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“Cristo em vós”.

Segundo o dicionário
Aurélio Desespero é a aflição extrema;
a raiva, a cólera e o furor que rebaixam
o homem à Desesperança, que
significa desânimo. Desanimar.
Nossa reflexão toma como base a
constatação da realidade de uma
sociedade desesperada em razão da
desesperança e desesperançada por
causa do desespero contrastando com
os textos de:
Colossenses 1.27
“Aos quais Deus quis fazer conhecer
quais são as riquezas da glória deste
mistério entre os gentios, que é Cristo
em vós, esperança da glória”. (Almeida
RA)
“A ele quis Deus dar a conhecer entre os
gentios a gloriosa riqueza deste
mistério, que é Cristo em vocês, a
esperança da glória”. (NVI)
“O plano de Deus é fazer com que o seu
povo conheça esse maravilhoso e
glorioso segredo que ele tem para
revelar a todos os povos. E o segredo é
este: Cristo está em vocês, o que lhes
dá a firme esperança de que vocês
tomarão parte na glória de Deus”.
(NTLH)
Romanos 8.29
“Porque os que dantes conheceu
também os predestinou para serem
conformes à imagem de seu Filho, a fim
de que ele seja o primogênito entre
muitos irmãos”. (Almeida RA).
“Pois aqueles que de antemão
conheceu, também os predestinou para
serem conformes à imagem de seu
Filho, a fim de que ele seja o
primogênito entre muitos irmãos”. (NVI)
“Porque aqueles que já tinham sido
escolhidos por Deus ele também
separou a fim de torná-los parecidos
com o seu Filho. Ele fez isso para que o
Filho fosse o primeiro entre muitos
irmãos”. (NTLH)
UMA SOCIEDADE IMPACTADA PELO
DESESPERO E DESESPERANÇA.
A Sociedade sofre o impacto do
desespero (aflição extrema e raiva) que
conduz a desesperança (desânimo).
Esse status quo gera um negativismo
quanto às expectativas temporais na
política, religião e economia,
principalmente. O impacto é maior
quando se fala de perspectivas eternas,
pois o mundo material obscurece o
futuro gerando alienação e fuga da
avaliação das possibilidades. Todavia, o
maior desgaste ocorre entre os cristãos,
pois o nominalismo e religiosidade
conduzem à frustração naquilo de onde
se espera resposta: No Evangelho e em
Cristo.
O CRISTO OCULTO A ESSA
SOCIEDADE REVELA-SE ‘EM VÓS’ E
NÃO ‘PARA VÓS’.
Falta esperança e sobra desesperança
porque Cristo não se dá a conhecer na
teologia ou filosofia, nem na retórica
religiosa, mas, única e exclusivamente,
na experiência pessoal. Ele nega a
revelação de si mesmo àqueles que não
permitem o diluir-se neles. Somente o
“Cristo em vós” permite a revelação do
presente e consistência do futuro.
Abranda as dores temporais e prevê
uma eternidade brilhante.
A REVELAÇÃO DE CRISTO
ACONTECE PELO DILUIR-SE NO
SER E AGIR DO VERDADEIRO
CRISTÃO.
A problemática avoluma-se na medida
em que os cristãos secularizam-se
embrenhados nos deleites e anseios do
pós-moderno. Os quais impedem o diluir
de Cristo em suas vidas. Cristo se
configura no interior dos crentes por
meio do diluir de seu caráter, sendo que
esse caráter, quando diluído, formata
valores e princípios que passam a
nortear o ser e o agir das pessoas. Não
há comunhão entre luz e trevas. Não é
possível que o caráter diluído de Cristo
coabite com o fruto do narcisismo que
gera orgulho, egoísmo e avareza.
O ‘CRISTO EM VÓS’ GERA
ESPERANÇA SUBSTANCIAL.
O “Cristo em vós” é a única maneira de
obter uma esperança substancial diante
dos infortúnios da vida moderna e das
incertezas da futura, pois a Esperança é
alinhada à fé e ao amor formando a
trilogia das virtudes cristãs. Portanto,
uma sociedade desesperançada em
razão do desespero e desesperada por
causa da desesperança precisa de
Cristo! Precisa ouvir sobre Cristo e
conhecer a Cristo. Mas, cristãos
desesperançados em razão do
desespero e desesperados por causa
da desesperança (pasmem: muitos
cristãos estão assim) não precisam
ouvir e nem conhecer a Cristo, antes
necessitam permitir que Cristo dilua
neles o seu caráter. Ouvir e conhecer
em demasia incha.
A sociedade, e muitos cristãos, vivem o
caos da desesperança/desesperada
pela falta da Esperança substancial. A
sociedade procura formatar no interior
das pessoas uma esperança raquítica
em sua essência: É a esperança oriunda
de bens, posições, cultura e tudo mais
que o potencial humano pode adquirir
na construção da sua Babel. Esse tipo
de esperança é frágil diante dos dilemas
temporais e eternos. Já a esperança
produzida pelo diluir de Cristo no interior
dos cristãos está firmada na presença
(glória) de Deus. O “Cristo em vós”
manifesta-se na consolidação de uma
esperança com os atributos de Deus:
Imutabilidade e Indestrutibilidade. Isso
significa que nenhuma desesperança ou
desespero tem capacidade para
desestabilizar a Esperança produzida
pelo “Cristo em vós”.
A ESPERANÇA SUBSTANCIAL.
O Evangelho traz esperança (1.5) que
não está baseada em coisas efêmeras.
É o “Cristo em vós” que revela essa
Esperança. A aceitação do Evangelho,
quando ouvido e crido, promove o diluir
de Cristo no interior do crente, e esse
diluir gera a Esperança com atributos
divinos.
O Evangelho frutifica (1.6) na medida
em que produz virtudes, e dentre elas
destaca-se a Esperança, que somada
ao amor e a fé, torna-se o ápice das
virtudes essências à vida cristã
(Romanos 5.3-4). Essa ‘esperança não
traz confusão’, pois desfaz as dúvidas e
temores – elementos geradores do
Desespero e Desesperança.
O “Cristo em vós” que gera a esperança
da glória, também possibilita uma
frutificação que resulta em
‘conhecimento da vontade de Deus
(pois a esperança não produz
confusão), sabedoria e inteligência
espiritual’ (1.9). É o “Cristo em vós” que
possibilita o testemunho cristão que
agrada a Deus (1.10). Também
promove um coração agradecido que
desfaz amarguras e descontentamentos
(1.12).
O “Cristo em vós” gera a estrutura do
Corpo de Cristo, tendo-O como cabeça
e desenvolvendo todo o plano redentor
na vida de uma pessoa (1.13-22), desde
que ela jamais perca a ‘esperança da
glória’ (1.23).
Tudo isso é um grande mistério que
esteve e está oculto aos homens,
dando-se a conhecer apenas àqueles
que possuem o diluir de Cristo em suas
vidas (1.27). Portanto, é a partir do
“Cristo em vós” que a revelação se
completa e o Evangelho torna-se real e
consistente na vida de uma pessoa
tornando-a perfeita (1.28).