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FITOSSANIDADE

FITOPATOLOGIA
A Fitopatologia (palavra originária do grego Phyton = planta; Pathos = doença; Logos = estudo), ou patologia
vegetal, é a ciência que estuda as doenças, os danos e as alterações do funcionamento normal das plantas,
qualquer que seja a sua origem – seja ela animal, vegetal, parasitária ou infecciosa-, abrangendo todas as
suas etapas, desde o diagnóstico até o tratamento e controle. Os danos, alterações e doenças podem ser
provocadas por insetos ou outros animais,
bactérias, vírus, fungos, fatores climáticos, plantas
parasitas, dentre outras causas. Considerando a
Fitopatologia em seu sentido restrito, os danos
provocados por insetos e outros animais
(conhecidos como pragas, de um modo geral) são
estudados na Zoologia ou na Entomologia Agrícola;
enquanto que os restantes, designados como
doenças, são objetos de estudo e de análise da
Fitopatologia.

Foto: Reprodução Histórico da Fitopatologia

Embora a identificação de doenças vegetais seja


bastante antiga, desde que o homem começou a
desenvolver a agricultura para a sua sobrevivência, o desenvolvimento da Fitopatologia como ciência é
recente. Antigamente, as doenças e pragas vegetais eram vistas como um fenômeno sobrenatural, de
causas místicas e/ou religiosas. A história da Fitopatologia tem início neste chamado “período místico”,
devido à falta de uma explicação lógica e plausível para as causas das doenças. Com o passar dos tempos,
os observadores entenderam melhor o fenômeno e puderam elaborar uma explicação lógica: as interações
fisiológicas da planta com o patógeno é um processo dinâmico e que pode originar danos para, inclusive,
uma plantação inteira.

A importância da Fitopatologia
A população mundial vem aumentando continuamente, e, junto com ela, a preocupação com relação à
quantidade e qualidade dos alimentos produzidos. Consequentemente, faz-se necessário pensar no
desenvolvimento da agricultura, que está diretamente ligada a assuntos como o clima, a influência dos
solos, as pragas, doenças, o desenvolvimento de avanços tecnológicos etc. A Fitopatologia é uma ciência
essencial neste contexto, pois contribui com o desenvolvimento da produção agrícola, podendo combater os
problemas causados pelo surgimento de doenças nas plantas, que são muito utilizadas na nossa
alimentação.
O desenvolvimento das plantações está diretamente ligado a vários problemas (como os prejuízos causados
pelas doenças, insetos, ácaros etc.) que necessitam ser combatidos pelo homem e pela tecnologia criada
por ele, para que as perdas alimentares possam ser evitadas. E os estudos ainda vão além: os
conhecimentos propõem o melhoramento genético de algumas espécies, podendo levá-las a uma maior
resistência às doenças.

PRATIQUE:
1-A ramulose, causada pelo fungo Colletotrichum gossypii South. Var. cephalosporioides é uma das
principais doenças do algodoeiro. Os sintomas dessa doença são:
a)Murcha, necrose e podridão úmida em hastes, pecíolos e maçãs.
b)Superbrotamento generalizado, nanismo e folhas retorcidas com manchas que evoluem rapidamente para
necroses estreladas.
c)Lesões delimitadas pelas nervuras secundárias e terciárias, inicialmente de aspecto encharcado,
tornando-se pardas posteriormente.

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d)Manchas irregulares em toda área foliar, de tonalidade marrom no centro e bordas enegrecidas nas folhas,
as quais evoluem para manchas maiores, que raramente ultrapassam 1 cm de diâmetro.

2-Acerca da fitopatologia, julgue o item a seguir. Toda injuria apresentada é sinal de uma ação
momentânea de um fator físico-mecânico ou químico sobre o vegetal.
 Certo
 Errado

3-No Sudeste, no período de verão chuvoso, um produtor plantou 500 hectares de batata em área
cultivada anteriormente com milho.
Após a calagem, foi feita a adubação química de plantio, de acordo com as análises química e física
do solo. Durante o período de tuberização do batatal, surgiram os problemas fitossanitários,
especialmente com os ataques de pragas, com incidência média de mosca branca, larva alfinete e
traça da batata.
Com base nessa situação, julgue os próximos itens, acerca de fitossanidade.
A presença de larva alfinete dá origem a danos severos nas folhas devendo, portanto, ser efetuado o
manejo integrado dessa praga, incluindo pulverizações semanais com inseticidas específicos.

 Certo
 Errado

4-As lagartas da traça podem ser verdes quando comem as folhas e haste e brancas ou rosadas
quando se alimentam de tubérculos da batata no campo de cultivo e no armazenamento. As lagartas
da traça propiciam o surgimento de minas nas folhas, galerias nas hastes e, ainda, atacam os
ponteiros da planta, o que provoca redução na produção de tubérculos.

 Certo
 Errado

5-A incidência de mosca branca causa danos diretos, anomalias, desordens fitotóxicas,
caracterizadas pelo amarelecimento de folhas provocado pela injeção de toxinas durante a
alimentação do inseto. Pode acarretar também o desenvolvimento de fumagina nas folhas, o que
reduz a taxa fotossintética das plantas, bem como a ausência de uniformidade da lavoura e a
consequente redução da produção. Dessa forma, recomenda-se o manejo integrado dessa praga,
incluindo o controle fitossanitário com inseticidas específicos.

 Certo
 Errado

6-Acerca da fitopatologia, julgue o item a seguir.


Um vegetal é considerado doente quando apresenta sintomas contínuos e prejudiciais ao seu
desenvolvimento, embora nem toda doença interfira nos processos fisiológicos do vegetal.

 Certo
 Errado

7-Acerca da fitopatologia, julgue o item a seguir.


Toda injuria apresentada é sinal de uma ação momentânea de um fator físico-mecânico ou químico
sobre o vegetal.

 Certo
 Errado

8-Na disciplina de fitopatologia, “o dano que pode ocorrer na ausência de medidas de controle” é
definido como dano:
a)potencial. b)primário c)secundário. d)indireto. e)real.

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9-Em fitopatologia, o parasitismo é considerado uma interação (positiva ou negativa) entre os seres
vivos. A associação em que uma espécie é inibida e a outra não é afetada, denomina-se:
a)neutralismo.
b)protoco operação.
c)mutualismo.
d)amensalismo.
e)comensalismo.

10-Em fitopatologia, a diagnose de uma doença de etiologia viral envolve uma série de testes até que
realmente seja comprovado que o agente causal é um vírus. Esses testes, que visam à detectação do
vírus numa planta doente, têm também como objetivo a caracterização ou identificação do vírus.
Existe um teste que é empregado na diagnose de viroses e na caracterização de vírus, que é um
procedimento por meio do qual se detecta a presença de vírus em plantas que, apesar de o
abrigarem, não exibem sintomas. Nesse caso, a planta investigada fornece o suco celular, ou uma
amostra de tecido, que será colocada em contato com a chamada planta teste ou indicadora, através
de inoculação mecânica ou enxertia. Para algumas viroses, um vetor é usado para transferir o vírus,
e, desta forma, a planta indicadora, quando infectada, mostrará um quadro sintomatológico
característico, que permitirá a detecção do vírus em questão. Esse teste de detecção é denominado:
a)Serologia b)Indexação. c)Hibridação. d)EfeitoCitológico. e)Gama deHospedeiro.

11-Uma determinada Praga Quarentenária Ausente é uma praga de importância:


a)fitopatológica para uma área em perigo, porém não presente no território nacional.
b)especial para uma área em perigo, porém não presente no município.
c)de controle para uma área em perigo, porém não presente na região.
d)fiscal para uma área em perigo, porém não presente no Estado
e)econômica potencial para uma área em perigo, porém não presente no território nacional

12-Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta “O/A _______________ é a principal praga da


cultura do milho, por sua ocorrência generalizada e por atacar em todos os estádios de
desenvolvimento da planta. São inimigos naturais dessa praga: _________________ (parasitoides de
ovos) e ____________________, conhecido como tesourinha (predadores de ovos).”
a)Lagarta do cartucho ( Spodoptera frugiperda) / Vespa (Trichogramma spp) / Dorus luteipes
b)Lagarta do cartucho ( Spodoptera frugiperda) / Vespa (Campoletis flavicincta) / Dorus luteipes
c)Lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) / Vespa (Trichogramma spp.) / Chelonus insularis
d)Lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) / Tripes (Franklinilla williansi) / Trichogramma spp
e)Pulgão do Milho (Rhopalosiphum maidis Fitch) / Trichogramma spp / Mocis latipes

13-Quanto ao modo de ação dos fungicidas é INCORRETO afirmar que


a)fungicidas tópicos são aplicados nos órgãos aéreos e não são absorvidos e translocados dentro da
planta.
b)fungicidas terapêuticos inibem o desenvolvimento da síndrome da doença na planta quando aplicado
subsequentemente à invasão pelo patógeno.
c)fungicidas curativos têm ação em fase pós – infecção e de pós – sintomas, os efeitos visíveis são
semelhantes aos produzidos pelos fungicidas protetores tópicos.
d)fungicidas sistêmicos são aqueles absorvidos pelas raízes e pelas folhas, sendo, posteriormente,
translocados pelo sistema condutor da planta.
e)fungicidas mesostêmicos são substâncias que apresentam estreita afinidade com a superfície foliar
vegetal podendo ser absorvidas pela camada de cera, formando um depósito na superfície do órgão
suscetível.

14-Os sintomas manifestam-se nas folhas de duas maneiras: a primeira caracteriza-se pela formação
de áreas cloróticas pequenas e numerosas, delimitadas pelas nervuras secundárias, podendo haver
coalescência, abrangendo uma grande superfície foliar; o segundo tipo de sintoma manifesta-se
como clorose em nervuras e áreas vizinhas, havendo, com frequência, o amarelecimento da metade
da folha que se torna ferruginosa. Essa descrição refere-se a qual doença da macieira?
a)Mosaico – “Apple mosaic vírus”.
b)Mancha clorótica das folhas – “Apple chlorotic leaf spot vírus”.
c)Acanalamento do lenho – “Apple stem grooving vírus”.

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d)Galha da Coroa – “Agrobacterium tume faciens”.
e)Sarna – “Ventura inaequalis”.

15-“Possui corpo oval, medindo 1mm de comprimento e 0,6mm de largura. A coloração dos adultos
é verde, variando entre o verde-amarelado e o verde- escuro. As fêmeas fecundadas dão origem a
decendentes de ambos os sexos, enquanto que as não fecundadas originarão apenas machos.”
Essa descrição refere-se ao/à
a)Ácaro verde. b)Cochonilha branca. c)Ácaro rajado. d)Mosca sul-americana.
e)Mariposa oriental.

16-São doenças principais do milho


a)Cercosporiose (cercospora zea-maydis) e Ferrugem Polissora (Puccinia polysora).
b)Cercosporiose (cercospora zea-maydis) e Mancha Angular (Phaeoisariopsis griseola).
c)Mancha de Phaeosphaeria e Murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum).
d)Ferrugem Polissora (Puccinia polysora) e Oídio (Erysiphe polygoni).
e)Ferrugem Tropical (Physopella zeae) e Podridão Radicular seca ( Fusarium solani).

17-Inúmeras doenças de natureza infecciosa, causadas por fungos, bactérias, vírus, fitonematóides
e, até mesmo, de natureza não infecciosa ou abiótica, incidem sobre os vegetais de um modo geral.
Considerando a importância das doenças de plantas e seu controle, assinale a alternativa correta.

a)A dificuldade encontrada no controle das fitobactérias como agentes etiológicos deve-se a facilidade com
que essas se propagam, ao contrário da facilidade encontrada no seu controle, em que, atualmente, os
bactericidas disponíveis são de alta eficácia e há muitos químicos eficientes para uso em campo.
b)O Brometo de Metila contém alta pressão de gás que é líquido no interior da lat a, mas que se gaseifica
rapidamente após a sua liberação. Esse produto elimina todas as bactérias e nematóides, não sendo,
contudo, eficiente na eliminação de fungos devido às suas estruturas de proteção e aos vírus, em função da
capacidade de mutação.
c)No sentido de facilitar a diagnose da doença, os sintomas são agrupados de acordo com o local em que
são situados. Nesse sentido, os critérios de classificação são precisos, visto que é possível separar
completamente os sintomas em classes ou grupos definidos.
d)Nematóides são organismos Eucariotas, produtores de esporos, aclorofilados (heterotróficos), que se
nutrem por absorção, geralmente reproduzindo-se sexual e assexualmente e compostos por estruturas
somáticas filamentosas (hifas).
e)Os fungicidas de contato ou protetores são usados no controle de doenças de plantas, destacando-se por
apresentarem baixa toxicidade para o homem e animais, baixo custo, baixa fitotoxicidade e amplo aspecto
de ação.

18-Um produtor de batata cultiva cerca de 1.000 hectares por ano, em região de clima ameno,
utilizando as variedades bintje e chiquita, plantando sempre nos meses mais secos do ano. Ao
expandir a área para 2.000 hectares, embora continuasse com as mesmas variedades, plantou
metade das espécimes durante o período chuvoso do ano. Surgiram os problemas fitossanitários
que se intensificaram para doenças como a mela, a pinta preta, a murchadeira, a sarna comum e
algumas viroses, comprometendo substancialmente a produtividade e a qualidade da batata
produzida, uma vez que cerca de 30% das plantas mostraram sintomas de doenças. Acerca da
situação acima descrita, julgue os itens subsequentes. O controle da murchadeira deve ser feito
curativamente com o uso de bactericidas sistêmicos, aplicados semanalmente e sempre procurando-
se alternar os princípios ativos.
 Certo Errado

19-O controle da pinta preta, que geralmente ocorre em condições de alta temperatura e umidade,
deve ser realizado com a aplicação semanal de fungicidas de contato, como produtos à base de
mancozeb, e sistêmicos, como produtos à base de tebuconazole.
 Certo Errado

20-A maior parte das viroses é evitável com a aplicação de inseticidas sistêmicos no sulco de plantio
dos tubérculos de batata, além de aplicações semanais de inseticidas específicos para determinadas
pragas.

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 Certo Errado

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12: 13: 14:
15: 16: 17: 18: 19: 20:

21-Um produtor de batata cultiva cerca de 1.000 hectares por ano, em região de clima ameno,
utilizando as variedades bintje e chiquita, plantando sempre nos meses mais secos do ano. Ao
expandir a área para 2.000 hectares, embora continuasse com as mesmas variedades, plantou
metade das espécimes durante o período chuvoso do ano. Surgiram os problemas fitossanitários
que se intensificaram para doenças como a mela, a pinta preta, a murchadeira, a sarna comum e
algumas viroses, comprometendo substancialmente a produtividade e a qualidade da batata
produzida, uma vez que cerca de 30% das plantas mostraram sintomas de doenças. Acerca da
situação acima descrita, julgue os itens subsequentes. A mela ou requeima, que usualmente ocorre
em condições de alta umidade e temperatura elevada, deve ser controlada por meio da aplicação
semanal de fungicidas protetores, como produtos cúpricos.
 Certo Errado

22-Safras realizadas no período da seca facilitam o manejo integrado para o controle de doenças e
de pragas. Para isso, é comum utilizar o plantio de cultivares com menor resistência a determinadas
doenças, como a cultivar ágata.
 Certo Errado

23-

Acerca dessa situação hipotética, julgue os itens subsequentes.


O sintoma de talo oco é característico da presença de bactéria do gênero Xanthomonas, cujo
controle preventivo pode ser feito com produtos à base de cobre, e o curativo, com bactericidas à
base de agrimicina, entre outros antibióticos.
 Certo
 Errado

24-Acerca dessa situação hipotética, julgue os itens subsequentes.


Possivelmente, o sintoma de pinta preta deve-se à presença do fungo Alternaria, que reproduz muito
bem sob condições de verão quente e chuvoso. Esse fungo pode ser controlado sistematicamente
mediante aplicações semanais de produtos à base de triazóis.
 Certo
 Errado

25-

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Acerca dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
O consórcio entre espécies olerícolas, e entre estas e o cafeeiro e as fruteiras, pode ser utilizado
nessa situação em razão das inúmeras vantagens que esses sistemas apresentam, como a redução
significativa dos problemas fitossanitários e o melhor aproveitamento das áreas de cultivo.

 Certo
 Errado

26-Na agricultura moderna, os agricultores têm utilizado o manejo fitossanitário de forma mais
preventiva, para assegurar melhor controle de enfermidades e plantas daninhas e,
consequentemente, garantir maior sucesso nos empreendimentos agrícolas. No tocante ao manejo
integrado de pragas, doenças e plantas daninhas das lavouras, julgue os próximos itens. As
práticas de controle fitossanitário da requeima do tomateiro, causada por Phytophthora, incluem
evitar o plantio em áreas de baixada muito úmidas ou sujeitas à formação de orvalho; incorporar
restos culturais; usar sementes sadias e variedades resistentes, e adotar o uso preventivo e
alternado de fungicidas de contato e sistêmicos.

 Certo
 Errado

27-Na agricultura moderna, os agricultores têm utilizado o manejo fitossanitário de forma mais
preventiva, para assegurar melhor controle de enfermidades e plantas daninhas e,
consequentemente, garantir maior sucesso nos empreendimentos agrícolas. No tocante ao manejo
integrado de pragas, doenças e plantas daninhas das lavouras, julgue os próximos itens.
Como medidas de exclusão da tristeza do citros, recomenda- se o uso de quarentena e a indexação
de material vegetativo. Como medida de erradicação, recomenda-se a eliminação de material vegetal
infectado e do inseto vetor com inseticida. E, como medida de proteção, recomenda-se o uso de
porta enxerto tolerante, como limão cravo ou rugoso, e o uso de borbulhas de árvores pré-
imunizadas.
 Certo
 Errado

28-Na agricultura moderna, os agricultores têm utilizado o manejo fitossanitário de forma mais
preventiva, para assegurar melhor controle de enfermidades e plantas daninhas e,
consequentemente, garantir maior sucesso nos empreendimentos agrícolas. No tocante ao manejo
integrado de pragas, doenças e plantas daninhas das lavouras, julgue os próximos itens.
Apesar de não existir variedade de bananeira resistente ao moko, causado por Ralstonia, os
bananicultores têm conseguido um manejo adequado dessa doença, especialmente com o uso de
medidas preventivas, incluindo a rotação de culturas, o uso de mudas sadias em áreas livres do
patógeno, e medidas curativas, como o uso de bactericidas específicos.
 Certo
 Errado

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29-Na agricultura moderna, os agricultores têm utilizado o manejo fitossanitário de forma mais
preventiva, para assegurar melhor controle de enfermidades e plantas daninhas e,
consequentemente, garantir maior sucesso nos empreendimentos agrícolas. No tocante ao manejo
integrado de pragas, doenças e plantas daninhas das lavouras, julgue os próximos itens. Em razão
da ineficiência dos defensivos alternativos para o manejo integrado da leprose dos citros, doença
causada por vírus transmitido pelo ácaro Brevipalpus phoenicis, os técnicos têm recomendado o
uso de acaricidas específicos que apresentam controle satisfatório em um curto período.
 Certo
 Errado

30-Em uma lavoura de tomate de 150.000 plantas cultivadas no estado do Ceará (CE), em plena
floração e frutificação, foram diagnosticados alguns problemas fitossanitários e(ou) fisiológicos em
todas as partes vegetativas e reprodutivas das plantas, com incidência de 50% das plantas. Os
sintomas eram bem visíveis e mostravam-se na forma de frutos perfurados, queda parcial de botões
florais, ponteiros e folhas totalmente danificadas. Com referência a essa situação hipotética, julgue
os próximos itens. A presença de frutos perfurados mostra que houve ataque da broca-pequena e da
broca-grande-do-tomateiro, cujo controle deve ser realizado com o uso de inseticidas granulados
sistêmicos aplicados semanalmente via solo e foliar.
 Certo
 Errado

31-As folhas e ponteiros totalmente danificados indicam que, provavelmente, houve ataque da traça
do tomateiro, cujo controle deve ser realizado com o uso de inseticidas sistêmicos aplicados desde
o início dos sintomas.
 Certo
 Errado

32-Pelo fato de 50% das plantas da lavoura estarem atacadas nas partes vegetativas e reprodutivas,
a medida mais apropriada, nessa situação, é a erradicação da lavoura, que merece, porém, um
diagnóstico criterioso antes de ser adotada ou de se iniciar o controle fitossanitário.
 Certo
 Errado

33-O uso discriminado de defensivos agrícolas se faz necessário em todo sistema produtivo. Acerca
do uso correto de agrotóxicos, julgue os itens a seguir. As pulverizações foliares para o controle
fitossanitário devem ser evitadas durante as horas mais quentes do dia; o produtor deve optar por
aplicar os defensivos à noite e durante as horas mais frescas do dia, sempre evitando pulverizar em
período chuvoso.
 Certo
 Errado

34-As folhas, os fruto e o tronco das plantas são os alvos principais dos defensivos sistêmicos, os
quais devem sempre atingir a parte adaxial das folhas que apresentam cutícula fina e possuem uma
quantidade expressiva de estômatos.As folhas, os fruto e o tronco das plantas são os alvos
principais dos defensivos sistêmicos, os quais devem sempre atingir a parte adaxial das folhas que
apresentam cutícula fina e possuem uma quantidade expressiva de estômatos.
 Certo
 Errado

35-A respeito da fiscalização, no estado do Ceará, de produtos de origem vegetal, julgue os itens
subsequentes. Para as ações típicas de fiscalização e inspeção, os agentes credenciados de defesa
agropecuária têm acesso livre a qualquer lugar no estado do Ceará que contenha vegetais.
 Certo
 Errado

36-O trânsito intraestadual de vegetais hospedeiros de pragas não quarentenárias regulamentadas


com destino a locais oficialmente livres dessas pragas é permitido, desde que acompanhado de
documento de permissão de trânsito, sendo, nessa situação, optativa a inspeção desses vegetais.
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 Certo
 Errado

37-Acerca da legislação agropecuária do estado do Ceará, julgue os itens seguintes.


Cargas de frutas e hortaliças provenientes de estados hospedeiros de pragas quarentenárias devem
ser submetidas a análise laboratorial sempre que necessário.
 Certo
 Errado

38-Uma empresa multinacional, sediada no estado do Ceará, importa matéria-prima para produção
de agrotóxicos. Após a fabricação, esses produtos são distribuídos para venda dentro do estado,
para diversas revendas ou diretamente para agricultores. Considerando a situação hipotética
apresentada acima, julgue os itens a seguir. O registro de agrotóxico é feito no MAPA, enquanto os
registros da fábrica e das revendas são feitos na SEARA.
 Certo
 Errado

39-A fiscalização da importação de agrotóxicos e de suas matérias-primas é de competência do


estado do Ceará.
 Certo
 Errado

40-Os agrotóxicos produzidos no Ceará precisam ser cadastrados na SEMACE a cada 5 anos.
 Certo
 Errado
Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27: 28: 29: 30: 31: 32: 3
3: 34: 35: 36: 37: 38: 39: 40:

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CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS INSETOS

- Insetos conhecidos desde a antiguidade;


- Proximidade com Ciência → Aristóteles;
• Com sangue → Enaima;
• Sem sangue → Anaima;
→ Entoma = animais de corpo dividido por sulcos;
- Entomologia, do Grego: entomon = corpo segmentado; logia = estudo;
- Origem latina → Insectum;
- Origem grega → Entomon;

Características dos Arthropoda

Características dos Insecta

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Entomologia agrícola

- Estudo das pragas agrícolas que causam danos às plantas cultivadas e dos métodos para controlá-las;

Histórico
- Final do século XIX → Emílio Goeldi, Gustavo Dutra, Hermann von Ihering, Carlos Moreira e outros;
- Primeira década do século XX → Ângelo Moreira da Costa Lima;
- Predomínio da Entomologia descritiva → taxonomia;
- 1937 → Fundação da Sociedade Brasileira de Entomologia (SBE);
→ Taxonomistas e voltada para estudos básicos;
- Década de 60 → Estudos aplicados nas Instituições de Pesquisa;
→ Inst. Biológica de SP e Inst. Agronômico de Campinas;
- 1969 → Criados 2 Cursos de Pós-Graduação na área de entomologia;
→ Piracicaba, SP (ESALQ/USP) → Domingos Gallo;
→ Curitiba, PR (UFPR) → Padre Jesus S. Moure;
- Cursos de Pós-Graduação → treinar pesquisadores nas diversas áreas da Entomologia;
- 1972 → Fundação da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB);
→ Entomologistas agrícolas e voltada para estudos aplicados;
→ Fundação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa);
- Atualmente → Especialização nos CPGs – Entomologia brasileira como a mais importante na América Latina;
→ 7 CPGs no Brasil – ESALQ, UFPR, FFCLRP, INPA, UFV, UFLA e FCAV;
→ Interligada com as várias áreas do conhecimento;
→ Genética, bioquímica, biotecnologia, fisiologia vegetal, fitopatologia, nutrição de plantas,
bioestatística, climatologia, análise de impacto ambiental e outros;

Termos e conceitos

Pragas → Organismos que competem direta ou indiretamente com o homem por alimento ou matéria prima;
→ Organismo-praga → atribuição humana subjetiva!
→ Aproximadamente 10% dos insetos conhecidos → pragas;

Conceito tradicional de praga


- Inseto que se alimenta da cultura e se está presente no agrossistema;

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Conceito moderno de praga
- Novo conceito baseado no manejo de pragas moderno (MIP);
- 1) Presença do inseto; 2) Níveis populacionais; 3) Danos causados;

Injúria → Efeito negativo na fisiologia da planta causado por insetos;


→ Injúria não necessariamente causa danos - tolerância;

Dano → Perda de utilidade da cultura em resposta a injúria;


- Danos causados as plantas são variáveis → todas partes vegetais;
- Causam maior ou menor prejuízo quantitativo e qualitativo:
• Espécie; • Duração do ataque;
• Densidade populacional; • Estrutura vegetal atacada
- Danos causados são variáveis:
• País para país; • Características climáticas;
• Variedades; • Técnicas agronômicas;
• Características socioeconômicas;
- Danos diretos → atacam o produto a ser comercializado;
- Danos indiretos → atacam estruturas vegetais que não comercializadas;
→ Alteram processos fisiológicos → ↓ produção;
→ transmissão de patógenos – vírus;
→ facilitação proliferação de bactérias e fungos;
- Prejuízos causados por pragas e doenças → 38%;
- Brasil → prejuízos da ordem de 2,2 bilhões de dólares;

Perdas (%)
Culturas
Pragas Doenças Pl. daninhas Total
Trigo 5 10 10 25
Arroz 28 9 10 47
Cana 20 19 15 54
Café 13 17 15 45
Cacau 13 21 12 46
Soja 5 11 13 29

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- Países tiveram economia fortemente abalada devido ataque de pragas;
• França (1867) → pulgão-da-videira – dizimou vinhedos;
• EUA (1929) → mosca-do-mediterrâneo – citricultura Flórida;
• Brasil (1924) → broca-do-café (Coleoptera) – cafeicultura de SP;
→ 1924-1948 espalhou para resto do país;
Dano econômico → Quantidade de perda causada população de insetos;
→ Medida artificial de controle = ou > lucro;
Nível de dano econômico (NDE)
- Menor densidade populacional de espécie que causa dano econômico;
- A partir desse nível → adoção de medidas controle;

• Dano causado pelo inseto;

• Custo dos insumos;

• Custo ambiental;

• Valor do produto mercado;

• Mão de obra de controle;

Nível de ação ou controle (NC)


- Densidade populacional da praga → adotar medidas de controle;
- Medidas controle → praga não atinja o nível de dano econômico;
- Ação preventiva de controle de uma praga;

Tipos de pragas
1) De acordo com a planta atacada:
- Praga direta → Ataca diretamente a parte comercializada;
- Praga indireta → Ataca partes não comercializadas;
2) De acordo com o lugar de origem:
- Pragas introduzidas → Organismos introduzidos na região onde se estabeleceu a cultura;
- Pragas endêmicas → Organismos da região que passam a se alimentar de plantas introduzidas;
3) De acordo com sua importância:
- Organismos não-praga → Densidade populacional nunca atinge o nível controle;
- Pragas secundárias → Raramente atingem o nível controle;

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- Pragas-chave → Frequentemente ou sempre atingem o nível controle;
→ Pragas freqüentes → freqüentemente atingem o nível de controle. Ex. cigarrinhas,
→ Pragas severas → posição de equilíbrio é maior que o nível de controle. Ex. saúvas;

Fatores favoráveis a ocorrência de pragas


1) Características dos agroecossistemas:
- Redução/eliminação de inimigos naturais de pragas. Predadores e parasitas;
- Redução da diversidade de espécies → Baixa diversidade - instabilidade populacional;
- Redução da diversidade genética → Monoculturas baseadas em clones de enxertia – diversidade genética
zero → mesma suscetibilidade pragas
- Grande concentração de alimento → insetos fitófagos;
- Distância entre plantas → facilita dispersão e colonização das plantas;
2) Manejo inadequado dos agroecossistemas:
- Descaso pelas medidas controle;
- Plantio de variedades suscetíveis a pragas;
- Plantio em regiões ou estações favoráveis ao ataque de pragas;
- Adubação desequilibrada → mal nutridas + suscetíveis a ataques;
- Uso inadequado de praguicidas → dosagem, produto, época de aplicação e metodologia inadequada;
3) Uso inadequado de praguicidas
- Redução das populações de inimigos naturais;
- Resistência das pragas ao praguicida;
- Danos ambientais - contaminação água; mortalidade de animais não alvo;

Ecologia dos insetos

- Ecologia, do Grego: oikos = habitação, ambiente; logia = estudo;


- 1869 – Zoólogo alemão → Ernest Haeckel;
- Estudo das relações entre os organismos entre si e o meio ambiente;
- Conhecimento muito antigo → caçadores e pescadores;
- Theophrastus (séc. IV a.C.) → considerado 1º ecologista;
- Ecologia → Ecologia animal e vegetal – intimamente ligadas;
- Formam pirâmides ecológicas + meio ambiente → ecossistemas;
- Ecologia animal + ecologia vegetal → bioecologia;
- Atualmente: Autecologia → espécies;
Sinecologia → populações, comunidades e ecossistemas;

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Autecologia
- Estudo espécies → distribuição na comunidade e a influencia dos fatores ambientais sobre seu nicho
ecológico;
- Cada espécie → sujeita aos fatores ambientais
→ tolerância ecológica e reações próprias;

Fatores ecológicos
Tempo → Influi direta ou indiretamente sobre os organismos;
- Clima → Conjunto de elementos físicos da atmosfera de um determinado local ao longo de um ano - sempre
constante;
- Tempo → Período menor que o clima - variável;
Radiação → Fonte de energia - manutenção da vida na Terra;
- Causa de todos os fenômenos meteorológicos na atmosfera;
- Determina o clima e o tempo;
Temperatura → Representação visual da energia do corpo;
- Temperatura ≠ calor (energia em trânsito de um sistema para outro);
- Diretamente → desenvolvimento e comportamento;
- Indiretamente → alimentação;
- Insetos → pecilotérmicos;
• Ciclotérmicos → Acompanha a do ambiente (10-30ºC) - Maioria;
• Heliotérmicos → Sol – elevar temperatura - gafanhotos;
• Quimiotérmicos → Atividades musculares – algumas mariposas;
- Insetos são encontrados em todas as regiões → Ártico;
- Maioria dos insetos → temperatura fator regulador das atividades;

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- Maior desenvolvimento dos insetos se dá na faixa ótima de temperatura;
- Insetos morrem fora da faixa favorável de temperatura:
• Intensidade → Temperatura em si - letal;
• Quantidade → Tempo de exposição a temperatura letal;
- Mosca-das-frutas → 7 semanas - 7ºC; 3 semanas - 4ºC e 2 semanas - 1ºC;
Umidade → Chuva (ação direta), umidade do solo e do ar;
- Animais – 70 a 90% de água no organismo;
- Insetos - produtos armazenados → 52,6% de água no organismo;
- Necessidade de água:
• Aquáticos → Vivem dentro da água – umidade = pressão osmótica;
• Higrófilos → Vivem em ambientes muito úmidos ou saturados;
• Mesófilos → Moderada necessidade de água;
→ Euriídricas → estações secas e chuvosas;
• Xerófilos → Ambientes secos – estenoídricas;
Influência ecológica da umidade
- Gradiente de umidade → 0 a 100% de umidade relativa;
- Zona seca; zona de umidade favorável e zona úmida;
- Insetos → movimentam ao longo de um gradiente de umidade;
→ evitar excessos e a falta de umidade;

Balanço hídrico
- Importante no estudo de insetos que vivem em contato com solo;
- São influenciados pela disponibilidade de água no solo;
- Explicar a razão da flutuação populacional de uma praga;

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Luz → Fonte de energia;
- Fator limitante e regulador de atividades;
- Favorável ou desfavorável em qualquer faixa → dependente da espécie;
- Ação sobre os insetos
• Fotoperíodo → Elemento ambiental – regula suas atividades;
→ Invariável numa mesma localidade e estação do ano;
→ Afeta os ritmos biológicos;
• Comprimento de onda → Luz visível – violeta ao vermelho;
→ Infravermelho – comunicação dos insetos;
→ Ultravioleta – ação letal entre 200-300mµ;
- Comportamento dos insetos em relação a luz
• Inteligência → Capacidade de conhecer, entender, aprender e acumular informações gerais;
• Instinto → Hábito inerente ao indivíduo;
• Tropismo ou tactismo → reação a um estímulo qualquer;
→ Importante na distribuição dos indivíduos de uma população;
→ Estímulos externos → fatores ambientais;
→ Estímulos internos → hormônios;
→ Estímulos positivos - atraentes ou negativos - repelentes;
Principais tropismos
- Fototropismo → Reação a luz;
→ Fototrópicos positivos – mariposas, abelhas;
→ Fototrópicos negativos – baratas;
- Geotropismo → Reação a gravidade;
→ Geotrópicos positivos – cupins, besouros;
→ Geotrópicos negativos – moscas, cigarrinhas;

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- Fonotropismo → Reação ao som;
→ Homem – 0,02 – 20 khz;
→ Insetos – até 150 khz; ultra-som > 20 khz;
→ Fonotrópicos positivos – cigarras, grilos;
→ Fonotrópicos negativos – maioria insetos;
→ Ultra-sons 25 – 60 khz → repelentes;
- Quimiotropismo → Reação a substâncias químicas pelo olfato;
→ Quimiotrópicos positivos – atraentes;
→ Quimiotrópicos negativos – repelentes;
→ Atraentes - Alimentação, sexual, direcional;
- Tigmotropismo → Reação de contato;
→ Tigmotrópicos positivos - defesa;
Alimento → Influi diretamente na distribuição e abundância;
- Afeta processos biológicos, morfológicos e comportamentais;
- Distribuição → específicos - distribuição limitada;
→ inespecíficos – ampla expansão geográfica;
- Abundância → dependente do maior ou menor suprimento alimentar;
- Implantação da agricultura → abundante fonte alimentar - insetos;

Hábitos alimentares dos insetos


- Atróficos → Não se alimentam – Ephemeroptera, algumas moscas;
- Monófagos → Somente uma espécie animal ou vegetal - broca-do-café;
- Polífagos ou oligófagos → Duas ou mais espécies - gafanhotos;
- Pantófagos ou onívoros → Qualquer tipo de alimento - baratas;

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Tipo de alimentação
- Fitófagos → Alimentos de origem vegetal
• Xilófagos → Lenho – galerias. Ex. cupins;
• Fleófagos → Madeira (entre casca e lenho). Ex. brocas;
• Carpófagos → Frutas. Ex. algumas moscas;
• Sitófagos → Sementes. Ex. carunchos;
• Polinífagos → Pólen. Ex. abelhas;
• Rizófagos → Raízes. Ex. cupins;
• Melífagos → Mel. Ex. larvas abelhas;
• Filófagos → Folhas. Ex. lagartas;
• Fungívoros → Fungos. Ex. saúvas;
• Succívoros → Seiva. Ex. pulgões;
• Cletrófagos → Produtos armazenados. Ex. carunchos;
- Zoófagos → Alimentos de origem animal;
- Necrófagos → Material morto de origem animal o vegetal. Ex. besouros;
- Saprógrafos → Material em decomposição animal ou vegetal. Besouros;

Sinecologia
- Estudo ecológico das populações, comunidades e ecossistemas;

População
- Grupo de indivíduos da mesma espécie que vivem na mesma área;

Levantamento de populações
- Determinar densidades, flutuações e migrações de insetos;
- Vários métodos utilizados para levantamentos:

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Dinâmica de populações
- Distribuição e abundância dos insetos - dependente fatores ambientais;
- Fatores favoráveis > fatores desfavoráveis → população aumenta;
- Tamanho populacional é dependente:
• Densidade populacional (DP)
- Relação do número de indivíduos na área e sua unidade espacial;
- Cálculo da DP → amostras da população - métodos levantamento;
- Marcação e recaptura:
1) Marcado e soltos - distribuem uniformemente na população;
2) Marcados - mesma chance de recaptura que não marcados;
D = densidade da população
N = no total de indivíduos capturados
M = no de ind. marcados e soltos
R = no de ind. marcados recapturados
• Potencial biótico
- Capacidade inerente do indivíduo se reproduzir e sobreviver;
- Dependência do potencial de reprodução e resistência do ambiente
Pb = Pr - Ra

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- Potencial de reprodução → velocidade na qual ind. se reproduz;
- Depende da ração sexual (rs), número de descendentes (d) e número de gerações (n);
Pr = (rs x d)n
- Razão sexual (rs) → razão entre número de fêmeas e a soma do número de fêmeas e machos;

- Resistência do ambiente (Ra) → conjunto de fatores físicos e biológicos que atuam contra o
crescimento populacional do inseto;
→ Representa no de indivíduos mortos no tempo determinado;
→ Indica a razão da mortalidade da espécie;

- Principais fatores determinantes da Ra → idade dos indivíduos; baixa vitalidade, acidentes,


condições físico-químicas do meio ambiente, inimigos naturais, falta de alimento, canibalismo;
- Laboratório - fatores controlados Ra = 0 → no max. decendentes;
• Movimentação dos membros de uma população;
- Responsável pelas mudanças numéricas de uma população;
- Migração → Movimento de insetos de um habitat para outro;
- Dispersão → Movimentação dentro de um mesmo habitat;
- Formas de crescimento populacional

Comunidade
- Agrupamentos naturais de populações de diversas espécies, com capacidade de sobrevivência e sustentação
própria;
- Comunidade – organismo ocupa um local → habitat;
– desempenha uma função → nicho ecológico;

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Cadeia alimentar
- Formadas por sucessivas transformações de energia solar em alimento;
- Alimento → grupo de indivíduos → consumido → outro grupo;
- Diferentes graus da cadeia alimentar → níveis tróficos (4-5 níveis);

- Comunidades entrelaçamento das cadeias alimentares – teias alimentares


- Mesma posição na cadeia alimentar – mesmo nível trófico;

Biocenoses
- Associações biológicas estabelecidas organismo mesma comunidade;
• Agregação → Associação de uma espécie individualista;
→ Cada indivíduo trabalha por si mesmo;
→ Gafanhotos, lagartas;
• Sociedade → Associação espécie - individualismo desaparece;
→ Cada membro → unidade de um todo;
→ Sacrifícios em benefício da coletividade;
→ Abelhas, formigas, cupins;
• Simbiose → Interação 2 espécies diferentes mesma comunidade;
→ Tipos de interação:

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1) Neutralismo - Não há interferência entre as espécies;
- Espécies diferentes de lagartas – planta;
2) Competição - 2 espécies competem pelo mesmo nicho;
- 1 espécie elimina a outra;
- besouros em produtos armazenados;
3) Mutualismo - 2 espécies se associam e ambas são beneficiadas;
- Associação obrigatória → simbionte;
- Saúva + fungo, cupim + protozoários;
4) Protocooperação - 2 espécies associadas, ambas beneficiadas;
- Associação não obrigatória;
- Formigas + pulgões;
5) Comensalismo - 2 espécies associadas, apenas 1 beneficiada;
- Alimentar → besouros em lixeiras de saúvas;
- Locomotor (foresia) → mosca-do-berne + mosca;
6) Predatismo - 1 espécie beneficiada e outra prejudicada;
- Sempre leva a morte da espécie prejudicada;
- Louva-a-deus, libélula, alguns besouros;
7) Parasitismo - 1 espécie beneficiada e outra prejudicada;
- Espécie prejudicada geralmente não morre;
- Hospedeiro fonte de energia para simbionte;
- Cochonilhas + plantas;
Efeito sobre a população
Tipos de Interação Sem interação Com interação Resultado da Interação
A B A B
Neutralismo
0 0 0 0 1 população não afeta a outra
(A e B independentes)
Competição
0 0 - - 1 população elimina a outra
(A e B competidores)
Mutualismo
- - + + Interação obrigatória ambos
(A e B mutualistas)
Protocooperação Interação favorável, mas não
0 0 + +
(A e B cooperadores) obrigatória
Comensalismo (A
- 0 + 0 Obrigatório para A e B não é afetado
comensal e B hosp.)
Parasitismo Obrigatório para A e B é afetado,
- 0 + -
(A parasita e B presa) mas não é morto
Predatismo
- 0 + - Obrigatório para A e B é morto
(A predador e B presa)

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Proteção contra inimigos
- Insetos apresentam uma série de adaptações → predadores;
- Principais adaptações:
- Camuflagem → Inseto se confunde com o meio onde vive;
Homotipia (forma) - Assemelha-se a forma do substrato;
- Bicho-pau, algumas lagartas;
• Homocromia (cor) - Mesma coloração do substrato;
- Mariposas, alguns besouros;
- Mimetismo → Insetos assemelham-se a outros insetos ou animais;
Mimetismo Batesiano - Proposto por Bates, 1862;
- Relação entre modelo - mímico;
- Modelo possui defesas → químicas (impalatável) ou predadores
- Mímico imita modelo → evitado possíveis predadores;
• Mimetismo Mülleriano - Proposto por Müller;
- Similaridade na aparência entre duas ou mais espécies;
- Todas espécies são impalatáveis (defesas químicas);

Regiões biogeográficas
- Regiões do globo divididas com relação a distribuição apresentada pelos animais e plantas;
- Com relação aos animais → regiões zoogeográficas;
- Delimitar uma região zoogeográfica → 95% da fauna deve ser nativa;

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Ecossistema
- Unidade básica funcional da ecologia;
- Constituída pela associação das comunidades bióticas + meio ambiente;
- Comunidade biótica → conjunto de fauna + flora + microrganismos;
- Litosfera + hidrosfera + atmosfera → Biosfera;
- Biosfera → vários ecossistemas – biomas (unidades comunitárias);
- Bioma → caracterizado por uma comunidade clímax;
→ campo ou pradaria – vegetação clímax → capim;
-Principais ecossistemas da Terra:
Mares;
• Rios;
Desertos;
• Campos (pradarias, campinas, savanas, cerrados);
Florestas (tropicais, temperadas, decíduas, coníferas);

Métodos de controle de pragas

Métodos legislativos

- Não são propriamente métodos - conjunto de leis e portarias;


- Objetivo → reduzir possibilidade de introdução de pragas;
→ estabelecer medidas de controle pragas de grande importância
Divididos em várias modalidades:

Serviço quarentenário
- Objetivo evitar entrada de pragas exóticas e impedir sua disseminação;
- Brasil - Serviço de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura
- Inspeção e fiscalização de produtos que entram e saem do país ou são transportados entre estados;
- Inspecionados → aeroportos, portos e fronteiras;
→ Impedir entrada de vegetais ou produtos infestados;
- Atua também nas exportações e importações → produtos atacados pragas
- Barreiras alfandegárias → impedem importação de determinada planta hospedeira de uma praga que não
ocorra em seu território;

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- Brasil não exporta frutas in natura - EUA e Japão → mosca-das-frutas;
- Exporta melões cultivados no semi-árido (RN) → livre mosca-das-frutas;
- Distribuição geográfica praga → fator decisivo exportação/importação;

Conceito de praga do ponto de vista quarentenário


- Qualquer espécie, raça ou biótipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos nocivos para os vegetais ou
produtos vegetais;
• Praga quarentenária A1 → Importância econômica potencial;
→ Ainda não se encontra presente;
Praga quarentenária A2 → Importância econômica potencial;
→ Amplamente disseminada e oficialmente controlada;
• Praga quarentenária regional A2 → Importância econômica;
→ Disseminação localizada e submetida a controle oficial por um ou mais países da região;
- Países normas próprias para legislar sobre ações as pragas quarentenárias
- Tomar medidas conjuntas sobre pragas quarentenárias;
- Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul (Cosave) → Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai;

Tratamentos quarentenários:
Fumigação
- Aplicação de produtos químicos de ação inseticida;
Tratamento a frio
- Emprego de câmara com temperaturas baixas;
- Frutas permanecem por certo período dependendo da praga;
- Mosca-mexicana (Anastrepha ludens)
Pêssego → 0,55ºC – 18 dias; Uva → 1,66ºC - 22 dias;
Tratamento a quente
- Emprego de vapor d’água ou hidrotermia;
- Vapor d’água → temperatura ↑ gradativamente - centro fruta 43,3ºC -8 h
→ temperatura de 43,3ºC mantida por 6 horas;
- Hidrotermia → Fruto submergido em água de 65 a 90 minutos;
→ temperatura mantida em 46,1ºC;
Irradiação
- Emprego de raios gama de Cobalto (60Co) ou Césio (137Cs) ou raios de elétron com energia de radiação de até
10 MeV;

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- Controlar infestação pragas → melhora qualidade e ↑ conservação frutos;
→ retardamento amadurecimento e redução contaminação microbiana;

Medidas obrigatórias de controle


- Medidas estabelecidas por leis → produtores são obrigados a cumprir;
- Cultura do algodão → Até 15 de julho obrigado destruir restos da cultura
→ Prevenção contra ataque broca e lagarta rosada;

Métodos mecânicos

- Medidas utilizadas em casos específicos;


Catação manual → Utilizado em agricultura de subsistência;
- Coleta manual de ovos, larvas, ninfas e adultos facilmente visíveis;
Técnica da batida → Utilizado principalmente em fruteiras;
- Batidas sucessivas no tronco - panos sob árvore coleta dos insetos caídos
Barreiras → Prática que impeça ou dificulte acesso inseto a planta;
- Sulcos ou valetas → contra ataque gafanhotos e curuquerê dos capinzais
- Cone invertido → contra o ataque de formigas saúvas;
Fragmentação de despojos → Controlar pragas que permanecem no interior de hastes ou colmos de plantas na
forma de larvas ou pupas;
- Fragmentar os despojos culturais → mecanicamente ou fogo;

Métodos culturais

- Emprego de práticas culturais para controle baseado em conhecimentos ecológicos e biológicos das pragas;

Modificações do meio físico


1) Aração do solo → Destruir larvas e pupas que se desenvolvem no solo;
- Ressecamento camada superficial do solo; enterro das pragas;
- Acarretar ferimentos; expor aos raios solares e inimigos naturais;
2) Rolagem → Compactação do solo - passagem cilindro pesado;
- Pragas deslocam superfície → expostas aos raios solares e predadores;

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3) Manejo de nutrientes do solo (Fertilizantes e matéria orgânica)
- Nutrientes na planta e no solo sobrevivência e proliferação das pragas;
- Excesso de nitrogênio ↑ população de pragas sugadoras – pulgões, tripes;
4) Manejo de água → Irrigação aspersão - ↑ mortalidade pragas pequenas
- ↑ teor de umidade do ar na cultura - ↑ mortalidade pragas → fungos;
- ↑ água plantas - ↓ concentração de aminoácidos seiva → ↓ sugadores;
5) Uso de cobertura morta → Casca de arroz ou palha;
- Dificulta a localização do hospedeiro por certas pragas → alguns pulgões;

Modificações do habitat
1) Espaçamento e densidade de plantio
- Aumento da densidade de plantio – compensar mortalidade por pragas;
- Espaçamento + adensado - ↑ umidade do microclima da cultura;
↑ mortalidade pragas → fungos;
2) Consorciação e manutenção de plantas invasoras
- Plantio de culturas em consorcio e manutenção de plantas invasoras;
- ↑ diversidade hospedeiros nos agroecosistemas - ↓ pragas especialistas;
- Pragas especialistas → dificuldade de localizar planta hospedeira;
→ ação de predadores e parasitóides;
3) Rotação de culturas → Método de controle - pragas específicas;
- Plantio alternado, em anos sucessivos, de plantas de diferentes espécies;
- Soja-trigo; milho-feijão;
4) Cultura armadilha ou cultura isca → Método de controle
- Uso de culturas atrativas a praga → defensivo agrícola doses elevadas;
- Cultura atacada pela praga → destruída;
5) Modificação da atmosfera→ Controle pragas de armazenagem;
- Silos e outros locais de armazenagem → modificar composição gases;
- Atmosferas ricas em CO2 e N2 → afeta a sobrevivência pragas;

Dessincronização entre cultura e ciclo vital da praga


1) Profundidade de plantio
- Afeta velocidade de germinação de sementes e vigor das plantas;
- Interfere no tempo em que a cultura permanece nos estágios iniciais;
- Estágios iniciais → mais suscetíveis ataque de pragas;

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2) Época de plantio
- Dessincronização entre época de suscetibilidade da cultura e ocorrência de condições climáticas favoráveis a
praga;
- Plantio em época única e antecipada → diminui população inicial pragas;
3) Plantio de variedades precoses
- Menor tempo de permanência da cultura no campo;
- ↓ tempo de exposição das plantas as pragas → ↓ danos causados;
4) Época de colheita
- Colheita → maturidade fisiológica dos frutos ou sementes;
- ↓ tempo de exposição frutos ou sementes as pragas → mosca-das-frutas

Adoção de medidas de sanidade


1) Uso de sementes ou proágulos livres de pragas
- Controle de pragas disseminadas através de sementes;
- Lagarta rosada do algodoeiro (Pectinophora gossypiella);
2) Catação de frutos caídos
- ↓ focos de futuras infestações de pragas que vive dentro de frutos;
- Acondicionar frutos em valas com telados finos;
- Permite entrada de parasitóides – impeça saída das pragas;
3) Poda
- Controle de larvas broqueadoras de caules → citros;
- Galhos podados ou broqueados → queimados;
4) Destruição de restos de cultura
- Possibilita destruição de pragas que sobrevivem em restos de culturas;
- Bicudo do algodoeiro, lagarta rosada e broca da raiz → algodão;

Métodos de controle por comportamento

- Métodos que se baseiam nos estudos de fisiologia de insetos;


- Principais vantagens:
• Sem riscos de intoxicação → homem e animais domésticos;
• Sem resíduos tóxicos;
• Não causam desequilíbrios ecológicos;
- Comportamentos → atração, repelência, estimulação ou inibição;

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→ mediados por substâncias químicas - semioquímicos;
Semioquímicos
- Sinais químicos utilizados pelos insetos → respostas comportamentais;
- Localização de presas, defesa, agressividade, seleção de plantas, escolha de locais de oviposição, corte e
acasalamento e etc.
Aleloquímicos → Envolvidos na comunicação interespecífica;
• Cairomônios → Substâncias que favorecem o receptor;
→ Ovos emitem substâncias - parasitóides;
• Alomônios → Substâncias que favorecem o emissor;
→ Plantas produzem substâncias repelentes - insetos;
• Sinomônios → Substâncias produzidas por uma espécie e recebidas por outra → ambos beneficiados;
→ Plantas atacadas liberam substâncias atraentes - inimigos naturais
• Apneumônios → Proveniente alimento não vivo favorece receptor;
Feromônios → Envolvidos na comunicação intra-específica;
- Secretados e liberados externamente → causam série de reações – tipo;
• Agregação → Manutenção das sociedades de insetos - abelhas;
→ Colonização de novos habitas e agregação antes acasalamento;
• Alarme → Sinalizar perigo ou ameaça desencadeando:
→ fuga - pulgões ou agressão - formigas, abelhas e vespas;
• Trilha → Sinalizar caminho a ser percorrido - formigas e cupins;
• Território → Relacionado a área de ocupação do inseto - repelente;
→ Área sobrevivência - formigas, antiagregação - mosca-da-fruta
• Sexual → Atração do sexo oposto - fêmeas → machos;
→ Pequenas quantidades e percebidos a grandes distâncias;
→ Sintetizados - utilizados em técnicas de controle de pragas;
→ Atualmente - conhecidos 2.000 feromônios sexuais;

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Utilização de aleloquímicos no controle de pragas
- Principais substâncias sintetizadas e utilizadas – atraentes e repelentes;

Atraentes
- Substâncias químicas em plantas hospedeiras → atração sobre insetos;
- Atraentes de alimentação e atraentes de oviposição;
- Atraentes de oviposição → fase experimental;
- Atraentes de alimentação → utilizados na prática agrícola;
• Elementos nutritivos da planta;
• Elementos secundários - sem função conhecida sua fisiologia;
- terpenos, fenóis, alcalóides;
- Utilizados para controle de pragas de diferentes formas:
1) Iscas tóxicas para serem aspergidas nas plantas
Moscas-das-frutas → 5kg Melaço; 1L proteína hidrolisada ou 10L suco de frutas; 100L de água; 200 ml
inseticida malation 50%;
→ Aplicar 100-200 ml por planta a cada 10 dias;

2) Plantas-iscas tratadas com inseticidas


Banana → pedaços de pseudocaules tratados com carbofuran ou fensulfotion a base de 150 iscas/ha para
controle moleque-da-bananeira;
Cana-de-açúcar → pedaços de cana de 20cm tratados com mistura de 25g de carbaril 85% + 1L de água +
1L de melaço e distribuídos a base de 150-200 iscas/ha → controle gorgulhos;

Repelentes
- Substâncias químicas que provocam repelência sobre insetos;
- Repelentes são substâncias de baixo peso molecular → voláteis;
- Voláteis → afastam insetos da fonte produtora ou protegida;
- Conhecidos como aromáticas, essências ou óleos essenciais;
- Óleo de pinheiro (a e b-pineno) e óleo de eucalipto (eucaliptol);
- Moscas e mosquitos - importância médico-veterinária e pragas agrícolas;
- Pós de casca de laranjeira e de folhas de erva-de-santa-maria;
- Gorgulhos de grãos armazenados e carunchos em feijão armazenado;

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Utilização de feromônios no manejo integrado de pragas
- Utilizados principalmente feromônios sexuais;
1) Detecção de pragas → Verificação da presença de pragas;
2) Monitoramento → Se a população de uma praga atingiu NC;
→ Utilização de armadilhas;
3) Controle de pragas
• Cultura armadilha → Feromônio em faixas de cultura previamente - instaladas para atração da praga;
• Coleta massal → Coleta de indivíduos através de armadilhas;
• Confundimento → Saturação da área com feromônio sexual;
→ Utilizados feromônios sintéticos ↓ probabilidade de encontros;
• Feromônio + inseticida → Atração da praga fonte de feromônio;
→ tratada com inseticida → feromônio sexual + piretróides;

Método de controle físico

Processos gerais
1) Fogo → Uso restrito no controle de pragas;
→ Controle químico antieconômico ou complemento outros métodos;
→ Controlar nuvens de gafanhotos, cochonilhas em pastagens;
2) Drenagem → Empregada em regiões alagadas ou pantanosas;
→ Controlar pragas em cultura de arroz irrigado;
3) Inundação → Emprego do excesso de água controlar pragas;
→ Controlar pragas do arroz;
4) Temperatura → Emprego temperatura alta (+50ºC) ou baixa (-5ºC);
→ Matar ou paralisar atividade → pragas de produtos armazenados;

Processos de radiação eletromagnética


- Método de controle bastante eficiente e promissor;
- Faixas do espectro utilizadas para controle dos insetos são:
- Radiação ultravioleta (UV), luminosa, infravermelho (IV) e sonora;
Insetos diurnos → sujeitos a ação de ondas curtas;
- Manifestação da radiação solar durante o dia por meio da cor substrato;
- Insetos detectam cores normais, IV e UV;

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- Diferentes cores → atrativas ou repelentes para insetos;
→ Atrativas → Cor amarelo-ouro atrai mosca-branca do feijoeiro;
→ Repelentes → Pulgão repelido UV ao pousar numa superfície;
- Cobertura morta nos canteiros como superfície refletiva de UV;

Insetos noturnos → afetados por ondas longas;


1) Infravermelho → Radiação de onda longa emitida durante noite na faixa do infravermelho distante;
- Insetos capazes de detectar essa radiação na faixa de 8 a 14 m;
- Olhos compostos → radiação infravermelha inespecífica;
- Antenas → radiação infravermelha específica;
- Durante a noite insetos se orientam pela emissão do infravermelho;
- Pragas → aproximar cultura e selecionar melhor hospedeiro escuro
2) Luz visível → Afeta desenvolvimento inseto por meio fotoperíodo;
- Afeta comportamento por meio do comprimento de onda;
- Podem ser atraídos ou repelidos a uma fonte luminosa;
- Respondem positivamente luz ultravioleta (UV) e verde;
Armadilhas luminosas - aparelhos atrair e capturar insetos de vôo noturno e fototrópicos positivos;
- Lâmpadas fluorescentes ou de mercúrio de luz mista;
- Emitem maior energia na faixa do UV → atração de insetos;
- Brasil → levantamentos populacionais, coletas e controle pragas;
3) Som → Ondas sonoras só caminham com vibração de partículas;
- Apresenta diferentes faixas de freqüência;
- Homem → 0,02 – 20 khz;
- Insetos → até 150 khz;
- Ultra-som > 20 khz;

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Emprego do som como forma de controle:
• Aquecimento e ressonância
- Provocado pela intensa energia empregada;
- Causa morte pelo aquecimento e ressonância obtida;
- Restrita a ambientes confinados – alto custo da operação;
- Preservação de alimentos em armazéns, tratamento de madeiras;
• Freqüências diversas → Atua com repelente ou atraente;
- Afeta comportamento insetos – não diretamente fatal a eles;
Atraente
- Simula som emitido por fêmeas em vôo – atração machos;
- Empregado controle de paquinhas e pernilongos;
Repelente
- Utilizado ultra-sons de 25 a 60 khz;
- Mesma freqüência que morcegos insetívoros → mariposas;
- Proteger cultura milho - alto-falantes emissão de ultra-sons;
- Raio de aplicação é pequeno para aplicação prática;

Método de resistência de plantas

- Emprego em culturas de plantas resistentes a insetos;


- Método ideal de controle:
• Manutenção das pragas em níveis inferiores ao NDE;
• Sem prejuízos ao meio ambiente;
• Sem ônus adicional ao produtor;
• Compatível com qualquer método de controle de pragas;
- Controle que não onera produção - empregado principalmente:
• Pragas bastante nocivas;
• Culturas de ciclo curto;
• Baixa renda líquida;
• Países subdesenvolvidos - Desenvolvidos → utilizam maior escala;

Resistência de plantas
- Capacidade de certas espécies ou variedades de produzir uma maior quantidade de produtos de boa qualidade
sob as mesmas condições de ataque de pragas;

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• Resistência é relativa;
• Hereditária;
• Específica → resistente a uma praga e sujeita a outras;
• Influenciada por determinadas condições → solo e clima;
• Indivíduos resistentes ocorrem em populações naturais;

Planta resistente
- Aquela que devido ao seu genótipo é capaz de evitar, tolerar ou se recuperar de danos causados por pragas.

Graus de resistência
1) Imunidade → Planta não sofre danos sob quaisquer condições;
→ Teórico – nenhum caso conhecido;
2) Alta resistência → Pequenos danos em relação ao dano médio sofrido pelas variedades em geral;
3) Resistência moderada → Danos um pouco menores que os demais;
4) Suscetibilidade → Dano semelhante dano médio demais variedades;
5) Alta suscetibilidade → Dano é bem maior que dano médio sofrido;

Pseudo-resistência
- Plantas são menos danificadas que outras sem que sejam resistentes;
1) Escape → Planta não é atacada → acaso;
→ Pode ocorrer em baixa e alta infestação;
2) Evasão hospedeira ou assincronia fenológica
→ Maior suscetibilidade da planta coincide com época de baixa densidade populacional da praga;
3) Resistência induzida → Devido a condições especiais do ambiente;
→ Suprimidas - planta retorna condição suscetibilidade
→ Fertilidade do solo, irrigação, drenagem, etc

Tipos de resistência
• Vertical → Uma espécie ou variedade resistente 1 espécie de praga;
• Horizontal → Uma espécie resistente - várias espécies de pragas;

Mecanismos de resistência
- Planta pode apresentar todos os mecanismos de resistência pois os fatores genéticos que os condicionam
podem ser independentes;

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1) Não preferência ou antixenose
→ Mecanismo pelo qual variedades resistentes são menos utilizadas para alimentação, oviposição ou
abrigo pelas pragas;
→ Estímulos de natureza química ou física – negativo pragas;
→ Presença de repelentes, supressores alimentares, etc;
2) Antibiose → Planta interfere na fisiologia ou metabolismo da praga;
→ Efeito mediante algum metabólito de efeito deletério;
→ Afeta ciclo de vida da praga:
• Mortalidade fase imatura ou prolongamento desenvolvimento;
• Redução de tamanho, peso, fertilidade, fecundidade e oviposição;
→Resistência pode ser causada por:
• Presença de substancias químicas - intoxicação das pragas ;
• Antimetabólitos - indisponíveis certos nutrientes essenciais;
- inibidores enzimáticos
• Enzimas que interferem nos processos de digestão ou na reprodução
• Impropriedade nutricional - deficiência nutrientes da planta-praga
3) Tolerância → Mecanismo pelo qual planta resistente é capaz de suportar ataque de pragas sem danos a
produção;
→ Tolera ataque – repor a perda e manter produção;
→ Associado controle biológico - não afeta população insetos
→ Desvantagem de não reduzir população de pragas;
4) Resistência aparente → Resistência não verdadeira - sem genética
→ Certas características ambientais favorecem a tolerância;
→ Resistência temporal - planta potencialmente suscetível;

Causas da resistência
1) Causas físicas → Radiação refletida plantas - cor substrato vegetal;
→ Afetam seleção hospedeira alimentação e oviposição;
→ Vermelho inibe oviposição pragas repolho e algodoeiro;
2) Causas químicas → Substâncias químicas que atuam no comportamento ou metabolismo da praga;
• Repelentes - praga se afasta da planta;
• Estimulantes de locomoção - Praga não se alimenta → sobre planta inicia ou acelera sua movimentação
• Supressantes - Inibe picada, mordida ou penetração inicial;
• Deterrentes - Impedem manutenção alimentação ou oviposição;

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• Presença alomônios - Atuam negativamente metabolismo;
• Ausência cairomônios - atraente, arrestante, excitante e estimulantes;
• Ausência de nutrientes ou substâncias essenciais ao metabolismo;
3) Causas morfológicas → Dificultam colonização da planta - pragas;
→ Afetam locomoção, alimentação, ingestão, digestão e oviposição;
• Epiderme - espessura, dureza, textura, cerosidade e pilosidade;
- Maior espessura ou dureza – restringe alimentação;
- Textura (+ lisa ou rugosa) – afeta oviposição;
- Pilosidade – oviposição, alimentação, locomoção;
• Dimensão e formato das estruturas vegetais
- Órgãos vegetais maiores ou menores do que a média estão associados com menor ataque de pragas;
- Milhos com palha maior - ↓ danificados lagarta da espiga;
• Disposição das estruturas vegetais
- Compressão ou compactação de folhas e bainhas foliares;
- Torção de folhas e brácteas → inibição de oviposição;

Fatores que afetam a manifestação da resistência


- Caráter genético – resistência influenciada por uma série de fatores;
- Influência positiva → aumenta a resistência;
- Influência negativa → diminui a resistência;
• Fatores da planta - Idade, parte atacada e condições fisiológicas;
• Fatores do inseto - Espécies, idade, fase desenvolvimento e tamanho da população;
• Fatores do ambiente - Temperatura, umidade, nutrientes e sais minerais do solo, época de plantio,
predação, parasitismo, etc.
- Estratégia → estabelecer mais de um fator de resistência;
→ natureza diversa – fator químico e um morfológico;

Vantagens e limitações do uso de resistência de plantas


- Vantagem → ↑ de produção em razão da ↓ dano causado pela praga;
• Facilidade de utilização - não conhecimento adicional praga/planta;
• Sem custos adicionais;
• Harmonia com o ambiente;
• Persistência - atua permanentemente contra baixas populações praga
• Não interferência nas demais práticas culturais;

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• Compatibilidade com demais métodos de controle;
- Limitações:
• Tempo prolongado para sua obtenção - dificuldade em associar características de resistência e
características agronômicas desejáveis;
• Limitação genética da planta - nem sempre tem diversidade genética para uso como fonte de
resistência;
• Ocorrência de biótipos;
• Características de resistência conflitantes - fatores de resistência a um inseto podem induzir
suscetibilidade a outros;

Métodos associados à resistência de plantas


- Resistência de plantas tem como grande vantagem ser compatível com demais métodos de controle,
permitindo sua incorporação nos sistemas de manejo de pragas;

Resistência de plantas e manejo de pragas


- Permite utilização de plantas resistência moderada desde que associada a outros métodos, como:
Antecipação da época de plantio;
Plantas-iscas;
Armadilhas com substâncias atrativas;
• Inseticidas seletivos em subdosagens e/ou aplicações mais espaçadas;
Parasitóides, predadores e patógenos;
Destruição de restos de cultura;
- Plantas de resistência moderada → não eliminam população de pragas;
→ permite preservação dos inimigos naturais → manutenção da população abaixo do NDE;

Resistência de plantas e controle biológico


- Vantagens - Cada método provoca mortalidade independentemente;
- Efeitos de interação → aumentando a eficiência do controle;
Influência da planta sobre inimigo natural → atratividade;
→ Respondem primeiro estímulos da planta depois insetos;
• Influência da planta sobre a praga → efeitos negativos;
→ comportamento, vigor e tamanho;

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Resistência de plantas e controle químico
- Associação entre resistência de plantas e inseticidas;
- Interação → aplicação inseticida e/ou quantidade aplicada diminui;
Ação independente e aditiva dos métodos;
Planta resistente características morfológicas → inseticida;
Ação da planta sobre insetos → inseto mais suscetível inseticida;

Plantas transgênicas
- Transferência de genes exógenos para plantas cultivadas com advento da Engenharia genética;
- Antes engenharia genética - conj. genéticos primários e secundários de espécies cultivadas → melhoramentos
genéticos;
- Transferência de parte do genoma → hibridização;
- Problemas genéticos e tempo para transferência característica desejada;
- Atualmente - introdução genes isolados em tempo relativamente curto;
- Expressão de genes exógenos nas plantas transgênicas:
• Aumentar funções já existentes;
Criar novas características;
- Plantas com novos genes resistência a insetos
- Proteínas inseticidas (bactérias), inibidores de proteases e alfa-amilases;

Plantas inseticidas
- Utilizadas, principalmente, em países tropicais → inseticidas sintéticos;
- Inseticidas sintéticos → mais eficientes e baratos;
- Atualmente ressurgimento dos estudos dos inseticidas botânicos;
- Necessidade de novos compostos para controle de pragas sem:
Contaminação ambiental;
Efeitos prejudiciais sobre organismos benéficos;
• Aparecimento de pragas resistentes;
- Características presentes nos inseticidas vegetais;
- Objetivos de novas pesquisas com plantas inseticidas:
Descoberta de moléculas atividade inseticida → sintetizado;
Obtenção de produtos naturais para uso direto no controle pragas;

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Preparo dos derivados vegetais
- Produtos naturais → pós secos, óleos e extratos aquosos;
- Obtidos → imediatamente utilizados no controle de pragas;
- Pós secos
Secagem material → ao sol ou em estufa;
• Material moído até atingir granulometria desejada;
- Óleos
Material pode ser fresco ou seco ao sol;
Prensado ou moído para extração dos óleos → frutos ou sementes;
- Extratos aquosos → mais demorado
Secagem, moagem, imersão em água, homogeneização, extração e filtração;
- Pós e extratos aquosos, por serem de fácil obtenção e aplicação, constituem a melhor opção para agricultor de
baixa renda;
- Avaliação da bioatividade dos produtos vegetais
• Mortalidade da praga nem sempre é o objetivo;
Pode tornar técnica inviável → elevada demanda de matéria prima;
Reduzir/impedir oviposição e alimentação → crescimento populacional;

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PRATIQUE:
1-A aplicação de fitossanitários tem por objetivo o controle econômico de insetos, doenças e plantas
infestantes, por meio da distribuição exata da quantidade de calda, veiculada em forma de gotas, que
possibilitem uma distribuição relativamente uniforme.
Ao se utilizar pontas_________ , deve-se diminuir a altura da barra de pulverização em relação às
aplicações realizadas utilizando pontas_________ .
Este procedimento se faz necessário em função do _________ ângulo de aplicação da ponta,
garantindo, assim, a correta_________ do pulverizador e uma uniformidade na distribuição da calda
pelos bicos da barra de pulverização.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
a)8004 - 11004 - menor - calibração
b)11004 - 8004 - maior - regulagem
c)8004 - 11004 - menor - regulagem
d)11004 - 8004 - maior - calibração
e)8004 - 11004 - maior - regulagem

2-Diversos métodos podem ser utilizados para o controle de pragas e doenças agrícolas. Contudo,
as doenças de plantas causadas por micro-organismos habitantes do solo constituem um dos
principais problemas fitossanitários para diversas culturas devido às dificuldades encontradas para
seu controle. Para esse tipo de controle, o método físico da solarização é uma das técnicas que
podem ser recomendadas, e consiste na utilização de:

a)processos que modifiquem o comportamento da praga de forma a reduzir sua população e danos;
b)energia radioativa para esterilizar os insetos presentes num ambiente fechado;
c)uma faixa de radiação luminosa para atrair e capturar insetos adultos de hábito noturno;
d)um lençol plástico transparente, cobrindo o solo úmido, permanecendo por determinado tempo, durante
meses de intensa radiação solar e altas temperaturas;
e)compostos químicos, que aplicados direta ou indiretamente sobre os insetos, em concentrações
adequadas, provocam a sua morte.

3-A febre aftosa é uma doença muito importante, porque causa enormes prejuízos econômicos aos
países onde ela ocorre. Os animais afetados pela febre aftosa são:
a)equinos e bovinos;
b)bovinos e suínos;
c)equinos e muares;
d)caprinos e equinos;
e) ovinos e muares.

4-Qual dos seguintes processos é necessariamente um esporicida?


a)Esterilização b)Desinfecção c)Anti-sepsia d)Saneamento

5-Qual dos procedimentos abaixo não é um método de esterilização?


a)Autoclavagem
b)Filtração com membranas filtrantes
c)Pasteurização
d)Incineração

6-Sobre o ontrole de pragas e doenças da cana-de-açúcar, assinale a alternativa INCORRETA.


a)O manejo da broca da cana-de-açúcar, especialmente D. Sacharalis, está baseado na liberação de
parasitoides, entre os quais já foram testadas as larvas de moscas nativas Lydella minenses e Paratheresia
claripalpis, além da vespa importada Cotesia flavipe, que se mostrou mais eficiente para o controle da D.
Sacharalis.
b)A broca gigante Telchin licus causa morte de muitas touceiras, aumentando as falhas, dificultandoo
controle de plantas daninhas e diminuindo a longevidade do canavial. O principal controle é a destruição
mecânica de larvas detectadas, uma vez que os inseticidas químicos e biológicos não têm se mostrado
eficientes.

