatização; os órgãos sensoriais e suas relações com os fatores pessoais (idade,

sexo, estado de saúde e constituição corporal) mais vestimenta e o metabolismo (oxidação de alimentos,

atividade física e termorregulação); e a mente humana com sua atribuição de significado mais

experiência prévia e a noção de qualidade referente ao que é quente e frio (figura 2.42). Mediante

diagnóstico e cruzamento dos dados resultantes é que se obtém o conforto térmico.

79
Figura 2.42. Avaliação de conforto térmico com apontamentos objetivos e subjetivos.

Fonte: adaptado de Batiz e Goedert (2009).

O desconforto térmico gera várias alterações funcionais corporais como o ajuste vasomotor do

fluxo sanguíneo com a vasodilatação ou a vasoconstrição (RUAS, 2002) a depender da temperatura

(quente e frio, respectivamente) e da necessidade de resistência contra a mesma. Tais ajustes se dão

mediante uma gama de variáveis que se comunicam o tempo todo e dependem de como os próprios

usuários entendem e sentem a temperatura. Assim, o conforto térmico se origina do arranjo de todas

essas considerações de forma harmoniosa e da sensação subjetiva de bem-estar experimentada por um

80
indivíduo. Isto corrobora para a necessidade do cuidado para com as variáveis térmicas e suas influências

no corpo humano e na tarefa a ser desenvolvida.

2.4.3 RUÍDO

Estudos sobre a poluição sonora e suas influências na saúde humana cada vez mais ganham

espaço, especialmente com o avanço na complexidade dos métodos usados e da interdisciplinaridade

envolvida. Através de diversas pesquisas ao longo do século passado estabeleceu-se que o ruído era um

dos principais causadores, juntamente com as variáveis de iluminação e térmica, das diversas mazelas

que afligem os usuários nas edificações.

Conhecendo-se os ruídos típicos e os limites de audibilidade tem-se diversos distúrbios sobre

duas vertentes: a saúde psicofisiológica e a audição. Tal informação contraria o senso comum de que

somente o aparelho auditivo é prejudicado. Os efeitos apresentados a seguir dependem do estímulo

sonoro, intensidade, duração, frequência e idade do usuário.

Um dos principais danos acarretados da exposição continuada ao ruído é a perda de audição. O

excesso de ruído lesiona as células capilares da cóclea14 (terminações nervosas) (figura 2.43) causando a

perda auditiva neurossensorial. Esta é o tipo de perda mais comum e causa, dentre outro, a dificuldade

em separar fala do ruído e o pedido para que sejam repetidas as falas não compreendidas quase sempre

é necessário. É permanente e não pode ser ajustada mediante uso de medicamentos, contudo aparelhos

auditivos são muito recomendados (OMS, 1997; ARAUJO, 2002; PEREIRA et al., 2006; FARIA e SUZUKI,

2008). Em diversos países, tal perda é a doença profissional mais predominante (FARIA e SUZUKI, 2008).

14
Lesão esta também conhecida por patologia coclear e retrococlear (OMS, 1997; ARAUJO, 2002; FARIA e SUZUKI, 2008).
81
Figura 2.43. Localização da cóclea (em azul) e o trajeto das ondas sonoras.

Fonte: adaptado de Schiffman (2005).

Outro dano é referente aos efeitos fisiológicos. Dentre as alterações percebidas têm-se:

aumento do metabolismo; efeitos cardiovasculares com seus distúrbios mediante liberação de

catecolaminas incluindo a epinefrina – adrenalina (resposta ao estresse), aceleração da frequência

cardíaca e contração dos vasos sanguíneos, aumentando sua pressão; distúrbios hormonais e mudanças

bioquímicas com produção dos hormônios cortisona, hormônio da tireoide e adrenalina, fracionamento

dos lipídios do sangue, glicose sanguínea e proteína do sangue; redução da velocidade de digestão,

disfunção digestiva e gastrite; aumento da tensão muscular; alergias.

O sono é outro elemento prejudicado com o ruído excessivo, especialmente porque quando o

ser humano dorme a audição assume o controle para detectar sinais de perigo, uma vez que a maioria

das pessoas dorme de olhos fechados e a percepção visual é perdida neste momento. A necessidade de

silêncio para o sono se torna presente de forma crítica, pois perturbações através do ruído faz com que o

organismo reaja, acordando o indivíduo. Segundo Pimentel-Souza (2000), há uma variação no limiar

relativo para o ser humano acordar de acordo com a profundidade e estágio do sono em que se encontra

mediante estímulo auditivo aplicado acima do ruído de fundo (tabela 2.2). Nos estágios de sono I e II, os

limites do estímulo auditivo são 3 dB e 5 dB, respectivamente, sobre o ruído de fundo. Caso esses valores

82
sejam maiores a duração desses estágios superficiais é aumentada, o que faz com que o indivíduo leve

mais tempo para iniciar os estágios seguintes. À medida que o sono vai entrando em estágios mais

profundos, o limiar relativo do estímulo auditivo aumenta consideravelmente chegando a 26 dB no

estágio III, 35 dB no estágio IV e 31 dB no estágio REM. Contudo, o despertar total costuma acontecer

com picos de ruído de 8 ~ 19 dB acima do ruído de fundo e quando este mesmo ruído alcança 65 dB é

anunciada a sensação de insegurança pelo sistema auditivo, o que faz com que haja a diminuição da

vigília e a demora em (re) iniciar o processo do sono (PIMENTEL-SOUZA, 2000). Desta forma, quando o

sono não ocorre de forma adequada são percebidos alguns efeitos negativos, como: redução do tempo

total de sono e da quantidade de sono profundo; aumento do tempo acordado, ou em sono leve, e do

número de despertares; redução da qualidade do descanso e do sono, prolongamento do tempo para

adormecer (quando são permitidas pausas para esta atividade dentro do ambiente de trabalho ou até

mesmo em suas casas, pois em alguns casos o efeito do ruído torna-se prolongado em forma de

zumbido, por exemplo); dentre outros (PIMENTEL-SOUZA, 2000; MURGEL, 2007; NETO et al., 2010;

OLIVA et al., 2011; SILVA et al., 2012).

Tabela 2.2. Variação do limiar relativo do estímulo auditivo para o despertar através do
ruído de acordo com a profundidade e estágios do sono.
Estágio Limiar relativo (em dB)
I 3
II 5
III 26
IV 35
REM 31
Fonte: adaptado de Pimentel-Souza (2000).

Efeitos psicológicos também são sofridos por aqueles que são expostos a níveis elevados de

ruído. Algumas dessas implicações são: dores de cabeça; fadiga; perda da concentração; perda dos

reflexos; irritação permanente; insegurança quanto a eficiência dos atos; embaraço nas conversações;

perda da inteligibilidade das palavras; vertigens; náuseas e vômito (devido à influência no vestíbulo ou

83
labirinto, órgão este responsável pelo equilíbrio); zumbido; produção de adrenalina; dentre outros

(GRANDJEAN e KROEMER, 2005; BREVIGLIERO et al., 2006; MURGEL, 2007; NETO et al., 2010; OLIVA et

al., 2011; SILVA et al., 2012). Há ainda a possibilidade de diminuição da libido, impotência e infertilidade

no caso dos homens; e alteração do ciclo menstrual com possibilidade de suspensão da ovulação,

levando à infertilidade, no caso das mulheres (MURGEL, 2007).

Nos ambientes de trabalho, a exposição ao ruído pode até certo ponto ser positivo,

especialmente quando melhora o desempenho se o trabalho for enfadonho. Em muitos casos são

comprovados o estímulo causado pela existência de música ao fundo, em uma intensidade menor de

modo que seja quebrada a monotonia, diminuindo a sensação de sonolência e ajudando a melhorar o

desempenho. Mas quando aquele ruído age de forma negativa, interferindo nas atividades a serem

desenvolvidas ele precisa ser minimizado ou eliminado. São exemplos de seus efeitos no ambiente de

trabalho: interposição nas atividades mentais complexas ou naquelas que exijam interpretação da

informação; dificuldade no aprendizado de alguns tipos de habilidade necessários a algumas profissões;

perturbação na concentração e desempenho mental; dificuldade na comunicação entre os indivíduos

(independente do local onde ocorra, exceto em espaços onde este item não se faça importante);

irritação; aumento da intolerância a qualquer tipo de ruído; cansaço; estresse; ansiedade; depressão;

aumento de ocorrência de erros e acidentes; diminuição da produtividade em geral.

Todos os sintomas colocados causam três efeitos específicos no ser humano: i. danos à

audição, quando há uma exposição continuada (de 4 a 8 hr por dia) a níveis acima de 85 dB(A) e 90

dB(A); ii. prejuízos à saúde, danos em exposições continuadas e longas com níveis de 70 dB(A) de dia e 60

dB(A) a noite; e iii. perturbação, causada pelo ruído de baixa intensidade (MURGEL, 2007). Se a condição

de níveis elevados de ruído persistir continuamente e diariamente, além de impedir o sono adequado e

causar todos os problemas colocados, ela também prejudica as atividades diárias dos usuários nos

84
âmbitos produtivos e sócio afetivos. A figura 2.44 sintetiza aquelas implicações, correlacionando-as com

níveis de ruído típicos.

Figura 2.44. Correlação entre reações fisiológicas e níveis de ruído típicos.

Fonte: adaptado de OMS (1997), Pimentel-Souza (2000) e Bevigliero et al. (2006).

O ruído não só prejudica a audição, mas também uma série de outros elementos que

caminham entre o psicológico e fisiológico. Desta forma, torna-se necessária a adoção de medidas de

proteção ao ruído, mas não sua completa eliminação, pois, como foi visto, o ruído pode ser positivo

quando bem controlado. Faz-se interessante também o conhecimento das sensações auditivas para cada

tipo de atividade a ser desenvolvida, seus limiares, percepção de intensidade e frequência do som, para

um correto projeto acústico, amenizando e até eliminando as implicações na saúde demonstradas.

85
A arquitetura atual por vezes ignora o lado humano de suas construções, esquecendo que elas

devem ser feitas para seres humanos e não para salões de exposição. De acordo com Bechtel (1997), os

arquitetos estão acostumados a projetar edificações sem observar vários agravantes (estressores

ambientais, eventos cotidianos, entre outros), os quais somente são percebidos em momentos de crise.

Não há preocupação com o impacto final de tudo isto.

Teorias de conforto ambiental e qualidade do ambiente construído ganham cada vez mais

espaço nas discussões acadêmicas desde a década de 1960 (AZEVEDO et al., 2004; RHEINGANTZ, 2004),

devido às estritas relações de seus elementos espaciais com os aspectos psicofisiológicos humanos. Isto

ajudou no avanço da ciência e na conscientização por parte dos profissionais envolvidos da necessidade

de conhecimento da causa. A crescente relação entre ambiente construído, saúde (variáveis fisiológicas

e psicológicas) e desempenho forma um padrão complexo onde interações e efeitos diversos são

encontrados, resultando em inúmeras perguntas, muitas ainda sem respostas ou que nem se quer foram

questionadas profundamente.

Mediante a colocação dos impactos do ambiente ocorridos através da iluminação, temperatura

e ruído, é perceptível a importância da multidisciplinaridade entre as ciências do conforto e qualidade

ambientais, com áreas como a medicina, psiquiatria e psicologia, por exemplo, para a correta

interpretação das necessidades humanas e consequente adequação do projeto arquitetônico. Melhorias

no ambiente podem beneficiar os usuários, principalmente aqueles que nele trabalham, pois

“experimentarão menos cansaço e menos estresse psicológico” (OTENIO et al., 2007, p.246),

aumentando a sensação de bem-estar e conforto ao mesmo tempo em que as atividades não são

comprometidas.

86
Isto posto, como planejar um ambiente considerado habitável e que traga todos os itens acima

colocados? Para Lantrip (1997) é necessário seguir 03 fases: i. identificar as necessidades humanas; ii.

definir os parâmetros que traduzam aquelas necessidades em um valor de desempenho do ambiente; e

iii. verificar o desempenho do ambiente após sua ocupação. Considerando também 03 níveis de

percepção: i. agregar valor e significado ao ambiente, através da cognição e participação no ambiente

convidativo; ii. funcionalidade, onde o ambiente acomoda diversas atividades e diferenças entre si; e iii.

capacitar o ambiente com conforto e como refúgio, através da comodidade biológica, proteção e defesa.

Percebe-se claramente a evidência da inserção tanto da qualidade quanto da quantidade das variáveis

que são consideradas no projeto.

A implementação de estratégias que visem melhorias nas qualidades de vida e no trabalho dos

colaboradores de qualquer turno deve ser considerada e isso tem implicações diretas no ambiente de

trabalho. A arquitetura como um todo deve perder um pouco da sua objetividade, da sua dureza, para se

adequar aos sujeitos, transformando os espaços habitados em locais onde os usuários se sintam bem,

física e mentalmente.

87
88
89
A área do ambiente construído é por si só ampla, cabendo várias possibilidades de abordagens.

Ao unir a essa área a medicina, o leque cresce, necessitando de um recorte melhor definido. A presente

pesquisa buscou respostas também no âmbito psicofisiológico do usuário e não somente no da

edificação, como comumente são encontradas. Ao esquecer-se daquele que usará a edificação,

esquecem-se também das particularidades humanas como a saúde física e mental, e consequente bem-

estar e conforto. Assim, a medicina com as subáreas da neurologia e fisiologia humana, bem como a

psicologia, vêm servir como guia e base para o estabelecimento de correlações entre essas ciências e a

arquitetura na tese apresentada.

A complexidade alcançada caracterizou este trabalho como: observacional, analisou-se uma

sequência de eventos previamente determinada; analítica; e transversal, por haver variáveis de

desfecho, ou seja, preditoras e variáveis comparativas através das quais foram obtidos dados em um

espaço de tempo curto, sem acompanhamentos futuros, tornando-o um estudo prospectivo quando

classificado de acordo com o eixo temporal adotado (LIMA-COSTA e BARRETO, 2003). A verificação da

influência do ambiente construído nos aspectos psicofisiológicos humanos e percepção se deu mediante

esquema hipotético baseado no experimentalismo (NICOLAO, 2002) dos fenômenos (propostos nas

hipóteses) em condições reais de uso.

A interdisciplinaridade proposta resultou em uma metodologia constituída por multimétodos.

Para sua adequada delimitação fez-se necessário esboçar os elementos a serem estudados, suas relações

e possível evolução do tema.

90
3.1 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

A relação entre as condições ambientais (iluminação, temperatura e umidade relativa) e as

variáveis emocionais (depressão, ansiedade e estresse) foi considerada a partir da hipótese de que

aquelas condições quando exclusivamente controladas por sistemas artificiais influenciam a saúde

psicofisiológica de usuários que vivenciam o espaço. Para a averiguação desta hipótese buscou-se uma

instituição onde uma parcela de seus usuários estivesse na maior parte do tempo inserida em ambientes

sem contato com variáveis ambientais externas. O Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas contém

dois setores nestas condições: o da Medicina Nuclear e o da Imaginologia, tendo sido este último o

escolhido. Após esta escolha, foi selecionado o grupo de usuários a ser estudado: médicos residentes

pelo caráter de vivência durante a residência médica, em geral de 1 a 4 anos. Isto concluído, os

questionamentos da pesquisa foram desdobrados de acordo com a hipótese a ser testada, resultando

em fases e procedimentos metodológicos.

Com relação às condições ambientais, questionou-se: os baixos índices das variáveis ambientais

aumentariam os riscos de estresse, ansiedade e depressão por parte dos médicos residentes no Setor da

Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas? Estas mesmas condições influenciariam aquelas variáveis

emocionais? Quanto? Os médicos residentes percebiam o ambiente construído do setor de forma

positiva ou negativa?

Os instrumentos usados foram fichas de levantamento de ambientes físicos selecionados;

levantamento iconográfico; aferição dos níveis de iluminância, luminância, temperatura, temperatura de

globo, umidade relativa e velocidade do ar; e avaliação do transtorno psiquiátrico, sintomas depressivos

e de ansiedade, e grau de estresse, além do questionário de percepção ambiental e de riscos de

91
acidentes. A qualidade do sono e a sonolência diurna excessiva foram consideradas. É comum encontrar

na literatura que altos níveis de iluminância e índices extremos de temperatura (alta ou baixa) afetam a

liberação do hormônio melatonina, assim como fazem com que o hormônio cortisol continue sendo

liberado (NICOL, 1993; BOUBEKRI, 2008; FOSTERVOLD et al., 2010; SATER, 2010; VEITCH et al., 2010).

A iluminação altera a qualidade do sono dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do

HC/Campinas? Ela favorece a ocorrência de acidentes? A metodologia para esta hipótese constituiu-se

além da aferição das variáveis ambientais, a avaliação das condições de sono. A medição da

concentração do cortisol e melatonina poderiam demonstrar como eles reagiam às condições ambientais

no hospital objeto de estudo. Questionou-se de quanto foi essa alteração hormonal nas condições

encontradas nos médicos residentes do setor escolhido. Os índices obtidos estariam próximos ou além

daqueles almejados pela área médica? Para tal, o método escolhido foi o ELISA através da coleta salivar.

A escolha dos hormônios cortisol e melatonina se deu por serem dos mais correlatos aos

objetivos pretendidos, o que não impede a futuros estudos abordarem outros tipos de hormônios já

conhecidos, como os citados anteriormente. Reconhece-se a importância de hormônios como a

serotonina e leptina os quais são relacionados à temperatura do corpo, sono e variáveis emocionais

humanas, mas que não foram abordados pelo fato da coleta ser feita de forma dolorosa e invasiva, e

pelo próprio recorte dado à pesquisa devido ao grau de complexidade já alcançado. A temperatura

corporal tem sua parcela de influência na pesquisa pretendida, mas assim como os hormônios

serotonina e leptina, sua medição não foi possível pela forma como deve ser feita (medição anal).

Os questionamentos e a delimitação dos métodos favoreceram a constituição de cinco fases,

cada qual contendo atividades sequenciadas que buscavam produtos que respondessem às indagações

iniciais. As fases mais complexas e com maior exigência de planejamento na definição e delimitação de

92
métodos foram: II - Avaliação da qualidade do ambiente construído, III - Avaliação das variáveis

emocionais e IV - Avaliação da concentração hormonal. Elas fizeram uso da multidisciplinaridade

permitida pela tese admitindo métodos das áreas da arquitetura, medicina, biologia/ fisiologia humana e

da psicologia/ psiquiatria. A fase I visou descrever o ambiente e seus sistemas, analisando sua qualidade

e quantificando-os, usando métodos específicos da arquitetura. A fase II correlacionou o ambiente e sua

configuração com as variáveis emocionais como transtornos psiquiátricos, depressão, ansiedade,

estresse e condições de sono. Para tal, foram utilizados instrumentais validados pelas áreas da medicina

e psicologia. Já a fase III lidou com a dosagem de cortisol e melatonina no ciclo claro-escuro através de

métodos prescritos pela área de fisiologia humana.

Todas as fases estavam relacionadas intrinsicamente. A fase II é aquela para a qual todas as

outras responderam. A avaliação do ambiente tem dois eixos (qualidade e quantidade). As variáveis

psicológicas relacionavam-se diretamente com a qualidade quando analisada sua influência e como o

espaço era configurado. A dosagem de cortisol e melatonina estava ligada à quantidade da iluminância.

Enquanto o estresse e as condições de sono estavam submetidos tanto à qualidade quanto à quantidade

das variáveis ambientais. A figura 3.1 ilustra o fluxograma concebido, sintetizando as fases e subfases

deste estudo.

93
Figura 3.1. Fluxograma da pesquisa.

94
3.2 FASE I: PROCEDIMENTOS INICIAIS

Após a determinação dos parâmetros iniciais da pesquisa foram delineados os primeiros

procedimentos: i. definição dos locais a serem estudados; ii. seleção da amostra de sujeitos e

programação amostral dos mesmos; e iii. preparação da Anamnese Ocupacional e do Termo de

Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

3.2.1 PROGRAMAÇÃO AMOSTRAL

A programação da amostra para esta pesquisa partiu do refinamento das variáveis colocadas

para análise: homem + ambiente, formando o sistema a ser estudado. A seguir descreve-se o ambiente,

o setor do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas selecionado; e o homem, os sujeitos encontrados

e o porquê da escolha dos mesmos.

3.2.1.1 HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNICAMP/CAMPINAS

A escolha do espaço hospitalar respaldou-se na contradição existente entre espaço de cura e

espaço como suporte para provimento de saúde por aqueles que nele trabalham. Muitos hospitais

brasileiros, principalmente os públicos, retratavam uma realidade decadente de como eram tratados em

termos de edificação e cuidado do ambiente. E a isto se teve não somente o espaço onde o paciente era

cuidado e o acompanhante esperava – espaço este que é foco de preocupação de grande parte dos

arquitetos contemporâneos –, mas daquele que serve de apoio para a equipe de profissionais da saúde.

O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (figura 3.2),

situado na cidade de Campinas/SP, tornou-se potencial local de estudo tendo em vista seu grande porte
95
e importância nacional. O atendimento por ele realizado era exclusivamente pelo Sistema Único de

Saúde (SUS) com suporte de profissionais e docentes da UNICAMP. Segundo dados disponibilizados no

site do próprio hospital, <www.hc.unicamp.br>, o HC funcionou inicialmente na Maternidade de

Campinas entre 1963 e 1966 como Hospital–Escola da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da

UNICAMP, foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Campinas naquele último ano, onde

funcionou por 20 anos. Em 1975 foi iniciada a primeira etapa da construção de uma sede própria no

perímetro da universidade (figuras 3.3 e 3.4) com transferência gradativa dos setores médicos. Mediante

conclusão das obras, o contrato até então mantido com a Santa Casa de Misericórdia de Campinas foi

cancelado oficialmente em 1985 (HOSPITAL DE CLÍNICAS, [200-]).

Figura 3.3. Entorno do Hospital de Clínicas da


Figura 3.2. Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. UNICAMP/Campinas.

N
Fonte: SIARQ/UNICAMP [200-]. Fonte: adaptado de GOOGLEMAPS (2013).

96
Figura 3.4. Situação, em vermelho, do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Fonte: adaptado de IPGE [200-].

O projeto arquitetônico do hospital tornou-se complexo com a incorporação de setores que

atendessem áreas de estudos implementadas pelo avanço da medicina no Brasil. Assim, nas duas

primeiras décadas do século XXI, o Hospital de Clínicas contava com 07 blocos físicos distribuídos em

65.000 m² contendo: ambulatórios, unidades de emergência e urgência (UER), enfermarias, áreas de

apoio técnico e administrativo, enfermarias, centros cirúrgicos e unidades de tratamento intensivo (UTI),

dentre outros, para uma capacidade ocupacional 403 leitos.

Contudo, apenas um setor foi selecionado para a realização do estudo: a Imaginologia (figura

3.5). Este setor estudava órgãos e sistemas do corpo humano a fim de se detectarem patologias através

de imagens como as geradas pelo raio-X (convencional e contrastado), ultrassonografia e ressonância

magnética. A escolha por este ambiente deveu-se a: i. o nível de estresse no quadro de médicos

residentes tendia a ser mediano pela natureza das atividades desenvolvidas; ii. o ambiente era bastante
97
precário em termos de qualidade do ambiente construído; iii. o ambiente não possuía acesso às variáveis

ambientais externas, como luz e ventilação naturais; e iv. a associação entre ambiente construído e

saúde estava comprovada, porém o aprofundamento do caráter psicofisiológico em ambientes

hospitalares e médicos residentes ainda não foram suficientemente abordados em pesquisa científica.

Figura 3.5. Setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas, em azul, localizado no segundo pavimento do
hospital.

Legenda:
1. Radiologia (Imaginologia) – com borda destacada, 2. Cardiologia-imagem, 3. Ambulatório, 4. Órtese e prótese, 5. Centro
Cirúrgico Ambulatorial (CCA), 6. Broncoscopia, 7. Gastropediatria, 8. Fisioterapia, 9. Medicina à laser, 10. Hemocentro, 11.
Eletro-encéfalo, 12. Laboratório Vascular, 13. CDMAC (Central de Infusão de Medicamentos de Alto Custo), 14. Hepatite, 15.
Hemodiálise, 16. Pneumologia, 17. Eco-cardio, 18. Medicina Nuclear, 19. Radioterapia, 20. UER (Unidade de Emergência
Referenciada), 21. UTI 01 (Unidade de Tratamento Intensivo), 22. Banco de Sangue, 23. UTI 02 (Unidade de Tratamento
Intensivo), 24. UTI Anestesia (Unidade de Tratamento Intensivo da Anestesia), 25. Dormitório Anestesia, 26. Centro Cirúrgico,
27. Endócrino, 28. UR (Unidade Respiratória), 29. Central de Desinfecção, 30. Laboratório de Anatomia Patológica (LAP), 31.
Anatomia, 32. Superintendência, 33. Laboratório de Patologia Clínica (LAC), 34. Elevadores.

Fonte: adaptado de Setor de Engenharia/ HC (2011).

98
O setor constava de salas de espera, salas para preparo pré-exames, salas para realização de

exames, salas de laudos, salas de enfermagem, almoxarifados, arquivos, secretarias, banheiros,

dormitórios, diretoria, salas para médicos, ante-salas, salas para preparo de chapas de raio-x. Tudo isto

situado em uma área de aproximadamente 1.941,00 m². Devido ao tamanho e repetitividade dos

elementos arquitetônicos no setor, foram eleitos ambientes específicos para estudo detalhado. Eles

foram delimitados em grau de importância de acordo com o uso que os médicos residentes faziam: i.

áreas primárias, onde havia maior permanência para desenvolvimento de atividades diárias, estudar,

analisar casos clínicos e descansar; ii. áreas secundárias, corredores de circulação ou regiões de

interligação entre as áreas principais. Havia também as áreas terciárias, mas estas não foram estudadas

por serem ambientes com pouco acesso e/ou permanência dos médicos residentes como recepção,

banheiros, setor administrativo, dentre outros. Assim, dentro da área primária foram ainda pré-

selecionados 05 ambientes para aprofundamento do estudo das variáveis de iluminância e térmica:

dormitório, sala de laudo US, sala de laudo [7], sala de laudo [9] e sala de laudo da Ressonância

Magnética 1,5T (RM). Esta escolha deveu-se ao fato dos espaços possuírem características que os

diferenciavam entre si (composição de materiais, atividades desenvolvidas e execução de reformas) e

que devido à importância apresentada os tornavam significativos para a pesquisa (figura 3.6).

99
Figura 3.6. Planta de uso de áreas: Setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Legenda:
1. Dormitório, 2. Sala de laudo US, 3. Sala de laudo [7], 4. Sala de laudo [9], 5. Sala de laudo da Ressonância Magnética 1,5T.

3.2.1.2 SUJEITOS

Após a etapa de determinação do setor e seus ambientes, foram identificados todos os

usuários: pacientes, acompanhantes, visitantes, equipe administrativa, equipe técnica de enfermagem,

equipe de enfermagem, equipe técnica geral, médicos, professores, médicos residentes, alunos de

medicina e enfermagem. Mediante determinação do significado de cada grupo para a pesquisa, foram

selecionados os médicos residentes devido a: níveis de estresse atenuados, estafa mental, cansaço físico,

responsabilidade para com a vida de terceiros, necessidade de estudo contínuo, sistemas de plantão,

responsabilidades de estudante, vida social, dentre outros. As características gerais adotadas para a

admissão dos voluntários foram: faixa etária entre 20 e 40 anos, moradores da Região Metropolitana de

Campinas (RMC), quadro de saúde estável com audição e visão conservadas (boas acuidade visual e

100
percepção de cores), sem doenças psiquiátricas, Alzheimer, Parkinson, acidente vascular cerebral,

paraplegia, doenças sistêmicas não controladas e não usuários de drogas. Todos os sujeitos não

poderiam exercer jornada dupla em outros hospitais.

O setor possuía um total de 20 médicos residentes, dos quais 06 R11, 05 R22 e 05 R33 aceitaram

ser voluntários na pesquisa, 01 desistiu e 03 foram descartados por estarem em estágio em outros

hospitais ou em compromissos pessoais fora da cidade de Campinas. Resultando em uma população final

de 16 médicos residentes. Os voluntários foram divididos em 03 grupos de acordo com o nível de

residência: alunos do primeiro ano ficaram no grupo R1, segundo ano no R2 e terceiro ano no R3. Este

agrupamento ocorreu devido às diferentes responsabilidades e o grau de complexidade das atividades

exigidas e também para que as análises feitas comparassem melhor os efeitos e as relações entre

ambiente construído e saúde psicofisiológica. Não houve diferenciação entre sexo masculino e feminino

devido ao tamanho da população obtida.

3.2.2 PREPARAÇÃO DOS TERMOS

A definição da programação amostral (ambientes e voluntários) teve seu ciclo finalizado com o

preparo dos termos usados na tese, dando suporte necessário à pesquisadora e aos médicos residentes

voluntários quanto à correta identificação e instrução dos participantes. Eles foram redigidos com os

objetivos e procedimentos da pesquisa de forma clara e simples, eliminando qualquer influência pessoal

da pesquisadora e suposições errôneas de partes ou de todo o processo metodológico.

1
Nível de Residência 01 – Primeiro ano.
2
Nível de Residência 02 – Segundo ano.
3
Nível de Residência 03 – Terceiro ano.
101
3.2.2.1 ANAMNESE OCUPACIONAL

Esta ferramenta foi um questionário que objetivou compreender possíveis riscos à saúde no

ambiente de trabalho, segundo Brasil (2006) e Brasil (2011), a partir de: história clínica do voluntário,

história ocupacional, hábitos e estilo de vida daqueles indivíduos, dentre outros. A compilação de seus

dados resultou em observações do posto de trabalho mediante análise da atividade e do ambiente,

riscos à saúde no local de trabalho, bem como das relações e condições de trabalho e sua jornada.

Os roteiros apresentados no Manual Técnico de Anamnese Ocupacional (BRASIL, 2006) e no

Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde: Doenças Relacionadas ao Trabalho (BRASIL, 2011)

foram adaptados com apoio de profissionais qualificados. Questionou-se: dados pessoais gerais; dados

de residência médica (local, atividade desenvolvida, nível de residência médica e turno), dentre outros;

relações interpessoais; deslocamento para o hospital (carro, transporte público, dentre outros); e

histórico de saúde geral (Apêndice 01: Anamnese ocupacional | Dados de identificação e histórico geral

de saúde). Estes dados ajudaram a perfilar e quantificar o histórico de saúde dos sujeitos em dados

estatísticos, necessários para a compreensão em alguns pontos da pesquisa.

3.2.2.2 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE)

O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) era, segundo a Resolução 196/96 do

Conselho Nacional de Saúde (CNS) (BRASIL, 1996), a concordância do sujeito na pesquisa após sua

completa explicação: objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e incômodos que

possam surgir. O TCLE desenvolvido para esta pesquisa seguiu as exigências postas por aquela resolução

e se deu a partir do delineamento do objetivo principal. Ele foi aprovado pelo Comitê de Ética em

102
Pesquisa (CEP) da FCM/ UNICAMP sob parecer nº 790/2011 (Anexo 01: CEP 01) e alteração temática,

atualização de métodos e TCLE em 27 de novembro de 2012 (Anexo 02: CEP 02).

Aos médicos residentes foram explanados os objetivos e a importância da pesquisa para o

avanço do conhecimento tanto para a arquitetura quanto para a medicina. Foi explanado também que o

voluntário responderia 10 questionários (01 para identificação e histórico de saúde, 07 para avaliação

psicológica, 01 para avaliação de percepção ambiental em seu ambiente de residência e 01 para

avaliação de ocorrência de acidentes) em um tempo estimado de 02:00 hr totais durante 02 visitas da

pesquisadora responsável ao setor; além do kit para coleta salivar que ele receberia e a realizaria

durante 01 semana, 04 vezes ao dia (ao acordar, às 12h, às 18h e às 22h), guardando as amostras em

geladeira comum até serem recolhidas a cada 24hr por responsável identificado. Caso ele, o médico

residente voluntário, não se sentisse apto a responder os questionários ou a fazer coleta salivar sozinho,

poderia solicitar ajuda para a realização de qualquer um dos procedimentos colocados.

Os riscos, para esta pesquisa, foram considerados desprezíveis. Já os desconfortos incluíam:

responder os questionários referentes à avaliação de percepção ambiental e psicológica, em ambiente

reservado e distinto do seu local de permanência diária; e realizar a coleta salivar. Não havendo medidas

de proteção ou minimização para ambos os desconfortos. O benefício identificado baseou-se que a

qualidade do ambiente construído tinha sido cada vez mais considerada nos projetos arquitetônicos,

relacionando-a também à saúde dos usuários, pois o ambiente sempre exerceu forte influência sobre o

bem-estar psicofisiológico dos usuários.

Foi colocado, por fim, que este estudo seria interrompido no caso de identificação de fatores

que gerassem algum tipo de prejuízo ao voluntário, como situações imprevistas ou o não cumprimento

das recomendações pré-estabelecidas. Toda e qualquer publicação feita a partir desta pesquisa manteve

103
os dados de identificação pessoal preservados. A participação foi voluntária e a retirada do

consentimento pôde ser feita a qualquer momento desde que o pesquisador responsável fosse

devidamente avisado. Cada sujeito que aceitou participar recebeu uma cópia do TCLE, onde constavam

essas informações e contatos do pesquisador responsável (Apêndice 02: Termo de Consentimento Livre

e Esclarecido | Autorização de participação).

3.3 FASE II: AVALIAÇÃO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO

3.3.1 LEVANTAMENTO ICONOGRÁFICO

O registro fotográfico realizado buscou demonstrar visualmente a composição dos ambientes e

seus respectivos sistemas (iluminação, térmica, mobiliário e lay out). Visou-se ainda a demonstração da

distribuição e qualidade da luz no espaço do hospital, mediante análise de pontos de ofuscamento nas

cenas. Para tal, foi usada uma tecnologia recente na fotografia: a geração de imagens de grande alcance

dinâmico (High Dinamic Range ou HDR).

A técnica HDR captura imagens, em qualquer condição climática, com maior precisão e

detalhamento visual (JACOBS, 2007). E não são somente máquinas fotográficas profissionais que podiam

realizá-la, diversos estudos como os apresentados por Inanici e Galvin (2004) e Faria e Nascimento

(2009) difundiram a utilização de máquina fotográfica digital amadora para retirada de fotografias tanto

para uso pessoal quanto para análise de distribuição de luminâncias. Segundo Inanici e Galvin, a margem

de erro para esse tipo de análise é de 10% quando comparada com medidas físicas.

104
De acordo com Inanici (2005) e Jacobs (2007) há a necessidade de realizar uma série de

procedimentos para a correta tomada fotográfica visando análise de luz, pois o intervalo desta

capturado pela máquina digital era muito curto quando comparado ao encontrado in loco. Para corrigir

esse "erro" e aumentar a precisão das imagens, várias fotografias deveriam ser retiradas alterando a

exposição à luz. A isto se tinha a função compensação da exposição (EV), a qual controla a entrada da luz

na máquina, variando entre -2,0 a +2,0. A EV negativa permite menor entrada da luz (usado, por

exemplo, quando se deseja retirar fotos contra-luz), enquanto a EV positiva admitia o contrário (utilizada

em locais com pouca luz e buscava aumentar a captura da luz mesmo que seja por reflexão) (JACOBS,

2007). Com a retirada dessas fotografias, há a compilação em softwares específicos, como o Picturenaut

(HDRLAB, 2010) e RadDisplay (DE LUMINAE LAB, 2010), gerando a imagem final HDR.

Para a realização do estudo proposto, utilizou-se a máquina fotográfica digital Sony Cyber-Shot

DSC-W180 fixada no tripé da marca Greika, modelo WT 3750, havendo a necessidade de calibrar a

máquina fotográfica digital visando obter sua curva de resposta referente à luz. Para tal, foi feita uma

tomada de 05 fotografias (figura 3.7) em quadro com diferentes pontos de cinzas variando suas EV's (de -

2,0 a +2,0), segundo método proposto por Inanici e Galvin (2004) e Jacobs (2007).

Figura 3.7. Tomadas fotográficas para calibração de máquina.

EV - 2 EV - 1 EV - 0

EV + 1 EV + 2
105
O processamento destas imagens, feito no websoftware WebHDR Home de Jacobs (2010),

gerou: i. curva de resposta (figura 3.8), a qual usa curvas polinomiais para cada canal de cor

(MITSUNAGA e NAYAR, 1999) e ii. imagem em cores falsas da HDR (figura 3.9) que serviu de base para o

tratamento das fotografias retiradas no hospital.

Figura 3.8. Curva de resposta da máquina Sony Cyber-Shot Figura 3.9. Imagem em cor falsa da HDR base.
DSC-W180.

Foram usados dois softwares para finalização das imagens: o Picturenaut (HDRLAB, 2010) que

compilou as 05 imagens em uma única, gerando a HDR final (figura 3.10); e o RadDisplay (DE LUMINAE

LAB, 2010) o qual processou a imagem gerada, transformando-a em cores falsas (figura 3.11), na qual o

vermelho representou os maiores níveis de luminância e o roxo os menores níveis. Desta forma, foram

feitas 64 tomadas (320 fotografias) ao longo das áreas principais e secundárias do Setor de Imaginologia

do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas (figura 3.12).

Figura 3.10. Imagem HDR compilada. Figura 3.11. Imagem em cores falsas na HDR compilada.

106
Figura 3.12. Pontos de tomadas fotográficas para HDR: Setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Sentido da tomada fotográfica


N

As imagens em cores falsas ajudaram a pontuar áreas de ofuscamento, identificando os

elementos causadores. Segundo Ganslandt e Hofmann (1992) e a OSRAM [200-], o valor de luminância

que causa ofuscamento se dá a partir de 200 cd/m², valor máximo da escala. O tratamento das imagens

fotográficas dos ambientes dentro do Hospital de Clínicas em HDR se deu em dois momentos: i.

107
levantamento iconográfico correspondente à cena real, ilustrando o ambiente para melhor

demonstração da análise espacial do mesmo e todos os seus sistemas; e ii. imagens em cores falsas, para

análise qualitativa da luz e possíveis ofuscamentos (excessos) ou déficits de luminâncias.

3.3.2 FICHA DE LEVANTAMENTO DO AMBIENTE

O levantamento dos sistemas presentes no ambiente construído foi necessário para perfilar o

Setor de Imaginologia, demarcando suas principais características e configurações. Para tal, o checklist

descrito no livro The Lighting Handbook (ZUMTOBEL, 2008) foi adaptado para esta pesquisa e aplicado

em espaços pré-selecionados das áreas primárias e secundárias: dormitório, sala de laudo da

ultrassonografia, sala de laudo [7], sala de laudo [8], sala de laudo [9], sala de preparo para tomografia,

sala de laudo da ressonância magnética 1,5 T e corredores.

Sob o título de "Ambiente Hospitalar | Checklist", a ficha listou os seguintes aspectos: o

dimensionamento do ambiente - largura, comprimento, altura e área total; estrutura do teto;

coeficientes de reflexão e de absorção; áreas das janelas (aqui consideradas internas pelo fato de não

haverem aberturas para o meio externo); áreas de portas e circulação; áreas de múltiplas tarefas; tipo de

condicionamento térmico (potência e capacidade); lay-out e mobiliário, planta-baixa do ambiente com

demarcação do mobiliário; tipos de proteção contra corpos estranhos e umidade; classes de proteção

para as instalações elétricas; influência de substâncias químicas; proteção ao fogo; e iluminação de

emergência (Apêndice 03: Ambiente Hospitalar | Checklist).

108
3.3.3 AFERIÇÃO DAS VARIÁVEIS AMBIENTAIS

A aferição consistiu na medição in loco por instrumentais adequados das seguintes variáveis

ambientais: iluminância (lux), temperatura (°C), temperatura de globo (°C), umidade relativa (%) e

velocidade do ar (m/s). Ela ocorreu em dois momentos específicos, a saber.

O primeiro momento verificou a iluminância do sistema de iluminação artificial geral de todos

os ambientes de permanência (áreas primárias) dos médicos residentes no setor escolhido, além dos

corredores de circulação (áreas secundárias). Para esta aferição utilizou-se o método de malha citado na

NBR ISO/CIE 8995:1 – Iluminação de ambientes de trabalho Parte 1: Interior (ABNT, 2013). As

características e configurações de cada área foram consideradas, resultando em três tipologias: i. campo

de trabalho retangular com iluminação regular e luminárias espaçadas simetricamente em duas ou mais

fileiras; ii. área com luminária central; e iii. área retangular com linha única de luminárias centrais e

individuais. Pontos foram incluídos para melhor composição da curva isolux, resultando em 228 pontos

totais (figura 3.13).

109
Figura 3.13. Pontos aferidos de iluminância no Setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Pontos aferidos
N

A aferição ocorreu na altura de 0,75 m (altura do plano de trabalho padrão), em condições

reais de uso do ambiente. O instrumento utilizado foi o luxímetro digital modelo MLM-1010 do

fabricante Minipa (figura 3.14), com registros em lux. O aparelho encontrava-se calibrado de fábrica e

certificado. Toda esta etapa foi feita após tratamento da planta baixa para o recebimento dos dados.

110
Figura 3.14. Luxímetro digital modelo MLM-1010.

Fonte: Minipa (2012).

A iluminância foi aferida no período de almoço (das 12h às 14h) por solicitação do responsável

pelo setor, em um dia da semana (por se tratar de um espaço artificialmente controlado e sem variações

externas), de forma que não prejudicasse a realização das atividades no setor e maiores aglomerações

de pacientes, que poderiam vir a comprometer a qualidade dos dados obtidos devido a possíveis

sombreamentos. O tempo entre medições foi de 05 min para que houvesse estabilização do luxímetro.

Os valores aferidos foram comparados com os fornecidos pela NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) de

acordo com a atividade a ser desenvolvida.

A aferição do sistema de iluminação artificial contribuiu para entender qual a iluminância real

nos locais onde os médicos residentes executavam suas funções e se eles conseguiam realizar suas

tarefas de forma satisfatória com os níveis medidos. Como se dava a distribuição da luz artificial em

malha nos espaços mais usados pelos médicos residentes nos ambientes estudados? Quais eram esses

valores? Quais eram as diferenças entre as iluminâncias medidas e as recomendadas por norma? Os

valores obtidos foram organizados em gráficos e tabelas para cada subárea e traçadas as curvas de

isolux.

A segunda etapa constituiu-se da aferição de iluminância nos quatro ambientes pré-

selecionados: dormitório, sala de laudo [7], sala de laudo [9] e sala de laudo da Ressonância Magnética

111
1,5T (RM). O instrumental usado foi o DataLogger HOBO Launch Dialog modelo U12-012 da fabricante

Onset (figura 3.15). Ele mediu e gravou dados de iluminância (lx), umidade relativa (%) e temperatura

(°C). Os índices de luminosidade possuíram precisão de ± 5%, variando entre 10 a 30.000 lx, com

resolução de 10 lx. O intervalo de aquisição programável esteve entre 1 s a 18 h, tendo sido utilizado

para o estudo em questão o intervalo de 5 min. Em cada ambiente usou-se 01 aparelho a altura do chão

de 1,0 m (figura 3.15).

Figura 3.15. DataLogger HOBO U12-012.

Fonte: ONSET Brasil (2012).

Os dados foram descarregados no software HOBOware LITE, versão 3.1.0 (ONSET, 2009),

certificado pela 21 CRF PART11. Aferiu-se: a iluminância (lux), a temperatura (°C) e a umidade relativa

(%) (figura 3.16). A medição pelo DataLogger foi programada para ser realizada minuto a minuto, em um

intervalo de 24 h, contador iniciado a partir das 14 h. Com posterior visualização de todas as variáveis e

importação dos dados para os software Excel 2010 (MICROSOFT, 2010) e Statistical Package for Social

Science – SPSS Statistics v. 22.0 (IBM, 2013) para tratamento gráfico e estatístico.

112
Figura 3.16. Tela do launcher dos parâmetros: temperatura, umidade relativa e intensidade da luz.

Fonte: ONSET, 2009.

