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ENTREVISTA MOTIVACIONAL

H E LOÍS A G A RC IA C L A RO

1
OBJETIVOS

História da EM;
Revisão das evidências para uso de EM;
Definições relacionadas à EM:
 Espírito da EM;
 Habilidades utilizadas;
 Discurso para a mudança.

Discutir implementação da EM em serviços especializados e


treinamento de profissionais da saúde

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MILWALKEE, 1973

- Pesquisa com pacientes em um hospital - PhD;


- Leitor de Carl Rogers;
- Literatura: negação, mentirosos patológicos, inatingíveis;
- ???

http://vimeo.com/20901845
DISSERTAÇÃO

- Grupo de intervenção e grupo controle;


- Grupo controle teve melhores resultados;
- 1978, 1979, 1983;
- Grupo controle: grande ajuda do diário.
http://www.motivationalinterview.org/Documents/MItheory.pdf
http://vimeo.com/20901845
http://www.motivationalinterview.org/Documents/Miller-june7-
plenary.pdf
(Rosengren, 2009)
NOVO ESTUDO

Dois grupos: terapia; grupo do livro;


Lista de espera: esperar 10 semanas e ir fazendo o diário;

Os dois primeiros grupos cortaram o uso pela metade;


O terceiro grupo não melhorou...

Diferença: O terceiro grupo tinha recebido a informação de que


precisava esperar, e não de que eles eram “capazes” de mudar o
comportamento.
RESUMINDO...

Nós influenciamos os pacientes com as nossas expectativas!

9 terapeutas e 3 supervisores

3 – terapeuta mais empático; 100% pacientes melhoraram.


2 – terapeuta menos empático; 27% pacientes melhoraram.

A média dos pacientes na terapia e sozinhos era igual – mas 5 dos terapeutas
tinham melhores resultados do que o grupo do livro
100% 90% 100%
88% 80% 70%

60%
30% 20%27% 25% 30%
EMPATIA!!!!!!!
OUTRO ESTUDO
Habilidades Rogerianas

Alto

2X
Médio Recaída
4X

Baixo
PROPÔS NOVA TERAPIA – ENTREVISTA
MOTIVACIONAL
O paciente tem que dar os argumentos para a mudança;
Ser evocativo: provocar que a pessoa fale sobre suas próprias
preocupações e motivações;
Ouvir reflexivamente: usar empatia;
Minimizar a resistência (não discutir);
Valorizar otimismo.
POR QUE APRENDER EM?

Miller and Rollnick (2013)


25,000 artigos citando
“Motivational Interviewing.”
Mais de 200 ensaios clínicos
(Miller & Rose, 2009).
Diversas metanálises indicando o
uso de EM para modificação de
comportamentos.

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DEFINIÇÃO

“Método centrado na pessoa para comunicação e para aumento da


motivação intrínseca para a mudança , por meio de suporte para os
pacientes explorarem e trabalharem a ambivalência”

Miller and Rollnick (2002)


O QUE SIGNIFICA ESTA DEFINIÇÃO

Centrado na pessoa: Terapeuta que usa EM não é confrontativo, dá


suporte e é empático;
Diretivo: Focado no objetivo de falar sobre comportamento e
mudança do mesmo, bem como estratégias para ajudar no equilíbrio
para alcançar a mudança’;
Ambivalência: Sentir-se de duas maneiras distintas acerca de algo. A
EM é útil para pessoas ambivalentes.

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MI
Spirit

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EVOCAÇÃO

Evocação Dizer
“Quais comportamentos de “Acho que deveria parar de
saúde (se algum) você pensa em comer besteiras e comer mais
mudar?” coisas saudáveis”
 (Follow-up): Ótima idéia. Por que você
gostaria de mudar isso?

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FRASES – ESPÍRITO EM

1. Por que gostaria de fazer essa 1. Evocação (Razões)


mudança?
2. Colaboração
2. O que poderia fazer, para ter
sucesso? 3. Evocação
3. Quais são as três razões mais 4. Evocação
importantes para fazer isso?
4. Em uma escala de 0 a 10, quanto 5. Suporte à autonomia
isso é importante para você?
1. Follow-up: “E por que você disse x e não 0?”

5. “Então o que acha que fará?”

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AUMENTANDO A AUTONOMIA

 Peça permissão para dar conselho ou mostrar preocupações. Evite dar conselhos não
solicitados. Após aconselhamento, pergunte o que pensa sobre o que foi falado.