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c)A broca de cana-de-açúcar, D. Sacharalis, é um inseto de desenvolvimento holometabólico, isto é, passa
pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto. De modo geral, variedades mais precoces, produtivas, ricas em
açúcares, que tiveram utilização de maiores doses de adubação ou de vinhaça, condicionam à diminuição
da infestação desta importante praga nos canaviais.
d)Entre as principais doenças fúngicas do setor canavieiro do Brasil, destacam-se, a ferrugem e o carvão,
sendo medida de controle recomendada a utilização de variedades resistentes e de mudas sadias.

7-Os cuidados com as pragas na lavoura de café são primordiais, uma vez que podem surgir insetos-
praga, com danos expressivos, dependendo do ambiente.
Sobre as pragas do cafeeiro analise as afirmativas abaixo:

I. O bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma praga do cafeeiro de ocorrência generalizada em


Minas Gerais e manifesta-se com mais severidade em ambientes com altas temperaturas e baixa
umidade.
II. A broca-do-café (Hypothenemus hampee) pode causar danos à produção e é beneficiada em
ambientes secos e bem arejados.
III. O ácaro vermelho (Oligonychus ilicis) já foi considerado a segunda praga em importância; sua
ocorrência é aumentada com o uso excessivo de fungicidas cúpricos e alguns inseticidas
piretróides.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
a) I.
b)I e II.
c)I e III.
d) II e III.

8-Várias doenças podem ocorrer no cafeeiro, dentre as quais a ferrugem, cujo agente causal é
a Hemileia vastratrixBerk. et Br., é considerada a mais importante.

A respeito da ferrugem do cafeeiro, analise as seguintes afirmativas:


I. A ferrugem surgiu em lavouras do Brasil em 1970, no município de Aurelino Leal, no sul da Bahia, e
espalhou-se rapidamente para todas as áreas produtoras do país.
II. O controle mais eficiente da ferrugem é feito por meio de cultivares geneticamente resistentes, em
razão da baixa frequência de surgimento de novas raças fisiológicas da doença.
III. O controle químico da ferrugem é a alternativa mais viável e rápida, porque existem vários
fungicidas de efeito curativo e protetores (preventivos).
IV. A ocorrência da ferrugem é restrita a ambientes específicos, porque sua dispersão para regiões
distantes é lenta.
Está CORRETO o que se afirma em:
a) IV, apenas. b) II e IV, apenas. c)I e III, apenas. d) I, II, III e IV.

9-Sobre os mecanismos existentes que explicam a tolerância e/ou resistência de plantas daninhas a
herbicidas, analise as afirmativas.
I - A taxa de absorção de um herbicida pode ser responsável pela tolerância diferencial da espécie
vegetal ao herbicida, por isso está envolvida no mecanismo de tolerância de várias espécies de
plantas.
II - O herbicida pode ser adsorvido ou absorvido pelos tecidos das plantas e compartimentalizado
nos vacúolos celulares, onde fica retido e não se transloca até o sítio de ação, não intoxicando a
planta.
III - Determinados herbicidas têm translocação reduzida em certas espécies de plantas daninhas,
caracterizando-se pela inabilidade do herbicida de alcançar o local de ação, após a penetração na
planta. Está correto o que se afirma em
a)I, II e III.
b)I e II, apenas.
c)II e III, apenas.
d)I e III, apenas.

10-Sobre misturas ou combinações de herbicidas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para


as falsas.

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( ) Controlam menor número de espécies de plantas daninhas e reduzem o aparecimento de
genótipos resistentes.
( ) Aumentam a segurança da cultura, devido ao uso de doses menores de cada herbicida misturado.
( ) Reduzem os resíduos na cultura e no solo, devido ao uso de doses menores, especialmente de
componentes mais persistentes.
( ) Pioram o controle de plantas daninhas pela ampliação da seletividade, devido à ação sinergística
na planta daninha e ação antagônica sobre a cultura.
Assinale a sequência correta.
a)V, F, F, V
b)V, F, V, F
c)F, V, F, V
d)F, V, V, F

11-Para evitar o aparecimento de pragas resistentes ou retardá-las uma vez que já existam, é
necessária a implantação de um plano de manejo de resistência. Sobre as estratégias de manejo
utilizadas para tal, assinale a afirmativa INCORRETA.
a)Utilização de sinergistas ou altas doses do produto para reduzir o valor adaptativo dos indivíduos
resistentes.
b)Utilização de dois ou mais produtos em rotação ou mistura para diminuir a frequência do produto ao qual a
praga é resistente.
c)Manutenção de áreas tratadas para servir de refúgio aos indivíduos suscetíveis com aplicação menos
frequente de pesticidas e fazendo o controle em reboleiras.
d)Aplicação do produto no estádio mais vulnerável da praga para reduzir a pressão de seleção, visando
preservar indivíduos suscetíveis em uma determinada população.

12-Sobre o uso de defensivos agrícolas, assinale a afirmativa correta.

a)Para fazer carregamento, arrumação e descarga de defensivos agrícolas, deve-se utilizar equipamento de
proteção individual adequado durante as operações.
b)O transporte de defensivos agrícolas pode ser feito em carga aberta para evitar a concentração de
vapores sob a cobertura de lona.
c)As embalagens dos defensivos agrícolas em mau estado, com vazamentos ou sinais de violação, podem
ser compradas e utilizadas em seguida.
d)O armazenamento deve ser feito em locais fechados, abrigados na sombra, em lugar seco e ventilado,
junto com os alimentos, medicamentos e rações animais.

13-Faça a correspondência entre os agentes patogênicos às doenças das plantas.


1. Vírus 2. Fungos 3. Bactérias 4. Abióticos 5. Nematoides
( ) coração-preto da batata
( ) reboleiras em algodoeiro
( ) podridão-mole da alface
( ) mancha anelar do mamoeiro
( ) podridão do colmo do milho
A sequência correta é
a)1, 3, 2, 5, 4. b)2, 1, 4, 3, 5. c)4, 5, 3, 1, 2. d)5, 3, 2, 1, 4. e)5, 1, 4, 2, 3.

14-Correlacione os métodos de controle de doenças a seus efeitos epidemiológicos, segundo a


agroecologia.
1. Proteção das plantas 2. Exclusão do patógeno 3. Para evitar o patógeno
4. Erradicação do patógeno
( ) rotação de culturas
( ) restrição pela quarentena
( ) escolha da época de plantio
( ) modificação da nutrição das plantas
A sequência correta é
a)1, 3, 4, 2. b)2, 1, 3, 4. c)3, 4, 1, 2. d)4, 2, 3, 1. e)4, 1, 2, 3.

15-Faça a correspondência entre os agentes de controle biológico e suas respectivas pragas:

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I. Cotesia flavipes
II. Baculovirus anticarsia
III. Metarhizium anisopliae
IV. Bacillus thuringiensis var israelensis
( ) Lagarta-da-soja
( ) Broca-da-cana-de-açúcar
( ) Larvas do Aedes aegypti
( ) Cigarrinha-da-folha-da-cana-de-
açúcar
A sequência correta é
a)I, III, II, IV. b)II, I, III, IV. c)II, IV, III, I. d)III, I, IV, II. e)IV, III, II, I.
_____________________________________________________________________________
16-O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma filosofia de controle de pragas que procura preservar e
incrementar os fatores de mortalidade natural, através do uso integrado de todas as técnicas de
combate possíveis, selecionadas com base nos parâmetros econômicos, ecológicos e sociológicos,
visando a manter a densidade populacional de um organismo abaixo do nível de dano econômico. A
compreensão dos preceitos do MIP requer o conhecimento de alguns conceitos básicos, que são
comumente usados por pesquisadores, técnicos e produtores que lidam com a entomologia. Tais
preceitos seguem abaixo, exceto uma alternativa, qual?

a)Quando o dano econômico, causado pelo ataque de insetos em uma lavoura torna-se elevado, diz-se que
o inseto praga tornou-se conveniente.
b)A planta injuriada perde produção, que pode ser quantificada monetariamente, recebendo o nome de
Dano Econômico, que é definido como qualquer perda econômica decorrente de uma injúria.
c)Os insetos fitófagos alimentam-se das plantas para sobreviverem e, como consequência, as plantas
deixam de produzir a mesma quantidade de produtos que outras que não foram danificadas por eles.
d)Do ponto de vista do manejo integrado de pragas, o inseto, ao se alimentar de uma planta cultivada
provoca nela uma Injúria, que é definida como qualquer alteração deletéria decorrente da sua ação.
e)Quando o Dano econômico torna-se significativo, diz-se que o inseto se tornou uma Praga.

17-Para o controle do Manejo Integrado de Pragas (MIP) foram criados alguns conceitos, a seguir.

1. Nível de Dano Econômico (NDE) é quando a densidade populacional de uma praga é capaz de
causar um prejuízo (dano econômico) de igual valor ao seu custo de controle.
2. Nível de Ação ou de Controle (NA ou NC) pode ser considerado como a densidade populacional de
uma praga em que devem ser tomadas as medidas de controle para que não causem danos
econômicos.
3. No MIP, o profissional deverá realizar o acompanhamento da flutuação populacional de uma praga
no decorrer do tempo e somente aplicar o controle quando essa densidade atingir um valor igual ou
superior ao Nível de Ação ou de Controle para manter a densidade populacional do inseto no Ponto
de Equilíbrio.
4. No manejo integrado de pragas, o conceito de Nível de Não-Ação (NNA) pode ser considerado
como a densidade populacional dos inimigos naturais capaz de controlar a população da praga sem
a intervenção humana.
Quanto aos conceitos expostos acima, pode-se considerar que estão corretos os conceitos dos
Itens:
a)1, 2 e 3.
b)3 e 4.
c)1 e 4.
d)2, 3 e 4.
e)Todos os itens estão corretos.

18-Algumas medidas contribuem para evitar o aparecimento de pragas e das doenças nas plantas.
Leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A prática da monocultura favorece a ocorrência de pragas nas culturas.
II. Manter o solo protegido (coberto, úmido e diversificado) contribui para o controle de pragas nas
lavouras.

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III. Molhar intensamente as plantas colabora para o aumento da taxa fotossintética e não
compromete o aparecimento de doenças e pragas.
Estão corretas as afirmativas:
a)I e II, apenas.
b)II e III, apenas.
c)I e III, apenas.
d)I, II e III.

19-Dentre os mecanismos de ataque dos patógenos às plantas, estão a utilização de

a)fenóis, alcaloides e enzimas.


b)fenóis, glicosídeos e toxinas.
c)hormônios, fenóis e lactonas.
d)enzimas, toxinas e hormônios.
e)lactonas, homônios e alcaloides.

20-Analise as afirmativas abaixo, em relação ao Manejo Integrado de Doenças, e marque (V) para
verdadeiro ou (F) para falso.
( ) Tem como objetivo eliminar o uso de agrotóxicos.
( ) Tem como pedra fundamental o limiar de dano econômico.
( ) Utiliza técnicas de proteção e de manejo.
( ) O limiar de ação é mais alto que o de dano econômico.
A sequência correta é
a)F, F, V, F.
b)F, V, F, V.
c)F, V, V, F.
d)V, F, F, V.
e)V, V, V, F.
Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12: 13
: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

21-Associe as hortaliças a suas doenças de maior ocorrência no Brasil.


1. Morango 2. Batata 3. Alface 4. Tomate 5. Berinjela
( ) Requeima
( ) Podridão-apical
( ) Antracnose
( ) Mancha-da-folha
( ) Vira-cabeça
A sequência correta é
a)1, 2, 5, 3, 4.
b)2, 1, 4, 5, 3.
c)2, 4, 5, 1, 3.
d)4, 3, 2, 1, 5.
e)5, 2, 1, 3, 4.

22-O vazio sanitário é uma ferramenta utilizada para evitar a transmissão de pragas ou doenças entre
lavouras da mesma espécie. Com a sua aplicação, os produtores rurais ficam impedidos de plantar
determinada cultura em uma época definida e tem por objetivo a diminuição dos gastos com o
manejo de pragas e doenças que podem provocar perdas na produção. No Brasil, temos dois vazios
sanitários em uso atualmente, na cultura da soja e na cultura do feijão-comum. O vazio sanitário da
soja existe nas áreas produtoras de soja no país e o vazio sanitário do feijão-comum está sendo
aplicado no Distrito Federal, parte de Goiás e de Minas Gerais, principalmente em Cristalina-GO e
Paracatu-MG, grandes regiões produtoras. Considerando essas informações, assinale a alternativa
que apresenta o motivo de se aplicar nas áreas produtoras o vazio sanitário nas lavouras de soja e o
vazio sanitário nas lavouras de feijão-comum.

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a)Na soja, o vazio sanitário é indicado para diminuir o ciclo do vírus causador da doença mosaico dourado-
VMDF. No feijão-comum, o vazio sanitário é indicado para interromper a fonte de inóculo do fungo causador
da ferrugem asiática.
b)Na soja, o vazio sanitário é indicado para diminuir a fonte de inóculo do fungo causador da ferrugem
asiática. No feijão-comum, o vazio sanitário é indicado para eliminar a população de mosca branca.
c)Na soja, o vazio sanitário é indicado para diminuir a fonte de inóculo da bactéria causadora da ferrugem
asiática. No feijão-comum, o vazio sanitário é indicado para interromper o ciclo do vírus causador da doença
mosaico dourado do feijoeiro.
d)Na soja, o vazio sanitário é indicado para diminuir a fonte de inóculo do fungo causador da ferrugem
asiática. No feijão-comum, o vazio sanitário é indicado para interromper o ciclo do vírus causador da doença
mosaico dourado do feijoeiro.
e)Na soja, o vazio sanitário é indicado para diminuir a fonte de inóculo da bactéria causadora da ferrugem
asiática. No feijão-comum, o vazio sanitário é indicado para interromper o ciclo do fungo causador da
doença mosaico dourado do feijoeiro-VMDF.

23-Microrganismos fitopatogênicos que habitam o solo estão, em geral, associados a doenças que
se desenvolvem no sistema radicular da planta, na região basal da haste, ou no colo da planta, e em
órgãos subterrâneos, como tubérculos, rizomas e bulbos. Vários fungos de solo têm a capacidade
de formar estruturas especializadas de resistência que lhes permitem sobreviver em condições
adversas. A esse respeito, é correto afirmar que as principais estruturas de sobrevivência formadas
por patógenos de solo são

a)os escleródios, os clamidósporos, os oósporos, a cápsula articular e a cápsula bacteriana.


b)os esternocleródios, os osclaminiodósporos e os oósporos.
c)os escleródios, os clamidósporos e os oósporos.
d)os escleródios, os claminiodósporos, os oósporos e a cápsula bacteriana.
e)a cápsula articular e a cápsula bacteriana.

24-Em certa cultura de milho com um mês de idade, as folhas mais tenras passaram a apresentar
inúmeras pontuações transparentes, com aspectos de raspagem, deixando a epiderme membranosa.
Tais sintomas são próprios da praga
a)cigarrinha-das-pastagens
b)broca-da-cana-de-açúcar.
c)percevejo-barriga-verde
d)lagarta-do-cartucho.
e)pulgão-do-milho.

25-Na cultura do eucalipto, um exemplo de praga voraz, que requer controle permanente em todas as
fases de vida da floresta, é conhecida como:
a)cupim – Neocapritermes spp
b)formiga quenquén – Acromyrmex spp
c)besouro de folhas – Bolax flavolineatus
d)broca-das-mirtáceas – Timocratica palpalis
e)lagarta-das-folhas – Eupseudosoma aberrans

26-De acordo com os conhecimentos da entomologia, marque V para as afirmativas verdadeiras


e F para as falsas.
( ) Os insetos possuem seu corpo dividido em cabeça, tórax e abdome.
( ) A ordem Hymenoptera abriga os insetos conhecidos como cigarras.
( ) A ordem Coleoptera não possui insetos considerados como pragas.
( ) A praga Helicoverpa spp. pertence à ordem Lepidoptera.
A sequência está correta em
a)V, F, F, V.
b)V, V, F, V.
c)V, F, V, V.
d)F, F, F, V.

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27-Os sintomas das manchas presentes nas vagens de plantas de feijoeiro podem ser identificados
de maneira muito simples na prática. Acerca dessas manchas, julgue o item que se segue. A
mancha resultante da doença antracnose, provocada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum,
cria lesões com o centro deprimido na vagem.

 Certo
 Errado

28-Os sintomas das manchas presentes nas vagens de plantas de feijoeiro podem ser identificados
de maneira muito simples na prática. Acerca dessas manchas, julgue o item que se segue. A
mancha angular causada pelo fungo Phaeoisariopsis griseola gera lesões superficiais na vagem.
 Certo
 Errado

29-A cana-de-açúcar é uma das culturas em que o controle biológico é usado com alto índice de
sucesso no manejo de suas principais pragas. Com referência ao manejo de pragas nessa cultura,
julgue o item subsequente.
O controle biológico da broca-da-cana (Diatraea saccharalis) pode ser realizado a partir do uso do
parasitoide larval Cotesia flavipes.
 Certo
 Errado

30-Julgue o item seguinte, a respeito de plantas daninhas e seu controle.


Como a eficiência de aplicação depende da quantidade de herbicida que atingir o alvo, quanto maior
o volume de calda do herbicida, menor a chance de o princípio ativo atingir o seu alvo e maior o
gasto com seu transporte.
 Certo
 Errado

31-Julgue o item seguinte, a respeito de plantas daninhas e seu controle.


As espécies silvestres são providas de variações genéticas dentro de uma mesma população.
Quanto mais homogênea for essa população, maior será a chance e a velocidade de adaptação à
nova prática de manejo.
 Certo
 Errado

32-Julgue o item seguinte, relativo a pragas, doenças e plantas daninhas.


O processo da disseminação de patógenos, que é responsável pelo aumento da doença em um
campo de cultivo, envolve duas etapas: introdução e esporulação de propágulos.
 Certo
 Errado

33-No cultivo de seringueira, alguns cuidados devem ser tomados em relação à praga chamada
mandarová. Assinale a alternativa que apresenta o período de duração da fase do ovo para essa
praga.
a)de 3 a 5 dias.
b)de 10 a 13 dias.
c)de 10 a 20 dias.
d)de 12 a 24 dias.
e)de 15 a 18 dias.

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34-Os princípios gerais do controle de doenças de plantas são relacionados, diretamente, com os
seguintes componentes eminentes de uma doença: o patógeno, o homem e o ambiente.

Sobre esses componentes, e considerando a figura, é correto


afirmar que no
a)ambiente são relacionados os princípio de evasão, de erradicação
e de proteção.
b)hospedeiro são relacionados os princípios de terapia, de proteção e
de imunização.
c)patógeno são relacionados os princípios de exclusão, de terapia e
de erradicação.
d)hospedeiro e no patógeno são utilizados os mesmos princípios de controle.
e)ambiente e no hospedeiro são utilizados os mesmos princípios de controle.

35-Alguns autores consideram que as doenças em plantas podem ser classificadas em seis grupos
em função da interferência fisiológica no hospedeiro e que existe uma relação de especifidade,
agressividade e evolução do parasitismo de acordo com a Figura 1.

Em relação aos grupos e respectiva forma


de controle, temos:
a)I: interferem na utilização das substâncias
elaboradas, controlando-se com rotação de
cultura.
b)II: interferem na fotossíntese, controlando-
se com produtos sistêmicos.
c)III: interferem na absorção de água e de
nutrientes, controlando-se por meio de
tratamento do solo.
d)IV: interferem no armazenamento de
nutrientes, controlando-se com tratamento de
sementes.
e)V e VI: interferem na formação de tecidos
jovens, controlando-se por meio de quarentena.

36-Para o controle de formigas, é importante saber reconhecer as espécies e conhecer algumas de


suas características, como:
a)a saúva-limão (Atta sexdens rubropilosa) se alimenta apenas de gramíneas
b)a saúva-parda (Atta capiguara) possui corpo vermelho opaco e muito piloso.
c)as espécies do gênero Acromyrmex apresentam colônias maiores e em número reduzido, comparadas às
saúvas.
d)as quenquéns (Acromyrmex) apresentam quatro ou cinco pares de espinhos no mesossoma.
e)os soldados das saúvas possuem comprimentos menores (4 a 6 mm), quando comparados com as
quenquéns (Acromyrmex)

37-A escolha de um fungicida para o controle de uma doença é determinada pela identificação do
agente causal em seu patossistema e pelo conhecimento quanto ao modo de ação. Alguns produtos
possuem estrita afinidade com a camada de cera, presente nas folhas, depositando-se na superfície,
sendo mínima a translocação. Este tipo de ação no hospedeiro é caracterizado pelos fungicidas
a)protetores.
b)sistêmicos.
c)erradicantes.
d)mesostêmicos.
e)biocidas.

38-São exemplos de fungicidas protetores de plantas cultivadas:


a)quintozene e dazomet.
b)tebuconazole e triforine.

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c)benzimidazóis e estrubirulinas.
d)carboxamidas e dicarboximidas
e)cúpricos e ditiocarbamatos.

39-Baseando-se nas características toxicológicas, é correto afirmar que os inseticidas são


distribuídos nas seguintes classes:
a)Classe I, altamente tóxico, rótulo amarelo; Classe II, medianemente tóxico, rótulo laranja; Classe III, pouco
tóxico, rótulo azul; e Classe IV, nada tóxico, rótulo verde.
b)Classe I, extremamente tóxico, rótulo preto; Classe II, altamente tóxico, rótulo vermelho; Classe III,
medianamente tóxico, rótulo azul; e Classe IV, pouco tóxico, rótulo verde.
c)Classe I, pouco tóxico, rótulo verde; Classe II, medianamente tóxico, rótulo amarelo; Classe III, altamente
tóxico, rótulo azul; e Classe IV, extremamente tóxico, rótulo preto
d)Classe I, extremamente tóxico, rótulo vermelho; Classe II, altamente tóxico, rótulo amarelo; Classe III,
medianamente tóxico, rótulo azul; e Classe IV, pouco tóxico, rótulo verde.
e)Classe I, atóxico, rótulo branco; Classe II, pouco tóxico, rótulo amarelo; Classe III, medianamente tóxico,
rótulo azul; e Classe IV, altamente tóxico, rótulo verde.

40-O uso de quarentena, de sementes e de mudas sadias, a constante inspeção, a certificação e a


eliminação de vetores são métodos de controle que visam à prevenção da entrada de um patógeno
em uma área ainda não infestada. Na epidemiologia, estes fatores estão relacionados ao inóculo
inicial e utilizam como princípio de controle a
a)erradicação b)exclusão. c)imunização. d)terapia. e)proteção

Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27: 28: 29: 30: 31: 32: 33
: 34: 35: 36: 37: 38: 39: 40:

41-Acerca de controle de pragas, aplicação de defensivos agrícolas e controle de plantas daninhas,


julgue o item subsequente.
O método cultural consiste na utilização de técnicas de manejo da cultura, como época de
semeadura, espaçamento, densidade de plantio e adubação, visando aumentar a capacidade
competitiva da cultura desejada, em detrimento das plantas daninhas.
 Certo
 Errado

42-Acerca de controle de pragas, aplicação de defensivos agrícolas e controle de plantas daninhas,


julgue o item subsequente.
O plantio direto interfere negativamente no controle das plantas daninhas, pois, com a ausência de
revolvimento do solo, o banco de sementes na parte superficial do solo tende a aumentar, elevando
a germinação dos propágulos.
 Certo
 Errado

43-Acerca de controle de pragas, aplicação de defensivos agrícolas e controle de plantas daninhas,


julgue o item subsequente.
Em condições de estresse hídrico, o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos é o método
mais recomendado para controle de pragas iniciais do milho, como a lagarta-elasmo e a lagarta-do-
cartucho. Nos casos de suprimento adequado de água, recomenda-se o controle por pulverizações
dirigidas para o sítio de ataque do inseto.
 Certo
 Errado

44-Uma equipe de televisão flagrou práticas de contrabando de agrotóxicos para o Brasil nas
fronteiras do país com Paraguai e Uruguai. Segundo a reportagem, o produto vendido nesses países
chega a ser dez vezes mais barato que os fabricados no Brasil. Em Ciudad del Este, no Paraguai, um
vendedor do produto contrabandeado afirmou que um litro do agrotóxico que ele vendia para
combater insetos rendia quatro vezes mais que o produto similar vendido legalmente no Brasil.
Considerando as informações do texto acima apresentado, bem como aspectos gerais relacionados
ao uso de agrotóxico, julgue o próximo item.

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O uso de agrotóxico apresenta impacto na cadeia trófica.
 Certo
 Errado

45-Uma determinada Praga Quarentenária Ausente é uma praga de importância:


a)fitopatológica para uma área em perigo, porém não presente no território nacional.
b)especial para uma área em perigo, porém não presente no município.
c)de controle para uma área em perigo, porém não presente na região.
d)fiscal para uma área em perigo, porém não presente no Estado
e)econômica potencial para uma área em perigo, porém não presente no território nacional

46.A ocorrência de doenças é uma das principais causas de redução da produtividade do feij
oeiro. Uma das mais importantes doenças da cultura do feijão é a podridão- radicular-
seca causada pelo fungo Fusarium solani.
Este fungo pode sobreviver por muitos anos graças aos seus esporos assexuais, denominados
a)conídios.
b)aplanósporos.
c)conidióforos.
d)clamidósporos.
e)zoósporos.

47-

Tendo como referência a situação acima apresentada, julgue os itens de 32 a 36.


A ocorrência da virose do enrolamento da folha da batata em toda a parte aérea da planta indica a
ocorrência de pulgões no local. Nesse caso, deve-se controlar imediatamente essa virose com a
aplicação de inseticida específico.
 Certo
 Errado

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48-Caso o agricultor aplique os produtos químicos registrados e recomendados para cada doença
que atingiu sua lavoura de batata, conseguirá manter a produtividade planejada quando do plantio
da lavoura.
 Certo
 Errado

49-A pinta preta deve ser controlada com fungicidas sistêmicos e, caso não haja controle eficiente
na primeira aplicação do fungicida, devem-se pulverizar as plantas com outro fungicida.
 Certo
 Errado

50-

O ácaro Brevipalpus phoenicis, que causa a doença denominada leprose dos cítrus, pode ser
controlado por ácaros predadores e por produtos microbianos.
 Certo
 Errado

51-A larva alfinete da batata, cujo inseto adulto é a vaquinha (Epicauta atomaria), causa sérios danos
aos tubérculos de batata. O controle dessa larva é feito com inseticidas granulados sistêmicos.
 Certo
 Errado

52-A espessa carapaça que as cochonilhas apresentam dificulta o controle dessa praga, porque os
inseticidas aspergidos não entram em contato com o corpo do inseto, afetando apenas o seu estádio
de ninfa. Já as pulverizações com óleo mineral normalmente são efetivas: o óleo forma uma camada
impermeável sobre o inseto, impedindo-o de respirar e matando-o por sufocamento.
 Certo
 Errado

53-Os insetos provocam severos danos às plantas de importância agrícola, diminuindo a


produtividade e afetando a qualidade dos grãos. Sobre esses insetos, considere as afirmativas
abaixo.
I - O Acanthoscelides obtectus (Say) é um inseto que ataca os grãos armazenados do feijoeiro
(Phaseolus vulgaris L.).
II - O Zabrotes subfasciaus (Bohemann, 1983) é um inseto que ataca os grãos armazenados do
feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.).
III - O Callosobruchus maculatus (Fabricius,1775) é um inseto que ataca os grãos armazenados de
caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.).
IV - O Scaptocoris castanea é um inseto que ataca os grãos armazenados da soja (Glycine max L.
Merril).
Está correto o que se afirma em
a)I e II, apenas.
b)II e III, apenas.
c)I, II e III, apenas.
50
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d)II, III e IV, apenas.
e)I, II, III e IV.

54-Um engenheiro agrônomo detectou a presença de mosca branca em uma lavoura de feijão. O
sistema de reprodução dessas moscas brancas Bemisia tabaci (Gennadius,1889) é totalmente
distinto do de outros insetos, pois se trata de um sistema de reprodução haplodiploide. O
conhecimento da biologia desse inseto auxilia no entendimento desse importante vetor do mosaico
dourado.
A multiplicação desses insetos, via ovos, dá origem a que tipo de sexo?
a)Ovos fertilizados originam machos, e os não fertilizados, fêmeas.
b)Ovos fertilizados originam machos e fêmeas, e os não fertilizados, fêmeas.
c)Ovos fertilizados originam fêmeas, e os não fertilizados, machos.
d)Ovos fertilizados originam machos, hermafroditas e fêmeas.
e)Ovos fertilizados originam machos, fêmeas e assexuados.

55-Em relação às características físico-químicas dos agrotóxicos, considere as afirmativas abaixo.

I - Solubilidade em água é um parâmetro que indica a tendência de o agrotóxico carreado


superficialmente no solo por águas de chuva ou de irrigação atingir as águas superficiais.
II - Pressão de vapor de um composto orgânico, agrotóxico, relaciona-se à sua capacidade de
volatilização e à possível contaminação de área não alvo.
III - Meia-vida está relacionada à longevidade da molécula e refere-se ao tempo requerido para
a metade da concentração do agrotóxico desaparecer, independentemente de sua concentração
inicial no solo.
IV - Dose letal média expressa a toxicidade de um agrotóxico e refere-se à quantidade
necessária de ingrediente ativo do produto por quilograma de peso vivo para matar 50% da
população de cobaias.
São corretas APENAS as afirmações
a)I e II
b)I e III
c)I, II e III
d)I, II e IV
e)I, III e IV

56-Os percevejos Piezodorus Guildinii e Nezara Viridula são grandes pragas da cultura de soja, mas
eles podem ser controlados, evitando grandes prejuízos econômicos à cultura.
Entre os métodos utilizados para esse controle, encontram-se os que se realizam através de
a)produtos químicos, da catação manual e do uso do controle biológico, com a Diatraea saccharalis.
b)produtos químicos, como inseticida, ou de controle biológico, utilizando-se o Trissolcus basalis.
c)produtos químico-físicos e do uso de controle biológico, com a Diatraea saccharalis e a Colesia flavipes.
d)catação biológica ou controle biológico, utilizando Baculovirus anticarsia, Nomuraea rileyi e Diatraea
saccharalis.
e)métodos biológicos, utilizando para tal a Diatraea saccharalis, a Colesia flavipes e o Trissolcus basalis.

57-Na formulação de produtos fitossanitários, os ingredientes ativos são substâncias químicas


capazes de controlar determinadas pragas em concentrações baixas, sendo necessários apenas
alguns quilogramas ou menos, por hectare, para se obter o efeito desejado.
PORQUE
A adição de substâncias que facilitem o espalhamento da calda durante a aplicação e/ou a absorção
do ingrediente ativo pela planta torna a ação do produto mais eficiente.
Analisando-se as afirmações acima, conclui-se que
a)as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
b)as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
c)a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
d)a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
e)as duas afirmações são falsas.

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58-Uma das principais pragas do cafeeiro é o bicho-mineiro das folhas (Perileucoptera coffeella).
Após fazer a postura da mariposa branca-prateada na face superior da folha, os ovos eclodem e dão
origem a pequenas lagartas que penetram no limbo foliar e geram vazios conhecidos como “minas”.
Ao completar o seu desenvolvimento, a lagarta sai da mina e se encrisalida, normalmente na parte
inferior da folha, protegida por um casulo em forma de X. Deve-se estar atento às possibilidades de
interação do ataque de outras doenças ou de estiagens que podem elevar a incidência de bicho-
mineiro, em decorrência:
a)do murchidão dos galhos.
b)da queda das folhas.
c)da debilidade da planta.
d)do encolhimento radicular.
e)da secagem apical.
_____________________________________________________________________
59-De acordo com a Instrução Normativa nº 52, de 20 de novembro de 2007, que relaciona as Pragas
Quarentenárias Presentes (A2), o inseto Ralstonia solanacearum raça 2 tem como hospedeiros a
Bananeira (Musa spp. ) e a Heliconia spp ., com ocorrência nas unidades federativas do Amapá,
Amazonas, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima e Sergipe. Identifica-se como Praga Quarentenária
Presente a praga de importância econômica potencial para uma área em perigo, presente no país:
a)não amplamente distribuída e encontra-se sob controle oficial.
b)não amplamente distribuída e não se encontra sob controle oficial.
c)amplamente distribuída e encontra-se sob controle oficial.
d)amplamente distribuída e não se encontra sob controle oficial.
e)regionalmente distribuída e não se encontra sob controle oficial.

60-O conhecimento dos mecanismos de penetração dos herbicidas nos tecidos vegetais é
fundamental para o sucesso do controle químico das plantas daninhas. Dessa forma, pode-se dizer
que:
A eficiência de um determinado herbicida é diretamente proporcional à densidade de tricomas nas
folhas.
Isto porque
Os tricomas presentes na superfície foliar podem interceptar as gotas pulverizadas, favorecendo
assim sua absorção pela epiderme propriamente dita.
A esse respeito, pode-se concluir que
a)as duas afirmativas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
b)as duas afirmativas são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
c)a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda é falsa.
d)a primeira afirmativa é falsa e a segunda é verdadeira.
e)as duas afirmativas são falsas.

Respostas 41: 42: 43: 44: 45: 46: 47: 48: 49: 50: 51: 52: 5
3: 54: 55: 56: 57: 58: 59: 60:

MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA
A mecanização agrícola é uma das áreas que necessita e se dedica ao planejamento, desenvolvimentos e
operações, por meio destes utilizados maquinas agrícola.
A mecanização agrícola é de grande importância ao produtor rural, tem como objetivo alto produtividade,
racionalização dos custos.

Segundo uma matéria da revista Mundo Agrícola de Junho de 1965, a mecanização aqui no Brasil iniciou-se
depois da Segunda Grande Guerra. As importações ocorreram de forma desenfreada sendo que esse
maquinário provindo do mercado americano e europeu não era adaptado às nossas condições e pela
precariedade das construções, causando assim a paralisação das máquinas. Para exemplificar um dos
problemas dessa importação, segue um trecho da revista O Dirigente Rural de Jan/Fev de 1972.

“Outro fator que causava problemas aos agricultores era a falta de peças sobressalentes para reposição.
Além de caras, pois precisavam ser importadas, demoravam muito a chegar ao País. Em virtude do
excessivo número de marcas de tratores existentes, os revendedores nacionais de peças nunca possuíam

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estoques completos, fazendo seus pedidos por carta e ocasionando esperas de às vezes até 4 meses. Ora,
como nenhum lavrador pode esperar todo esse tempo num período de safra agrícola, a solução era usar a
tração animal, embora menos eficiente.”
A mecanização é algo prático e de grande melhoria para o produtor rural, o que lhe facilita cada vez mais no
campo, diminuindo o custo com mão de obra, maior praticidade, reduzindo o tempo de trabalho dos
funcionários, o trabalho árduo.

O uso de tratores se tornou essencial aos produtores rurais, e com o avanço das tecnologias estes tratores
vão ficando cada vez mais eficazes pensando realmente no produtor e suas necessidades em campo,
conforme a tecnologia vai evoluindo a mecanização agrícola vai se tornando indispensável no meio rural.

Através da mecanização agrícola os tratores contem implementos, como a grade, a plantadeira, o cultivador,
pulverizador de barra e a colheitadeira. “Uma desvantagem do uso de máquinas maiores se deve ao
aumento da compactação do solo, já que são mais pesadas. Por isso, técnicas operacionais em condições
adequadas de trabalho precisam ser seguidas para reduzir os adversos causados pela compactação”.
(Revista Globo Rural, 2011).

Como citado acima o uso de maquinas maiores os produtores tem muitos problemas com a compactação do
solo, sendo desta forma quando há compactação devido as maquinas pesadas, suas rodas sobre o solo,
tem que fazer a descompactação de solo o que dificulta para o produtor rural muita das vezes.

TRAÇÃO ANIMAL
Surgimento da Tração Animal, como é realizada, os animais mais usados, suas vantagens e desvantagens e
as raças específicas para a tração animal, com suas características básicas.
Em alguma época incerta da pré-história da humanidade, o homem domesticou um animal exótico e lhe
atrelou um toco com ramificações de cipós. Fustigando o animal, deslocava este implemento primitivo e
rústico, que rasgava a terra onde o agricultor pioneiro iria lançar algumas sementes. Surgia a tração animal
na agricultura, por via manual, com auxílio de pedras, ossos ou garranchos de pontas agudas. Datada, com
incertezas, esse surgimento, entre 4 a 7 mil anos antes de cristo.

A utilização da tração animal veio se desenvolvendo, porém, com os avanços na tecnologia e a invenção de
máquinas, esse modelo de tração foi deixado de lado gradativamente, hoje apenas pequenas propriedades
utilizam esse modelo de trabalhos manuais feitos pelo animal.

No Brasil, a adoção do método de tração animal, provém de agricultores familiares e suas pequenas
propriedades espalhadas pelas regiões do país, aquele agricultor isento monetariamente de tratores para
realizar os trabalhos agrícolas de sua propriedade. Portanto é adotado o uso de tração animal, por ser mais
viável ao agricultor, por ser de baixo custo.
As atividades mais realizadas no campo utilizando o método de tração animal, é o arado, nas pequenas
propriedades de todo o mundo. Os animais mais usados são: bovinos, equinos, asininos, muares e bubalinos.

Por fim, esse modelo de atividade rural provém desde o surgimento da agricultura, que revolucionou o modo
de produção mundial, e muito fomentado até hoje, principalmente, na implantação da tração animal em
pequenas áreas, por ser simples e de baixo custo.
Por muitos séculos os animais ajudaram grandemente o homem, servindo de montaria carregando cargas no
lombo, ou tracionando implementos agrícolas. Nos dias atuais, ainda desempenham serviços inestimáveis em
nosso país, principalmente nas regiões menos desenvolvidas, nas pequenas propriedades ou como
implemento em grandes fazendas. Podemos considerar o animal como um “motor”, que transforma a energia
obtida em alimentos em trabalho mecânico, o animal utilizado na tração rural apresenta suas vantagens e
desvantagens no meio rural:

Vantagens:
-auto deslocamento;
-reserva de força;
-grande adaptabilidade, podendo ser utilizado praticamente em qualquer serviço que exija força trativa e em
qualquer terreno;

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-preço de aquisição relativamente baixo;
-pode ser reproduzido na própria propriedade;
-consome (ao invés de combustível), alimentos produzidos na própria fazenda;
-melhor qualidade do serviço realizado no campo;
-melhor utilização da mão de obra.

Desvantagens:
-sua alimentação deve ser provida durante todo o dia, para um aproveitamento de 8 a 10 horas diárias;
-o período de trabalho não é totalmente aproveitado, porque ocorrem paradas para descanso, determinando
uma baixa na eficiência, que é reduzida a 75 a 80%;
-o grau de eficiência também é afetado pelas condições climáticas (principalmente calor excessivo) pelo
estado de saúde, pela alimentação, pelo treinamento e etc. ;
-desempenho mais lento do trabalho agrícola.

As propriedades rurais com condições de efetuarem a manutenção desses animais e utilizá-los nos serviços
são aquelas com áreas entre 10 a 200 ha, sendo assim,47% dos estabelecimentos agrícolas, com 27% da
área total, constituiriam, potencialmente, unidades suscetíveis de utilização de tração animal. Em relação ao
trator a tração animal, apresenta uma grande vantagem, em relação a declividade do terreno. O trator pode
ser operado sujeito a uma declividade entre 15 e 18%, sendo que, como os animais andam em nível, podem
ser usados em declives de até 30%.

Existem diferentes espécies de animais que podem ser utilizados nos serviços de tração animal, os mais
empregados no dia a dia são: bois, cavalos, burros, mulas e mais recentemente os búfalos. Há também
diferenças quanto ao desempenho destes animais, exemplo, os cavalos são mais exigentes quanto ao
tratamento e a alimentação, trabalham mais rapidamente, porém, com menos esforço de tração, adaptando-
se a terrenos planos e leves. Os bovinos, além de desenvolverem maior quantidade de força de tração, são
menos exigente na alimentação, em relação aos equinos, trabalham bem em terreno irregular e macio, graças
a conformação de seu casco, e são mais lentos que os equinos.

Mulas e burros são extraordinariamente resistentes a fadiga e menos exigentes na alimentação em relação
aos cavalos. O búfalo exerce maior força que os bovinos, sendo mais lento. As raças específicas para a tração
animal, com suas características básicas de acordo com a espécie, são as seguintes:

- Bovinos:
1.animal de força;
2.lento, com velocidade contanto entre 1,4 a 1,8 km/h;
3.animal rústico, apresenta rusticidade;
4.não é exigente na alimentação
5.arreamento simples, de fácil retirada de implementos como a canga;
6.após a vida útil é comercializado, carne reaproveitada para o consumo humano;
Desvantagens: lento nos trabalhos de precisão Ex. Semeio e adubação; facilidade na aquisição de doença;
não é um animal inteligente, que apresenta dificuldade no processo de aprendizagem.

- Equinos:
1.animal rápido, chega a 1,5 m/s;
2.espécie mais inteligente;
3.ideal para trabalhos de precisão;
4.animal mais fácil de adestrar/aprender
Desvantagens: cansa com facilidade; depois da vida útil não é comercializado; espécie mais exigente na
alimentação.

-Asininos:
1.animal inteligente;
2.apto para trabalhos de precisão;
3.carrega 2/3 do seu peso no dorso, animal que carrega maior quantidade de peso no dorso;

4.resistente a doenças, altamente resistente e fácil de adestrar;


Desvantagem: leve para trabalhos.

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-Muares:
1.melhor animal de tração
Desvantagens: mais difícil de adestrar; são híbridos; apresentam agressão; depois da utilidade não são
comercializados; leve para determinados trabalhos.
Os elementos de escolha do animal para a tração animal em função do indivíduo são:

1.Conformação; porte do animal, se é grande, médio ou pequeno, são características internas e externas de
movimento, um animal de porte médio facilita a colocação de implementos como a canga. Ser musculoso,
de força para a tração; nos equinos o maior peso será na traseira e o menor peso na dianteira, e apresentar
casco em perfeito estado. < Muares é igual aos equinos.

2.Caráter: o caráter se adquire conforme o ambiente, de acordo com as relações do meio. O temperamento
pode-se caracterizar por ser dócil ou agressivo; um animal que apresentar comportamentos como: dar
coices, patadas, roubar ou pular cerca, são chamados de animais mau caráter e são eliminados do uso na
tração.

3.Idade: deve-se adestrar um animal entre 1,5 a 2 anos de idade, no caso os bovinos, e de 2 a 2,5 anos, no
caso os equinos e muares, essa é a idade ideal para o adestramento. Deve-se tomar precauções no âmbito
do adestramento como não bater no animal, medidas como afeto, banhar, escovar e dar carinho são
essenciais.

4.Sexo: a questão do sexo está ligada a conformação,


exemplo: o macho é diferente da fêmea, na musculatura e
no porte. Os machos são mais solicitados na tração, fêmeas
são usadas na tração, mas respeitando seu período de
prenhez, deve-se deixá-la parir e depois levar ao trabalho
no campo se for necessário.
Implementos de Tração Animal:

Implementos tradicionais:
 Arado de aiveca.
 Grade de dentes.
 Semeadeira adubadeira.

É a partir do desenvolvimento do trabalho, que a fonte de tração animal permeia a população de agricultores
de pequenas propriedades, visto que apontam custos baixos e de vantagens. A utilização da tração animal
hoje está de lado com o avanço da mecanização do meio rural tanto pelo processo externo, bem como interno,
essa tração é susceptível nas regiões de altos declives, por isso, esse método é fomentado nas regiões como
Minas Gerais (MG), e outros estados com relevos declivosos.

Contudo, o meio ao qual a tração animal trabalha são os mais simples possíveis, sendo viável as famílias de
agricultores de todo o brasil, porém, apresentam-se vantagens e desvantagens, mas visando o baixo custo,
esse método permeia todo o país, buscando novos interesses e com implementação de novas ferramentas
e tecnologia.

Por fim, a tração animal muito usada antigamente, está a busca de novos investidores que reinventem esse
método para que propunham novas ideias para o melhoramento dos animais e seu bem-estar, para que a
escolha destes animais para utilidades de atividades agrícolas seja de forma precisa, e de fins lucrativos, para
o agricultor e o próprio animal.

Uso de tração animal na mecanização agrícola


Independente do animal a ser utilizado, é preciso fazer uma avaliação deste para obter informações a
respeito da sua aptidão para o trabalho.

Um dos principais fatores de produção que contribui sensivelmente para o aumento de produtividade é a
mecanização dos processos. São diversas as tarefas que podem ser executadas com grande facilidade e
eficiência, por meio da mecanização. Com isso, os custos de produção tendem a ser menores e a propriedade
agrícola torna-se mais competitiva.

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A utilização da tração animal representa uma forma de mecanizar, de forma bem eficiente, pequenas áreas e
áreas acidentadas. Ela pode fazer parte do processo produtivo de diversas culturas como milho, arroz, feijão,
café e frutíferas. Os animais mais utilizados no processo de tração de carretas ou de implementos são
os equídeos e os bovinos. Os bovinos, quando comparados aos cavalos, normalmente possuem maior
capacidade de tração, porém trabalham a uma velocidade menor.

O agricultor que deseja utilizar seus animais como tração, devem saber que, independente do animal a ser
utilizado, é preciso fazer uma avaliação deste para obter informações a respeito da sua aptidão para o
trabalho. O resultado dessa análise irá levar em consideração características como a espécie, raça, peso e
conformação corporal. Além disso, os animais trabalham, na maioria das vezes, sozinhos, sendo importante
conhecer também os requisitos relacionados ao atrelamento de animais.

Além das características já citadas, os animais que forem utilizados para tração deverão apresentar ainda as
seguintes características:
- devem ser pesados; - devem possuir caixa torácica bem desenvolvida; - devem ser
baixos e compridos; - devem possuir boa estabilidade; - devem ser dóceis.

Quanto ao atrelamento, que pode ser tanto de bovinos quanto de equinos, este pode ser feito por meio de
canga, no caso dos bovinos, ou pelo balancim, no caso dos equinos. As cangas podem ser de cabeçalho,
coice ou de tiro; por meio de um tirante que, normalmente, é uma corrente de ferro. Já no caso dos equídeos,
quando for necessário utilizar mais de quatro cavalos, recomenda-se utilizar mais de um balancim, sendo um
na frente e outro atrás.

O papel das pequenas propriedades rurais na produção agropecuária do Brasil é de grande importância, pois
estas somam 70% das cinco milhões de propriedades existentes. Sendo assim, a mecanização exerce papel
fundamental nestas propriedades para garantir maior produtividade e qualidade dos serviços realizados.

PRATIQUE:

1-Para poder comparar a potência de suas máquinas com outros recursos conhecidos, James Watt
definiu a grandeza horsepower (HP), que, traduzida em termos mais atuais, equivaleria
aproximadamente à capacidade de elevar a um metro de altura uma massa de cerca de 76 kg em um
segundo. Ele fez essa comparação observando a capacidade que um cavalo tinha em levantar pesos;
daí o nome horsepower, que significa poder ou potência de cavalo. Sabendo-se que 1 cv (cavalo-vapor)
equivale a 0,98632 hp e considerando uma eficiência de transmissão de potência do motor para a barra
de tração (BT) do trator de 80%, pergunta-se: qual a potência nominal (potência do motor, cv) de um
trator cuja potência disponível na barra de tração é de 98,632 hp?
a)120
b)125
c)130
d)135
e)140

2-Um par de engrenagens é essencialmente um dispositivo de troca de torque por velocidade, e vice-
versa. Para transmitir movimento uniforme e contí nuo, as superfícies de contato da engrenagem
devem ser cuidadosamente moldadas, de acordo com um perfil específico.

Com relação ao exposto, considere as asserções a seguir.

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Acerca dessas asserções, assinale a alternativa
correta.
a)A primeira é verdadeira, e a segunda, falsa.
b)As duas são verdadeiras, mas não estabelecem
relação entre si.
c)A primeira é falsa, e a segunda, verdadeira.
d)As duas são verdadeiras, e a segunda é uma
justificativa correta da primeira.
e)Tanto a primeira quanto a segunda são falsas.

3-Quanto ao método empregado na colheita, as


colhedoras podem ser classificadas em: colheita por corte, arranquio, sucção, vibração e colheita no
solo. Cada máquina, em função do método empregado na colheita, realiza diferentes processos.
São processos realizados pelas colhedoras combinadas de grãos:
a)corte, vibração, transporte, separação e limpeza.
b)arranquio, sucção, transporte, limpeza e separação.
c)corte,transporte,trilha,separação e limpeza.
d)arranquio, limpeza, trilha, vibração e separação.
e)corte, arranquio, sucção, transporte e vibração.

4-A capacidade operacional dos conjuntos mecanizados, também conhecida como Capacidade de
Trabalho (CT), refere-se à unidade de rendimento, ou seja, à quantidade de trabalho (produção) que
um conjunto mecanizado (trator e/ou animal + implemento) é capaz de executar por uma unidade de
tempo. Esta capacidade de trabalho apresenta duas formas de mensuração: teórica e efetiva.
Em relação à capacidade de trabalho teórica, é correto afirmar que
a)considera a patinagem do conjunto motorizado.
b)é estimada em função da velocidade de deslocamento e do tipo de pneu utilizado pelo trator.
c)considera em seus cálculos as sobreposições da largura efetiva de trabalho do implemento.
d)considera em sua estimativa a profundidade de trabalho efetiva do subsolador.
e)é estimada desconsiderando o formato, o tamanho e a disposição da área, bem como a necessidadede
paradas.

5-A secagem tem como objetivo a remoção de água dos produtos agrícolas até os teores de água
favoráveis para o armazenamento, dependendo de cada produto. Para isto, existem diferentes
sistemas de secagem que podem ser classificados de diversas formas: quanto à ventilação, quanto
às temperaturas empregadas, quanto aos fluxos de produtos e quanto à operação de secagem.
Associe as classificações dos secadores, na pimeira coluna, com as características dos sistemas de
secagem, na segunda coluna.
(1) Quanto ao sistema de carregamento do secador
(2) Quanto ao fluxo de ar e de produto
(3) Quanto às temperaturas do ar de secagem
(4) Quanto à ventilação
(5) Quanto à operação do secador
( ) Concorrente, contra-corrente, misto.
( ) Intermitente, contínuo.
( ) Baixas temperaturas, altas temperaturas, sistemas combinados.
( ) Por camadas, por batelada, por camada única.
( ) Convecção, forçado, natural.
A sequência correta é
a)4 - 1 - 2 - 3 - 5. b)5 - 3 - 1 - 4 - 2. c)2 - 5 - 3 - 1 - 4 . d)3 - 5 - 4 - 2 - 1. e)1 - 2 - 3 - 5 - 4.

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6-Os níveis são equipamentos que permitem definir com precisão um plano horizontal ortogonal à
vertical definida pelo eixo principal do equipamento. Quanto ao funcionamento, os equipamentos
podem ser classificados em ópticos, digitais e a laser. Os erros cometidos durante a determinação
indireta de distâncias podem ser atribuídos a fatores relativos à leitura errônea dos fios
estadimétricos inferior, médio e superior, provocados principalmente pela
I → distância entre o equipamento e a mira.
II → espessura dos traços do retículo.
III → maneira de como a régua está dividida e pela variação do seu comprimento.
IV → falta de experiência do operador.
Está(ão) correta(s)
a)apenas II.
b)apenas I e III.
c)apenas II e IV.
d)apenas I, III e IV.
e)I, II, III e IV.

7-O emprego das colhedoras mecanizadas veio solucionar os problemas da colheita de grãos em
grandes áreas. Entretanto, observa-se que o produtor, depois de arcar com todas as despesas com
mão de obra, aquisição de sementes, fertilizantes, defensivos e equipamentos, pode deixar no
campo, com a colheita mecânica, até 50% do lucro líquido. Na cultura da soja, há estimativas de
perdas que chegam a 10% do total de grãos colhidos.
Essas perdas são decorrentes principalmente do(a):
a)marca e potência do equipamento;
b)uso de barras de corte especiais;
c)falta de regulagem e velocidade não correta da colhedora;
d)inobservância da segurança do operador;
e)cisalhamento dos grãos pelo cilindro rotatório.

8-Para regulagem de uma plantadeira, é necessário saber quantas sementes devem ser liberadas por
metro linear percorrido. Considerando que se pretende obter um stand de 50.000 plantas por ha de
uma espécie cultivada em linha, com distância entre linhas de 1 metro, e que o índice de germinação
é de 50% e a pureza física é de 100%, deve-se regular a plantadeira para obtenção da seguinte
quantidade de sementes por metro linear percorrido:
a)2,5;
b)5;
c)10;
d)15;
e)20.

9-Um pneu agrícola com as seguintes especificações 18.4 R 30 R1 apresenta largura da seção do
pneu de ______________; radial; diâmetro interno do pneu de ____________ e é indicado para
___________________________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
a)18,4 polegadas – 30 polegadas – solos com adequadas condições de tração
b)18,4 polegadas – 30 polegadas – solos inconsistentes, umidade excessiva (arroz irrigado)
c)18,4 cm – 30 cm – solos inconsistentes, umidade excessiva (arroz irrigado)
d)18,4 cm – 30 cm – solos com adequadas condições de tração
e)30 polegadas – 18,4 polegadas – atividade pesada (cultivo de cana-de-açúcar)

10-O mais eficiente equipamento agrícola para romper camadas profundas de compactação do
solo é
a)plaina. b)subsolador. c)grade aradora. d)grade rotativa. e)arado de aiveca.

11-Julgue o item subsequente, relativo a máquina, implemento agrícola e mecanização agrícola.


A colhedora de grãos autopropelida, além de realizar o corte, o recolhimento e o trilhamento da
cultura, separa os grãos da palha, sem, no entanto, efetuar a limpeza dos grãos separados.
 Certo
 Errado

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12-Julgue o item subsequente, relativo a máquina, implemento agrícola e mecanização agrícola.
Identificação das áreas de trabalho, identificação das máquinas bem como condições das operações
de campo são requisitos para o controle das operações agrícolas mecanizadas.
 Certo
 Errado

13-O operador de máquinas agrícolas deve estar familiarizado com todos os seus comandos e
controles. Para tanto, a primeira ação, antes de trabalhar, deve ser
a)fazer a checagem dos itens de segurança.
b)operar a máquina sob supervisão de um treinador
c)ler o manual de instrução, fornecido pelo fabricante.
d)obter informações com operadores mais experientes.
e)decorar as operações em sua sequência de execução.

14-Sobre as operações com um trator, é INCORRETO afirmar que


a)o motor deve ser desligado em locais fechados.
b)é inadmissível conduzir outras pessoas ao dirigir um trator.
c)a viga C, do terceiro ponto, deve ser utilizada para serviços de reboque.
d)o motor deve funcionar somente depois que o operador estiver acomodado no assento.
e)o freio de estacionamento deve ser acionado, ao desligar o motor, e antes de descer do trator.

15-Comparando-se os tipos de rodados dos tratores, é INCORRETO afirmar que rodados de pneus
a)compactam mais o solo do que os de esteira.
b)e de esteira compactam igualmente o solo.
c)compactam menos o solo do que os de esteira.
d)compactam o solo, e os de esteira não compactam.
e)não compactam o solo e rodados de esteira compactam.

16-Deseja-se descompactar uma área onde se verificou que a camada compactada está a 20 cm.
Utilizando-se um escarificador, a profundidade de trabalho será de
a)20 cm.
b)30 cm.
c)15 a 20 cm.
d)20 a 25 cm.
e)25 a 30 cm.

17-Analise as afirmativas abaixo, em relação à condução do trator, e marque (V) para verdadeiro ou
(F) para falso:
( ) Em subida, nunca se deve efetuar as trocas de marcha antes de iniciá-la.
( ) Em descida, deve-se utilizar tanto o freio motor quanto os freios do trator.
( ) Nas manobras de cabeceira, recomenda-se utilizar os pedais de freios travados.
( ) Durante a condução em estradas, recomenda-se o travamento dos pedais de freio.
A sequência correta é
a)F, F, V, F b)F, V, F, V. c)F, V, V, F d)V, F, F, V. e)V, V, V, F.

18-Quanto à condução de tratores e de máquinas agrícolas, em vias públicas, é INCORRETO afirmar


que
a)os tratores devem permanecer com os faróis dianteiros acesos.
b)os sinalizadores reflexivos devem ser fixados no paralama traseiro.
c)a colhedora deve ser transportada e embarcada em um caminhão.
d)os tratores e as máquinas precisam de registro e de licenciamento do DETRAN.
e)as lanternas, traseiras e dianteiras, devem permanecer apagadas durante o trajeto.

19-As semeadoras a lanço podem ser classificadas de acordo com o mecanismo dosador de
sementes em:
a)Pneumático, dedos preensores e vazador.
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b)Rotor centrífugo, difusor e canhão centrífugo.
c)Disco perfurado, cilindro canelado e pneumático.
d)Cilindro canelado, pneumático e orifício regulador.
e)Orifício regulador, canhão centrífugo e disco perfurado.

20-Fazem parte do trator os seguintes componentes, EXCETO:


a) Barra de Tração.
b)Lastros adicionais.
c)Sistema Hidráulico.
d)Tomada de Potência.
e)Engate de Três Pontos.

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12: 1
3: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

21-Quanto ao tipo de jato, as pontas dos bicos de pulverizadores podem ser classificadas em
a)cônicas e planas.
b)difusas e defletoras.
c)côncavas e convexas.
d)concêntricas e invertidas.
e)planetárias e ressaltadas.

22-Em um trator de motor a Diesel, foi percebida queda de rendimento durante seu trabalho ao longo
do dia. Um dos motivos pode ser
a)pneu murcho.
b)combustível acabando.
c) sistema de injeção de ar obstruído.
d) inabilidade do operador de máquinas.
e)falta de manutenção nas velas de ignição.

23-Considerando o sistema de combustão interna de motores a Diesel, em relação aos motores do


tipo Otto,
a)as velas de ignição são fundamentais para a queima do combustível diesel.
b)os motores a Diesel possuem combustão por velas de ignição de alta tecnologia.
c)o sistema de multi-injeção de combustível reduz o número de velas por câmara.
d)os motores a Diesel possuem duas velas por câmara de combustão, aumentando a potência, enquanto os
motores a Otto possuem apenas uma vela por câmara.
e)a combustão é derivada por ar comprimido nos cilindros a uma razão bem maior do que nos motores Otto,
combinada com diesel pulverizada a alta pressão (autoignição).

24-Relacione o equipamento aos fatores de incremento de potência em motores a diesel à sua


função:
I- Intercooler
II- Ventoinha
III- Radiador
IV- Arrefecimento
1- Troca de calor; refrigeração de peças e do motor.
2- Redução da temperatura do ar; maior injeção de combustível na câmara de admissão.
3- Redução da temperatura interna do motor.
4- Ventilação do motor.
5- Refrigeração interna do motor.
As relações corretas são
a)I e 2. b) II e 5. c)III e 4. d)III e 2, 5. e)IV e 2, 5.

25-O implemento que possibilita o rompimento de soleira, pé-de-arado ou pé-de-grade, a fim de


facilitar a penetração das raízes das culturas e da água é a (o)
a)sulcador. b)subsolador. c)grade de molas. d)arado de discos. e)enxada rotativa.

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26-Na colheita de uma dada cultura, foi constatado no campo uma produtividade de 15.000 kg/ha e
uma perda total devido à colhedora de 300 kg/ha. Pergunta-se qual a eficiência de colheita da
máquina?
a)95%. b)96%. c)98%. d)94%. e)99%.

27-A estabilização da Retroescavadeira em seus deslocamentos sem o risco de tombamentos


frontais, laterais ou traseiros só é possível pela presença de qual componente?
a)Armadura de aço. b)Balanço fixo. c)Barra estabilizadora. d)Contrapeso.

28-O banco da Retroescavadeira pode fazer um giro sobre seu próprio eixo de até 180 graus. Ao
fazer este giro total, o Operador facilita:
a)A direção da máquina em rodovias.
b)A entrada e saída na cabine da máquina.
c)A operação da escavadeira localizada na parte traseira da máquina.
d)As manobras da máquina e marcha à ré.

29-A tomada de potência (TDP) ou de força (TDF) de um trator agrícola é o ponto do trator ligado
diretamente ao (à)
a)diferencial que transmite potência na forma de movimento contínuo ao mecanismo da máquina que está
acoplada ao trator.
b)polia do motor que transmite potência na forma de movimento contínuo ao mecanismo da máquina que
está acoplada ao trator.
c)caixa de câmbio que transmite potência na forma de movimento rotativo ao mecanismo da máquina que
está acoplada ao trator.
d)pinhão do diferencial que transmite força na forma de movimento rotativo ao mecanismo da máquina que
está acoplada ao trator.
e)eixo piloto que transmite força na forma de movimento rotativo ao mecanismo da máquina que está
acoplada ao trator.

30-Julgue o item a seguir, no que se refere à mecanização agrícola.


O número de conjuntos motomecanizados é obtido pela razão entre a velocidade de trabalho de
determinada operação e a largura efetiva de corte multiplicada pela quantidade de trabalho a
executar.
 Certo
 Errado

31-Julgue o item a seguir, no que se refere à mecanização agrícola.


Para a aplicação de pesticidas, os atomizadores rotativos empregam ventiladores axiais, os quais
apresentam espectro das gotas mais homogêneo e faixa de deposição mais contínua que os
ventiladores radiais, utilizados nos atomizadores pneumáticos.
 Certo
 Errado

32-Julgue o item a seguir, referente a máquinas agrícolas. As máquinas agrícolas para tratamento
fitossanitário são classificadas em polvilhadora e desgranuladora (tipos que utilizam veículos
sólidos), fumigadora, pulverizador, atomizador e nebulizador (modelos que usam veículos líquidos e
se adaptam ao escapamento de helicópteros e aviões).
 Certo
 Errado

33-

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Tendo como referência o texto acima, julgue os itens a seguir, acerca de tecnologias de colheita e
pós-colheita de sementes e grãos.
Na colheita da soja, como é o caso de variedades de sojas tardias, que produzem vagens a pouca
altura do solo, cerca de 10% dos grãos ficam no solo, em decorrência da falta de regulagem da
colhedora e da velocidade inadequada.

 Certo
 Errado

34-Acerca de máquinas e implementos agrícolas no preparo do solo, no plantio e na colheita de


culturas de interesse econômico, julgue os itens seguintes.
A retirada dos ponteiros da cana-de-açúcar, na colheita mecânica, aumenta a eficiência industrial de
extração do açúcar e reduz o custo do transporte da matéria-prima. Os dispositivos utilizados nas
colhedoras para conduzir os ponteiros até o mecanismo cortador, geralmente, são pouco eficientes,
principalmente nos canaviais de um ano e meio, em que incidência de colmos deitados é maior.
 Certo
 Errado

35-Comparando-se o arado de aiveca com o arado de discos, verifica-se que este apresenta discos
como peças ativas, que trabalham, em vários tipos de solo, em movimento de rotação e, portanto,
são menos suscetíveis a impactos.
 Certo
 Errado

36-O poder de penetração do disco do arado no solo é influenciado pela mola da roda: quanto maior
for a pressão na mola, maior será a profundidade de penetração do disco no solo.
 Certo
 Errado

37-Um determinado trator agrícola, cuja potência é igual a 80 cv, demanda 100 s para tracionar um
subsolador num percurso de 150 m.
Qual o percentual de sua potência consumida nessa operação, uma vez que a força necessária para
a tração correspondente é 1.500 Kgf?
a)27,5%
b)30,0%
c)37,5%
d)47,0%
e)49,7%

38-Uma trilhadora, com ventilador e peneira, trabalhando 6 horas consecutivamente, foi capaz de
trilhar 505 quilo- gramas de arroz.
Considerando-se que essa máquina trabalha consecutivamente apenas 4 horas, nas mesmas
condições de trabalho, qual seria a capacidade de produção dessa máquina, em quilogramas de
arroz trilhado por hora?
a)84,16
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b)126,25
c)252,50
d)270,60
e)280,21

39-O trator agrícola é a fonte de potência mais utilizada nas operações agrícolas, sendo que os tipos
de solo induzem a diferentes respostas na sua eficiência de uso.
A esse respeito, considere as afirmações abaixo.
I - Em solos arenosos, a tração do trator pode ser aumentada pelo acréscimo na dimensão dos
pneus.
II - Em solos argilosos com elevada umidade, o acréscimo de carga no trator evita o rolamento dos
pneus, por aumentar a tração do trator.
III - Em solos com condições normais de coesão e atrito interno, a tração do trator é afetada tanto
pela área quanto pelo peso sobre esse solo.
IV - Em um solo sem atrito interno, a ação de um componente de tração só pode ser aumentada pelo
acréscimo da área de contato do pneu com a superfície desse solo.
É correto APENAS o que se afirma em
a)I e II
b)I e III
c)II e III
d)III e IV
e)I, III e IV

40-Em um cultivo de milho, observa-se um espaçamento de 1,0 metro entre as linhas de plantio. A
colheita do milho foi realizada por uma colhedora de 3 linhas, a uma velocidade de 6 km/h, e a
produtividade da cultura foi de 4.000 kg/ha. Sabe-se que o número de hectares colhidos em 10 horas
de serviço de uma colhedora é definido pela fórmula:

Quais serão, respectivamente, a área colhida, em hectares, e a respectiva produção de milho, em kg,
obtidas em 30 horas de trabalho da colhedora?
a)40 e 160.000
b)45 e 180.000
c)50 e 200.000
d)55 e 220.000
e)60 e 240.000

Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27: 28: 29: 30: 31: 32: 3
3: 34: 35: 36: 37: 38: 39: 40:

MANEJO DA ÁGUA:
O desafio do uso da água na agricultura brasileira
A água é um recurso natural finito e uma das maiores preocupações do futuro da humanidade. Por isso, cada
vez mais a sociedade vai questionar a forma como o seu uso vem sendo feito pelos diversos setores produtivos
no mundo.
A agricultura tem sido apontada como suposta consumidora de 70% das reservas globais de água doce.

Esse percentual, internacionalmente citado, não encontra sustentação na realidade brasileira, cuja agricultura
é prioritariamente dependente de chuvas. A maioria das nossas propriedades rurais toma emprestada da
natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e
infiltração no solo. Ainda assim, muito precisa ser feito para melhorar a eficiência no uso das águas na
agropecuária.

As crescentes crises hídricas ocorridas recentemente em algumas regiões no Brasil, sem falar das constantes
secas que atravessam séculos no Semiárido nordestino, nos mostram que precisamos cuidar urgentemente

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dos nossos recursos hídricos. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das
cidades na poluição dos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água.

A agricultura do futuro exigirá, da ciência de hoje e dos próximos anos, soluções de baixo custo para o uso
cada vez mais racional da água. Plantas mais eficientes e resistentes ao estresse hídrico. Sistemas de
irrigação que otimizem o uso de água e energia.

Práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam a evaporação. Sistemas que integrem lavoura-
pecuária e lavoura-pecuária-floresta bem manejados, que podem contribuir para a conservação da água pelo
solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações
chuvosa e seca. Essas são algumas frentes de projetos de pesquisa que estão sendo tocados em importantes
centros de pesquisa da Embrapa neste momento, em parceria com várias instituições públicas e privadas.

Mas a Ciência precisará se apoiar em políticas públicas para fazer com que essas soluções possam
efetivamente se transformar em inovação. Mais reservatórios, em pontos estratégicos, permitiriam ampliar a
prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação
pode cumprir outro nobre papel no futuro: viabilizar grandes reservas manejáveis de água para mitigar os
efeitos das enchentes.
Ou então viabilizar que soluções simples possam
ser adotadas em larga escala no território nacional.
Como as Barraginhas, um sistema de pequenas
barragens escavadas de forma sequencial no
sentido das enxurradas. Se bem planejadas e
manejadas, essas barraginhas enchem, esvaziam
e voltam a encher, segurando enxurradas e
armazenando água nos momentos de abundância.

Essa tecnologia simples e de baixo custo já


viabilizou a formação de inúmeros reservatórios
pelo interior do Brasil, mas poderiam ser adotadas
em todo o território nacional se existisse uma
política pública que facilitasse a sua instalação por
meio de uma parceria entre prefeituras, iniciativa
privada e os produtores rurais.

Barraginhas
As barraginhas são pequenas bacias escavadas no solo em formato de prato ou meia lua, com diâmetro médio
de 16 m e profundidade média de 1,8 m. São construídas dispersas nas pastagens e lavouras e têm a função
de captar água de enxurradas, controlando a erosão e guardando a água no subsolo.

O desmatamento e a conversão de áreas em lavouras e pastagens sem a utilização de tecnologias adequadas


resultam em compactação do solo, provocando redução da sua capacidade de infiltração. Para interromper
esse processo de degradação e recuperar as áreas degradadas seria necessários a captação de água das
enxurradas, a infiltração no solo e o abastecimento no lençol freático, disponíbilizando-a em minadouros,
cacimbas e cisternas.

Quem ganha com isso?

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Agricultores de todas as categorias, associações.
Parceiros

Prefeituras Municipais, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Igrejas, Empresas de Extensão Rural,


Petrobrás, Fundação Banco do Brasil, Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento, Case New
Holand, Agência Nacional de Águas, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério do Desenvolvimento
Social, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério do Meio Ambiente.

Nesta página, a Embrapa demonstra algumas das suas soluções tecnológicas e projetos de pesquisa em
andamento na sua programação que contribuem para o uso mais racional da água na agropecuária.

Expõe, também, a interfaces e sinergia do seu trabalho com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6
(Água potável e Saneamento), estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). O alinhamento foi
feito com três dos eixos de impacto e com quatro dos 12 objetivos estratégicos do VI Plano Diretor da
Embrapa.

O ODS 6 chama a atenção das autoridades globais a respeito da necessidade do acesso à água potável e
ao saneamento pelas populações de todo o mundo. Para que esse objetivo seja cumprido, há um conjunto
de metas a considerar, entre as quais se destacam a melhoria da qualidade da água ofertada, o aumento da
eficiência no uso desse recurso em todos os setores (incluindo o seu uso sustentável) e, ainda, a proteção
ou restauração dos ecossistemas.

HIDROLOGIA E HIDRÁULICA APLICADA À


AGRICULTURA: IRRIGAÇÃO E DRENAGEM
1-O saneamento ambiental tem por objetivo a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de
vida das pessoas aliados à preservação do meio ambiente. Tendo em vista essa temática, assinale
V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) Os recursos hídricos são precedentes do saneamento básico, do ponto de vista tanto técnico
quanto regulatório. A extração de água e a disposição final dos esgotos se dão por meio de
outorga pela autoridade gestora, que delimita os volumes captados e as vazões de lançamento
nos cursos d'água.
( ) A disposição de excretas por via seca pode ser realizada por meio de uma fossa séptica. O
tanque séptico é uma unidade de tratamento destinada a receber esgotos, particularmente aqueles
de origem doméstica, e a tratá-los por meio de uma combinação de mecanismos químicos, físicos
e biológicos.
( ) A água que sai da fossa séptica, após a sedimentação do material sólido, tem boa qualidade,
podendo ser diretamente lançada no terreno, ou armazenada em tanques, para a posterior
utilização na irrigação ou na higienização de calçadas, entre outras finalidades de reuso.

A sequência correta é
a)V - V - V.
b)V - F - F.
c)F - F - V.
d)F - V - V.
e)F - F - F.

2-Analise as afirmativas abaixo, em relação à estrutura e às propriedades da água, e marque (V)


para verdadeiro ou (F) para falso:

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( ) A coesão, a adesão e a capilaridade dão origem à tensão superficial.
( ) A água possui alto calor específico e alto calor latente de vaporização.
( ) A separação das suas cargas parciais torna a água uma molécula apolar.
( ) A ligação de hidrogênio é um atração eletrostática entre as moléculas de água.
( ) A tensão superficial é a energia necessária para aumentar a área de superfície.