Em um terceiro momento foi aferido o ambiente térmico (temperatura, temperatura do globo,

umidade relativa e velocidade do ar). Para efeito de valores de base da NR 17 (MTE, 2007), as mínimas e

máximas tanto da temperatura quanto da UR foram tomadas: entre 20 °C e 23 °C e entre 30 % e 70 %, e

velocidade do ar ≤ 0,75 m/s. O trabalho no Setor de Imaginologia era considerado insalubre pelo

Ministério da Saúde tanto pelo ambiente hospitalar quanto pela constante radiação presente.

Para obtenção dessas variáveis usaram-se os seguintes instrumentos: i. dataLoggers HOBO U-

12 da OnSet e TESTO para medições de temperatura e umidade relativa; ii. anemômetro digital de fio

quente Testo 405 - V1, faixas de medição entre 0 e 5 m/s de - 20 a 0 °C e 10 m/s de 0 a + 50 °C, precisão:

± 5 % de velocidade média ± 0.10 m/s (até 2 m/s); ± 5% de velocidade média ± 0.3 m/s (mais de 2 m/s); ±

0.5 °C temperatura; usado para medir a velocidade do ar, sem registro (figura 3.17); iii. registrador Testo

113
175-H1, faixa de medição entre 0 a 100 % de UR e -10 a 50 °C de temperatura, precisão entre ± 3 % na

umidade e ± 0,5º C na temperatura, usado para aferir a temperatura do ar e a umidade relativa; e iv.

registrador Testo 175-T2 com sonda externa de temperatura do ar Testo 0613 1712 e globo cinza

(composto por bola oficial de tênis de mesa pintada com tinta azul burguês da Coral), faixa de medição

entre -35 a 70 °C (canal interno) e -40 a 120 °C (canal externo/globo), precisão ± 0,5 °C (canal interno) e

± 0,3 °C (canal externo/globo) (figura 3.18). Os equipamentos ficaram nos ambientes pré-selecionados

para coleta por um período de 24 h, com registros iniciando-se a partir das 14 h.

Figura 3.17. Anemômetro digital de fio quente Figura 3.18. Tripé composto por registrador Testo 175-H1, registrador Testo
Testo 405 - V1. 175-T2, sonda externa de temperatura do ar Testo 0613 1712 e globo cinza.

Os pontos de medição foram definidos pela norma ISO/DIS 7726 - Ambientes Térmicos -

Instrumentos e Métodos para medições das quantidades físicas (ISO, 1996), resultando na locação dos

equipamentos térmicos mostrada na figura 3.19. Cada equipamento teve um cartaz contendo: aviso de

não mover, número da estação de medição térmica, nome do ambiente e dados da pesquisa (Apêndice

04: Cartaz de estação térmica).

114
Figura 3.19. Espaços aferidos e locação dos equipamentos térmicos no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

Legenda:
1. Dormitório, 2. Sala de laudo US, 3. Sala de laudo [7], 4. Sala de laudo [9], 5. Sala de laudo da Ressonância Magnética 1,5T.

Os dados obtidos foram usados para cálculo do PMV (Voto Médio Estimado, em português) e

do PPD (Porcentagem Estimada de Insatisfeitos, em português) juntamente com dados de isolamento

térmico da roupa e da taxa de metabolismo dos usuários para a atividade desenvolvida durante a

residência médica. O software usado foi o Conforto 2.0.3 (RUAS, 2002) (figura 3.20). A taxa de

metabolismo adotada foi de 1,3 met – atividade sedentária ou trabalho leve: sentado, movimentos

moderados com braços e tronco (Anexo 03: Taxas metabólicas) (ISO, 2005; ABNT, 2011). O isolamento

115
térmico das roupas (Anexo 04: Índice de resistência térmica das vestimentas) (ISO, 2005) admitiu dois

valores, os quais foram obtidos através do somatório dos índices de resistência térmica das vestimentas

usadas no momento da aplicação do questionário de Percepção Ambiental nos médicos residentes:

mínimo de 0,81 clo4 e máximo de 1,16 clo5. Com isto, foram simuladas, juntamente com os dados

térmicos, 04 situações de sensação térmica no software:

 S 01, temperatura ambiental no valor máximo para cada caso, isolamento térmico de 0,81 clo;

 S 02, temperatura ambiental no valor mínimo para cada caso, isolamento térmico de 0,81 clo;

 S 03, temperatura ambiental no valor máximo para cada caso, isolamento térmico de 1,16 clo;

 S 04, temperatura ambiental no valor mínimo para cada caso, isolamento térmico de 1,16 clo.

Os apêndices “Apêndice 05: Temperatura | Ambientes primários”; “Apêndice 06: Umidade

relativa | Ambientes primários” e “Apêndice 07: Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3”

trazem todos os valores/resultados obtidos para a formação dos gráficos mostrados abaixo. Foi usada a

escala térmica da ISO 7730 (ISO, 2005) (figura 3.21) para indicar a sensação térmica dos usuários.

Figura 3.20. Tela de entrada de dados do software Conforto 2.0.3.

Fonte: Ruas (2002).

4
Composição de vestimentas predominantemente masculina: camiseta manga longa + cueca + calça jeans + suéter leve + meias
+ sapatos de sola fina + jaleco.
5
Composição de vestimentas predominantemente feminina: calcinha +sutiã + camisa leve de mangas longas + calça jeans +
meias + sapatos de sola fina + suéter pesado + jaleco.
116
Figura 3.21. Escala de sensação térmica.

Fonte: ISO 7730 (2005).

Os resultados dados pelo software permitiram a marcação em gráfico que correlacionou o PMV

e o PPD (figura 3.22), bem como os limites fornecidos pela literatura: PMV dentro do intervalo ± 0,5.

Através dele ilustraram-se os limites de conforto térmico esperados para os índices das variáveis

inseridas.

Figura 3.22. Correlação entre PMV e PPD, e seus limites.

Fonte: adaptado de ISO 7730 (ABNT, 1994).

A verificação dos resultados obtidos ajudou a responder os questionamentos: os médicos

residentes conseguiam realizar as atividades previstas de forma satisfatória nas condições ambientais

encontradas? Quais os ambientes foram considerados problemáticos e quais foram os mais adequados

ao trabalho previsto? Os produtos desta etapa foram gráficos e tabelas para cada ambiente aferido.

117
3.3.4 AVALIAÇÃO DO USO DO ESPAÇO

A avaliação do uso do espaço partiu dos conceitos de antropometria, acessibilidade, ergonomia

e desenho universal. Para tal foram analisados os lay-outs e fluxos, disposição do mobiliário e fluidez

tanto das áreas primárias quanto das secundárias mediante aplicação da norma NBR 9050 –

Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (ABNT, 2005).

A presente pesquisa considerou duas tipologias específicas de usuários tendo em vista o

ambiente hospitalar: aquele portador de deficiência e aquele com mobilidade reduzida. Mesmo esta

sendo uma condição comum aos pacientes e o fato de que não havia médico residente com mobilidade

reduzida/comprometida no momento da realização do estudo, sempre existiu a possibilidade de algum

integrante da staff ficar em tal condição, seja ela momentânea ou permanente. Foram obtidos então os

seguintes módulos/dimensões referenciais da NBR 9050 (ABNT, 2005): i. deslocamento de pessoas em

pé; e ii. instrumento cadeira de rodas. Para este último módulo, admitiram-se ainda dois

dimensionamentos: i. o deslocamento em linha reta com largura de corredor para um cadeirante, para

um cadeirante e uma pessoa, para dois cadeirantes (figura 3.23); e ii. manobras com deslocamento 90º e

180º, deslocamento consecutivo 90º e 180º (figura 3.24).

118
Figura 3.23. Módulos de referência para deslocamentos em Figura 3.24. Manobras de cadeirantes com deslocamento: a.
linha reta. deslocamento de 90º; b. deslocamento de 180º; c.
Fonte: adaptado de ABNT (2004). deslocamento consecutivo de 90º com percurso
intermediário (caso I); e d. deslocamento consecutivo de 90º
com percurso intermediário (caso II).
Fonte: adaptado de ABNT (2004).

A B

C D

Os 05 ambientes pré-selecionados (dormitório, sala de laudo US, sala de laudo [7], sala de

laudo [9] e sala de laudo da Ressonância Magnética 1,5T) foram analisados frente à NBR 9050 (ABNT,

2005) visando o atendimento simultâneo de forma autônoma, segura e confortável para todos os

indivíduos, mediante diferentes características antropométricas e sensoriais. Desta forma checaram-se

os seguintes itens: possibilidades de uso, flexibilidade no uso, uso simples e intuitivo, captação da

informação do ambiente por parte dos usuários, mínimo esforço físico a ser realizado, e dimensão e

espaço para uso e interação. Esses itens foram analisados também sob a ótica da segurança, sinalização,

ocorrência de incêndio e questões similares que pudessem causar pânico ou situações diversas que

comprometessem a seguridade física e mental, além do bem estar de seus usuários.

Essa análise buscou compreender a complexidade daquelas condições ambientais de fluxo e

uso do espaço sob condições de uso reais e até que ponto elas eram consideradas fontes estressoras. Os

119
produtos dessa análise foram mapas de zonas de conflitos de fluxos e uso do espaço mediante

comparação entre as condições encontradas in loco e as preconizadas por norma.

3.3.5 AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL

A avaliação de qualidade em qualquer área sempre foi um item sempre polêmico e difícil de ser

determinada, pois, as pessoas comumente distorciam suas impressões por serem influenciadas pelas

próprias experiências pessoais ou pelo que era ditado pela "moda" ou ainda por seu estado de humor no

momento em que eram arguidas a respeito. Ferramentas que quantificassem essas medidas subjetivas

eram baseadas em questionários ou entrevistas, fazendo uso de escalas ou perguntas abertas.

O instrumento eleito para realizar essa avaliação na pesquisa em questão foi o questionário

sistematizado e estruturado. Visando seu aperfeiçoamento e adaptação às reais necessidades do estudo,

foram realizados ensaios e pré-testes, alterando e adequando o modelo inicial até atingir uma versão

final onde houvesse uma correta interpretação dos questionamentos. A avaliação de percepção

ambiental (Apêndice 05: Avaliação de Percepção Ambiental | Avaliação Subjetiva) foi estruturada a partir

dos objetivos e questionamentos da pesquisa acerca da percepção ambiental, conferindo uma divisão

em quatro blocos: iluminação; térmica; acústica; e espaço e mobiliário. Todos esses com respostas

múltipla escolha (sim/não) e livre (perguntas abertas).

O questionamento referente à percepção visual tomou como base modelos já usados pela área

da iluminação para verificar pontos positivos e negativos do conforto visual e qualidade da iluminação

sob a ótica dos usuários: Baker e Steemers (2002); Zumtobel (2008); Zumtobel (2010) com o Ergonomic

Lighting Indicator (ELI)6, desenvolvida por Peter Dehoff; e o framework conceitual proposto por Boyce

(2006). A partir dos conceitos e modelos propostos foram questionados através de múltipla escolha

6
Ou Indicador Ergonômico de Iluminação (tradução nossa).
120
(sim/não): as condições e características do sistema de iluminação no local de execução das atividades;

as características do projeto de iluminação; e a opinião dos usuários sobre iluminação geral. Com relação

às perguntas abertas (ou de resposta livre) foram solicitadas as queixas e ideias para melhorar a

iluminação no espaço de trabalho.

A avaliação de percepção térmica utilizou questionários feitos a partir de arquétipos

empregados por área específica para averiguar pontos positivos e negativos do sistema de

condicionamento, incluindo temperatura, umidade relativa e qualidade do ar. Foram adaptados

questionamentos colocados por Batiz e Goedert (2006) (figura 3.24), seguindo as especificações da

norma ISO 10551 - Ergonomics of the thermal environment - Assessment of the influence of the thermal

environment using subjective judgement scales (ISO, 1995). Também se empregou o critério de

insatisfação desenvolvido por Fanger (1970): ± 2 e ± 3 (escala de Likert). Foram arguidos: o tipo de

vestimenta usado no momento do questionário e preferências ambientais térmicas. Além de perguntas

abertas que solicitaram as queixas e ideias para melhoria térmica no ambiente.

Já a avaliação de percepção de ruído foi produzida seguindo recomendações da medicina

ocupacional e higiene e segurança do trabalho (RUNDMO, 1996; NELSON et al.., 1999; RABINOWITZ,

2000). Foram questionados se os voluntários reconheciam as fontes de ruído, o grau de incômodo

gerado e a durabilidade do mesmo, bem como as perguntas abertas: queixas e ideias para resolução do

problema de ruído no ambiente de trabalho.

E por fim a avaliação de uso do espaço e mobiliário feita em conjunto com a NBR 9050 -

Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (ABNT, 2005), onde foram

feitas 3 perguntas fechadas correspondendo a: tamanho e aparência do espaço, disposição do

mobiliário. Finalizando com as perguntas abertas anteriormente colocadas.

121
O questionário completo foi aplicado juntamente com as outras avaliações (psicológicas e

riscos de acidentes) no Auditório da Radiologia do HC da UNICAMP. Os produtos finais foram gráficos e

textos explanativos.

3.3.6 AVALIAÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES

A avaliação de riscos de acidentes analisou os aspectos de trabalho que poderiam causar lesões

ou danos. As doenças ocupacionais hospitalares surgiram quando os riscos encontrados permearam os

campos físicos ambientais (luz, calor, frio e ruído), químicos (medicamentos diversos), biológicos

(bactérias e vírus), além de problemas ergonômicos (como o de postura), estresse, fadiga, dentre outros

(ALMEIDA et al., 2005). Este mapa foi recomendado pela NR 9 - Programa de prevenção de riscos

ambientais (MTE, 1999) e pela NR 5 - Comissão interna de prevenção de acidentes (MTE, 2007), onde

especificaram que o mapa de riscos deveria ser feito com os trabalhadores locais, pois estes conhecem

seu processo de trabalho e consequentemente sabem onde riscos de acidentes podem ocorrer nos locais

de execução de suas atividades.

A partir desse pressuposto foi montada uma avaliação de ocorrência de acidentes de trabalho

(Apêndice 06: Avaliação de Ocorrência de Acidentes de Trabalho | Avaliação Subjetiva) resultante de

pesquisas sobre acidentes em ambientes de trabalho na área de saúde de pesquisadores como Tomazin

e Benatti (2001), Sarquis e Felli (2002), Nishide et al. (2004) e Oliveira et al. (2008). Foram examinados:

tipo de acidente sofrido, turno, objeto causador, região afetada, área dentro do setor e influência do

ambiente. Juntamente com essa avaliação, as avaliações ambientais descritas anteriormente forneceram

dados importantes para a composição do mapa de riscos de acidentes no Setor da Imaginologia. Para sua

formação final usou-se a classificação de riscos fornecida pela NR 9 (MTE, 1999) dada na tabela 3.1.

Eliminaram-se os grupos 2 e 3 devido o recorte dado para a pesquisa em questão. A representação

122
gráfica adotada na planta baixa tratada do local de trabalho para cada grupo de risco de acidente foi

definida por círculos.

Tabela 3.1. Mapa de riscos de acidentes


Grupo 1 Físicos Ruídos, Vibrações Radiações ionizantes, Radiações não-ionizantes, Frio , Calor, Pressões anormais, Umidade.
Grupo 2 Químicos Poeiras, Fumos, Névoas, Neblinas, Gases, Vapores, Substâncias, Compostos ou produtos químicos em geral.
Grupo 3 Biológicos Vírus, Bactérias, Protozoários, Fungos, Parasitas, Bacilos.
Esforço físico intenso, Levantamento e transporte manual de peso, Exigência de postura inadequada,
Controle rígido de produtividade, Imposição de ritmos excessivos, Trabalho em turno e noturno, Jornadas de
Grupo 4 Ergonômicos
trabalho prolongadas, Monotonia e repetitividade, Outras situações causadoras de estresse físico e/ou
psíquico.
Arranjo físico inadequado, Máquinas e equipamentos sem proteção, Ferramentas inadequadas ou
defeituosas, Iluminação inadequada, Eletricidade, Probabilidade de incêndio ou explosão, Armazenamento
Grupo 5 Acidentes
inadequado, Animais peçonhentos, Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de
acidentes.
Fonte: adaptado de ABNT (1999).

Os dados obtidos resultaram na classificação de níveis de exposição: i. alto, necessidade de

intervenção em curto prazo; ii. médio, necessidade de atenção e intervenção à médio prazo; e iii. baixo,

necessidade de intervenção a longo prazo. O mapa de riscos de acidentes objetivou a conscientização e

conhecimento dos médicos residentes e pessoal responsável dos riscos existentes no setor, além de

reunião de informações para estabelecimento de diagnóstico da situação de segurança. Os produtos

gerados nesse item foram o mapa de riscos de acidentes, gráficos e textos explanativos.

3.4 FASE III: AVALIAÇÃO DOS TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS

Com o detalhamento das fases I – Procedimentos iniciais e II – Avaliação do ambiente

construído, foram descritos e delimitados os métodos usados na avaliação das variáveis psicológicas.

Foram elas: avaliação de transtorno psiquiátrico, Questionário de Saúde Geral de Goldberg; avaliação
123
dos sintomas depressivos, Escala de Depressão de Beck; avaliação dos sintomas de ansiedade, Inventário

de Ansiedade Traço-Estado; avaliação das condições de sono, Pittsburgh Sleep Quality Index e Avaliação

de sonolência diurna de Epworth; avaliação do grau de estresse, Inventário de Sintomas de Estresse para

Adultos de LIPP; e avaliação do sistema temporizador, Social Rhythm Metric. A aplicação desses

instrumentais foi feita por dois grupos de profissionais especializados: psicologia – Profª Drª Elisabete

Abib P. de Souza, psicóloga da FCM/UNICAMP, e Reginaldo do Carmo Aguiar, psicólogo clínico

comportamental; e neurocientista do sono – Profª Drª Tânia Marchiori O. Cardoso, médica neurologista,

especialista em sono, da FCM/UNICAMP, e Sara Regina Meira Almeida, fisioterapeuta doutoranda do

Departamento de Neurologia da FCM da UNICAMP.

3.4.1 AVALIAÇÃO DE TRANSTORNO PSIQUIÁTRICO

A avaliação de transtorno psiquiátrico usou dois instrumentais. O primeiro foi o SQR, composto

por 20 perguntas para determinação de sintomas psicossomáticos (GONÇALVES et al., 2008) com

respostas de "sim" e "não" para: você tem dores de cabeça com frequência? Tem falta de apetite?

Dorme mal? Fica com medo com facilidade? Suas mãos tremem? Sente-se nervoso, tenso ou

preocupado? Tem problema digestivo? Não consegue pensar com clareza? Sente-se infeliz? Chora mais

que o comum? Acha difícil gostar de suas atividades diárias? Acha difícil tomar decisões? Seu trabalho

diário é um sofrimento/ tormento? Não é capaz de ter um papel útil na vida? Dentre outros. Segundo

Aiken (2002), um de seus problemas era que algumas pessoas quando o respondiam costumavam ou

exagerar nos sintomas forçando uma situação ou escondendo esses sintomas para não ser tratado.

Mesmo assim, a própria Organização Mundial de Saúde recomendou esse questionário para estudos em

larga escala devido à facilidade de uso e custo muito reduzido (OMS, 2011).

124
O segundo foi o questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG) (Anexo 05: Questionário de

Saúde Geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental). Ele foi originalmente construído a partir de

quatro linhas psiquiátricas: depressão, ansiedade e distúrbios psicológicos, inadequação social, e

hipocondria; e abrange cinco fatores: F1, estresse psíquico; F2, desejo de morte; F3, falta de confiança na

própria capacidade de desempenho; F4, distúrbios do sono; e F5, distúrbios psicossomáticos. O

questionário de saúde geral desenvolvido por Goldberg em 1972 visava identificar o nível de gravidade

do distúrbio psiquiátrico nas pessoas ao mesmo tempo em que identificava, dentro da população,

potenciais casos de estudo (GOLDBERG, 1996). Ainda segundo o seu idealizador, uma das vantagens de

aplicação deste instrumental era o fato dele poder ser aplicado a um grande número de sujeitos ao

mesmo tempo utilizando somente papel e lápis para responder, tornando-o barato e rápido (GOLDBERG,

1996).

3.4.2 AFERIÇÃO DOS SINTOMAS DEPRESSIVOS

O BDI ou Beck Depression Inventory era um dos instrumentos usados para aferir a intensidade

da depressão desde 1961 (CUNHA, 2001; BECK, 2006). Foi inicialmente desenvolvido para diagnosticar

esse transtorno mediante uso de uma escala sintomática, evoluindo para uma escala de auto relato

composta de 21 itens, com 4 alternativas cada (CUNHA, 2001; BECK et al., 1996): i. tristeza; ii.

pessimismo; iii. sentimento de fracasso; iv. insatisfação; v. culpa; vi. punição; vii. auto aversão; viii. auto

acusações; ix. ideias suicidas; x. choro; xi. irritabilidade; xii. retraimento social; xiii. indecisão; xiv.

mudança na autoimagem; xv. dificuldade de trabalhar; xvi. insônia; xvii. fatigabilidade; xviii. perda de

apetite; xix. perda de peso; xx. preocupações somáticas; e xxi. perda de libido. O objetivo foi analisar e

classificar a gravidade dos sintomas de acordo com as problemáticas colocadas, podendo ser aplicado

em sujeitos que tenham entre 17 e 80 anos (CUNHA, 2001).

125
Para a pesquisa em questão, o inventário coletou as descrições textuais dos médicos residentes

sobre seus sintomas e os utilizou para estruturar uma escala que refletisse a intensidade e severidade de

um dado sintoma, tomando como base a tríade de cognições negativas relacionadas ao mundo, ao

futuro e a si mesmo. A importância desta visão sob as cognições negativas intrusivas teve particular

aplicação na Terapia Cognitivo Comportamental, a qual buscou neutralizá-las através de técnicas

específicas como a reestruturação cognitiva individual (BECK e ALFORD, 2009).

3.4.3 AFERIÇÃO DOS SINTOMAS DE ANSIEDADE

O Inventário da Ansiedade Traço-Estado (IDATE) era uma ferramenta que visou desde sua

idealização na avaliação da ansiedade. Este inventário sempre possuiu uma concepção dualística: de um

lado ele media o estado de ansiedade (A-Estado), do outro o traço de ansiedade (T-Estado)

(SPIELBERGER et al., 2003). Tal intuito veio das diferenças individuais encontradas na propensão à

ansiedade e no modo como reagir a situações que intensifiquem esse transtorno (ANDRADE e

GORENSTEIN, 1998). Eram conceitos análogos que se complementavam em algum ponto.

O A-Estado correspondeu uma espécie de reação baseada na experiência do indivíduo em

algum momento da sua vida, marcado com um nível específico de ansiedade, ou seja, media a

personalidade, foco na autoimagem, além da tendência de perceber algumas circunstâncias como sendo

ameaçadoras. Enquanto o T-Estado era como este indivíduo estava disposto a manifestar determinada

reação a depender da tensa experiência que está vivendo, ou seja, o estado temporário o qual dependia

da ação dos estímulos ambientais (ANDRADE e GORENSTEIN, 1998; SPIELBERGER et al., 2003). Assim, o

IDATE é composto por um questionário de auto avaliação com essas duas partes: A-Estado e T-Estado.

126
A aplicação do IDATE (Anexo 06: Inventário de Ansiedade Traço-Estado | Avaliação de sintomas

de ansiedade) na pesquisa admitiu a ordem recomendada por Spielberger et al. (2003): primeiramente

foi empregada a escala A-Estado e posteriormente a T-Estado.

3.4.4 AFERIÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SONO

Para avaliar a qualidade do sono foram usados 02 instrumentais. O primeiro foi o Pittsburgh

Sleep Quality Index ou PSQI (Anexo 07: Escala de Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) | Avaliação das

condições de sono) que foi validada em 1989 por Buysse. Segundo Buysse et al. (1989), Backhaus et al.

(2002) e Souza et al. (2008), sua maior finalidade era avaliar qualitativamente as condições do sono de

forma subjetiva por um período de um mês de acordo com 07 componentes: i. qualidade subjetiva; ii.

latência; iii. duração; iv. eficiência habitual; v. distúrbios; vi. uso de medicamentos; e vii. sonolência e

distúrbios diurnos (BUYSSE et al., 1989; BACKHAUS et al., 2002; SOUZA et al., 2008). A pontuação podia

variar entre 0 a 21 pontos, onde quanto maior o escore pior era a qualidade do sono.

O segundo instrumental foi a Escala de Sonolência de Epworth ou ESE (Anexo 08: Escala de

Epworth | Avaliação de sonolência diurna) o qual era um instrumental que observava e avaliava a

ocorrência e a natureza da sonolência durante o dia (JOHNS, 1991; BERTOLAZI et al., 2009). Questionário

autoaplicável caracterizado como avaliação de medida subjetiva por conter uma série de perguntas

padronizadas relacionadas a 08 situações diárias e sua probabilidade de causar sono (JOHNS, 1991;

MELLO et al., 2008; BERTOLAZI et al., 2009): sentado e lendo; vendo TV; sentado em algum lugar público;

como passageiro de algum veículo; descansando à tarde; sentado após o almoço; e enquanto está

parado no trânsito.

127
3.4.5 AFERIÇÃO DO GRAU DE ESTRESSE

O Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de LIPP (ISS LIPP) identifica os sintomas de

estresse dos indivíduos, qual o tipo deste sintoma e em que grau ele visou possíveis prevenções nos

momentos de tensão (LIPP, 2005). Existiam dois tipos de inventários de sintomas do estresse: ISS e ISSL.

Este último foi o selecionado para a pesquisa em questão, pois engloba uma fase a mais que o original:

alerta, resistência, quase exaustão e exaustão (LIPP, 2005). Isto fez com que o instrumento fosse

composto de 03 quadros: o primeiro correspondeu a 12 sintomas físicos e 03 sintomas psicológicos; o

segundo possuiu 10 sintomas físicos e 05 psicológicos; já o terceiro apresentou 12 sintomas físicos e 11

psicológicos. Ferramenta de fácil aplicação para indivíduos com idade a partir de 15 anos.

3.4.6 AFERIÇÃO DO SISTEMA TEMPORIZADOR

A escala de ritmo social ou Social Rhythm Metric (SRM-S) (Anexo 09: Social Rhythm Metric

(SRM-S) | Avaliação de ritmo social) foi desenvolvida em 1990 pela Universidade de Pittsburg (EUA)

como forma de medir individualmente as atividades diárias realizadas e o nível de regularidade de

contato social referentes àquelas atividades (MONK et al., 1990; SCHIMITT e HIDALGO, 2009; SCHIMITT

et al., 2010). Instrumento composto por um questionário com 15 atividades fixas e 02 opcionais, onde

deviam ser marcados: i. se fez ou não a tarefa; ii. a hora em que foi realizada; iii. se foi feita sozinho; iv.

se foi feita com esposa/marido ou companheira(o); v. se foi feita com crianças; vi. se foi feita com outro

membro da família; vii. ou com outra pessoa.

3.4.7 PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTAIS

O procedimento inicial para aplicação dos instrumentais constou da preparação de 01 kit

contendo: 01 caderno de QSG, 01 caderno BDI, 01 caderno IDATE, 01 caderno Pittsburg, 01 caderno

128
Epworth, 01 caderno ISSL e 01 caneta. Este foi entregue para os médicos residentes em envelope

timbrado da FEC/UNICAMP. Posteriormente foram explicados cada instrumento, bem como seu objetivo

dentro e fora da pesquisa.

A aplicação dos instrumentais foi feita em 02 dias, com duração aproximada de 03 hr totais.

Todo o processo foi acompanhado pela pesquisadora responsável, psicólogo (avaliações psicológicas) e

fisioterapeuta (avaliações de sono), os quais permaneceram no local para possíveis dúvidas. O voluntário

então respondeu, de forma individual e auto administrada, fazendo uma autoleitura e preenchendo os

cadernos em seguida. Os questionários foram analisados individualmente por cada equipe competente

(psicologia e sono) e os resultados repassados à autora para avaliação final e organização em gráficos e

tabelas.

O único instrumental aplicado separadamente foi o SRM-S, o qual foi entregue aos médicos

residentes na forma impressa em 07 cópias compondo um diário a ser preenchido durante 07 dias

consecutivos (tempo este referente ao período em que foi feita a coleta hormonal) e que deveriam ser

devolvidos ao final desse processo. Ele foi analisado juntamente com os dados numéricos do cortisol e

da melatonina.

3.5 FASE IV: AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO HORMONAL

Esta fase corresponde à última etapa referente ao trio de avaliação proposta: Fase II + Fase III +

Fase IV. Nela foi explicado como foi dosado os hormônios cortisol e melatonina. O processo de coleta foi

feito sob colaboração e supervisão da Profª Drª Dora Maria Grassi-Kassisse, responsável pelo Laboratório

129
de Estudo do Estresse (LABEEST) do IB, juntamente com o biólogo Me. Aglécio Souza do Laboratório de

Unidade Metabólica da FCM, ambos da UNICAMP.

3.5.1 DOSAGEM DE CORTISOL

Um dos hormônios mais importantes do corpo, o cortisol, segundo ROBIN et al. (1977),

encontrava-se livre somente de 1 a 15% no sangue em sua forma ativa, seu restante ligado a proteínas

séricas. O qual não afetou sua quantidade devido ao fluxo ou quantidade da saliva ou até mesmo pelas

enzimas encontradas nessa (VINING et al., 1987; PAZIKAS et al., 2005; PIZARRO e TROSTER, 2007; SILVA

et al., 2007; PETRELLUZZI et al., 2008; SUGAWARA et al., 2008).

Isto levou a vários estudos, os quais reportaram, ainda na década de 1980, a relação positiva

entre o soro e as concentrações de cortisol na saliva, como os realizados por Hiramatsu (1981) e Vining

et al. (1983¹) e Francis et al. (1987). Na década de 2000, alguns dos mais importantes laboratórios de

análise mundiais, como o americano Salimetrics, já faziam tanto a medição do cortisol quanto da

melatonina a partir de coleta salivar.

Os questionamentos aqui feitos partiram do pressuposto que o ambiente construído influencia

o ciclo claro-escuro e consequentemente a produção do hormônio: como se dava essa influência? Quais

valores das variáveis ambientais interferiam na quantidade diária ou a ritimicidade diária de produção de

cortisol? Os produtos resultantes foram gráficos e tabelas que trouxeram a curva hormonal por

atividades de acordo com o nível de residência médica: plantão, pós-plantão, dia de atividade normal e

dia de descanso.

130
3.5.2 DOSAGEM DE MELATONINA

A melatonina é também um hormônio de destaque. De acordo com Kennaway e Voultsios

(1998), a melatonina encontrada no plasma humano estava ligada 61 a 85% com proteínas, causando

sua livre circulação na saliva na qual entra por meio de difusão passiva ou transporte ativo (FIDELEF et

al., 2004; ESCAMES e ACUÑA-CASTROVIEJO, 2009; GRÖSCHL et al., 2008; ADANA, 2009; RAMOS, 2014).

Sua medição na saliva vem sendo estudada há anos, pois a acrofase da saliva e os ritmos

plasmáticos da melatonina eram correlatos (VAKKURI, 1985; VOULTSIOS et al., 1997). O que o tornou

posteriormente o processo aceito mundialmente.

A partir da premissa da influência da iluminação artificial na inibição do hormônio da

melatonina, foram questionados: altos níveis de iluminância no período noturno diminuíam e atrasavam

a produção da melatonina? Isto dificultou a chegada aos estágios iniciais do sono e comprometeu a

qualidade do mesmo? Quais esses valores para a realidade encontrada nessa pesquisa? Eles

influenciaram até que ponto a liberação da melatonina? Havia diferenças entre as iluminâncias

fornecidas pela NBR ISSO/CIE 8995:1 e as aferidas? Os produtos obtidos, assim como o cortisol, são

gráficos e tabelas que trazem a curva individual para este hormônio bem como as medidas ponto a

ponto da população estudada e os valores em área sob a curva de cortisol produzido.

3.5.3 PROCEDIMENTOS DE DOSAGEM HORMONAL

A dosagem hormonal se deu através de duas etapas distintas. A primeira constou da coleta da

saliva e protocolos iniciais. A segunda descreveu e justificou o método, discorrendo também sobre como

se deu a análise das coletas e o método estatístico para tal.

131
3.5.3.1 COLETA SALIVAR E PROTOCOLOS INICIAIS

A técnica para esta coleta se deu através do recolhimento da saliva humana mediante uso de

um pequeno rolo de algodão esterilizado, que ficou na lateral da boca por um tempo estimado de 2 a 5

minutos. Após este período, o algodão foi colocado em tubo plástico específico. Conjunto esse

conhecido como salivette®. As coletas foram realizadas em quatro períodos do dia: ao acordar, 30min

antes do almoço – aqui considerado às 12h, 30min antes do jantar – às 20h, e antes de dormir – às 22h.

Como procedimento inicial, houve a identificação das peças, em cores de canetas diferentes e

com auxílio de uma base de isopor. Em cada salivette® foram inseridos o número do voluntário, o

horário e o dia a ter a saliva recolhida, resultando em um mini kit composto por 04 salivettes®, um para

cada horário determinado acima, além de protocolo (Apêndice 07: Protocolo de coleta) a ser preenchido

no dia da coleta. Cada voluntário obteve um kit completo constituído por 07 mini kits, 07 protocolos de

coleta, 01 TCLE e 01 caixa pequena de papelão colorido (figura 3.25).

132
Figura 3.25. Procedimentos iniciais - Salivette®: a. salivette® desmontado; b. demarcação das peças com suporte de base de
isopor; c. salivette® demarcado; d. composição do mini kit; e e. kit completo.

A B
7 7

C D
7 7

E
7

Para a realização desta etapa, os voluntários precisaram seguir uma série de recomendações

para a validação da coleta. Foi-lhes explicado o protocolo utilizado na pesquisa com posterior entrega

dos kits. Solicitou-se:

a. A primeira coleta deveria ser feita antes de se levantar, ainda na cama;

b. As coletas realizadas nos horários subsequentes deveriam ocorrer antes da alimentação;

133
c. Antes da coleta não se poderia escovar os dentes e/ou usar fio dental (pois ambos podem causar

pequenos ferimentos na boca, havendo contaminação sanguínea e comprometendo a qualidade

da coleta) e/ou ingerir líquidos e/ou fumar;

d. No caso de prática de atividade física, a coleta deveria ser feita antes da mesma;

e. O algodão colocado na boca deveria ser retirado completamente encharcado;

f. Após a coleta, o salivette® deveria ser colocado em geladeira comum até a pesquisadora

responsável efetuar a coleta;

g. Os salivettes® não precisariam ser transportados em gelo ou em qualquer outra substância;

h. Dever-se-ia prestar atenção nos horários da coleta.

Cartazes como forma lembrete foram espalhados pelo setor (Apêndice 08: Cartaz lembrete). As

amostras foram coletadas no dia posterior ao início da coleta e assim sucessivamente. O material

recolhido foi transportado em caixa de isopor com gelo e guardado em geladeira no LABEEST/IB à espera

de quantidade de peças suficientes para início do procedimento de centrifugação, seguida do

congelamento apenas da saliva. Concomitantemente foram preparados e identificados os eppendorfs,

pequenos frascos para colocar a saliva a ser refrigerada.

Para adiantar o processo de reconhecimento dos horários foram adquiridas peças em cores

diferentes: verde, correspondendo ao período da manhã; branco, às 12h ou antes do almoço; rosa, às

18h ou antes do jantar; e roxo, às 22h ou antes de dormir. Cada uma foi demarcada, também com auxílio

de uma base de isopor, com o número do voluntário e o dia da coleta, uma vez que a cor já correspondia

ao horário. A cada 01 amostra de 01 salivette® foram obtidas 03 amostras: uma para o hormônio

cortisol, outra para o hormônio melatonina e outra como cópia de segurança para o caso de alguma

amostra apresentar problemas. Para o congelamento da saliva em freezers, as peças foram armazenadas

134
em caixas colmeias com grades de 09 x 09 linhas em ordem de amostragem: cortisol, melatonina e cópia

de segurança (figura 3.26).

Figura 3.26. Procedimentos iniciais - Eppendorfs: a. demarcação das peças com auxílio de base de isopor; b. eppendorfs
demarcados; e c. caixa para armazenamento e congelamento das amostras.

A B
7 7

C
7

Após o término da coleta e da preparação dos eppendorfs foi realizado o procedimento de

armazenamento do material biológico. A centrifugação das amostras se deu a uma rotação de 2.800

rpm, a uma temperatura de 4 °C por um tempo de 20 min em centrífuga FANEM específica do

Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do IB/UNICAMP. Neste método, a saliva passou do

rolete de algodão para a parte abaixo do salivette® através de um pequeno orifício encontrado na

primeira parte daquele, decantando a saliva pura em seu fundo. Realizada esta ação, as amostras foram

dispostas em raques para pipetagem nos eppendorfs dispostos em base de isopor, a qual ocorreu com

uso de ponteiras para pipeta (tamanho 50 µl) e pipeta multicanal (figura 3.27). Com o material biológico
135
distribuído nas respectivas peças, estas foram guardadas em caixas identificadas, lacrando-as e pondo-as

em freezer específico para congelamento.

Figura 3.27. Procedimentos para congelamento: a. centrifugadora; b. interior da máquina; c. processo de pipetamento; d.
amostras em cestas para pesagem; e e. raque, ponteiras, base de isopor e pipeta.

A B

C E

Alguns voluntários não coletaram saliva em quantidade o suficiente para preenchimento dos

03 eppendorfs para cada 01 salivette® previamente preparados, o que não comprometeu previamente a

qualidade das amostras. As amostras encontraram-se em espera para procedimento final com uso de
136
reagente específico no método ELISA até ser realizado no Laboratório de Unidade Metabólica da

FCM/UNICAMP.

3.5.3.2 PROCESSO DE TESTE E ANÁLISE DAS COLETAS

O material somente foi descongelado no dia da análise, pois uma vez iniciado o processo ele

não poderia ser interrompido (IBL, 2011). O método usado foi o ELISA ou Enzyme Linked ImmunoSorbent

Assay do tipo "competição". Este procedimento utilizou um antígeno biotinilatado que concorreu com

um antígeno não-biotinilatado por locais onde as ligações dos anticorpos eram feitas na microplaca com

poços da placa de polímero de carbono recobertas com anti-cortisol de coelho. Com o equilíbrio dessa

incubação, a placa foi lavada e o antígeno biotinilatado que se ligou ao anticorpo foi determinado por

reagentes marcadores e substratos fornecidos por kits específicos (LENG et al.; 2008; ADLER et al., 2010;

IBL, 2011).

O método imunoenzimático usado nesta pesquisa utilizou kit de reagentes recomendados pelo

LABEEST: para o cortisol, o Cortisol Saliva ELISA Ref. CAN-C-290, e para a melatonina, o Melatonin Direct

Saliva ELISA RE54041. De forma geral, os kits contêm: microplaca com poços; conjugado concentrado de

cortisol-peroxidase de rábano para o cortisol (figura 3.28) e conjugado enzimático com estreptavidina

conjugado com HRP para a melatonina; solução de biotina para a melatonina; calibradores; controles;

tampão de lavagem; tampão de ensaio; substrato TMB e solução de parada (figura 3.29).

137
Figura 3.28. Kit Cortisol Saliva ELISA Ref. CAN-C-290. Figura 3.29. Checklist dos componentes do Kit Cortisol Saliva ELISA
Fonte: DBC (2013). Ref. CAN-C-290 para inicialização do procedimento de dosagem.

As amostras, os calibradores e os controles foram pipetados nos poços e, adicionados os

reagentes (cortisol conjudado com peroxidase para dosagem do cortisol e conjugado enzimático com

estreptavidina conjugado com HRP para a melatonina) juntamente com o anti soro de coelho,

competiram pelo sítio de ligação. A lavagem da placa de cortisol foi realizada para remover o material

que não se ligou. No caso da melatonina, houve um período de incubação de 20h com uso de película

aderente, para então a placa ser lavada. Após este procedimento foi acrescentado nos poços o substrato

fazendo com que os reagentes degradassem o material. A partir deste processo obtiveram-se os

resultados, os quais foram visualizados e mensurados pela produção de coloração específica visível

(figura 3.30) e quantificados mediante comparação da atividade enzimática observada com uma curva de

resposta padrão em g/dl obtidos inicialmente através de leitora a laser de absorbância (figura 3.31)

(GARCIA et al., 2005; LENG et al., 2008; ADLER et al., 2009; IBL, 2011).

138
Figura 3.30. Poços de reação: a. placa ELISA antes da dosagem; b. cor azul no início de reação do cortisol; c. cor rosa para
início de reação da melatonina; d. cor amarela de reação final para leitura em aparelho específico.

A B

C D

Figura 3.31. Leitora a laser de absorbância.

A análise estatística se deu pela Análise de Variância7 (Analysis of Variance - ANOVA) seguidos

por: i. teste de Tukey8 para amostras com distribuição considerada normal; e ii. teste de Mann-Whitney9

7
De acordo com Hair et al. (2005) e Montgomery e Runger (2011) o ANOVA é usado para fazer testes de regressão, verificando
a existência de uma diferença significativa entre as médias e fatores que influenciam determinada variável dependente.
8
Teste para comparação de médias dos tratamentos, complementando o ANOVA (BERTOLDO et al., 2008).
9
Teste não-paramétrico o qual é usado para comparar amostras de dois grupos diferentes, não exigindo que esses tenham as
mesmas variâncias (POCINHO, 2010).
139
para amostras que tiveram distribuição não gaussiana10. Além destes testes foi utilizado o software com

linguagem estatística S-Plus v.3.0, desenvolvido pela AT&T’s Bell Laboratories.

Ao final dessa etapa, os valores obtidos foram organizados em gráficos e tabelas com os níveis

hormonais para cada grupo de residência médica (R1, R2 e R3) de acordo com as 04 rotinas identificadas:

plantão, pós-plantão, dia de atividade normal e dia de descanso.

3.6 FASE V: DIAGNOSE

Ao término da obtenção dos resultados das fases II, III e IV, avaliaram-se os resultados em

blocos: i. perfil dos sujeitos; ii. perfil e avaliação do ambiente construído com a iluminação, térmica e uso

do espaço; iii. percepção e preferências ambientais dos sujeitos; iv. riscos e acidentes no ambiente de

residência médica; v. perfil e avaliação dos transtornos psicofisiológicos com transtorno psiquiátrico,

depressão, ansiedade, estresse, qualidade do sono e sonolência diurna excessiva; e vi. perfil e avaliação

da concentração hormonal do cortisol e da melatonina.

Frente às avaliações feitas, responderam-se os questionamentos propostos considerando a

compreensão das variáveis emocionais e hormonais relacionadas às condições do ambiente construído e

a integração dos aspectos qualitativos das variáveis ambientais na qualidade do espaço hospitalar

cumprindo com as exigências humanas funcionais e de saúde. Foram questionados:

1. O ambiente construído do Setor da Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas influencia as

variáveis emocionais dos médicos residentes? Como?

10
Distribuição gaussiana ou distribuição normal é uma forma comum das distribuições de probabilidade, apresentado um
formato de sino simétrico (MONTGOMERY e RUNGER, 2011).
140
2. O ambiente construído do Setor da Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas, nas atuais

condições de qualidade e quantidade, altera a qualidade do sono e causa a sonolência diurna excessiva

dos médicos residentes?

3. Há alteração dos níveis hormonais? Se sim, de quanto é a alteração do cortisol nas condições de

ambientais encontradas?

4. Quais índices de iluminância, luminância, temperatura e umidade relativa promovem o bem-

estar e satisfação de uso do ambiente de trabalho?

5. Há uma percepção ambiental positiva ou negativa por parte dos médicos residentes do Setor da

Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas?

As respostas obtidas demonstraram como o ambiente construído hospitalar influenciava a

saúde psicofisiológica de médicos residentes que vivenciam um setor dentro do hospital que não

contivesse contato com variáveis ambientais externas e por curto período de tempo (de 01 a 04 anos).

Contribuindo com o estabelecimento de uma parcela da coleção de dados que aos poucos vem sendo

formada na academia sobre a influência do ambiente na percepção ambiental e características

psicofisiológicas dos ocupantes, indicando os limites a serem observados para a garantia de diagnósticos

corretos e da qualidade de vida dos usuários.

