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Primeira Temporada

“Magia”
Base Introdutória
Primeira Temporada – A MAGIA – Lição 1 –

O que é Magia? – Conceitos Preliminares

A palavra “Magia” etimologicamente se originou da língua pérsica da termologia “Magh” ou comumente os


Antigos Alto Sacerdotes do Fogo da Religião Mágica da Pérsia (atual Irã) – o Zoroastrismo, do qual
chamavam-se Magis e toda prática oculta efetuada por tais sacerdotes era chamada de Magia, sempre
recheada de segredos e mistérios a Magia sempre esteve em todas as Culturas existentes do Planeta. A
palavra "magia" provém do persa magus ou magi, que significa "sábio". Da palavra magi, também surgiram
outras tais como magister, magista, "magistério", "magistral", "magno" etc. Sob diversos nomes foi praticada e
ainda o é até hoje. Chamada de Arte Real, Ciência Mágica, Filosofia Oculta e Religião dos Mistérios ao
longo dos Séculos.

Magia é a Ciência e a Arte de provocar mudanças de acordo com a Vontade, diz o Mago inglês Aleister
Crowley. Magia é a Ciência e a Arte de provocar mudanças na Consciência de acordo com a Vontade, diz a
Ocultista Britânica Dion Fortune, Magia é a Tradicional Sabedoria dos Segredos da Natureza vos legada
pelos Magos e Sacerdotes, diz o Ocultista Eliphas Levi do séc. XIX - Magia é a Ciência dos Magos. Magia é
a Sabedoria Universal, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o
homem e a mulher, criando, assim, um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento
integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si
mesmo e sobre a natureza.

Magia é o ato ou efeito de encantar, dar vida a realidade, é mudar as probabilidades. É o Sanctum Regnum
(Santo Reino) em suas Leis Universais, é a aplicação da vontade para a Ascenção Espiritual, é o Mistério do
Conhecimento Sagrado (Gnose), é a Estrela Guia dos Alquimistas e Magos, é a Alma do Mundo. Em toda
essa literata e poética forma de conceituar a magia, lidamos com o fato de que a mesma está fundamentada
nos Pilares da Sabedoria Antiga, presente em todas as Civilizações, desde o Egito, a Babilônia, a Grécia,
Roma, a Suméria, a Acádia, os Hititas, os Etruscos, os Persas, os Hebreus, os Indígenas, a Índia, a Itália, a
China, o Japão, os Maias, Incas e Astecas, Toltecas, Havaianos, Africanos, Europa com os Povos Celtas,
Islandeses, Nórdicos, Alemães, Russos, assim como o Oriente com os Tibetanos, Nepal, Camboja, e
outros.

Seus axiomas são o Saber, Querer, Ousar e Calar – em analogia as quatro formas da Esfinge – Águia, Leão,
Boi e Homem em correspondência com os Elementos Primordiais – TERRA, FOGO, ÁGUA E AR. E
todo Mago ou Maga (Magister) compreende que tais preceitos são preenchidos de mistérios que precisam
ser experienciados para poder alcançar a Verdadeira Vontade, a Disciplina do Oculto.

Compilação por Valentin L.Petrovsky – Presidente e Fundador da Ordem Sabersófica. Bibliografia –


Dogma e Ritual de Alta Magia, de Eliphas Levi, Ed.Pensamento. Curso de Magia de R.R. Abraham.
Em seu arsenal de definições encontramos a Magia sob diversas formas conceituais, segue abaixo as
definições mais profundas ou fundamentais da Magia, que é a Primeira Temporada de Mistérios de nossos
estudos:

A Magia como um DOM, esta definição afirma que a Magia é o dom de lidar com o mundo sobrenatural,
místico-espiritual, fazendo da mesma um Mago ou Maga natural, capaz de dobrar a natureza e seus
elementos com sua ligação espiritual com os Deuses, Ancestrais ou mesmo por possuir essas capacidades
herdadas de Vidas Passadas, ou de forma Hereditária do qual foi preparada para recebê-las por sua
Linhagem ou Tradição. Daqui é que surge a afirmação de que Bruxa ou Mago se nasce, e também o
conceito de que a Magia seria um Dom Genético passado de Pai pra Filho ou de Mãe pra Filha, etc.