1. Pergunte o que a pessoa considera um problema. Não rotule


problemas.
2. Afirme as ideias a favor da mudança. Não faça comentários
negativos, sarcásticos ou que diminuam as suas escolhas. Se você se
preocupa com as escolhas, volte ao princípio para falar sobre isso.
3. Afirme o óbvio. É sempre escolha do paciente se ele vai ou não
mudar, apesar da pressão externa.
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2. HABILIDADES PARA EM
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HABILIDADES FUNDAMENTAIS

A EM usa de quatro habilidades;


Já as usamos no nosso dia a dia;
 Como usá-las para alcançar um discurso de mudança?
 Como usá-las para fluir com a resistência?
 Como usá-las para um diálogo de manutenção?
PRIMEIRA HABILIDADE: PERGUNTAS
ABERTAS
Evocativo;
Diferente de respostas prontas (sim e não);
Perguntas que fomentem argumentos para a mudança – intenção;
SEGUNDA HABILIDADE: AFIRMAÇÕES

Afirmar qualidades, esforços e intenções;


Estimular auto-eficácia:
 Maior confiança em si
TERCEIRA HABILIDADE: REFLEXÕES

Refletir sobre o que a pessoa sente e o que significa para ela;


 Às vezes não nos damos conta de como nos sentirmos antes de verbalizar.
QUARTA HABILIDADE: SUMARIZAÇÃO

Às vezes falamos sobre muitas coisas na nossa comunicação;


Durante o diálogo pode não ser possível enfatizar os pontos que você
acha mais importantes;
Oferecer de volta o que foi falado;
Desenhar o caminho.
EXEMPLOS
PERGUNTAS ABERTAS

Fazer as perguntas certas;


Perguntas que estimulem o discurso de mudança;

“O que você gostaria de mudar no seu estilo de vida?”


“Se você realmente decidisse fazer algo a respeito disso, como você
faria?”
PERGUNTAS ABERTAS

“Quais seriam as três razões mais importantes pelas quais você


gostaria de mudar agora?”
PERGUNTAS ABERTAS

Todas as perguntas dos exemplos estimulam discurso de mudança.


EXEMPLOS

Terapeuta: “Me fale um pouco agora sobre o que você gostaria de


fazer a respeito das suas escolhas”
paciente: “Eu gostaria de não ficar mais nesse vai e vem, sabe?
Nesses altos e baixos. Isso é o principal. Outra coisa é que eu
gostaria de me sentir melhor a respeito de mim mesma. Eu gostaria
de olhar para mim com outros olhos”.
EXEMPLOS

T: “Se você fosse ir além do que já está fazendo, como começaria? O que
gostaria de fazer? O que você poderia fazer para praticar mais
exercícios na sua vida?”
A: “Bem, eu gostaria que fosse possível gostar do que eu estou fazendo.”
T: Então não seria qualquer exercício. Encontrar algo que te agrade é
importante. Algo que você goste.
A: “Sim, com certeza. Tenho que gostar. Além disso não pode ser algo
que exija muito de mim fisicamente agora.”
EXEMPLOS

“Em uma escala de 0 a 100, o quão importante é para você realizar


esta mudança?”
“Por que você está neste número, e não no 0?”
“Por que você está neste número, e não no x?”
O paciente elabora mais sobre o que já fez, sobre a importância, e
se sente mais seguro.
EXEMPLOS

Quando o paciente já mostra ações que poderia tomar, estratégias…


 “Então o que você acha que vai fazer agora?”
 “O que acha que vai fazer esta semana?”

 As respostas mostrarão o comprometimento com a mudança.


EXPLORAR AMBOS OS LADOS

“Quais são as coisas boas e quais são as coisas não tão boas a
respeito de fumar?”
Por que é útil perguntar sobre razões pelas quais a pessoa poderia
querer continuar com o comportamento?????
EXPLORAR AMBOS OS LADOS

1 – Você reconhece que existe este lado da ambivalência. Você pode


ser a primeira pessoa que está realmente disponível para tentar
entender qual a importância daquele comportamento para o
indivíduo – cumplicidade, aceitação.
EXPLORAR AMBOS OS LADOS

2 – material para um futuro plano de ações.


Se fuma por que é relaxante… O que poderia fazer para relaxar
ao invés de fumar???
EXPLORAR AMBOS OS LADOS

Quais são as coisas não tão boas a respeito de fumar?


Passar mais tempo trabalhando estas respostas;
Solicitar para elaborar mais a respeito disso…
“Me fale mais sobre por que você acha que fumar faz mal para a
sua saúde.”
“Você pode me dar um exemplo de uma situação em que o cigarro
tenha te atrapalhado?”
PERGUNTAS ABERTAS

“O quanto você se sente pronto para mudar esse comportamento, em


uma escala de 0 a 100?”
Pode ser muito importante, mas a pessoa pode não estar se sentindo
pronta ou confiante;
Pode considerar fácil, mas não sentir necessário fazê-lo.
OBJETIVOS E VALORES

“Quais são seus objetivos?”


