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NEUROCOACHIG

TERAPIA
NEUROCIENTÍFICA

Formação Internacional - Brasil / 2019-2020


www.supercoach.com.br
ÍNDICE
Apresentação .................................................................................................................................. 04

Plasticidade Neural ......................................................................................................................... 05

Hierarquia das necessidades de Maslow ..................................................................................... 06

Constelações Familiares e Organizacionais ................................................................................. 09

Rapport ............................................................................................................................................. 10

PNL .................................................................................................................................................... 12

A TÉTRADE: Fonte das Emoções e Estados...................................................................................... 15

Ancorando Estados ......................................................................................................................... 16

Resgatando o EU nos Focos de Tensão ......................................................................................... 18

Expansão de Consciência .............................................................................................................. 19

Sistemas Representacionais ........................................................................................................... 20

Metaprogramas ............................................................................................................................... 21

Como entendemos a realidade .................................................................................................... 23

Missão e Propósito ........................................................................................................................... 25

Empoderamentos ............................................................................................................................ 28

Formulação de Objetivo.................................................................................................................. 30

Roda da vida ................................................................................................................................... 31

Crença: O nascimento da Excelência .......................................................................................... 34

Planilha para Identificação de Crenças Limitantes...................................................................... 38

Diferenças da Excelência ............................................................................................................... 39

Perguntas Para Elicitar Estados Desejados .................................................................................... 35

Perguntas Para Elicitar Estratégias Cognitivas .............................................................................. 61


Níveis Neurológicos ......................................................................................................................... 64

Heurística de Milton Erickson .......................................................................................................... 67

Autogestão em Terapia Neurocientífica ....................................................................................... 68

Teste de Autoliderança ................................................................................................................... 74

Pergunta do Milagre ........................................................................................................................ 77

Poder Mental Positivo ...................................................................................................................... 81

Emoções .......................................................................................................................................... 85

Ganhos e Perdas em Escolhas ....................................................................................................... 90

Autoestima ....................................................................................................................................... 91

Falta de Patrocínio ........................................................................................................................... 99

Centramento Ativo .......................................................................................................................... 91

Matriz de Identidade ....................................................................................................................... 102

A Jornada do Herói ......................................................................................................................... 104

Abraçando Sentimentos difíceis .................................................................................................... 106

Transformando Estados Bloqueados .............................................................................................. 107

Desenvolvendo Auto Cura ............................................................................................................. 108

Síndrome da Dependência Afetiva ............................................................................................... 110

Superando Limites ........................................................................................................................... 112

O Tipo Vítima .................................................................................................................................... 120

Metodologia para Gerar Estados de Gratidão ............................................................................. 122

Sistema Familiar ............................................................................................................................... 125

Exercício de Reflexão I ................................................................................................................... 127

Exercício de Reflexão II .................................................................................................................. 129


SEJA BEM – VINDO A FORMAÇÃO EM TERAPIA NEUROCIENTÍFICA

Apresentação:

Formação em Terapia Neurocientífica é inovadora e exclusiva, fruto de duas décadas de know-


how em atendimento a clientes e a diversas outras classes de profissionais como executivos,
líderes religiosos e terapeutas.

Através desta experiência prática e das mais diversas formações que vão do coaching à
Programação Neurolinguística, das constelações à terapia sistêmica, do Trabalho focado na
solução a Hipnoterapia , do Diálogo Sistêmico a Cinesiologia, do Construtivismo a Autogestão,
da Psicologia positiva a Restauração da Alma, e de centenas de livros, cursos pesquisas,
submetendo essa expertise a formação acadêmica e pesquisas nas áreas da Neurociência,
surgiu a Formação em Terapia Neurocientífica.

(do grego: θεραπεία - do verbo therapeúo, "prestar cuidados


médicos, tratar“ ou terapêutica significa o tratamento para uma
Terapia - determinada doença pela medicina tradicional, ou através
de terapia complementar ou alternativa.

Vem da Neurociência, é o estudo do sistema nervoso: sua estrutura,


Neurocientífica- seu desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o
comportamento e a mente, e também suas alterações.

Entre os principais benefícios de se tornar um Terapeuta Neurocientífico destacam-se:

 Diferenciação no mercado com um conteúdo exclusivo e que possui resultados


surpreendentes.
 Ampliação do campo de trabalho para o terapeuta, pois pela riqueza do conteúdo é
possível atender de executivos a outros terapeutas, isto é 100% da população
economicamente ativa.
 Você terá recursos exclusivos, além de, estar em conformidade com o que há de mais
moderno e cientificamente embasado para solução dos impasses de seus clientes.
 Aprenderá a utilizar Autogestão para a gestão dos estados emocionais de seus clientes e
aumento de produtividade e de resultados, fornecendo ao seu cliente alta performance
pessoal e profissional de maneira sustentável.
 Como terapeuta Neurocientífico você também terá os recursos para alavancar a vida
profissional de seus clientes, rumo a conquistas pessoais a profissionais, e poderá ganhar
mercado e remuneração posicionando-se também como Coach, Especialista em
Neuroperformance, ou ainda Practitioner em Programação Neurolinguística, pois estes
conteúdos também fazem parte desta formação exclusiva entre outros.

Essa formação é integrada, e por essa razão como terapeuta Neurocientífico você também
terá os recursos para alavancar a vida profissional de seus clientes, rumo a conquistas pessoais
a profissionais, e poderá ganhar mercado e remuneração posicionando-se também como
Neurocoach, Especialista em Neuroperformance, pois esta formação contempla recursos da
Neurociência aplicados a Alta Performance.

Contamos também apoio de diversas instituições:

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“Você deve ser a mudança que
deseja ver no mundo”
Mahatma Gandhi
Neuroplasticidade Cerebral

A atividade molda a mente, pois o cérebro muda sua forma e cria novos neurônios nas áreas
mais utilizadas. *Fonte: Instituto de Neurologia de Londres

O poder do estado emocional

Quantas vezes você já tomou péssimas decisões por se encontrar em um estado emocional
com poucos recursos ?
As pessoas normalmente são reféns de suas emoções, das situações e das circunstâncias, e todo
o ser humano que acredita ser incapaz, inadequado ou inferior, se coloca a margem das
possibilidades e permanece paralisado, ou na melhor das hipóteses aceita qualquer coisa para
si...

Consequências
Aumento dos níveis de cortisol, inibição da
neurogênese no hipocampo, stress
Vida moderna, stress e crônico, ansiedade e depressão
excesso de informação,
falta de recursos
A mesma coisa acontece no Núcleo
emocionais
accumbens, sistema de recompensa,
onde o excesso de cortisol pode gerar
uma anedônia, falta de prazer e
motivação

Neurociência e Gratidão

Quando geramos o sentimento de gratidão em nossos pensamentos, passamos a ativar o


sistema de recompensa do cérebro no núcleo accumbens através da liberação de dopamina
e ocitocina. O sistema de recompensa do cérebro é a base neurológica da satisfação e da
autoestima, isso quer dizer que a gratidão ajuda a eliminar o medo, a angústia e a raiva,
tornando bem mais fácil o controle destes estados emocionais, prejudiciais a nossa saúde e
qualidade de vida. Fonte: Trabalho de Pesquisa da Dra. Suzana Herculano-Houzel –Cérebro nosso de cada dia.

Princípios da Terapia Neurocientífica para análise e solução de impasses:

O que é um impasse? Impasse é uma situação aparentemente sem solução desfavorável, beco
sem saída, dificuldade a qual não sabemos a solução.
- Nosso papel como terapeuta e caach é tirar o cliente do seu cárcere...

Algumas causas de impasse:


 Problemas nas ordens do amor, nos sistemas sociais, familiares e organizacionais
 Necessidades não supridas dentro da pirâmide das necessidades de Maslow
 Problemas construídos pelo encarceramento em estados sem recursos
 Psicopatologias diversas
 Problemas e patologias químicas – não é o foco desta formação, entretanto podemos atuar
com apoio ao tratamento médico.

Como saber se o cliente é cliente para Terapia Neurocientífica?

Uma das bases da Terapia Neurocientífica é o Systemic Coaching, e dentro desta metodologia
o coachee tem tanta responsabilidade como o coach pela mudança, pelos resultados e pela
manutenção dos resultados. Entretanto alguns indicadores são extremamente relevantes para

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definir o melhor encaminhamento para o cliente. Abaixo alguns exemplos:
 O cliente não dorme mais ou não sai da cama
 Possui desejos suicidas ou já tentou o suicídio
 Possui ideias permanentemente negativas
 Não tem mais força para ações com foco em resultados
 Não vê perspectiva de futuro e nem consegue sonhar ou crer que um futuro desejável é
possível
 E principalmente, não consegue se comprometer com os processos, planos e ações
propostas. Nesta situação deve-se encaminhar o cliente para um médico.

Fornecimento de recursos, um dos diferenciais da Terapia Neurocientífica

Dentro da Terapia Neurocientífica, um dos nossos diferenciais é o fornecimento de recursos, mas


o que são recursos e estados sem recursos?
 Recursos podem ser crenças, ideias, técnicas, ferramentas e assessments para que o cliente
saia de situações complexas ou de seus cárceres, e por sua vez, estados sem recursos é
caracterizado pela falta dos mesmos.

Hierarquia de necessidades de Maslow

Abraham Maslow (1 de Abril de 1908, Nova Iorque — 8 de Junho de 1970, Califórnia) foi um
psicólogo americano, conhecido pela proposta da hierarquia de necessidades de Maslow. A
hierarquia de necessidades de Maslow, também conhecida como pirâmide de Maslow, é uma
divisão hierárquica em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das
necessidades de nível mais alto.

Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto realização.
Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide.

É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser coerente
com aquilo que é na realidade "... temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver
os nossos potenciais".

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Outros tópicos importantes para estudo, estudados pela Neurociência:

Stress: A palavra "estresse" tem origem na palavra inglesa "stress", que significa "pressão",
"tensão" ou "insistência". Pode-se definir estresse, como um conjunto de reações fisiológicas
necessárias para a adaptação a novas situações.

As recentes pesquisas da neurociência descobriram que, o stress só acontece se você achar


que realmente o problema ou a situação exerce influência sobre você. Quando existe um
estresse percebido (exemplo carros no engarrafamento), você tem a opção de reagir de
diversas maneiras, pois o cérebro e consequentemente o corpo reage ao estresse real ou
imaginário, ou seja, a mente não distingue os dois.

Um pouco de ansiedade não é ruim, mas o problema é quando ela se torna exagerada ou
crônica e incontrolável, causando paralisia, negando a permissão para viver uma vida normal,
principalmente quando gera uma resposta exagerada ao stress antecipado, gerando assim
estados de ansiedade.

Para administrar o Stress agudo e ansiedade:

 Ter atitudes e expectativas positivas – (avaliação favorável do risco)


 Exercer o controle cognitivo – usar informação para uma avaliação realista de riscos para
evitar chegar no stress desenfreado
 Estratégias para regulação da resposta ao estresse – Respiração, relaxamento e massagem)
 Exercício físico intenso e regular
 Contar com apoio social
 Se necessário, ansiolíticos – Com recomendação médica
 Diminuir as dificuldades e o número de tarefas – (lidar com apenas uma de cada vez)
 Assumir responsabilidade – manter a sensação de controle da situação
 Reconhecer o quer não pode ser controlado – (coragem para controlar o que pode ser
controlado, tranquilidade para aceitar oque não pode ser controlado e sabedoria para saber
a diferença)
 Dormir bem e bastante, sempre, pois o freio da resposta ao stress é o sistema parassimpático,
e o sono profundo é o único momento do dia em que você está repondo as energias neste
sistema.
 Relaxar
 Relacionamentos saudáveis
 Muito carinho – carinho é um importante antídoto para ansiedade e para tornar uma pessoa
mais resiliente, pois quanto mais amor, menos medo.

A sensação de controle cognitivo

Outra descoberta importante da neurociência é, sobre a sensação de controle cognitivo, pois


quanto mais controle a pessoa julga ter, (a ilusão de controle) ajuda a controlar o estresse e
acalma o cérebro.
- Exemplo: uma pessoa que sente dor e tem em sua mão um botão que foi dito a ela
(analgésico placebo) que assim que apertar o botão, imediatamente ela terá uma dose extra
de analgésicos, ela vai sentir muito menos dor do que qualquer outra pessoa com o mesmo
problema.

Sobre a memória

A nossa memória é completamente seletiva, pois o que achamos que lembramos não é de
maneira alguma uma representação fiel da realidade, pois a memória é seletiva, cheia de erros,
e tendenciosa, e é exatamente isso que faz com que ela funcione para nós. Imagine que
arquivássemos a realidade absoluta dos fatos, isso poderia nos oprimir, e mais, quando
resgatássemos um fato com exatidão de detalhes, isto é sensações, emoções e imagens, se
fosse a memória de um trauma nos paralisaria.

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Outros fenômenos importantes:

O fenômeno da psicoadaptação é a incapacidade da emoção humana de reagir na mesma


intensidade frente à exposição do mesmo estímulo. Quando nos expomos repetidamente a
estímulos que nos excitam negativa ou positivamente, com o tempo perdemos a intensidade
da reação emocional, enfim, nos psicoadaptamos a eles.

Nós nos psicoadaptamos ao celular, ao carro, ao tipo de roupa, à decoração de nossa casa,
aos conceitos, aos paradigmas sociais. Assim, perdemos o prazer e procuramos
inconscientemente novos estímulos, novos objetos, novas ideias. Só conseguimos voltar a ter
prazer se reciclamos nossa capacidade de observar e valorizamos detalhes não contemplados.

No aspecto positivo, a psicoadaptação gera uma revolução criativa. Nos estimula a procurar o
novo, amar o desconhecido. Ela é um dos grandes fenômenos psicológicos inconscientes
responsáveis pelas mudanças nos movimentos literários, na pintura, na arquitetura e até na
ciência.

Todavia, quando a psicoadaptação é exagerada, ela gera insatisfação crônica e consumismo.


Nada agrada prolongadamente. As conquistas geram um prazer rápido e fugaz. Aqui está uma
das maiores armadilhas da emoção. Por isso, não é saudável que os pais deem muitos presentes
para os filhos. Eles se psicoadaptam ao excesso de brinquedos. O resultado é maléfico!
Consomem cada vez mais coisas, mas obtêm cada vez menos prazer.

Outra grande armadilha da emoção é a psicoadaptação às violências sociais, aos ataques


terroristas, à competição no trabalho, às brigas conjugais, aos fracassos profissionais, a
depressão, pânico, ansiedade. A consequência? Perdemos a capacidade de reagir. Nesse
caso, o homo sapiens se torna um espectador passivo de suas misérias. Este é um assunto para
vários livros. Espero que o leitor perceba que nossa espécie está adoecendo coletivamente.

Muitos psicólogos e cientistas sociais, por não compreenderem esse processo


inconscientemente, não entendem que com o tempo os problemas psíquicos e sociais deixam
de excitar a emoção. Este processo nos algema, destrói a capacidade de lutar pelo que
amamos. Há pessoas que arrastam sua depressão, timidez e insegurança a vida toda por causa
disso.

Será que você não está psicoadaptando à falta de diálogo na família, à dificuldade de
conquistar um aluno difícil ou um colega de trabalho complicado?

Muitos soldados alemães perderam a sensibilidade à medida que se submetiam à propaganda


nazista e observaram passivamente os judeus morrendo nos campos de concentração. As
consequências da psicoadaptação são inúmeras e extremamente complexas. Trecho do Livro
A pior prisão do mundo, de Augusto Cury

Codependência é um termo da área de saúde usado para se referir a pessoas fortemente


ligadas emocionalmente a uma pessoa com séria dependência física e/ou psicológica de uma
substância (como álcool ou drogas ilícitas) ou com um comportamento problemático e
destrutivo. Por falta de identidade, missão e propósito, há uma tendência de se gravitar em
torno da orbita de outras pessoas, e o pior, a pessoa assume culpa e responsabilidade pelos
fracassos do outro, da pessoa com problemática.

Comorbidades ocorre quando duas ou mais doenças estão etiologicamente


relacionadas. Comorbidades podem ser diagnosticadas a partir de um trauma, que afetará os
envolvido na questão pública, os profissionais envolvidos e a família da vítima.

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CONSTELAÇÕES FAMILIARES E ORGANIZACIONAIS

Anton "Suitbert" Hellinger (Leimen, 18 de Dezembro de 1925), conhecido simplesmente como Bert
Hellinger, é um teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão, criador de uma nova abordagem de
psicoterapia sistêmica.

Os desenvolvimentos de seu trabalho tem amplas implicações para o âmbito da psicoterapia,


aconselhamento de casais, pedagogia, consultoria de empresas, dramaturgia, política e solução
de conflitos sociais.

Constelação Sistêmica é um método psicoterápico e de coaching profissional que trabalha


principalmente as emoções e energias inconscientes que influenciam nossas decisões.

Seu alcance é diverso e tem sido usada tanto em tratamentos terapêuticos diversos, como
também na busca de soluções profissionais e empresariais.

O método sistêmico é tão versátil e abrangente que pode ser utilizado até em desenvolvimento
de produtos, estratégias, soluções para criação de roteiros e estratégias de comunicação.

A utilização mais usual, por enquanto, da constelação sistêmica, refere-se ao trabalho com
pessoas e as diversas questões de relacionamento interpessoal ou conflitos emocionais e de
crenças pessoais.

A dinâmica da constelação demonstra que existe uma ligação inconsciente que influencia
mutuamente as pessoas que convivem dentro de um sistema: seja uma família, uma empresa,
um departamento, uma cidade ou até um país. Quando não ajustada, esta ligação exerce uma
influência que traz conflito, dor, dificuldades, mantendo pessoas que criam um sentimento de co-
dependência entre si. Quando ajustada, naturalmente as pessoas partem em busca de seus
próprios caminhos de realização pessoal, de forma independente, respeitando os outros
indivíduos, porém, sem sentir-se na obrigação de agir ou reagir devido às atitudes dos outros. A
dinâmica da constelação deixa claro a necessidade da liberdade individual, do respeito aos
papéis que cada um exerce e do limite entre “o dar e receber” nas relações, para que os grupos
possam estar em harmonia.

As descobertas fundamentais

Hellinger descobriu alguns pontos esclarecedores sobre a dinâmica da sensação de


“consciência leve” e “consciência pesada”, e propôs uma “consciência de clã” (por ele
também chamada de “alma”-- no sentido de algo que dá movimento, que “anima”), que se
norteia por “ordens” arcaicas simples, que ele denominou de “ordens do amor”, e demonstrou a
forma como essa consciência nos enreda inconscientemente na repetição do destino de outros
membros do grupo familiar. Essas ordens do amor referem-se a três princípios norteadores:

1 - A necessidade de pertencer ao grupo ou clã


2 - A necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber nos relacionamentos
3 - A necessidade de hierarquia dentro do grupo ou clã

Aplicações

A abordagem apresenta uma vasta gama de aplicações práticas devido aos seus efeitos
esclarecedores no campo das relações humanas, como:
 Melhoria das relações familiares
 Melhoria das relações interpessoais nas empresas
 Melhoria das relações no ambiente educacional

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RAPPORT
Rapport é uma palavra de origem francesa que significa literalmente “relação” . É a
capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende. É a
capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele. É a
essência da comunicação bem sucedida. (Antony Robbins, Escritor, motivador conferencista).

DESENVOLVENDO RAPPORT
 Desenvolva um ambiente acolhedor e confortável
 Use empatia para equiparar o tom de voz ao do coachee, com a intenção honesta de
entendê-lo
 Respeite crenças e valores
 Repita as frases mais importantes com o objetivo de conferir concordância e reduzir mal
entendidos
 Use o espelhamento de maneira natural
 Explique o processo de coaching para seu coachee caso ele não conheça, e deixe claro o
que ele deve esperar da sessão de coaching
 Analise seu comprometimento com o processo (0-10)
 Dê compreensão das ferramentas e sobre o processo de coaching
 Administre as expectativas dos clientes.

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Rapport
O padrão básico para criação do Rapport é igualar-se. Consiste no processo
em que você ajusta os mesmos aspectos do seu comportamento externo
com os aspectos do comportamento externo da outra pessoa.
Por exemplo:
Quando a outra pessoa inclina a cabeça para o lado, você se ajusta
inclinando sua cabeça e igualando o movimento da outra pessoa.
o processo completo de igualar-se é chamado de Acompanhamento; ou
seja, você se move de acordo com o movimento da outra pessoa, igualando
a sequência de movimentos.
Logo abaixo segue uma variedade de comportamentos para se igualar, que
levam você a criar estados poderosos de Rapport, tanto consciente como
inconsciente. Ao transformar-se num especialista na arte de igualar-se, você
irá desenvolver sua habilidade de estabelecer Rapport com qualquer
pessoa que você escolher.

Igualando o corpo inteiro


Ajuste seu corpo o mais próximo das mudanças de postura da outra pessoa.
Igualando partes do corpo
Acompanhamento de movimentos consistentes; piscar de olhos.
Igualando metade do corpo
Iguale a porção superior ou inferior da postura da outra pessoa.
Padrões de Ângulo de Cabeça/Ombros ... Predicados
Iguale poses características que a outra pessoa oferece com cabeça, ombros
e predicados.
Qualidades vocais (analógicas)
Igualar mudanças na tonalidade, tempo, volume, timbre e padrões de
entonação.
Verbal
Ouça e utilize o sistema de predicados sensoriais e iguale e acompanhe a
sequência de predicados do sistema representacional utilizados pela outra
pessoa.
Expressões Faciais
Olhe o modo pelo qual a outra pessoa usa sua face, franze seu nariz, contrai
os lábios, levanta suas sobrancelhas, etc.
Gestos
Iguale os gestos da outra pessoa de um modo elegante e respeitoso.
Parafraseando
Ouça e utilize as mesmas frases da outra pessoa.
Respiração
Ajuste os padrões de sua respiração igualando os padrões de respiração da
outra pessoa.
Igualando Indiretamente (Espelhamento)
Usando um aspecto do seu comportamento para igualar um diferente
aspecto do comportamento do outro; ajustando o tempo de sua voz com a
velocidade de respiração do outro; acompanhando o piscar dos olhos do
outro com uma ação da sua mão (movimentar o dedo) ou de sua cabeça
(movimentar a cabeça afirmativamente)

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PNL
É o estudo da estrutura da experiência subjetiva. Ela estuda os Padrões
(“programação”) criados pela interação entre o cérebro (“neuro”), a linguagem
(“linguística”) e o corpo (“fisiologia”).

É uma atitude... caracterizada por um sensação de curiosidade, aventura e o desejo


de aprender as habilidades para conseguir encontrar quais os modos de
comunicação que influenciam alguém e quais desses modos vale a pena saber ...
para ver a vida como uma rara e inédita oportunidade de aprender.

É uma metodologia... baseada na pressuposição de que todo o comportamento possui


uma estrutura ... e que a estrutura pode ser modelada, aprendida, ensinada e
modificada (reprogramada). A maneira de saber o que será útil e eficaz são
habilidades de percepção.
.
PNL evoluiu como uma inovadora tecnologia possibilitando o pratictioner a organizar
informações e percepções de maneira que permitam conquistar os
resultados que eram uma vez inconcebíveis.

A habilidade de organizar nossa comunicação e sistema


Programação- neurológico para conquistar objetivos e resultados desejados
específicos.

Sistema nervoso através do qual a experiência é recebida e


Neuro-
processada com os cinco sentidos.

Sistema de comunicação verbal e não-verbal através do qual


Linguística- cada representação neural é codificada e ordenada, recebendo
um significado.

Como e quando Surgiu a PNL

Há cerca de 30 anos Richard Bandler estudava matemática e psicologia na


Universidade de Santa Cruz na Califórnia.

Nos finais de semana trabalhava gravando workshops e ficou muito Impressionado


com a habilidade de comunicação e com os resultados de dois terapeutas com que
teve contato, Fritz Perls (criador da Gestalt-terapia) e Virgínia Satir (terapeuta de
família).

Ele ficou interessado em aprender o que eles faziam e pediu a ajuda de seu professor
de linguística, John Grinder.

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Estudando os vídeos, eles começaram a decodificar os padrões de linguagem e de
comportamento daqueles dois excelentes terapeutas e escreveram o livro A Estrutura
da Magia, mostrando que algo que parecia magia tinha uma estrutura. Assim foi criado
o primeiro modelo da PNL, o metamodelo de linguagem.
Pensamos vendo imagens internas, ouvindo sons ou falando internamente e tendo
sensações.

Linguagem e imagens mentais

O cérebro humano está continuamente criando imagens mentais. Esta é uma das
maneiras fundamentais pela qual nos orientamos no mundo que nos cerca.

A estruturação mental de imagens permite ao cérebro criar relações entre os objetos


no espaço físico que nossos sentidos podem detectar. Baseado nessas imagens,
escolhemos como interagir com o mundo.

Outra maneira de descrever esse processo seria: Imagens são a fonte primária da
escolha de nosso comportamento.

Existem duas maneiras-chave pelas quais a mente recebe os dados dos sentidos com os
quais criamos essas imagens. Uma é pelo que vemos e, a outra, é a da linguagem que
ouvimos. Essa é conhecida tecnicamente como Imagem verbal, que tem um efeito
poderoso no comportamento humano.

Como usar isso conscientemente para nos comunicarmos de maneira mais clara?
Quando uma pessoa ouve palavras, o cérebro imediatamente processa esse "dado
sensorial" como uma imagem.

Frequentemente, a imagem criada no cérebro é contrária à ideia que as pessoas estão


tentando comunicar. Na verdade, muitas vezes, é exatamente o oposto! Entretanto,
em todas as áreas da comunicação humana torna-se importante, senão crítico,
escolher conscientemente palavras para criar o efeito desejado que estamos
procurando numa dada situação.

As Pressuposições ou Princípios da PNL

 O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém..


 Sempre estamos comunicando e a comunicação não-verbal transporta cerca de
90% da mensagem. A comunicação é redundante e “você é a mensagem”!
 O mapa não é o território. As pessoas reagem ao seu próprio mapa ou
representação da realidade e não à realidade.
 Para ter rapport com outra pessoa, é essencial respeitar seu modelo de mundo
 Não existem pessoas sem recursos, apenas estados sem recursos. Ninguém é
totalmente errado ou limitado. É uma questão de descobrir como a pessoa funciona
e ver o que e como pode ser mudado para se obter um resultado mais útil e
desejável.
 As pessoas fazem as melhores escolhas que podem a cada momento, pois crê que
seu comportamento é útil em algum contexto. Onde / quando / como / e porque
essa pessoa aprendeu a reagir dessa maneira é a chave da mudança.
 A PNL ética expande a gama de escolhas da pessoa, sem escolher por ela.
 As pessoas já possuem os recursos de que precisam ou podem criá-los. A questão é
saber como ajudá-las a ter acesso aos recursos, quando adequado.

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 O elemento mais flexível dentro de um sistema ou a pessoa que se comunica com
o maior número de opções sai ganhando e controla o sistema.
 Não existe fracasso, apenas informação (feedback). Utilizar tudo que acontecer
para aprender, crescer e avançar.
 Resistência em um aluno ou de um liderado, é um sinal de falta de rapport do
professor ou líder. Não existe aluno ou liderado incompetente, apenas professor ou
líder com falta de flexibilidade, empatia e rapport para ganhar sua atenção no
educar ou no desenvolvê-lo
 Processamos todas as informações através de nossos sentidos e usamos nossos
sentidos para dar sentido ao mundo.
 Se você quer entender, aja. O aprender está no fazer.
 Modelagem de performances de sucesso conduz à excelência. Se uma pessoa
pode fazer algo, é possível modelar isto e ensinar a outras
 A vida e a mente são processos sistêmicos. Mente e corpo formam um sistema. Eles
interagem e influenciam mutuamente um ao outro. Não é possível fazer uma
mudança em um sem que o outro seja afetado.

Você pode sentir-se bem agora!

Com a PNL aprendemos que você pode sentir-se bem no momento que desejar...

Na PNL também aprendemos que cada um de nós é responsável pelo seu estado
emocional. Se estamos alegres ou tristes, desanimados ou entusiasmados, isso não
caiu de paraquedas, somos nós que estamos criando isso através da tétrade que é a
fonte dos estados.
A mudança ocorre através da alteração de um ou mais elementos da tétrade. Esse
conhecimento pode nos tirar do papel de vítima e nos tornar mais proativos e mais
no controle da nossa própria vida.

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A TÉTRADE: Fonte das Emoções e Estados

Nossos estados, sentimentos e emoções são criados por uma tétrade : nossa fisiologia
(corpo), nossa linguagem (palavras), o que nós falamos, o foco de nosso pensamento
e as nossas crenças ou convicções. O estado emocional em que estamos determina
nosso comportamento.

“Quando permite que sentimentos negativos, como, mágoa, tristeza, baixa autoestima, ódio, desejo de
vingança conduzam sua vida, os resultados serão ligados a esses sentimentos, e você não pode
reclamar dos resultados, pois abdicou do comando de sua vida”. Zig Ziglar

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Ancorando
Acessando e re-acessando representações

Quando é importante controlar o conteúdo de um sistema de representação, como


quando você está trabalhando com um ponto de decisão em uma estratégia, você
precisará de uma maneira de assegurar o acesso e o re-acesso fácil a essa
representação particular associada com esse ponto de decisão. Isto é realizado com
um procedimento que nós chamamos de ancoragem.

A maioria de vocês teve a experiência em que, na comunicação com os clientes,


amigos ou associados, alcançaram um determinado nível de rapport e compreensão
que era um recurso muito positivo para vocês dois. Mais tarde, entretanto, o fluxo de
conversação, da discussão ou da negociação muda. A interação torna-se mais
tensa ou difícil, e você deseja ter uma maneira de re-acessar as experiências positivas
que vocês compartilharam antes. Ancoragem é um processo que permite que você
faça isso.

Uma âncora é, essencialmente, toda representação (gerada internamente ou


externamente) que provoca uma outra representação, a quádrupla (4-upla) ou série
de representações <Visual, Cinestésico, Auditivo, tonal, Olfativo >. Uma suposição
básica atrás da ancoragem é que todas as experiências estão representadas como
formas da informação sensorial 4- upla. Sempre que qualquer parcela de uma
experiência ou de uma 4-upla particular é re-introduzida, outras parcelas dessa
experiência serão reproduzidas em algum grau. Qualquer parcela de uma
experiência particular, então, pode ser usada como uma âncora para acessar uma
outra parcela dessa experiência.

Algumas coisas importantes a recordar sobre a ancoragem são:

1. As âncoras não precisam ser condicionadas durante longos períodos de tempo a


fim de serem estabelecidas, embora os estímulos repetidos possam reforçar a âncora.
As âncoras tendem a promover o uso da aprendizagem imediata.

2. As âncoras serão estabelecidas sem recompensas ou reforço direto para serem


associadas. A repetição e o condicionamento podem conduzir ao estabelecimento
de uma âncora, embora isso não seja necessário.

3. A experiência interna (comportamento cognitivo) é considerada tão significativa,


comporta mentalmente, quanto as respostas mensuráveis evidentes. Ou seja, a PNL
afirma que um diálogo individual, imagens, ou sentimentos são apenas uma resposta
da mesma forma que a salivação dos cães de Pavlov.

4. Quanto mais intensa a experiência que o indivíduo está tendo no momento em que
a âncora é ajustada (o disparador do estímulo é aplicado), mais forte a resposta será
quando a âncora for re-acessada (re-introduzida) em um outro momento. As fobias
são um exemplo de âncoras poderosas, que são estabelecidas, na maioria dos casos,
em uma única experiência de aprendizagem muito breve e intensa.

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5. Ao criar uma âncora, é critico o momento da aplicação do estímulo, pois este
deve ser feito precisamente para associá-Io com o estado que você quer. O
seguinte diagrama ilustra o sincronismo ideal que corresponde ao aumento final, e o
pico da intensidade do estado que você está capturando com a âncora. Assim
como outras técnicas da PNL, ancorar um estado enquanto sua intensidade
aumenta ajusta uma direção para que a mente siga.

6. Quanto mais original o estímulo, mais preciso será o re-acesso do estado desejado.
Essencialmente, a âncora terá menos chances de trazer com ela outras
representações não desejadas que tenham associações similares.

7. Quanto maior a precisão com que o estímulo é replicado, mais rápido e mais
preciso será o ré-acesso do que foi associado com o estímulo original.

8. As âncoras podem ser estabelecidas em todos os sistemas representacionais, assim


como seus elementos: externos, internos, visuais, sonoros, referentes a sentimentos,
cheiros e gostos.

9. Âncoras podem ser ajustadas e acionadas evidente ou secreta mente,


dependendo do resultado desejado. O fato é que pessoas em suas vidas diárias
estão constantemente criando e utilizando âncoras poderosas secretamente e, na
maioria das vezes, elas são geradas de forma completamente inconsciente. A
linguagem é uma das âncoras mais complexas nas modalidades auditivas e visuais.
Para a maioria das pessoas, existem palavras que podem eliciar respostas positivas
ou negativas muito fortes. Um resultado emocionante de seu treinamento pode ser
ter mais controle sobre as âncoras que você faz naturalmente para produzir as
respostas que você quer realmente em si mesmo e em outros.

Instalação de uma âncora

âncora

TEMPO

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Resgate do eu nos focos de tensão e ancoragem em um estado rico de
recursos

Futuro

Eu Presente Você

Eu estou aqui agora...

Tarefa: Crie e instale uma âncora


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Expansão de Consciência

Principais pontos a considerar:


Não existe o conceito de normal em função da diversidade cultural, sendo que as
intervenções em coaching e na medicina se dão apenas quando um
comportamento está prejudicando o coachee ou as pessoas a sua volta.
 Missão, propósito e valores

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Sistemas Representacionais: As modalidades e submodalidades da PNL

A manipulação das suas memória através do PNL é feita através da alteração do


conteúdo das imagens, os sons, e das suas próprias respostas cenestésicas gravadas
em suas memórias, fazendo uso das modalidades e submodalidades da PNL.
As modalidades estão ligadas aos cinco sentidos, o auditivo, visual, cinestésico
(sentimento), olfativo (cheiro) e paladar (gosto). A PNL concentra-se,
principalmente nas três primeiras modalidades, e a maioria das suas
submodalidades de PNL trabalham especificamente com estas três.

Sistemas Representacionais: As modalidades e submodalidades da PNL

As submodalidades podem ser utilizadas como um complemento para


as alterações de conteúdo, proporcionando a base de muitas das
técnicas mais poderosas do PNL. Ao contrário das alterações de
conteúdo em que mudaram o conteúdo de uma memória, as
submodalidades alteram a estrutura da memória. São atributos de uma
modalidade. Por exemplo, na modalidade visual, há submodalidades
como brilho, foco e cor. Exemplificando, o uso das submodalidades,
tome por base a frase seguinte:
Preciso ter alguma distância deste problema.

Sistemas Representacionais: As modalidades e submodalidades da PNL

Quando alguém diz que precisa para ter a distância de alguma coisa, existe uma
forte probabilidade de que a sua representação interna do problema seja uma
imagem muito próxima da pessoa. Neste sentido, um exercício simples e prático
para aplicar nas sessões de coaching ou no seu quotidiano, quando pensar sobre
alguma coisa que faz sentir desconfortável, e se apercebe que essa memória se
baseia numa imagem próxima de si, empurre-a longe. Esse gesto a fará sentir menos
intensa? Então, é uma memória visual de foco/distância.

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Estilos de Pensamentos ou Metaprogramas

Quando estamos tentando ensinar e influenciar uma pessoa, o que mais atrapalha
é estar pensando (processando a informação) de modo diferente dela.

Modificando nosso próprio estilo de pensamento, podemos aumentar nossa


habilidade de criar relacionamentos de confiança e influência.

Muito tem sido escrito sobre os vários estilos de pensamento que usamos, que são
também conhecidos como “metaprogramas”. Eles funcionam como filtros de
percepção da realidade para criar nosso próprio mapa do mundo. Os
metaprogramas funcionam como padrões que usamos para determinar que
informações perceber.

 Podemos notar os metaprogramas das pessoas através da sua linguagem e do


seu comportamento.
 Os metaprogramas são importantes nas áreas de ensino, aprendizagem,
motivação, comunicação e tomada de decisão.
 Os bons comunicadores moldam sua linguagem para combinar com o modelo
de mundo da outra pessoa.
 Quando usamos uma linguagem que esteja de acordo com os metaprogramas
do outro, isto facilita o entendimento e a aprendizagem.

Resumo
Metaprogramas

Proativo-reativo: A pessoa proativa toma a iniciativa. A pessoa reativa espera que


os outros tomem a iniciativa e que as coisas aconteçam. Precisa de um certo
tempo para analisar e compreender antes de agir.

Aproximação-afastamento: A pessoa que tem o padrão de aproximação


concentra-se nos seus objetivos e tem o resultado como motivação. A pessoa que
tem o padrão de afastamento concentra-se mais nos problemas que deve evitar
do que nos objetivos que deve perseguir.

Interno-externo: A pessoa interna tem padrões internos e decide por si mesma.


A pessoa externa obtém os padrões de fora e precisa de orientação de outras
pessoas.

