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IBF – INSTITUTO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO

MOTIVAÇÃO, POSTURA,
DISTURBIOS ALIMENTARES
E SAÚDE
Apostila da Disciplina

Professora Mestre Mariana Amabile Waideman


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7676236165155491

2017

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO IBF PÓS-GRADUAÇÃO


ARTIGO

MOTIVAÇÃO, POSTURA, DISTURBIOS ALIMENTARES E SAÚDE


Elaborado por Mariana Amabile Waideman

Resumo:
O Presente artigo trata de assuntos que dizem a respeito da avaliação postural,
quais seus métodos e técnicas; motivação no esporte, o que pode levar a motivação
e quais seus benefícios na saúde física e psicológica; os transtornos alimentares:
anorexia nervosa, o que é esse transtorno alimentar como ocorre e como pode ser
tratado; a terapia nutricional na bulimia e na compulsão alimentar; saúde na infância,
na adolescência, quando adultos e no envelhecimento, como ocorre o crescimento e
desenvolvimento, quais as mudanças que ocorre em cada fase, quais são as
necessidades nutricionais e como a educação nutricional age em cada etapa.

Palavras-chaves:
Motivação no Esporte; Anorexia Nervosa; Distúrbio Alimentar; Compulsão Alimentar;
Abordagem Nutricional.

Introdução

Um dos gatilhos mentais mais utilizados é o da curiosidade. Isso acontece porque a


busca pela informação para responder uma pergunta ativa parte de nosso cérebro
ligada ao prazer. Ou seja, encontramos satisfação ao descobrir uma resposta.
O que você acha que é motivação? O que você entende de postura? E os distúrbios
alimentares, como será que ocorrem? E a saúde? Como funciona o caminhar da
nossa saúde, nos quesitos nutricionais, desde a infância até o envelhecimento? Será
que as práticas alimentares, uma vida mais saudável pode nos ajudar a
longevidade?
Nesse artigo vamos abordar os seguintes assuntos: avaliação postural, a motivação
no esporte, anorexia nervosa, a terapia nutricional na bulimia e na compulsão
alimentar e a abordagem nutricional nas diferentes fases da vida.
Desejo a todos uma boa leitura e que o conteúdo desse artigo possa contribuir direta
ou indiretamente para o conhecimento e aprendizado.

Desenvolvimento:

1. Avaliação Postural – Métodos e Técnicas

A postura pode ser definida como um equilíbrio harmonioso entre as solicitações


impostas aos músculos, ligamentos, e discos intervertebrais, e que variam de
indivíduo para indivíduo. É composta das posições de todas as articulações do corpo
em um dado momento, bem como a relação direta de suas partes com a linha de um
centro de gravidade.

(Fonte: departamento de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional da Universidade de São


Paulo - USP)

A avaliação postural tem como objetivo determinar se um segmento corporal ou


articulação desvia-se de um alinhamento postural ideal. Ela tem grande importância
para planejar, acompanhar a evolução e os resultados dos tratamentos
fisioterapêuticos.
Alguns métodos foram sugeridos por Fernandes (1996). Segundo a autora, as
avaliações posturais podem ser classificadas em quatro grupos:
 Observação de pontos anatômicos: é solicitado que o individuo
permaneça em postura natural, olhando para o horizonte e mantendo os
membros superiores longo do corpo. Este método é muito utilizado devido
ao baixo custo do instrumento e a facilidade de mensuração, que depende
quase que exclusivamente da experiência do avaliador.

 Cinemetria: este método pode ser dividido em Fotogrametria, videometria


ou até mesmo um software para análises posturais. É uma instrumentação
de precisão da imagem digital e da computação gráfica.

 Processamento de sinais biológicos: utilização de raio x, ressonância


magnética e tomografia computadorizada.

 Medidas diretas: utilizado um escoliómetro (Instrumento para a avaliação


da escoliose) e Flexicurve (método que avalia o ângulo da cifose dorsal).

