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INTRODUÇÂO AO ESTUDO DO DIREITO

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Noções preliminares do Direito (21/02/2019 - 21/02/2019)
I – NOÇÕES PRELIMINARES DO DIREITO
- Principal referência: Abboud
- Multiplicidade de sentidos
- Concepção ocidental de Direito:
a) estatalidade;
b) burocratização;
c) sistematização -> ordenamento jurídico;
d) racionalidade.
- Fato ou fenômeno social: ubi jus, ibi societas.
- A conscientização do Direito é a semente da Ciência do Direito
- Complementaridade das disciplinas jurídicas
- Cada ciência exprime-se numa linguagem -> COMUNICAÇÃO
- Universalidade do Direito:
a) sistema de crenças;
b) lícito e ilícito (controle social);
c) solução de conflitos.
- Localizar o Direito no mundo da cultura: relação com outras ciências.
Direito e ciência (26/02/2019 - 28/02/2019)
II – DIREITO E CIÊNCIA
1) Conhecimento vulgar: conhecimento usual que o homem tem de si mesmo e do mundo
- A ciência busca organizar e sistematizar o conhecimento do homem
2) Conhecimento científico: coerente, coeso, organizado, sistemático, certo – mas não definitivo.
- Atividade DESCRITIVA, constatando efeitos a partir de causas.
- HIPÓTESE ---(comprovação)---> LEI CIENTÍFICA
- SUJEITO --------(método)--------> OBJETO
- Método: caminho percorrido para a aproximação da verdade (concepção cartesiana), ou entre o estado de
ignorância até o estado de conhecimento
- Metodologia: discurso sobre os métodos para encontrar o mais adequado
- Importância da refutabilidade para a construção de novos paradigmas
- Fim do processo cognoscitivo científico: constatação, construção, aplicação e transmissão do conhecimento
científico.
3) Modalidades de ciência:
a) naturais: explicação para os fatos e suas ligações;
b) humanas: explicação qualificada pela compreensão valorativa.
Ciências do Direito e afins (07/03/2019 - 07/03/2019)
III – CIÊNCIAS DO DIREITO E AFINS
- Principal referência: Paulo Dourado de Gusmão
1) Ciências sociais
a) Sociologia: estudo dos fenômenos sociais.
b) História: conhecimento do passado humano.
c) Economia: preocupação em alcançar e utilizar as condições materiais do bem-estar do homem.
d) Ciência Política: estuda o poder e o governo do Estado.
2) Medicina Legal: emprego dos conhecimentos médico-cirúrgicos com o objetivo de construir prova.
3) Psicologia jurídica
a) Psicologia judiciária -> identificar o falso testemunho e a autoria dos delitos.
b) Psicologia criminal (Criminologia)
c) Psicologia social
4) Criminologia: “estudo científico da criminalidade, suas causas e meios de combatê-la” (Q. Saldaña).
a) Antropologia criminal: causas endógenas do delito
b) Psicologia criminal: “indaga os processos psíquicos do homem delinquente” (Guarnieri).
c) Sociologia criminal: investiga os fatores ambientais e sociais do delito.

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5) Criminalística: ramo da ciência penal que versa sobre a investigação dos delitos (Seelig).
6) Ciências exatas:
a) Matemática;
b) Química;
c) Física;
d) Cibernética
Ciência dogmática do Direito (12/03/2019 - 14/03/2019)
IV – CIÊNCIA DOGMÁTICA DO DIREITO
Principais referências: FERRAZ JR 1 e 3