Opções-procedimentos: As pessoas com padrão de opções querem ter


possibilidades de escolha e são ótimas para criar alternativas. As pessoas com
padrão de procedimentos seguem caminhos conhecidos. Essas pessoas não são
motivadas para a ação e têm facilidade para seguir uma série fixa de etapas.

Geral-específico: As pessoas gerais se sentem mais à vontade quando lidam com


grandes segmentos de informação e não prestam atenção aos detalhes. As
pessoas específicas prestam atenção aos detalhes e precisam de pequenos
segmentos para entender uma imagem maior.

Semelhança-diferença: As pessoas que têm o padrão de semelhança observam os


pontos comuns quando fazem uma comparação. As pessoas que têm o padrão de
diferença observam as discrepâncias quando fazem uma comparação.
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Padrão de convencimento
 Canal Visual: precisa ver a prova.
 Canal Auditivo: precisa ouvir.
 Canal Ler: precisa ler.
 Canal Fazer: precisa agir.

Modo
 Número de exemplos: necessita ter a informação algumas vezes antes de se
 convencer.
 Automático: precisa apenas de informação parcial.
 Consistente: precisa receber informação o tempo todo para se convencer e
 ainda assim só se convence com um exemplo específico.
 Período de tempo: necessita que a informação continue consistente por um
 determinado período de tempo.

Fonte: Introdução a Programação Neurolinguística Joseph O´Connor eJohn


Seymour Ed. Summus Pg. 162

“Nós somos aquilo que repetidamente fazemos.


Portanto, a excelência não é um feito, mas um hábito”.
Aristóteles

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Entendendo a Linguagem a Comunicação e o Comportamento

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Tarefa: Elicite um estados sem recursos e construa os passos para um estado rico de recursos
através do que você aprendeu, usando a tétrade e as submodalidades.
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Missão e propósito

Responda rápido: Qual o seu propósito de vida? Pergunta difícil, porém essencial,
para não sabotar seus resultados e seu projeto de vida. Esta sessão trata deste tema
fundamental para transformar nossos sonhos em metas, e definitivamente marcar
nossa existência com um propósito claro.
Mas o que é Missão, e qual a diferença de propósito?

Neste contexto podemos definir missão como o sentido de sua vida, ou a razão existir
de que norteia o planejamento de suas ações, e propósito é o sentido daquilo que
se pretende alcançar ou realizar por meio da missão.

Para que serve Missão?

Uma missão define o que você pretende fazer da sua vida, como você pretende
utilizar seus talentos, de que maneira suas características podem ser melhor utilizadas,
e como sua missão interage e contribui para a construção de um mundo melhor.
Se desejar, você poderá conceituar mais de uma missão.

Exemplo: minha missão de vida, minha missão profissional, minha missão como pai ou
mãe, minha missão como filho, ou como líder em determinada área...
Mas é muito importante que sua missão contemple 3 pontos em sua composição:
1. O que você quer; 2. Por meio de que área, setor ou caminho; 3. Qual sentido ou
papel sua missão possui no todo ou para a sociedade.
As perguntas para identificar sua missão encontram-se em seu workbook, mas a
seguir darei um exemplo prático do que foi ensinado...

Valores: A importância de conhecê-los e prezá-los:

O que são valores? Valor é tudo aquilo que é importante para você, pois são eles
norteiam suas decisões. Todos os sonhos e todas as metas são geradas por valores, e
devem ser prezados em seus planos.

Funções dos valores:

Os valores são as forças motivacionais do comportamento humano, e são eles que


estabelecem os critérios que irão funcionar como padrões que mensurarão o quanto
uma ação ou meta alcançada foi satisfatória ou não.

Exemplos de valores: Independência, auto-realizacão, conforto, satisfação pessoal,


liberdade, segurança, inovação, ser melhor a cada dia, fazer a diferença na vida
das pessoas, atender as necessidades das empresas, atuar intensamente na
sociedade proporcionando conhecimento e gerando oportunidades.

“Minha missão é alcançar a excelência, o reconhecimento e o sucesso, através do


desenvolvimento de líderes de alta performance conscientes de seu papel social e
comprometidos com a melhoria da sociedade”. Luis Lindner

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Missão: O que você quer fazer?

Uma missão define o que você pretende fazer da sua vida, como você pretende utilizar seus
talentos, de que maneira suas características podem ser melhor utilizadas.

Quatro passos para ajudar na elaboração da missão:

1. Identificar cinco principais características ou talentos – habilidade para falar em público;


criatividade; facilidade no relacionamento interpessoal; bom humor; talento para desenvolver
pessoas.
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2. Descrever os comportamentos que caracterizam os talentos ou características – tranquilidade e
bom desempenho ao falar em público; facilidade na elaboração de palestras, artigos e
apresentações; rápida adaptação com diferentes pessoas em diversas regiões e situações;
diversão durante palestras e reuniões sociais; satisfação e obtenção de resultados no
desenvolvimento de pessoas.
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3. Identificar seus principais objetivos pessoais/ profissionais – ser referência no desenvolvimento de
pessoas; ser a solução para o desenvolvimento do capital humano das empresas; melhorar a vida
das pessoas através do desenvolvimento comportamental.
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4. O que você gostaria de realizar em sua vida para considerar-se completamente realizado?
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5. O que você faria se tivesse apenas seis meses de vida?
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6. Se você tivesse todo o dinheiro que necessita, o que mudaria na sua vida e o que não mudaria,
que causa iria defender?
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7. Quais são as três coisas mais importantes da sua vida?
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8. Elabore sua missão: Utilize seus talentos e comportamento em busca dos seus objetivos.
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Valores: A importância de conhecê-los e prezá-los:


O que são valores? Valor é tudo aquilo que é importante para você, pois são eles que norteiam suas
decisões. Todos os sonhos e todas as metas são geradas por valores, e devem ser prezados em seus
planos.
Funções dos valores: Os valores são as forças motivacionais do comportamento humano, e são eles
que estabelecem os critérios que irão funcionar como padrões que mensurarão o quanto uma ação
ou meta alcançada foi satisfatória ou não.

Descreva seus principais valores:


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Empoderamento:

A Mitologia Grega e suas implicações


As pessoas são reféns das crenças que as mantêm afastadas das possibilidades. Algumas
pessoas acreditam que são “semideuses”, pois acreditam que sua maneira de dar significado a
realidade é a única correta..

Para qualificar pensamentos , ideias e fantasias é importante compreender alguns conceitos,


entre eles destacam-se: senso crítico, inteligência, criatividade, inovação...

O poder do foco e ação constante

“A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores normalmente


encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem. Eles venceram porque se recusaram a
se tornarem desencorajados por suas derrotas." Bryan Forbes, Ator, Escritor e Cineasta Inglês.

Veja o que diz um dos pais do coaching moderno..


Minha palavra predileta é “clareza”, por isso definir um objetivo de forma clara e em
etapas, e aprender a discernir o que é prioridade para a sua realização é o fator determinante
para o sucesso. Brian Tracy, Escritor e conferencista

Tudo começa com uma visão: Uma visão deve motivar você a ver o invisível para realizar o
impossível, e a ter fé no futuro, pois sem fé no futuro não há poder no presente. O
empoderamento é em primeiro lugar ter um objetivo claro e que preze sua identidade, e
depois traduzir isso em um mapa claro, uma ponte ao futuro que faz com que você se torne
resiliente e focado em seu objetivo. Essa é uma frase de quem possui um mapa:

“Se eu tivesse ouvido 10% dos não que recebi ao longo da minha vida, este império não
existiria” Victor Civita, Fundador do Grupo Abril.

Lembre-se: Sem obstáculos não há evolução, veja a Historia de alguns de nossos heróis.
Daiane, Senna, Popó, Oscar, e isso citando apenas 4 heróis de nosso país

Para obter o sucesso é necessário talento:


“Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.”
Transpiração = foco, atitude, direção, superação, resiliência, conhecimento, Know-how e tudo
mais...) Thomas Edison, Inventor e empresário Americano, um dos precursores da tecnologia do
século XX.

“Todos os dias de manhã eu me olho no espelho e pergunto a mim mesmo: Se hoje fosse
o último dia de minha vida eu iria fazer o que irei fazer hoje?” Steve Jobs, CEO mais valioso do
mundo no seu tempo pela revista Barron’s

Ressignifique o conceito de fracasso:


Uma das coisas que nos mantem afastados do sucesso, das possibilidades e o conceito
equivocado de fracasso. Dentro da PNL o fracasso não existe, e sim apenas feedback. O que
seria da historia da humanidade se os homens e mulheres que fizeram a nossa historia tivessem
desistido depois da primeira ou segunda tentativa? Persistência em um foco definido e
resiliência é simplesmente a chave para o sucesso.
Muitos de nos fazemos isso, tentamos poucas vezes e ainda atribuímos nossa falta de
persistência a fatores externos, ambientais, concorrência e outro, e pior, nos desempoderamos
cometendo um erro gravo e comum, que e usar o porque como justificativa, e isso é
conhecido como determinismo. Entenda que você tem o poder para mudar a realidade, para
transformar o mundo, e sempre que você usa o porque como justificativa você se
desempodera, se põe fora da possibilidade de realizar seus sonhos.
Você poderá ate encontrar justificativas que pareçam fazer sentido, que convençam as
pessoas a sua volta, familiares e inclusive seus sócios ou chefes, mas não mudara seus
resultados. Ou seja, somente quem quer viver uma vida derrotada usa o porque como
justificativa.
Pessoas de sucesso não precisam ou não dependem de que outros os permitam, deem
significado as suas ações, os patrocinem ou validem suas iniciativas. Elas desenvolvem critérios
internos e padrões de análise e mensuração de resultados fiados em seus valores e objetivos...

Autoempoderamento: as principais maneiras de nos empoderarmos são:


 Não são reféns do determinismo, encontrando razões no passado para paralisar-se;
 Não usar o porque como justificativa, abrindo mão da sua responsabilidade;
 Estabelecer um objetivo claro e estar 100% no controle, isto e, sem deixar qualquer parte do
mesmo nas mãos de outras pessoas, situações ou circunstancias.

Uma dica importante: Recomendo a pesquisa das biografias dos seus heróis, dos homens e
mulheres que você admira e que marcaram a historia. Você verá que a maior parte deles não
se encaixava e tampouco hoje se encaixaria nos padrões da sociedade. Mas verá também
que seu sucesso esta intimamente relacionado a superação de obstáculos, a responsabilidade
e busca de soluções inovadoras. Como você se sente ao declarar:
“Eu sou inteiramente responsável pelo meu estado atual, pelos meus resultados, e posso mudá-
los agindo imediatamente para conquistar meu sucesso, meus sonhos e o estado desejado!”.

Enquanto estamos adiando, a vida passa...


Sêneca
Neurociência aplicada a autogestão: Aprenda a desligar o piloto automático.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia, mas para sua proteção, a
maior parte destes pensamentos e automatizado e não aparece no índice de eventos do dia.
Isso acontece porque nosso cérebro e extremamente otimizado, evitando fazer duas vezes o
mesmo trabalho.
Quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para
compreender o que esta acontecendo, mas conforme a mesma experiência vai se repetindo,
ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as
experiências duplicadas. O único fator inconveniente que muitas vezes passamos a vida no
automático, fazendo as mesmas coisas todos os dias e ainda esperamos resultados diferentes.
A Neurociência ensina que sempre quando usamos a imaginação na primeira pessoa do
singular, isso abre um caminho neurológico de possibilidades, torna-se real, desta maneira o
cérebro não consegue distinguir entre a realidade e a imaginação. Essa possibilidade pode
criar um estimulo sensorial de um estado emocional fortalecedor, fornecendo mais recursos
para auxilia-lo no comprometimento com novos comportamentos.
Usar a imaginação na 1a pessoa do singular, e uma excelente chave para levantar recursos
para que você se comprometa com os objetivos.

Pergunta para síntese do aprendizado:


“Se eu pudesse reviver o dia de hoje, o que eu faria diferente, o que eu faria melhor...”

Aprenda a fazer as perguntas certas:


“O líder do passado sabia as respostas, mas o líder do futuro sabe perguntar”
Peter Druker, pai da administração moderna

Algumas perguntas muito comuns feitas por pessoas que estão carentes de sentido e que
podem trazer péssimas respostas:
- O que há de errado comigo? Porque isso acontece comigo?

Essa pergunta não possui lógica, pois ela foca em procurar problemas e não soluções, e
acessa memórias que muitas vezes podem levá-lo a um estado sem recursos.
Mas como perguntar corretamente?
As perguntas certas devem mover você na direção de superação de seus obstáculos, em
vez de move-lo a inquerir o porque dos mesmos.
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“Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total,
buscar seu último limite e dar o melhor de si.” Ayrton Senna

O poder das metas:


“Ninguém consegue alcançar um objetivo que não pode enxergar”

Anote por escrito suas metas, faça planos para alcançá-las e trabalhe
diariamente em seus planos. Brian Tracy, Escritor e conferencista

Como traçar metas claras: Metodologia ESPERTA

1. Específica 2. Sistêmica 3. Prazo 4. Evidência 5. Recursos 6.Tamanho 7.Alternativas

1° - Específica: É preciso especificar detalhadamente o que você quer conquistar: Está ao seu
alcance? Está sob seu controle? Sua meta precisa ser elaborada em termos positivos, pois uma
meta negativa, tipo “Eu não vou comer demais”, cria um ensaio mental desse
comportamento. É o mesmo que dizer “Não pense num fusca vermelho”. Você já pensou. O
correto é “Eu vou comer pouco”. A minha meta gera imagens daquilo que eu quero ao invés
daquilo que eu não quero?

2° - Sistêmica: É preciso considerar o efeito da realização de sua meta em nível sistêmico, isto
é, como vai combinar com suas outras metas; como vai afetar outras áreas de sua vida, do
trabalho, da família, etc. O que eu vou ganhar e perder? Ela é congruente com meus valores?
Ela cabe dentro da minha missão?

3° - Prazo: Toda meta precisa ter um prazo para ser realizada. É muito importante que
estabeleça uma data específica para a sua conquista, bem como os passos específicos em
sua rota.

4° - Evidência: É preciso ter evidências ou parâmetros que confirmem a realização da meta,


assim como é importante ter feedback durante o processo, para se auto-corrigir. Como vou
saber que estou conseguindo me aproximar da minha meta? Como vou saber se avancei em
relação a minha meta? Se você já tivesse alcançado, como seria? Que evidências vou usar?

5° - Recursos: É preciso identificar os recursos já existentes, e que recursos ainda são necessários
para a realização da meta. Vamos supor que um Gerente de Marketing quer concorrer à vaga
de Diretor de Marketing. Ele deverá saber o que a empresa/mercado exige que um Diretor de
Marketing tenha. Depois disso, deverá verificar quais capacidades ele tem e quais deverá
desenvolver. Nunca esqueça que network também é um útil recurso.

6° - Tamanho: Não se subestime, pois sua meta precisa ser trabalhada com um enfoque de
tamanho adequado. Se ela for inatingível, ela desmotivará o coachee, e se for pequena
demais não promoverá crescimento. A meta grande precisa ser dividida em etapas ou áreas a
serem trabalhadas separadamente. Por exemplo: Uma pessoa que acabou de virar gerente e
coloca como meta se tornar diretor em 10 anos. Será que ele não está se subestimando?

7° - Alternativas: Qual é o seu plano A, plano B, Plano C... Sua meta precisa ter opções no
plano de ações, uma opção é limitada, duas criam um dilema e três permitem a escolha.
Como você vai lidar com as dificuldades ou desafios? O seu plano C poderá virar o plano A...
Roda da vida
Preencha cada área da roda
com uma nota de 1 à 10.

A tarefa é Identificar o ponto de


alavancagem e trabalhe no gap:
(A sigla GAP é muito usada na
área de gestão e produção, e
significa a diferença entre o que
se tem de resultados e o que se
deseja.)

Os 4 passos para levantar os subsídios para a composição do plano de ação para o


estado desejado são:
1° - Perguntas que identifiquem o gap entre o que se tem e o que se deseja;
2° - Modelagem de performances de sucesso;
3° - Ponte ao futuro através imaginação na primeira pessoa do singular do estado e objetivo
desejado;
4° - Loop: Perguntas.
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Os pontos principais a serem considerados para boa formulação de objetivos
Ecologia: Está coerente com sua missão, identidade e valores, não prejudica você ou as pessoas
a sua volta?
Calibragem: É ousado o suficiente para promover crescimento, e possui o tamanho possível de
ser alcançado?
Sustentabilidade: Ao ir em direção do seu objetivo, ele não requer exigências que farão com que
outras áreas de sua vida sejam negligenciadas?
Autonomia: Cada passo rumo ao seu objetivo está 100% sobre seu controle?
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FORMULAÇÃO DE OBJETIVO

O que Objetivo Data de início: Evidência


(qual a evidência de que você
conseguiu isso?)

Grau de
comprometimento:

Data de término:

Por que Motivadores Sabotadores Valores


(ganhos, o que você (o que você/ outros (porque é importante esse objetivo?
ganha com esse perdem com isto?) Qual relevância?)
objetivo?)

Como Estratégias Ações Recursos


(quais os passos para (do que você vai precisar?)
conseguir isto?)

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Outra dica muito importante:

Normalmente muitas pessoas desistem frente aos obstáculos, mas a verdade é que os
obstáculos escondem muitas oportunidades extraordinárias de sucesso. Por isso, procure
problemas para resolver, pois este material é fruto deste raciocínio...

“Por não saber que era impossível foi lá e fez”


Jean Cocteau, Artista Francês

CRENÇA: O nascimento da excelência

As crenças são os princípios e fundamentos da ação, são as regras de sua vida, assim, se
você quiser saber no que uma pessoa acredita, observe o que ela faz, e não apenas o que
ela diz crer...
"O homem é o que ele acredita.“ Anton Tchecóv

Descreva em algumas linhas: Que metáfora você usaria para descrever sua vida?
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Fontes de onde tiramos nossas crenças:
A primeira fonte é o ambiente, é aí que estão sendo produzidos os sucessos, os fracassos, as
frustrações e privações da vida diária. Se tudo que você vê é fracasso e desespero, é muito
difícil para você formar representações internas que favoreçam o sucesso.
A maioria de nós tem experiências das quais nunca esquecerá, circunstâncias que
provocaram tal impacto, que ficaram instaladas para sempre em nossos cérebros.
São essas as espécies de experiências que formam as crenças que podem
mudar nossas vidas.
Um segundo caminho para criar nossas crenças é através do conhecimento. Uma
experiência direta é uma forma de conhecimento. Outra é obtida pela leitura, vendo filmes,
vendo o mundo como é retratado por outros.
O conhecimento é uma das grandes maneiras de quebrar as algemas de um ambiente
limitador. Não importa quão rígido seja o seu mundo, se você puder ler sobre as realizações dos
outros, pode criar as crenças que lhe permitirão ser bem-sucedido.
Um terceiro caminho para criar nossas crenças é obtido através de nossos resultados
passados. A maneira mais certa para criar a crença de que você pode fazer alguma coisa é
fazê-la uma vez, só uma vez. Se você for bem-sucedido uma vez, é bem mais fácil formar a
crença de que obterá novamente o sucesso.
Assim como as experiências passadas podem mudar suas representações internas, e desse
modo o que você acredita, o quarto caminho para estabelecer crenças é através da criação
em sua mente da experiência que deseja no futuro, como se estivesse aqui agora.
E, saiba que os eventos possuem o significado que você dá a eles...

Os eventos possuem o significado que você dá a eles...

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Ciclo das crenças:

Sempre pensamos em crenças no sentido de credos ou doutrinas, e muitas crenças o são, mas
no sentido básico, uma crença é qualquer princípio orientador, máxima, fé ou paixão que pode
proporcionar significado e direção na vida.
Estímulos ilimitados estão disponíveis para nós quando usamos as crenças certas e que nos
fortalecem e nos ajudam a conduzir-nos aos nossos objetivos.
As crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para nossas percepções do mundo. São
como comandos do cérebro que nos ajudam a ver o que queremos ver e energizam-no para
obtê-lo. Para mudar nossos próprios comportamentos temos de começar a alterar nossas próprias
crenças.

Crenças Limitantes: Quando você coloca em um papel a crença limitante em palavras precisas,
ela perde metade de sua força e passa a ser vulnerável

Crenças Fortalecedoras são alguns dos seus recursos, juntamente com seus pontos fortes que lhe
fornecem as habilidades de comportamento e práticas pessoais e de negócios, capazes de
serem colocadas em ação, a fim de lidar com a complexidade, incerteza e resistência.

Ferramentas passíveis de serem utilizadas: Regras para formulação de objetivo, análise do


campo de força, modelagem, Swot e perguntas para com foco em solução.

Remoção de Crenças Limitantes

Perguntas:
Por que você acredita nisso? Eu não sou capaz
E o que mais te faz pensar assim?
Continue até que o você diga: de...
- É por essas razões...

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Você pode, você é
capaz..

Alicerce a crença fortalecedora com evidências e com cases de sucesso, biografias, pesquisas e
dados. Contextualize, fale das implicações...
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MODELO ABCDEF
Um modelo clássico para lidar com crenças limitantes irracionais.

A-ACTIVATING (ativando o evento ou situação)


Descreva o evento ou situação problemática ou difícil (ex: apresentar um trabalho em frente a
colegas)

B-ELIEF (crença limitante sobre a situação)


Detecte as ideias limitantes, diálogo interno ou comportamento que estão gerando a situação
difícil (ex: eu preciso desempenhar muito bem senão meus colegas irão pensar que sou um
estúpido) Detecte as crenças limitantes. Perguntando: Por quê?

C-ONSEQUENCES (consequências emocionais e comportamentais desta crença)


Quais foram as emoções indesejadas que você sentiu? (ex: ansiedade, baixo grau de
concentração) Quais foram os comportamentos indesejados que você teve?

D-ISPUTING (disputando a crença limitante)


Esta crença é lógica? Existe alguma evidência disto? Quão realista é esta crença? Quanto ter
esta crença ajuda você? Você está sendo realista? Se você não desempenhar bem será que
seus colegas pensarão que você é estúpido? Que utilidade tem esta sua ideia de pensar que
não vai desempenhar bem? Como isto está ajudando você?

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E. E-FFECTIVE (nova crença efetiva)
Qual seria uma nova crença efetiva? Esta crença é verdadeira? Quão realista é esta
crença? Quanto ter esta nova crença ajudará você? (ex: embora eu prefira
desempenhar muito bem, isto não significa que eu deva. Não existe nenhuma
evidência que meus colegas pensam ou irão pensar que eu sou estúpido se eu não
desempenhar muito bem. Ter esta ideia me deixa ansioso e mais propício a
desempenhar mal. Eu posso me preocupar, mais e ficar ansioso sobre a apresentação.

F. F-EELINGS (Novos sentimentos e emoções)


Solicite ao cliente que desafie a nova crença, gerando uma oportunidade para si
mesmo de enfrentar novamente a situação ou evento antes problemático ou difícil.
Como você se sentiu quando o evento aconteceu? O que você estava falando para si
mesmo que me trouxe este sentimento? Como você desafiou sua própria crença
limitante? (caso tenha se repetido)
Como sua nova crença está mais lógica, realista, e quando ela está ajudando você?
(ex: mais confiante, capaz de considerar a apresentação um desafio ao invés de uma
experiência penosa ou difícil)

Duas pressuposições muito importantes dentro da auto liderança:


- Todo o comportamento possui uma intenção positiva,
- O alicerce da motivação humana é obter prazer e evitar dor...

Reframing:

Reframing é uma técnica muito usada na PNL Sistêmica, e significa literalmente


reenquadrar ou reestruturar uma experiência, de modo diferente, fornecendo-lhe um
novo significado, uma nova interpretação, com o objetivo de trabalhar a sua permissão
e levantar recursos para seguir e frente...

 O que você resiste persiste, por isso mude seu foco, dissocie...
 As pessoas não podem te ferir a menos que você permita...

Reedição com PNL

A reedição com a programação neurolinguística é alterar a estrutura da experiência


para sermos libertos do cárcere de determinados circuitos da memória que nos negam
permissão de avançarmos.

Podemos usar mudança de posição perceptual, background, submodalidades.

Ressignificação de eventos e crenças

1. Definir problema: Coloque preferivelmente em uma folha em branco o evento ou


crença
2. Resinificar: Dar uma nova leitura um novo significado, mudança de posição
perceptual, levantar recursos através de novas crenças fortalecedoras, dar
respostas aos envolvidos e a você mesmo...
3. Implantação: Validar as crenças fortalecedoras e recursos
4. Permitir-se: Testar consistência, verificar se há permissão, mensurar resultados

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Planilha de Trabalho para Identificação de Crenças Limitantes

Pense em sua meta e responda conferindo uma pontuação de 1 a 10, sendo que (1)
indica que você não acredita na declaração, (10) representa que você acredita
totalmente na declaração:

Minha meta é: _____________________________________________________________________

1. “Eu mereço atingir (minha meta).”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

2. “Eu tenho as aptidões e habilidades necessárias para atingir (minha meta).”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

3. “É possível atingir (minha meta).”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

4. “(Minha meta) é clara.”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

5. (Minha meta) é desejável.”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

6. (Minha meta) é ecológica.”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

7. (Minha meta) vale a pena.”


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Não acredito Acredito totalmente

Este exercício pode ser muito revelador. Pontuações baixas (menores do que sete {7})
mostram uma crença limitante ou que a pessoa não pensou suficientemente na
meta.
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Diferenças de Excelência

METAPROGRAMAS
Anthony Robbins

“Na chave certa, alguém pode dizer qualquer coisa.


Na chave errada, nada: a única parte delicada é a
escolha da chave. "
George Bernard Shaw

Uma das melhores maneiras para tornar-se ciente da espantosa diversidade de


reações humanas é falar com um grupo de pessoas.

Você não pode deixar de notar como as pessoas reagem de modo diferente
ante a mesma coisa. Você conta uma história de motivação e uma pessoa
ficará pasmada, enquanto outra a achará maçante.

Você conta uma piada, e uma pessoa gargalha, enquanto outra não move um
músculo. Você pensaria que cada pessoa estava escutando numa linguagem
mental diferente.

A questão é: por que as pessoas reagem tão diferentemente a mensagens


idênticas? Por que uma pessoa vê o copo como meio vazio e outra o vê como
meio cheio? Por que uma pessoa ouve uma mensagem energizada, excitada e
motivada enquanto outras ouvem a mesma mensagem e não reagem de modo
algum? A citação de Shaw é precisamente correta. Se você se dirigir a alguém
na chave certa, poderá fazer qualquer coisa. Se se dirigir na chave errada, não
poderá fazer nada. A mais inspiradora mensagem, o mais profundo pensamento,
a crítica mais inteligente, são absolutamente sem sentido, a menos que sejam
entendidas tanto intelectual como emocionalmente pela pessoa a quem foram
endereçadas. São chaves importantes não só para o poder pessoal, mas para
muitos dos enormes problemas que devemos confrontar coletivamente. Se quiser
ser um mestre de persuasão, um mestre comunicador, tanto no trabalho como
na vida pessoal, você tem de saber como encontrar a chave certa.

O caminho é através de metaprogramas. Metaprogramas são as chaves para a


maneira como uma pessoa processa informações. São poderosos padrões
interiores que ajudam a determinar como ela forma suas representações
interiores e dirige seu comportamento. Metaprogramas são os programas (ou
escolhas) interiores que usamos para decidir a que devemos prestar atenção.
Nós distorcemos, cancelamos e generalizamos as informações, porque a mente
consciente só pode prestar atenção a um certo número delas, num dado
tempo.

Nosso cérebro processa as informações da mesma forma que um computador.


Capta uma quantidade fantástica de dados e os organiza numa configuração
que faz sentido para aquela pessoa. Um computador não pode fazer nada sem
software, que fornece a estrutura para realizar tarefas específicas.

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Metaprogramas operam da mesma maneira em nossos cérebros. Eles fornecem
a estrutura que governa o que devemos prestar atenção, como damos sentido a
nossas experiências e às direções em que elas nos levam. Eles fornecem a base
com a qual decidimos que alguma coisa é interessante ou enfadonha, uma
bênção ou uma ameaça em potencial. Para se comunicar com um
computador, você tem de compreender seu software. Para se comunicar
efetivamente com uma pessoa, você tem de compreender seus
metaprogramas.

As pessoas têm padrões de comportamento, e têm padrões pelos quais


organizam suas experiências para criar aqueles comportamentos. Somente
através do conhecimento daqueles padrões mentais você pode esperar que sua
mensagem seja dada, seja para tentar fazer alguém comprar um carro ou para
compreender que você realmente a ama. Ainda que as situações possam variar,
há uma estrutura consistente de como as pessoas compreendem as coisas e
organizam seus pensamentos.

O primeiro metaprograma inclui mover-se em direção a alguma coisa ou afastar-


se. Todo comportamento humano gira em torno da ânsia de obter prazer ou
evitar dor. Você se afasta de um fósforo aceso a fim de evitar a dor de queimar
sua mão. Você se senta e olha um lindo pôr-do-sol porque sente prazer no
glorioso show celestial do dia transformar-se em noite.

O mesmo é verdadeiro para ações mais ambíguas. Uma pessoa pode andar
quase dois quilômetros para ir trabalhar, porque gosta de exercício. Outra pode
andar, por ter uma terrível fobia de estar num carro. Uma pessoa pode ler
Faulkner, Hemingway ou Fitzgerald porque aprecia sua prosa e discernimento. Ela
se move em direção a alguma coisa que lhe dá prazer. Outra pode ler os
mesmos escritores porque não quer que as pessoas a julguem estúpida e sem
cultura. Não está tanto procurando prazer como evitando a dor; está se
afastando de alguma coisa, e não indo na direção dela.

Assim como os outros metaprogramas que discutirei, este processo não é um dos
absolutos. Todos se movem em direção a alguma coisa e afastam-se de outras.
Ninguém reage da mesma maneira a todo e qualquer estímulo, apesar de todos
terem um modo dominante, uma forte tendência para um ou outro programa.

Algumas pessoas tendem a ser energéticas, são curiosas e expõem-se a riscos.


Podem se sentir mais confortáveis movendo-se na direção do que as excita.
Outras tendem a ser cautelosas, atentas e protetoras; veem o mundo como um
lugar muito perigoso. Preferem tomar medidas que não sejam prejudiciais ou
ameaçadoras, às que sejam excitantes.

Para descobrir de que modo as pessoas se movem, pergunte-lhes o que querem


de um relacionamento -uma casa, carro, emprego, ou alguma outra coisa. Elas
lhe dizem o que querem ou o que não querem?

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O que significa essa informação? Tudo. Se você é um comerciante vendendo um
produto, pode promovê-lo de duas maneiras, pelo que ele faz e pelo que não faz.
Você pode tentar vender carros enfatizando que são rápidos, macios ou sensuais,
ou pode salientar que eles não gastam muita gasolina, não são de manutenção
cara e são particularmente seguros em acidentes. A estratégia que você usa deve
depender só da estratégia da pessoa com quem está negociando.

Use o metaprograma errado com uma pessoa, e era melhor que tivesse ficado em
casa. Você tenta movê-la em direção a alguma coisa e tudo que ela quer é
encontrar uma boa razão para voltar.

Lembre-se, um carro pode andar ao longo de um mesmo caminho, para frente ou


para trás. Depende da direção em que esteja colocado. O mesmo é verdade
para uma base pessoal. Digamos que você queira que seu filho passe mais tempo
fazendo o trabalho da
escola. Você pode dizer-lhe: "É melhor você estudar ou não entrará numa boa
faculdade". Ou: "Olhe o Fred. Não estudou, e foi reprovado na escola; vai passar o
resto de sua vida bombando gasolina.

É esse tipo de vida que quer para você?" Como funcionará essa estratégia?
Depende de seu filho. Se ele for primariamente motivado pelo afastamento, então
poderá funcionar bem. Mas, e se ele se move em direção às coisas? E se ele for
motivado por coisas que o excitem, por dirigir-se a coisas que ache atraentes? Se é
assim que ele reage, você não irá mudar seu comportamento oferecendo-lhe o
exemplo de alguma coisa da qual deve se afastar. Você ode insistir até ficar roxo,
mas está falando na chave errada. Está falando em latim, e o garoto entende
grego. Está gastando o seu tempo -e o dele. De fato, pessoas que vão ao
encontro das coisas muitas vezes ficam zangadas ou ressentidas com as que
apresentam coisas de que devem ser afastadas. Você motivaria melhor seu filho se
dissesse: "Se você fizer isso, pode escolher qualquer faculdade
que queira".

O segundo metaprograma trata de estruturas conceituais exteriores e interiores.


Pergunte a qualquer pessoa como ela sabe que fez um bom trabalho. Para
algumas, a prova vem de fora. O patrão lhe dá um tapinha nas costas e diz que
seu trabalho estava ótimo. Você consegue um aumento. Ganha uma grande
recompensa. Seu trabalho é notado e aplaudido pelos seus colegas. Quando
consegue essa espécie de aprovação exterior, você sabe que seu trabalho é bom.
Isso é uma estrutura conceitual exterior.

Para outros, a prova vem do interior. Eles "simplesmente sabem dentro de si",
quando trabalham bem. Se você tem uma estrutura conceitual interior pode
projetar um edifício que ganhe todas as espécies de prêmios de arquitetura, mas,
se você não sente que o projeto é especial, nenhuma aprovação de fora o
convencerá. Reciprocamente você pode fazer um serviço que tenha uma
recepção indiferente por parte de seu patrão e colegas, mas, se você sente que é
um bom trabalho, confiará mais em seus instintos do que nos deles. Isso é uma
estrutura conceitual interior.

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Digamos que esteja tentando convencer alguém a assistir um seminário. Você
pode dizer: "Você tem de assistir esse seminário. É ótimo. Eu fui e todos meus
amigos foram, e todos acharam que foi fora de série e ficaram entusiasmados
com ele durante vários dias. Todos disseram que ele mudou suas vidas para
melhor". Se a pessoa com quem está falando tiver uma estrutura conceitual
exterior, é provável que ele se convença. Se todas aquelas pessoas disseram
que é verdade várias vezes, ela assumirá que provavelmente é verdade. ?

Mas e se ela tiver uma estrutura conceitual interior Você terá muito trabalho
ara convencê-la, contando-lhe o que os outros disseram. Não significa nada
para ela. Isso não computa. Você só o de convencê-la a elando para coisas
que ela já saiba. Se você disser: "Lembra-se da série de conferências que
assistiu no passado? Lembra-se como disse que foi a experiência mais criteriosa
que te em anos? Bem, sei de alguma coisa que talvez seja como aquela;
penso que, se for constatar, você pode descobrir que terá a mesma espécie
de experiência. Que é que você acha?" Dará certo? Certo que dará, porque
você está falando com ela na linguagem dela.
É importante notar que todos esses metaprogramas são contextos -e
relacionados à tensão. Se você fez alguma coisa durante 10 ou 15 anos,
provavelmente tem uma forte estrutura conceitual interior; se for novato, pode
não ter uma estrutura conceitual interior
tão forte sobre o que é certo ou errado nesse contexto. Portanto, você tende a
desenvolver preferências e padrões com o tempo. Mesmo que seja destro,
você usa sua mão esquerda em várias situações, onde for de utilidade fazê-lo.
O mesmo acontece com metaprogramas. Você não é só de um jeito. Você
pode variar. Você pode mudar.

Que espécie de estrutura conceitual a maioria dos líderes têm interior ou


exterior? Um líder verdadeiramente efetivo tem de ter uma forte estrutura
interior. Não seria um líder se passasse todo seu tempo perguntando às pessoas
o que elas pensam de alguma coisa, antes de tomar qualquer medida. E há
uma média ideal a ser atingida, como com os metaprogramas. Lembre-se:
poucas pessoas operam estritamente num extremo. Um líder que seja mesmo
eficaz tem de ser capaz de aceitar com eficiência informações também de
fora. Quando não o faz, a liderança torna-se megalomania.

Após um de meus recentes seminários abertos a convidados, um homem veio


a mim com três amigos e me disse asperamente: "Não estou convencido!" Ele
estava fazendo tudo que podia para me provocar. Logo tornou-se óbvio que
ele agia por uma estrutura conceitual interior. (Pessoas exteriormente
orientadas pouquíssimas vezes se aproximam e dizem a você o que deve fazer
e como deve fazer alguma coisa.) E pela conversa dele com os amigos,
também se tornou claro que se afastava das coisas. Assim, eu lhe disse: "Não
posso convencê-lo a fazer qualquer coisa. Você é a única pessoa que pode
convencer você mesmo". Ele não soube como lidar com essa reação.
Esperava que eu jogasse minhas teorias e ele as rejeitaria.

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Agora tinha de concordar com o que eu dissera, porque, dentro dele, sabia
que era verdade. Então eu disse: "Você é a única pessoa que sabe quem sairá
perdendo, se não for assistir ao curso": Normalmente, tal observação me
pareceria terrível. Mas eu estava falando na linguagem dele, e funcionou.
Repare, eu não disse que ele perderia se não assistisse. Se eu tivesse dito isso, ele
nunca faria o curso. Em vez disso, eu disse: Você é o único que sabe (estrutura
conceitual interior) quem perderia (afastamento) se não fosse. Ele disse: Sim, isso
é verdade -e foi para o fundo da sala e inscreveu-se. Antes de aprender sobre
metaprogramas, eu teria tentado persuadi-lo, fazendo-o conversar com outras
pessoas (estrutura conceitual exterior) que tivessem feito o curso, e teria
contado sobre todos os benefícios que obteria (dirigir-se para). Mas essa teria
sido a maneira que interessava a mim, e não a ele.