3.6.1 ANÁLISE ESTATÍSTICA

A obtenção dos dados formou um banco com auxílio do software Excel 2010 (MICROSOFT,

2010) que foi analisada estatisticamente no software Statistical Package for Social Science – SPSS

Statistics v. 22.0 (IBM, 2013) e no software GraphPad Prism v.6.0 (GRAPHPAD SOFTWARE INC., 2014). A

descrição estatística da amostra se deu através de estudo das variáveis ambientais, psicológicas e

fisiológicas mediante cálculo de valores de porcentagem (%), estatística descritiva com desvio padrão

141
(S_D), valores mínimos (Mi)11, máximos (Ma)12, média (M) e mediana (Md). A estatística descritiva

consistiu de apresentação da média, mediana, desvio-padrão. O nível de significância para os testes

estatísticos foi de 5% (p ≤ 0,05).

Para comparação numérica entre os grupos foram usados os testes: i. U de Mann-Whitney; ii.

coeficiente de correlação de Pearson; e iii. Bonferroni – ANOVA; iv. Fisher (LSD); v. correlação não

paramétrica de Spearman. Para teste de distribuição gaussiana foram usados: i. teste de normalidade de

Shapiro e ii. teste Kolmogorov-Smirnov com P value de Dallal-Wilkinson-Lilliefor. Na avaliação de

concentração hormonal, usaram-se análises de variância (ANOVA). Os resultados foram apresentados

em gráficos e tabelas, quando cabíveis e para melhor visualização alguns gráficos foram tratados no

software Adobe Photoshop CS6 (ADOBE, 2013).

11
Demonstrado em esquema de intervalo.
12
Demonstrado em esquema de intervalo.
142
143
4.1 PERFIL DOS SUJEITOS

A amostra conteve voluntários na faixa etária entre 24 a 35 anos (nT=16). O estado civil foi

composto de 94% (n=15) de solteiros e 06% casados (n=1). Com relação a ter filhos, 06% (n=1) alegaram

que os possuíam. Ao questioná-los sobre o turno de atividades da residência médica no hospital, 100%

(n=16) afirmaram que frequentavam o hospital nos períodos da manhã e da tarde, a noite somente

62,5% (n=10). Com relação aos dias para realização das atividades 100% (n=16) respondeu que iam de

segunda a sexta ao hospital, enquanto 18,75% (n=3) disseram que também o frequentava aos sábados e

domingos.

Quanto ao sistema de plantão, 6,25% (n=1) deles afirmou não realizar plantões, pois dedicava-

se a outras atividades dentro da própria residência médica (figura 4.1). E assim como permitido pelo

Manual do Residente (BRASIL, 2002), a escala de plantão de 12 h foi a mais realizada (83%, n=13, dos

voluntários), seguida de 6 h (12%, n=2) e 24 h (05%, n=1). Contudo, a quantidade semanal de plantões

não estava de acordo com o manual 1: a maioria realizava de 02 a 04 plantões (figura 4.2).

1
O Manual do Residente (BRASIL, 2002) expõe que o médico residente deve realizar somente um plantão por semana com
carga horária de 12 h.
2
Para visualização das oscilações de temperatura e umidade 144
relativa em box plot ver “Apêndice 05: Temperatura | Ambientes
Figura 4.1. Escala de plantão dos médicos residentes do Figura 4.2. Quantidade de plantões por semana dos
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital
UNICAMP/Campinas. de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
16 16
Voluntários (n=16)

Voluntários (n=16)
12 12

8 8

4 4

0 0
6h 12h 24h Um Dois Três Quatro
Escala de Plantão Quantidade de Plantões

A relação com os professores médicos apresentou-se prolixa e hostil em alguns momentos. A

maioria dos médicos residentes relatou sentir receio de seus supervisores e que grande parte destes não

provia espaço para uma relação amigável, sendo “sempre diretos e de pouca conversa”, fazendo-os se

sentirem inferiores e tímidos com relação a muitas dúvidas que poderiam ser tiradas. Contudo, isto

contradisse o nível de relacionamento com os chefes marcado no questionário, onde 94% (n=15) afirmou

ser boa essa relação e 6% ruim (n=1) (figura 4.3). Já a relação entre os próprios médicos residentes se

mostrou melhor, com 53% (n=9) apontando para o “muito bom” e 41% (n=6) para o “bom”; entretanto,

aqui obteve-se 6% (n=1) para o “muito ruim” (figura 4.4). Esta porcentagem foi justificada pela falta de

comprometimento que alguns R1 e R2 demonstraram.

145
Figura 4.3. Nível de relacionamento entre os médicos Figura 4.4. Nível de relacionamento entre os médicos
residentes e seus chefes no Setor da Imaginologia do residentes e seus colegas no Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
0% 6% 0%

Muito ruim 6% Muito ruim

Ruim Ruim
41%
Bom Bom
53%
94%
Muito bom Muito bom

Houve queixas de sonolência diurna, levando a um abuso de cafeína (53%, n=16) durante as

rotinas hospitalares. A realização de atividade física também esteve atrelada à queixa do sono. Nos

horários livres, nos quais poderiam se exercitar, houve a troca desta atividade pelo sono mais

prolongado ou outras tarefas, assim, 65% (n=16) não se exercitavam apesar de saberem sua importância.

Percebeu-se preocupação para com a própria saúde, pois o fumo não se tornou válvula de escape para

94% (n=16) dos voluntários, compensando, segundo relatos dos próprios médicos residentes, a falta de

atividade física (figura 4.5).

Figura 4.5. Médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. uso de
cafeína; b. realização de atividade física; e c. consumo de cigarro.

A B C

146
4.2 PERFIL E AVALIAÇÃO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO

4.2.1 ILUMINAÇÃO

A iluminação foi aferida e analisada desde as áreas secundárias até às áreas primárias visando

entender como se deu a visualização do ambiente e dos pacientes, por exemplo, além das áreas onde os

médicos residentes executaram as rotinas preestabelecidas para a residência médica em Imaginologia.

Todos os corredores internos possuíam características similares em suas superfícies internas:

piso em concreto polido verde de alta resistência e piso de concreto polido de alta resistência preto; teto

em gesso branco; e paredes (alvenaria e divisórias) em bege (figura 4.6 a 4.9). Constaram-se os seguintes

coeficientes de reflexão (CR) e absorção (CA): para o piso verde 32% e 68% e preto 12% e 88%; para as

paredes de alvenaria 83% e 17%; para as paredes com divisória 55% e 45% e de alvenaria 83% e 17%; e

para o teto 74% e 26%. As áreas mobiliadas constaram de cadeiras de plástico ou madeira em tom

marrom médio a escuro e portas alternando entre marrom escuro e verde.

Figura 4.6. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas Figura 4.7. Setor da Imaginologia do Hospital de
da UNICAMP/Campinas: Corredor de espera 1, vista Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de espera 2.
norte.

147
Figura 4.8. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas Figura 4.9. Setor da Imaginologia do Hospital de
da UNICAMP/Campinas: Corredor interno 1, vista norte. Clínicas da UNICAMP/Campinas: Corredor interno 2,
vista sul.

O ofuscamento é um dos problemas mais comuns em projetos de iluminação. Segundo a

OSRAM ([200-]) e a Ganslandt e Hoffmann (1992), a luminância incômoda se dá a partir de 200 cd/m². A

lâmpada fluorescente, por exemplo, atinge 10.000 cd/m² (GANSLANDT e HOFFMANN, 1992). Assim, foi

averiguada como maior problema do setor a luminária, mesmo esta possuindo aletas de proteção, e seu

posicionamento próximo às paredes laterais provocou pontos de brilho (160 cd/m²) (figuras 4.10 a 4.13).

Figura 4.10. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.11. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa da sala de
espera 1, vista norte. espera 3.

148
Figura 4.12. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.13. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor
interno 1, vista norte. interno 3.

Os médicos residentes usavam o dormitório para guardar seus pertences e descansar nos

intervalos permitidos (figuras 4.14 a 4.17). Seu padrão de cores seguiu o identificado no setor: piso de

concreto polido de alta resistência verde, CR=22%, CA=78%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%;

parede de alvenaria em bege, CR=53%, CA=47% e parede de alvenaria verde, CR=64%, CA=36%

(Apêncice 09: Dormitório).

Figura 4.14. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.15. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista sul.
sudeste.

149
Figura 4.16. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.17. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista norte.
noroeste.

Em termos de luminância, o dormitório não apresentou ofuscamento no campo visual. Os

valores das superfícies variaram entre 0 cd/m² a 116 cd/m² (figura 4.18 e 4.19). Apenas na parede

próxima ao beliche, a luminância alcançou 180 cd/m² devido à proximidade da luminária. Devido ao pé

direito alto, a luminária não ofuscou e iluminou adequadamente o plano de trabalho (0,75 m). As únicas

áreas de sombras identificadas foram aquelas abaixo da cama superior do beliche.

Figura 4.18. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.19. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, cor falsa da Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, cor falsa da
vista sudoeste. vista sudeste.

150
A sala de laudo da Ultrassonografia manteve o já padrão de cores: piso de concreto polido de

alta resistência verde, CR=44%, CA=56%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; divisória de madeira

bege, CR=55%, CA=45% (figura 4.20 e 4.22) (Apêndice 13: Sala de laudo da Ultrassonografia). Ao analisar

a distribuição de luminância constatou-se valores entre 0 cd/m² a 126 cd/m², este recorrente nos planos

de trabalho, não causando desconforto visual, mas gerando áreas de sombreamento. Por exemplo, ao

usar o armário de madeira marrom, o usuário sombreava o seu interior, interferindo na busca por

material específico.

Figura 4.20. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.21. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, vista Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, vista
sudeste. noroeste.

Figura 4.22. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, cor falsa da
vista oeste.

151
A sala de laudo [7] apresentou padrão de cores distinto: piso de concreto polido de alta

resistência verde, CR=35%, CA=65%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; parede de alvenaria em

branca, CR=74%, CA=26% (figuras 4.23 e 4.24) (Apêndice 14: Sala de laudo [7]). Contudo, quando a luz se

encontrava acesa e o negatoscópio não estava em uso, os valores de luminância não aumentaram,

variando de 0 cd/m² a 74 cd/m². Quando acesa, suas luminárias causavam ofuscamento nas telas dos

computadores e negatoscópios. Não havia iluminação de tarefa para quando o sistema de iluminação

artificial estivesse desligado e fosse necessária a realização de outra atividade (figura 4.25 e 4.26).

Figura 4.23. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.24. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], vista Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7]: vista
sul. sudoeste.

Figura 4.25. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.26. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], cor Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], cor
falsa da vista sul. falsa da vista sudoeste.

152
Última das salas de laudo independentes do setor, a sala de laudo [9] foi a única totalmente

reformada do piso aos sistemas de iluminação e temperatura. Possuindo os seguintes CR e CA: piso de

concreto polido de alta resistência verde, CR=37%, CA=63%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%;

parede de alvenaria em branca, CR=90%, CA=10% (figura 4.27 a 4.28) (Apêndice 15: Sala de laudo [9]). Os

níveis de iluminância quando o sistema estava acionado chegaram a 189 cd/m² na parede para qual os

spots estavam voltados, causando ofuscamento junto às telas dos negatoscópios digitais quando os

mesmos se encontravam ligados (figuras 4.29 e 4.30). Os pontos de ofuscamento permaneceram iguais

aos já identificados: lâmpadas e computador, além da parede para a qual estava voltado o spot. Também

não foram identificadas áreas de sombreamento quando as luzes estavam acionadas. Aqui também não

constou iluminação de tarefa para quando da necessidade de estudos com material impresso no

momento enquanto o sistema de iluminação estivesse desligado para leitura e preparo de laudos no

negatoscópio digital por outros médicos residentes.

Figura 4.27. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.28. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], vista Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], vista
norte. oeste.

153
Figura 4.29. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.30. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], cor Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], cor
falsa da vista norte. falsa da vista sudoeste.

A sala de laudo da Ressonância Magnética de 1,5 T estava localizada em edificação recém-

construída anexa ao Setor da Imaginologia. O padrão de cores permaneceu, mas com algumas mudanças

nos valores de CR e CA: piso de concreto polido de alta resistência verde, CR=29%, CA=71%; teto em

gesso branco, CR=74%, CA=26%; parede de alvenaria em bege, CR=71%, CA=29% e parede de alvenaria

verde, CR=67%, CA=33% (figuras 4.31 e 4.32) (Apêndice 16: Sala de laudo RM 1,5T). No tocante ao

sistema de iluminação artificial, percebeu-se o exagero de seu dimensionamento: para um espaço de

aproximadamente 17 m² foram distribuídas 03 luminárias de 32 W cada em calhas duplas em linha

contínua, além de luminária de tarefa. Isto fez com que toda a sala obtivesse valores altos (137 cd/m²)

predominantes nas paredes, pisos e bancadas. As luminárias foram o ponto máximo deste fenômeno

(figuras 4.33 e 4.34). Neste ambiente não foram encontradas sombras ao usar os computadores.

154
Figura 4.31. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.32. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T, Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T,
vista sudeste. vista oeste.

Figura 4.33. Setor da Imaginologia do Hospital de Figura 4.34. Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T, Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T,
cor falsa da vista norte. cor falsa do detalhe do piso.

Quando se tratou da intensidade da luz, os níveis de iluminância obtidos no setor (figura 4.35)

também variaram dentre os valores recomendados (figura 4.36) pela NBR/ISO 8995:1 (ABNT, 2013). No

dormitório, os níveis oscilaram entre 100 lx a 350 lx, alcançando valor médio preconizado por norma:

150 lx. Em alguns pontos estes valores passaram os valores recomendados em torno de 200 lx, com

concentração no meio do ambiente. Para o médico residente que descansava na primeira cama do

beliche havia proteção contra a luz da cama superior, mas para aquele que fazia uso da segunda cama, a

155
quantidade de luz foi maior pela proximidade com a luminária, não contribuindo para um repouso

adequado. Para assistir televisão, guardar/retirar material dos armários ou fazer leituras sem

permanecer muito tempo no espaço, os valores de iluminância satisfaziam as necessidades iniciais.

A Sala de laudo US apresentou iluminâncias entre 200 lx a 400 lx. Tais valores estavam acima

100% do valor regulamentado por norma (200 lx). A sensação de muita luz era diminuída pela presença

de mobiliários que a absorviam. Os níveis encontrados foram altos para um ambiente cuja finalidade era

parecida com a de um escritório, porém com controle de luz para diminuí-la e conseguir visualizar as

imagens em negativo no negatoscópio digital, a qual não foi obedecida.

A quantidade de luz da Sala de laudo [7] obteve valores que variaram entre 10 lx e 60 lx,

estando abaixo do recomendado: 200 lx, ou seja, são 5% a 30% a menos do nível médio. Relembrando a

crítica feita à NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) de somente adaptar valores muito baixos para vias

públicas, desconsiderando a especificidade para o tipo de atividade desenvolvida no ambiente em

questão.

Já na Sala de laudo 9, os níveis de iluminância encontrados estavam entre 2 lx a 16 lx. Valores

também abaixo dos indicados pela norma: 200 lx. Por fim, a Sala de laudo RM 1,5T obteve valores de

iluminância altos, variando entre 400 lx e 700 lx. Novamente, foi estabelecido um valor médio de 200 lx,

o que fez com que este espaço ficasse no mínimo 50% abaixo do valor real encontrado. O “Apêndice 17:

Gráficos de iluminância” ilustrou o comportamento dessa curva isolux ao longo de um dia para os 05

ambientes selecionados.

156
Figura 4.35. Curva isolux obtida in loco do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

157
Figura 4.36. Curva isolux recomendada pela NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

158
Os problemas recorrentes em todo o setor foram: posicionamento das luminárias, sua

localização próxima às paredes e o tipo de acabamento usado tornaram a distribuição da luz não

uniforme, o que fez com que as paredes virassem potenciais superfícies de ofuscamento; humanização,

os espaços não apresentaram elementos que os tornassem mais agradáveis e receptivos pelos seus

usuários; iluminância, a maior parte das áreas possuíam níveis abaixo dos recomendados por norma,

enquanto alguns os possuíam em excesso, tornando o ambiente fora do contexto normativo; fluxo

luminoso, devido à potência de algumas delas, trechos de piso e parede transformaram-se em

superfícies reflexivas, causando ou tornando-se possíveis pontos de ofuscamento.

Apesar destes pontos negativos, um ponto positivo destacou-se: o padrão de tons usado nas

paredes não era cansativo visualmente e remetia às cores comumente utilizadas em ambientes

hospitalares, além de, se usado em conjunto com o sistema de iluminação artificial, poderia favorecer

uma melhor distribuição da luz.

Os ambientes gerais que compunham a Imaginologia não demonstraram a integração entre os

conceitos de conforto ambiental, bem-estar e estética espacial. Após análise dos ambientes primários e

secundários foi feita uma síntese parcial (tabela 4.1) de seu sistema de iluminação com as iluminâncias e

luminâncias encontradas in loco e as preconizadas pela literatura especializada. Ilustrando também quais

ambientes se encontravam dentro, nos limites ou fora da norma referente à iluminação: NBR ISO/CIE

8995:1 (ABNT, 2013).

159
Tabela 4.1. Síntese parcial I das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: Iluminação.
Iluminância Luminância (ofuscamento)
Ambiente
Real NBR 5413 Sim Não Ponto

ÁREAS SECUNDÁRIAS

Corredor de entrada 75 - 150 75 - 150 X Luminária


Corredor de espera 75 - 200 100 - 200 X Luminária
Sala de espera 3 200 - 400 100 - 200 X Luminária
Corredor de espera 2 30 - 165 100 - 200 X Luminária
Corredor de espera 3 40 - 200 75 - 150 X Luminária, parede
Corredor de acesso 2 130 - 220 75 - 150 X Luminária, parede
Corredor de acesso 1 20 - 190 75 - 150 X Luminária
30 - 100 75 - 150 X Luminária
Corredor interno 1
100 - 450 75 - 150 X Luminária
Luminária, vidro e divisória da sala de
Corredor interno 2 80 - 400 75 - 150 X
enfermeiros, parede
Intersecção 180 - 280 75 - 150 X Luminária
Corredor interno 3 60 - 180 75 - 150 X Luminária
Corredor interno 4 100 - 150 75 - 150 X Luminária

ÁREAS PRIMÁRIAS

Luminária, negatoscópio, entorno


Câmara clara 9 - 28 150 - 300 X
próximo
Dormitório 100 - 350 100 - 200 X Luminária, parede, entorno próximo
Sala de exame US* 0 - 36 100 - 200 X Luminária, luminária de tarefa
Luminária, luminária de tarefa,
Sala de laudo RM** 400 - 700 150 - 300 X
elementos na bancada
Luminária, computador,
Sala de laudo US 200 - 400 150 - 300 X
negatoscópio (tradicional e digital)
Luminária, computador,
Sala de laudo 7 10 - 60 150 -300 X
negatoscópio (tradicional e digital)
Luminária, computador,
Sala de laudo 8 10 - 30 150 - 300 X
negatoscópio (tradicional e digital)
Sala de laudo 9 2 - 16 150 - 300 X Luminária
Sala de preparo de
150 - 250 150 - 300 X Luminária
exame Tomografia
Sala de Raio-X 5 - 40 100 - 200 X Luminária, spot, entorno próximo
* US = Ultrassonografia
** RM = Ressonância magnética

Dentro da NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, Nos limites da NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, Fora da NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT,
2013) 2013) 2013)

160
4.2.2 Ambiente Térmico

A aferição térmica do Setor da Imaginologia aprofundou os estudos em 05 ambientes:

dormitório, sala de laudo da Ressonância Magnética, sala de laudo [7], sala de laudo [9], sala de laudo da

Ressonância Magnética 1,5T (RM)2.

O dormitório apresentou temperatura dentro dos limites da NR 17 (MTE, 2007), mas com

maior aproximação da Tmax. A mínima foi de 21,6 °C e máxima de 22,8 °C3 (linhas azuis) A umidade

relativa também não excedeu os limites ditados por norma, aproximando-se do estabelecido em 70%

(linhas laranja). A mínima chegou a 62% e máxima a 70%4,5 (figura 4.37). Quando se analisou o PPD6

percebeu-se boa aceitação, especialmente nas situações 01, 03 e 047. Nestas, o PMV e PPD chegaram a

0,28 e 6 %, 0,01 e 5 %, e 0,45 e 9 %, respectivamente (figura 4.38). O único momento em que houve

insatisfação foi na situação 02 quando da presença de baixas temperaturas com uso de 0,81 clo,

acarretando em sensação de frio. O ambiente encontrou-se termicamente dentro do preconizado e

favoreceu boa sensação térmica.

2
Para visualização das oscilações de temperatura e umidade relativa em box plot ver “Apêndice 05: Temperatura | Ambientes
primários” e “Apêndice 06: Umidade relativa | Ambientes primários”.
3
M=22,18, Md=22,2 e S_D=0,36.
4
As temperaturas máxima e mínima (23 °C e 20 °C, respectivamente) e as umidades relativas máxima e mínima (70% e 30%,
respectivamente) marcadas nos gráficos apresentados correspondem aos valores postos pela NR 17 (MTE, 2007) de acordo com
a metodologia descrita no capítulo 3.
5
M=65, Md=65 e S_D=1,74.
6
Os gráficos apresentados trouxeram os limites admitidos pela ISO 7730 (ISO, 2005) contornados por linha laranja: ± 0,5. A área
colorida em azul corresponde aos limites obtidos através da aplicação do software, conforme posto na metodologia descrita no
capítulo 3.
7
As situações simuladas foram: S01, temperatura ambiental no valor máximo para cada caso, isolamento térmico de 0,81 clo;
S02, temperatura ambiental no valor mínimo para cada caso, isolamento térmico de 0,81 clo; S03, temperatura ambiental no
valor máximo para cada caso, isolamento térmico de 1,16 clo; e S04, temperatura ambiental no valor mínimo para cada caso,
isolamento térmico de 1,16 clo.
161
Figura 4.37. Temperatura e umidade relativa: dormitório do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

Figura 4.38. PMV e PPD: dormitório do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

A sala de laudo da US foi um dos ambientes que permaneceu com a temperatura acima do

recomendado em 84% do dia, com máxima de 25,4 °C e mínima de 22,8 °C8. Os períodos de baixa

temperatura ocorreram entre às 19h e 8h quando não haviam usuários no local. Com relação à umidade

relativa, ela permaneceu dentro dos valores máximo e mínimo permitidos: 57,7% e 51% 9 ,

respectivamente (figura 4.39). Este também foi um dos ambientes com maiores taxas de rejeição por

parte dos médicos residentes, pois valores de PMV e PPD excederam os limites postos como satisfeitos

8
M=24, Md=24 e S_D=0,66.
9
M=53, Md=53 e S_D=1,25.
162
pela área do conforto térmico, acima de + 0,5, em 03 das 04 situações: 01, 0,89 e 21%; 03, 1,18 e 34%; e

04 com 0,63 e 13%. Somente na situação 2 obteve-se valores de PMV e PPD de 0,23 e 06% (figura 4.40).

Para este caso e devido à variação térmica ao longo do dia, as sensações de calor e frio ficaram bem

presentes especialmente quando: i. a temperatura esteve alta e houve uso de 0,81 clo, causando calor; e

ii. a temperatura esteve alta com este mesmo valor de isolamento causando sensação de calor.

Figura 4.39. Temperatura e umidade relativa: sala de laudo da US do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas
da UNICAMP/Campinas.

Figura 4.40. PMV e PPD: sala de Laudo US do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

163
Na sala de laudo [7], a temperatura ao longo do dia acima da temperatura máxima

recomendada com mínima de 23,3 °C e máxima de 25,2 °C10. A umidade relativa permaneceu dentro dos

limites estabelecidos: máxima de 64,1% e mínima de 55,2%11 (figura 4.41). Foi o segundo ambiente mais

criticado pelos voluntários, obtendo índices de insatisfação em 03 das 04 situações simuladas: 01, 0,85 e

20%; 03, 1,14 e 32%, e 04, 0,78 e 17%. A única situação satisfatória foi a 02 em que a temperatura foi a

máxima obtida com 0,81 clo, resultando em PMV=0,4 e PPD=08% (figura 4.42).

Figura 4.41. Temperatura e umidade relativa: sala de laudo [7] do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

Figura 4.42. PMV e PPD: sala de Laudo [7] do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

10
M=24, Md=24 e S_D=0,51.
11
M=59, Md=59 e S_D=1,55.
164
A temperatura da sala de laudo [9] ficou abaixo do mínimo preconizado em 83% do dia:

máxima de 20,2 °C e mínima de 18,5 °C12, enquanto a umidade relativa esteve alta e variou entre 74,4 %

e 68,3 %13 (figura 4.43). Este ambiente foi considerado satisfatório em 75% das situações: 01, -0,37 e

07%; 03, 0,13 e 05%; e 04, -0,2 e 05%. Na pior situação, S 02, obteve-se PPD de 17% e PMV de -0,77,

caracterizando o frio sentido pelos médicos residentes (figura 4.44).

Figura 4.43. Temperatura e umidade relativa: sala de laudo [9] do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

Figura 4.44. PMV e PPD: sala de Laudo [9] do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

12
M=18,6, Md=18 e S_D=0,57.
13
M=71, Md=71 e S_D=1,03.
165
A sala de laudo RM 1,5T apresentou temperaturas dentro dos limites, atingindo máxima de

22,4 °C e mínima de 21,4 °C14. A umidade relativa ficou próxima do limite máximo com valores entre

54,1% e 71,4%15. Assim, o PMV e o PPD permaneceram dentro do satisfatório em 03 das 04 situações

simuladas: 01, 0,16 e 5%; 02, -0,01 e 5%; e 04, 045 e 9% (figuras 4.45 e 4.46). Na pior situação, S 03,

PMV=0,57 e PPD=11%.

Figura 4.45. Temperatura e umidade relativa: sala de laudo RM 1,5T do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Figura 4.46. PMV e PPD: sala de Laudo RM 1,5 do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

14
M=22, Md=22 e S_D=0,23.
15
M=65, Md=67 e S_D=3,77.
166
Vários foram os problemas recorrentes nos ambientes selecionados. Não havia controle da

temperatura por parte dos médicos residentes, ficando isto a cargo do Setor da Manutenção do

HC/Campinas. As temperaturas não eram constantes ao longo do dia, evitando o tédio térmico, mas

atrapalhando a concentração e o desempenho dos usuários por distrações pelas sensações causadas.

Não havia ajuste da temperatura de acordo com as roupas usadas pelos médicos residentes, como

jalecos, roupas e sapatos fechados, o que aumentava o isolamento térmico das vestimentas. Também,

não havia resfriamento sobre as fontes de calor. Essa inconstância na temperatura podia causar elevação

e diminuição do ritmo cardíaco visando ajustar a temperatura do corpo à ambiental, pois o calor gerado

pelo organismo devia ser dissipado em igual proporção ao ambiente, evitando sensações

desconfortáveis. Desta forma, os ambientes com maiores índices de reprovação e insatisfação, segundo

cálculos de PMV e PPD, foram as salas de laudo da US e a [7]. Os ambientes que não atenderam os

valores propostos por norma, segundo medições realizadas in loco, foram as salas de laudo US e a [7],

consideradas quentes, e a sala de laudo [9], considerada fria para os padrões propostos.

Com relação à umidade relativa, somente nos ambientes mais frios (sala de laudo [9] e sala de

laudo RM 1,5T) obtiveram-se UR com valores próximos ou pouco acima do preconizado. Apesar da

percentagem de pessoas insatisfeitas estar dentro dos limites na maioria das situações simuladas, foi

perceptível a falta de preocupação com a integração dos elementos do sistema térmico para as pessoas

que ali frequentavam, especialmente os médicos residentes que usam vestimentas específicas. A tabela

4.2 a seguir sintetizou todas estas informações usando o sistema de cores para melhor visualização dos

ambientes de acordo com a norma NR 17 (MTE, 2007): dentro desta, nos limites ou fora.

167
Tabela 4.2. Síntese parcial II das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: Ambiente térmico.
Sala de laudo
Variáveis térmicas Dormitório Sala de laudo US Sala de laudo [7] Sala de laudo [9]
RM
Temperatura radiante (°C)
In loco 21,4 – 23 22,9 – 25,6 23,1 – 25,6 17,8 – 19,7 21,2 – 22,5
Média 22,1013 24,0202 24,0149 18,5691 21,6511
Desvio padrão 0,3765 0,6641 0,5111 0,5672 0,2273
Mediana 22,1 23,9 24 18,4 21,6
Nível de significância* 0,0426 0,0751 0,0578 0,0642 0,0257
Temperatura (°C)
In loco 21,6 – 22,8 22,8 – 25,4 23,3 – 25,2 18,5 – 20,2 21,4 – 22,4
Média 22,18 23,88 24,00 19,22 21,73
Desvio padrão 0,3579 0,6791 0,3958 0,5417 0,2039
Mediana 22,2 23,8 24 19 21,7
Nível de significância* 0,0405 0,0768 0,0448 0,0613 0,0231
NR 17 20 - 23 20 - 23 20 - 23 20 - 23 20 – 23
Umidade relativa (%)
In loco 62 - 70 51 – 57,7 55,2 – 64,1 68,3 – 74,4 54,1 – 71,4
Média 64,62 53,34 59,12 70,84 65,25
Desvio padrão 1,7362 1,2537 1,5540 1,0314 3,7738
Mediana 65,1 53 59,4 70,9 66,6
Nível de significância* 0,1965 0,1418 0,1758 0,1167 0,4270
NR 17 30 - 70 30 - 70 30 - 70 30 - 70 30 – 70
Velocidade do ar (m/s)
In loco 0,1 0,03 0,03 0,11 0,06
Taxa de metabolismo (met)
In loco 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3
Isolamento térmico da vestimenta (clo)
In loco 0,81 – 1,16 0,81 – 1,16 0,81 – 1,16 0,81 – 1,16 0,81 – 1,16
Situação 1 | PMV (s/u) PPD (%)
PMV (x) 0,28 0,89 0,85 -0,37 0,16
PPD (y) 6 21 20 7 5
Situação 2 | PMV (s/u) PPD (%)
PMV (x) 0,66 1,18 1,14 0,13 0,57
PPD (y) 14 34 32 5 11
Situação 3 | PMV (s/u) PPD (%)
PMV (x) 0,01 0,23 0,4 -0,77 -0,01
PPD (y) 5 6 8 17 5
Situação 4 | PMV (s/u) PPD (%)
PMV (x) 0,45 0,63 0,78 -0,20 0,45
PPD (y) 9 13 17 5 9
168
Situação esperada | PMV (s/u) PPD (%)
PMV (x) -0,5 < X < +0,5
PPD (y) Y < 10

Temperatura e Umidade Relativa


Dentro da NR 17 (MTE, 2007) Nos limites da NR 17 (MTE, 2007) Fora da NR 17 (MTE, 2007)

PMV e PPD
Dentro da situação esperada Nos limites da situação esperada Fora da situação esperada

4.2.3 USO DO ESPAÇO

Visando a adequação das dimensões e movimentos do corpo, este item avaliou no Setor da

Imaginologia no HC da UNICAMP/Campinas os layouts, fluxos e mobiliário. Foram identificados 07

conflitos gerais, os quais serão descritos nas páginas a seguir (figura 4.47).

Figura 4.47. Mapa das zonas de conflitos de fluxos e uso do espaço no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

169
No conflito 1 destacaram-se pequenas passagens de acesso ao interior do setor (figuras 4.48 e

4.50). Isto causava complicações na passagem de macantes e cadeirantes (estes últimos podendo ser

também os próprios funcionários do setor) devendo fazer uso de passagens nos limites externos do setor

como pode ser visto na figura 4.47 acima. Quando analisados os dimensionamentos desses corredores

frente às necessidades dos cadeirantes, a dimensão do corredor de acesso interno 01 foi, na parte de

rotação (centro da figura 4.50), de 2,3 m (1,25 m + 1,05 m) x 1,05 m, estando em desacordo com a NBR

9050 (ABNT, 2004) quando do deslocamento consecutivo de distâncias com rotação de 90º. O corredor

de acesso interno 02 possuía valores dentro daquela norma, mas com possibilidade de causar

claustrofobia devido ao seu dimensionamento (1,1 x 6,15 m). Ao analisar sob a ótica de incêndio ou

problemas diversos que exijam escoamento dos usuários, ambos corredores apresentaram dificuldades

para escoamento, principalmente quando se considerou o pânico normalmente gerado: eram passagens

pequenas e sem a correta sinalização.

Figura 4.48. Corredor de acesso interno 1 ao Setor da Figura 4.49. Corredor de acesso interno 2 ao Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. UNICAMP/Campinas.

170
Figura 4.50. Dimensionamento do corredor de acesso interno 1 do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

No conflito nº 2 teve-se um uso inadequado do espaço do corredor: pessoas eram preparadas

com medicamentos para o exame de tomografia. Macas e pacientes bloqueiam o fluxo do corredor,

além do risco de contaminação devido ao estado delicado de alguns pacientes16.

O nº 3 se referiu à Sala de Almoxarifado que ficava entre o Corredor interno 02 a Sala de laudo

[9]. Tal sala dificultava o fluxo para a sala de laudo para usuários cadeirantes devido ao próprio

movimento de usuários e materiais diversos em caixas de variados tamanhos.

O 4º conflito referiu-se à Câmara Clara (figura 4.51). A falta de privacidade para concentração

na atividade de laudar neste local foi a maior dentre todas as outras salas de laudo, além da equipe de

profissionais fazendo uso do espaço havia o trânsito de funcionários e pacientes. Não era um ambiente

propício para laudar.

No 5º conflito localizado nos Corredores de espera 01 e 02 e na Sala de espera 3 (figura 4.52)

encontraram-se dificuldades na circulação tanto dos funcionários quanto dos pacientes mais enfermos e

com menor capacidade de locomoção, além da falta de privacidade destes. No caso de emergência, tais

16
As imagens neste local não puderam ser feitas devido à fragilidade dos pacientes.
171
corredores ficavam perto das circulações principais, favorecendo o escoamento dos usuários, mas passar

pelas recepções até aqueles geraria dificuldades, aumentando o pânico e tumulto típicos.

Figura 4.51. Câmara clara do Setor da Imaginologia do Figura 4.52. Corredor interno 1 como sala de espera do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.

O 6º conflito referiu-se a uma estreita passagem entre o banheiro e a entrada da sala de laudo

da RM 1,5T. Um profissional cadeirante não teria fácil acesso à sala quando analisada sob o ponto de

vista normativo, identificaram-se problemas para entrar e sair desses ambientes devido ao

dimensionamento de 0,9 m x 2,1 m, diferente da rotação mínima de 90º preconizada (figura 4.53).

O 7º conflito também apresentou problemas no dimensionamento da acessibilidade, gerando

sensação de apatia. O acesso à Sala de preparação para a Tomografia apresentou dimensões adequadas

mesmo aparentemente pequeno para cadeirantes: 1,28 m x 1,13 m (figura 4.54).

172
Figura 4.53. Dimensionamento do acesso à sala do Figura 4.54. Dimensionamento do acesso à sala do
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas. UNICAMP/Campinas.

Após os setes conflitos gerais, analisaram-se os ambientes pré-selecionados sob a ótica da

acessibilidade, layout, fluxos e uso do espaço. O dormitório possuía distribuição inadequada de seus

móveis, gerando pelo menos 04 conflitos (figura 4.55). O posicionamento dos armários junto à poltrona

bloqueava o fluxo e a acessibilidade no ambiente (figura 4.56). O espaço entre a poltrona e o beliche era

muito curto, incomodando quem tentava descansar e quem conversava/estudava nos sofás. Outro

problema identificado foi a posição do frigobar que disputava espaço de abertura com o beliche e com a

tv, assim como o armário disputava com a tv. Quando os médicos residentes se reuniam, eles ficavam

acumulados entre as 02 poltronas e a parte debaixo do beliche. O ambiente foi considerado inadequado,

necessitando de projeto que priorize as necessidades dos médicos residentes.

Figura 4.55. Mapa de conflitos de fluxos do dormitório Figura 4.56. Dormitório: disposição de mobiliário vs.
do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da Deficiente físico.
UNICAMP/Campinas.

173
A sala de laudo da US possuía várias problemáticas, sendo a principal a composição do

mobiliário. Esta era tão distinta que aparentemente foi colocado no ambiente pela necessidade de ter

onde pô-lo. Identificaram-se problemas na circulação em 04 pontos: i. abertura do armário grande

superior, quando aberto bloqueava quem estava na estação de trabalho próxima; ii. estação de trabalho

mesa – cadeira – armário grande, a movimentação comprometida do usuário e limitada pelo armário e

tipo de cadeira usada; iii. estação de trabalho mesa – cadeira – porta, além da distração causada por

cada vez que a porta era aberta, ainda podiam ocorrer pequenos acidentes no caso da mesma ser aberta

em um momento em que usuário se encontrasse com os braços para trás da cabeça ou estivesse

afastado da mesa; e iv. estação de trabalho mesa – cadeira – armário pequeno, este último também teve

sua passagem dificultada e os movimentos limitados para trás (figuras 4.57 e 4.58). Outro empecilho

identificado foi o tamanho da mesa de trabalho: 0,5 m de largura. Pelo fato dos computadores serem

antigos, eles ocupavam bastante espaço na mesa, fazendo com que teclado e mouse ficassem no limite e

o usuário não tivesse apoio para as mãos e cotovelos. Não havia também apoio para os pés, onde abaixo

das mesas se verificou grande quantidade de fios elétricos soltos e desorganizados.

Figura 4.57. Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Figura 4.58. Sala de Laudo US: disposição de mobiliário
Laudo US do Setor da Imaginologia do Hospital de vs. Deficiente físico.
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

174
Na sala de laudo [7] foram identificadas as mesmas situações da sala de laudo da US. A mesa de

trabalho era pequena, faltava espaço de apoio para as mãos: os computadores ficavam inclinados e as

mesas não possuíam chanfros nas quinas para facilitar sua colocação. O espaço de estudo conflitava com

a localização dos negatoscópios tradicionais (figura 4.59). Também não havia luminária de tarefa. No

caso da acessibilidade, o único problema identificado foi o dimensionamento da porta de acesso à sala

com 0,57 m de largura. Contudo, uma vez dentro, o deficiente físico conseguiria locomover-se. No caso

de incêndio, sua largura ficou aquém da norma (figura 4.60). Tentou-se manter o mobiliário em

harmonia com relação aos materiais usados (bancadas e paredes brancas), mas possuía cadeiras de

várias cores (vermelho, azul marinho e preto) e piso verde manchado em vermelho. A sala de laudo [7]

não apresentou boas condições de trabalho e não permitia a entrada de deficientes físicos. Outro ponto

foi a largura da porta no caso de caos com incêndio.

Figura 4.59. Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Figura 4.60. Sala de Laudo [7]: disposição de mobiliário
Laudo [7] do Setor da Imaginologia do Hospital de vs. Deficiente físico.
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

A sala de laudo [9] era um dos ambientes mais novos e já apresentava problemas. As estações

de trabalho não permitiam estudar nos computadores e laudar concomitantemente. Algumas estações,

apesar de possuírem áreas adequadas, tinham posicionamento dos computadores incongruente uma vez

175
que não havia chanfro no local do maquinário, comprometendo a ergonomia (figura 4.61). Quanto à

acessibilidade, não foram identificados problemas pontuais para deficientes físicos (figura 4.62). Para

este ambiente foram identificados menos problemas que nos demais analisados: possuía mobiliário e

maquinário novos; e demonstrou senso no uso das cores, mas mesmo assim conseguiu ser monótono.

Comparando com as outras áreas, esta sala de laudo foi considerada a mais adequada às atividades.

Figura 4.61. Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Laudo [9] Figura 4.62. Sala de Laudo [9]: disposição de mobiliário vs.
do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da Deficiente físico.
UNICAMP/Campinas.

Na sala de laudo RM 1,5T foram encontrados 03 problemas. O primeiro era referente à área de

circulação, neste o fluxo era bloqueado quando havia grupos de médicos residentes analisando casos e

ao mesmo tempo algum usuário estivesse procurando arquivos com uso ou não de escada. O segundo

problema identificado foi a abertura das portas, atrapalhando quem estivesse nos arquivos ou nos

computadores. E o terceiro referiu-se à falta de área de estudo, pois os computadores foram dispostos

próximos uns dos outros (figura 4.63). Com relação à acessibilidade, uma vez dentro da sala de laudo, o

cadeirante não encontraria dificuldades de locomoção referente à restrição de sua circulação (figura

4.64). Esta sala foi considerada a melhor de todos os espaços aqui analisados.

176
Figura 4.63. Mapa de conflitos de fluxos da Sala de Figura 4.64. Sala de Laudo RM 1,5T: disposição de
Laudo RM 1,5T do Setor da Imaginologia do Hospital de mobiliário vs. Deficiente físico.
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

O setor da Imaginologia apresentou problemas em todos os itens relacionados ao uso do

espaço: grande parte não favorecia a acessibilidade, pois portas e corredores eram estreitos, não

permitindo em muitos casos o deslocamento rotacional de cadeirantes e macantes. Parte deste

problema vinha do posicionamento de alguns ambientes, como a recepção e as salas de laudo, bem

como da disposição do mobiliário, que aglomerava usuários em determinados pontos. A RDC 50

(ANVISA, 2002) descreve 03 tipos de corredores e que os mesmos devem possuir larguras suficientes

para circulação confortável e segura, estando livres de obstruções como pacientes em cadeiras de espera

observados no setor da Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas.

Com relação ao mobiliário, houve grandes falhas. A maioria era antiga e se encontrava

sucateada com ferrugem, tinta descamada, fórmica solta, alturas inadequadas, cadeiras sem apoio para

os braços e/ou ajuste de altura. As estações de trabalho não possuíam espaço para estudo e seu

tamanho (largura e profundidade) era incompatível para uso de equipamentos e execução de atividades

concomitantes (laudo e estudo). Os maquinários eram barulhentos, antigos e grandes. Os materiais

177
usados nos mobiliários não eram constantes, havendo por vezes a impressão de entulhamento de

móveis para não ter que se desfazê-los e também pela necessidade dos mesmos.

Foram encontrados conflitos também quanto à sinalização e segurança. A sinalização do setor

era falha e confusa. O plano arquitetônico não possuía layout claro, confundindo usuários que por ali

pouco circulavam. Isto também esteve ligado à preocupação com possíveis episódios de incêndios ou

situações que provocassem pânico. O setor tinha acesso direto a uma das circulações principais do HC da

UNICAMP/Campinas, o que deveria favorecer para o escoamento de pessoas. Entretanto, o plano

confuso do Setor da Imaginologia não contribuía para uma adequada evacuação. A tabela 4.3 abaixo deu

continuidade à síntese parcial, mas com dados relacionados ao uso do espaço. Com a finalidade de filtrar

os espaços, foram tabelados somente os 05 espaços escolhidos para análise mais aprofundada.

Tabela 4.3. Síntese parcial III das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: Uso do espaço.
Sala de laudo Sala de laudo Sala de laudo Sala de laudo RM
Espaços Dormitório
US [7] [9] 1,5T
Layout
Circulação Fluxos
Acessibilidade
Ergonomia
Mobiliário Material
Quantidade
Sinalização
Incêndio
Incêndio

Dentro da NR 17 (MTE, 2007) e NBR 9050 Nos limites da NR 17 (MTE, 2007) e NBR Fora da NR 17 (MTE, 2007) e NBR 9050
(ABNT, 2004) 9050 (ABNT, 2004) (ABNT, 2004)

178
4.3 PERCEPÇÃO E PREFERÊNCIAS AMBIENTAIS DOS SUJEITOS

Com a análise do espaço construído avançou-se no sentido de entender como os médicos

residentes percebiam seu ambiente de trabalho de acordo com o grupo os quais estavam inseridos.

Mediante aplicação de questionário estruturado foram arguidas opiniões referentes à iluminação,

temperatura, ruído e uso do espaço do setor, bem como críticas e sugestões pessoais.