1) Conhecimento filosófico: grau mais avançado de generalização


2) Dogmática jurídica: “atividade que tem a pretensão de estudar, sem emitir juízos de valor, o direito positivo
vigente” (Warat); Teoria sistemática do Direito Positivo (“ciência sem epistemologia”, segundo Warat).
3) Zetética jurídica: ponto de vista segundo o qual se procura saber o que é o Direito, sem a preocupação
imediata de orientar a ação enquanto prescrita.
4) Ciência do Direito: ciência de investigação de condutas que têm em vista um “dever-ser” jurídico
a) objeto da ciência do Direito: estudar um dos sentidos possíveis do termo “Direito”
b) verdade e opinião
- Há opiniões divergentes a respeito de um mesmo objeto, porém condicionadas por verdades aceitas e sabidas:
LINGUAGEM, ARGUMENTAÇÃO LÓGICA e TEXTO DA NORMA.
- As verdades se alteram no transcurso da história.
- A questão dos “pareceres encomendados”.
5) Técnica Jurídica
a) formulação legislativa
b) sistematização do Direito (legislação e jurisprudência)
c) elaboração de peças
Ética, Direito e Moral (14/03/2019 - 26/03/2019)
V – ÉTICA E TEORIA DA CULTURA
- Principal referência: REALE
1. Primórdios
2. Fins: busca do conhecimento e realização do Bem.
3. Divisão: Moral
Direito
Política
Pedagogia
4. Juízo: ato mental pelo qual se atribui, com caráter de necessidade, certa qualidade a um ser.
(Reale)
a) Juízo de realidade: isenção axiológica.
b) Juízo de valor: é conferido caráter de obrigatoriedade ao valor que se quer preservar ou efetivar
5. Bem: medida da felicidade buscada por todos os homens.
a) Bem individual: valor da subjetividade do autor da ação.
b) Bem comum: valor da coletividade em que o indivíduo atua.
VI – DIREITO E MORAL
- Principais referências: ABBOUD
1. Panorama histórico
a) Thomasius: o Direito cuida da ação humana depois de exteriorizada; a Moral diz respeito àquilo que se processa no plano da consciência
b) Teoria do Mínimo Ético (Jellinek): o Direito representa apenas o mínimo de Moral obrigatório para que a sociedade possa sobreviver
c) Teoria da complementaridade (Alexy): a moral serve como parâmetro de correção do direito
2. Imposição das regras pessoais
a) Moral: autonomia;
b) Direito: heteronomia
3. Cumprimento das regras sociais
a) Moral: adesão do espírito ao conteúdo da regra;

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b) Direito: garantia por meio da coercibilidade
b.1) eticismo absoluto
b.2) expressão da força
b.3) teoria da coercibilidade
4. Fundamento do cumprimento das regras sociais
- BILATERALIDADE ATRIBUTIVA: proporção intersubjetiva em função da qual os sujeitos de uma relação ficam autorizados a pretender, exigir, ou a
fazer, garantidamente, algo.
a) BILATERALIDADE/INTERSUBJETIVIDADE: relação entre duas ou mais pessoas;
b) OBJETIVIDADE: vedação do arbítrio;
c) ATRIBUTIVIDADE: relação de prestações e contraprestações recíprocas

5. Críticas

6. Conclusão aproximada:

Campos da Ética Coercibilidade Heteronomia Bilateralidade Atributividade


Moral -/+ - + -
Direito + + + +
Costume - + + -
Religião - - - -

Fundamentos do Direito (28/03/2019 - 28/03/2019)

Fundamentos do Direito (02/04/2019 - 04/04/2019)


VII – FUNDAMENTOS DO DIREITO

1) Justiça como fundamento da ordem jurídica


a) função: assegurar o devido a cada um.
b) características:
- alteridade: pluralidade de pessoas
- devido

- equivalência/proporção de valores

c) sentidos:
- formal: tratar da mesma forma os seres pertencentes à mesma categoria essencial
- concreto/material: mérito, capacidade, necessidade.

d) relativismo: um texto normativo não pode ser, em si mesmo, justo ou injusto, depende do ângulo histórico
sob o qual se o julga
e) modalidades

e.1. particular - comutativa -> igualdade


- Distributiva -> proporcionalidade
e.2. geral: os membros da sociedade dão a esta sua contribuição para o bem comum (v.g., impostos
– capacidade / possibilidade)
e.3. social: a comunidade dá aos particulares segundo suas necessidades essenciais.
Dicotomias e divisões do Direito (16/04/2019 - 23/04/2019)
VIII – DICOTOMIAS E DIVISÕES DO DIREITO
A) Direito Natural / Direito Positivo
B) Direito objetivo / direito subjetivo