O terceiro grupo de metaprogramas envolve introvertidos e extrovertidos.

Algumas pessoas olham para as interações humanas, primeiramente em termos


de o que há nelas que interessa pessoalmente, e algumas em termos de o que
podem fazer por si e elos outros. É claro que as pessoas nem sempre caem num
extremo ou no outro. Se você só se escolhe, torna-se um egoísta. Se você só
escolhe para os outros, torna-se um mártir.

Se for obrigado a contratar pessoas, não gostaria de saber onde um


pretendente fica nessa escala? Há pouco tempo, uma empresa aérea
importante descobriu que 95 por cento das queixas envolvia 5 por cento de seus
empregados. Esses 5 por cento preocupavam-se muito consigo mesmos:
estavam mais interessados em cuidarem de si e não dos outros. Eram
empregados ineficientes. Sim e não. Estavam, é evidente, em empregos errados
e obviamente faziam um trabalho fraco, embora pudessem ser espertos,
trabalhadores esforçados e adequados. Eles deviam ser pessoas certas
colocadas em lugares errados.

O que fez a companhia aérea? Substituiu-os por pessoas extrovertidas. A


companhia escolheu através de entrevistas de grupos na qual perguntavam
aos candidatos porque queriam trabalhar na empresa aérea. Muitos dos
indivíduos pensavam que estavam sendo julgados pelas respostas que deram
em frente do grupo, quando de fato estavam sendo julgados pelos seus
comportamentos como membros da audiência. Isto é, receberam as melhores
notas os indivíduos que prestaram mais atenção, que estabeleciam contato
com olhares, sorrisos ou apoio à pessoa que estava fazendo a palestra na frente
da sala, enquanto aqueles que prestaram pouco ou nenhuma atenção, e
estavam em seu próprio mundo enquanto outros estavam falando, foram
considerados como sendo primariamente introvertidos e não foram
contratados.
A média das queixas da com a companhia caiu 8O por cento como resultado
dessa mudança. Por isso é que metaprogramas são tão importantes no mundo
dos negócios. Como pode você avaliar uma pessoa se não sabe o que a
motiva. Como pode preencher a vaga que tem disponível com a pessoa certa,
em termos de técnicas requeridas, capacidade de aprender e constituição
interior? Muitas pessoas bastante ativas acabam com suas carreiras totalmente
frustradas porque estão desempenhando funções em que não fazem o melhor
uso de suas capacidades inerentes. Uma deficiência num contexto pode ser um
valioso recurso em outro.
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Na área de prestação de serviços, como uma empresa aérea, é óbvio que você
precisa de pessoas que se preocupem com os outros. Se você estiver contratando
um auditor, deve querer alguém que seja extrovertido. Quantas vezes você já teve
de lidar com alguém que o deixou num estado de confusão porque fez um bom
trabalho intelectualmente mas pobre de emoções? É como um médico que fosse
fortemente introvertido. Ele pode ser brilhante para diagnosticar mas, a menos
que você sinta que ele se preocupa com você, ele não será totalmente eficiente.
De fato, uma pessoa assim teria probabilidade de ser melhor pesquisador do que
clínico. Pôr a pessoa certa no trabalho certo continua sendo um dos maiores
problemas nas empresas norte-americanas. Mas é um problema que poderia ser
resolvido, se as pessoas soubessem como avaliar os meios que os candidatos ao
emprego usam para processar informações.

Nesse ponto, vale a pena notar que nem todos os metaprogramas foram criados
igualmente. Ficam as pessoas em melhor situação movendo-se em direção às
coisas do que afastando-se delas? Talvez. Seria o mundo um lugar melhor, se as
pessoas se preocupassem mais com os outros e menos consigo mesmas?
Provavelmente. Mas temos de lidar com a vida como ela é, e não da maneira
que gostaríamos que fosse. Você pode querer que seu filho mova-se em direção
às coisas, mais do que se afaste. Se quiser comunicar-se efetivamente com ele,
tem de fazer isso de forma que funcione, e não da maneira que você acha que o
mundo deve andar. A chave é observar a pessoa, o mais cuidadosamente
possível, ouvir o que ela diz, que tipo de metáforas usa, o que sua fisiologia revela
quando ela está atenta ou desinteressada. As pessoas revelam seus
metaprogramas numa base consistente e progressiva. Não é preciso um estudo
muito atento para perceber quais são as tendências das pessoas ou como estão
se classificando no momento. Para determinar se as pessoas se preocupam
consigo ou com os outros, veja se prestam atenção às outras pessoas. Elas
inclinam-se em direção às pessoas e têm expressões faciais que refletem interesse
pelo que os outros estão dizendo, ou recostam-se e permanecem desinteressadas
e não dizem nada? Todos se preocupam consigo mesmos vez por outra, e isso é
importante algumas vezes. A chave é o que você faz consistentemente e se seu
procedimento de escolha lhe possibilitou alcançar os resultados que queria.

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Pressuposição:
Algo que é implicitamente necessário para que a sentença seja entendida.
Ex: “Quando você vai começar a demonstrar sua afeição?"
A pressuposição inclui o fato de que você não esta demonstrando afeição, que
você poderia demonstrar afeição e que existe algum tipo de contexto em que a
demonstração de afeição é apropriada.
Pergunta: Como você sabe que eu não estou demonstrando afeição?
O que precisa acontecer para que você saiba que eu estou
demonstrando afeição?

O quarto programa de classificação diz respeito a associadores -


desassociadores.

Quero tentar uma experiência com você. Olhe para essas 3 figuras e diga-me
como elas se relacionam entre si.

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Se eu lhe peço que e descreva a relação entre as três figuras, você pode
responder de diversas maneiras. Pode dizer todas são retângulos. Pode dizer que
todas têm quatro lados. Pode dizer que duas estão na vertical e uma é horizontal,
ou que duas estão de pé e uma está deitada, ou que nenhuma figura tem
precisamente a mesma relação com as outras duas, ou que uma é diferente e as
outras duas são iguais.

Tenho certeza de que pode pensar em mais descrições. O que está


acontecendo? Todas foram descrições da mesma cena, mas foram feitas
abordagens completamente diferentes. Assim é com associadores e
desassociadores. Esse metaprograma determina como você escolhe informação
para aprender e compreender os outros. Algumas pessoas reagem ao mundo
encontrando semelhanças. Elas olham que têm em comum. Elas são
associadoras. Assim quando olham para as figuras poderão dizer: “Bem, todos são
retângulos”. Outra espécie de associador encontra semelhanças com exceções.
Poderá olhar as figuras e dizer: "Todas são retângulos, mas uma está deitada e as
outras duas estão em pé".

Outras pessoas são desassociadoras — pessoas que diferenciam. Há duas


espécies delas. Um tipo olha para o mundo e vê como as coisas são diferentes.
Ele pode olhar as figuras e dizer que elas são todas diferentes e têm diferentes
relações entre si. Não são iguais de forma alguma. O outro tipo de desassociador
vê diferenças com exceções. Ele é como um associador, que encontra
semelhanças com exceções, ao contrário — ele vê primeiro as diferenças e então
acrescentará as coisas que têm em comum. Para determinar se uma pessoa é um
associador ou desassociador, pergunte-lhe sobre a relação entre qualquer
conjunto de objetos ou situações e repare se ele focaliza primeiro as semelhanças
ou as diferenças. Pode imaginar o que acontece quando um associador
de semelhanças encontra-se com um desassociador de diferenças? Quando um
diz que todos são iguais, o outro diz: "Não, não são. São todos diferentes!". O
raciocínio da pessoa que acha sempre semelhanças é que são todos retângulos.
O das pessoas que acham tudo diferente é que a espessura das linhas pode não
ser exatamente a mesma, ou que os ângulos não são exatamente os mesmos em
todas as três figuras. Portanto, quem está certo? E claro que ambos estão; tudo
depende da percepção da pessoa. No entanto, os desassociadores muitas vezes
têm dificuldade em criar harmonia com as pessoas, por estarem sempre criando
diferenças. Eles podem desenvolver harmonia com mais facilidade com outros
desassociadores.

Por que é importante compreender essas distinções? Vou dar um exemplo no


meu trabalho. Tenho cinco sócios e todos, menos um, são associadores. Na
maioria das vezes, isso é extraordinário. Somos parecidos, portanto gostamos uns
dos outros. Pensamos da mesma maneira e vemos as mesmas coisas, e em nossas
reuniões podemos alcançar uma maravilhosa sinergia; todos falamos e
apresentamos ideias e todos parecemos ficar cada vez melhores porque estamos
nos igualando uns aos outros, vendo o que os outros estão vendo, construindo
com seus critérios, nos tomando mais e mais entusiasmados.

Isso, até o nosso desassociador falar. O tempo todo, ele vê as coisas de forma
diferente de nós. Enquanto vemos como as coisas se juntam, ele vê a maneira
como elas não se juntam.

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Enquanto ficamos entusiasmados e queremos ir em frente, ele pula e nos diz que
não vai dar certo. Não presta atenção ao que vemos e em vez disso enxerga
toda espécie espécie de problemas, com os quais não queremos nos preocupar.
Nós queremos divagar em nossa nuvem mental. Ele quer os pés no chão, e diz:
"Ah, sim? E sobre isso? E sobre aquilo?"

Ele é uma pessoa difícil? Pode apostar que sim. É um sócio valioso? Com certeza.
O que precisamos fazer é usá-lo no processo de planejamento, na hora certa.
Não o queremos criando casos com detalhes e arruinando nossa inspiração. A
sinergia que conseguimos planejando juntos é mais valiosa do que suas minúcias,
naquela hora. Depois que nos acalmamos, precisamos então
desesperadamente de alguém que veja as falhas, as incongruências, que veja
como as coisas não se encaixam, como não combinam. Essa é a função que ele
desempenha, e muitas vezes nos salva de nós mesmos.

Os desassociadores são minoria. As generalizações oferecidas pela avaliação


nos mostram que cerca de 35 por cento das pessoas entrevistadas eram
desassociadoras. (Se você for um desassociador, provavelmente dirá que as
avaliações não são exatas.) No entanto, os desassociadores são muito valiosos
porque tendem a ver o que o resto de nós não vê. Não são, em geral, as almas
da inspiração poética. Muitas vezes, mesmo quando ficam excitados, começam
a desassociar e encontram uma maneira de perder o interesse. Mas suas
sensibilidades críticas e analíticas são importantes para qualquer negócio. Pense
no fracasso de um negócio titânico como o filme Portal do Paraíso. Se você
pudesse olhar atrás das cenas, poderia ter encontrado um grupo de
associadores criativos com estruturas conceituais interiores -todos movendo-se
em direção à meta e não olhando para nada do qual precisassem se afastar.
Eles precisavam desesperadamente de um desassociador que dissesse: "Esperem
um segundo. E sobre isto?" e comunicasse isso de uma forma que pudesse ser
aceita pelas molduras interiores de referência das pessoas criativas.

Os hábitos de associar e desassociar são extremamente importantes porque


podem ser aplicados de muitas formas, até mesmo na nutrição. Associadores
extremos muitas vezes podem acabar comendo alimentos que são maus para
eles, porque querem que a comida seja sempre a mesma. Eles não quereriam
uma maçã ou uma ameixa. Há uma variedade muito grande de maturação,
textura, sabores, tempo de conservação, e várias outras variáveis. Em vez disso
eles podem comer muita comida enlatada, porque estas não mudam. Pode ser
comida pouco apetitosa, mas satisfaz a alma imutável de um associador.

Se você tem um negócio que requer o mesmo serviço repetitivo, ano após ano,
quereria contratar uma pessoa que faz distinções? Claro que não. Você quer
contratar uma pessoa que seja uniforme e ela ficará feliz, muito feliz em tal
serviço enquanto você precisar dela. Se, no entanto, você tem um negócio que
requer grande flexibilidade ou mudança constante, quereria contratar uma
pessoa uniforme para essa posição? É óbvio que não. Essas distinções podem ser
muito úteis para se descobrir em que tipo de serviço as pessoas ficariam mais
felizes durante um período de tempo mais longo.

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Se você tem um negócio que requer o mesmo serviço repetitivo, ano após ano,
quereria contratar uma pessoa que faz distinções? Claro que não. Você quer
contratar uma pessoa que seja uniforme e ela ficará feliz, muito feliz em tal serviço
enquanto você precisar dela. Se, no entanto, você tem um negócio que requer
grande flexibilidade ou mudança constante, quereria contratar uma pessoa
uniforme para essa posição? É óbvio que não. Essas distinções podem ser muito
úteis para se descobrir em que tipo de serviço as pessoas ficariam mais felizes
durante um período de tempo mais longo.

Considere o caso de um artilheiro de futebol. Poucos anos atrás, ele começou o


campeonato com grande sucesso, chutando com precisão notável. Mas, uma
vez que era um desassociador, logo sentiu-se obrigado a variar sua rotina, e
começou a fracassar. Começou a concentrar-se nos vários tipos de fãs por detrás
do gol, em cada estádio diferente. Reparando em como eram diferentes, ele
podia desassociar para sua alegria, em alguma coisa trivial, quando na realidade
o que interessava é que continuasse o seu melhor desempenho, da mesma
maneira.

Você usaria as mesmas técnicas de persuasão com um associador e um


desassociador? Você os quereria no mesmo serviço? Trataria da mesma forma
duas crianças com estratégias de associação diferentes? Claro que não. Isso não
quer dizer que as estratégias são imutáveis. Pessoas não são como os cachorros
de Pavlov. Elas podem modificar suas estratégias até um certo ponto, mas
somente se alguém conversar com elas, em suas próprias linguagens, sobre como
fazer isso. É preciso um tremendo esforço e paciência para transformar uma
pessoa que foi desassociadora em uma associadora, mas você pode ajudá-la a
fazer grande parte de sua abordagem, e a ser um pouco menos rude e
doutrinária no processo. Esse é um dos segredos para viver com pessoas que são
diferentes de você. Por outro lado, é útil aos associadores verem mais diferenças,
pois têm uma tendência a generalizar. Pode ser útil para os associadores notar
todas as diferenças entre esta semana e a semana passada, ou entre as cidades
que visitam (em vez de dizerem que Los Angeles é muito parecida com Nova
York). Focalize, você também, um pouco as diferenças são parte do tempero da
vida.

Podem um associador e um desassociador viver felizes juntos? Certo -desde que


se compreendam. Dessa forma, quando ocorrerem as diferenças, eles logo
perceberão que a outra pessoa não é má ou está errada, simplesmente percebe
as coisas de uma maneira diferente. Você não precisa ser totalmente igual para
estabelecer harmonia. Você precisa lembrar-se das diferenças nas formas em
que ambos percebem as coisas, e aprender a respeitar e a apreciar outro.

O metaprograma seguinte diz respeito ao que é preciso para convencer alguém


de alguma coisa. A estratégia da persuasão tem duas partes. Para calcular o
que realmente convence alguém, você deve em primeiro lugar descobrir quais
partes da estrutura sensorial dele precisam ser convencidas, e então deve
descobrir com que frequência ele tem de receber esses estímulos antes de
convencer-se.' Para descobrir o metaprograma de persuasão de alguém,
pergunte: "Como você sabe quando alguém está indo bem num trabalho?"
Você tem de: a) vê-lo trabalhando; b) ouvir dizer como ele é bom; c) trabalhar
com ele, ou d) Ier sobre sua capacidade?" -A resposta pode ser uma
combinação disso tudo.

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Você pode acreditar que alguém é bom quando o vê fazer um bom serviço e
quando outras pessoas lhe dizem que é bom. A pergunta seguinte é: “Quantas
vezes alguém tem que demonstrar que é bom antes que você se convença?”
Há quatro respostas possíveis: a) imediatamente( por exemplo, se eles demonstram
uma única vez que são bons em alguma coisa você acredita neles); b) várias
vezes, (duas ou mais); c) durante um período de tempo (digamos umas poucas
semanas, um mês ou um ano; d) consistentemente. No último caso, a pessoa tem
que demonstrar todas as vezes.

Se você é o cabeça de uma organização, um dos mais valiosos pode conseguir


com seus auxiliares-chave é a confiança e a harmonia. Se sabem que você se
preocupa com eles trabalharão muito mais e melhor para você. Se eles não
confiam e você, não se esforçarão por você. Mas um meio de estabelecer essa
confiança é estar atento às diferentes necessidades das várias pessoas. Algumas
estabelecerão um relacionamento e o manterão. Se sabem que você age direito
e se preocupa com elas, podem estabelecer um vínculo que durará até você
fazer alguma coisa que as traia. Isso não funciona com todos. Alguns
trabalhadores precisam mais do que isso, seja uma palavra amável, um
memorando de aprovação, uma demonstração pública de apoio, ou uma tarefa
importante para realizar. Eles podem ser bastante leais e capazes, mas precisam
de maior confirmação sua do que outras pessoas. Precisam de maiores provas de
que o vínculo entre vocês ainda existe. Do mesmo modo, qualquer bom vendedor
conhece o cliente só de vender uma vez, e este será sempre seu cliente. Outras
pessoas têm de ver o produto duas ou três vezes antes de se decidirem a comprar,
enquanto para outras podem passar talvez uns seis meses antes que haja
necessidade de vender para elas outra vez. É claro, também há o "favorito" do
vendedor — aquele que usa o produto há anos, e, cada vez que o vendedor
chega, quer saber, outra vez, por que deve usá-lo. Tem de ser demonstrado a ele
todas as vezes. O mesmo processo acontece, com até maior intensidade em
relacionamentos pessoais. Com algumas pessoas, se você puder provar seu amor
uma vez, terá provado para sempre. Com outras, você tem de prová-lo todos os
dias. O valor de compreender estes metaprogramas é que eles lhe dão um
esquema de plano para convencer alguém. Você sabe com antecedência o que
será preciso para convencê-lo, e assim não será mais perturbado pela pessoa a
quem tem de demonstrar a toda hora. Você espera esse comportamento de parte
da pessoa.

Outro metaprograma é a possibilidade versus a necessidade. Pergunte a alguém


por que é que trabalha para determinada companhia ou por que comprou seu
carro atual ou casa. Algumas pessoas são principalmente movidas pela
necessidade, mais do que pelo que querem. Fazem alguma coisa porque devem
fazê-lo. Não são levadas a agir pelo que é possível. Não estão procurando por
infinitas variedades de experiências. Elas seguem pela vida aceitando o que
aparece e o que está disponível. Quando precisam de um novo trabalho ou de
uma nova casa ou de um novo carro ou mesmo de uma nova esposa, elas saem e
aceitam o que estiver disponível.

Outras são motivadas pela procura de possibilidades. São menos motivadas pelo
que já têm do que pelo que querem fazer. Elas procuram opções, experiências,
escolhas, caminhos. A pessoa que é motivada pela necessidade está interessada
no que é conhecido e seguro. A pessoa que é motivada pela possibilidade está
igualmente interessada no que não é conhecido. Ela quer saber o que pode
evoluir, que oportunidades deve desenvolver.
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Se você fosse um empregador, que tipo de pessoas gostaria de contratar?
Alguns provavelmente responderiam: a pessoa que é motivada pela
possibilidade. Afinal, ter um senso rico de potencial resulta numa vida mais rica.
Instintivamente, a maioria de nós (mesmo muitas pessoas que são motivadas
pela necessidade) defenderia a virtude de se
permanecer aberto a uma infinita variedade de novas direções.

Na realidade, nem tudo está tão pronto. Há serviços que requerem atenção
para detalhes, firmeza e persistência. Digamos que você seja um inspetor de
controle de qualidade de uma fábrica de autos. Um senso de possibilidade é
bom. No entanto, o que você pode precisar mais é de senso de necessidade.
Você precisa saber exatamente o que é necessário, e tem de verificar se está
sendo feito. Alguém motivado por possibilidade provavelmente ficaria muito
aborrecido num emprego desses, enquanto alguém motivado pela necessidade
se sentiria perfeitamente de acordo com o emprego.

Pessoas motivadas pela necessidade também têm outras vantagens. Alguns


empregos dão particular valor à permanência. Quando você os preenche, quer
alguém que fique durante um longo tempo. Uma pessoa motivada por
possibilidades está sempre procurando por novas opções, novos
empreendimentos, novos desafios. Se ela encontra outro emprego que pareça
oferecer mais potencial, há uma boa chance de que ela mude. Já a pessoa
laboriosa, motivada pela necessidade, não age assim.

Ela aceita o emprego quando precisa de um e permanece nele porque


trabalhar é uma necessidade da vida. Há vários empregos que pedem pessoas
que acreditem em possibilidades, sonhadoras, temerárias, que se arriscam. Se
sua companhia estiver diversificando num campo todo novo, você quer
contratar alguém que se adapte a todas as possibilidades. E há outros empregos
que dão valor à solidez, persistência e longevidade. Para esses empregos você
precisa de alguém que seja motivado mais pelo que precisa. É igualmente
importante saber quais são seus próprios metaprogramas pessoais, pois se estiver
procurando um emprego você pode escolher o que melhor apoie suas
necessidades

O mesmo princípio funciona para motivar seus filhos. Digamos que você está
tentando dar ênfase às virtudes da educação e de ir para uma boa faculdade.
Se sua filha é motivada pela necessidade, você tem de lhe mostrar por que ela
precisa de uma boa educação. Pode falar-lhe sobre todos os empregos que
exigem diploma. Você pode explicar porque é preciso base em matemática
para ser um bom engenheiro ou e técnicas de linguagem para ser um bom
professor. Se seu garoto é motivado pela possibilidade, você deve fazer uma
abordagem diferente. Ele se aborrece com o que tem de fazer, então você
enfatiza as infinitas possibilidades abertas para aqueles que têm uma boa
educação. Mostre-lhe como o aprendizado é o maior caminho para a
possibilidade - encha sua cabeça com imagens de novos caminhos a serem
explorados, novas dimensões a serem abertas, novas coisas a serem
descobertas, Com cada uma das crianças o resultado será o mesmo, apesar dos
caminhos que as levam até lá serem muito diferentes.

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Outro metaprograma é o estilo de trabalho da pessoa. Cada pessoa tem sua
própria estratégia para trabalhar. Algumas não são felizes a menos que sejam
independentes. Têm grande dificuldade em trabalhar junto de outras pessoas e
não podem trabalhar bem sob muita supervisão. Têm de dirigir suas próprias
vidas. Outras trabalham melhor como parte de um grupo. Chamamos sua
estratégia de cooperativa. Querem repartir a responsabilidade de qualquer
tarefa que façam. Outras, ainda, têm uma estratégia de proximidade, que fica
entre as outras duas. Preferem trabalhar com outras pessoas, mas mantendo
para si a responsabilidade da tarefa. Elas são as encarregadas, mas não são
sozinhas.

Se você quiser conseguir o máximo de seus empregados, ou de seus filhos, ou


daqueles que supervisiona, descubra suas estratégias de trabalho, as maneiras
pelas quais eles são mais eficientes. Algumas vezes encontrará um empregado
que é brilhante mas com quem é difícil lidar. Ele sempre tem de fazer as coisas a
seu modo. Talvez não tenha sido talhado para ser um empregado: pode ser do
tipo de pessoa que tem de dirigir seu próprio negócio, e mais cedo ou mais tarde
provavelmente o fará, se você não lhe propiciar um meio de ele se expressar. Se
você tem um empregado valioso como esse, deve tentar um meio de aumentar
ao máximo seus talentos, dando-lhe a maior autonomia possível. Se você tomá-
lo parte de uma equipe, ele deixará todos loucos. Mas, se lhe der a
independência que for possível, ele poderá tornar-se inestimável. É sobre isso que
os novos conceitos de empresariado tratam.

Você ouviu pelo "Princípio de Peter" que todas as pessoas são promovidas ao
nível de sua incompetência. Uma das razões para que isso aconteça é que os
empregadores são sempre insensíveis às estratégias de trabalho de seus
empregados. Há pessoas que trabalham melhor num ambiente de cooperação.
Elas têm sucesso com grande quantidade de feedback e interação humana.
Você as recompensaria pelo bom trabalho, colocando-as à testa de algum
novo empreendimento autônomo? Não, se quiser fazer uso de seus melhores
talentos. Isso não significa que você deva manter a pessoa no mesmo nível.
Significa, porém, que você deve dar promoções e experiências de novos
trabalhos que utilizem os melhores talentos da pessoa, e não os seus piores.

Do mesmo modo, muitas pessoas com estratégias de proximidade querem ser


parte de uma equipe mas precisam fazer seu próprio serviço sozinhas. Em
qualquer estrutura há serviços que estimulam todas as três estratégias. A chave é
ter a sutileza de saber como as pessoas trabalham melhor e então encontrar
uma tarefa na qual tenham sucesso.

Aqui está um exercício para fazer hoje. Após ler esse capítulo, pratique eliciando
os metaprogramas das pessoas. Pergunte-lhes: o que você quer num
relacionamento (casa, carro ou carreira)? Como você sabe que foi bem-
sucedido em alguma coisa? Qual é a relação entre o que está fazendo neste
mês e o que fez no mês passado? Quantas vezes alguém tem de demonstrar
alguma coisa para você, antes que se convença que é verdade? Conte-me
sobre uma experiência favorita de trabalho e por que ela foi importante para
você.

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A pessoa prestou atenção enquanto você fazia essas perguntas? Estava ela
interessada em suas perguntas, ou estava ocupada com qualquer outra coisa?
Há somente umas poucas perguntas que você pode fazer para eliciar com
sucesso os metaprogramas que discutimos. Se não conseguir a informação que
precisa, reestruture a pergunta até conseguir.

Pense em qualquer problema de comunicação que tenha e provavelmente


descobrirá que compreender os metaprogramas das pessoas o ajudará a ajustar
as comunicações e assim esse problema desaparecerá. Pense em uma
frustração de sua vida — alguém que você ame mas que não se sinta amado,
alguém para quem trabalhe e que consegue irritá-lo, ou alguém que tentou
ajudar e que não correspondeu. O que você precisa fazer é identificar o
metaprograma que está operando, identificar o que você está fazendo e o que
a outra pessoa está fazendo. Por exemplo: vamos supor que você precisa só de
uma confirmação de que tem um relacionamento amoroso e que sua
companheira precise disso com insistência. Ou você faz uma exposição que
mostra aspectos semelhantes de determinadas coisas, e seu supervisor só quer
ouvir sobre os pontos que são diferentes. Ou você tenta prevenir alguém sobre
alguma coisa que precise evitar, e ele só está interessado em ouvir sobre alguma
coisa que quer seguir.

Quando você fala na chave errada, a mensagem que saí é a errada. É tanto um
problema para pais que lidam com filhos como para executivos que lidam com
empregados. No passado, muitos de nós não desenvolvemos a perspicácia de
reconhecer e calibrar as estratégias básicas que outros usam. Quando você
falha em transmitir sua mensagem para alguém, não há necessidade de mudar
o significado. Você tem de desenvolver a flexibilidade de ser capaz de alterar
sua forma para se ajustar ao metaprograma da pessoa com quem está
tentando se comunicar.

Muitas vezes você pode comunicar-se mais efetivamente quando usa diversos
metaprogramas juntos. Meus sócios e eu certa vez tivemos um desacordo de
negócios com um homem que tinha feito determinado trabalho para nós. Nos
reunimos e eu comecei a conversa tentando estabelecer um ambiente positivo,
dizendo que queria criar um objetivo que satisfizesse a ambos. Imediatamente
ele disse: "Não estou interessado em nada disso. Eu tenho esse dinheiro e não vou
largá-lo. Eu só não quero mais seu advogado me chamando e me
aborrecendo". Começou então a se afastar. Eu disse: "Nós queremos fazer esse
trabalho porque estamos todos empenhados em ajudar os outros e nós mesmos
a experimentar uma qualidade de vida melhor, e trabalhando juntos poderemos
fazer isso". Ele disse; "Nós não estamos todos empenhados em ajudar os outros. Eu
não me importo nem um pouco com você. Tudo que me preocupa é sair daqui
feliz". Conforme a reunião continuou, com pouco progresso, tornou-se claro que
ele se afastava do problema, que era introvertido, que era desassociador, que
ele tinha uma moldura interior de referência, e que não acreditava nas coisas a
menos que as visse, ouvisse e as tivesse seguidamente reforçadas.

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Esses metaprogramas não acrescentaram para um plano de comunicação
perfeita, especialmente porque sou o oposto de quase todas essas coisas.
Conversamos durante quase duas horas sem progresso, e eu já estava pronto
para desistir. E então acendeu-se uma luz na minha cabeça, e eu mudei de
tática. Falei: "Sabe, essa ideia que você tem em sua cabeça, eu a tenho bem
aqui". Então mostrei-lhe minha mão fechada. Assim tomei sua moldura interior de
referência, que eu não podia manipular com palavras, e exteriorizei-a para
poder controlá-la. Disse então: "Eu a tenho bem aqui e você tem 60 segundos.
Decida-se ou estará prestes a perder — e perder muito. Eu não vou perder, mas
você vai perder pessoalmente". Isso deu-lhe algo de novo do que se afastar.

Continuei daí, dizendo: "Você... você mesmo... vai perder, afastar-se, porque não
acredita que haja uma solução que possa ser desenvolvida". Ora, ele era um
desassociador; logo, começou a pensar o oposto, que havia uma solução.
Continuei então: "É melhor você se analisar bem e ver (moldura interior de
referência) se está realmente querendo pagar o preço que terá de pagar, dia
após dia, como resultado de suas decisões de hoje. Porque vou continuar a
contar para as pessoas (sua estratégia de persuasão) como você se comportou
aqui e o que fez. Você tem um minuto para decidir. Pode decidir, agora, que
quer prosseguir esse trabalho ou caso contrário perderá tudo — você,
pessoalmente, para sempre. Confira-me. Veja se sou congruente".

Levou 20 segundos para que ele pulasse e dissesse: "Olhe, gente, eu sempre quis
trabalhar com vocês. Sei que podemos resolver as coisas". Ele não fez isso de má
vontade. Levantou-se muito entusiasmado, como se fôssemos verdadeiros
amigos, e disse; "Eu só queria saber .se podíamos conversar". Por que tão positivo
depois de duas horas? Porque usei seus metaprogramas e não meu modelo do
mundo para motivá-lo.

O que eu disse teria sido um insulto para mim. Costumava ficar frustrado com as
pessoas quando elas agiam de formas opostas às minhas, até que aprendi que
as diferentes pessoas têm diferentes metaprogramas e padrões.

Os princípios de classificação de metaprogramas com que lidamos até agora


são importantes e poderosos. No entanto, o importante a lembrar é que o
número de metaprogramas dos quais você fica ciente é limitado só pela sua
sensibilidade, atenção e imaginação. Uma das chaves do sucesso em qualquer
coisa é a capacidade de fazer novas distinções. Os metaprogramas lhe dão as
ferramentas para fazer distinções importantes, ao decidir como lidar com as
pessoas. Você não está limitado aos metaprogramas discutidos aqui. Torne-se
um estudante de possibilidades. Constantemente julgue e ajuste as pessoas à sua
volta. Anote os padrões específicos que elas tenham para perceber o mundo e
comece a analisar se outros têm padrões semelhantes. Por meio dessa
abordagem você pode desenvolver um conjunto completo de distinções entre
as pessoas que podem capacitá-lo a saber como comunicar-se efetivamente
com todo tipo de gente.

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Por exemplo, algumas pessoas classificam-se primariamente por sensações e
outras por pensamentos lógicos. Você tentaria convencê-las usando o mesmo
meio? Claro que não. Algumas pessoas tomam decisões baseadas somente em
fatos específicos e números. Primeiro têm de saber se as partes vão dar certo —
mais tarde pensarão sobre a imagem total. Outras são convencidas primeiro
pelo conceito geral ou ideia. Elas reagem ao bloco global. Querem ver primeiro
a imagem grande. Se gostarem, então pensarão nos detalhes. Algumas pessoas
se prendem em inícios. Ficam muito excitadas quando têm uma nova ideia se
realizando, e então logo tendem a perder interesse e partem para outra coisa
nova. Outras se fixam em conclusões. Qualquer coisa que façam, têm de ir até o
fim, seja a leitura de um livro ou a execução de um trabalho. Algumas pessoas
classificam-se por comida. É isso mesmo, por comida. Quase tudo que fazem ou
pensam em fazer é avaliado em termos de comida. Pergunte-lhes como chegar
a algum lugar e eles dirão: "Desça a estrada até chegar ao Burger King, vire à
esquerda, e continue em frente até chegar ao McDonald's e vire à direita, e
então vire à esquerda no KFC até chegar àquele edifício marrom-chocolate".
Pergunte sobre um cinema a que tenham ido, e imediatamente elas começam
a lhe dizer como está ruim o serviço de lanches. Pergunte sobre um casamento,
e lhe contarão sobre o bolo. Uma pessoa que é primariamente extrovertida
falará muito mais sobre as pessoas que estavam no casamento ou sobre os
personagens do filme. Uma pessoa que se classifica primariamente por
atividades falará sobre o que aconteceu no casamento, o que aconteceu no
filme, e assim por diante.

A outra coisa que um empreendimento de metaprogramas estabelece é um


modelo para balança. Todos nós seguimos uma ou outra estratégia para usar os
metaprogramas. Por alguns metaprogramas nós poderemos pender ligeiramente
mais para um lado do que para outro. Por outros poderemos balançar
fortemente para uma estratégia em vez de outra. Mas não há nada que não
possa ser mudado em qualquer dessas estratégias. Assim como você pode
decidir-se a se colocar num estado que o fortaleça, você pode escolher e
adotar um metaprograma que mais o ajude do que o embarace. O que o
metaprograma faz é dizer, a seu cérebro o que cancelar. Assim se, por exempla,
você estiver avançando, você está cancelando as coisas para afastar-se. Se
você estiver se afastando, está cancelando as coisas das quais poderia se
aproximar. Para mudar seus metaprogramas, tudo que tem a fazer é tomar-se
consciente das coisas que você normalmente cancela. E começar a concentrar
sua atenção nelas.

Não cometa o engano de confundir-se com seus comportamentos, ou fazer o


mesmo com outra pessoa. Você diz: "Eu conheço o Joe. Ele faz isso, e isso e isso".
Bem, você não conhece o Joe. Você o conhece por meio de seu
comportamento. Mas ele não é o comportamento dele, assim como você não é
o seu. Se você for alguém que tende a se afastar de qualquer coisa, talvez esse
seja seu padrão de comportamento. Senão o mude. Você agora tem o poder. A
única questão é se você tem bastantes motivos para fazer uso do que sabe.

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Há duas maneiras de mudar os metaprogramas. Uma é pelos Acontecimentos
Emocionais Significativos (Significant Emotional Events)— "SEEs". Se você vê seus
pais constantemente se afastando das coisas, sem serem capazes de atingir
como resultado os seus potenciais completos, isso pode influenciá-lo na maneira
como avança ou se afasta. Se você só se classifica pela necessidade e perdeu a
oportunidade de um grande emprego porque a firma estava procurando
alguém com um dinâmico senso de possibilidade, você pode ficar chocado em
mudar sua abordagem. Se você tende a mover-se em direção a tudo e foi
logrado por um chamativo investimento falso, isso provavelmente afetará a
maneira como olhará a próxima proposta que aparecer em seu caminho.

A outra maneira pela qual você pode mudar é peia decisão consciente de fazê-
lo. A maioria das pessoas nunca se preocupa com os metaprogramas que utiliza.
O primeiro passo para a mudança é o reconhecimento. A consciência exata do
que estamos fazendo presentemente proporciona oportunidade para novas
escolhas e, assim, para mudanças. Digamos que perceba que tem uma forte
tendência a se afastar das coisas. Como você se sente sobre isso? Claro, há
coisas das quais você quer se afastar. Se você puser a mão num ferro quente,
quererá tirá-la o mais depressa que puder. Mas não há coisas das quais você
gostaria realmente de se aproximar? A parte que está no controle não está
fazendo um esforço consciente para fazer um movimento em direção de
alguma coisa? A maioria dos grandes líderes e grandes sucessos não se novem
em direção das coisas, mais do que se afastam? Portanto, você deve querer
começar a se estender um pouco. Pode começar pensando sobre coisas que o
atraiam e ativamente mover-se em direção a elas.

Você também pode pensar em metaprogramas em nível mais alto. As nações


têm metaprogramas? Bem, elas têm comportamentos, não é? Logo, têm
também metaprogramas. Os seus comportamentos coletivos muitas vezes
formam um padrão, baseados nos metaprogramas de seus líderes. A maior parte
dos Estados Unidos tem uma cultura que parece avançar. Um país como o Irã
tem uma estrutura conceituai exterior ou interior? Pense na última eleição. Qual
era o metaprograma básico de Walter Mondale? Muitas pessoas achavam que
ele estava recuando. Ele falava sobre condenação e tristeza, e sobre como
Reagan não estava falando a verdade e iria aumentar os impostos. Ele nos disse:
"Pelo menos, eu lhes direi agora que teremos de subir os impostos ou o desastre é
certo". Não estou dizendo que ele estava certo ou errado; só anote o padrão.
RonaJd Reagan só dava mensagens positivas, enquanto Mondale era notório
por invocar questões importantes que a nação precisava confrontar. Mas em
nível emocional — que é onde muito da política é apresentado — parece que os
metaprogramas de Reagan combinaram mais efetivamente com os da nação.