A sequência correta é
a)F, V, V, F, V.
b)F, V, F, V, V.
c)F, F, V, V, F.
d)V, F, F, V, F.
e)V, F, F, F, V.

3-Os processos hidrológicos na bacia hidrográfica possuem predominantemente duas direções


de fluxo na bacia: vertical e o longitudinal. Observe a figura a seguir e assinale a alternativa
correta:

a)O fluxo vertical é representado pelos processos de precipitação, evapotranspiração, escoamento na


direção dos gradientes da superfície (escoamento superficial e rios), longitudinal pelo escoamento na
direção do subsolo (escoamento subterrâneo) e umidade e fluxo do solo.
b)O fluxo vertical é representado pelos processos de precipitação, evapotranspiração, umidade e fluxo
do solo e o longitudinal pelo escoamento na direção dos gradientes da superfície (escoamento
superficial e rios) e do subsolo (escoamento subterrâneo).
c)O fluxo vertical é representado pelos processos de precipitação, escoamento na direção dos
gradientes da superfície (escoamento superficial e rios) e o longitudinal pelo escoamento na direção do
subsolo (escoamento subterrâneo) e evapotranspiração.
d)O fluxo vertical é representado pelos processos de evapotranspiração, umidade e fluxo do solo e o
longitudinal pelos processos de precipitação, pelo escoamento na direção dos gradientes da superfície
(escoamento superficial e rios).

4-Leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:


I. Para cada seção de um rio existirá uma bacia hidrográfica.
II. As principais características da bacia hidrográfica são a área de drenagem e o comprimento do
rio principal.
III. De modo geral, os rios possuem um trecho superior, em que a declividade não é muito grande,
seguido por um trecho médio de grande declividade e no seu trecho inferior a declividade é
pequena onde o rio tende a meandrar.

Estão corretas as afirmativas:


a)I e II, apenas.
b)II e III, apenas.
c)I e III, apenas.

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d)I, II e III.

5-Ao se utilizar o método racional para determinação da descarga máxima dos escoamentos na
superfície de uma bacia hidrográfica de área pequena, é incorreto considerar que:

a)a estimação da descarga máxima é com base nas intensidades máximas da precipitação.
b)a precipitação na área da bacia em estudo é uniforme.
c)a descarga máxima é diretamente proporcional à intensidade máxima da precipitação, no tempo de
concentração e à área da bacia.
d)a intensidade de precipitação é uniforme sobre toda a área da bacia.
e)a intensidade da precipitação é uniforme por um período menor que o tempo de concentração.

6-No que se refere à captação de água em rios e canais, assinale a opção incorreta.

a)Na situação em que a estação de bombeamento é instalada na curva do rio, sempre que possível, a
captação deverá localizar-se na curva interna, próximo à sua extremidade de montante.
b)A derivação de água de rio, em ângulo de 90 graus, resultará no maior deslocamento de sedimento
para dentro do canal.
c)O canal de captação deve ser mais largo e profundo nas proximidades da estação de bombeamento,
para limitar a velocidade de aproximação da água em 0,6 m s -1.
d)Para impedir a erosão pela ação das ondas nos canais construídos em solo e reduzir a quantidade
de sólidos sujeitos à captação pela motobomba, pode-se instalar “riprap” nos taludes.
e)Para elaborar o leiaute e o projeto dos canais de captação, se considera a passagem pelo canal da
máxima vazão a ser bombeada e o nível da fonte de abastecimento no seu ponto mais baixo.

7-Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:


A Geomorfologia Fluvial engloba o estudo dos cursos de água e o das bacias hidrográficas.
Enquanto o primeiro se detém nos processos fluviais e nas formas resultantes do escoamento
das águas, o segundo considera as principais características das bacias hidrográficas que
condicionam o regime hidrológico. Essas características ligam-se aos aspectos geológicos, às
formas de relevo e aos processos geomorfológicos, às características hidrológicas e climáticas,
à biota e à ocupação do solo.
I. Na definição dos tipos de leito fluvial, o leito menor corresponde à parte do canal ocupada pelas
águas e cuja frequência impede o crescimento da vegetação. No entanto, este tipo de leito não é
delimitado por margens bem definidas.
II. Na definição de padrões de drenagem, quando os rios nascem próximos de um ponto comum e
se irradiam para todas as direções, a drenagem é classificada como radial centrípeta.
III. Quanto menor for o perímetro molhado de um fluxo (ou mais lisa a calha fluvial), maior será o
valor do raio hidráulico, que é uma medida da eficiência do fluxo.
IV. A velocidade de decantação de partículas num fluxo depende da densidade das partículas. A
argila decanta mais rapidamente que a areia pela sua maior densidade.

A sequência correta é:
a)Apenas as alternativas III e IV estão corretas
b)As assertivas I, II, III e IV estão incorretas.
c)Apenas as assertivas II e III estão corretas.
d)Apenas as assertivas I, II e IV estão incorretas.

8-Em bacias hidrográficas, existe um período que é o tempo que uma gota de água leva para
escoar superficialmente do ponto mais distante da bacia até a seção principal. É considerado o
indicador da memória de resposta da bacia e é denominado tempo de:

a)absorção.
b)concentração.
c)recolhimento.
d)integração.

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9-Julgue o item seguinte, acerca de hidrologia e hidráulica agrícola.
Quando a fonte de água a ser bombeada é um reservatório e o ponto de tomada está localizado
no delta do reservatório ou próximo a ele, os níveis operacionais futuros devem ser definidos a
partir desse ponto, com a determinação física da localização do delta e o cálculo de remanso.

 Certo
 Errado

10-Julgue o item seguinte, acerca de hidrologia e hidráulica agrícola.


Quando bombas do mesmo tipo operam em condições de semelhança dinâmica, os
correspondentes coeficientes adimensionais de interesse, os quais dependem do tamanho da
máquina, são iguais em pontos homólogos de suas curvas características.

 Certo
 Errado

11-Julgue o item seguinte, acerca de hidrologia e hidráulica agrícola.


Considerando que o conteúdo de água no solo esteja elevado, as plantas submetidas a elevadas
demandas atmosféricas nos horários mais quentes do dia apresentam transpiração máxima,
para atender sua necessidade hídrica.

 Certo
 Errado

12-Bacia hidrográfica é uma área onde ocorre a drenagem da água das chuvas para um
determinado curso de água (geralmente rio). Com o terreno em declive, a água de diversas
fontes (rios, ribeirões, córregos, etc.) deságua em um determinado rio, formando, assim, uma
bacia hidrográfica. Dentro do Distrito Federal, existe uma importante reserva hidrológica (Águas
Emendadas), berço para duas importantes bacias hidrográficas, preservadas, consideradas uma
reserva da biosfera do Cerrado criado pela UNESCO.

Que bacias fazem parte da reserva hidrográfica de Águas Emendadas?


a)Bacia do Paraguai e bacia do São Francisco
b)Bacia do Paraná e bacia do Uruguai
c)Bacia do São Francisco e bacia Amazônica
d)Bacia do Araguaia-Tocantins e bacia Amazônica
e)Bacia Tocantins e bacia do Paraná

13-A respeito de hidrologia, julgue os próximos itens


O escoamento não permanente pode ser obtido por modelos tipo armazenamento, que utilizam a
equação da continuidade concentrada e uma relação entre o armazenamento e a vazão de saída
e a de entrada, desconsiderando a variação longitudinal da vazão e da área ao longo do trecho
do rio ou canal.

 Certo
 Errado

14-O risco da elaboração de um hidrograma de projeto com base na vazão está relacionado
simultaneamente às variáveis de vazão e ao volume, em que se deve adicionar a distribuição
temporal do volume, enquanto a vazão máxima pode embasar-se em diferentes critérios sem a
necessidade de simplificação.

 Certo
 Errado

15-A distribuição log-normal, a gama e a de Gumbel são exemplos de distribuições simétricas


negativas de probabilidade que permitem descrever estatisticamente as cheias anuais e outros
eventos hidrológicos.

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 Certo
 Errado

16-s bacias hidrográficas que apresentam coeficiente de compacidade próximo de 1 são mais
compactas, tendem a concentrar o escoamento e são mais suscetíveis a inundações. Já as
bacias que apresentam pequenos valores do fator de forma são menos suscetíveis às
inundações.

 Certo
 Errado

17-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


A cavitação ocorre quando a pressão reinante no líquido na tubulação de sucção é inferior à
pressão de vapor; e a vaporização do líquido ocorre devido à diminuição da pressão e da
temperatura.

 Certo
 Errado

18-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


Ao se igualar a perda de carga total ao desnível do terreno entre dois reservatórios, eleva-se ao
máximo a pressão na extremidade da tubulação próxima ao reservatório mais baixo.

 Certo
 Errado

19-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


Além da viabilidade econômica, ambiental e social, a escolha do método de irrigação deve
considerar aspectos como uniformidade da superfície do solo, tipo de solo, quantidade e
qualidade da água, clima, cultura e manejo da irrigação.

 Certo
 Errado

20-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


A delimitação climática e a aptidão edáfica das regiões aos cultivos compõem o zoneamento
agrícola.

 Certo
 Errado

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:
13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:
-__________________________________________________________________________________
21-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.
Em função do balanço de energia local, cada tipo de cobertura influencia no microclima: as
florestas diminuem as variações térmicas acentuadas durante o dia, enquanto a vegetação baixa
e a cobertura morta intensificam o efeito microclimático, com aquecimento diurno e resfriamento
noturno.

 Certo
 Errado

22-A respeito da água, fundamental para a agricultura, julgue os itens


de 78 a 82.

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A hidrologia se preocupa exclusivamente com a evaporação, evapotranspiração e precipitação
da água na atmosfera, enquanto que o transporte da água sobre a superfície terrestre e através
das camadas do solo é matéria de estudo específico da hidráulica.

 Certo
 Errado

23-Bacia hidrográfica é uma área definida topograficamente, drenada, com ponto de saída único
para a vazão efluente, de maneira a possibilitar o acúmulo sistemático das águas da chuva e do
subsolo.

 Certo
 Errado

24-Quanto a bacias hidrográficas e manejo da água na agricultura, julgue os itens a seguir.


Teoricamente, a eficiência de uma irrigação (rega) pode ser corretamente definida como a
relação entre o volume de água utilizado pela planta e o volume de água aplicado.

 Certo
 Errado

25-Quanto a bacias hidrográficas e manejo da água na agricultura, julgue os itens a seguir.


A ausência de oxigênio no solo, causada pelo excesso de água, reduz a absorção de íons pela
planta. A drenagem superficial é capaz de remover o excesso de água da superfície do solo via
canais e drenos. Os drenos, de acordo com a topografia da área e a origem do excesso de água,
podem ser dispostos de maneira a formar diferentes sistemas de drenagem. Os sistemas de
drenagem de superfície mais conhecidos são o casualizado, o paralelo e o espinha de peixe.

 Certo
 Errado

26-O principal papel desempenhado pela mata ciliar na hidrologia de uma bacia hidrográfica
pode ser verificado na quantidade de água do:

a)ciclo de percolação;
b)gotejamento das copas;
c)deflúvio;
d)fluxo de água subterrâneo e de transpiração;
e)consumo das raízes.

27-A variação da vazão na seção de saída da bacia hidrográfica como resposta à precipitação no
tempo e no espaço sobre a bacia hidrográfica é denominado:

a)remanso;
b)hidrograma;
c)vazão mínima;
d)precipitação concentrada;
e)escoamento de vertente.
Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27:

1- A presença de nascentes, perenes ou não, é grandemente influenciada pela capacidade de


armazenamento de água da chuva no solo e pelas condições topográficas da bacia hidrográfica e
é reflexo da existência de água armazenada em aquíferos. A manutenção da intensidade do seu
fluxo e da qualidade da água depende, entre outros fatores, de medidas de proteção do solo e da
vegetação em seu entorno. A água das nascentes, que serve para abastecer córregos e rios, pode
ser utilizada para diversos fins. Para o consumo humano, é necessário armazená-la de maneira a
garantir sua qualidade física, química e microbiológica.
Com relação ao tema tratado no texto, julgue o item a seguir.

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Recomenda-se que o barreiro para a captação da água de chuva seja construído com a menor
profundidade possível e com superfície livre extensa, com o plantio de árvores ao seu redor.

 Certo
 Errado

2-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Na irrigação, a variação da pressão ao longo da linha lateral em emissores de maior vazão é
maior que nos de baixa vazão, no caso de ambos os emissores apresentarem linha lateral de
mesmo diâmetro e comprimento.

 Certo
 Errado

3-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Em um sistema de drenagem em que prevaleça o fluxo permanente e em que a capacidade de
recarga seja estabelecida em milímetros dia-1 , a profundidade do lençol freático deve manter-se
estável, em metros, abaixo da superfície do solo.

 Certo
 Errado

4-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Se o escoamento for laminar e desenvolvido em uma seção que não tenha mais influência das
singularidades em um conduto retilíneo, a variação de tensão tangencial influenciará diretamente
no perfil de velocidade do fluido. Entretanto, sob as mesmas condições, essa relação não existe
no escoamento turbulento.

 Certo
 Errado

5-Julgue o item seguinte, acerca de hidrologia e hidráulica agrícola.


Quando a fonte de água a ser bombeada é um reservatório e o ponto de tomada está localizado
no delta do reservatório ou próximo a ele, os níveis operacionais futuros devem ser definidos a
partir desse ponto, com a determinação física da localização do delta e o cálculo de remanso.

 Certo
 Errado

6-Julgue o item seguinte, acerca de hidrologia e hidráulica agrícola.


Quando bombas do mesmo tipo operam em condições de semelhança dinâmica, os
correspondentes coeficientes adimensionais de interesse, os quais dependem do tamanho da
máquina, são iguais em pontos homólogos de suas curvas características.

 Certo
 Errado

7-Julgue o item seguinte, acerca de hidrologia e hidráulica agrícola.


Considerando que o conteúdo de água no solo esteja elevado, as plantas submetidas a elevadas
demandas atmosféricas nos horários mais quentes do dia apresentam transpiração máxima,
para atender sua necessidade hídrica.

 Certo
 Errado

8-O entendimento do comportamento do escoamento dos fluidos, em especial da


água, é fundamental no correto dimensionamento e na proteção de diferentes estruturas

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hidráulicas para atender a diversas finalidades.
Com relação à hidráulica, julgueos itens de 20 a 23
O uso de câmeras de ar comprimido para limitação do golpe de aríete nas instalações de
recalque é indicado para as mais variadas pressões e vazões, em que ocorre inicialmente a fase
de descompressão do ar na câmera, com cessão de água para a tubulação e atenuação do golpe
positivo. Na fase de sobrepressão, a câmera recebe água da canalização, reduzindo por
completo a tendência para sobrepressões elevadas.

 Certo
 Errado

9-Uma tubulação, quando corta o plano de carga efetivo, funciona como um sifão. Para que essa
tubulação se mantenha em funcionamento, a pressão mínima admissível — que nem sempre
ocorre no ponto mais alto da tubulação — deve ser igual à tensão de vapor da água.

 Certo
 Errado

10-O aumento da altura monométrica de uma bomba centrífuga resulta em elevação da vazão e
da potência absorvida. O resultado oposto ocorre caso haja redução da altura manométrica.
Assim, é recomendável que se feche o registro da canalização de recalque sempre que se dê
partida nesse tipo de bomba.

 Certo
 Errado

11-O critério do N.P.S.H.r. (Net Positive Suction Head requerido) é usado na fase final do projeto
da estação de bombeamento para determinar a possibilidade de ocorrência da cavitação,
enquanto o coeficiente de cavitação de Thoma deve ser usado em fase de anteprojeto, quando
ainda não foram definidas as especificações do tipo de equipamento.

 Certo
 Errado

12-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


A cavitação ocorre quando a pressão reinante no líquido na tubulação de sucção é inferior à
pressão de vapor; e a vaporização do líquido ocorre devido à diminuição da pressão e da
temperatura.

 Certo
 Errado

13-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


Ao se igualar a perda de carga total ao desnível do terreno entre dois reservatórios, eleva-se ao
máximo a pressão na extremidade da tubulação próxima ao reservatório mais baixo.
 Certo
 Errado

14-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


Além da viabilidade econômica, ambiental e social, a escolha do método de irrigação deve
considerar aspectos como uniformidade da superfície do solo, tipo de solo, quantidade e
qualidade da água, clima, cultura e manejo da irrigação.

 Certo
 Errado

15-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.

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A delimitação climática e a aptidão edáfica das regiões aos cultivos compõem o zoneamento
agrícola.

 Certo
 Errado

16-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.


Em função do balanço de energia local, cada tipo de cobertura influencia no microclima: as
florestas diminuem as variações térmicas acentuadas durante o dia, enquanto a vegetação baixa
e a cobertura morta intensificam o efeito microclimático, com aquecimento diurno e resfriamento
noturno.

 Certo
 Errado

17-Para a medição de escoamento da água, podem-se usar diferentes equipamentos.

Entre esses equipamentos, encontra-se a calha Parshall, que tem como função
a)medir a velocidade de escoamento da água.
b)medir a velocidade média de escoamento do canal e, consequentemente, sua vazão.
c)determinar a velocidade de escoamento em diferentes alturas e, com isso, estimar a vazão de
escoamento.
d)determinar a área de escoamento do canal e, com isso, estipular a sua vazão.
e)ajudar o Lisimetro a fazer a medição.

18-Este medidor de vazão de água adota o princípio de Venturi para medir a vazão em canais
abertos. Consta basicamente de três seções: uma a montant e, com paredes laterais
convergentes e o fundo nivelado; uma com as paredes paralelas e o fundo com declividade; e a
outra a jusante, com paredes laterais divergentes e o fundo em aclive. Esse medidor de vazão é
conhecido como medidor:

a)WSC;
b)Vertedor;
c)direto;
d)sifão;
e)Parshall.

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:
13: 14: 15: 16: 17: 18:

1-A drenagem consiste na remoção do excesso de água e sais do solo, com finalidade de criar
condições de boa aeração e controle de salinidade que favoreçam o crescimento e o
desenvolvimento das culturas.

Sobre essa prática, considere as afirmativas a seguir.

I → Dentre as características do solo importantes para um projeto de drenagem, destacam-se a


condutividade hidráulica e a porosidade drenável. A condutividade hidráulica pode ser
determinada através de métodos de laboratório e de campo. No laboratório são utilizados
permeâmetros de carga variável, chamados de permeâmetro Guelph. A porosidade drenável pode
ser estimada a partir da microporosidade do solo (%) e do teor volumétrico de água no solo à
tensão de 6 KPa (%).
II → Os valores de coeficiente de escoamento superficial estão relacionados com a cobertura
vegetal, com a declividade do terreno e com o tipo de solo (textura). Para uma mesma situação de
cobertura vegetal e de declividade do terreno, o coeficiente de escoamento superficial é maior
para solos argilosos em comparação com solos francos e solos arenosos, nessa ordem.

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III → Na drenagem subterrânea, para o estabelecimento do espaçamento entre os drenos, que no
geral varia entre 1,0 e 3,0 m, deve-se considerar a profundidade da camada impermeável, a
profundidade do sistema radicular da cultura e a cota do ponto de descarga da área a ser drenada.

Está(ão) correta(s)
a)apenas I.
b)apenas II.
c)apenas III.
d)apenas II e III.
e)I, II e III.

2-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Na irrigação, a variação da pressão ao longo da linha lateral em emissores de maior vazão é
maior que nos de baixa vazão, no caso de ambos os emissores apresentarem linha lateral de
mesmo diâmetro e comprimento.

 Certo
 Errado

3-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Em um sistema de drenagem em que prevaleça o fluxo permanente e em que a capacidade de
recarga seja estabelecida em milímetros dia-1 , a profundidade do lençol freático deve manter-se
estável, em metros, abaixo da superfície do solo.

 Certo
 Errado

4-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Se o escoamento for laminar e desenvolvido em uma seção que não tenha mais influência das
singularidades em um conduto retilíneo, a variação de tensão tangencial influenciará diretamente
no perfil de velocidade do fluido. Entretanto, sob as mesmas condições, essa relação não existe
no escoamento turbulento.

 Certo
 Errado

5-Leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:


I. Para cada seção de um rio existirá uma bacia hidrográfica.
II. As principais características da bacia hidrográfica são a área de drenagem e o comprimento do
rio principal.
III. De modo geral, os rios possuem um trecho superior, em que a declividade não é muito grande,
seguido por um trecho médio de grande declividade e no seu trecho inferior a declividade é
pequena onde o rio tende a meandrar.

Estão corretas as afirmativas:


a)I e II, apenas.
b)II e III, apenas.
c)I e III, apenas.
d)I, II e III.

6-Sob o ponto de vista agrícola, a implantação de um projeto de drenagem completo e eficiente,


conforme a necessidade, envolve custos elevados de que nem sempre o agricultor dispõe.
Sendo assim, é possível utilizar práticas culturais que diminuem o efeito prejudicial de uma
drenagem deficiente. Acerca desse tema, assinale a alternativa que descreve uma dessas
práticas.

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a)Uso de adubo líquido foliar sob a forma de amônio (NH 4), em vez de nitrato (NO3 - ). Sob a forma de
particulados de nitratos, em condições de excesso de água, o N se perde por desnitrificação, ou seja,
por perda para a atmosfera sob a forma de N2.
b)Uso de adubo líquido foliar sob a forma de amônio (NH 4), em vez de nitrato (NO3 - ). Sob a forma de
particulados de nitratos, em condições de excesso de água, o N se perde por lixiviação, ou seja, por
perda para a atmosfera sob a forma de N2 .
c)Uso de adubo líquido nitrogenado sob a forma de amônio (NH4), em vez de particulados de nitrato
(NO3 - ). Sob a forma de particulados de nitratos, em condições de excesso de água, o N se perde por
percolação, ou seja, por perda para a atmosfera sob a forma de N 2.
d)Uso de adubo nitrogenado sob a forma de amônio (NH 4), em vez de nitrato (NO3 - ). Sob a forma de
particulados de nitratos, em condições de excesso de água, o N se perde por dois processos distintos,
desnitrificação e lixiviação, ou seja, por perda para a atmosfera sob a forma de N 2.
e)Uso de adubo nitrogenado sob a forma de amônio (NH 4), em vez de nitrato (NO3 - ). Sob a forma de
nitratos, em condições de excesso de água, o N se perde por desnitrificação, ou seja, por perda para a
atmosfera sob a forma de N2.

7-Um determinado solo, cuja água é removida com facilidade, que possui textura argilosa e que
apresenta mosqueado localizado a mais de 150 cm de profundidade e também a mais de 30 cm
do topo do horizonte B, pertence à seguinte classe de drenagem interna:

a)mal drenado.
b)bem drenado.
c)moderadamente drenado.
d)imperfeitamente drenado.
e)acentuadamente drenado

8-Bacia hidrográfica é uma área onde ocorre a drenagem da água das chuvas para um
determinado curso de água (geralmente rio). Com o terreno em declive, a água de diversas
fontes (rios, ribeirões, córregos, etc.) deságua em um determinado rio, formando, assim, uma
bacia hidrográfica. Dentro do Distrito Federal, existe uma importante reserva hidrológica (Águas
Emendadas), berço para duas importantes bacias hidrográficas, preservadas, consideradas uma
reserva da biosfera do Cerrado criado pela UNESCO.

Que bacias fazem parte da reserva hidrográfica de Águas Emendadas?


a)Bacia do Paraguai e bacia do São Francisco
b)Bacia do Paraná e bacia do Uruguai
c)Bacia do São Francisco e bacia Amazônica
d)Bacia do Araguaia-Tocantins e bacia Amazônica
e)Bacia Tocantins e bacia do Paraná

9-O terraceamento é uma prática mecânica de conservação do solo bastante utilizada pelos
agricultores. Essa prática — que se destina ao controle da erosão hídrica —, provavelmente, teve
início no estado de São Paulo, em meados da década de 30 do século passado. Acerca desse
assunto, julgue os itens a seguir.
Os terraços de drenagem destinam-se a interceptar a enxurrada e conduzi-la para um sistema de
escoamento, que pode ser uma grota vegetada ou um canal escoadouro, sem que haja erosão no
leito do canal. Em alguns solos bastante permeáveis, é possível dispensar os canais
escoadouros, mediante o emprego de práticas mecânicas e vegetativas que retêm quase
completamente as águas da chuva.

 Certo
 Errado

10-O espaçamento e a profundidade dos drenos são os principais parâmetros considerados em


um sistema de drenagem, sendo a relação entre eles dependente de características do solo, da
planta, do regime de escoamento e de critérios de drenagem a ser estabelecidos pelo projeto. O
regime de escoamento de água para os drenos pode ser permanente ou variável.

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No Brasil, a teoria de regime variável é mais aplicável em razão da ocorrência, de maneira geral,
de:
a)precipitações pluviais de alta intensidade e curta duração.
b)áreas de topografia plana com lençol freático superficial.
c)solos de textura mediana de alta capacidade de percolação.
d)coberturas vegetais densas com baixa evapotranspiração.
e)estiagens intensas e longo período de insolação.

11-A respeito da água, fundamental para a agricultura, julgue os itens


de 78 a 82.
Para o dimensionamento de um sistema de drenagem com drenos tubulares, deve-se considerar
a relação entre a carga hidráulica (h) no semiespaçamento entre os drenos e a distância (L) entre
eles. As fórmulas para a determinação de L consideram o movimento das placas tectônicas do
solo, que se caracterizam pela variação do valor do potencial total em determinado ponto e por
considerar a variação do potencial total com o tempo.

 Certo
 Errado

12-A salinidade é um perigo constante para a agricultura irrigada. Se houvesse a possibilidade


de um fluxo contínuo de lixiviação, não haveria problema de salinização. Por isto, para se evitar
a salinização dos solos, deve-se prever um sistema de:

a)movimentação do solo agrícola;


b)sulcos;
c)inundações temporárias;
d)drenagem;
e)irrigação.
Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:

1-No que se refere à pulverização, que tem papel importante na agricultura brasileira e ganhou
maior destaque com o advento do sistema de cultivo denominado plantio direto, julgue o próximo
item.
Uma barra de pulverização com 24 m de extensão, com bicos espaçados em intervalos de 0,5 m e
colocados desde as extremidades da barra, possui 48 bicos e faz aplicações de produtos químicos
em uma faixa de 24 m.

 Certo
 Errado

2-A determinação da quantidade de água para a irrigação é um dos principais parâmetros para o
correto planejamento, dimensionamento e manejo de qualquersistema de irrigação.

Com relação a esta temática, considere as afirmativas a seguir.

I → Os valores de coeficiente de cultivo (Kc) estão diretamente relacionados com a evolução do


ciclo de desenvolvimento das culturas e com a sensibilidade das culturas ao déficit hídrico. Assim,
para uma mesma fase do ciclo de desenvolvimento (inicial ou média ou final), os valores de Kc
são maiores para a cultura da soja em comparação com as culturas do milho e do feijão, nessa
ordem.
II → O método mundialmente recomendado para a estimativa da evapotranspiração de referência
é o Hargreaves Samani, considerado como padrão, por considerar um elevado número de
variáveis meteorológicas e parâmetros de resistência de superfície e de resistência aerodinâmica
da cultura de referência.
III → A frequência de irrigação requerida por uma cultura depende da disponibilidade de água no
solo. Para determinar em laboratório a água retida na capacidade de campo e no ponto de murcha
permanente, deve-se coletar, na camada de exploração do sistema radiculardas plantas, amostras
indeformadas e deformadas de solo, respectivamente.

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Está(ão) correta(s)
a)apenas I.
b)apenas II.
c)apenas III.
d)apenas I e II.
e)I, II e III.

3-Os sistemas de irrigação podem ser divididos em duas categorias: irrigação por superfície e
irrigação sob pressão ou pressurizada.

Sobre a irrigação pressurizada, assinale a alternativa correta.


a)Para o dimensionamento da linha lateral de um sistema de irrigação poraspersão convencional, o
cálculo da vazão que a linha conduzirá é efetuado pela multiplicação entre o número de aspersores na
linha e o diâmetro da tubulação.
b)Considerando um sistema de irrigação por pivô central em funcionamento, a lâmina de água aplicada
é função apenas da velocidade de infiltração de água no solo.
c)Na avaliação de um sistema de irrigação auto-propelido, a lâmina aplicada é medida em uma linha de
coletores instalados perpendicularmente ao movimento do equipamento, localizada próximo à metade
do comprimento total da faixa irrigada.
d)O espaçamento entre gotejadores dependerá, principalmente, da vazão de água a ser irrigada,
podendo formar um bulbo molhado ou uma faixa molhada contínua (recomendado para culturas mais
espaçadas).
e)No sistema de irrigação por aspersão convencional, para minimizar os efeitos do vento, é
recomendada a utilização de aspersores com maior intensidade de aplicação, instalados com uma
menor superposição (10%), em linhas laterais paralelas à direção do vento.

4-A irrigação por superfície foi o primeiro método de irrigação a ser utilizado no mundo e destaca-
se, no estado do Rio Grande do Sul, no cultivo do arroz irrigado.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas a seguir, referentes a esse método de irrigação.

( ) Dentre os principais sistemas de irrigação por sulco, os sulcos comuns ou de terra plana são
os mais utilizados, tendo em vista o seu comprimento, que pode ser maior que o dos demais
sulcos, entre 100 e 1500 m. Todavia, o grande limitante desse tipo de sulco é o método de controle
de vazão, restringindo-se às bacias auxiliares.
( ) A irrigação por superfície caracteriza-se pela baixa eficiência em comparação aos métodos
pressurizados. A melhoria da eficiência de um projeto de irrigação por superfície é possível, desde
que se tenha uma combinação adequada das variáveis comprimento da área, declividade da
superfície do solo, vazão adequada e tempo de aplicação.
( ) Um dos parâmetros que devem ser conhecidos para a adequada distribuição da água no solo é
a curva ou equação de avanço, que relaciona o tempo de aplicação com o volume infiltrado no
perfil do solo (mm m -1).

A sequência correta é
a)F - V - V.
b)V - F - V.
c)F - F - V.
d)V - V - F.
e)F - V - F.

5-Com relação à captação e condução da água para fins de atendimento de sistemas de irrigação
pressurizados, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) Nos projetos de irrigação, a condução de água se processa, de um modo geral, em movimento


permanente e uniforme, sob um regime de escoamento turbulento, em que número
de Reynolds >4000, ou seja, a vazão e a velocidade média são constantes ao longo da tubulação,

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com exceção do regime de escoamento dos gotejadores que é laminar, em que número
de Reynolds <2000.
( ) As principais equações para o cálculo da perda de carga ao longo da tubulação
são: HazenWilliams, Manning e Darcy-Weisbach. A última, embora seja a mais utilizada, é
recomendada apenas para escoamento de água à temperatura ambiente e para diâmetro da
tubulação igual ou maiorque 2".
( ) A altura manométrica, na irrigação por aspersão convencional, representa o aumento de
pressão que a bomba deve transmitir ao líquido e pode ser obtida pelo seguinte somatório: altura
geométrica de sucção e de recalque (m), perda de carga ao longo de toda a tubulação (mca),
pressão necessária no aspersor (mca) e altura de elevação do aspersor (m).

A sequência correta é
a)V - F - V.
b)F - F - V.
c)F - V - F.
d)V - F - F
e)V - V - F.

6-A irrigação é um fator fundamental para o suprimento hídrico dos cultivos em momentos críticos
e é um componente que contribui à garantia de produtividades satisfatórias. Em relação a essa
importante estratégia, analise as assertivas abaixo:

I. O arroz irrigado é a cultura que possui maior área irrigada no Sul do Brasil. Dos cerca de 1,2
milhão de ha irrigados no RS e SC, há uma média de uso de aproximadamente 1.000 m 3.ha-1 de
água ao longo de todo ciclo do arroz irrigado.
II. A maior demanda por água para a cultura da soja ocorre no período de floração/enchimento de
grãos. Nesses estágios, quando coincidem com períodos de ausência de chuvas e baixa umidade
do solo, se disponível, a irrigação torna-se uma prática importante.
III. Além da grande área irrigada com arroz no Sul do Brasil, a irrigação por sulcos no cultivo de
Eucaliptos e Pinus tem evoluído significativamente, atingindo aproximadamente 350.000 ha,
principalmente nos estados do RS e PR. A irrigação acelera em cerca de 30% o ciclo dessas
espécies e aumenta a qualidade da madeira destinada a produção de celulose.
IV. O uso de pivôs na irrigação tem crescido significativamente na última década. Esse tipo de
irrigação é utilizado no Sul do Brasil para irrigação de lavouras de soja, milho e outras culturas.
Os benefícios dessa tecnologia se devem ao baixo custo de mão de obra para operação e, ainda,
possibilita o controle mais aproximado da lâmina de água aplicada. Contudo, possui um alto custo
de implantação e pode ocasionar uma maior incidência de doenças devido ao maior período de
molhamento foliar.

Quais estão corretas?


a)Apenas I e II.
b)Apenas I e III.
c)Apenas I e IV.
d)Apenas II e IV.
e)I, II, III e IV.

7-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Na irrigação, a variação da pressão ao longo da linha lateral em emissores de maior vazão é
maior que nos de baixa vazão, no caso de ambos os emissores apresentarem linha lateral de
mesmo diâmetro e comprimento.

 Certo
 Errado

8-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Em um sistema de drenagem em que prevaleça o fluxo permanente e em que a capacidade de
recarga seja estabelecida em milímetros dia-1 , a profundidade do lençol freático deve manter-se
estável, em metros, abaixo da superfície do solo.

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 Certo
 Errado

9-No que se refere a hidráulica, irrigação e drenagem, julgue o item que se segue.
Se o escoamento for laminar e desenvolvido em uma seção que não tenha mais influência das
singularidades em um conduto retilíneo, a variação de tensão tangencial influenciará diretamente
no perfil de velocidade do fluido. Entretanto, sob as mesmas condições, essa relação não existe
no escoamento turbulento.

 Certo
 Errado

10-O manejo da água de irrigação deve considerar os seguintes aspectos: o momento da irrigação
e a quantidade de água a aplicar. Este manejo deve ser feito visando a fornecer água às plantas
em quantidade suficiente para previnir o estresse hídrico, favorecendo incremento de
produtividade e qualidade da produção, minimizando o desperdício de água, a lixiviação de
nutrientes e a degradação do meio ambiente. Analise as afirmativas a seguir, dê valores Verdadeiro
(V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
( ) Mesmo quando as irrigações são realizadas em excesso, prática comum em região com
disponibilidade de água, as plantas são, muitas vezes, submetidas a condições de déficit hídrico,
comprometendo o desempenho da cultura.
( ) A quantidade de água a ser aplicada por irrigação deve diminuir a evapotranspiração da cultura
em condições de irrigação total ou suplementar.
( ) O manejo de água pode ser requerido para o atendimento de outras finalidades secundárias
como a lixiviação do excesso de sais para além do sistema radicular das culturas.

a)V-V-F.
b)F-V-V.
c)F-F-F.
d)V-F-V.

11-As barragens de terra foram construídas com a finalidade de armazenar água para irrigação.
Estas barragens são as mais elementares obras de barragens e normalmente se prestam para
qualquer tipo de fundação, desde a rocha compacta, até terrenos construídos de materiais
inconsolidados. Assinale a alternativa correta:

a)A barragem de terra do tipo homogênea é representada por um núcleo central impermeável, envolvido
por zonas de materiais consideravelmente impermeáveis, envolvido por zonas de materiais
consideravelmente mais permeáveis, zonas estas que suportam e protegem o núcleo.
b)A barragem de terra do tipo homogênea é composta por uma única espécie de material, excluindo-se
a proteção dos taludes. Neste caso, o material necessita ser suficientemente impermeável, para formar
uma barreira adequada contra a água, e o taludes precisam ser relativamente suaves, para uma
estabilidade adequada.
c)A barragem de terra do tipo homogênea é composta por uma única espécie de material impermeável,
envolvido por zonas de materiais consideravelmente impermeáveis, envolvido por zonas de materiais
consideravelmente mais permeáveis, zonas esta que suportam e protegem o núcleo.
d)A barragem de terra do tipo homogênea apresenta um núcleo central impermeável, envolto por
taludes, sendo estes materiais impermeáveis e que apresentam uma barreira adequada contra a água,
sendo os taludes relativamente suaves, para sua estabilização.

12-Considere as seguintes afirmativas sobre os sistemas de irrigação e assinale a alternativa


correta.
I. O sistema de irrigação por superfície é o método de irrigação nos quais a condução da água do
sistema de distribuição até qualquer ponto de infiltração é feita diretamente sobre a superfície do
solo.
II. A irrigação localizada é um método em que a água é aspergida e aplicada diretamente sobre a
região radicular, com pequena intensidade e alta frequência.

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III. A irrigação por aspersão é o método de irrigação em que a água é aspergida sobre a superfície
do terreno, lembrando uma “chuva”, por causa do fracionamento do jato d’água em gotas, com
pequena intensidade e alta frequência.

Estão corretas as afirmativas:


a)I e II, apenas.
b)II e III, apenas.
c)I e III, apenas.
d)I, II e III.

13-Em irrigação por gotejamento, a uniformidade de distribuição de água é influenciada, entre


outros fatores, pelas características hidráulicas e estruturais dos emissores. Neste sentido,
assinale a opção correta.

a)O movimento rotacional da água e a perda de carga diminuem ao se aproximar da parte central da
câmera em gotejadores com vórtice.
b)O regime de fluxo em gotejadores com orifício de saída é laminar, o que implica em elevada
sensibilidade à obstrução.
c)Para expressar a relação entre a vazão e a pressão em gotejadores do tipo espiral, usa-se a equação
do tipo potencial, q = k Hx , onde q é a vazão do emissor (L h-1), H a carga de pressão (m), k o
coeficiente de proporcionalidade característico do emissor e x o expoente de fluxo, sendo est e último de
aproximadamente 0,4 para este tipo de emissor.
d)Para emissores regulados, a vazão (q) é representada pela equação q = c H 0,5 – y , onde q é a vazão
do emissor (L h-1), H a carga de pressão (m) e c um coeficiente de ajuste, então, se y for maior que 0,5,
a vazão do emissor se reduzirá com aumento de pressão e se igual a 0,5, o emissor será perfeitamente
regulado.
e)A elaboração de projeto hidráulico considerando a variação de pressão de 20% na linha lateral de
irrigação, tanto para emissores de fluxo turbulento, como laminar, resultará em variação de vazão de
cerca de 10%, independente do valor de x na equação do tipo potencial (q = k H x ).

14-Assinale a opção que corresponde a um dos objetivos da Política Nacional de Irrigação (Lei nº.
12.787/2013).

a)Uso e manejo dos solos e recursos hídricos destinados à irrigação devem ser manejados de maneira
sustentável.
b)Prevenir endemias rurais de veiculação hídrica.
c)Priorizar regiões com baixos indicadores sociais e econômicos no que se refere ao desenvolvimento
local e regional.
d)Propiciar que, em projetos públicos de Irrigação com infraestrutura de irrigação de uso comum, a
gestão seja democrática e participativa.
e)Viabilizar a certificação dos projetos de irrigação.

15-A escolha do sistema de irrigação para uma determinada cultura deve considerar a relação
custo-benefício. Assim sendo, analise as afirmações abaixo.
I- O pivô central irriga até 80% da área.
II- A irrigação por inundação é conduzida por gravidade.
III-O autopropelido dispensa o uso de trator.
IV-O gotejamento aumenta a incidência de doenças.

Estão corretas as afirmativas


a)I e II.
b)I e III.
c)II e III.
d)II e IV.
e)III e IV.

16-A irrigação tem como objetivo fornecer uma quantidade adequada de água às plantas, de
maneira que, juntamente com as demais operações agrícolas, contribua de forma mais efetiva

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para o aumento da produtividade das culturas. Assinale a opção que apresenta os principais
sistemas de irrigação.

a)Superfície, aspersão e localizada.


b)Pivô central, auto-propelido e gotejamento.
c)Micro aspersão pivô central e auto-propelido.
d)Inundação, pivô central e auto-propelido.
e) Superfície, pivô central e auto-propelido.

17-Os sistemas de irrigação classificam-se em: sistemas de aspersão; sistemas de irrigação


subterrânea; sistemas de irrigação localizada; e

a)sistema de pivô central.


b)sistema de autopropelido.
c)sistema de superfície.
d)sistema de gotejamento.
e)sistema de microaspersão.

18-Em irrigação existe um conceito representado pelo teor de umidade no solo, abaixo do qual a
planta não conseguirá retirar água na mesma intensidade com que ela transpira. Isso aumenta a
cada instante a deficiência de água na planta, o que a levará à morte, caso não seja irrigada.
Esse conceito refere-se à:

a)capacidade de água.
b)ponto de murchamento.
c)ponto de saturação
d)déficit hídrico.

19-Em irrigação para que se tenha a máxima eficiência de uso e de aplicação da água, a razão
entre a água evapotranspirada pela cultura e a aplicada pela irrigação deve aproximar-se de:

a)1,0
b)0,8
c)1,2
d)1,3

20-A irrigação pode ser realizada por diferentes métodos: aspersão, localizada, superfície e
subterrânea. Com relação à escolha do método de irrigação, não existe um melhor que o outro, e
sim o que mais se adapta a cada situação em particular.

Assinale a alternativa que apresenta os aspectos a serem considerados para a escolha de


método adequado.
a)Disponibilidade de água, topografia da área, custo de implantação do equipamento, e tipo de cultura a
explorar.
b)Disponibilidade de água, custo de implantação do equipamento, cultura a ser explorada e
disponibilidade de área própria.
c)Custo de implantação do equipamento, clima, cultura a ser explorada e fácil disponibilidade de
insumos agrícolas.
d)Cultura a ser explorada, disponibilidade de energia, topografia da área e proximidade aos centros
consumidores.
e)Cultura a ser explorada; tipo de solo, clima e disponibilidade de financiamentos bancários.
Parte inferior do formulário
___________________________________________________________________________________
21-O terraceamento é uma prática mecânica de conservação do solo bastante utilizada pelos
agricultores. Essa prática — que se destina ao controle da erosão hídrica —, provavelmente, teve
início no estado de São Paulo, em meados da década de 30 do século passado. Acerca desse
assunto, julgue os itens a seguir.

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O terraço de escoamento é recomendado para solos com permeabilidade lenta ou moderada (B
textural e solos rasos), regiões de baixas precipitações e de até 5% de declividade.

 Certo
 Errado
___________________________________________________________________________________
22-O terraceamento é recomendado somente para declives superiores a 15%, em rampas de
comprimentos superiores a 100 metros.

 Certo
 Errado

23-No que se refere a fenômenos atmosféricos, julgue os itens seguintes.


A eficiência potencial da absorção de nutrientes por uma mesma cultura é diferente nos vários
sistemas de irrigação. Por aplicarem a água de forma circular, a eficiência é maior na
microaspersão e no gotejamento em comparação com os métodos do sulco e da aspersão.

 Certo
 Errado

24-Com o aumento da demanda por recursos hídricos para atender ao crescimento da população
e a outros setores, é inevitável que se tenha cada vez menos água disponível per capita. É
evidente, também, a transição de uma situação de abundância de água doce para uma situação
de contínua ameaça de escassez e conflito pelo seu uso. Embora seja questionável, estima-se
que a agricultura irrigada no Brasil seja a maior usuária de recursos hídricos, porém é
inquestionável sua importância na produção de fibras e alimentos. Nesse sentido, a escolha do
método de irrigação e sistema de manejo mais apropriado, bem como o uso eficiente de
insumos, aplicados via irrigação, são fundamentais no uso adequado da água e dos próprios
insumos. Com relação ao uso da água, julgue os itens subsecutivos.
Na determinação da evapotranspiração da cultura (ETc) baseada na disponibilidade de umidade
do solo, uma vez mantidos constantes os fatores relacionados à planta, o decréscimo da relação
ETc/evapotranspiração potencial da cultura (ETpc) pode ser o resultado do decréscimo da
tensão com que a água esteja retida no solo ou da baixa condutividade hidráulica deste e dos
tecidos das raízes, em relação à menor demanda evaporativa da atmosfera.

 Certo
 Errado

25-A irrigação por pivô central com o sistema LEPA (low energy precision
application) caracteriza-se como um sistema híbrido (pivô central e irrigação localizada), sendo
inadequada para terrenos ondulados e com topografia de declividade superior a 2%.
 Certo
 Errado
___________________________________________________________________________________
26-O tanque de vazão auxiliar, de maneira geral, pode ser usado com melhor desempenho na
irrigação com fertilizantes que os tubos Venturi. Os produtos químicos saem do recipiente sem
causar perda de pressão e podem ser precisamente regulados e utilizados efetivamente em
operações móveis.

 Certo
 Errado

27-A determinação da lâmina de água a ser aplicada na irrigação é influenciada pela medida das
eficiências que quantificam fisicamente a qualidade da irrigação; assim, sempre que a eficiência
de aplicação e de armazenamento for elevada, melhor será o atendimento das necessidades
hídricas das plantas.

 Certo

82
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 Errado

28-A respeito da viabilidade de projetos de irrigação, captação e transporte de água, julgue os


seguintes itens.
Para a construção de canais de transporte de água, revestidos de concreto e assentados em
solos expansivos é necessário o preparo da fundação, como a sobre-escavação e a substituição
do material expansivo ou o tratamento com cal, in situ.

 Certo
 Errado

29-No nível de pré-viabilidade de projetos de irrigação, definem-se conceitos como pontos de


armazenamento e de desvio da água, área a ser irrigada, métodos de irrigação, tipo de projeto,
esquemas gerais de parcelamento e disposição da rede de distribuição de água e localização
das principais instalações; e muito pouco é projetado.

 Certo
 Errado

30-A eficácia dos custos deve ser considerada nos níveis de viabilidade de projetos de irrigação.
Em regra, caso dois projetos diferentes proporcionem resultados idênticos, o de menor custo
deve ser o escolhido.

 Certo
 Errado

31-Na captação de água de um rio, em geral, a entrada do canal deverá estar localizada no lado
interno de uma curva, a montante da bissetriz do arco, reduzindo a entrada de sedimentos no
canal.

 Certo
 Errado

32-Para projetos de estação de bombeamento, os dados acerca das cotas médias e máximas de
descarga para as frequências de cheia selecionadas, em condições de reservatórios e de rios,
geralmente devem contemplar as distribuições de frequências de cheias ocorridas em dez anos.

 Certo
 Errado

33-Acerca da política nacional de irrigação, julgue os itens que se seguem.


As entidades públicas responsáveis pela implementação da política nacional de irrigação
poderão implantar infraestruturas de irrigação de uso comum, beneficiando projetos privados,
em áreas com comprovada aptidão ao desenvolvimento econômico da agricultura irrigada, ainda
que os irrigantes estejam em fase final de organização quanto à forma de gestão, operação e
manutenção do sistema coletivo de irrigação e drenagem agrícola.

 Certo
 Errado

34-São princípios da política nacional de irrigação o uso e o manejo sustentável dos solos e dos
recursos hídricos destinados à irrigação; gestão democrática e participativa dos projetos
públicos de irrigação com infraestrutura de irrigação de uso comum e prevenção de endemias
rurais de veiculação hídrica; articulação entre as ações em irrigação das diferentes instâncias e
esferas de governo e entre estas e as ações do setor privado.

 Certo
 Errado
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35-Julgue o item subsecutivo, referente a agrometeorologia, hidrologia e hidráulica agrícola.
Para fins de irrigação, são importantes as precipitações: a precipitação efetiva determina a água
diretamente disponível para a planta no manejo da irrigação; e a precipitação provável, utilizada
para auxiliar no manejo e planejamento da irrigação, refere-se à frequência e à quantidade da
precipitação.

 Certo
 Errado

36-Existe em irrigação uma forma de quantificar a água precipitada e utilizada diretamente pela
cultura, que é a precipitação total menos a parte que escoa sobre a superfície do solo e a parte
que percola abaixo do sistema radicular da cultura, sendo denominada precipitação:

a)efetiva.
b)provável.
c)real.
d)positiva.
e)atual

37-A água para irrigação, em relação ao perigo de salinização, pode ser dividida em quatro
classes, segundo sua condutividade elétrica (CE), ou seja, de acordo coma sua concentração
total de sais solúveis. Uma “água com salinidade alta” recebe a designação de:

a)CA
b)C3
c)C4
d)C5
e)CS

38-Airrigação por superfície pode ser dividida em quatro fases distintas: avanço, reposição,
depleção e recessão.Observe a figura abaixo.

Conforme observado na figura, numere correta e subsequentemente as fases da irrigação por


superfície.
a)I, II, IV e III
b)II, I, IV e III
c)III, I, IV e II
d)IV, I, III e II
e)III, IV, I e II

39.Com a expansão rápida da agricultura irrigada no Brasil, muitos problemas têm surgid
o, em consequência do desconhecimento das diversas alternativas de sistemas de irrigação.

Sobre esses sistemas, assinale a afirmativa correta.

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a)Aspersão Convencional: pode ser fixo, semifixo ou portátil. Nos sistemas portáteis, tanto as lin
has principais quanto as laterais são móveis, o que propicia um funcionamento similar ao do si
stema autopropelido.
b)Autopropelido: utiliza um único canhão montado em um carrinho, que se desloca longitudinalment
e ao longo da área a ser irrigada. A propulsão do carrinho é proporcionada pela própria pressão da á
gua, o que torna esse sistema o de menor consumo de energia.
c)Pivô Central: as limitações de topografia, para vãos entre torres de até 30 metros, suportam decli
vidades de até 30% na direção radial.
d)Deslocamento Linear: apresenta estrutura e mecanismo de deslocamento similar à do pivô ce
ntral, mas desloca-se continuamente, em posição longitudinal e na direção transversal da área.
e)LEPA (Low Energy Precision Application): sistemas tipo pivô central equipado com um mecani
smo de aplicação de água mais eficiente, em que são conectados bocais que operam com alta
pressão, o que reduz as perdas por evaporação.

40.Para a elaboração de um projeto de irrigação, seja qual for o sistema a ser adotado, são n
ecessários o cálculo e a coleta de alguns dados na área a ser irrigada.

Sobre esse parâmetro, assinale a afirmativa correta.


a)O cálculo do turno de rega e tempo de funcionamento por posição leva em conta, principalm
ente, a profundidade do sistema radicular e a época do ano.
b)O cálculo da vazão refere-se à vazão total do equipamento e baseia-
se na área a ser irrigada, na precipitação definida e o número de horas de trabalho (diário) dur
ante o ciclo da cultura.
c)A definição da precipitação ou lâmina a ser aplicada na área varia em função, principalmente, da
região geográfica.
d)O dimensionamento do conjunto motobomba baseia-
se na vazão, nas perdas de cargas e na potência necessária.
e)O dimensionamento hidráulico das tubulações e dos acessórios, como válvulas, hidrantes, cotovel
os de derivação e outros, baseia-
se na vazão total, na altura manométrica necessária e na velocidade da água no interior dos tubos.
Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27: 28: 29: 30: 31: 32:
33: 34: 35: 36: 37: 38: 39: 40:

41-A irrigação é uma operação agrícola que tem como objetivo suprir artificialmente a
necessidade de água da planta. O empreendimento de irrigação é o conjunto de obras e
atividades que o compõem, tais como:________________, _______________ e ___________,
drenagem, caminhos internos e a lavoura propriamente dita, bem como qualquer outra ação
indispensável à obtenção do produto final do sistema de irrigação.

a)condutores / extratores / reservatórios.


b)captadores / condutores / extratores.
c)reservatório e captação / adução / distribuição de água.
d)válvulas / reservatórios / bombas.
e)reservatório / extratores / válvulas.

42-Há três métodos de irrigação. Aquele método de aplicação de água às plantas em forma de
chuva artificial, por meio de dispositivos especiais, abastecidos com água sob pressão
denomina-se:

a)Global.
b)Localizada.
c)Superficial.
d)Aspersão.
e)Profunda.

43-

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O valor da lâmina real necessária, em milímetros, é obtido multiplicando-se a evapotranspiração
da cultura pelo TR.

 Certo
 Errado

44-Para se obter o valor da lâmina total necessária é preciso, antes, corrigir o valor da lâmina
real necessária. Nesse caso, para uma eficiência da irrigação de, por exemplo, 70%, basta
multiplicar por 1,30 o valor da lâmina real necessária.

 Certo
 Errado

45-O tempo gasto (despendido) em cada irrigação é obtido pela divisão do valor da lâmina total
necessária pela vazão do sistema de irrigação.

 Certo
 Errado

46-O valor da evapotranspiração da cultura é obtido a partir dos dados referentes ao estádio de
desenvolvimento da cultura, da temperatura e umidade do solo, antes e depois da última
irrigação.

 Certo
 Errado

47-Dentre os métodos de irrigação, sabe-se que a irrigação por


a)aspersão convencional é um método de irrigação localizada.
b)microaspersão é um método de irrigação localizada, assim como a por gotejamento.
c)pivô central é uma forma de irrigação por superfície.
d)canhão autopropelido é um método de irrigação por superfície.
e)inundação gasta menor volume de água para irrigar.

48-Na maioria das regiões agrícolas do país, a irrigação assume grande importância na obtenção
de aumentos de produtividade e de qualidade dos produtos.
Sobre os diferentes sistemas de irrigação, verifica-se que

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a)a irrigação localizada apresenta como uma de suas vantagens a de ser um método que pode ser
utilizado com águas salinas ou em solos salinos.
b)as fontes de água com elevadas concentrações de cloreto de sódio devem ser usadas na irrigação
por aspersão, por evitar seu acúmulo no solo.
c)o vento, a precipitação pluviométrica, o tipo de solo e a temperatura são os principais fatores
climáticos que afetam o uso da irrigação por aspersão.
d)os métodos de irrigação por superfície apresentam eficiência de aplicação superior aos métodos de
irrigação subsuperficial e localizada.
e)solos com baixa capacidade de retenção de água são os ideais para aplicação da irrigação por
superfície, por evitar problemas com encharcamento.

49-O conhecimento da velocidade de infiltração (VI) de água no solo é muito importante na


determinação da aplicação da quantidade desejada de água. Há vários métodos e várias maneiras
de se determinar a VI de um solo, sendo o tipo de irrigação determinante na escolha de cada
método. Seguindo esta lógica, são indicados os seguintes métodos para a irrigação por
inundação:
a)entrada-saída e infiltrômetro de anel.
b)infiltrômetro de suco e balanço de água.
c)entrada-saída e balanço de água.
d)bacias e infiltrômetro de anel.
e)bacias e infiltrômetro de suco.

50-São princípios básicos do planejamento à operação de um projeto de irrigação, EXCETO

a)Em geral, as irrigações rasas ou frequentes são mais baratas do que as irrigações profundas ou
pouco frequentes.
b)Para que haja o máximo crescimento vegetativo, a transpiração de uma superfície vegetal deve ser
mantida na sua capacidade potencial, sob as condições climáticas prevalecentes.
c)A evapotranspiração diária de uma superfície coberta com vegetal rasteiro, na ausência de energia
advectiva, dificilmente excede a evaporação de um recipiente raso que contém água com a superfície
exposta às mesmas condições climáticas.
d)A razão entre a água evapotranspirada pela cultura e a aplicada pela irrigação deve aproximar-se de
1, para que se tenha máxima eficiência de uso e de aplicação d´água.
e)A água percolada abaixo da zona radicular deve ser retirada por drenagem natural ou artificial.

51-A quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo e de área, por uma cultura de
baixo porte, verde, cobrindo totalmente o solo, de altura uniforme e sem deficiência de água,
define
a)Evaporação Real.
b)Evapotranspiração Potencial de Referência.
c)Evapotranspiração Total.
d)Evapotranspiração Real.
e)Evaporação Potencial.

52-Na agricultura irrigada podem-se adotar vários sistemas, os quais apresentam características
variáveis como eficiência no uso da água, custo, compatibilidade com a região e cultura. Assim,
podemos afirmar que
a)a inundação é uma técnica de irrigação muito antiga e, apesar do avanço da tecnologia disponível, é
ainda muito utilizada no brasil pela sua grande eficiência no uso da água, particularmente no cultivo de
arroz.
b)entre as vantagens da irrigação localizada, destaca-se a economia na instalação e manutenção
comparada aos sistemas convencionais de irrigação por aspersão e por superfície.
c)o sistema de irrigação por sulcos apresenta alta eficiência no uso da água, além de apresentar baixos
custos com implantação e manutenção.
d)o método localizado apresenta alta eficiência do uso da água, permitindo melhor controle da lâmina
de água aplicada. no gotejamento, uma forma de ampliar a eficiência dá-se por meio do aterramento
das mangueiras de adução.

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e)os pivôs centrais proporcionam alta eficiência no controle fitossanitário, pois possibilita o molhamento
da parte aérea dos vegetais, o que facilita o controle dos insetos e fungos.

53-Tem-se uma área de produção de milho irrigado, utilizando-se aspersores de baixa pressão,
com raio de aspersão de 4 m. A área de cobertura de cada aspersor e o número de aspersores
por hectare, considerando 10% de sobreposição, são, respectivamente,

a)25 m 2 e 110
b)60 m 2 e 184
c)50 m 2 e 200
d)50 m 2 e 220
e)60 m 2 e 210

54-O gotejamento é um sistema de irrigação em que a água é aplicada diretamente na região


radicular, em pequenas intensidades e alta frequência, mantendo o solo próximo à capacidade
de campo.

Com base neste método de irrigação, é incorreto afirmar que


a)proporciona um controle rigoroso da quantidade de água fornecida às plantas.
b)permite a fertirrigação e a quimigação.
c)possibilita o cultivo em áreas com afloramentos rochosos.
d)é um método eficiente, permitindo melhor uniformidade na distribuição da água por operar com bai xas
pressões. Além disso, apresenta baixo custo de manutenção.
e)apresenta risco de salinização em situações em que o solo possui baixa drenabilidade e há elevado
gradiente térmico no ambiente atmosférico.

55-Os processos de evaporação e de transpiração ocorrem simultaneamente em uma cultura


vegetal, compondo a evapotranspiração, a qual é considerada um parâmetro importante no ciclo
hidrológico. Dadas as seguintes afirmativas,

I. A evapotranspiração potencial de referência, ET é a quantidade de água evapotranspirada por


unidade de tempo e de área, por uma cultura de baixo porte, verde, cobrindo totalmente o solo,
de altura uniforme e sem deficiência de água.
II. A evapotranspiração máxima, ET representa a máxima perda de água que uma cultura sofre,
em dado estádio de desenvolvimento, quando não há restrição de água no solo e se relaciona
com ET através do coeficiente de cultura,
III. A evapotranspiração real, ET é a que realmente ocorre. Se houver água disponível no solo e
o fluxo de água na planta atender à demanda atmosférica, ET será menor que ET
IV. A situação ideal para uma cultura é que ET seja menor que ET

verifica-se que
a)apenas I e II estão corretas.
b)apenas I e III estão corretas.
c)apenas I e II estão erradas.
d)apenas I e III estão erradas.
e)apenas a IV está errada.

56-A respeito da água, fundamental para a agricultura, julgue os itens


de 78 a 82.
Quimigação é o processo que consiste em aplicar uma solução, ou calda, de agroquímicos
(fertilizante, inseticida, fungicida, herbicida ou nematicida) por meio do sistema de irrigação.
Quando se trata de produtos que atuam no solo, a aplicação, em princípio, é feita por meio de
qualquer método de irrigação, seja gravitacional, por aspersão ou localizado. Porém, a aplicação
de produtos com atividade foliar somente é viável nos sistemas de irrigação por aspersão, como
laterais portáteis (convencional), pivô central, rolão e outros.

 Certo
 Errado
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57-Quanto a bacias hidrográficas e manejo da água na agricultura, julgue os itens a seguir.
Em relação à irrigação por infiltração, a irrigação por aspersão apresenta a vantagem de
dispensar a sistematização do terreno, reduzindo custos.

 Certo
 Errado

58-Um terreno sem proteção, após uma chuva violenta, perde o solo pela erosão. Isto se dá
porque a água não encontra nenhuma barreira e carrega para bem longe a terra rica e solta que
encontra no caminho. Um terreno com cultura perde muito menos solo após uma chuva, porque
as culturas protegem o solo e diminuem o efeito erosivo das enxurradas. O importante é que o
plantio seja feito em nível e em faixa, de modo que estejam juntas culturas mais densas com
culturas menos densas ou vegetações. Há vários tipos de faixa. Existe um determinado tipo no
qual é realizada a prática do cultivo em faixas de plantas densas como a cana-de-açúcar. Essas
faixas são estreitas, com largura variando de 2 a 3 m e espaçadas de 30 a 50 metros. São
colocadas no terreno em nível, para prender a terra que a água da chuva arrasta. Essas faixas
podem ser de canade- açúcar, capim, limão, cidreira, mucana, etc. Este tipo de plantio em faixa é
denominado faixa:

a)de absorção;
b)de rotação;
c)conjugada;
d)de proteção;
e)de retenção.

59-O terraço que é recomendado para terrenos com declividade inferior a 20%, consistindo em
um canal e um dique, podendo ser facilmente construído com um arado e uma enxada, chamado
também de cordão de contorno, é o terraço tipo:

a)contínuo;
b)patamar;
c)camalhão;
d)descontínuo;
e)magnum.

60-Existe uma evapotranspiração em que a água é evapotranspirada por uma determinada


cultura, sob as condições normais de cultivo, isto é, sem a obrigatoriedade do teor de umidade
permanecer sempre próximo à capacidade de campo. É a evapotranspiração:

a)potencial de referência;
b)da cultura;
c)potencial da cultura;
d)total;
e)ideal.
Respostas 41: 42: 43: 44: 45: 46: 47: 48: 49: 50: 51: 52:
53: 54: 55: 56: 57: 58: 59: 60:

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GEOPROCESSAMENTO
É um procedimento integrante dos SIGs (Sistema de Informações Geográficas) e baseia-se em
selecionar e trabalhar em torno de imagens de satélite e fotografias aéreas para a produção de mapas
e representações cartográficas em geral. É fruto das inovações tecnológicas, que permitiram a
manipulação de informações, podendo identificar determinadas características da superfície terrestre e
ordená-las em cores, formas e legendas variadas.
Através do geoprocessamento, a produção de mapas deixou de ser realizada necessariamente a partir
de medições técnicas e observações superficiais, o que colaborou para o aumento da precisão das
representações gráficas e na melhoria das qualidades das informações obtidas.
As imagens de satélite ou de fotografias aéreas são tratadas a partir de softwares
específicos, como o ArcGIS e o Spring, que selecionam e separam informações que, a olho nu, são
inseparáveis, como o relevo, hidrografia, altitude, população, vegetação, dentre outras.

Além disso, os programas de geoprocessamento são importantes para o monitoramento de áreas ou a


localização de determinados pontos. Um equipamento bastante popular que utiliza essa tecnologia é o
GPS, muito utilizado para determinar ou encontrar uma localização e até descobrir as melhores rotas
para chegar a um determinado local.
O geoprocessamento, através do uso e estudo de imagens de satélites, permite também acompanhar e
analisar eventos passados sobre a superfície ou a evolução de determinados fenômenos geográficos.
Isso porque os satélites armazenam todas as imagens obtidas ao longo do tempo em que esteve em
órbita. É possível, por exemplo, observar o grau de crescimento horizontal de uma cidade ou as
transformações no relevo durante um determinado período de tempo.

GEOPOSICIONAMENTO
Mais de 50 satélites como este NAVSTAR já foram lançados
desde 1979.

O sistema de posicionamento global, mais conhecido pela


sigla GPS , é um mecanismo de posicionamento por satélite que
fornece a um aparelho receptor móvel a sua posição, assim como
o horário, sob quaisquer condições atmosféricas, a qualquer
momento e em qualquer lugar na Terra; desde que o receptor se
encontre no campo de visão de três satélites GPS (quatro ou mais
para precisão maior). Encontram-se em funcionamento dois
desses sistemas: o GPS americano e o GLONASS (versão russa
do GPS). Existem também dois outros sistemas em
implementação: o Galileo da União Europeia e o Compass chinês.
O sistema americano é administrado pelo Governo dos Estados
Unidos e operado pelo Departamento de Defesa americano. A
princípio, o seu uso era
exclusivamente militar, estando mais recentemente disponível para
uso civil gratuito. No entanto, acredita-se que, em um contexto de
guerra, sua função civil seria revogada para que o dispositivo volte a ser um artfício militar. O que
comprometeria a funcionalidade do GPS para o cotidiano de pessoas comuns, pois o sistema de
posicionamento global, além de ser utilizado na aviação geral e comercial e na navegação marítima,
também é utilizado por diversas pessoas para deslocamento nos bairros e cidades e, principalmente,
para viagens.
Inclusive, com um sistema de navegação por satélite integrando um GPS, é possível encontrar o
caminho para um determinado local e saber a velocidade e direção do seu deslocamento. Atualmente,
o sistema está sendo muito utilizado em automóveis com um sistema de mapas. Existem diversos
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tipos de GPS, de diversas marcas com soluções "tudo em um", como os externos que são ligados por
cabo ou ainda por bluetooth e celulares modernos (smartphones), que possuem o GPS integrado e
acessível através de seus próprios aplicativos.

Receptores GPS vêm numa variedade de formatos, de dispositivos integrados dentro de carros,
telefones, e relógios, a dispositivos dedicados somente ao GPS como estes das marcas
Trimble, Garmin e Leica.

Medição com um GPS


O sistema foi declarado totalmente operacional em 1995. Seu desenvolvimento custou 10 bilhões
de dólares. Consiste numa "constelação" de 24 satélites. Os satélites GPS, construídos pela
empresa Rockwell, foram lançados entre Fevereiro de 1978 (Bloco I) e 6 de Novembro de 1985 (o
29º). Cada um circula a Terra duas vezes por dia a uma altitude de 20.200 quilômetros (12.600 milhas)
e a uma velocidade de 11.265 quilômetros por hora (7.000 milhas por hora), de modo que, a qualquer
momento, pelo menos 4 deles estejam “visíveis” de qualquer ponto da Terra. Os satélites têm a
bordo relógios atômicos e informações adicionais como os elementos orbitais de movimento e um
conjunto de estações de observação terrestres.
O receptor não precisa ter um relógio de alta precisão, mas um suficientemente estável. O receptor
capta os sinais de quatro satélites para determinar as suas próprias coordenadas e ainda o tempo.
Então, o receptor calcula a distância a cada um dos quatro satélites pelo intervalo de tempo entre o
instante local e o instante em que os sinais foram enviados (esta distância é chamada
pseudodistância). Descodificando as localizações dos satélites a partir dos sinais de micro-ondas de
uma base de dados interna.
Até meados de 2000 o departamento de defesa dos EUA impunha a chamada "disponibilidade
seletiva" que consistia em um erro induzido ao sinal, impossibilitando que aparelhos de uso civil
operassem com precisão inferior a 90 metros. Porém, o presidente Bill Clinton foi pressionado a
assinar uma lei determinando o fim dessa interferência no sinal do sistema. Desse modo, entende-se
que não há garantias que em tempo de guerra o serviço continue à disposição dos civis e com a atual
precisão. No cenário militar, o GPS é também usado para o direcionamento de diversos tipos de
armamentos de precisão, como as bombas JDAM (Joint Direct Attack Munition) e os famosos
mísseis Tomahawk. Estas bombas "inteligentes" são guiadas a seus alvos por um sistema inercial em
conjunto com um GPS; esse tipo de sistema de direcionamento pode ser usado em qualquer condição
climática e garante um alto índice de acertos.

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Coordenadas com um GPS com bússola e altímetro integrado

Exemplo de um receptor GPS com mapas, instalado em um carro.


A comunidade científica utiliza o sistema de posicionamento global pelo seu relógio altamente preciso,
já que durante experiências científicas de coleta de dados, pode-se registar com precisão de
microsegundos (0,000001 segundo) quando a amostra foi obtida. Naturalmente, a localização do
ponto onde a amostra foi recolhida também pode ser importante. Agrimensores diminuem custos e
obtêm levantamentos precisos mais rapidamente com o GPS. Unidades específicas têm custo
aproximado de 3.000 dólares e precisão de 1 metro, mas existem receptores mais caros com precisão
de 1 centímetro. A coleta de dados por estes receptores é mais lenta.
Guardas florestais, trabalhos de prospecção e exploração de recursos naturais, geólogos,
arqueólogos, bombeiros, são enormemente beneficiados pela tecnologia do sistema. O GPS tem -se
tornado cada vez mais popular entre ciclistas, balonistas, pescadores, ecoturistas, geocachers, voo
livre ou por aventureiros que queiram apenas orientação durante as suas viagens. Com a
popularização do GPS, um novo conceito surgiu na agricultura: a agricultura de precisão. Uma
máquina agrícola dotada de receptor GPS armazena dados relativos à produtividade em um
dispositivo de memória que, tratados por programa específico, produz um mapa de produtividade da
lavoura. As informações permitem também optimizar a aplicação de correctivos e fertilizantes. A
função de geolocalização desse sistema é a base de aplicativos de relacionamento como o Tinder e
jogos de realidade aumentada como Ingress e Pokémon GO.

Tipos de receptores

Comparação entre a duração da órbita de um satélite e o período de rotação da Terra.


Geralmente categorizados em termos de demandas de uso em Geodésicos, Topográficos e
de Navegação, a diferenciação entre as categorias de sistemas de posicionamento- que a princípio
pode parecer meramente de preço de aquisição-, se deve à precisão alcançada, ou seja, a razão da
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igualdade entre o dado real do posicionamento e o oferecido pelo equipamento. Assim, sendo os mais
acurados (com valores na casa dos milímetros) os receptores Geodésicos são capazes de captar as
duas frequências emitidas pelos satélites (L1 e L2), possibilitando assim a eliminação dos efeitos da
refracção ionosférica. Os topográficos, que tem características de trabalho semelhantes à categoria
anterior, mas captam somente a portadora L1, também possuem alta precisão; geralmente, na casa
dos centímetros. Ambas as categorias têm aplicações técnicas, e características próprias como o pós-
processamento, o que significa que, normalmente, não informam o posicionamento instantaneamente
(exceto os modelos RTK, modo cinemático).
No caso da categoria de maior uso do GPS (a navegação), embora possua menor precisão de
posicionamento, há várias vantagens em sua utilização; como o baixo preço de aquisição e suas
aplicações como: ferramenta de equipamentos como computadores de mão, celulares, relógios, entre
outros. Atualmente, com a convergência de dispositivos, existem muitas opções de Pocket PCs com
GPS interno, que têm a vantagem de se poder escolher o software de localização que se pretende
utilizar com eles.

Atualidades
Em 24 de Março de 2009 foi lançado o primeiro satélite GPS equipado com uma amostra
de hardware funcionando em frequência l5. Entre outras novidades, este satélite foi o primeiro a emitir
o sinal GPS numa frequência de 1.176,45 MHz (±1.2 GHz). E suas vantagens são:

 Melhoria da estrutura do sinal para maior desempenho;

 Transmissão com sinal superior ao dos satélites L1 e L2.