2. Motivação no Esporte

A manutenção estável do peso e composição corporal durante os anos resulta de


um balanço preciso entre a ingestão e o gasto energético, um desequilíbrio nesta
relação pode desencadear fatores pré-disposponentes. O alto consumo de alimentos
industrializados (ultraprocessados, refrigerantes, doces, gorduras), os distúrbios
alimentares e falta de atividade física são hoje, sem dúvida, os principais fatores
predisponentes responsáveis, por exemplo, pelo crescimento da prevalência da
obesidade nas populações.
Muitos dos problemas de nutrição, estão relacionados ao fracasso de relacionar
essa ingestão e necessidade calórica. Conforme Bzuneck (2000, p. 9) nos ressalta,
“a motivação, ou o motivo, é aquilo que move uma pessoa ou que a põe em ação ou
a faz mudar de curso”.
A motivação pode ser entendida como um processo e, como tal, é aquilo que suscita
ou incita uma conduta, que sustenta uma atividade progressiva, que canaliza essa
atividade para um dado sentido (BALANCHO e COELHO, 1996).
O reforço externo, relativo à performance das habilidades adquiridas vindo dos pais
e conhecidos, possibilita o incentivo a motivação. Se a performance for percebida
pelo individuo, ao adquirir um aperfeiçoamento, então, poderá levá-lo a uma boa
autoestima, e também à motivação intrínseca ou interna.
Por outro lado, o individuo que pouco percebe as suas competências, necessita de
maior estímulo externo, possui baixa autoestima e demonstra-se ansioso,
enxergando pouca perspectiva de melhora em suas habilidades.
O esporte configura-se como uma atividade diferenciada, uma vez que envolve
regras específicas e tem fins competitivos. Trata-se de uma atividade física
sistematizada, cujos objetivos são melhoria de desempenho e performance, em
busca da vitória. Nesse contexto, enquadram-se os atletas profissionais no exercício
de sua profissão, atletas amadores que competem e alunos de escolinhas de
esporte (MATSUDO, 2001; MATUDO, 2005).
A atividade física pode ser caracterizada como qualquer movimento corporal que
produza um gasto energético maior do que os níveis de repouso, que envolva
contração muscular esquelética e que seja movimento voluntário. São exemplos os
deslocamentos para o trabalho, caminhada, atividades da vida diária e de lazer,
entre tantas outras (MATSUDO et. al.)
O incentivo a atividade física deve ser uma conduta frequente no dia a dia do
nutricionista. A busca pela qualidade de vida, o incentivo à prática do exercício pode
ser o primeiro passo para as pessoas deixarem de ser sedentárias e perceberem o
quão valioso é exercitar-se. Um forte apoio profissional é fundamental, pois a
atividade física ela só não nos promove saúde e protege das doenças, como
também é dos segredos para uma vida mais longa, com qualidade e felicidade.
A motivação no esporte ou atividade física pode trazer muitos benefícios ao
indivíduo, desde um melhor desempenho para as atividades do dia-dia até
inoculação de vários tipos de doenças orgânicas, como pressão alta, diabetes,
obesidade e etc. Outro benefício que a prática do exercício físico pode motivar o
individua a começar, seria a melhor força muscular, regulação do sono, estética
corporal, uma melhor autoestima, otimismo, regulação do humor, prazer e tudo mais
que for necessário para se mantiver saudável e longe de doenças.
De acordo com uma pesquise realizada em 2012 pela Universidade Southern
Methodist, de Dallas, nos Estados Unidos, o esporte também contribui para uma
mente mais saudável. Pode combater a depressão. A prática atua como
neurotransmissores específicos do cérebro, com efeitos semelhantes aos dos
antidepressivos, além de liberar serotonina e dopamina, que ajudam a restabelecer
comportamentos mais felizes e positivos.
3. Anorexia Nervosa

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar, no qual ocorre a recusa por comida.