A Magia como ARTE, esta definição nasceu das classes nobres dos diversos reinos e civilizações antigas,
assim como aos praticantes da Baixa-Magia nas Civilizações do passado que fazia da Magia um Ofício, ato
ou efeito de usar esse conceito para uso na Feitiçaria, Bruxaria Local, ou Religião Tradicional, tal conceito
mais tarde foi difundido na Alta-Magia no que concerne a Magia Cerimonial, do qual fazer Magia dependia
do Ofício da construção de Instrumentos Mágicos e que posteriormente com a ascensão dos governos
tornou-se exclusiva da Nobreza Aristocrática, das Cortes Reais, dos chamados escolhidos, sendo chegada a
ser chamada de a Arte Real, já que grande parte da nobreza possui uma alfabetização, dando corpo a
Tradição Mágica Literal do Ocidente, assim como pelos efeitos encantadores e fantásticos que fazia;

A Magia como CIÊNCIA, esta definição confere a Magia um Titulo de Ciência (Scientia –
“Conhecimento” do Latim), capaz de desvendar os mistérios da existência, do universo, da natureza, do
ser, da Divindade, da Metafísica das coisas, assim como de criar as primeiras bases de uma Sociedade
Organizada seja numa Tribo, Clã, Cidades, Campos, etc... Criando técnicas, fórmulas, estudos, filosofia
contemplativa << Metodologia Científica de Observação dos Fenômenos da Realidade >>, formando um
corpo de doutrinas secretas que posteriormente ficaram conhecidas no ocidente sob diversas matérias que
deram corpo as antigas escolas acadêmicas, de ofício e mistérios: a Matemática Sagrada, a Astrologia, a
Astronomia, a Agricultura, a Navegação, a Escrita, a Religião, a Tecnomagia (Engenharia de Construções
diversas), a Alquimia, a Cabalah, etc...

A Magia como FILOSOFIA OCULTA, esta definição conceitua a Magia como um modo de pensamento
e realidade invisível, estilo de vida e reflexão espiritual, dando também origem do termo Ocultismo (do
latim Occultus – “Clandestino, escondido, secreto”) e nasceu como termo pejorativo em meados dos Séc.
XV na Idade Média quando a Magia entrou em período obscurantista devido a ascensão da Religião Oficial
(Cristianismo Católico Apostólico Romano) em Roma na Europa, levando milhares de pessoas ao
Dogmatismo, Fanatismo e Mortes na Inquisição que durou praticamente dois milênios, antes do Séc. XV
(Período Medieval) esse termo Filosofia Oculta já existia entre os Gregos, Persas, Egípcios, Babilônicos
entre outras civilizações, como podemos observar com a Filosofia Hermética (do qual voltou na época
renascentista com bastante força), os Pitagóricos, as Ordens Platônicas, o Neoplatonismo posteriormente,
os Pré-socráticos, os Filósofos Teosóficos, algumas comunidades Gnósticas, entre outros.

A Magia como MÍSTICA/RELIGIÃO, esta definição conceitua a Magia como caminho espiritual para a
Ascensão aos Mundos Superiores, a princípio foram formados por segmentos mágicos ocidentais quanto
orientais que estudavam a filosofia oculta (magia) sob diversos nomes (linguística regional) e formas, porém
usaram a Filosofia Oculta como modo de vida religiosa e a fizeram dela o Corpo de uma Religião
Constituída, mas nasciam dos Discípulos de Grandes Mestres ou Líderes, como vemos nos exemplos do
Confucionismo (Confúcio), do Budismo (Gauthama, o Buda), do Cristianismo (Jesus o Cristo), do
Zoroastrismo (Zoroastro), do Orfismo (Orfeu), do Hermetismo (Hermes) - (embora tenha se mantido
como uma Filosofia posteriormente), entre outras. A Magia e a Religião praticamente andavam de mãos
dadas nas Civilizações Antigas em todos os Ofícios do Sacerdote ou Sacerdotisa.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y.
Primeira Temporada – A MAGIA – Lição 2 –