A data limite para que a Força Aérea Americana colocasse um satélite GPS de forma operacional em
frequência L5 foi 26 de Agosto de 2009. Caso ultrapassassem essa data, o governo dos Estados
Unidos perderia o direito de utilizar essa frequência em seus projetos militares/civis. O L1C é um sinal
de uso civil transmitido na mesma frequência L1 (1.575,42 MHz), contém o sinal GPS L1C utilizado por
todos os atuais usuários e está disponível com o primeiro bloco III desde 2013.
Hoje em dia, em dois países os aparelhos receptores de GPS são proibidos: Coreia do Norte e Síria.
O Egito suspendeu a proibição em Abril de 2009.
A primeira aplicação comercial do GPS para rastreamento de caminhões no mundo foi feita
no Brasil em 1992. Gérard Lesbazeilles, de nacionalidade francesa, mas naturalizado brasileiro desde
os anos 70, então diretor de telecomunicações da empresa de engenharia Brasileira ESCA, liderou a
equipe que criou a empresa RODOSAT Brasil. A RODOSAT foi o primeiro cliente da INMARSAT
(pioneira em comunicações móveis via satélite a nível mundial) e tinha, em 1994, 6.000 caminhões
rastreados.

CARTOGRAFIA

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Mapa antigo de 1627

Mapa da América do Sul de 1750


Cartografia é a atividade que se apresenta como o conjunto de estudos e
operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas
ou da análise de documentação, voltam-se para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de
expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e
socioeconômicos, bem como a sua utilização.
A palavra cartografia foi introduzida pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa,
2º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao
historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo
uso.
A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em meados do século
XX, e certamente a mais importante depois do seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A
introdução da fotografia aérea e da detecção remota, o avanço tecnológico nos métodos de gravação
e impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores, vieram alterar
profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos, processados e representados,
bem como o modo como os interpretamos e exploramos.

 Cartografia matemática é o ramo da cartografia que trata dos aspectos matemáticos ligados à
concepção e construção dos mapas, isto é, das projecções cartográficas. Foi desenvolvida a partir do
final do século XVII, após a invenção do cálculo matemático, sobretudo por Johann Heinrich
Lambert e Joseph Louis Lagrange. Foram especialmente relevantes, durante o século XIX, os
contributos dos matemáticos Carl Friedrich Gausse Nicolas Auguste Tissot.
 Cartometria é o ramo da cartografia que trata das medições efetuadas sobre mapas, designadamente
a medição de ângulos e direções, distâncias, áreas, volumes e contagem de número de objetos.

Os primeiros mapas
A função dos mapas é prover a visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde
tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com esta, dispomos de mapas em placas
de argila sumérias e papiros egípcios. Na Grécia antiga, Aristóteles e Hiparco produziram mapas com
latitudes e longitudes. Em Roma, Ptolomeu representou a Terradentro de um círculo.

A cartografia grega
Na cartografia grega podemos destacar Erastótenes de Cirene, que fez um experimento para
comprovar a esfericidade da Terra. Ele colocou um gnómon em Siena no Egito e outro em Alexandria.
As 12 horas do solstício de verão pode perceber que não havia sombra em Siena, entretanto em
Alexandria havia sombra projetada, sendo a primeira comprovação que a terra não era plana como se
pensava, servindo de base para a projeção de mapas.
No poema Odisseia e Ilíada, de Homero o autor faz uma descrição gráfica do mundo conhecido na
época. Em Ilíada Homero descreve o escudo de Aquiles que representa o primeiro mapeamento
cósmico. Anaximandro de Mileto construiu o primeiro mapa-múndi gravado em pedra, também é

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atribuído a ele a medição das estrelas e o cálculo de sua magnitude. Já Hecateu de Mileto fez uma
descrição sistemática dos lugares, essa obra chama-se Periegesi, sendo considerado a primeira obra
geográfica. Demócrito de Abdera introduz os termos latitude (latu = largura) e longitude (longo =
alongado) indicando as medidas de distâncias no sentido vertical e horizontal,
respectivamente. Erastótenes foi o primeiro a determinar com precisão científica o tamanho da Terra.
No seu mapa-múndi desenhou sete linhas paralelas que passavam por lugares conhecidos da época.

Claúdio Ptolomeu escreveu por volta de 150 a.C a sua famosa obra Geographike Syntaxis (Síntese da
Geografia) que era composta de oito volumes de pergaminhos manuscritos e ilustrados por um mapa-
múndi, além de 26 mapas regionais que apresentavam detalhes continentais. O volume I dissertava
sobre a construção do globo de Crates e a técnica de projeção de mapas. Do volume II ao VII era
guias com uma extensa relação de aproximadamente 8000 nomes de lugares com coordenadas
geográficas, latitude e longitude. O volume VIII contém os princípios da cartografia, geografia e
matemática. Ensinava a construir e desenhar um mapa em projeção cônica. O mundo conh ecido por
Ptolomeu tinha 180° de longitude, 63° de latitude norte e 180° de latitude sul.

A cartografia medieval
Na Idade Média as representações cartográficas perdem as concepções que os gregos tinham,
passando a representar o mundo com um conceito religioso e os explicando conforme os
ensinamentos bíblicos.
Em geral esses mapas apresentavam um quadro conceitual com as seguintes linhas:
1ª Linha: O mundo era representado em forma retangular dentro de um tabernáculo chamado
de mundo tabernáculo, do tratado Topografia Cristã de Cosme Indicopleustes. No tratado Topografia
Cristã ele nega a ideia de esfericidade da Terra e dos Céus. Indicopleustes tem uma visão de mundo
fechado e finito, em que a terra está inserida dentro de uma caixa fechada semelhante a um
tabernáculo.

Mapa T-O de Isidoro de Sevilha


2ª Linha: São os mapas isidorinos com o famoso mapa "T" sobre "O", que se originam no século VII
d.C, com o bispo de Sevilha, St. Isidoro (560-636) o qual publica na sua enciclopédia “Etymologiarum
Libri XX” (Etimologias), considerada como a primeira grande enciclopédia cristã. Nesta linha a
representação foi baseada no mapa Orbis Terrarun dos romanos, adaptado a teologia cristã. Esta
representação define uma forma de mapas tripartido, na maioria circulares, com Jerusalém ocupando
o centro da representação e a Ásia na parte superior do mapa, onde estava representado o paraíso, a
Europa fica a esquerda e a África fica a direita. Estes continentes eram rodeados por um oceano
representado pela letra circular "O", já a letra "T" tinha o seu pé formado pelo Mar Mediterrâneo e os
braços pelo Mar Vermelho e os Canais do rio Don e o Mar de Azov. Esta representação era baseado
em interpretações bíblicas como em Isaías - Is 40:22, “Ele é o que está assentado sobre o círculo da
terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os
desenrola como tenda, para neles habitar”, que fundamentou a representação de uma Terra circular
plana. Bem como na representação de Jerusalém como centro da representação, pois, segundo a

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tradição bíblica era a posição original da sua representação, pois assim está escrito: “Esta é a
Jerusalém; no meio das nações eu a coloquei, e suas terras ao redor dela”, bem como os três
continentes conhecidos, Europa, Ásia e África eram tidos como herança deixada por Noé os seus
filhos. A Ásia para os povos semitas descendentes de Sem, a África para os povos camitas,
descendentes de Cã, e finalmente a Europa para os povos descendentes de Jafé.
3ª Linha: São mapas manuscritos conhecidos como Beatos que tiveram origem nos escritos do
"Comentário sobre o Apocalipse” atribuído a Beato de Liébana, na Espanha. Estas representações
vão trazer o mundo representado de forma retangular readequando o Orbis Terrarun dos romanos a
teologia cristã. Nesta representação além de aparecer os continentes, europeu, asiático e norte-
africano, irá trazer a representação da existência de um quarto continente, uma terra antípoda para
mostrar que havia seres monstruosos nesse lugar.
4ª Linha: São os mapas anglo-normandos que aparecem durante a Idade Média Clássica (entre os
anos de 1000 à 1300) - desenvolvidos pelas escolas de origem francesa e inglesa. Estes mapas
parecem muito ecléticos e interessante, pois, representam a Terra como parte do corpo de Cristo.
Entre este podem ser citados os mapas-múndi, circular do Saltério de Psalter, datado de 1225 d.C, o
mapa Ebstorf de 1234, com 4m de diâmetro e o mapa de Hereford de 1290, com 1,62 m de diâmetro.
Na Idade Média Clássica São Tomás de Aquino embute na ciência as obras de Aristóteles defendendo
a esfericidade da Terra, mas Jerusalém não poderia ser o centro da Terra como a Igreja queria. O
raciocínio Aristotélico exigia que a Terra fosse esférica e ocupava o centro do universo o que agradava
os teólogos.
No mundo árabe, ao contrário, desde 827 o califa Almamune havia determinado traduzir do grego a
obra de Ptolomeu, Geographike Syntaxis e Almagesto. Desse modo, através do Império Bizantino, os
árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os. Foram eles que levaram para
a Europa a bússola.

A cartografia da Idade Moderna


Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas
ganharam mais importância, particularmente entre os árabes, que prosseguiram com o seu
desenvolvimento.

Globo com representação polar. Incluso no Livro de Marinharia, assinado por João de Lisboa em 1514.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados
na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola,
pelo astrolábio e pela caravela, permitiram o processo das grandes navegações, marcando a
passagem para a Idade Moderna. Os portulanosintroduziram a rosa-dos-ventos e motivos temáticos
passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.
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A cartografia moderna conhece um progresso imenso com os Descobrimentos portugueses, de que
são exemplo os primeiros mapas a escala mundial, de Pedro Reinel, João de Lisboa, Lopo Homem,
entre outros conhecidos cartógrafos do início do Século XVI. A compilação Portugaliae Monumenta
Cartographica contém mais de 600 mapas desde 1485 até 1700. Essa capacidade foi
progressivamente exportada para outros países, nomeadamente Itália, França ou Holanda, de que nos
chegaram muito mais cópias. Os cosmógrafos dos Países Baixos vão transformar este período da
história da Cartografia, em um dos períodos mais ricos e de maior produção cartográfica da história da
humanidade. A Cartografia produzida nesta época é uma cartografia de primeira categoria, que
passou a ser conhecida na história, como a “Idade de ouro da cartografia”, entre estes
confeccionadores de mapas estão:
Mercator (1512 - 1594) - geógrafo, astrônomo e matemático, flamengo, natural de Rupelmonde,
Flandres (hoje norte da Bélgica); ele representou a ruptura da influência da geografia e dos métodos
geográficos de Ptolomeu, na visão e representação da Terra, durante o Renascimento. - introduz a
projeção cilíndrica, que irá influenciar a cartografia seguinte nos séculos seguintes. Hoje é considerad o
o pai da cartografia moderna.
Em 1578, Mercator corrigiu e publicou uma versão atualizada dos 27 mapas da obra de Ptolomeu,
com os quais compôs a primeira parte da sua nova coleção de mapas, que recebeu o título “Nova et
aucta orbis terrae descriptio”. Esta obra pioneira apresentava 448 páginas in-fólio, ou seja, 56 páginas
de impressão, pela dobradura em duas iguais, constituindo 4 páginas.
Mercator atribuiu o nome de "Atlas“ a sua primeira coleção de mapas em 1578, em homenagem ao
Titã Atlas, da mitologia grega que foi condenado por Zeus a carregar eternamente em seus ombros o
peso da Terra e da abóbada celeste, além de carregar em suas costas uma grande coluna que
separava a Terra do Céu
Abraão Ortélio (1527-1598) - em 1570 encorajado por Mercator, compilou uma série de mapas de
autores diferentes e confeccionou a primeira coleção de mapas do Mundo moderno o “Theatrum Orbis
Terrarum”, o qual passou a ser considerado como o primeiro “Atlas Moderno”
Willem Janszoom Blaeu (1571-1638) -

Os mapas atuais

Moderno mapa ilustrado.


Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento
dos computadorese dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Atualmente são
confeccionados utilizando-se softwarepróprio (SIG, CAD ou software especializado em ilustração para
mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em bases de dados. A tendência atual
neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas
interativos de formato digital.
O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção
do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes
para este departamento.

A cartografia histórica no Brasil


Os estudos de cartografia histórica, no Brasil, estão ligados ao processo histórico de confecção de

97
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mapas descritivos do seu território. Entre as instituições que se destacam neste segmento de estudo
apontam-se:
Na cartografia temática temos convenções e símbolos cartográficos que são símbolos e cores
utilizados para representar os elementos desejados. Existe uma padronização internacional de
símbolos e cores para facilitar a leitura e interpretação dos mapas, em qualquer parte do mundo.
QUESTÕES:
1-A Rosa dos Ventos é formada por pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. Qual é o
significado do ponto subcolateral NNO?
a)Nordeste.
b)Nor-Nordeste.
c)Nor-Noroeste.
d)Noroeste.
e) Lés-nordeste.

2-O Estatuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estabeleceu uma divisão territorial
que divide o Brasil em cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

“Possui a segunda maior extensão territorial somando 1.606.371,505 km². De acordo com dados
divulgados no ano de 2013 pelo IBGE, possui uma população de aproximadamente 14,95 milhões
de habitantes, sendo que a densidade demográfica é de aproximadamente 9,4 habitantes para cada
km². A economia da região está baseada de uma forma geral na agricultura e na pecuária de bovinos,
equinos e bufalinos. Apresenta um clima tropical semiúmido e duas estações bem definidas. O
inverno é ameno e seco e o verão é quente, úmido e chuvoso. Muito marcada pelos processos
erosivos do tempo geológico, a região possui muitos planaltos e planícies, sem grandes áreas de
depressão. Os principais rios da região são o rio Xingu, rio Juruena, rio Teles Pires, rio Paraguai, rio
Araguaia, rio Paraná e rio Tocantins. Além disso, a região abriga três usinas hidrelétricas e tem como
predominância a produção de alguns principais produtos agrícolas, como o milho, soja, mandioca,
arroz, feijão, café, abóbora, trigo e amendoim.”

O texto acima se refere à seguinte região do Brasil:


a)Norte.
b)Sul.
c)Sudeste.
d)Centro-Oeste.
e)Nordeste.

3-Atente ao seguinte excerto: “A construção do conhecimento geográfico pressupõe a escolha de um


corpo conceitual e metodológico [...]. Para isso, usa a Geografia conceitos-chave, como instrumentos
capazes de realizar uma análise científica do espaço.”
Parâmetros Curriculares Nacionais, parte IV Ciências Humanas e suas Tecnologias. p. 32. Disponível
em: http://portal.mec.gov.br/seb/ arquivos/ pdf/cienciah.pdf

Relacione corretamente os conceitos-chave da geografia propostos pelos PNCs, numerando a


Coluna II de acordo com a Coluna I.

1. Lugar
2. Território
3. Paisagem
4. Escala
5. Globalização

( ) Porção do espaço apropriável para a vida, que é vivido, reconhecido e cria identidade.
( ) Aborda os fenômenos decorrentes da implementação de novas tecnologias de comunicação e
informação.
( ) Compreende o visível do arranjo espacial possuindo um caráter social, pois também é formada de
movimentos impostos pelo homem.
( ) Espaço definido e delimitado por e a partir das relações de poder.
98
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( ) Compreende não apenas a questão dimensional, mas também fenomenal, quando dedicada ao
fenômeno espacial que se discute.

A sequência correta, de cima para baixo, é:


a)1, 5, 3, 2, 4.
b)3, 5, 4, 2, 1.
c)3, 2, 5, 4, 1.
d)2, 4, 1, 5, 3.

4-Atente para o seguinte excerto: “A cartografia é considerada uma linguagem, um sistema de código
de comunicação imprescindível em todas as esferas da aprendizagem em geografia, articulando
fatos, conceitos e sistemas conceituais que permitem ler e escrever as características do território”.
Fonte: CASTELLAR, Sonia. A psicologia genética e a aprendizagem no ensino de geografia. In:
CASTELLAR, Sonia (organizadora). Educação e geografia – Teorias e práticas docentes. 3ª edição.
São Paulo: Contexto, 2014. p. 45.

O texto interpreta a cartografia escolar como


a)uma metodologia de grande auxílio na representação das relações espaciais topológicas, isto é,
aquelas que se baseiam na localização dos lugares pelo sistema de paralelos e meridianos.
b)uma opção metodológica para o ensino de geografia, que estrutura um esquema de ação, na
medida em que ajuda o estudante na construção progressiva das relações espaciais tanto no plano
perceptivo quanto no plano representativo.
c)uma das mais respeitáveis técnicas do saber geográfico, o que implica utilizá-la no ensino de
geografia com rigor, não prescindindo de uma escala matemática.
d)um saber técnico que interessa exclusivamente a estudantes em fase avançada de compreensão
da geografia, uma vez que requer um conhecimento de medidas de distâncias em graus.

5-Conceitos cartográficos e conceitos geográficos tais como localização, natureza e paisagem podem
ser construídos e melhor trabalhados a partir de práticas cotidianas como
a)aulas expositivas sobre o conteúdo formal.
b)construção coletiva de maquetes de um lugar.
c)revisões conceituais desta literatura.
d)avaliações formais aplicadas bimestralmente.

6-Analise as asserções abaixo e a relação proposta entre elas.

I . Mapas temáticos, geralmente, são mais detalhados e usados para tratar áreas e/ou assuntos
específicos.

PORQUE

II . Apresentam pequena escala, com poucas reduções, possibilitando visualizações mais amplas.

Sobre essas duas asserções, é correto afirmar que


a)a primeira é falsa e a segunda é verdadeira.
b)a primeira é verdadeira e a segunda é falsa.
c)as duas são verdadeiras, mas não têm relação entre si.
d)as duas são verdadeiras e a segunda justifica corretamente a primeira.

7-Para geógrafos e cartógrafos, a escala como medição/cálculo ou como recortes do território é um


conceito muito importante: não há leitura em um mapa sem determinação da escala, assim como não
há análise de fenômenos sem que seja esclarecida a escala geográfica adotada. A esse respeito,
julgue o item subsecutivo.

A partir da escala cartográfica, é possível identificar a localização de um fenômeno na superfície


terrestre.
 Certo
 Errado

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8-Para geógrafos e cartógrafos, a escala como medição/cálculo ou como recortes do território é um
conceito muito importante: não há leitura em um mapa sem determinação da escala, assim como
não há análise de fenômenos sem que seja esclarecida a escala geográfica adotada. A esse
respeito, julgue o item subsecutivo.
Uma mesma escala numérica poderá constar em mapas iguais, mas de tamanhos diferentes.
 Certo
 Errado

9-Para geógrafos e cartógrafos, a escala como medição/cálculo ou como recortes do território é um


conceito muito importante: não há leitura em um mapa sem determinação da escala, assim como
não há análise de fenômenos sem que seja esclarecida a escala geográfica adotada. A esse
respeito, julgue o item subsecutivo.
A escala geográfica constitui um limite e um conteúdo que se transformam conforme as variáveis
dinâmicas determinantes do acontecer regional ou local.
 Certo
 Errado

10-Para geógrafos e cartógrafos, a escala como medição/cálculo ou como recortes do território é


um conceito muito importante: não há leitura em um mapa sem determinação da escala, assim
como não há análise de fenômenos sem que seja esclarecida a escala geográfica adotada. A esse
respeito, julgue o item subsecutivo.
Se um fenômeno na superfície terrestre abrange uma grande área, como é o caso da aridez do
Nordeste, que atinge aproximadamente 1.000.000 km 2 , então, para representá-lo cartograficamente,
é necessário um mapa com uma escala pequena.
 Certo
 Errado

11-Para geógrafos e cartógrafos, a escala como medição/cálculo ou como recortes do território é


um conceito muito importante: não há leitura em um mapa sem determinação da escala, assim
como não há análise de fenômenos sem que seja esclarecida a escala geográfica adotada. A esse
respeito, julgue o item subsecutivo.
Se, em um mapa de escala 1:500.000, a distância entre dois pontos é de 15 cm, então a distância
real entre esses pontos é de 75 km.
 Certo
 Errado

12-São Pontos Subcolaterais:


a)ENE: leste-nordeste
b)ESE: leste-nordeste
c)SSE: sul-sudeste
d)NNE: norte-nordeste
e)Todas as anteriores.

13-A respeito dos mapas temáticos, estão corretas as afirmativas a seguir, exceto:
a)Os mapas que representam a superfície física da Terra, como as formas de relevo, a hipsometria,
a hidrografia e o clima, são chamados de mapas físicos.
b)A representação de divisas e fronteiras entre países e/ou entre unidades federativas
estabelecidas e consolidadas politicamente é utilizada nos mapas políticos.
c)Mapas como os das Capitanias Hereditárias no Brasil ou do Tratado de Tordesilhas são
econômicos. Esse tipo de mapa é utilizado para representar algum acontecimento em algum
período histórico.
d)Nos mapas estilizados, não há a representação fiel das proporções das diferentes áreas do
espaço geográfico.
e)A dinâmica, índices e distribuição das populações são representados por um tipo específico de
mapa temático: o mapa demográfico.

14-O professor de Geografia solicitou que um dos alunos fosse ao quadro para resolver duas
questões de escala.

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• Questão 1: Em um mapa com escala 1:200.000 apresenta uma distância 20 cm entre os pontos A
e B. Dessa forma, a correta distância entre os dois pontos na realidade é: Resolução 200.000 x 20 =
1 cm para cada 200.000 cm x 20 cm = 4.000.000 transformando para Km 400 km.
• Questão 2: As escalas abaixo podem ser classificadas como, respectivamente: Resolução a)
numérica e b) gráfica.

Com base na análise dos exercícios de escala, assinale a alternativa correta.


a)Ambas as respostas estão corretas.
b)A primeira resposta está incorreta, e a segunda é uma classificação correta das escalas.
c)A primeira resposta está correta, e a segunda apresenta a classificação incorreta das escalas.
d)Ambas as respostas estão incorretas, com erro de cálculo na primeira e troca de escalas na
segunda.

15-Representar a superfície terrestre com a maior precisão possível tem sido um desafio
enfrentado pela humanidade desde a Antiguidade. Diante disso, vêm sendo criadas, desde o
século XVI e por diversos cartógrafos, as projeções cartográficas, que são técnicas usadas
para representar a superfície terrestre num plano, como o mapa-múndi ou planisfério. O termo
projeção sugere que continentes, oceanos, mares e demais porções da superfície terrestre
são “projetados” num plano, sobre o qual se desenha um sistema de coordenadas
geográficas. Observe a imagem da projeção cartográfica a seguir.

“Tal projeção mantém a proporção real entre terras e águas. Possibilita a visão de conjunto
da superfície terrestre, associada à esfericidade, graças ao seu ‘formato de coração’. As
distorções da forma dos continentes são menores ao longo do Meridiano de Greenwich e do
Polo Norte, que estão no centro dessa projeção.” Trata-se de:
a)Goode.
b) Lambert.
c)Mollweide.
d)Cordiforme de Werner.

16-Observe o tipo de representação a seguir.

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Trata-se de:
a)Mapa físico.
b)Anamorfose.
c)Croqui turístico.
d)Carta topográfica.

17-Ao trabalhar as formações vegetacionais com os alunos do ensino médio torna-se


necessário diferenciar termos e conceitos como bioma, ecossistema, domínios naturais e
domínios morfoclimáticos. Com base nos conhecimentos sobre esses termos e conceitos,
identifique-os.

I. Menos relacionado à escala ou área de abrangência, o conceito deve ser entendido como um
sistema complexo de relações entre os fatores bióticos e abióticos; pode ser um lago, um rio ou parte
dele, um oceano, uma floresta, um aquário ou mesmo um outro ambiente construído pelo ser
humano, por exemplo, uma cidade.
II. O conceito diferencia-se de “formação vegetal” por incluir a fauna e os fatores abióticos como
características do clima, solo e relevo – para identificar as unidades espaciais. Abrange áreas com
dimensões superiores a um milhão de quilômetros quadrados que apresentam certa uniformidade de
ambiente.
III. É essencial para o estudo das características naturais na perspectiva geográfica, pois permite
analisar as transformações vegetais de forma integrada com os demais elementos naturais, como o
relevo, o solo, o clima e os fluxos hidrológicos.
IV. Abrange extensas áreas subcontinentais, onde predominam determinadas características
fitogeográficas, ou seja, de distribuição das formações vegetais, bem como de clima e relevo. Pode
ser formado por distintos biomas, como ocorre no Cerrado brasileiro.

A sequência está correta em:


a)I. Ecossistema II. Bioma III. Domínio natural IV. Domínio morfoclimático
b) I. Bioma II. Ecossistema III. Domínio natural IV. Domínio morfoclimático.
c)I. Ecossistema II. Bioma III. Domínio morfoclimático IV. Domínio natural.
d) I. Bioma II. Ecossistema III. Domínio morfoclimático IV. Domínio natural.

18-A um cartógrafo foi solicitado que fizesse um mapa baseado em uma maquete de um parque
florestal. Como ele não teve acesso ao mundo real e a outras informações, fez o mapa com a escala
de 1:100 em relação à maquete.

Sabendo-se que a escala da maquete era de 1:10.000 para o mundo real, qual a escala que o mapa
deveria ter para representar a realidade?
a)1:0,001
b)1:0,1
c)1:10
d)1:1.000
e)1:1.000.000
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19-Sobre a Rosa dos Ventos e os pontos cardeais e colaterais, julgue verdadeiras (V) ou falsas (F)
as proposições.

I - Os pontos colaterais são nornordeste (NNE), nor-noroeste (NNW), sul-sudeste (SSE), sul-sudoeste
(SSW), lés-nordeste (ENE), léssudeste (ESE), oés-sudeste (WSE) e oés-sudoeste (WSW).
II - Os pontos cardeais são Norte (N), Sul (S), Leste (E) e Oeste (W).
III - Nordeste (NE), Sudeste (SE) não são pontos colaterais.
IV - Noroeste (NW) e Sudoeste (SW) são pontos colaterais.

A sequência correta é:
a) F V F V.
b)F V V F.
c)V V F V.
d)F V F F.
e)V V V F.

20- Os ângulos horizontais tomados a partir da direção Norte - Sul recebem nomes especiais
de acordo com a posição da origem da contagem. É chamado__________ o ângulo contado a
partir do Norte até o alinhamento, no sentido horário. Se esse ângulo é contado a partir da
direção mais próxima, Norte ou Sul, recebe o nome de __________ . Assinale a alternativa que
completa correta e respectivamente as lacunas.
a)interno; externo
b)azimute; rumo
c)externo; interno
d)rumo; azimute
Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:
13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

21-Os mapas temáticos representam os fenômenos sociais e naturais, de forma visual e


numérica, possibilitando uma percepção mais aguçada das suas relações e a melhor
compreensão da organização espacial. É verdadeiro afirmar que são métodos de
representação da cartografia temática:
a)Representações qualitativas, representações quantitativas e representações ordenadas.
b)Representações demonstrativas, representações coordenadas e representações interligadas.
c)Projeções cônicas, projeções cilíndricas e projeções planas.
d)Representações em linhas, representações em barras e representações em colunas.
e)Representações longitudinais e representações latitudinais.

22-O Brasil é um país com grande extensão territorial que determina diferenças entre os horários das
unidades da federação. Sendo assim, não considerando o período do horário de verão, quando for
cinco horas da tarde (17:00) no Mato Grosso será, respectivamente, os seguintes horários no Distrito
Federal, Pará e Rondônia:
a)16:00; 17:00 e 18:00
b)16:00; 16:00 e 17:00.
c)17:00; 18:00 e 16:00.
d)18:00; 18:00 e 17:00.
e)18:00; 17:00 e 16:00.

23-O Brasil é um país com grande extensão territorial que determina diferenças entre os horários das
unidades da federação. Sendo assim, não considerando o período do horário de verão, quando for
cinco horas da tarde (17:00) no Mato Grosso será, respectivamente, os seguintes horários no Distrito
Federal, Pará e Rondônia:
a)16:00; 16:00 e 17:00.
b)18:00; 18:00 e 17:00.
c)17:00; 18:00 e 16:00.
d)16:00; 17:00 e 18:00.
e) 18:00: 17:00 e 16:00.

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24-O Brasil é um país com grande extensão territorial que determina diferenças entre os horários das
unidades da federação. Sendo assim, não considerando o período do horário de verão, quando for
cinco horas da tarde (17:00) no Mato Grosso será, respectivamente, os seguintes horários no Distrito
Federal, Pará e Rondônia:
a)16:00; 16:00 e 17:00
b)16:00; 17:00 e 18:00
c)18 00; 17:00 e 16:00
d)17:00; 18:00 e 16:00
e)18:00: 18:00 e 17:00

25-Julgue o item subsecutivo, relativo à cartografia.


A cartografia temática é uma importante ferramenta para a integração e a análise geopolítica, pois
permite representar, sobre uma base geográfica, fatores intervenientes nos processos políticos,
étnicos e culturais.
 Certo
 Errado

26-Julgue o item subsecutivo, relativo à cartografia.


A geomática congrega as atividades relacionadas à topografia, cartografia, geodésia, fotogrametria,
sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica e sistemas de posicionamento global por
satélite.
 Certo
 Errado

27-Julgue o item subsecutivo, relativo à cartografia. A representação de uma superfície curva em


uma superfície plana acarreta distorções relativas a áreas, formas, distâncias e ângulos, que
podem ser resolvidas com o uso de uma projeção plano cartesiana.
 Certo
 Errado

28-A origem do horário de verão data do início do século XX. No Brasil, foi adotado pela primeira vez
em 1931, mas não permanentemente desde então. Com a publicação do Decreto 6558, de 08 de
setembro de 2008, o horário de verão passou a ter caráter permanente: é adotado em parte do
território brasileiro entre zero hora do terceiro domingo de outubro e zero hora do terceiro domingo
de fevereiro do ano seguinte. Nesse período, os estados em que for implantado, os relógios são
adiantados em 1h em relação a hora legal de Brasília.

Assinale a alternativa CORRETA sobre a porção do território brasileiro em que ocorre o horário de
verão.
a)Todos os estados litorâneos entram no horário de verão, pois a partir do solstício de verão no
hemisfério sul, o período de insolação é maior, tendo em vista que o sol nasce mais cedo e se põe
mais tarde, até o equinócio de outono.
b)Os estados cortados pela linha do Equador possuem horário de verão tendo em vista a ampla
incidência de radiação solar e insolação durante todo o ano.
c)Na região sul do país, não ocorre horário de verão, uma vez que esta encontra-se na zona
climática temperada sul, caracterizada por quatro estações bem definidas e uma menor taxa de
insolação durante todo o ano, se comparada com as demais regiões do país.
d)Todos os estados da região sul, sudeste e centro-oeste, juntamente com os Estados da Bahia e
Rondônia, em função da posição latitudinal, possuem horário de verão.
e)O horário de verão é adotado nos estados mais distantes da Linha do Equador, onde a diferença
de fotoperíodo permite que essa medida proporcione economia no consumo de energia elétrica.

29-Segundo Castrogiovani (2001), é fundamental que o aluno aprenda a fazer uma leitura crítica da
representação cartográfica, sendo necessário conhecer e saber utilizar os elementos do mapa em
diferentes e possíveis leituras. Na coluna abaixo relacione corretamente as operações mentais
preparatórias com os elementos cartográficos.

I) Proporcionalidade
II) Conservação da forma
III) Interioridade/ exterioridade 104
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IV) Função simbólica

( ) Projeções cartográficas
( ) Legenda
( ) Escalas
( ) Limites e fronteiras

A Sequência da segunda coluna é:


a)III, II, I, IV.
b)II, III, IV, I.
c)III, IV, I, II.
d)II, IV, III, I.
e)III, IV, II, I.

30-Segundo Fitz (2008), os mapas temáticos, gerados a partir do uso das técnicas de
geoprocessamento devem apresentar determinadas características básicas para que possam ser
facilmente entendidos por qualquer usuário, profissional ou leigo. Para se ter uma informação objetiva
e de fácil compreensão da realidade espacial, deve-se atentar para:
a)as tonalidades e hachuras;
b)a forma do símbolo;
c)a escala;
d)o sistema de projeções utilizadas;
e)a hipsometria.

31-Qual será a escala utilizada no produto cartográfico se o município de Planaltina (GO) realizar um
mapeamento de uma área com precisão gráfica de 0,2 mm, em que o detalhamento exige que sejam
distinguidas feições de mais de 3 m de extensão?
a)1/1500.
b)1/150.
c)1/15000.
d)1/150000.
e)1/1500000.

32-Tipo particular de mapa temático em que as áreas dos territórios são mostradas em tamanhos
proporcionais à importância de sua participação no fenômeno representado.

O referido mapa temático é:


a)Qualitativo
b)Pontual
c)Linear
d)Anamorfose
e)Dinâmico

33-Com relação à cartografia geológica e à legislação mineral, julgue o item a seguir.


A documentação exigida junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para o
desenvolvimento de uma pesquisa mineral tem como responsável técnico um profissional cadastrado
no CREA/CONFEA . Este profissional é habilitado em engenharia de minas, ou geologia, ou
engenharia geológica, ou técnico em geologia, ou técnico em mineração.
 Certo
 Errado

34-Com relação à cartografia geológica e à legislação mineral, julgue o item a seguir.


Não estão sujeitos aos preceitos do Código Brasileiro de Mineração os trabalhos de movimentação
de terra e desmonte de materiais in natura, que se fizerem necessários para a abertura de vias de
transporte, obras gerais de terraplenagem e de edificações, desde que não haja comercialização das
terras e dos materiais resultantes dos referidos trabalhos e que fique o seu aproveitamento restrito à
utilização na própria obra.
 Certo
 Errado
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35-Com relação à cartografia geológica e à legislação mineral, julgue o item a seguir.
No georreferenciamento de mapas geológicos, utilizam-se frequentemente tanto as projeções
geográficas — nas quais a latitude e longitude representam, respectivamente, a distância entre o
Meridiano de Greenwich e a distância entre o Equador — quanto o sistema UTM — no qual as zonas
de projeção são definidas pelo Meridiano Central.
 Certo
 Errado

36-A respeito dos métodos de prospecção e de sondagem, julgue o seguinte item.


Os mapas de composição ternária com os canais de K, U e Th possibilitam a identificação de
camadas geológicas, visto que a radiação gama registrada provém de elevadas profundidades da
Terra, desde o núcleo até a crosta.
 Certo
 Errado

37-A respeito dos métodos de prospecção e de sondagem, julgue o seguinte item.


A escala de uma fotografia aérea, utilizada para auxiliar no mapeamento geológico da região do
prospecto, é determinada pela altura da aeronave ao solo dividida pela distância focal da câmera
usada.
 Certo
 Errado

38-A distância entre duas cidades é de 360 km. No mapa de um livro de Geografia, a distância é
representada por um segmento de reta medindo 1,5 cm.
Logo, pode-se dizer que a escala em que foi feito esse mapa é a de
a)1 : 24.000.000.
b)1 : 2.400.000.
c)1 : 240.000.
d)1 : 2.400.

39-

Disponível em:<http://blog.arletemeneguette.zip.net/images/pictoricos.JPG>. Acesso em: 30 maio


2016.
Na representação cartográfica, símbolos como os apresentados acima são adequados para a
composição da
a)escala numérica
b)legenda
c)escala gráfica
d)projeção
e)orientação

40-

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Os pontos intermédios nor-nordeste e su-sudoeste localizam-se, respectivamente, entre os pontos
cardeais
a)norte e nordeste; sul e sudoeste
b)norte e leste; sul e leste
c)norte e sudeste; sul e sudoeste
d)norte e leste; sul e oeste
e)norte e oeste; sul e oeste
Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27: 28: 29: 30: 31: 32
: 33: 34: 35: 36: 37: 38: 39: 40:

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Construções e Energia Rural
Construções rurais é uma parte da Engenharia Rural de grande importância em qualquer tipo de
planejamento para fomento de atividades agropecuárias. Seja na criação de animais, seja na agricultura em
geral, eles estão sempre presentes. O seu campo de atuação é bastante amplo, visando ao aumento da
produtividade, através de métodos de racionalização da produção, podendo-se citar as instalações para
animais, armazenamento e beneficiamento da produção, aproveitamento de subprodutos, industrialização e
mercado, como os principais.
Pelas suas características próprias, requer conhecimentos intimamente relacionados com a área
agronômica e zootécnica, os quais, aliados à simplicidade e a economia de execução, irão proporcionar,
dentro da técnica, o desejável funcionamento das instalações.
Em se tratando de instalações rurais, existem aquelas destinadas às atividades agrícolas (galpões de
armazenamento, de beneficiamento, as edificações destinadas ao armazenamento de agrotóxicos, adjuvantes
e produtos afins, viveiros, estufas) e as instalações destinadas à produção animal, que são as Instalações
Zootécnicas. Fatores econômicos e técnicos, bem como a preferência por um determinado sistema, irão
influenciar o produtor na escolha do tipo de instalação de acordo com o seu sistema de produção.
As construções compreendem o conjunto de prédios que o produtor deve possuir para racionalizar sua
produção e sua criação. Em geral, devem obedecer às seguintes condições básicas:
- serem higiênicas: terem água disponível e destino adequado dos resíduos;
- serem bem orientadas no terreno;
- serem simples e funcionais;
- serem duráveis e seguras: utilização de materiais e técnicas construtivas adequadas;
- serem racionais: rapidez e eficiência no uso de materiais e mão-de-obra;
- permitirem controle das variáveis climáticas;
- permitirem expansão; e
- serem de baixo custo.
Deverá, ainda, atender as legislações federal, estadual e municipal, relativas ao meio ambiente,
controle sanitário e segurança. É desejável que o sistema seja eficiente na movimentação, manejo dos
dejetos, de forma que promova condições de trabalho favorável e confortável para os funcionários, e, por
fim, mas não menos importante, ser economicamente viável.
O princípio que deve nortear qualquer construção, grande ou pequena é o de fazer uma obra
praticamente perfeita no menor tempo possível e ao menor custo, aproveitando o máximo rendimento das
ferramentas e da mão-de-obra. Logicamente é muito difícil, senão impossível, fazer-se a obra perfeita, mas
deve-se procurar, por todos os meios, aproximar-se dessa situação.
Para que isso seja possível, torna-se necessário muita atenção em todas as fases da construção. Estas
fases são:

a) Preliminares: São os trabalhos iniciais que antecedem a construção propriamente dita e são os
seguintes: elaboração do programa (finalidade da obra); escolha do local; organização do local de trabalho;
estudo do solo e subsolo; terraplenagem ou acerto do terreno; projeto.
b) Execução: Consta da abertura das valas de fundação; consolidação do terreno; alicerces;
baldrames; obras de concreto armado ou simples; levantamento das paredes; cobertura ou telhado; pisos.

c) Acabamento: Instalações elétricas; encanação; equipamentos.

Aspectos Gerais para Implantação de Instalações Rurais


O planejamento das construções rurais deve obedecer a um cronograma de implantação, como a
localização da morada sede, morada do caseiro, aviário, pocilga, galpão, estábulo, pasto, horta, pomar, etc. A
moradia principal deve se situar em local plano e se possível mais elevado, a fim de que toda a área seja

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dominada sem maiores dificuldades, servindo também essas considerações para a moradia do caseiro ou
administrador, que na ausência do proprietário será o responsável pela guarda da propriedade.
Nas propriedades rurais, uma das primeiras providências a ser tomada, após a confirmação de sua
demarcação topográfica, será a construção de cercas, definindo assim os limites com os vizinhos, evitando a
entrada de animais ou pessoas estranhas à área, reduzindo a possibilidades de questões limítrofes, que só
trazem desgastes e problemas jurídicos de soluções demoradas.

Planejamento
É a organização dos recursos disponíveis, sejam naturais, materiais, financeiros e humanos,
aproveitando o máximo de sua potencialidade, com o intuito de se atingir metas pré-estabelecidas. Consiste
no cuidadoso estudo técnico e econômico do sistema produtivo que culmina com o projeto físico das
instalações.
No planejamento deve-se ter como foco:
- Para os animais e plantas, as instalações devem proporcionar proteção contra a adversidade climática
e um ambiente saudável.
- Para o produtor, as instalações devem ser práticas e funcionais, de tal modo que permitam a
execução das tarefas rotineiras com o máximo de eficiência.
Tendo como visão da engenharia: Máximo rendimento pelo mínimo custo de produção.
O planejamento deve ser realizado, pois após o término da obra, as modificações são difíceis. Além
disso, os custos de produção são muito afetados pela funcionalidade das instalações.
É bom lembrar que em qualquer ramo de atividade o pior planejamento é melhor que a melhor das
improvisações e que se faz necessário sintetizar em projeto, os dados coletados sobre a área e sempre que
possível ter a disposição para consultas, projetos complementares com detalhamentos específicos do que se
deseja construir e explorar.

Etapas do planejamento
a) Estudo de mercado
- Comercialização é o objetivo do sistema produtivo
- Deve-se conhecer o comportamento do mercado: Curvas de demanda, oferta e de preços
- Previsões e perspectivas para o futuro
- Economia: conhecimento do mercado local
b) Fatores considerados na escolha do local
Todas as obras rurais começam pela escolha do terreno. Ele deve ser pouco inclinado, firme e seco.
Também é muito importante a posição do terreno dentro da propriedade. Para isso vários fatores devem ser
observados, como: proximidade de estradas, facilitando o acesso de veículos; facilidade de captação de água;
facilidade de acesso à rede elétrica.
A escolha do local de implantação de qualquer tipo de instalações impõe uma série de averiguações a
fim de que se possa tirar do local, o máximo de vantagens. As principais são:
• Se não há impedimento legal para uso do terreno;
• Se a topografia permite implantação econômica da obra;
• Se a natureza do subsolo permite uma construção estável e pouco onerosa;
• Se permite um fluxo eficiente;
• Se oferece boas condições quanto a vias de acesso, direção de ventos, clima;
• Se há possibilidade de escoamento de águas pluviais, águas servidas e dejetadas.
Em função da Topografia da área, devem-se aproveitar as quedas d’água por gravidade para as
diferentes necessidades da propriedade, incluindo aí as criações e irrigações de hortas e viveiros.
Manejo dos dejetos
Cuidados para se evitar problemas ambientais. Local adequado deve:
• Satisfazer exigências legais referentes ao Meio Ambiente;

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• Topografia deve permitir armazenamento e drenagem;
• A área deve ser suficiente para armazenar ou depositar os efluentes
• Direção/sentido de ventos dominantes e distâncias adequadas devem ser observadas para que
habitações e vizinhos não sejam incomodados por odores.
Drenagem
Fator importante a ser observado. Topografia deve permitir boa drenagem a fim de:
- assegurar boas condições de piso;
- manter as fundações secas;
- evitar a ocorrência de encharcamentos (presença de lençol freático superficial pode facilitar sua
poluição e carrear contaminação a longas distâncias).

Água
Quantidade, qualidade e acessibilidade.

Condições regionais e serviços


Eletricidade, manutenção de estradas, coleta da produção, entrega de alimentos e outros produtos,
comunicação (correios e telefone).

Expansões
Antecipar possibilidade de crescimento do empreendimento.

c) Localização das instalações


Arranjo das instalações deve objetivar a máxima eficiência:
- reduzir distâncias percorridas
- minimizar efeitos negativos do sol, vento e elementos da topografia e maximizar os efeitos positivos
dos mesmos
Atenção especial para:
Posição no terreno
Instalações nas partes relativamente mais altas para melhor escoamento das águas, mantendo as
fundações secas.

Distâncias:
Visar maior eficiência da mão-de-obra e controle de doenças e de odores.

Orientação solar:
É importante verificar a posição do sol, a predominância dos ventos em relação ao terreno. Várias
benfeitorias (galpão para criação de aves, etc) necessitam de uma proteção contra o sol, ventos ou frio. Essa
proteção pode ser feita mediante a localização correta das benfeitorias na área.
- Regiões quentes e úmidas: direção adequada leste-oeste:
- Evitar insolação direta no interior da instalação (quanto maior a latitude, maior o beiral para proteção
de insolação direta).
- Regiões de temperaturas amenas e umidade elevada: orientação norte-sul:
- Insolação direta nas primeiras e últimas horas do dia.
Em alguns casos, como na avicultura, o sol não é imprescindível, e se possível, o melhor é evitá-lo
dentro dos aviários. Assim, devem ser construídos com o seu eixo longitudinal orientado no sentido leste-
oeste (Figura 1). Esta condição é de preferência, pois sabemos que nem sempre é possível executar esta
orientação, devido a uma série de fatores como: topografia, ventos dominantes, outras instalações existentes,
etc.

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Nessa posição nas horas mais quentes do dia a sombra vai incidir embaixo da cobertura e a carga
calorífica recebida pelo aviário será a menor possível. Por mais que se oriente adequadamente o aviário em
relação ao sol, haverá incidência direta de radiação solar em seu interior em algumas horas do dia na face
norte, assim, pode-se utilizar alternativas como forma de evitar a incidência do sol (árvores, beiral, etc).

Figura 1. Orientação sentido leste-oeste

Para a construção de estufas, a recomendação é que deve-se observar a orientação dos ventos
predominantes, ou seja, a construção nunca deve ser perpendicular à direção do vento, e sim, construída no
sentido da sua direção. Mas, para se obter a máxima vantagem da radiação solar, principalmente no inverno,
a estufa deve ter seu eixo maior na direção leste-oeste. Esta posição reduz a um mínimo o sombreamento das
vigas da estrutura e as mesmas se tornam mais eficientes na transmissão da radiação solar.

Projetos para Instalações Rurais

Na fase da elaboração do projeto, deve-se levar em conta o fim a que se destina a área rural, quais as
necessidades e perspectivas de aproveitamento da propriedade, se apenas para lazer ou proporcionar lucro.
Neste último caso, é preciso identificar com clareza, que procedimentos são mais recomendáveis para
atingirem objetivos e metas capazes de tornar viável a execução do projeto, garantindo assim sua
rentabilidade.
O projeto é o conjunto de instruções necessárias à execução de uma obra. É composto de desenhos,
placas e até, em alguns casos, de especificações. O importante é que defina o local onde será feita a obra,
todas as suas dimensões, os materiais a serem utilizados e as suas quantidades. Quando bem elaborado o
projeto pode reduzir o custo da obra, pois evita desperdícios e aumenta a qualidade e a durabilidade da
construção.
Ao executar o projeto de uma benfeitoria, é preciso pensar sempre em como ela ficará depois de
construída, mesmo que seja executada em etapas ou ampliada aos poucos. Isso evita desperdícios em
demolições, geralmente necessárias quando se dá continuidade à obra. Sempre que houver necessidade de
fazer modificações na benfeitoria, é recomendável consultar primeiro o autor do projeto, sobretudo nas obras
de maior responsabilidade. Ele ajudará a encontrar a melhor solução.
Para organizar o projeto de uma construção, é importante saber que este compreende duas partes: a
parte gráfica e a parte descritiva.

1. Parte gráfica - compõem-se da planta (desenho) da construção.


Compõem-se de:

• Plantas de Situação – Consiste na visualização superior do terreno e da construção situada em seu


interior. Indica a forma e dimensões do terreno, os lotes e as quadras vizinhas, limites da propriedade ou
parte dela e ruas ou estradas de acesso.

• Planta de Localização - Situa a projeção da edificação (área coberta) no terreno,

• Planta Baixa - É a principal representação gráfica de uma construção, pois consiste na visualização
superior da construção. São seções horizontais da edificação e representam informações relativas à largura e

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comprimento planta de situação e diagrama de cobertura. A planta deve ser desenhada sempre com a frente
voltada para baixo.

• Cortes – consiste na visualização da construção, após a mesma ter sido cortada por um plano vertical
e retirada a parte anterior. Tem por finalidade apresentar as várias das paredes (pé direito), altura de janelas e
portas, altura de peitoris, vigas, vergas, etc. Além disso, através dos cortes apresenta-se os principais detalhes
das fundações, lajes, coberturas e outros. Deve ser feitos, no mínimo, dois cortes, escolhendo aqueles mais
significativos (com mais detalhes);
Os telhados são vistos em ambos os cortes, geralmente são sustentados pelas tesouras que aparecem
sempre de frente quando é transversal ao telhado. Nos cortes longitudinais, para efeito de representação do
telhado, considera-se o corte passando pela parte mais alta do telhado, ou seja, pela cumeeira.

• Fachadas - são vistas externas ao objeto e tem por finalidade mostrar as faces (aparência) da
construção exteriormente, após ser concluída a obra.

2. Parte descritiva - É onde, de forma clara, direta e simples, descrevem-se as técnicas construtivas e
os materiais a serem utilizados na construção. Os temas são abordados na sequência das fases de construção
(trabalhos preliminares, de execução e de acabamento). Inclui-se também o orçamento, que é uma previsão
de custos necessária para os cálculos do capital de desenvolvimento (custo da obra). É quantificar insumos,
mão de obra, ou equipamentos necessários a realização de uma obra ou serviço bem como os respectivos
custos e o tempo de duração dos mesmos.

Materiais de Construção Utilizados nas Instalações Rurais

Outro fator importante em relação às construções são os materiais que serão utilizados. Os materiais
de construção podem ser simples ou compostos, obtidos diretamente da natureza (Ex.: pedra, areia) ou
podem ser de origem industrial (Ex.: cimento, telha). O seu conhecimento é que permite a escolha dos mais
adequados à cada situação. Do seu correto uso depende em grande parte a solidez, a durabilidade, o custo e a
beleza (acabamento) das obras.
Para que sejam considerados adequados, deve ser considerado:
a) Resistência: material deve apresentar resistência compatível com os esforços a que será
submetido.

b) Trabalhabilidade: refere-se à adaptabilidade e aplicabilidade do material, que em função de seu


peso, forma, dimensão, dureza e plasticidade. Pode (ou não) ser trabalhável em condições práticas.

c) Durabilidade: resistência que o material oferece à ação dos agentes atmosféricos, biológicos e
químicos, oriundos de causas naturais ou artificiais, tais como luz, calor, umidade, insetos, microorganismos,
sais, etc.

d) Higiene e Saúde: material não deve causar danos à saúde do trabalhador e nem do usuário da obra.

e) Econômico: o material, respeitadas as considerações técnicas, deve ser adequado do ponto de vista
econômico.

As condições econômicas de um material de construção dizem respeito à facilidade de aquisição


(dependendo de sua obtenção e transporte) e emprego do matéria (sua manipulação e conservação).

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Observação: Um material é mais econômico que outro, quando em igualdade de condições de
resistência, durabilidade, estabilidade e estética, tiver preço inferior de assentamento na obra. Ou ainda,
quando em igualdade de preço apresentar maior resistência, durabilidade, estabilidade e beleza.
Cabe ao técnico (engenheiro) entre as opções possíveis às que melhor atendam as condições acima.
Para isto devem ser consideradas as propriedades físicas, químicas e mecânicas dos materiais.

Características e emprego de alguns materiais de construção

1. AGREGADO (Aglomerados)

Definição: Entende-se por agregado o material granular, sem forma e volume definidos, geralmente
inerte (não reagem com o cimento), de dimensões e propriedades adequadas para uso em obras de
engenharia.
Obtenção: São agregados as rochas britadas, os fragmentos rolados no leito dos cursos d’água e os
materiais encontrados em jazidas, provenientes de alterações de rochas.
Utilização: São utilizados em lastros de vias férreas, bases para calçamentos, pistas de rolamento das
estradas, revestimento betuminoso, e como material granuloso e inerte para a confecção de argamassas e
concretos.

Classificação

- Quanto à origem:
• Naturais - são denominados naturais aqueles que são extraídos da natureza na forma de
fragmentos como areia e pedregulho.
• Artificiais - são os materiais que passam por processos de fragmentação, como pedra britada.

- Quanto à densidade:
• Agregados leves - pedra pomes, vermiculita, argila expandida, etc.
• Agregados pesados - barita, magnetita, limonita, etc.
• Agregados normais - areia, pedregulhos e pedra britada.

- Quanto ao tamanho dos fragmentos:


• Agregado graúdo (diâmetro mínimo superior a 4,8 mm) - é o pedregulho natural ou pedra britada,
proveniente do britamento de rochas estáveis, com um máximo de 15% passando na peneira de 4,8 mm.
• Agregados miúdo (diâmetro máximo igual ou inferior a 4,8 mm) - areia natural (fina, média e
grossa) ou pedrisco resultante do britamento de rochas estáveis, com tamanhos de partículas tais que no
máximo 15% ficam retidas na peneira de 4,8 mm.

Obtenção dos agregados


Alguns agregados são obtidos por extração direta do leito dos rios, ou por meio de dragas (areias e
seixos), e às vezes de minas (areias). Posteriormente este material retirado sofre um beneficiamento que
consiste em lavagem e classificação.

2. AGLOMERANTES

Aglomerantes ou aglutinantes são produtos empregados para rejuntar alvenarias ou para a execução de
revestimentos de peças estruturais. Apresenta-se sob a forma pulverulenta e, quando misturados com água,
formam pasta capaz de endurecer por simples secagem, ou, o que é mais geral em consequência de reações
químicas, aderindo às superfícies com as quais foram postas em contato.

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Classificação:

a) Quimicamente inertes: barro cru.

b) Quimicamente ativos: cal, gesso, cimento.

c) Aglomerantes naturais: são os que procedem da calcinação de uma rocha natural, sem adição
alguma. Como exemplo temos a cal, que pode ser utilizada em argamassas (reduz a permeabilidade, aumenta
a plasticidade e a trabalhabilidade); e o gesso, utilizado para cobrir paredes, chapas para paredes e tetos,
usados exclusivamente para interiores e não podem ter função estrutural.

d) Aglomerantes artificiais: são obtidos por calcinação de mistura de pedras de composição


conhecidas, cuidadosamente dosadas. Cimentos artificiais procedentes de mistura de calcário, de argila,
pedra, etc.

e) Aglomerantes hidráulicos: resistem satisfatoriamente quando empregados dentro d'água. Nos


aglomerantes hidráulicos, o endurecimento resulta da ação da água. Na categoria dos aglomerantes
hidráulicos, a denominação aplica-se aos que precisam ser moídos depois do cozimento. Exemplo: cal
hidráulica e os cimentos.
• Cimento Portland - é um material pulverulento, fabricado com calcário, argila, gesso e outras
adições, ao serem misturado com água, hidrata-se e produze o endurecimento da massa, que oferece, então,
elevada resistência mecânica.

3. ARGAMASSAS

São pastas de aglomerante e água, às quais se incorpora um material inerte, a areia.


São utilizadas em assentamentos e em revestimentos. Devem satisfazer as seguintes condições,
dependendo de sua finalidade: resistência mecânica; compacidade; impermeabilidade; constância de volume;
aderência e durabilidade.

Classificação:
• Argamassas Simples - com um aglomerante.
• Argamassas Mistas – com mais de um aglomerante.

Simples: traço 1:3 (uma parte de cimento:três partes de areia)


Mistas: traço 1:2:4 (uma parte de cimento: duas partes de cal: quatro partes de areia)
*
Traço: são as proporções relativas de aglomerante(s) e agregado(s), em volume ou peso, na dosagem de
argamassas e concretos. O normal é se adotar as proporções em volume.
As argamassas, junto com os elementos de alvenaria, são os componentes que formam a parede de
alvenaria não armada, sendo a sua função:
• Unir solidamente os elementos de alvenaria;
• Distribuir uniformemente as cargas;
• Vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.
As argamassas devem ter boa trabalhabilidade. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade, pois são
fatores subjetivos que a definem. Ela pode ser mais ou menos trabalhável, conforme o desejo de quem vai
manuseá-la. Podemos considerar que ela é trabalhável quando distribui-se com facilidade ao ser assentada,
não "agarra" a colher do pedreiro; não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente
para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.

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4. CONCRETO

É um material de construção resultante da mistura de um aglomerante (cimento), com agregado miúdo


(areia grossa), agregado graúdo (brita ou cascalho lavado), e água em proporções exatas e bem definidas.
Quanto mais rico em cimento, mais resistente.
Seu uso nas construções em geral é bastante amplo, podendo as peças serem moldadas no local ou pré-
moldadas. Como exemplo de moldadas no local: - pisos de terreiros de café, de currais, de residências e pisos
em geral, passeios. Nas estruturas (com adição do ferro) como lajes, pilares, vigas, escadas, consoles e
sapatas.

Blocos de Concreto

Peças regulares e retangulares, fabricadas com cimento, areia, pedrisco, pó de pedra e água. O
equipamento para a execução dos blocos é a prensa hidráulica. O bloco é obtido através da dosagem racional
dos componentes, e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e
arestas de bom acabamento. Em relação ao acabamento os blocos de concreto podem ser para revestimento
(mais rústico) ou aparentes.

5. MATERIAIS CERÂMICOS

Compreendem todos os materiais de construção produzidos artificialmente com argila cozida. Os


produtos cerâmicos submetem-se os tijolos em suas mais variadas formas, telhas, ladrilhos para pisos e
manilhas.
Chama-se cerâmica à pedra artificial obtida pela moldagem, secagem e cozedura de argilas ou de
misturas contendo argilas.
Os materiais usados correntemente na construção civil são os tijolos, as telhas e as tijoleiras.
Conforme a qualidade da argila empregada resultarão diversas qualidades de produtos. Eles vão desde os de
baixa resistência até os de alta resistência; vão desde os facilmente pulverizáveis até os de massa compacta.
Por isso é difícil estabelecer limites entre a cerâmica comum e a cerâmica de qualidade superior. O
construtor deve considerar primordialmente a procedência para ter certeza sobre a qualidade.

Tijolos comuns
São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas, obtidos após a queima das
peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 900 a 1000°C. Pode ser
caracterizado como um material de baixo custo, usado exclusivamente para fins estruturais e de vedação,
sem muitas exigências quanto à aparência. Independente da qualidade, há muitos formatos de tijolos. O mais
comum é o tijolo cheio, também chamado maciço ou caipira.
Podem ser crus, quando não sofrem cozeduras, sendo simplesmente secos ao ar ou ao sol e são
utilizados em construções modestas. Podem se apresentar como tijolos ordinários, quando cozidos em forno,
lhe garantindo dureza e resistência. Como tijolos refratários, que são preparados com argila quase pura e
resistem a elevadas temperaturas sem se deformarem. Podem ser produzidos manualmente ou
mecanicamente e são utilizados basicamente em alvenaria de embasamento e de elevação.
Tijolo furado (baiano)
Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica
vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. A seção transversal destes tijolos é variável,
existindo tijolos com furos cilíndricos e com furos prismáticos.
No assentamento, em ambos os casos, os furos dos tijolos estão dispostos paralelamente à superfície
de assentamento o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria.

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As faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas
de assentamento e revestimento, por este motivo são constituídas por ranhuras e saliências, que aumentam a
aderência.

Telhas
As telhas de barro utilizadas como material de cobertura podem ser curvas ou planas, devendo ser
duráveis tanto quanto econômica. Podem ser do tipo Marselha ou Francesa e telhas coloniais. Os processos
de fabricação são semelhantes aos dos tijolos.
6. MADEIRA
É um material de largo emprego e grande importância na construção. Na condição de material de
construção, as madeiras incorporam todo um conjunto de características técnicas, econômicas e estéticas que
dificilmente se encontram em outro material existente. Assim, esse material possui as seguintes vantagens:
- Apresenta resistência mecânica tanto a esforços de compressão como de tração e flexão: foi o
primeiro material a ser utilizado tanto em colunas como em vigas e vergas;
- Tem facilidade de afeiçoamento e simplicidade de ligações, onde pode ser trabalhado com
ferramentas simples;
Além disso, possui outras vantagens:
- Boas características de isolamento térmico e acústico;
- Grande variedade de padrões;
- Reservas renováveis.

Desvantagens:
- Material heterogêneo;
- Formas limitadas: alongadas e de seção transversal reduzida;
- Deterioração fácil (depende do tipo de madeira e do tratamento).

Tipos de madeira de construção

As madeiras utilizadas em construção são obtidas de troncos de árvores. Distinguem-se duas


categorias principais de madeiras:
a) madeiras duras - provenientes de árvores frondosas (com folhas achatadas e largas), de
crescimento lento, como a peroba, ipê, aroeira, carvalho etc.; as madeiras duras de melhor qualidade são
também chamadas madeiras de lei;
b) madeiras macias - provenientes em geral das árvores coníferas (com folhas em forma de agulhas
ou escamas, e sementes agrupadas em forma de cones), de crescimento rápido, como pinheiro-do-paraná e
pinheiro-bravo ou pinheirinho, pinheiros europeus, norte-americanos etc.

Técnicas de Construção das Instalações Rurais

FUNDAÇÕES

A primeira etapa efetiva da construção é a execução das fundações. As fundações são obras enterradas
no terreno, com a finalidade de receber todas as cargas da construção, transmitindo-as, uniformemente, sobre
o leito de fundação. Por isto, as fundações devem ser resistentes e dimensionadas para as condições do local.
Importância das fundações: serão à base das construções. Se uma fundação não for realizada
corretamente, poderá comprometer a construção (obra) posteriormente, acarretando custos mais elevados e
paralisação das atividades.
Nas propriedades rurais, alguns cuidados devem ser tomados:
• Preferir terreno de natureza geológica boa, se possível, protegido de ventos dominantes da região;
• Evitar terrenos baixos, de lençol freático muito próximo à sua superfície;

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• Escolher locais afastados de pontos insalubres;
• Terrenos turfosos e resultantes de aterro de lixo devem ser evitados, por serem fracos e úmidos,
sujeitos à decomposição da matéria orgânica.
A necessidade de enterrar das fundações se deve a duas razões:
• Evitar o escorregamento lateral da construção;
• Eliminar a camada superficial, geralmente composta de material em decomposição ou aterro.
Leito da fundação refere-se ao plano que se prepara no subsolo para o assentamento dos alicerces. O
alicerce serve como ancoragem da fundação, e suporta as lajes, sendo feito até a altura do solo.

Tipos de Fundações

Há vários tipos de fundações, dependendo do tipo de solo (resistência) e das condições do local onde a
benfeitoria será construída.
Quanto à profundidade da cota de apoio, estão divididas em: Rasas e Profundas.
Fundações Rasas: cotas de apoio até 2 metros de profundidade.
Fundações Profundas: cotas de apoio acima de 2 metros de profundidade.

Baldrame ou Sapata Corrida: Acompanha as paredes da construção, sendo usada como apoio a elas. É
uma fundação continua, com formato de viga, feita de concreto simples ou armado, armado, de solo-cimento,
cimento ou de blocos de concreto (blocos-canaletas).
Radier ou Laje Radier: é uma fundação em formato de laje, feita de concreto armado e apoiada
diretamente sobre o solo compactado. Possui a mesma área da benfeitoria, podendo ser um pouco maior que
o seu contorno (geralmente, 60 cm para cada um dos lados), para já servir de calçada.
Blocos e Sapatas: composta de elementos de concreto, construída nos pontos que recebem as cargas
dos pilares.

ALVENARIA

Alvenaria é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais ou
artificiais, ligadas ou não por argamassa. Também pode ser definida como o sistema construtivo de paredes e
muros, ou obras similares, executadas com pedras, com tijolos cerâmicos, blocos de concreto, cerâmicas,
assentados com ou sem argamassa de ligação.
Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada alvenaria
resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, etc.). Quando a
alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada alvenaria
de vedação.
Os dois tipos principais de alvenarias são as naturais (pedras irregulares e regulares) e artificiais
(blocos de concreto, cerâmicos, solo-cimento, adobe).
As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem
investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos
aplicando materiais diversos.

Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação

As argamassas são utilizadas em assentamentos e em revestimentos. A argamassa de assentamento


deve ser preparada com materiais selecionados, granulometria adequada e com um traço de acordo com o
tipo de elemento de alvenaria adotado. Podem ser preparadas manualmente ou com uso da betoneira.
Geralmente, a argamassa de assentamento utilizada é de cimento, cal e areia no traço 1:2:8, com espessura

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que varia de 1 a 1,5 cm entre tijolos. Na tabela abaixo encontram-se outros traços utilizados de acordo com o
tipo de alvenaria e o rendimento por saco de cimento.

Tabela 1- Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento

Aplicação Traço Rendimento/saco de


cimento
Alvenaria de tijolos de barro 1 lata de cimento
cozido (maciço) 1 lata de cal 10m2
8 latas de areia
Alvenaria de tijolos baianos 1 lata de cimento
ou furados 2 lata de cal 16m2
8 latas de areia
Alvenaria de blocos de 1 lata de cimento
concreto 1/2 lata de cal 30m2
6 latas de areia

Aplicação da argamassa de assentamento


• Tradicional: o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco
conferindo o alinhamento e o prumo.
• Cordão: o pedreiro forma dois cordões de argamassa, melhorando o desempenho da parede em
relação a penetração de água de chuva, ideal para paredes em alvenaria aparente.

TIPOS DE PAREDES

A espessura das paredes é sempre múltiplo das dimensões dos tijolos. São colocadas em camadas
horizontais (fiadas) e com juntas desencontradas. Podem ser dispostas de diversos modos conforme a
espessura das paredes, que é indicada pelo número de tijolos.
Parede de espelho (cutelo) – feitas com tijolos assentados segundo a espessura e o maior comprimento.
Empregadas nas divisões internas de edificações.
Parede de meio tijolo (frontal) – tijolos assentados segundo a sua face maior e de modo que a largura
corresponda à espessura da parede. Servem para vedação e para suportar esforços.
Parede de um tijolo – tem como espessura o comprimento do tijolo. São recomendadas para paredes
externas, pois oferecem boa resistência e impermeabilidade (quando revestidas).
Parede de um tijolo e meio – tem como espessura um tijolo e meio, sendo dispostos de várias
maneiras. Recomendadas para paredes que necessitarão de resistência.

Quantidade de tijolo por parede

Em função do tamanho dos tijolos e da espessura da junta podemos calcular quantas unidades de
tijolos precisamos para preencher um metro quadrado de alvenaria, e, a partir daí, chegar ao consumo de
material.

Seja:
N TH x TV
Onde:
N= número de tijolos por m2
TH = Quantidade de tijolos na horizontal (metro linear)
TV = Quantidade de tijolos na vertical (metro linear)

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(C=comprimento tijolo, J=junta)

(H=altura tijolo, J=junta)

Exemplo: Supondo-se uma parede de 1 tijolo de 23 x 11 x 5 cm e junta de 1 cm, temos:



 

Portanto, para esta parede são necessários 70 tijolos por m². Acrescentar 10% para perdas.

Outro método:
Tijolo furado, assentamento em pé (½ tijolo). Medidas (m): 0,14 x 0,19 x 0,29
Área de 1 tijolo, incluindo juntas: 0,21m (21cm) x 0,31m (31cm) = 0,0651m2;
Quantidade de tijolos por m2: 1,00m2 ÷ 0,0651m2 = 15 peças. Acrescentar 10% para perdas.

PISO E CONTRAPISO

Piso: Acabamento – piso cerâmico, granito, pedra, ardósia, cimento, etc.


Contrapiso: Base ou sustentação para o piso.

Contrapiso

Importância:
• Servir de suporte para o revestimento de piso e seus componentes,
• Corrigir pequenos desníveis na laje do piso,
• Resistir às cargas atuantes durante a utilização, sem apresentar rupturas,
• Embutir tubulações elétricas e hidráulicas,
• Incorporar sistemas de impermeabilização,
• Complementar sistemas de isolamento acústico ou térmico,
• Proporcionar os caimentos necessários para os diversos tipos de uso dos ambientes.

Características do contrapiso

Aspereza, determinada em função da granulometria da areia utilizada;


Poucas Ondulações – depende do pedreiro
Resistência mecânica, decorrente dos materiais utilizados e de suas dosagens.
Recomenda-se argamassa (piso) com traço de 1:3 ou 1:4, respectivamente, para cimento e areia.
A água deve ser a estritamente necessária, e a argamassa deve ser espalhada em pequenas camadas,
devidamente adensadas, se a espessura a cobrir for superior a 2 ou 3 centímetros.
Para passagem ou galpões de máquinas, às vezes pode ser necessário a confecção de contrapiso
reforçado (Tabela 2).

Tabela 2. Espessura de contrapiso em função de seu uso

Finalidade de Uso Espessura


Interior de residências 2 a 7,8 cm

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Áreas internas de edificações, passeios ou
calçadas e áreas onde não passam animais de 7cm
grande porte, tratores ou cargas pesadas
Áreas externas com trânsito de pequenos
veículos, áreas de confinamento de animais 10 cm
Áreas de estacionamento de implementos,
tratores e trânsito de veículos mais pesados 15 cm
(caminhões e tratores)
Fonte:http://www.banet.com.br/construcoes/

A argamassa para contrapiso geralmente possui o seguinte traço e o rendimento (Tabela 3).

Tabela 3: Traço e rendimento da argamassa para contrapiso.

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 kg
Concreto magro 1 saco de cimento 50 kg 14 latas ou 0,25m3 O concreto magro
8 ⁄ latas de areia serve como base para
pisos em geral.
11 ⁄ latas de pedra
Antes de receber o
2 latas de água concreto magro, o
solo deve ser
umedecido.

PISOS

A argamassa para pisos possui geralmente uma espessura de 3 cm, mas pode variar em função do uso.
A Tabela 3 traz os traços e rendimentos para alguns tipos de pisos que poderão ser utilizados em construções
e instalações rurais.

Tabela 3 - Traço e rendimento de argamassas para pisos

Aplicação Traço Rendimento por saco de Dica


cimento de 50 kg
Piso Cimentado - 1 lata de cimento 4 m2 (com espessura de O cimento liso é o
- 3 latas de areia 2,5 cm) acabamento de piso
mais econômico.
Pode ser queimado
com pó de cimento e
colorido com pó
corante.

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COBERTURA DAS INSTALAÇÕES

A cobertura, parte superior da edificação que a protege das intempéries, é constituída por uma parte
resistente (laje, estrutura de madeira, estrutura metálica, etc.) e por um conjunto de telhas com função de
vedação (telhado), podendo apresentar ainda um forro e uma isolação térmica.
Deve cumprir as seguintes funções básica:
• Proteção das partes internas das construções;
• Dar inclinação adequada, de acordo com o tipo de telha utilizada, para drenar águas pluviais;
• Formar um "colchão de ar" entre o forro e a telha, possibilitando controle da temperatura interna,
melhorando as condições de conforto térmico.

Componentes das estruturas de sustentação dos telhados

A estrutura é considerada como o conjunto de componentes ligados entre si, com a função de suportar
o telhado. A estrutura é composta por uma armação principal e outra secundária.
A estrutura principal é um conjunto de componentes ligados entre si com a função de suportar a
estrutura secundária e o telhado, pode ser constituída por tesouras, pontaletes ou por vigas e a estrutura
secundária constituída pelas ripas, caibros e terças. Para estruturas metálicas e de madeira onde são
assentadas telhas do tipo ondulada a estrutura secundária resume-se basicamente em terças, frechais e
pontaletes.
A estrutura secundária é um conjunto de componentes ligados entre si com a função de suportar o
telhado, podendo ser constituída das seguintes peças:
• Ripas: Peças de madeira pregadas sobre os caibros, atuando como apoio das telhas cerâmicas;
• Caibro: Peças de madeira, apoiadas sobre as terças, atuando por sua vez como suporte das ripas;
• Terças: Peças de madeira ou metálica, apoiadas sobre tesouras, pontaletes ou ainda sobre paredes,
funcionando com sustentação dos caibros (caso das telhas cerâmicas) ou telhas onduladas (fibra de vidro,
cimento-amianto, zinco, alumínio);
• Frechal: Viga de madeira ou metálica, colocada no topo das paredes com a função de distribuir as
cargas concentradas provenientes de tesouras, vigas principais ou outras peças da estrutura. E comum,
também, chamar de frechal a terça da extremidade inferior do telhado;
• Terça cumeeira: Terça da parte mais alta do telhado;
• Pontaletes: Peças dispostas verticalmente, constituindo pilares curtos sobre os quais apoiam-se as
vigas principais ou as terças;
• Chapuz: Calço de madeira, geralmente de forma triangular, que serve de apoio lateral para a terça;
• Contra ventamento: Peça disposta de forma inclinada, ligando as tesouras com a finalidade de
travar a estrutura. Esta disposição aumenta a estabilidade das tesouras, pois com o seu intermédio a uma
maior resistência à ação lateral do vento.

