Você está na página 1de 6

FUNIBER - Fundação Universitária Iberoamericana

TÉCNICAS DE DIREÇÃO DE EQUIPES DE TRABALHO

CASO PRÁTICO

EQUIPE DE TRABALHO EM UM AMBIENTE VIRTUAL T.A.

Discente: Mário Fernando da Silva Rego

Docentes:

Dra. (c) Elisangela Faustino

Dr. Héctor López


Técnicas de Direção de Equipes de Trabalho Funiber

Índice

CASO PRÁTICO ............................................................................................................................. 2


CASO PRÁTICO: EQUIPES DE TRABALHO EM AMBIENTE VIRTUAL T.A................................. 2
1. Exponha as razões pelas quais este grupo é uma equipe de trabalho................. 2
2. Quais são as características da equipe que a predispõem a tomar decisões não
eficazes? .............................................................................................................................. 2
3. Quais são as características do pensamento (cultura) do grupo que se veem
refletidas nos resultados da equipe de trabalho? .......................................................... 3
4. Dave Regan foi um líder de equipe eficaz? Como deve agir agora? Exponha as
razões. .................................................................................................................................. 3
BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................................... 5

1
Técnicas de Direção de Equipes de Trabalho Funiber

CASO PRÁTICO

CASO PRÁTICO: EQUIPES DE TRABALHO EM AMBIENTE VIRTUAL T.A.

1. Exponha as razões pelas quais este grupo é uma equipe de trabalho.

Atualmente, o conceito de grupo é diferente do conceito de equipe, apesar de serem


tratados como sinônimos. De acordo com Shaw (1981, pag.8) grupo é definido como
“duas ou mais pessoas que interagem umas com as outras, de tal forma que, cada
pessoa influencia e é influenciada pela outra pessoa”. Por outro lado, e segundo
Katzenbach (2001, p. 231), “uma equipe é um número pequeno de pessoas com
habilidades complementares, comprometidas com objetivos, metas de desempenho e
abordagens comuns pelos quais se consideram mutuamente responsáveis”.
Para Greenberg e Baron (1995), as equipes e grupos de trabalho são muito diferentes.
Ao nível do grupo, o esforço é individual e na equipe é coletivo; no grupo a
responsabilidade é individual e na equipe é mútua e coletiva; no grupo o objetivo é
individual e na equipe é coletivo.
De acordo com Bejarano (2006), existem as seguintes diferenças entre grupo e equipe:
na equipe a liderança é compartilhada e no grupo é centralizada; na equipe as
responsabilidades são mútuas e coletivas e no grupo é individual e isolada; na equipe o
trabalho é realizado em conjunto e no grupo cada indivíduo faz o seu trabalho; na
equipe, o diálogo é aberto e honesto e o conhecimento é voltado para todos, no grupo
não ocorre trocas de conhecimento; na equipe, os objetivos e metas são claras, no
grupo cada um só se preocupa consigo.
Neste sentido, os trabalhadores da Stearns formam uma equipe de trabalho porque o
trabalho é distribuído com base nas habilidades e nas capacidades de cada pessoa,
cada membro está em comunicação com os outros, existe um coordenador que orienta
os trabalhos, existe um alto compromisso com os resultados, todos desenvolvem
novas experiências de aprendizagem, existe uma meta e objetivos comuns, os êxitos
são atribuídos a toda a equipe.

2. Quais são as características da equipe que a predispõem a tomar decisões


não eficazes?

O conflito dentro de uma equipe constituem o principal fator que leva a um mau
funcionamento de uma equipe de trabalho. Para Moscovici (2003), os conflitos
acontecem devido às diferentes crenças, valores, visão e motivações dos membros da
equipe.
As características da equipe que a levam a tomar decisões não eficazes podem
ser a personalidade de cada indivíduo, que pode originar conflitos. Outra
característica é a competição entre as pessoas, o que leva ao aparecimento de

2
Técnicas de Direção de Equipes de Trabalho Funiber

um mau ambiente de trabalho. Por outro lado, o excesso de amizade pode levar
ao favorecimento de uma pessoa o que cria também mau ambiente na
organização. A má delegação de tarefas também pode afetar o funcionamento
de uma equipe, assim como a falta de uma comunicação eficiente e a confiança
entre todos os membros da equipe. Um líder mal preparado também é uma
fraqueza para a equipe, assim como a falta de sinergia na equipe. Tudo isto leva
ao aparecimento de conflitos e a que uma equipe tome decisões ineficazes.