Como tudo o mais neste livro, os metaprogramas devem ser usados em dois
níveis. No primeiro, como um instrumento para ajustar e guiar nossa
comunicação com os outros. Assim como a fisiologia de uma pessoa lhe contará
inúmeras histórias sobre ela, seus metaprogramas lhe falarão com eloquência
sobre o que a motiva e a afugenta. No segundo, como um instrumento para
mudança pessoal. Lembre-se; você não é o seu comportamento. Se você tende
a seguir qualquer espécie de padrão que trabalhe contra você, tudo que tem a
fazer é mudá-lo. Os metaprogramas oferecem uma das mais úteis ferramentas
para o ajuste e a mudança pessoal. Eles proporcionam chaves para algumas
das mais úteis ferramentas de comunicação disponíveis.
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Há duas maneiras de mudar os metaprogramas. Uma é pelos Acontecimentos
Emocionais Significativos (Significant Emotional Events)— "SEEs". Se você vê seus
pais constantemente se afastando das coisas, sem serem capazes de atingir
como resultado os seus potenciais completos, isso pode influenciá-lo na maneira
como avança ou se afasta. Se você só se classifica pela necessidade e perdeu a
oportunidade de um grande emprego porque a firma estava procurando
alguém com um dinâmico senso de possibilidade, você pode ficar chocado em
mudar sua abordagem. Se você tende a mover-se em direção a tudo e foi
logrado por um chamativo investimento falso, isso provavelmente afetará a
maneira como olhará a próxima proposta que aparecer em seu caminho.

A outra maneira pela qual você pode mudar é peia decisão consciente de fazê-
lo. A maioria das pessoas nunca se preocupa com os metaprogramas que utiliza.
O primeiro passo para a mudança é o reconhecimento. A consciência exata do
que estamos fazendo presentemente proporciona oportunidade para novas
escolhas e, assim, para mudanças. Digamos que perceba que tem uma forte
tendência a se afastar das coisas. Como você se sente sobre isso? Claro, há
coisas das quais você quer se afastar. Se você puser a mão num ferro quente,
quererá tirá-la o mais depressa que puder. Mas não há coisas das quais você
gostaria realmente de se aproximar? A parte que está no controle não está
fazendo um esforço consciente para fazer um movimento em direção de
alguma coisa? A maioria dos grandes líderes e grandes sucessos não se novem
em direção das coisas, mais do que se afastam? Portanto, você deve querer
começar a se estender um pouco. Pode começar pensando sobre coisas que o
atraiam e ativamente mover-se em direção a elas.

Você também pode pensar em metaprogramas em nível mais alto. As nações


têm metaprogramas? Bem, elas têm comportamentos, não é? Logo, têm
também metaprogramas. Os seus comportamentos coletivos muitas vezes
formam um padrão, baseados nos metaprogramas de seus líderes. A maior parte
dos Estados Unidos tem uma cultura que parece avançar. Um país como o Irã
tem uma estrutura conceituai exterior ou interior? Pense na última eleição. Qual
era o metaprograma básico de Walter Mondale? Muitas pessoas achavam que
ele estava recuando. Ele falava sobre condenação e tristeza, e sobre como
Reagan não estava falando a verdade e iria aumentar os impostos. Ele nos disse:
"Pelo menos, eu lhes direi agora que teremos de subir os impostos ou o desastre é
certo". Não estou dizendo que ele estava certo ou errado; só anote o padrão.
RonaJd Reagan só dava mensagens positivas, enquanto Mondale era notório
por invocar questões importantes que a nação precisava confrontar. Mas em
nível emocional — que é onde muito da política é apresentado — parece que os
metaprogramas de Reagan combinaram mais efetivamente com os da nação.

Como tudo o mais neste livro, os metaprogramas devem ser usados em dois
níveis. No primeiro, como um instrumento para ajustar e guiar nossa
comunicação com os outros. Assim como a fisiologia de uma pessoa lhe contará
inúmeras histórias sobre ela, seus metaprogramas lhe falarão com eloquência
sobre o que a motiva e a afugenta. No segundo, como um instrumento para
mudança pessoal. Lembre-se; você não é o seu comportamento. Se você tende
a seguir qualquer espécie de padrão que trabalhe contra você, tudo que tem a
fazer é mudá-lo. Os metaprogramas oferecem uma das mais úteis ferramentas
para o ajuste e a mudança pessoal. Eles proporcionam chaves para algumas
das mais úteis ferramentas de comunicação disponíveis.
( Extraído: Poder Sem Limites, Anthony Robbins. Editora Best Seller)
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Perguntas para elicitar Estados Desejados

1. Expresso no Positivo:
O que você quer especificamente?
Quando, onde, com quem você quer isto?

2. Iniciado e mantido pela pessoa que deseja o objetivo:


Quais recursos você possui para alcançar isso? (Verifique se esses recursos estão
sob seu próprio controle).

3. Definido e Avaliado de acordo com a base de evidências sensoriais:


Como você vai saber quando obtiver?
O que você vai ver, ouvir, sentir, cheirar e degustar?
Como você vai parecer, falar, etc (faça a pessoa demonstrar - neste momento
será possível verificar a aparência que a pessoa terá após o sucesso da
intervenção: esta é sua aparência quando está em contato com os recursos
internos que está buscando)

4. Criada para preservar a intenção positiva do Estado Presente:


O que vai acontecer se você conseguir esse resultado?
O que não vai acontecer se você conseguir esse resultado?
O que vai acontecer se você não conseguir?
O que não vai acontecer se você não conseguir?
O que você ganha em continuar ou manter o problema? (ganho secundário)
Como você sabe que vale a pena conseguir esse resultado?

5. Contextualizado apropriadamente para se encaixar na ecologia externa:


Como isso vai afetar sua vida? E sua família? E os negócios ou trabalho?
Amigos? O que será diferente como resultado de conseguir isso?

Você também pode elicitar e calibrar as Submodalidades para este Estado


Desejado e nós sugerimos que você o faça.

Perguntas para elicitar o Estado Presente

1- Qual é o problema, especificamente?


2 - Como você sabe que isto é um problema?
3 - Como você sabe como ter ele?
4 - Como você sabe quando ter ele?
5 - Como você sabe com quem ter ele?
6 - Como você sabe onde ter ele?
7 - O que te impede de mudar o problema?

Você também pode elicitar e calibrar as Submodalidades para este Estado


Presente e nós sugerimos que você o faça.

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Sistemas Representacionais

Visual (Olhar/Ver)
Olhar, imaginar, focalizar, insight, cena, branco, visualizar, perspectiva, brilhar,
refletir, esclarecer, examinar, olho, foco, prever, ilusão, ilustrar, notar, visão, revelar,
antever, ver, mostrar, observar, enevoado, escuro, aparência, brilhante, colorido,
penumbra, entrever, destacar, obscuro, fazer sombra, visão geral, cintilar, holofote,
assistir, vívido, espelhar.

 Vejo o que está querendo dizer.


 Tenho uma vaga lembrança.
 Mostre-me o que quer dizer.

Auditivo (Dizer/Sons/Ouvir)
Dizer, sotaque, ritmo, alto, tom, ressonar, som, monótono, surdo, pedir, acentuar,
audível, timbre, claro, discutir, proclamar, chorar, comentar, ouvir, gritar, suspirar,
guinchar, sem fala, clique, coaxar, vocal, sussurrar, contar, silêncio, dissonante,
zumbido, calar, melodioso, ganir, harmonia, melodia, musical, acústico, cacarejo,
dialogo, eco, rosnar ...

 Não dar ouvidos.


 Isso tudo é grego para mim.
 É musica para meus ouvidos

Cinestésico (Sentir/Fazer)
Tocar, manusear, equilibrar, quebrar, frio, sentir, firme, agarrar, contato, pegar,
empurrar, esfregar, golpear, fazer cócegas, apertado, sólido, quente, saltar,
pressão, correr, morno, áspero, derrubar, tomar, agudo, sensível, estresse, macio,
grudento, emperrado, tamborilar, tensão, dobrar, andar, concreto, gentil, segurar,
raspar, sofrer, pesado, liso.

 Sinto nos ossos.


 Ele tem um temperamento quente.
 Havia tensão no ar.

Olfativo (Cheirar)
Perfumado, fedorento, mofado, faro, fragrante, enfumaçado, fresco, almiscarado
...
Sinto cheiro de confusão.
Faro para os negócios.
Não cheira, nem fede.

Gustativo (Saborear)
Azedo, amargo, salgado, suculento, doce, apimentado, água na boca, náuseas,
açucarado ...
Ela é uma pessoa doce.
Minha professora é muito amarga.
Aquela dança é muito apimentada

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Inespecíficas
Você pode usá-las quando quiser dar à outra pessoa a opção de pensar no sistema
representacional que bem entender.
Decida, pense, lembre, saiba, meditar, reconhecer, atender, compreender, avaliar,
processar, decidir, motivar, mudar, consciente, considerar, supor, escolher, resultado,
meta, modelo, programa, recurso, coisa, teoria, ideia, representação, sequência,
lógica, memória, futuro, passado, presente, condição, conexão, competência,
consequência.

Sistemas Representacionais
A Experiência Primária

Seres humanos experienciam a si mesmos e ao mundo em que vivem através dos


cinco sentidos... Vendo, Ouvindo, Sentindo, Cheirando e Degustando.
As modalidades sensoriais com as quais as pessoas codificam, organizam, guardam,
e anexam significados são chamadas de Sistemas Representacionais. Enquanto as
entradas sensoriais são internamente processadas (representadas), elas se traduzem
nas suas correspondentes representações sensoriais (mapas) que se constituem
como sínteses ou análogos do original recebido. Isso pode parecer óbvio, mas
mesmo assim é importante lembrar-se de que a realidade e a nossa percepção da
realidade não são a mesma coisa ... O mapa não é o território.

Retirada do livro A Estrutura da Magia, de Bandler e Grinder:

"Por exemplo/ tomemos a frase comum: O livro é azul. Azul é o nome que nós/ como
falantes nativos de inglês/ aprendemos a usar para descrever nossa experiência de
uma certa porção do continuum de luz visível. Enganados pela estrutura de nossa
língua/ chegamos a presumir que azul é uma propriedade do objeto a que nos
referimos como sendo um livro/ ao invés de ser o nome que damos à nossa
sensação."

A percepção de cada parte do Sistema Representacional é composta por


pequenas e discretas unidades chamadas SUBMODALIDADES. A experiência é
representada, codificada e guardada em nível de Submodalidade.
As pessoas possuem uma grandiosa e rica gama de informações sensoriais à
disposição em todos os sistemas e em todos os momentos. A entrada sensorial é
filtrada de várias formas pelo Sistema Nervoso Central, autorizando que apenas uma
quantidade limitada de informações sensoriais atinja a consciência perceptível em
um dado momento.
O mecanismo de filtragem ocorre através de um grupo sistemático de operações:
DELEÇÃO, DISTORÇÃO e GENERALIZAÇÃO que são referidos como PROCESSOS
UNIVERSAIS DE MODELAGEM. Sem esses filtros neurológicos, as pessoas seriam
sobrecarregadas constantemente por irrelevantes informações. Esses processos de
modelagem fazem com que seres humanos mantenham um coerente modelo de
suas experiências.

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Consequentemente, as percepções que constituem as experiências conscientes
são necessariamente restringidas por um limitado número de percepções distintas
(submodalidades) a cada momento. Mesmo através desses Processos Universais de
Modelagem, ficam disponíveis vastos espaços de possibilidades e oportunidades
para a criatividade humana; Este Processos Universais de Modelagem também
explicam como as pessoas conseguem ter limitações ou problemas com vários
aspectos das próprias experiências. As representações das experiências
perceptíveis, para serem coerentes, necessitam da deleção de uma grande
quantidade de sensações de entrada.

No entanto, todas as percepções são baseadas em uma representação facsímile,


sendo o significado de "facsímile", nesse caso, o de uma cópia idêntica, porém
não original. Qualquer representação é apenas um modo de sistematicamente
codificar informações sobre a realidade, mas não é a realidade. Desse modo,
todas as percepções podem ser consideradas precisas e baseadas nas
representações internas de onde são provenientes, mas incompletas .

Sobreposição de Sistemas Representacionais

Conexão dos sistemas ao Ir de um para outro e outro e outro.

"Enquanto você vê o vento soprar nas árvores, você pode ouvir o que você sente?"

Tradução de Sistemas Representacionais


Utilizando um sistema alternativo para descrever a experiência descrita em outra.

Mostre-me o que você pode fazer. (visual)


Diga-me mais sobre isso. (auditivo)
Ajude-me a captar o significado disso. (cinestésico)

Palavras e Frases no Sistema Representacional


Os Predicados do Sistema Representacional são certas palavras (verbos, advérbios
e adjetivos) que as pessoas usam em sua comunicação para representar sua
experiência interna, sendo que elas podem ser visuais (V), auditivas (A),
cinestésicas ©, olfativas (O) ou gustativas (G).

Podem ter base sensorial (VACO/G) ou não ter base sensorial (inespecíficas).

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Perguntas Para Elicitar Estratégias Cognitivas

Perguntas gerais de elicitação

1. Pense em um momento em que você foi capaz de aprender algo


rapidamente.
2. Imagine, em um futuro plausível, uma situação parecida e o que você faria se
tivesse que aprender algo rapidamente?
3. O que acontece enquanto você está aprendendo algo?

Elicitação da Operação
1. O que você faz enquanto está se preparando para aprender algo?
2. Quais os passos pelos quais você passa para aprender algo rapidamente?
3. O que você faz quando não tem certeza de que chegou até seu critério,
ainda?

Elicitação do Teste
1. O que é uma demonstração que faz você acreditar que teve sucesso ao
aprender algo rapidamente?
2. Como você sabe quando aprendeu algo rapidamente?
3. Como você testa se conseguiu conquistar seu resultado desejado?

Elicitação de Ponto de Decisão


1. Como você sabe quando foi capaz de, com sucesso, ter aprendido algo
facilmente e efetivamente?
2. Como você sabe que ainda não terminou de aprender algo?
3. Como você sabe que já está preparado para a próxima coisa?
4. Quando você não tem certeza de que conseguiu, com sucesso, aprender
alguma coisa? Como você sabe?

GATILHO
Como você sabe quando começar o processo de __________________________ ?
(Motivar-se, decidir, aprender, etc.)

Como você sabe que está pronto para ___________________________________?

OPERAÇÃO
Qual a primeira coisa que você faz?
O que acontece enquanto você começa?
O que você faz quando você não tem certeza de que chegou ao seu objetivo?

TESTE
Qual é a comparação que você está fazendo?
Como você sabe quando satisfez seu critério?

PONTO DE ESCOLHA
Como você sabe que terminou?
Como você sabe que está preparado para algo novo?
Como você sabe que você teve sucesso nisso?
Como você sabe que o processo terminou?

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Questões para determinar se uma estratégia está completa

1 - Você sabe exatamente em que ponto a estratégia começa? Em outras


palavras, qual o primeiro TESTE que você faz para começar a estratégia?

2 - Você possui todos os passos que você acha que constituem a FASE DE
OPERAÇÃO?

3 - A estratégia consegue ter um senso lógico? Essa operação funcionaria para


completar esta tarefa? Você consegue justificar cada passo como sendo
necessário? Caso contrário, você sabe onde estão os passos que estão
sobrando? Você sabe por que eles são necessários? Você consegue supor
qualquer passo que deveria estar aí, mas, que ainda não detectou?

4 - Você sabe qual é o segundo teste? O que é que deve ser feito nessa
estratégia e como funciona para fazer com que a estratégia seja efetiva?

5 - Você consegue mapear esta estratégia para que você saiba, passo a passo,
como ir do começo até o resultado?
Você consegue escrever a sequência para que seja entendida por você?

6 - Você sabe as submodalidades importantes, especialmente as mais


importantes de cada passo dessa estratégia?

7 - Você sabe quais mudanças de submodalidades que fazem a estratégia ir de


um passo para o outro? Como cada limite funciona?

8 - Você consegue ir através desta estratégia e fazê-Ia funcionar para você tão
bem ou ainda melhor do que para seu cliente? Esta é, normalmente, uma boa
checagem de sua lógica.

9 - Baseado nas respostas dessas perguntas, você precisa perguntar ao seu


cliente que demonstre a estratégia algumas vezes mais?

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Ecologia:
Sentido e congruência nos sistemas

“Produzir sentido para você e para as pessoas a sua volta, agregar valor a sua vida e a do
seu semelhante e liberar o seu potencial são algumas das melhores maneiras de se obter
realização.” Luis Lindner - Trainer

“Não se pode alcançar um novo objetivo pela aplicação do mesmo nível de


pensamento que o levou ao ponto em que se encontra hoje.” Albert Einstein

Níveis neurológicos de aprendizagem e mudança

Os Níveis neurológicos de aprendizagem e mudança são resultados do trabalho de dois


pesquisadores: Gregory Bateson, Antropólogo e biólogo, um grande pensador sistêmico e
epistemólogo da comunicação que estudou aprendizagem, e Robert Dilts foi um
desenvolvedor, autor, formador e consultor na área da Programação Neurolinguística (PNL)
desde a sua criação em 1975 por John Grinder e Richard Bandler.
Robert Dilts tem feito muitas contribuições pessoais para o campo da PNL, incluindo a
autoria da Enciclopédia da PNL sistêmica. Ele é mais conhecido por seu trabalho sobre crenças
e estratégias.

De acordo Bateson e Dilts é que há múltiplos níveis de mudança, e que cada nível
possui uma neurologia, e os níveis mais altos influenciam os níveis mais baixos. Portanto para
implementar uma mudança em um nível neurológico você precisa trabalhar no nível
acima.
O alinhamento e congruência nos níveis neurológicos produz muito mais sentido para
você e para os a sua volta, e é muito importante para autogestão e liderança.

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PONTOS FORTES ÁREA DE MELHORA O QUE POSSO FAZER
“Recursos” “Limites” PARA MELHORAR?
“Ações”

AMBIENTE Quais são as coisas Quais são as coisas


boas no meu ambiente? desagradáveis?
O que funciona para O que não funciona
mim? para mim?

COMPORTAMENTO O que eu faço que O que eu faço que


funciona e que ajuda a não funciona, e que
alcançar meus não atinge meus
objetivos? objetivos?

CAPACIDADES Quais são as minhas Que capacidades


melhores capacidades? me faltam?

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PONTOS FORTES ÁREA DE MELHORA O QUE POSSO FAZER
“Recursos” “Limites” PARA MELHORAR?
“Ações”

CRENÇAS Que valores e crenças Que valores crenças


VALORES que eu tenho que me atrapalham?
apoiam?

IDENTIDADE Quais são as coisas Que coisas sobre


mais salutares sobre quem eu sou me
meu senso de enfraquecem?
identidade?

ESPIRITUAL Quais são os benefícios Quais são as


de meu senso de desvantagens do
significado, da minha meu senso de
missão de vida? significado
na vida?

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Heurística de Milton Erickson

Milton Hyland Erickson foi um psiquiatra americano especialista em


terapia familiar sistêmica e uma das autoridades mundiais nas técnicas
de hipnose aplicadas à psicoterapia. Foi fundador e presidente da
Sociedade Americana de Hipnose Clínica, membro da Associação
Americana de Psiquiatria, Associação Americana de Psicologia e da
Associação Americana de Psicopatologia.
Entre as contribuições de Erickson está a sua influência na programação
neurolinguistica, que foi baseada, em parte, em seus métodos de
trabalho.

Alfaiataria - A principal estratégia de Erickson

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Autogestão em Terapia Neurocientífica
Conteúdo desenvolvido a partir do Self Systemic Coaching, Neurociência e PNL

“Você deve ser a mudança que deseja


ver no mundo” Mahatma Gandhi

Mas porque precisamos de Autogestão? Vejamos alguns números:


1.De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, mais de 800 mil pessoas todos os
anos no mundo se suicidam, e 27% dos jovens estão apresentando sintomas depressivos.

2.Uma pesquisa realizada pelo Institute of Social Research da Universidade de Michigan


estima que 50% das pessoas cedo ou tarde desenvolverão um transtorno psíquico.

3. A Consultoria Catho comprovou por meio de pesquisa que 80% das demissões dos
executivos não ocorrem por problemas técnicos ou competências, mas sim pelos conflitos
nas relações com colegas de trabalho, dificuldade em lidar perdas, pressões e desafios do
dia a dia.

4. Em minha experiência profissional como terapeuta e como instituto, constatei que quase
100% das pessoas não tem uma identidade clara e uma missão de vida

Objetivo do programa

O objetivo deste programa é apresentar uma proposta moderna e acessível de autogestão,


fornecendo recursos que o ajudarão a ter mais sentido e direção na vida pessoal e
profissional, onde você aprenderá a estabelecer objetivos claros, prezando o mais
importante, a sua identidade e seus valores, que são os reais motivos por detrás de qualquer
meta. Recursos podem ser crenças, ideias, técnicas, ferramentas e assessments para você
saia de situações complexas...

Definindo o conceito de Autogestão

“Autogestão é um processo, através do qual as pessoas gerenciam a si próprias de maneira


a alcançar a auto-direção e automotivação para se comportar e executar o que precisa de
maneira efetiva no alcance dos objetivos ou qualidade de vida desejada. Autogestão utiliza
técnicas de controle de pensamento e comportamento, auto-recompensa e
autorregulação que proporcionam quem a pratica um desempenho mais confiante, focado
e criativo, com melhores resultados para o alcance do sucesso pessoal e profissional.

A autogestão é de
grande interesse,
particularmente para x
lideranças, empresas
e instituições.”

É preciso compreender que todo o ser humano que acredita ser incapaz, incompetente,
inadequado, inferior, sem perspectiva, rejeitado, fora ou a margem da sociedade ou das
possibilidades entre outros, permanece paralisado, ou na melhor das hipóteses aceita
qualquer oferta, na maioria das vezes são as piores possíveis.

Exemplo: más companhias, drogas ou outros tipos de vícios, propostas que não fazem
sentido, ou que não torna a pessoa realizada.
Conceito de Autogestão

Uma visão de autoliderança e autogestão através da Metodologia do Coaching


e da PNL.

Definindo o conceito de autogestão

“Autogestão é um processo, através do qual as pessoas influenciam a si próprias de


maneira a alcançar a auto direção e automotivação necessárias para se comportar
e executar o que precisa de maneira efetiva, para o alcance dos objetivos ou
qualidade de vida desejada. Autogestão utiliza técnicas de controle de pensamento
e comportamento, auto recompensa e autorregulação que proporcionam quem a
pratica um desempenho mais confiante, focado e criativo, com melhores resultados
para o alcance do sucesso pessoal e profissional. A autogestão hoje é de grande
interesse, particularmente para lideranças, empresas e instituições.”

É preciso compreender que todo o ser humano que acredita ser incapaz,
incompetente, inadequado, inferior, sem perspectiva, rejeitado, fora ou a margem
da sociedade ou das possibilidades entre outros, permanece paralisado, ou
na melhor das hipóteses aceita qualquer oferta, na maioria das vezes são as piores
possíveis.
Exemplo: más companhias, drogas ou outros tipos de vícios, propostas que não
fazem sentido, ou que não torna a pessoa realizada.

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1. Identidade

Principais pontos a considerar:


Não existe o conceito de normal em função da diversidade cultural, sendo que as
intervenções em coaching e na medicina se dão apenas quando um
comportamento está prejudicando o coachee ou as pessoas a sua volta.
Ferramentas:
 50 linhas em resposta a pergunta quem sou eu na 1° pessoa do singular
 Assessment DISC
 Predominância
 Missão, propósito e valores

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2. Empoderamento

Principais pontos a considerar:


O poder para mudar a realidade e construir o futuro desejável está no foco e ação
constante.
Recursos:
 Quebrar crenças que desempoderam
 Nunca usar o porque como justificativa
 Assumir total responsabilidade e autonomia pela construção do futuro desejável
 Compreender que fracasso não existe e sim feedback
 Não ser refém de significados ou validação externa
 Para não cair no automático, atualizar seus mapas através de planejamento
 Aprender a fazer as perguntas certas

3. Objetivos
Principais pontos a considerar:
O poder de transformar sonhos em plano de ação é um recurso indispensável ao
processo de coaching e livra o coachee do cárcere da impossibilidade, cria inclusão
e fornece clareza e autoestima.
Ferramentas:
Metodologia E.S.P.E.R.T.A. – (Específica, Sistêmica, Prazo, Evidência, Recursos,
Tamanho e Alternativas)
 Recursos da ponte ao futuro: Perguntas que identifiquem o gap entre o que se
tem e o que se deseja, Modelagem de performances de sucesso, e Imaginação
na primeira pessoa do singular do estado e objetivo desejado. Prezar também os
conceitos de ecologia, calibragem, sustentabilidade e autonomia.

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4. Autogestão
Principais pontos a considerar:
As crenças são o berço da excelência, são os princípios e fundamentos da ação,
são as regras de sua vida, e se alteramos nossas crenças alteramos nossos resultados.
Ferramentas:
 Reframing
 Ressignificação de eventos e crenças
 Análise do Campo de força
 Planilha de trabalho com crenças limitantes
 Questionamento do alicerce das crenças e criticar, determinar e validar nova
crença efetiva

5. Evolução
Principais pontos a considerar:
A marca de um campeão é a consistência rumo ao seu autodesenvolvimento, e a
verdadeira consistência é estabelecida por hábitos diários.
Ferramentas:
 Roda das competências
 Roda das competências da liderança
 Briefing do líder
 Briefing da alta performance
 Gestão de tempo e produtividade
 Análise SWOT

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6. Ecologia
Principais pontos a considerar:
Não existe o conceito de normal em função da diversidade cultural, sendo que as
intervenções em coaching e na medicina se dão apenas quando um
comportamento está prejudicando o coachee ou as pessoas a sua volta.
Ferramentas:
 Alinhamento e congruência em níveis neurológicos
 Compreensão dos níveis neurológicos para intervenção, aprendizagem e
mudança

Autoliderança em síntese:

Identidade: O que é importante, o que realmente faz sentido para minha vida;

Autonomia: Assumir total responsabilidade sobre seus objetivos, nenhuma parte de


sua meta pode estar na dependência de outras pessoas, situações ou
circunstâncias;

Foco: A ação de definir um objetivo, focar e agir constantemente até vê-lo


realizado.

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TESTE DE AUTOLIDERANÇA

Avalie o grau com que você concorda, ou discorda, das afirmações abaixo, a
respeito das suas atitudes e comportamentos, da seguinte forma:

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Na sequência some suas respostas e avalie sua pontuação nos seguintes critérios:

De 0 – 100: Você não possui autoliderança, e por conseguinte sua qualidade de


vida é ruim, pois em diversas circunstâncias você se sente refém e sem
perspectivas de melhora, mas aplicando os princípios que ensinamos, você terá
êxito.
De 101 – 160: Você possui uma autoliderança, mas pode ficar ainda melhor, pois
ainda existem muitas coisas que lhe incomodam e lhe mantém com resultados
indesejados.

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Tarefa
Mapear o comportamento indesejado apontado pelo coachee e
construir a solução alterando as bases do estado sem recursos, com uma
estratégia focada em solução, usando todos os recursos aprendidos até
aqui. Use sua criatividade....
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PERGUNTA DO MILAGRE

“Pergunta” do Milagre como transe de solução - (transe em estado desperto)

1. Fazer o Pacing (Integração no cotidiano, e naturalmente, na linguagem do cliente orientada


para a solução)
 Imaginemos que... (pausa) esta sessão... vai se acabando... você vai fazer tudo quanto tem se
proposto para hoje à tarde e à noite... isso e aquilo... e enfim vai sentir-se cansado, vai escovar
seus dentes, vai fazer outras coisas como de costume, vai deitar-se e adormecer.
 E de repente... no meio da noite... enquanto você dorme... acontece um milagre –
simplesmente assim - ( o coach estala os dedos)
2. Fazer o Pacing: “ e seria realmente um milagre pois isso, agora, já aconteceu.
3. Fazer o Pacing: “ e você nem sabe pois está dormindo”.
4. Perguntar para dentro do espaço de solução:
 O que é que você notaria primeiro, que o milagre aconteceu”? (concretização e
contextualização)
 E que mais ? (ampliar o contexto)
 E que mais? ( às vezes os temas 'importantes” só aparecem mais tarde)
 E quem mais, além de você, vai perceber primeiro o milagre?
 O que ela/ele vai notar? ( aqui deve ficar reconhecido o comportamento que o cliente
descreve).Se o cliente não mencionar um comportamento concreto que a outra pessoa
descreve, (por exemplo, o parceiro conhece tão bem o cliente que o mesmo o “sentirá”), a
pergunta deve ser simplesmente: O que eu poderia perceber disso se visse dois filmes mudos, do
tempo antes e depois do milagre, respectivamente, e em que ou como eu poderia perceber a
diferença?
5. Voltar a lembrar o milagre ( às vezes a gente esquece do milagre e o cliente retorna ao transe
histórico do problema)
 E quem mais vai notar isso – depois do milagre?
 E o que mais será diferente – depois do milagre?
6. Comportamento diferente depois do milagre quando enfrentar novamente a situação
problemática
 Supondo que você agora vai enfrentar novamente a situação que acabamos de descrever
(não descrever em detalhe, somente mencionar) como é que agora depois do milagre você vai
lidar com isso?
7. Exame ecológico
 E supondo que X não seja capaz de lidar com o seu comportamento diferente, reagindo de
maneira estranha, como é que você agora, depois do milagre, lida com a reação dele/ dela?

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RE – IMPRINTING

Curando o passado
1. Presente: Ativar a experiência, VACOG, Crenças, Corpo, Metáforas, Palavras.
2. Regressão de idade, Espaço temporal, Transe desperto, Âncoras, Sinais, Experiências antigas.
3. Explorar: Quem está envolvido? Intenções e Necessidades? Ressignificar! Passado dos outros?
4. Recursos: De si ou de outros, para o eu mais jovem ou para outros. Curar relacionamentos,
Novas experiências, Aprendizagem.
5. Novo caminho para o presente e o futuro.

PRO- IMPRINTING

Criando o Futuro
1. Explorar o futuro e encontrar as suas dificuldades e necessidades dos outros
2. identificar os recursos necessários: De onde? Quando? Para quem?
3. Se houver limitações internas: Re-imprinting ou obter permissão sistêmica
4. Explorar o futuro com recursos para si e para os outros

ORIENTAÇÕES PARA SOLUÇÕES COMO INTERVENÇÃO

Steve de Shazer, Insoo Kim e o Brief Family Therapy Center (BFTC de Milwaukee) partem do
princípio de que uma solução não requer explorar o problema no seu todo. Com o seu método
rigorosamente orientado para soluções, eles abandonam por completo o princípio de formar
hipóteses, próprio da psicanálise clássica, dedicando-se de forma consequente a meta
apresentada pelo cliente, enquanto isso, eles não mostram nenhuma 'fobia do problema”, isto é,
eles fazem o pacing da linguagem do cliente e levam a sério o problema e a realidade dele,
focalizando desde o começo, na solução e evitando aprofundar quaisquer descrições do
problema.

Os instrumentos do seu trabalho consiste em:


 Perguntar de forma orientada para soluções
 Pergunta do milagre
 Pergunta sobre a escala
 Pergunta sobre a exceção
 Pergunta sobre a melhoria

IDENTIFICANDO SONHOS E CRENÇAS


Quais são seus sonhos de vida e suas crenças?

Crenças sobre a vida: O que você acredita sobre a vida?

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Crenças sobre si: o que você acredita sobre si mesmo(a)?
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Valores: O que realmente é importante para você na sua vida?


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Sonhos: Qual é o seu maior sonho? Quais são seus maiores sonhos de vida?
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Limitações: O que está impedindo você ou limitando você a realizá-lo?


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Responsabilidade: Isto depende de quem?
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Motivação pela dor: O que está custando para você hoje não ter isto?
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Motivação pela dor no futuro: O que irá custar no futuro você não ter isto?
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Decisão e ação: O que você pode fazer agora para ir a direção do seu sonho?
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Comprometimento: qual o seu nível de comprometimento?
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PMT – PODER MENTAL POSITIVO


Permissão para fazer diferente, ir além
Por que vale a pena viver?

Roteiro para gerar estados de felicidade, alegria e gratidão:

1. Quais são as coisas que deixam você feliz em sua vida? Como você se sente com relação a
estas coisas?
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2. O que faz você sentir-se motivado(a)? Como você se sente com relação a estas coisas?
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3. O que deixa você orgulhoso(a)? Como você se sente com relação a estas coisas?
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4. Quais os acontecimentos pelos quais você é grato(a) em sua vida? Como você se sente com
relação a estas coisas?
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5. Quais as coisas que pertencem a você? Como você se sente com relação a estas coisas?
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6. Quais foram suas conquistas? Como você se sente com relação a estas coisas?
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7. Quem você ama? Quem ama você? Como você se sente com relação a estas coisas?
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8. Como você se sente com relação a isto?
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9. Como você se sente por saber que pelo menos você tentou?
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LISTA DOS SONHOS
Ouse imaginar e sonhar, ouse ir além...

“Tudo que você é capaz de imaginar, você pode conquistar” (Walt Disney)

Lista de sonhos/Desejos/Metas/Objetivos/Planos/Projetos Categoria Prazo

Categorias:(PE=Pessoal)-(PR=Profissional) - (RE=Relacionamento)-(QV=Qualidade de vida).

Subcategorias: Saúde, Intelectual, Emocional Realização, Finanças, Contribuição, Família, Amor,


Social, Lazer, Espiritual.

Prazos: CPP= Curtíssimo prazo (até 1 ano) CP= Curto prazo (1 a 3 anos) MP=Médio Prazo (3 a 5
anos) LP=Longo prazo (5 a 20 anos)
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EMOÇÕES

As emoções são suas respostas orgânicas a fisiológicas a um evento – a uma experiência externa
ou uma experiência imaginária. Podem ser:
 Agradáveis: alegria, prazer, felicidade, paz, admiração, etc.
 Desagradáveis: temor, ansiedade, tristeza, ira, angústia, etc.
 Emoções autênticas ou naturais:
 Agradáveis: alegria, desfrute e amor
 Desagradáveis: Raiva, tristeza, medo e aversão
 Estados emocionais substitutos:
 Exemplos: nostalgia, ansiedade, rancor, ódio, saudade, falsa alegria, angústia, depressão,
agressividade, teimosia, inibição, mágoa, culpa, etc.
Como você vivencia as emoções
 Expressão
 Supressão
 Substituição
 Dissipação

EMOÇÕES E ESTADOS EMOCIONAIS SUBSTITUTOS


 De raiva: ódio, frustração, irritação, ira, ironia, impaciência, rancor, hostilidade, agressividade,
indignação, mágoa, ressentimento, ciúme, inveja, revolta, aspereza, teimosia, etc.
 Da tristeza: angústia, solidão, desesperança, depressão, apatia, melancolia, auto piedade,
arrependimento, rejeição, nostalgia, pena, desilusão, desânimo, abandono, mágoa, falsa
alegria, entorpecimento, resignação, inutilidade, desvalorização, descuido, etc.
 Do medo: ansiedade, temor, cautela, desconfiança, ciúme, dúvida, hesitação, covardia,
inibição, receio, insegurança, nervosismo, pânico, susto, instabilidade, ceticismo, timidez,
tensão, incerteza, preocupação, constrangimento, paralisação, vulnerabilidade, etc.
 Da alegria: Indiferença, apatia, “meio sorriso”, crítica, ironia, sarcasmo, mania, falsa alegria,
culpa, inveja, euforia, otimismo, etc.
 Do desfrute: insensibilidade, frieza, impaciência, racionalidade, sadismo, masoquismo, ironia,
sarcasmo, dor, avidez, compulsão, ânsia, glutonaria, manipulação, voracidade, desejo,
obsessão, etc.
 Do amor: paixão, afeto, platonismo, entorpecimento, indiferença, posse, sentimentalismo,
cordialidade, polidez, superproteção, ciúme, cuidado, atenção, etc.

ESTADOS EMOCIONAIS ESPECIAIS

POSITIVOS:

Confiança: alerta, segurança, centramento, lucidez, competência, ousadia, entusiasmo,


determinação, foco, felicidade, humor, autonomia, independência, afeição, motivação,
abertura, objetividade, espontaneidade, força, interesse.

Aceitação: cordialidade, atenção, compreensão, suavidade, ternura, valorização, naturalidade,


ajuste, suavidade, abertura, magnanimidade, alegria, empatia, deleite, entusiasmo, desfrute.

Paz: incerteza, quietude, ilimitação, satisfação, intemporalidade, centralização, serenidade,


liberdade, luz, calma, eternidade, conscientização, serenidade, liberdade, luz, calma, eternidade,
consciência, completude, totalidade, bem estar, perfeição.