A primeira parte tratou da iluminação. Aos médicos residentes foram questionados se o

sistema de iluminação favorecia a existência de sombras, responderam que sim: R1 66,7 % (n=3), R2 40%

(n=2) e R3 40% (n=2) por causa do não ajustamento da luz de acordo com o layout dos ambientes. Com

relação ao ofuscamento, sentiram desconforto: R1 16,7% (n=1), R2 0% (n=0) e R3 0% (n=0). Esses dois

problemas levaram a: condições de iluminação disponíveis não favoreciam uniformidade da luz com R1

83,3% (n=5), R2 80% (n=4) e R3 80% (n=4); e iluminação não diferenciada nas zonas de atividades dentro

de um mesmo ambiente com R1 50% (n=3), R2 40% (n=2) e R3 40% (n=2).

Apesar dos dados refletirem problemas no sistema de iluminação, os questionamentos feitos

sobre suas preferências mostrou um lado específico de quem trabalha na Imaginologia: 100% (n=16) dos

03 grupos afirmaram não preferir uso de luz natural dentro das salas de laudo devido à natureza das

atividades realizadas, mesmo 83,3% dos R1 (n=5) e 60% dos R2 (n=3) preferindo a luz natural, eles

gostariam que ela fosse aproveitada dentro do espaço do setor. Todos os voluntários do grupo R3 não

tinham preferência pela luz natural. Quanto à luz local ser estimulante a maioria dos médicos residentes

foram enfáticos ao afirmar que não: R1 83,3% (n=5), R2 100% (n=5) e R3 100% (n=5). Assim, 66,7% (n=4)

dos R1, 60% (n=3) dos R2 e 20% (n=1) dos R3 se encontravam satisfeitos com a condição real, pois a

179
baixa iluminação das salas de laudos para a execução da atividade de laudar era necessária porque

melhorava a qualidade das imagens, facilitando o diagnóstico.

A segunda parte questionou o sistema térmico. No momento da avaliação e com as

vestimentas usadas (que variaram entre 0,81 a 1,16 clo) foram identificadas as seguintes sensações

térmicas. R1: 100% (n=6) relataram estarem neutros. R2: 20% (n=1) muito frio, 20% (n=1) com frio, 20%

(n=1) neutro e 40% (n=2) com calor. R3: 20% (n=1) com frio, 60% (n=3) neutro e 20% (n=1) com calor

(figura 4.65). Quando perguntados como estava o ambiente térmico junto a eles naquele momento, 50%

dos R1 (n=3) afirmaram estarem neutros, enquanto os 50% restantes disseram estarem confortável. Dos

R2, 40% (n=2) estavam desconfortáveis e 60% (n=3) neutros. Os R3, 20% (n=1) desconfortáveis, 60%

(n=3) neutros e 20% (n=1) confortáveis (figura 4.66). Resultados estes compatíveis em como os médicos

residentes preferiam o ambiente térmico naquele momento: dos R1, 50% (n=3) gostariam que o

ambiente continuasse neutro, 33,3% (n=2) quente e 16,7% (n=1) bem mais quente; R2, 40% (n=2)

ambiente permanecesse igual (neutro), 20% (n=1) quente e 40% (n=1) mais quente; já os R3, 60% (n=3)

preferiam o ambiente neutro, enquanto 40% (n=2) gostariam do ambiente frio (figura 4.67).

Figura 4.65. Sensação térmica dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas no momento da avaliação.
6
5
4
3
2
1
0
Muito frio Frio Neutro Calor Muito calor
R1 (n=6) 0 0 6 0 0
R2 (n=5) 1 1 1 2 0
R3 (n=5) 0 1 3 1 0

180
Figura 4.66. Situação do ambiente térmico do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas no momento da avaliação segundo os médicos residentes.
6
5
4
3
2
1
0
Extremamente Extremamente
Desconfortável Neutro Confortável
desconfortável confortável
R1 (n=6) 0 0 3 3 0
R2 (n=5) 0 2 3 0 0
R3 (n=5) 0 1 3 1 0

Figura 4.67. Preferência térmica dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.
6
5
4
3
2
1
0
Bem mais
Quente Neutro Frio Bem mais frio
quente
R1 (n=6) 1 2 3 0 0
R2 (n=5) 2 1 2 0 0
R3 (n=5) 0 0 3 2 0

A terceira parte referiu-se ao ruído. Ele foi detectado por: 100% dos R2 (n=5) e 60% para os R3

(n=3), apenas 33,3% (n=2) dos R1 afirmaram presenciar ruídos no ambiente do setor. Sua constância

também foi detectada por: 50% dos R1 (n=3), 100% dos R2 (n=5) e 40% (n=2) dos R3. Seu alcance no

dormitório foi constatado por 33,3% dos R1 (n=2), 80% dos R2 (n=4) e 20% dos R3 (n=1). Os ruídos

detectados por cada grupo foram: i. conversas externas, 83,3% R1 (n=5), 100% R2 (n=5) e 40% R3 (n=2);

conversas internas, 83,3% R1 (n=5), 60% R2 (n=3) e 20% R3 (n=1); máquinas, 83,3% R1 (n=5), 20% R2

(n=1) e 60% R3 (n=3); ruídos externos, 66,7% R1 (n=4), 80% R2 (n=4) e 0% R3 (n=0); ruídos internos,

66,7% R1 (n=6), 40% R2 (n=5) e 0% R3 (n=5) (figura 4.68). Houve reclamações quanto à falta de silêncio

de pacientes e funcionários do setor ao passarem frente ou nas proximidades às salas de laudo.

181
Figura 4.68. Ruídos incômodos detectados pelos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.
6
5
4
3
2
1
0
Conversas Conversas internas Máquinas Ruídos externos Ruídos internos
externas

R1 (n=6) R2 (n=5) R3 (n=5)

Para saber como os médicos residentes se sentiam frente às condições ambientais

questionaram-se quais efeitos negativos os mesmos sentiam de acordo com a variável ambiental.

Iluminação, para os R1 os efeitos mais presentes foram a dor de cabeça (33,3%, n=2) e a irritação

(33,3%, n=2), seguidos da fadiga, cansaço e diminuição da produtividade, todos com 16,7% (n=1); para os

R2 foram o cansaço, (60%, n=4), fadiga (40%, n=2) e irritação (20%, n=1) – não foram identificadas

pontuações nos quesitos dor de cabeça e diminuição de produtividade; e para os R3, cansaço 40% (n=2)

e fadiga 20% (n=2) (figura 4.69).

Temperatura, os R1 marcaram como consequências dor de cabeça, fadiga, cansaço e

diminuição de produtividade, todos com 16,7% (n=1); os R2 consideraram o cansaço (80%, n=4) e a

fadiga (40%, n=2) como os principais efeitos sentidos; e os R3 a fadiga (40%, n=2) e irritação (20%, n=1)

(figura 4.70).

Ruído, os R1 foram os que mais sentiram os efeitos desta variável, 50% (n=6) declaram ter

irritação, 33,3% (n=2) cansaço, 16,7% (n=1) dor de cabeça e zumbido; os R2 revelaram efeitos específicos

como o cansaço e irritação, ambos com 60% (n=4), e dor de cabeça (20%, n=1); já os R3 afirmaram sentir

somente irritação (60%, n=3) (figura 4.71). Dos 03 grupos analisados, os médicos residentes do primeiro

182
ano foram os que mais sentiram os efeitos negativos do ambiente, seguidos dos R2 e R3. Demonstrando

a evolução gradual da adaptação ambiental e sensorial desde as primeiras impressões no início da

residência médica as após 03 anos frequentando o mesmo espaço.

Figura 4.69. Iluminação: efeitos negativos nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas
da UNICAMP/Campinas.
6
5
4
3
2
1
0
Dor de cabeça Irritação Vertigem Cansaço Zumbido
R1 (n=6) 1 3 0 2 1
R2 (n=5) 1 3 0 3 0
R3 (n=5) 0 3 0 0 0

Figura 4.70. Temperatura: efeitos negativos nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.
6
5
4
3
2
1
0
Diminuição da
Dor de cabeça Irritação Fadiga Cansaço
produtividade
R1 (n=6) 1 0 1 1 1
R2 (n=5) 0 0 2 4 0
R3 (n=5) 0 1 2 0 0

Figura 4.71. Ruído: efeitos negativos nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.
6
5
4
3
2
1
0
Diminuição da
Dor de cabeça Irritação Fadiga Cansaço
produtividade
R1 (n=6) 2 2 1 1 1
R2 (n=5) 0 1 2 3 0
R3 (n=5) 0 0 1 2 0

183
A seção final referiu-se ao espaço e mobiliário dos ambientes primários. A maioria dos

voluntários afirmou que o tamanho dos espaços era adequado à realização das atividades: R1 50% (n=6),

R2 100% (n=5) e R3 40% (n=2). A disposição existente do mobiliário também foi questionada e neste

ponto as opiniões convergiram: apenas 16,7% dos R1 (n=1) consideraram a disposição adequada,

enquanto 80% de ambos R2 (n=4) e R3 (n=4) responderam que sim. Conflitando com a análise de uso

apresentada anteriormente. Com relação à agradabilidade do espaço interno do setor, 100% dos R1

(n=6), 80% dos R2 (n=4) e dos R3 (n=4) responderam que não gostavam da aparência.

Ao final da avaliação de percepção ambiental voluntários de cada grupo expuseram suas

queixas e soluções referentes aos 04 temas abordados. Foi perceptível o grau de cobrança espacial

dentre os 03 grupos: os R1 listaram 11 soluções frente ao que consideravam inadequados existir em um

ambiente de trabalho, tendo sido os mais críticos dos 03 grupos, os R2 listaram 09, enquanto os R3 06.

Este último grupo apresentou soluções concisas e próprias daqueles com maior vivência no ambiente,

conhecedor das deficiências e burocracia locais. Das 06 soluções dadas pelos R3, 05 repetiram-se entre

os R1 e R2. Foram elas: inserção de luz de tarefa nas estações de trabalho; ajuste manual e progressivo

do ar condicionado, uma vez que o controle da temperatura estava sob responsabilidade do Setor de

Manutenção do HC/Campinas; sinalização de silêncio/isolamento acústico das salas de laudo devido às

constantes conversas externas próximas às salas de laudo; modernização de equipamentos e mobiliário;

e melhorias espaciais com adequação e reforma dos ambientes, inserindo elementos necessários à

realização das atividades (figura 4.72).

184
Figura 4.72. Síntese das soluções para melhorias no ambiente de trabalho dadas pelos médicos residentes do
Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

As queixas e sugestões apontadas pelos médicos residentes confirmaram o colocado nas

análises da qualidade do ambiente construído até então. Elas se repetiram pelo descaso demonstrado

para com o setor, e o hospital em si, mas que até certo ponto não influenciavam em como os exames

eram feitos, os diagnósticos dados e em como os pacientes eram atendidos.

4.4 RISCOS E ACIDENTES NO AMBIENTE DE RESIDÊNCIA MÉDICA

A avaliação de riscos e acidentes analisou os aspectos de trabalho que poderiam causar danos à

saúde. Sua aplicação se deu nos 03 grupos, contudo somente os R1 (n=6) alegaram terem sofrido

acidente. Os dados mostrados refletiram as respostas fornecidas apenas por esse grupo.

185
Quando perguntados se sofreram acidentes, 79% (n=6) dos médicos residentes responderam

que não. Destes, 100% (n=6) deles sofreram acidentes do tipo “típico”, ou seja, dentro do Setor da

Imaginologia. Os turnos onde mais aconteceram as lesões foram o da tarde (67%, n=5) e no da manhã

(33%, n=2) (figura 4.73). Os objetos causadores relatados foram: objeto perfurocortante (67%, n=5)17 e

produto químico (33%, n=2)18 (figura 4.74). As regiões mais afetadas foram os membros superiores

(braços) com 67% (n=5) e a cabeça e pescoço com 33% (n=2) das respostas (figura 4.75).

Figura 4.73. Turno de ocorrência de acidentes segundo Figura 4.74. Objeto causador de acidentes segundo
médicos residentes R1 do Setor da Imaginologia do médicos residentes R1 do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas. Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
Perfuro cortante
33% Quedas e traumas
Matutino
33%
Vespertino Material biológico
67% Noturno
Doenças
Plantão
ocupacionais
67% Acidente de
trajeto

Figura 4.75. Regiões do corpo afetadas por acidentes segundo médicos residentes R1 do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Membros
superiores
33% Membros
inferiores
Cabeça e pescoço

67% Coluna e região


lombo-sacra

Ao serem questionados sobre a influência do ambiente na ocorrência desses acidentes 64%

(n=6) dos voluntários responderam que o ambiente não influenciava. Dos que responderam que sim,

17
São considerados objetos perfucortantes: lâminas, agulhas, pinças, seringas, escalpes, utensílios de vidro, ampolas ou qualquer outro material
pontiagudo ou com fios de corte que perfure ou corte os usuários (BRASIL, 1993).
18
São considerados produtos químicos aqueles usados na limpeza, esterilização e desinfecção, soluções medicamentosas utilizadas em
pacientes como os contrastes aplicados em exames de ressonância magnética e tomografia, produtos para manutenção de equipamentos e
instalações gerais (BRASIL, 1993).
186
33% (n=2) deles alegaram que o ruído de conversas externas causava distração nas atividades. O layout

veio em segundo lugar com 33% (n=2), reclamações sobre item estavam sempre presentes aliadas ao

descaso do mobiliário e maquinário. A iluminação teve 22% (n=1) dos votos, mas não devido à sua falta

na iluminação geral e sim com relação à ausência de iluminação focal nas estações de trabalho das salas

de laudo. A temperatura, com 11% (n=1), foi marcada devido aos baixos valores apresentados em alguns

ambientes (figura 4.76).

Figura 4.76. Influência das variáveis ambientais na ocorrência de acidentes segundo médicos residentes R1
do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

22%
33%
Iluminação
Temperatura
11%
Ruído
34% Lay-out

Tais dados aliados às avaliações feitas contribuíram para o mapeamento de locais que

favoreciam a ocorrência de acidentes de acordo com a gravidade. O nível alto, representado pela cor

vermelha, correspondeu àqueles espaços que ofereciam riscos eminentes, necessitando de intervenção

em curto prazo. O nível médio, na cor amarela, propiciava menores ameaças, mas que mesmo assim

precisava de atenção e intervenção em médio prazo. Já o nível baixo, cor verde, foram as áreas onde se

necessitava de intervenção em longo prazo (figura 4.77).

187
Figura 4.77. Mapa de possibilidade de ocorrência de acidentes no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas de acordo com o nível de gravidade.

Nível alto

Nível médio

Nível baixo N

No nível alto, a prioridade foi com os locais onde havia manuseio de materiais perfurocortantes

e produtos químicos. Assim, parte do sub-setor da US (corredor, sala de espera, salas de exames e sala

de manuseio de materiais), a sala de espera do corredor externo 03 e a sala de preparo para a

tomografia foram os ambientes que se enquadraram nesse perfil de urgência. Espaços como a câmara

clara e o almoxarifado também precisariam de interferências rápidas. O nível médio correspondeu a

maior parte dos ambientes pelos quais os médicos residentes circulavam, como as salas de laudo [7], [8]

e [9], as salas de exames de raio-x e tomografia, e dormitório. Estes locais eram naturalmente escuros

devido à natureza das atividades desenvolvidas, porém não havia iluminação de emergência e luz de

tarefa. A exigência por cuidados se fazia presente, mas devido à defasagem parcial do setor e com

diversos ambientes em estado mais crítico, as áreas demarcadas de amarelo poderiam aguardar

intervenção em médio prazo com correções e ajustes de iluminação, temperatura, ruído e equipamentos

hospitalares. Já os ambientes no nível baixo na escala de riscos de acidentes foram os corredores


188
internos do setor e a sala de laudo RM 1,5T. Nestes, faltavam luzes de emergência e iluminação de

tarefa, além da antiaderência no piso.

A impressão dos médicos residentes com relação ao espaço e a possibilidade de ocorrência de

acidentes foram condizentes à percepção da pesquisadora em visitas prévias ao setor e avaliações in

loco. Os locais eleitos com maiores chances de lesões foram as regiões próximas à subárea da US,

enquanto as menores na subárea da RM 1,5T, contudo esta fica numa região reformada recentemente,

mas que mesmo assim apresentava problemas projetuais desde sua concepção.

4.5 PERFIL E AVALIAÇÃO DOS TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS

Transtorno psiquiátrico. Mediante aplicação do SRQ-20, verificou-se que os médicos residentes

do nível 2 (R2) apresentaram valor acima do dito normal pela literatura médica (x ≥ 07: indícios de

sofrimento mental), obtendo pontuação máxima de 11. Dos médicos residentes de nível 3 (R3), apenas

um voluntário apresentou pontuação próxima a 7: 5. Já os médicos residentes de nível 1 (R1)

apresentaram valores bem abaixo do padrão (tabela 4.4)19.

Tabela 4.4. SRQ-20 dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 0 ├┤ 2 1,00 1,00 1,00 1,38
R2 4 ├┤ 11 4,00 3,50 7,50 4,85
R3 0 ├┤ 5 2,00 2,16 1,00 2,44
* p < 0,05

19
O “Apêndice 18 – Avaliação psicológica – Boxplots” expôs os gráficos em Boxplot de todos os instrumentais analisados,
demonstrando a distribuição empírica de cada grupo.
189
O segundo instrumental relacionado ao transtorno psiquiátrico foi o QSG. Em um primeiro

momento, o QSG foi analisado particionado em seus 05 fatores: F1, estresse psíquico; F2, desejo de

morte; F3, falta de confiança na própria capacidade de desempenho; F4, distúrbios do sono; e F5,

distúrbios psicológicos. As pontuações obtidas foram mostradas em ordem decrescente dos valores

obtidos para cada fator e comparadas com o valor padrão base: 1,89. O F1 – Estresse: i. R2, 03 de 04

valores acima do padrão; ii. R1, 02 de 05 valores acima do padrão; iii. R3, 02 de 05 valores acima do

padrão. F2 – Desejo de morte: i. R2, apesar dos valores obtidos, este grupo não apresentou valores

acima do limite padrão; ii. R3, obteve um único valor acima do padrão; iii. R1, assim como os R2 não

tiveram valores acima do padrão. F3 – Baixa autoestima: i. R2, todos os voluntários deste grupo

obtiveram valores acima do padrão; ii. R1, 04 dos 05 valores acima do padrão; iii. R3, 02 dos 05 valores

acima do padrão. F4 – Distúrbios do sono: i. R2, 03 dos 04 valores acima do padrão; ii. R3, apesar de ter

ficado em segundo lugar neste item, este grupo obteve 02 de 05 valores acima da média; iii. R1, 03 dos

05 valores acima do padrão. E para o F5 – Distúrbios psicológicos: i. R2, 02 de 04 valores acima da média;

ii. R1, 03 de 05 valores acima do padrão; iii. R3, 01 de 05 valores acima do padrão. Com os dados obtidos,

conclui-se que o grupo R2 teve destaque em 100% dos fatores, mesmo quando seus valores não

alcançaram o valor padrão, seguido dos R1 e R3 (tabela 4.5).

Tabela 4.5. QSG particionado por fator dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.
a. F1: Estresse psíquico
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 2,08 ├┤ 1,08 1,47 0,41 1,30 0,36
R2 2,3 ├┤ 1,69 1,99 0,22 1,99 0,21
R3 2,08 ├┤ 1,23 1,47 0,33 1,23 0,29
b. F2: Desejo de morte
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 1,5 ├┤ 1 1,14 0,18 1,12 0,16
R2 1,75 ├┤ 1,35 1,55 0,19 1,56 0,19
R3 2,37 ├┤ 1 1,27 0,54 1,00 0,48

190
c. F3: Baixa autoestima
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 2,29 ├┤ 1,7 2,06 0,25 2,23 0,22
R2 3,29 ├┤ 2,12 2,48 0,47 2,26 0,46
R3 2,76 ├┤ 1,47 1,89 0,45 1,70 0,39
d. F4: Distúrbios de sono
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 2 ├┤ 1,33 1,69 0,24 1,83 0,21
R2 2,66 ├┤ 1,83 2,08 0,34 1,91 0,33
R3 3 ├┤ 1,17 1,73 0,67 1,33 0,58
e. F5: Distúrbios psicológicos
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 2,9 ├┤ 1,4 2,00 0,51 2,00 0,45
R2 2,2 ├┤ 1,7 1,95 0,20 1,95 0,20
R3 2,4 ├┤ 1,3 1,64 0,4 1,50 0,34
* p < 0,05

Depressão. Os resultados obtidos com a aplicação do instrumental BDI mostrou que os R2

obtiveram as maiores pontuações, mas abaixo do limite: 10 e 15, respectivamente (50% do n=4). Os R3

apresentaram valores médios abaixo do limite. Já os R1 tiveram pontuação baixa, com pontuação

máxima de 6 pontos (tabela 4.6).

Tabela 4.6. BDI dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 0 ├┤ 6 3,20 1,94 3,00 1,69
R2 1 ├┤ 15 8,00 5,14 8,00 5,04
R3 2 ├┤ 8 4,00 2,19 4,00 1,92
* p < 0,05

Ansiedade. A aplicação do IDATE resultou nos seguintes dados: os R2 foram os que

apresentaram maiores escores tanto para o A-Estado quanto para o T-Estado. Metade da população

deste grupo obteve valores acima da pontuação limite de 40 pontos em ambos os traços (entre 53 e 60

pontos), enquanto a outra metade obteve valores muito próximos a esta (entre 38 e 39 pontos). Os R1

191
tiveram 40% (n=5) de sua população com valores acima da pontuação limite (entre 41 e 50 pontos) e

20% com valores muito próximos (36 e 38 pontos) nos dois traços. Já os R3 tiveram apenas 20% de sua

população com valores acima do limite (52 e 55) em ambos os traços, e 20% em apenas um dos traços, o

A-Estado (42), o que fez com que a média e mediana para este ficasse acima dos valores obtidos para os

R1 (tabela 4.7).

Tabela 4.7. IDATE dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.
a. A-Estado
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 29 ├┤ 50 37,40 7,91 38,00 6,93
R2 39 ├┤ 60 47,75 9,09 46,00 8,91
R3 27 ├┤ 55 39,60 9,20 39,00 8,06
b. T-Estado
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 25 ├┤ 44 36,60 6,82 36,00 5,98
R2 38 ├┤ 60 48,75 10,75 48,50 10,54
R3 29 ├┤ 52 36,80 8,01 33,00 7,02
* p < 0,05

Estresse. Os valores totais obtidos pela aplicação do ISS demonstraram que os R2 se

encontraram mais propensos ao estresse do que os R3 e R1, em ordem decrescente, segundo dados

demonstrados na tabela 4.8.

Tabela 4.8. ISS total dos médicos residentes: a. FT; b. PT e c. TT.


a. FT
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 0 ├┤ 7 3,20 2,56 3,00 2,24
R2 6 ├┤ 12 8,75 2,38 8,50 2,34
R3 0 ├┤ 6 3,60 2,06 4,00 1,80

192
b. PT
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 0 ├┤ 5 2,00 1,67 2,00 1,46
R2 1 ├┤ 15 7,75 5,89 7,50 5,77
R3 0 ├┤ 6 1,40 2,33 0,00 2,04
c. TT
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 1 ├┤ 10 5,20 3,60 3,00 3,15
R2 7 ├┤ 27 16,50 8,26 16,00 8,09
R3 0 ├┤ 12 5,00 3,89 4,00 3,41
* p < 0,05

A classificação em porcentagem por fase (alarme, resistência e exaustão) ilustrou como se deu

a distribuição por níveis de residência médica (figura 4.78). Onde os R2 apareceram com maiores

frequência e intensidade quando se tratava dos limites para cada fase (25% + 50% + 50%). Em segundo

lugar estavam os R3 (40% + 25%) e por último os R1 (25%). A fase de alarme identificada não apresentou

complicações por ser o estresse motivador à ação, que tira o indivíduo da inércia e ajuda na produção da

adrenalina. Na resistência, o organismo mobilizou-se e tentou buscar o equilíbrio através da produção do

cortisol, por exemplo. Houve também a somatização de problemas físicos e psicológicos. E na última, a

exaustão, o corpo estava totalmente exaurido e doenças graves se fizeram presentes. Dos 03 grupos, os

R2 apresentaram maiores condições de risco na saúde.

193
Figura 4.78. Classificação por fases do ISS para os médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Voluntários (n=16)

Sono e Sonolência Diurna Excessiva. A análise da qualidade do sono através do PSQI verificou-

se que os R2 apresentaram sonolência para o sono muito alto, demorando em média cerca de 36,6

minutos, com média de sono por noite de 6h e 24min. Os R3 levaram menos tempo para dormir: média

de 12min, mas tiveram média de sono menor, de aproximadamente 6 h. Já os R1 demoraram cerca de

12,8min para iniciar o sono, o qual durou em média 7h e 12min (tabela 4.9). Estando os R2 e os R3

abaixo da média da população adulta em geral e os R1 um pouco acima desta média de duração de sono

por noite: 7h e 9h. Contudo, deve-se lembrar que a quantidade de horas de sono necessária para o

descanso varia entre os indivíduos.

Tabela 4.9. PSQI: a. tempo para iniciar o sono e b. tempo de sono por noite em médicos residentes do Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
a. Tempo para iniciar o sono dos médicos residentes
Tempo para
Grupo M (h) S_D Md α*
Dormir (min)
R1 4 ├┤ 30 12,80 9,45 10,00 8,28
R2 3 ├┤ 60 36,60 21,50 30,00 18,84
R3 5 ├┤ 30 12,00 9,79 5,00 8,58

194
b. Tempo de sono por noite dos médicos residentes
Tempo de Sono
Grupo M (h) S_D Md α*
por noite (min)
R1 420 ├┤ 480 432,00 24,00 420,00 21,03
R2 360 ├┤ 420 384,00 29,39 360,00 25,76
R3 300 ├┤ 480 360,00 65,72 360,00 57,61
* p < 0,05

Com relação à qualidade subjetiva do sono, 80% dos R1 a possuíram entre muito boa e boa e

20% como muito ruim. Os R2 classificaram 20% como boa e 80% como ruim e muito ruim. E os R3, 25%

deles classificaram a qualidade do sono como boa e 75% como ruim. Quanto à eficiência do sono, 40%

dos R2 a classificaram como boa e 60% como muito boa. Enquanto 100% dos R1 e R3 a consideraram

como muito boa. O uso de medicamentos apareceu somente nos R2 com 20%. Os R1 e R3 não

apresentaram uso de medicamentos. A porcentagem dos R2 é superior à taxa média da população

brasileira de 6,9% (figura 4.79 e tabela 4.10).

Figura 4.79. PSQI: a. qualidade do sono; b. eficiência do sono; e c. uso de medicamentos para dormir.

195
Figura 4.10. PSQI: a. qualidade do sono; b. eficiência do sono; e c. uso de medicamentos para
dormir dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas.
a. Qualidade do sono
Grupo M S_D Md α*
R1 1,4 0,8 1 0,7012
R2 2 0,6324 2 0,5543
R3 1,75 0,4330 2 0,4243
b. Eficiência do sono
Grupo M S_D Md α*
R1 0 0 0 0
R2 0,4 0,4899 0 0,4294
R3 0 0 0 0
c. Uso de medicamentos para dormir
Grupo M S_D Md α*
R1 0 0 0 0
R2 0,4 0,8 0 0,7012
R3 0 0 0 0
* p < 0,05

Quando indagados sobre a indisposição ou falta de entusiasmo para realizar as atividades

diárias na residência médica, os R1 responderam que: tinham um leve problema (80%, n=4)) e um

problema razoável (20%, n=1). Os R2: problema leve (20%, n=1), problema razoável (60%, n=3) e grande

problema (20%, n=1). Já os R3: afirmaram ter nenhuma dificuldade (20%, n=1), problema leve (60%, n=3)

e problema razoável (20%, n=1).

Desta forma, o PSQI total obteve: R1 com valores entre 4 e 10 pontos; R2 entre 5 e 12; e os R3

entre 4 e 8 pontos. Observou-se que dentre os 03 níveis de residência, os R3 foram os que possuíram a

pior qualidade de sono, tendo o dobro do valor mínimo admitido para não possuir problemas

relacionados ao sono (tabela 4.11).

196
Tabela 4.11. PSQI total dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 4 ├┤ 10 6 2,0976 5 1,8386
R2 5 ├┤ 12 9,8 2,4819 11 2,1754
R3 4 ├┤ 8 5,5 1,6583 5 1,6251
*p ≤ 0,05

Ao traçar o escore do ESE para os voluntários, percebeu-se que os 03 grupos apresentaram

valores acima de 10 (80% do total), contribuindo para o diagnóstico de Sonolência Diurna Excessiva

(SDE). Quando separados por nível de residência médica obteve-se: R1, 80% (n=5) deles apresentaram

valores acima de 10. Os R2 tiveram 100% (n=5) de sua amostra com valores superiores a 11. Já os R3,

75% (n=4) apresentaram valores entre 11 e 15 (tabela 4.12).

Tabela 4.12. ESE dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas
Grupo Intervalo M S_D Md α*
R1 5 ├┤ 19 12,8 4,6647 14 4,0888
R2 11 ├┤ 18 15,2 2,3152 16 2,0293
R3 5 ├┤ 15 11,25 3,8971 12,5 3,8191
* p < 0,05

4.6 PERFIL E AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO HORMONAL

Cortisol. A análise de sua concentração constatou diferenças significativas na quantidade e

distribuição do hormônio nas curvas das 04 rotinas identificadas. Os R1, dentre os 03 grupos,

apresentaram maior dosagem e variação na distribuição hormonal, comportamento este que ilustrou a

suscetibilidade prevista para alunos do primeiro ano devido ao estresse e ansiedade por ter passado no

processo para residência médica; expectativa de novo conhecimento, colegas, professores, rotina

197
hospitalar, dentre outros; além das cobranças pessoais. O corpo estava se ajustando à nova realidade e

ambiente físico, deparando-se com vários problemas também de ordem estrutural e funcional (DRUCKER

e NEW, 1987; MIGEON e LANES, 1990; FISCHBACH, 1992; VAN BOMMEL, 2004; MELLO et al., 2008;

GUYTON e HALL, 2011).

Os R2 tiveram gradual diminuição da concentração hormonal frente aos R1, com curvas melhor

definidas e próximas umas das outras, demonstrando contínua adaptação do corpo às condições

impostas. O médico residente deste ano conhecia a rotina hospitalar, as deficiências ambientais, bem

como a burocracia existente.

Comportamento este semelhante aos R3, os quais apresentaram a menor variação e intervalo

hormonais dentre todas as curvas das rotinas identificadas. A rotina hospitalar, a realidade e a

burocracia locais já eram conhecidas e admitidas, a segurança no conhecimento adquirido estava

presente e consequente autoestima neste sentido. Percebeu-se, assim, o gradual ajuste hormonal na

medida em que se avançava na residência médica.

A figura 4.80 ilustrou de forma comparativa a concentração do cortisol entre os 03 grupos de

médicos residentes de acordo com as rotinas identificadas. A curva laranja delineou o comportamento

esperado, e semelhante, para o cortisol no dia de atividade, não havendo aqui referências a valores

padrões de concentração.

198
Figura 4.80. Comparativo da concentração de cortisol salivar (ng/mL) entre os comportamentos das rotinas
identificadas no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. médicos residentes R1; b.
médicos residentes R2; c. médicos residentes R3.

Concentração µg/dL

B
Concentração µg/dL

C
Concentração µg/dL

A análise separada das 04 rotinas apresentou dados referentes em como cada grupo se portava

em sua respectiva rotina. No dia de atividade, o corpo se preparava para o trabalho, ficando em estado

de alerta e pronto para o trabalho a ser realizado. Apesar da alta concentração obtida pelos médicos

residentes R1 (n=6)20, sua curva decaiu satisfatoriamente, com leve alteração de concentração às 12h. Os

20
R1 – Dia de Atividade. AA: M=25,47, S_D=21,82, α=7,43 (p < 0,05); 12h: M=24,99, S_D=22,53, α=5,68 (p < 0,05); 18h: M=8,3,
S_D=2,33, α=3,21 (p < 0,05); 22h: M=6,94, S_D=2,91, α=2,24 (p < 0,05).
199
médicos residentes R2 (n=5)21 apresentaram comportamento semelhante para esta rotina: com menores

concentrações, a curva decaiu de forma regular com presença do estado de alerta e leve alteração

hormonal no período das 12h. Enquanto os R3 (n=5)22 expuseram concentrações de cortisol muito

próximas, com também leve aumento no horário de 12h, voltando a decrescer normalmente ao longo do

dia. Para os 03 grupos houve deslocamento do ápice da curva para às 12h.

O dia de repouso trouxe dados relevantes que demonstraram a vida social dos voluntários em

seu período de residência médica. Apesar dos exercícios físicos, participação em churrascos, festas de

aniversários e estudos em grupo, os R1 (n=6) 23 tiveram curva de cortisol com menor concentração

dentre os 03 grupos. Com vida social mais dinâmica que os outros médicos residentes (passeios em

Shopping Center com amigos, feira de decoração, festas de aniversário com ou sem bebida alcóolica,

exercícios físicos, participação em churrascos, estudos em grupo e viagens para locais próximos), os R2

(n=5) 24 apresentaram os maiores índices de concentração hormonal para todo o dia, declinando

satisfatoriamente ao final deste. Os R3 (n=5)25 tiveram comportamento social semelhante ao dos R2,

mas comportamento de curva análogo ao dos R1 e concentração maior, além de pequeno deslocamento

do ápice da curva para o período de 12h.

No dia de plantão, os R1 (n=6)26 exibiram dois comportamentos específicos: curva normal

esperada para o dia de atividade (AA ~ 18h); e ascendência com maior concentração no período noturno

demonstrando o estado de alerta típico para a ocasião, mas com concentração de 22h semelhante à do
21
R2 – Dia de Atividade. AA: M=20,15, S_D=11,48, α=9,61 (p < 0,05); 12h: M=18,34, S_D=8,22, α=8,23 (p < 0,05); 18h: M=11,48,
S_D=2,97, α=6,72 (p < 0,05); 22h: M=10,63, S_D=11,66, α=3,59 (p < 0,05).
22
R3 – Dia de Atividade. AA: M=11,56, S_D=3,47, α=6 (p < 0,05); 12h: M=12,26, S_D=4,45, α=5,6 (p < 0,05); 18h: M=8,65,
S_D=3,6, α=3,84 (p < 0,05); 22h: M=4,63, S_D=2,44, α=1,85 (p < 0,05).
23
R1 – Dia de Repouso. AA: M=11,74, S_D=0, α=23,01 (p < 0,05); 12h: M=7,76, S_D=0, α=15,21 (p < 0,05); 18h: M=2,26, S_D=0,
α=3,13 (p < 0,05); 22h: M=4,09, S_D=0, α=5,67 (p < 0,05).
24
R2 – Dia de Repouso. M=22,46, S_D=5,66, α=18,52 (p < 0,05); 12h: M=23,96, S_D=13,17, α=13,16 (p < 0,05); 18h: M=13,84,
S_D=5,5, α=9,67 (p < 0,05); 22h: M=12,65, S_D=9,25, α=5,66 (p < 0,05).
25
R3 – Dia de Repouso. M=11,94, S_D=14, α=15,84 (p < 0,05); 12h: M=11,87, S_D=11,5, α=11,27 (p < 0,05); 18h: M=7,32,
S_D=7,33, α=7,19 (p < 0,05); 22h: M=3,57, S_D=3,97, α=3,89 (p < 0,05).
26
R1 – Dia de Plantão. M=26,31, S_D=8,43, α=4,63 (p < 0,05); 12h: M=17,93, S_D=7,42, α=16,76 (p < 0,05); 18h: M=8,58,
S_D=0,33, α=9,94 (p < 0,05); 22h: M=23,99, S_D=19,77, α=14,46 (p < 0,05).
200
acordar. Os R2 (n=5)27 obtiveram valores baixos – menores até do que os obtidos no dia de repouso. Os

motivos identificados referiram-se à menor ansiedade quando em plantão uma vez que eram familiares

os protocolos e rotina hospitalar, e também a segurança no conhecimento adquirido. Comportamento e

motivos estes equivalentes aos dos R3 (n=5)28, que apesar do preparo detectado para o dia de

atividades, a concentração de cortisol reagiu de forma satisfatória e com valores baixos.

Já as curvas do pós-plantão ilustraram reações igualmente interessantes. Percebeu-se a

descostume dos R1 (n=6) 29 visualizada na curva hormonal, onde se observou uma elevação na

concentração atípica frente às demais atividades. Além dos altos valores detectados ao acordar, a curva

não se deu de forma harmoniosa: houve abrupto decréscimo da concentração entre os períodos AA às

12h e entre 18h às 22h, enquanto entre 12h e 18h os valores permaneceram semelhantes e constantes.

Contudo, mesmo com este comportamento, a concentração hormonal decresceu ao longo dia

preparando-se para o estágio noturno do ciclo biológico. Os R2 (n=5)30 apresentaram liberação do

cortisol três vezes menor que os R1 ao acordar. Tal diferença diminuiu no período de 12h quando se

verificou aumento na produção hormonal. O valor encontrado às 22h, entretanto, correspondeu a uma

concentração maior que ao acordar. Com as menores concentrações e variações hormonal entre os 03

grupos, os R3 (n=5)31 exibiram leve dessincronização no período das 18h, gerando curva não satisfatória.

A aplicação do instrumental SRM-S nos grupos não demonstrou comportamentos atípicos,

salvo aqueles que justificaram alteração hormonal como no dia do descanso dos médicos residentes R2.

27
R2 – Dia de Plantão. M=19,4, S_D=8,2, α=11,31 (p < 0,05); 12h: M=12,69, S_D=4,34, α=9,32 (p < 0,05); 18h: M=7,79,
S_D=1,79, α=6,34 (p < 0,05); 22h: M=9,54, S_D=9,02, α=3,71 (p < 0,05).
28
R3 – Dia de Plantão. M=15,56, S_D=5,35, α=11,1 (p < 0,05); 12h: M=10,81, S_D=2,09, α=7,05 (p < 0,05); 18h: M=8,37,
S_D=2,16, α=5,27 (p < 0,05); 22h: M=6,5, S_D=2,23, α=4,22 (p < 0,05).
29
R1 – Dia de Pós-Plantão. M=24,62, S_D=12,06, α=34,12 (p < 0,05); 12h: M=24,68, S_D=0, α=48,37 (p < 0,05); 18h: M=17,61,
S_D=6,87, α=24,41 (p < 0,05); 22h: M=11,24, S_D=2,4, α=15,58 (p < 0,05).
30
R2 – Dia de Pós-Plantão. M=10,35, S_D=5,03, α=11,56 (p < 0,05); 12h: M=17,43, S_D=7,5, α=14,34 (p < 0,05); 18h: M=12,89,
S_D=0,98, α=12,44 (p < 0,05); 22h: M=12,03, S_D=8,75, α=6,95 (p < 0,05).
31
R3 – Dia de Pós-Plantão. M=12,93, S_D=0,6, α=17,92 (p < 0,05); 12h: M=8,7, S_D=1,22, α=12,06 (p < 0,05); 18h: M=9,62,
S_D=0,61, α=13,34 (p < 0,05); 22h: M=7,88, S_D=3,54, α=10,92 (p < 0,05).
201
Todos os grupos apresentaram comportamentos anormais, seja com valores altos ao acordar como os

R1, queda abrupta da concentração como os R2 e R3, o primeiro produzindo às 22h valores maiores que

ao acordar, tornando o pós-plantão a rotina com a produção mais desordenada do cortisol para os 03

níveis de residência médica, cada qual reagindo distintamente. A figura 4.81 ilustrou os comparativos

feitos entre os grupos de acordo com a rotina.

Figura 4.81. Comparativo da concentração de cortisol salivar (ng/mL) entre os grupos de médicos residentes de
acordo com as rotinas identificadas no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a.
atividade; b. repouso; c. plantão; e d. pós-plantão.

Melatonina. A análise da concentração da melatonina por grupo de médicos residentes

constatou semelhanças na quantidade e distribuição do hormônio nas curvas das 04 rotinas conhecidas

(figura 4.82). O grupo R132 apresentou, para o período AA, relação de secreção hormonal (cortisol e

melatonina) dentro do esperado, com CAA > MAA. Aqui, a concentração do cortisol esperada se mostrou

32
R1 – Melatonina. Dia de Atividade. AA: M=1,43, S_D=1,03, α=0,44 (p < 0,05); 22h: M=1,93, S_D=1,06, α=0,7 (p < 0,05). Dia de
Repouso. AA: M=0,74, S_D=0, α=1,44 (p < 0,05); 22h: M=1,34, S_D=0, α=2,63 (p < 0,05). Dia de Plantão. AA: M=2,84, S_D=2,02,
α=1,74 (p < 0,05); 22h: M=1,84, S_D=11,36, α=2,41 (p < 0,05). Dia de Pós-Plantão. AA: M=1,52, S_D=0, α=2,99 (p < 0,05); 22h:
M=0,72, S_D=0, α=1,42 (p < 0,05).
202
muito acima da de melatonina, enquanto esta se encontrava muito abaixo do previsto para esse horário.

Às 22h, percebeu-se a dessincronização e inversão das curvas: o cortisol obteve maior dosagem que a

melatonina em todas as rotinas analisadas. Constatou-se 03 problemas iniciais para este horário: i. a

concentração de melatonina deveria ser maior que a de cortisol; ii. a concentração de cortisol não

deveria estar tão alta; e iii. a concentração de melatonina não deveria estar tão baixa. Tais dados podem

estar associados aos valores obtidos nos instrumentais ESE e PSQI, onde 100% dos R1 (n=6)

apresentaram problemas tanto com a sonolência diurna quanto com a qualidade do sono por estarem,

às 22h, com concentrações de cortisol maiores que as de melatonina, deixando-os despertos mesmo em

dias de rotina onde isto não era necessário, como o dia de atividade e o pós-plantão. No período de

repouso, as curvas se encontravam invertidas com maior variação do cortisol frente à melatonina ao

acordar, constatando que mesmo o repouso de um dia não foi o suficiente para ressincronizar o ciclo.

O grupo R233 também apresentou para o AA a relação da secreção CAA > MAA conforme

esperado. As dosagens do cortisol dos R2 foram menores que as dos R1, mas ainda assim maiores que as

de melatonina. Às 22h houve novamente a dessincronização e inversão das curvas de ambos os

hormônios. Apenas no dia de plantão, as concentrações praticamente se igualaram. Os problemas

identificados para os R1 também ocorreram aqui, com concentração de melatonina que deveria ser

maior que a de cortisol nesse horário, mesmo com leve aumento em sua quantidade. Os dados obtidos

poderiam estar associados à sonolência diurna e à má qualidade do sono, uma vez que valores altos de

cortisol estavam presentes em horário que deveriam se encontrar baixos para iniciar o efeito do sono.

Com vida social mais agitada que os demais médicos residentes, os R2 tiveram alto valor do cortisol às

33
R2 – Melatonina. Dia de Atividade. AA: M=1,75, S_D=1,38, α=0,75 (p < 0,05); 22h: M=1,98, S_D=1,88, α=0,73 (p < 0,05). Dia de
Repouso. AA: M=0,79, S_D=0,24, α=0,61 (p < 0,05); 22h: M=1,54, S_D=0,6, α=1,37 (p < 0,05). Dia de Plantão. AA: M=2,82,
S_D=1,72, α=1,96 (p < 0,05); 22h: M=9,63, S_D=11,36, α=4,67 (p < 0,05). Dia de Pós-Plantão. AA: M=1,82, S_D=1,15, α=1,76 (p <
0,05); 22h: M=2,94, S_D=2,52, α=1,63 (p < 0,05).
203
22h no dia de repouso justificado pelas atividades de lazer, o que contribui para dessincronização da

curva.

No grupo R334, novamente, a relação CAA > MAA se fez presente, mas com as menores

concentrações de cortisol dentre os 03 grupos, diminuindo a diferença entre os hormônios analisados.