É uma restrição alimentar progressiva com a eliminação de alimentos considerados
hipercalóricos. Agrega-se a uma insatisfação corporal percebendo-se obesos,
mesmo estando extremamente emagrecidos. O medo de engordar e o desejo
persistente de emagrecer desencadeiam uma preocupação excessiva com os
alimentos e, consequentemente, uma alteração do comportamento alimentar. A
anorexia nervosa envolve problemas sociais, fisiológicos e psicológicos.
O inicio da anorexia nervosa geralmente ocorre na adolescência, onde iniciam as
preocupações com o formato do corpo e peso. Supõe-se que a pressão da
sociedade, pautada pela beleza ideal regido pela magreza, tenha participação
significativa na anorexia nervosa.
As adolescentes insatisfeitas com o corpo, frequentemente adotam comportamentos
anormais e práticas inadequadas de controle de peso, como o uso de laxantes,
diuréticos, indução ao vômito, prática de atividade física intensa, etc.
A pratica de restrição alimentar associada a exercícios físicos frequentes e intensos
podem acarretar várias complicações clínicas como, por exemplo, anemia,
alterações endócrinas, osteoporose, hirsutismo, lanugem, pele ressecada, apatia,
cansaço e alterações hidroeletrolíticas.
Os critérios de diagnósticos da Associação de Psiquiatria para anorexia são:
 Recusa em manter o peso corporal dentro ou acima do mínimo normal
adequado à idade e a estrutura.
 Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo com peso
inferior.
 Perturbação no modo de vivenciar o peso ou forma corporal, influência
excessiva do peso ou forma do corpo na maneira de se auto avaliou
negação da gravidade do baixo peso corporal atual.
 Amenorreia em mulheres pós-menarca
O tratamento da anorexia nervosa envolve um trabalho interdisciplinar, com
abordagem médica, psicológica e nutricional.
A terapia nutricional tem como objetivo a recuperação nutricional gradual do
paciente, a manutenção do peso, o restabelecimento das funções fisiológicas
normais e do padrão alimentar saudável, eliminar práticas alimentares inadequadas,
a melhora do estado emocional, diagnosticar e ajudar a resolver problemas
associados e evitar recorrências. A terapia nutricional tem duas fases: fase
educacional, onde os objetivos são relacionados à coleta e transmissão de
informações; fase experimental, onde os objetivos são mais terapêuticos.
A meta principal do tratamento é ajudar o paciente a normalizar seu padrão
alimentar, com uma dieta individualizada, balanceada e suficiente para atender as
necessidades desse indivíduo e, consequentemente, recuperar o estado nutricional
e corrigir as sequelas biológicas e psicológicas da desnutrição.