Codificação e Segmentação da Magia

A Magia nunca foi tão explícita e entregue a todos, a mesma era codificada e segmentada por sistemas,
formas de jornada íntima que faziam daquele que chegasse a seus portais um mero estrangeiro em terras
desconhecidas, afinal como uma nova forma de perceber o mundo aquele que ingressasse na mesma
deveria compreender a linguagem dos mistérios, porque daqueles que a viam de fora nada podiam
compreender de sua intrincada forma de expressão. A ela era dada a compreensão entre Reis e Príncipes,
Sacerdotes e Magos, Sacerdotisas e Hierofantes, mas não era igual para todas as escolas de mistérios do
mundo antigo, em algumas as formas de expressão mudavam mediante costumes tradicionais, dialetos e
antigos alfabetos, linguagem arcana em monumentos esculturais, através de Ritos de Mistérios, pela
linguagem passada de boca á ouvido, etc. Quando falamos em codificação da magia devemos compreender
o seguinte conceito fundamental: É toda forma de ocultar um conhecimento através do próprio
conhecimento, então compreendemos que a Magia podia ser em essência (conhecimento) codificado
(ocultado) em sua própria cultura tradicional, em ferramentas de trabalho, em monumentos sagrados, em
escritas antigas, em rituais de mistério, em nomenclaturas diversificadas para se falar de um mesmo
conhecimento, como vemos, por exemplo, na palavra Gnose, também chamada de Secretum, ou mesmo
Conhecimento Interno, Gnosis, Jnana, o Caminho do Meio – todos se referindo ao mesmo e único
caminho e conhecimento. Muitas codificações modernas são correlacionadas às codificações antigas, em
graus, em cores, em tabelas de correspondências planetárias, astrológicas, metais, cristais, animais (Esfinge)
e etc...

Em vossa presente Temporada de Mistérios no que concerne a Ordem Esotérica Sabersófica, a Magia é
codificada por Cores (atrás da folha), esse sistema funcionou desde séculos para ocultar os conhecimentos
que as mesmas agregavam, porém, criou-se um estigma social alinhar a Magia com as Cores para definir
suas práticas, como vemos em Magia Negra (usado popularmente para definir práticas obscuras,
transgressoras a lei, malefícios, etc...) , Magia Branca (usada popularmente para definir a Magia direcionada
para práticas benéficas, divinas e celestiais...), porém devemos esclarecer que uma Cor associada á um tipo
de conhecimento mágico não irá defini-la porque a Magia não possui cor, ela é neutra e portanto apenas
codificadas em Cores para melhor entendimento de seus praticantes, estudiosos, adeptos e iniciados.

Quando falamos de Segmentação da Magia devemos compreender o seguinte conceito fundamental: São
todos os caminhos espirituais, sistemas mágicos, tradições antigas e modernas que por mais que sigam
metodologias diferentes de conhecimentos e sabedoria, assim como doutrinas, dogmas fundamentais, todas
elas levam para o mesmo ponto, basta observar o símbolo dessa temática na parte superior do estudo,
poderão ver que por mais que todas as esferas com cores diferentes sejam um caminho (segmento) sempre
levará para o mesmo objetivo, o potencial do ser e despertar dos seres ás compreensões elevadas da
existência, sejam as Vias da Mão Direita*, as Vias da Mão Esquerda**, seja o Caminho do Meio***, todas
elas de forma holística (totalitária e integral), são partes de um TODO universal e possuem sua natureza de
existência que define a Sabedoria em todos os seus 7 Pilares. (Ciência, Filosofia, Arte, Religião, Sophística,
Mística e Caosophia – que serão explicadas em futuras lições).