Contudo, mesmo com esta realidade, as curvas às 22h também se apresentaram inversas para os R3,

deixando-os alertas em horário que o início do sono deveria ser prioridade. No dia de repouso,

percebeu-se que mesmo com as baixas concentrações tanto de cortisol quanto de melatonina, a

dessincronização da curva nesta rotina se fez presente.

Figura 4.82. Comparativo da concentração de melatonina e cortisol salivares (ng/mL) entre os comportamentos
das rotinas identificadas no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. médicos
residentes R1; b. médicos residentes R2; c. médicos residentes R3.
A B

34
R3 – Melatonina. Dia de Atividade. AA: M=1,56, S_D=1,38, α=0,79 (p < 0,05); 22h: M=1,18, S_D=1,88, α=0,57 (p < 0,05). Dia de
Repouso. AA: M=0,61, S_D=0,61, α=1,2 (p < 0,05); 22h: M=0,72, S_D=0,72, α=0,99 (p < 0,05). Dia de Plantão. AA: M=1,82,
S_D=0,93, α=1,01 (p < 0,05); 22h: M=2,4, S_D=1,81, α=1,05 (p < 0,05). Dia de Pós-Plantão. AA: M=0,7, S_D=0, α=1,37 (p < 0,05);
22h: M=6,85, S_D=0, α=13,43 (p < 0,05).

204
Todos os grupos apresentaram deslocamento de curva quando relacionados o cortisol e a

melatonina às 22h, no entanto houve decréscimo na concentração do cortisol dos R1 para os R3, a qual

mesmo ainda estando em valores maiores que os da melatonina. Mediante a sempre presença da alta

concentração de cortisol e baixa de melatonina, questionou-se se tais valores são considerados habituais

e presentes em todos os médicos residentes devido à natureza das atividades exercidas desde a

graduação, ou seja, se a exposição continuada aos estressores se sobrepôs ao mecanismo de feedback

negativo de controle do ritmo circadiano, mantendo a secreção de cortisol aumentada durante todo o

tempo necessário e de acordo com as características fisiológicas de cada indivíduo, criando novos

registros de feedback hormonal e até mesmo alterando e reestruturando o comportamento psíquico-

emocional. Tais características também poderiam estar relacionadas ao atraso da fase do sono.

Suposições estas que carecem de estudos mais aprofundados referentes à análise psicofisiológica desta

população não somente nas condições estudadas, mas em outras como com a presença de luz natural,

por exemplo.

4.7 ANÁLISE DAS RELAÇÕES DAS VARIÁVEIS DO AMBIENTE, PSICOLOGIA E FISIOLOGIA

A análise da correlação das condições ambientais e as notas atribuídas no questionário de

percepção ambiental indicou correlação positiva entre os escores de percepção ambiental por grupo: a.

percepção ambiental R1 vs. R2 (r de Spearman = +0,0140), b. percepção ambiental R1 vs. R3 (r de

Spearman = +0,0002) e c. percepção ambiental R2 vs. R3 (r de Spearman = +0,0006) (figura 4.83).

Também foram correlacionadas essas percepções ambientais com as condições ambientais e

nenhuma relação foi encontrada. Contudo, encontrou-se associação negativa entre a percepção

205
ambiental dos grupos R1 e R2 com a iluminância do setor: a. percepção ambiental R1 vs. iluminância (r

de Spearman = -0,0476) e b. percepção ambiental R2 vs. iluminância (r de Spearman = -0,0056) (figura

4.84). Constatando a preferência pela quantidade de baixa iluminância in loco devido a sua necessidade

para a realização das atividades no setor. Já a relação entre as 03 percepções ambientais e a

temperatura do setor demonstrou comportamento de correlações em linhas verticais (VL).

Figura 4.83. Gráfico de correlação de Spearman entre os escores de percepção ambiental por grupo no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. percepção ambiental R1 vs. R2; b. percepção
ambiental R1 vs. R3; c. percepção ambiental R2 vs. R3.

Figura 4.84. Gráfico de correlação de Spearman entre os escores de percepção ambiental por grupo no Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. percepção ambiental R1 vs. iluminância; b.
percepção ambiental R2 vs. iluminância.

Grupo R1. Com relação aos horários de coleta hormonal, os três grupos apresentaram dados

distintos de acordo com a rotina analisada. Para o dia de atividade dos R1, a análise de correlação entre

os horários de coleta hormonal, variáveis emocionais e variáveis ambientais resultou em correlação

positiva para: a. cortisol 12h vs. depressão (r de Spearman = +0,0006), b. cortisol 12h vs. estresse (r de

Spearman = +0,0017), c. cortisol 18h vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = +0,0321), d. cortisol

206
18h vs. temperatura diurna (r de Spearman = +0,0446), e. melatonina AA vs. A-Estado (r de Spearman =

+0,0112) e f. melatonina AA vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0044) (figura 4.85). Estes resultados

demonstraram que quanto maiores eram as concentrações hormonais, seja de cortisol ou melatonina,

em diferentes horários, diferentes transtornos psicológicos eram mais evidenciados.

Figura 4.85. Gráfico de correlação de Spearman entre os horários de coleta hormonal, variáveis emocionais e
variáveis ambientais para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 12h vs. depressão, b. cortisol 12h vs. estresse, c. cortisol 18h vs. transtorno
psiquiátrico, d. cortisol 18h vs. temperatura diurna, e. melatonina AA vs. A-Estado, e f. melatonina AA vs. T-Estado.

A relação do estresse com as variáveis psicológicas, fisiológicas e ambientais trouxe duas

correlações positivas: a. estresse vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = +0,0124) e b. estresse vs.

iluminância diurna (r de Spearman = +0,0010) (figura 4.86). A depressão obteve maior número de

correlações positivas entre as variáveis psicológicas e ambientais: a. depressão vs. T-Estado (r de

Spearman = +0,0109), b. depressão vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = +<0,0001), c. depressão

vs. estresse (r de Spearman = +<0,0001), e d. depressão vs. iluminância diurna (r de Spearman = +0,0078)

(figura 4.87).
207
Figura 4.86. Gráfico de correlação de Spearman entre o estresse e variáveis emocionais, ambientais e fisiológica
para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a.
estresse vs. transtorno psiquiátrico e b. estresse vs. iluminância diurna.

Figura 4.87. Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e variáveis emocionais, ambientais e fisiológica
para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a.
depressão vs. T-Estado, b. depressão vs. transtorno psiquiátrico, c. depressão vs. estresse, e d. depressão vs.
iluminância diurna.

A ansiedade (A-Estado e T-Estado) também obteve correlações positivas. A A-Estado

correlacionou-se positivamente com: a. A-Estado vs. T-Estado (r de Spearman = +<0,0001), b. A-Estado

vs. temperatura diurna (r de Spearman = +<0,0001); e negativamente com c. A-Estado vs. umidade

relativa diurna (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.88). Já a T-Estado também se correlacionou

positivamente com a temperatura diurna (r de Spearman = +0,0002) e negativamente com a umidade

relativa diurna (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.89). Para o transtorno psiquiátrico foram

identificadas correlações positivas com as seguintes variáveis ambientais e psicológicas: a. transtorno

psiquiátrico vs. A-Estado (r de Spearman = +<0,0001), b. transtorno psiquiátrico vs. T-Estado (r de

Spearman = +<0,0001) e c. transtorno psiquiátrico vs. temperatura diurna (r de Spearman = +<0,0001). A

208
correlação negativa se deu com d. transtorno psiquiátrico vs. umidade relativa diurna (r de Spearman = -

<0,0001) (figura 4.90).

Figura 4.88. Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade A-Estado e variáveis emocionais, ambientais e
fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. A-Estado vs. T-Estado; b. A-Estado vs. temperatura diurna; e c. A-Estado vs. umidade
relativa diurna.

Figura 4.89. Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade T-Estado e variáveis emocionais, ambientais e
fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. T-Estado vs. temperatura diurna; e b. T-Estado vs. umidade relativa diurna.

Figura 4.90. Gráfico de correlação de Spearman entre o transtorno psiquiátrico e variáveis emocionais, ambientais
e fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. transtorno psiquiátrico vs. A-Estado; b. transtorno psiquiátrico vs. T-Estado; c. transtorno
psiquiátrico vs. temperatura diurna; e d. transtorno psiquiátrico vs. umidade relativa diurna.

209
A análise da sonolência diurna excessiva demonstrou, além das relações já identificadas,

correlações positivas com a depressão (r de Spearman = +0,0014) e o estresse (r de Spearman = +0,0445)

(figura 4.91). Já a análise da qualidade do sono encontrou correlações positivas com as 03 variáveis

estudadas: a. qualidade do sono vs. cortisol 12h (r de Spearman = +0,0006), b. qualidade do sono vs.

estresse (r de Spearman = +<0,0001), c. qualidade do sono vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0109), d.

qualidade do sono vs. iluminância diurna (r de Spearman = +0,0078), e e. qualidade do sono vs.

sonolência diurna (r de Spearman = +0,0014) (figura 4.92).

As altas concentrações de cortisol no período de meio dia associaram-se com uma pior

qualidade do sono, demonstrando a relação com o estresse e o T-Estado identificados. Dos médicos

residentes, 04 dos 05 voluntários possuíam problemas no sono, contribuindo diretamente com a

aparição de sonolência durante o dia. Contudo, a baixa iluminância esperada colaborou negativamente

para a qualidade do ambiente devido ao estresse e depressão relacionados aos baixos índices presentes.

O descostume com as condições ambientais impostas pela Imaginologia provocou sensação de apatia

nos R1, justificando os altos índices de cortisol dosados. As rotinas de repouso, plantão e pós-plantão

não tiveram suas correlações finalizadas por possuírem n insuficiente aos cálculos necessários.

Figura 4.91. Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna e variáveis emocionais, ambientais e
fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. depressão; e b. sonolência diurna vs. estresse.

210
Figura 4.92. Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e variáveis emocionais, ambientais e
fisiológica para a rotina de atividade dos R1 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. cortisol 12h; b. qualidade do sono vs. estresse; c. qualidade do sono
vs. T-Estado; d. qualidade do sono vs. iluminância diurna; e e. qualidade do sono vs. sonolência diurna.

Grupo R2. A análise de correlações no dia de atividade entre as variáveis ambientais,

psicológicas e fisiológicas apresentaram valores específicos para os médicos residentes R2. O cortisol

secretado ao acordar obteve correlação negativa com: a. cortisol AA vs. depressão (r de Spearman = -

0,0003), b. cortisol AA vs. A-Estado (r de Spearman = -0,0008), c. cortisol AA vs. T-Estado (r de Spearman

= -0,0008), d. cortisol AA vs. iluminância diurna (r de Spearman = -<0,0001); e correlação positiva com: e.

cortisol AA vs. temperatura diurna (r de Spearman = +0,0071) e f. cortisol AA vs. cortisol 22h (r de

Pearson = +0,0145) (figura 4.93). O cortisol às 22h apresentou correlações negativas com as mesmas

identificadas para o CAA: a. cortisol 22h vs. depressão (r de Spearman = -0,0262); b. cortisol 22h vs. A-

Estado (r de Spearman = -0,0270); c. cortisol 22h vs. T-Estado (r de Spearman = -0,0270); e d. cortisol 22h

vs. iluminância diurna (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.94). Já a análise da melatonina às 22h

apresentou correlação negativa com o transtorno psiquiátrico (r de Spearman = -0,0339) e positiva com

a melatonina ao acordar (r de Pearson = +<0,0001) (figura 4.95).

211
Figura 4.93. Gráfico de correlação de Spearman e Pearson entre os escores de cortisol AA e as variáveis
ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. cortisol AA vs. depressão; b. cortisol AA vs. A-Estado; c. cortisol AA vs. T-
Estado; d. cortisol AA vs. iluminância diurna; e. cortisol AA vs. temperatura diurna; e f. cortisol AA vs. cortisol 22h.

Figura 4.94. Gráfico de correlação de Spearman entre os escores de cortisol 22h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 22h vs. depressão; b. cortisol 22h vs. A-Estado; c. cortisol 22h vs. T-Estado; e d.
cortisol 22h vs. iluminância diurna.

Figura 4.95. Gráfico de correlação de Spearman e Pearson entre a melatonina 22h e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. melatonina 22h vs. transtorno psiquiátrico; e b. melatonina 22h vs. melatonina AA.

212
A relação da depressão com as variáveis ambientais, psicológicas e fisiológicas resultou em

duas correlações positivas: a. depressão vs. A-Estado (r de Spearman = +0,0008) e b. depressão vs. T-

Estado (r de Spearman = +0,0008) (figura 4.96). Enquanto o estresse apresentou correlação positiva e

outra negativa: a. estresse vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = +0,0008), b. estresse vs. umidade

relativa diurna (r de Spearman = -0,0037). Umidade esta que se relacionou inversamente com o

transtorno psiquiátrico: r de Spearman = -0,0037 (figura 4.97).

Figura 4.96. Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. depressão vs. A-Estado; e b. depressão vs. T-Estado.

Figura 4.97. Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão, o transtorno psiquiátrico e as variáveis
ambientais, psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. transtorno psiquiátrico; b. estresse vs. umidade relativa diurna; e c.
transtorno psiquiátrico vs. umidade relativa diurna.

A correlação entre a qualidade do sono e as variáveis estudadas apontou relações negativas já

esperadas: a. qualidade do sono vs. depressão (r de Spearman = -<0,0001), b. qualidade do sono vs.

estresse (r de Spearman = -0,0167), c. qualidade do sono vs. A-Estado (r de Spearman = -<0,0001) e d.

213
qualidade do sono vs. T-Estado (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.98). A sonolência diurna excessiva,

contudo, obteve relações significativas com variáveis específicas: a. sonolência diurna vs. cortisol 22h (r

de Pearson = -0,0435), b. sonolência diurna vs. depressão (r de Spearman = +0,0159), c. sonolência

diurna vs. A-Estado (r de Spearman = +0,0079), d. sonolência diurna vs. T-Estado (r de Spearman =

+0,0079) e e. sonolência diurna vs. temperatura diurna (r de Spearman = -0,0017) (figura 4.99).

Figura 4.98. Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. depressão; b. qualidade do sono vs. estresse; c. qualidade do sono
vs. A-Estado; e d. qualidade do sono vs. T-Estado.

Figura 4.99. Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R2 o no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: : a. sonolência diurna vs. cortisol 22h; b. sonolência diurna vs. depressão; c. sonolência
diurna vs. A-Estado; d. sonolência diurna vs. T-Estado; e e. sonolência diurna vs. temperatura diurna.

214
Na rotina de plantão, os R2 apresentaram dados específicos com um maior número de

correlações, sejam elas positivas ou negativas. O cortisol AA demonstrou correlação negativa com a

umidade relativa diária (r de Spearman = -0,0028) e linha horizontal (HL) com a iluminância diária. Os

valores coletados do cortisol às 12h, às 18h e às 22h também apresentaram HL com a iluminância diária.

O cortisol 22h possuiu, além da HL, correlação positiva com a temperatura diária (r de Spearman =

+0,0333). Já ambas coletas da melatoninas AA e 22h expuseram correlações iguais com as mesmas

variáveis e HL também para a iluminância diária.

Na figura 4.100 teve-se: a. melatonina AA vs. depressão (r de Spearman = -<0,0001), b.

melatonina AA vs. estresse (r de Spearman = -<0,0001), c. melatonina AA vs. transtorno psiquiátrico (r de

Spearman = -<0,0001), d. melatonina AA vs. A-Estado (r de Spearman = -<0,0001), e. melatonina AA vs. T-

Estado (r de Spearman = -<0,0001) e f. melatonina AA vs. melatonina 22h, único com relação positiva (r

de Spearman = +0,0333). E na figura 4.101: a. melatonina 22h vs. depressão (r de Spearman = -<0,0001),

b. melatonina 22h vs. estresse (r de Spearman = -<0,0001), c. melatonina 22h vs. transtorno psiquiátrico

(r de Spearman = -<0,0001), d. melatonina 22h vs. A-Estado (r de Spearman = -<0,0001), e e. melatonina

22h vs. T-Estado (r de Spearman = -<0,0001).

215
Figura 4.100. Gráfico de correlação de Spearman entre a melatonina AA e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. melatonina AA vs. depressão; b. melatonina AA vs. estresse; c. melatonina AA vs.
transtorno psiquiátrico; d. melatonina AA vs. A-Estado; e. melatonina AA vs. T-Estado; e f. melatonina AA vs.
melatonina 22h.

Figura 4.101. Gráfico de correlação de Spearman entre a melatonina 22h e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. melatonina 22h vs. depressão; b. melatonina 22h vs. estresse; c. melatonina 22h vs.
transtorno psiquiátrico; d. melatonina 22h vs. A-Estado; e e. melatonina 22h vs. T-Estado.

216
A depressão, o estresse, o A-Estado e o T-Estado apresentaram as mesmas correlações

negativas com umidade relativa diária (r de Spearman = -<0,0001) e HL com a iluminância diária. A

sonolência diurna do plantão encontrou correlação negativa com grande parte das variáveis analisadas:

a. sonolência diurna vs. cortisol AA (r de Spearman = -<0,0001), b. sonolência diurna vs. cortisol 18h (r de

Spearman = -<0,0001), c. sonolência diurna vs. cortisol 22h (r de Spearman = -<0,0001), d. sonolência

diurna vs. depressão (r de Spearman = -<0,0001), e. sonolência diurna vs. estresse (r de Spearman = -

<0,0001), f. sonolência diurna vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = -<0,0001), g. sonolência

diurna vs. A-Estado (r de Spearman = -<0,0001) e h. sonolência diurna vs. T-Estado (r de Spearman = -

<0,0001) (figura 4.102). Foi identificada HL com a iluminância e correlação negativa com a temperatura

diária (r de Spearman = -<0,0001). Já a qualidade do sono obteve correlação negativa com a melatonina

às 22h (r de Spearman = -<0,0001) e com a umidade relativa diária (r de Spearman = -<0,0001) (figura

4.103), e HL com a iluminância.

Figura 4.102. Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna excessiva e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. cortisol AA; b. sonolência diurna vs. cortisol 18h; c. sonolência diurna
vs. cortisol 22h; d. sonolência diurna vs. depressão; e. sonolência diurna vs. estresse; f. sonolência diurna vs.
transtorno psiquiátrico; g. sonolência diurna vs. A-Estado; e h. sonolência diurna vs. T-Estado.

217
Figura 4.103. Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais, psicológicas
e fisiológicas para a rotina de plantão dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. melatonina 22h; e b. qualidade do sono vs. umidade relativa diurna.

Na rotina de repouso dos R2 foram identificadas menos relações que nas outras duas rotinas já

descritas, especialmente relacionadas com os horários de coleta salivar. O cortisol às 18h apresentou

correlações negativas com todos os transtornos psicológicos estudados: a. cortisol 18h vs. depressão (r

de Spearman = -<0,0001), b. cortisol 18h vs. estresse (r de Spearman = -<0,0001), c. cortisol 18h vs.

transtorno psiquiátrico (r de Spearman = -<0,0001), d. cortisol 18h vs. A-Estado (r de Spearman = -

<0,0001) e e. cortisol 18h vs. T-Estado (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.104).

O mesmo comportamento observado no cortisol às 22h: a. cortisol 22h vs. depressão (r de

Spearman = -<0,0001), b. cortisol 22h vs. estresse (r de Spearman = -<0,0001), c. cortisol 22h vs.

transtorno psiquiátrico (r de Spearman = -<0,0001), d. cortisol 22h vs. A-Estado (r de Spearman = -

<0,0001) e e. cortisol 22h vs. T-Estado (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.105). Demonstrando que o

processo iniciado na hora do jantar perdurou até meados do horário de dormir. A qualidade do sono

também apresentou correlações negativas: a. qualidade do sono vs. cortisol AA (r de Pearson = -0,0042)

e b. qualidade do sono vs. cortisol 12h (r de Spearman = -0,0222). A rotina de pós-plantão não teve suas

correlações calculadas devido à insuficiência na quantidade de n.

218
Figura 4.104. Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 18h e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de repouso dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 18h vs. depressão; b. cortisol 18h vs. estresse; c. cortisol 18h vs. transtorno
psiquiátrico; d. cortisol 18h vs. A-Estado; e e. cortisol 18h vs. T-Estado.

Figura 4.105. Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 22h e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de repouso dos R2 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 22h vs. depressão; b. cortisol 22h vs. estresse; c. cortisol 22h vs. transtorno
psiquiátrico; d. cortisol 22h vs. A-Estado; e e. cortisol 22h vs. T-Estado.

Grupo R3. A rotina de atividade dos R3 apresentou correlações contrárias entre o cortisol

liberado às 12h e o liberado às 18h, demonstrando inversão entre horários sequenciados. O cortisol às

12h apresentou as seguintes correlações frente às variáveis ambientais, psicológicas e fisiológicas: a.


219
cortisol 12h vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = -0,0378), b. cortisol 12h vs. iluminância diurna (r

de Spearman = -<0,0001), c. cortisol 12h vs. sonolência diurna (r de Spearman = +0,0357) e d. cortisol

12h vs. qualidade do sono (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.106).

O cortisol teve correlações especificamente com variáveis psicológicas: a. cortisol 18h vs.

depressão (r de Spearman = +0,0333), b. cortisol 18h vs. estresse (r de Spearman = +0,0333), c. cortisol

18h vs. A-Estado (r de Spearman = +0,0333) e d. cortisol 18h vs.T-Estado (r de Spearman = +0,0333)

(figura 4.107). A melatonina ao acordar somente correlacionou-se com duas variáveis psicológicas: a.

melatonina AA vs. qualidade do sono (r de Spearman = +0,0490) e b. melatonina AA vs. transtorno

psiquiátrico (r de Spearman = -0,0460) (figura 4.108).

Figura 4.106. Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 12h e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 12h vs. transtorno psiquiátrico; b. cortisol 12h vs. iluminância diurna; c. cortisol 12h
vs. sonolência diurna; e d. cortisol 12h vs. qualidade do sono.

Figura 4.107. Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 18h e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 18h vs. depressão; b. cortisol 18h vs. estresse; c. cortisol 18h vs. A-Estado; e d.
cortisol 18h vs.T-Estado.

220
Figura 4.108. Gráfico de correlação de Spearman entre a melatonina ao acordar e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 o no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. melatonina AA vs. qualidade do sono; e b. melatonina AA vs. transtorno psiquiátrico.

A depressão apresentou correlação positiva com algumas variáveis ambientais e psicológicas: a.

depressão vs. estresse (r de Spearman = +<0,0001), b. depressão vs. A-Estado (r de Spearman =

+<0,0001), c. depressão vs. T-Estado (r de Spearman = +<0,0001) e d. depressão vs. iluminância diurna (r

de Spearman = +0,0091) (figura 4.109). O estresse, contudo, obteve correlações positivas com: a.

estresse vs. A-Estado (r de Spearman = +<0,0001), b. estresse vs. T-Estado (r de Spearman = +<0,0001) e

c. estresse vs. iluminância diurna (r de Spearman = +0,0091) (figura 4.110).

Figura 4.109. Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. depressão vs. estresse; b. depressão vs. A-Estado; c. depressão vs. T-Estado; e d.
depressão vs. iluminância diurna.

221
Figura 4.110. Gráfico de correlação de Spearman entre o estresse e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. A-Estado; b. estresse vs. T-Estado; e c. estresse vs. iluminância diurna.

A ansiedade (A-Estado) demonstrou correlações positivas com apenas duas variáveis: a. A-

Estado vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0001) e b. A-Estado vs. iluminância diurna (r de Spearman =

+0,0091) (figura 4.111). O transtorno psiquiátrico também obteve correlação positiva com duas variáveis

exclusivamente ambientais: a. transtorno psiquiátrico vs. iluminância diurna (r de Spearman = +0,0091) e

b. transtorno psiquiátrico vs. temperatura diurna (r de Spearman = +0,0021) (figura 4.112).

Figura 4.111. Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. A-Estado vs. T-Estado; e b. A-Estado vs. iluminância diurna.

222
Figura 4.112. Gráfico de correlação de Spearman entre o transtorno psiquiátrico e as variáveis ambientais,
psicológicas e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. transtorno psiquiátrico vs. iluminância diurna; e b. transtorno psiquiátrico vs. temperatura
diurna.

A sonolência diurna excessiva apresentou correlações negativas com as variáveis ambientais,

psicológicas e fisiológicas: a. sonolência diurna vs. depressão (r de Spearman = -<0,0001), b. sonolência

diurna vs. estresse (r de Spearman = -<0,0001), sonolência diurna vs. transtorno psiquiátrico (r de

Spearman = -<0,0001), d. sonolência diurna vs. A-Estado (r de Spearman = -<0,0001), e. sonolência

diurna vs. T-Estado (r de Spearman = -<0,0001) e f. sonolência diurna vs. iluminância diurna (r de

Spearman = -<0,0001) (figura 4.113).

Correlações estas inversas às que se apresentaram para a qualidade do sono, as quais foram

positivas em 06 das 07 correlações identificadas: a. qualidade do sono vs. transtorno psiquiátrico (r de

Spearman = +0,0357), b. qualidade do sono vs. estresse (r de Spearman = +0,0357), c. qualidade do sono

vs. depressão (r de Spearman = +0,0357), d. qualidade de sono vs. A-Estado (r de Spearman = +0,0357),

e. qualidade do sono vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0357), f. qualidade do sono vs. iluminância diurna

(r de Spearman = +0,0357) e g. qualidade de sono vs. temperatura diurna (r de Spearman = -<0,0001)

(figura 4.114).

223
Figura 4.113. Gráfico de correlação de Spearman entre a sonolência diurna e as variáveis ambientais, psicológicas
e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. depressão; b. sonolência diurna vs. estresse; sonolência diurna vs.
transtorno psiquiátrico; d. sonolência diurna vs. A-Estado; e. sonolência diurna vs. T-Estado; e f. sonolência diurna
vs. iluminância diurna.

Figura 4.114. Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais, psicológicas
e fisiológicas para a rotina de atividade dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. transtorno psiquiátrico; b. qualidade do sono vs. estresse; c.
qualidade do sono vs. depressão; d. qualidade de sono vs. A-Estado; e. qualidade do sono vs. T-Estado; f.
qualidade do sono vs. iluminância diurna; e g. qualidade de sono vs. temperatura diurna.

Comportamento semelhante foi obtido na rotina do plantão dos R3. O cortisol nos 04 horários

coletados apresentou correlações sejam elas positivas, negativas ou HL. O cortisol ao acordar trouxe

224
apenas uma correlação em HL com a iluminância diária. Os valores coletados de cortisol às 12h e 18h

apresentaram correlação negativa com o transtorno psicológico (r de Spearman = -<0,0001). Já o cortisol

às 22h expôs 05 correlações positivas e 01 negativa conforme visto na figura 4.115: a. cortisol 22h vs.

depressão (r de Spearman = +0,0119), b. cortisol 22h vs. estresse (r de Spearman = +0,0119), c. cortisol

22h vs. A-Estado (r de Spearman = +0,0119), d. cortisol 22h vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0119) e e.

cortisol 22h vs. sonolência diurna (r de Spearman = +0,0119). Aqui também se obteve HL entre o cortisol

22h e a iluminância diária. Conduta esta análoga às concentrações de melatonina ao acordar e às 22h e

sua relação em HL com a mesma iluminância diária.

Figura 4.115. Gráfico de correlação de Spearman entre o cortisol 22h e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. cortisol 22h vs. depressão; b. cortisol 22h vs. estresse; c. cortisol 22h vs. A-Estado; d.
cortisol 22h vs. T-Estado; e e. cortisol 22h vs. sonolência diurna.

A depressão apresentou correlações positivas com as variáveis psicológicas e negativa com as

ambientais: a. depressão vs. estresse (r de Spearman = +0,0119), b. depressão vs. A-Estado (r de

Spearman = +0,0119), c. depressão vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0119) e d. depressão vs.

temperatura diária (r de Spearman = -0,0476) (figura 4.116). Contudo, a relação entre a depressão e a
225
iluminância diária foi em HL. O estresse também expôs este tipo de comportamento, mas com menos

variáveis: a. estresse vs. A-Estado (r de Spearman = +0,0119), b. estresse vs. T-Estado (r de Spearman =

+0,0119) e c. estresse vs. temperatura diária (r de Spearman = -0,0476) (figura 4.117), bem como a

relação em HL com a iluminância diária.

Figura 4.116. Gráfico de correlação de Spearman entre a depressão e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas
a. depressão vs. estresse; b. depressão vs. A-Estado; c. depressão vs. T-Estado; e d. depressão vs. temperatura
diária.

Figura 4.117. Gráfico de correlação de Spearman entre o estresse e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. estresse vs. A-Estado; b. estresse vs. T-Estado; e c. estresse vs. temperatura diária.

A ansiedade, tanto o traço quanto o estado, apresentou correlações em HL com a iluminância

diária, assim como relação positiva entre o A-Estado vs. T-Estado (r de Spearman = +0,0119) e negativa

entre: A-Estado vs. temperatura diária (r de Spearman = -0,0476) e T-Estado vs. temperatura diária (r de

Spearman = +0,0476) (figura 4.118).

226
Figura 4.118. Gráfico de correlação de Spearman entre a ansiedade e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. A-Estado vs. T-Estado; b. A-Estado vs. temperatura diária; e c. T-Estado vs. temperatura
diária.

A sonolência diurna excessiva da rotina de plantão, assim como na rotina de atividade,

apresentou todas as correlações negativas com as variáveis psicológicas: a. sonolência diurna vs.

depressão (r de Spearman = -<0,0001), b. sonolência diurna vs. estresse (r de Spearman = -<0,0001), c.

sonolência diurna vs. transtorno psiquiátrico (r de Spearman = -<0,0001), d. sonolência diurna vs. A-

Estado (r de Spearman = -<0,0001) e f. sonolência diurna vs. T-Estado (r de Spearman = -<0,0001) (figura

4.119). Foi identificada também correlação em HL entre a sonolência diurna e a iluminância diária.

Já a qualidade do sono, para a rotina em questão apresentou apenas duas correlações

negativas com as variáveis ambientais e fisiológicas: a. qualidade do sono vs. cortisol 22h (r de Spearman

= -<0,0001) e b. qualidade do sono vs. temperatura diária (r de Spearman = -<0,0001) (figura 4.120).

Assim como nos outros casos, identificou-se correlação em HL entre a qualidade do sono e a iluminância

diária.

227
Figura 4.119. Gráfico de correlação de entre a sonolência diurna excessiva e as variáveis ambientais, psicológicas e
fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. sonolência diurna vs. depressão; b. sonolência diurna vs. estresse; c. sonolência diurna vs.
transtorno psiquiátrico; d. sonolência diurna vs. A-Estado; e f. sonolência diurna vs. T-Estado.

Figura 4.120. Gráfico de correlação de Spearman entre a qualidade do sono e as variáveis ambientais, psicológicas
e fisiológicas para a rotina de plantão dos R3 no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da
UNICAMP/Campinas: a. qualidade do sono vs. cortisol 22h; e b. qualidade do sono vs. temperatura diária.

4.8 AMBIENTE CONSTRUÍDO HOSPITALAR E SAÚDE PSICOFIOLÓGICA

A exposição dos dados ao longo do capítulo auxiliou a perfilar tanto o ambiente físico do Setor

da Imaginologia do HC/campinas quanto à saúde psicofisiológica dos médicos residentes dos 03 anos.

Sua discussão visou compreender como os resultados se correlacionavam, demonstrando como o

ambiente construído hospitalar influenciava a saúde psicofisiológica dos médicos residentes aqui
228
estudados. A análise dos resultados permitiu a discussão dos questionamentos inicialmente feitos e a

visualização aprofundada das interações da tríade estudada ambiente construído-aspectos psicológicos-

aspectos hormonais e as respostas dadas (figura 4.121).

Figura 4.121. Interação entre ambiente construído e respostas esperadas para a realidade dos médicos residentes
do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

A análise ambiental contribuiu para a visualização das condições em que o setor se encontrava.

A variável da iluminação teve como problemática o posicionamento das luminárias e a intensidade das

lâmpadas causando pontos de ofuscamento, a falta de humanização visual no cuidado espacial e de

iluminação de tarefa e dimmerização do sistema nas salas de laudo. Na parte térmica constatou-se

necessidade de controle e ajuste da temperatura para os médicos residentes, além de resfriamento

sobre as fontes de calor. A umidade relativa apresentou problemas nos ambientes mais frios (sala de

laudo [9] e sala de laudo RM 1,5T), mas não foram relatadas reclamações dos voluntários. No item de

uso do espaço, o setor não favoreceu a acessibilidade com esquadrias, tamanho e disposição tanto do
229
mobiliário quanto do espaço. Houve falha na sinalização e clareza do desenho do setor, tornando-se

preocupante em possíveis episódios de incêndios ou situações de pânico.

Os ambientes não demonstraram integração entre os conceitos de conforto ambiental, bem-

estar e estética espacial. Tal falha foi percebida pelo grau de cobrança e percepção espacial entre os

médicos residentes. Os R1 foram os mais críticos, seguidos dos R2 e R3. Os médicos residentes do

primeiro ano expuseram problemas advindos do(a): ruído e sua constância; iluminação com

ofuscamento, presença de sombras na estação de trabalho, falta de uniformidade do sistema de

iluminação e diferenciação de zonas de atividades dentro dos ambientes; espaço sem adequada

distribuição do mobiliário, prejudicando a execução de tarefas.

Os R2 reforçaram a existência e constância do ruído, bem como seu alcance no dormitório. A

iluminação, contudo, caminhou entre a existência de sombras no plano de trabalho e a falta de

uniformidade. No item de espaço e mobiliário, o único tópico que gerou incômodo foi a agradabilidade

visual do setor.

Já os R3 mostraram-se menos incomodados com o ambiente em si, ressaltando itens

específicos, resultantes de uma vivência maior no ambiente e conhecedores das burocracias e carências

locais. Eles perceberam e comprovaram a existência do ruído, a presença de sombras na estação de

trabalho e a falta de uniformidade no sistema luminotécnico, ao mesmo tempo em que reconheciam as

deficiências próprias do setor em um hospital universitário (figura 4.122). Constatando-se que o

desconforto ambiental sentido decresce à medida que o ambiente é vivenciado e suas falhas

reconhecidas com o amadurecimento pessoal e profissional no local de residência médica,

demonstrando as correlações obtidas anteriormente.

230
Figura 4.122. Síntese da percepção ambiental dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de
Clínicas da UNICAMP/Campinas.

231
Frente à percepção ambiental obtida constatou-se correlação positiva entre os 03 grupos de

voluntários: à medida que crescia a percepção positiva do ambiente para os R3, aumentava também as

dos R2 e R1. Contudo, associação negativa entre percepção ambiental dos grupos R1 e R2 com a

iluminância do setor: quanto menor os índices de iluminância, maiores as percepções ambientais

positivas, comprovando a preferência pela quantidade presente da iluminância in loco devido a sua

necessidade para a realização das atividades no setor, apesar dos R1 estranharem tal condição no início

da residência médica (figura 4.123).

Figura 4.123. Síntese da relação entre percepção ambiental dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do
Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas e as condições ambientais aferidas.

Ao analisar os resultados das variáveis emocionais por grupo constatou-se que o grupo R2

apresentou dados diferenciados frente aos demais grupos. Em todos os instrumentais aplicados, os R2

alcançaram seja aproximando, igualando ou ultrapassando as pontuações ditas como limites para as

variáveis: depressão, estresse (nas 03 fases: alarme, resistência e exaustão), transtorno psiquiátrico,

ansiedade (nas 02 fases), sonolência diurna excessiva e qualidade do sono (figura 4.124). Os voluntários

que se encontravam na fase de exaustão, somada ao transtorno de ansiedade favoreceu a secreção de

cortisol em grandes quantidades uma vez que nesse estágio iniciava-se o esgotamento dos recursos

adaptativos do corpo, surgindo os primeiros sintomas de adoecimento, explicando a quantidade de

cortisol dosada e os transtornos psiquiátricos encontrados.

232
Na rotina de atividade, a concentração de cortisol influenciou inversamente 04 variáveis

emocionais: depressão, ansiedade, transtorno psiquiátrico e sonolência diurna excessiva: quanto

maiores as alterações emocionais, menores as concentrações de cortisol e melatonina, justificando a

diferença observada entre os R1 e os R2. A ansiedade também se destacou ao interferir nas variáveis

psicológicas estudadas. Sua presença associou-se à depressão, estresse, sonolência diurna excessiva e

qualidade do sono.

Na rotina de plantão, o cortisol pouco teve relação com as variáveis ambientais e psicológicas,

constatando-se que a concentração encontrada referiu-se à liberação esperada para a realização das

atividades de plantão e o estado de alerta comum. A diminuição da concentração do cortisol ao acordar,

às 18h e às 22h, aumentava os índices de sonolência, indicando preparo do corpo para o sono à noite. Já

a menor concentração da melatonina correlacionou-se com maiores índices de depressão, estresse,

transtorno psiquiátrico e ansiedade. Tal correlação inversa também foi observada entre a sonolência

diurna excessiva e as variáveis psicológicas: quanto maiores essas variáveis, menores a sonolência diurna

excessiva, possivelmente devido às altas concentrações de cortisol dosadas.

No dia de repouso, as concentrações hormonais de cortisol reagiram inversamente às variáveis

psicológicas, ou seja, quanto maiores os índices dessas variáveis, menores as taxas de cortisol às 18h e às

22h, justificando a menor concentração hormonal dos R2 frente aos R1.

233
Figura 4.124. Síntese dos resultados das variáveis emocionais e fisiológicas dos médicos residentes R2 do Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

O grupo R1 apresentou pontuações iguais ou acima da limítrofe no estresse (fase de alarme),

ansiedade (T-Estado), sonolência diurna excessiva e qualidade do sono, com presença significativa de

desenvolvimento de possíveis transtornos psiquiátricos dentro desta população (figura 4.125). Contudo,

tais dados não foram capazes de justificar a alta concentração de cortisol e a desorganização na

distribuição, uma vez que a ansiedade e depressão são os transtornos capazes de liberar a ACTH,

ativando o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e secretando o cortisol.

A revisão do instrumental “anamnese ocupacional” não demonstrou evidências que

justificassem a elevada dosagem, pois todas as informações passadas mostraram um quadro dentro da

normalidade. A quantidade aferida das variáveis ambientais não foi suficiente para interferir nas

variáveis psicológicas e fisiológicas. Contudo, a qualidade apresentou-se como uma das controladoras

daquelas variáveis. Quando correlacionados a percepção ambiental e a concentração hormonal

averiguou-se que ao cobrar demasiadamente o espaço de trabalho e unindo-se à sensação de

impotência por não serem capazes de proverem melhorias no espaço daquele que é o hospital objeto de

234
desejo para a residência médica, o desconforto com as condições ambientais prevaleceu. E ao consagrar

a qualidade do ambiente construído como fonte estressora juntamente com sentimentos diversos como

a expectativa pela nova etapa de vida, insegurança, cobranças pessoais e mudanças (de cidade, de casa,

de amigos, dentre outros), a secreção do cortisol intensificou-se visando adaptar o organismo, mantendo

as condições internas constantes frente à variação e influência da metamorfose que intercorria.

Entretanto, devido à sempre presença da alta concentração de cortisol e baixa de melatonina,

também se questionou se tais valores seriam considerados habituais e presentes em todos os médicos

residentes devido à natureza das atividades exercidas desde a graduação, ou seja, se a exposição

continuada aos estressores se sobrepôs ao mecanismo de feedback negativo de controle do ritmo

circadiano, mantendo a secreção de cortisol aumentada durante todo o tempo necessário e de acordo

com as características fisiológicas de cada indivíduo, criando novos registros de feedback hormonal e até

mesmo alterando e reestruturando o comportamento psíquico-emocional. Suposição esta carente de

estudos aprofundados referentes à análise psicofisiológica desta população, não somente nas condições

estudadas, mas em outras como com a presença de luz natural para comparação dos resultados aqui

obtidos, por exemplo.

235
Figura 4.125. Síntese dos resultados das variáveis emocionais e fisiológicas dos médicos residentes R1 do Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Na avaliação psicológica, o grupo R3 obteve pontuações iguais ou acima da limítrofe para

depressão, estresse e ansiedade (A-Estado). Isto demonstrou o desenvolvimento de quadro de

depressão e estresse para a fase de resistência, além de comportamento ansioso e da presença

constante de sintomas psicossomáticos, mas ainda assim com melhores condições de saúde e bem-estar

do que os outros 02 grupos (figura 4.126).

Na rotina de atividade, a secreção hormonal esteve diretamente ligada às variáveis

psicológicas: i. quanto menores as concentrações do cortisol às 12h e da melatonina ao acordar, maior o

índice de transtorno psiquiátrico; ii. quanto maior a concentração do cortisol às 18h, maiores eram os

valores de depressão, estresse e ansiedade; iii. a qualidade do sono, por conseguinte, sofreu influência

direta de todas as variáveis emocionais, quanto maiores seus valores, pior a qualidade do sono à noite; e

iv. a sonolência diurna excessiva teve seus valores diminuídos à medida que os índices das variáveis

emocionais aumentavam, especialmente o estresse e a ansiedade, constatando-se a realidade colocada

no referencial teórico.
236
Na rotina de plantão, a secreção hormonal apenas teve o cortisol de 22h influenciando a

depressão, o estresse e a ansiedade: quanto maior a concentração hormonal, maiores os valores dessas

variáveis emocionais. Contudo, mesmo com esta correlação, ela não se associou com a qualidade do

sono ruim e a sonolência diurna excessiva também se relacionou diretamente com a depressão, o

estresse e a ansiedade, ou seja, quanto maior um aspecto, maior o outro. Contudo, tais relações

contribuíram com o questionamento “será então a privação do sono a causa de todas essas

correlações?” Assim, o amadurecimento pessoal e profissional, a vivência no setor e a habilidade de

filtrar ameaças auxiliaram a criar novos registros de feedback hormonal, remodelando os antigos e

reestruturando psíquico-emocionalmente os médicos residentes, tornando-os capazes de se ajustarem

ao meio e às condições impostas, favorecendo a homeostasia e a menor secreção do cortisol mesmo nas

rotinas identificadas.

Figura 4.126. Síntese dos resultados das variáveis emocionais e fisiológicas dos médicos residentes R3 do Setor da
Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Ao confrontar a aferição das variáveis ambientais e psicológicas com as concentrações de

cortisol e melatonina encontradas constatou-se que os dados quantitativos aferidos de iluminação


237
diurna e noturna, temperatura e umidade relativa não atingiram patamares capazes de interferir na

dessincronização total do ciclo claro-escuro. A iluminância teve suas médias variando entre 14,65 lx e

152,64 lx no período diurno, não suprimindo a secreção da melatonina dos médicos residentes nas

rotinas de atividade, plantão (durante o dia) e pós-plantão. Para este item também não foi alterada a

secreção do cortisol, uma vez que a luz no ambiente de trabalho não provocou sensação de apatia nem

por excesso e nem pelos baixos valores. A iluminância noturna, presente para aqueles que se

encontravam em plantão e com médias entre 12,31 lx e 59 lx, igualmente não foi capaz de suspender a

liberação da melatonina devido a seus baixos valores.

Quando analisado por grupo de residência médica, constatou-se que para os R1, na rotina de

atividade, a quantidade das variáveis ambientais aferidas não foi o suficiente para interferir de forma

intensiva nas variáveis psicológicas e fisiológicas. Mas constatou-se relação entre: i. o cortisol das 18h e a

temperatura, onde quanto maior a temperatura, maior a concentração de cortisol, mas não em

quantidades capazes de ocasionar problemas de saúde; e ii. a qualidade do sono e a iluminância, este

comprovando que quanto maior for seu índice (iluminância), pior será o sono de restauro. Apesar dessas

correlações, a qualidade das variáveis ambientais demonstrou ser a maior influenciadora da percepção

ambiental no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

A figura 4.127 ilustrou a síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de

atividade dos R1, demonstrando maior relação entre as variáveis psicológicas e as fisiológicas. Já as

condições ambientais aferidas, especialmente a iluminação, correlacionaram-se com maior frequência

com as variáveis psicológicas devido ao descostume com as condições ambientais típicas e necessárias à

Imaginologia.