NEGATIVOS:

Culpa: arrependimento, cobrança, isolamento, autopunição, autocrítica, dor, remorso, vergonha,


etc.

Mágoa: desilusão, injustiça, ferido, frustração, dor, ressentimento, etc.

Orgulho: rigidez, prepotência, crítica, desdém, dogmatismo, arrogância, certeza, egoísmo,


insensibilidade, superioridade, vaidade, teimosia, insistência, obstinação, etc.
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Exercícios:

1. Emoções que expresso autenticamente. Circunstâncias em que expresso:


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2. Emoções autênticas que não expresso. Circunstâncias em que não expresso:


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3. Emoções substitutivas que mais utilizo:


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CRESCENDO COM AS EXPERIÊNCIAS

Os três processos de crescer com as experiências:


1. Aprendizagem
2. Compreensão
3. Aceitação
Quando estes processos não acontecem em plenitude, as emoções negativas ficam retidas na
memória.

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COMO DISSIPAR ESTADOS EMOCIONAIS
1. Pense numa lembrança, circunstância ou situação desagradável. Focalize o sentimento que
você tem agora.
2. Aceite e permita que o sentimento esteja aí.
3. Está bem para você deixar este sentimento ir embora?
4. Se você pudesse você faria isso?
5. Quando?
6. De novo, quando?
7. Mais uma vez, quando?
8. Focalize o que ficou, o sentimento ainda está aí?
( em caso afirmativo, vá para o passo 2. Em caso negativo, focalize outra situação retornando ao
passo 1)

EMOÇÕES BÁSICAS DO SER HUMANO

É importante num processo de autoconhecimento e cura interior, conhecermos as emoções


básicas do ser humano, que segundo Eric Berne são cinco: Raivas – Tristezas – Medos – Culpas –
Mágoas – Orgulho.

“Sentimento ilhado, morto e amordaçado, volta a incomodar” (Raimundo Fagner)

Raiva: Induz movimentos violentos de ataque ou defesa, aumentando a força corporal, gera força
e energia para superar obstáculos, todas as vezes que houver ameaça a sua vida ou condição de
vida, a raiva se apresenta como defesa natural, uma espécie de força vital. Como não existe uma
emoção chamada coragem, a raiva funciona como antídoto natural contra o medo. Facetas da
raiva: Agressivo, crítico, irado, histérico, invejoso, rabugento, decepcionado, chocado,
exasperado, frustrado, arrogante, ciumento, agoniado, hostil, vingativo, colérico, sentido,
indignado, chateado, revoltado.
Medo: O medo é um impulso, geralmente desqualificado pelos seres humanos. É muito comum nos
referimos ao medo como um impulso negativo, ou até mesmo como uma falha grave ou defeito
nas pessoas. O medo nos ensina o respeito ao limite, precisa ser eliminado ou superado, quando
ele é ou se torna patológico. Facetas do medo: Tímido, apavorado, medroso, horrorizado,
desconfiado, incrédulo, envergonhado, embaraçado, afeito, surpreso, culpado, ansioso, prudente,
indeciso, constrangido, modesto.
Tristeza: Leva a sessão dos movimentos. O medo e a tristeza levam a baixa estima, a tristeza é a
negação da alegria. A alegria frustrada parece uma raiva impotente e logo dará lugar a uma
tristeza, por perda real ou condição de vida. O positivo é expressar a tristeza por palavras e gestos.
Entre em contato com os sentimentos e permita-se chorar e ou recolher-se. Você precisa de um
tempo para recuperar a energia e avaliar a extensão da perda e redirecionar-se para outras
emoções, passar a contatar como uma emoção autêntica subjacente e ir fundo nela. Longo
período de tristeza leva a depressão, baixa estima, baixa nos níveis de anticorpos, predispondo o
ser, a infecção com maior facilidade, é uma das mais perigosas para a saúde quando muito
prolongada. As modificações corporais provocadas pela tristeza são menos evidentes do que as
das demais emoções. Facetas da tristeza: Triste, desesperado, desgostoso, depressivo, entediado,
solitário, ferido desolado, meditativo, estafado, retraído, apiedado, concentrado, deprimido,
melancólico, nostálgico.
Alegria: É a emoção mais boicotada, ela expande o ego e contagia, é salutar, é desfrutar a vida
com prazer e compartilhar com os amigos, parentes, entes queridos. Ter alegrias por suas vitórias,
seus feitos e suas realizações é autoestima. Os efeitos da alegria são impulsos fortalecedores da
energia geral, sendo uma emoção contagiante. Há tendência à aproximação física, toques ,
abraços e afagos. Facetas da alegria: Alegre, contente, confiante, feliz, satisfeito, animado,
interessado, deslumbrado, otimista, aliviado, eufórico, embriagado, espirituoso, numa boa.
Afeto: Emoção presente nos estados do amor, em seus diversos rótulos, amor maternal, paternal,
filial, fraternal e romântico. O afeto expande a alma engrandecendo-a, correlaciona-se ao prazer,
sexo e amor, induzindo-nos a uma aproximação física tão grande que permite ou traz proteção e
reprodução. Facetas do afeto: Amoroso, apaixonado, solidário, malicioso, deslumbrado, vidrado,
saudoso, encabulado, indiferente, curioso, enternecido, comovido, esperançoso.

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Diante de um estímulo, o nosso corpo reage de acordo com a circunstância e intensidade,
desencadeando uma das cinco emoções básicas. Desde a denotação da carga emocional até
seu efeito corporal, podemos identificar três tempos da emoção:
 O sentir
 O expressar verbal
 O atuar corporal

1° tempo: O sentir, É um processo intrapsíquico. Todo ser humano vem programado para sentir as
cinco emoções básicas. É natural e normal que tanto o homem quanto a mulher sintam: raiva,
medo, tristeza, alegria e afeto, embora alguns homens garantam que não sentem medo, isto é
balela, pode até ser que o processo educacional tenha sido repressor do medo, aliás, veremos
adiante que assim que começam as emoções de disfarce: proibição de uma emoção autêntica e
imposição para que você não sinta o que sente, e sinta o que o outro quer que você sinta.

2° tempo: O expressar verbal, É traduzir a emoção por palavras. É humano, e até onde sabemos
somente os humanos tem a possibilidade de exprimir o que estão sentindo através das palavras, é
o processo verbal, é o grande diferencial do homem para os demais animais, o poder da palavra.
Sendo as palavras símbolos mentais, a expressão verbal é algo extraordinário na vida humana, a
palavra tem o poder de curar se expressada de modo adequado, como também pode fazer
adoecer e até matar se expressada de modo inadequado. Há palavras que alegram e as que
entristecem, assim como induzir ao medo, a raiva, ou podem acalmar, algumas trazem dúvidas ou
esperança, outras negam e outras afirmam determinados sentimentos. Enfim, as palavras tem
substância e poder, representam o fio de ouro do pensamento, das crenças, dos sentimentos.

3° tempo: O atuar corporal, É a expressão corporal das emoções, ou seja, o modo como a emoção
sentida ou verbalizada se exprime através da linguagem do corpo. Sabemos que a energia da
emoção se espalha por todo o corpo, atingindo determinados setores, e que ao alcançar nossos
músculos, as emoções produzem movimentos diversos: finalista e não finalistas, repentino ou
calmamente, aproximativo ou separativo, espontâneo ou provocativo.

A tabela abaixo mostra a essência do que foi dito, correlacionando cada emoção aos fatores:
estímulos, efeitos e consequências

Estímulo (causa) Efeito (emoção) Consequência (conduta)

Obstáculo Raiva Agressão, superação, defesa

Perigo Medo Fuga ou luta

Perda Tristeza Paralisação, recuperação

Conquista Alegria Aproximação

Contato Afeto Conjugação

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LIDANDO COM AS OBRIGAÇÕES
1. Peça ao seu cliente para fazer uma lista de todas as coisas que ele “tem que”, coisas que ele
se sente na obrigação de fazer: obrigações, necessidades e coisas importantes.
2. Peça-o para pensar no primeiro item e pergunte qual sentimento tem no momento, quando
pensa sobre o item. Poderão existir algumas emoções ou sentimentos presentes. Verifique
especialmente a presença de resistências, junto aos outros sentimentos e emoções.
3. Limpe cada sentimento e cada resistência até que um estado de confiança, tranquilidade
ou paz pareça em relação ao item.
4. Focalize o item que você tem obrigação, deve fazer ou é importante fazer. Note como você
se sente “apertado”, resistente ou desencorajado.
5. Você pode aceitar esse sentimento (esta resistência)
6. Você pode apenas permitir que ela esteja aí.
7. Está bem para você deixá-lo ir embora?
8. Se você pudesse você faria isso?
9. Quando?
10. Quando o seu cliente estiver bem, selecione outro item e reinicie no passo 2 com o novo
item.
Tarefas, obrigações e coisas que eu “tenho que “ fazer.

AS NECESSIDADES OU DESEJOS

Por baixo de cada emoção, sentimento ou pensamento existe um desejo ou necessidade que
você esta buscando atender. Este desejo ou necessidade e uma motivação básica para o que
você faz e sente. Os desejos e necessidades são geralmente os seguintes:
 Aprovação ou amor
 Controle
 Segurança
 Afastamento ou separação

Para limpar estes desejos:


 Focalize o sentimento ou pensamento
 Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?
 Ou então – Existe aí um senso de querer aprovação, controle ou segurança?
 Você pode permitir que este desejo esteja aí?
 Mas quando você pode deixar este desejo ir embora?
 Mais uma vez quando?

Melhorando qualquer aspecto de vida

Limpe o que seu cliente gosta e o que ele não gosta em relação as pessoas, coisas e tarefas.
Peça ao seu cliente para pensar no que ele deseja trabalhar: uma pessoa, uma situação no
trabalho, certa tarefa, etc. Pode ser algo que ele não aprecie ou algo que ele já aprecie e
deseja melhorar mais ainda sua relação com ele. Instrua-o para focalizar a primeira coisa que
lhe vier a mente, seja uma ideia ou sentimento, em resposta as perguntas.

1. O que você gosta em _____________________________________(tema)? (fique com a primeira


resposta que lhe vem a mente, seja uma ideia ou sentimento)
2. Entre em contato com o sentimento que você tem em relação a isso que você gosta. ( Você
pode ir mais fundo, focalizando o desejo básico que está por baixo do que ele gosta).
3. Dissipe o sentimento.
Aceite o sentimento, deixe-o estar aí.
Esta bem para você deixar ir este sentimento?
Se você pudesse você deixaria?
Quando?

Ou dissipe o desejo que estiver por baixo do sentimento:

Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?


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Você pode permitir que este desejo esteja aí?
Quando você pode deixar este desejo ir embora?

4. O que você gosta em ______________________ (tema)? (Fique com a primeira resposta que lhe
vem a mente, seja uma ideia ou sentimento)
5. Entre em contato com o sentimento que você tem em relação a isso que você gosta (você
pode ir mais fundo, focalizando o desejo básico que esta por baixo do que ele gosta)
6. Dissipe o sentimento: aceite o sentimento, deixe-o estar aí. Esta bem para você deixar ir este
sentimento? Se você pudesse você deixaria? Quando?

Ou dissipe o desejo que estiver por baixo do sentimento:

Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?

Você pode permitir que este desejo esteja aí?

Quando você pode deixar este desejo ir embora?

7. Retorne ao passo 1 focalizando novo “gosto” e prossiga adiante até o passo 6.


Continue o processo, alternando “gosta” e “não gosta” até você perceber no cliente uma
mudança positiva de estado em relação ao tema. Quanto mais seu cliente liberar os gosto/ não
gosto, mais ele vai obter do processo.

GANHOS E PERDAS EM ESCOLHAS

Quando você faz uma escolha e ou toma uma decisão, você provavelmente tem ganhos e tem
perdas em relação a outras alternativas ou ao momento atual. Toda escolha envolve vantagens
estados atuais, objetivos, desejos, ações, decisões, opções, alternativas, hábito.

1. Relaxe... focalize sua atenção no tema ou escolha que você vai trabalhar.
2. Pergunte: O que você ganha com____________________________________(tema)? O que isso lhe
traz de bom? Deixe vir o primeiro pensamento ou sentimento que surgir.
3. Verifique que necessidade ou desejo esta aí: existe aí um senso de querer aprovação,
controle, segurança ou separação?

Permita o desejo aparecer e limpe:


Você pode permitir que este desejo esteja aí?
Quando você pode deixar este desejo ir embora?

4. Pergunte: O que você perde com ________________________________________(tema)? O que isso


lhe traz de bom? Deixe vir o primeiro pensamento ou sentimento que surgir.
5. Verifique que necessidade ou desejo está aí: existe aí um senso de querer aprovação,
controle, segurança ou separação?
6. Retorne ao passo 1 e prossiga. Refaça estes passos várias vezes até seu cliente sentir que está
pronto.

LIMPEZA E INDECISÕES

Há uma diferença entre “indecisão” e “não decisão” diante das alternativas.


Trabalhando com os sentimentos
1. Pense na decisão, focalize o sentimento que você tem ao pensar que não sabe que opção
escolher.
2. Aceite o sentimento, deixe-o estar aí.
3. Está bem para você deixar este sentimento ir embora?
4. Se você pudesse faria isso?
5. Quando?
6. De novo, quando?
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Limpe todos os sentimentos

1. Sentimentos quando seu cliente pensa sobre o hábito ou comportamento, pense sobre o que
você faz. Note o que você sente quando pensa sobre isso.
 Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?
 Você pode permitir que este desejo esteja aí?
 Quando você pode deixar este desejo ir embora?

Recicle algumas vezes e depois pergunte:


 O que você sente quando pensa sobre o que você faz?
 Continue reciclando até o sentimento se transformar em confiança, aceitação ou paz.

2. Sentimentos que antecedem comportamentos


Pense sobre o que você faz. Volte um pouco no tempo e vá para o momento imediatamente
antes de você fazer X. (associado)
 O que você sente aí?
 Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?
 Você pode permitir que este desejo esteja aí?
 Quando você pode deixar este desejo ir embora?

Recicle algumas vezes e depois pergunte:


 O que você sente quando você vai para o momento antes de fazer X?
Continue reciclando até o sentimento se transformar em confiança, aceitação ou paz.

3. Sentimentos que seu cliente tem quando está com o comportamento, vá para o momento
em que você está fazendo X. (associado)
 O que você sente aí?
 Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?
 Você pode permitir que este desejo esteja aí?
 Quando você pode deixar este desejo ir embora?

Recicle algumas vezes e depois pergunte:


 O que você sente quando você vai para o momento antes de fazer X?
 Continue reciclando até o sentimento se transformar em confiança, aceitação ou paz.

4. Sentimentos que seu cliente tem após fazer o que fez, vá para o momento em que você está
fazendo X. (associado).
 O que você sente aí?
 Este sentimento vem de um desejo de aprovação, controle ou segurança?
 Você pode permitir que este desejo esteja aí?
 Quando você pode deixar este desejo ir embora?

LIMPEZA/ PROFUNDA DE RELAÇÕES

Relações entre pessoas ficam perturbadas ou ameaçadas, geralmente quando aparecem


tentativas ou ações de Controle, Ameaça ou Desafio, Afastamento ou Separação. As
manifestações que evidenciam estas tentativas são comportamentos unilaterais

Controle:
 Define comportamentos e resultados
 Cobra comportamentos e resultados
 Estabelece limites
 Concede/ não concede autorização
 Pune respostas desviantes
 Premia respostas esperadas
 Monitora e avalia
 Corrige comportamentos e desempenhos
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Desaprovação
 Corrige ações e desempenhos
 Sugere sem solicitação
 Censura ou rejeita
 Emite julgamentos de certo/errado, bom/mau, etc.
 Faz juízos críticos

Ameaça e desafio
 Convida ou entra em competição ou luta
 Manifesta a intenção de fazer algo desagradável se o outro não seguir/obedecer
 Argumenta ou questiona com intensidade
 Defende-se com intensidade/ determinação

Afastamento e separação
 Rejeita a pessoa
 Afasta-se, mantém distância
 Age para manter a identidade distinta
 Enfatiza as diferenças
 Faz coisas para sobressair-se

PROCESSO

Use este processo, criado por Lester Levenson, para limpar profundamente a relação de seu
cliente com qualquer pessoa, seja uma relação difícil, ou uma relação positiva que ele queira
melhorar ainda mais ou a relação com ele mesmo.
Pense numa pessoa que você deseje limpar ou purificar a relação. Focalize sua atenção nela.
Esta pessoa tentou controlar você? E você tentou controlá-la de volta?
3. Quando você pode dissipar o desejo de controlá-la?
4. Se isso aconteceu, quando você pode deixar ir o desejo de controlá-la?
5. Esta pessoa tentou controlar você?
6. E isso levantou alguma resistência ou oposição em você?
7. Se foi assim, quando você pode deixar ir essa resistência ou oposição?

• Recicle por estas perguntas algumas vezes. Quando o desejo de controle estiver ido embora,
faça as perguntas finais a seguir

 Se você pudesse, você concederia a essa pessoa o direito dele de ser do jeito que ela é?
 Você faria isso, você daria a essa pessoa o direito de ser quem ela é? (lembre-se isso é apenas
uma decisão)
 Agora: você concede àquela pessoa o direito dela de ser do jeito que ela é?
 (Se o cliente disse um “sim” a esta última pergunta vá para o passo seguinte. Caso contrário,
recicle mais uma ou mais vezes o passo 2).
 Esta pessoa não gosta ou desaprova alguma coisa em você?
 Se isso é o que parece, quando você pode deixar ir seu desejo de que ela o aprove, de que
ela goste de você ou cuide ou preste atenção em você? Quando?
 Você não gosta ou desaprova alguma coisa nessa pessoa?
 Se é o caso, quando você pode deixar ir sua resistência à atenção (ao amor) ou à
aprovação desta pessoa?
 Esta pessoa não gostou ou desaprovou alguma coisa em você?
 Se foi o caso, você em troca desaprovou alguma coisa nesta pessoa?
 Apenas por agora, quando você pode deixar ir sua desaprovação a essa pessoa?

• Recicle estas perguntas mais algumas vezes. Quando o seu cliente estiver pronto, sentindo
que o desejo de aprovação se foi, faça as perguntas finais a seguir.

Você poderia apenas ter sentimentos de atenção por esta pessoa? Você poderia?
 Você permite a você mesmo amar ou aceitar esta pessoa? (lembre-se isto é apenas uma
escolha).
 Você tem agora sentimentos de amor ou aceitação por esta pessoa?
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 (Se a resposta for um “sim”, vá para o passo seguinte. Caso contrário, recicle mais uma ou duas
vezes o passo 3).
 Esta pessoa desafiou, se opôs ou ameaçou você?
 Se foi o caso, você pode deixar ir o desejo de se proteger desta pessoa?
 Você desafiou, se opôs ou ameaçou esta pessoa?
 Você pode deixar ir o desejo de desafiar, opor-se ou ameaçar esta pessoa?
 Esta pessoa desafiou, se opôs ou ameaçou você?
 Se foi o caso, você pode deixar ir qualquer desejo de segurança que possa ter surgido por esta
ameaça?

• Recicle estas perguntas até seu cliente se sentir pronto. Quando ele estiver sentindo que o
desejo de segurança se foi, faça as perguntas finais a seguir.

 Você poderia permitir a si mesmo ter apenas um sentimento de bem estar e confiança com
esta pessoa?
 Você se permitiria agora sentir-se desta maneira?
 Você tem agora apenas um sentimento de bem estar e confiança com esta pessoa?
 (Se você não conseguir verdadeiramente responder “sim”, recicle mais uma ou duas vezes o
passo 4).
 Esta pessoa de alguma forma afastou-se ou separou-se de você ?
 Se foi o caso, quando você pode deixar ir o desejo de ser diferente ou superior a ela ?
 Em troca você desejou afastar-se ou mesmo afastou-se ou separou-se dela
 Quando você pode deixar o desejo de afastar-se, separar-se dessa pessoa?
 Esta pessoa de alguma forma quis ser superior a você?
 Você por isso desejou ser superior ou diferente dela?
 Se foi o caso, quando você pode deixar ir qualquer desejo de ser diferente ou superior a ela?

• Recicle estas perguntas até seu cliente se sentir pronto. Quando ele estiver sentindo que o
desejo de afastar-se se foi, faça as perguntas finais a seguir.

 Se você pudesse, você poderia permitir a si mesmo ter apenas um sentimento de bem estar
com esta pessoa?
 Quando você se permitiria se sentir dessa maneira?
 Você tem agora apenas um sentimento de bem estar com esta pessoa?
 Se seu cliente não conseguir verdadeiramente responder “sim”, recicle mais uma ou duas vezes
o passo 5.
 Deseja que as coisas sejam diferentes?
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ABANDONE A VONTADE DE MUDAR AS COISAS QUE NÃO PODE MUDAR

 Trabalhando a aceitação
 Focalize o que você deseja mudar
 Está bem para você deixar ir a vontade de mudar isso?
 Se você pudesse, você deixaria?

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 Quando?
 De novo, quando?
 Pense no que você queria mudar.
 Está bem para você aceitar isso do jeito que é?
 Se você pudesse você aceitaria?
 Quando?
 De novo, quando você aceitaria isso do jeito que é?
 Recicle até a vontade de mudar desaparecer e a aceitação predominar.

AS DUAS PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES:

1. Motivação de aproximação: motivação de ir atrás do que quer, de buscar o positivo,


alcançar o bom, por exemplo: o sucesso, a realização, a criação, o belo, a companhia, a
riqueza, a saúde, o amor, a alegria, etc.
2. Motivação do afastamento: motivação de fugir do que não quer, de afastar-se do negativo,
fugir da dor, motivam-se para que não saia errado, para não ter tristeza, não ficar só, nem se
sentir abandonado, não fracassar, etc.

PROGRAMA DE LIMPEZA
“Hoje começo uma nova vida”

Saber abrir mão é algo que se aprende. Sua vida está com superlotação de coisas que não
servem mais. Tarefas que não foram completadas e atitudes que não foram tomadas podem
alavancar o seu caminho para o sucesso. O check list abaixo vai ajudá-lo a assumir o controle
sobre sua vida.

Limpe sua casa de cima a abaixo. Jogue fora tudo que não serve mais, mas que você teve
preguiça de limpar.
 Faça o mesmo com a mesa de trabalho, arquivos e gavetas. Se você não respondeu aquele
memorando do mês passado, esqueça, ele não tem mais importância.
 Conserte o carro, lâmpadas quebradas, arranhões, vidros trincados. Uma lavagem geral
também vem a calhar.
 Dê ou jogue fora todas as roupas e sapatos que você não vai usar mais, mas que estão
ocupando espaço no armário.
 Doe os livros que você não vai ler mais.
 Coloque em dia sua correspondência, e-mail, telefonemas.
 Conserte tudo o que não está funcionando bem em casa e no escritório – de equipamentos a
torneiras.
 Devolva o que lhe foi emprestado.
 Peça de volta o que emprestou, ou esqueça o assunto.
 Mantenha seu saldo no banco e suas aplicações financeiras em dia.
 Se for o caso, faça um plano para sair do cheque especial. O mesmo vale para dívidas no
cartão de crédito. Aprenda a viver com o que você tem.
 Organize todos os seus documentos pessoais.
 Atualize seus exames de saúde.
 Vá ao dentista, nem que seja para um check-up. O mesmo vale para seu médico.
 Mantenha o seu corpo em forma.
 Mantenha sua saúde em dia.
 Resolva questões pendentes com outras pessoas. Se não puder fazer isso pessoalmente, faça-o
dentro de você.
 Peça ajuda quando precisar. Você não precisa ser um super-homem ou uma super mulher.
 Esqueça-se das pessoas que um dia o magoaram ou lhe fizeram sofrer. Rancor drena energia.
 Conecte-se ou reconecte-se com o seu lado espiritual. Isso lhe dará forças para enfrentar os
desafios do dia a dia.
 Encontre um espaço para lazer, por mais atribulada que seja sua vida.
 Durma a quantidade de horas necessárias para se sentir bem disposto.
 Alimente-se bem e com equilíbrio

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 Pare por alguns momentos durante o dia para perceber como está se sentindo, e faça algo a
respeito.
 Mantenha contato com as pessoas de quem você gosta. Nem que seja por telefone.
 Trate-se com carinho. Afinal, você é especial.

O SEGREDO DA AUTO SUGESTÃO (PROGRAMAÇÃO MENTAL POSITIVA)

A nossa vida é a materialização dos nossos pensamento constantes. Somos o que pensamos, se
o corpo adoece é porque a mente adoeceu. O corpo é o resultado da mente. Tudo o que
pensamos, seja de forma positiva ou negativa vai materializar esses pensamentos, portanto,
pensar positivamente vai nos abrir uma realidade de sucesso, amor e paz.

Existem três leis da sugestão e foram elaboradas por Emile Coué, psicólogo francês:

1. Lei da atenção concentrada


Esta lei dispõe que quando uma pessoa concentra a sua atenção numa ideia, esta se concretiza
por si mesma. Se você se concentrar na ideia de que vai cair, há uma tendência para que essa
ideia se realize – você cairá

2. Lei do esforço contrário


Quando uma pessoa pensa que não pode fazer algo e então tenta, quanto mais pensa, menos
capaz fica de fazê-lo. Se pensar, imaginar, acreditar que não consegue emagrecer, quanto
mais tentar, menos vai conseguir.

3. Lei do sentimento dominante


Esta lei estabelece que uma sugestão ligada a uma emoção, supera qualquer outra sugestão
que, no momento, exista na mente. Se imaginar que ao entrar num elevador vai morrer
sufocado, esse pensamento carregado de emoção, fará com que a pessoa não consiga entrar
no elevador.

Em qualquer batalha entre a imaginação e a força de vontade , a imaginação sempre vence,


mude a sua imaginação em seu benefício. Passe para a autoanálise (feedback). Analise todos
os lados do problema que está lhe afligindo. Poderá fazer perguntas a si mesmo, tais como:
 Porque isto está acontecendo comigo?
 O que eu fiz para atrair esta situação para mim?
 O que posso fazer para resolver isto?
 Quais os medos que tenho que impedem de eliminar este estado?
 Quais as vantagens que este estado me traz?
 Quais os medos que tenho de novas mudanças?

Você ficará surpreso com a quantidade de coisas que descobrirá de si mesmo.


A autoterapia consiste em programar sua mente positivamente, por meio de sugestões. As
sentenças são formuladas no modo afirmativo e evitar usar “não”. Reafirme constantemente o
seu nome.

Eu, (reafirme seu nome), a cada dia que passa me sinto cada vez melhor. Eu,....., sou um sucesso.
Eu,......., me sinto totalmente saudável, feliz. Eu,......., sou um milagre da natureza. Eu,....., me
permito ir além mais e mais!!!

Uma outra forma muito efetiva é, após o relaxamento, escrever no papel as afirmações,
passando uma linha no meio da folha, verticalmente, e do lado direito escreva as afirmações
positivas com atenção e concentração, e no lado esquerdo, os pensamentos negativos
sabotadores que surgirem do seu subconsciente, passando-os em seguida para o positivo.
Mínimo de 10 vezes.
Boa prática. Permita-se ir além. Ouse fazer, a resposta está bem próxima de você. Paz e luz!
Aconteça o que acontecer CONTINUE RESPIRANDO!!!

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Autoestima

A autoestima não tem nenhuma relação com o ambiente externo e sim, como o ser humano
reage a esse ambiente ou as informações fornecidas por esse ambiente, pois o indivíduo é o que
pensa, isto quer dizer, que na opinião do Dr. Nathaniel Branden, é possível termos pessoas com
uma boa aparência, status social razoável, gozar de boa saúde e com problemas sérios de
autoestima, enquanto de outro lado, uma pessoa com considerável autoestima pode ser um
portador de deficiência física.
Querem um exemplo interessante acerca da questão da autoestima?
Houve uma notícia nos telejornais deste país, era o caso de uma professora carioca que teve as
duas pernas amputadas depois de um trágico acidente de barco enquanto tirava suas férias.
O famoso iatista brasileiro, Lars Grael, que também sofreu um acidente que resultou na perda de
uma de suas pernas, se compadeceu e foi até o hospital onde estava a jovem professora,
internada para recuperação, e com o objetivo de fortalecê-la emocionalmente neste momento
difícil, ele teve uma experiência extremamente interessante, a qual depois, em entrevista
realizada e noticiada nos veículos de comunicação, nas suas palavras o iatista declarou:
“Eu fui dar uma força emocional, imaginei encontrar uma pessoa arrasada, e o que eu achei foi
uma pessoa muito forte, e no final quem saiu fortalecido fui eu...”
A autoestima pode ser determinante até na hora de fechar um bom negócio, pois o indivíduo
que se sente derrotado, se recente do que a vida lhe fez, e passa isso para a pessoa com quem
está negociando, seguramente fracassará na segmentação de terreno da negociação, e isso
pode fazer toda a diferença, pois o sentimento de derrota destrói o potencial de uma pessoa.
Quantas vezes já ouvimos falar do gestor, ou profissional, principalmente de área comercial ser
chamado de fogo de palha, ou seja, quando começa o trabalho, o faz com todo o gás, cheio
de vontade, certo e convicto de que vai vencer, alcançar o sucesso mas, vem as dificuldades,
os “nãos” e ele começa a murchar, no primeiro e no segundo mês o gráfico de resultados vai lá
em cima, “é a pessoa certa”, exclamam alguns, mas no terceiro e quarto começa a descer,
descer e descer, até que ele pede demissão ou é demitido quando é contratado, ou fecha as
portas quando tem seu próprio negócio.** Para esses vai uma frase do fundador da Editora Abril,
e do grupo Abril: “Se, eu tivesse ouvido 10% dos não que recebi ao longo da minha vida, este
império não existiria”... (Victor Civita)

Felizmente, temos dentro de nós o potencial para vencer todos os males, e readquirir energia
para vencer os obstáculos, ou ainda, nos adaptarmos as condições da estrada que cada um
tem para trilhar. O que difere um indivíduo comum de outro que conquistou o sucesso, é o fato
de que, o comum certamente ficou preso aos medos de enfrentar tudo de novo e novamente
cair e ter de levantar, já o que conquistou o sucesso teve tantos obstáculos e derrotas que
perdeu as contas, mas não perdeu o fôlego, não desanimou, acreditou que as derrotas foram
experiências, esse é o segredo do sucesso, pois quando algo está perdido, a primeira coisa é
transformar as derrotas em aprendizados.
Não deixe que os seus complexos psicológicos negativos duvidem do seu valor e de sua
capacidade. Não fique triste por não estar dentro do perfil desejado para uma oportunidade
que se apresentou, pois haverá sempre uma nova chance, e o mais interessante, é que tem
gosto, mercado, e jeito pra tudo. A ideia que hoje você encontra dificuldade de vender
amanhã, pode ter grande aceitação, e a história nos mostra isso, como o conhecido caso do
avião, do cinema e centenas de outros. O mundo muda, o mercado muda, e mais cedo ou
mais tarde, quem ainda não descobriu, vai descobrir que para uns, você pode parecer meio
louco e para outros, você pode ser exatamente o que eles estavam procurando, por isso não
desista, e tenha amor por você mesmo, pois aquele que ama a si mesmo não tem motivos para
invejar a felicidade alheia. Em primeiro lugar você se ama e depois ama os outros e só aí é que
os outros amarão você.

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O médico psiquiatra italiano, especializado em medicina psicossomática Leonard Verea, há 15
anos no Brasil, efetuando um trabalho de resgate da autoestima em seus pacientes, declara que
a autoestima está intimamente ligada com o auto conhecimento, e que "a boa autoestima existe
a partir do momento que o indivíduo se gosta, se respeita, e vive sem competir ou comparar-se
com ninguém”, ainda, de acordo com o filósofo americano Nathaniel Branden, Doutor em
Psicologia, autor do livro Autoestima: como aprender a gostar de si mesmo (Saraiva), ter
autoestima elevada é, sentir-se confiantemente adequado à vida, competente e merecedor, ter
uma autoestima baixa é, sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto,
mas errado como pessoa.
A questão é: como conseguir ter uma boa autoestima?
Existem muitos profissionais bons nesta área que poderão ajudá-lo, e se não é para tanto, existem
ótimos livros também, mas deve-se deixar claro que, sem o líder possuir “tudo resolvido dentro
dele”, ele não suportará o fardo da liderança, mesmo porque, como explica a psicóloga Maria
Tereza Maldonado, muitas vezes, o problema pode estar ligado à experiência familiar. Nas suas
palavras: "Se, na educação recebida pelos pais ou na escola, o olhar crítico foi mais forte do que
o olhar da apreciação, com exigências demais, a criança cresce com a sensação de
insuficiência, de que nada do que ela faz está bem”...
É necessário cura, é preciso vencer a baixa autoestima, reprogramar o seu cérebro, crer naquilo
que você quer crer, e não naquilo que disseram para você, porque a perseverança é toda a
diferença entre o sucesso e o fracasso. Não importa a área da sua vida, quanto maior a nossa
autoestima, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida, quanto mais
flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota,
principalmente porque o indivíduo com baixa autoestima tem uma necessidade ilusória e
sabotadora de ser aceito, e nessa busca irracional ele compromete toda a sua liderança, ele se
auto sabota, na ânsia de agradar para granjear a atenção, ele destrói a sua autoridade e
consequentemente a sua liderança.
Há algo mais que é imprescindível deixar claro: As pessoas procuram líderes porque pensam que
são mais fortes do que elas, e os líderes, procuram líderes mais fortes ainda, e na realidade, o líder
deve ser o mais forte mesmo, pois, ninguém dá credibilidade para as palavras de um derrotado,
ninguém seguirá ou respeitará um líder com baixa autoestima, pouco importa o cargo ou função
que possua, portanto avalie-se.

NÍVEIS DE APRENDIZAGEM E MUDANÇA EM INDIVÍDUOS E ORGANIZAÇÕES

Um dos modelos de PNL mais úteis para coaches com “C” maiúsculo, são os níveis neurológicos,
tanto o coaching quanto a modelagem, com frequência, precisam trabalhar com múltiplos níveis
de aprendizagem e mudanças para ter sucesso. De acordo com o modelo dos níveis
neurológicos (Robert Dilts) a vida das pessoas em qualquer sistema e, de fato, a vida do sistema
em si, podem ser descritas e compreendidas em vários níveis diferentes: ambiente,
comportamento, capacidades, valores, identidade e espiritual.
No nível mais básico, coaching e modelagem devem dirigir-se ao ambiente no qual um sistema e
seus membros agem e interagem, quando e onde as operações e relacionamentos dentro de um
sistema ou organização acontecem. Fatores ambientais determinam o contexto e limitações sob
os quais as pessoas operam. O ambiente de uma organização, por exemplo, é feito de coisas tais
como as localizações geográficas de suas operações, os prédios e facilidades que definem o
“local de trabalho”, design do escritório e fábrica, além da influência que esses fatores ambientais
podem exercer sobre as pessoas dentro da organização, também se pode examinar a influência
e impacto que as pessoas dentro da organização exercem sobre o ambiente, e que produtos ou
criações eles trazem ao ambiente.
Em outro nível, podemos examinar os comportamentos e ações de um grupo ou indivíduo, o que
a pessoa ou organização faz no ambiente. Quais são os padrões específicos de trabalho,
interação ou comunicação? No nível organizacional, comportamentos podem ser definidos em
termos de procedimentos gerais, no nível individual, comportamentos assumem a forma de
rotinas de trabalho específicas, hábitos do trabalho ou atividades relacionadas ao trabalho.
Outro nível de processo envolve as estratégias, habilidades e capacidades pelas quais a
organização ou indivíduo seleciona e direciona ações dentro de seu ambiente, como eles geram
e guiam seus comportamentos dentro de um contexto particular.

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Para um indivíduo, capacidades incluem estratégias cognitivas e habilidades como
aprendizagem, memória, tomada de decisão e criatividade, que facilitam a performance de
um comportamento ou tarefa específica. No nível organizacional, capacidades relacionam-se
às infraestruturas disponíveis para apoiar a comunicação, inovação, planejamento e tomada de
decisão entre os membros da organização.
Esses outros níveis de processos são moldados por valores e crenças que proveem a motivação e
orientações por trás das estratégias e capacidades usadas para realizar resultados
comportamentais no ambiente, porque as pessoas fazem as coisas como fazem em um tempo e
lugar específicos. Nossos valores e crenças oferecem reforço (motivação e permissão) que
apoiam ou inibem capacidades e comportamentos específicos. Valores e crenças determinam
como os eventos ganham significado e estão no âmago do julgamento e cultura.
Valores e crenças apoiam o senso de identidade do indivíduo e da organização, o quem por
trás do porque, como, o que, aonde e quando. Os Processos do nível de identidade envolvem o
senso de papel e missão das pessoas com respeito a sua visão e os sistemas maiores dos quais
ela são membros. Tipicamente, uma missão é definida em termos do serviço realizado pelas
pessoas em um papel particular com respeito aos outros dentro de um sistema maior. Uma
identidade ou papel específicos são expressos em termos de vários valores e crenças chave, que
determinam as prioridades a serem seguidas pelos indivíduos dentro do papel, esses, ao seu
turno, são apoiados por uma variação maior de habilidades e capacidades, que são queridos
para manifestar valores e crenças específicos. Capacidades efetivas produzem um número
ainda maior de comportamentos e ações específicos, que expressam e adaptam valores com
respeito a muitos contextos e condições ambientais específicos.
Existe um outro nível que pode ser mais definido como nível espiritual. Esse nível se refere à
percepção das pessoas sobre os sistemas maiores aos quais elas pertencem e dos quais
participam. Essas percepções relacionam-se com o senso das pessoas de para quem ou para
que suas ações são direcionadas, oferecendo um senso de significado e propósito para suas
ações, capacidades, crenças e papel de identidade.