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C) Direito público / Direito privado
D) Divisões do Direito
1. Direito Público interno
a) Direito Constitucional: disciplina a forma e organização do Estado, regime político, competência e função
dos órgãos estatais estabelecidos, direitos e garantias fundamentais.
b) Direito Administrativo: conjunto de normas jurídicas que organizam administrativamente o Estado, fixando
os modos, os meios e a forma de ação para a consecução de seus objetivos.
c) Direito Financeiro: rege a obtenção e aplicação dos meios econômicos necessários à realização dos fins do
Estado
c.1) Direito Tributário: conjunto de normas que aludem à instituição, arrecadação e fiscalização de tributos
devidos pelos cidadãos ao Estado.
d) Direito Processual: regula o processo judicial, bem como a organização judiciária.
e) Direito Penal: disciplina as condutas ilícitas penais, com as correspondentes penas aplicáveis
f) Direito Eleitoral: rege a escolha dos membros do Poder Executivo e do Poder Legislativo, e outros sufrágios
populares.
g) Direito Militar: regula as normas que afetam os militares.
Divisões do Direito (cont.) (30/04/2019 - 30/04/2019)
2. Direito público externo
a) Direito Internacional Público: conjunto de normas consuetudinárias e convencionais que regem as relações
entre Estados e organismos internacionais, que as consideram obrigatórias.
3. Direito Privado
a) Direito Civil: rege relações familiares, patrimoniais e obrigacionais, que se formam entre indivíduos
encarados como tais.
b) Direito Empresarial: trata das relações entre empresários que pratiquem atos objetivando a produção de
bens e serviços que integrem a circulação dos resultados da produção, com vistas ao lucro.
4. Direito Misto
a) Direito do Trabalho: regula as relações de trabalho entre o empregado e o empregador.
b) Direito Previdenciário: cuida da Previdência Social, através de seus órgãos, estabelecendo os benefícios e
as formas de sua atuação.
c) Direito Econômico: regula a produção e a circulação de produtos e serviços, com vistas ao desenvolvimento
econômico do país
d) Direito do Consumidor: rege as relações potenciais ou efetivas entre consumidores e fornecedores de
produtos e serviços.
e) Direito Ambiental: cuida do meio ambiente em geral.
5. Direito Misto externo
a) Direito Internacional Privado: disciplina as relações privadas no âmbito internacional
Jusnaturalismo e Juspositivismo (0 2/05/2019 - 02/05/2019)

INTRODUÇÃO À DOGMÁTICA HERMENÊUTICA E À TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO (07/05/2019 -


07/05/2019)
IX – INTRODUÇÃO À DOGMÁTICA HERMENÊUTICA E À TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
1) A linguagem: uso intersubjetivo de signos
2) Dimensões e problemas da linguagem:
a) Semântica (relação com objetos): ambiguidade, vagueza, polissemia.
b) Sintaxe (relação com outros signos): colocação.
c) Pragmática (relação com pessoas): manipulação da intensão (carga emocional), produzindo diferença nas funções
3) Interpretação: EXTRAÇÃO/CONSTRUÇÃO de um significado
- Interpretar é argumentar; os sofismas não são argumentos.
- Os símbolos tomados isoladamente nada significam; o que lhes confere significação é seu uso.
- Interpretar é selecionar possibilidades comunicativas da complexidade discursiva
4) Interpretação jurídica para Hans Kelsen
a) interpretação autêntica: realizada por órgãos competentes, formula enunciados vinculantes (ato de vontade)
b) interpretação doutrinária: (ato de conhecimento) plurivocidade (exige uma vontade competente para que se
fixe um sentido dentre os possíveis.

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5) Teoria da argumentação jurídica
- Dogmática da decisão: “como se obtém a decisão prevalente?”
- Fim último: absorção da insegurança; a decisão não elimina o conflito, mas o transforma.
- A questão da “verdade”
- A decisão é ato de comunicação: importância da ARGUMENTAÇÃO.
Realismo Jurídico e Normativismo de Kelsen (09/05/2019 - 09/05/2019)

Teorias marxistas de Direito e Direito Alternativo (16/05/2019 - 16/05/2019)

Fontes do Direito ( 21/05/2019 - 04/06/2019)


X – FONTES DO DIREITO
• Função: racionalização do Estado liberal
- valores liberais da segurança e da certeza
• Classificações:
ESTATAIS: legislação, jurisprudência
NÃO ESTATAIS: costume, doutrina

MATERIAIS: de produção
FORMAIS: de conhecimento

IMEDIATA: legislação
MEDIATA: costumes, PGD
• Conceito: centro emanador de normas gerais

1) Legislação
- Estrutura hierarquizada (conforme o fundamento de validade)
- Criação confiada a órgãos especiais
a) Constituição
b) Constituição estadual
- Lei orgânica municipal
c) Lei complementar: lei de organização básica, cuja matéria está prevista na Constituição
d) Lei ordinária
e) Medida provisória
f) Decreto regulamentar: aperfeiçoa a eficácia da lei, “minudenciando suas disposições, facilitando sua execução ou
aplicação”

2) Costume jurídico
- Primeira manifestação do Direito
- Elementos: convicção de obrigatoriedade e uso continuado
- Consequências do descumprimento imprecisas
- Fruto da prática social individualizada
- Sua existência precisa ser provada
- Classificação: a) secundum legem
b) praeter legem lacuna
c) contra legem - desuso
- Ab-rogação