238
Figura 4.127. Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de atividade dos médicos
residentes R1 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Os R2, na rotina de atividade, assim como os R1, a quantidade aferida não foi capaz de

influenciar totalmente as variáveis psicológicas. A iluminância teve correlação inversa com o cortisol:

quanto menor o índice de iluminância, maiores as concentrações do cortisol ao acordar e às 18h, não

interferindo no sono à noite. A umidade relativa também apresentou relação inversa: com menores

valores, maiores as taxas de estresse e transtorno psiquiátrico, demonstrando a já conhecida sensação

em regiões com baixos índices de umidade do ar. Já a temperatura, quanto maior seu valor, maior o

cortisol ao acordar: quando seu valor diminuía, aumentava a taxa de sonolência diurna. Na rotina do

plantão, as condições aferidas trouxeram uma maior gama de correlações, especialmente das condições

térmicas. Quando a temperatura apresentava valores menores, a sonolência diurna excessiva alcançava

maiores índices; mas quando aqueles valores cresciam, o cortisol às 22h também tinha seus valores

aumentados. A umidade relativa esteve atrelada às variáveis emocionais: quanto menores seus valores,

maiores os escores de depressão, estresse, ansiedade e transtorno psiquiátrico.

As correlações entre todas essas variáveis puderam ser visualizadas nas figuras 4.128 a 4.130,

constatando-se maior fluxo de relações entre as variáveis psicológicas e fisiológicas. Destaca-se que em
239
alguns momentos o valor da correlação das variáveis ambientais era mínimo ao ponto de praticamente

não haver relação, como: no dia de atividade, temperatura vs. CAA, temperatura vs. sonolência diurna,

UR vs. estresse, UR vs. transtorno psiquiátrico; no dia de plantão, UR vs. qualidade do sono. Lembrando-

se ainda que no dia de repouso não foram aferidas as condições ambientais.

Figura 4.128. Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de atividade dos médicos
residentes R2 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Figura 4.129. Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de plantão dos médicos residentes
R2 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

240
Figura 4.130. Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de repouso dos médicos
residentes R2 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

A rotina de atividade dos R3 demonstrou que as quantidades aferidas de iluminância e

temperatura influenciaram algumas variáveis psicológicas e fisiológicas. Os baixos valores de iluminância

contribuíram para menores concentrações de cortisol às 12h e a sonolência diurna; quando aqueles

mesmos índices aumentavam, maiores também eram os valores de depressão, estresse, transtorno

psiquiátrico e ansiedade. Isto demonstrou a adaptação já instalada frente às condições de trabalho

necessárias à Imaginologia.

A alta temperatura, entretanto, favoreceu o aumento da liberação da melatonina às 22h,

melhor qualidade do sono e maior a pontuação do transtorno psiquiátrico. Na rotina do plantão, apenas

a temperatura obteve correlação, e inversa, com as variáveis psicológicas: quanto mais frias as salas de

laudo, maiores os índices de depressão, estresse, transtorno psiquiátrico, ansiedade, e menor a

qualidade do sono de restauro à noite. Assim como nos casos dos R1 e R2, os R3 apresentaram maior

fluxo de correlações entre as variáveis psicológicas e as fisiológicas. Contudo, apesar da quantidade

aferida das condições ambientais proporcionarem algumas correlações, a temperatura, assim como no

caso dos R2, apresentou correlações com valores mínimos na maioria de suas relações, como: no dia de
241
atividade, temperatura vs. qualidade do sono e temperatura vs. transtorno psiquiátrico; no dia de

plantão, temperatura vs. A-Estado, temperatura vs. T-Estado, temperatura vs. depressão, temperatura

vs. estresse e temperatura vs. qualidade do sono (figuras 4.131 e 4.132). Demonstrando a baixa relação

entre as variáveis estudadas e a temperatura ambiental.

Figura 4.131. Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de atividade dos médicos
residentes R3 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Figura 4.132. Síntese das correlações entre as variáveis estudadas para a rotina de plantão dos médicos residentes
R3 do setor de Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

242
Constatou-se, desta forma, a forte correlação entre as variáveis psicológicas e fisiológicas para

os 03 grupos de médicos residentes. Com relação ao ambiente construído, as quantidades existentes in

loco de iluminação e temperatura atendiam às necessidades básicas para os médicos residentes

exercerem suas atividades, salvo exceções. Com dados aferidos possuindo valores iguais, menores ou

pouco maiores que os preconizados por normas regulamentadoras como a NR 17 (MTE, 2007) e a NBR

ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013), averiguou-se que, para as condições encontradas, os valores aferidos não

favoreceram a dessincronização do ciclo claro-escuro. Contudo, a qualidade apresentada das condições

ambientais foi responsável pela repulsa ao ambiente pelos R1, a qual diminuía ao longo da jornada da

residência médica. A figura 4.133 ilustrou como se deu o grau de correlação entre as variáveis estudadas.

Figura 4.133. Síntese do grau das correlações entre as variáveis estudadas.

Correção fraca Correlação média Correlação forte

As condições ambientais comportaram análise frente a 03 realidades encontradas: aferição

abaixo das normas regulamentadoras, aferição dentro dos limites máximos e mínimos e aferição acima

dos valores preconizados. Os baixos índices aferidos nas condições ambientais (iluminação, temperatura

e umidade relativa), em termos quantitativos, não se correlacionaram de forma intensiva o aumento do


243
estresse, ansiedade e depressão nos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC da

UNICAMP/Campinas, distúrbio do sono e a dessincronização do ciclo claro-escuro e seus respectivos

hormônios: melatonina e cortisol; assim como as sensações de apatia e medo apareceram no grupo R1

devido possivelmente ao descostume com as condições necessárias inerentes à atividade desenvolvida

no setor: menores valores de iluminância e temperatura.

A qualidade apresentada do ambiente construído do Setor da Imaginologia do HC da

UNICAMP/Campinas influenciou até determinado ponto as variáveis emocionais dos médicos

residentes 35 . As condições ambientais dos sistemas de iluminação e térmica, e suas respectivas

humanizações, provocaram desconfortos diversos que diminuíram à medida que a vivência no espaço

era maior como os sentimentos de impotência, decepção pela alta expectativa por se encontrar em uma

residência médica em um hospital de renome e não ter as condições de trabalho adequadas ao

esperado. Esta mesma qualidade, nas atuais condições ambientais, possivelmente contribuiu para a

alteração da qualidade de sono dos médicos residentes especialmente dos R1 e R2 tendo em vista o

desconforto provocado por aquela somado seja aos transtornos psicológicos seja pela rotina

sobrecarregada.

As alterações nas concentrações hormonais se deram de forma diferenciada para os 03 grupos.

Os R1 apresentaram maiores concentração e variação hormonal, comportamento este que ilustrou a

suscetibilidade prevista para alunos do primeiro ano devido à ansiedade do processo para residência

médica; expectativa de novo conhecimento, colegas, professores, rotina hospitalar, dentre outros;

mudanças; insegurança; além das cobranças pessoais. O corpo se ajustava à nova realidade e ambiente

físico, deparando-se com problemas também de ordem estrutural e funcional. Os R2 tiveram gradual

diminuição da concentração hormonal frente aos R1, aproximando-se e gerando curvas melhor definidas

35
As variáveis emocionais dependem de uma série de fatores que extrapolam o meio ambiental como as relações interpessoais,
satisfação profissional, dentre outros, conforme visto no item 2.3.5 Transtornos psicofisiológicos.
244
e próximas, demonstrando contínua adaptação do corpo às condições impostas. O médico residente

deste ano conhecia a rotina hospitalar, as deficiências ambientais, bem como a burocracia existente.

Comportamento este semelhante aos R3, os quais apresentaram a menor variação e intervalo hormonais

entre todas as curvas das rotinas identificadas. A rotina hospitalar, a realidade e a burocracia locais eram

conhecidas e admitidas, o amadurecimento profissional e pessoal, a segurança no conhecimento

adquirido estava presente e consequente autoestima neste sentido, além de maior vivência no

ambiente.

Desta forma, para o setor estudado, os índices ambientais que promoveriam bem-estar e

satisfação de uso do ambiente de trabalho foram aqueles qualificados como baixos no caso da

iluminância e amenos para as temperaturas visando a atividade de laudar. Maiores valores de

iluminância no plano de trabalho só eram requeridas quando da necessidade de estudos nas salas de

laudo por meio de material impresso. Devido a não integração dos ambientes com conceitos de conforto

ambiental, bem-estar e estética espacial, a percepção ambiental se deu de forma fragmentada,

pendendo negativamente para o caráter da qualidade. A falta de humanização e cuidados ambientais

desfavoreceu a cognição espacial por parte dos usuários, especialmente entre os R1.

Os resultados obtidos demonstraram como o ambiente construído hospitalar influenciou a

saúde psicofisiológica de médicos residentes que vivenciavam espaços de trabalho sem contato com

variáveis ambientais externas e por curto período de tempo (de 01 a 04 anos). Averiguou-se que as

condições ambientais do Setor da Imaginologia, a priori, contribuiriam para a dessincronização do ciclo

claro-escuro dos usuários, uma vez que com as baixas iluminância e temperatura causariam sensações

de apatia, medo, rejeição, dentre outros, pois esta seria a condição natural do ambiente. Devendo-se

estar presente a harmoniosa correlação entre qualidade e quantidade das variáveis ambientais,

constituindo a qualidade do ambiente construído e toda a sua gama de experiências sensoriais.

245
246
247
Com o desenvolvimento de novos procedimentos e tecnologias para diagnósticos em imagem,

a Imaginologia passou a ter maior responsabilidade na análise de doenças precocemente. O preparo de

um médico especialista desta área exige cuidados que vão além do conhecimento repassados em salas

de aula e que deve ser iniciado antes mesmo da residência médica, ainda na graduação de medicina.

A competitividade na área de medicina é marcada desde o vestibular até o momento da

escolha da especialização e consequente entrada na residência médica. O desgaste emocional

acumulado por anos junta-se à adaptação ao novo hospital da residência médica, a novas

responsabilidades, rotinas, estabelecimento de novos vínculos socioafetivos – o que por vezes não é bem

recepcionado pelos veteranos e a competição já instaurada –, dentre outros. Além disto, há por vezes o

desencontro entre as realidades idealizada e experimentada frente à especialização escolhida,

provocando o desejo de abandono do curso e/ou crise de identidade. Uma dessas frustrações está no

ambiente físico hospitalar com condições ambientais deficientes que dificultam a realização adequada

do trabalho previsto, mas que é esperado que os recém-admitidos executem suas tarefas

satisfatoriamente, independente das condições que lhes são dadas.

Cresce a preocupação com o ambiente hospitalar além do paciente. Seus espaços alcançam a

esfera dos profissionais da saúde de acordo com as atividades previstas. Para a Imaginologia não basta

apenas projetar espaços que comportem máquinas como as de ressonância magnética ou tomografia,

devem-se conhecer o que os profissionais da saúde realmente fazem nesse setor, os tipos de atividades

que precisam ser facilitadas, o tipo de ambiente mais indicado para a realização daquelas, dentre outros

248
questionamentos. Tal espaço de trabalho não deve envolver somente questões de custos, mas também

o cotidiano, a produtividade, flexibilidade, cultura e bem-estar de seus usuários, fornecendo suporte no

exercício das atividades e o projeto é um de seus principais incentivadores. A produtividade esperada

parte do princípio de que a empresa fornece um ambiente adequado para tal, respeitando normas

básicas como as de ergonomia e conforto ambiental, bem como as necessidades psicológicas e

comportamentais, evitando que o ambiente agrida o indivíduo, pois cada ambiente é compreendido,

observado e julgado de distintas formas por seus usuários (HALL, 2005).

No caso da residência médica em Imaginologia, o requisito mínimo para a produtividade é o

foco na atividade de laudar, exigindo um ambiente livre de distrações e ruídos desnecessários. Contudo,

mesmo espaços com privacidade social e visual necessitam de projeto que favoreça ambientes que

estimulem a troca de ideias, a liberdade do pensar e o modo de agir dos usuários, além de aparência e

atmosfera que causem impacto positivo nos usuários. E isto se torna importante quando o hospital é

visto como local idealizado, onde o desejo de ser médico especialista será satisfeito.

Ao longo deste trabalho de doutoramento buscou-se verificar a influência das variáveis

ambientais artificias do ambiente construído hospitalar na saúde psicofisiológica de médicos residentes

do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas através de avaliações

ambientais, psicológicas e hormonais. A aplicação de metodologia específica levou às seguintes

conclusões frente aos questionamentos inicialmente feitos:

1. O ambiente construído do Setor da Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas influencia as variáveis

emocionais dos médicos residentes? Como? A qualidade proporcionada do ambiente construído do Setor

da Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas influenciou de forma limitada as variáveis emocionais de

seus médicos residentes. As condições ambientais acarretaram em desconfortos que diminuíram à

249
medida que se aumentava a vivência no espaço. Assim, sentimentos como o de impotência e frustração

pela alta expectativa por se encontrar em um hospital de renome e não ter as condições mínimas de

trabalho dissiparam-se.

2. O ambiente construído do Setor da Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas, nas atuais condições

de qualidade e quantidade, altera a qualidade do sono e causa a sonolência diurna excessiva dos médicos

residentes? Esta mesma qualidade ambiental possivelmente cooperou para a alteração da qualidade de

sono dos médicos residentes especialmente dos R1 e R2. As baixas iluminância e temperatura

juntamente com a rotina hospitalar também se enquadraram como possíveis causadores para a

presença constante da sonolência diurna excessiva em todos os grupos estudados ao longo de toda

jornada de trabalho no hospital.

3. Há alteração dos níveis hormonais? Se sim, de quanto é a alteração do cortisol nas condições de

ambientais encontradas? As alterações das concentrações hormonais decorreram diferenciadamente

dentre os 03 grupos estudados. Os R1 apresentaram maiores concentração e variação hormonal,

ilustrando a suscetibilidade esperada para médicos residentes do primeiro ano devido à ansiedade do

processo para residência médica; expectativa de novo conhecimento, colegas, professores, rotina

hospitalar, dentre outros; mudanças; insegurança; além das cobranças pessoais. Os R2 tiveram

diminuição gradativa da concentração hormonal, aproximando-se e gerando curvas melhor definidas,

demonstrando contínua adaptação do corpo às condições impostas. O médico residente deste ano já se

encontrava adaptado à rotina hospitalar, às deficiências ambientais e à burocracia local. Enquanto os R3

apresentaram menor variação e intervalo hormonais entre todas as curvas das rotinas analisadas. Além

do conhecimento e admissão da rotina hospitalar, realidade e burocracia locais, esteve presente

também o amadurecimento profissional e pessoal, a segurança no conhecimento adquirido.

250
4. Quais índices de iluminância, luminância, temperatura e umidade relativa promovem o bem-estar e

satisfação de uso do ambiente de trabalho? Os índices ambientais aferidos foram baixos para a

iluminância e amenos para as temperaturas. Maiores valores de iluminância no plano de trabalho só

eram requeridas quando da necessidade de estudos nas salas de laudo por meio de material impresso.

Devido a não integração dos ambientes com conceitos de conforto ambiental, bem-estar e estética

espacial, a percepção ambiental se deu de forma fragmentada, pendendo negativamente para o caráter

da qualidade. A falta de humanização e cuidados ambientais desfavoreceu a cognição espacial por parte

dos usuários, especialmente entre os R1.

5. Há uma percepção ambiental positiva ou negativa por parte dos médicos residentes do Setor da

Imaginologia do HC da UNICAMP/Campinas? Os ambientes não demonstraram integração entre os

conceitos de conforto ambiental, bem-estar e estética espacial. Tal falha foi percebida pelo grau de

cobrança e percepção espacial entre os médicos residentes. Os R1 foram os mais críticos, seguidos dos

R2 e R3. Constatando-se que o desconforto ambiental sentido decresce à medida que o ambiente é

vivenciado e suas falhas reconhecidas com o amadurecimento pessoal e profissional no local de

residência médica. Assim, frente à percepção ambiental obtida constatou-se correlação positiva entre os

03 grupos de voluntários: à medida que crescia a percepção positiva do ambiente para os R3, aumentava

também as dos R2 e R1.

Os resultados obtidos demonstraram como e quanto o ambiente construído hospitalar

influenciou a saúde psicofisiológica de médicos residentes que vivenciavam espaços de trabalho sem

contato com variáveis ambientais externas e por curto período de tempo. Averiguou-se também que as

condições ambientais do setor estudado, a priori, contribuiriam para a dessincronização do ciclo claro-

escuro dos usuários, uma vez que com as baixas iluminância e temperatura causariam sensações de

apatia, medo, rejeição, dentre outros, pois esta seria a condição natural do ambiente. Devendo-se estar

251
presente a harmoniosa correlação entre qualidade e quantidade das variáveis ambientais, constituindo a

qualidade do ambiente construído e toda a sua gama de experiências sensoriais.

Apesar da constante discussão acerca da tipologia de hospitais e ambientes de assistência à

saúde em geral, o tema ainda precisa ser rigorosamente discutido. Há diversas carências de ordem

projetual que devem ser incorporados de forma adequada como o conforto ambiental, as necessidades

psicofisiológicas e comportamentais, e a humanização e estética do ambiente visando não somente o

paciente, mas também auxiliando a saúde mental de seus funcionários. Projetos de reforma também

devem ser feitos sob essa ótica, sempre visando melhorias e não a criação ou até mesmo agravamento

de problemas como no caso do setor estudado. Existe ainda a necessidade de discussão acerca da saúde

mental de médicos residentes e antes mesmo destes, como os graduandos em medicina. As

universidades ou hospitais onde as residências médicas são realizadas carecem de maior controle neste

quesito, por isso muitas destas instituições são consideradas ambientes de “toxicidade psicológica” a

seus alunos. É função delas (es) prezar pela saúde mental, prover atendimento e auxílio psicológico a

seus médicos residentes nos mais diversos graus.

Estudos tendo como amostra principal os médicos residentes são poucos, mas aqueles feitos

com outras tipologias populacionais vêm demonstrando importantes resultados que auxiliam a

compreensão da saúde psicofisiológica em diversas rotinas. Ainda se faz necessário estudar de forma

aprofundada, mediante pesquisas complementares, como tratar qualitativamente e quantitativamente

as variáveis ambientais para cada tipologia de atividade e edificação, correlacionando-as para além das

questões usualmente abordadas pela arquitetura, mas também às respostas psicofisiológicas humanas.

Estes estudos que auxiliarão a reorganizar novas e específicas diretrizes que ultrapassam o conceito de

salubridade ambiental.

252
LIMITAÇÃO DA PESQUISA

O conhecimento adquirido e demonstrado ao longo desta pesquisa é novo e encontra-se em

fase de aprofundamento pela área de arquitetura e áreas de suporte como a medicina, especialmente a

de neurologia e psiquiatria, psicologia e biologia/farmacologia. Devido à recente compreensão acerca do

tema, referências hormonais e estudos de caso ainda são insuficientes para comparação entre as

diversas variáveis ambientais e os aspectos psicofisiológicos nas diversas tipologias de edificação e

condições ambientais.

Aliado a isto, o alto custo da pesquisa (materiais de laboratório, especialmente os reagentes

para dosagem hormonal) fez com que a amostra de sujeitos e a tipologia estudada fossem limitadas nos

seguintes aspectos: i. o valor elevado do reagente da melatonina reduziu a análise diária das amostras

dos voluntários desta pesquisa de 04 coletas para 02 (AA e 22h); ii. a seleção do Setor da Imaginologia do

Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas como único espaço, naquele momento, sem influência de

variáveis ambientais externas com iluminação, temperatura, umidade relativa e velocidade do ar

controlados artificialmente; iii. a escolha dos médicos residentes como única população estudada devido

às suas peculiaridades e ao número total de amostra; iv. a tipologia e a quantidade de material biológico

humano estudado (hormônios cortisol e melatonina); e v. o modo de análise do material biológico

humano coletado.

O recorte dado visou manter o foco inicial do estudo dentro dos limites orçamentários ao

mesmo tempo em que esteve ciente das limitações inicialmente previstas e outras a serem deparadas ao

longo da pesquisa.

253
FUTUROS ESTUDOS

Vários são os possíveis estudos que podem derivar da pesquisa em questão, explanando e

estendendo as diversas questões levantadas, bem como outras derivadas dessas. Alguns dos novos

estudos sugeridos contam com, por exemplo, a ampliação dos sujeitos dentro e fora do Setor da

Imaginologia, ainda dentro do ambiente hospitalar, como: médicos, enfermeiros, técnicos, funcionários

administrativos, pacientes, acompanhantes.

Outro ponto considera a expansão desta mesma pesquisa para outras áreas hospitalares,

edificações (clínicas médicas, consultórios, escritórios, indústrias, shopping centers, supermercados,

dentre outros) e cidades (turísticas, industriais, polos comerciais, dentre outras) – aqui considerando

latitude e longitude, dentro e fora do Brasil, e sua influência na saúde psicofisiológica. Por exemplo,

existem diferenças em como os médicos residentes em diferentes regiões do Brasil percebem ambientes

sem acesso ao meio externo e em que grau isso condiciona a saúde psicofisiológica. Pode-se unir

também a pesquisa aqui realizada com variáveis da nutrição, desempenho humano, ambientes

construídos e outros sentidos como o tato e olfato.

O aumento nas amostras tanto de sujeitos quanto de edificações neste tipo de pesquisa visa à

ampliação do banco de dados referente às diversas influências do ambiente construído e suas variáveis

na saúde psicofisiológica dos seres humanos. Possibilitando um leque de estudos cada vez mais

aprofundado devido à comparação entre tais dados, além da melhor compreensão da temática com

aplicação direcionada de diretrizes na qualidade do ambiente construído.

254
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Acetilcolina: neurotransmissor que ajuda a manter o caracterizando-o como uma avaliação de medida subjetiva
cérebro e a fornecer fácil às informações nele guardadas. por conter uma série de perguntas padronizadas
relacionadas a 8 situações diárias e sua probabilidade de
Acuidade visual: capacidade do olho em discriminar causar sono: sentado e lendo; vendo TV; sentado em
detalhes, formas e contornos. algum lugar público; como passageiro de algum veículo;
descansando à tarde; sentado após o almoço; e enquanto
está parado no trânsito.
Adaptação do sistema visual: capacidade da pupila de
adequação à luminosidade externa.
Bastonete: célula fotorreceptora localizada na retina.
Devido a sua alta sensibilidade à luz é responsável pela
Alerta subjetivo: está interligado ao tempo reação e está
visão noturna pois esta tem baixa luminosidade.
presente em todas as atividades humanas que exijam ação.
Permitindo a formação somente de imagens em tons cinza
Depende do nível de excitação em que o ser humano se
e com baixa nitidez.
encontra, determinando a qualidade da captação dos
estímulos e preparando o ser humano para trabalhos
específicos e muitas vezes exaustivos. Célula fotorreceptora: são células que recebem a luz e a
transforma em informação luminosa, levando-a ao córtex
visual e à glândula pineal de acordo com o padrão que está
Ansiedade patológica: ocorre quando não há mais
ativo no momento: biológico ou visual.
controle sobre as emoções, que se descontrolam mais
facilmente e sobre situações que normalmente não teriam
efeito algum. Neste ponto, o cérebro deixa de produzir Célula ganglionar: célula responsável pela produção da
neurotransmissores. melanopsina.

Ansiedade: distúrbio psicológico que gera tensão, Ciclo sono-vigília: ciclo em que se alterna os estados de
sensação contínua de perigo e desastres, ou seja, é sono (com seus 5 estágios) e o de vigília ou despertar.
caracterizado por emoções extremas e na maioria das
vezes inapropriada, além de atividade excessiva no sistema Cintilamento: é a variação da intensidade da luz devido à
nervoso autônomo. flutuação da tensão de rede.

Atividade: ritmo humano correspondente ao hábito diurno Complexo K: ondas abruptas típicas que ocorrem no
relacionado à fase ergotrópica, onde todos os órgãos e estágio 2, ocorrendo uma vez por minuto.
funções estão preparados para qualquer atividade que o
corpo exija. Condução: transferência de energia térmica através de
átomos/moléculas devido à diferença de temperatura, ou
Audibilidade humana: determina os limites de seja, haverá um fluxo de calor do corpo de maior
audibilidade, que varia de acordo com a pressão sonora e a temperatura para o de menor temperatura, tornando-se
frequência. nulo no momento em que se igualam.

Avaliação de sonolência diurna de Epworth: instrumental Cone: célula fotorreceptora localizada na retina que tem
que observa e avalia a ocorrência e a natureza da por capacidade reconhecer as cores e por isso caracteriza a
sonolência durante o dia. Questionário autoaplicável visão diurna.
Conforto Acústico: é a ciência que busca reduzir ou Descolamento de turno: quando o ciclo sono-vigília é
eliminar qualquer ruído existe que possa comprometer a adiado ou adiantado de forma não natural.
audição humana ao mesmo tempo em que busca controlar
os sons para que não criem interferências excessivas como Desconforto visual: é a falta de conforto visual, ou seja,
as reverberações e os ecos. quando há a presença de ofuscamento, cintilamento,
confusão perceptual, distração etc..
Conforto Térmico: é o estado onde há neutralidade
térmica, comodidade, sem intenção para mudança de Desempenho de tarefa: vai ocorrer quando o alerta
temperatura e unidades afins. subjetivo, o tempo de reação forem bons e o indivíduo
estiver motivado e tiver as devidas condições ambientais,
Conforto Visual: conceito subjetivo relacionando a sociais, trabalhistas etc..
iluminação à percepção e aparência do ambiente,
resultando em experiências emocionais e intelectuais Desempenho humano: atuação ótima do indivíduo quando
individuais, as quais são por vezes tornam difícil delinear o todas as condições favorecem à sua realização, inclusive os
quanto e o que se faz necessário para um usuário se sentir desempenhos de tarefa e visual.
confortável visualmente.
Desempenho visual: irá ocorrer quando os sistemas visual,
Confusão de percepção: ocorre quando o padrão de circadiano e de percepção favorecerem sua ocorrência.
luminâncias é parecido com o padrão de luminâncias
relacionado às refletâncias das superfícies.
Distração visual: ocorre quando há muita iluminância nas
áreas adjacentes à visão, tornando difícil para o indivíduo
Contraste LEstímulo/LFundo: relação entre o contraste do não tentar sempre observá-lo.
estímulo visual recebido e o contraste do plano de fundo.
Equilíbrio térmico: é conseguido através da igualdade
Contraste: propriedade visual que faz com que o olho entre a quantidade de calor produzido no corpo e o calor
distinga um objeto de outro objeto ou até mesmo do plano cedido para o meio ambiente, seja através da pele ou da
de fundo. respiração.

Controle: discussão e definição de medidas de eliminação Ergonomia: estuda a adaptação do homem ao trabalho,
e planejamento de medições periódicas de manutenção. abrangendo desde o planejamento das atividades a serem
desenvolvidas, mediante projetos e testes, até a realização
Convecção: troca de calor entre dois corpos, mas neste do mesmo, com avaliação de controle de riscos.
caso um deles é fluido, líquido ou gás.
Ergonomic Lighting Indicator (ELI): no português (Brasil),
Córtex visual: camada externa ao cérebro a qual estão Indicador Ergonômico de Iluminação. Especifica aspectos
atreladas fibras chamadas "radiações ópticas", através das da qualidade de iluminação, sejam eles normativos,
quais chegam e são processadas as informações ópticas. subjetivos e/ou criativos, fazendo uso de cinco critérios:
desempenho visual, vista, conforto visual, vitalidade e
Cortisol: hormônio corticosteróide produzido pela glândula autonomia.
suprarenal no córtex adrenal para agir contra o estresse
crônico, por isto sendo conhecido como o "hormônio do Espectro sonoro: é o conjunto do todos os sons audíveis e
estresse". Está relacionado também ao ritmo circadiano, inaudíveis pelo ser humano.
tendo níveis altos pela manhã, preparando o corpo para as
atividades diárias, decaindo ao longo do dia, adquirindo Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS): toda e
valores mínimos a noite, quando a melatonina é liberada. qualquer edificação destinada à prestação de assistência à
saúde da população, em regime de internação ou não,
Depressão: doença de transtorno psiquiátrico de humor. independente do seu nível de complexidade.
Caracterizado por: humor triste e contínuo; perda tanto no
interesse quanto no prazer de tarefas cotidianas; sensação Estado de vigília: é o período em que se encontra
de fadiga; dificuldade de concentração em qualquer acordado. Complementa o estado do sono.
atividade; baixas estima e autoconfiança; sentimento de
culpa; desesperança; sentimento de não ser útil;
Estresse: estado manifestado por síndrome específica a
pessimismo; idéias e/ou atos suicidas; sono comprometido
qual consiste em todas as mudanças influenciadas não
e/ou insônia; diminuição e/ou perda de apetite; sintomas
especificamente pelo sistema biológico. Tem sua própria
de ansiedade; sintomas de angústia; lentidão ou agitação;
característica e composição, mas não tem uma causa
dentre outros.
única. Os elementos da sua forma são as mudanças visíveis diferenças individuais encontradas na propensão à
por causa do próprio estresse, os quais são indicadores ansiedade e no modo como reagir a situações que
aditivos expressando a soma de todos os diferentes ajustes intensifiquem esse transtorno.
que vão ocorrendo dentro do corpo a qualquer momento.
Ou seja, o organismo responde a situações do meio Inventário de Depressão de Beck (BDI): instrumento usado
externo que possam lhe causar danos de qualquer para aferir a intensidade da depressão desde 1961.
natureza mediante reações e estas definem o estresse. Desenvolvido com a finalidade de diagnosticar esse
transtorno mediante uso de uma escala sintomática, tendo
Evaporação: ocorre quando os átomos/ moléculas de um evoluído e hoje constituindo de uma escala de auto-relato
corpo líquido recebe calor o suficiente para transpor para o composta de 21 itens, com 4 alternativas cada: i. tristeza;
estado gasoso. ii. pessimismo; iii. sentimento de fracasso; iv. insatisfação;
v. culpa; vi. punição; vii. auto aversão; viii. auto acusações;
Fadiga fisiológica: é uma resposta a esforços físicos ix. idéias suicidas; x. choro; xi. irritabilidade; xii.
pesados ou mal feitos, afetando músculos de diferentes retraimento social; xiii. indecisão; xiv. mudança na auto-
partes do corpo. imagem; xv. dificuldade de trabalhar; xvi. insônia; xvii.
fatigabilidade; xviii. perda de apetite; xix. perda de peso;
xx. preocupações somáticas; e xxi. perda de libido.
Fadiga psicológica: é uma resposta ao estresse emocional
e/ou privação do sono.
Inventário de Sintomas de Stress (ISS)/ LIPP: instrumento
que identifica os sintomas de estresse dos indivíduos, qual
Fadiga: sensação de fraqueza, exaustão atrelada à falta de
o tipo deste sintoma e em que grau ele está visando
energia, concentração que ocorre devido ao
possíveis prevenções nos momentos de tensão. Composto
prolongamento uma tensão extenuante.
de 3 quadros: o primeiro corresponde a 12 sintomas físicos
e 3 sintomas psicológicos; o segundo possui 10 sintomas
Fluxo luminoso: é a radiação total emitida por uma fonte físicos e 5 psicológicos; já o terceiro apresenta 12 sintomas
luminosa em todas as direções. Unidade: lúmen (Lm). físicos e 11 psicológicos.

Glutamato: neurotransmissor que ajuda a manter o Leitura do estímulo: quando o estímulo visual consegue
cérebro e a fornecer fácil às informações nele guardadas. ser lido e interpretado de forma correta pelo cérebro.

Grau de Penosidade: índice relacionado à insalubridade ou Leptina: hormônio relacionado à nutrição. Tem efeito
periculosidade, onde são dispostos os riscos à saúde ou direto sobre o controle do apetite e da massa corporal,
integridade física do ser humano em trabalhos insalubres, atividade sexual, sistema cardiovascular, cicatrização,
perigosos e penosos. imunidade, dentre outros.

Hospital: instituição de cuidado à saúde integral, individual Luminância: quantidade de luz que é refletida para uma
ou coletiva, com equipe médica capacitada e diversificada, determinada direção. Unidade: candela por metro
além de uma estrutura que deve atender à população 24 quadrado (cd/m²).
horas do dia nos 7 dias da semana, respondendo ainda a
serviços de ação preventiva através de campanhas
Melanopsina: proteína sensível à luz, produzida pelas
educacionais e supervisão de unidades de saúde menores.
células ganglionares da retina, ocorrendo de forma
independente do mecanismo de formação de imagens. Sua
Iluminação: efeito ou ato de iluminar, difundindo luz por principal função é processar a informação luminosa e a
ambientes diversos de forma ponderada conduzir à área principal do cérebro responsável pelo ciclo
quantitativamente e qualitativamente. circadiano.

Iluminância: quantidade de luz que chega em uma Melatonina: hormônio produzido pela glândula pineal,
superfície. Unidade: lux (Lx). localizada no centro do cérebro. É considerada a "molécula
chave" do corpo humano por regular vários processos
Intensidade luminosa: valor de energia radiante que uma fisiológicos, como: regulação endócrina e metabólica, ciclo
fonte de luz emite. Unidade: candela (Cd). sono-vigília, sistema imunológico, sistema cardiovascular,
dentre outros.
Inventário de Ansidedade Traço-Estado (IDATE):
inventário com concepção dualística: de um lado ele mede Metabolismo humano: processo humano que transforma
o estado de ansiedade (A-Estado), do outro o traço de a energia proveniente de elementos combustíveis
ansiedade (T-Estado). O intuito desse caráter vem das orgânicos em calor.
Monotonia térmica: ou Thermal Boredom, em inglês. É a Incorpora conceitos multidisciplinares que transitam entre
ausência de gradações na temperatura, constância. eficiência energética e saúde dos usuários.

Movimento do ar: fenômeno causado pelas diferenças de Qualidade de sono: resultado da forma como os cinco
temperatura e de pressão atmosférica. estágios do sono são realizados de acordo com a
sincronização de dois processos: o é homeostático,
Nível de pressão sonora: grandeza relativa que mede o relacionado ao tempo de vigília (período em que se
grau de potência sonora em um ponto específico no encontra acordado); e o é circadiano, com início e
espaço, caracterizando uma sensação subjetiva de permanência do estado do sono.
intensidade de sons.
Qualidade de Vida (QV): resultado da percepção individual
Nível hormonal: são todas as substâncias produzidas pelo de uma pessoa referente à sua vida, considerando sua
corpo humano com finalidades específicas como o cultura, expectativas, objetivos pessoais, medos e
crescimento corporal, regulação do sono, liberação de preocupações.
adrenalina para execução de tarefas diárias comuns ou de
risco, sensação de saciedade, dentre outros. Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): resultado da
percepção individual referente ao ambiente de trabalho, às
Núcleo Supraquiasmático: regulador dos ritmos relações interpessoais, a realização profissional, às
circadianos e estimulador da glândula pineal para liberação cobranças, à coordenação, ao cumprimento das atividades,
do hormônio melatonina. ao salário, dentre outros.

Nutrição: processo biológico onde, através da ingestão de Qualidade do ar interno: corresponde à presença de gases
alimentos, são retirados os nutrientes necessários para a e variação de temperatura e umidade do ar dentro das
realização de tarefas vitais do corpo humano. edificações, também está relacionada à saúde e bem estar
dos usuários.
Ofuscamento: ocorre quando há luz indesejada dentro do
campo visual do indivíduo, dificultando a realização de Questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG):
tarefas por pouco tempo ou interferindo completamente identifica o nível de gravidade do distúrbio psiquiátrico nas
na realização da mesma. pessoas ao mesmo tempo em que identificava, dentro da
população, potenciais casos de estudo. Uma das vantagens
de aplicação deste instrumental é por poder ser aplicado a
Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI): avalia
um grande número de sujeitos ao mesmo tempo utilizando
qualitativamente as condições do sono de forma subjetiva
somente papel e lápis para responder, tornando-o barato e
por um período de um mês. Sete componentes são
rápido.
analisados: i. qualidade subjetiva; ii. latência; iii. duração;
iv. eficiência habitual; v. distúrbios; vi. uso de
medicamentos; e vii. sonolência e distúrbios diurnos. Radiação: forma de transferência de energia de ondas
eletromagnéticas com alta velocidade. Quando dois corpos
com diferentes temperaturas são colocados juntos há a
Política Nacional de Humanização (PNH): política que
emissão de radiação infravermelha do corpo de maior
engloba uma nova e melhor relação entre usuários, redes
temperatura para o de menor temperatura.
sociais e profissionais da saúde, valorizando o trabalho
coletivo e individual e permitindo a busca por melhores
condições de trabalho. Rapid Eyes Moviments (REM): Movimento Rápido dos
Olhos, em português. Quinto estágio do sono caracterizado
pelo rápido movimento dos olhos, paralisia muscular, não
Processo homeostático: processo de regulação do corpo o
reação a ruídos, secreção vaginal/ ereção peniana,
qual faz com que o organismo mantém constante o seu
aumento tanto das batidas cardíacas quanto da respiração,
equilíbrio.
fase dos sonhos.

Qualidade da imagem/ nitidez: quando a imagem é clara e


RDC nº50: regulamento técnico específico para
limpa visualmente.
estabelecimentos de saúde, através da qual são
planejados, elaborados e avaliados os projetos físicos a
Qualidade de iluminação: atributo do projeto de serem construídos para o atendimento da população.
iluminação que visa não somente ajudar o usuário a
desenvolver suas atividades, mas também a se sentir
Reflexão enevoada: são reflexões luminosas de superfícies
satisfeito no ambiente, diferenciando os espaços
especulares ou semi-foscas que muda fisicamente o
meramente funcionais, indo muito além do simples ver.
contraste da tarefa visual e consequentemente muda o
estímulo apresentado ao sistema visual. Ela ocorre quando Saúde: estado em que há bem-estar tanto físico, quanto
a geometria entre o observador, a superfície e uma fonte mental e social, indo além da completa ausência de
de alta luminância tem seus ângulos de incidência igual ao doença.
de reflexão, estando este na direção entre a superfície o
olho do observador. Self Report Questionnaire: composto por 20 perguntas
para determinação de sintomas psicossomáticos com
Relógio biológico: ver Ritmo biológico. respostas de "sim" e "não". Dentre elas, têm-se: você tem
dores de cabeça com frequência? Tem falta de apetite?
Repouso: ritmo humano correspondente ao hábito Dorme mal? Fica com medo com facilidade? Suas mãos
noturno relacionado à fase trofotrópica, onde os órgãos e tremem? Sente-se nervoso, tenso ou preocupado? Tem
funções estão amortecidos, o organismo está em fase de problema digestivo? Não consegue pensar com clareza?
recuperação e renovação de energia, havendo Sente-se infeliz? Chora mais que o comum? Acha difícil
relaxamento do ciclo diário. gostar de suas atividades diárias? Acha difícil tomar
decisões? Seu trabalho diário é um sofrimento/ tormento?
Não é capaz de ter um papel útil na vida? Etc..
Risco: identifica os itens que possam causar danos aos
usuários, ao mesmo tempo em que se estima a seriedade
do dano e a probabilidade dele ocorrer. Serotonina: hormônio conhecido como 5-HT, é um
neurotransmissor é produzido a partir da hidroxilação e
carboxilação do aminoácido triptofano no cérebro.
Ritmo biológico: associado ao relógio biológico. É
Responsável por diversas funções e comportamentos
responsável pela disposição interna do corpo, fazendo com
humanos, como: humor, ansiedade, depressão,
que qualquer mudança se faça de forma organizada, ao
agressividade, fadiga, sono, apetite sexual, apetite, funções
mesmo tempo em que fornece dicas quando da ocorrência
neuroendócrinas e ritmo circadiano, dor, temperatura
de variações ambientais para que o organismo se antecipe
corporal, funções cognitivas, atividade motora, dentre
e se prepare para tal.
outros.

Ritmo circadiano: um dos três ritmos biológicos


Sistema circadiano: é influenciado diretamente pelo
comumente delineados. Corresponde a um período de
espectro da luz. É responsável pela disposição interna do
ciclo entre 22 e 25 horas, uma frequência por dia.
corpo, fazendo com que qualquer mudança se faça de
Acontece independente das mudanças externas do
forma organizada, ao mesmo tempo em que fornece dicas
ambiente, mas é sincronizado por essas mesmas mudanças
quando da ocorrência de variações ambientais para que o
no período de 24 horas, sendo a luz seu principal estímulo
organismo se antecipe e se prepare para tal. Influencia
externo. Influencia as funções corporais relacionadas à
também as funções corporais relacionadas à fisiologia e à
fisiologia e à psicologia humanas, como: o sono, a
psicologia humanas, como: o sono, a prontidão para o
prontidão para o trabalho, o alerta subjetivo, o
trabalho, o alerta subjetivo, o desempenho, o humor, a
desempenho, o humor, a secreção hormonal, o
secreção hormonal, o metabolismo, a temperatura
metabolismo, a temperatura corporal, a frequência
corporal, a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e a
cardíaca, a pressão sanguínea e a excreção urinária.
excreção urinária

Ritmo infradiano: um dos três ritmos biológicos


Sistema de padrão biológico: elucida o sistema circadiano,
comumente delineados. Possui frequência menor que um
o qual começa a partir da retina e as células
ciclo de 28 horas.
fotorreceptoras, mas ao invés de seguir para o córtex
acima referido, a luz segue para o Trato Retino-
Ritmo social: corresponde às atividades realizadas Hipotalâmico (TRH), depois pelo Núcleo Supraquiasmático
diariamente, bem como o nível de frequência e contato (NSQ) até chegar na glândula pineal. Aqui a melatonina é
social que estão atrelados a essas tarefas. produzida e sintetizada em condições noturnas.

Ritmo ultracircadiano: um dos três ritmos biológicos Sistema de padrão visual: demonstra o caminho
comumente delineados. Possui frequência maior que um percorrido pela luz desde a retina, passando pelos
ciclo de 20 horas. fotorreceptores (três cones para cada fotopigmento -
vermelho, verde e azul - e um bastonete) até chegar no
Ruído: ocorre quando o som desagrada e perturba, apesar córtex visual, onde a informação é transmitida diretamente
do nível da intensidade de incômodo ser totalmente por ser onde as fibras intituladas "radiações ópticas"
subjetivo. terminam, formando a imagem processada.

Sistema de percepção: fornece o senso de desconforto


visual, mudando o humor e a motivação das pessoas.
Sistema visual: organizado em duas partes: fóvea e a Umidade relativa: relação entre a quantidade de água que
periferia onde ocorrerá o processamento da imagem. existe no ar (chamada de umidade absoluta) e a
quantidade máxima de água que poderia ter na mesma
Social Rhythm Metric (SRM-S): mede individualmente as temperatura (conferindo o ponto de saturação).
atividades diárias realizadas e o nível de regularidade de
contato social referentes àquelas atividades. Segundo Velocidade do ar: é a distância que o vento percorre por
esses autores, ela é composta de um questionário com 15 unidade do tempo.
atividades fixas e 2 opcionais, onde devem ser marcados: i.
se fez ou não a tarefa; ii. a hora em que foi realizada; iii. se Velocidade do som: é a distância que a onda sonora
foi feita sozinho; iv. se foi feita com esposa/marido ou percorre por unidade do tempo.
companheira(o); v. se foi feita com crianças; vi. se foi feita
com outro membro da família; vii. ou com outra pessoa.
Vento: fenômeno gerado através do movimento do ar o
qual é causado pelas diferenças de temperatura e de
Som: onda mecânica gerada através de vibrações de pressão atmosférica, além da velocidade do ar.
partículas de ar com freqüência e intensidade o suficientes
para sensibilizar o aparelho auditivo humano.
Zeitgeber: palavra alemã que significa "regulador do
tempo". Exemplos: os contatos sociais, as mudanças de
Sombra: quando é formada uma região escura, de claro para escuro e de escuro para claro, noção do relógio
intensidade variável, no lado posterior à incidência de luz, do tempo, o trabalho e seus desdobramentos. Para o ritmo
seja esta em grande ou pequena quantidade. circadiano, a luz continua sendo seu principal regulador e
sincronizador.
Sono: estado comportamental onde o corpo entra em
stand by para recuperação da energia gasta durante o
período de atividades. Sua privação acarreta em: fadiga,
estresse, desorientação, falta de concentração, alteração
de humor, diminuição da velocidade de pensamento e
reação e conseqüentemente da performance, problemas
digestivos, sonolência excessiva e distúrbios do sono como
a narcolepsia, a apnéia do sono, a insônia.