NÍVEIS DE PROCESSOS EM INDIVÍDUOS E ORGANIZAÇÕES

Em resumo, coaching deve abordar vários níveis de fatores:


Fatores ambientais determinam oportunidades e restrições externas que os indivíduos e
organizações devem reconhecer e aos quais reagir. Significam considerar onde e quando o
sucesso ocorre.
Fatores comportamentais são os passos de ação específicos que são dados para alcançar o
sucesso. Envolvem o que, especificamente, deve ser feito ou alcançado para ser bem sucedido.
Capacidades relacionam-se aos mapas mentais, planos ou estratégias que levam ao sucesso.
Elas direcionam como as ações são selecionadas e monitoradas.
Crenças e Valores fornecem o reforço que apoia ou inibe capacidades e ações específicas.
Relacionam-se porque seguimos um determinado caminho e as motivações mais profundas que
impulsionam as pessoas a agir ou perseverar.
Fatores de identidade relacionam-se com o senso das pessoas sobre seu papel ou missão. Esses
fatores são uma função de quem uma pessoa ou grupo percebe ser.
Fatores espirituais relacionam-se com a visão das pessoas sobre o sistema maior do qual elas
fazem parte. Esses fatores abrangem para quem ou para que uma ação específica ou caminho
foi seguido (o propósito)

NÍVEIS DE APOIO PARA APRENDIZAGEM E MUDANÇA

Há vários tipos de apoio e “proteção” que ajudam as pessoas a mudarem, crescerem e se


desenvolverem em diferentes níveis.

Guiar e cuidar: Guiar e cuidar referem-se a dar suporte em relação ao ambiente no qual a
mudança acontece. Guiar é o processo de direcionar outra pessoa pelo caminho, guiando-a
do estado atual para o estado desejado. Pressupõe-se que o guia já esteve lá antes e conhece
o melhor caminho (ou pelo menos um caminho) para alcançar o estado desejado. Ser um
zelador ou guardião envolve prover um ambiente seguro e apoiador, tem a ver com o contexto
e certificar-se de que o que é necessário está disponível e que não há distrações desnecessárias
ou interferências externas.
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Coaching: Coaching é o processo de ajudar outra pessoa a operar no pico de suas habilidades.
Métodos de coaching pessoal derivam do modelo de treinamento de esportes, promovendo
atenção consciente dos recursos e habilidades, e o desenvolvimento da competência
consciente, envolvem extrair a motivação de uma pessoa através da observação cuidadosa e
feedback, e facilitar-lhe para funcionar como parte de uma equipe. Um coach efetivo observa
o comportamento da pessoa e oferece algumas dicas e orientação sobre como melhorar em
contextos ou situações específicas. O coaching enfatiza mudança criativa, focalizando na
definição e no alcance de metas específicas.

Ensinar: O ensinar relaciona-se a ajudar a pessoa a desenvolver habilidades e capacidades


cognitivas. A meta de ensinar é, geralmente, ajudar pessoas a aumentar suas competências e
habilidades de pensar para uma área de aprendizado. O ensinar foca na aquisição de
habilidades cognitivas, em vez de performances específicas em situações específicas. Um
professor ajuda uma pessoa a desenvolver novas estratégias para pensar ou agir. A ênfase do
ensinar é mais no novo aprendizado do que em refinar suas performances anteriores.

Mentoring: Significa guiar alguém a descobrir suas próprias competências inconscientes e


superar resistências internas e interferências, acreditando na pessoa e validando suas intenções
positivas. Mentores ajudam a moldar ou influenciar as crenças e valores da pessoa de maneira
positiva evocando, liberando ou exibindo a sabedoria interna do indivíduo, frequentemente
através do próprio exemplo do coach. Esse tipo de mentoria, frequentemente, torna-se
internalizado como parte da pessoa, de modo que a presença externa do mentor não seja mais
necessária. Os seres humanos são capazes de ter mentores internos como conselheiros ou guias
para suas vidas, em muitas situações de sua existência.

Despertar: Despertar vai além do coaching , mentoring e patrocínio para incluir o nível da visão,
missão e espírito. O despertador apoia outra pessoa provendo contextos e experiências que
trazem à tona o melhor do entendimento daquela pessoa sobre amor, “self”, e espírito. O
“despertador” desperta os outros através de sua própria integridade e congruência, colocando
as pessoas em contato com suas próprias missões e visões, estando plenamente conectadas.

Patrocínio: “Patrocínio” é processo de ou reconhecer, dar crédito (ver e abençoar) a essência


ou identidade de outra pessoa. Patrocinar envolve procurar e salvaguardar o potencial dentro
dos outros, focando no desenvolvimentos da identidade e valores centrais. Patrocínio efetivo
resulta do comprometimento com a promoção de algo que já esteja dentro da pessoa ou
grupo, mas que não está se manifestando em sua máxima capacidade. Isto pode ser
alcançado constantemente enviando mensagens do tipo: Você existe. Eu vejo você. Você é
valioso. Você é importante, especial, único. Você é bem vindo. Você faz parte desse lugar.
Você tem algo para contribuir. Um bom patrocinado cria um contexto no qual os outros podem
agir, crescer e se exceder.
Patrocinadores provêm as condições contatos e recursos que permitem que o grupo ou pessoa
que está sendo patrocinado consiga focar, desenvolver e usar suas próprias habilidades.
Crescimento, proteção e mudança no nível de identidade são sustentados através de um tipo
especial de relacionamento de coaching conhecido como patrocínio. Resumindo, a patrocínio
significa promover a identidade única da pessoa.

O processo do patrocínio é, inicialmente, expresso através da comunicação (verbal e não


verbal) de várias mensagens chave. Essas mensagens tem a ver com o reconhecimento do
indivíduo de maneira bem fundamental.

FALTA DE PATROCÍNIO E PATROCÍNIO NEGATIVO:

A importância do patrocínio e suas mensagens podem ser ilustradas comparando-se os


contextos nos quais ele existe, aqueles nos quais não existe e aqueles que podem chamar de
“patrocínio negativo”. As mensagens de “patrocínio negativo” podem funcionar como um tipo
de “pensamento virótico” que nos limita e interfere em nossas habilidades de nos adaptarmos
com sucesso à mudança dentro de nós e a nossa volta. O quadro abaixo oferece um resumo
comparativo do impacto emocional do patrocínio positivo, falta de patrocínio e patrocínio
negativo. www.terapianeurocientífica.com.br 99
AS MENSAGENS BÁSICAS DE PATROCÍNIO INCLUEM:
Patrocínio Positivo Ausência de Patrocínio Patrocínio Negativo
Você existe. Você não tem valor. Você não é nada.
Centrado em paz Vazio Não merecedor
Você tem valor. Você não é especial. Você é um problema.
Satisfeito Passivo Inadequado
Você é único. Você não contribui com nada. Você é pior do que os outros.
Criativo Desvalorizado e depreciado Inadequado
Sua contribuição é Você não é parte do grupo. Você atrapalha.
importante Deslocado Culpado e um “peso”
Motivado e energético. Você pode ser facilmente Você não é bem vindo
Você é bem vindo substituído Deseja sair ou escapar
Em casa leal Fracassado Você não merece estar aqui.
Você pertence Rejeita
Comprometido

IMPACTO COMPARATIVO DO PATROCÍNIO, AUSÊNCIA DE PATROCÍNIO E PATROCÍNIO NEGATIVO

Muitos de nós, provavelmente, já experienciou a falta de patrocínio e até mesmo patrocínio


negativo de pessoas importantes em nossas vidas. O mais estranho é que mensagens de
patrocínio negativo, frequentemente, vem de intenções positivas (apesar de serem desvirtuadas)
ou por pura ignorância.
O patrocínio negativo é, frequentemente, ignorado em cenários organizacionais. Fica óbvio
quando entramos e uma empresa onde o patrocínio não é praticado. É como se ninguém ali
realmente exista. Quando as pessoas sentem que não são vistas, não são valorizadas, não
contribuem (ou suas contribuições não são reconhecidas), que podem facilmente serem
substituídas e que, realmente, não fazem parte daquele grupo, seu desempenho vai refletir esse
sentimento. Quando as pessoas se sentem patrocinadas, entretanto, elas se sentem presentes,
motivadas, leais, criativas e terão um desempenho além do esperado. Incidentalmente, os
empregados não são os únicos que não recebem patrocínio nas companhias. CEOs, gerentes de
alto escalão, também raramente recebem patrocínio real. Com frequência, isso acontece
porque todo mundo espera que eles sejam os patrocinadores. Também acontece, com
frequência, que em vez de verem os CEOs ou gerentes de alto escalão, as pessoas somente vem
seus papéis e só estão interessadas neles por causa do poder que eles tem e as possíveis
vantagens políticas associadas em estar “perto” deles.

ENCONTRANDO SEU CENTRO

 Encontre (ou, se necessário, imagine) um exemplo de uma atividade ou situação na qual você
se sinta natural e espontaneamente centrado ou conectado consigo mesmo. Perceba como é
o sentimento em seu corpo. Qual é o seu estado interno? Aonde você sente o seu centro?
Identifique as qualidades chave (cor, movimento, som, tom de voz, sensações no corpo)
associadas com esse estado de centramento.
 Encontre dois outros exemplos de atividades ou situações nas quais você, natural e
espontaneamente se sinta centrado e repita esse processo de identificar os elementos chaves
que constituem seu estado de centramento e conexão consigo mesmo.
 Encontre um exemplo de uma situação desafiadora na qual você foi capaz de manter-se
centrado e conectado consigo mesmo. Perceba qual é a sensação em seu corpo. Qual é o
seu estado interno. Aonde você sente o seu centro. Identifique as qualidades chave (cor,
movimento, som, tom de voz, sensações no corpo) associados com aquele estado de
centramento.
 Encontre dois outros exemplos de situações desafiadoras nas quais você foi capaz de
permanecer centrado e conectado consigo mesmo e repita o processo.
 Como sabe que está centrado e conectado com você mesmo? Identifique as qualidades
internas compartilhadas por todas essas experiências, especialmente com respeito aos
sentimentos.
 Coloque as mãos sobre a parte do seu corpo onde você sente, de forma mais completa, o
sentido de centro.
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CENTRAMENTO ATIVO

Manter-se centrado e internamente congruente é indispensável para estar totalmente


presente. Estar centrado é, também, um estado de recurso muito útil. Pessoas que praticam
artes marciais, por exemplo, sempre falam sobre a importância de estar “centrado” e calmo,
mesmo quando estão no meio de uma competição intensa, na verdade, eles dizem que “se
você entregar o seu centro ao seu oponente, já perdeu a competição”. Quando alguém
perde o centro e fica chateado, começa a perder outros recursos e sempre começa a
trabalhar contra si próprio.
Duas maneiras fundamentais de praticar o centramento, são o enraizamento e a fluidez.
Quando nos enraizamos ancoramos nosso centro a um ponto, tornando-nos sólidos e capazes
de manter nosso território mesmo que hajam outras forças agindo contra nós. Quando fluímos,
nos movemos com qualquer força que venha em nossa direção, mas nos movemos mantendo-
nos centrados e aterrados, comum a ambas as formas de centramento ativo é o aterramento.
Aterrar significa baixar a energia e manter uma conexão consciente com a terra e seu corpo,
dependendo da situação em que se encontra, tanto enraizar quanto fluir podem ser
estratégias apropriadas e úteis para manter o nosso centro.
A ferramenta a seguir oferece uma maneira de aplicar a experiência de estar centrado com o
objetivo de responder com mais recursos aos desafios e situações.

 Associe-se a uma situação desafiadora na qual seja difícil para você ficar centrado e cheio
de recursos.
 Saia da experiência e entre em um estado interno no qual se sinta alinhado, relaxado e
centrado.
 Quando estiver pronto, peça ao parceiro para gentilmente empurrá-lo e, puxá-lo
fisicamente em diferentes direções, de diferentes ângulos (pelos ombros, cintura, frente,
costas, de um lado para o outro), enquanto você pratica permanece centrado, enraizado,
equilibrado e alinhado, tanto física como mentalmente. Quando estiver mais confortável e
mais confiante com sua habilidade de permanecer no estado, você pode tornar a
experiência mais desafiadora pedindo ao parceiro para empurrá-lo e puxá-lo um pouco
mais forte.
 Quando a prática estiver fluindo, mande seu parceiro puxá-lo e empurrá-lo até você não
estar mais posicionado no mesmo lugar, mas movendo-se através do espaço. Permaneça
enraizado ao ficar “aterrado” e conectado ao seu centro mesmo em movimento.
 Quando sentir-se pronto, mantenha o estado centrado, retroceda até a situação
desafiadora e note com a experiência fica diferente. Você deve sentir-se muito mais capaz
de lidar coma situação em um estado de recursos.

IDENTIFICAÇÃO E NOSSO “EU IDEALIZADO”

Identificação implica em investir ou estender nosso senso de self a um papel, objeto, outra
pessoa, uma causa, atividade, ideia...
Nossa verdadeira identidade é a totalidade do nosso potencial (nossa superposição). Nosso
potencial torna-se mais limitado quando confundimos quem somos com alguma parte do que
fazemos, acreditamos, pensamos ou experimentamos, assim, existe uma relação inversa entre
identificação e a verdadeira identidade.
Para usar uma metáfora, podemos comparar nossa verdadeira identidade com o céu, nossas
experiências, emoções, papéis, são como as nuvens que passam no céu. Se nos identificamos
com uma das nuvens, vemos o mundo através do filtro daquela nuvem e reduzimos nosso
escopo de possibilidades para responder à vida. Quando percebemos que somos de fato o
céu, reconhecemos as nuvens como impermanentes e mesmo mudando de conteúdo dentro
de nosso “contêiner”, recuperamos o acesso ao nosso potencial pleno (superposição). Uma
forma chave de identificação aparece no desenvolvimento do “self” idealizado. Nosso self
idealizado é que aprendemos quem devemos nos tornar para sermos amáveis e aceitáveis, isto
significa que existem coisas as quais não podem ser ou fazer por temor de não sermos amados
ou aceitos no caso de sermos ou termos determinadas atitudes. Esses aspectos de nós mesmos
que não se adequam ao “self” idealizado são excluídos da nossa identidade aceitável e se
tornam “sombras”.
www.terapianeurocientífica.com.br 101
MATRIZ DA IDENTIDADE PARA O AUTO-CONCEITO

Embora nossas crenças estejam em um nível diferente de experiência que nossas identidades, as
crenças podem apoiar ou limitar vários aspectos da nossa identidade. Nosso “auto conceito” é
um mapa que fazemos da nossa identidade que é, primariamente, formado a partir das crenças
sobre nosso potencial e nossas limitações, inclui aquelas nossas características que percebemos
como desejáveis, bem como as que são indesejáveis.

A “Matriz da Identidade” é um meio de identificar uma interseção de crenças fundamentais sobre


nós que influenciam a maneira que vemos e nos expressamos. A Matriz da Identidade implica em
identificar suas crenças sobre:

 o que você é
 o que você poderia se tornar, e
 o que você não é

Essas crenças são exploradas em relação ao que você quer ser e ao que não quer ser. O
resultado fornece algumas pistas poderosas sobre metas no nível de identidade, valores e recursos
e evidencia áreas nas quais você possa ter crenças limitantes.

Não sou Poderia me tornar Sou


Frustrado/Preso Quero ser Esperançoso/animado Orgulhoso/Contente
limitação Potencial Essência
_________________________________________________________________________________

Limite - Fronteira - Não quero ser


_________________________________________________________________________________

Fraqueza/ Defeito Sombra


Resoluto/ Alívio
Medo/ Ansiedade Envergonhado/Culpado

Para explorar a Matriz da identidade, respondas as perguntas abaixo:


Mesmo que suas respostas sejam literais, você pode querer usar símbolos ou arquétipos para
representar quando relacionadas à questões no nível de identidade.
1. Ache um símbolo para o que você quer ser e acredita que sempre será (seu núcleo).
Exemplo: um vulcão de luz.

2. Ache um símbolo para o que você quer ser e acredita que pode tornar-se (seu potencial).
Exemplo: uma linda flor ou botão.

3. O que você sente que não é, mas quer ser. Ache um símbolo para aquilo que impede você de
ser isso ( seu limite ou limitação)
Exemplo: um portão trancado.

4. O que é algo que você não é, mas quer ser. Ache um símbolo para evidenciar como terá
certeza que você não é, não será, nunca será mais (sua fronteira)
Exemplo: Uma espada e um escudo.

5. Ache um símbolo para o que você tem medo de que possa se tornar, mas não quer ser (seu
defeito, fraqueza)
Exemplo: um denso nevoeiro.

6. Ache um símbolo para o que você acredita que sempre será, mas não quer ser (sua sombra)
Exemplo: a morte
www.terapianeurocientífica.com.br 102
APLICANDO A MATRIZ DA IDENTIDADE

1. Espacialmente, classifique os seis elementos da Matriz da Identidade em seis locais físicos. Entre
em cada local e experiencie cada um dos elementos da forma mais completa possível. Além do
seu símbolo, identifique a sintaxe somática que acompanha cada elemento, faça um gesto ou
movimento com seu corpo que represente a sensação associada com cada espaço.

2. Retome para o local de seu centro. Fique completamente presente e centrado no seu corpo.
Quando estiver completamente centrado, faça um gesto a partir de seu centro e permita que o
símbolo e a sensação tornarem-se presentes em seu corpo. Certifique-se de fazer o gesto a partir
de seu centro. Fique com isso o tempo suficiente para manter essas três expressões e
permanecer completamente centrado. Ao fazer isso, permita que surja intenção positiva da
sensação, do movimento e do símbolo.
2.1 Como uma opção seu parceiro pode repetir a afirmação de patrocínio: “Eu vejo que você
é................(símbolo ou sensação) e muito mais”.
2.2 Repita esse processo em cada local da matriz.

3. Associe-se no espaço que representa sua essência e fique centrado. Fortaleça seu sentido de
conexão com sua essência e, internamente, ancore-o com o símbolo que você identificou para
ele.

4. Use seu símbolo e sintaxe somática para a sua essência no espaço que representa o seu
potencial. Integre os símbolos e a sintaxe somática de sua essência e potencial. Perceba como
isso aprofunda e enriquece o seu potencial.

5. Leve o símbolo integrado e a sintaxe somática para a sua essência e potencial, para dentro
do espaço que representa sua limitação percebida. Note como eles podem transformar o
símbolo e a sintaxe somática associados com a sua limitação, trazendo-lhe mais senso de
liberdade e permissão.

6. Traga o símbolo integrado e a sintaxe somática para sua essência e potencial para dentro do
espaço que está representando seu limite, junto com o seu senso transformado de liberdade e
permissão. Perceba como eles podem lhe ajudar a atualizar e clarificar seus limites. Também
preste atenção a qualquer mudança em seu símbolo e sintaxe somática para seus limites.

7. Fisicamente, traga o símbolo integrado e sintaxe somática para sua essência e potencial para
dentro do espaço que está representando sua fraqueza percebida ou defeito. Certifique-se de
incluir seu senso transformado de liberdade e permissão e atualizações para os seus limites.
Experiencie como isso pode ajudar a trazer a cura e transformação para o seu senso de defeitos
ou fraquezas. Perceba o que muda em seu símbolo ou sintaxe somática sobre sua fraqueza ou
defeito.

8. Finalmente, traga o símbolo integrado e sintaxe somática para sua essência, potencial e limite
para dentro do espaço que representa sua sombra percebida. Também inclua seu senso de
liberdade e permissão e qualquer experiência de cura ou transformação relacionada com seus
defeitos percebidos ou fraquezas. Experiencie como isso pode ajudar a trazer luz para a sua
sombra. Perceba o que muda em seu símbolo ou sintaxe somática sobre sua sombra.

9. Retorne ao espaço da sua essência, integrando as descobertas e transformação que você


ganhou nos passos desse processo.

CENTRAMENTO, ATERRAMENTO E ENGAJAMENTO

1. Encontre um parceiro e comecem a se olhar de frente. Feche os olhos por um tempo e torne-
se plenamente centrado, aterrado e conectado consigo mesmo e no presente. Abra os olhos e
conecte-se com seu parceiro nesse estado. Certifique-se de que consegue ficar presente,
centrado e conectado com você mesmo enquanto mantém contato ocular com o parceiro. Se
precisar, pode pausar, fechar os olhos e centrar-se antes de continuar, a qualquer momento
durante o exercício. www.terapianeurocientífica.com.br 103
2. Levante os braços com as palmas das mãos voltadas para o parceiro e toque suas palmas das
mãos na dele. Aplique pressão suficiente de modo que possa sentir a presença física das suas
mãos e das mãos do seu parceiro.
3. Mantendo sólido contato entre as mãos de ambos, comece a mover seus braços e mãos em
diferentes direções, mantendo as palmas em contato. Pratique ficar centrado em si mesmo
enquanto move suas mãos e braços juntos. Amplie a variação de seus movimentos em tantas
direções quantas puder, para cima, para baixo, esquerda, direita, para frente e para trás.
4. Experimente, propositadamente, ampliar seu alcance de modo que perca o equilíbrio e seja
puxado para fora do centro, então, recupere sua posição de centramento, aterramento e
equilíbrio. Também por um instante, brevemente, puxe suas mãos das mãos do parceiro para
testar se ele consegue ficar centrado e aterrado e não dependente do contato com você.
5. Termine encontrando um lugar de tranquilidade e imobilidade. Fique de frente para seu
parceiro olhando um para o outro e ficando atendo até sentir uma conexão completamente
equilibrada. Então, tire suas mãos e assegure-se de estar completamente centrado, enraizado,
presente e conectado consigo mesmo. Escolha um jeito de demonstrar sua gratidão ao seu
parceiro com seu corpo (dando-lhe as mãos, abraçando-o).

BARREIRAS DE CRENÇAS E CRENÇA-PONTE

1. Pense em uma situação desafiadora na qual seja importante para você tornar-se
completamente presente. Crie uma localização física para essa situação e entre nela. Viva a
situação como se estivesse acontecendo agora.
2. Saia da situação e escolha outra localização. Fique centrado e totalmente presente.
3. Nessa posição de presença, reflita sobre a situação e pergunte a si mesmo: “Que crenças me
impedem de ser totalmente eu nesta situação”? Quais crenças fortalecedoras permitiram que
eu me tornasse mais eu mesmo naquele contexto?
4. Quando tiver identificado as crenças limitantes, faça a seguinte pergunta: “Que crenças eu
precisaria para ser eu mesmo nessa situação, mais naturalmente?” Que crenças fortalecedoras
me permitiriam tornar-me mais eu mesmo naquele contexto?
5. Mantendo-se centrado e presente, fique associado às crenças fortalecedoras em sua mente,
coração e corpo. Entre, novamente, na situação desafiadora, mantendo a atenção nas
crenças fortalecedoras. Observe com sua experiência da situação se modifica.

A JORNADA DO HERÓI

O processo de mudanças nas vida de cada um pode ser comparado ao que se chamou de “A
jornada do herói”(Campbel 1988). É um exercício contendo conexões dos mitos e das estórias
de mudança, os quais cruzaram fronteiras culturais. Alguns temas são repetidos em outras
culturas e conectam toda a humanidade, refletindo o caminho que ela percorre desde o
momento do nascimento à morte e outros que não aparecem estão no inconsciente coletivo. O
caminho comum de toda nossa vida é descrito neste exercício como os passos da “Jornada do
herói”. A sequência de eventos que parece ser compartilhada nos mitos épicos de todas as
culturas e seus passos são:
 Ouvir um chamado que esteja relacionado à sua identidade, a seu propósito de vida ou
missão. Nós podemos escolher aceitar ou ignorar este chamado.
 A aceitação do chamado nos leva ao confronto de uma limitação ou ao limiar de uma
habilidade latente ou a um mapa do mundo.
 Cruzar este limiar nos impulsiona a algum novo “território” de vida, fora da nossa zona de
conforto atual, a um território que nos força a crescer e a desenvolver, o que nos leva a
procurar apoio e orientação.
 Encontrar um herói ou mentor é algo que as vezes vem naturalmente pelo fato de ter tido a
coragem de cruzar este limiar (como diz o ditado: quando um estudante está pronto, o
professor aparece).
 Enfrentar o desafio (ou o fera) é também um resultado natural do fato de cruzar esse limiar.
“as feras”, não são necessariamente uma desgraça ou mal, eles são um tipo de obstáculo ou
poder que precisamos aprender a combater ou aceitar, às vezes, eles são simplesmente, um
reflexo dos nossos medos.

www.terapianeurocientífica.com.br 104
 Transformar um monstro em um recurso ou conselheiro pode ser especificamente executado
pelo seguinte processo.
a) Desenvolvendo uma habilidade especial;
b) Descobrindo um recurso especial ou uma ferramenta.
 Completar uma tarefa para qual foi chamado a executar e encontrar uma maneira de
realizar tal chamado pode ser enfim conseguido, criando um novo mapa do mundo que
incorpore o crescimento e as descobertas trazidas pela jornada.
 Encontrar o caminho de casa, como uma pessoa transformada, e compartilhando como os
outros o conhecimento e experiência adquirida como resultado desta jornada.
A jornada do herói é uma metáfora clara e captura a grande parte da realidade que líderes e
executivos tem de enfrentar. Ela se dá quando estas pessoas procuram construir o caminho para
um futuro de sucesso e se confrontam com as incertezas da mudança. A noção de chamado
simboliza a visão e missão que o líder, time ou empresa está perseguindo.
O limiar representa o desconhecido e alguns elementos incertos que temos de confrontar, a fim
de transformar a visão em ação.
O símbolo do monstro ou fera, reflete os desafios de mudanças, competição, política interna e
outros obstáculos e crises que surgem das circunstâncias além de nosso controle.
Nossos recursos são valores, habilidades de comportamento e práticas de negócios que somos
capazes de colocar em ação, a fim de lidar com a complexidade, incerteza e resistência. Esta é
a área que o líder tem que crescer em si mesmo, visando desenvolver a flexibilidade e alta
variedade de requisitos necessários para navegar com sucesso no novo território e superar os
obstáculos que surgem ao longo do caminho.
Os “guardiões” são os patrocinadores e relacionamentos que desenvolvemos para nos apoiar a
construir habilidades, a acreditar em nós mesmos e a permanecer focalizados no nosso
caminho.

Perguntas para explorar sua jornada do herói

Para ajudá-lo a explorar e preparar-se para alguns dos aspectos chave da sua própria jornada
do herói, pense em um grande momento de transição ou situação de vida que você esteja
passando e responda às seguintes perguntas:
1) O chamado: O que a presente situação em minha vida está me chamando para fazer ou ser?
Se eu aceitasse esse chamado, quem eu me tornaria? (é útil responder essa pergunta na forma
de um símbolo ou metáfora – ex: estou sendo chamado para me tornar uma águia/guerreiro)
2) O portal: Que portal eu devo atravessar e que risco devo assumir para atender o meu
chamado? Qual é o limite da minha zona de conforto que leva ao nosso território que preciso
entrar para me aproximar do meu chamado?
3) A fera: Qual é o maior obstáculo que enfrentarei? Do que estou com medo? Que
consequências de atravessar o portal eu temo? O que parece estar contra mim?
 Esta é tipicamente uma situação na qual, você está enfrentando algum tipo de mensagem
de patrocínio negativo, seja de você mesmo em resposta a um desafio externo, ou de uma
pessoa importante em sua vida.
4) Os recursos: De que recursos eu preciso? O que preciso aprender? Que recursos eu tenho e
precisarei desenvolver completamente para enfrentar o desafio, cruzar o meu portal e atender o
meu chamado?
5) Os guardiões: Quais são meus guardiões, imagine onde estariam localizados fisicamente a sua
volta para melhor apoiá-lo. Um a um, coloque-se nos sapatos desses guardiões, e olhe para
você mesmo através dos olhos deles (segunda posição). Que mensagem cada um deles tem
para você?
 Volte a sua própria perspectiva (primeira posição) e receba as mensagens. Sinta-os no lugar
onde elas melhor se encaixem.

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ABRAÇANDO SENTIMENTOS DIFÍCEIS

Aprendemos a abraçar a nós mesmos e aos outros dependendo de como fomos abraçados. O
psicólogo Donald Winnicott desenvolveu a noção de ambientes que abraçam. Isso se refere à
maneira como uma criança é abraçada fisicamente, emocionalmente e psicologicamente
pelas primeiras pessoas que dela cuidaram. A criança, em resposta e reação a esse ambiente
que abraça, aprende a abraçar-se de maneiras que, inconscientemente, reproduzem o
ambiente abraçador profundamente familiar da infância e primeira infância.
Pesquisas indicam que a maneira que um bebê é abraçado no útero influencia a maneira que
ele aprende a relacionar-se consigo mesmo e com o mundo mais tarde na vida. Aqui estamos
abordando a questão de abraçar a partir da perspectiva do aprendizado de abraçar nós
mesmos e aos nossos próprios sentimentos, de um jeito que possa oferecer mais recursos do que
a maneira como aprendemos, isso a nosso próprio respeito ou como procuramos ser abraçados
por outras pessoas.
Abraçar implica uma relação entre duas coisas: a coisa que está abraçando e a coisa que está
sendo abraçada. Podemos aprender a ter uma relação positiva com nossos sentimentos difíceis
e, para isso, é útil estarmos conscientes de como nos abraçamos.
Uma rica área de descoberta é explorar a maneira como fazemos isso com nossos corpos,
contudo, aqui estamos focando, em como nos abraçamos emocionalmente e
psicologicamente. A imagem metafórica de uma mãe abraçando um bebê pode nos ajudar a
explorar esta questão.
Imagine que a mãe representa o “self” atento que não reage, mas que está completamente
presente e, o bebê representa qualquer sentimento, sensação ou pensamento que estamos
experimentando. Com seu “self” consciente “abraça” qualquer conteúdo apresentado pela sua
experiência.

Sugerimos que as seguintes qualidades sejam úteis ao lidarmos com sentimentos difíceis:

 Aceitação incondicional do sentimento exatamente como ele é


 Nenhum plano de mudar coisa alguma sobre o sentimento
 Paciência, dedicar tempo
 Atenção sem hesitação ao sentimento
 Confiar que tudo está bem, que o sentimento tem uma intenção positiva e propósito
 O senso de pertencer a um campo maior do que si mesmo
 Sentimento de carinho pelo sentimento
 Uma curiosidade não instrutiva pelo sentimento

Também é útil identificar comportamentos ou atitudes sem recursos em relação ao sentimento:

 Querer que ele vá embora


 Querer que ele seja diferente, que ele mude
 Analisá-lo ou explicá-lo
 Identificar-se com ele (perder-se nele)

Nossos sentimentos difíceis, como um bebê estressado, precisam acima de tudo, serem
abraçados. Através desse abraço, o sentimento, como o bebê, mudam de um estado de
contração e sentido de separação para relaxamento e um sentido de conexão, assim, não se
trata de uma questão de livrar-se dos sentimentos difíceis, mas antes de relacionar-se com eles
de um jeito que permitam que eles se transformem.
A energia do sentimento difícil é então, conduzida ao fluxo de nossas vidas. Recuperamos a
energia que havia sido desperdiçada evitando lidar com o sentimento difícil, nos permitindo
estar mais plenamente presente com muito mais de nós mesmos, disponível para engajarmos no
momento presente.

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JUNTANDO OS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA ABRAÇAR SITUAÇÕES DIFÍCEIS

A terapeuta Virgínia Satir costumava fazer duas perguntas aos seu clientes. A primeira era,
“Como você está se sentindo”? O cliente podia responder essa pergunta dizendo que estava se
sentindo zangado, triste, com medo, culpado, ou um outro sentimento difícil.
Então Virgínia fazia a seguinte pergunta:
- Como você se sente a respeito de sentir-se dessa maneira? A resposta para essa pergunta é
muito significativa e tem muita influência sobre o impacto e significado que a resposta à primeira
terá.
Há uma grande diferença entre alguém se sentir bem ou curioso acerca do sentimento de raiva
ou sentir-se culpado ou frustrado acerca de se sentir zangado.
São esses segundos sentimentos que determinam o grau de tranquilidade e qualidade com que
somos capazes de estarmos presentes e abraçarmos o primeiro grupo de sentimentos.

O propósito deste exercício é ajudá-lo a descobrir e aplicar os recursos de que precisa para se
manter presente e abraçar sentimentos difíceis que possam surgir e tirá-lo do presente.

1. Identifique uma situação na qual você viveu um sentimento difícil que não consegue
abraçar, e consequentemente, tira-o do seu centro. Viva esse sentimento e permita que seu
corpo o expresse.
2. Saia do lugar onde você estava experienciando esse sentimento difícil e quebre seu estado,
virando-se e sacudindo seus braços e pernas,...
3. De uma localização física diferente, reflita sobre o outro “você” que está experienciando os
sentimentos difíceis.
4. Como se sente sobre esses sentimentos difíceis? Como se sente a respeito de senti-los? Qual é
o seu relacionamento com esses sentimentos e com você mesmo quando os está sentindo?
5. Agora, vá para uma terceira posição. Que recursos (ex. Confiança, aceitação, curiosidade,
força, amor...) podem ajudá-lo a abraçar esses sentimentos difíceis com mais amor, respeito
e recursos?
6. Traga os recursos que identificou completamente para dentro de seu corpo e ser,(se precisar,
pode facilitar o processo encontrando experiências de referências e revivendo-as tão
completamente quanto puder).
7. Volte a segunda posição (do observador). Observe as mudanças em sua percepção e
atitude em relação aos sentimentos difíceis.
8. Agora volte ao local onde colocou a situação na qual você experiencia os sentimentos
difíceis e traga os recursos com os quais se identificou.
9. Como se sente agora sobre aqueles sentimentos difíceis? O que mudou na sua habilidade de
abraçar estes sentimentos difíceis?

TRANSFORMANDO ESTADOS BLOQUEADOS

Associe-se a um sentimento difícil ou estado de “aprisionamento” que torna muito doloroso ou


difícil permanecer no presente.
Perceba a psicologia associada com esse estado, ex: o braço ou dedo apontando. Note em
qual direção esse movimento o afasta do seu centro e do presente ( há uma grande chance do
corpo parar num estado de “trava neuromuscular).
Agora centre-se e venha totalmente ao presente, explore a “organização”(estrutura profunda)
do movimento repetindo-o várias vezes bem devagar, partindo só seu centro e com atenção
redobrada. Enquanto o faz, considere a intenção positiva do movimento e estado de
sentimento associado. O que ele está tentando fazer ou realizar por você? Que emoções mais
profundas estão associadas com esse estado que precisam ser reconhecidas e abraçadas?
Mantendo a intenção positiva do movimento e seu estado de associado na mente, explore
como você poderia completar o movimento de tal modo que ele o traga de volta ao seu
centro e ao presente. Pratique fazer esse movimento completo diversas vezes.

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Estabeleça três lugares para:

1. quem você é agora

2. seu caminho de transformação

3. quem você está se tornando

Quem sou eu agora → Caminho de transformação → Quem estou me tornando

DESCOBRINDO SEU CAMINHO PESSOAL DE TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DO MOVIMENTO:

Comece no estado atual, a posição representando quem você é agora.


Encontre a sintaxe (gesto e movimento) que expressa quem você sente ser no momento. Deixe
um símbolo para essa localização emergir do movimento.
Entre no espaço que representa quem você estará se tornando no próximo passo de sua
evolução pessoal. Descubra a sintaxe somática e o símbolo que o representam.
Volte a localização que representa quem você é agora. Repita o gesto ou movimento
associado com sua identidade atual. Entre no espaço entre quem você é agora e em quem
estará se tornando.
Continue repetindo o gesto ou movimento e deixe-o se transformar no gesto ou movimento que
representa o próximo passo em sua evolução, enquanto se move para a frente.
Quais são as qualidades ou sequências de qualidades que criam esse caminho transformativo?
Perceba o efeito desse movimento transformador em seus símbolos.
Quais são as qualidades desse movimento entre quem você é agora e em quem estará se
tornando que lhe parecem significativos.

PROCESSO DE IDENTIDADE
Desenvolvendo sua auto cura

Trata-se de um programa de alta performance humana para uma vida plena e


verdadeiramente amorosa. É um programa altamente eficiente para acelerar e tornar
duradouro o crescimento pessoal. É a caminhada do ser evolutivo, do eu verdadeiro, pleno. É a
busca e convicção de que todas as respostas de nossas vidas estão dentro de nós mesmos.
O programa ocorre de forma dirigida e intensiva e proporciona resultados surpreendentes no
que concerne à melhoria da qualidade de vida das pessoas e transcendência emocional e
evolutiva. É realizado em sessões de atendimento individual, em um ambiente reservado e
acolhedor, com segurança, onde são utilizados recursos de psicoterapia, programação
neurolinguística, neurociência cognitiva, coaching de identidade.
Através do resgate de sua “criança interior”, pretendemos evidenciar em você a capacidade
que já existe dentro de você para realizar o que lhe parece impossível, transcender o seu eu,
atingindo o eu verdadeiro. Acreditar mais em si mesmo, quebrar crenças limitantes e
potencializar sua autoestima, despertar e aumentar a consciência do seu poder pessoal, ser
congruente com suas tarefas de vida e objetivos, manter o foco.