Forma dos telhados

O telhado pode assumir diversas formas, em função da planta da edificação a ser coberta. As formas
fundamentais na constituição de um telhado são chamadas elementares e podem ser combinadas resultando
várias outras formas mais complexas ou até mesmo especiais para uma determinada atividade específica.
a) Telhado de meia-água ou uma água: É um telhado muito simples, constituído por uma única
água. Neste caso não estão presentes nem a cumeeira, espigão e rincão;
b) Telhado de duas águas: Apresenta dois planos inclinados que se encontram para formar a
cumeeira.

MATERIAIS ALTERNATIVOS

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• Adobe
• Ferrocimento
• Bambu
• Solocimento

Adobe

É uma técnica de construção natural onde o principal recurso utilizado para construí-lo é o barro, que é
encontrado no próprio local da construção. O adobe foi utilizado por todas as grandes civilizações, podemos
tomar por exemplo a Muralha da China, onde em boa parte de sua construção o bloco de adobe foi utilizado.
A fabricação dos blocos de adobe requer a mistura de barro, palha e água, sendo o material pisoteado
até formar uma massa homogênea. Após este processo, a massa é colocada em fôrmas de madeira chamadas
de ''adobeiras'' e finalmente os blocos são deixados em locais reservados para secar.
Vantagens:
• Rapidez no preparo dos tijolos;
• Em locais onde o sol é frequente sua produção é mais rápida garantindo qualidade e durabilidade;
• Bom conforto térmico;
• Baixo custo (se obtido no próprio local da construção);
• Os tijolos podem ser usados em vários tipos de construção.

Ferrocimento

É constituído de uma argamassa de cimento e de areia envolvendo um aramado de vergalhões finos e


telas. As características do ferrocimento são parecidas com as do concreto armado. O aramado do
ferrocimento faz as vezes da armadura do concreto armado. A grande diferença é que as peças do
ferrocimento são bem mais finas (1,5cm a 3,5cm) que as de concreto armado.
Vantagens:
• Baixo custo necessitando de poucos materiais para construí-la
• Ótima qualidade do ferrocimento, não necessitando de manutenção
• Sua aplicação é muito simples
• É um grande exemplo de tecnologia social dando acesso para todas as pessoas e comunidade

Bambu
Bambu é uma técnica de construção milenar, muito utilizada no oriente. Possui alta flexibilidade a
resistência de suas fibras sendo uma ótima alternativa para a construção.
Vantagens:
• Baixo custo;
• A resistência e qualidade da construção;
• O crescimento em grande escala do bambu garante a disponibilidade de recurso para construir
habitações;
• É uma material multi-função, podendo ser utilizado na confecção dos mais variados produtos.
Grande parte do uso mais comum do bambu no Brasil decorre de tradição do meio rural, onde são
empregados em cercas e em pequenas construções, como galinheiros, currais, pequenos abrigos rústicos,
taperas, gaiolas etc.
Uma das grandes possibilidades da aplicação do Bambu nas construções rurais é na utilização de
estruturas para Casa de Vegetação ou Viveiros. Acredita-se que seja uma das mais promissoras aplicações,
pois o alto custo na aquisição de estufas convencionais dificulta o acesso ao homem do campo a essa
tecnologia.

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Solocimento

O solo-cimento é um material alternativo de baixo custo, obtido pela mistura de solo, cimento
(aglomerante hidráulico) e um pouco de água. No início, essa mistura parece uma "farofa" úmida. Após ser
compactada, ela endurece e com o tempo ganha consistência e durabilidade suficientes para diversas
aplicações no meio rural. Uma das grandes vantagens do solo-cimento é que o solo um material local,
constitui justamente a maior parcela da mistura.
Vários fatores podem influir nas características do produto final e entre elas pode-se citar: dosagem do
cimento, natureza do solo, teor de umidade e compactação ou prensagem.
A coesão do solocimento é determinada pela constituição do cimento, sua finura, quantidade de água e
temperatura ambiente. Algumas impurezas que possam aparecer na água de mistura podem ser agressivas ao
cimento como sulfatos e matéria orgânica.
É uma evolução de materiais de construção do passado, como o barro e a taipa. Só que as colas
naturais, de características muito variáveis, foram substituídas por um produto industrializado e de qualidade
controlada: o cimento.
Há 4 modos de utilização do solo-cimento: tijolos ou blocos, pavimento, parede maciça, ensacado. Os
tijolos ou blocos de solo-cimento são produzidos em prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só
precisam ser umedecidos, para que se tornem resistentes. Além de grande resistência, outra vantagem desses
tijolos ou blocos é o seu excelente aspecto. As paredes maciças são compactadas no próprio local, em
camadas sucessivas, no sentido vertical, com o auxílio de formas ou guias. O processo de produção
assemelha-se ao sistema antigo de taipa de pilão, formando painéis inteiriços, sem juntas horizontais. Os
pavimentos também são compactados no local, com o auxílio de fôrmas, mas em uma única camada. Eles
constituem placas maciças, totalmente apoiadas no chão. O solo-cimento ensacado resulta da colocação da
"farofa"úmida em sacos, que funcionam como fôrmas. Depois de terem a sua boca costurada, esses sacos são
colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O processo de execução
assemelha-se à construção de muros de arrimo com matacões de pedra.

TIPOS DE INSTALAÇÕES RURAIS


SILO TRINCHEIRA

O silo trincheira é uma construção permanente (benfeitoria). O tipo trincheira é caracterizado por uma
vala feita no chão, preferencialmente em lugar alto e contra um barranco, na qual se deposita a silagem,
compactada com um trator e posteriormente fechada a sua frente com tábuas e com lona plástica recoberta
por terra, areia ou pneus.
Para reduzir custos de construção, pode ser utilizado sem revestimento de alvenaria, porém há
deterioração rápida das paredes laterais, mesmo que se utilize lona plástica nas laterais e no fundo do silo.
As paredes laterais devem ser inclinadas (25%), como também deve haver uma inclinação das laterais
para o meio do silo e do fundo para a boca do silo. Esse procedimento facilita o escoamento de um possível
efluente. Quando revestidos com alvenaria ou tijolos em espelho, reduzem acentuadamente as perdas. Deve
haver atenção com relação a profundidade do lençol freático.
A execução do silo-trincheira começa pela marcação previa do terreno. Depois é feita a escavação
manual ou mecânica (com trator), dependendo do seu tamanho e do local onde o silo vai ser construído.
O fundo do silo deve ser bem compactado, com caimento mínimo de 2% (2cm por metro) do fundo
para a entrada. As paredes laterais devem ter inclinação, em relação a vertical, correspondente a 25% da
profundidade do silo.
Depois devem ser preparadas as fundações das paredes. Elas podem ser do tipo baldrame, com altura
de 30cm e largura igual a da parede. Se o revestimento do talude das paredes for de solo-cimento, o baldrame
também poderá ser desse material.

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O revestimento das paredes e do piso do silo-trincheira deve ser feito com materiais de boa qualidade,
resistentes a ação do tempo e a trepidação gerada por tratores ou carretas forrageiras no seu interior.
Dependendo da situação, do tipo de solo local e das condições gerais da região, podem ser adotadas
várias soluções de revestimento.
As paredes laterais podem ser revestidas com:
• Concreto
• Placas de concreto
• Blocos de concreto
• Solo-cimento
• Ferrocimento
A definição do melhor tipo de revestimento para as paredes vai depender das condições do local onde
o silo será construído. Por exemplo, em regiões de boa drenagem e com solos arenosos, o usa do solo-
cimento pode proporcionar grande economia.
O piso do silo trincheira pode ser feito com: concreto ou solo-cimento. O piso de concreto, com uma
camada maciça moldada no próprio local, tem as seguintes vantagens:
• Elevada resistência ao peso e ao desgaste produzido por tratores ou carretas forrageiras
• Maior resistência a ação das chuvas, por ser impermeável
• Facilidade de limpeza
• Possibilidade de construção na propriedade, sem o auxílio de equipamentos especiais
• Utilização de materiais de construção fáceis de comprar
• O piso do silo-trincheira também pode ser feito com uma camada maciça de solo-cimento executada
no próprio local da obra. Essa solução é a mais econômica, principalmente quando há disponibilidade de solo
adequado (arenoso) para a execução do solo-cimento no local da obra ou próximo a ela, porque esse material
constitui a maior parcela da mistura. Além disso, o piso de solo-cimento tem outras vantagens:
• Menor consumo de materiais comprados no comércio
• Grande durabilidade
Tanto no caso do piso de concreto como no de solo-cimento, a espessura recomendada é variável: para
silos com compactação e trânsito de carroça e microtrator, é de 10 cm; para silos com compactação e trânsito
de trator e caminhão, é de 15 cm.
Para maior proteção e garantia da estabilidade do talude, deve ser feita uma calçada de concreto ou
solo-cimento de 1m de largura, ao longo de toda a extensão do silo. A calçada deve ter espessura de 8cm e
caimento de 5% (5cm por metro) para o lado externo e uma canaleta para escoamento das aguas de chuva.
Também é recomendável a execução, na borda externa da canaleta, de uma guia (meio-fio) de
concreto com 15cm de altura, para evitar eventual aproximação de veículos das bordas das paredes durante o
carregamento do silo-trincheira.
Devem ser previstos pilares laterais na entrada do silo ou sulcos nas paredes laterais, para possibilitar
o fechamento com pranchões de madeira. Os silos de maior capacidade, com carregamento nas duas
extremidades e compactação mecânica da silagem, devem ter rampa de saída semelhante a de entrada. Elas
facilitam a movimentação de tratores, para descarregar, carregar e compactar o material, e evitam o risco de
acidentes por manobras arriscadas.

GALPÕES RURAIS

O galpão é uma das principais benfeitorias da propriedade rural. Serve para guardar máquinas,
implementos e equipamentos agrícolas, para armazenar a produção e também como depósito e materiais e
insumos rurais. Pode ser usado ainda como estábulo, pocilga, aviário e para a criação de bicho-da-seda,
cabras, ovelhas e outros animais.
O comprimento, a altura, a largura, as condições de ventilação e iluminação e a facilidade de limpeza
dos galpões rurais devem atender às necessidades funcionais da atividade a ser desenvolvida dentro deles,

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porque todos esses itens têm muita importância na produtividade. Por esse motivo, um galpão só deve ser
construído em local adequado à sua finalidade e depois de feito o respectivo projeto. Além disso, o ideal é
que o espaço interno do galpão rural seja inteiramente livre, sem pilares.
Os galpões rurais pré-moldados de concreto oferecem algumas vantagens como:
• Permite atender às necessidades funcionais;
• Possibilita um espaço interno inteiramente livre;
• São mais duráveis;
• Dispensam a manutenção rotineira;
• São fáceis de construir e simples de montar;
• São muito resistentes à intempéries (temporais, chuvas e ventos fortes);
• Têm custo bastante reduzido.
O que garante o espaço interno inteiramente livre nos galpões rurais pré-moldados de concreto é a
colocação dos pilares apenas no contorno da construção, no sentido do comprimento.
Existem várias soluções técnicas para construção de galpões rurais pré-moldados de concreto. As
duas mais econômicas e simples são:
- Galpão de uma água, para vãos de até 6,5m;
- Galpão de duas águas, para vãos com mais de 6,5m.

Galpão de uma água


Uma solução econômica e eficaz é construir o galpão de uma água com peças de concreto pré-
moldado no próprio local. As peças desse galpão são de apenas 3 tipos:
- Pilares, com base quadrada de 20cm x 20cm, altura variando de 3m a 5m e rebaixos no topo para
encaixe das vigas transversais, sendo que a metade da quantidade dos pilares deve ter uma altura maior para
dar caimento ao telhado;
- Vigas transversais, de até 7,5m de comprimento (inclusive 50cm de beiral para cada lado), com
rebaixos para fixação nos pilares e para fusos salientes para montagem das terças;
- Terças, semelhantes às vigotas pré-moldadas usadas na construção de lajes com 3m a 4m de
comprimento, encaixe macho-fêmea nas extremidades e furos para o trespasse dos parafusos salientes das
vigas transversais.
O dimensionamento exato e o cálculo estrutural para cada galpão desse tipo devem ser feito por um
profissional habilitado. A concretagem de todas as peças do galpão é feita com apenas 3 fôrmas diferentes
(uma para os pilares, uma para as vigas transversais e umas para as terças). Essas 3 fôrmas são de execução
muito simples inclusive os moldes dos rebaixos e ressaltos necessários.
A fundação mais simples para esse tipo de galpão é a sapata, mas com uma espécie de cálice na face
superior onde será encaixado o pilar. Como os pilares são dispostos em pares espaçados de 3m a 4m, no
máximo (no sentido do comprimento do galpão), as sapatas deverão ser executadas nessa mesma disposição.
As sapatas devem ser dimensionadas e calculadas pelo profissional habilitado, responsável pelo projeto
estrutural do galpão.
Após a execução das fundações, os pilares são encaixados nos cálices e aprumados. O espaço vazio
entre os cálices e os respectivos pilares é preenchido com concreto. As vigas transversais são encaixadas nos
topos dos pilares e rejuntadas com concreto. Tanto os pilares como as vigas são levantados e movimentados
com o auxílio de talhas pois pesam no mínimo 520kg e no máximo 800kg. Às terças são encaixadas nos
parafusos salientes das vigas transversais e fixadas com porcas.
A cobertura desse tipo de galpão é feita com telhas onduladas de fibrocimento. Essas telhas são
fixadas às terças com parafusos e ganchos encontrados nas lojas de material de construção.
Paredes e pisos dos galpões
Os galpões rurais podem ser abertos ou fechados, dependendo da finalidade de uso. Podem ser
pavimentados com piso de solo-cimento.

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Os pisos e pavimentos de solo-cimento são constituídos de uma camada maciça de solo-cimento
executado no próprio local da obra. O solo-cimento é um material alternativo, de baixo custo, obtido pela
compactação de uma mistura de solo, cimento e um pouco de água. Essa solução é, seguramente, a mais
econômica, principalmente quando há disponibilidade de um solo mais adequado (solo arenoso) a execução
do solo cimento no local da obra ou próximo a ele, porque esse material constitui justamente a maior parcela
da mistura além disso os pisos e pavimentos de solo-cimento têm outras vantagens como:
- Menor consumo de materiais comprados no comércio;
- Grande durabilidade.
Os pisos e pavimentos de solo-cimento podem ser utilizados em: moradias, galpões, pátios e terreiros,
ruas e estradas, passeios e calçadas. A utilização do solo-cimento no piso de moradias segue a mesma
orientação. E é até mais simples, porque o contorno da área já está delimitado pelas próprias paredes da casa,
que funcionam como fôrma. A superfície dos pisos e pavimentos de solo-cimento sujeito ao tráfego de
veículos pesados (caminhões, carretas, tratores, colheitadeiras, etc.) e animais de grande porte (bovinos e
equinos) devem ser revestidas com uma camada de concreto ou outro material equivalente.

REQUISITOS PARA CONSTRUÇÃO DE DEPÓSITO DE AGROTÓXICOS NA


PROPRIEDADE RURAL:

• Ser exclusivo para produtos agrotóxicos e afins;


• Ter altura que possibilite a ventilação e iluminação;
• Possuir ventilação comunicando-se exclusivamente com o exterior e dotada de proteção que não
permita o acesso de animais;
• Ser construído em alvenaria e/ou material que não propicie a propagação de chamas;
• Quando construído parede-parede com outras instalações a separação não pode possuir elementos
vazados, permitindo o acesso restrito ao deposito pelo interior de outras instalações;
• Ter piso que facilite a limpeza e não permite infiltração;
• Ter sistema de contenção de resíduos no próprio depósito, por meio da construção de lombadas,
muretas, desnível de piso ou recipiente de contenção e coleta;
• Possuir instalações elétricas, quando existentes, em bom estado de conservação para evitar acidentes;
• Ser possível, no caso de armazenamento de agrotóxicos e afins em quantidade até 100 litros ou 100
kgs admite-se o uso de armários exclusivo e trancado, de material que não propicie a propagação de chamas,
abrigado fora de residências, alojamentos para pessoas ou animais, escritórios, ambientes que contenham
alimentos e rações;
• Admite-se o uso de estantes ou prateleiras para acondicionamento de agrotóxicos e afins as quais
poderão estar fixadas nas paredes, desde que não interrompam as saídas de emergência e rotas de fuga. Os
produtos devem manter uma distância mínima de 0,10 m das paredes.

BIODIGESTOR
O biodigestor é um equipamento que tem a finalidade de promover a finalização de resíduos orgânicos
de uma forma economicamente aproveitável, sendo a maneira mais correta de evitar a poluição ambiental
por resíduos de criações.
O biodigestor produz de forma direta e simples 2 produtos, o biogás e o biofertilizante.
De maneira geral o biogás poderá ser utilizado como fonte de energia variada. No caso agrícola o
melhor do aproveitamento deste equipamento será o biofertilizante, que terá retorno imediato ao solo e com
bom resultado de fertilização orgânica.
O biogás produzido a partir de resíduos agropecuários pode promover a autonomia energética de
diversos produtores rurais. Seu uso pode contribuir para agregação de valor de produtos agroindustriais,
suprimento autônomo de combustível para muitas utilidades, como para alimentação de sistemas de
bombeamento para irrigação, podendo viabilizar tais empreendimentos.

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A utilização do gás metano como gás combustível contribui para a diminuição do efeito estufa. O
biodigestor promove o saneamento rural, prevenindo a poluição e conservando os recursos hídricos, os quais
são finitos e vulneráveis, e portanto devem ser utilizados racionalmente para consumo humano e outros usos
prioritários e não como veículo para dejetos.
Esta tecnologia possibilita a utilização do biofertilizante como adubo orgânico, em substituição aos
adubos químicos que em seus processos de produção causam impactos ambientais e consomem energia.
Assim, os biodigestores podem converter os dejetos animais de um problema em uma solução.
O biodigestor tem o mesmo princípio da fossa asséptica, trata-se de uma caixa hermética, onde o
material (excrementos) tem um tempo para passar da entrada até a saída, quando ocorre a fermentação
anaeróbica, produzindo o biogás (metano). Desta forma, o material após a fermentação resultará em
biofertlizante.
Os biodigestores também são utilizados como solução para despoluição, podendo dar
reaproveitamento para água no próprio sistema de produção, além de eliminar o poder de poluição dos
excrementos, já que os mesmos passam a ganhar valor como adubo e ter sua utilização mais racional.
O problema do biodigestor está em seu custo de implantação, que normalmente é alto, já que se trata
de um equipamento, e como tal também necessita de cuidados e atenção especial para sua utilização, ou seja,
não funciona sem ter um operador com alguma dedicação, já que o material tem que ser constantemente
manipulado para evitar entupimentos e acúmulos de resíduos
Em resumo o biodigestor é composto por três partes distintas:
1. Caixa de entrada – Esta é a parte do biodigestor em que é feito o carregamento dos resíduos animais
e vegetais.
2. Biodigestor propriamente dito – Parte interna do biodigestor, onde ocorre a biodigestão anaeróbia
pelas bactérias, e como resultado desse processo é produzido o biogás.
3. Caixa de saída - A cada volume de carga na entrada corresponde à saída do mesmo volume de
líquido do biodigestor. Este líquido deve ser armazenado em condições aeróbicas para que posteriormente
possa-se usá-lo como biofertilizante.

FOSSAS SÉPTICAS
As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico nas quais são feitas a
separação e transformação da matéria sólida contida no esgoto.
As fossas sépticas, uma benfeitoria complementar e necessária às moradias, são fundamentais no
combate a doenças, verminoses e endemias (como a cólera), pois evitam o lançamento dos dejetos humanos
diretamente em rios, lagos, nascentes ou mesmo na superfície do solo. O seu uso é essencial para a melhoria
das condições de higiene das populações rurais.
Esse tipo de fossa nada mais é que um tanque enterrado, que recebe os esgotos (dejetos e águas
servidas), retém a parte sólida e inicia o processo.
Não devem ficar muito perto das moradias (para evitar mau cheiro) nem muito longe (para evitar
tubulações muito longas). A distância recomendada é de 4 metros.
Elas devem ser construídas do lado do banheiro, para evitar curvas nas canalizações. Também devem
ficar num nível mais baixo do terreno e longe de poços ou de qualquer outra fonte de captação de água (no
mínimo 30 metros de distância), para evitar contaminações, no caso de um eventual vazamento.
O tamanho da fossa séptica depende do número de pessoas da moradia. Ela a dimensionada em função
de um consumo médio de 200 litros de água por pessoa, por dia. Porem a capacidade nunca deve ser inferior
a 1000 litros.
As fossas sépticas podem ser de dois tipos:
-Pré-moldadas
-Feitas no local
As fossas sépticas pré-moldados, de formato cilíndrico, são encontradas no mercado. A menor fossa
pré-moldada tem capacidade de 1000 litros, medindo 1,1 x 1,1 metros (altura x diâmetro).

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Para volumes maiores é recomendável que a altura seja major que o dobro do diâmetro.
Para a sua montagem, observar as orientações dos fabricantes.
A execução desse tipo de fossa séptica começa pela escavação do buraco onde a fossa vai ficar
enterrada no terreno.
0 fundo do buraco deve ser compactado, nivelado e coberto com uma camada de 5 cm de concreto
magro, (1 saco de cimento, 8 latas de areia, 11 latas de brita e 2 latas de água, a lata de medida a de 18 litros)
sobre o concreto magro é feito uma laje de concreto armado de 6 cm de espessura (1 saco de cimento, 4 latas
de areia, 6 latas de brita e 1,5 It de água), malha de ferro 4.2 a cada 20 cm.
As paredes são feitas com tijolo maciço, ou cerâmico, ou com bloco e concreto. Durante a execução da
alvenaria, já devem ser colocados os tubos de entrada e saída da fossa (tubos de 100 mm) e deixa ranhuras
para encaixe das placas de separação das câmaras, caso de fossa retangular.
As paredes internas da fossa devem ser revestidas com argamassa a base de cimento (1 saco de
cimento, 5 latas de areia e 2 latas de cal).
A rede de esgoto da moradia deve passar inicialmente por um caixa de inspeção, que serve para fazer
a manutenção do sistema, facilitando o desentupimento, essa caixa deve ter 60cm x 60 cm e profundidade de
50 cm, construída a cerca de 2 metros de distância da casa. Caixa construída em alvenaria, ou pré-moldada,
com tampa de concreto.

CERCAS
As cercas em um projeto pecuário podem ter alta representatividade nos custos de implantação, assim
como na manutenção, alguns fatores devem ser considerados por momento das projeções dos modelos a
serem utilizados em um projeto onde haja uso intensivo de cercas.
O projeto deverá privilegiar alguns modelos básicos, onde serão respeitados os princípios de máxima
economia e realização dos objetivos propostos com o uso das cercas.
Em propriedade rural as cercas podem ser divididas basicamente em 2 objetivos, os de proteção ou
contenção e os de manejo alimentar, lembrando que o que deve segurar um animal dentro de um pasto é a
pastagem e não as cercas.
Basicamente as cercas de proteção e/ou contenção deverão ser as cercas que fazem o perímetro da
propriedade, onde a função de se evitar fugas ou acessos de animais indesejáveis tem que ser prioridades,
para tanto deverão ser nestas cercas onde os custos serão mais significativos.
Nas cercas de manejo, ou seja, aqueles que estarão dividindo pastos e piquete deverá ser adotado outra
filosofia, onde a função básica será de conduzir as rotinas de pastejo da propriedade ou projeto.
As cercas deverão sempre ser projetadas com base em um módulo básico para cada objetivo, onde o
parâmetro de custo será a orçamentação de 1 (um) km, devendo conter todas as despesas e volumes gastos no
tal módulo.
A definição do módulo deverá ser dada a partir da média topográfica da propriedade, ou seja, quanto
mais plana a topografia maior a possibilidade de distanciar os moirões ou estacas, normalmente o fator que
mais onera o custo do quilômetro de cerca.
De maneira geral a cerca tem um padrão básico, e todas as variações devem ter este padrão como
ponto de partida, sendo ele com 2,20m entre moirões ou estacas e 4 fios de arame farpado, seria esta a cerca
de maior capacidade de contenção e portanto a mais cara.
Fatores usados para “ancoragem” (pontos de fixação dos arames) das cercas serão sempre comuns em
qualquer modelo, às chamadas âncoras ou escoramentos, sempre estará localizado ou em extremos
topográficos, em cantos ou nos limites para se tencionar os arames.

Cercas para delimitação de áreas

As cercas destinadas à delimitação de áreas de propriedades, de culturas, de pastos ou de faixas de


estradas utilizam: mourões comuns e mourões esticadores.

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Nessas cercas, em geral, é usado o arame farpado. Tanto os mourões comuns como os esticadores
devem ter ranhuras, para facilitar a amarração do arame farpado.
Os mourões comuns são colocados a cada 3,5m, no máximo. Já os mourões esticadores são colocados
a cada 50m, no máximo. Além disso, devem ser usados sempre que a direção das cercas ou a inclinação do
terreno mudar, e nas extremidades das cercas.
A construção da cerca sempre começa pela colocação dos mourões esticadores, enterrados a uma
profundidade de 1m e bem aprumados. Os mourões esticadores devem ser escorados antes do esticamento
dos fios. O escoramento pode ser retirado à medida que o arame vai sendo esticado, menos nos mourões
esticadores das extremidades da cerca, onde o escoramento deve ser mantido.
Os mourões comuns são colocados nos respectivos locais após o esticamento do arame. E devem ficar
enterrados a uma profundidade de 75cm. Os fios esticados devem ser amarrados nos mourões comuns com
arame liso galvanizado.

Cercas para currais

As cercas para currais, estábulos ou piquetes de contenção de animais de grande porte devem ser
construídas com mourões mais robustos, dotados de furos. Essas cercas utilizam: mourões intermediários e
mourões de canto (ou mourões de cruzamento).

Essas cercas são executadas com cordoalhas ou arame liso avalado. Em geral, tanto os mourões
intermediários como os de canto têm seção quadrada.
Os mourões intermediários são colocados a cada 3m, no máximo. Os mourões de canto (ou de
cruzamento), utilizados nas esquinas e cruzamentos, como o nome indica, devem ser mais reforçados.
A construção dessas cercas começa com a colocação dos mourões de canto, enterrados a uma
profundidade de 1m. Depois de aprumados, é preciso lançar solo em torno deles, em camadas sucessivas,
compactadas uma a uma, até atingir 90cm. Os 10cm restantes devem ser preenchidos com concreto magro. A
seguir, os mourões de canto devem ser escorados. Depois são colocados os mourões intermediários, no
mesmo alinhamento.
Para aumentar a resistência da cerca é recomendado travar os mourões entre si, no sentido do
comprimento. Isso pode ser feito com peças de madeira.

ESTUFAS (Ambiente Protegido)

Ambiente protegido é aquele que propicia um microclima adequado ao desenvolvimento vegetal.


Ele pode ser coberto com vidro ou plástico e são comumente chamado chamados de estufas ou casas de
vegetação.
No início do século 19, foram feitos estudos sobre a forma ideal de um ambiente protegido, cujo
material de cobertura seria o vidro, e foi observado que uma cobertura hemisférica proporcionaria
transmissão máxima da radiação. A partir daí, vários estudos relacionados com a estrutura, forma e material
de cobertura foram desenvolvidos com o objetivo de minimizar os custos e proporcionar condições próxima
do ideal para as plantas.
As estufas variam no tamanho e no tipo, de modo a satisfazerem um grande número de
necessidades dos agricultores. Podem ser climatizadas ou não. As do primeiro tipo são usadas em regiões de
clima muito frio, onde as baixas temperaturas não permitem o desenvolvimento das plantas, contando
somente com o calor armazenado dentro delas devido ao efeito estufa. É necessário o uso de equipamentos
que controlem a temperatura, umidade relativa do ar e ventilação. Normalmente, são utilizadas para culturas
sensíveis, como flores, quando requerem faixas mínimas de tolerância relativa ao ambiente.
Essas estufas climatizadas são desenvolvidas de tal forma a permitir um alto percentual de
automatização dos equipamentos, para que se consiga um grande controle ambiental. Devido a todas as

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exigências que as cercam, são construções dispendiosas e por isso só devem ser empregadas em situações
especiais.
As estufas não climatizadas são construções simples, baratas e geralmente construídas pelos
próprios agricultores. O controle do ambiente é feito pelo manejo das aberturas e cortinas. O calor quando
desejado é obtido pelo efeito estufa. São utilizadas em clima quente e ameno e restringem-se à culturas
menos sensíveis, como hortaliças e outras, e alguns tipos de flores.
Dificilmente se consegue manter as condições do ambiente, durante todo o tempo, dentro da faixa
ideal exigida pela cultura.
Um efeito que ocorre no interior de um ambiente protegido é o chamado efeito estufa. A radiação
solar de onda curta consegue passar pela cobertura plástica ou pelo vidro, é absorvida pelo solo contribuindo
para elevar a sua temperatura. Qualquer superfície aquecida, como o solo, emite radiação sob a forma de
onda longa, que sob a forma de calor vai aquecer a atmosfera adjacente ao solo. Esse calor, dentro do
ambiente protegido, é transferido para camadas mais superiores, não sendo totalmente perdido devido ao
anteparo que é a cobertura plástica, ou de vidro. Por esse motivo, tem-se um ambiente sempre quente,
algumas vezes com temperaturas elevadas.
Sempre que se pretenda se adquirir uma estufa, deve-se ter em mente o espaço disponível para sua
construção e, o tamanho adequado à espécie vegetal que será plantada.
Os fatores de maior importância na escolha do modelo da estufa são a facilidade de acesso e a
transmissão da luz, bem como a estabilidade e a durabilidade.
Ao se construir uma estufa, a recomendação é que deve-se observar a orientação dos ventos
predominantes, ou seja, a construção nunca deve ser perpendicular à direção do vento, e sim, construída no
sentido da sua direção. Mas, para se obter a máxima vantagem da radiação solar, principalmente no inverno,
a estufa deve ter seu eixo maior na direção leste-oeste. Esta posição reduz a um mínimo o sombreamento das
vigas da estrutura.

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A atividade agrícola utiliza inúmeros tipos ou formas de energia, cada uma delas representa uma
gama enorme de aplicações, sem falar dos processos e transformações envolvidas, mas em geral
as formas de energia utilizadas na agricultura poderiam se resumir à energia potencial, energia
cinética, energia eletromagnética e energia nuclear.

A energia potencial se refere a uma possibilidade, ou seja, a energia está “armazenada” em um


estado latente ou se preferir “dormente”, portanto, não está atuando naquele instante, mas PODE
atuar a qualquer momento, bastando um “gatilho”, ou ação que POTENCIALMENTE libere esta
energia. A agricultura usa e armazena muita energia potencial!!! Uma das mais importantes é a
energia potencial química recorrente a todas as reações bioquímicas e fotossintéticas (ligação de
moléculas, quebra de moléculas, ATP, etc.). Enfim, o termo agroenergia é sinônimo de energia
potencial química.

O biodiesel é POTENCIALMENTE uma fonte de energia, mas é preciso que o mesmo seja utilizado
em um motor diesel de tal forma que a energia armazenada nas moléculas de biodiesel (ésteres)
seja liberada a fim de mover um pistão que através de um mecanismo biela-manivela fará girar um
eixo (eixo de manivelas ou virabrequim), que movimentará um trator. Por outro lado se o biodiesel
for usado, por exemplo, somente como lubrificante, este não liberará sua energia POTENCIAL,
aliás, as empresas que extraem petróleo nem querem que suas perfuratrizes comecem a liberar a
energia potencial do biodiesel, pois o interesse é somente que o mesmo as lubrifique.

Retomando o exemplo do virabrequim, este movimento rotativo proveniente da conversão da


energia potencial química do biodiesel, se refere a outro tipo de energia, a energia cinética. A
palavra cinética vem do grego kinetiké, que significa MOVIMENTO. Portanto a energia cinética é a
energia do movimento, e envolve principalmente as grandezas aceleração (rotativa ou linear),
velocidade (rotativa ou linear) e a massa de um corpo, de tal forma que a energia cinética é
proporcional a MOVIMENTAÇÃO de uma massa a uma velocidade, e uma consideração
importante, a energia cinética é muito mais influenciada pela velocidade do que pela massa, assim
um objeto, por exemplo, uma caminhão carregado com cana-de-açúcar pesando no total 25
toneladas viajando a 50 km/h tem a mesma energia CINÈTICA que um carro de 800 kg viajando a
280 km/h, perceba que o carro tem 31 vezes menos massa que o caminhão e sua velocidade é
somente 5,6 maior que a do caminhão, no entanto o estrago de uma batida com o caminhão e com
o carro, nestas condições, é o mesmo.

A energia eletromagnética se trata da interação entre um campo elétrico e um campo magnético,


em outras palavras cargas elétricas se movimentando geram um campo magnético e um campo
magnético variando (se “movimentando”) faz com que cargas elétricas entrem em movimento
(formação de um campo elétrico) - (no fundo é aquela velha questão: quem vem primeiro o ovo ou
a galinha). Bem, o importante para a agricultura é que a energia ELETROMAGNÉTICA é
transmitida por ondas eletromagnéticas, e de todas as ondas eletromagnéticas a mais conhecida e
importante para a agricultura é a LUZ do SOL. Na verdade a energia eletromagnética proveniente
da luz do sol é originária das reações atômicas e nucleares que ocorrem no Sol, que em última
instância são provenientes da energia NUCLEAR. Cabe uma ressalva, se na Terra existem
energias (qualquer energia) mesmo a POTENCIAL e a CINÉTICA, é porque o SOL as transferiu.
Portanto toda a Agricultura, todos Nós, a Terra inteira, assim como o Sistema Solar todo, existem
graças à energia NUCLEAR do SOL.

Desconsiderando a fonte de tudo, a energia NUCLEAR do SOL, em um sistema mais localizado


como a agricultura, diversos tipos de energia atuam e se inter-relacionam nas transformações
energéticas. E estas transformações sempre estarão relacionadas com uma ou outra das formas
potencial, cinética ou eletromagnética. Assim, quando uma grande fazenda resolve instalar um
MCH (Mini Central Hidrelétrica), ela está usufruindo de uma queda d´água que armazena energia
POTENCIAL gravitacional da água, pois a água está em um nível mais alto, e esta ao descer deste
desnível (gatilho) converte a energia potencial gravitacional em energia CINÉTICA da água (este
conjunto Potencial/Cinética também é conhecido como energia hidráulica), esta energia cinética faz
uma turbina girar (energia hidrodinâmica) que aciona um gerador que transforma este energia
CINÉTICA em energia POTENCIAL elétrica que pode ser conduzida até lâmpadas especiais dentro
de uma estufa, e estas lâmpadas podem converter a energia potencial elétrica em energia
ELETROMAGNÉTICA na forma de ondas eletromagnéticas (LUZ) que tenham uma frequência
específica para melhorar a fotossíntese de uma planta qualquer, assim aumentando o
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armazenamento de energia POTENCIAL química na forma de glicose e celulose, a celulose por sua
vez poderia ser utilizada como combustível sólido que seria queimado em uma caldeira liberando a
energia POTENCIAL química e gerando calor que faria as moléculas de água aumentarem sua
energia CINÈTICA e por consequência sua temperatura, assim fazendo com que a água se
evapore e o vapor conduziria esta energia térmica (CINÉTICA das moléculas) para um sistema de
destilação de álcool que separaria as moléculas de álcool, que em última instância são energia
POTENCIAL química convertida da energia NUCLEAR do SOL. Outra derivação da mesma energia
potencial elétrica poderia ser a utilização para gerar calor através de resistências elétricas
montadas em uma granja de frangos, para aquecê-los no frio, este calor nada mais é do que
energia térmica irradiada (energia ELETROMAGNÉTICA) das resistências elétricas como ondas
eletromagnéticas, entre elas a mais intensa é o infravermelho, estas ondas infravermelho agitam as
moléculas de ar na granja aumentando assim a energia CINÉTICA destas, elevando, por
conseguinte a temperatura do ar da granja.

QUESTÕES:
1-Com relação às construções e à energia rural, julgue os itens que se seguem.
Os circuitos elétricos alimentados com tensão de 110 volts demandam disjuntores de menor amperagem e são,
portanto, mais econômicos que os circuitos alimentados com tensão de 220 volts.
 Certo
 Errado

2-Com relação às construções e à energia rural, julgue os itens que se seguem.


O tijolo de barro de qualidade adequada deve ser bem cozido, sem manchas escuras nem areia em excesso.
São mais utilizados os tijolos do tipo maciço e o furado. Os tijolos de furos quadrados com oito furos são mais
utilizados em paredes com função estrutural.
 Certo
 Errado

3-Com relação às construções e à energia rural, julgue os itens que se seguem.


A geração de eletricidade a partir do bagaço da cana-de- açúcar, a chamada bioeletricidade, representa hoje,
aproximadamente, 3% da matriz energética nacional. Na produção de etanol, essa cultura vem contribuindo
para a diminuição do impacto da emissão de CO2.
 Certo
 Errado
4-A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, julgue o item subsequente.
O potencial de economia de consumo de energia elétrica no setor de edificações é expressivo apenas para os
projetos atuais de novas construções. A economia de consumo de energia elétrica, mesmo com o emprego
do retrofit de construções, continua a ser inexpressiva.
 Certo
 Errado

5-Com referência ao imposto sobre propriedade territorial rural (ITR), assinale a opção correta.

a)O ITR não incide sobre o imóvel declarado como de interesse social para fins de reforma agrária.
b)Não há previsão constitucional para a progressividade do ITR.
c)O enfiteuta não pode ser sujeito passivo do ITR
d)Não há fato gerador do ITR em relação ao imóvel rural por acessão física.
e)A base de cálculo do ITR corresponde ao valor da terra nua, incluindo os valores de mercado relativos a
construções, instalações e benfeitorias.

6-Ocorre o fornecimento de energia a título precário quando:

a)a distribuidora pode atender a unidades consumidoras localizadas em outra área de concessão ou permissão.
b)o atendimento é realizado por meio do uso ou compartilhamento das instalações de outra distribuidora ou
cooperativa de eletrificação rural.
c)a distribuidora de energia aplicar aos seus consumidores tarifa aplicada e homologada outra distribuidora ou
cooperativa de eletrificação rural.
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d)os contratos firmados para unidades consumidoras tiverem prazo de vigência não superior a doze meses.
e)em decorrência de desastres ou catástrofes naturais, houve a necessidade de as geradoras de energia
promoverem a distribuição direta aos consumidores finais.
7-

O aumento do consumo de energia elétrica teve como um fator principal, no período, a(o)

a)expansão da eletrificação rural por regiões.


b)retomada da atividade industrial.
c)suspensão de políticas de racionamento.
d)reconfiguração dos fusos horários do País.
e)desmembramento do Sistema Nacional de Energia.

8-No que concerne à área de reserva legal, relativa a imóvel rural, pode-se afirmar que

a)em caso de fracionamento do imóvel rural, não será considerada, para fins de reserva legal, a área do imóvel
antes do fracionamento.
b)será de 30% em todas as regiões do País, com exceção da Amazônia Legal.
c)os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à
constituição de Reserva Legal.
d)será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de autorização para
exploração de potencial de energia hidráulica, nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia
elétrica.
e)será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de implantação e
ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias.

9-Julgue os itens a seguir, relativos ao imposto de transmissão inter


vivos (ITBI), ao imposto de transmissão causa mortis e doação
(ITCMD) e ao imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR).
A base de cálculo do ITR relativo a imóvel localizado em área rural do estado de São Paulo será o valor venal
do bem, devendo-se considerar o valor das construções, instalações, benfeitorias, culturas e pastagens.
 Certo
 Errado
10-Na construção rural, os materiais de construção podem ser obtidos diretamente da natureza ou podem
constituir o resultado de trabalho industrial. O agregado é um tipo de material utilizado nestas construções.
Quanto ao diâmetro máximo, os agregados são classificados em

a)naturais e artificiais.
b)leves, pesados ou normais.
c)pequeno, médio ou grande.
d)miúdo, graúdo ou mesclado.
e)simples ou composto.

11-Com base no direito econômico, seus princípios e normas, julgue


os itens a seguir.
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A construção de pequena represa em propriedade rural, para o aproveitamento do potencial de energia hídrica,
a fim de suprir a demanda de energia elétrica da casa dos proprietários, independe de autorização ou
concessão.
 Certo
 Errado

12-No Brasil, as tarifas de energia elétrica estão estruturadas em dois grandes grupos de consumidores: grupo
A e grupo B. As tarifas do grupo B destinam-se às unidades consumidoras atendidas em tensão inferior a 2,3
kV e são estabelecidas para determinadas classes (e subclasses) de consumo. NÃO pertence ao grupo B a
classe de tarifa

a)industrial.
b)rural.
c)residencial.
d)de iluminação pública.
e)subterrânea.
13-Para religação normal de unidade consumidora localizada em área rural, a Distribuidora de Energia
Elétrica deverá restabelecer o fornecimento no prazo máximo de:

a)6 (seis) horas.


b)12 (doze) horas.
c)24 (vinte e quatro) horas.
d)48 (quarenta e oito) horas.

14-Acerca da regulação de cooperativas e da regulação de serviços de energia elétrica, julgue os itens


de 76 a 80.
As cooperativas de eletrificação rural, titulares de permissão ou autorização, recebem classificação de
consumidor rural, subclasse cooperativa de eletrificação rural, e possuem as tarifas de fornecimento vinculadas
aos descontos, caso atendidas as disposições regulamentares concernentes aos serviços de eletrificação rural.
 Certo
 Errado

15-Acerca da regulação de cooperativas e da regulação de serviços de energia elétrica, julgue os seguintes


itens.
As cooperativas de eletrificação rural, titulares de permissão ou autorização, recebem classificação de
consumidor rural, subclasse cooperativa de eletrificação rural, e possuem as tarifas de fornecimento vinculadas
aos descontos, caso atendidas as disposições regulamentares concernentes aos serviços de eletrificação rural.
 Certo
 Errado

16-A Resolução ANEEL no 414 estabelece, de forma atualizada e consolidada, as condições gerais de
fornecimento de energia elétrica.
Quanto à classificação, verifica-se que NÃO consiste em uma classe estabelecida para efeito de aplicação das
tarifas a(o)

a)residencial
b)rural
c)urbana
d)poder público
e)consumo próprio da concessionária

17-A energia elétrica, nas áreas rurais, traz benefícios, tais como a redução do êxodo rural, o aumento da
quantidade e da qualidade da produção rural e a ampliação do mercado consumidor de energia. Diversos estudos
analisam a melhor forma de suprimento de energia elétrica nas áreas rurais, abordando a eletrificação rural
descentralizada como opção no atendimento energético dessas áreas.
O que gera o questionamento quanto ao fornecimento de energia elétrica das áreas rurais apenas pelas plantas
de geração centralizada e distribuída por redes?

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a)O consumo excessivo de correntes harmônicas e/ou de potência reativa das cargas rurais.
b)Os tipos de cargas rurais, que não seguem o padrão de energia fornecido pelas plantas de geração
centralizada.
c)A rejeição da população rural ao consumo da energia elétrica provinda dos grandes centros urbanos.
d)A inviabilidade técnico-econômica de transporte e distribuição da energia frente à baixa demanda das áreas
rurais.
e)As acentuadas depredações das instalações elétricas devido às condições ambientais das áreas rurais.

18-Incluem-se entre os bens dos Estados

a)as ilhas fluviais e lacustres não-pertencentes à União.


b)os potenciais de energia hidráulica.
c)as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares.
d)o mar territorial, os terrenos de marinha e seus acrescidos.
e)as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
19-Incluem-se entre os bens dos Estados

a)as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares.
b)o mar territorial, os terrenos de marinha e seus acrescidos.
c)as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
d)as ilhas fluviais e lacustres não-pertencentes à União.
e)os potenciais de energia hidráulica.

20-Na maior parte do Brasil o preço do etanol ficou muito próximo daquele da gasolina. Ao se considerar o
maior poder calorífico da gasolina, apesar da maior taxa de compressão permitida pelo etanol, com os preços
atuais deixou de ser compensador o uso desse último. Seu consumo tinha superado aquele da gasolina, mas
retrocedeu recentemente. E, pior, a produção nacional caiu de modo que se importa uma parcela do etanol dos
EUA, atualmente o maior produtor mundial do biocombustível. O problema é que o etanol americano é feito
de milho, que não dispõe de bagaço e obriga a queima de óleo combustível na destilação.

Revista Carta Capital. São Paulo: Ed. Con fi ança, edição especial, ano XIX, Nº 781, p.61.
De acordo com o que se depreende da leitura do texto, a importação de etanol dos EUA provoca.
a)atraso nas construções de novas refinarias da Petrobras
b)aumento das tarifas de energia elétrica
c)aumento da emissão de dióxido de carbono na atmosfera
d)redução do consumo de gasolina no mercado interno
e)dificuldade de fluxo de caixa para investimentos do pré-sal
Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:
13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

21-Na maior parte do Brasil o preço do etanol ficou muito próximo daquele da gasolina. Ao se considerar o
maior poder calorífico da gasolina, apesar da maior taxa de compressão permitida pelo etanol, com os preços
atuais deixou de ser compensador o uso desse último. Seu consumo tinha superado aquele da gasolina, mas
retrocedeu recentemente. E, pior, a produção nacional caiu de modo que se importa uma parcela do etanol dos
EUA, atualmente o maior produtor mundial do biocombustível. O problema é que o etanol americano é feito
de milho, que não dispõe de bagaço e obriga a queima de óleo combustível na destilação.

Revista Carta Capital. São Paulo: Ed. Confiança, edição especial, ano XIX, Nº 781, p.61.

De acordo com o que se depreende da leitura do texto, a importação de etanol dos EUA provoca
a)atraso nas construções de novas refinarias da
b)aumento das tarifas de energia elétrica
c)aumento da emissão de dióxido de carbono na atmosfera
d)redução do consumo de gasolina no mercado interno
e)dificuldade de fluxo de caixa para investimentos do pré-sal
22-Considerando a avaliação de imóvel rural regulamentada pela NBR 14653-3:2004, assinale a
alternativa correta.
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a)As avaliações de construções e instalações, quando não usado o método comparativo direto de dados de
mercado, devem ser feitas por meio de orçamentos qualitativos e quantitativos, compatíveis com o grau de
fundamentação.
b)A pontuação de classificação é obtida utilizando-se o método comparativo direto de dados de mercado,
conjugado ou não com os métodos de custo e da capitalização da renda.
c)Para o laudo classificado no Grau II, a pontuação limite é = 35 e = 71.
d)Os frutos e direitos devem ser avaliados pelo método comparativo direto de dados de mercado ou pela
aplicação de taxa de rentabilidade sobre o valor do capital envolvido.
e)O grau de precisão da estimativa de valor, no caso de utilização do método comparativo direto de dados de
mercado, considerando a amplitude do intervalo de confiança de 80% em torno do valor central da estimativa,
é classificado em: Grau I > 50%; Grau II 30% - 50%; e, Grau III 30%.

23-A energia no meio rural, além de possibilitar o conforto, constitui-se em insumo necessário à
verticalização de diversos produtos.
Acerca da produção e distribuição de energia no meio rural, julgue os itens que se seguem.
Os biodigestores constituem alternativa para produção de energia elétrica na zona rural. A fonte mais
largamente utilizada em biodigestores hoje em dia no Brasil são os dejetos bovinos.
 Certo
 Errado

24-A energia disponível na Terra e que não é aproveitada, ou que o homem simplesmente desperdiça, é
suficiente para sustentar a humanidade em crescimento por tempo indefinido. Sobre a produção e uso de
energia no meio rural, assinale a alternativa correta.

a)O biodigestor é um sistema complexo, em que, basicamente, numa câmara fechada, a biomassa é fermentada
anaerobicamente e o biogás resultante é canalizado para ser empregado nos mais diversos fins.
b)O biodiesel é a energia obtida a partir da madeira, basicamente lenha, que pode ser produzida e obtida de
maneira sustentável a partir de florestas plantadas ou nativas.
c)O grande obstáculo na comercialização do biodiesel é o custo de produção. Atualmente, os custos de
matéria- prima e o custo de produção fazem com que o preço de venda do biodiesel seja muito alto.
d)O biogás, à semelhança do álcool da cana-de-açúcar e de óleos extraídos de outras culturas, compete com a
produção de alimentos em busca de terras disponíveis para cultivo.
e)Dendrocombustível é uma denominação genérica para combustíveis e aditivos derivados de fontes não
renováveis, como dendê, babaçu, soja, palma, mamona, entre outras.

25-Texto 1 – Sem humanos, natureza prospera em Chernobyl


Os seres humanos causam mais danos para a vida selvagem do que desastres nucleares. Essa é a
conclusão de um estudo publicado ontem na revista científica “Current Biology”, que analisou dados
populacionais de grande prazo na zona de exclusão de Chernobyl, na fronteira entre a Ucrânia e a
Bielorrússia. Em abril de 1986, a área de 4.200 quilômetros quadrados foi totalmente evacuada após a
explosão, seguida de um incêndio, de um reator na Usina Nuclear de Chernobyl. Centenas de milhares
de pessoas foram removidas de suas casas para nunca mais voltar. Três décadas depois, a região mais
parece um parque de proteção ambiental que uma zona de desastre. Sem a presença humana, bandos
de alces, veados, cervos, javalis e lobos são vistos perambulando livremente entre ruas e construções
abandonadas.
- É muito provável que o número de animais selvagens em Chernobyl seja bem maior agora do que
antes do acidente – diz Jim Smith, professor da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, e
coordenador da equipe internacional responsável pelo estudo. – Isso não significa que a radiação é boa
para a vida selvagem, apenas que os efeitos da habitação humana, incluindo caça, agricultura e
desmatamento, são muito piores.

(O Globo, 6/10/2015)
“ruas e construções abandonadas”; entende-se, por essa estrutura, que estão abandonadas as ruas e as
construções, mas em caso de só querermos qualificar como abandonadas as ruas, a estrutura adequada seria:
a)as ruas abandonadas e as construções;
b)as abandonadas ruas e construções;
c)as construções e as ruas abandonadas;
d)as construções abandonadas e as ruas; 136
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e)as construções e as ruas também abandonadas.
26-Tendo em vista que os meios de transporte e os materiais de construção têm impactos múltiplos em
construções ambientalmente sustentáveis, como na conservação de recursos naturais, na eficiência de energia e
na qualidade do ar do ambiente interno, assinale a opção correta.

a)Os projetos não devem considerar a desconstrução, o que aumenta o impacto ambiental na hora da
demolição.
b)Os materiais, produtos e sistemas antropogênicos possuem energias incorporadas.
c)Para um melhor condicionamento dos produtos, os fabricantes devem aumentar a quantidade de embalagem
ao transportar materiais para o canteiro de obras.
d)A manutenção reduzida ou infrequente não tem relação com a durabilidade de um produto nem com custos
mais baixos ao longo de sua vida útil.
e)O transporte marítimo afeta mais o meio ambiente que o uso de caminhões e ferrovias; por isso, estes dois
últimos são considerados transportes sustentáveis.

27-A respeito dos sistemas de certificação ambiental de construções, julgue o item subsequente.
O sistema PROCEL EDIFICA teve origem no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que permitia aos
consumidores avaliar e aperfeiçoar o consumo de energia dos equipamentos eletrodomésticos.
 Certo
 Errado

28-Leia os dados contidos na tabela sobre o meio ambiente nas conferências Rio 92 e Rio+10.

De acordo com a tabela, o único indicador que melhorou entre os anos de 1992 e 2002 foi:
a)Energia.
b)Pobreza.
c) Floresta.
d)Emissão de CO².

29-Texto 1

137
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Considerando construções linguísticas do texto e a norma- padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa
que apresenta, corretamente, a reescrita dos períodos “O homem, dessa forma, passa maior parte de sua vida
em seus locais de trabalho, dedicando sua força, energia e esforços para as organizações. Ou seja,
disponibilizando maior parte do seu tempo ao trabalho do que propriamente com suas famílias e amigos.”
(linhas de 6 a 10).

a)O homem tem dedicação ao trabalho, mas não às famílias e aos amigos porque dedica sua força, energia e
esforços para as organizações, onde passam bastante tempo.
b)Disponibilizando maior parte de seu tempo para as famílias e os amigos, o homem poupa sua força, energia
e esforços para as organizações, passando parte expressiva de sua vida em locais de trabalho.
c)O homem dedica grande parte de sua vida e, consequentemente, de seu tempo, às organizações, empregando
sua força, energia e esforços em detrimento da família e dos amigos.
d)O homem dedica força, energia e esforços para as organizações, onde passa a maior parte de sua vida,
dedicando bastante parte do tempo às atividades laborais, reduzindo assim a disponibilidade para a família e os
amigos.
e)Disponibilizando maior parte de seu tempo ao trabalho, o homem passa maior parte de sua vida em locais de
trabalho, dedicando sua força, energia e esforços para as organizações, famílias e amigos.

30-Considerando construções linguísticas do texto e a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a


alternativa que apresenta, corretamente, a reescrita dos períodos “O homem, dessa forma, passa maior parte de
sua vida em seus locais de trabalho, dedicando sua força, energia e esforços para as organizações. Ou seja,
disponibilizando maior parte do seu tempo ao trabalho do que propriamente com suas famílias e amigos.”
(linhas de 6 a 10).

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a)O homem tem dedicação ao trabalho, mas não às famílias e aos amigos porque dedica sua força, energia e
esforços para as organizações, onde passam bastante tempo.
b)Disponibilizando maior parte de seu tempo para as famílias e os amigos, o homem poupa sua força, energia
e esforços para as organizações, passando parte expressiva de sua vida em locais de trabalho.
c)O homem dedica grande parte de sua vida e, consequentemente, de seu tempo, às organizações, empregando
sua força, energia e esforços em detrimento da família e dos amigos.
d)O homem dedica força, energia e esforços para as organizações, onde passa a maior parte de sua vida,
dedicando bastante parte do tempo às atividades laborais, reduzindo assim a disponibilidade para a família e os
amigos.
e)Disponibilizando maior parte de seu tempo ao trabalho, o homem passa maior parte de sua vida em locais de
trabalho, dedicando sua força, energia e esforços para as organizações, famílias e amigos.
31-

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Considere as seguintes afirmações acerca do conteúdo do texto.
I. O Brasil é um país promissor para a implementação de construções sustentáveis, mas ainda há incertezas em
relação à fonte de energia mais econômica para esse tipo de edificação.
II. Os moradores dos “prédios verdes” incorporaram o conceito de sustentabilidade de tal forma que
predomina no Brasil o uso de fontes alternativas de energia.
III. As construções sustentáveis não dependem apenas do tipo de material utilizado nas edificações, mas
também da forma como o homem se relaciona com os objetos e com os espaços.

Quais estão corretas de acordo com o texto?


a)Apenas I.
b)Apenas II.
c)Apenas III.
d)Apenas II e III.
e)I, II e III.

32-Assinale a alternativa incorreta;

a)O cônjuge que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade,
sobre imóvel urbano de até 250m2 (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-
cônjuge que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio
integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural;
b)A propriedade do solo não abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia
hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais. O proprietário, contudo,
tem o direito de explorar os recursos minerais de emprego imediato na construção civil, desde que não
submetidos a transformação industrial, obedecido o disposto em lei especial;
c)São formas de perda da propriedade imóvel a alienação, a renúncia, o abandono, o perecimento da coisa e a
desapropriação. Os efeitos da perda da propriedade imóvel, nos casos de renúncia e desapropriação, não estão
subordinados ao registro no Ofício de Registro de Imóveis correspondente;
d)As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos
fronteiros, podendo-se afirmar que aquelas que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos
sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens, na proporção de suas testadas, até a linha
que dividir o álveo em duas partes iguais; bem como, que aquelas que se formarem pelo desdobramento de um
novo braço do rio continuam a pertencer aos proprietários dos terrenos à custa dos quais se constituíram;
e)São formas de aquisição da propriedade imóvel por acessão: formação de ilhas, aluvião, avulsão, abandono
de álveo e plantações ou construções.

33-Segundo o Manual de Crédito Rural (MCR), em seu capítulo 1 (Disposições Preliminares), na seção 4
(Beneficiários), é considerado beneficiário do Sistema Nacional de Crédito Rural: a) produtor rural (pessoa
física ou jurídica); b) cooperativa de produtores rurais. No entanto, o mesmo manual ressalta a existência de
outros beneficiários, pessoa física ou jurídica que, embora não sejam classificados como produtor(es)
rural(ais), ainda podem ser beneficiários do crédito rural, desde que se dediquem na execução de algumas
atividades vinculadas ao setor. Analise as assertivas abaixo sobre as atividades destacadas pelo MCR:

I. Pesquisa ou produção de mudas, sementes fiscalizadas ou certificadas.


II. Prestação de serviços mecanizados, de natureza agropecuária, em imóveis rurais.
III. Prestação de serviços de construções rurais.
IV. Prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais.
V. Atividade mineradora.

Quais estão corretas?


a)Apenas I e V.
b)Apenas III e IV.
c)Apenas II, III e V.
d)Apenas I, II, IV e V.
e)I, II, III, IV e V.

140
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.34- Define-se por patologia das construções:

a)o estudo das origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestação e consequências das situações em que
as construções ou partes delas se mostram com um funcionamento abaixo do pré-estabelecido, não atendendo
aos mínimos impostos pela normas vigentes.
b)o estudo das origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestação e consequências das situações em que
as construções ou partes delas se mostram com um funcionamento abaixo do pré-estabelecido, mesmo
atendendo aos mínimos impostos pela normas vigentes.
c)o estudo das origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestação e consequências das situações que
caracterizem apenas o mau funcionamento da construção como um todo.
d)o estudo das origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestação e consequências das situações que
caracterizem apenas o mau funcionamento de partes das construções.
e)o estudo das origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestação e consequências das situações em que
as construções ou partes delas não atendam aos mínimos impostos pela normas de saúde vigentes.
-_______________________________________________________________________________
35- As fontes de energia, os transportes e as telecomunicações constituem três elementos básicos da
infraestrutura econômica — e, em particular, industrial — de um país. São condições para a sua
modernização e, ao mesmo tempo, indicadores de desenvolvimento e da sustentabilidade ambiental.

José William Vesentini. Geografia: o mundo em construção. Ática, vol. 2, 2013, p. 41 (com
adaptações)
Acerca do assunto abordado nesse fragmento de texto, bem como de múltiplos aspectos a ele relacionados,
julgue o item a seguir.
O projeto de transposição do rio São Francisco é uma política pública que objetiva gerar mais energia hidráulica
para o produtor rural do sertão nordestino.
 Certo
 Errado

36-A companhia de energia elétrica de determinado estado da Federação, empresa pública exploradora de
atividade econômica, pretende instalar o serviço de energia elétrica em determinada comunidade rural. Para
isso, será necessário instalar a rede em diversas propriedades rurais.
Com base nessas informações, assinale a opção correta acerca da intervenção do Estado no domínio
econômico.

a)A companhia em tela tem prerrogativa para declarar as áreas das referidas propriedades privadas que serão
utilizadas na edificação da rede de energia elétrica como de utilidade pública, para depois promover a
respectiva desapropriação.
b)A declaração de utilidade pública na espécie é da competência da Agência Nacional de Energia Elétrica
(ANEEL).
c)Ao contrário do que ocorre na desapropriação, o Poder Executivo do estado tem, nesse caso, direito de optar
pela limitação administrativa.
d)O ato administrativo de desapropriação pode ser conceituado como ato genérico.

37-Acerca dos bens públicos, assinale a alternativa CORRETA:

a)São terrenos de marinha, em uma profundidade de 35 (trinta e cinco) metros, medidos horizontalmente, para
a parte da terra, da posição da linha do preamar-médio de 1831: os que contornam as ilhas situadas em zona
onde se faça sentir a influência das marés e os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos
rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés.
b)São bens da União: as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e as terras devolutas indispensáveis à
defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à
preservação ambiental, definidas em lei; os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica
inclusiva; os potenciais de energia hidráulica; e os recursos minerais, exceto os do subsolo.
c)Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos
ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinquenta hectares, tornando-a
produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade, salvo os
imóveis públicos que serão adquiridos por usucapião.
d)os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua
qualificação e na forma que a lei determinar, sendo que uso desses bens é sempre gratuito.
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e)A alienação de bens imóveis da União ocorrerá quando não houver interesse público, econômico ou social
em manter o imóvel no domínio da União, nem inconveniência quanto à preservação ambiental e à defesa
nacional, no desaparecimento do vínculo de propriedade. A alienação depende de autorização por meio de ato
do Presidente da República, precedida de parecer da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) quanto à sua
oportunidade e conveniência, sendo que a competência para autorizar a alienação poderá ser delegada ao
Ministro de Estado da Fazenda, permitida a subdelegação

38-Considere a sentença abaixo.


In the repair and maintenance of traditional buildings it is always best practice to retain as much of the
original material as possible. Where that is not possible, the most effective alternative involves the
understanding and use of materials and techniques that were employed in the original construction.

Na sentença, a expressão traditional building refere-se a


a)edifícios históricos.
b)edifícios convencionais.
c)construções públicas.
d)construções modernas.
e)edifícios em ruínas.
39-Julgue o item a seguir, a respeito das construções rurais e da valorização dos imóveis rurais.
A ordenha mecânica que utilize o modelo carrossel, de custo elevado e grande valorização do imóvel rural, é
utilizada em rebanhos de alta produção possibilitando grande rapidez na ordenha, pois com 14 contenções um
operador atinge 70 vacas/hora, podendo dois ordenhadores atingir até 180 vacas/hora com 28 contenções.
 Certo
 Errado

40-Conforme a legislação vigente, a entrada de energia elétrica no estabelecimento de contribuinte do ICMS


pode ensejar, em algumas situações específicas, o direito de crédito do ICMS, desde que atendidos os
requisitos previstos na legislação. NÃO enseja o direito de crédito de ICMS o recebimento de energia.

a)objeto de saída em operação interna, sujeita ao ICMS.


b)utilizada em processo de refrigeração, em estabelecimento varejista, que vende produtos resfriados sujeitos
ao ICMS.
c)utilizada em processo industrial, para fabricar mercadoria cuja saída é sujeita ao ICMS.
d)utilizada em processo de produção rural de fruta (irrigação) destinada à exportação.
e)utilizada em usina de reciclagem, que transforma resíduos (lixo) em matéria-prima, para a produção de papel
e de plástico.

Respostas 21: 22: 23: 24: 25: 26: 27: 28: 29: 30: 31: 32:
33: 34: 35: 36: 37: 38: 39: 40:

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SOCIOLOGIA E
DESENVOLVIMENTO RURAL
Conceito de Sociologia

A Sociologia é a ciência que estuda o comportamento humano, os meios de comunicação e


os processos que interligam o indivíduo em associações, grupos e instituições. Estuda os fenômenos
que ocorrem quando vários indivíduos se encontram em grupos de tamanhos diversos, e interagem
no seu interior. É o das áreas do convívio humano, desde as relações na família até a organização
das grandes empresas, o papel da política na sociedade até o comportamento religioso, pode vir a
interessar, em diferentes graus de intensidade, a diversos profissionais e, também, ao homem
comum. O maior interessado na produção e sistematização do conhecimento sociológico é o Estado,
normalmente o principal financiador da pesquisa desta disciplina científica.
A Sociologia ocupa-se das observações do que é repetitivo nas relações sociais, para daí
formular generalizações teóricas, como também de eventos únicos, como o surgimento do
capitalismo ou a gênese do Estado Moderno, para explicá-los no seu significado e importância
singulares.

O termo Sociologia Rural


A Sociologia Rural, como a Sociologia Geral, nasceu de um momento de crise, com a
preocupação de ter como problema sociológico fenômenos sociais do campo e, mais precisamente,
problemas sociais, como êxodo rural, mudanças nas relações de trabalho, e a disseminação de uma
cultura citadina, urbana. O caráter dessas mudanças é indiscutível, e está no bojo dos
acontecimentos que fundamentaram o recrudescimento do processo capitalista de produção. Entre
uma produção propriamente teórica com a preocupação de apenas produzir e acumular
conhecimento, e uma outra, pautada por um engajamento, enquanto pesquisa aplicada para ações
efetivas, é possível afirmar ter prevalecido esta última na gênese da Sociologia Rural. Saber as
condições precárias da vida do homem do campo e, de uma certa forma, todas as outras influências
do ponto de vista cultural desse indivíduo, foi o que parece ter motivado trabalhos como o de
Antonio Candido, em Os parceiros do Rio Bonito, e de tantos outros. A Sociologia Rural, dessa
forma, teria nascido por necessidade e assim incorporaria um caráter utilitarista, no sentido da
apologia à reforma social para melhorar as condições de vida do homem do campo. No entanto,
Aldo Solari (1979) afirma que tal pretensão seria errônea, cabendo à Sociologia apenas a
interpretação dos fatos, assumindo um possível caráter enquanto ponto de apoio para as políticas
públicas no âmbito do rural. A despeito de sua louvável preocupação em promover melhorias, a
Sociologia Rural (como a Geral) deveria ter por “[...] objeto observar os fatos, descobrir leis,
interpretar suas causas, explicá-las; ela se ocupa daquilo que os fatos são, e não do que deveriam
ser” (SOLARI, 1979, p. 4).
Se, enquanto ciência, a Sociologia Rural surgiu em um momento de mudança com as
transformações ocorridas no campo, isso significa que sua gênese está na imbricação desses dois
universos, do rural e do urbano. No entanto, segundo Solari (1979), mais do que uma dicotomia
entre rural e urbano, o que existiria seria um “contínuo”, uma escala gradativa, haja vista as
diferenças apontadas entre tais categorias (rural e urbano) não serem válidas permanentemente,
podendo mudar de uma sociedade para outra. Em outras palavras, aquelas “diferenças fundamentais
entre o mundo rural e o urbano”, apontadas por outros autores como Sorokin, Zimerman e Galpin
(1981), não dariam conta de explicar possíveis faixas transitórias, uma vez que estas não
apresentariam na totalidade nem características exclusivamente rurais, nem exclusivamente
urbanas. Seria preciso considerar o grau de desenvolvimento dos centros urbanos para pensar o
rural, o qual poderá ser mais ou menos urbanizado.

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Assim, o momento de crise no âmbito do campo refere-se ao início dessa sobreposição
entre o urbano e o rural e, dessa forma, considerando que essas transformações não ocorreram (e
nem ocorrem) de maneira homogênea, surgem diferentes graus dessa mesma sobreposição, ora
mais acentuada, ora mais superficial. A modernização do campo é um processo sem volta no Brasil
e no mundo, e dessa forma, considerando-se os movimentos de êxodo rural; a urbanização do
campo pela chegada de uma infraestrutura característica das cidades; a expansão do agronegócio
com implantação de alta tecnologia e ampliação da escala de produção; a aglutinação das pequenas
propriedades pelas grandes companhias proprietárias de grandes latifúndios e a incorporação de
uma cultura (no sentido das necessidades materiais) citadina pela família do campo estariam as
característica peculiares do campo fadadas ao desaparecimento? E, mais fundamentalmente, o que
restaria à Sociologia Rural como objeto de estudo, uma vez que o homem do campo vai se tornando
cada vez mais parecido com o da cidade? Dessa forma, tais questões sugerem a criação de um
grande paradoxo. Se a Sociologia Rural teria nascido de um momento de crise do campo diante do
processo de urbanização das cidades e da modernização dos meios de produção, o recrudescimento
desse processo estaria condenando-a a uma situação de incapacidade extrema enquanto ciência
social, haja vista o paulatino “desaparecimento” de seu objeto de estudo: o próprio meio rural, o
próprio campo. Em outras palavras, o processo (de urbanização, modernização) que criou condições
para sua existência, agora estaria sufocando-a pela transformação considerável que o campo
sofrera.
No entanto, segundo importantes referências no estudo da Sociologia Rural, talvez o
aparente paradoxo apontado quanto aos efeitos da sobreposição do urbano pelo rural não se
sustente. Por ser fato a passagem do rural para o urbano, por outro lado tem-se a invasão do
campo pela cidade, chamada por Aldo Solari (1979) de urbanização do meio rural. A intensidade de
tais fenômenos levaria a uma crise estrutural da sociedade e ao recrudescimento da Sociologia
Rural, por surgirem novos problemas que não estariam descolados da ruralidade por se tratarem de
consequências da modernização no seu sentido urbano, uma vez que o lócus de sua operação seria o
próprio campo. Dessa forma, essa situação de constante aproximação entre o urbano e o rural não
significaria, necessariamente, a extinção do campo e, consequentemente, da Sociologia que dele
trata. Ao contrário, apenas reforçaria ainda mais o caráter da importância do diálogo entre “rural e
urbano” que aqui já se afirmou. Mais do que isso, o que não se pode perder de vista é o fato de que
dentro desse “contínuo” existente numa escala em que numa extremidade ter-se-ia o rural e na
outra o urbano, dois fatos são evidentes: em primeiro lugar, tanto um extremo como o outro seriam
tipos ideais – categorias puras – que não se encontrariam na realidade; em segundo lugar, dada a
diferença da intensidade com que os processos de modernização acontecem nas mais diversas
áreas rurais do globo, essa escala permitiria uma infinidade de classificações. Isto posto, fica claro
que tal diálogo seria sempre presente, embora variando em grau, em intensidade, mas nunca
permitindo a sobreposição total de um (seja do rural, seja, do urbano) sobre o outro.

O contraste entre a vida metropolitana e a vida em vilas ou fazendas não


desaparecerão tão cedo [...], visto que a vida rural é algo mais amplo do que
a ‘sociologia da ocupação agrícola’, é improvável que esse campo seja
absorvido pela sociologia industrial. Além disso, já que todos os aspectos da
vida grupal são caracterizados por traços genéricos da vida rural, outras
especialidades (tais como a demografia ou a família) continuarão recebendo
contribuições da sociologia rural. (ANDERSON, 1981, p. 184)

No tocante ao papel da Sociologia Rural, talvez mais do que a preocupação com sua extinção
ou desaparecimento, seria interessante sugerir uma discussão sobre sua readequação para lidar

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com a gama de novos fenômenos sociais ou nova roupagem dos que já se faziam presentes outrora.
Além disso, dado o nível de complexidade do sistema capitalista de produção que pressupõe uma
relação centro periferia entre os países, na qual a produção agrícola, a agropecuária e a exploração
da terra, de maneira geral, geram insumos para os mais diversos ramos industriais, a proximidade
rural urbano se torna ainda mais patente. Assim, conceitos, categorias e uma terminologia que deem
conta dessas novas realidades se fazem necessários. As mudanças econômicas, políticas e sociais
vividas pelo campo conduziram a uma preocupação direta com a recolocação da finalidade da terra
e da atividade do homem.
Para exemplificar, surge dessa forma a preocupação com a questão da multifuncionalidade e
pluriatividade. Tais conceitos são exemplos das transformações do aparato metodológico da
Sociologia Rural para lidar com a realidade do campo. A multifuncionalidade estaria associada ao
sentido da criação de meios (pelo poder público) para o desenvolvimento e promoção da terra, do
território. Não se trataria do desenvolvimento setorial, isto é, do produtor rural ou do agricultor
familiar, mas de um conceito que engloba as questões de planejamento para garantir o
desenvolvimento local como políticas públicas, no sentido da segurança alimentar, do tecido social,
do patrimônio ambiental, entre outras imprescindíveis ao desenvolvimento territorial. Quanto à
pluriatividade, esta estaria remetida ao novo comportamento do homem do campo diante das
transformações sociais ocorridas, o qual teria agregado outras funções que não apenas a de
agricultor. Do turismo rural à produção de produtos alimentícios, característicos do campo, em
grande escala (comumente por meio de cooperativas e pequenas empresas familiares), estariam as
novas funções do indivíduo pluriativo do campo. Dessa forma, nas palavras de Aldo Solari (1979), o
homem do campo vai se convertendo cada vez mais em um empresário, manejando uma organização
de caráter econômico, através da qual deve obter um rendimento. Assim, tais conceitos e categorias
seriam, na verdade, resultado do esforço da Sociologia Rural diante desses novos desafios. A
criação de mecanismos de classificação e leitura desses espaços é de extrema importância para a
formulação de políticas públicas em todas as esferas (municipal, estadual e federal).
Embora a Sociologia tenha seu campo de estudo predeterminado – a saber, os fenômenos
sociais erigidos da vida no campo –, talvez seja possível afirmar que ela não poderia prescindir dos
elementos constitutivos dos fenômenos estritamente urbanos, mas, ao contrário, deveria travar um
diálogo com estes, haja vista que o que aqui se chamou de sobreposição nada mais é do que este
diálogo propriamente dito entre o rural e o urbano. Se há uma ruralidade na cidade, há também uma
urbanidade no campo. Mesmo diante da complexidade das análises sociais em tempos de constantes
mudanças, cabe à Sociologia se adequar do ponto de vista metodológico e epistemológico. Mais do
que a preocupação com sua extinção enquanto braço da Sociologia Geral, o que importa é conseguir
ultrapassar o desafio de continuar apontando alternativas e leituras sobre as questões do mundo
rural de modo pertinente. O rural está se transformando, o que não significa que ele está acabando.
Da mesma forma, isso vale para a Sociologia Rural. Nos assuntos sobre Sociologia Rural destacam-
se o agronegócio na área da economia, da agricultura local e do impacto das grandes empresas de
produção de alimentos nas comunidades rurais. Outras áreas de estudo incluem a migração rural e
outros padrões demográficos, a sociologia ambiental, os cuidados com a saúde rural e a educação,
etc.

A FORMAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA


Origem e expansão da Sociedade Rural no Brasil

O desenvolvimento econômico brasileiro tem estreita relação com a sociedade rural


brasileira, tanto por sua influência econômica, política e cultural, e também por sua dimensão. O
complexo açucareiro que se instalou no Brasil colonial estabeleceu condições que nortearam o

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desenvolvimento nacional até a segunda metade do século XX. A modernização mais abrangente do
campo brasileiro só veio ocorrer a partir dos anos de 1970, contudo, ainda hoje, nas regiões
Nordeste e Norte encontram-se exemplos ilustrativos do modo operacional da sociedade rural não
modernizada. Portugal chega ao século XVI, com posição importante no mercado mundial,
principalmente por sua expansão ultramarina. Entretanto, passa a sofrer acentuado processo de
estagnação econômica e social, em função da fragilidade da burguesia comercial diante da nobreza,
da realeza e do clero. O capital usuário especializava-se na manutenção da caótica dívida pública
(Oliveira, 2003). Alie-se a debilidade da base produtiva nacional. Sob este contexto o Brasil é
inserido na economia portuguesa, através da adoção de sesmarias, para viabilizar a colonização
mercantil, estabelecida nos moldes do Império das Índias.
A empresa açucareira passou a fazer parte da realidade brasileira a partir do terceiro
decênio do século XVI, por duas condições importantes: 1) ocupação efetiva pelo povoamento e
colonização da costa do Brasil; 2) o valor comercial do açúcar, na Europa, com uma demanda muito
maior do que a oferta. Tratava-se da mercadoria mais importante do comércio mundial, superando
em valor aos grãos, carne, peixes, especiarias, tecidos ou metais. Para atender esse mercado era
necessária uma produção em larga escala. Além disso, a logística desse negócio – plantio, colheita,
transporte ao engenho, moagem, exportação e financiamento – completavam, o quadro que
viabilizava economicamente grandes plantações. Tem-se então, a condição determinante da
instalação da plantation açucareira no Brasil. Com a grande propriedade direcionada ao cultivo da
cana-de-açúcar, instalou-se no Brasil o trabalho escravo, após a tentativa do silvícola como mão-
de-obra no extrativismo do pau-brasil, mas que se tornou inviável na agricultura comercial.
Foi o negro africano quem resolveu o problema da mão-de-obra para esse tipo de
agricultura. Solução que se estendeu até o final do século XIX, com reflexos no retardamento no
desenvolvimento econômico do Brasil. Nessa conjuntura começa a se formar a sociedade rural
brasileira.

A família rural e a sociedade colonial


A atividade açucareira também foi o embrião da
família rural, base da sociedade colonial brasileira, que se
desenvolveu patriarcal e aristocrática, nos moldes da
sociedade portuguesa. A família rural contava com apoio
político do donatário da capitania e/ou do Governo Geral. A
colonização por indivíduos praticamente não recebeu esse
apoio e não influenciou política e economicamente o
povoamento. Em torno dela e do seu elemento principal, o
engenho, - polo aglutinador da sociedade que se formava,
ordenando a propriedade e o uso do solo com a plantação
de cana-de-açúcar, em função do grande comércio – a
economia açucareira do período colonial estabelece o primeiro forte núcleo social e político da
sociedade brasileira: a casa-grande (habitação do senhor), e a senzala dos escravos. Assim, a
grande propriedade açucareira transformou-se num verdadeiro mundo em miniatura em que se
concentrava e resumia a vida toda de uma população.
Sua autossuficiência impossibilitava que se superasse o contexto patriarcal. Este, por sua
liderança única estabelecida em um ambiente fechado, não permitia que as mudanças ocorressem
impossibilitando qualquer tentativa de modernização tanto do setor produtivo como da própria
sociedade estabelecida em função dessa economia.
O engenho de açúcar estabeleceu no Brasil duas situações típicas da sociedade da Europa
Ocidental, daquela época: a produção num ambiente social autosuficiente (o feudo); o comércio

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internacional do açúcar (o mercantilismo). A família rural foi um dos principais agentes na formação
da sociedade colonial brasileira. Esta, na sua origem se pautou em dois aspectos. No político e
econômico era considerada moderna, pois se inseria nos quadros do absolutismo e do capitalismo
comercial. Quanto ao aspecto social e das mentalidades era arcaizante, pois se baseava em
estruturas ibéricas medievais, africanas e indígenas pré-coloniais.
Nesse contexto, a burguesia rural e mercantil da colônia desejava o enriquecimento não
como um fim em si, mas como meio de enobrecimento, interrompendo o ciclo capitalista poupança-
investimento e direcionando seus recursos para a compra de títulos nobiliárquicos, cargos
enobrecedores, terras improdutivas e palácios dispendiosos. Pertencer à nobreza de direito à
nobreza de fato era aspiração corrente dos senhores de engenho. Para tanto, valorizavam-se muito
mais o interesse corporativo do que o interesse individual, a família patriarcal do que a família
nuclear, a estabilidade do que a mudança, o sobrenome do que o nome.

O sistema de trabalho na agricultura brasileira


De 1500 a 1822, todas as terras brasileiras
pertenciam a coroa portuguesa, que as doava ou cedia seu
direito de uso a pessoas de sua confiança ou conveniência,
visando a ocupação do território e a exploração agrícola. A
coroa portuguesa controlou a posse da terra, através da
criação das capitanias hereditárias e das sesmarias, que
atendiam as suas necessidades de obtenção de lucro a parti
da exportação de produtos agrícolas cultivados no sistema
de plantation, ou seja, em grandes propriedades
monoculturas, escravistas e cuja produção era voltada a
exportação.
Entre 1822, ano da independência política, e 1850, vigorou no Brasil o sistema de posse
livre em terras devolutas. Ao longo desse período, a terra não tinha valor de troca, possuía apenas
valor de uso a quem quisesse cultivar e vender sua produção. Nesse período ainda vigorava a
escravidão, a utilização da mão-de-obra servil trazida forçadamente da África, e os escravos
negros eram prisioneiros dos latifundiários, o que os impediam de ter acesso as terras devolutas no
imenso território brasileiro. A entrada de imigrantes livres nesse período foi muito pequena e
restrita as cidades. Em 1850, com o aumento da área cultivada com o café e a Lei Eusébio de
Queirós, esse quadro sofreu profundas mudanças. Dada a proibição do trafico negreiro, a mão-de-
obra que entrava no Brasil para trabalhar nas lavouras era constituída por imigrantes livres
europeus, atraídos pelo governo brasileiro.
Com o claro intuito de garantir o fornecimento de mão-de-obra barata aos latifúndios, o
governo impediu o acesso dos imigrantes a propriedade através da criação, também em 1850, da
Lei de Terras. Com essa lei, todas as terras devolutas tornaram-se propriedade do estado, que
somente poderia vendê-las através de leilões, beneficiando quem tinha mais dinheiro, não o
imigrante que veio se aventurar na América justamente por não ter posses em seu país de origem.
Isso nos leva a concluir que essa lei, além de garantir o fornecimento de mão-de-obra para
os latifúndios, servia também para financiar o aumento do volume de imigrantes que ingressava e,
ao chegar ao Brasil, eram obrigados a se dirigir as fazendas, praticamente o único lugar onde se
podia encontrar emprego. Nessa época, a posse da terra, era considerada reserva de valor e
símbolo de poder. Nesse período se iniciou no Brasil a “escravidão por divida”. Os “gatos” (pessoas
que contratam mão-de-obra para as fazendas) aliciam pessoas desempregadas para trabalhar nos
latifúndios, prometendo-lhes transportes, moradia, alimentação e salário. Ao entrar na fazenda,
porém, os trabalhadores recrutados percebem que foram enganados, já que no dia em que deveriam

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receber o salário são informados de que todas as despesas com transportes, moradia e salário, que
nunca é suficiente para a quitação da divida. No inicio da década de 30, em consequência da crise
econômica mundial, a economia brasileira, basicamente agroexportadora, também entrou em crise.
A região Sudeste, onde se desenvolvia a cafeicultura, foi a que enfrentou o maior colapso. Na
região Nordeste ocorreu novas crises do açúcar e do cacau, enquanto a região Sul, com produção
direcionada para o mercado interno, sofreu efeitos menores. A crise de 30 foi uma crise de
mercado externo, de produção voltada para a exportação. Foi nesse período que ocorreu o inicio
efetivo do processo de industrialização brasileira.
Outro desdobramento da crise foi um maior incentivo a policultura, e uma significativa
fragmentação das grandes propriedades, cujos donos venderam suas terras para se dedicar a
atividade econômica urbanas, sobretudo a industria e o comercio. Foi um dos raros momentos da
historia do Brasil em que houve um aumento de pequenos e médios proprietários rurais. Em 1964, o
presidente João Goulart tentou desviar o papel do Estado brasileiro do setor social. Pretendia
também promover uma reforma agrária, que tinha como principio distribuir terras a população rural
de baixa renda. Em oposição a política de Goulart, houve a intervenção militar e a implantação da
ditadura. A concentração de terras ao longo da ditadura militar assumiu proporções assustadoras, e
o consequente êxodo rural em direção as grandes cidades deteriorou a qualidade de vida de
imensas parcelas da população, tanto rural quanto urbana. A parte da década de 70 foi incentivada a
ocupação territorial das regiões Centro-Oeste e Norte, através da expansão das fronteiras
agrícolas, assentadas em enormes latifúndios pecuaristas ou monocultores.

A estrutura fundiária
O estado da terra é um conjunto de leis criado em novembro de 1964 para possibilitar a
realização de um censo agropecuário. Para a sua realização, surgiu a necessidade de classificar os
imóveis rurais por categorias. Para resolver a questão, foi criada uma unidade de medidas de
imóveis rurais o módulo rural assim definida: “área explorável que, em determinada porção do país,
direta e pessoalmente explorado por um conjunto familiar equivalente a quatro pessoas adultas,
correspondendo a 1000 jornadas anuais, lhe absorva toda força e, conforme o tipo de exploração
considerado proporcione um rendimento capaz de assegurar-lhe a subsistência e o progresso social
e econômico”. Em outras palavras, módulo rural é a propriedade que deve proporcionar condições
dignas de vida a uma família de quatro pessoas adultas. Assim, ele possui área de dimensão
variável, levando em consideração basicamente três fatores que, ao aumentar o rendimento da
produção e facilitar a comercialização, diminuem a área do módulo:

1) Localização da propriedade: se o imóvel rural se localiza próximo a um grande centro


urbano, terá uma área menor;
2) Fertilidade do solo e clima da região: quanto mais propícias as condições naturais da região,
menor a área do módulo;
3) Tipo de produto cultivado: em uma região do país onde se cultiva, por exemplo, mandioca e
se utilizam técnicas primitivas, o módulo rural deve ser maior que em uma região que produz
morango com emprego de tecnologia moderna.

Desse modo foram criadas as categorias de imóveis rurais:

a) O minifúndio: esses são os grandes responsáveis pelo abastecimento do mercado interno de


consumo, já que sua produção é, individualmente, obtida em pequenos volumes, o que
inviabiliza economicamente a exportação;

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b) Os latifúndios por dimensão: são as enormes propriedades agroindustriais, com produção
quase sempre voltada a exportação;
c) Os latifúndios por exploração: tratam-se dos imóveis rurais improdutivos, voltados à
especulação imobiliária. O proprietário não adquiriu a terra com a intenção de nela produzir,
gerar emprego e ajudar o país a crescer, mas para esperar sua valorização imobiliária,
vende-la e ganhar muito dinheiro sem trabalhar;
d) A empresa rural: propriedade com área de um a seiscentos módulos, adequadamente
explorada em relação às possibilidades da região.

São comuns os grandes proprietários, classificados na categoria de latifúndios por dimensão,


parcelarem a propriedade da terra entre seus familiares para serem classificados como empresários
rurais e, pagarem um imposto menor. Existe a grande concentração de terras em mãos de alguns
poucos proprietários, enquanto a maioria dos produtores rurais detém uma parcela muito pequena
da área agrícola. Essa realidade é exatamente perversa, a medida que cerca de 32% da área
agrícola nacional é constituída por latifúndios por exploração, ou seja, de terras parada, improdutiva
a especulação imobiliária.
As relações de trabalho na zona rural
A terra é o meio de produção fundamental na economia rural. O acesso a ela é condição
indispensável para a produção agrícola. No cenário do Brasil agrário as formas de trabalho foram
determinadas conforme o período histórico vivenciado nos espaços rurais do país. São eles:

1. O Trabalho familiar: Na agricultura brasileira, predomina a utilização de mão-de-obra familiar em


pequenas e médias propriedades de agriculturas de subsistência ou jardinagem, espalhadas pelo
país. Quando a agricultura praticada pela família é extensiva, todos os membros se veem obrigados
a complementar a renda como trabalhadores temporários ou boias-frias em épocas de corte,
colheita ou plantio nas grandes propriedades agroindustriais. Ás vezes, buscam subemprego até
mesmo nas cidades, retornando ao campo apenas em épocas necessárias ou propícia ao trabalho na
propriedade familiar.
2. O Trabalho temporário: são trabalhadores diaristas, temporários e sem vinculo empregatício. Em
outras palavras, recebem por dia segundo a sua produtividade. Eles têm serviço somente em
determinadas épocas do ano e não possuem carteira de trabalho registrada. Embora completamente
ilegal essa relação de trabalho continua existindo, em função da presença do “gato”, um empreiteiro
que faz a intermediação entre fazendeiro e os trabalhadores. Por não ser empresário, o “gato” não
tem obrigações trabalhistas, não precisa registrar os funcionários. Em algumas regiões do Centro-
Sul do país, sindicatos fortes e organizados passaram a fazer essa intermediação. Os boias-frias
agora recebem sua refeição no local de trabalho, tem acesso a serviços de assistência médica e
recebem salários maiores que os bóias-frias de região onde o movimento sindical é desarticulado.
3. O Trabalho assalariado: representa apenas 10% da mão-de-obra agrícola. São trabalhadores que
possuem registro em carteira, recebendo, portanto, pelo menos um salário mínimo por mês.
4. A Parceria e arrendamento: parceiros e arrendatários “alugam” a terra de alguém para cultivar
alimentos ou criar gado. Se o aluguel for pago em dinheiro, a situação á de arrendamento. Se o
aluguel for pago com parte da produção, combinada entre as partes, a situação é de parceria.
5. A Escravidão por divida: trata-se do aliciamento de mão-de-obra através de promessas
mentirosa. Ao entrar na fazenda, o trabalhador é informado de que está endividado e, como seu
salário nunca é suficiente para quitar a divida, fica aprisionado.

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OS PROCESSOS (E AGENTES) SÓCIO-ECONÔMICOS E AS TRANSFORMAÇÕES NA ESTRUTURA
DA SOCIEDADE AGRÁRIA

A agricultura na ocupação do território brasileiro


A agricultura é a forma mais primária através da qual o homem altera a natureza primeira, o
espaço natural. Ao laborar o solo e criar rebanhos o homem passou a produzir o espaço geográfico.
O desenvolvimento da agricultura (e principalmente a sua intensificação) possibilitou o surgimento
das cidades e a construção de um espaço geográfico cada vez mais artificial. No Brasil,
historicamente a ocupação de novas áreas tem como característica a intensificação das atividades
agropecuárias. Com a exceção da mineração, a extração vegetal e a agricultura monocultora de
exportação foram as atividades econômicas desenvolvidas no Brasil que determinaram
unilateralmente a forma de ocupação do território brasileiro até o século XX, quando a
industrialização passou a ter importância nas atividades produtivas do País. Até então as regiões
efetivamente ocupadas estavam localizadas na costa e a ocupação do interior era bastante rarefeita.
A ocupação do território brasileiro nos séculos XVI e XVII se iniciou pelo litoral nordestino e
em seguida por algumas áreas do litoral do Sudeste. O pau-brasil era encontrado na Mata Atlântica,
vegetação que se estendia por grande parte do litoral brasileiro no descobrimento. Os portugueses
estabeleceram a produção de açúcar também no litoral, onde surgiram os primeiros povoados e
núcleos urbanos. Como era uma produção voltada à exportação, a dificuldade de transporte
terrestre da mercadoria até o litoral impedia o estabelecimento da produção em regiões
interioranas. Nos dois primeiros séculos de ocupação, com o crescimento da produção açucareira
principalmente no Nordeste e a necessidade de maximização da produção nas áreas litorâneas, foi
estabelecida no sertão nordestino uma pecuária extensiva baseada em grandes estabelecimentos. A
pecuária tinha como objetivo o fornecimento de carne, força motriz e transporte para a produção
açucareira. A pecuária também se estabeleceu em menor escala no Sudeste, também para dar
suporte à produção de açúcar e à reduzida mineração. No sul do país, que no período ainda estava
sob domínio espanhol, a atividade pecuarista era destinada especificamente à produção de couro.
Neste primeiro período o vale do Amazonas também foi ocupado (de forma bastante tênue) para a
extração das drogas do sertão.
No século XVIII a produção de açúcar diminuiu e a expansão da mineração, com auge
naquele século, foi a alternativa encontrada por Portugal para a exploração da colônia. A mineração
de pedras preciosas e ouro foi estendida para o interior da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato
Grosso, o que proporcionou a ocupação do interior, mesmo que de forma pouco densa. A pecuária e
a agricultura de gêneros alimentares acompanharam a mineração e também se intensificaram no
interior. Na segunda metade do século o algodão ganhou importância e teve seu auge no fim do
século XVIII e início do século XIX. Também no final do século XVIII e início do século XIX a
pecuária no sertão nordestino decaiu devido à seca e a região Sul passou a ser importante
fornecedora de charque. O século XIX foi marcado por um aumento significativo da ocupação do
território brasileiro, sendo que fatos políticos e econômicos influenciaram a atual configuração da
distribuição de densidades no território. Um evento político marcante foi a transformação do Rio de
Janeiro, capital da colônia desde 1763, em capital do império Português com a vinda da família real
em 1808. O segundo componente, de ordem econômica, foi o desenvolvimento da produção de café
no sudeste. A cafeicultura teve seu ápice entre meados do século XIX e início do século XX, quando
foi a principal atividade econômica do país. O cultivo do café foi iniciado no Rio de Janeiro na
primeira metade do século XIX e expandido para o sul de Minas Gerais, sul do Espírito Santo e leste
de São Paulo, no vale do Paraíba.
Também foi no século XIX que a extração de borracha se desenvolveu na região amazônica,
para onde houve um grande fluxo de migração nordestina. O ciclo da borracha entrou em

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decadência na década de 1920, com a concorrência da borracha produzida em plantações no
sudeste asiático. No Nordeste, o cultivo do algodão passou a dividir importância econômica com a
produção de açúcar, decaindo a partir do primeiro quarto do século. A iminência do fim da
escravidão negra, ocorrida em 1888, incentivou a vinda para o Brasil de um grande contingente de
população européia, seguida mais tarde pela imigração japonesa. Entre os anos de 1885 e 1934
entraram no Brasil, através do estado de São Paulo, 2.333.217 imigrantes. A imigração européia
também foi importante no século XIX para a ocupação da região Sul do Brasil, onde foi estabelecida
a colonização camponesa por imigrantes italianos, alemães e eslavos. As décadas de vinte e trinta
do século XX foram caracterizadas pelo declínio do café e a transferência de capitais desta
atividade para o setor industrial paulista, que se desenvolveu intensamente nesse período. A partir
de então a industrialização passou a causar alterações na agricultura pela demanda de matéria-
prima, mão-de-obra e alimentos para a população urbana.
No Brasil, historicamente a agricultura camponesa desempenhou papel crucial para o
desenvolvimento das grandes culturas de exportação e das atividades mineradoras, pois garantia a
produção de alimentos para o abastecimento interno. Como descrito por Prado Jr. (1994 [1945]),
não havia interesse do grande estabelecimento na produção de excedente de alimentos para a
população não agrícola da colônia. Os gêneros alimentares para abastecimento dos grandes
estabelecimentos eram produzidos no seu próprio interior, seja pela iniciativa do senhor das terras
ou então pela concessão de terra e de um dia na semana para que os escravos produzissem seu
próprio alimento. A população dos povoados era abastecida por uma agricultura camponesa
baseada em pequenos estabelecimentos, que nem sempre conseguia suprir a demanda dos
povoados, e por vezes também fornecia alimentos para os grandes estabelecimentos monocultores.
O colonato nas lavouras de café também apresentou sistema semelhante, de forma que os
imigrantes europeus e japoneses praticavam a agricultura camponesa de autoconsumo nas terras
concedidas pelos patrões. Por fim, talvez o caso mais explícito da importância da agricultura
camponesa na ocupação do território seja a colonização européia com base na agricultura
camponesa, implantada no sul do país.

O Sistema de produção e transformação social: a crise do café e sua influência na industrialização


Com a crise de 1929, e a consequente diversificação da população agrícola, terminou o
ultimo ciclo monocultor. A economia mundial entrou em sério aperto, que levou ao fim do ciclo do
café na região do Sudeste e trouxe crises na exportação de cana-de-açúcar, cacau, tabaco e
algodão na região Nordeste. Essa queda repentina na produção se explicava pelas dificuldades de
exportação. Da mesma forma que estava difícil exportar, estavam sendo prejudicadas as
importações de bens de consumo duráveis e não-duráveis.
O ciclo do café deixou como herança uma infra-estrutura básica para a implantação da
atividade industrial. Os barões do café eram os detentores de uma enorme quantia de capital
aplicado no sistema financeiro, assim, os bancos funcionaram como agentes financiadores da
instalação de novas industrias no Brasil, repassando o dinheiro depositado pelos barões aos
empreendedores industriais. Existia também, grande disponibilidade de mão-de-obra, que foi
liberada dos plantios de café, e boa produção de energia elétrica. Havia, também, um dos fatores
mais importantes, o mercado estrangeiro caiu.
Com todos esses fatores, começou a surgir à industrialização, principalmente em São Paulo,
depois nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A maior parte das indústrias implantadas
era de bens de consumo, com destaque para os de bens não duráveis, como as alimentícias e
têxteis. O governo comandava uma política de substituição, visando um superávit cada vez maior na
balança comercial.

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Governo Getúlio Vargas
De 1930 a 1956, a industrialização no Brasil se caracterizou por explícita intervenção
estatal. Na revolução de 1930, foi empossado Getúlio Vargas como presidente, assumindo o poder
durante a crise econômica mundial de 1929. Com a crise, o pensamento capitalista de que o
mercado deveria agir livremente para promover um maior desenvolvimento e crescimento
econômico, foi mudado para o pensamento de que o estado poderia diretamente na economia,
evitando novos sobressaltos. Essa prática de intervencionismo estatal na economia é conhecida por
keynesianismo. Em 1934, Getúlio Vargas promulgou uma nova constituição, que beneficiavam o
trabalhador, destacando-se a criação do salário mínimo, as férias remuneradas e o descanso
semanal remunerados. Vargas, com o apoio das elites agrárias e industriais, conseguiu aprovar uma
nova Constituição em 1937, que o manteve no poder como ditador até o fim da Segunda Guerra
Mundial. Esse período na produção industrial, devido a falta de oposição eficiente e a manipulação
das notícias através da forte censura aos meios de comunicação. Essa intervenção estatal ocorreu
no setor de base da economia. E graças a essa intervenção, houve um grande crescimento da
produção industrial.
Durante a segunda guerra mundial, as indústrias dos setores de metalurgia, borracha,
transportes e minério não metálicos conseguiram grandes índices de crescimento, pois produziam
os principais produtos que o Brasil enviava as tropas aliadas no conflito. Após a disposição de
Vargas, em 1946, assumiu a presidência o General Eurico Gaspar Dutra, que instituiu o Plano Salte,
dirigindo investimentos aos setores de Saúde, alimentação, transportes, energia e educação. O saldo
positivo na balança comercial, obtido durante a Segunda Guerra Mundial, foi queimado no decorrer
do governo Dutra, com a importação de máquinas e equipamento para a industria mecânicas e
têxteis, havendo o requipamento do sistema de transportes. Em 1950, Vargas voltou ao poder, mas
dessa vez eleito pelo povo. Passou a enfrentar novos empecilhos para o crescimento econômico:
deficiências nos sistemas de transportes, comunicação, produção de energia, petróleo. Mas, apoiado
por um movimento nacionalista popular, Getulio criou a Petrobrás, a Eletrobrás e o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social, inaugurados em 1953.

AGROPECUÁRIA: AS RELAÇÕES ENTRE A CIDADE E O CAMPO


A produção agrícola é obtida em condições bem diversificadas no mundo. Os países
desenvolvidos e industrializados interferiram a produção agrícola por modernizar as técnicas
empregadas, utilizando cada vez menos mão-de-obra. Nos países subdesenvolvidos, foram
principalmente as regiões agrícolas que abastecem o mercado externo que passaram por
modernização na técnica de cultivo e colheita. Mas, houve o êxodo rural acelerado, que contribuiu
para o aumento nas periferias das grandes cidades.
O planeta apresenta países e regiões onde os sistemas de transporte e comunicações estão
plenamente materializados em redes ou sistemas de transportes que lhes permite parte para uma
política agrícola e industrial de especialização produtiva. As regiões ricas e modernizadas produzem
apenas o que lhe é mais conveniente, garantindo maiores taxas de lucros, e buscam em outras
regiões o que não produzem internamente. Essa realidade intensificou o comercio mundial. Mas, por
outro lado, as regiões tecnicamente atrasadas se vêem obrigadas a consumir basicamente o que
produzem e são bem sensíveis aos rigorosos impostos pelas condições naturais. Nos países em que
predominam o trabalho agrícola, utilizando mão-de-obra urbana e rural, o Estado assume
importância fundamental no combate a fome.
As políticas modernas de reforma agrária visam a integração dos trabalhadores agrícolas e
dos pequenos e médios proprietários nas modernas técnicas de produção. Trata-se de reformas a
estrutura fundiária e as relações de trabalho, buscando o estabelecimento de prioridades na
produção. Existe atualmente, uma tendência a entrada do capital agroindustrial no campo, tanto nos

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setores voltados ao mercado externo quanto ao mercado interno. Assim, a produção agrícola
tradicional tende a se especializar para produzir a matéria-prima utilizada pela agroindústria. Já é
passado o tempo em que a economia rural comandava as atividades urbanas. O que se verifica hoje
é a subordinação do campo a cidade, uma dependência cada vez maior das atividades agrícolas as
máquinas, agrotóxicas e tecnológicas.

Os sistemas agrícolas
Os sistemas agrícolas podem ser classificados como intensivos ou extensivos. Essa
classificação está ao grau de capitalização e ao índice de produtividade. As propriedades que,
através da utilização de modernas técnicas de preparo do solo, cultivo e colheita, apresentam altos
índices de produtividades e conseguem explorar a terra por um bom período, praticam agricultura
intensiva. Já as propriedades que utilizam a agricultura tradicional, apresentando baixos índices de
produtividade, praticam a agricultura extensiva.

A agricultura itinerante
Esse tipo de sistema agrícola é aplicado em regiões onde a agricultura é descapitalizada. A
produção é obtida em pequenas e medias propriedades ou em parcelas de grande latifúndio, com
utilizações de mão-de-obra familiar e técnicas tradicionais. Por falta de recursos, não há
preocupação com a conservação do solo, as sementes são de qualidade inferior e não há
investimentos em fertilizantes, por isso, a rentabilidade e, as produções são baixas. Depois de
alguns anos de cultivo, há uma diminuição da fertilidade natural do solo. Quando percebem que o
rendimento está diminuindo, a família desmata uma área próxima e pratica queimada para acelerar o
plantio, dando inicio a degradação acelerada de uma nova área, que em breve também será
abandonada. Daí o nome da agricultura itinerante.
Em algumas regiões do planeta, a agricultura de subsistência, itinerante e roça, está voltadas
as necessidades de consumo alimentar dos próprios agricultores. Tal realidade ainda existe em boa
parte dos países africanos, em regiões do Sul e Sudeste Asiáticos e na América Latina, mas tem
prevalecido hoje é uma agricultura de subsistência voltada ao comercio urbano. O agricultor e sua
família cultivam um produto que será vendido na cidade mais próxima, mas o dinheiro que recebem
só será suficiente para garantir a subsistência de cultivo e aumentar a produtividade. Esse tipo de
agricultura é comum em áreas distantes dos centros urbanos, onde a terra é mais barata;
predominam as pequenas propriedades, cultivadas em parceria.

Agricultura de jardinagem
Essa expressão tem origem no Sul e no Sudeste da Ásia, onde há uma enorme produção de
arroz em planícies inundáveis, com a utilização de mão-de-obra. Tal como a agricultura de
subsistência, esse sistema é praticado em pequenas e medias propriedades cultivadas pelo dono da
terra e sua família. A diferença é que nelas se obtém alta produtividade, através do selecionamento
de sementes, da utilização de fertilizantes e de técnicas de preservação do solo que permitem a
fixação da família na propriedade por tempo indeterminado. Em países como as Filipinas, a
Tailândia, devido a elevada densidade demográfica, as famílias obtém áreas muitas vezes inferiores
a um hectare e as condições de vida são bem precárias. Em países em que fizeram reforma agrária,
Japão e Taiwan, após a comercialização da produção e a realização de investimentos para a nova
safra, há um excedente de capital que permite melhor, a cada ano, as condições de trabalho e a
qualidade de vida da família. Na China, desde que foram extintas as comunas populares, houve um
significativo aumento da produtividade. Devido a grande população, o excedente a modernização da
produção agrícola foi substituída pela utilização de enormes contingentes de mão-de-obra. Em
algumas províncias, porém, está havendo um processo de modernização, impulsionando pela

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expansão de propriedades particulares e da capitalização proporcionada pela abertura econômica a
parti de 1978. Sua produção é essencialmente voltada para abastecer o mercado interno.

As empresas agrícolas
São as responsáveis pelo desenvolvimento do sistema agrícola dos países desenvolvidos.
Nesses sistemas, a produção é obtida em medias e grandes propriedades altamente capitalizadas. A
produtividade é bem alta devido ao selecionamento de sementes, uso intensivo de fertilizantes,
elevado de mecanização no preparo do solo, no plantio e na colheita, utilização de silos de
armazenagem, sistemático de todas as etapas da produção e comercialização por técnicas.
Funciona como uma empresa e sua produção são voltadas ao abastecimento tanto do mercado
interno como o externo. Nas regiões onde se implantou esse sistema agrícola, há uma tendência a
concentração de terras.

Plantation
É a propriedade monocultura, com produção de gêneros tropicais, voltadas para a
exportação. Esse sistema agrícola foi amplamente utilizado durante a colonização européia na
América. Na atualidade, esse sistema persiste em várias regiões do mundo subdesenvolvido,
utilizando, além de mão-de-obra assalariada, trabalho semi-escravo ou escravo, que não envolve
pagamento de salário. Trabalha em troca de moradia e alimentação. No Brasil, encontramos
plantation em várias partes de territórios, com destaque para as áreas onde se cultivam café e
cana-de-açúcar. Próximo das platations sempre se instalam pequenas e medias propriedades
policulturas, cuja produção alimentar abastecer os centros urbanos próximos.

Cinturão Verde e Bacias leiteiras


Ao redor dos centros urbanos, pratica a agricultura e pecuária intensiva para atender as
necessidades de consumo da população local. Nessas áreas, produzem-se hortifrutigranjeiros e
cria-se gado para a produção de leite e laticínios em pequenas e medias propriedades, com
predomínio da utilização de mão-de-obra familiar. Após a comercialização da produção, o
excedente obtido é aplicado na modernização das técnicas.

A agropecuária em países desenvolvidos


A agricultura e a pecuária, no geral, são praticados de forma intensiva, com grande
utilização de agrotóxicos, fertilizantes, técnicas aprimoradas de correção e conservação dos solos e
elevados índices de mecanização agrícola. Por isso, a mão-de-obra no setor primária da economia é
bem pequena. Nesses países, além do enorme índice de produtividade, obtém-se um enorme
volume de produção que abastece o mercado interno e é responsável por grande parcela do volume
de produtos agropecuárias que circulam o mercado mundial. Uma quebra na safra de qualquer
produto cultivado nos Estados Unidos ou na Europa tem reflexos imediatos no comércios mundial e
na cotação dos produtos agrícolas.

Agropecuária em países subdesenvolvidos


Tanto nos países subdesenvolvidos cuja base da economia é rural , como nas regiões pobres
dos países subdesenvolvidos que se industrializaram, há um amplo predomínio da agricultura de
subsistência, que ocupa os piores solos, e do sistema de plantation, área de solos melhores. Essa
situação é uma herança histórica do período em que esses países foram colônias. O setor primário
constitui a base da economia nesses países. O percentual da população economicamente ativa que
trabalha no setor primário é sempre superior a 25%, ou até muito mais, como a Etiópia, 77% da

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população ativa é agrícola. É comum vigorar uma política agrícola que priorize a produção voltada
ao abastecimento do mercado externo, mais lucrativo.

Nossa produção agrícola


O Brasil se destaca no mercado mundial como exportador de alguns produtos agrícolas:
café, açúcar, soja, suco de laranja. Entretanto, para abastecer o mercado interno de consumo, há a
necessidade de importação de alguns produtos, com destaque para o trigo. Ao longo da história do
Brasil, a política agrícola tem dirigido maiores subsídios aos produtos agrícolas de exportação,
cultivados nos grandes latifúndios, em detrimento da produção do mercado interno,. Porém, em
1995, houve uma inversão de rumos e os produtos que receberam os maiores incentivos foram o
feijão, a mandioca e o milho.
A política agrícola tem como objetivos básicos o abastecimento do mercado interno, o
fornecimento de matérias-primas para a industria, e o ingresso de capitais através das exportações.
Também se pratica pecuária semi-extensiva em regiões de economia dinâmica oeste paulista,
Triangulo Mineiro e Campanha Gaúcha, onde há seleção de raças e elevados índices de
produtividade e rentabilidade. Nos cinturões verdes e nas bacias leiteiras, a criação de bovinos é
praticada de forma intensiva, com boa qualidade dos rebanhos e alta produtividade de leite e carne.
Nessa modalidade de criação, destacam-se o vale do Paraíba e o Sul de Minas Gerais. Já o centro-
oeste de Santa Catarina apresenta grande concentração de frigorífico e se destaca na criação de
aves e suínos em pequenas e médias propriedades, que fornecem a matéria-prima as empresas.

AS MIGRAÇÕES INTERNAS E AS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS


O período que compreende o final do século XIX até a década de 1950 foi caracterizado pela
ocupação do oeste do estado de São Paulo, com o avanço da frente pioneira. A década de 1920
marcou o avanço na ocupação do oeste e do norte do estado do Paraná, em parte como extensão da
ocupação do estado paulista. A porção ocidental do estado de São Paulo, como analisado por Pierre
Monbeig (1984 [1949), foi ocupada principalmente com o desenvolvimento da cultura do café,
algodão e pecuária bovina, que davam continuidade à produção direcionada à exportação. A
ocupação do estado de São Paulo pode ser considerada a primeira fronteira agropecuária brasileira.
Já estabelecida no leste do estado, principalmente na região do vale do Paraíba, a produção de café
avançou sobre o planalto paulista.
O estabelecimento de uma rede ferroviária considerável, que contava inclusive com capitais
dos fazendeiros, ligando o interior à capital e ao Porto de Santos, foi indispensável para a ocupação
do estado de São Paulo. O fluxo migratório para a fronteira agropecuária era formado
principalmente por imigrantes europeus, japoneses e de Minas Gerais. Com a crise de 1929 e a
segunda guerra mundial o café perdeu importância, mas a demanda por algodão e carne aumentaram
por parte dos EUA, envolvido na guerra. Nas culturas de frente pioneira, além do arroz e do milho,
passaram a ter importância outras culturas destinadas à alimentação da crescente população urbana
brasileira. Desta forma, mesmo com o declínio da rentabilidade da produção de café, a frente
pioneira paulista continuou avançando, perdendo força a partir de 1940, quando os fluxos
migratórios passaram a ter como destino principal o estado do Paraná. (MONBEIG, 1984 [1949]).
Em relação à apropriação da terra na ocupação do interior paulista, a especulação (inclusive
por companhias estrangeiras) e a grilagem eram práticas conhecidas, já descritas por Monbeig
(1984 [1949]) e minuciosamente estudada por Ferrari Leite (1998) no Pontal do Paranapanema,
última região ocupada do estado de São Paulo. Grandes glebas apropriadas por esses grileiros ou
empresas (grileiras) foram desmembradas e vendias de forma fraudulenta. Atualmente os grilos
mais evidentes são contestados judicialmente pelos movimentos sociais que lutam pela reforma
agrária. A partir da década de 1920 as porções norte e oeste do estado do Paraná passaram a ser

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novas regiões da fronteira agropecuária Brasileira. A produção de café foi muito importante na
ocupação da região norte do estado. Após ocuparem as terras roxas da região centro-sul do estado
de São Paulo e, em virtude de uma política paulista de taxação de novas plantações de café, os
cafeicultores paulistas avançaram em direção ao norte do Paraná nas décadas de 1930 e 1940.
O Estado atuou na ocupação do norte e do oeste paranaenses através da concessão e/ou
venda de terras para companhias privadas de colonização e pela realização de projetos públicos de
colonização. A ocupação foi realizada priorizando a pequena propriedade, com o desenvolvimento de
extração florestal, produção de café e produção de alimentos (milho e feijão principalmente) para
abastecer o mercado interno brasileiro. A grilagem de terras também foi prática verificada na
apropriação da terra. A ocupação contou com contingente de migrantes do Rio Grande do Sul,
paulistas, mineiros e dos estados do Nordeste. Os anos do final da década de 1960 e início da
década de 1970 foram caracterizados pelo inicio de modernização da agricultura brasileira,
promovido pelo governo militar. A eliminação dos cafezais e incentivo à produção de culturas
mecanizáveis como a soja para atender a demanda internacional proporcionaram a expulsão dos
pequenos proprietários e a concentração fundiária no Paraná. Os camponeses expropriados no
estado tiveram como destino a nova fronteira agropecuária brasileira, agora localizada no Centro-
Oeste e na Amazônia. (SWAIN, 1988).
No início da década de 1970 o Centro-Oeste brasileiro (região dos cerrados) e a região
amazônica passaram a ser a nova fronteira agropecuária brasileira. Configurada até então pela baixa
densidade de ocupação e grande disponibilidade de terras, a região passou a receber os
contingentes de camponeses expropriados de outras regiões e, ao mesmo tempo, o investimento de
capitais produtivos e especulativos. O Estado teve papel determinante na definição desta nova
fronteira agropecuária, ainda em expansão atualmente. A ocupação dessas novas áreas de fronteira
ocorreu a partir de projetos de colonização públicos e privados em uma parceria entre Estado e
capital. Grandes porções de terras foram vendidas a preços irrisórios ou doadas a empresas
privadas para o estabelecimento dos projetos de colonização ou extrativismo florestal e mineral.
Grande parte dessas terras serviu para especulação fundiária e estratégia para obtenção ilegal de
crédito. (OLIVEIRA, 1997).
A ocupação de Rondônia, por exemplo, realizada por projetos públicos de colonização, foi
baseada na pequena propriedade voltada à produção de café e recebeu principalmente camponeses
expropriados do norte e oeste do Paraná. Já a ocupação da região dos cerrados, especialmente
Mato Grosso, foi realizada através de colonização privada e tem como característica o
estabelecimento do agronegócio, com uma agricultura monocultora de alta produtividade
especializada na produção de soja, milho e algodão destinados ao mercado externo. A pecuária
bovina também tem grande peso na produção agropecuária da fronteira e mantém sintonia com a
agricultura, pois é estrategicamente praticada em áreas recém desflorestadas que se tornam áreas
do agronegócio em seguida. Esta agricultura dependente de altos investimentos de capital constante
na fronteira agropecuária só foi possível devido aos investimentos do Estado na pesquisa
agropecuária e financiamentos.
Além da agropecuária, a mineração e a exploração florestal têm grande importância na
fronteira agropecuária. A ocupação do leste amazônico é caracterizada pela implantação de grandes
projetos de extração florestal e mineral. Atualmente a floresta amazônica sofre investidas na região
norte de Mato Grosso, Rondônia, sul e leste paraenses e norte do Maranhão. No Cerrado, o
movimento recente da ocupação está no norte de Goiás e Tocantins. A fronteira agropecuária atual
tem como característica o significativo processo de urbanização da população nas regiões mais
consolidadas, com exceção da frente pioneira. O alto grau de urbanização das regiões da fronteira
pode ser explicado por sua contemporaneidade com a modernização da agricultura. A frente
pioneira, movimento responsável pela abertura de noras áreas, é caracterizada pelo grande

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desflorestamento e pelo intenso conflito e violência no campo. Trata-se de uma fronteira
agropecuária em plena expansão ainda na atualidade. Campesinato, agronegócio e latifúndio
coexistem no processo de ocupação dessas regiões, porém os conflitos entre eles são intensos,
assim como a violência, resultante da não solução desses conflitos.
Com a fronteira agropecuária no Centro-Oeste e Norte chegamos à atualidade neste breve
histórico de ocupação do território brasileiro. Na ocupação atual da fronteira agropecuária se
repetem os fatores históricos que privilegiam o latifúndio e a grande propriedade monocultora
voltada ao atendimento do mercado externo. Como vimos, o campesinato esteve presente em todo
este processo histórico de ocupação do território, resistindo e sendo utilizado pelo grande
estabelecimento e pelo capital. A fronteira agropecuária é um dos principais elementos que
compõem a questão agrária brasileira na atualidade.

Mapa do processo de migração


O balanço da migração entre os estados brasileiros nas décadas de 1980 e de 1990 é
semelhante. Em cada uma dessas décadas, cerca de oito milhões de pessoas mudaram de
estado. Na década de 1990 esta população foi de 8.691.756 habitantes, sendo que em 2000
7.626.404 pessoas residiam em áreas urbanas dos municípios de destino e 1.068.352 em áreas
rurais. O estado de São Paulo é o que recebe os maiores fluxos migratórios, com 2.638.297
novos habitantes provenientes de outros estados na década de 1990. O segundo estado que
mais recebeu migrantes na década de 1990 foi Goiás, com acréscimo de 598.356 habitantes
(gráfico 5.5). Se tomarmos somente a população que migrou na década de 1990 e residia em
zonas urbanas do município de destino em 2000, também São Paulo é o estado que mais
recebeu população, sendo seguido pelos estados do Pará e de Mato Grosso. Em dados relativos
ao total da população do estado, Roraima foi aquele que recebeu mais migrantes na década de
1990, que representavam 25,8% da população total em 2000, enquanto que em São Paulo esta
proporção era de 7,1. Os estados do Centro-Oeste estão entre os que mais receberam
população em valores relativos, apresentando as seguintes porcentagens em 2000: Distrito
Federal (19,7%), Mato Grosso (14,5%), Goiás (12%) e Mato Grosso do Sul (8,5%). Na região
Norte, além de Roraima destacam-se Amapá (19,7%), Tocantins (14,7%) e Rondônia (12,6%).

Prancha 5.7

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Os mapas da prancha 5.7 indicam que a região em que a migração tem maior importância na
população total é aquela da fronteira agropecuária, para onde se destinaram os migrantes de todas
as regiões principalmente a partir de 1950. Esta região compreende o sudeste do Pará, Mato
Grosso, Rondônia e o sul de Roraima. Os mapas mostram que os migrantes provenientes da região
Norte são significativos apenas no noroeste e nordeste do Mato Grosso, imediatamente no limite
entre as regiões Centro-Oeste e Norte, o que indica um movimento migratório no interior da
própria fronteira agropecuária. Os migrantes nordestinos são importantes particularmente na região
da fronteira agropecuária, mais intensamente no Pará e no norte do Tocantins, e em menor grau em
Rondônia, Roraima e também no Centro-Oeste. Os nordestinos também são o contingente de
migrantes que mais tem representatividade no estado de São Paulo.
Os migrantes do sudeste são representativos nas regiões de divisa de São Paulo com Mato
Grosso do Sul e Paraná, de Minas Gerais com Goiás, no oeste de Mato Grosso e no estado de
Rondônia. Os sulistas são representativos em Mato Grosso e Rondônia, resultado do grande fluxo
de gaúchos e paranaenses para a região da fronteira agropecuária. Por fim, os naturais do Centro-

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Oeste são importantes no limite da região com o Norte, o que indica o avanço da fronteira
agropecuária e da migração interna da fronteira.

As principais abordagens teóricas sobre o rural e o urbano


As transformações recentes do mundo rural e da relação rural-urbano têm desafiado
estudiosos a construírem teorias e conceitos para explicar essa nova realidade. Por essa razão,
diversas teorias surgiram, de forma que alguns estudiosos chegaram a decretar o fim do rural.
Outros, porém, admitem o seu “renascimento” ou então, em uma via integradora, optam por uma
análise que considera a leitura regional mais eficiente que a dicotomia urbano-rural.
(ALENTEJANO, 2003). Marques (2002) salienta que existiriam atualmente duas grandes abordagens
sobre as definições de campo e cidade: a dicotômica e o continuum. Na abordagem dicotômica o
campo se opõe a cidade; já na abordagem do continuum a industrialização seria elemento que
aproximaria o campo da realidade urbana. A autora destaca que Sorokin, Zimmermann e Galpin
(1986) são referências da abordagem dicotômica e enfatizam diferenças entre rural e urbano. A
autora assim sintetiza os elementos expostos pelos autores e que contribuiriam para classificar o
rural e o urbano:
(1) diferenças ocupacionais ou principais atividades em que se concentra a
população economicamente ativa; (2) diferenças ambientais, estando a área
rural mais dependente da natureza; (3) diferenças no tamanho das
populações; (4) diferenças na densidade populacional; (5) diferenças na
homogeneidade e na heterogeneidade das populações; (6) diferenças na
diferenciação, estratificação; e complexidade social; (7) diferenças na
mobilidade social e (8) diferenças na direção da migração. (MARQUES,
2002, p.100).

Contrariamente, abordagem do continuum admitiria maior integração entre cidade e campo


através de diferenças de intensidades e não de contraste. Não existiria uma distinção nítida, porém
também seria dual por apoiar-se na idéia da existência e pontos extremos de uma escala de
gradação. (MARQUES, 2002). Wanderley (2001) afirma que o conceito de continuum é utilizado em
duas vertentes. A primeira seria centrada no urbano, sendo este fonte de progresso, enquanto o
pólo rural seria expressão do atraso, estando fadado à redução pela expansão do urbano.
Juntamente com a teoria da urbanização do campo, esta visão do continuum traduziria o fim da
realidade rural. A segunda vertente do continuum seria aquela que aproxima o rural-urbano, pois,
mesmo com a aproximação de suas semelhanças, suas peculiaridades não desaparecem: aqui é
reafirmada a existência do rural.
Seguindo a primeira vertente do continuum destacada por Wanderley (2001), Graziano da
Silva (1999), escrevendo sobre o rural brasileiro, afirma que ele “só pode ser entendido como um
continuum do urbano” (p.1), pois o meio rural teria se urbanizado devido à industrialização da
agricultura e ao transbordamento do mundo urbano. A pluriatividade é uma das bases de Graziano
da Silva (1997) para defesa da urbanização do campo. Este fenômeno seria caracterizado pelo
desenvolvimento de atividades não-agrícolas pelos agricultores. O autor faz esta afirmação
baseando-se na análise dos dados da PEA segundo as atividades desenvolvidas e a localização da
área de residência. Suas principais conclusões são de que:
O meio rural brasileiro já não pode mais ser analisado apenas como o
conjunto das atividades agropecuárias e agroindustriais, pois ganhou novas
funções. O aparecimento (e a expansão) dessas “novas” atividades rurais –
agrícolas e não agrícolas, altamente intensivas e de pequena escala – tem

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propiciado outras oportunidades para muitos produtores que não podem
mais serem chamados de agricultores ou pecuaristas e que, muitas vezes,
não são nem mesmo produtores familiares, uma vez que a maioria dos
membros da família está ocupada em outras atividades não-agrícolas e/ou
urbanas. (GRAZIANO DA SILVA, 1999, p.10).

Sobre esta abordagem do continuum, Siqueira e Osório (2001) afirmam que o conceito deve
ser utilizado com ponderação, pois esta concepção rural-urbano pode ser adequada para o campo
em países desenvolvidos e em algumas regiões dos países subdesenvolvidos, contudo, não pode ser
generalizada. As autoras ressaltam que os argumentos de Graziano da Silva (1996 e 1997) não são
necessariamente desqualificáveis, porém não são aplicáveis a todo o Brasil. Esses argumentos
poderiam ser aplicados a algumas áreas rurais próximas aos grandes centros metropolitanos.
Outra leitura próxima à visão de continuum de Graziano da Silva (1999) é a de Grammont
(2005), que escreve sobre o processo de urbanização do campo e a ruralização da cidade. O autor
afirma que:
Falamos na urbanização do campo porque foram incrementadas as
ocupações não agrícolas no campo, os meios de comunicação em massa
(rádio, televisão, telefone, rádio de ondas curtas) chegam até as regiões
mais distantes, as migrações permitiram o estabelecimento de redes sociais
e a reconstrução das comunidades camponesas nos lugares de migração
com o qual nasce o conceito de comunidade transnacional. Porém, também
falamos em ruralização da cidade tanto porque as cidades latino-americanas
se parecem com “grandes fazendas” devido à falta de desenvolvimento
urbano, como pela reprodução das formas de organização e a penetração de
cultura de migrantes camponeses e indígenas em bairros periféricos onde se
estabelecem. (GRAMMONT, 2005, não pag., grifo nosso)

Fernandes e Ponte (2002) questionam a denominação “urbanização do campo” presente na


tese de Graziano da Silva e ressaltam que este é um pensamento urbanóide, ou seja, que entende o
urbano como espaço totalizante, determinante e dominante sobre o rural. Os autores afirmam que o
urbano influencia o rural e o rural influencia o urbano com suas territorialidades distintas. “Afirmar
que o rural se urbanizou, afirmando sua decadência a caminho de sua extinção, não é verdadeiro”.
(p.118). Graziano da Silva (1999) e Grammont (2005) predestinam o fim do rural a partir do
entendimento de que a mecanização, implantação de equipamentos, serviços, tecnologias e infra-
estrutura social “urbanizam” o campo por serem exclusivos das cidades. Nós, porém,
compreendemos de outra maneira. Acreditamos que esses são elementos em princípio utilizados e
implantados nas cidades e que agora chegam ao campo e passam a ser mais uma das características
do rural. Não temos um rural que se urbaniza, mas sim um rural que se transforma, seja pela
melhoria da qualidade de vida da sua população (com trabalho menos penoso, acesso a serviços
básicos etc.), seja pela imposição de ritmos produtivos mais acelerados para atender a demanda
crescente da população cada vez mais urbanizada. A maior participação das empresas do
agronegócio no campo também contribui para alteração deste espaço, pois através dos
agribusinessmen ocorre a intensificação da produção, dependência da indústria e de sistemas
financeiros.
A partir de análises que salientam o rural, autores como Oliveira (2004), Marques (2002),
Fernandes (2005a) e Simione da Silva (2005) apresentam novos elementos a serem incluídos nas
discussões sobre o rural e o urbano, principalmente no que diz respeito à compreensão do campo
brasileiro na atualidade. Oliveira (2004) afirma que as maiores modificações no campo brasileiro

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seriam aquelas referentes à ação dos movimentos sociais, da violência, instalação de assentamentos
rurais e territorialização do agronegócio. Marques (2002) afirma que devido à forte presença dos
movimentos sociais no campo “tem tornado cada vez mais evidente a necessidade de se elaborar
uma estratégia de desenvolvimento para o campo que priorize as oportunidades de desenvolvimento
social e não se restrinja a uma perspectiva estritamente econômica e setorial.” (p.96). Quanto aos
movimentos sociais no campo e na cidade, Carlos (2004) entende que “a reorganização do processo
produtivo aponta novas estratégias de sobrevivência no campo e na cidade bem como, movimentos
sociais no campo e na cidade, questionando a existência da propriedade que marca e delimita as
possibilidades de apropriação no campo e na cidade”.
Fernandes (2005a), ao tratar de conflito e desenvolvimento em seu texto, afirma que alguns
projetos de desenvolvimento territorial rural fracassam por não considerarem os conflitos e que
“conflito agrário e desenvolvimento são processos inerentes da contradição estrutural do
capitalismo e paradoxalmente acontecem simultaneamente”. (p.2). Ao analisar a Amazônia acreana
Simione da Silva (2005) propõe que, para o estudo daquela região, o par rural-urbano não seria
suficiente na explicação da realidade e o agrário seria formado pelo rural e pela floresta, o que
justificaria a sua análise baseada na tríade campo-floresta-cidade. O autor analisa a floresta como
espaço produzido e que se diferencia socialmente do campo e da cidade, apresentado assim
particularidades. Essas discussões teóricas sobre o rural-urbano nos fornecem subsídios para a
interpretação da realidade, análise das tipologias propostas e também para propormos nossa
tipologia. Este trabalho, em função da escala de análise adotada e de nossa metodologia, não
pretende dar conta de todas as especificidades possíveis na análise do rural e do urbano, que
podem compreender desde visões governamentais do território até estudos sociológicos e
antropológicos que contemplam o indivíduo. O que apresentamos é uma proposta que possa
fornecer bases para estudos mais específicos de acordo com os objetivos de estudiosos de diversas
áreas do conhecimento.
As características sócio-econômicas no deslocamento da população rural

Em 1950 a população rural brasileira era de 33.161.506 hab. e correspondia a 63,84% da


população total. Vinte anos depois os habitantes das zonas rurais eram 41.037.586, porém
correspondiam a 44% da população total. A modernização da agricultura, o extremo parcelamento
da terra no campesinato do Sul e o avanço da fronteira agropecuária no Centro-Oeste e no Norte
conferiram complexidade à evolução da população rural no país. A região Sudeste foi a primeira a
apresentar diminuição da população rural, o que ocorreu já na década de 1960. Também foi o
Sudeste que apresentou a diminuição mais intensa da população rural, com um saldo negativo de
4.971.925 habitantes no campo entre 1950 e 2000, o que representa uma diferença de -42%. A
modernização da agricultura e intensificação da industrialização do Sudeste a partir da década de
1960 explica esta dinâmica populacional. A região Sul passou a apresentar uma intensa perda de
população rural a partir de 1970, também por influência da industrialização e modernização da
agricultura, que transbordou do Sudeste para o Sul, contemplando assim toda a região concentrada.
Em 2000 a população rural da região Sul contava com 744.644 hab. a menos do que em 1950
(decréscimo de 13%), embora a população total da região tenha aumentado 17.248.913 hab. no
mesmo período.
Em algumas regiões a diminuição da população rural não foi tão rápida e intensa, devido ao
recebimento de fluxos migratórios no campo ou pela menor intensidade do êxodo rural, reflexo de
uma industrialização e modernização da agricultura menos intensas. O Nordeste só passou a
apresentar decréscimo da população rural no período 1980-1991, sendo que em 2000 a população
rural era 11,6% maior do que em 1950. O Centro-Oeste, embora seja uma região de recebimento de
migrantes, passou a apresentar decréscimo em sua população rural na década de 1970, antes

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mesmo do Nordeste, sendo esta é uma tendência que se mantém. A região Norte foi a única que
apresentou crescimento contínuo da população rural, mas mostra constância na evolução entre 1991
e 2000.

O diferencial territorial do mapa da população rural em 2000 mostra que a distribuição da


população rural é mais homogênea do que a da população urbana. A população rural está
concentrada em uma extensa faixa que acompanha o desenho da costa. O mapa de evolução da

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população rural mostra a intensa perda populacional do campo no período 1991-2000, o que segue
a tendência das últimas décadas. A comparação dos mapas de taxa de ruralização e da evolução da
população rural apontam regiões com alta taxa de ruralização que apresentam intensa perda de
população rural, como a região de colonização camponesa européia na região Sul, o sul de Rondônia,
o norte de Minas Gerais, Maranhão, Piauí e todo o Nordeste, com diferentes intensidades de perda
de população rural. Por outro lado, regiões com baixo grau de ruralização continuam apresentando
taxas importantes de perda de população rural, em especial no estado de São Paulo e em grandes
áreas do Centro-Oeste.

Percentual da população rural entre 1960 e 2010

O IBGE utiliza oito classes de localização da área do domicílio nos censos. Para contabilizar
a população rural e urbana o instituto agrupa essas classes. Segundo o IBGE a população urbana é
formada pelos habitantes das seguintes localizações de área:

1. Áreas urbanizadas de cidades ou vilas: “são aquelas legalmente definidas como urbanas,
caracterizadas por construções, arruamentos e intensa ocupação humana; as áreas afetadas por
transformações decorrentes do desenvolvimento urbano, e aquelas
Reservadas à expansão urbana.”
2. Áreas não-urbanizadas de cidades ou vilas: “são aquelas legalmente definidas como urbanas,
caracterizadas por ocupação predominantemente de caráter rural.”

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3. Áreas urbanas isoladas: “áreas definidas por lei municipal, e separadas da sede municipal ou
distrital por área rural ou por um outro limite legal.” (IBGE, 2000. v.7 não pag.).

A população rural é classificada segundo cinco localizações da área:

1. Aglomerado de extensão urbana: são os assentamentos situados em áreas fora do perímetro


urbano legal, mas desenvolvidos a partir da expansão de uma cidade ou vila, ou por elas englobados
em sua expansão. Por constituírem uma simples extensão da área efetivamente urbanizada, atribui-
se, por definição, caráter urbano aos aglomerados rurais deste tipo. Tais assentamentos podem ser
constituídos por loteamentos já habitados, conjuntos habitacionais, aglomerados de moradias ditas
subnormais ou núcleos desenvolvidos em torno de estabelecimentos industriais, comerciais ou de
serviços.
2. Povoado: é o aglomerado rural isolado que corresponde a aglomerados sem caráter privado ou
empresarial, ou seja, não vinculados a um único proprietário do solo (empresa agrícola, indústrias,
usinas, etc.), cujos moradores exercem atividades econômicas, quer primárias (extrativismo
vegetal, animal e mineral; e atividades agropecuárias), terciárias (equipamentos e serviços) ou,
mesmo, secundárias (industriais em geral), no próprio aglomerado ou fora dele. O aglomerado rural
isolado do tipo povoado é caracterizado pela existência de serviços para atender aos moradores do
próprio aglomerado ou de áreas rurais próximas. É, assim, considerado como critério definidor
deste tipo de aglomerado, a existência de um número mínimo de serviços ou equipamentos.
3. Núcleo: é o aglomerado rural isolado vinculado a um único proprietário do solo (empresa agrícola,
indústria, usina, etc.) dispondo ou não dos serviços ou equipamentos definidores dos povoados. É
considerado, pois, como característica definidora deste tipo de aglomerado rural isolado, seu
caráter privado ou empresarial.
4. Outros aglomerados: são os aglomerados que não dispõem, no todo ou em parte, dos serviços ou
equipamentos definidores dos povoados e que não estão vinculados a um único proprietário
(empresa agrícola, indústria, usina, etc.).
5. Área rural exceto aglomerado: são as áreas não classificadas como urbanas ou aglomerados
rurais.

AS TRANSFORMAÇÕES NA ESTRUTURA DE CLASSES E NAS FORMAS DE


REPRESENTAÇÃO SOCIAL NA AGRICULTURA

A luta pela terra e sua conquista


De acordo com as discussões realizadas na seção sobre "questão agrária e campesinato", a
luta pela terra e a conseqüente criação de assentamentos é uma forma de recriação do campesinato.
As ocupações constituem um momento da luta pela terra. Como resposta às ações dos movimentos
socioterritoriais, os governos criam assentamentos rurais que, em princípio, constituem a conquista
da terra. Os assentamentos significam uma nova etapa da luta: o processo pela conquista da terra.
Ainda é necessário conquistar condições de vida e produção na terra; resistir na terra e lutar por
um outro tipo de desenvolvimento que permita o estabelecimento estável da agricultura camponesa.
No Brasil, a ocupação é a principal estratégia de luta pela terra realizada pelos movimentos
socioterritoriais camponeses. Os dados do DATALUTA 2006 mostram que no país, entre 2000 e
2006, foram registradas ocupações de terra realizadas por 86 diferentes movimentos
socioterritoriais. As áreas ocupadas são principalmente latifúndios, terras devolutas e imóveis
rurais onde leis ambientais e trabalhistas tenham sido desrespeitadas. De modo geral, as
propriedades ocupadas são aquelas que apresentam indicativos de descumprimento da função social
da terra, definida no artigo 186(27) da Constituição Federal. Como o Estado não apresenta iniciativa

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para cumprir a determinação constitucional, os movimentos socioterritoriais agem para que isso
aconteça. Ultimamente, além de lutar contra o latifúndio, os movimentos socioterritoriais
camponeses iniciaram a luta contra a territorialização do agronegócio em suas formas mais intensas
e por isso as ocupações têm ocorrido em áreas de produção de soja transgênica, cana-de-açúcar e
plantações de eucalipto, por exemplo.
Em princípio a ocupação de áreas economicamente produtivas seria muito mais uma forma
de protesto, visto que pela constituição (art. 185) elas não são suscetíveis à desapropriação para a
reforma agrária. O artigo 186 estabelece que a propriedade deve cumprir sua função social, que
compreende as dimensões ambiental, trabalhista e de bem estar do proprietário e dos
trabalhadores. Na interpretação desses dois artigos, Pinto Jr. e Farias (2005) afirmam que não basta
que a propriedade rural seja produtiva (art. 185) no sentido economicista para que não seja passível
de desapropriação; ela deve ser produtiva respeitando simultaneamente os princípios do art. 186. A
produtividade não pode ser alcançada sob consequência de desrespeito aos aspectos da função
social, de forma que essas duas características são indissociáveis e “a função social é continente e
conteúdo da produtividade” (p.48). Assim, caso a produção seja conseguida a partir do
descumprimento das dimensões estabelecidas pelo artigo 186, o aspecto produtivo não isenta a
propriedade de desapropriação para a reforma agrária. É por isso que o agronegócio, através de
suas práticas, desrespeita a função social da terra. Por isso, as ocupações de propriedades
cultivadas que não cumprem a função social são legítimas no sentido da luta, já que podem ser
suscetíveis à desapropriação segundo a interpretação da lei apresentada acima.
A reforma agrária é necessidade historicamente defendida para a resolução dos problemas
agrários no Brasil. Em nossa análise da luta pela terra tomamos o período de 1988 até 2006, quando
ela foi intensificada. Nos sucessivos governos deste período, as ações de reforma agrária no Brasil
têm sido baseadas principalmente nas políticas de criação de assentamentos rurais e de concessão
de crédito aos camponeses. Partimos do princípio de que uma reforma agrária completa no Brasil
deve, simultaneamente, reformar a estrutura fundiária do país, possibilitar o acesso dos
camponeses à terra e fornecer-lhes condições básicas de vida e produção. Neste sentido, o II PNRA
(Plano Nacional de Reforma Agrária) avançou ao apresentar uma compreensão ampliada de reforma
agrária. Porém, como demonstraremos, a execução do plano tem apresentado uma reforma
conservadora da estrutura fundiária através da criação de assentamentos rurais.
Consideramos que no período analisado (1988-2006) houve uma reforma agrária
conservadora, pois a forma como é conduzida a política de assentamentos conserva a estrutura das
regiões de ocupação consolidada, isto é, centro-sul e Nordeste, de forma que o cumprimento dos
princípios constitucionais é muito restrito. A partir desta premissa, nosso objetivo nesta seção é
compreender o quanto reformadora é a política de assentamentos rurais que fundamenta esta
reforma agrária conservadora.
A partir de 1995, primeiro mandado de Fernando Henrique Cardoso, houve um aumento
significativo de famílias (28) em ocupações e de famílias assentadas (gráfico 8.1). As ocupações
atingiram o seu máximo em 1999 (897 ocupações e 118.620 famílias em ocupações), ano em que
Fernando Henrique Cardoso assumiu seu segundo mandato. Com o aumento constante do número de
ocupações, no início do seu segundo mandato, Fernando Henrique Cardoso publicou a Medida
Provisória 2.027-38 de 4 de maio de 2000, que criminalizava a luta pela terra. A criminalização
ficou mais evidente na MP 2.109-52 de 24 de maio de 2001, que substituiu a anterior(29). O texto
dessas Medidas Provisórias prevê o impedimento, por dois anos, da vistoria de imóveis rurais onde
tenham sido realizadas ocupações de terra e também exclui os trabalhadores que participam de
ocupações de terra dos programas de reforma agrária. Com essas Medidas Provisórias o número de
famílias em ocupações diminuiu drasticamente e o número de famílias assentadas acompanhou esta

165
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queda. A análise conjunta deste fato e da evolução das ocupações e assentamentos (gráfico 8.1)
mostra que as famílias só são assentadas devido à pressão realizada pelas ocupações de terra.
Com a eleição do presidente Lula em 2003 houve o crescimento das ocupações e
consequentemente dos assentamentos. Isso possivelmente ocorreu pela minimização da aplicação
da criminalização prevista na Medida Provisória e pela esperança que os movimentos
socioterritoriais depositavam no Presidente Lula para a realização de uma reforma agrária mais
ampla, o que não ocorreu. Os dados de famílias assentadas mostram que quantitativamente não há
diferença entre os governos de FHC e de Lula, pois durante os oito anos de governo de Fernando
Henrique Cardoso foram assentadas 457.668 famílias e no primeiro mandato de Lula foram
assentadas 252.019. O total de famílias assentadas no primeiro mandato de Lula contempla 63% das
400 mil famílias previstas no II PNRA para o período. Os mapas da prancha 8.1 permitem comparar
o número de famílias em ocupações de terra e de famílias assentadas nas microrregiões brasileiras
nos três últimos períodos de governo.

TABELA 8.1 – A luta e a conquista da terra no Brasil

GRÁFICO 8.1 – A luta e a conquista da terra no Brasil

166
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O mapa da prancha 8.3 representam os dados da conquista da terra. As ocupações e as
famílias que delas participam concentram-se no centro-sul e no leste do Nordeste. As famílias
assentadas concentram-se na porção norte do País. As informações mais importantes desses
mapas são o número de famílias em ocupações, que indica a gravidade dos problemas agrários,
e a quantidade de famílias assentadas, que indica resposta do Estado para a solução do
problema.
PRANCHA 8.3

Desde 1988 foram realizadas mais de sete mil ocupações de terra, das quais
participaram cerca de um milhão(30) de famílias cujos lares foram (ou ainda são), por vários
anos, os barracos de lona dos acampamentos. Em resposta, os governos criaram desde então
7.230 assentamentos rurais, cuja área total de 57,3 milhões de hectares comporta cerca de 900
mil famílias. Poderíamos então concluir que restariam apenas cerca de 100 mil famílias para
serem assentadas e a reforma agrária estaria concluída? A resposta positiva à qual conduz a
matemática da reforma agrária conservadora é facilmente derrubada pela análise geográfica. O
aspecto geográfico (aqui como referência ao localizacional) da política de assentamentos não
constitui uma resposta local às demandas/denúncias dos movimentos socioterritoriais. A
geografia da política de assentamentos rurais é um dos elementos que denunciam seu caráter
conservador.

167
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1-A Política de Crédito Rural é um mecanismo de concessão de crédito à agropecuária, a taxas de
juros e condições de pagamento diferentes das vigentes no mercado livre, que são determinadas pela
política monetária. São tipos de cré- dito rural:

a)crédito de incentivo à produção, crédito de comércio e crédito bancário.


b)crédito de incentivo à produção, crédito para agronegócio e crédito à agropecuária.
c)crédito de comercialização, crédito agrícola e crédito de investimento.
d)crédito de investimento, crédito de agroindústria e crédito de incentivo.
e)crédito de custeio, crédito de investimento e crédito de comercialização.

2-O crédito rural pode ter as seguintes finalidades: crédito de custeio, investimento e comercialização.
O crédito de custeio destina-se:

a)a converter em espécie os títulos oriundos de sua venda ou entrega, pelos produtores ou suas
cooperativas.
b)a cobrir despesas normais dos ciclos produtivos.
c)a aplicar em bens ou serviços, cujo desfrute se estende por vários períodos de produção.
d)a converter em espécie os títulos oriundos de sua venda ou entrega, pelos produtores ou suas
cooperativas, e a cobrir despesas normais dos ciclos produtivos.
e)a cobrir prejuízos ocorridos durante a comercialização.

3-Sobre o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) instituído em 1965, pode-se afirmar:

a)sistema criado no II PND com o intuito de garantir aos produtores a safra e os preços mínimos dos
produtos, na época da comercialização.
b)tinha como objetivo fundamental construir agrovilas na zona rural.
c)foi instituído para assegurar recursos aos grandes, médios e pequenos produtores do Complexo
Agroindustrial exclusivos da região Nordeste.
d)tinha como objetivo propiciar aos agricultores linhas de crédito acessíveis e baratas, a fim de
viabilizar o investimento e a modernização do setor agrícola.
e)tinha como objetivo modernizar a agricultura somente na região Nordeste.

4-O sistema agroalimentar é impactado pelo maior dinamismo interno e por uma reestruturação
produtiva que responde às novas circunstâncias criadas nos marcos de uma economia aberta.Entre os
elementos desse processo e as questões que ele coloca para a segurança alimentar temos:

a)as condições de acesso ao crédito e a informatização do produtor rural;


b)as condições de acesso aos alimentos e a disponibilidade e preços dos alimentos;
c)a informatização do produtor rural e o sistema de crédito rural;
d)a baixa produtividade nos grãos e os problemas sanitários;
e)a exclusão social e o transporte urbano.