3) Jurisprudência: “série de julgados que guardam, entre si, uma linha essencial de continuidade e coerência”
- Método indutivo
- Segurança jurídica
- Vinculação?
4) Doutrina
- Funções: elaboração, interpretação e aplicação das normas.
5) Fontes negociais: normas individuais.
6) Analogia: instrumento técnico para suprir a lacuna.
7) Princípios gerais do Direito
8) Equidade: sentimento do justo no caso concreto (Aristóteles)

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Norma jurídica (11/06/2019 - 13/06/2019)
XII – NORMA JURÍDICA
1) Conceito de norma: imperativo dirigido às ações das pessoas, de modo a regular as atividades dos sujeitos
em suas relações sociais.
2) Modais deônticos: proibição, obrigatoriedade e permissão.
3) A questão ética: resgate da discussão da ética na Ciência do Direito
4) Traço distintivo das outras normas: possibilidade de aplicação forçada da sanção.
5) Sanção: imputa outra ação àquele que descumpre o comando primário da norma jurídica.
a) fim: garantir que as proibições e obrigações normativas sejam cumpridas e que as permissões não sejam
impedidas;
b) objeto: a pessoa, seus bens ou atos jurídicos;
c) elementos intrínsecos:
- COERÇÃO: efeito psicológico da sanção (função preventiva)
- COAÇÃO: aplicação forçada da sanção (função punitiva)
6) Formulação lógica: distinção entre enunciado normativo (texto) e norma
- Kelsen: a) proposição jurídica: ciência
b) norma jurídica: Direito
- Robert Alexy: a) regras: mandados de definição
b) princípios: mandados de otimização
- Friedrich Müller: a) programa da norma: elementos linguísticos (texto)
b) âmbito da norma: elementos não linguísticos (realidade social)
- Normas jurídicas sem sanção?
- Normas imperfeitas: sua violação não acarreta consequência jurídica
7) Classificações das normas jurídicas
a) quanto à natureza de suas disposições:
- De conduta (primárias): têm como fim disciplinar comportamentos;
- De organização (secundárias): estabelecem a estrutura e funcionamento de órgãos e disciplinam a aplicação
de outras normas jurídicas.
b) quanto à sistematização:
- Constitucionais;
- Codificadas: constituem um todo orgânico;
- Esparsas ou extravagantes: editadas isoladamente para tratar de temas específicos;
- Consolidadas: resultam de reuniões de leis esparsas.
c) quanto à obrigatoriedade:
- Ordem pública: cogentes, imperativas;
- Ordem privada: permissivas.
8) Validade das normas jurídicas
- Aspecto formal: criada segundo os critérios estabelecidos no sistema jurídico
- Aspecto axiológico: legitimidade -> eficácia
9) Vigência das normas legais no tempo
a) momentos: - promulgação -> existência
- Publicação -> obrigatoriedade
b) início: após ou no momento da publicação
- vacatio legis: período de tempo entre a publicação e o início da vigência.
c) término: revogação, termo ou condição.
d) revogação: - ab-rogação: supressão total
- Derrogação: supressão parcial
- Critério hierárquico
- Critério cronológico
- Tácita/expressa
- Repristinação: fazer retornar à vida uma norma já revogada, pelo fato de a norma revogadora ter
perdido sua vigência:
- Cláusulas pétreas

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10) Vigência das normas legais no espaço
- Princípios da territorialidade e extraterritorialidade
11) Eficácia das normas jurídicas: possibilidade de aplicação concreta da prestação e da sanção
12) Retroatividade: eficácia para o passado
• Limites: direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada.
a) direito adquirido: já se incorporou definitivamente ao patrimônio e/ou à personalidade do sujeito de direito
- Expectativa de direito: mera possibilidade de aquisição.
b) ato jurídico perfeito: ato já consumado, em consonância com a ordem jurídica então vigente.
c) coisa julgada: qualidade atribuída à decisão judicial que lhe retira a sujeição a recursos.
d) irretroatividade da lei penal, salvo para beneficiar o réu.
13) Ultratividade: eficácia para o futuro.
14) Teoria do ordenamento jurídico
a) sistema: - repertório: conjunto de elementos
- Estrutura: conjunto de regras que determinam as relações entre elementos
b) Kelsen: - Estática Jurídica -> norma
- Dinâmica Jurídica -> ordenamento jurídico
c) problemas essenciais: - hierarquia normativa
- Resolução das antinomias
- Lacunas do Direito
- Interrelação entre ordenamentos