4. Terapia Nutricional na Bulimia e na Compulsão Alimentar

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por compulsões


alimentares e métodos compensatórios recorrentes. Na bulimia é possível observar
uma rápida e intensa ingestão de alimentos, geralmente de alto teor calórico,
acompanhada de sensação de total falta de controle sobre o seu próprio
comportamento. Logo, segue de métodos compensatórios para o controle de peso,
tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum, inibidores de
apetite, dietas restritivas e exercícios físicos intensos.
Na bulimia não é a magreza que chama a atenção, pois geralmente são mulheres
que cuidam da imagem do corpo e seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o
controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, caracterizando de
episódios bulímicos. A principal diferença dos anoréxicos e bulímicos é o estado de
caquexia a que podem chegar pacientes com anorexia.
Indivíduos com Transtornos da Compulsão Alimentar sentem a necessidade de
comer em excesso, mesmo quando não estão com fome. Comem grandes
quantidades de alimentos em pouco tempo. Esses indivíduos são muito semelhantes
à Bulimia Nervosa, sendo que o que difere é a ausência de comportamentos
compensatórios após a compulsão alimentar. Neste tipo de transtorno os indivíduos
apresentam maior prevalência de depressão, uso de drogas e distúrbios de
personalidade, sendo a obesidade uma condição clínica que quase sempre
acompanha o quadro de Transtorno da Compulsão Alimentar.
Para o sucesso do tratamento dos transtornos alimentares, deve-se ter uma
abordagem interprofissional com olhar para o tratamento psicológico, psiquiátrico,
nutricional, além do aconselhamento familiar e uso de medicações. A equipe deve
considerar também as comorbidades psiquiátricas, alterações de exames físicos,
distorções cognitivas, psicológicas e problemas de estrutura familiar.
A American Dietetic Association estabeleceu diretrizes básicas para o tratamento
nutricional dos transtornos alimentares, propondo uma fase inicial baseada em
educação nutricional e uma fase seguinte baseada em aconselhamento para mudar
comportamentos e atitudes alimentares.
A educação nutricional proposta para esses indivíduos engloba alimentação
balanceada, pirâmide alimentar e necessidade alimentar. Já no aconselhamento
nutricional são utilizadas técnicas cognitivo-comportamentais, interacionais,
relacionais, educacionais e de entrevista motivacional são utilizadas para acessar
crenças, sentimentos e comportamentos disfuncionais dos pacientes e para ajudá-
los numa jornada de mudanças. São os aspectos que devem ser trabalhados na
tentativa de evitar os períodos de restrição calórica severa e quebrar o ciclo de
ingestão alimentar excessiva e purgação.
A terapia nutricional tem como objetivo realizar a educação nutricional buscando
informar outras prioridades do alimento além de seu aporte calórico, propondo então
um plano alimentar individualizado, consolidado e seguro, melhorando as condições
físicas e o estado geral do individuo com transtorno.
A variedade de gostos agradáveis que a alimentação pode propiciar, infelizmente,
não envolve as pessoas que sofrem desses transtornos alimentares. Elas não são
seletivas, não param para sentir o cheiro, sabor e textura dos alimentos. Elas
simplesmente têm a compulsão por comida, seguida de vergonha por esse ato. O
tratamento nutricional tem por objetivo melhoras as condições físicas e o estado
geral do individuo, que em geral encontra-se muito debilitado.
Muitas vezes o tratamento ambulatorial é respondido de maneira eficaz e
satisfatória. Em alguns casos, no entanto, recomenda-se acompanhamento em
hospital. A hospitalização pode ser necessária para corrigir complicações clínicas
gravemente instaladas ou nos processos intensos e descontrolados de purgação,
associados a altos graus de depressão e risco de vida. Os pacientes podem ficar
internados em leitos nas enfermarias de psiquiatria ou clinica médica.
De acordo com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação
SEADE- Sistema Estadual de Análise de Dados ), foram internadas, no ano de 2002,
no Estado de São Paulo, cerca de 4,1% mulheres com transtornos mentais e
comportamentais no geral e 4,25% com doenças endócrinas, nutricionais e
metabólicas (não somente transtornos alimentares).
Várias informações sobre alimentos estão distribuídas na mídia, através de revistas,
cartilhas, televisão, radio, redes sociais e até mesmo em panfletos com “dietas da
moda”, distribuídos em sinais de trânsito. Essas informações nem sempre são
elaboradas por profissionais da área da saúde, que realmente entendem do assinto.
É um grande perigo o recebimento de uma informação imprecisa sobre dietas e
regimes alimentares. No momento em que a doença esta se desencadeando, essas
práticas de leitura podem reforçar mitos em relação à alimentação e comprometer
ainda mais o quadro.

5. Saúde da Criança, do Adolescente, do Adulto e do Idoso

5.1 Saúde da criança


As ações de promoção à saúde, prevenção de agravos e de assistência à criança
pressupõem o compromisso de prover qualidade de vida para que a criança possa
crescer e desenvolver todo o seu potencial (Ministério da Saúde).

5.1.1 Crescimento e Desenvolvimento


O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento faz parte da avaliação
integral à saúde da criança, propiciando o desenvolvimento de ações de promoção
da saúde, de hábitos de vida saudáveis, vacinação, prevenção de problemas e
agravos a saúde e cuidados em tempo oportuno.
O crescimento é um processo dinâmico e contínuo, expresso pelo aumento do
tamanho corporal. Constitui um dos indicadores de saúde da criança. O processo de
crescimento é influenciado por fatores intrínsecos (genéticos) e extrínsecos
(ambientais), entre os quais se destacam a alimentação, a saúde, a higiene, a
habitação e os cuidados gerais com a criança, que atuam acelerando ou restringindo
tal processo (BRASIL, 2002). Deve-se valorizar também o crescimento intrauterino,
pois diversos estudos atestam que alterações no crescimento fetal e infantil podem
ter efeitos permanentes na saúde do adulto (BARROS 2008).
O ganho da altura é proporcionalmente mais lento que o aumento do peso. No
primeiro ano de vida o comprimento aumenta 50% e em média 6 a 8cm por ano
após os dois anos de idade até a aceleração puberal, enquanto o peso triplica ao
nascimento e é aumentado em média de 2 a 3kg por ano, ate que a criança tenha 9-
10 anos de idade. Assim, na vigência de déficit nutricional em qualquer idade, a
altura não sofre impacto imediato, mas, o peso, sim. É de grande importância manter
a criança com o peso adequado, para que não haja prejuízo futuramente com a
estatura, pois dificilmente vai conseguir recuperá-la.
A partir dos 2 anos é que o potencial genético passa a ter impacto sobre o
crescimento. Se as condições ambientais estivem adequadas, a criança crescerá
dentro do seu canal de crescimento.
Algumas podem estar em um “padrão mantido” por vários meses a um ano e depois
ter um estirão na altura e no peso. Curiosamente, estes padrões são, em geral,
paralelos às alterações no apetite e na ingestão alimentar.
A Caderneta de Saúde da Criança-Passaporte da Cidadania a todas as crianças
nascidas no território nacional é um importante instrumento que auxilia no
acompanhamento do desenvolvimento da criança. O uso adequado da caderneta é
importante para manter o vínculo da criança e da família com os serviços de saúde.

