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A sacralidade da natureza e seus ciclos têm muito a ensinar àqueles dispostos a

observar e aprender. O solstício de inverno se aproxima uma vez mais. Sua


celebração está ligada ao nascimento e renascimento do Sol, após a noite mais longa
e escura do ano. O Sol retorna como infante redivivo, ao mesmo tempo renovação e
continuidade. Não se trata simplesmente do Sol físico, mas sim a figura de um jovem
deus ressuscitado e luminoso. O nascimento da criança prometida, que mergulha o
mundo em luz.

Independentemente das crenças espirituais de cada um de nós, esse é um mito que


pode e deve ser trazido para nossa espiritualidade e nossa visão de mundo. Os
tempos em que vivemos são como a longa, fria e escura noite. Que nossos ideais,
nossa luta e, de maneira geral, nossa existência nesse mundo sejam como o Sol
infante que dissipa a obscuridade.

Tal é o tipo de lição que a tradição pode nos ensinar. Mitos que não estão perdidos
nas brumas do passado e sim vivos no mundo que nos rodeia. O homem em conexão
com suas raízes é capaz de captar a presença do divino no solo em que está
enraizado, aprender espiritualmente com os infinitos ciclos da natureza. Até mesmo
nos aspectos mais corriqueiros da vida: a agricultura, por exemplo, pode ser vista
dessa forma. Não é por acaso que muitas culturas têm mitos de técnicas agrárias
ensinadas por entidades divinas.

O homem moderno esvaziou os mitos, transformou-os em meros arquétipos e


absurdas egrégoras, enquanto olha com uma pretensa superioridade para os
“primitivos” antepassados. Nós, da Nova Resistência Brasil, olhamos com admiração,
devoção e respeito para o passado e para nossos ancestrais. Como críticos e inimigos
da atual era, buscamos adaptar a sabedoria de outrora para o tempo em que vivemos.
Lutamos contra a presente modernidade, em busca de novas possibilidades para o
futuro, com nossos olhos e espíritos voltados para a luz do passado.