3. Quais são as características do pensamento (cultura) do grupo que se veem


refletidas nos resultados da equipe de trabalho?

As equipes são formadas por pessoas e todas têm uma personalidade diferente. As
pessoas reagem tanto emocionalmente como racionalmente de maneira diferente em
situações diversas. Estas diferenças devem-se em grande parte à diversidade cultural
de cada indivíduo. Por sua vez, cada grupo de pessoas também reage de maneira
diferente dos outros grupos. Para Rodrigues (2010) as diferenças culturais dos
indivíduos e grupos é que vai determinar como elas se relacionam entre si. A cultura é
que determina a maneira de pensar das pessoas. E de acordo com Vergara (2000), a
cultura provoca um impacto na equipe de trabalho. Por sua vez, este impacto vai-se
refletir nos resultados da equipe.
Uma das características mais importantes para a equipe é a inteligência emocional. É
a inteligência emocional que vai permitir aos intervenientes de uma equipe conhecer
e perceber melhor todos os elementos da equipe. As características pessoais, como
a satisfação, a comunicação, a flexibilidade, o envolvimento no trabalho, a partilha de
informações, a performance, a identificação e o compromisso com a organização vão
ser refletidas nos resultados da equipe de trabalho.

4. Dave Regan foi um líder de equipe eficaz? Como deve agir agora? Exponha
as razões.

De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das


Ciências de Lisboa (2001, Vol. II, p. 2264), líder é a “pessoa que pela sua personalidade
exerce influência sobre o comportamento dos outros, conduzindo-os na ação e
representando-os nas suas pretensões e opiniões”.
Para Rego e Cunha (2016) “A liderança é um processo de influência através do qual
alguém, individual ou coletivamente, conduz outras pessoas ou entidades a atuarem em
prol de objetivos comuns”.
Partindo destes pressupostos, verifica-se que Dave Regan foi um líder de equipe
ineficaz pois não soube liderar e influenciar a sua equipe na busca dos objetivos da
empresa. Igualmente, não soube fazer as perguntas certas no momento certo para
saber o que se passava com a sua equipe, e por fim não comunicou as suas suspeitas
ao seu chefe. Dave deve agora informar o seu chefe sobre a inovação criada com a

3
Técnicas de Direção de Equipes de Trabalho Funiber

macro desenvolvida pela sua equipe. Nesta situação, o administrador deve ter uma
mente aberta para explicar o problema de diferentes perspetivas para que o seu chefe
consiga compreender o ponto de vista da sua equipe. Deve também fazer um
alinhamento entre a sua equipe e os objetivos da empresa. Isto evitará o aparecimento
de conflitos que prejudicarão a empresa.

4
Técnicas de Direção de Equipes de Trabalho Funiber

BIBLIOGRAFIA

Academia de Ciências de Lisboa (2001). Líder, Liderança. In Dicionário da Língua


Portuguesa Contemporânea. (Vol. II, p. 2264). Verbo. Lisboa.

Bejarano, V. C. (2006). Elementos Essenciais à Implementação de Equipes: um


estudo de caso da indústria de papel. Dissertação (Mestrado em Engenharia da
Produção) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Ponta Grossa.

Greenberg, J., & Baron, R. (1995). Group Dynamics and Teamwork in Organizations.
In: Behavior in Organizations Understanding & Managing The Human Side
of Work. (pp. 284-324). Prentice-Hall International. New Jersey.

Katzenbach, J. R.; Smith, D. K. (2001). Equipes de alta performance – the discipline


of teams: conceitos, princípios e técnicas para potencializar o
desempenho das equipes. Campus. Rio de Janeiro

Matéria da disciplina “Técnica de direção de equipes de trabalho”.

Moscovici, F. (2003). Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano; 8.ed.


José Olympio. Rio de Janeiro.

Rego, A., Cunha, M. P. (2016). Que Líder Sou Eu? – Manual de apoio ao
desenvolvimento de competências de liderança. 1ª. Edição, Edições Sílabo.
Lisboa.

Rodrigues, I. (2010). Cultura e desempenho em equipes de projetos globais: um


estudo em empresas multinacionais brasileiras. Tese de Doutorado,
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São
Paulo. São Paulo.

Shaw, M. (1981). Group Dynamic: the psychology of small group behavior (3rd ed.).
McGraw-Hill. New York.

Vergara, S. C. (2000). Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. Ed.


Atlas. São Paulo.