(Fonte: Ministério da saúde)


(Fonte: Ministério da Saúde)

5.1.2 Necessidades Nutricionais

Uma alimentação balanceada desde a infância é fundamental para o crescimento e


desenvolvimento saudável, visando à prevenção de distúrbios nutricionais e reduzir
os riscos para a manifestação de futuras doenças.
As crianças necessitam de mais alimentos nutritivos, pois estão crescendo e
desenvolvendo ossos, músculos e sangue. Elas podem correr risco de desnutrição
quando sua alimentação é nutricionalmente pobre em vitaminas ou quando tem o
apetite diminuído.
Para uma dieta equilibrada, é utilizado a pirâmide alimentar como orientação. Nela
encontramos os grupos de acordo com seu nutriente principal, em ordem de
necessidade de ingestão a partir da base.
(Fonte: Sociedade Brasileira - Departamento de Nutrologia)

Para determinar a estimativa das necessidades de energia (EER) nas crianças com
menos de 3 anos utiliza-se somente o peso da criança.
Para crianças a partir de 3 anos, devemos considerar gênero, idade, altura, peso e
nível de atividade física, além de um adicional de 20kcal/dia para a formação de
tecidos com o crescimento, até os oito anos de idade (INSTITUTE OF MEDICINE,
2004).
Após o cálculo da quantidade necessária de energia, outro fator a considerar são as
fontes de energia provenientes da alimentação, que devem estar equilibradas entre
carboidratos e lipídios. Valores de 55 a 60% de carboidratos e de 25 a 30% de
lipídios são aceitos. (VITOLO, 2008).
De acordo com a RDA (ingestão dietética recomendada), as proteínas são dividas
em grupos etários.
Idade g/Kg

< 6 meses 2,2


6 a 12 meses 1,6
1 a 3 anos 1,2
4 a 6 anos 1,1
7 a 10 anos 1,0
(Fonte: RDA - Recommended Dietary Allowance (Ingestão Diária Recomendada,
1989)

Com uma alimentação variada e equilibrada, em geral a criança consegue ingerir


todas as minerais e vitaminas para garantir um crescimento adequado. O cuidado
maior deve ser com os nutrientes mais críticos como cálcio, ferro, zinco e vitamina A,
pois a recomendação é mais elevada nessa idade.
A ingestão de cálcio auxilia a maximização da massa óssea durante a infância e
adolescência.
Quanto o ferro, a criança está suscetível ao risco de anemia ferropriva, que pode
afetar o crescimento e desenvolvimento infantil.
A ingestão de zinco é essencial para a resistência imunológica do organismo e é um
componente de diversas enzimas. É essencial para o crescimento e
desenvolvimento.
Uma alimentação pobre em vitamina A, contribui para um risco maior de
hipovitaminose A nesse grupo etário, com serias consequências para a saúde e
sobrevivência infantil (UNDERWOOD, 1999). Além disso, outros fatores são
identificados, destacando a necessidade para o crescimento, as múltiplas patologias
como infestações intestinais por parasitas e infecções intestinais, infecções
respiratórias, tuberculose, sarampo.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a hipovitaminose A é
considerada um grave problema de saúde pública, e está associada a 23% das
mortes por diarreia em crianças brasileiras.

5.1.3 Educação Nutricional

Essa fase é a fase que as crianças adquirem conhecimento e assimilam conceitos.