*Vias da Mão Direita – Termo iniciático para Caminhos e Segmentos Espirituais que visam o Conhecimento e Potencial interno para
ajudar os outros, a Humanidade, também chamada de Senda Luminosa, **Vias da Mão Esquerda – Termo iniciático para Caminhos
e Segmentos Espirituais que visam o Conhecimento e Potencial interno para ajudar á si mesmo, e aos Eleitos, também chamada de
Senda das Sombras, ***Caminho do Meio – Termo iniciático que se refere aos Mistérios da Verdade Universal, visando o equilíbrio
dos caminhos das Vias da Mão Esquerda e Vias da Mão Direita, é a Gnose (conhecimento divino essencial, a Magna Sabedoria).
Seguem abaixo vossas codificações mágicas por cores, e o que significam com suas respectivas matérias de
estudo agregativa:

Magia Branca – ligada a Magia Cerimonial, estudos da Angelologia, a Cabala, a Teologia, Teogonia,
Cosmologia, Cosmogonia, Filosofia, Liturgia, Ritualística, a Religião, aos Devas e a Teurgia, etc...

Magia Preta ou Negra – ligado a Daimonosophia, a Demonologia, Goétia, Feitiçaria, Evocações,


Invocações, Magia Cerimonial Black, Thaumaturgia, Ciências Ocultas, etc...

Magia Cinza – ligada a Magia Folclórica, a Mitologia, aos Contos, a Sabedoria Ancestral, aos Ritos de
Mistérios, aos Livros Sagrados e Literatura Ocidental e Oriental, ao Sobrenatural, etc...

Magia Amarela – ligada aos Mistérios Oraculares, as Mancias, ao Tempo e sua manipulação, etc...

Magia Azul – ligada a Medicina Esotérica, a Anatomia Oculta dos Corpos, aos Elementos Sutis(Chacras), as
Energias de Cura seja á distância, saúde, longevidade, etc...

Magia Vermelha – ligada a Alquimia, aos Mistérios das Tradições Herméticas, a Energia Vital, etc...

Magia Verde – ligada a Magia Natural, a Herbologia, a Metalurgia Mágica, a Ritualística, aos Cristais, etc...

Magia Clara – ligada aos Mistérios dos Números, a Geometria Sagrada, a Tecnomagia, a Física e Geologia
dos Mundos Superiores, a Matemática, a Simbologia, aos Alfabetos e Escritas Antigas, etc...

Magia Laranja – ligada aos Mistérios do Ilusionismo, Prestidigitação, a Mágica de Palco diferenciada da
Magia Real, aos Efeitos Especiais e Performances, etc...

Magia Violeta – ligada aos Mistérios da Mecânica Celeste, a Astrologia, os Raios Cósmicos, a Astrofísica, a
Astromagia, a Astronomia, a Astroteurgia, a Magia Celestial, Planetária, etc...

Magia Marrom – ligada aos Mistérios do Xamanismo, Animais Totens, Dimensões da Natureza, etc...

Magia Roxa – ligada as Cerimônias Sagradas, Festivais Mágicos, Rituais Coletivos, Jogos Ocultos, etc...

Magia Aquarela – ligada á Simbologia do Oriente, a Meditação, Frequências Mentais, Auras, Poder da
Mente, Expansão da Consciência, Mediunidade, a Metafísica, a Apometria, ao Eu Superior, etc...