5-Não constitui objetivo do Crédito Rural:

a)estimular os investimentos rurais.


b)favorecer o oportuno e adequado custeio da produção.
c)possibilitar a recuperação de capitais investidos.
d)incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produção.
e)elevar os padrões de produção e produtividade na atividade agropecuária.

6-Acerca de crédito rural, comercialização, contabilidade e seguro agrícola, julgue o item seguinte.
As operações de crédito rural com recursos livres não estão sujeitas às exigências de vistoria prévia,
medição e fiscalização, salvo se abrangidas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária
(PROAGRO).
 Certo
 Errado

7-Com relação à contratação de assistência técnica na operação de crédito rural, de acordo com o
Banco Central do Brasil, assinale a alternativa correta.
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a)É obrigatória, pois é considerada indispensável pelo financiador.
b)É obrigatória, pois é exigida em regulamento de operações com recursos oficiais.
c)Somente é obrigatória quando exigida em regulamento de operações com recursos oficiais.
d)Cabe ao produtor decidir acerca da contratação dessa assistência, salvo quando considerada
indispensável pelo financiador ou quando exigida em regulamento de operações com recursos oficiais.
e)Cabe ao produtor e à cooperativa mais próxima decidir a respeito da contratação dessa assistência,
salvo quando considerada indispensável pelo financiador ou quando exigida em regulamento de
operações com recursos oficiais.

8-Julgue o item seguinte, acerca de crédito rural, programas de financiamento e comercialização


agrícola.
Os recursos do crédito rural são destinados a custeio, investimento ou comercialização de produtos
agrícolas, modalidades de crédito às quais têm acesso tanto o produtor, como pessoa física ou jurídica,
quanto as cooperativas rurais.
 Certo
 Errado

9-Segundo o Manual de Crédito Rural, é correto afirmar que o Sistema Nacional de Crédito Rural
(SNCR) possui linhas com finalidades de crédito para:

a)Planejamento, custeio e lançamento.


b)Risco, safra e investimento.
c)Custeio, investimento e comercialização.
d)Custeio, catástrofes, comercialização e planejamento.
e)Custeio e investimento.

10-Junto ao CMN funcionam comissões consultivas de

a)seguros privados.
b)crédito rural e de endividamento público.
c)política internacional.
d)assuntos tributários.
e)mercado futuro.

11-Entre as alternativas abaixo, marque aquela em que só figuram beneficiários do Crédito Rural.

a)Produtores rurais, suas cooperativas e sindicatos.


b)Produtores rurais, suas cooperativas e empresas de medição de lavoura.
c)Produtores rurais, seus sindicatos e empresas de pesquisa de sêmen.
d)Produtores rurais, índios assistidos pela Funai e sindicatos.
e)Produtores rurais residentes no Brasil e no exterior.

12-Sobre operações de crédito rural é correto afirmar:

a)Podem ser utilizadas por produtor rural, desde que pessoa física.
b)Não podem financiar atividades de comercialização da produção.
c)É necessária a apresentação de garantias para obtenção de financiamento.
d)Não estão sujeitas a Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e sobre Operações
relativas a Títulos e Valores Mobiliários - IOF.
e)Devem ser apresentados orçamento, plano ou projeto nas operações de desconto de Nota
Promissória Rural.

13-Quanto à Cédula de Crédito Rural, assinale a alternativa INCORRETA.

a)São quatro as modalidades de cédulas de crédito rural: 1) a Cédula Rural Pignoratícia; 2) a Cédula
Rural Hipotecária; 3) a Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária; e 4) a Nota de Crédito Rural. As três
primeiras gozam de garantia real (de bens móveis ou imóveis) e só a Nota de Crédito Rural tem
apenas garantia fidejussória.
b)A Cédula de Produto Rural (CPR), representativa de promessa de entrega de produtos rurais, com
ou sem garantia cedularmente constituída (Lei nº 8.929, de 22 de agosto de 1994) é uma espécie d o 169
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gênero “Cédula de Crédito Rural”, e a ela se aplicam subsidiariamente as disposições do Decreto-Lei
167/1967.
c)Ao prever a lei que as garantias são constituídas cedularmente, quer significar que do próprio
documento em que é firmado o financiamento (cédula) constam as garantias estatuídas para o
cumprimento da obrigação.
d)É lícito o mutuante-financiador cobrar, desde que previstos na cédula de crédito rural, juros
superiores a 12% ao ano – estes em havendo autorização do Conselho Monetário Nacional -,
capitalizados mensalmente e, ainda, em caso de inadimplemento, apenas a taxa de juros
remuneratórios pactuada, elevada de 1% ao ano, a título de juros de mora, além da multa de 2% e
correção monetária, não se admitindo a cobrança de comissão de permanência.

14-Com relação à cédula de crédito rural, assinale a opção correta.

a)Por serem documentos de dívida, as cédulas de crédito podem ser objeto de protesto por falta de
aceite ou por falta de devolução do título.
b)Dada a aplicação das normas de direito cambial à cédula de crédito rural, é necessário, para a
garantia futura do direito de regresso, o protesto contra os endossantes e seus avalistas.
c)A instituição financeira que opere com cédulas de crédito rural deve ser parte do sistema nacional de
crédito rural, podendo o beneficiário do título ser uma cooperativa, no caso dos financiamentos
concedidos a seus associados ou a suas filiadas.
d)Para ter eficácia contra terceiro, a cédula de crédito rural deve ser inscrita no cartório de títulos e
documentos do local de situação dos bens objeto do penhor ou da alienação fiduciária.
e)A inadimplência de qualquer obrigação convencional ou legal do emitente do título ou do terceiro
prestador da garantia real somente importará o vencimento antecipado da cédula de crédito rural após
o aviso ou interpelação judicial ou extrajudicial.

15-Assinale a opção CORRETA sobre os objetivos do Crédito Rural:

a)Favorecer exclusivamente o custeio da produção agrícola.


b)Possibilitar o fortalecimento econômico dos produtores rurais, notadamente os médios e grandes.
c)Incentivar a introdução de métodos racionais de produção, visando ao aumento da produtividad e, à
melhoria do padrão de vida das populações rurais e à adequada defesa do solo.
d)Estimular o incremento ordenado dos investimentos rurais, inclusive para armazenamento,
beneficiamento e industrialização dos produtos agropecuários, contanto que sejam efetuados por
cooperativas.
e)Dar suporte de recursos financeiros, preferencialmente, a cooperativas rurais para aplicação em
atividades que se enquadrem como atividades rurais ou similares.

16-A respeito do crédito rural, é correto afirmar que ele possui as finalidades de crédito

a)de planejamento, de custeio e de lançamento.


b)de risco, de safra e de investimento.
c)de custeio, de investimento e de comercialização.
d)de custeio, de catástrofes, de comercialização e de planejamento.
e)de custeio e de investimento.

17-Acerca de crédito rural, comercialização, contabilidade e seguro agrícola, julgue o item seguinte.
O crédito de comercialização, criado para viabilizar a comercialização dos produtos agropecuários no
mercado, contempla o financiamento de despesas inerentes à fase de estocagem e pré-
comercialização.
 Certo
 Errado

18-Não representa objetivo das atividades de assistência técnica rural, de acordo com a Lei n.º 4.504,
Art 75:

a)a planificação de empreendimentos e atividades agrícolas.


b)a elevação do nível sanitário, por meio de serviços próprios de saúde e saneamento rural, melhoria
de habitação e de capacitação de lavradores e criadores, bem como de suas famílias.
170
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c)a criação do espírito empresarial e a formação adequada em economia doméstica, indispensável à
gerência dos pequenos estabelecimentos rurais e à administração da própria vida familiar.
d)o auxílio e a assistência para o uso racional do solo, a execução de planos de reflorestamento, a
obtenção de crédito e financiamento, a defesa e preservação dos recursos naturais.
e)promoção, entre os agricultores, do espírito de concorrência e de crescimento individual.
__________________________________________________________________________________
19-

A partir do texto acima, julgue os próximos itens.

Crédito rural é o suprimento de recursos financeiros para aplicação conforme condições estabelecidas
em manual próprio. Atualmente, ele tem sido aplicado segundo três finalidades: o crédito de custeio, o
crédito de investimento em bens ou serviços que contemplem vários ciclos da cultura e o crédito de
comercialização.
 Certo
 Errado

20-É direito do trabalhador urbano e rural

a)assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de idade em
creches e pré-escolas.
b)seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, com exclusão da indenização a que
este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.
c)ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de dois anos
para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de cinco anos após a extinção do contrato de
trabalho.
d)proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer
trabalho a menores de quinze anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.
e)ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de três anos
para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de cinco anos após a extinção do contrato de
trabalho.

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:
13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

1- O modelo de Extensão Rural no Brasil, durante muito tempo, foi caracterizado como:

a)uso de metodologia participativa, com enfoque multidisciplinar, interdisciplinar e intercultural,


buscando a construção da cidadania e a democratização da gestão da política pública.
b)interligada ao processo político de desenvolvimento urbano-industrial, cuja viabilização necessitava
que a agricultura cumprisse funções de fornecedora de mão de obra, consumidora de serviços e
produtos industrializados, equipamentos, sementes híbridas, agrotóxicos e fertilizantes sintéticos.
c)baseada na teoria de difusão de inovações locais, que levou os extensionistas a voltar sua atuação
para transferência de tecnologias.
d)os agricultores eram vistos como mero depositários de conhecimento e de pacotes tecnológicos
gerados pela pesquisa que se adequavam as especificidades das suas explorações.
171
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e)o agente extensionista faz transferência de tecnologia dos centros de pesquisa para os agricultores
através do processo de comunicação participativa, no qual o agricultor é agente ativo.

2-Os objetivos da Extensão Rural são de natureza educacional e se destinam a provocar mudanças de
comportamento do povo rural, visando a contribuir para o desenvolvimento rural.

Quanto às características da Assistência Técnica e Extensão Rural, sabe-se que a Extensão Rural
a)deve ser um sistema político.
b)adota a família como unidade de trabalho.

c)baseia-se na perspectiva futura do mercado.


d)estimula e utiliza a liderança e o trabalho individual.
e)trabalha de forma independente com outras agências ou instituições.

3-A assistência técnica e a extensão rural são serviços de importância fundamental no processo de
desenvolvimento rural e da atividade agropecuária. Sobre a extensão rural no Brasil, assinale a
alternativa correta.

a)A extensão rural prioriza a prestação de serviços de assistência técnica, em detrimento da difusão
educacional.
b)Como processo eminentemente de execução de técnicas agrícolas, ela está dissociada da pesquisa
e da difusão de tecnologias.
c)Os serviços de assistência técnica e extensão rural se confundem, não sendo possível a sua
dissociação.
d)Disciplinas como economia, contabilidade e administração, a despeito de serem matérias
importantes para o desenvolvimento agropecuário, não são consideradas pela extensão rural, a qual
aplica apenas técnicas agronômicas.
e)Extensão rural pode ser entendida como um processo educativo de comunicação de conhecimentos
de qualquer natureza, técnicos ou não.

4-A assistência técnica e a extensão rural são serviços fundamentais para o desenvolvimento rural. O
Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural − EMATER do Piauí implementa atividades para

a)levantar as principais consequências e benefícios advindos da construção de barragens no


Semiárido.
b)atuar em municípios que possuem arranjos produtivos regionais com ênfase em agricultura
exportadora em todo Estado.
c)minimizar os efeitos da Reforma agrária que foi implantada no Estado em décadas passadas.
d)maximizar a exclusão dos Afrodescendentes e Quilombolas e dos Ribeirinhos.
e)aumentar a renda, a produção e a produtividade agrícola, melhorando as condições de vida dos
pequenos produtores.

5-Sobre as metodologias participativas utilizadas na Extensão Rural é INCORRETO afirmar:

a)a concepção pedagógica da metodologia participativa foi inspirada nos princípios teóricos de Jean
Piaget, com referências teóricas e filosóficas de “Educação de adultos”, de Paulo Freire e didática
“Aprender a aprender”, de Pedro Demo.
b)os extensionistas devem ter conhecimentos técnicos de formação acadêmica, habilidades individuais
e de equipe para resgatar, respeitar e valorizar o conhecimento dos agricultores familiares.
c)montagem e implementação de estratégias para o desenvolvimento rural sustentável.
d)a vivência de um processo metodológico fundamentado nos princípios da participação ativa e
persuasiva do extensionista.
e) os agricultores familiares são os sujeitos do seu próprio desenvolvimento.

6-A Lei nº 8.171/1991 teve vetos apostos pelo presidente da República, em relação ao texto aprovado
pelo Congresso Nacional. Acerca desse assunto, assinale a alternativa que indica o capítulo dessa lei
que restou por totalmente esvaziado em face da aposição dos referidos vetos.

a)Da Assistência Técnica e Extensão Rural.


b)Da Informação Agrícola.
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c)Da Garantia da Atividade Agropecuária.
d)Do Fundo Nacional de Desenvolvimento Rural.
e)Do Produtor Rural, da Propriedade Rural e sua Função Social.

7-Área fixada pelo imóvel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes
absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico,
com extensão máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente trabalhado com
a ajuda de terceiros, configura o conceito de:

a)imóvel rural.
b)propriedade familiar.
c)módulo rural.
d)minifúndio.
e)latifúndio.

8-Acerca das classificações legais aplicáveis ao imóvel rural, é correto afirmar que o conceito de

a)propriedade familiar é basilar ao direito agrário, sendo sua extensão fixada por pluralidade de
módulos rurais para cada região econômica.
b)média propriedade rural se refere a imóveis com extensão de seis a quinze módulos rurais.
c)pequena propriedade rural está compreendido entre um e quatro módulos rurais
d)minifúndio se refere a imóvel de extensão inferior à propriedade familiar
e)latifúndio se define pelos imóveis com extensão superior à media propriedade rural.

9-Acerca das atividades de extensão rural, julgue os itens a seguir.


No Brasil, a legislação veda expressamente a participação privada na extensão rural, pois essa
atividade possui conotação de função típica do Estado.
 Certo
 Errado

10-Os serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER) foram iniciados no Brasil no final da
década de 1940, no contexto da política desenvolvimentista do pós-guerra, com o objetivo de promover
a melhoria das condições de vida da população rural e apoiar o processo de modernização da
agricultura, inserindo-se nas estratégias voltadas à política de industrialização do país.

Em relação à extensão rural, pode-se afirmar que é um sistema,


a)de transferência de tecnologia extraescolar e democrático, levando conhecimento para regiões
menos desenvolvidas.
b)político baseado na ideologia partidária do governo, mobilizador da capacidade de liderança e
associativismo.
c)de transferência de conhecimento baseado em metodologias descritivas, que visa levar aos
habitantes do meio rural informações necessárias à melhoria do seu nível de vida.
d)educacional e dinâmico, democrático e informal, orientado em função do meio, com a participação
direta, voluntária e consciente do povo rural.
e)de avaliação participativa das práticas desenvolvidas no meio rural, o que pode resultar em
alterações nos aspectos técnicos.

11-Economia, ecologia e administração, apesar de serem áreas do conhecimento necessárias para o


desenvolvimento agrícola e rural, não se inserem no objeto de ação da extensão rural, o qual tem seu
foco centrado nas boas práticas agronômicas e na difusão de tecnologia.
 Certo
 Errado

12-Nos termos da Lei no 8.666/1993, para a contratação de instituição ou organização, pública ou


privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão
rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar
e na Reforma Agrária, instituído por lei federal, é

a)inexigível a licitação
b)obrigatória a licitação na modalidade concorrência. 173
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c)obrigatória a licitação na modalidade convite.
d)dispensável a licitação.
e)obrigatória a licitação na modalidade concurso.

13-A Lei n° 12.188, de 11 de janeiro de 2010, instituiu a Política Nacional de Assistência Técnica e
Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (PNATER). Um dos objetivos da
PNATER é

a)apoiar iniciativas econômicas que promovam as potencialidades e vocações, visando ao comércio


exterior.
b)construir sistemas de produção autossustentáveis a partir de conhecimentos preferencialmente já
adquiridos pelos beneficiários.
c)contribuir para a expansão do aprendizado e da qualificação profissional do beneficiário,
incentivando-o a atuar em outros setores.
d)promover o desenvolvimento e a apropriação de inovações tecnológicas e organizativas, adequadas
ao público beneficiário, e a integração deste ao mercado produtivo nacional.
e)aumentar a produção, a qualidade e a produtividade das atividades e serviços agropecuários,
excluindo-se as atividades extrativistas e florestais.

14-A Lei no 12.188, de 11 de janeiro de 2010, instituiu a Política Nacional de Assistência Técnica e
Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (PNATER). É(São) princípio(s) da
PNATER:

a)gratuidade, qualidade e acessibilidade aos insumos e serviços de assistência técnica e extensão


rural.
b)adoção dos princípios da agroecologia com enfoque preferencial para o desenvolvimento de
sistemas de produção orgânicas.
c)adoção de ações afirmativas nas relações de gênero, geração, raça e etnia.
d)contribuição para a segurança alimentar e para a pauta de exportações brasileiras.
e)desenvolvimento rural sustentável, compatível com a utilização adequada dos recursos naturais e
com a preservação do meio ambiente.

15-No Brasil, têm-se renovado os conceitos da extensão rural. O antigo conceito de assistência
técnica com viés intervencionista cedeu lugar ao de assistência técnica de caráter participativo, fruto
do crescimento crítico e organizacional.
A respeito das características da extensão rural, julgue os itens seguintes.
Em razão da fragilidade do bioma Amazônia, o trabalho da extensão rural para difundir tecnologias do
sistema agrossilvopastoril deve considerar a competição entre indivíduos da mesma espécie e de
espécies diferentes.
 Certo
 Errado

16-Considere a seguinte situação hipotética: o Estado de São Paulo pretende contratar empresa pública
estadual constituída com finalidade própria de assistência técnica e extensão rural e com longa
experiência no atendimento à agricultura familiar no Município de São Paulo. Dessa forma, a contratação
visa à prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional
de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei
federal. No caso narrado e, conforme preceitua a Lei n° 8.666/1993, a licitação é

a)obrigatória, na modalidade convite.


b)dispensável.
c)obrigatória, na modalidade concurso.
d)obrigatória, na modalidade tomada de preços.
e)inexigível.

17-O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) é um imposto instituído pela
Constituição Federal, sendo sua competência do município. Diante das alternativas, indique o fato
gerador do importo:

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a)A propriedade, o domínio útil ou a posse de um imóvel localizada em zona urbana ou extensão
urbana.
b)A propriedade, o domínio útil ou a posse de um bem móvel localizada em zona urbana ou extensão
urbana.
c)A compra de um bem móvel ou imóvel localizada em zona urbana ou extensão urbana.
d)A compra de um bem móvel ou imóvel localizada em zona rural ou extensão rural.
e)Transferência de um bem móvel, localizada em zona urbana ou extensão rural.

18-Paulo é trabalhador urbano, Pedro é trabalhador rural e Mario é empregado doméstico. De ac ordo
com a Constituição Federal brasileira, os três têm direito

a)à remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.


b)à proteção em face de automação.
c)ao piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho.
d)à licença paternidade, nos termos fixados em lei.
e)ao reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.

19-De acordo com a legislação vigente, estabelecida pelo Decreto nº 6.170/2007, a transferência
voluntária de recursos financeiros a cargo do Ministério do Desenvolvimento Agrário a entidades
públicas estaduais de assistência técnica e extensão rural se processará através de normas
específicas, registradas no:

a)SISU– Sistema de Seleção Unificada.


b)SNCR– Sistema Nacional de Cadastro Rural.
c)SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira.
d)SICONV – Sistema de Gestão de Convênios e Contratos
e)SICAR– Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural.

20-A recomposição da reserva legal florestal, nos casos em que ela tenha extensão menor do que a
definida na legislação,

a)poderá ser conduzida mediante a simples regeneração natural da área degradada, sem qualquer
outra medida indutora, se tal método se provar eficaz para a recomposição.
b)é providência que não incumbe ao proprietário do imóvel, se, quando de sua aquisição, a reserva
legal já estiver em extensão menor do que a exigível.
c)depende de licença ambiental e estudo prévio de impacto ambiental, sem os quais não poderá ser
efetuada pelo proprietário.
d)não poderá ser efetuada com espécies exóticas, nem poderá ensejar o manejo sustentável da área
recomposta.
e)poderá ser efetuada por meio de compensação com área localizada em outra propriedade rural,
independentemente de sua localização, desde que com autorização do órgão ambiental.
Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12:
13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

175
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ZOOTECNIA

A pecuária brasileira é muito importante no âmbito econômico mundial, uma


vez que possui o maior rebanho bovino comercial do mundo, com aproximadamente
200 milhões de cabeças e o maior exportador de carne, em torno de 1,5 milhão de
toneladas. A extensão territorial e as condições edafo-climáticas favoráveis fazem do
pasto o alimento principal de aproximadamente 96% dos animais abatidos no país
(ANUALPEC, 2009). As pastagens ocupam, no Brasil, aproximadamente 180
milhões de hectares, sendo que em torno de 100 milhões de hectares corresponde a
cultivos de gramíneas melhoradas, principalmente espécies do gênero Brachiaria,
como B. decumbens, B. humidicola, B. brizantha e em menor proporção de Panicum
e Andropogon (MACEDO, 2005). As braquiárias demonstraram grande capacidade
de adaptação às mais variadas condições de ambiente. Estima-se que a área
plantada com estas gramíneas, no cerrado brasileiro, seja superior a 43 milhões de
hectares, quase o dobro da área plantada com soja. É, portanto, o gênero mais
cultivado no país (KARIA et al., 2006).
Brachiaria (Trin.) Griseb. é um gênero da família Poaceae, subfamília
Panicoideae, tribo Paniceae. Apresenta cerca de 100 espécies forrageiras
distribuídas em torno do mundo, cuja origem é a África Tropical (KELLER-GREIN et
al., 1996). Notavelmente, as braquiárias têm extrema importância no cenário
agropecuário brasileiro e mundial e isto impulsiona instituições de pesquisa a
realizarem trabalhos de melhoramento genético, visando ao desenvolvimento de
novas cultivares, que atendam às necessidades e contribuam para o crescimento do
setor agropecuário.
Neste contexto, o melhoramento genético é feito de duas formas: uma delas é
pela seleção direta de genótipos disponíveis em bancos de germoplasma, a outra se
dá pela hibridação controlada. O desenvolvimento de híbridos é um grande avanço
no melhoramento de plantas forrageiras, posto que têm a possibilidade de unir e
potencializar características desejáveis de diferentes cultivares como: a maior
produção e qualidade da forrageira, tolerância a pragas e doenças e outros
atributos, que possam estar correlacionados com a produção animal.

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A Brachiaria brizantha cv. Piatã é derivada de um melhoramento genético por
seleção em bancos de germoplasma. Esta cultivar originária da região da Etiópia se
adaptou às condições climáticas brasileiras e se caracteriza por apresentar
crescimento ereto e cespitoso, altura média, podendo chegar a 1,10 m de altura,
folhas ásperas com bordos cortantes, colmos finos, inflorescência com até 12
racemos e florescimento precoce (VALLE et al., 2007).
A Brachiaria híbrida cv. Mulato II (CIAT 36087) é um híbrido tetraplóide
apomítico, resultado da seleção da prole de três gerações de cruzamentos entre
Brachiaria ruziziensis, Brachiaria decumbens e Brachiaria brizantha. Sua morfologia
é descrita como sendo perene, apresentando hábito de crescimento
semidecumbente. Seus colmos são cilíndricos, tem um sistema radicular profundo e
ramificado, suas folhas são líneo-triangulares de cor verde intenso, apresentando
pubescência em ambos os lados da lâmina, a inflorescência possui de quatro a seis
racemos (ARGEL et al., 2007). Devido à apomixia, o híbrido apresenta uma
embriogênese sem que haja a fusão do gameta feminino com o masculino,
garantindo que a progênie seja exatamente como a planta mãe, fixando o vigor
híbrido, não ocorrendo, portanto, segregação genética (KARIA et al., 2006).
Em decorrência da maior divulgação de novas cultivares de braquiária, faz-se
necessária avaliações científicas para verificar sua aptidão frente a diferentes
situações edafo-climáticas, uma vez que há poucos dados científicos consistentes
sobre o desempenho em condições brasileiras, possibilitando direcionar ao
pecuarista uma opção sustentável, promovendo avanços no aumento da
produtividade da pecuária.
Objetivou-se, com o presente trabalho, avaliar o valor nutricional, os aspectos
morfológicos e a produção animal das forrageiras Brachiaria híbrida cv. Mulato II e
Brachiaria brizantha cv. Piatã, nas condições de cerrado.

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Gênero Brachiaria (Trin.) Griseb e sua utilização no Brasil

No início dos anos 60, iniciou-se a utilização de um grupo de forrageiras que


revolucionou a pecuária da época e ainda continua em franca expansão, as
“braquiárias”. O gênero Brachiaria inicialmente foi representado pelo acesso
Brachiaria decumbens BRA-000191, que desde 1952 foi submetido às diversas
avaliações pelo Instituto de Pesquisas Agropecuária do Norte (IPEAN), em Belém,
no Pará, recebendo o nome de cultivar B. decumbens cv. IPEAN. Porém, em
decorrência de sua baixa produção de sementes viáveis, não ganhou importância
comercial (SERRÃO; SIMÃO NETO, 1971).
O segundo genótipo de braquiária a ser introduzido no Brasil foi a cultivar
australiana B. decumbens cv. Basilisk, pelo International Research Institute (IRI), no
interior de São Paulo. A espécie que, no começo, destinava-se a solos de baixa
fertilidade, passou a ser usada indistintamente nos mais variados tipos de solo. O
plantio por mudas se deu apenas nos primeiros anos, pois as sementes de alto valor
cultural permitiram sua rápida perpetuação de norte a sul se tornando a principal
espécie forrageira no país. A conhecida “revolução forrageira”, alcançada pelos
grandes projetos de desenvolvimento subsidiados pelo governo, somente teve
viabilidade devido à introdução desta cultivar (KARIA et al., 2006).
O sucesso obtido pela B. decumbens estimulou a busca por novos ecótipos,
com isso foram introduzidas algumas cultivares como a B. ruziziensis, B. humidicola,
B. arrecta. Elas tiveram um grande sucesso devido à ampla adaptação aos solos
pobres, característicos das áreas reservadas ao plantio de pastagens no Brasil
Central (MACEDO, 1995). Exceto a B. arrecta, que não teve muita aceitação, pois
podia causar toxidade por nitrato aos animais. A B. humidicola adaptou-se muito
bem às condições do bioma amazônico, onde ficou conhecida como “Quicuiu do
Amazonas” (ROCHA, 1988).
Na década de 70, as cigarrinhas das pastagens Deois flavopicta e Zulia
enteriana causaram prejuízos significativos em várias áreas de pastagens de

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braquiárias no Brasil devido aos desmatamentos de grandes áreas de matas e, em
consequência, diminuição de inimigos naturais desse inseto (COSENZA et al., 1989;
VALÉRIO et al., 2001). Outro problema registrado pela B. decumbens foi apresentar
um loco adequado ao desenvolvimento de um fungo Pithomyces chartarum, que
produz uma micotoxina chamada esporidesmina, responsável por uma doença
denominada fotossensibilização e que, em casos isolados, pode levar à morte dos
animais (FAGLIARI et al., 2003).
No ano de 1984, a EMBRAPA lançou no mercado a forrageira Brachiaria
brizantha cv. Marandú, que se tornou a forrageira mais plantada no Brasil, o que se
mantém até os dias atuais. O seu sucesso se deve, principalmente, a atributos como
a resistência às cigarrinhas das pastagens, o alto potencial de resposta à aplicação
de fertilizantes, a boa capacidade de cobertura do solo, o bom valor nutricional e
uma excelente produção de sementes. Porém, quando comparada com outras
cultivares, ela demanda solos de melhor fertilidade, possui baixa resistência à seca e
não suporta solos mal drenados (VALLE et al., 2000).
Foi introduzida no Brasil em 1994, a Brachiaria brizantha cv. MG4, originada
da África Tropical, lançada por intermédio do CIAT. Esta cultivar possui ciclo
vegetativo perene, hábito de crescimento decumbente, possuindo como principal
característica, a capacidade de estabelecimento em regiões com baixos índices
pluviométricos, uma vez que dispõe de um profundo sistema radicular e também é
pouco exigente no diz respeito à fertilidade de solo (FILHO, 1994).
A Brachiaria brizantha cv. Xaraés, originária da África Equatorial, foi liberada
comercialmente em 2002, após vários anos de avaliação pela EMBRAPA.
Caracteriza-se por ser uma planta cespitosa, folha lanceolada e longa, com pouca
pubescência; seus colmos são finos e as inflorescências são grandes, com
espiguetas unisseriadas. Suas principais qualidades são: alta produtividade,
tolerância a solos encharcados, rápida velocidade de rebrote e ciclo tardio de
florescimento, o que permite prolongar o período de pastejo no período das águas.
Como ponto negativo, destaca-se a susceptibilidade às cigarrinhas das pastagens
(VALLE et al., 2004).
A Brachiaria brizantha cv. Piatã, de origem da Etiópia, foi lançada no Brasil
em 2007 pela EMBRAPA. É uma planta de crescimento ereto, cespitoso, possui

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colmos finos e lâminas foliares glabras medindo 45 cm de comprimento por 1,8 cm
de largura. A inflorescência difere das demais cultivares de B. brizantha por
apresentar maior número de racemo. Indicada para regiões com precipitação
pluviométrica anual acima de 900 mm com estação seca de até cinco meses,
tolerando bem o excesso temporário de água no solo, possui uma média exigência à
fertilidade de solo e tolerância às cigarrinhas das pastagens (VALLE et al., 2007).
No ano de 2004, iniciou-se a comercialização, no Brasil, do primeiro híbrido
do gênero Brachiaria (B. ruziziensis clone 44-6 X B. brizantha CIAT 6297), obtido no
programa de melhoramento genético do CIAT, conhecido como Brachiaria híbrida
cv. Mulato I (CIAT 36061). A gramínea é perene, de hábito decumbente e
estolonífero, possui folhas lineares lanceoladas de cor verde intenso com alta
pubescência. Possui um sistema radicular profundo, o que lhe atribui alta resistência
às condições de seca. Possui um intenso perfilhamento e recuperação, já que
apresenta um sistema de rebrota por gemas basais e capacidade para emitir raízes
adventícias que posteriormente formam novas plantas. Para se estabelecer,
necessita de precipitações pluviais a partir de 700 mm, sendo tolerante à seca,
queimadas, bem como às baixas temperaturas e geadas, mas não tolera condições
de solo encharcado (GARCIA; NAVA, 2002).

Cultivar Brachiaria híbrida cv. Mulato II

A Brachiaria híbrida cv. Mulato II (CIAT 36087) é um híbrido tetraplóide


(2n=4x=36 cromossomos), resultado de várias gerações de cruzamentos e seleções
realizadas pelo CIAT, em Cali, na Colômbia, a partir de cruzamentos que foram
iniciados em 1989 entre B. ruziziensis clone 44-6 (tetraploide sexual) x B.
decumbens cv. Basilisk (tetraploide apomítica). Progênies sexuais deste cruzamento
foram submetidas à polinização aberta produzindo uma segunda geração de
híbridos, de onde foi selecionado, pelas suas desejáveis características, um
genótipo identificado como SX94NO/0612. Utilizando o mesmo procedimento,
cruzou novamente com vários acessos e híbridos apomíticos. As seguintes gerações
permitiram identificar em 1996, o clone FM9503/SO46/024, que foi selecionado por
sua produtividade, vigor e alta qualidade, e sua alta proporção de folhas. Após a

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confirmação de sua reprodução apomítica, os resultados com marcadores
moleculares comprovaram que o mesmo possui alelos que estão presentes na B.
ruziziensis, na B. decumbens cv. Basilisk e na B. brizantha, incluindo a cv. Marandú
(ARGEL et al., 2007).
A Brachiaria híbrida cv. Mulato II é descrita morfologicamente como sendo
uma planta perene, de crescimento semidecumbente e que pode alcançar até um
metro de altura. Seus colmos são cilíndricos, pubescentes e vigorosos, capazes de
enraizar quando entram em contato com o solo. As folhas são líneo-triangulares,
apresentando numerosa pubescência em ambos os lados da bainha e da lâmina. A
inflorescência é uma ráquis com quatro a seis racemos, com dupla fileira de
espiguetas; estas apresentam na antese, estigmas de cor creme, o que diferencia de
outras cultivares de braquiária, que normalmente apresentam estigmas de cor
alaranjada (LOCH; MILES, 2002).
Quanto à sua adaptação, possui um bom desenvolvimento em diferentes
níveis de altitude, em condições tropicais com altas e baixas precipitações, de cinco
a seis meses secos (ARGEL et al., 2007). Dispõe de uma ótima adaptação a solos
de baixa fertilidade e ácidos, com elevado teor de alumínio. Segundo CIAT (2004), a
produção de matéria seca, sob condições de um período seco de quatro meses, a
cultivar Mulato II não apresentou diferença entre a B. brizantha cv. Marandú e a B.
decumbens cv. Basilisk, porém uma produção significativamente maior que a cultivar
Mulato, em condições de alto e baixo níveis de fertilização do solo.
Em 2004, no Panamá, em um Cambissolo de textura média, a cultivar Mulato
II produziu 19,3 t/ha de MS (3,7 t/ha na época seca e 15,6 t/ha na época chuvosa),
sendo superior ao rendimento produzido pela cultivar Mulato (IDIAP, 2006). Em
Guápiles, Costa Rica, em condições de trópico úmido, com precipitações de 4620
mm/ano, em um Cambissolo, sob corte a cada quatro semanas, por um período de
dois anos, a cultivar Mulato II apresentou rendimentos superiores de matéria seca e
menor incidência de pragas e doenças foliares em relação a B. brizantha cv. Toledo
e da cultivar Mulato (HERNÁNDEZ et al., 2006).
Uma característica importante da cultivar Mulato II é a sua capacidade de
tolerar período de seca, segundo os resultados das avaliações realizadas durante
4,5 anos nos Llanos Orientales da Colômbia. Nesta região, após quatro meses de

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seca, as forrageiras B. brizantha cv. Toledo e o híbrido cultivar Mulato II mantiveram
uma alta proporção de folhas verdes, tanto com baixa como com alta aplicação de
fertilizantes, superando a cultivar Mulato e a B. decumbens cv. Basilisk (CIAT, 2006).
Outras características importantes da cultivar Mulato II são: a tolerância ao
sombreamento, capacidade de ser estabelecida a partir de material vegetativo e,
apesar de não tolerar encharcamento permanente de solo, adaptar-se melhor que as
cultivares Mulato e Marandú às regiões com baixa drenagem (ARGEL et al., 2007).
Avaliações feitas em condições de campo e em casas de vegetação, na
Colombia e no Brasil, a cultivar Mulato II tem demonstrado significativa tolerância
para algumas espécies de cigarrinhas das pastagens, como a Aeneolamia reducta,
A. varia, Zulia carbonaria, Z. pubescens, Prosapia simulans, Mahanarva trifissa,
Deois flavopicta, D. schach e Notozulia entreriana (CIAT, 2005). Essa característica
é muito desejável, uma vez que as cigarrinhas das pastagens é a praga de maior
incidência e a que causa maiores danos econômicos às cultivares do gênero
Brachiaria e de outras espécies forrageiras tropicais. Em contrapartida, tem-se
observado susceptibilidade ao ataque foliar causado pelo fungo Rhizoctonia solani,
que produz danos nas cultivares Marandú e Mulato, particularmente nas épocas do
ano com alta umidade relativa e temperaturas (ARGEL et al., 2005).
A qualidade forrageira de uma gramínea, medida por meio de avaliações
bromatológicas, como teores de proteína bruta, fibras e digestibilidade, possui
grande dependência com os estádios fenológicos da planta avaliada, da época do
ano e das condições de fertilidade do solo. Na estação experimental do CIAT em
Santander de Quilichao, Colômbia, caracterizada por solos de baixa fertilidade
natural, a cultivar Mulato II apresentou significativamente maiores porcentagens de
PB do que as cultivares Xaraés e Mulato, tanto na época chuvosa como na seca.
Quanto à oferta de forragem, as cultivares não diferiram significativamente. Da
mesma maneira, não apresentou diferenças na digestibilidade da forragem e, como
previsto, foi menor durante o período da seca (CIAT, 2006). Segundo Guiot (2005),
em experimento realizado no México, foram encontrados valores de digestibilidade
entre 55% e 62% e proteína bruta de 12% e 16% na cultivar Mulato II.
Estudos realizados para avaliar a produção de carne bovina em pastagens da
cultivar Mulato II, na estação experimental Carlos Ortega, localizada em Gualaca,

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Panamá, em dois sistemas de pastejo rotativo racional, o primeiro com três dias de
pastejo e 21 dias de descanso e o segundo com sete dias de pastejo com 21 dias de
descanso, ocorreu melhor ganho de peso diário (g/animal.dia -1) e uma carga animal
ligeiramente maior no primeiro sistema (611 g/animal.dia-1 e 3,5 UA/ha) em relação
ao segundo (534 g/animal.dia-1 e 3,2 UA/ha) (IDIAP, 2006).

Valor nutricional das pastagens tropicais

As pastagens possuem grande importância em propriedades rurais de todo o


mundo, por apresentarem uma fonte de alimentos de baixo custo para animais
herbívoros, possibilitando eficiência na exploração da área disponível. Contudo,
torna-se primordial incrementar a utilização das forragens por otimização do
consumo e disponibilidade de seus nutrientes (ZANINE; MACEDO JÚNIOR, 2006).
Existe uma grande variação na composição das pastagens, principalmente
espécies de gramíneas, cujas qualidades nutricionais são muito variáveis. As
variações de qualidade ocorrem não somente entre as cultivares, mas também em
diferentes constituintes das plantas, fenologias e níveis tecnológicos de manejo. O
sistema de produção pecuária é complexo e dinâmico; por decorrência disto, alguns
fatores interagem nesse sistema, tais como clima, solo, planta, animais e o manejo.
E quando há mudanças em algum destes elementos, ocorre modificações em todo o
sistema (ZANINE et al., 2005).
Pastagens são as principais fontes de nutrientes para os animais ruminantes,
com isso, quando se avalia a produção animal sob pastejo, alguns aspectos são
muito importantes, como o desempenho animal, a capacidade de suporte, a
produtividade animal, a composição botânica, bem como a distribuição morfológica
da cobertura vegetal. A constituição morfológica da vegetação é essencial, uma vez
que determina a seletividade de pastejo exercido pelos animais e também a
eficiência com que este animal faz a colheita da forrageira, determinando a
quantidade ingerida de nutrientes (STOBBS, 1975). Entretanto, as características
estruturais do relvado dependem não somente da espécie botânica, mas também do
manejo adotado (GOMIDE, 1999). Isso é denominado plasticidade fenotípica, que é
a capacidade de adaptação entre animal e plantas em sistemas de produção a

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pasto, pois atribui às forrageiras maior resistência ao pastejo e, em consequência,
maior longevidade no ecossistema pastagem (LEMAIRE, 1997). Compreender estas
características é de extrema importância para que se possa melhorar o manejo e a
eficiência na utilização das forrageiras.
Em gramíneas forrageiras tropicais a relação folha:colmo é uma importante
característica na constituição do relvado (BARBOSA et al., 2007). A alta relação
folha:colmo representa uma forragem com alta digestibilidade, valor protéico e baixo
teor de lignina, possibilitando alto consumo, atendendo assim, as exigências
nutricionais dos animais ruminantes, proporcionando uma maior produtividade dos
animais (WILSON, 1982). Em contrapartida, a diminuição da relação folha:colmo
gera como consequência, uma diminuição na oferta de folhas e da forma como é
disponibilizada, afetando o consumo dos animais, pois a qualidade nutricional, a
fragmentação e a digestibilidade das lâminas foliares são melhores em relação aos
colmos (AKIN, 1989). Segundo Alden e Whitaker (1970), a relação folha:colmo pode
ser correlacionada como um índice de valor nutricional da forragem. Conciliado à
altura do pasto e da disponibilidade de massa, proporciona a facilidade de colheita
da forragem pelo animal.
O perfilhamento é um indicador de persistência e vigor das plantas
forrageiras, podendo ser modificado devido a fatores ambientais. As gramíneas
utilizam o perfilhamento como maneira de se desenvolver, aumentar a produtividade
e melhorar a persistência das plantas na pastagem (HODGSON, 1990). Em
espécies de gramíneas perenes encontram-se os perfilhos basais, originários da
base da planta, possuindo sistema radicular próprio e os aéreos, que surgem nos
nós dos colmos em florescimento e não possuem raízes (LOCH, 1985).
A quantidade de perfilhos é bastante variável entre gramíneas e em seus
estádios de desenvolvimento. Geralmente antes do início da emissão das
inflorescências ocorre uma diminuição significativa do número de perfilhos. Esse
declínio é decorrente de uma alta taxa de mortalidade dos perfilhos, até mesmo em
estágio pré-maturo de desenvolvimento. Quando ocorre alta disponibilidade de água
e nutrientes no solo, estimula o desenvolvimento dos perfilhos aéreos que acontece
durante a fase reprodutiva (NABINGER e MEDEIROS, 1995). O pastejo e sua

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rispidez influenciam a taxa de aparecimento e a mortalidade dos perfilhos
(YOUNGNER, 1972).
Entre os pesquisadores, ocorrem controvérsias sobre o surgimento de novos
perfilhos em detrimento dos efeitos de desfolhação. Para Detling e Painter (1980), o
perfilhamento pode diminuir pela ação do desfolhamento, porém para Grant et al.
(1983) isto contribui no aumento do número de perfilhos. No entanto, algumas
gramíneas forrageiras possuem adaptações morfofisiológicas, que suporta seguidas
desfolhações; neste caso a rebrota depende da ativação das gemas basais e da
capacidade da planta para redistribuir carboidratos para os demais órgãos
(CALDWEL et al., 1991). Um maior perfilhamento aéreo é defendido por Jacques
(1994), quando em cortes altos de capim elefante, um maior número de gemas
laterais, que são responsáveis pelo rebrote e reserva da planta e algumas folhas
remanescentes, são importantes na captação de luz, consequentemente, colaboram
na velocidade de rebrotação. De acordo com Hume (1991), o perfilhamento é
controlado pelo padrão de surgimento das folhas e isso ocorre devido à diminuição
do efeito da dominância apical pela ação do corte ou pastejo.
Os autores Gomide e Gomide (2000), trabalhando com morfogênese em
Panicum maximum, concluíram que ocorrem diferenças entre os perfilhos principais
em comparação com os secundários, pois o perfilho principal possui taxas de
aparecimento foliar mais alto e sistema radicular mais desenvolvido.
O potencial de perfilhamento de uma determinada espécie baseia-se na
velocidade de emissão de folhas, pois cada folha formada, surge uma gema axilar.
O intervalo entre o aparecimento de duas folhas consecutivas pode ser obtido pela
soma das temperaturas, chamado de filocrono ou termocrone (NABINGER;
MEDEIROS, 1995). Wilhelm e Mcmaster (1995) definem filocrono como o intervalo
de tempo entre os estádios de desenvolvimento de folhas sucessivas em um colmo.
Para cada filocrono é adicionado um fitômero ao colmo, que é a unidade básica
desenvolvimento das gramíneas (GOMIDE; GOMIDE, 2000).
A formação das folhas se dá a partir do desenvolvimento dos primórdios
foliares, que surgem de maneira alternada em cada lado do domo apical (LANGER,
1963). A conformação dos perfilhos de gramíneas é determinada pelo tamanho,
número e arranjo dos fitômeros, sendo que estes se diferenciam a partir de um

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meristema apical, que possui nó, entrenó, bainha foliar, lâmina e uma gema axilar
(SKINNER e NELSON, 1994).
Quando se inicia o desenvolvimento de um perfilho, há distinção de três tipos
de folhas: as completamente expandidas, emergentes e que estão em expansão
(GOMIDE e GOMIDE, 2000). Para Hunt (1965), a produção de folhas em gramíneas
caracteriza-se pelo surgimento da folha sobre a bainha da folha mais nova do
perfilho. Após vários dias de crescimento, a folha se mantém em expansão ao longo
do tempo e a lâmina atinge o máximo tamanho quando a lígula aparece. O
aparecimento de folhas é extremamente importante para a planta, uma vez que é a
responsável pela interceptação luminosa. Outra característica muito importante é o
tamanho da folha, mas é inversamente proporcional à taxa de aparecimento em
algumas cultivares (HUME, 1991). A taxa de aparecimento de folhas é
extremamente variável em diferentes genótipos, porém, quando condicionado em
ambiente com baixa variação na temperatura, intensidade luminosa, fotoperíodo e
disponibilidade de nutrientes e água no solo, se mantêm constante (LANGER, 1963).
Cavalcante (2001), trabalhando com Brachiaria decumbens em quatro
períodos de avaliação e quatro alturas de corte, constatou uma positiva interação
entre a altura da forrageira e o período, verificando a maior taxa de senescência na
altura de 12,7 cm, propiciando baixa taxa de acúmulo de forragem.
A composição bromatológica, na maioria das vezes, é utilizada como
parâmetro qualitativo das espécies forrageiras. Porém, não deve ser usado como
único determinante na qualidade das pastagens, uma vez que essa composição
varia de acordo com diversos aspectos. Os mais relevantes são: cultivar, estádio
fenológico da planta, manejo da desfolhação e nível de adubação (NORTON, 1982).
Para uma forrageira ser considerada de alta qualidade nutricional, ela tem que
fornecer nutrientes em quantidades suficientes para atender a demanda nutricional,
resultando em ganhos na produção animal. A composição química das plantas
possui uma grande variabilidade em função da sua morfologia e anatomia. Neste
cenário, os constituintes químicos das forrageiras são divididos em duas categorias:
os constituintes da parede celular e os contidos no conteúdo celular. Segundo Van
Soest (1994), a composição da parede celular é baseada em carboidratos
estruturais de baixa solubilidade (hemicelulose e celulose), além de sílica, lignina e

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cutina, resultando na fração fibra bruta da forragem, cuja digestão é dependente da
ação de enzimas dos microrganismos do rúmen. Porém, o conteúdo celular é
composto por amido, proteínas, lipídios, carboidratos solúveis, minerais e vitaminas,
correspondendo à fração solúvel de elevada digestibilidade. Estes nutrientes são
digeridos por enzimas dos microrganismos e também por enzimas do aparelho
digestório dos animais.
A proteína bruta das forrageiras inclui todos os compostos nitrogenados,
como a proteína verdadeira, nitrogênio não protéico, aminas, amidas, aminoácidos e
outras substâncias nitrogenadas, como o nitrato, que pode apresentar efeitos tóxicos
sobre os ruminantes quando apresentado em altos níveis elevados (TOLEDO,
2004). A proteína verdadeira pode representar até 70% da proteína bruta das
forragens, dependendo da maturidade da planta. Há uma pequena proporção de
nitrogênio não protéico, que é insolúvel devido à associação com a lignina na parede
celular, sendo de pouca disponibilidade ao sistema digestório dos ruminantes. As
folhas quando possui uma alta qualidade de proteína verdadeira, apresenta alta
disponibilidade (HEATH et al., 1985).
As gramíneas tropicais possuem teores de proteína bruta inferior aos das
espécies de clima temperado. Numericamente, a maioria destas gramíneas
apresenta teores inferiores a 10% de proteína bruta na matéria seca, que pode ser
insuficiente para atender a demanda nutricional em algumas situações. Essa baixa
concentração é explicado pela via fotossintética C4, altas proporções de colmo em
relação à folha e nas altas quantidades de feixes vasculares nas folhas.
A folha é o órgão da planta que possui a maior concentração de proteína de
alto valor biológico e com aminoácidos de elevada qualidade, variando muito pouco
entre as cultivares. Os aminoácidos não se alteram de maneira significativa com o
declínio nos teores de proteína bruta (maturidade fisiológica) e também com o
aumento da proteína em razão da fertilização do solo com adubações nitrogenadas.
Em relação aos aminoácidos, as folhas possuem relativamente boa quantidade de
lisina, porém baixos teores de metionina e isoleucina, embora esta propriedade
qualitativa seja considerada de pouca importância aos ruminantes, devido à intensa
degradação protéica e síntese da atividade microbiana ruminal (NORTON, 1982).

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O teor de proteína nas espécies forrageiras são maiores nos estágios
vegetativos iniciais da planta e diminuem na medida em que as mesmas atingem a
maturidade. O conteúdo protéico na maturidade está diretamente ligado à espécie,
teor proteína na fase inicial da planta e da relação folha:colmo. Algumas espécies
mantêm altos valores protéicos ao longo do seu desenvolvimento, porém, declinam
com o florescimento (NORTON, 1982).
Os carboidratos são os principais constituintes das plantas, chegando a 80 %
da matéria seca das forrageiras. As propriedades nutricionais dos carboidratos das
plantas forrageiras são dependentes dos açúcares intrínsecos, do tipo de ligações e
de outros fatores físico-químicos. Logo, os carboidratos das plantas forrageiras
podem agrupar-se em duas categorias: os estruturais, que possuem uma menor
degradabilidade e os não-estruturais, que são altamente digestíveis (VAN SOEST,
1994). Os carboidratos não-estruturais estão presentes no conteúdo celular como
glicose e frutose e os usados como reserva nas plantas que incluem a sacarose e o
amido. O amido acumulado por forrageiras tropicais, além de apresentar em
quantidades pouco significativas, possui baixa solubilidade em relação ao
acumulado em raízes e sementes, isso ocorre devido ao alto teor de amilopectina.
(NORTON, 1982).
Os carboidratos estruturais são encontrados normalmente constituindo a
parede celular, sendo estes, principalmente a pectina, hemicelulose e celulose. Isto
representa até 80% da matéria seca das forrageiras e são muito importantes na
determinação da qualidade nutricional das forrageiras (VAN SOEST, 1994). Este
autor desenvolveu métodos de análises, que são utilizados para a determinação das
frações fibrosas nas forrageiras, e um deles é o método de análise, que consiste no
processo de submeter à forragem a uma solução de detergente neutro, que
solubiliza o conteúdo celular constituído por açúcares solúveis, lipídeos, amido e
outros, mantendo insolúvel a parede celular, denominado de fibra em detergente
neutro (FDN), que basicamente é composta por celulose, hemicelulose, lignina,
cutina e sílica. Em outra análise, a amostra é tratada com uma solução em
detergente ácido, que solubiliza tanto o conteúdo celular como a fração de
hemicelulose, mantendo insolúveis as frações referentes à celulose e lignina, sendo
denominada de fibra em detergente ácido (FDA).

188
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A lignina se baseia em um polímero fenólico, que se liga aos carboidratos
estruturais durante o processo de construção da parede celular, alterando,
significativamente, a digestibilidade das forragens (NORTON, 1982). A redução da
digestibilidade das cultivares de forrageiras se apresenta em relação inversa, pois a
concentração de lignina eleva com a maturação da planta e consequentemente,
diminui a digestibilidade (FUKUSHIMA, 2007). Com o avanço da maturidade das
plantas verificam-se aumentos significativos nos teores de carboidratos estruturais e
redução nos solúveis, contribuindo na diminuição da digestibilidade das forragens
(REIS et al., 1993).
Forrageiras tropicais são caracterizadas por apresentarem baixa
concentração de carboidratos solúveis e pela alta proporção de parede celular. A
alta quantidade de parede celular das forrageiras tropicais associa-se diretamente
aos aspectos anatômicos das espécies, pois têm alta proporção de tecido vascular,
que é uma característica das plantas C4 (VAN SOEST, 1994). Em forrageiras
tropicais, a lignina é um dos fatores antiqualitativos de maior expressão, pois é um
limitante à digestão, formando complexos com a celulose e hemicelulose da parede
celular, tornando-a indigestível (HEATH et al., 1985).
O consumo de matéria seca está intimamente relacionado com a
concentração de fibra em detergente neutro da forragem, uma vez que este
constituinte reflete na capacidade volumosa de ocupação do espaço ruminal. De
maneira oposta, a digestibilidade da matéria seca depende do teor de FDA, pois
está associada com o teor de lignina da parede celular e, uma vez ligada à celulose
e hemicelulose, causam problemas com a digestibilidade dos carboidratos
estruturais ruminais, devido à formação de complexos de lignocelulose (MERTENS,
1987, 1994).
A digestibilidade é a medida da quantidade do alimento consumido que é
metabolizado pelo animal. A princípio, todos os componentes da planta, exceto a
lignina, são potencialmente degradados. Contudo, a completa digestão dificilmente
acontece por decorrência das incrustações de lignina na hemicelulose e celulose,
que tem efeito de proteção contra a ação dos micro-organismos ruminais (REIS et.
al., 1993). A determinação da digestibilidade pode ser por vários métodos, como "in
vivo", "in situ" e "in vitro". O método in vitro, por ter custos mais reduzidos, maior

189
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velocidade na obtenção de resultados e elevada correlação com o método in vivo,
tem sido amplamente utilizado e recomendado para a avaliação de forrageiras
(PEREZ, 1997).
A digestibilidade das forrageiras tropicais diminui de forma contínua em
função do seu grau de maturidade. As cultivares com alta digestibilidade inicial,
apresentam diminuição acentuada do que aquelas com digestibilidade inicial mais
baixa. As cultivares que mantém a digestibilidade em altos patamares e com maior
consistência são mais interessantes no que diz respeito à produção animal.
Espécies dos gêneros Setaria, Digitaria e Brachiaria, geralmente, apresentam taxas
de declínio de digestibilidade mais lentas, quando comparadas com cultivares dos
gêneros Chloris, Panicum e Hyparrehenia (RODRIGUES, 1986).
As condições climáticas que mais afetam o valor nutricional das forrageiras
tropicais são a temperatura, a luminosidade e a umidade. Temperaturas elevadas
promovem aumento rápido no teor de lignina da parede celular, o que acelera a
atividade metabólica celular, resultando em reduções nas concentrações de
proteínas, lipídios e carboidratos solúveis e aumento dos carboidratos estruturais,
causando a redução da digestibilidade (VAN SOEST, 1994). O processo
fotossintético é garantido pela luminosidade que também promove a síntese de
açúcares e ácidos orgânicos, resultando na elevação nos teores de açúcares
solúveis, ácidos orgânicos e aminoácidos, reduzindo a quantidade da parede celular,
incrementando a digestibilidade (HEATH et al., 1985). Quanto aos efeitos da
umidade, segundo Reis et al. (1993), quando ocorre intenso déficit hídrico, o dossel
forrageiro paralisa o crescimento, limitando a capacidade de suporte da pastagem e
a produção animal, tanto em razão da baixa qualidade quanto da disponibilidade da
forragem. Em contrapartida, uma deficiência hídrica moderada, diminui a velocidade
de crescimento das plantas, retardando o alongamento dos colmos, resultando em
plantas com melhor relação folha:colmo, com maior quantidade de nutrientes
digestíveis (VAN SOEST, 1994).
A fertilidade do solo e a prática de aplicações de corretivos e adubos reflete-
se na composição bromatológica das forrageiras tropicais, especialmente nos teores
de proteína bruta, consequentemente melhorando a digestibilidade e o consumo da
forragem. Isto pode estar relacionado mais com o rendimento de matéria seca do

190
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que o próprio valor nutritivo da forragem (REIS et al., 1993). O mesmo
comportamento foi observado por Benedetti (1994), quando vacas em lactação
mantida a pasto, formados com diferentes espécies (B. decumbens, Panicum
maximum cv. Colonião, Pennisetum purpureum cv. Napier), a gramínea que
apresentou menor taxa de degradação inicial, foi a mais consumida. Isto porque
havia oferta de folhas (relação folha:colmo era 80%). Segundo o autor os animais
compensaram a degradabilidade inicial baixa, pelo maior volume consumido devido
à aceitabilidade da forrageira.
Os estádios fenológicos das forrageiras tropicais apresentam ampla relação
com a composição bromatológica e digestibilidade. Isto porque ocorre elevação nos
teores de carboidratos estruturais e lignina, e redução no conteúdo celular, que
estão relacionadas com a diminuição da relação folha:colmo. Plantas com estágio
fenológico mais avançado apresentam maiores proporções de colmos que folhas,
resultando em baixo conteúdo de nutrientes digestíveis (REIS et al., 1993). Logo, a
época da colheita da forragem está relacionada ao estágio de desenvolvimento e ao
seu valor nutricional. Colheitas de plantas mais velhas propicia um alimento com
baixa quantidade de carboidratos solúveis e digestibilidade, devido à diminuição da
relação folha:colmo, uma vez que é a fator mais importante para perda de qualidade
da forrageira (CORSI, 1990).
Em sistemas de produção a pasto, principalmente gado leiteiro, segundo
Benedetti (1994) devem-se identificar aqueles animais que mais se interagem com
as pastagens. Segundo ele, certos animais têm melhores respostas produtivas que
outros, num mesmo sistema de manejo. Essas características podem ser herdáveis,
assim, podem-se selecionar animais com melhor e mais eficiência na utilização de
forrageiras tropicais.
A evolução das tecnologias de produção na agropecuária brasileira vem se
mostrando significativa, com o desenvolvimento de novos produtos e do
melhoramento genético das plantas forrageiras. Estes avanços, conciliados com
práticas de manejo, suplementação adequada, técnicas de reprodução, sanidade e
um gerenciamento eficiente, são pilares indispensáveis na construção de um
sistema produtivo sustentável.

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MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Caracterização da área experimental

O experimento foi realizado ao longo do ano 2011, na Fazenda experimental


Capim Branco, pertencente à Universidade Federal de Uberlândia, situada no
município de Uberlândia, no estado de Minas Gerais. O referido local tem como
coordenadas geográficas aproximadas de 18⁰51’55” de latitude sul, 48⁰21’05” de
longitude oeste e uma altitude de 797 metros.

3.2 Caracterização edafoclimática

O clima da região de Uberlândia, segundo o “Sistema Köppen”, classifica-se


como Cwa, caracterizado pelo clima tropical de altitude, com chuvas no verão e seca
no inverno, com a temperatura média do mês mais quente superior a 22°C (PEEL et
al., 2007). As informações das condições climáticas durante o período em que foi
realizado o experimento foram obtidas pela estação meteorológica da Fazenda
Experimental de Capim Branco, localizada em torno de 1900 metros da área
experimental. Nas figuras de 1 a 4 visualizam-se os aspectos de temperatura,
precipitação, umidade relativa do ar e radiação solar.

Temperuta Máxima (⁰C) Temperatura Mínima (⁰C)


35

30

25

20

15

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

Figura 1 – Dados de temperatura média mensal do período de Janeiro a Novembro de 2011

192
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250

Precipitação (mm)
200

150

100

50

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

Figura 2 – Dados de precipitação mensal média do período de Janeiro a Novembro de 2011

100
Umidade Relativa do Ar (%)

80

60

40

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

Figura 3 – Dados de umidade relativa do ar média mensal do período de Janeiro a Novembro de


2011

700
650
Radiação Solar (MJ/Mês)

600
550
500
450
400
350
300
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

Figura 4 - Dados de radiação solar média mensal do período de Janeiro a Novembro de 2011

193
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O relevo da área experimental classifica-se como ondulado e o solo foi
classificado como Latossolo Vermelho Mesotrófico (EMBRAPA, 2006). Antes do
preparo de solo para o estabelecimento das pastagens da área experimental, o solo
foi amostrado nas profundidades de 0 a 20 e 20 a 40 cm. Estas amostragens foram
enviadas ao LABAS (Laboratório de Análise de Solo da Universidade Federal de
Uberlândia), onde foram realizadas as análises químicas e físicas (Quadro 1).
Os resultados revelaram que o solo da área experimental é de classe textural
argilosa e possui níveis insuficientes de alguns nutrientes para as espécies de
forrageiras estudadas. Apesar disso, não foi necessária a aplicação de corretivos,
como calcário ou gesso, uma vez que o solo já havia sido corrigido no ano anterior.
Foi realizada adubação de plantio no ato da semeadura, com a aplicação de 190
kg.ha-1 de Fosfato Monoamônico, garantindo em torno de 100 kg.ha-1 de P2O5 e 19 kg.ha-1
de N. Para a adubação de cobertura foi utilizado 125 kg.ha-1 do adubo formulado (30-00-20),
aplicado 30 dias depois da semeadura, o que forneceu aproximadamente 38 kg.ha-1 de N e
25 kg.ha-1 de K2O (SOUSA; LOBATO, 2004).

Quadro 1 – Resultados das análises física e química do solo da área experimental


Análises Unidades Amostra 0-20 cm Amostra 20-40 cm
Químicas
pH H2O -- 5,7 5,5
P meh-1 mg.dm-3 1,2 0,5
K+ mg.dm-3 58 28
S-SO=4 mg.dm-3 -- 4,0
Ca2+ cmolc.dm-3 2,3 0,5
Mg2+ cmolc.dm-3 0,9 0,4
Al3+ cmolc.dm-3 0,0 0,1
B mg.dm-3 0,16 --
Cu mg.dm-3 8,9 --
Fe mg.dm-3 25 --
Mn mg.dm-3 15,6 --
Zn mg.dm-3 0,4 --
M.O. dag.kg-1 3,1 --
T cmolc.dm-3 5,85 4,07
V % 40 24
m % 00 09
Físicas
Argila % -- 54,3
Limo % -- 8,9
Areia Fina % -- 18,3
Areia Grossa % -- 18,5

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3.3 Materiais genéticos

Foram avaliadas duas forrageiras do gênero Brachiaria, identificadas como


Brachiaria híbrida cv. Mulato II e Brachiaria brizantha cv. Piatã. Ambas são
gramíneas utilizadas para pastagens com características similares no que diz
respeito à aptidão, potencial produtivo e adaptação às condições edafoclimáticas da
região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.

3.4 Estabelecimento das pastagens

A pastagem foi implantada no dia 12 de fevereiro de 2011, utilizando um


método convencional de preparo de solo, com duas gradagens pesadas e uma leve.
Utilizou-se aproximadamente quatro quilogramas de sementes viáveis por hectare
das cultivares avaliadas. Para realização da semeadura foi utilizada uma
distribuidora de sementes do tipo pendula, que foi acoplada em um trator pelo
engate de três pontos. Logo após a distribuição das sementes na área, foi feita uma
incorporação com grade leve completamente fechada, ato que proporcionou o
posicionamento das sementes em torno de dois centímetros de profundidade,
minimizando as perdas de germinação (REZENDE et al., 2007).

3.5 Procedimentos experimentais

Foram estabelecidos quatro piquetes com dois hectares cada, os quais


ficaram dispostos no delineamento estatístico como blocos casualizados. Em dois
destes piquetes foi estabelecida a Brachiaria híbrida cv. Mulato II e nos outros dois a
Brachiaria brizantha cv. Piatã. Para a tomada de dados referente às plantas, cada
bloco foi subdivido em três regiões imaginárias, dispostas ao longo da declividade do
terreno, a fim de melhorar a aleatoriedade, como apresentado na Figura 5.
Os piquetes eram delimitados por cerca eletrificada, com três fios. Foram
realizadas pequenas áreas de exclusão, estrategicamente posicionadas a fim de
melhorar a aleatoriedade, delimitadas pela mesma cerca, com a finalidade de

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impedir o pastejo, uma vez que nestas áreas eram colhidas as amostras de
forragem utilizadas para avaliações laboratoriais da composição botânica.

Figura 5 – Croqui da área experimental

As colheitas das amostras de forragem eram feitas impreterivelmente de 15


em 15 dias, às oito horas da manhã, do dia primeiro de abril de 2011 até o dia 15 de
julho do mesmo ano. O procedimento de colheita era executado com o auxílio de
uma armação de madeira, com dimensão (1,0 x 1,0m), resultando em uma área de 1
m2, que serviu como gabarito de área. Este gabarito foi utilizado posteriormente para
extrapolação do cálculo para área total. Vale ressaltar que a escolha da área era
feita jogando este quadrado de madeira de maneira aleatória dentro da área de
exclusão de pastejo; esta operação era executada três vezes em cada região do
bloco e o material das colheitas era misturado, formando uma amostra. No momento
da colheita da forragem, primeiramente era mensurada a altura das plantas, em
seguida realizada a contagem dos números de perfilhos, obtendo a sua densidade
populacional e de plantas daninhas, resultando na composição botânica da
pastagem. Logo após, a forrageira era colhida cortando-a na região do coleto com
ajuda de um podão de jardinagem. Todo o material era armazenado e identificado
em um recipiente para posteriormente serem realizadas as demais avaliações.

196
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3.6 Procedimentos de avaliação da produção animal

Para a avaliação da produção animal era utilizado o índice zootécnico de


ganho de peso diário. Avaliaram-se três animais em cada piquete, fêmeas, de 15
meses de idade, com peso inicial aproximado de 200 Kg, com a mesma qualidade
genética, todas da raça Nelore. Ou seja, todo o rebanho foi padronizado a fim de
diminuir a interferência genotípica.
O manejo da pastagem era baseado em pastejo contínuo com taxa lotação
variável, ou seja, a taxa de lotação era baseada na altura do pasto, uma vez que
havia na área ao lado quatro animais, de ajuste, pois no momento em que a altura
do pasto superasse a altura de manejo estipulada de 30 cm para ambas as
cultivares, segundo Aguiar (2009), os animais de ajuste eram colocados na área.
O pastejo na área experimental iniciou no dia primeiro de abril de 2011, porém
a avaliação dos mesmos iniciou-se a partir do dia primeiro de maio de 2011 devido à
necessidade dos animais em se adaptarem com a forrageira e com o ambiente. Foi
realizada a primeira pesagem no dia primeiro de maio de 2012 e a segunda no dia
29/08/2012, completando 120 dias de avaliação nos respectivos tratamentos. Todas
seguiram o mesmo procedimento, em que os animais eram fechados no curral e
submetidos a um jejum de 14 horas, com fornecimento apenas de água. Para o
procedimento de pesagem era utilizada uma balança bovina digital do tipo caixa, o
peso individual dos bovinos eram anotados; os animais eram identificados de acordo
com o tratamento.
Os animais contavam com uma vereda, que abastecia os quatro piquetes,
com água de qualidade. Fornecia-se suplementação mineral “ad libitum” com os
seguintes níveis de garantia: 146g Cálcio, 80mg Cobalto, 1000mg Cobre, 15g
Enxofre, 750mg Ferro, 45g Fósforo, 70mg Iodo, 10g Magnésio, 1000mg Manganês,
15mg Selênio, 173g Sódio, 3000mg Zinco, 450mg Flúor. Para os últimos dois
meses, nos quais ambas cultivares começaram a secar, utilizou-se também uma
suplementação protéica à base de Cloreto de Sódio, Enxofre Ventilado, Farelo de
Soja, Fosfato Bicálcico, Iodato de cálcio, Milho integral moído, Óxido de Magnésio,
Óxido de Zinco, Selenito de Sódio, Sulfato de Cobalto, Sulfato de Cobre, Sulfato de
Ferro, Sulfato de Manganês e Ureia Pecuária. Esta suplementação foi fornecida com

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uma limitação de consumo de aproximadamente 300g/cab/dia, de acordo com a
recomendação do fabricante.

3.7 Avaliação morfológica e análises laboratoriais

A determinação das características morfológicas, do teor de matéria seca e


análises bromatológicas das amostras foram realizadas no Laboratório de Nutrição
Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal
de Uberlândia – MG, nos meses de abril e outubro de 2011.
A matéria seca dos constituintes morfológicos era determinada seguindo os
procedimentos analíticos seguintes: as amostras, depois de colhidas nas unidades
experimentais e devidamente identificadas, eram submetidas a uma separação
morfológica: as folhas (em que se inclui somente o limbo foliar e suas nervuras), o
colmo (que contém o colmo, as bainhas foliares e o aparelho reprodutivo) e o
material morto (inclui todas as partes consideradas mortas da planta). Logo após,
elas seguiam para determinação da ASA (Amostra Seca ao Ar), sendo realizada
após a secagem das amostras em estufa de circulação de ar forçada, com
temperatura a 65ºC por 72 horas. Após a secagem, o material foi moído em moinho
tipo Wiley equipado com peneira de malha com abertura de um milímetro. Em
seguida, os componentes morfológicos de cada amostra foram misturados e
homogeneizados, constituindo assim uma amostragem da parte aérea da planta
para as análises bromatológicas. Por último, foram amostrados dois gramas de
massa seca (ASA) em um cadinho de porcelana e levado à estufa a 105ºC, por 16
horas. Depois deste período a amostra foi para um dessecador, onde ficou esfriando
e em seguida foi pesada quantificando a matéria seca definitiva, denominada ASE
(Amostra Seca em Estufa) (MERTENS, 1993).
A proteína bruta foi realizada a partir do método padrão de determinação de
nitrogênio em forragens, conhecido como método Kjeldahl, que se baseia em três
etapas básicas. À primeira delas, conhecida como fase de digestão, colocou-se no
balão Kjeldahl, 0,5 g de amostra (ASA), 5 mL de ácido sulfúrico e 2 g de mistura
catalítica, então fez-se o aquecimento no bloco digestor a 450ºC para que o carbono
e o hidrogênio fossem oxidados, o que resultou na conversão do nitrogênio em

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amônia. À segunda etapa, levou-se o balão Kjeldahl, com a solução já digerida, para
o destilador, adicionaram-se 20 mL de hidróxido de sódio (40%) e aqueceu-se para
a liberação da amônia dentro de um erlenmeyer com 15 mL de ácido bórico (3%) e
três gotas do indicador vermelho de metila. Destilou-se até completar o volume de
100 mL para garantir o término da evaporação e condensação de toda a amônia
presente na amostra, formando, assim, o borato de amônia. À terceira etapa,
conhecida como etapa da titulação, o borato de amônia formado foi titulado com
uma solução de ácido clorídrico (0,1 N). O volume gasto na titulação foi utilizado no
cálculo da concentração de proteína bruta na (ASA), como segue abaixo, e
posteriormente foi corrigido para a matéria seca definitiva (SILVA, 2002).
Proteína Bruta (%) = V x f x 0,0014 x 6,25 x 100
P(g)
Onde:
V = volume gasto de HCl 0,1N
f = fator do HCl 0,1N
0,0014 = miliequivalente grama do nitrogênio
6,25 = fator de conversão geral do nitrogênio em proteína
P = peso da amostra

Os procedimentos de análise dos teores de fibra em detergente neutro (FDN)


foram conduzidos em aparelho analisador de fibras (Tecnal TE-149), utilizando-se a
formulação de detergente neutro preconizada por Silva (2002). As amostras foram
pesadas e colocadas em um saco de TNT 100% que também tinha o peso
conhecido. A quantidade de detergente foi de 100 mL/g MS, com tempo de extração
de uma hora. Ao término do tempo de extração os sacos foram lavados,
sequencialmente, com água quente e acetona, e logo após foram secados, em
estufa de 105ºC por 24 horas, acondicionados em dessecador, pesados e
posteriormente calculado o teor de FDN.
Para a determinação da fibra em detergente ácido (FDA), também conhecida
como lignocelulose, utilizou-se o mesmo aparelho analisador de fibras (Tecnal TE-
149). As amostras foram pesadas e deslocadas nos sacos de TNT 100%. Utilizou-se
1g de amostra para cada 100ml de solução detergente ácida descrita em Silva
(2002). Em seguida digeriu-se por uma hora. Ao término do tempo de extração, os

199
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sacos foram lavados, sequencialmente, com água quente e acetona. Logo após
foram secados, em estufa de 105ºC por 24 horas, acondicionados em dessecador,
pesados e posteriormente calculados.
Para a análise de lignina foi utilizada a técnica da lignina em detergente ácido
(LDA), onde as amostras foram tratadas com solução de detergente ácido, gerando
a fibra em detergente ácido (FDA), logo após foi submetida ao processo de digestão
com solução concentrada de ácido sulfúrico a 72% (Van Soest, 1963). No entanto,
este procedimento foi adaptado com a utilização de saquinhos Ankon F-57. Após a
digestão, os saquinhos foram colocados em autoclave (120ºC; 30 min.), dispostos a
enxágues com água destilada quente (5 min.), sendo então escorridos e
posteriormente imersos em acetona (5 min.) e secos em estufa (105ºC),
acondicionado em dessecador, pesado e posteriormente calculado (LANES et al.,
2006).
O método de análise de degradabilidade in vitro da matéria seca foi
desenvolvido por Tilley e Terry (1963). Esta metodologia tem como principal função,
fazer uma simulação no laboratório das condições existentes no trato gastrointestinal
dos ruminantes. As amostras de forragem foram pesadas, com 500mg, e colocadas
no saquinho Ankon F-57 e posteriormente incubadas em jarros de vidro. Em cada
jarro da incubadora artificial foram adicionados os saquinhos, 1200 ml de solução
tampão de McDougall (McDougall, 1948) e 300 ml de líquido ruminal, que foi
coletado de um animal dotado de uma cânula ruminal permanente. Previamente à
incubação, foram adicionados a cada 1200 ml de solução tampão de McDougall, 20
ml de solução de uréia (5,5 g de ureia/100 ml H2O) e 20 ml da solução de glicose
(5,5 g de glicose/100 ml H2O). Após o preparo da solução, borbulhou-se com CO2
com o objetivo de abaixar o seu pH a 6,9 e, em seguida, foi realizada a incubação
dos materiais por 48 horas à temperatura em torno de 39ºC, proporcionando um
ambiente adequado para a atividade microbiana. Logo após a realização do
procedimento, foi feita a filtragem e recuperou-se o material residual, isto é, a fração
que não sofreu a digestão. Estas frações foram dispostas a enxágues com água
corrente, sendo então escorridas e secas em estufa (105ºC), acondicionadas em
dessecador, pesadas e posteriormente calculada a porcentagem degradada da
matéria seca.