Nada melhor, aproveitar e promover atitudes positivas para os alimentos e transmitir
informações sobre eles. Esses conhecimentos podem ser transmitidos pelos pais,
em forma de experiências diárias, nomeando os alimentos, descrevendo tamanho,
auxiliando no preparo e aproveitar para prová-los.
Uma vez que crianças de todas as idades se beneficiam de uma abordagem
“palpável” para aprendizagem, informação sobre o alimento e nutrição podem ser
incluídas em refeições ou lanches, preparação da comida e atividades que também
se dirijam ao aprendizado cognitivo.
No aprendizado inclui estabelecer rotina e horários para as refeições, orientar para
não ingerir líquidos durante as refeições, oferecer o alimento em pequenas
quantidades e em temperatura agradável, evitar fazer chantagens, punições e
castigos para forçar a criança a comer, respeitar as preferencias de determinados
alimentos, evitar fast-foods, incentivar a criança a conhecer novos alimentos.

5.2 Saúde do adolescente

A OMS nos ressalta que a adolescência é definida como o intervalo que


compreende dos 10 aos 19 anos. Essa fase é marcada por varias modificações
físicas, psíquicas, comportamentais e sociais. Esta fase depende da maturação
sexual, então se o individuo atrasar ou for tardia a maturação, esse ciclo também irá
acompanhar.

5.2.1 Crescimento e Desenvolvimento

Após o nascimento, essa é a fase que o individuo apresenta um pico na velocidade


do crescimento e desenvolvimento. O crescimento esta relacionado ao aumento da
massa corporal, e desenvolvimento físico, a maturação dos órgãos.
No sexo masculino há o crescimento dos testículos, do alargamento e tamanho do
pênis e desenvolvimento de pelos pubianos. Já nas meninas, há o crescimento das
mamas, dos pelos pubianos e menarca.
Durante a puberdade, o crescimento de estatura médio anual dos meninos é de 9 a
10cm e o ganho ponderal de é de 8Kg. Nas meninas, o crescimento médio é de
8cm/ano e o9 ganho de peso é de 6 a 8Kg (VITOLO, 2008). Os meninos apresentam
mais tecido magro e menos adiposo, enquanto as meninas apresentam mais tecido
adiposo e menos tecido magro.
5.2.2 Necessidades Nutricionais
Para uma dieta equilibrada, é utilizado a pirâmide alimentar como orientação. Nela
encontramos os grupos de acordo com seu nutriente principal, em ordem de
necessidade de ingestão a partir da base.
Para estimar a necessidade nutricional para adolescentes, foi levado em
consideração a maturação sexual e as modificações corporais.
Existem algumas recomendações de macronutrientes e micronutrientes a ser
respeitado. Após o calculo da quantidade necessária de energia, outro fator a
considerar são as fontes de energia provenientes da alimentação, que devem estar
equilibradas entre carboidratos e lipídios. Valores de 55 a 60% de carboidratos e de
25 a 30% de lipídios são aceitos. (VITOLO, 2008).

Valores recomendados de proteína de acordo com a RDA


Sexo Idade g/dia
Sexo Masculino 11 a 14 anos 45
15 a 18 anos 66
Sexo Feminino 11 a 14 anos 46
15 a 18 anos 55
(Fonte: RDA - Recommended Dietary Allowance- Ingestão Diária Recomendada)

A ingestão de ferro em ambos os sexos requer doses aumentadas durante a


adolescência, pelo aumento da massa muscular, pelo volume e pelas enzimas
respiratórias.
A ingestão de cálcio se faz importante pela retenção de cálcio que ocorre nessa
fase, para formação óssea. É considerado um período crítico de mineração óssea.
A vitamina A e necessária para o crescimento, diferenciação e proliferação celulares,
reprodução e integridade do sistema imunológico, sendo que esse período da
adolescência é de grande importância, devido à aceleração do crescimento
(GOODMAN, 1984).
A vitamina C permite assegurar uma adequada síntese de colágeno, auxiliando na
cicatrização, na formação dos dentes e na integridade dos capilares.
A recomendação de ácido fólico tem como base principal prevenir as doenças
cardiovasculares. Estudos mostram que níveis plasmáticos aumentados de
hemocisteína na infância são um fator de risco para cardiopatia isquêmica, e são
mais prevalentes em adolescentes com histórico familiar de doença cardiovascular
(GREENLUND E COLS,1999).
As fibras alimentares atuam na prevenção e tratamento da obesidade, reduzindo o
colesterol sanguíneo, regulação da glicemia, diminui os riscos de doenças
cardiovasculares, diabetes e câncer (ADA,2002).