AMOR INCONDICIONAL

Se os seus pais verdadeiramente amaram um ao outro, desejaram você e o criaram até a


puberdade com um fluxo de amor incondicional e não possessivo, então, provavelmente, você
se sente amado hoje. Você desfruta de autoestima sem estar preocupado apenas consigo
mesmo. Você não cria limites sutis para seu próprio desempenho, divertimento ou serenidade.
Você aceita seus pais por eles serem quem realmente são e não mantém ressentimentos
conscientes ou inconscientes contra eles. Você desfruta de relações profundas, duradouras e
satisfatórias. Você não se sente julgador ou vingativo. Você sempre age com o coração.

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LIBERDADE CONDICIONAL

Refletindo a sua situação como criança, totalmente dependente de seus pais ou seus
substitutos – os seus modelos – para alimentação, ajuda, direcionamento e amor, pode
perceber que, a criança tem uma vida difícil, seja rica ou pobre, esteja em família grande ou
pequena, toda criança vive num mundo que não criou, governado por regras que não fez. Do
seu ponto de vista, ela é controlada por pessoas grandes e poderosas, que são
frequentemente inconsistentes, ilógicas, assustadoras, frias, não amorosas e, em alguns casos,
até mesmo brutas e violentas.
A criança sob uma perspectiva limitada. Ela acredita que seus pais e outros adultos sempre
sabem o que estão fazendo. Os adultos são os donos do mundo e fazem as regras, não é
mesmo? Portanto, seja qual for a maneira que uma criança veja seus pais tratarem-na, ela
supõe que é intencional e correta, o que pode confundi-la, afinal, como podem estas pessoas
que dizem que a amam, tratá-la intencionalmente de forma brutal e sem amor, ela se sente
como se estivesse em liberdade condicional, sempre tendo que provar a si mesma e vivencia a
imprevisibilidade do amor de mamãe e de papai.
Essas verdades são difíceis de enfrentar, por mais claramente que vejamos os defeitos em
nossos pais, queremos, apesar disso, acreditar que eles nos amaram.

FLAGELO DA SAÚDE MENTAL

Nossos problemas começaram desde o momento em que fomos concebidos. Se nosso pais
tivessem realmente nos amado, nos desejado e nos criado até a puberdade com aprovação
incondicional e com consistente fluir de amor não possessivo e não sufocante, nos teria sido
poupado o sentimento devastador de nos sentirmos indignos de sermos amados.
Muitas vezes o que os pais dão aos seus filhos não é o que aparenta ser, muitas pessoas
aparentam ser pais amorosos, dando como prova os inúmeros sacrifícios que fizeram por seus
filhos, embora os sacrifícios em tempo e dinheiro sejam fáceis de ver, a expectativa de obter
um retorno em troca fica frequentemente escondida. A verdade só é percebida quando os
filhos se rebelam ou não satisfazem as expectativas dos pais, “como puderam fazer isso
conosco, depois de tudo que fizemos por eles”, Esses gritos angustiados indicam que os pais
estavam dando para receber, o que de fato é um pseudo amor.
Alguns de vocês perderam seus pais na infância, seja através da morte ou da separação.
Alguns de você foram abandonados por um ou por ambos os pais. Viveram com pais
substitutos em instituições ou colégios internos, se assim foi, a ausência dos pais biológicos e a
falta de seu sustento e amor, não importando o quanto de amor você possa ter recebido de
seus pais substitutos, foi a causa básica da sua inabilidade em se relacionar amorosamente,
com você mesmo e com os outros. Muitos de vocês tiveram pais fisicamente presentes, porém
emocionalmente ausentes, o resultado é o mesmo, abandonado fisicamente ou não, você não
sentiu ou recebeu o fluxo consistente de amor incondicional e aceitação de seus pais. Por isso
você sente que não merece amor, assim que surgiu a ausência de autoestima, acompanhada
de sentimentos de invalidação e de incapacidade de amar (o flagelo da saúde mental), não
importa o quanto as coisas estão indo bem, a ausência do amor deixa um vazio em sua vida.

DIREITO DE AMAR

O processo de equilíbrio de Identidade possibilita ao participante explorar profundos estados


emocionais e espirituais a alcançar um novo nível de clareza sobre seus comportamentos
negativos, a dor que eles tem causado e o que pode ser feito para corrigi-los, acima de tudo, o
processo aponta o caminho de saída do labirinto do não merecimento, do vazio e do não se
sentir amado, ensina como recompor o seu direito de amor original de nascimento e a colocar
um fim permanente de conflitos internos, bem como nas ansiedades.
Você não está condenado a repetir comportamentos compulsivos que promovem ausência
de felicidade, negatividade, depressão e desamor.

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Esta é uma jornada desafiante. Diversos movimentos de crescimento estruturam-se a partir de
admoestações com a finalidade de nos advertir para que “tomemos responsabilidade” por
nosso comportamento, deixando de lado a negatividade em nossa vida e acentuando
somente o aspecto positivo, no entanto, somente podemos ser responsáveis depois que nos
tornarmos nitidamente conscientes de nossa condição infantil e sua inconsciência e de seu
contínuo efeito sobre tudo que sentimos, desejamos, pensamos, decidimos e fazemos, somente
depois de expressarmos nossas reações presentes para esse condicionamento, e após
chegarmos a um profundo estado de compaixão e perdão, de compreensão sem
condenação e de aceitação pelas crianças que nossos pais foram um dia, poderemos
encontrar a paz interior.
Quando isso for alcançado, estaremos verdadeiramente livres para aceitar perdoar e amar os
adultos nos quais eles se tornaram, fazendo isso, poderemos nos libertar do comportamento
negativo compulsivo e encontrar auto aceitação, auto perdão, e amor por nós mesmos. Antes
de podermos começar a apagar nossos comportamentos, sentimentos e atitudes negativas
programadas e chegar a um estado de nos sentirmos dignos de sermos amados, nós devemos
quebrar a dependência interior e a necessidade psicológica que sentimos pelos pais de nossa
infância.
O processo de Identidade é eficiente porque promove a possibilidade de uma compreensão
superior e proporciona a integração amorosa dos quatro aspectos do ser: emoção, intelecto,
essência ou ser espiritual e corpo físico. Estes quatro aspectos compõem a essência de todo
trabalho. Essa metodologia começa isolando, atacando e destruindo o padrão do amor
negativo, a causa da negatividade e do sentimento de não ser digno de ser amado. Ao
compreendermos a dinâmica do porque fazemos isso conosco, poderemos deixar de fazê-lo.
Para erradicar um problema é necessário isolar a causa e depois encontrar a solução.

A SÍNDROME DA DEPENDÊNCIA AFETIVA – NEGATIVA

Surpreendentemente, muito pouca ênfase tem sido colocada na importância em


compreender as motivações da imitação, pelas crianças, do comportamento negativo dos
pais. A resposta que o Processo de Equilibrar de Identidade é denominada de Síndrome da
Dependência Afetiva Negativa. Infelizmente, todos nós tivemos pais que manifestaram vários
padrões negativos. Buscando a aprovação de nossos pais, nós naturalmente aprendemos seus
padrões negativos, os quais adotamos ou contra os quais tentamos nos rebelar. Seja qual for a
maneira que isso tenha acontecido, o resultado terrível foi que aprendemos a nos sentir
indignos de ser amados, e assim, como as lições negativas se tornaram inconscientes em nós,
enquanto crianças, também a dor de não se sentir amado parece ser normal, como se
realmente não houvesse nada de errado nisso.
Por mais ou menos que você tenha internalizado os seus pais na sua infância, você se observa
às vezes dizendo: eu falo exatamente como meu pai, meu Deus, eu estou agindo exatamente
com minha mãe, porque estou fazendo isso? Minha mãe (ou meu pai ou ambos) costumava
fazer isso, eu odiava quando ela (ou ele, ou ambos) fazia isso, e agora, aqui estou fazendo o
mesmo!
Se você acredita ou pensa que não internalizou o padrão de seus pais, porque, então, tem
comportamentos compulsivos como eles, mesmo quando não quer, é fácil entender porque,
quando criança, você adotou os comportamentos e traços positivos de seus pais. O que é mais
difícil de entender é porque você adotou os comportamentos negativos deles. Quando
criança, você certamente não gostava dos comportamentos negativos de seus pais, porque
então , você incorporaria os mesmos hábitos autodestrutivos dos seus pais? Tudo o que você
precisa se perguntar é: Porque faço isso para mim mesmo?

PADRÃO NEGATIVO

O padrão negativo é adoção dos comportamentos negativos, das atitudes, dos traços e das
admoestações (implícitas ou explícitas) de nossos pais. Enquanto criança nós tínhamos o direito
de receber um fluxo de amor incondicional de nossa mãe e de nosso pai. A maior parte de nós
não recebeu este amor. Como resultado disso, passamos a sentir que havia algo errado
conosco. Afinal quem realmente somos, se não somos dignos de sermos amados. Olhamos,
então para aqueles de quem dependíamos, nossos pais, com modelo de como deveríamos
agir e sentir, para recebermoswww.terapianeurocientífica.com.br
deles o amor de que precisávamos. 110
Nós adotamos os comportamentos negativos de nossos pais por causa do padrão negativo. Nós
os imitamos e adotamos seu comportamento, humor e atitude, na esperança de que eles nos
amassem, se fôssemos exatamente como eles, mas, como em algum nível, nós sabíamos que os
traços negativos deles não nos traziam felicidade, subconscientemente agíamos com estes
traços para machucá-los e puni-los. Essa foi a nossa vingança por não termos recebido
constantemente de nosso pais amor incondicional e aceitação plena, e ao buscarmos a
vingança, frequentemente, o fazemos até a morte, para cumprir e justificar nosso objetivo.
“O padrão da Síndrome da Dependência Afetiva Negativa é o mais mutuante impulso
emocional da humanidade. Quando você adota os comportamentos negativos, as atitudes, os
traços e as admoestações (explícitas ou implícitas) dos seus pais, você se relaciona com eles na
limitação do amor negativo”
Na primeira parte da reação, nós pedimos a nossos pais para que gostem de nós por sermos
iguais a eles, e depois, na segunda parte da reação, quando projetamos a negatividade
aprendida com eles de volta para eles, nós os preocupamos, eles ficam magoados, com raiva e
sentem-se culpados, é claro que, em última análise, nós também sofremos vergonha, culpa e
autopunição. O padrão da Síndrome da Dependência Afetiva Negativa é uma lógica ilógica,
um sentido sem sentido, uma sanidade insana e sadomasoquistamente verdadeira, senão que
outro motivo teríamos para agir assim?
Porque alguém adotaria este comportamento? O Padrão da Dependência Negativa é uma
situação na qual nós nunca poderemos ganhar, só perder. Nós sofremos, e o que é pior, nossos
filhos também sofrem, pois nós transmitimos o comportamento para eles, visto sob este ângulo,
faz sentido a passagem bíblica que diz que os pecados dos pais recairão sobre os filhos, geração
pós geração.

PROGRAMAÇÃO NEGATIVA

O Padrão da Dependência Afetiva Negativa é uma forma destrutiva de programação mental,


na qual você aprende adotar ou a se rebelar contra os traços negativos da sua mãe ou pai.
Na adoção dos traços é que começam os problemas reais, se a mãe é medrosa, a criança
aprende a ser medrosa. Se o pai não é emotivo, a criança aprende a não demonstrar seus
sentimentos. Quando o pai é protelador, a criança aprende a estar sempre atrasada. Se a mãe
e o pai tem o mesmo traço negativo, a criança recebe uma dose dupla de negatividade.
A interação entre pais e filhos não é tão simples assim, é claro, a criança adota traços negativos
dos pais sem se tornar uma cópia carbono de nenhum deles, muitas vezes a criança se rebela
para ficar acima do exemplo negativo de seus pais, ou algumas vezes, pode se rebelar contra
um comportamento positivo de um de seus pais, e criar um comportamento negativo
propriamente seu. A expressão do amor baseado na rebelião, torna-se uma forma de pseudo
amor, que pode parecer um verdadeiro amor durante algum tempo. O que ocorre, geralmente,
é um profundo remorso e frustração interior pelo fracasso da rebelião em substituir o amor real
que a criança nunca recebeu de seus pais, o principal desta questão é que a qualidade do
amor é o resultado da programação do padrão do amor negativo. A rebelião sempre leva à
vergonha, à culpa e à autopunição.
Tanto você como seus pais possuem qualidades positivas, não importa o quanto você se
comporte negativamente, não estamos enfatizando aqui a positividade, porque esta é uma
abordagem sobre problemas, e os traços positivos não são problemas para as pessoas, a menos
que se rebelem contra eles.
Algumas pessoas questionam a ideia do Padrão de Dependência Afetiva Negativa, afirmando
que elas tem livre arbítrio, e que não tem que culpar os outros por seus problemas, exceto a si
mesmo, mesmo assim, embora você diga a si mesmo que tem liberdade e controle sobre o seu
destino, a maior parte do tempo a autonomia é uma ilusão, em vez disso, você automática e
compulsivamente reproduz o programa estabelecido por seus pais para você durante a sua
infância. Aqueles que insistem em sua própria autonomia, deveriam perceber que uma parte
importante do programa é não perceber que se trata de um programa. Se os seus pais lhe
contaram que você poderia exercer o seu livre arbítrio simplesmente escolhendo fazê-lo, eles
não contavam com a Síndrome da Dependência Afetiva Negativa, que impede o livre arbítrio
verdadeiro.

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SUPERANDO LIMITES

O Padrão da Dependência Afetiva Negativa é dirigida pela vã esperança, principalmente


inconsciente de que, se formos como nossos pais, algum dia eles finalmente irão nos amar,
infelizmente, tal esperança pode nunca ser preenchida, não importa o quanto você se tornou
parecido com seus pais ou quão incansavelmente lute para se rebelar e ficar acima do
exemplo negativo deles, eles nunca o amarão da maneira que sua criança emocional
necessita e quer, ou seja, abnegadamente, e sem pedir nada em troca.
Uma taça vazia não pode encher a outra, até que você reconheça esta verdade viverá
irremediavelmente aprisionado e amarrado, enquanto você continuar procurando o amor que
nunca recebeu de seus pais, não se sentirá realizado, já não é tempo de parar de procurar? O
padrão da Dependência Afetiva Negativa é um vício compulsivo que o impede de amar
livremente, ele vem mantendo um domínio total sobre você durante muito tempo, já não está
na hora de parar de imitar os seus pais e tirar esse fantasma de suas costas?
Quando era criança, você constantemente tentou ganhar o amor da mãe e do pai. Você
pagou caro por isso. Por causa de sua identificação negativa com seus pais, você acabou
vendendo sua alma pela vida afora. A sua alma foi enterrada sob a sujeira e o lamaçal do
comportamento do Amor Negativo. É possível recuperar a sua essência e retirar toda a
negatividade que a cobre.
A programação pode ser desprogramada – Existe sempre a esperança de que a vida possa ser
vivida com paz amorosa no presente e nos futuro. Não lhe falta nada. Seu positivo eu real está
sempre presente. Infelizmente os seus pais, devido à sua própria programação de infância, não
sabiam como alimentar a sua essência perfeita. As suas próprias essências nunca tinham sido
alimentadas pelos pais deles. Eles nunca foram ensinados a honrar, respeitar e amar a si
mesmos, então como poderiam dar a você o que eles nunca tiveram, se tivessem sido capazes
de honrar as suas próprias essências, teriam honrado a sua, e você teria sido nutrido com um
fluxo incondicional de amor e alimentado com um forte sentido de segurança interna.
Uma vez tendo descoberto, explorado e pesquisado a Síndrome da Dependência Afetiva
Negativa como o vírus que causa a adoção dos traços e comportamentos negativos, a saída
toma-se uma possibilidade e depois se transforma em uma realidade. A chave é a palavra:
adotado. Um traço não é inato ou genético. Qualquer coisa que tenha sido adotada, também
pode ser desadotada. O Processo de Identidade promove esta transformação.
A tão esperada era messiânica de amor verdadeiro e de paz na terra nunca se tornará
realidade até que o flagelo do Padrão da Dependência Afetiva Negativa seja eliminado e que
os filhos não paguem mais pelos pecados dos pais, mas, livrar-se da armadilha do Padrão do
Amor Negativo requer um trabalho nos níveis emocional, intelectual e espiritual. O simples fato
de ler sobre os padrões emocionais de Amor Negativo não basta, isto apenas o torna capaz de
aprender mais sobre como deveria ser, sem remover o Padrão da Dependência Afetiva
Negativa. O resultado é apenas mais conflito entre conhecimento de base intelectos e a
resistência para mudar.
A cegueira para sua cegueira faz com que você viva uma vida sem escolha, e muitas vezes,
com desespero, no entanto, existem algumas opções reais. Para se libertar você tem que
centrar-se em si mesmo. É preciso estar disposto a observar, com uma total honestidade, em
quem e o que você tem se tornado. Você deve ousar e ter coragem de viver e atravessar
novamente a dor emocional da sua infância, e ao fazer isso, se libertar dela. A dor será
profunda, mas de curta duração. É melhor enfrentar esta dor de uma vez por todas do que
continuar carregando o pesado fardo da programação de Amor Negativo por toda a sua vida.
Do outro lado, liberdade, auto aceitação, auto perdão e amor por si mesmo, esperam por
você. Pessoas de quinze a setenta e nove anos tem como sucesso encontrado esta resolução
feliz.

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SITUAÇÕES DIFÍCEIS

Quem lhe ensinou que você é incapaz de lidar com situações difíceis? Foram seus pais, mesmo
que não estivessem conscientes de que estavam fazendo isso, mesmo que eles estivessem
pensando fazer o oposto. Hoje, são os seus pais, dentro de você, que acreditam que você é
incapaz de lidar com a dor, com o sofrimento e com situações difíceis. Por Dependência
Afetiva Negativa você engoliu mais essa mentira, e então, passou a maior parte de sua vida
repetindo a programação negativa. Para anestesiar-se, para evitar o contato com a dor, você
desenvolveu métodos sofisticados: alcoolismo, drogas, violência familiar, criminalidade,
compulsividade sexual, comer demais, silêncio e outros comportamentos. Você tinha medo de
que, ao encarar a realidade de sua dor isso o machucasse demais. Você desenvolveu uma
forma de evitar, esperando que a sua dor fosse embora e você não precisasse olhar para ela.

INVALIDAÇÃO COMPULSIVA

Um dos mais devastadores programas negativos é a invalidação compulsiva. Você aprende a


invalidar, seja adotando os padrões de invalidação da sua mãe , do seu pai, ou ambos, seja
aprendendo a se invalidar, porque eles invalidaram você. Alguns dos piores traços de
invalidação são as admoestações (explícitas ou implícitas), tais como : Você não vai dar para
nada, você não vale nada, você não presta, você não é bom, você não consegue fazer nada
direito, você nunca terá sucesso, não tente, você é um perdedor, você não é digno de ser
amado.
Os padrões de auto invalidação alimentam o “desistir de si mesmo”, abrindo caminho para a
resistência em ser ajudado, ao invés de se responsabilizar pela auto resistência, as pessoas,
frequentemente, transferem suas resistências para os outros e os culpam. Isto acontece com
muita facilidade quando os programas negativos das pessoas são de crítica, julgamento e
culpa. Quando você desempenha esses comportamentos, você resiste e invalida o seu
verdadeiro eu, isto perpetua a sua neurose, o seu estado de se sentir indigno de ser amado.
Agora, você deu a volta completa na roda do infortúnio, não foi a admoestação.
“Eu não sou digno de ser amado” Quem começou toda essa charada? O uso do padrão de
invalidação no processo detona uma profecia que se cumpre e é autodestrutiva. Você poderá
também usar invalidação para perpetuar o seu padrão de “pobre de mim, mártir e vítima”, no
entanto, todo traço negativo tem um uso positivo, por exemplo, se você colocar consciência
na sua inconsciência e usar o traço de invalidação para invalidar a sua própria invalidação, e
temporariamente, seguir adiante, você descobrirá que pode se mover da teimosia e da
resistência para a auto validação positiva e andar pelo caminho da paz interior.

O DRAMA DA CRIANÇA BEM DOTADA

Nos seus livros, a Dra. Alice Miller apoia a premissa de que a programação da infância é a
causa do comportamento negativo, em “o drama da criança bem dotada” ela relata um fato
bem interessante sobre Marie Hesse, a mãe do célebre poeta e escritor Hermann Hesse. Em seu
diário, ela descreve como seus pais impediram a realização de suas vontades quando ela tinha
quatro anos. Ela continua a contar como o seu próprio filho, Hermann, quando tinha quatro
anos, criou tanto sofrimento para ela por causa de seu comportamento desafiador, e que ela
“teve” que tomar sérias medidas em relação a ele. Até que Hermann completasse quinze anos,
Marie tentou impedir-lhe as vontades da mesma maneira como ela foi impedida por sua mãe.
Ela chegou a ponto de mandá-lo para um colégio interno “para o seu próprio bem”, como se
ela estivesse dizendo para a mãe: “mamãe, agora você vai me amar?” Esta é mais uma
ilustração bem clara de como a Dependência Afetiva Negativa é passado de geração a
geração, é um crime contra a humanidade.

MY MOTHER/ MY SELF

O livro de Nancy Friday “My mother/ My self” contém muitos exemplos de amor negativo, da
dependência afetiva negativa dos pais. Nancy conta a história do relacionamento de uma
mulher como sua mãe: “se eu tivesse sido capaz de dizer à minha mãe, enquanto ela ainda era
viva, o quanto eu a amava”.
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“Ela tinha os seus defeitos, mas eles eram somente reflexos, ela não conseguia parar de criticar e
de aporrinhar, assim como você não consegue parar de espirrar quando seu nariz coça, era mais
forte do que ela. Agora, eu não posso mais lhe dizer o que eu realmente sentia por ela”.
E Nancy Friday continua: “ é uma conversa que considero fria, triste e complexa”, de alguma
forma esta mulher é até mesmo mais crítica e rabugenta que sua mãe, isto a levou a separar-se
do seu marido e alienou o relacionamento com sua filha, porque mesmo quando temos uma
relação destrutiva com nossas mães, nós invertemos isto , depois de sua morte é que queremos
falar do amor que sentíamos.
Nancy Friday então sugere a razão pela qual fazemos isto: “a maneira mais comum de evitar o
medo de enxergar as partes que detestamos nas nossas mães, é através do sentimentalismo”. A
Dra. Friday se refere então a Dra. Robertiello, afirmando: “isto é uma defesa contra a raiva”, sem
dúvida, isto é uma verdade, porém vamos levar em consideração outra possibilidade, esta mulher
não estaria cega à sua própria cegueira? O seu eu consciente ignorava que ela foi
automaticamente desempenhando a Síndrome da Dependência Afetiva Negativa,
subconscientemente, sua criança interior estava dizendo três coisas:
Veja mamãe, eu sou igual a você, agora você me ama?
Oh, mamãe, você não tinha mesmo culpa, porque, se eu descobrir que você tinha culpa, então
terei que descobrir que eu tenho culpa e isso será muito doloroso.
E assim, o que eu vou fazer é defendê-la e dizer que você não poderia agir de outra maneira, que
isso estava dentro de você e, consequentemente, está dentro de mim também. Ao defendê-la
defendo-me também. Agora você vai me amar, se você me amar, talvez eu possa me amar.
Mesmo com este raciocínio de defesa, ardilosa e vingativamente ela espelha o comportamento
negativo de sua mãe (não importando que sua mãe esteja viva ou não), além da negação, da
defesa, da vergonha e da culpa, ela se vinga de sua mãe e justifica o seu próprio
comportamento, isso traz a sua mãe de volta, nem consegue o seu amor que tanto lhe faltou
quando criança. A cegueira e a vingança se alojaram nela e fizeram com que perdesse o seu
marido e sua filha. O amor negativo cobra um preço muito alto.

OS PADRÕES DE COMPORTAMENTO

As crianças tornam-se como seus pais, adotando seus traços, atitudes e humores, que vem
expostos em sua vida diária. O comportamento não é genético, ele é adotado. As crianças
reagem positiva ou negativamente às ações e emoções daqueles que são responsáveis por sua
criação. São as reações negativas que causam os padrões de comportamento autodestrutivo. O
traço mais devastador possível que você pode adotar de seus pais é a incapacidade de amar a
si mesmo e aos outros.
Os atos de omissão dos pais durante a infância criam tantos problemas quanto os atos cometidos.
As coisas que os pais não fazem e não dizem, muitas vezes, são igualmente eficazes na criação
de programas infantis negativos, por exemplo, se uma criança não vê seu pai demonstrar amor e
afeto por sua mãe, e não vê sua mãe pedindo isto, ela aprenderá a não demonstrar seus
sentimentos, mais tarde na vida adulta, quando se espera que demonstre amor, poderá descobrir
que o melhor que consegue fazer é representar falsamente o papel.
O amor é uma emoção, um estado de ser, e vem da essência espiritual. Você aprende a
expressá-lo diretamente com seus pais durante a sua infância. Se você vivencia mais amor do
que o suficiente durante esses anos de formação, sua taça transbordará e você poderá
compartilhá-lo com outras pessoas, ao contrário, se a sua taça de amor não estiver plena, você
compartilhará para receber.

SUA VIDA AMOROSA

Se o seu pai e sua mãe não demonstraram amor um pelo outro, então você terá dificuldades em
manter relações amorosas. Embora você procure amor que seus pais não sabiam dar, você
sempre acaba por ficar desapontado. Se você quiser comprovar se isto é verdade na sua própria
vida, lembre-se da mãe de sua infância. Como era a sua vida amorosa? Ela estava rodeada de
pessoas afetivas, amorosas ? Ela era capaz de dar e receber amor livremente com pessoas de
ambos os sexos, com seus próprios pais, irmãos e irmãs? Ela demonstrava amor e afeição por seu
pai e por você? Ela se amava e era capaz de entregar-se a si e aos outros? Se ela ainda vive,
como é a sua vida amorosa exatamente agora?
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Faça o mesmo com o seu pai, como era a sua vida amorosa? As pessoas o conheciam bem e o
amavam ? Ele gostava e amava os outros ?Como ele se relacionava com a sua família? Como
ele demonstrava amor e afeto por sua mãe, você e seus irmãos? Se ele ainda vive, como é a
sua vida amorosa exatamente agora?
Após ver de perto a vida amorosa de seus pais, compare-a com a sua própria vida, muito
provavelmente sua vida amorosa não é muito diferente da vida de seus pais, se é semelhante a
deles, você está feliz com isso? Você mudaria se pudesse? O quanto as coisas teriam que mudar
pra você ser feliz, seja qual for a sua definição de felicidade, ou talvez você esteja despendendo
muito esforço e poder de sua força mais pura, para ser a pessoa amorosa que seus pais não
foram. Que preços emocionais e físicos isto tem lhe custado?
Como é a sua vida amorosa? Você tem pessoas amorosas e afetivas em sua vida? Pessoas que
você conhece bem e cujo amor retribui? Este círculo de amor esta se expandindo conforme
você conhece novas pessoas? Você dá e recebe amor facilmente de pessoas de ambos os
sexos? Existe alguém especial com quem você compartilha a vida sexual que deseja? As suas
relações são duradouras?
Agora dê um passo mais profundo, você a si mesmo? Você gosta de si mesmo totalmente e
sente-se a vontade com a pessoa que é e a maneira como vive? Ou está em conflito, gostando
de você as vezes, ou quem sabe, você até mesmo se odeia? (o que não é tão incomum). Qual
é a qualidade de sua autoestima ? Como você avalia seu desempenho no trabalho? Você é
capaz de propiciar compaixão, compreensão, perdão, aceitação e amor por você, mesmo
quando está distante de ser perfeito? Você dá amor a você mesmo e também aos outros? Se
estas questões lhe trazem insatisfações, qual é a origem do problema? Se as coisas não estão
como gostaria que estivessem, você sabe porque? Se você não está atraindo as pessoas que
deseja, sabe o que está errado? Você realmente aprecia as pessoas com que se relaciona?
Você aprecia o que faz em seu trabalho, seus entretenimentos e seus relacionamentos? A sua
vida está da maneira que você gostaria que estivesse? Se não está, você tem feito algo para
ela não estar desta forma?
Pense um momento nas respostas as perguntas acima. Se você está totalmente feliz, satisfeito e
sem nenhuma restrição com o que lhe veio a mente, quando leu as perguntas e a sua vida
amorosa é ótima, isso é maravilhoso, pois a sua vida é provavelmente uma grande e gloriosa
aventura de realizações físicas, intelectuais e espirituais. Você sabe dar e receber amor. Você é
um dos abençoados. Mas se não é o caso, então pode perguntar-se: “O que aconteceu com o
amor?” ele foi corrompido intencionalmente ou não pelos pais de sua infância. As boas
intenções não mudam os fatos e resultados. Se a sua mãe e seu pai não aprenderam a amar
quando crianças, com poderiam tê-lo ensinado, e o fato de você saber que “eles são culpados
mas não tem culpa” não alivia a dor. É obvio que a maioria dos pais quer o melhor para os filhos,
no entanto, se você tirar as vendas que seus pais puseram diante de seus olhos, poderá descobrir
que a sua infância não foi tão amorosa quanto você pensava e que seus pais, apesar das boas
intenções, foram a fonte de seus sentimentos de incapacidade de dar e receber amor de uma
forma bem sucedida. O fracasso deles em ensiná-lo a amar a si mesmo e aos outros é a doença
emocional da sua vida. Quase todo o catálogo de miséria e infelicidade humana pode ser
atribuído direta ou indiretamente a essa doença.
Agora seja objetivo, olhe claramente para sua vida amorosa. Se seus pais eram pessoas boas e
deram a você um fluir contínuo de amor incondicional, então porque você não está amando
totalmente a você e aos outros? Como é que você fracassou em aprender a lição de amor que
eles lhe ofereceram? Como é que você atrai pessoas que eventualmente rejeita e pelas quais é
rejeitado?
Todas estas perguntas e muitas outras o ajudarão a olhar honestamente para você mesmo.
Embora olhar honestamente possa ser difícil e às vezes doloroso, o primeiro passo para uma
mudança positiva é olhar para a sua vida como ela realmente é, e para a sua criação como ela
realmente foi. Somente enfrentando seus problemas de uma forma total é que você pode fazer
algo a respeito deles.
A Tragédia dos padrões de Dependência Afetiva Negativa, Amor Negativo é que continuamos
a viver o programa de autodestruição enquanto esquecemos e bloqueamos sua origem, por
que? Porque são muitos dolorosos. Uma das estratégias desse trabalho é relembrar os traços
negativos de seus pais e as cenas nas quais eles os expressaram para compreender como nos
tornamos negativos, tendo, consciente ou inconscientemente imitando-os ou nos rebelando
contra eles.
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Uma vez que os traços são relembrados e as cenas são revividas emocionalmente, é possível
escrever a história do relacionamento infantil com seus pais de uma perspectiva negativa. Isto se
toma a sua autobiografia emocional negativa. Relatar as recordações e as emoções ligadas as
cenas de sua infância ajuda a clarificar o quadro emergente das negatividades abertas e
encobertas que seus pais lhe transmitiram na forma de Amor Negativo.

LISTA DE TRAÇOS

Quando criança você imitou seus pais, e fazendo isso adotou seus traços e comportamentos
positivos e negativos em troca de atenção tanto positiva quanto negativa. Você os imitou e
adotou seus traços para “obter” amor e aprovação, dos quais necessitava desesperadamente
para se manter. Esse padrão é tão comum que tem muitos ditos populares que o reflete: “ Tal
pai, tal filho”, Filho de peixe, peixinho é”
Como parte de seu trabalho no Processo Equilibrium de Identidade você deverá identificar os
traços negativos de seus pais que você usa algumas vezes ou sempre. Uma lista com traços,
atitudes e admoestações o ajudará a clarificar seus pensamentos e as lembranças da
negatividade de seus pais. A lista inclui aproximadamente seiscentos diferentes traços, atitudes e
admoestações, tanto implícitas quanto explícitas, classificados sob uma variedade de títulos.
Não é raro encontrar várias centenas de traços, atitudes e admoestações que mamãe e papai
exibiram durante nossa infância. Se os traços deles são incompatíveis, isso causa um conflito de
vai e vem, e esse conflito por si mesmo é outra causa de confusão e instabilidade emocional.
Quando uma criança é castigada por fazer o que os pais fazem, o resultado é uma tremenda
insegurança, instabilidade e confusão. Cria-se um padrão duplo, uma mensagem dupla e um
duplo vínculo. Além das admoestações explícitas óbvias, os pais também dão aos filhos
poderosas admoestações implícitas. Geralmente as admoestações implícitas vem
acompanhando uma admoestação explícita mais inocente, por exemplo, a admoestação
explícita > olhe seus modos, carrega com ela a implicação não expressa > seus modos não são
bons! Ou >Se eu não ficar lembrando você o tempo todo, você esquecerá. A mensagem foi que
você tem uma memória ruim e é irresponsável. O encolher de ombros da mãe foi a
admoestação implícita: > De que adianta, você é inadequado e não tem jeito mesmo!
Como exemplo a lista a seguir contém cinquenta e um traços, atitudes e admoestações. Na
coluna da esquerda estão os traços de Amor Negativo e a direita estão os traços de Amor
positivo, antítese de Amor Negativo.
Nesta lista você poderá checar os seus traços de Amor Negativo e Amor Positivo. Em seguida
siga novamente toda a lista, marcando o M para os traços que encontrar para a sua mãe e P
para os traços que encontrar para seu pai.

REAÇÃO BÁSICA

A meta do processo é nos libertar do comportamento programado e compulsivo que se baseia


no Amor Negativo, este comportamento usa e abusa de nós mesmos, uma vez livres da
programação negativa, o livre arbítrio e a escolha de um comportamento apropriado serão
nossos.
Existe uma diferença entre um traço que você está usando e um traço que está usando você.
Há momentos em que o comportamento negativo é necessário e justificável, sendo apropriado
ficar indignado e agressivo, por exemplo, uma mulher ao ser atacada por um assaltante, recorre
aos seus conhecimentos de karatê e agressivamente desabilita o seu atacante, Os traços que
ela utilizou foram a justa indignação e a hostilidade agressiva.
O Padrão da dependência Afetiva Negativa promove três maneiras básicas pelas quais você
reage: adoção, rebelião e transcendência.
No caso da Adoção, você adquire totalmente os traços de seus pais, por exemplo, você pode
adotar o traço negativo “crítico” e se tornar uma pessoa autocrítica, ser crítico com os outros ou
criar situações em que os outros sejam críticos com você. Se o traço adotado é um traço de
mãe e de pai, ele é duplamente devastador e quase impossível se rebelar contra ele.
No caso da Rebelião, a adoção de um traço e a rebelião contra ele, cria um conflito de vai e
vem, por exemplo, você não gosta de um determinado traço negativo parental e de suas
consequências, então, você o reprime e age com um comportamento oposto.

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Enquanto você atua com este comportamento oposto, a voz negativa dentro de você não se
cala, você acaba dilacerado e puxado para as duas direções opostas, é o vai e vem do
conflito. Em determinada ocasião você age com o comportamento negativo adotado, mas no
momento seguinte prevalece o comportamento oposto, esta gangorra cria conflito e ansiedade
ainda maior. Ao adotar traços de cada um de seus pais para ser leal a eles, você desempenha
ambos os papéis, por exemplo, a mãe é quieta, conciliadora e nunca expressa raiva, por outro
lado, o pai é sempre hostil e agressivo, aparentemente, você pode se comportar como sua
mãe, porém a supressão da hostilidade de seu pai é como um vulcão latente rugindo dentro de
você, esperando o momento apropriado para entrar em erupção.
Na transcendência, algumas vezes você é capaz de transcender os traços negativos de seus
pais sem sentimento interior de conflito, infelizmente, no entanto, poucos traços são
transcendidos até que a Síndrome de Amor Negativo tenha sido desenraizada.