Como foi bem observado, as codificações por cores segregam matérias de estudos que fazem da Magia uma
Ciência, uma Arte, um Dom, uma Filosofia Oculta, uma Sophística, uma Religião Espiritual Universal, em
toda sua grandiosa extensão muitas são suas codificações, segmentações (serão vistas em aulas futuras), e
como exemplo temos a Magia codificada em: Pinturas de quadros antigos, nas Famosas Clássicas Cartas de
Tarot, encerrada nos Mistérios da Cabala, nas famosas Runas Nórdicas e Germânicas, nas Escrituras
Gnósticas antigas, nos monumentos sagrados da Humanidade como as Pirãmides Maias, Aztecas, Egípcias,
Babilônicas, nas Paredes dos Templos e Cavernas Antigas, no alto das Montanhas e Vales de Pedras, em
diversos achados Arqueológicos, em instrumentos arqueológicos e antropológicos como Vasos, Conchas,
Pergaminhos, Livros Sagrados das Eras, Tumbas, Utensílios, Ferramentas Mágicas, Pedras, nas Liturgias,
nos Graus, nos Números, nas Tabelas de Correspondências Mágicas, nos Tratados, nos mistérios mais
profundos das Religiões como o Judaísmo, o Cristianismo, o Budismo, o Islamismo, o Xintoísmo, e
demais espiritualidades. As segmentações seguem em suas infinitas linhas, onde tudo volta ao Centro, ao
Eu, á Essência, a Verdade, a Auto realização Intima: Sistemas Mágicos, Religiões, Tradições, Jornadas,
Caminhos... Assim é a Teia Mágica da Vida. Esse é mais um legado das lições de vossa Ordem, cabe em
vossos Graus Futuros o Autoconhecimento de si mesmo, o Conhecimento de vossa Verdadeira Vontade
(Propósito Existencial) em forma de Missão e o Grande Trabalho da Grande Obra, que é Ascender as
Limitações e Evoluir rumo aos Mundos Superiores.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y.
Primeira Temporada – A MAGIA – Lição 3 –

Uma Breve História da Magia

Nesta lição iremos mergulhar no conhecimento histórico, antropológico e arcaico da Magia, seu
desenvolvimento está presente desde a Fundação de vosso Planeta até os tempos atuais modernos, sendo
assim, a Magia é a própria Sabedoria Ancestral legada por séculos e milênios desde a Formação das Raças e
Sub-raças de vosso Planeta Terra (Urântia) e como comprovação de tais afirmações precisaremos ir além
de vossos registros acadêmicos e banco de dados Arqueológicos, Antropológicos e Históricos
convencionais, iremos mergulhar em antigos registros das Ciências Ocultas da Antropologia Esotérica,
História da Magia, Arqueologia Oculta, Literaturas Sagradas, Tradições Primordiais, etc...

A Magia começa desde a formação cosmológica de vosso Sistema Solar na aplicação das Leis Universais,
mas ganha uma forma usual em vosso planeta a partir das Primeiras Raças Fundadoras que foram migradas
de um sistema planetário para se agregar e continuar sua Evolução no Planeta Terra (Urântia). Na
Antropologia Esotérica e Estudos Espíritas Contemporâneos, assim como por Escritos Sagrados e Regentes
sempre esteve vividamente presente as Lendas e Mitos, histórias carregadas com uma ancestralidade acima
do contexto histórico acadêmico, que ao longo dos séculos foram sendo confirmadas pelo advento das
ciências convencionais.

Os períodos de desenvolvimento da Magia desde seus primórdios começam com a Primeira Raça
Planetária – dos Homens Solares, seus corpos de luz e energia sutil prepararam o conhecimento sagrado
(magia primordial) para a sociedade e dentro de seu ciclo de evolução na Inspeção de um Manu (Pai Alfa
de uma Raça) lideraram por uma Ronda 7 sub-raças que deram bases da evolução para a Segunda Raça
Planetária – dos Hiperbóreos, de início eram uma Raça Protoplasmática e seus tecidos corporais (veículo
de consciência) eram sutilmente etéricos e plasmáticos, sua Sabedoria ao longo de suas 7 sub-raças denotou
um avanço altamente escatológico de conhecimentos que introduziram experiências para formação de
novas sub-raças, estruturar a materialização dos corpos (veículos de consciência), o que deu as bases para a
Terceira Raça Planetária – os Lemurianos, que prosperou grandes eras douradas na formatação do Planeta
como um Grande Continente (Pangeia) chamado Terra de Mu, de início eram hermafroditas e os sexos
ainda eram bem rudimentares dentre as suas 7 sub-raças raízes a Magia teve um grande papel maior para a
formação de uma sociedade mais avançada que as raças anteriores, o que deu a base para a Raça posterior
– a Quarta Raça Planetária – os Atlantes, que evoluiu em raças futuras com a separação dos sexos e o
Advento da Magia como pórtico para os Avanços Tecnológicos da Civilização, houve a volta com os
Contatos Extraterrenos e após todas essas Raças Antropológicas ds escritos sagrados e filosóficos do
passado nasce a Quinta Raça Planetária, os Arianos, que se desenvolveu aos remanescentes Atlantes e o
qual a História e as Ciências Acadêmicas possuem um longo registro arqueológico e histórico.