5.2.3 Educação Nutricional

A pirâmide alimentar brasileira, mesmo que não seja específica para adolescentes, é
um instrumento de educação nutricional para apresentar os grupos alimentares,
suas funções e as fontes de nutrientes. Além disso, deve-se empregar a variedade
alimentar, a moderação e a proporção entre os alimentos, com auxilio de uma lista
de substituições para evitar a repetição de alimentos do plano alimentar.
Algumas orientações básicas devem ser passadas ao adolescente, como não comer
em frente à televisão, mastigar bem os alimentos, evitar os lanches e alimentos
gordurosos, diminuir a ingestão de refrigerantes e aumentar o consumo de líquido
(água).
A partir do momento em que o adolescente se sente seguro e confiante nas
mudanças já conquistadas, estará mais receptivo quanto à introdução dos alimentos
menos calóricos, como frutas, legumes e verduras (VITALLE E FISBERG, 2009).
A participação da família e amigos é fundamental. Não se deve proibir o adolescente
a ingestão de alimentos “não saudáveis”, pois a proibição pode dificultar a adesão a
outros alimentos (saudáveis). A conscientização do papel da alimentação na
promoção da saúde, deve ser introduzido aos poucos, que depois de incorporadas,
passam a determinar um estilo de vida definitivo.

5.3 Saúde do Adulto

5.3.1 Necessidades Nutricionais

O Guia Alimentar para a População Brasileira, recomenda que o grupo de


carboidratos totais deve fornecer 55 a 75% do valor energético total. Desse total 45
a 65% devem ser provenientes de carboidratos complexos e menos de 10% de
carboidratos simples (açúcar, guloseimas, refrigerantes).
Para proteínas, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda 10 a 15%
do valor energético total. Pelas porções recomendadas das fontes proteicas,
podemos concluir que pelo menos 50% são de origem animal e o restante de origem
vegetal (VITOLO, 2008).
Para as gorduras, o Guia Alimentar recomenda 15 a 30% do valor energético total
(VET). O total de gorduras saturadas deve ser menor que 10% do VET; o de
gorduras poli-insaturadas deve corresponder a 6 a 10% do total de energia; o de
gorduras monoinsaturadas completa o percentual recomendado para gorduras totais
(VITOLO, 2008).
O Guia Alimentar recomenda três porções de frutas, e três porções de legumes e
verduras diariamente. Já a OMS recomenda um consumo diário de 400g desses
grupos.
Recomendação de fibra alimentar segundo as Dris (Dietary Reference Intakes):
Categoria Al (g/dia)
Homens
19 – 50 anos 38
51 anos ou mais 30
Mulheres
19 – 50 anos 25
51 anos ou mais 21

(Fonte: Dris- Dietary Reference Intakes)

5.3.2 Educação Nutricional

A educação nutricional deve levar em consideração a condição nutricional do


individuo, seu histórico clínico e familiar e os fatores de risco aos quais ele possa,
eventualmente, estar exposto. (SILVA, S. M.C. S, 2014).
Estratégias podem ser criadas para fazer com que o indivíduo alcance seus
objetivos como uma dieta com entendimento facilitado, receitas saudáveis, ensinar
como diferenciar alimentos ultraprocessados dos processados através da leitura do
rotulo, até mesmo a utilização da pirâmide alimentar, para que o individuo conheça
os grupos e o posicionamento de cada um.
5.4 Saúde do Idoso
O envelhecimento é considerado processo natural, dinâmico, progressivo e
irreversível, no qual ocorrem alterações morfológicas, bioquímicas, fisiológicas,
comportamentais e psicossociais. Essas modificações são frequentes e
consideradas específicas, ou patognomônicas, do envelhecimento; provocam perda
progressiva da capacidade de adaptação ao ambiente e prejuízo na forma de se
alimentar. Essas condições tornam o individuo mais vulnerável e aumenta a
incidência de má nutrição e de processos patológicos nesse grupo (FLORENTINO,
A. M. 2002).