“O que é importante para você como pai? Como filho? Como
trabalhador?”
“Como estes valores e objetivos se encaixam com o seu
comportamento atual?”
“Como você acha que o uso de drogas se encaixa nestes seus
objetivos?”
AFIRMAÇÕES

Frases do terapeuta que afirmam os sentimentos, emoções, desejos,


qualidades do paciente;
Recursos, tentativas já utilizadas, e discurso de mudança…

“Nossa, parece que você realmente já pensou bastante a respeito de


razões pelas quais você poderia mudar!”
AFIRMAÇÕES

Precisam ser genuínas. Tem que ser coisas que surgem no discurso do
paciente e que você realmente considera importantes de serem
ressaltadas;
EXEMPLOS AFIRMAÇÕES

T: “Me fale um pouco sobre o que você consideraria saudável na sua


vida.”
A: “Eu acho que eu deveria fazer lanches mais saudáveis entre as
refeições. Comer frutas, cereais, coisas mais naturais, ao invés de ficar
comendo um monte de besteira. De comida cheia de substâncias
químicas. Quando me comparo com as outras pessoas sei que meu
peso me incomoda, e que eu gostaria de ser mais saudável.”
EXEMPLOS AFIRMAÇÕES

A: “Na minha família as pessoas engordam muito depois de uma


certa idade, e a minha mãe teve um ataque cardíaco aos 34 anos.
Isso me assusta. Eu já tenho 30 anos…”
T: “O que mais me chama a atenção no que você falou é que você
realmente parou para se avaliar, para avaliar a sua vida. Você
conhece sobre opções saudáveis e você se preocupa em encaixá-las
na sua vida.”
AFIRMAÇÕES

Afirmações tem que ser respeitosas, algo condizente com o contexto


cultural do indivíduo;
Individualizadas: Para algumas pessoas, é aplicável fazer um
comentário mais entusiasmado. Para outras, é necessário algo mais
sutil.
AFIRMAÇÕES

Melhores quando específicas;


 Ao invés de usar algo mais geral, como: “Você é um ótimo pai”, tentar usar algo
específico, repetindo com as palavras do paciente: “Quando você foi, na semana
passada, assistir ao jogo de futebol do seu filho, mostrou o seu apoio, isso foi uma
boa atitude da sua parte, mostra o quanto você se importou com ele naquele
momento.”
REFLEXÕES

O nome “Entrevista Motivacional” – perguntas??


O mais importante da EM são as reflexões.
TIPOS DE REFLEXÕES

Reflexões simples – devolver para a pessoa aquilo que ela disse a


você;
Reflexões complexas – reflexões seguindo um palpite a respeito do
que a pessoa está sentindo, ou quer dizer;
REFLEXÕES

A reflexão serve para fazer o indivíduo pensar melhor a respeito de


sua ambivalência, e ir em direção ao discurso de mudança;
Quando o discurso de mudança já está presente, as reflexões servem
para planejar ações.
REFLEXÕES

“Reflexões são mais do que uma repetição, elas são uma revelação.”
Carl Rogers
O que você busca com reflexões é que o indivíduo se sinta entendido,
e pense mais a respeito;
“Sim, é exatamente assim que eu estou me sentindo!”
REFLEXÕES – EXEMPLOS

T: “Me parece que fazer exercícios e se alimentar de uma maneira


saudável combina muito com o que você quer para você agora, e com
como você quer se ver no futuro.”
A: “Eu não percebia isso antes na minha vida, não percebia o quanto
era importante para mim. ”
T: “Você está em um momento da sua vida que você quer se sentir
mais eficiente, melhor, mais saudável. Você não se percebia assim
antes, mas agora sim”
REFLEXÕES - EXEMPLOS

A: “Sim, agora sim.”


T: “E você possui ferramentas importantes para atingir estes objetivos.
Você já sabe o que fazer a respeito dos exercícios, a respeito da
alimentação. ”
SUMARIZAÇÕES
Hoje nós falamos um pouco sobre os seus comportamentos de
risco. Você disse que está cada vez mais preocupado com o risco
para pegar uma DST. Está te preocupando tanto, que você
inclusive já agendou um teste para HIV. Você também diz que
quer ter um namorado sério ao invés do tipo de relacionamentos
que tem hoje. Conversamos sobre a possibilidade de você vir
para atendimento aqui regularmente. Você vê benefícios nisso,
como ter uma melhor auto-estima e poder contar com alguém.
Você acha que está pronta para fazer essas mudanças, o que me
deixa muito feliz. Você teria algo importante sobre o que quisesse
falar antes de terminarmos?

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TRAINING RESOURCES/OPTIONS
Motivational Self-Paced Training
Interviewing Network Olmstead et al
of Trainers (MINT): (2011)
www.motivationalinter
viewing.org
 Train the New Trainers
event (TNT)
 http://www.motivationali
nterview.org/Documents/
TNT_Manual_Nov_08.pd
f

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