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05/12/2019 Partícula elementar – Wikipédia, a enciclopédia livre

Partícula elementar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Em física de partículas, uma partícula elementar ou partícula fundamental é uma partícula que não possui
nenhuma subestrutura[1]. Por exemplo, átomos são feitos de partículas menores conhecidas como elétrons, prótons e
nêutrons. Os prótons e nêutrons, por sua vez, são compostos de partículas mais elementares conhecidas como quarks.
Um dos mais notáveis da física de partículas é encontrar as partículas mais elementares – ou as codenominadas
partículas fundamentais – as quais constroem todas as outras partículas encontradas na natureza, e não são elas
mesmas compostas de partículas menores. Historicamente, os hádrons (mésons e bárions, tais como o próton e o
nêutron) e até mesmo o átomo inteiro já foram considerados como partículas elementares.

Índice
Modelo padrão
Férmions fundamentais
Antipartículas
Quarks
Bósons Fundamentais
Glúons
Bósons eletrofracos
Bóson de Higgs

Além do modelo padrão


Supersimetria
Teoria das cordas
Teoria do Préon
Ver também
Bibliografia
Referências
Ligações externas

Modelo padrão
O modelo padrão das partículas físicas contém 12 sabores de férmions (partículas massa) elementares, além de suas
correspondentes antipartículas, como também bósons ("partículas de radiação") elementares que mediam as forças e o
recém descoberto bóson de Higgs. Contudo, o modelo padrão é largamente considerado como sendo uma teoria
provisória do que uma verdade fundamental, desde que ele é incompatível como a relatividade geral de Einstein. Os
fótons (partículas emitidas pela luz) por exemplo são o quanta dos campos eletromagnéticos. Há o que provavelmente
sejam partículas elementares hipotéticas que não são descritas pelo modelo padrão, tais como o gráviton, a partícula
que transporta a força gravitacional ou as s-partículas, associações supersimétricas das partículas ordinárias.

Férmions fundamentais

https://pt.wikipedia.org/wiki/Partícula_elementar 1/4
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Os doze sabores fundamentais de férmions estão divididos em três gerações de quatro partículas cada. Seis destas
partículas são quarks. As seis restantes são léptons, três dos quais são neutrinos, e as três restantes as quais tem carga
elétrica -1: o elétron e dois primos, o múon e o tau.

Gerações de Partículas
Primeira Geração Segunda Geração Terceira Geração
elétron: e- muon: μ- tau: τ-
neutrino do elétron: νe neutrino do múon: νμ neutrino do tau: ντ
quark up: u quark charme: c quark top: t
quark down: d quark strange: s quark bottom: b

Antipartículas
Há também 12 antipartículas fermiônicas fundamentais correspondentes às doze outras. O pósitron e+ corresponde ao
elétron e assim por diante:

Antiparticulas
Primeira Geração Segunda Geração Terceira Geração
pósitron: e+ múon positivo: μ+ tauon positivo: τ+
elétron-antineutrino: múon-antineutrino: tauon-antineutrino: ντ
antiquark up: antiquark charme: antiquark top:
antiquark down: antiquark strange: antiquark bottom:

Quarks
Quarks e antiquarks nunca foram detectados isoladamente. Um quark pode existir emparelhado com um antiquark,
formando um méson: o quark tem uma cor (veja carga de cor) e um antiquark tem uma anticor correspondente. Uma
cor e a anticor cancelam-se mutuamente, produzindo o negro (isto é, a ausência de carga colorida). Ou três quarks
podem existir juntos formando um Bárion: um quark é "vermelho", outro "azul", outro "verde". Estas três cores juntas
formam o branco (isto é, a ausência de carga colorida). Ou três antiquarks podem existir juntos formando um anti-
Bárion: um antiquark é "antivermelho", outro "anti-azul", outro "antiverde". Estas três anticores juntas forma o
antibranco (isto é neutro). O resultado é que cores (ou anticores) não podem ser isoladas, mas quark carregam cores, e
antiquarks carregam anticores.

Os quarks possuem carga elétrica fracionária, mas como eles estão confinados dentro dos hádrons nos quais as cargas
são todas inteiras, cargas fracionárias nunca foram isoladas. Note que os quarks têm carga elétrica +2/3 ou -1/3,
enquanto os antiquarks têm cargas elétricas correspondentes -2/3 ou +1/3.

Evidências de quarks vêm do bombardeamento com elétrons de núcleos de hidrogênio (essencialmente um próton)
para determinar a distribuição da carga dentro de um próton. Se a carga é uniforme, o campo eletrostático em volta do
próton deve ser uniforme e o elétron deve espalhar elasticamente. Elétrons de baixa energia espalham-se da mesma
forma que o próton recua, mas acima de uma dada energia, os prótons defletem alguns elétrons em grandes ângulos.
O recuo dos elétrons tem muito menos energia e um jato de partículas fundamentais é emitido. Se os prótons podem
provocar isto para nos elétrons, sugere-se que a carga no próton não é uniforme mas dividia entre partículas
carregadas menores, isto é os quarks.