ADOTANDO OS PADRÕES

A adoção dos padrões de comportamento começa no ventre materno. Existem muitos


trabalhos escritos sobre como a psique do feto registra e adota a programação de
comportamento de ambos os pais. Depois do nascimento, o comportamento dos pais irá
reforçar o que o feto já aprendeu. A programação continua até a puberdade, quando a
criança já adotou todos os comportamentos, temperamentos e atitudes de seus pais, levando-
os com ela para a vida adulta.
Tem sido amplamente documentado que os adultos que infligem maus tratos às crianças,
sofreram a mesma coisa quando criança. Este é um exemplo bem preciso da Dependência
Afetiva Negativa. Durante o seu doloroso sofrimento, quando criança, eles devem ter prometido:
“quando crescer e tiver filhos, nunca vou bater ou ser mau com eles, como mamãe e papai são
comigo”. Raramente eles são capazes de manter esta promessa, se o fazem, o impulso
emocional compulsivo por detrás da programação é canalizado para outras formas de
comportamento destrutivo, normalmente, estas crianças se tornam adultas, tem filhos, e a
despeito das suas melhores intenções e tentativas para suprir a compulsão, acabam
maltratando e batendo nos seus filhos, enquanto eles estão maltratando os seus filhos, a sua
própria criança interior está subconsciente gritando para a mãe e o pai: “veja mamãe, veja
papai, eu estou machucando meus filhos assim como vocês faziam. Eu não estou superando
vocês. Eu não sou nem um pouco melhor do que vocês. Será que agora vocês vão me amar”?
Mesmo quando estão compulsivamente maltratando seus filhos, eles também sentem remorso,
mas assim como os alcoólatras e os viciados em drogas, eles não conseguem parar. O trabalho
de organização de apoio, como os alcoólatras anônimos, entre outros, ajuda a aliviar a culpa
paralisante e o remorso.
A causa determinante dos maus tratos das crianças pelos adultos é a Síndrome da Dependência
Afetiva Negativa. A compulsividade inconsciente de maltratar as crianças pode, então, ser
erradicada, uma vez que se dirija a causa original.
Vamos ver agora um problema menos dramático, porém igualmente mutilador. Este é o caso de
uma moça que, pelo que ela percebia , havia tido uma infância e uma vida familiar boa e
normal com pais bons e normais. O seu pai a mimava, e mais do que isto, a amava
exageradamente. Ela era a favorita dele, a filha mais querida. Esta menininha cresceu e tornou-
se uma mulher incapaz de aceitar uma relação amorosa com um homem, se o fizesse, ela
estaria permitindo que alguém superasse papai e ninguém poderia superar papai senão papai
não iria mais amá-la. Por mais que ela desejasse amor em sua vida , estava presa à necessidade
de agir de acordo com o Amor Negativo. Mesmo quando adulta, a criança dentro dela gritava:
“veja papai, eu não estou deixando ninguém se aproximar de mim ou me amar mais do que
você o fez. Eu não vou deixar que ninguém lhe supere. Eu serei sempre a sua menininha. Será
que agora vai me amar?” assim ela, subconsciente e vingativamente, se desforra do pai por ele
a ter mimado em demasia. Como adulta, ela preocupa o pai pelo fato de ainda não ter se
casado e não está fazendo dele um avô. Isso reflete na inaptidão do pai como pai e a sua
culpa por não ter sabido orientar corretamente a sua filha pelo caminho da auto realização.
Ironicamente, em razão da Síndrome do Amor Negativo em ação, até mesmo os pais bem
intencionados não conseguem vencer, por mais que tentem, sempre irão perder.

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O outro extremo é o caso de crianças que nunca se sentiram amadas nem aceitas pela mãe,
pelo pai ou por ambos. Adultos com esse tipo de histórico sempre almejam e sonham com o
amor que leem nos livros ou que veem no cinema ou na televisão. A programação da
incapacidade de amar destrói o sonho, é uma profecia internalizada, construída dentro de
você, que se auto cumpre e se realiza, tem que ser tirada para fora, senão ela irá continuar
existindo para sempre.

CÍRCULO VICIOSO

Para ilustrar os estágios de adoção de Dependência Afetiva Negativa vamos usar o padrão de
desconsideração, desapoio, desamor e seguir a trilha da lógica ilógica, da sanidade insana e do
sentido sem sentido da programação negativa.

Imagine uma situação em que sua mãe não demonstrou afeto, apoio e amor por você. Você
aprende e adota este comportamento com o objetivo de comprar o seu amor, e
subconscientemente pensa:
 Veja mamãe eu sou igual a você, incapaz de ser amado e de amar. Eu não sou melhor que
você. Eu não a superei. Você vai me amar agora?
 Você não se interessa por mim, não me dá apoio e não me ama. Eu vou espelhar o seu
comportamento e mostrar para você os seus traços negativos. Você também não gosta deles
em você, não é mesmo?
 Eu pouco me importo com o que aconteça comigo, desde que eu me iguale a você.
(vingança)
 Agora eu o fiz! Agora você nunca vai me amar. Eu me sinto culpado e envergonhado por ter
sido tão mau.
 Bem, para aliviar a minha culpa, eu posso agir de uma forma para ser sempre rejeitado pelos
outros, e assim, confirmar a programação de que eu não sou digno de ser amado. (auto
sabotagem e autopunição)
 Para manter a condição de não ser digno de ser amado, vou usar e adotar todos seus traços
negativos mamãe (ou papai), para ir contra e rejeitar minha própria essência positiva, assim
como você faz.
 Agora você me ama. Eu sou exatamente como você?

São várias conclusões importantes para se tirar de tudo isto.

a) Para ser amoroso, você precisa amar a si mesmo incondicionalmente. Todos são dignos de
serem amados. Você pode aprender a aceitar, perdoar e amar a si mesmo. A mudança é
possível. Não importa o quão preso você possa se sentir, não importa o quão negativa tem sido
a sua vida, não importa que vícios você tenha vivenciado por causa da vergonha, culpa e auto
punição. Aquilo que você sempre almejou é possível. Você pode fazê-lo acontecer.
b) De qualquer maneira, você não pode encontrar racionalmente a solução para o seu fracasso
em amar a si e aos outros. A falta de amor por si mesmo é como uma gaiola fechada e o
intelecto não é a chave. Se o intelecto é tão esperto, porque você não está bem?
c) Você pode querer evitar de olhar para si mesmo e culpar o “inconsciente” por sua
negatividade, como se ele fosse um fio pântano cheio de maldades e demônios horríveis dentro
de você, são as fonte de seus problemas emocionais. E qual foi a fonte dos problemas
emocionais deles? Foram os pais deles e assim por diante todo o caminho para trás da história
dos tempos. Neste sentido, sim – uma maçã não cai longe da árvore. A Dependência Afetiva
Negativa tem sido transmitido de geração a geração.
d) Ao mesmos tempo que uma parte de você está 'tentando” se libertar, a outra parte está
lutando contra a mudança com toda astúcia, força e engenhosidade que pode reunir. Você já
a viu anteriormente com a criança emocional negativa , que é aquela parte de você que
nunca passou dos treze anos e ainda está em Dependência Afetiva Negativa com mamãe e
papai, apesar do seu corpo e intelecto terem continuado a crescer e a se desenvolver, o seu Eu
emocional ainda se comporta como criança, porquê? Por causa do medo da mudança. É a
criança emocional negativa que resiste à mudança e ao crescimento, de fato, o seu intelecto
sabe que você será mais feliz se resolvesse seu problema, mas a criança emocional interna está
programada para permanecer negativamente enamorada de seus pais.
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e) Frequentemente as pessoas não estão prontas para consertar suas vidas, até que estejam tão
embaixo que só precisam esticar-se para alcançar o fundo, aí então, o desespero toma um
impulso para a mudança, por outro lado, se você sabe quais são os seus problemas e tem as
ferramentas necessárias e o poder para resolvê-los, é bastante razoável libertar-se. A vida é
maravilhosamente completa sem o Amor Negativo e a Dependência Afetiva Negativa. A
mudança é possível, porque os comportamentos de Amor Negativo são seus somente por
adoção, na verdade, eles não são seus, não são inerentes a você. Se você aprendeu a se fazer
miserável e infeliz, com a assistência correia você pode aprender a se tornar feliz. Pois o que foi
negativamente aprendido, pode ser desaprendido.
f) A verdadeira programação de Amor Negativo está normalmente abaixo do nível de
consciência, e as pessoas não podem ser ordenadas, influenciadas ou persuadidas para que
saiam dela. A tentativa em fazê-lo, simplesmente causa mais conflito e confusão. A modificação
do comportamento por si mesmo não chega na causa e tem vida curta.

INTEGRAÇÃO AMOROSA

O objetivo específico do processo de Identidade é reeducar a criança emocional interior, de


maneira que ela se sinta segura e alegremente queira, por sua própria vontade, deixar a
programação negativa e, literalmente crescer e unir-se ao Ser espiritual e ao Ser intelectual
positivo, recentemente reeducado, em harmonia integrada. Quando essa trindade recém
amadurecida junta-se ao corpo físico e toma-se um caminho quádruo integrado e amoroso, o
indivíduo está livre para agir, pensar, sentir, e principalmente, amar sem nenhum conflito ou
inibição. A falta de integração da quadrinidade é tão comum que a maioria das pessoas supõe
erradamente que a divisão é natural. Ela não é, o caminho quádruo, “ a quadrinidade”
integrada – corpo, espírito, intelecto e emoção é a maneira como você foi criado para e pode
ser.

AMOR E LIBERDADE

Depois de estar livre da programação do Padrão de Dependência Afetiva Negativa dos pais,
que o mantém fragmentado, não existem mais questões ou dúvidas sobre qual parte de você
está governando sua vida, existe apenas você agindo, sentindo e sendo amor.
O amor é o grande libertador, amando você ama a pessoa que você é e pode dar esse amor
aos outros – você conquista uma liberdade desconhecida. Você pode mudar. É possível
reaprender a amar a si mesmo e aos outros, não importa o quanto você tem sido não-amoroso
ou não amado. Nunca é tarde demais para alcançar um estado de amor, primeiro você precisa
ter bem claro o que é o amor e o que ele não é, e assim destruir os bloqueios e resistências
através de reeducação e aprendizado.
Sob a superfície da negatividade humana há um diamante perfeito, a essência, o que você é
realmente. Removendo a sujeira incrustada no diamante, o eu amoroso real pode ser liberado. É
a nossa essência, nosso verdadeiro ser espiritual perfeito.

ENCARANDO A VERDADE

Neste processo de identidade nós não lhe pediremos para acreditar neste eu amoroso, nós o
ajudaremos a vivenciá-lo no seu interior, cada um da sua própria maneira. Esta é uma
oportunidade que você terá ao fazer o seu trabalho.
Como adulto, você não precisa fugir nem fazer de conta que o medo e a dor não existem.
Encarando a verdade você pode se libertar da programação negativa. Ninguém pode tocar
com uma varinha mágica em sua cabeça e fazer tudo ir embora. É você quem deve fazer os
trabalhos do processo. Não existem fadas-madrinha. O único herói é você. Com orientação e
ajuda, você pode se ajudar, a questão é: quem está no controle do seu destino? Mamãe papai
e seus traços, atitudes e admoestações, ou o seu eu real? A questão não é tão complicada ou
invencível como pode parecer. Na verdade é simples, apesar de não ser fácil. Mas o resultado
final tem sido recompensado com uma vida de amor e harmonia.

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O TIPO VÍTIMA

Vamos analisar a postura de vítima, como um modelo comportamental e não como um estado
permanente. Eu não acredito que alguém nasça e morra “vítima”, mas sim que se comporte
dessa maneira com algum propósito, consciente ou inconsciente, durante determinado
período.
A vítima alimenta a crença de que o mundo é responsável por tudo que acontece com ela, o
chefe é culpado pelas horas extras que precisa fazer, o professor é o carrasco que a fez tirar
notas baixas, a colega de trabalho não entregou a tarefa a tempo, e isso atrapalhou o seu dia
com urgências desnecessárias, as pessoas convocadas para a reunião não colaboraram e o
encontro foi completamente inútil, o marido nunca ajuda nas tarefas e sempre deixa tudo para
ela.

A vítima também tem sua “tríade”, que sempre aparece com três constantes:

 Reclamações eternas – Qualquer acontecimento é motivo de queixa. A vítima sempre


lamenta e tem certeza de que, se alguma coisa puder dar errado, dará mesmo. Você deve
conhecer pessoas que proclamam constantemente: a vida é uma droga, o emprego é ruim,
ninguém as ajuda, a sorte não está do lado delas.
 Terceirização da culpa – A vítima nunca faz nada errado. A ação está sempre fora do seu
controle. A responsabilidade cabe aos outros. Ela é sempre perfeita para apontar culpados,
mas raramente olha o próprio umbigo e enxerga seu papel no processo.
 “Banco de dados” de justificativas – A vítima age como um computador programado para
achar uma desculpa para qualquer coisa que dê errado: eu não fiz a chamada porque o
telefone estava sempre ocupado, ninguém me disse que isso poderia acontecer ou só
chequei essa parte não me pediram que visse o resto.
O comportamento da vítima é o comportamento do responsável. Esse modelo conduz ao
comando da situação. Você assume o fato de que as coisas que acontecem em sua vida
estão diretamente relacionadas às suas ações e a seu comportamento, ou seja, ao que fez ou
deixou de fazer.
A “tríade' do tipo responsável também tem suas constantes:
a. Eterna escolha – O tipo responsável escolhe ser o verdadeiro dono de sua vida. Prefere
ganhar mais tempo, decide fazer o importante e não o circunstancial, ignora o que não
pode ser mudado e foca o que deve ser melhorado. Acredita que sorte é para os
amadores e se dedica à conquista do próprio sucesso, graças a suas escolhas e decisões.
b. Análise do próprio umbigo – O tipo responsável pede demissão do cargo que o ser humano
assume ao nascer – o de “diretor do umbigo alheio” - e prefere o cargo de “diretor do
próprio destino”. Tenta resolver as situações pela seguinte ótica: O que posso fazer para
evitar essa urgência? O que poderia ter feito para obter melhores resultados? Como
poderia ter delegado tarefas de modo mais eficaz?
c. “Banco de dados” de soluções – O tipo responsável não traz nem faz parte do problema,
pois se torna ou encontra a solução, entende que, se surgir alguma dificuldade, estará em
suas mãos a tarefa de encontrar a solução. Prefere pensar na melhor alternativa e não
perder tempo reclamando nem tentando apontar culpados.
O termo 'responsabilidade” poderia ser definido pela junção dos termos “responsável' e
“habilidade”, em outras palavras, seu tempo é determinado por sua habilidade (e não a
terceiros nem as circunstâncias) de fazer escolhas. Administrar o tempo pessoal nada mais é
que fazer as escolhas certas para viver na esfera da importância, reduzir as urgências e
praticamente eliminar as circunstâncias.
A adoção do comportamento de vítima ou da postura responsável, é obviamente escolha sua.
Você não nasce vítima nem fica assim para sempre. Esse tipo pode até mesmo existir e se
manifestar, mas está na hora de privilegiar o comportamento responsável. Comece pela
tentativa de assumir o controle de sua vida.
Experimente ficar um dia inteiro (hoje, por exemplo) sem reclamar de nada. Se acontecer
alguma coisa, tente colocar-se no papel de responsável, faça uma escolha importante para
viver o dia de hoje, se precisar de atenção, procure os amigos (que em geral são verdadeiros, e
não apenas agradáveis) em vez de pessoas que sintam pena de você. Escolha viver o
importante a partir de hoje.
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Escolha ser feliz, escolha sair de um relacionamento que não terá futuro, escolha arriscar-se
mais, organize-se, obtenha mais tempo. Escolha fazer a diferença para você e para o mundo.
Escolha viver seu tempo com sabedoria. Se você ficar no pale de vítima, não haverá estratégia
de administração de tempo que funcione. Pense um pouco nisso antes de continuar e perceba
a diferença e o impacto que a responsabilidade pode trazer a seu tempo.

TELA MENTAL : O que você faria diferente da próxima vez

Passo 1. Visualize o que você quer mudar ou melhorar ( como é hoje)


Imagine que você é um diretor de cinema e vai revisar uma cena para melhorá-la: Se veja
numa grande tela mental fazendo o que você quer mudar ou melhorar, lembrando a última
vez que você teve o comportamento a ser melhorado.
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Passo 2. Decida o que você quer mudar ou melhorar


Após a visualização de si, identifique e decida o que você quer mudar e melhorar, se
necessário busque modelos externos (o que alguém que você admira muito faria em seu
lugar?)
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Passo 3. Edite o filme alterando tudo o que você decidiu


Se veja novamente no filme fazendo diferente desta vez. Crie as suas falas mentalmente, se
vendo na tela o tempo todo.
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Passo 4. Entre no filme e se transforme nesta pessoa
Entre no filme mental como se o fato estivesse acontecendo agora, e veja tudo o que você
veria através dos seus olhos, ouça tudo o que você tiver de ouvir, e principalmente sinta dentro
de você todas as sensações que você quer sentir quando estiver fazendo de forma diferente o
que você deseja.
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Passo 5. Crie uma conexão com o futuro


Pense no seu futuro próximo quando você quer ter este novo comportamento ou atitude e
imagine este momento
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METODOLOGIA PARA GERAR ESTADOS DE FELICIDADE, ALEGRIA E GRATIDÃO

ALTO ASTRAL - Porque vale a pena viver?

1. Quais são as coisas que deixam você feliz em sua vida? Como você se sente com relação a
estas coisas? Ou o que te deixa grato? Ou o que te deixa abundante?
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2. O que faz você se sentir motivado (a)? Como você se sente com relação a estas
coisas?__________________________________________________________________________
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3. O que deixa orgulhoso (a) como você se sente com relação a estas
coisas?__________________________________________________________________________
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4. Quais os acontecimentos pelos quais você é grato (a) em sua vida? Como você se sente com
relação a estas coisas?
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5. Quais as coisas que pertencem a você? Como você se sente com relação a estas
coisas?________________________________________________________________________
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6. Quais foram suas conquistas? Como você se sente com relação a estas coisas?
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7. Quem você ama? Quem ama você? Como você se sente com relação a estas coisas?
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8. Como você se sente com relação a isto ?
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9. Como você se sente por saber que pelo menos você tentou ?
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O SISTEMA FAMILIAR

Desde o útero até a puberdade, nossos pais e pais substitutos (mesmo que não tivessem culpa)
nos influenciaram, programaram e controlaram. Agora, vamos examinar a interação de sua
família inteira e ver como lhe ensinaram a ser perante o mundo.
Como era, ou ainda é, o sistema de comportamentos, crenças e padrões de Amor Negativo de
sua família. A forma como mamãe e papai se relacionava um com o outro e com você e seus
irmãos, se tomou a sua forma de se relacionar com você e com os outros. A maneira de amar e
de viver deles se tornou sua através da adoção. Os conflitos de mamãe e de papai se tornaram
os seus conflitos. Os defeitos deles se tornaram os seus defeitos. A cegueira deles se tornou a sua
cegueira.

CENÁRIOS FAMILIARES

Se você nunca aprendeu a confiar nos seus pais ou se eles não tinham confiança em você,
então, nunca aprendeu a confiar em você mesmo ou nos outros. Quando éramos crianças, nos
ensinaram a depender de mamãe e papai para todas as nossas necessidades. Se eles nos
traíram por não terem suprido as nossas necessidades amorosas emocionais, quando nos
tornamos adultos ficamos presos entre querer – necessitar deles e nos ressentir deles. A maioria
de nós passa pela vida procurando pela mamãe e pelo papai amorosos e dignos de confiança
que precisávamos e queríamos, mas que não tivemos. Este conflito destrói os nossos
relacionamentos, mesmo que uma parte nossa deseje amor e queira se abrir, quem vence no
final são as programações automáticas da nossa infância, não conhecendo nada melhor, nós
adotamos o sistema familiar e internalizamos a programação e a negatividade de nossos pais,
por causa do Amor Negativo.
Quando remontamos velhos cenários familiares na nossa vida atual, o resultado final é que os
deparamos com rejeição, infelicidade, solidão e insegurança. Do ponto de vista intelectual é
obvio que nossos pais, assim como nós, tem culpa, mas não são culpados. Mas desde quando o
intelecto pode modificar o comportamento emocional negativo? Se o intelecto fosse tão sabido
e tivesse todas as respostas certas, certamente nós estaríamos muito bem.

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O cenário familiar da sua infância criou camadas de mentira, fingimento, padrões e programas
de Dependência Afetiva Negativa – Amor Negativo, estas camadas podem ser descamadas,
você pode ser livre, você pode redescobrir sua própria beleza, sua perfeição e sua amorosidade.
Os filhos dos mesmos pais, não se transformam no mesmo tipo de pessoa, até mesmo os gêmeos,
há várias razões para isso, o sistema familiar muda a medida que o tempo passa. Pais novatos
com apenas um filho são diferentes dos pais que eles se tornam após um segundo ou terceiro
filho.

TRANSFERÊNCIA

Que traços de mamãe e papai você manifesta em suas relações amorosas? Você atrai tipos
parecidos com papai e mamãe, ou projeta o comportamento materno e paterno ao seu
parceiro? Isto recria o sistema familiar e o horror da Dependência Afetiva Negativa. A projeção
dos nossos pais em nosso parceiro, nas autoridades, no patrão, nos amigos ou no terapeuta é
conhecida como transferência, isto é uma resistência, e cria situações de conflito e rejeição, e é
um dos maiores entraves ao crescimento.

LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA

Você agora sabe a natureza e a fonte de seus problemas. A seguir você precisará olhar mais
atentamente para algumas das consequências do Amor Negativo, da Dependência Afetiva
Negativa em sua vida. As perguntas a seguir irão despertar a infância adormecida e
desencadear lembranças antigas que você pensa que esqueceu.

Auto resistência e medo de saber podem dificultar relembrar sua infância. Você pode até
mesmo acreditar que é impossível fazê-lo. Novamente, nada poderia estar mais longe de
verdade.

Qualquer coisa que nos influenciou deve ter permanecido em algum nível e pode ser trazida de
volta à consciência com as ferramentas adequadas. Não somos prisioneiros de nosso
inconsciente. Tudo que precisamos saber para compreendermos como e porque nos tornamos o
que somos, está disponível e podemos acessá-lo, felizmente, uma vez conscientes, os padrões
de Amor Negativo podem ser trabalhados e eliminados, não importando o quão profundo eles
estão enraizados e escondidos
Dos textos a seguir você poderá tirar o máximo de benefícios. Tendo lido cada pergunta,
dedique alguns momentos para pensar em sua resposta, anote suas observações e as cenas
recordadas, pois isto será uma grande ajuda para não perder a clareza de seus primeiros
pensamentos e ver como tudo isso reflete em sua vida. Para fazer isso poderá usar um caderno,
que será o seu “livro de bordo do processo”, às vezes será difícil, doloroso e desencorajador ver
como você está vivendo realmente, no entanto, o auto exame é a única maneira de confrontar
os problemas e aprender o que fazer com eles.
Quando estiver fazendo esta autoanálise, você será tanto participante quanto observador, ou
seja, você estará se observando e sendo observado enquanto rememora suas lembranças e
sentimentos. Você vai entrar em contato com a realidade das experiências de sua infância – os
padrões de comportamento serão identificados, bem como a sua origem no sistema familiar,
para então serem desenraizados e superados.

Permaneça neste espaço e permita-se continuar lembrando das cenas, situações e experiências
de sua infância em seu sistema familiar. Conecte-se com a emoção desses momentos e
permita-se sentir de novo a infelicidade e a dor do passado.

Respire profundamente algumas vezes e relaxe . Quando você relaxa, o corpo se solta, a
respiração se aprofunda, sentimentos, sensações e emoções se acalmam, a mente se aquieta e
a alma fica em paz. Neste espaço de paz você se sente forte, expansivo, à vontade consigo,
você sabe que está sendo acolhido e apoiado. Agora permita que sua mente volte às
lembranças de sua infância e do sistema familiar.

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EXERCÍCIOS DE REFLEXÃO I

Sua família e você:


Agora, leia com atenção as perguntas a seguir. Não se apresse . Não é preciso fazer tudo de
uma só vez. Se você tiver problemas em lembrar de situações vividas em sua infância e no
sistema familiar, não se detenha, pule para outra pergunta. Você poderá se lembrar de
alguma situação que irá “puxar” outra, e as lembranças reprimidas irão então fluir até a sua
consciência. Logo você compreenderá isto, e terá uma experiência surpreendente ao se
conhecer mais e melhor. Isto será importante em seu trabalho.
1) Visualize e sinta-se na barriga de sua mãe. Você realmente estava sendo desejado pela sua
mãe e pelo seu pai? Ou foi concebido porque ter um bebê era “ uma coisa que tem que
fazer”, ou você foi um acidente?
2) Quando nasceu, você era do sexo errado? Você foi adotado?
3) Você se sentiu consistentemente amado e aceito pela mamãe e pelo papai, ou eles
estavam ali, mas não estavam realmente disponíveis? Ou você foi literalmente ou
psicologicamente abandonado? Você foi abandonado através do divórcio ou da morte?
4) Quem era? O obediente, o submisso, o tristonho, o doentinho, o zangado, o rebelde, a
vítima, o mártir, o dedo duro, o salvador, o mau menino, a garota problema, o palhaço, o
delinquente, aquele que pedia atenção negativa, aquele que aprontava, aquele que
ajudava, a mãe ou pai substituto para você ou para seus irmãos.
5) Qual era a maior preocupação na sua família? Dinheiro, trabalho, sucesso, status, havia
interesse em posses materiais, fama ou poder? O que era mais importante? Educação,
aparência, saúde, sexualidade ou a anti sexualidade, alimentação, limpeza.
6) Como eram as mensagens não verbais e o comportamento? Por exemplo “ sorria sempre”!
“não fique de cara fechada”, “esconda seus verdadeiros sentimentos” “você recebia olhares
atravessados?” Como é que você se sentia?
7) A sua família era aberta? Eles realmente se comunicavam e escutavam uns aos outros? O
que transmitia a linguagem corporal deles ? Eles eram tensos, controlados? Depois que você
deixou de ser um bebê, você se lembra quando sua mãe e seu pai te abraçaram e disseram
que o amavam muito? E se eles disseram que amavam, você realmente sentiu que era
amado?
8) Qual era o clima e os subentendidos na sua casa ? Qual era a atmosfera que seus pais
criavam em casa? Mamãe e papai fizeram uma aliança com você e os outros filhos para que
ficassem do lado de um ou de outro? Sua mãe colocava você e seus irmãos contra seu pai?
Seu pai colocava você e seus irmãos contra sua mãe? Havia uma divisão entre os filhos, um
da mãe outro do pai, causando um conflito interminável? E hoje, em sua vida, fazer alianças e
tomar partido representa um problema para você?
9) Como seus pais agiam quando estavam zangados? Qual era o clima de negatividade em
sua casa? O que você fazia quando sentia raiva do seu pai e da sua mãe?
Permita-se lembrar uma cena específica, onde a raiva era o traço que estava sendo exibido
pelos seus pais. A raiva dos seus pais era explícita? A sua família gritava e berrava? O que eles
faziam com a raiva deles e como você reagia? Eles encobriam, suprimiam e abafavam a
raiva com um sorriso? Eles eram autênticos ou falsos? Mamãe e papai demonstravam a raiva
da mesma maneira ou de maneiras opostas? Procure lembrar de uma cena onde você
estava com raiva da mamãe ou do papai, qual era o motivo? Experimente de novo o que
você sentiu.
10) Como sua família se comportava quando estava infeliz ou deprimida? Eles falavam sobre
isso? ? Eles expressavam e colocavam os seus sentimentos diretamente? Ou era tudo
escondido, secreto e ignorado?
11) Quem era a figura de autoridade, o patrão em sua família? Quem tinha o poder, a
autoridade e o controle? O que acontecia quando a autoridade dos pais era desafiada, se é
que era desafiada?
12) Os seus pais eram centrados e estáveis ou eles corriam de um lado para outro igual barata
tonta? Como eles reagiam quando surgiam problemas inesperados, com ansiedade e medo?
Com equilíbrio, ou eles entravam em pânico? Eles ficavam paralisados? Eles se distraíam com
tarefas sem importância?

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13) Como sua família se comportava quando você ficava doente ou quando eles ficavam
doentes? Você aprendeu que se fingir de doente era a única maneira de conseguir atenção
negativa? (se foi assim, então você deve ter passado a sua vida inteira se fingindo de doente,
para conseguir atenção e apoio).
14) Quem era a vítima ou o mártir no sistema familiar de sua infância? Como é que você joga
com estes traços hoje em dia? Você gosta do resultado quando você usa o traço de
“coitadinho de mim”?
15) Como era a casa que você viveu até a puberdade? Ela era limpa, confortável, segura e
aconchegante? Ou era uma bagunça, um pardieiro? Ou talvez fosse esterilizada igual a uma
enfermaria onde não se permitia ter nada sujo?
16) Como sua família se relacionava com o dinheiro? O dinheiro era a causa de muitas
preocupações na sua infância? Seus pais falavam constantemente sobre dinheiro? Era o
assunto principal na vida deles? Eles lidavam com dinheiro de uma forma realista? Eram
esbanjadores ou mesquinhos? Eles brigavam, reclamavam ou resmungavam por dinheiro? Ou
nunca falavam sobre isso? Como eles lidavam com dinheiro? Eles tinham problemas
financeiros? Ao observar cuidadosamente como seus pais lidavam com dinheiro, você terá
dicas sobre os seus próprios conflitos e frustrações com dinheiro atualmente em sua vida.
17) Como eram as interações e a comunicação na sua família? Como eram as
demonstrações de afeto em sua família? Como as pessoas em sua família reagiam diante do
contato físico, se é que existia algum? Sua mãe e seu pai manifestavam fisicamente carinho
um com o outro, se tocando, se abraçando, se dando carinho realmente? O que você
aprendeu com eles sobre demonstrações físicas de amor e carinho? Como era a
comunicação em sua casa? Você tem ideia sobre que assunto eles falavam, se é que
conversavam? Quem dominava a conversa? Quem nunca falava? Sua mãe e/ ou seu pai
eram calados, fechados e mortos?
18) O que seus pais faziam quando você ou seus irmãos se comportavam mal? Como você e
seus irmãos eram castigados? Você tinha que ouvir um sermão, ou você levava um tapa, uma
palmada, um soco, um pontapé ou uma surra? Você recebia um castigo com mão de ferro
fazendo com que você se sentisse rejeitado? Ou nunca foi castigado e assim aprendeu que o
comportamento negativo vale a pena? Sua mãe e seu pai usavam a disciplina da mão de
aço coberta pela luva do amor, ensinando-o a distinguir o que é certo o que é errado, de tal
forma que você podia aceitar um castigo justo sem se sentir rejeitado, magoado ou
abandonado?
19) Quando nascia mais um filho, um neném, seus pais o faziam se sentir que era o nosso
neném, ou era o neném da mamãe e do papai? Você se sentiu deixado de lado, rejeitado e
inseguro com a chegada de um novo irmão ou irmã? Até ontem, era você que ficava no colo
da mamãe e do papai, e agora, outra pessoa tomou o seu lugar, o resultado disso é a
rivalidade entre os irmãos.
20) Como foi que a ordem do nascimento dos irmãos o afetou? Como foi ser o filho mais
velho, o filho do meio ou o filho mais moço? Os seus pais davam força à rivalidade entre
irmãos? Você foi filho único? Como era ser filho único? A rivalidade entre os irmãos é um
crime, pois, biológica e fisiologicamente, as pessoas mais próximas de você na sua vida são
seus irmãos e suas irmãs, pois eles são, por assim dizer frutos da mesma árvore? Eles também
vieram da mesma fonte? Você é mais igual aos seus irmãos, biológica e fisiologicamente, do
que de papai e de mamãe, pois você e seus irmãos são uma mistura de ambos? No entanto,
a maioria das pessoas foi tirada de uma relação amorosa, positiva e consistente com os seus
irmãos?
21) Como eram os dias especiais na sua família? O natal e os aniversários eram
comemorados? Estes dias eram considerados uma dor de cabeça necessária ou eram
experiências de amor? Como você se sente hoje, nestes dias especiais?
22) Quando você trazia o boletim para casa, como era recebido? Era uma experiência feliz?
Era a maneira pela qual você comprava a aprovação dos pais? Ou era uma ocasião cheia
de apreensão e medo da crítica e julgamento? Você correspondia às expectativas dos seus
pais ou você, por vingança, se rebelava e ganhava notas baixas para aborrecê-los, e assim,
prejudicava o seu próprio desenvolvimento nos estudos?

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23) Você gosta de estar com sua família? Era divertido, cheio de amor, alegre, real? Ou era
deprimente e todos se sentiam solitários, anestesiados, mortos? Ou não era nada? Como foi
crescer na sua família? O que você aprendeu sobre a vida em família? Mamãe é a modelo
para as mulheres e papai o modelo para os homens? A maneira como você se relacionou com
eles, quando criança, é como se relaciona hoje em dia com as mulheres, os homens, os
cônjuges, e com seus filhos?
24) Mamãe e papai faziam companhia a você com amor e interesse? Ou pensavam neles
primeiro? Seu pai e/ ou sua mãe trabalhavam fora? Como é que você se sentia ao chegar em
casa, numa casa vazia? Papai era um tirano? Ou ele deixou que mamãe castrasse você? (veja
que modelo de pai você teve!). Sua mãe e seu pai o deixavam sempre com uma babá? A
televisão estava sempre ligada? Alguns programas eram mais importantes que você? Você foi
humilhado por eles na frente de amigos ou de estranhos? Quem tinha medo de quem na sua
família? Papai tinha medo de mamãe ou mamãe tinha medo de papai? Você tinha medo de
um deles ou dos dois? Você tinha medo dos seus irmãos? Ou você aterrorizava seus pais e seus
irmãos? Como você era aterrorizado?
25) Você era a criança perfeita com a qual mamãe e papai ficavam abobados? Se era, você
está sempre tentando provar o seu valor e viver à altura da expectativa deles? Se eles não
foram abobados por você e você não se rebelou, você ainda está tentando ser alguém
excepcional para conseguir aceitação, aprovação e amor dos outros? Seu pai e/ ou sua mãe
eram alcoólatras, fumantes ou viciados em drogas? Ou eles eram hipocondríacos e sempre
tomavam remédios por qualquer motivo? Como você é hoje?

EXERCÍCIOS DE REFLEXÃO II

Sexo e sexualidade
1) Como eram as atitudes sexuais na sua família? Como sua mãe se sentia sobre sexo? Como
seu pai se sentia sobre sexo? Você podia sequer imaginar que eles tinham sexo? Existia
fidelidade sexual? Eles tinham casos secretos? Havia incesto? Você foi molestado sexualmente?
2) Qual era o conflito sobre sexo? Os seus pais falavam com você sobre sexo? Eles mostravam o
sexo como uma coisa sadia, limpa e bonita? O sexo era uma parte amorosa e alegre na vida
deles, adequada para se falar, ou era uma coisa escondida, suja e que provocava ansiedade?
Eles faziam com que o sexo fosse algo para se ter medo? A mensagem era “faça o que quiser,
mas não se deixe apanhar”?
3) Sexo era um dever? Algo para se ter ressentimento do marido ou da mulher? Alguma coisa
que dava dor de cabeça? Algo que moça direita não faz? Algo que era pecado, a não ser
depois de casado?
4) Se você é homossexual, como é que as atitudes de seus pais afetam seu estilo de vida? Você
tem vergonha de ser homossexual? Você vive ou viveu uma vida dupla, escondendo o que
era? Você pode até estar lutando para suprir a sua homossexualidade só para agradar a eles,
se isto for assim, o resultado final é tensão, ansiedade, depressão.
Quaisquer que fossem as mensagens sexuais na sua infância, você, provavelmente, as trouxe
até sua vida adulta (ou se rebelou e continua a se sentir em conflito). Veja como você recriou o
sistema familiar nos seus relacionamentos sexuais.
5) Seus pais tinham a vida sexual que queriam? Eram capazes de dar prazer um ao outro, com
uma mistura de paixão, ternura e amor? O sexo era uma parte regular e alegre de suas vidas,
ou uma obrigação que cumpriam relutantemente por dever?
6) Como seus pais se sentiam quanto à própria sexualidade? Seu pai era seguro de sua
masculinidade, ou constantemente tinha que provar a si mesmo através de conquistas e casos
amorosos? A sua mãe estava segura de sua feminilidade, ou necessitava constante afirmação,
quanto ao fato de ser uma mulher sensual e atraente?
7) Como foi a sua educação sexual? Seus pais conversavam sobre sexo com você? Eles foram
capazes de dar-lhe informações claras e confiáveis sobre as mudanças no seu corpo quando
você se tornou adulto fisicamente? Eles trataram as suas perguntas e medos de forma
compassiva e segura? Eles dividiram com você a alegria de tornar-se adulto com eles? Eles lhe
proporcionaram a maturidade emocional necessária para prepará-lo para a sexualidade
adulta?

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Você podia discutir francamente os problemas sexuais com sua mãe e seu pai? Filhos de pais
sexualmente confusos, assustados, ignorantes, defensivos ou puritanos, tem duas opções
insatisfatórias, podem adotar as atitudes imaturas e pouco saudáveis dos pais, juntamente com
a sua inabilidade ou ignorância quanto ao sexo e sexualidade, ou podem se rebelar contra o
exemplo da mãe e do pai, tentando se libertar de sua influência, enquanto escondem o conflito
que inevitavelmente se segue a tal rebelião, de qualquer maneira, o resultado é uma vida sexual
incompleta, não realizadora e falsa.

FEEDBACK DO APRENDIZADO

1. O que você conclui ou aprende com isto?


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2.Perguntas para gerar aprendizado, análise e avaliação.


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3. O que você aprendeu com esta experiência?


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4. O que você pode fazer de diferente da próxima vez ?
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5. O que você conclui sobre o que aconteceu?


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6. Quais foram os aprendizados deste evento?


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7. Que resultados você deseja ter na próxima vez?
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