A magia esteve presente em todas as sub-raças raízes da Raça Ariana, assim como em diversas civilizações
na história como se segue:

- Período Paleolítico – Período Mesolítico – Período Neolítico (Pré-História) – Período da Antiguidade –


Mesopotâmia, Acadianos, Babilônia, Sumérios, Assírios, Caldeus, Egito Antigo, Médio, Baixo e Alto,
Grécia Antiga, Greco-Clássica e Greco-Romana, Hebreus, Gnósticos, Súfis, Persas, Fenícios, China Antiga,
Índia Antiga, Japão Antigo, África Antiga, Roma Antiga, Islamismo, Cristianismo Católico, Dinastias
Chinesas (Tang, Song, etc...), Império Bizantino, Império Mongol, Império Otomano, Idade Média em
toda a Europa, Renascença, Reforma Protestante, Iluminismo, Astecas, Incas, Maias, Tribos Indígenas
Norte-Americanas, Sul-Americanas, Australianas e das Ilhas Europeias e Norte-Africanas, os Etruscos, os
Hicsos, os Medas, os Bretões, os Vikings e Nórdicos, os Germânicos, com povos como os Cátaros,
comunidades gnósticas do Séc. I á III D.E. C, os Ciganos, os Celtas, Irlandeses, Islandeses, Havaianos e
Polinésios, assim como os Minoicos, Cretenses, os Eunucos, os Sofistas, os Cínicos, os Hindus pós-
ancestralidade, os Maçons de Guilda de Ofício, os Rosacruzes, os Herméticos, os Neoplatônicos, os Pré-
socráticos e Pitagóricos, Orfistas, os Teósofos, os Alquimistas, os Clãs sub-esotéricos, a Bruxaria,
Sociedades Ocultistas, Intraterrenos, até os dias atuais com a Era de Aquarius – o Neopaganismo, o
Neoxamanismo, a Bruxaria Tradicional, as Ordens Iniciáticas, Criminosas, Religiosas, Políticas e Místicas,
assim como o Movimento da Nova Era, a Sociedade Teosófica, a Sociedade Brasileira de Eubiose, os Clãs
de Magia Draconiana, a Thelema, a Wicca, a Neomagia, a Magia do Caos, Espiritismo, o Satanismo, o
Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, Grupos de Estudos de Magia, os Iluminados, a Gnosis
Contemporânea, as Fraternidades, as Escolas de Mistérios Modernos, a Ordem Sabersófica por fim em
meio a uma grandiosa e portentosa viagem ao passado através das menções referidas em vossa respectiva
lição, sabendo que muitas não foram possíveis expressar aqui, pela grande extensão dos milênios da Quinta
Era em que vos encontramos atualmente na respectiva quinta sub-raça raiz.

Os materiais complementares (O Grimório para aprendiz de Feiticeiro de Oberon Zell Ravenhart,


Introdução á uma breve história da magia do Livro – O Manual do Bruxo e do livro Magia Elemental de
Oli Mohammed, não deixando de esquecer o Livro História da Magia de Eliphas Levi também como
referência aos postulantes estudantes e pesquisadores da Magia em sua Glória e Decadência, assim como
seu Renascimento), serão prestados como um reforço e especialização a alguns períodos importantes de
vossa Raça Ária.

Em resumo ela se divide em: Período Pré-Histórico, Período da Antiguidade Clássica ou Idade Antiga,
Pré-medieval, Idade Média, Período Renascentista, Idade Moderna e Contemporânea.