Bósons Fundamentais
No modelo padrão, bósons vetores (spin-1) (glúons, fótons, e os bósons W e Z) mediam forças, enquanto os bósons
Higgs são responsáveis pelo fato das partículas possuírem massa.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partícula_elementar 2/4
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Glúons
Os Glúons são mediadores da força nuclear forte, e transportam cor e uma anti-cor. Embora glúons não possuam
massa, eles nunca foram observados em detectores devido ao confinamento; porém eles produzem jatos de hádrons,
similares aos de um único quarks.

Bósons eletrofracos
Os bósons de calibre W+, W- e Z0 mediam a força nuclear fraca. O fóton media a força eletromagnética.

Bóson de Higgs
Embora as forças eletromagnética e fraca apareçam muito diferentes para nós nas energias do dia a dia, as duas forças
são teoricamente unificadas em uma única força eletrofraca a altas energias. A razão para estas diferenças a baixas
energias é atribuída à existência do bóson de Higgs. Através do processo de quebra espontânea de simetria, o Higgs
seleciona uma direção especial no espaço eletrofraco que proporciona três partículas eletrofracas tornassem bem
pesadas (os bósons fracos) e uma permanecer sem massa (o fóton eletromagnético).

Além do modelo padrão

Supersimetria
Uma das mais importantes extensões do modelo padrão envolve partículas supersimétricas, abreviada como s-
partículas, as quais incluem os sleptons, squarks, neutralinos e charginos. Cada partícula no modelo padrão tem um
super-padrão que difere por 1/2 da partícula original. Em adição, estas s-partículas são mais pesadas do que seus
contrapontos originais: eles são tão pesados que colineadores de partículas existentes não tem potência suficiente para
ser capaz de detectá-los. Porém, alguns físicos acreditam que as s-partículas possam ser detectadas no Large Hadron
Collider do CERN a partir de seu funcionamento.

Teoria das cordas


De acordo com a teoria das cordas, cada tipo de partícula fundamental corresponde a um diferente modo vibração de
uma corda fundamental (cordas estão constantemente vibrando em padrão de ondas fundamentais, de forma similar a
qual as órbitas quantizadas dos elétrons no modelo de Bohr vibrando em padrões de ondas fundamentais).

A Teorias das cordas também prevê a existência de grávitons. Grávitons são praticamente impossíveis de serem
detectados, porque a força gravitacional é muito fraca se comparada às outras forças.

Teoria do Préon
De acordo com a teoria do Préon existe uma ou mais ordens de partículas mais fundamentais do que esta (ou mais do
que estas) encontradas no modelo padrão. Esta famílias mais fundamentais que estas são normalmente chamadas
"Préons" para quais derivaram dos "pre-quarks". Em essência, a teoria tenta fazer o modelo padrão arquivo que o
modelo padrão tinha feito ao zoológico de partículas que havia antes dele. A maioria dos modelos assume que o
modelo padrão pode ser explicado em termos de três a meia dúzia de partículas mais fundamentais e leis que
governam suas interações.

Enquanto a metodologia na teoria das cordas é tipicamente tentar construir uma estrutura matemática completa do
zero, uma Teoria Préon tipicamente procura por padrões no modelos padrões em si e tenta encontrar modelos que
podem imitar estes padrões.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Partícula_elementar 3/4
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Ver também
Antimatéria
Cronologia da descoberta de partículas
Partículas subatômicas

Bibliografia
Brian Greene, The Elegant Universe, W.W.Norton & Company, 1999, ISBN 0-393-05858-1.

Referências
1. Mittal, V.. Introduction to Nuclear and Particle Physics, page=320, isbn=9788120343115

Ligações externas
Greene, Brian, "Elementary particles (http://www.pbs.org/wgbh/nova/elegant/part-flash.html)". The Elegant
Universe, NOVA (PBS)
particleadventure.org: The Standard Model (http://particleadventure.org/particleadventure/frameless/standard_mo
del.html), *Unsolved Mysteries. Beyond The Standard Model (http://particleadventure.org/particleadventure/framel
ess/beyond_start.html), *What is the World Made of? The Naming of Quarks (http://particleadventure.org/particlea
dventure/frameless/quarknaming.html)
University of California: Particle Data Group (http://pdg.lbl.gov/)
particleadventure.org: Particle chart (http://particleadventure.org/particleadventure/frameless/chart.html)
CERNCourier: Season of Higgs and melodrama (http://www.cerncourier.com/main/article/41/2/17)
Pentaquark information page (https://web.archive.org/web/20110720020604/http://plato.phy.ohiou.edu/~hicks/thpl
us.htm)

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