Tamanho visual: é dado pelo tamanho do ângulo sólido


referente ao estímulo visual.

Tédio térmico: ver Monotonia térmica.

Temperatura corporal: controlada pelo Sistema Nervoso


Central (SNC), diminuindo após as refeições, com valor
mínimo à noite e máximo durante o dia.

Temperatura: grandeza física que mede o estado térmico


(intensidade de calor, frio ou neutralidade) em um corpo,
objeto ou ambiente.

Tempo de reação: está interligado ao alerta subjetivo e


está presente em todas as atividades humanas que exijam
ação. Depende do nível de excitação em que o ser humano
se encontra e quando da qualidade da captação dos
estímulos e da preparação do ser humano para trabalhos
específicos e muitas vezes exaustivos, seus níveis também
são melhorados. Ou seja, a velocidade do desempenho
será maior e a probabilidade de erros menor.

Trato Retino-Hipotalâmico: meio de comunicação entre a


retina e o núcleo supraquiasmático.
Anexo 01
CEP 01 | Parecer CEP nº 790/2011

CEP 01 | Parecer CEP nº 790/2011


Anexo 01
CEP 01 | Parecer CEP nº 790/2011
Anexo 02
CEP 02 | Parecer CEP nº 790/2011

CEP 02 | Parecer CEP nº 790/2011


Anexo 03
Taxas metabólicas | ISO 7730 (ISO, 2005) e NR – 15 (ABNT, 2011)

Taxas Metabólicas | ISO 7730 (ISO, 2005) e NR – 15 (ABNT, 2011)

Tabela An.04-01: Taxas metabólicas ISO 7730 (ISSO, 2005)


Atividades Taxas metabólicas
W/m² met
Deitado, reclinado 46 0,8
Sentado, relaxado 58 1,0
Atividade sedentária 70 1,2
Atividade leve em pé 93 1,6
Atividade média em pé 116 2,0
Andando em nível
2 km/h 110 1,9
3 km/h 140 2,4
4 km/h 165 2,8
5 km/h 200 3,4
Fonte: adaptado de ISO 7730 (ISO, 2005)

Tabela An.04-02: Taxas metabólicas NR 15 (ABNT, 2011)


Tipo de atividade Kcal/h
Sentado em repouso 100
Trabalho leve
- Sentado, movimentos moderados com braços e tronco 125
- Sentado, movimentos moderados com braços e pernas 150
- De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços 150
Trabalho moderado
- Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas 180
- De pé, trabalho leve em máquina ou bancada com alguma movimentação 175
- De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada com alguma movimentação 220
- Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar 300
Trabalho pesado
- Trabalho iminente de levantar, empurrar ou arrastar pesos 440
- Trabalho fatigante 550
Fonte: adaptado de NR 15 (ABNT, 2011)
Anexo 04
Índice de resistência térmica das vestimentas ISO 7730 (2005)

Índice de resistência térmica das vestimentas ISO 7730 (2005)

Tabela An.03: Índice de resistência térmica das vestimentas


Peças de roupa Isolamento térmico (clo)
Roupa de baixo
Calcinha 0,03
Ceroula longa 0,10
Camiseta sem manga 0,04
Camiseta com manga curta 0,09
Camiseta com manga longa 0,12
Calcinha e sutian 0,03
Camisa-blusa
Mangas curtas 0,15
Leve, mangas longas 0,20
Normal, mangas longas 0,25
Camisa de flanela, mangas longas 0,30
Blusa leve, mangas longas 0,15
Calça
Shorts 0,06
Leve 0,20
Normal 0,25
Flanela 0,28
Vestido-saia
Saia leve (verão) 0,15
Saia pesada (inverno) 0,25
Vestido leve, mangas curtas 0,20
Vestido de inverno, mangas longas 0,40
Sueter
Colete sem manga 0,12
Suéter leve 0,20
Suéter 0,28
Suéter pesado 0,35
Paletó
Leve, paletó de verão 0,25
Paletó 0,35
Guarda-pó 0,30
Roupas para ambientes externos
Casaco 0,60
Jaqueta 0,55
Casaco com capuz 0,70
Anexo 04
Índice de resistência térmica das vestimentas ISO 7730 (2005)

Macacão, fibra-pele 0,55


Diversas
Meias 0,02
Meias grossas, altura do tornozelo 0,05
Meias grossas, longas 0,10
Meias femininas de nylon 0,03
Sapatos (sola fina) 0,02
Sapatos (sola grossa) 0,04
Botas 0,10
Luvas 0,05
Anexo 05
Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental

QUESTIONÁRIO DE SAÚDE GERAL DE GOLDBERG | Avaliação Geral De Saúde Mental

Questionário de Auto-Avaliação |

Nome Legível:
Idade: anos e meses Data de nascimento:
Naturalidade Estado civil: Sexo:
Nível de instrução:
Ocupação atual:

INSTRUÇÕES:
Neste questionário é apresentada uma serie de 60 (sessenta) afirmações sobre o
estado de saúde das pessoas em geral. Sua tarefa consiste em dizer se as afirmações se
aplicam ou não a você. RESPONDA, por obséquio, A TODAS AS PERGUNTAS nas paginas que se
seguem, marcando com um circulo o numero que corresponde a alternativa que você acha
que se aplica a você.
É NECESSARIO QUE VOCE RESPONDA A TODAS AS QUESTOES. Se porventura nenhuma das
alternativas corresponderem a resposta que você gostaria de dar, mesmo assim escolha
aquela que mais se aproxime do que sente. Mas lembre-se que o interesse esta em saber
como você tem se sentido ultimamente e não como você se sentia no passado.

Pode Começar!

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Anexo 05
Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental

Você ultimamente:

1. Tem se sentido perfeitamente bem e com boa saúde? 8. Tem sentido medo de que você vá desmaiar num lugar
1 Melhor do que de costume publico?
2 Como de costume 1 Não, absolutamente
3 Pior do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Muito pior do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

2. Tem sentido necessidade de tomar 9. Tem sentido sensações (ondas) de calor ou de frio pelo
fortificantes(vitaminas)? corpo?
1 Não, absolutamente 1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 4 Muito mais do que de costume

3. Tem se sentido cansado (fatigado) e irritadiço? 10. Tem suado (transpirado) muito?
1 Não, absolutamente 1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 4 Muito mais do que de costume

4. Tem se sentido mal de saúde? 11. Tem acordado cedo (antes da hora) e não tem
1 Não, absolutamente conseguido dormir de novo?
2 Não mais do que de costume 1 Não, absolutamente
3 Um pouco mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

5. Tem sentido dores de Cabeça? 12. Tem levantado sentindo que o sono não foi suficiente
1 Não, absolutamente para lhe renovar as energias?
2 Não mais do que de costume 1 Não, absolutamente
3 Um pouco mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

6. Tem sentido dores na cabeça? 13. Tem se sentido muito cansado e exausto, ate mesmo
1 Não, absolutamente para se alimentar?
2 Não mais do que de costume 1 Não, absolutamente
3 Um pouco mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

7. Tem sido capaz de se concentrar no que faz? 14. Tem perdido muito sono por causa de preocupações?
1 Melhor do que de costume 1 Não, absolutamente
2 Como de costume 2 Não mais do que de costume
3 Menos do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito menos do que de costume 4 Muito mais do que de costume

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Anexo 05
Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental

Você ultimamente:

15. Tem se sentido lúcido e com plena disposição mental? 22. Tem gasto mais tempo para executar seus afazeres?
1 Melhor do que de costume 1 Mais rápido do que de costume
2 Como de costume 2 Como de costume
3 Menos lúcido do que de costume 3 Mais tempo do que de costume
4 Muito menos lúcido do que de costume 4 Muito mais tempo do que de costume

16. Tem sentido cheio de energia (com muita disposição)? 23. Tem sentido que perde interesse em suas atividades
1 Melhor do que de costume diárias?
2 Como de costume 1 Não, absolutamente
3 Com menos energia do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Com muito menos energia do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

17. Tem se sentido dificuldade de conciliar o sono? 24. Tem sentido que está perdendo interesse na sua
1 Não, absolutamente aparência pessoal?
2 Não mais do que de costume 1 Não, absolutamente
3 Um pouco mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

18. Tem tido dificuldade em permanecer dormindo após 25. Tem tido menos cuidado com suas roupas?
ter conciliado o sono (após ter pegado no sono)? 1 Mais cuidado do que de costume
1 Não, absolutamente 2 Como de costume
2 Não mais do que de costume 3 Menos cuidado do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 4 Muito menos cuidado do que de costume
4 Muito mais do que de costume

19. Tem tido sonhos desagradáveis ou aterrorizantes? 26. Tem saído de casa com a mesma frequência de
1 Não, absolutamente costume?
2 Não mais do que de costume 1 Mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 2 Como de costume
4 Muito mais do que de costume 3 Menos do que de costume
4 Muito menos do que de costume
20. Tem tido noites agirtadas ou mal dormidas? 27. Tem se saído tao bem quanto acha que a maioria das
1 Não, absolutamente pessoas que sairia se estivesse em seu lugar?
2 Não mais do que de costume 1 Melhor do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 2 Mais ou menos igual
4 Muito mais do que de costume 3 Um pouco pior
4 Muito pior

21. Tem conseguido manter-se em atividade e ocupado? 28. Tem achado que de um modo geral tem dado boa
1 Melhor do que de costume conta de seus afazeres?
2 Como de costume 1 Melhor do que de costume
3 Um pouco menos do que de costume 2 Como de costume
4 Muito menos do que de costume 3 Pior do que de costume
4 Muito pior do que de costume

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Anexo 05
Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental

Você ultimamente:

29. Tem se atrasado para chegar ao trabalho ou para 36. Tem se sentido capaz de tomar decisões sobre suas
começar seu trabalho em casa? coisas?
1 Não, absolutamente 1 Mais do que de costume
2 Não mais do que de costume 2 Como de costume
3 Um pouco mais do que de costume 3 Menos do que de costume
4 Muito mais do que de costume 4 Muito menos do que de costume

30. Tem se sentido satisfeito com a forma pela qual você 37. Tem sentido que você não consegue continuar as
tem realizado suas atividades (tarefa ou trabalho)? coisas que começa?
1 Mais satisfeito do que de costume 1 Não, absolutamente
2 Como de costume 2 Não mais do que de costume
3 Menos satisfeito do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito menos satisfeito do que de costume 4 Muito mais do que de costume

31. Tem se sido capaz de sentir calor humano e afeição 38. Tem se sentido com medo de tudo que tem que fazer?
por aqueles que o cercam? 1 Não, absolutamente
1 Mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
2 Como de costume 3 Um pouco mais do que de costume
3 Menos do que de costume 4 Muito mais do que de costume
4 Muito menos do que de costume

32. Tem achado fácil conviver com outras pessoas? 39. Tem se sentido constantemente sob tensão?
1 Mais fácil do que de costume 1 Não, absolutamente
2 Tao fácil como de costume 2 Não mais do que de costume
3 Mais difícil do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais difícil do que de costume 4 Muito mais do que de costume

33. Tem gasto muito tempo batendo papo? 40. Tem se sentido incapaz de superar suas dificuldades?
1 Mais tempo do que de costume 1 Não, absolutamente
2 Tanto quanto de costume 2 Não mais do que de costume
3 Menos do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito menos do que de costume 4 Muito mais do que de costume

34. Tem tido medo de dizer alguma coisa as pessoas e 41. Tem achado a vida uma luta constante?
passar por tolo(parecer ridículo)? 1 Não, absolutamente
1 Não, absolutamente 2 Não mais do que de costume
2 Não mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 4 Muito mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

35. Tem sentido que esta desempenhando uma função 42. Tem conseguido sentir prazer nas suas atividades
útil na vida? diárias?
1 Mais do que de costume 1 Mais do que de costume
2 Como de costume 2 Como de costume
3 Menos útil do que de costume 3 Um pouco menos do que de costume
4 Muito menos útil do que de costume 4 Muito menos do que de costume

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Anexo 05
Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental

Você ultimamente:

43. Tem tido pouca paciência com as coisas? 50. Tem perdido a confiança em você mesmo?
1 Não, absolutamente 1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
3 Menos paciência do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito menos paciência do que de costume 4 Muito mais do que de costume

44. Tem se sentido irritado e mal-humorado? 51. Tem se considerado como uma pessoa inútil (sem
1 Não, absolutamente valor)?
2 Não mais do que de costume 1 Não, absolutamente
3 Um pouco mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

45. Tem ficado apavorado ou em pânico sem razoes 52. Tem sentido que a vida é completamente sem
justificadas para isso? esperanca?
1 Não, absolutamente 1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 4 Muito mais do que de costume

46. Tem se sentido capaz de enfrentar seu problemas? 53. Tem se sentido esperançoso quanto ao seu futuro?
1 Mais capaz do que de costume 1 Mais do que de costume
2 Como de costume 2 Como de costume
3 Menos capaz do que de costume 3 Menos do que de costume
4 Muito menos capaz do que de costume 4 Muito menos do que de costume

47. Tem sentido que suas atividades tem sido excessivas 54. Considerando-se todas as coisas, tem se sentido
para você? razoavelmente feliz?
1 Não, absolutamente 1 Mais do que de costume
2 Não mais do que de costume 2 Assim como de costume
3 Um pouco mais do que de costume 3 Menos do que de costume
4 Muito mais do que de costume 4 Muito menos do que de costume

48. Tem sentido a sensação de que as pessoas olham para 55. Tem se sentido nervoso e sempre tenso?
você? 1 Não, absolutamente
1 Não, absolutamente 2 Não mais do que de costume
2 Não mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 4 Muito mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

49. Tem se sentido infeliz e deprimido? 56. Tem sentido que a vida não vale a pena?
1 Não, absolutamente 1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume 2 Não mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume 3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume 4 Muito mais do que de costume

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Anexo 05
Questionário de saúde geral de Goldberg | Avaliação geral de saúde mental

Você ultimamente:

57. Tem pensado na possibilidade de dar um fim em


você mesmo?
1 Definitivamente não
2 Acho que não
3 Passou-me pela cabeça
4 Definitivamente, sim

58. Tem achado algumas vezes que não pode fazer nada
porque esta muito mal dos nervos?
1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

59. Já se descobriu desejando esta morto e longe (livre)


de tudo??
1 Não, absolutamente
2 Não mais do que de costume
3 Um pouco mais do que de costume
4 Muito mais do que de costume

60. Tem achado que a ideia de acabar com a própria vida


tem se mantido em sua mente?
1 Definitivamente não
2 Acho que não
3 Passou-me pela cabeça
4 Definitivamente, sim

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Anexo 06
Inventário de ansiedade traço-estado (IDATE) | Avaliação de sintomas de ansiedade

INVENTÁRIO DE ANSIEDADE TRAÇO-ESTADO | Avaliação de Sintomas de Ansiedade

Questionário de Auto-Avaliação | Partes I e II

Nome Legível:
Idade: anos e meses Data de nascimento:
Naturalidade Estado civil: Sexo:
Nível de instrução:
Ocupação atual:

INSTRUÇÕES:
Trata-se de algumas afirmações que têm sido usadas para descrever sentimentos
pessoais.
Nas páginas seguintes há dois questionários para você responder.
Não há respostas certas ou erradas.
Leia com toda atenção cada uma das perguntas da Parte I e assinale com um círculo
um dos números (1, 2, 3 ou 4), à direita de cada pergunta, de acordo com a
instrução no alto da página.

NÃO VIRE A PÁGINA ANTES DE RECEBER ORDEM.


TRABALHE RÁPIDO, PORÉM SEM PRECIPITAÇÕES.

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Anexo 06
Inventário de ansiedade traço-estado (IDATE) | Avaliação de sintomas de ansiedade

AVALIAÇÃO:
Quase sempre 4
Freqüentemente 3
Às vezes 2
Nunca 1

1. Sinto-me bem 1 2 3 4

2. Canso-me facilmente 1 2 3 4

3. Tenho vontade de chorar 1 2 3 4

4. Gostaria de poder ser tão feliz quanto os outros parecem ser 1 2 3 4

5. Perco oportunidades porque não consigo tomar decisões rapidamente 1 2 3 4

6. Sinto-me descansado 1 2 3 4

7. Sou calmo, ponderado e senhor de mim mesmo 1 2 3 4

8. Sinto que as dificuldades estão se acumulando de tal forma que não as


consigo resolver 1 2 3 4

9. Preocupo-me demais com as coisas sem importância 1 2 3 4

10. Sou feliz 1 2 3 4

11. Deixo-me afetar muito pelas coisas 1 2 3 4

12. Não tenho muita confiança em mim mesmo 1 2 3 4

13. Sinto-me seguro 1 2 3 4

14. Evito ter que enfrentar crises ou problemas 1 2 3 4

15. Sinto-me deprimido 1 2 3 4

16. Estou satisfeito 1 2 3 4

17. Idéias sem importância me entram na cabeça e ficam me preocupando 1 2 3 4

18. Levo os desapontamentos tão a sério que não consigo tirá-los da cabeça 1 2 3 4

19. Sou uma pessoa estável 1 2 3 4

20. Fico tenso e perturbado quando penso em meus problemas do momento 1 2 3 4


Anexo 06
Inventário de ansiedade traço-estado (IDATE) | Avaliação de sintomas de ansiedade

AVALIAÇÃO:
Muitíssimo 4
Bastante 3
Um pouco 2
Absolutamente não 1

1. Sinto-me calmo 1 2 3 4

2. Sinto-me seguro 1 2 3 4

3. Estou tenso 1 2 3 4

4. Estou arrependido 1 2 3 4

5. Sinto-me a vontade 1 2 3 4

6. Sinto-me perturbado 1 2 3 4

7. Estou preocupado com possíveis infortúnios 1 2 3 4

8. Sinto-me descansado 1 2 3 4

9. Sinto-me ansioso 1 2 3 4

10. Sinto-me "em casa" 1 2 3 4

11. Sinto-me confiante 1 2 3 4

12. Sinto-me nervoso 1 2 3 4

13. Estou agitado 1 2 3 4

14. Sinto-me uma pilha de nervos 1 2 3 4

15. Estou descontraído 1 2 3 4

16. Sinto-me satisfeito 1 2 3 4

17. Estou preocupado 1 2 3 4

18. Sinto-me confuso 1 2 3 4

19. Sinto-me alegre 1 2 3 4

20. Sinto-me bem 1 2 3 4


Anexo 07
Escala de Pittsburg Sleep Quality Index (PSQI) | Avaliação das condições de sono

ESCALA DE PITTSBURG SLEEP QUALITY INDEX (PSQI) | Avaliação das Condições de Sono

Nome:
Dia: Horário: Local de trabalho:

Checklist

As seguintes perguntas são relativas ao seu hábito de sono durante o ÚLTIMO MÊS somente. Suas respostas devem
indicar a lembrança mais exata da MAIORIA dos dias e noites do último mês.
Por favor, responda a todas as perguntas.

Hora usual de deitar:


1. Durante o último mês, quando você geralmente foi pra
cama à noite?
Número de minutos:
2. Durante o último mês, quanto tempo (em minutos) você
geralmente levou para dormir à noite?
Hora usual de levantar:
3. Durante o último mês, quando você geralmente
levantou de manhã?

4. Durante o último mês, quantas horas de sono você teve Horas de sono por noite:
por noite? (Este pode ser diferente do número de horas que você ficou
na cama)

Para cada uma das questões restantes, marque a melhor (uma) resposta. Por favor, responda a todas as questões.

5. Durante o último mês, com que freqüência você teve dificuldade de dormir porque você...

A - Não conseguiu adormecer em até 30 min F - Sentiu muito frio


[__] Nenhuma no ultimo mês [__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana [__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana [__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana [__] 3 ou mais vezes/semana

B - Acordou no meio da noite ou de manhã cedo G - Sentiu muito calor


[__] Nenhuma no ultimo mês [__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana [__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana [__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana [__] 3 ou mais vezes/semana
Anexo 07
Escala de Pittsburg Sleep Quality Index (PSQI) | Avaliação das condições de sono

C - Precisou levantar para ir ao banheiro H - Teve sonhos ruins


[__] Nenhuma no ultimo mês [__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana [__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana [__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana [__] 3 ou mais vezes/semana

D - Não conseguiu respirar confortavelmente I - Teve dor


[__] Nenhuma no ultimo mês [__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana [__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana [__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana [__] 3 ou mais vezes/semana

E - Tossiu ou roncou forte J - Outra(s) razão(ões), por favor descreva:


[__] Nenhuma no ultimo mês _____________________________________________
[__] Menos de 1 vez/semana _____________________________________________
[__] 1 ou 2 vezes/semana _____________________________________________
[__] 3 ou mais vezes/semana Com que freqüência, durante o último mês, você teve
dificuldade para dormir devido a essa razão?
[__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana

6. Durante o último mês, como você classificaria a qualidade do seu sono de uma maneira geral?

[__] Muito boa


[__] Boa
[__] Ruim
[__] Muito ruim

7. Durante o último mês, com que freqüência você tomou medicamento (prescrito ou "por conta própria") para lhe
ajudar a dormir?

[__] Nenhuma no ultimo mês


[__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana
Anexo 07
Escala de Pittsburg Sleep Quality Index (PSQI) | Avaliação das condições de sono

8. No último mês, com que freqüência você teve dificuldade de ficar acordado enquanto dirigia, comia ou participava
de uma atividade social (festa, reunião de amigos, trabalho, estudo)?

[__] Nenhuma no ultimo mês


[__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana

9. Durante o último mês, quão problemático foi pra você manter o entusiasmo (ânimo) para fazer as coisas (suas
atividades habituais)?

[__] Nenhuma dificuldade


[__] Um problema leve
[__] Um problema razoável
[__] Um grande problema

10. Você tem um(a) parceiro [esposo(a)] ou colega de quarto?

[__] Não
[__] Parceiro ou colega, mas em outro quarto
[__] Parceiro no mesmo quarto, mas não na mesma cama
[__] Parceiro na mesma cama

Se você tem um parceiro ou colega de quarto, pergunte a ele/ela com que freqüência, no último mês, você teve...

A - Ronco alto D - Episódios de desorientação ou confusão durante o


sono
[__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana
[__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana
Anexo 07
Escala de Pittsburg Sleep Quality Index (PSQI) | Avaliação das condições de sono

B - Longas paradas na respiração enquanto dormia E - Outras alterações (inquietações) enquanto você
dorme; por favor, descreva:
[__] Nenhuma no ultimo mês
[__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana
[__] Nenhuma no ultimo mês
C - Contrações ou puxões nas pernas enquanto você [__] Menos de 1 vez/semana
dormia
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] Nenhuma no ultimo mês
[__] 3 ou mais vezes/semana
[__] Menos de 1 vez/semana
[__] 1 ou 2 vezes/semana
[__] 3 ou mais vezes/semana
Anexo 08
Escala de Epworth | Avaliação de sonolência diurna

ESCALA DE EPWORTH | Avaliação de Sonolência Diurna

Nome:

Dia: Horário: Local de trabalho:

Questionário de Auto-Avaliação | Parte I

Qual é a probabilidade de você "cochilar" ou dormir, e não apenas se sentir cansado, nas seguintes situações?
Considere o modo de vida que você tem levado recentemente. Mesmo que você não tenha feito algumas destas
coisas recentemente, tente imaginar como elas o afetariam.Escolha o número mais apropriado para responder
cada questão.

AVALIAÇÃO:
Nunca cochilaria 0
Pequena probabilidade de cochilar 1
Probabilidade Média de cochilar 2
Grande probabilidade de cochilar 3

Sentado e lendo 0 1 2 3

Assistindo TV 0 1 2 3

Sentado, quieto, em lugar público 0 1 2 3


(por exemplo, em um teatro, reunião ou palestra)

Andando de carro por uma hora sem parar, como passageiro 0 1 2 3

Ao deitar-se à tarde para descansar, quando possível 0 1 2 3

Sentado conversando com alguém 0 1 2 3

Sentado quieto após o almoço sem bebida de álcool 0 1 2 3

Em um carro parado no trânsito por alguns minutos 0 1 2 3


Anexo 09
Social Rhythm Metric (SRM-S) | Avaliação de ritmo social

Social Rhythm Metric (SRM-S) | Avaliação de Ritmo Social

Nome:

Ritmo Social Data: ___/___/_____

Atividade Anote Hora Anote se Esposo ou Crianças Outro Outra(s)


se NÃO SOZINHO companheiro membro pessoa(s)
fez a da família
tarefa
Levantar-se da cama
Primeiro contato
(pessoalmente ou por fone)
com outra pessoa
Ingestão de líquidos (café,
sucos, leite)
Café da manhã completo
Primeira saída de casa
Início do trabalho, escola,
trabalho doméstico,
atividades voluntárias,
cuidados de crianças, etc)
Almoço
Cochilo durante à tarde
Jantar
Exercício físico
Lanche – Aperitivos
Assistir Noticiário
Assistir outros programas
de TV
Atividade A
_______________________
Atividade B
_______________________
Chegar em casa
(última vez do dia)
Ir dormir
Apêndice 01
Anamnese ocupacional | Dados de identificação e histórico geral de saúde

ANAMNESE OCUPACIONAL |Dados de Identificação e Histórico Geral de Saúde

Dados

Nome completo:
Idade: Data de nascimento: / / Peso: Kg Altura: m
Estado civil: [__] solteiro(a) [__] casado(a)/ companheiro(a) [__] viúvo(a) [__] divorciado(a)
Possui filhos? [__] Sim [__] Não Quantos?
Endereço:
Bairro: Cidade: Estado:
Telefone: ( ) Celular: ( )
E-mail:
Nível de residência: [__] R1 [__] R2 [__] R3
Atividades que desenvolve:

Em qual (quais) turno (s) você desenvolve suas atividades: [__] manhã [__] tarde [__] noite
Dias da semana nos quais exerce a residência: [__] seg [__] ter [__] qua [__] qui [__] sex [__] sab
Horários: entrada _________ h; intervalo __________ h às _________ h; saída __________ h
Você faz sistema de plantão? [__] Sim [__] Não Quantas horas por plantão?
Quantos dias por semana?
Qual o seu nível de relacionamento com:
1. Seu chefe: [__] Muito ruim [__] Ruim [__] Bom [__] Muito bom
2. Seus colegas de residência: [__] Muito ruim [__] Ruim [__] Bom [__] Muito bom
Quanto tempo você leva da sua casa até o hospital?
Como você se desloca de casa - hospital - casa?
[__] Carro próprio ou com carona
[__] Transporte público
[__] A pé
[__] Parte a pé, parte em transporte público
Se for mulher, no momento, você está gestante? [__] Sim [__] Não
Se for mulher, no momento, você está menstruada? [__] Sim [__] Não
Qual a data do primeiro dia da sua última menstruação?
Se for mulher, você toma anticoncepcional? [__] Sim [__] Não Qual?
Você tem alguma doença diagnosticada? [__] Sim [__] Não
Qual ou quais?
Você fez alguma cirurgia? [__] Sim [__] Não
Apêndice 01
Anamnese ocupacional | Dados de identificação e histórico geral de saúde

[__] Neurológica. Qual ou quais?


[__] Psiquiátrica. Qual ou quais?
[__] História de dor crônica. Qual ou quais?
Você toma algum tipo de remédio? (inclusive homeopático) [__] Sim [__] Não
Qual ou quais?
Dose (mg):
Freqüência de uso:
Você usa alguma medicação desta lista:
Psicofármaco? [__] Sim [__] Não Qual ou quais?
Glicocorticóides? [__] Sim [__] Não Qual ou quais?
Fuma (cigarros)? [__] Sim [__] Não Quantas unidades por dia?
Toma café? [__] Sim [__] Não Quantos copinhos por dia?
Você tem alguma atividade de lazer ao ar livre? [__] Sim [__] Não
Com que freqüência?
Como você se sente com o horário de verão?
[__] Muito bem [__] Bem [__] Razoável [__] Péssimo
Por favor, marque com um "X" qual (quais) local (locais) do Setor você permanece mais tempo exercendo suas
atividades:
Apêndice 01
Anamnese ocupacional | Dados de identificação e histórico geral de saúde

Acesso Funcionários
Tomografia Tomografia

Raio-X
Acesso Pacientes

US

Raio-X
US US US US

Raio-X

Raio-X
Raio-X

Acesso Ressonância Magnética


Apêndice 02
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido | Autorização de participação

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO | Autorização de Participação

Título da pesquisa: Qualidade da Iluminação. Influência dos fatores humanos na percepção do espaço arquitetônico.
Pesquisadores responsáveis: Arq. MSc. Ellen Priscila Nunes de Souza e Dra. Tânia Marchiori O. Cardoso (FCM).
Departamento/ Instituição: FEC/FCM/UNICAMP
Contato (Ellen). Telefone: (19) XXXX-XXXX ou (82) XXXX-XXXX E-mail: ellensouza.arq@gmail.com

Nome do Sujeito: ____________________________________________________________________________


Idade: ________ RG: ________________________ Local de residência: _______________________________

O(A) senhor(a) está sendo convidado(a) a participar da pesquisa cujos termos são descritos a seguir.

1. OBJETIVO DO ESTUDO
O estudo pretende estudar e compreender a relação do ambiente com a percepção e comportamento dos residentes
médicos no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP, por meio da análise de variáveis fisiológicas
e psicológicas, devido à associação entre as condições do ambiente de trabalho, eficiência profissional e qualidade de
vida pessoal.

2. EXPLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS


O(a) senhor(a) deverá responder 10 questionários (1 para sua identificação e histórico de saúde, 7 para avaliação
psicológica e do sono, 1 para avaliação da percepção ambiental e 1 para avaliação de riscos de acidentes no
ambiente de trabalho em um tempo estimado de 1 hora durante 3 visitas do pesquisador responsável (3 horas totais)
em seu local de residência. O(a) senhor(a) levará para sua casa um kit de coleta salivar, que ocorrerá 7 dias, sendo
coletada pelo(a) senhor(a) 4 vezes ao dia. As amostras deverão ser guardadas em geladeira comum para então
serem recolhidas por responsável identificado no dia posterior ao início da coleta. Caso não se sinta apto a responder
os questionários ou a fazer a coleta salivar sozinho, o(a) senhor(a) poderá solicitar ajuda para a realização de
quaisquer um destes procedimentos.

3. POSSÍVEIS RISCOS E DESCONFORTOS


Aqui estão inclusas as perguntas a serem realizadas em seu local de residência pelo pesquisador responsável, em
ambiente reservado e distinto do seu local de permanência diária. A coleta salivar, a aplicação de questionários
também estão dentro dos possíveis desconfortos gerados pela pesquisa.

4. POSSÍVEIS BENEFÍCIOS ESPERADOS


O ambiente arquitetônico como condicionante da qualidade ambiental tem sido cada vez mais considerado nos
projetos arquitetônicos, relacionando-a também à saúde dos usuários. O ambiente exerce forte influência sobre o
bem-estar psico-fisiológico dos usuários, sendo mais saudáveis suas variáveis naturais. Esta pesquisa poderá
Apêndice 02
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido | Autorização de participação

demonstrar resultados importantes sobre as condições de iluminação, temperatura e umidade relativa e suas
influências na sua saúde em seu ambiente de residência.
5. INTERRUPÇÃO DO ESTUDO
A pesquisa poderá ser interrompida no caso de identificação de fatores que possam vir a gerar algum tipo de prejuízo
a sua pessoa, como situações imprevistas ou o não cumprimento das recomendações pré-estabelecidas.

6. DIREITO DE DESISTÊNCIA
A participação do(a) senhor(a) é voluntária e podendo retirar o consentimento a qualquer momento desde que os
pesquisadores responsáveis sejam devidamente avisados.

7. CONFIDENCIALIDADE
Toda e qualquer publicação que seja feita a partir desta pesquisa manterá os dados de identificação pessoal
preservados, sem identificação do(a) senhor(a). O material biológico recolhido através da coleta salivar será de uso
exclusivo desta pesquisa e não será armazenado para estudos futuros, nem da pesquisadora responsável e nem de
outrem.

8. CONSENTIMENTO
Caso o(a) senhor(a) precise de outras informações, a pesquisadora responsável Arq. M.Sc. Ellen Priscila Nunes de
Souza poderá e deve ser consultada agora ou a qualquer momento (durante ou após a realização da pesquisa).
O(A) senhor(a) receberá ainda uma cópia do termo em questão onde constam as informações aqui apresentadas bem
como os dados da pesquisadora e formas de contato:
Arq. MSc. Ellen Priscila Nunes de Souza
Av. Albert Einstein, 951. FEC/ UNICAMP. Campinas – SP. CEP: 13083-852.
Fone (19) XXXX-XXXX E-mail: ellensouza.arq@gmail.com

Em caso de abuso ou conduta não-ética por parte do pesquisador entrar em contato com o Comitê de Ética em
Pesquisa através de:
Rua: Tessália Vieira de Camargo, 126 - Caixa Postal 6111 13083-887. Campinas – SP
Fone (19) 3521-8936 Fax (019) 3521-7187 E-mail: cep@fcm.unicamp.br

Afirmo ter lido – ou que me foram lidas – as informações dadas acima antes de assinar o termo em questão.
Foi-me dada a oportunidade de fazer perguntas, esclarecendo minhas dúvidas no momento presente. Assim,
aceito fazer parte de forma voluntária do presente estudo.

Campinas, _____ de ____________ de _______

________________________________________
Nome e assinatura do participante
Apêndice 03
Ambiente hospitalar | Checklist

AMBIENTES HOSPITALARES | Checklist

Local de avaliação:
Dia: Horário: Condição de céu:

Condições gerais

(Planta ambientada)

Uso do ambiente
Dimensão do ambiente Largura:
Comprimento:
Altura:
Área total:
Estrutura do teto
Coeficiente de reflexão: Coeficiente de absorção:
Teto: Teto:
Parede 1: Parede 1:
Parede 2: Parede 2:
Parede 3: Parede 3:
Parede 4: Parede 4:
Piso: Piso:
Áreas de janelas internas*
Áreas de portas e caminhos de circulação
Áreas de tarefas múltiplas [__] Sim [__] Não
Tarefas desenvolvidas:
Composição do mobiliário
Tipos de proteção (corpos estranhos e umidade) [__] Sim [__] Não
Sistemas de proteção:
Classes de proteção (instalações elétricas) [__] Sim [__] Não
Sistemas de proteção:
Influência de substâncias químicas [__] Sim [__] Não
Substâncias possivelmente encontradas:
Proteção a fogo [__] Sim [__] Não
Apêndice 03
Ambiente hospitalar | Checklist

Sistemas de proteção:
Iluminação de emergência [__] Sim [__] Não
Local:
Consumo limite de energia (kWh/ano)
Máxima energia requerida (W/m²)
* Ambiente sem aberturas voltadas para o exterior do edifício.

Fotos
Apêndice 04
Cartaz de estação térmica

Cartaz de estação térmica


Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

TEMPERATURA | Ambientes primários

Tabela Ap.18. Temperatura dos ambientes selecionados do Setor da Imaginologia do HC


Dormitório Sala de Laudo US Sala de Laudo [7] Sala de Laudo [9] Sala de Laudo RM 1,5T Tmax Tmin
Hr
(ºC) (ºC) (ºC) (ºC) (ºC) (ºC) (ºC)
22,8 24,2 24 20,2 22,2 23 20
22,7 24,2 23,9 20 22,1 23 20
22,7 24,1 23,8 19,8 22 23 20
22,6 24 23,7 19,7 21,9 23 20
22,6 24 23,7 19,6 21,8 23 20
13:00

22,6 23,9 23,6 19,6 21,7 23 20


22,6 23,9 23,6 19,6 21,7 23 20
22,5 23,9 23,7 19,5 21,7 23 20
22,6 23,8 23,9 19,4 21,7 23 20
22,6 23,8 24 19,4 21,6 23 20
22,6 23,7 24,1 19,4 21,6 23 20
22,6 23,7 24,2 19,4 21,6 23 20
22,7 23,7 24,3 19,4 21,6 23 20
22,8 23,7 24,3 19,5 21,6 23 20
22,8 23,7 24,3 19,5 21,7 23 20
22,7 23,7 24,3 19,6 21,7 23 20
22,7 23,8 24,3 19,6 21,7 23 20
14:00

22,7 23,8 24,2 19,7 21,7 23 20


22,6 23,9 24,2 19,8 21,8 23 20
22,6 24,1 24,2 19,8 21,8 23 20
22,6 24,2 24,2 19,8 21,8 23 20
22,6 24,3 24,2 19,9 21,8 23 20
22,6 24,3 24,2 19,9 21,8 23 20
22,7 24,3 24,1 20 21,8 23 20
22,7 24,4 24,1 20,1 21,8 23 20
22,7 24,5 24,2 20,1 21,7 23 20
22,7 24,6 24,1 20,1 21,7 23 20
22,7 24,7 24,1 20,1 21,7 23 20
22,7 24,8 24,1 20 21,7 23 20
15:00

22,7 24,7 24,1 20,1 21,8 23 20


22,7 24,7 24,1 20,1 21,8 23 20
22,7 24,7 24,2 20,1 21,9 23 20
22,7 24,7 24,2 20,2 21,9 23 20
22,7 24,7 24,3 20,2 21,9 23 20
22,7 24,8 24,3 20,2 21,8 23 20
22,7 24,9 24,3 20,2 21,7 23 20
22,7 25 24,3 20,2 21,8 23 20
16:00

22,6 25 24,3 20,2 21,8 23 20


22,6 25 24,2 20,2 21,9 23 20
22,6 25 24,2 20,2 21,8 23 20
Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

22,6 25 24,2 20,1 21,7 23 20


22,6 25 24,1 20,2 21,7 23 20
22,6 25,1 24,1 20,2 21,6 23 20
22,6 25,1 24,1 20,2 21,6 23 20
22,6 25,2 24,1 20,2 21,6 23 20
22,6 25,3 24,1 20,1 21,5 23 20
22,7 25,3 24,1 20,1 21,5 23 20
22,7 25,3 24,1 20,1 21,5 23 20
22,7 25,4 24,2 20,1 21,5 23 20
22,6 25,4 24,2 20 21,5 23 20
22,7 25,3 24,2 20 21,5 23 20
22,6 25,2 24,1 20 21,5 23 20
22,6 25,2 24,1 20 21,5 23 20
17:00

22,6 25,2 24 19,9 21,5 23 20


22,6 25,1 24 19,9 21,5 23 20
22,6 25,1 24 19,9 21,5 23 20
22,7 25 24,1 19,8 21,5 23 20
22,6 25 24 19,8 21,5 23 20
22,6 24,9 24 19,8 21,5 23 20
22,6 24,8 24 19,8 21,5 23 20
22,6 24,7 24 19,7 21,5 23 20
22,6 24,7 24 19,7 21,5 23 20
22,6 24,6 24 19,7 21,4 23 20
22,6 24,6 23,9 19,7 21,5 23 20
22,6 24,5 23,9 19,7 21,5 23 20
18:00

22,6 24,5 23,9 19,7 21,5 23 20


22,6 24,4 23,9 19,6 21,5 23 20
22,6 24,4 23,9 19,6 21,5 23 20
22,6 24,4 23,8 19,6 21,5 23 20
22,6 24,3 23,8 19,6 21,5 23 20
22,6 24,3 23,9 19,6 21,6 23 20
22,6 24,2 24 19,5 21,6 23 20
22,7 24,2 24 19,5 21,5 23 20
22,7 24,2 24,2 19,4 21,5 23 20
22,7 24,2 24,2 19,4 21,6 23 20
22,6 24,1 24,3 19,3 21,6 23 20
22,6 24,1 24,3 19,3 21,6 23 20
19:00

22,6 24 24,3 19,2 21,6 23 20


22,6 24 24,3 19,2 21,6 23 20
22,6 24 24,2 19,2 21,6 23 20
22,6 23,9 24,2 19,2 21,7 23 20
22,6 23,9 24,2 19,2 21,7 23 20
22,6 23,9 24,2 19,1 21,7 23 20
22,5 23,9 24,2 19,1 21,7 23 20
22,5 23,9 24,2 19,1 21,7 23 20
20:00

22,5 23,9 24,2 19,1 21,7 23 20


22,5 23,9 24,2 19 21,7 23 20
Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

22,5 23,9 24,2 19 21,7 23 20


22,5 23,9 24,2 19 21,7 23 20
22,5 23,9 24,2 19 21,7 23 20
22,5 23,8 24,2 19 21,7 23 20
22,5 23,8 24,2 19 21,6 23 20
22,4 23,8 24,2 19 21,7 23 20
22,4 23,8 24,2 19 21,6 23 20
22,4 23,8 24,3 19 21,6 23 20
22,4 23,7 24,3 19 21,6 23 20
22,3 23,7 24,2 19 21,7 23 20
22,3 23,8 24,2 18,9 21,7 23 20
22,3 23,8 24,2 18,9 21,6 23 20
22,3 23,8 24,2 18,9 21,7 23 20
22,3 23,8 24,2 18,9 21,7 23 20
21:00

22,3 23,8 24,1 18,9 21,6 23 20


22,3 23,8 24,1 19 21,6 23 20
22,3 23,9 24,1 19 21,7 23 20
22,2 23,9 24,1 18,9 21,7 23 20
22,2 23,9 24,2 18,9 21,7 23 20
22,2 23,8 24,2 18,9 21,7 23 20
22,2 23,8 24,2 18,9 21,7 23 20
22,2 23,8 24,2 18,9 21,6 23 20
22,2 23,8 24,2 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,2 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,2 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,2 18,9 21,7 23 20
22:00

22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20


22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,6 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,8 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,6 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,7 24,3 18,9 21,7 23 20
22,2 23,6 24,2 18,8 21,7 23 20
23:00

22,2 23,6 24,2 18,8 21,7 23 20


22,2 23,6 24,2 18,8 21,7 23 20
22,2 23,6 24,2 18,8 21,7 23 20
22,2 23,5 24,1 18,8 21,6 23 20
22,2 23,5 24,1 18,8 21,7 23 20
22,2 23,5 24,1 18,8 21,7 23 20
22,2 23,5 24 18,8 21,6 23 20
22,2 23,5 24 18,8 21,7 23 20
0:0
0

22,2 23,5 24 18,8 21,7 23 20


Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

22,2 23,5 24 18,8 21,6 23 20


22,2 23,5 24 18,8 21,7 23 20
22,2 23,5 23,9 18,8 21,7 23 20
22,2 23,5 23,9 18,8 21,6 23 20
22,2 23,5 23,9 18,8 21,6 23 20
22,2 23,5 23,9 18,8 21,6 23 20
22,2 23,4 23,9 18,8 21,6 23 20
22,2 23,4 23,9 18,8 21,6 23 20
22,2 23,4 23,9 18,8 21,7 23 20
22,3 23,4 23,8 18,8 21,6 23 20
22,2 23,4 23,8 18,8 21,6 23 20
22,2 23,4 23,8 18,8 21,7 23 20
22,2 23,4 23,8 18,8 21,6 23 20
22,2 23,4 23,8 18,8 21,6 23 20
22,1 23,4 23,8 18,8 21,7 23 20
22,1 23,4 23,8 18,8 21,7 23 20
1:00

22,1 23,3 23,8 18,8 21,7 23 20


22,1 23,3 23,8 18,7 21,7 23 20
22,1 23,3 23,8 18,8 21,6 23 20
22,1 23,3 23,8 18,7 21,6 23 20
22,1 23,3 23,8 18,7 21,7 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,7 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20
22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20
2:00

22,1 23,3 23,7 18,7 21,6 23 20


22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,7 18,8 21,7 23 20
22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,7 18,7 21,6 23 20
22 23,2 23,6 18,7 21,6 23 20
22 23,1 23,6 18,7 21,6 23 20
22 23,1 23,6 18,7 21,6 23 20
3:00