No período pré-histórico a magia em sua forma nasce entre os clãs e tribos sobre a forma de Xamanismo,
que se desmembra sobre epítetos de Feitiçaria (o ato ou efeito de fazer acontecer o sobrenatural), o
domínio das técnicas, cerimoniais ritualísticos, o legado entre Líder e aprendizes, a necessidade da magia e
religião para a Caça, Sobrevivência, Entretenimento, Cópula Sexual, no preparo das comidas, na formação
da família e viver em sociedade deram as premissas para os períodos posteriores.

No período da Antiguidade Clássica ou Idade Antiga as formações para uma Sociedade Organizada deram
bases da Magia levantar Civilizações formadas por Hierarquias, que iam desde Sacerdotes, á Reis,
Soberanos, Realeza, Construtores, Mestres de Oficio Antigos, a técnica tornou-se mais que a própria
conceituação de magia como objeto religioso ou arte de feitiçaria, ela tornou-se Ciência entre os Magos e
deu base para a Reconstrução da Ancestralidade Racial do Planeta.

No período pré-medieval a Magia estava em seu ápice e também em sua decadência, a mesma era objeto
de poder de sábios e muitas tradições organizadas já estavam formadas, fazendo de seus praticantes
ameaças para aqueles que não podiam deter tal conhecimento, a magia e o folclore tradicional eram
campos de refúgios para áreas da vida como Amor, Negócios, Conhecimento, Saúde e Doenças,
Metafisica, etc... e quando a Potência\de Guerra da Civilização Ocidental oficializou o Cristianismo
Católico Apostólico como Religião Oficial em Roma, entramos no período Medieval.

A Magia renasce no período renascentista, separa-se das ciências convencionais na Idade Moderna e ganha
um despertar na Idade Contemporânea, hoje vivemos esse despertar com o Cinema, a Literatura Mágica, o
Movimento da Nova-Era, na Música, nas escolas, no próprio sistema (matrix) encontra-se velada na moda,
na mídia, nos impulsos e revoluções.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 4 –

As Ferramentas Mágicas

A magia desde seus mais remotos tempos utilizou-se de diversas linguagens que ficaram posteriormente
conhecidas como a Linguagem dos Mistérios, tais linguagens possuíam o ofício de manter em segurança
conhecimentos que eram dádivas dos Deuses e Iniciados de toda a História, entretanto, além de sua
implicada linguagem a Magia serviu-se de Ferramentas que a fundamentaram como Arte, e todo ofício que
era realizado naquela época possuía suas intrincadas ferramentas que foram divinizadas ao longo da
história, muitas virando símbolos reais de Grandes e Pequenos Deuses baseado em suas regências locais,
assim como símbolos reais de agrupamentos esotéricos norteados pelo seu oficio na Sociedade.

A Magia como Arte e Ciência deram as primeiras bases de compreender o objetivo sagrado de que se
valiam seus instrumentos de trabalho, afinal a Magia como Religião manifestava-se nos Templos tendo um
conjunto de Ornamentas de oficio religioso, instrumentos dos Altares e elementos importantes em
Liturgias e Ritos de Mistérios. Devemos compreender que a apologia central da Magia em matéria dos
instrumentos e ferramentas que a mesma representa está ligada ao buscador do conhecimento em sua
jornada pela sabedoria hierática como nos aperceberemos a seguir, e que algumas ferramentas possuem um
longínquo significado e também um período histórico encerrado de profundas verdades.

A Varinha e o Cetro, o Caldeirão, o Manto ou a Túnica, a Adaga, a Espada, a Vela, a Foice, a Boline, o
Turíbulo ou Incensário, o Pilão, a Capa, o Cálice, o Espelho, as Tintas, a Pena, o Sino, a Vassoura, o
Candelabro, o Pantáculo, o Castiçal, o Grimório ou Livro Negro, o Cajado, o Colar, a Pulseira, a
Lamparina, a Tiara, o Cinto, o Chicote, o Armário, o Porta-Livro, a Ampulheta, a Coroa, o Chapéu, o
Pergaminho, a Chave, a Colher de Pau, os Cristais, os Metais, o Sal, entre outros são algumas das
ferramentas que a Magia dispõe em seu arsenal de trabalho.