200
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3.8 Delineamento experimental

O delineamento experimental foi feito em blocos casualizados em esquema


de parcelas subdivididas no tempo, com dois tratamentos (cultivares), dois blocos
(piquetes), oito épocas de colheitas e três repetições por bloco, para as avaliações
das forrageiras. Para a avaliação da produção animal era utilizado um delineamento
em blocos casualizados, com dois tratamentos (cultivares), dois blocos (piquetes) e
três repetições (animais). Na comparação entre as cultivares, nas variáveis relativas
às forrageiras e na avaliação de produção animal foi realizado uma análise de
variância e teste F (p<0,05). Para comparação das épocas de colheita, utilizou-se da
análise de regressão linear ou polinomial. Os dados foram analisados com a ajuda
do software estatístico SISVAR (FERREIRA, 2003).

201
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4.1 Composição botânica

Na Tabela 1 estão apresentados os resultados da evolução da composição


botânica da pastagem com as cultivares Brachiaria híbrida cv. Mulato II e Brachiaria
brizantha cv. Piatã ao longo de quatro meses de avaliação.

Tabela 1. Composição botânica da pastagem, com as forrageiras Brachiaria híbrida cv.


Mulato II e Brachiaria brizantha cv. Piatã, em quatro estádio de desenvolvimento
Época de avaliação 1º Abril 1º Maio 31º Maio 30º Junho
(48 DAG*) (78 DAG*) (108 DAG*) (138 DAG*)
Cultivares Mulato II Piatã Mulato II Piatã Mulato II Piatã Mulato II Piatã
Massa Seca (%) (%) (%) (%)
Forrageiras Avaliadas 50a 53a 70a 59b 91a 80b 89a 78b
Braquiárias spp. 32a 30a 12b 28a 7b 17a 7b 21a
Sida spp. 9a 7a 15a 8b 1a 2a 2a 1a
Cyperus spp. 1a 0a 0a 0a 0a 0a 0a 0a
Ipomoea spp. 3a 5a 2a 2a 0a 0a 0a 0a
Outras 4a 3a 1a 2a 0a 1a 1a 0a
TOTAL 100 100 100 100 100 100 100 100
Médias na mesma linha de cada época, seguida de letras diferentes são estatisticamente diferentes pelo teste F (p<0,05)
*DAG – Dias após a germinação

Aos 48 dias após a germinação não houve diferença (p>0,05) na composição


botânica da pastagem, em ambas cultivares avaliadas. Nas avaliações seguintes, ou
seja, a partir dos 78 dias após a germinação, foi constatado que a cultivar Mulato II
apresentou mais agressividade, no que diz respeito à competição com as plantas
daninhas (P<0,05) comparada com a cultivar Piatã. Isso pode ser justificado pelo
fato da cultivar Mulato II possuir uma densidade populacional de perfilho maior
(p<0,05) (Tabela 2), o que diminui a incidência de radiação solar na porção mais
baixa do dossel, inibindo o desenvolvimento das plantas daninhas. Em ambos
tratamentos a participação de plantas daninhas na composição botânica foi maior no
período das chuvas do que o período da seca, resultados semelhantes foram
encontrados por Santos et al. (1998) que constatou em pastagens de capim gordura
(Melinis minutiflora) o componente ervas e arbustos apresentou maiores
percentagens na composição florística no período chuvoso em relação ao período
seco.

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4.2 Aspectos morfológicos

No Quadro 2 observa-se os resultados das características morfológicas das


cultivares Brachiaria híbrida cv. Mulato II e da Brachiaria brizantha cv. Piatã. Os
resultados representam uma média de oito épocas de corte intercalados de 15 dias,
dispostos em uma época representativa das estações chuvosa e seca.

Quadro 2. Densidade de perfilhos, altura de planta, proporção de folha, colmo e matéria


morta de Brachiaria híbrida cv. Mulato II e Brachiaria brizantha cv. Piatã

Densidade
Altura Planta Folha Colmo Matéria Morta
Perfilhos

Nº Perfilho/m2 cm % % %

Mulato II 356a 45b 50,80a 40,68b 8,52a

Piatã 166b 57a 46,63b 46,58a 6,79b

Média Geral 261 51 48,72 43,63 7,65

CV (%) 30,69 7,48 8,72 10,77 7,56


Médias na mesma coluna seguida de letras diferentes são estatisticamente diferentes pelo teste F (p<0,05).
Média dos oito cortes em quatro meses de avaliação.

A altura média da cultivar Piatã no período avaliado, foi significativamente


maior (p<0,05) do que a cultivar Mulato II. Porém, o percentual de matéria morta se
comportou diferentemente, pois a cultivar Mulato II obteve um percentual mais
elevado (p<0,05). Segundo Barbosa et al. (2006) e Zeferino (2006), quando os
pastos são mantidos altos, não há um aproveitamento completo das plantas, uma
vez que dificulta a exploração do animal ao dossel inferior, consequentemente
acumulando tecido e elevando a taxa de material morto. No presente trabalho,
quando as forrageiras estavam sob pastejo a altura de manejo recomendada, foi
mantida, não ocorrendo portanto tal acontecimento. Porém, nas áreas de exclusão
do pastejo, na qual foi mensurada a altura média apresentada no Quadro 2, ocorreu
maior taxa de material morto na cultivar Mulato II, que possui altura média menor.
Esse fato pode ser explicado devido a sua maior relação folha: colmo e a menor
concentração de lignina nos seus tecidos, possibilitando uma maior fragilidade
quanto ao tempo de senescência.

203
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Quanto à densidade populacional de perfilhos, observa-se que variou
substancialmente entre as gramíneas, sendo a cultivar Mulato II obteve uma
densidade de perfilho significativamente maior (p<0,05). Como está apresentada na
Figura 6, a evolução da densidade de perfilho da cultivar Mulato II foi crescente em
todas as etapas de avaliação, comportando-se em uma conformação quadrática
positiva. Na cultivar Piatã aumentou a densidade de perfilhos até 80 dias após a
germinação, posteriormente a cultivar manteve a densidade de perfilho constante.
Nas últimas três semanas de avaliação da densidade populacional de
perfilhos, como mostrado na Figura 6, nota-se para ambas cultivares uma tendência
de estabilização do número de perfilhos, isto ocorre devido a uma compensação do
tamanho sobre a densidade dos perfilhos, este fenômeno é denominado lei do auto-
desbaste, que ocorre principalmente quando a pastagem está sendo diferida
(MATTHEW et al., 1995). Neste contexto, existe uma competição por luz entre os
perfilhos, como nas avaliações deste trabalho era previsto o livre crescimento da
forrageira, resultou em uma menor quantidade e qualidade de radiação luminosa na
parte basal da forrageira, local que se encontra grande parte das gemas que dão
origem aos perfilhos da planta, resultando em um menor perfilhamento da gramínea
(LANGER, 1963); (DEREGIBUS et al., 1983).

Figura 6 – Densidade populacional de perfilhos (Nº perfilhos/m2) da Brachiaria híbrida cv.


Mulato II e da Brachiaria brizantha cv. Piatã, ao longo do tempo

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Na Figura 7 está apresentado o comportamento das forrageiras avaliadas
quanto à evolução da relação folha:colmo. Esta relação pode ser utilizada como
índice de qualidade nutricional, uma vez que a relação folha:colmo elevada
representa forragem de elevado teor de proteína, digestibilidade e consumo. De
acordo com Forbes e Hodgson (1985), a porção folha pode representar mais de 80%
da dieta dos bovinos. Portanto, tem a capacidade de atender às exigências
nutricionais dos animais, propiciando melhor ganho de peso (WILSON, 1982). O
contrário ocorre quando a relação folha:colmo é baixa, ou seja, a forrageira tem alta
proporção de colmo, o que não é desejado, pois este é um dos principais redutores
de digestibilidade, já que apresenta alta fração lignificada (SANTOS et al., 2008).
A relação folha:colmo da cultivar Mulato II foi significativamente (p<0,05) mais
elevada que a cultivar Piatã em todas as etapas avaliadas. Ambas cultivares
apresentaram um comportamento quadrático decrescente em relação a esta
variável. À medida que a forrageira envelheceu, ocorreu aumento na senescência
das folhas, consequentemente a diminuição do peso foliar, o que ocasionou a
redução da relação folha:colmo. Segundo Pinto et al. (1994), a relação folha:colmo
crítica é 1,0, ou seja, é necessário que uma forrageira de qualidade consista em ter
mais peso de folhas do que colmos. A Figura 7 mostra que a curva da cultivar
Mulato II cruza com o eixo da relação folha:colmo 1,0, aproximadamente 30 dias
após o cruzamento da curva da cultivar Piatã com o mesmo eixo. Isso demonstra
que a cultivar Mulato II, em relação aos aspectos relacionados a qualidade da
forragem, perdurou 30 dias a mais na entrada do período de seca do que a cultivar
Piatã. Bamberg et al., (2009), encontraram resultados similares quando analisaram o
comportamento das curvas de relação folha:colmo ao longo do tempo. Avaliando
Brachiaria ruziziensis e Brachiaria híbrida cv. Mulato, verificaram que a relação
folha:colmo 1,0 da cultivar Mulato aconteceu em torno de 30 dias após a Brachiaria
ruziziensis.

205
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Figura 7 – Relação folha:colmo da Brachiaria híbrida cv. Mulato II e da Brachiaria brizantha
cv. Piatã, nos oito cortes avaliados

4.3 Composição bromatológica

No Quadro 3 estão apresentados os valores médios das avaliações químico-


bromatológicas, teores de matéria seca e degradabilidade in vitro da matéria seca
nos quatro meses correspondentes ao período experimental.

Quadro 3. Teores médios de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente
ácido (FDA), fibra em detergente neutro (FDN), teor de lignina (LIG) e
degradabilidade in vitro da matéria seca (DIVMS)

MS PB FDA FDN LIG DIVMS

(%) (%) (%) (%) (%) (%)

Mulato II 27,30b 11,7a 42,13b 69,37b 7,25b 62,7a

Piatã 33,08a 9,0b 43,71a 71,67a 8,49a 58,0b

Média Geral 30,2 10,3 42,92 70,52 7,87 60,35

CV (%) 9,46 13,83 5,55 4,10 17,22 6,20


Médias na mesma coluna seguida de letras diferentes são estatisticamente diferentes pelo teste F (p<0,05)
Média das oito amostragens em quatro meses de avaliação, representando as épocas da seca e das águas

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Verifica-se no quadro 3 que a cultivar Piatã apresentou um teor médio de
matéria seca, FDA, FDN e lignina significativamente (p<0,05) mais elevada do que a
cultivar Mulato II. Todavia, constatou-se também no mesmo quadro, que o teor
médio de proteína bruta e o percentual de degradabilidade in vitro da materia seca
foi significativamente maior (p<0,05) na cultivar cultivar Mulato II do que a cultivar
Piatã. Será apresentado abaixo, o comportamento desses resultados ao longo do
período avaliado.
Na Figura 8 verifica-se que o teor médio de matéria seca de ambas as
forrageiras teve um comportamento crescente quadrática, devido à maturidade das
plantas e à diminuição dos índices pluviométricos, uma vez que em plantas novas
tem um maior teor de água, que tende a reduzir à medida que se avança o estágio
de maturação (BALSALOBRE et al., 2001).

Figura 8 – Teor de matéria seca (%) da Brachiaria híbrida cv. Mulato II e da Brachiaria
brizantha cv. Piatã, nas oito colheitas avaliadas

A Figura 9, mostra os teores médios de proteína bruta das forrageiras da


Brachiaria híbrida cv. Mulato II e da Brachiaria brizantha cv. Piatã, nas oito épocas
de cortes avaliadas.

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Figura 9 – Teor de proteína bruta (%) da Brachiaria híbrida cv. Mulato II e da Brachiaria
brizantha cv. Piatã, nas oito colheitas avaliadas

Como descrito na Figura 9, o comportamento do teor médio de proteína bruta


ao longo do tempo seguiram a mesma conformação quadrática decrescente para
ambas cultivares; nota-se uma diminuição significativa (p<0,05) do teor médio de
proteína bruta, em consequência da maturação das plantas forrageiras e/ou
diminuição dos índices pluviométricos. Este resultado foi similar ao encontrado por
Costa et al. (2004), que avaliaram esta variável ao longo do ano com a Brachiaria
brizantha cv. Marandú. Os teores mínimos de proteína bruta para a cultivar Mulato II
foram 7,0%, enquanto para a cultivar Piatã, 4,5%. Segundo Guiot (2005), em
experimento realizado no México, foram encontrados valores proteína bruta de 12%
e 16% na cultivar Mulato II. Castro et al. (2004) verificaram que os valores de
proteína bruta diminuíram com o aumento da idade de corte, em trabalhos com
Brachiaria brizantha cv. Marandú e idades de corte de 28 a 112 dias. Importante
ressaltar que a proteína é o segundo componente nutritivo mais exigido pelos
ruminantes, segundo Van Soest (1994).
A fibra insolúvel em detergente neutro (FDN) corresponde principalmente a
três componentes: celulose, hemicelulose e lignina, que correspondem ao
percentual de parede celular e têm fundamental importância como parâmetro de

208
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qualidade em forrageira. Van Soest (1994) relata que o teor de FDN é um dos
fatores mais limitantes de consumo de volumosos e quando se apresenta acima de
60% na massa seca, ocorre interferência no consumo de forragem. Verificou-se que
o teor médio de FDN da cultivar Piatã foi significativamente (p<0,05) maior do que o
da cultivar Mulato II. Na Figura 10 observa-se que em ambas cultivares, o
comportamento foi quadrático crescente com a evolução fenológica das plantas. Os
valores dos teores de FDN para cultivar a Piatã chegaram ao máximo 75%,
enquanto que na cultivar Mulato II 73 %. Valores estes que são confirmados por
Aguiar (1999), que menciona que os teores de FDN de forrageiras tropicais são
altos, geralmente acima de 65% em rebrotas e de 75% a 80% em estágios mais
avançados de maturação.

Figura 10 – Teor médio de fibra em detergente neutro (%) da Brachiaria híbrida cv. Mulato II
e da Brachiaria brizantha cv. Piatã, nas oito colheitas avaliadas

A fração de fibra em detergente ácido (FDA) dos alimentos inclui celulose e


lignina como componentes primários, sendo considerada a porção menos digestível
da parede celular. A cultivar Piatã obteve teores significativamente maiores (p<0,05)
na média das avaliações. Porém, no Figura 11 nota-se que o comportamento da
FDA foi linear e crescente. Ambas cultivares apresentaram os teores de FDA
variando de 40 a 47 %.

209
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Figura 11 – Teor médio de fibra em detergente ácido (%) da Brachiaria híbrida cv. Mulato II
e da Brachiaria brizantha cv. Piatã, nas oito colheitas avaliadas

Verificou-se que, na média geral, a cultivar Piatã apresentou um teor de


lignina na matéria seca significativamente maior (p<0,05) do que a cultivar Mulato II.
A Figura 12, demonstra que ambas cultivares aumentaram o teor de lignina ao longo
da maturação das forrageiras. Verifica-se na Figura 13, que o comportamento da
lignina foi proporcionalmente contrário à degradabilidade in vitro da matéria seca.
O desaparecimento da matéria seca foi maior nas plantas jovens (p<0,05), o
que pode ser explicado pelo aumento do teor de lignina e redução dos compostos
solúveis, conferidos pelos estádios de maturação da planta (DEHORITY;
JOHNSON,1961; JUNG; VOGEL, 1986). O estádio de desenvolvimento é um
importante fator a influenciar o valor nutritivo de gramíneas forrageiras, segundo
relatos de Buxton e Fales (1994). Porém, vale ressaltar a influência genética da
forrageira na qualidade nutricional, uma vez que em todas as etapas de maturação
avaliadas a cultivar Mulato II deteve menor concentração de lignina (p<0,05) e,
consequentemente, maior degradabilidade da matéria seca.

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Figura 12 – Teor médio de lignina (%) da Brachiaria híbrida cv. Mulato II e da Brachiaria
brizantha cv. Piatã, nas oito colheitas avaliadas

Figura 13 – Degradabilidade in vitro da matéria seca (%) da Brachiaria híbrida cv. Mulato II
e da Brachiaria brizantha cv. Piatã, nas oito colheitas avaliadas

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O desaparecimento da matéria seca foi maior nas plantas jovens (p<0,05), o
que pode ser explicado pelo aumento do teor de lignina e redução dos compostos
solúveis, conferidos pelos estádios de maturação da planta (DEHORITY e
JOHNSON,1961; JUNG e VOGEL, 1986). O estádio de desenvolvimento é um
importante fator a influenciar o valor nutritivo de gramíneas forrageiras, segundo
relatos de Buxton e Fales (1994). Porém, vale ressaltar a influência genética da
forrageira na qualidade nutricional, uma vez que em todas as etapas de maturação
avaliadas a cultivar Mulato II deteve menor concentração de lignina (p<0,05) e,
consequentemente, maior degradabilidade da matéria seca.

Produção animal

Constata-se na Tabela 2 está apresentado o ganho de peso médio diário, o


ganho de peso por hectare e a taxa de lotação média dos animais avaliados.

Tabela 2. Ganho de peso médio diário proporcionado pelas forrageiras, média de seis
animais para cada tratamento, durante 120 dias de avaliação
Ganho de peso diário Ganho de peso por hectare Taxa de Lotação Média
g/animal/dia g/ha/dia UA/ha

Mulato II 560a 840a 1,07a


Piatã 453b 680b 1,03a
Média Geral 507 760 1,05
CV
8,39 8,39 7,35
(%)
Médias na mesma coluna seguida de letras diferentes são estatisticamente diferentes pelo teste F (p<0,05).

Verificou-se que a cultivar Mulato II proporcionou ao rebanho um ganho de


peso tanto vivo como por hectare significativamente maior (p<0,05) do que a cultivar
Piatã. Provavelmente, o fato pode estar associado com à melhor qualidade
nutricional e a maior digestibilidade apresentadas pela cultivar Mulato II, porém
Trindade et al. (2007) observaram que a estrutura da pastagem possui um papel
importante no desempenho animal, uma vez que limita a disponibilidade de forragem
no ato do pastejo, como a cultivar Mulato II possui uma maior (p<0,05) densidade

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populacional de perfilho e uma relação folha: colmo mais elevada (p<0,05),
proporcionando uma melhor estrutura da pastagem.
Quanto à taxa de lotação média, não houve diferença significativa (p>0,05)
entre as cultivares Mulato II e Piatã. Portanto conclui-se que não houve diferenças
na oferta de forragem, uma vez que a altura de pastejo foi monitorada durante todo o
período de avaliação, e se manteve constante.

213
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QUESTÕES:
1-Acerca de agrostologia, produção animal e nutrição animal, julgue os itens subsequentes.

Não é recomendada a utilização de hormônios de crescimento na dieta de frangos de corte no


Brasil. Injeções de hormônios também não são recomendadas, devido ao custo e ao possível
estresse causado nos animais. Nesse contexto, o maior ganho de peso tem sido obtido graças aos
avanços em seleção genética, nutrição, ambiência e sanidade.
 Certo
 Errado

2-Acerca de agrostologia, produção animal e nutrição animal, julgue os itens subsequentes.

Considere que, para o arraçoamento de 50 vacas, durante 120 dias, sejam necessárias 120 t de
determinada forragem, cuja densidade é de 600 kg/m 3 . Nessa situação, um silo cilíndrico com 10,4
m de altura e 4,0 m de diâmetro é suficiente para armazenar essa quantidade de forragem.
 Certo
 Errado

3-Acerca de agrostologia, produção animal e nutrição animal, julgue os itens subsequentes.

A circovirose suína, disseminada em rebanho suíno em diversas partes do mundo, afeta animais
entre 5 e 16 semanas de vida e é caracterizada por apatia, dispnéia e emagrecimento progressivo,
podendo causar a morte dos animais infectados. Essa doença não foi ainda diagnosticada no
Brasil.
 Certo
 Errado

4-Acerca de agrostologia, produção animal e nutrição animal, julgue os itens subsequentes.

O cultivar Piatã de Brachiara brizantha tem apresentado maior acúmulo de folhas e maior tolerância
a solos mal drenados que o cultivar Marandu em solos corrigidos da região central do Brasil.
Apresenta ainda resistência à cigarrinha das pastagens Deois flavopicta. Entretanto, não é indicado
para solos de baixa fertilidade.
 Certo
 Errado

5-Devido à necessidade de manutenção da situação sanitária do Brasil em relação à Encefalopatia


Espongiforme Bovina é proibida, em todo o território nacional, a produção, a comercialização e a
utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham em sua
composição:

a)glicídios e proteínas de origem animal.


b)gorduras e proteínas de origem animal.
c)proteínas e saisminerais de origem animal.
d)gorduras e glicídios de origem animal.
e)gorduras e saisminerais de origem animal.

6-No laboratório de Nutrição Animal são considerados EPC (Equipamento de Proteção Coletiva):

a)luvas, extintor de incêndio, capelas de exaustão.


b)capelas de exaustão, lava olhos, chuveiro.
c)luvas nitrílicas, avental, óculos de proteção.
d)capelas de exaustão, avental, chuveiro.
e)lavador de olhos, luvas, capela de fluxo laminar.

7-Os procedimentos técnicos recomendados para a produção animal na pecuária orgânica são

a)pastagem mista de gramínea, leguminosa e outras plantas forrageiras / fogo controlado para
limpeza de pastagens;
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b)monocultura de forrageiras / mineralização com sal marinho / uréia;
c)pastagens com rodízio de animais de exigências e hábitos alimentares diferenciados / adubação
mineral de alta solubilidade nas pastagens;
d)pastoreio rotativo racional com divisão de piquetes evitando o pisoteio excessivo / suplementos
vitamínicos (óleo de fígado de peixe e levedura);
e)monta natural para reprodução / estabulação permanente dos animais.

8-O confinamento de bovinos de corte exige muito conhecimento em nutrição animal. Um erro na
formulação das dietas pode levar a sérios problemas nos animais.
Dois problemas de natureza alimentar que acometem os bovinos de corte confinados são:

a)cetose e babesiose;
b)cetose e febre do leite;
c)cetose e brucelose;
d)laminite e febre catarral maligna;
e)acidose ruminal e timpanismo espumoso.

9-Observe o código PHP abaixo.

O resultado da execução desse código é


a)O animal é gato O animal é gato
b)O animal é gato
c)O animal é gato gato
d)O animal é $b gato
e)O animal é $b $a

10-Acerca da legislação agropecuária do estado do Ceará, julgue os


itens seguintes.
A notificação de doença de animal doméstico é optativa no estado do Ceará.
 Certo
 Errado

11-Após o abate há modificações químicas e físicas que provocam a chamada transformação do


músculo em carne ou a mudança post-mortem do músculo. Acerca dessas mudanças, todas as
opções estão corretas, EXCETO:

a)No momento da morte do animal (abate), o músculo é mole e extensível, mas em poucas horas
converte-se em uma estrutura inextensível e relativamente rígida (Rigor mortis).
b)A produção de ATP durante o período post-mortem mantém-se graças à degradação anaeróbica
do glicogênio. 215
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c)Após o abate, a fibra muscular deve modificar seu metabolismo e provoca modificações químicas
muito importantes que são: queda da taxa de ATP e de glicogênio e acúmulo de ácido lático.
d)O conteúdo de glicogênio independe da espécie e da raça animal, como também do grau de
nutrição e de fadiga prévia ao abate.
e)O pH do músculo de um animal sadio e devidamente descansado no momento imediatamente
após o abate varia de 7,0 a 7,3. Após o sacrifício do animal, o pH diminui devido a degradação do
ATP até chegar pH final entre 5,5 e 5,4.

12-A receita resultante da produção estatal no campo vegetal e na produção animal denomina-se

a)ambiental.
b)serviço.
c)agropecuária.
d)patrimonial.
e)florestal.

13-Segundo o art. 94 da Instrução Normativa nº 46/2011, os sistemas orgânicos de produção


vegetal NÃO devem priorizar a

a)utilização de adubo mineral como base para a manutenção da fertilidade do solo e a nutrição das
plantas.
b)utilização de material de propagação originário de espécies vegetais adaptadas às condições
edafoclimáticas locais e tolerantes a pragas e doenças.
c)utilização de insumos que, em seu processo de obtenção, utilização e armazenamento, não
comprometam a estabilidade do habitat natural e do agroecossistema, não representando ameaça
ao meio ambiente e à saúde humana e animal.
d)adoção de manejo de pragas e doenças que respeite o desenvolvimento natural das plantas, a
sustentabilidade ambiental, a saúde humana e animal, inclusive em sua fase de armazenamento,
além de privilegiar métodos culturais, físicos e biológicos.

14-Julgue o item subsecutivo, relativo a alimentos e alimentação animal.


Os ingredientes energéticos mais utilizados na alimentação animal são o milho e o sorgo.

 Certo
 Errado
______________________________________________________________________________

15-A tragédia vinha sendo anunciada: desde o começo do ano, Nabiré parecia cansada. Portadora
de um cisto no ovário, carregava seu corpo de 31 anos e 2 toneladas com mais dificuldade. Ainda
assim, atravessou aquele 27 de julho em relativa normalidade. Comeu feno, caminhou na areia, rolou
na poça de lama para proteger-se do sol. Ao fim da tarde, recolheu-se aos seus aposentos – uma
área fechada no zoológico Dvůr Králové, na República Tcheca. Deitou-se, dormiu – e nunca mais
acordou. No dia seguinte, o diretor da instituição descreveria a perda como “terrível”, definindo-a
como “um símbolo do declínio catastrófico dos rinocerontes devido à ganância humana”.
Nabiré representava 20% dos rinocerontes-brancos-do-norte ainda vivos. A espécie está extinta
na natureza. Dos quatro remanescentes, três vivem numa reserva ecológica no Quênia, protegidos
por homens armados. O restante – uma fêmea chamada Nola – mora num zoológico nos Estados
Unidos. São todos idosos e, até que se prove o contrário, inférteis.
Surgido como um adorno que conferia sucesso reprodutivo ao portador (como a juba, no caso do
leão), o chifre acabaria por selar o destino trágico do paquiderme. Passou a ser usado para tratar
diversas doenças na medicina oriental. De nada valeram inúmeros estudos científicos mostrando a
inocuidade da substância. O chifre virou artigo valiosíssimo no mercado negro da caça.
Segundo estimativas, no começo do século XX a ordem dos rinocerontes era representada por
um plantel de meio milhão de animais. Hoje restam apenas 29 mil, divididos em cinco espécies. A
que está em estado mais crítico é a subespécie branca-do-norte.
O rinoceronte-branco-do-norte era endêmico do Congo – país que ainda sofre os efeitos de uma
guerra civil iniciada em 1996 que já deixou um saldo de ao menos 5 milhões de pessoas mortas.
Diante desse quadro, não houve quem zelasse pelo animal.
Nabiré foi um dos quatro rinocerontes-brancos-do-norte nascidos em cativeiro, no próprio
zoológico. Após o nascimento de Fatu, no mesmo zoológico, quinze anos mais tarde, nenhuma outra 216
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fêmea de rinoceronte-branco-do-norte conseguiu engravidar. Por isso, em 2009, os quatro
rinocerontes-brancos-do-norte que faziam companhia a Nabiré foram levados para um reserva no
Quênia. Como nem a inseminação artificial tivesse funcionado, havia a esperança última de que um
habitat selvagem pudesse surtir algum efeito. Porém, não houve resultado.

Nabiré não viajou com o grupo por ser portadora de uma doença: nasceu com ovário policístico, o
que a tornava infértil. “Foi a rinoceronte mais doce que tivemos no zoológico”, disse o diretor de
projetos internacionais do zoológico. “Nasceu e cresceu aqui. Foi como perder um membro da
família.”
Há uma esperança remota de que a espécie ainda seja preservada por fertilização in vitro. “Nossa
única esperança é a tecnologia”, completou o diretor. “Mas é triste atingir um ponto em que a salvação
está em um laboratório. Chegamos tarde. A espécie tinha que ter sido protegida na natureza.”
(Adaptado de: KAZ, Roberto. Revista Piauí. Disponível
em: http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/eramos-cinco)
Diante desse quadro, não houve quem zelasse pelo animal.
Mantendo-se a correção da frase, o segmento grifado pode ser corretamente substituído pelo que
se encontra em:

a)retesse os caçadores do animal.


b)mantesse o animal fora de perigo.
c)oponha resistência aos combatentes do animal.
d)cuidasse da segurança do animal.
e)sabesse como resguardar o animal.

16-Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A tragédia vinha sendo anunciada: desde o começo do ano, Nabiré parecia cansada. Portadora de
um cisto no ovário, carregava seu corpo de 31 anos e 2 toneladas com mais dificuldade. Ainda assim,
atravessou aquele 27 de julho em relativa normalidade. Comeu feno, caminhou na areia, rolou na
poça de lama para proteger-se do sol. Ao fim da tarde, recolheu-se aos seus aposentos – uma área
fechada no zoológico Dvůr Králové, na República Tcheca. Deitou-se, dormiu – e nunca mais acordou.
No dia seguinte, o diretor da instituição descreveria a perda como “terrível”, definindo-a como “um
símbolo do declínio catastrófico dos rinocerontes devido à ganância humana”.
Nabiré representava 20% dos rinocerontes-brancos-do-norte ainda vivos. A espécie está extinta
na natureza. Dos quatro remanescentes, três vivem numa reserva ecológica no Quênia, protegidos
por homens armados. O restante – uma fêmea chamada Nola – mora num zoológico nos Estados
Unidos. São todos idosos e, até que se prove o contrário, inférteis.
Surgido como um adorno que conferia sucesso reprodutivo ao portador (como a juba, no caso do
leão), o chifre acabaria por selar o destino trágico do paquiderme. Passou a ser usado para tratar
diversas doenças na medicina oriental. De nada valeram inúmeros estudos científicos mostrando a
inocuidade da substância. O chifre virou artigo valiosíssimo no mercado negro da caça.
Segundo estimativas, no começo do século XX a ordem dos rinocerontes era representada por um
plantel de meio milhão de animais. Hoje restam apenas 29 mil, divididos em cinco espécies. A que
está em estado mais crítico é a subespécie branca-do-norte.
O rinoceronte-branco-do-norte era endêmico do Congo – país que ainda sofre os efeitos de uma
guerra civil iniciada em 1996 que já deixou um saldo de ao menos 5 milhões de pessoas mortas.
Diante desse quadro, não houve quem zelasse pelo animal.
Nabiré foi um dos quatro rinocerontes-brancos-do-norte nascidos em cativeiro, no próprio
zoológico. Após o nascimento de Fatu, no mesmo zoológico, quinze anos mais tarde, nenhuma outra
fêmea de rinoceronte-branco-do-norte conseguiu engravidar. Por isso, em 2009, os quatro
rinocerontes-brancos-do-norte que faziam companhia a Nabiré foram levados para um reserva no
Quênia. Como nem a inseminação artificial tivesse funcionado, havia a esperança última de que um
habitat selvagem pudesse surtir algum efeito. Porém, não houve resultado.
Nabiré não viajou com o grupo por ser portadora de uma doença: nasceu com ovário policístico, o
que a tornava infértil. “Foi a rinoceronte mais doce que tivemos no zoológico”, disse o diretor de
projetos internacionais do zoológico. “Nasceu e cresceu aqui. Foi como perder um membro da
família.”
Há uma esperança remota de que a espécie ainda seja preservada por fertilização in vitro. “Nossa
única esperança é a tecnologia”, completou o diretor. “Mas é triste atingir um ponto em que a salvação
está em um laboratório. Chegamos tarde. A espécie tinha que ter sido protegida na natureza.”
217
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Diante desse quadro, não houve quem zelasse pelo animal.

Mantendo-se a correção da frase, o segmento grifado pode ser corretamente substituído pelo que se
encontra em:
a)retesse os caçadores do animal.
b)mantesse o animal fora de perigo.
c)oponha resistência aos combatentes do animal.
d)cuidasse da segurança do animal.
e)sabesse como resguardar o animal.

17-A Ambiência Animal estuda a qualidade do ar, o ambiente térmico, acústico e lumínico nas
diferentes fases da produção animal e na qualidade do produto final. Marque a alternativa incorreta.

a)A temperatura é um dos importantes fatores ambientais que interfere na reprodução de suínos, e
alterações no ambiente térmico podem levar à redução do desempenho e à incidência de patologia
nos machos reprodutores
b)Umidade relativa também interfere na eficiência reprodutiva dos machos suínos e, quando
associada às altas temperaturas, afeta a morfologia espermática, sendo um dos maiores problemas
que atingem machos suínos sexualmente ativos.
c)Os gases gerados dentro do abrigo dos reprodutores afetam o desempenho desses animais. Os
principais gases relatados na literatura que interferem na reprodução de suínos são: NH 3, CO2, H2S
e NaCl.
d)Suínos vocalizam em várias situações, e sua expressão vocal é citada como padrão de
reconhecimento de estado de bem-estar, frustração ou sofrimento
e)A ambiência exerce grande influência na adaptação do animal ao ambiente no qual se encontra
inserido.

18-

No texto, a justificativa para a expressão “...um certo folclore..." (L. 2) atribuída à seda deve-se à 218
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a)divulgação da existência de um novo tipo de tecido
b)fantasia que envolve sua origem
c)constatação da ocorrência de um fato real
d)descoberta de um produto de origem animal
e)produção efetuada por um animal em extinção

19-No animal, a região cervical corresponde

a)à nuca.
b)ao tórax.
c)à cabeça.
d)às costas.
e)ao pescoço.

20-Qual das alternativas NÃO representa um animal marinho:

a)crab
b)lamb
c)shrimp
d)lobster

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11:
12: 13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20:

219
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A TRANSFORMAÇÃO DOS ALIMENTOS
Na unidade anterior vimos que os alimentos vêm da
natureza, podendo ser de origem animal, mineral ou
vegetal.
No entanto, os alimentos também podem ser classificados tendo em
conta o tratamento a que são sujeitos, ou seja, são naturais e
frescos ou transformados ou processados, se sofreram alterações
na fábrica.
Tanto os alimentos naturais como os processados podem ser
consumidos diretamente ou cozinhados antes de serem consumidos.

Se comprarmos os alimentos já cozinhados dizemos que são pré-


cozinhados. Se os cozinharmos em casa dizemos que são pratos ou
receitas.

Alimentos naturais e frescos:


 Não sofrem alterações numa fábrica.
 Não necessitam de rótulo porque as
suas propriedades não variam.
 Exemplos: carne e peixe fresco, ovos,
legumes, fruta…

Alimentos transformados:
 Sofreram alterações numa fábrica.
 Encontram-se normalmente em embalagens.
 Necessitam de rótulo que indique os
ingredientes e as transformações a que foram
sujeitos.
 Exemplos: bolachas, bolos, doces, iogurtes,
sumos, pão de forma, produtos em conserva,
etc...

220
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Alimentos pré-cozinhados:
 Pratos praticamente prontos
a consumir que foram
cozinhados numa fábrica,
embalados, rotulados e
colocados á venda.
 Por ejemplo: croquetes e
pizzas congeladas, lasanha e
canelones refrigerados…

Pratos e receitas

 Quando cozinhamos em casa,


dizemos normalmente que
estamos a fazer uma receita ou
um prato.
 É mais saudável sermos nós a
cozinhar do que comprar pratos
pré-cozinhados.
 Vantagens de cozinhar em
casa:
o Não usamos aditivos.
o Comemos o prato acabado
de fazer.
o Usamos menos gordura, sal
e açúcar.

221
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A CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
Tanto se compramos alimentos frescos como processados
é importante sabermos como conservá-los, para que não
se estraguem.

O mesmo acontece com os restos de pratos e refeições que


cozinhámos. Assim, vamos ver as formas de conservar os alimentos.
conservar los alimentos.
Há 3 formas de conservar os alimentos em casa
Na DESPENSA No FRIGORÍFICO No CONGELADOR

Os alimentos que Os alimentos que na Os alimentos que na


na Loja estão fora Loja estão no frio, ou loja estão congelados
do frio podem ser que queremos consumir devem ser guardados
guardados na frescos. no congelador.
despensa ou no
armário.

Todos os alimentos que já ultrapassaram o prazo de


validade devem ir para o lixo.

222
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COMERCIALIZAÇÃO DE
PRODUTOS AGRÍCOLAS
Esta Unidade apresenta o conceito de mercado e aborda as dimensões pelas
quais é possível analisá-lo. O objetivo é capacitar o aluno a caracterizar os mercados
de produtos agrícolas.

SISTEMAS ECONÔMICOS E A IMPORTÂNCIA DOS MERCADOS

Em todas as sociedades, as atividades econômicas costumam caracterizar-se


pela especialização e pela troca. Indivíduos, empresas, regiões e países se especiali-
zam em determinadas funções, porque não é possível desenvolver ao mesmo tempo
todas as atividades necessárias para suprir suas demandas (total autonomia).
Além disso, as sociedades tendem a concentrar esforços nas funções em que
são mais eficientes, ou que apresentam vantagens. Com a especialização da produção,
torna-se necessário realizar trocas de bens e serviços entre indivíduos, empresas,
regiões e países.
As sociedades com especialização e troca de bens e serviços atingem maior
nível de produção, e sua população tende a desfrutar de um melhor padrão de vida
quando comparadas a sociedades primitivas autossuficientes.

Exemplo 1

É possível que um agricultor opte por produzir todos os insumos necessários ao plantio de
sua lavoura. Isso é até recomendável em sistemas de produção nos quais se propõe o menor
uso de adubos químicos, defensivos e sementes híbridas. Entretanto, mesmo nestes casos,
não é possível que o agricultor atinja a plena autossuficiência em todos os aspectos da
produção. Caso ele opte por produzir seus próprios utensílios e maquinários, por exemplo,
não lhe sobrará tempo para se dedicar àquilo que mais sabe fazer, a produção agrícola. Por
isso, ele será mais eficiente especializando-se como agricultor, deixando as atividades de
metalurgia e engenharia para outros indivíduos. Estes, por sua vez, serão mais eficientes
especializando-se em suas atividades. Haverá, portanto, a necessidade de troca de maqui-
nário e equipamentos por alimentos e outras matérias-primas agrícolas.

Os sistemas econômicos são as formas de se organizar a troca de bens e serviços


e a especialização da produção nas sociedades. Há basicamente três tipos de sistemas
econômicos:

223
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economias planificadas ou socialistas;
economias de mercado ou capitalistas; e
sistemas mistos.
No sistema socialista, há um planejamento central, no qual o governo e os
órgãos estatais determinam as principais decisões econômicas sobre o que, quanto,
como e para quem produzir. No sistema de mercado, essas decisões são tomadas de
forma individual por empresas e famílias, havendo liberdade de escolha. Na realida-
de, a maioria das sociedades modernas adota sistemas econômicos mistos, tendendo
algumas a um maior liberalismo econômico (pouca ação do Estado na economia) e
outras a um maior controle estatal (menor participação da iniciativa privada e maior
regulamentação pública).
O grau de liberdade econômica e de intervenção estatal depende não apenas
da diferença entre os países (por exemplo, entre EUA e China), mas também dos
diferentes períodos históricos e de crescimento econômico (maior participação do
Estado em épocas de crise e maior liberdade econômica em épocas de crescimento).
Esta discussão inicial aponta para a importância dos mercados e dos preços
nas sociedades atuais. Mesmo em economias socialistas ou em períodos de crise
financeira mundial onde há maior intervenção do Estado, existem mercados para a
troca de bens e serviços, sendo os preços a principal informação disponível para os
compradores e vendedores, a fim de que estes tomem suas decisões.

CONCEITOS DE MERCADOS

Uma definição concisa de mercado é: “grupo de compradores e vendedores que


têm potencial para negociar uns com os outros” (HALL; LIEBERMAN, 2003, p. 56).
Para Sandroni (2006, p. 528), em seu Dicionário de Economia do Século XXI,
[...] o termo designa um grupo de compradores e vendedores que estão
em contato suficientemente próximo para que as trocas entre eles afe-
tem as condições de compra e venda dos demais. Um mercado existe
quando compradores que pretendem trocar dinheiro por bens e servi-
ços estão em contato com vendedores desses mesmos bens e serviços.
Desse modo, o mercado pode ser entendido como o local, teórico ou
não, do encontro regular entre compradores e vendedores de uma de-
terminada economia. Concretamente, ele é formado pelo conjunto de
instituições em que são realizadas transações comerciais (feiras, lojas,
Bolsas de Valores ou de Mercadorias, etc.). Ele se expressa, entretanto,
sobretudo na maneira como se organizam as trocas realizadas em deter-
minado universo por indivíduos, empresas e governos [...].

Alguns autores, no entanto, abordam o conceito de mercado apenas do ponto


de vista do consumidor: “[...] mercado corresponde à demanda por um grupo de
produtos substitutos próximos entre si” (KUPFER; HASENCLEVER, 2002, p. 35).

224
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Em uma conceituação mais ampla, mercado pode ser entendido como uma
construção social, como um espaço de interação e troca, regido por normas e regras
(formais ou informais), onde são emitidos sinais (por exemplo, os preços) que in-
fluenciam as decisões dos atores envolvidos.
É importante ressaltar alguns tópicos dessas definições, pois são questões fun-
damentais para se caracterizar um mercado:
Qual é o objeto de troca (bens e serviços)?
Qual é o grau de similaridade entre bens e serviços (possibilidade de substi-
tuição ou de complementaridade entre eles)?
Quem são os compradores e os vendedores?
Qual é o local de encontro para as negociações e trocas (espaços físicos como
feiras ou espaços virtuais como a internet)?
Como compradores e vendedores se relacionam trocando informações (so-
bretudo de preços) e negociando?
Quais são as diferentes formas pelas quais os mercados se organizam?

TIPOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS DA AGROPECUÁRIA

A definição dos produtos e serviços que compõem um mercado depende da


maneira como se deseja analisá-lo. Para uma análise abrangente (por exemplo, do
mercado de alimentos), é necessário agregar (ou incluir) diferentes tipos de produtos
em uma mesma categoria (grãos, carnes, frutas, legumes, etc.). Para uma análise res-
trita, é necessário diferenciar os bens e serviços em categorias bem específicas (por
exemplo, cortes especiais de carne suína em embalagem para uma pessoa).
De forma geral, as categorias de análise agregam produtos e serviços que man-
têm certo grau de similaridade entre si (possibilidade de substituição). Assim, ao
definir o mercado de alimentos, entende-se que há maior substitutibilidade entre
grãos e carnes do que entre grãos e vestuário (que não compõem o grupo alimentos).
Da mesma forma, há maior substitutibilidade entre carne bovina e carne suína
(que compõem o grupo de carnes) do que entre carne bovina e frutas (que com-
põem o grupo chamado FLV, ou seja, frutas, legumes e verduras).
No quadro 1, abaixo, apresentam-se os tipos de produtos da lavoura e da pe-
cuária e os mercados em que são transacionados.

225
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Quadro 1
Produtos da lavoura e da pecuária e respectivos mercados

Produto Mercado
Grãos
Alimentação (humana)
Arroz
Alimentação (humana e animal) e bebidas
Cevada
Alimentação (humana e animal), bebidas e combustíveis
Milho
Alimentação (humana e animal), bebidas e combustíveis
Soja
Alimentação (humana)
Trigo
FLVs
Alimentação (humana) e bebidas
Frutas
Alimentação (humana)
Legumes
Alimentação (humana)
Verduras
Outras lavouras
Fibras
Algodão
Alimentação (humana e animal), bebidas e combustíveis
Cana-de-açúcar
Bebidas
Café
Bebidas, fitoterápicos e fibras
Ervas
Cigarros
Fumo
Alimentação (animal)
Pastagens
Celulose, madeira e combustíveis
Pinus e eucalipto
Produção animal
Alimentação (humana), adubos e combustíveis
Aves
Alimentação (humana) e terápicos
Apicultura
Alimentação (humana), lácteos, couro e adubos
Bovinos
Alimentação (humana), lácteos, fibras e adubos
Ovinos
Alimentação (humana)
Pesca e piscicultura
Alimentação (humana), adubos e combustíveis
Suínos
Elaborado pelos autores.

A análise dos mercados também deve considerar a forma como os produtos são
diferenciados. De um lado, estão as mercadorias em estado bruto ou com um grau
muito pequeno de industrialização e baixo grau de diferenciação (ZUIN; QUEI-
ROZ, 2006). Enquadra-se nesta categoria a maioria dos produtos da agropecuária,
como os grãos, os FLVs, os animais para abate, leite e ovos.
Dentro desse grupo, destacam-se as commodities. São produtos padronizáveis,
que podem ser estocados e transacionados internacionalmente (características que
serão abordadas adiante). As principais commodities são os grãos (milho, soja e trigo),
o álcool, o algodão e carnes (meia carcaça e cortes congelados).
Por outro lado, os produtos podem receber um maior grau de processamento e
diferenciação antes de serem vendidos pelos agricultores, o que lhes confere atribu-
tos de qualidade não atendidos quando estão em estado bruto. São os bens especiais
agrícolas (ZUIN; QUEIROZ, 2006).
Alguns produtos podem compor tanto o mercado de commodities quanto o de
bens especiais, dependendo de seu grau de processamento e diferenciação.

Exemplo 2

Geralmente a produção de alfaces não sofre processamento nem é diferenciada, sendo o


produto vendido pelos agricultores em estado bruto. Entretanto, alguns desenvolvem ativi-
dades de classificação e embalagem, e outros o produzem de forma orgânica, sem uso de
agrotóxicos. Isso confere características diferenciadas à alface, que passa a fazer parte do
mercado de bens especiais.

226
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Exemplo 3

Na produção de suínos, os animais podem ser vendidos em estado bruto para serem aba-
tidos por agroindústrias (pagos pelo preço do kg vivo) ou ser processados na propriedade
e vendidos como embutidos.

TIPOS DE COMPRADORES E VENDEDORES


Tanto os compradores quanto os vendedores podem ser indivíduos e suas famí-
lias, empresas e cooperativas agropecuárias e agroindustriais, empresas atacadistas e
varejistas, empresas de outros setores da economia, prestadores de serviços e gover-
nos (municipal, estadual e federal).
Do lado da oferta nos mercados agrícolas, destacam-se dois tipos de vendedo-
res. Existe um grande contingente de famílias que vendem produtos da lavoura e da
pecuária, assim como serviços. Esse grupo inclui não apenas os chamados agriculto-
res familiares (que utilizam predominantemente sua própria mão de obra e a de sua
família), mas também os chamados agricultores patronais (que predominantemente
contratam mão de obra). Além dos produtos da agropecuária, essas famílias vendem
fatores de produção (mão de obra, arrendamento de terras e capital por via da pou-
pança) e serviços (assistência, turismo, serviços ambientais, etc.).
As empresas e cooperativas agropecuárias e agroindustriais também vendem
produtos da lavoura e da pecuária, assim como insumos de produção (adubos, se-
mentes, defensivos, etc.) e serviços (assistência técnica, crédito, seguro, etc.).
No quadro 2, abaixo, apresentam-se os tipos de agricultores no Brasil (vende-
dores de produtos da lavoura e da pecuária).

Quadro 2
Agricultores no Brasil

Número de Valor Bruto da


Grupo Característica
estabelecimentos Produção (VBP)
Agricultores empresariais e
patronais. Inclui também em-
presas e cooperativas agrope-
1
cuárias e agroindustriais. Maior
parte da produção é destinada à
exportação. 1,1 milhão 67% do VBP agrícola
Em transição de agricultores fa-
miliares para agricultores patro-
2
nais. Participam na exportação e
no mercado interno.
Agricultura de base familiar
27% do VBP agrícola e
mais capitalizada e mais bem
3 1,4 milhão 80% do VBP da agricul-
estruturada. Participam na ex-
tura familiar
portação e no mercado interno.
Agricultura de base familiar com
3% do VBP agrícola e
pouca inserção nos mercados,
4 850 mil 10% do VBP da agricul-
baixa capitalização e pouca as-
tura familiar
sistência técnica e capacitação.
Agricultura de base familiar com
pouca ou nenhuma renda, bai- 3% do VBP agrícola e
5 xa ou nenhuma participação no 1,9 milhão 10% do VBP da agricul-
mercado e produção principal- tura familiar
mente para autoconsumo.
Adaptado de: COSTABEBER; CAPORAL, 2005, apud ZUIN; QUEIROZ, 2006; FIPE/USP, 2004; IBGE/
Censo Agropecuário, 2006.

227
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Do lado da demanda, as empresas e cooperativas (agropecuárias, agroindus-
triais e comerciais) são os principais compradores. Os governos também adquirem
grande quantidade de produtos para formar estoques reguladores ou para atender
a outros programas de incentivo e apoio. Além disso, os indivíduos e as famílias
também compram produtos diretamente dos agricultores. Por fim, os próprios agri-
cultores são compradores de outros agricultores, seja para suprir demandas por ali-
mentos e bebidas, seja para comprar sementes e mudas, animais, adubos, etc., com
o objetivo de desenvolver suas próprias atividades agropecuárias.
No quadro 3, abaixo, apresentam-se os tipos de compradores de produtos da
agropecuária no Brasil.
Quadro 3
Compradores de produtos da agropecuária no Brasil

Tipo Forma ou local


Consumidores Compra e venda direta e feiras livres
Compra e venda direta, feiras, leilões, centrais de distri-
Outros agricultores
buição e parcerias
Compra e venda direta, centrais de distribuição, integra-
Atacadistas e varejistas
ção da produção
Compra e venda direta, centrais de distribuição, feiras
Restaurantes e bares
e parcerias

Tradings Compra e venda direta, leilões e bolsas de mercadorias

Agroindústrias e indústria de ali- Compra e venda direta, leilões, bolsas de mercadorias,


mentos integração da produção

Formação de estoques reguladores e garantia de preços


Governos
mínimos, programas de aquisição de alimentos

Adaptado de: NEVES et al., 2000; KUPFER; HASENCLEVER, 2002.

Estes são compradores diretos dos produtos da lavoura e da pecuária. É impor-


tante ter uma noção de cadeia produtiva, ou seja, do encadeamento de atividades que
envolvem desde o fornecedor de insumos até o consumidor final, passando pelo agri-
cultor. Mesmo que o consumidor final não seja o comprador direto, suas decisões de
compra determinam a demanda dos supermercados, que, por sua vez, determinam
a demanda de atacadistas e agroindústrias, o que resulta em uma demanda derivada
para a produção agrícola

228
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Exemplo 2

Ao longo do ano, os preços dos produtos da agropecuária sofrem alterações em função de


sua disponibilidade sazonal. Na cultura do milho, no sul do país, os preços se elevam no se-
gundo semestre e caem no primeiro semestre em função do período de colheita. Com uma
demanda mais ou menos estável a curto prazo, as alterações na oferta provocam variações
de preços (cf. figura 10).

Figura 10 – Preço do milho em Santa Catarina, média mensal de 1998 a 2008

Fonte: ICEPA.

Exemplo 3

Com os episódios da doença da vaca louca nos rebanhos bovinos da Europa e dos EUA
nos anos de 2000 e 2003, respectivamente, verificou-se, entre os consumidores, maior
preocupação com a qualidade dos alimentos. Eles passaram a consumir carne de frango e
suína em detrimento da carne bovina (deslocamento para produtos substitutos em função
da mudança de gostos e preferências), levando a reduções de 15% a 20% na cotação dos
animais (cf. figura 11).

229
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Preço
O

p1

D1
p2

D2

q2 q1 Quantidade

Figura 11 – Deslocamentos da curva de demanda por carne bovina em função dos episódios
de vaca louca que reduziram a quantidade demandada

Exemplo 4

Através da aquisição de produtos da agropecuária para a formação de estoques, o governo


desloca a demanda, sustentando ou elevando os preços.

É importante salientar que no mundo real ocorrem mudanças simultâneas nas cur-
vas de demanda e de oferta. Assim, é possível que um aumento da oferta não seja acom-
panhado por uma redução de preços, porque também pode ter ocorrido um aumento da
demanda. No quadro 1, abaixo, apresentam-se os possíveis efeitos do deslocamento da
oferta e da demanda sobre o preço e a quantidade de equilíbrio de mercado (EM).

Quadro 1
Efeitos do deslocamento simultâneo da demanda e da oferta

Demanda Redução da
Aumento da demanda
constante demanda

Preço ? Preço ↓ Preço ↓


Aumento da oferta
Quantidade ↑ Quantidade ↑ Quantidade ?

Preço ↑ Preço ↓
Oferta constante Não há mudanças
Quantidade ↑ Quantidade ↓

Preço ↑ Preço ↑ Preço ?


Redução da oferta
Quantidade ? Quantidade ↓ Quantidade ↓

Fonte: HALL; LIEBERMAN, 2003.

230
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RISCOS DE PREÇOS NO MERCADO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS

Os produtos agrícolas estão expostos a diversos riscos e incertezas, inerentes à


própria atividade rural, que impactam diretamente os custos de produção e a lucra-
tividade dos negócios, não somente das propriedades agropecuárias, mas de todos os
agentes que integram as cadeias produtivas (fornecedores de insumos, propriedades
rurais, indústria, atacado e varejo).
Esses riscos estão relacionados às especificidades da atividade rural e podem
ser divididos em três tipos:
riscos relacionados à produção: oriundos das condições climáticas ad-
versas, da incidência de pragas e doenças nas lavouras e animais, do manejo
inadequado dos cultivos e das criações, etc.;
riscos relacionados ao crédito: oriundos da inexistência de linhas es-
pecíficas de financiamento, dos juros altos, dos valores insuficientes para
financiamento dos custos operacionais de produção, da incapacidade e da
falta de condições de pagamento, etc.;
riscos relacionados aos preços: oriundos dos movimentos de preços no
mercado devido aos deslocamentos da oferta e/ou da demanda dos produtos
agrícolas.
Quadro 1
Impactos dos riscos de preços nos diferentes setores da cadeia produtiva de commodities agrícolas

Setor da cadeia produtiva Risco de preço Impactos

A indústria de insumos, ao realizar operação


de troca (insumos para realização do plantio
x entrega futura de produto agrícola) com o
Indústria de insumos Risco de queda produtor, estará sujeita, no momento da liqui-
dação da operação, a uma queda de preço da
commodity utilizada para negociação, que po-
derá não cobrir o valor entregue em insumos.

No momento da comercialização, os preços da


Produtor de grãos e criador commodity poderão recuar e não ser suficien-
Risco de queda
de bovinos tes para cobrir os custos de produção e pro-
porcionar uma margem de lucro ao produtor.

O criador de aves e suínos, ao vender ante-


cipadamente sua produção ao frigorífico, po-
Criador de aves e suínos Risco de alta
derá comprometer sua lucratividade, caso os
preços do milho e da soja se elevarem.

No momento de adquirir a commodity no merca-


do, a indústria poderá deparar-se com eventual
Processadora de grãos Risco de alta
disparada do preço dos produtos, comprometen-
do financeiramente os negócios da empresa.

A exportadora, ao vender a mercadoria a pre-


ço fixo, estará sujeita a ter que pagar um preço
Risco de alta de mais alto ao produtor no caso de um aumento
Empresa exportadora preço e dos preços no momento de aquisição da com-
risco cambial modity. Além disso, estará sujeita a uma desva-
lorização do dólar, o que resultará, neste caso, no
recebimento de um montante menor em reais.

Elaborado pelos autores. 231


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Esses riscos interferem diretamente nas margens operacionais dos produtos
agrícolas, sendo, portanto, prudente que os agricultores busquem proteger sua ren-
tabilidade e lucratividade por meio da utilização de mecanismos que possibilitem
eliminar ou minimizar as incertezas. Uma das principais incertezas, considerando-se
que os produtores não possuem nenhuma ou pouca possibilidade de influência, está
relacionada ao risco de preços. Os produtos agrícolas, particularmente as commodities,
estão expostos a incertezas quanto ao comportamento futuro dos preços, influencia-
dos fundamentalmente por movimentos de oferta e demanda no mercado.
O produtor rural deverá enfrentar as adversidades inerentes não somente à pro-
dução e ao financiamento dos custos operacionais das atividades, mas principalmente
às expectativas futuras com relação às cotações dos preços dos produtos agrícolas, in-
fluenciados por tendências históricas, sazonalidades da produção e movimentos espe-
culativos causadores de oscilações significativas dos preços. Essas oscilações, por sua
vez, são de difícil previsão e dificultam o planejamento da produção e da comercializa-
ção bem como a tomada de decisão por parte dos agricultores. No quadro 2, abaixo,
são apresentadas as características dos principais movimentos dos preços oriundos da
interação entre oferta e demanda dos mercados de produtos agrícolas.
Quadro 2
Comportamento dos preços dos produtos agrícolas e suas definições

Comportamento dos preços Características

É observada a partir de uma série histórica (longo prazo),


demonstrando a existência de uma trajetória de alta, queda
Tendência ou estabilidade dos preços, que pode ser influenciada por
fatores como inovação tecnológica, mudanças de hábitos de
consumo e distorções entre a oferta e demanda.

É observado em períodos mais ou menos longos, que po-


dem compreender alguns anos, sendo geralmente influen-
ciado pelo comportamento dos agentes diante do mercado
Ciclo e das características da oferta de determinados produtos,
tais como baixas barreiras de entrada na atividade e baixos
ativos específicos para produção, permitindo razoável mobi-
lidade dos agentes.

É observada ao longo do ano, principalmente devido à safra


e à entressafra da produção e aos hábitos dos consumido-
Sazonalidade
res, determinando preços menores na safra e maiores na
entressafra.

É observado em períodos curtos de tempo (dias, semanas),


sinalizando a oscilação (velocidade) de baixa ou de alta dos
Movimento brusco, ou choque
preços, sem indicar, necessariamente, direção ou sentido do
mercado.

Elaborado a partir de: MARQUES; MELLO; MARTINE FILHO, 2008.

O produtor pergunta-se: “Vai faltar ou sobrar produto no mercado?” A respos-


ta para esse questionamento dependerá de diversas análises, tais como: produção e
consumo mundial, estoques existentes nos países produtores e compradores, polí-
ticas de subsídios e acordos entre países e blocos econômicos, relatórios sobre áreas
cultivadas e de safras nos principais países exportadores, tendências tecnológicas e

232
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preços relativos dos produtos substitutos, entre outros fatores influenciadores na
interação entre oferta e demanda estudados anteriormente.
Nesse contexto, os agricultores são tomadores de preços no mercado; existem,
no entanto, mecanismos que possibilitam a eliminação ou minimização dos riscos
oriundos das oscilações futuras de preços, tais como o mercado de derivativos agrí-
colas, que será estudado a seguir.

MERCADO DE DERIVATIVOS AGRÍCOLAS

O que o produtor poderá fazer para eliminar as apreensões com relação aos
preços no mercado e garantir tranquilidade para acompanhar sua lavoura ou cria-
ção? A gestão de risco de preços poderá ser feita por meio do chamado mercado de
derivativos agrícolas, local onde ocorre a negociação de contratos que estabelecem
a fixação dos preços para liquidação futura, na modalidade física ou financeira. De
acordo com BM&F (2007a, p. 6), derivativos “é nome dado à família de mercados
em que as operações com liquidação futura são implementadas, tornando possível a
gestão do risco de preço de diversos ativos”.
Diferentemente do mercado à vista (ou spot), onde, no momento da transação
entre comprador e vendedor, ocorrem o pagamento e a entrega dos bens comercia-
lizados, nos mercados de derivativos as partes negociam contratos que estabelecem
volume, qualidade e preço dos produtos que deverão ser disponibilizados no mo-
mento da transação, ou seja, em data futura (por exemplo, na safra) acordada entre
os agentes do mercado. Esses contratos de comercialização são firmados entre com-
pradores e vendedores com o objetivo de facilitar as trocas e alterar as características
de risco futuro de preços das commodities agrícolas.
O negócio com derivativos segue a lei da oferta e da demanda, já que é nego-
ciado livremente sem controle de preços, podendo ser definido como “uma opera-
ção que deriva de algum negócio tradicional do mercado físico ou de algum título
negociado no mercado financeiro” (CORRÊA; RAÍCES, 2005, p. 9). O mercado
físico é caracterizado pela comercialização de produtos como soja, milho, boi gordo,
bezerro, café, petróleo, ouro, álcool, açúcar, algodão, etc; e o mercado financeiro,
pela comercialização de ações de empresas, taxas de câmbio, taxas de juros, moeda
estrangeira, índice de preços, títulos do governo, etc.
O termo derivativo se explica porque os preços futuros dos produtos agrícolas
derivam ou sofrem influência do mercado físico desses mesmos produtos nas dife-
rentes regiões de produção. Dessa forma, é importante destacar que as referências
para a formação dos preços futuros derivam, fundamentalmente, do mercado físico

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(comercialização à vista ou a prazo) dos produtos agrícolas e são influenciados por
expectativas futuras com relação ao comportamento dos preços.
Para atuar no mercado de derivativos, o produtor deverá fixar um preço ade-
quado para cobrir os custos de produção e realizar lucros que possibilitem a manu-
tenção das atividades produtivas por meio de investimentos em máquinas, equipa-
mentos, treinamentos, infraestrutura e novas tecnologias. A operacionalização da
comercialização no mercado de derivativos é realizada mediante a utilização de ins-
trumentos chamados contratos de derivativos, que permitem ao produtor planejar
a produção e novos investimentos na propriedade, já que eliminam ou minimizam
riscos e incertezas com relação aos preços dos produtos.
Ressalte-se que esse instrumento de comercialização, o contrato de deriva-
tivos, é utilizado na negociação de produtos considerados commodities no mercado.
Um produto, ou uma mercadoria, para ser considerado commodity, além de serem os
preços definidos pelo mercado devido à interação entre oferta e demanda, deve ser
padronizado em diferentes países e contar com possibilidade de transporte, entrega
e armazenagem (controle da perecibilidade e garantia de manutenção das caracterís-
ticas do produto).
Utilizando contratos de derivativos, os agricultores estarão fixando (travando)
preços futuros para os seus produtos, eliminando, dessa forma, as incertezas com
relação às oscilações do mercado spot e protegendo os investimentos realizados na
propriedade. Para tanto, o produtor terá que se inserir em um dos tipos de mercados
descritos na próxima seção: mercado a termo, mercado futuro e mercado de opções.
Os contratos de derivativos podem ser negociados tanto em mercado de balcão
como em mercado de bolsa. No mercado de balcão, as partes negociam diretamente
entre si, estabelecendo contratos específicos e flexíveis, livremente, conforme as ne-
cessidades dos compradores e vendedores e as possibilidades de aportes de garantias
para a realização da transação.
Já no mercado de bolsa, as partes não se identificam, e os contratos são pa-
dronizados (qualidade e quantidade dos produtos, datas de vencimentos e locais de
entrega), ficando sob a responsabilidade da bolsa a criação de um ambiente favorável
à negociação, com oferta de mecanismos de registro de entrada e saída do mercado
e normas para regulação e acompanhamento das transações (BM&F, 2007a). No
mercado de balcão, são negociados contratos a termo e opções flexíveis; no mercado
de bolsa, são negociados contratos futuros e contratos de opções.

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TIPOS DE MERCADOS DE DERIVATIVOS AGRÍCOLAS

Os principais tipos de mercados de produtos agrícolas e suas características são


apresentadas abaixo, no quadro 3.
Quadro 3
Tipos de mercados de produtos agrícolas e suas características

Tipo de mercado Características

Mercado onde os produtos são negociados com pagamento à vista ou a


Mercado spot
prazo, mediante entrega imediata da mercadoria.

Mercado onde se negociam contratos a termo, especificando-se a venda ou


compra antecipada da produção, mediante preço previamente combinado
entre as partes, podendo ou não ocorrer adiantamento de recursos por con-
Mercado a termo
ta da promessa de entrega futura da mercadoria em local determinado. Os
contratos não são padronizados, são intransferíveis e somente poderão ser
liquidados na data acordada e com a entrega da mercadoria.

Mercado onde se negociam contratos futuros, estabelecendo-se a obrigação


de compra e venda de uma mercadoria em data futura por um preço nego-
ciado em bolsa (pregão). Os contratos são padronizados com relação aos
Mercado futuro
prazos, à quantidade e à qualidade da mercadoria, podendo ser liquidados
antes do prazo de vencimento, mediante reversão da posição assumida na
bolsa (compra ou venda).

Mercado onde se negociam contratos de opções, definindo-se acordos onde


uma parte, ao pagar um valor (prêmio), adquire o direito (opção) de com-
prar ou vender, em data futura, uma mercadoria a um preço negociado em
bolsa. Por sua vez, a contraparte, ao receber esse valor (prêmio), obriga-se
Mercado de opções
a vender ou comprar essa mesma mercadoria, caso a primeira exerça o seu
direito de compra ou venda. O valor do prêmio é livremente negociado entre
as partes (bolsa ou balcão), e os contratos de opções são flexíveis, quando
negociados em balcão, e padronizados, quando negociados em bolsa.

Elaborado a partir de: MARQUES; MELLO; MARTINE FILHO, 2008; BM&F, 2007a, 2007b; HULL,
2005; CORRÊA; RAÍCES, 2005; AZEVEDO, 2001; SILVA NETO, 2002.

COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA

Numa visão mais limitada, a comercialização agrícola pode ser pensada como
um simples ato do agricultor que consiste na transferência de seu produto para ou-
tros agentes que compõem a cadeia produtiva em que ele está inserido. Esta é uma
visão tradicional da comercialização agrícola, definida pela transferência de proprie-
dade do produto num único ato após o processo produtivo, ainda dentro ou logo
depois dos limites da unidade de produção agrícola.
Entretanto, a comercialização agrícola pode (e deve) ser entendida de forma
bem mais abrangente, como um “processo contínuo e organizado de encaminha-

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mento da produção agrícola ao longo de um canal de comercialização, no qual o
produto sofre transformação, diferenciação e agregação de valor” (MENDES; PA-
DILHA JUNIOR, 2007, p. 8). Em um enfoque mais atual, estes autores associam o
conceito de comercialização à coordenação existente entre a produção e o consumo
dos produtos agropecuários, incluindo a transferência de direitos de propriedade, a
manipulação de produtos e os arranjos institucionais que contribuem para a satis-
fação dos consumidores. Trata-se de um conceito amplo, em que se atribui a essa
atividade a função de transferir os produtos ao consumidor final, considerando a
influência de todas as atividades nesse processo (produção agrícola, industrialização,
transporte dos produtos, relações com o consumidor, etc.).
Dessa forma, o conceito de comercialização distancia-se do conceito de simples
venda dos produtos agrícolas (pós-colheita da safra, por exemplo), devido à sua amplitu-
de e complexidade. A partir dessa perspectiva, as estratégias de comercialização agrícola
começam a ser pensadas na propriedade rural, e até mesmo na aquisição dos insumos.

FUNÇÕES DA COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA

Por ser uma atividade realizada entre a produção e o mercado consumidor, a


comercialização cumpre a função de proporcionar a adequação da produção (oferta
dos produtos agrícolas) às preferências e necessidades dos consumidores (demanda
dos produtos agrícolas), constituindo dessa forma um dos componentes da estratégia
de marketing dos produtos agrícolas. A atividade denominada comercialização agríco-
la estabelece, pois, a relação entre o setor produtivo e o consumidor final.
Em síntese, a comercialização agrícola busca traduzir as características do con-
junto de atividades e arranjos institucionais necessários para que os produtos che-
guem até o mercado. Assim, a comercialização está relacionada com a transferência
de propriedade e com a agregação de valor aos produtos agrícolas, podendo o valor
percebido pelos consumidores (utilidades) estar relacionado ao tempo (armazena-
mento), ao lugar (transporte) e à forma (processamento). Essas atividades e arranjos
institucionais são denominados de funções do sistema de comercialização e definidos
“como as atividades desempenhadas por instituições especializadas durante as diver-
sas fases da comercialização” (MENDES; PADILHA JUNIOR, 2007, p. 193). É o
que sintetiza, a seguir, o quadro 1.

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Quadro 1
Funções da comercialização agrícola

Funções da comercialização agrícola Características

Estão relacionadas à posse dos produtos agrícolas,


Funções de troca envolvendo a formação dos preços a partir da relação
entre as funções de compra e de venda.

Estão relacionadas à geração de utilidade (facilida-


de) para os produtos agrícolas, no que diz respeito
Funções físicas
ao tempo (armazenagem), ao lugar (transporte) e à
forma (processamento).

São aquelas que facilitam ou complementam o pro-


cesso de comercialização dos produtos agropecuá-
Funções auxiliares
rios, tais como padronização, financiamento, seguro,
informações e pesquisas de mercado.

Adaptado de: MENDES; PADILHA FILHO, 2007.

CANAIS DE COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA

As funções descritas anteriormente são exercidas por agentes que constituem


os canais de comercialização, tais como tradings, atacadistas, varejistas, centrais de
compra e distribuição e serviços de alimentação, transportadores, armazenadores e
agroindústrias processadoras. Canal de comercialização ou de distribuição, ou, ain-
da, de marketing, é, por sua vez, a sequência de etapas por onde passa o produto agrí-
cola até chegar ao consumidor final, configurando a organização dos intermediários,
cada qual desempenhando uma ou mais funções de comercialização, e o arranjo ins-
titucional que viabiliza as relações de mercado nas cadeias produtivas agroindustriais.
Canais de distribuição, segundo Kotler (1998, p. 466), “são conjuntos de orga-
nizações interdependentes envolvidos no processo de tornar um produto ou serviço
disponível para uso ou consumo”. No quadro 2, abaixo, é apresentada a terminologia
geralmente utilizada para definir os agentes que formam um canal de comercialização.

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