22 23,1 23,7 18,7 21,6 23 20


21,9 23,1 23,6 18,7 21,6 23 20
21,9 23,1 23,6 18,7 21,7 23 20
21,9 23,1 23,6 18,7 21,6 23 20
21,9 23,1 23,6 18,7 21,6 23 20
21,9 23,1 23,6 18,7 21,6 23 20
4

0
0

21,9 23,1 23,6 18,6 21,6 23 20


:
Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

21,9 23,1 23,6 18,6 21,7 23 20


21,9 23,1 23,6 18,6 21,6 23 20
21,8 23,1 23,7 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,7 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,7 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,7 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,8 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,7 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,7 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,7 23 23,6 18,6 21,6 23 20
21,7 23 23,5 18,6 21,6 23 20
21,7 23 23,5 18,6 21,6 23 20
5:00

21,7 22,9 23,5 18,6 21,6 23 20


21,7 22,9 23,5 18,6 21,6 23 20
21,7 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,7 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,7 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,7 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,7 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,7 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
6:00

21,6 22,8 23,5 18,5 21,6 23 20


21,6 22,8 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,8 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,9 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,8 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,8 23,5 18,5 21,6 23 20
21,6 22,8 23,5 18,5 21,7 23 20
21,6 22,8 23,5 18,5 21,8 23 20
21,6 22,8 23,5 18,5 21,8 23 20
21,6 22,9 23,4 18,6 21,8 23 20
7:00

21,6 23 23,4 18,6 21,9 23 20


21,7 23,1 23,4 18,6 21,8 23 20
21,7 23,1 23,3 18,7 21,8 23 20
21,7 23,1 23,4 18,7 21,8 23 20
21,7 23,1 23,5 18,7 21,7 23 20
21,7 23,2 23,6 18,7 21,7 23 20
Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

21,6 23,2 23,7 18,7 21,7 23 20


21,6 23,3 23,7 18,7 21,8 23 20
21,6 23,3 23,7 18,7 21,8 23 20
21,6 23,3 23,7 18,7 21,8 23 20
21,6 23,3 23,7 18,7 21,8 23 20
21,6 23,3 23,7 18,7 21,8 23 20
8:00

21,6 23,4 23,7 18,8 21,8 23 20


21,6 23,5 23,6 18,8 21,7 23 20
21,6 23,6 23,7 18,8 21,7 23 20
21,6 23,7 23,7 18,8 21,8 23 20
21,6 23,8 23,7 18,9 21,7 23 20
21,7 23,8 23,7 19 21,7 23 20
21,7 23,9 23,7 19 21,7 23 20
21,7 24 23,7 19,1 21,7 23 20
21,7 24 23,7 19,2 21,7 23 20
21,7 24 23,7 19,3 21,7 23 20
21,8 24 23,7 19,4 21,8 23 20
21,8 24 23,7 19,5 21,9 23 20
9:00

21,8 24 23,7 19,6 21,9 23 20


21,8 24,1 23,7 19,6 21,9 23 20
21,8 24,2 23,7 19,7 21,9 23 20
21,9 24,2 23,7 19,7 21,9 23 20
21,9 24,3 23,7 19,7 21,9 23 20
21,9 24,3 23,7 19,7 21,9 23 20
22 24,3 23,7 19,7 22 23 20
22 24,3 23,8 19,8 22 23 20
22 24,3 23,9 19,8 22 23 20
22 24,2 23,9 19,8 21,9 23 20
22 24,2 23,9 19,8 21,9 23 20
10:00

22 24,2 23,9 19,8 21,9 23 20


22,1 24,3 23,9 19,9 22 23 20
22 24,3 23,9 19,8 22 23 20
22 24,3 23,9 19,8 22,1 23 20
22 24,3 23,9 19,8 22,2 23 20
22 24,4 23,9 19,8 22,3 23 20
22 24,5 24 19,8 22,3 23 20
22 24,7 24 19,8 22,4 23 20
21,9 24,7 24 19,8 22,3 23 20
21,9 24,7 24,2 19,8 22,3 23 20
22 24,7 24,3 19,8 22,2 23 20
21,9 24,7 24,3 19,8 22,3 23 20
11:00

22 24,8 24,3 19,8 22,2 23 20


21,9 24,8 24,3 19,8 22,3 23 20
22 24,8 24,4 19,8 22,3 23 20
22 24,8 24,4 19,8 22,4 23 20
22 24,8 24,3 19,8 22,3 23 20
22 25 24,2 19,9 22,3 23 20
Apêndice 05
Temperatura | Ambientes primários

22 25 24,2 19,9 22,3 23 20


22,1 25 24,2 19,9 22,3 23 20
22 25 24,1 19,9 22,3 23 20
22 25 24,2 19,8 22,2 23 20
22 24,9 24,4 19,8 22,2 23 20
22,1 24,9 24,6 19,8 22,2 23 20
12:00

22,2 24,8 24,7 19,8 22,2 23 20


22,3 24,7 24,8 19,8 22,1 23 20
22,3 24,6 24,9 19,8 22 23 20
22,3 24,5 25 19,7 22,1 23 20
22,3 24,5 25 19,7 22,1 23 20
22,3 24,5 25,1 19,6 22,2 23 20
22,3 24,5 25,1 19,6 22,1 23 20
22,2 24,5 25,1 19,5 22,1 23 20
22,2 24,4 25,2 19,5 22 23 20
22,2 24,4 25,2 19,5 21,9 23 20
22,2 24,3 25,2 19,5 21,7 23 20
22,2 24,3 25,2 19,4 21,8 23 20
13:00

22,3 24,2 25,2 19,4 21,9 23 20


22,3 24,2 25,2 19,4 21,8 23 20
22,3 24,2 25,2 19,4 21,9 23 20
22,3 24,2 25,2 19,4 21,9 23 20
22,3 24,2 25,1 19,5 21,9 23 20
22,3 24,2 25,1 19,5 22 23 20
22,3 24,3 25 19,6 22 23 20
Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

UMIDADE RELATIVA | Ambientes primários

Tabela Ap.19. Umidade relativa dos ambientes selecionados do Setor da Imaginologia do HC


Dormitório Sala de Laudo US Sala de Laudo [7] Sala de Laudo [9] Sala de Laudo RM 1,5T URmin URmax
Hr
(%) (%) (%) (%) (%) (%) (%)
63,5 56 59 68,3 60,7 30 70
63,5 55,1 59 69,3 61,8 30 70
63,5 56,3 59 70,2 63,5 30 70
63,4 56,1 59,1 70,7 61,8 30 70
63,5 56,6 59,1 70,6 61,3 30 70
13:00

63,4 56,5 58,9 70,8 61,5 30 70


63,3 56,2 59,3 70,8 62,3 30 70
63,1 56,6 59,6 71,2 62,4 30 70
63,3 56,6 59,4 71 62 30 70
63,2 56,3 59,3 71,1 62,3 30 70
63 56 59 70,5 61,1 30 70
63,1 56,1 58,9 70,6 61,6 30 70
63,7 56,1 58,5 71,4 60,7 30 70
63,2 56,2 58,6 71,4 60,6 30 70
63,1 56 59,1 71,5 60,7 30 70
63 56,2 58,7 70,8 61,4 30 70
62,9 56,3 58,4 71,2 61,5 30 70
14:00

62,9 56 58,6 71 62,4 30 70


62,9 56,2 58,7 70,9 61,9 30 70
62,9 56,1 59 70,8 60,9 30 70
62,8 55,9 58,6 70,4 60,7 30 70
62,7 55 58,6 70,5 60,1 30 70
62,5 54,8 58,2 70,5 59,7 30 70
62,5 54,6 58,3 70,2 59 30 70
62,5 54,5 58,3 70 58,2 30 70
62,5 55,6 57,8 69,6 59,8 30 70
62,3 55,1 57,5 69,5 59,4 30 70
62,3 54,4 57,4 69,4 58,2 30 70
62,2 53,4 58,1 69,5 59,7 30 70
15:00

62,1 52,4 57,9 69,6 60,6 30 70


62,1 53,9 58,1 69,5 58,5 30 70
62 53,8 58,1 69,4 62,9 30 70
62,1 54 58,4 69,2 59,5 30 70
62 54,3 58,4 69 57,3 30 70
62 54,2 58,4 69,2 55,8 30 70
62,1 54,8 58,3 69 56,5 30 70
62,1 54,4 57,5 69 59 30 70
16:00

62,2 54,5 57,5 69,2 62,5 30 70


62,3 53,9 57,5 69,2 60,5 30 70
62,4 54,1 57,3 69,2 59,5 30 70
Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

62,3 53,6 57,3 69,1 59 30 70


62,3 54,1 57,1 69,2 58,5 30 70
62,3 54,2 57,1 69,4 60,7 30 70
62,2 54,6 57,1 69,5 60,9 30 70
62,1 53,8 57 69,2 59,7 30 70
62,4 53,9 57,3 69,2 59,2 30 70
62,4 53,5 57,8 69,4 59,9 30 70
62,3 52,4 57,2 69,5 59,8 30 70
62,3 53,1 57,3 69,6 59,7 30 70
62,4 52,1 57,5 69,8 60,8 30 70
62,5 51,7 56,7 69,8 62,2 30 70
62,5 52,2 56,9 69,9 63,8 30 70
62,7 53 56,6 69,9 64,1 30 70
17:00

62,7 53,3 56,9 70,2 64,6 30 70


62,7 53,7 57 70,2 64,7 30 70
62,9 53,9 57,5 70,1 63,9 30 70
62,7 52,8 56,8 70,4 63 30 70
62,8 52,7 56,9 70,3 62,4 30 70
62,9 52,6 56,8 70,3 63,4 30 70
62,8 52,8 56,7 70,4 63,7 30 70
62,7 53 56,7 70,3 64,1 30 70
62,8 53 56,6 70,4 62,3 30 70
62,7 52,5 56,6 70,4 65,1 30 70
62,7 52,7 56,7 70,5 62,8 30 70
62,7 52,9 56,4 70,3 66,3 30 70
18:00

62,7 52,9 56,5 70,3 63,5 30 70


62,6 52,5 56,8 70,3 63,7 30 70
62,5 52,5 56,6 70,3 63,7 30 70
62,6 52,5 56,6 70,3 63,8 30 70
62,6 52,4 57,1 70 64,1 30 70
62,5 52,6 58,3 69,8 63,8 30 70
63,1 52,4 59 69,7 63,5 30 70
62,7 52,8 59,8 69,7 65,3 30 70
62,5 52,9 59,9 69,7 65,2 30 70
62,5 52,7 59,8 69,9 65,2 30 70
62,5 53,9 59,9 70 67,9 30 70
62,5 54,1 60,2 70,1 67,8 30 70
19:00

62,5 53 60,1 70 67,6 30 70


62,4 52,8 59,9 69,9 67,4 30 70
62,4 51,9 59,7 69,9 70,3 30 70
62,4 52,2 59,8 69,7 69,7 30 70
62,4 52,7 59,5 69,7 68,8 30 70
62,4 52,9 59,5 69,8 70,9 30 70
62,4 52,7 59,6 69,7 70,9 30 70
62,3 52,4 59,5 69,7 69,8 30 70
20:00

62,4 52,5 59,5 69,8 68,6 30 70


62,4 52,2 59,4 69,8 70,9 30 70
Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

62,4 52,5 59,6 70 70,1 30 70


62,4 52,2 59,6 69,9 68,9 30 70
62,5 52,5 59,7 70 69,9 30 70
62,4 52,4 59,6 69,8 70,6 30 70
62,6 52 59,9 69,8 69,5 30 70
62,5 52,2 59,7 69,7 68,1 30 70
62,6 52,4 59,5 69,8 69,4 30 70
62,6 52,2 59,4 69,8 70 30 70
62,6 52,4 59,6 69,8 69,3 30 70
62,7 52,8 59,5 69,9 68,8 30 70
62,8 53,2 59,5 70 70,1 30 70
62,8 52,6 59,1 70 69,6 30 70
62,7 52,4 58,8 70 68,1 30 70
62,7 52,5 58,7 70,1 69,8 30 70
21:00

62,8 52,6 58,8 70 70,1 30 70


62,8 53,1 58,7 70,1 68,6 30 70
62,8 52,9 58,9 70 69,2 30 70
62,8 52,6 59 70 69,9 30 70
62,8 52,3 59,2 70,1 69 30 70
62,8 52,3 59,3 70 67,8 30 70
62,9 52,2 59,3 70,1 70,1 30 70
63 52 59,6 70,2 69,4 30 70
63 51,8 59,4 70 67,9 30 70
63 52,2 58,8 70 69,5 30 70
63,2 52,1 59,1 70 69,7 30 70
63,2 51,9 59,3 70 68,2 30 70
22:00

63,2 52,2 59,2 70,1 68,5 30 70


63,3 52,2 59,1 70 69,6 30 70
63,2 52 59,4 70,1 68,6 30 70
63,4 52 59,4 70 67,1 30 70
63,7 51,4 59,4 70,1 69,7 30 70
63,8 51,4 59,8 70 68,8 30 70
63,9 51 59,4 70 66,9 30 70
63,8 51,6 59,4 70 69,6 30 70
63,7 51,2 59,4 70 69,4 30 70
63,5 51,5 59,2 70,1 67,6 30 70
63,6 51,7 58,9 70 68,2 30 70
63,6 52 58,8 70 69,4 30 70
23:00

63,6 52 59 70 68,1 30 70
63,6 51,8 59,1 70 67 30 70
63,7 52,1 58,9 70,1 69,4 30 70
64,3 52,1 58,7 70,2 68,4 30 70
64,5 52,2 59 70,1 66,8 30 70
64,4 52,3 59,1 70,2 69,1 30 70
64,8 52,1 58,9 70,2 68,3 30 70
64,8 52,3 58,9 70,4 66,4 30 70
0:0
0

65,1 52,4 59,3 70,4 69,3 30 70


Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

65,1 52,5 59,1 70,5 68,3 30 70


65,1 52,5 59,2 70,5 66,7 30 70
65,5 52,7 59,7 70,6 69,2 30 70
65,3 52,3 60,2 70,7 68,7 30 70
65,4 52,3 60,4 70,7 66,8 30 70
65,8 52,2 60,8 70,7 68,7 30 70
66 52,3 60,8 70,6 68,5 30 70
65,8 52,1 60,7 70,7 66,9 30 70
65,8 52,1 60,8 70,7 68,2 30 70
66 52,1 60,9 70,7 68,6 30 70
65,9 52,4 60,9 70,7 66,9 30 70
65,8 52,3 61 70,6 68 30 70
65,9 52,1 60,9 70,7 68,9 30 70
65,9 52,2 61 70,7 67,4 30 70
66 52,2 60,8 70,8 68,6 30 70
66,1 52,3 61,2 70,7 68,4 30 70
1:00

66 52,5 61,1 70,8 67,1 30 70


66,6 52,4 61 71 68,1 30 70
66,6 52,2 61,1 70,9 68,6 30 70
66,7 52,4 61,4 70,9 66,9 30 70
66,5 52,4 61,1 70,9 68,4 30 70
66,7 52,4 61 70,9 68,4 30 70
66,7 52,4 60,8 71 66,9 30 70
66,7 52,5 60,9 71,2 68,4 30 70
66,6 52,5 60,8 71,1 68,5 30 70
66,5 52,5 60,8 71,1 67,1 30 70
66,6 52,4 60,8 71,1 68,3 30 70
66,5 52,5 60,8 71 68,2 30 70
2:00

66,3 52,5 60,7 71 66,8 30 70


66,3 52,6 60,6 71,2 68,1 30 70
66,4 52,7 60,5 71,2 68,3 30 70
66,3 52,6 60,6 71,4 66,2 30 70
66,4 52,7 60,8 71,2 68,6 30 70
66,5 52,6 60,8 71,2 67,8 30 70
66,3 52,7 60,7 71,2 67,1 30 70
66,4 52,8 60,6 71,2 68,6 30 70
66,2 52,8 60,6 71,2 66,8 30 70
66,2 52,9 60,6 71,2 68,4 30 70
66 52,8 60,9 71,3 68 30 70
65,8 52,8 61 71,2 65,9 30 70
3:00

65,7 52,8 60,6 71,2 68,9 30 70


65,6 52,8 60,4 71,2 67,1 30 70
65,5 52,9 60,8 71,1 67,7 30 70
65,5 52,8 60,6 71 68,6 30 70
65,6 52,7 60,3 71 66,2 30 70
65,6 52,7 60,2 71 68,6 30 70
4

0
0

65,6 52,7 60,1 71,1 67,4 30 70


:
Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

65,8 52,7 60,2 71,1 66,8 30 70


65,5 52,7 60,2 71 68,4 30 70
65,5 52,7 60,3 71,1 65,7 30 70
65,5 52,7 60,1 71,2 68,6 30 70
65,4 52,7 59,9 71,1 67,2 30 70
65,5 52,7 59,9 71 67,2 30 70
65,5 52,7 59,9 71,1 68,1 30 70
65,6 52,6 59,9 70,9 66,1 30 70
65,4 52,6 59,7 70,9 68,6 30 70
65,5 52,6 59,7 71 67,1 30 70
65,4 52,7 59,7 71 68 30 70
65,4 52,7 59,7 71 67,9 30 70
65,4 52,5 59,8 70,9 65,6 30 70
65,4 52,5 59,7 70,9 68,3 30 70
65,5 52,7 59,7 70,9 66,6 30 70
65,5 52,5 59,9 70,8 68,5 30 70
65,6 52,5 60,1 70,8 67,6 30 70
5:00

65,7 52,6 60,3 70,9 66,4 30 70


65,7 52,6 60,1 70,9 68,4 30 70
65,8 52,7 60,3 70,9 66,1 30 70
65,6 52,7 60,7 71 68,6 30 70
65,6 52,6 60,8 70,9 67,1 30 70
65,5 52,7 60,8 70,9 68,7 30 70
65,6 52,7 60,8 70,7 67,9 30 70
65,6 52,6 60,7 70,7 66,6 30 70
65,7 52,5 60,8 70,7 68,2 30 70
65,8 52,6 60,7 70,6 65,9 30 70
65,8 52,5 60,5 70,9 68,7 30 70
65,8 52,5 60,6 70,9 66,9 30 70
6:00

65,8 52,6 60,5 71 67,8 30 70


65,9 52,7 60,6 71,1 68,3 30 70
65,8 52,8 60,6 71,2 65,3 30 70
65,9 52,8 60,6 71,3 68,4 30 70
65,9 52,9 60,7 71,3 66 30 70
66,1 53 60,8 71,2 68,6 30 70
66,3 53,1 60,8 71,3 67,1 30 70
66,3 53,3 60,7 71,4 68,1 30 70
66,1 53,4 61,2 71,4 70,4 30 70
66,3 53,5 61,7 71,6 70,4 30 70
66,2 53,5 59,3 71,9 69,5 30 70
66,4 54,1 58,5 72,4 70 30 70
7:00

66,8 53,8 58,3 72,3 69 30 70


66,8 53,7 58,4 72,1 67,2 30 70
66,4 53,7 58,9 72,3 66,4 30 70
66,4 53,6 64,1 72,3 69,1 30 70
66,4 53,4 63,4 72,1 67,9 30 70
66,5 53,3 63,7 72 68,4 30 70
Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

66,9 53,7 62,4 71,9 71,4 30 70


66,9 54 61,7 72,2 68,8 30 70
67,1 54,2 61,1 72,5 67,2 30 70
67,1 54,2 61,1 72,8 66,9 30 70
67,1 54 60,8 72,6 67 30 70
67,2 54,6 61,5 72,6 66,2 30 70
8:00

67,3 54,7 61,2 72,9 64,7 30 70


67,6 54,6 61,1 72,8 63,8 30 70
67,3 54,9 61,2 73,2 66,9 30 70
67,6 54,5 60,8 73,6 65,7 30 70
67,4 55,6 60,3 74,1 63,8 30 70
67,4 55,2 59,6 74,4 63,6 30 70
67,5 55,2 59,7 74,2 67,7 30 70
67,4 55,1 59,9 74,2 64,6 30 70
67,4 54,7 59,5 73,8 67,4 30 70
67,8 55 59,4 73,5 66,5 30 70
67,2 54,8 59,3 73,3 66,9 30 70
67,1 54,8 59,2 73,3 66,8 30 70
9:00

67 55,2 59,4 73,2 65,4 30 70


67 54,9 59,3 73 64,1 30 70
67,2 55,1 59,6 72,8 65,2 30 70
66,8 55,4 60,1 72,5 66,5 30 70
66,8 55,1 59,4 72,7 64,2 30 70
66,6 55 59,5 72,7 64 30 70
66,7 55,4 59,7 72,6 66,1 30 70
66,6 55 59,8 72,7 66,7 30 70
66,6 55 59,5 72,4 63,2 30 70
66,6 55 59,2 72,4 65,2 30 70
66,5 54,1 59,5 72,2 64,2 30 70
10:00

66,6 54,7 59,7 72,3 63,4 30 70


70 54,8 59,4 72 66,3 30 70
67,8 54,9 58,7 72 60,8 30 70
66,9 54,6 59,2 72 65,8 30 70
66,5 54,8 59,5 72,3 63,4 30 70
66,3 55,2 59 72,2 63,2 30 70
66,1 55,6 59 72,2 60,8 30 70
65,9 55 58,6 72 61,9 30 70
65,8 54,2 58,6 71,8 57,2 30 70
65,6 53,8 58,7 71,7 61,8 30 70
65,8 53,6 57,6 71,7 60,1 30 70
65,7 53,6 57,7 71,6 61,9 30 70
11:00

65,7 53,5 58,1 71,5 57,4 30 70


65,6 53,2 57,8 71,4 62,5 30 70
65,6 53,1 57,3 71,4 60,9 30 70
65,6 53,3 57,2 71,4 62,9 30 70
65,5 53,3 56,7 71,3 59,2 30 70
65,6 53,2 57,2 71,2 63,3 30 70
Apêndice 06
Umidade relativa | Ambientes primários

65,6 53,3 57,5 71,1 59,4 30 70


65,5 53,4 57,5 70,9 62,2 30 70
65,5 53,5 57,6 70,9 63,8 30 70
65,5 53,1 57,7 71 60,1 30 70
65,5 52,4 57,3 71,1 62,7 30 70
65,5 52,6 57,2 70,9 61,5 30 70
12:00

65,9 52,1 56,9 70,9 61,6 30 70


65,8 52,4 56,6 70,9 57,9 30 70
65,3 52,5 56,3 70,9 61,1 30 70
65,2 52,5 55,6 70,9 59,1 30 70
65,1 52,9 56 70,9 63,2 30 70
65 53 56,1 70,9 59,6 30 70
64,9 57,7 56,2 70,9 56,6 30 70
64,8 55,2 56,3 71,1 56 30 70
64,8 54,2 56,4 71,4 56,4 30 70
64,8 54,1 56,4 71,5 54,1 30 70
64,8 54,4 56,4 71,5 57,2 30 70
64,8 53,8 56,5 71,5 57,4 30 70
13:00

64,8 53,6 56,4 71,5 61,1 30 70


64,8 53,6 56,5 71,6 57,7 30 70
64,8 53,7 56,4 71,6 61,2 30 70
64,8 53,5 56,1 71,7 61 30 70
64,7 52,7 55,5 71,4 60,9 30 70
64,8 52,5 55,2 71,4 63,2 30 70
64,9 53,1 55,2 71,3 62,5 30 70
Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

RESULTADOS PMV E PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-1: Dormitório, situação 1.

Ap.07-2: Dormitório, situação 2.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-3: Dormitório, situação 3.

Ap.07-4: Dormitório, situação 4.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-5: Sala de laudo US, situação 1.

Ap.07-6: Sala de laudo US, situação 2.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-7: Sala de laudo US, situação 3.

Ap.07-8: Sala de laudo US, situação 4.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-9: Sala de laudo [7], situação 1.

Ap.07-10: Sala de laudo [7], situação 2.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-11: Sala de laudo [7], situação 3.

Ap.07-12: Sala de laudo [7], situação 4.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-13: Sala de laudo [9], situação 1.

Ap.07-14: Sala de laudo [9], situação 2.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-15: Sala de laudo [9], situação 3.

Ap.07-16: Sala de laudo [9], situação 4.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-17: Sala de laudo RM, situação 1.

Ap.07-18: Sala de laudo RM, situação 2.


Apêndice 07
Resultados PMV e PPD | Software Conforto 2.0.3

Ap.07-19: Sala de laudo RM, situação 3.

Ap.07-20: Sala de laudo RM, situação 4.


Apêndice 08
Avaliação de Percepção Ambiental | Avaliação subjetiva

AVALIAÇÃO DE PERCEPÇÃO AMBIENTAL |Avaliação Subjetiva

Nome:

1. Iluminação
2.

O sistema de iluminação que existe em sua área de trabalho...


... faz com haja muitas sombras? [__] Sim [__] Não
... causa desconforto com fontes de ofuscamento? [__] Sim [__] Não
... é adequada para a realização de suas atividades? [__] Sim [__] Não
O projeto de iluminação...
... satisfaz sua expectativa pessoal quanto à iluminação? [__] Sim [__] Não
... diferencia zonas de atividades dentro do espaço? [__] Sim [__] Não
... adota uma luminária que melhora a qualidade/aparência do ambiente? [__] Sim [__] Não
Paredes e teto estão satisfatoriamente iluminados? [__] Sim [__] Não
A luz do ambiente tremula? [__] Sim [__] Não
As condições de iluminação são uniformes em sua área de trabalho? [__] Sim [__] Não
Para você, o ambiente deve ser claro e prazeroso? [__] Sim [__] Não
Para você, o projeto de iluminação deve considerar a luz natural? [__] Sim [__] Não
A iluminação na sua área de trabalho...
... tem efeito estimulante? [__] Sim [__] Não
... deveria ter um efeito estimulante? [__] Sim [__] Não
Você se sente bem com a iluminação existente em seu ambiente de trabalho? [__] Sim [__] Não
Como você se sente?
[__] Dor de cabeça
[__] Irritação
[__] Fadiga
[__] Cansaço
[__] Diminuição da produtividade

Você consegue ajustar a luz através de interruptor ou dimmer? [__] Sim [__] Não
Os interruptores estão localizados de maneira a serem achados facilmente? [__] Sim [__] Não
Em termos de iluminação do espaço:
Quais suas queixas?

Como você acha que deveria melhorar? (Idéias para tornar a iluminação mais adequada às suas necessidades)
Apêndice 08
Avaliação de Percepção Ambiental | Avaliação subjetiva

Térmica

O que você está vestindo agora?

Roupa de baixo Suéter


Calcinha Colete sem manga
Ceroula longa Suéter leve
Camiseta sem manga Suéter pesado
Camiseta com manga curta Paletó
Camiseta com manga longa Leve, paletó de verão
Calcinha e sutiã Paletó
Camisa-blusa Diversas
Mangas curtas Meias
Leve, mangas longas Meias grossas, altura do tornozelo
Normal, mangas longas Meias grossas, longas
Camisa de flanela, mangas longas Meias femininas de nylon
Blusa leve, mangas longas Sapatos (sola fina)
Calça Sapatos (sola grossa)
Shorts Botas
Leve Luvas
Normal Jaleco fino
Flanela Jaleco grosso
Vestido-saia Roupas para ambientes externos
Saia leve (verão) Casaco
Saia pesada (inverno) Jaqueta
Vestido leve, mangas curtas Casaco com capuz
Vestido de inverno, mangas longas Macacão, fibra-pele

Como você se sente agora? Muito frio -2 -1 0 +1 +2 Muito calor


Extremamente -2 -1 0 +1 +2 Confortável
Como está o ambiente térmico junto a você agora? desconfortável
Bem mais -2 -1 0 +1 +2 Bem mais
Como você preferia estar agora? quente frio

Como você se sente?


[__] Dor de cabeça
[__] Irritação
[__] Fadiga
[__] Cansaço
[__] Diminuição da produtividade
Em termos de temperatura do espaço:
Quais suas queixas?

Como você acha que deveria melhorar? (Idéias para tornar a temperatura mais adequada às suas
necessidades)
Apêndice 08
Avaliação de Percepção Ambiental | Avaliação subjetiva

Acústica
Você considera seu ambiente de ambiente de trabalho médica barulhento?
[__] Sim [__] Não
Quais os tipos de ruídos que atrapalham você?
[__] Conversas externas
[__]Conversas internas
[__] Máquinas
[__] Ruídos externos
[__] Ruídos internos
A ocorrência de ruído é constante ao longo do dia?
[__] Sim [__] Não [__] Não há ruído
Você se sente incomodado pela presença de ruído?
[__] Sim [__] Não [__] Não há ruído

Como você se sente?


[__] Dor de cabeça
[__] Irritação
[__] Vertigem
[__] Cansaço
[__] Zumbido no ouvido
No seu ambiente de descanso, dentro do setor, há ruído?
[__] Sim [__] Não [__] Não há ruído
Em termos de acústica do espaço:
Quais suas queixas?

Como você acha que deveria melhorar? (Idéias para tornar o espaço menos ruidoso)

3. Espaço e Mobiliário
O tamanho do espaço é adequado para a realização de suas atividades?
[__] Sim [__] Não
A disposição do mobiliário é adequada para a realização de suas atividades?
[__] Sim [__] Não
Apêndice 08
Avaliação de Percepção Ambiental | Avaliação subjetiva

Você acha que o espaço do setor é agradável e bonito?


[__] Sim [__] Não

Em termos de adequação do espaço e mobiliário:


Quais suas queixas?

Como você acha que deveria melhorar?(Idéias para tornar o espaço mais adequado às suas necessidades)

Em termos de aparência do espaço:


Quais suas queixas?

Como você acha que deveria melhorar?(Idéias para tornar o espaço mais atraente e bonito)
Apêndice 09
Avaliação de ocorrência de acidentes de trabalho | Avaliação subjetiva

AVALIAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE ACIDENTES DE TRABALHO |Avaliação Subjetiva

Nome:

1. Acidentes de trabalho
2.

Responda com calma as questões abaixo:


Você já sofreu acidente de trabalho durante sua residência no Hospital de Clínicas?
[__] Sim [__] Não

Qual tipo de acidente sofreu?


[__] Típico (ocorrido dentro do hospital)
[__] Acidente de trajeto (da sua casa até o hospital)
[__] Doenças ocupacionais (resultantes de sua residência no hospital)
Em qual (quais) turno (s) você costuma se acidentar mais?
[__] Matutino
[__] Vespertino
[__] Noturno
[__] No período de plantão
[__] Outro. Especifique:
Qual foi o objeto causador do acidente?
[__] Acidente com perfuro cortante
[__] Quedas e traumas
[__] Material biológico
[__] Doenças ocupacionais
[__] Acidente de trajeto
[__] Produto químico
[__] Outros. Especifique:
Qual (quais) foi (foram) a (s) região (regiões) mais afetada (s)?
[__] Membros superiores
[__] Membros inferiores
[__] Cabeça e pescoço
[__] Coluna e região lombo-sacra
[__]Tórax e abdome
[__] Outras. Especifique:
Qual a área dentro do seu setor que favorece mais a ocorrência de acidentes?

Em qual área do seu setor onde você sofre (u) mais acidentes?

O ambiente contribui (u) de alguma forma para ocorrência de acidentes? [__] Sim [__] Não

Se sim, isto se dá porque: (pode marcar mais de uma alternativa)


[__] A iluminação é (deficiente/ excessiva) no plano de trabalho
[__] A temperatura é (deficiente/ excessiva) no plano de trabalho
[__] Há ruído que atrapalha sua concentração
[__] A distribuição do mobiliário não está adequada para suas atividades
[__] Outro. Especifique:
Apêndice 10
Protocolo de coleta

Protocolo de coleta

Projeto: Qualidade do ambiente construído e percepção | Influência nas características psico-fisiológicas dos usuários.
Comitê de Ética em Pesquisa Parecer CEP nº 790/2011 | FAPESP Processo nº 2010/18381-2

Nome:

Data que respondeu o questionário: ____/___/____


Data da coleta:______/_____/_____
Esta noite de sono, para você, foi reparadora? (__) SIM (__) NÂO
Você fez as coletas de saliva nos horários propostos?
Ao acordar (__) SIM (__) NÃO que horas coletou ___________
As 12 horas, antes do almoço (__) SIM (__) NÃO, que horas coletou? __________
As 18 hs, antes do jantar (__) SIM (__) NÃO, que horas coletou? __________
As 22 hs, antes de dormir (__) SIM (__) NÃO, que horas coletou? __________

Protocolo de coleta de saliva


1. Colete a primeira amostra ANTES de se levantar, ainda na cama;
2. A coleta dos outros horários deve ser ANTES DE SE ALIMENTAR
3. NÃO escove os dentes, NÃO use fio dental, NÃO COMA ou BEBA qualquer líquido, e NÂO fume 30 MINUTOS ANTES DA COLETA;
4. Caso pratique atividade física, faça sua coleta antes de se exercitar;
5. Coloque o algodão na boca e deixe encharcar com a saliva ( por aproximadamente 5 min);
6. Coloque os SALIVETTES em congelador ou freezer;
7. O transporte dos SALIVETTES não precisa ser em gelo;
8. ATENÇÃO nos horários indicados no SALIVETTE para sua coleta.

Contato:
Ellen - (19) XXXX-XXXX | ellensouza.arq@gmail.com
Laboratório responsável LABEEST/IB (19) 3521-6186
Comitê de Ética em Pesquisa - (19) 3521-8936
Apêndice 11
Cartaz lembrete

Cartaz lembrete
Apêndice 12
Dormitório

AMBIENTES HOSPITALARES | Checklist

Local de avaliação: Dormitório


Dia: 09/05/12 Horário: 12:15h Condição de céu: Parcialmente Nublado 2/8 céu

Condições gerais

Parede 1

Parede 2
Parede 4

Parede 3

Planta de layout - Dormitório Residentes.


Sem escala.

Uso do ambiente descanso e estar dos residentes


Dimensão do ambiente Largura: 3,45m
Comprimento: 4,05m
Altura: 3,0m
Área total: 13,96m²
Estrutura do teto Gesso branco
Coeficiente de reflexão: Coeficiente de absorção:
Teto: 74% Teto: 26%
Parede 1: 53% (bege) Parede 1: 47%
Parede 2: 64% (verde) Parede 2: 36%
Parede 3: 53% (bege) Parede 3: 47%
Apêndice 12
Dormitório

Parede 4: 64% (verde) Parede 4: 36%


Piso: 22% Piso: 78%
Áreas de janelas internas* Não há janelas internas
Áreas de portas e caminhos de circulação Porta 1: 1,68m²
Áreas de tarefas múltiplas [__] Sim [_X_] Não
Tarefas desenvolvidas:

Composição do mobiliário Armários, ventilador, quadro de avisos, beliche,


poltronas reclináveis, frigobar, hack, TV.
Tipos de proteção (corpos estranhos e umidade) [__] Sim [_X_] Não
Sistemas de proteção:

Classes de proteção (instalações elétricas) [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Influência de substâncias químicas [__] Sim [_X_] Não


Substâncias possivelmente encontradas:

Proteção a fogo [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Iluminação de emergência [__] Sim [_X_] Não


Local:

Consumo limite de energia (kWh/ano) Informação não disponível.


Máxima energia requerida (W/m²) Informação não disponível.
* Ambiente sem aberturas voltadas para o exterior do edifício.
Apêndice 12
Dormitório

Fotos
Apêndice 12
Dormitório
Apêndice 13
Sala de laudo US

AMBIENTES HOSPITALARES | Checklist

Local de avaliação: Sala de laudo US


Dia: 09/05/12 Horário: 12:50h Condição de céu: Parcialmente nublado 2/8 céu

Condições gerais

Parede 1

Parede 4

Parede 2

Parede 3

Planta de layout - Sala de laudo - Ultrassonografia.


Sem escala.

Uso do ambiente Sala de laudo com imagem digital


Dimensão do ambiente Largura: 2,41m
Comprimento: 4,75m
Altura: 2,3m
Área total: 11,45m²
Estrutura do teto Gesso branco
Coeficiente de reflexão: Coeficiente de absorção:
Teto: 74% Teto: 26%
Parede 1: 55% Parede 1: 45%
Parede 2: 55% Parede 2: 45%
Parede 3: 55% Parede 3: 45%
Parede 4: 55% Parede 4: 45%
Apêndice 13
Sala de laudo US

Piso: 44% Piso: 56%


Áreas de janelas internas* Não há janelas internas
Áreas de portas e caminhos de circulação Porta 1: 1,68m²
Áreas de tarefas múltiplas [__] Sim [_X_] Não
Tarefas desenvolvidas:

Composição do mobiliário Bancada, armário, cadeiras, computadores, mesa,


impressora, mini-armário
Tipos de proteção (corpos estranhos e umidade) [__] Sim [_X_] Não
Sistemas de proteção:

Classes de proteção (instalações elétricas) [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Influência de substâncias químicas [__] Sim [_X_] Não


Substâncias possivelmente encontradas:

Proteção a fogo [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Iluminação de emergência [__] Sim [_X_] Não


Local:

Consumo limite de energia (kWh/ano) Informação não disponível


Máxima energia requerida (W/m²) Informação não disponível
* Ambiente sem aberturas voltadas para o exterior do edifício.
Apêndice 13
Sala de laudo US

Fotos
Apêndice 13
Sala de laudo US
Apêndice 14
Sala de laudo [7]

AMBIENTES HOSPITALARES | Checklist

Local de avaliação: Sala de laudo [7]


Dia: 09/05/12 Horário: 12:25h Condição de céu: Parcialmente nublado 2/8 céu

Condições gerais

Parede 1
Parede 4

Parede 2

Parede 3

Planta de layout - Sala de laudo [7].


Sem escala.

Uso do ambiente Sala de laudo com uso de negatoscópio


Dimensão do ambiente Largura: 4,65m
Comprimento: 4,65m
Altura: 2,3m
Área total: 21,61m²
Estrutura do teto Gesso branco
Coeficiente de reflexão: Coeficiente de absorção:
Teto: 74% Teto: 26%
Parede 1: 74% Parede 1: 26%
Parede 2: 74% Parede 2: 26%
Parede 3: 74% Parede 3: 26%
Parede 4: 74% Parede 4: 26%
Apêndice 14
Sala de laudo [7]

Piso: 35% Piso: 65%


Áreas de janelas internas* Não há janelas internas
Áreas de portas e caminhos de circulação Porta 1: 1,68m²
Áreas de tarefas múltiplas [__] Sim [_X_] Não
Tarefas desenvolvidas:

Composição do mobiliário Quadro de avisos, luminária de apoio, computadores,


cadeiras, bancada, ventilador, negatoscópio
Tipos de proteção (corpos estranhos e umidade) [__] Sim [_X_] Não
Sistemas de proteção:

Classes de proteção (instalações elétricas) [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Influência de substâncias químicas [__] Sim [_X_] Não


Substâncias possivelmente encontradas:

Proteção a fogo [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Iluminação de emergência [__] Sim [_X_] Não


Local:

Consumo limite de energia (kWh/ano) Informação não disponível


Máxima energia requerida (W/m²) Informação não disponível
* Ambiente sem aberturas voltadas para o exterior do edifício.
Apêndice 14
Sala de laudo [7]

Fotos
Apêndice 15
Sala de laudo [9]

AMBIENTES HOSPITALARES | Checklist

Local de avaliação: Sala de laudo [9]


Dia: 09/05/12 Horário: 12:35h Condição de céu: Parcialmente nublado 2/8 céu

Condições gerais

Parede 1

Parede 2
Parede 4

Parede 3

Planta de layout - Sala de laudo [9].


Sem escala.

Uso do ambiente Sala de laudo com uso de imagens digitais


Dimensão do ambiente Largura: 4,72m
Comprimento: 6,18m
Altura: 3,0m
Área total: 28,67m²
Estrutura do teto Gesso branco
Coeficiente de reflexão: Coeficiente de absorção:
Teto: 74% Teto: 26%
Parede 1: 90% Parede 1: 10%
Parede 2: 90% Parede 2: 10%
Parede 3: 90% Parede 3: 10%
Parede 4: 90% Parede 4: 10%
Apêndice 15
Sala de laudo [9]

Piso: 37% Piso: 63%


Áreas de janelas internas* Janela 1: 1,80m²
Áreas de portas e caminhos de circulação Porta 1: 1,68m?
Áreas de tarefas múltiplas [__] Sim [_X_] Não
Tarefas desenvolvidas:

Composição do mobiliário Bancada, computadores, cadeiras, impressora


Tipos de proteção (corpos estranhos e umidade) [__] Sim [_X_] Não
Sistemas de proteção:

Classes de proteção (instalações elétricas) [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Influência de substâncias químicas [__] Sim [_X_] Não


Substâncias possivelmente encontradas:

Proteção a fogo [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Iluminação de emergência [__] Sim [_X_] Não


Local:

Consumo limite de energia (kWh/ano) Informação não disponível


Máxima energia requerida (W/m²) Informação não disponível
* Ambiente sem aberturas voltadas para o exterior do edifício.
Apêndice 15
Sala de laudo [9]

Fotos
Apêndice 15
Sala de laudo [9]
Apêndice 16
Sala de laudo RM 1,5T

AMBIENTES HOSPITALARES | Checklist

Local de avaliação: Sala de laudo RM 1,5T


Dia: 09/05/12 Horário: 13:25h Condição de céu: Parcialmente nublado 2/8 céu

Condições gerais

Parede 4 Parede 1

Parede 2

Parede 3

Planta de layout - Sala de laudo - Ressonância magnética 1,5T.


Sem escala.

Uso do ambiente Sala de laudo com imagens digitais


Dimensão do ambiente Largura: 3,20m
Comprimento: 5,25m
Altura: 3,0m
Área total: 16,80m²
Estrutura do teto Laje branca
Coeficiente de reflexão: Coeficiente de absorção:
Teto: 74% Teto: 26%
Parede 1: 67% Parede 1: 33%
Parede 2: 67% Parede 2: 33%
Parede 3: 71% Parede 3: 29%
Parede 4: - Parede 4: -
Apêndice 16
Sala de laudo RM 1,5T

Piso: 29% Piso: 71%


Áreas de janelas internas* Não há janelas internas
Áreas de portas e caminhos de circulação Porta 1: 1,68m²
Porta 2: 1,68m²
Áreas de tarefas múltiplas [__] Sim [_X_] Não
Tarefas desenvolvidas:

Composição do mobiliário Bancada, computadores, cadeiras, mesa de apoio,


luminária de apoio, arquivo
Tipos de proteção (corpos estranhos e umidade) [__] Sim [_X_] Não
Sistemas de proteção:

Classes de proteção (instalações elétricas) [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Influência de substâncias químicas [__] Sim [_X_] Não


Substâncias possivelmente encontradas:

Proteção a fogo [__] Sim [_X_] Não


Sistemas de proteção:

Iluminação de emergência [__] Sim [_X_] Não


Local:

Consumo limite de energia (kWh/ano) Informação não disponível


Máxima energia requerida (W/m²) Informação não disponível
* Ambiente sem aberturas voltadas para o exterior do edifício.
Apêndice 16
Sala de laudo RM 1,5T

Fotos
Apêndice 17
Gráficos de Iluminância

GRÁFICOS DE ILUMINÂNCIA

Ap.17-1: Dormitório.

Ap.17-2: Sala de laudo [7].

Ap.17-3: Sala de laudo RM 1,5T.


Apêndice 18
Avaliação Psicológica | Boxplots

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA | Boxplot

Ap.18-1: Boxplot: QSG particionado por fatores dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.

Ap.18-2: Boxplot: BDI dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.

Ap.18-3: Boxplot: A-Estado dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.


Apêndice 18
Avaliação Psicológica | Boxplots

Ap.18-4: Boxplot: T-Estado dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.

Ap.18-5: Boxplot: ISS de LIPP Total (TT) dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.

Ap.18-6: Boxplot: ISS de LIPP | Fase de Exaustão (T3) dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.

Ap.18-7: Boxplot: tempo em minutos para iniciar o sono de acordo com o nível de residência.
Apêndice 18
Avaliação Psicológica | Boxplots

Ap.18-8: Boxplot: tempo de sono em minutos de acordo com o nível de residência.

Ap.18-9: Boxplot: PSQI total dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.

Ap.18-10: Boxplot: ESE dos médicos residentes do Setor da Imaginologia do HC/Campinas.