Fato jurídico (18/06/2019 - 18/06/2019)


XIII – ASPECTOS ESTRUTURAIS DO DIREITO

1) FATOS JURÍDICOS
1) Conceito: fato juridicamente qualificado, ao qual as normas jurídicas atribuem determinadas consequências.
2) Função: “força de propulsão da relação jurídica” (Orlando Gomes)
3) Classificação

FATOS JURÍDICOS LATO SENSU


Naturais (fatos jurídicos stricto sensu)
Humanos (atos jurídicos lato sensu)
Lícitos: - negócios jurídicos
- Atos jurídicos stricto sensu
Ilícitos

4) Ato jurídico
a) Elementos
• essenciais: sujeito capaz, objeto lícito, forma prescrita ou não proibida em lei;
• naturais: v.g., garantia contra a evicção;
• acidentais: estipulações facultativas, v.g., cláusula penal.
b) Classificação
• unilaterais/bilaterais;
• onerosos/gratuitos;
• comutativos/aleatórios;
• típicos/atípicos.
c) Defeitos
c.1) nulidade: vício insanável;
c.2) anulabilidade: desobediência a certos requisitos legais;
c.3) inexistência: carência de algum elemento constitutivo.
5) Proteção jurídica
a) defesa reparatória: autorização para invocar a prestação jurisdicional do Estado.

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b) instrumentos de defesa preventiva:
b.1) extrajudicial: cláusula penal, arras, fiança, etc.
b.2) judicial: interdito proibitório, dano infecto
c) autodefesa

Relação Jurídica (18/06/2019 - 18/06/2019)


2) DIREITO SUBJETIVO
a) Direito objetivo / Direito subjetivo
- Antiga distinção
- Direito subjetivo: possibilidade de uso e exercício efetivo do direito, colocados, pelo direito objetivo, à disposição do
sujeito do direito, de forma não abusiva.
- Faculdade / direito subjetivo: “Faculdade é uma forma de exercício do direito subjetivo” (Reale).
b) Natureza: dado ou construído?
- Windscheid e Savigny – expressão da vontade livre reconhecida pelo ordenamento jurídico.
- Jhering – interesse juridicamente protegido
- Jellinek – solução eclética
- Del Vecchio – potencialidade da vontade: “O direito subjetivo não é o querer, mas a possibilidade de querer”.
- Kelsen – expressão do dever jurídico.
c) Abuso do direito
- Importância da atribuição, aos direitos subjetivos, de uma função social que constitua o fim e o limite de seu
exercício.
Relação jurídica (25/06/2019 - 25/06/2019)
3) A RELAÇÃO JURÍDICA
• Dogmática tradicional: relações sociais reconhecidas pelo Estado.
• Dogmática operacional: não só reconhecidas, mas também instauradas pelo Estado.
• Tese normativista (Kelsen): não relações entre seres humanos concretos, mas entre normas.
a) Constituição (fato propulsor)
- Acontecimentos naturais ou sociais (v.g., nascimento, filiação, morte, casamento);
- Acordos ou contratos;
- Leis;
- Posição de Kelsen: constituídas somente pelas normas.
b) Elementos
b.1) sujeitos
- Dever jurídico: necessidade de observar a ordem jurídica, sob pena de sanção. (SICHES X, CANOTILHO 527)
- Direito / dever: relação jurídico-privada típica.
- Pode se prescindir dos sujeitos?
- Pode haver um só sujeito?
b.1.1) personalidade jurídica: aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações
- Distinto de capacidade jurídica, que constitui a medida das atribuições da personalidade jurídica.
- Capacidade de fato ou de exercício: exercida pessoalmente pelo titular.
- Capacidade de direito ou de gozo: o titular é substituído ou assistido por um terceiro.
b.1.2) pessoa natural
- “pessoa física”: ideia de que o homem se reduz ao corpóreo
b.1.3) pessoa jurídica
b.2) vínculo atributivo
• Homens concretos → entre sujeitos
• Papéis sociais (visões de sociedade) → entre condutas (a ação é o conteúdo da norma)
b.3) objeto: tudo aquilo sobre que incide o vínculo de atributividade
- Objeto imediato: prestação devida pelo sujeito passivo.
- Objeto mediato: bem da vida
b.3.1) bens jurídicos: “entidade que possa ser objeto de gozo e de disposição autônoma” (Rotondi)
b.3.2) o homem pode ser objeto da relação?