5.4.1 Necessidades Nutricionais

Conforme a AMDR, a recomendação de carboidratos, estabelecida para adultos,


varia de 45 a 65% do total energético e o valor de RDA, para homens e mulheres
com 51 anos e mais, é 130/dia.
Para as proteínas a RDA recomenda 56g para homens e 46g para as mulheres.
A quantidade de gordura é a mesma recomendada para adultos saudáveis. O Guia
Alimentar recomenda 15 a 30% do valor energético total (VET). O total de gorduras
saturadas deve ser menor que 10% do VET; o de gorduras poli-insaturadas deve
corresponder a 6 a 10% do total de energia; o de gorduras monoinsaturadas
completa o percentual recomendado para gorduras totais (VITOLO, 2008).
A recomendação de cálcio para indivíduos saudáveis, homens e mulheres de 51 a
70 anos e acima de 70 anos é de 1.200mg/dia (OMS, 1997). É de extrema
importância atingir essa recomendação para a prevenção da osteoporose, que
nessa faixa etária tem o risco aumentado.
A recomendação de ferro segundo a RDA é de 8mg/dia para mulheres e homens
acima de 51 anos. O consumo dessa recomendação deve ser cuidado, pois há
prevalência de anemia em pessoas dessa faixa etária.
As recomendações de vitamina A ao de 900µg para homens e 700µg para mulheres
acima de 51 anos. A deficiência de vitamina A não PE comum entre os idosos. Pelo
contrario, devido a suplementação diária, pode ocorrer excesso, que pode
comprometer a função hepática (CHERNOFF, 2005). A ingestão inadequada de
vitamina D pode aumentar o risco de osteoporose e a perda óssea. Quedas, fraturas
e deficiência de vitamina D parecem estar associadas; acredita-se que a vitamina D
previne fraturas pela melhora da densidade mineral óssea e da força muscular,
diminuindo, com isso, as quedas (JOHNSON E KIMLIN, 2006).

5.4.2 Educação Nutricional

Um dos instrumentos que pode utilizado para a educação nutricional é a pirâmide


alimentar do idoso. Com ela podemos transmitir informações com mais
entendimento do individuo, pelo fato de ser ilustrativa ajuda muito na compreensão.
Podemos utilizar também, alguns modelos de pratos de alimentos.
Deve-se dar atenção especial a um certo número de situações que poderiam impedir
que a pessoa idosa atenda às necessidades dietéticas. Se a mastigação for um
problema, devem ser exploradas sugestões para alimentos nutritivos mais moles, e
para a alteração das texturas do alimento por meio de relação ou corte.

(Fonte: Ministério da Saúde)


Considerações Finais

Nesse artigo estudamos a educação nutricional se faz necessária em todas as fases


da vida, desde o nascimento, até a fase adulta. Para que exista o correto
desenvolvimento e crescimento, fazem-se necessárias quantidades corretas de
ingestão de micro e macronutrientes, além de todos os conceitos colocados em
prática, para uma vida saudável.
É preciso ter consciência de uma estrutura que previna a obesidade por meio de
educação nutricional desde o início da vida, mas que não leve a desfechos
desfavoráveis como distúrbios alimentares conhecidos, por exemplo anorexia e
bulimia.
É cada vez mais comum, o aparecimento de distúrbios, muitas vezes, ligados à
beleza, às imposições da mídia e da busca desenfreada pela beleza e pelo corpo
esculpido.
Precisamos encontrar o equilíbrio, contemplar a base da alimentação saudável, e
sabermos aceitar nossos limites e heranças genéticas.
Extremismos, alimentos proibidos, alimentos milagrosos e dietas da moda sempre
veem à tona na mídia e ganham espaço cada vez maior nas conversas populares. A
busca por soluções rápidas para obesidade com produtos e dietas “milagrosos” é
muito comum entre adultos e crianças.
O problema se torna cada vez maior, e a informação se torna cada vez mais
necessária nesse quesito, que muitas vezes, pode até mesmo colocar em risco, a
vida das pessoas.

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