Os instrumentos mágicos como são assim chamados possuem diversas finalidades: Armazenar, Conduzir,
Atrair, Refletir, Agregar, Multiplicar, Subtrair, Somar, Dividir, Extrair, Ancorar, Emitir, Envolver, Segregar,
Condensar, Sutilizar, Separar, Concentrar, Abrir ou Fechar Portais, Drenar, Saturar, Ligar, Quebrar,
Iluminar, Esvanecer, Contrair, Ejetar, Criar, Formar, Controlar, entre outras finalidades a energia dos
Planos Sutis e do Plano Natural. Embora existam em seu arsenal histórico, as Ferramentas Mágicas são
apenas necessárias para os Iniciados de Primeira Instância nos mistérios, pois a magia não necessita de
intermédios materiais para ser domado pelo Mago ou praticante de magia em qualquer seguimento, elas
são muletas psíquicas, alavancas de propulsão de poder pessoal, linguagens e meios de controlar e
equilibrar o domínio de si mesmo e da natureza a vossa volta.

Ao chegar aos graus de maior maturidade do conhecimento da magia, em seu magistrado, o(a) Magista já
terá desenvolvido a não necessidade dos instrumentos e ferramentas do qual dispõe o Iniciado em seus
primeiros passos na Senda e assim sendo terá domínio de seus dons e talentos para seu Ofício ao próximo
e a si mesmo. Antes de iniciarmos uma conceituação e funções de certos instrumentos mágicos é necessário
que compreendamos suas extensões e correspondências mágicas históricas, elementais, oficiais e ocultas,
como segue abaixo de acordo como a Ordem Sabersófica discerniu suas extensões:
As ferramentas mágicas são divididas em períodos históricos no contexto de sua precisão na sociedade em
seus respectivos pilares pelo qual a magia trabalha, sendo assim há instrumentos mágicos da Pré-história,
instrumentos mágicos da Antiguidade, instrumentos mágicos Pré-medievais, instrumentos mágicos
Medievais, instrumentos mágicos Renascentistas, instrumentos mágicos Contemporâneos e instrumentos
mágicos Modernos.

Em seus pilares temos Instrumentos Mágicos: 1. de Ofício, 2. de Liturgia Religiosa, 3. de Ciência 4. de


Filosofia, 5. de Politica, 6. de Artes, 7. de Arcana. Abaixo especifico a definição para cada pilar de
ferramentas para uso prático na Magia:

As ferramentas mágicas de Ofício são todos aqueles instrumentos que eram usados para realização dos
trabalhos de uma determinada profissão, sendo assim algumas ferramentas de trabalho foram consagradas
mágicas e sagradas em diversas tradições de um povo, daí veremos a magia na agricultura com suas
ferramentas como a Foice, a Boline (Cortador de Ervas), as Sementes, o Trigo (representação da fertilidade
e um grande elemento em magias de fartura em muitas civilizações), a Tesoura, etc... a magia na Metalurgia
como vemos com a Espada, Escudo, Brasões de Heráldica (detém uma simbologia reservada em um sigilo
o poder de uma família), a Adaga, os Colares e Pulseiras Metálicos forjados em Ouro, Prata, Cobre,
Chumbo, Estanho, Mercúrio, etc... entre outras profissões e seus instrumentos.

As ferramentas mágicas da Liturgia Religiosa são todos os instrumentos que são usados no Altar para o
Ofício Espiritual, sendo assim instrumentos como o Sino, a Varinha, a Capa, a Túnica, o Manto, o Castiçal,
as Velas, o Turíbulo, o Sal, entre outros que servem para ligar, abençoar, proteger, banir, invocar, evocar,
causar reações em cadeia, mediar, controlar, entre outros.

As ferramentas mágicas da Ciência Oculta são todos aqueles instrumentos usados como objeto de
investigação, observação e contemplação para delinear as técnicas das Ciências Arcanas, são eles o
Astrolábio, a Bússola, a Luneta, o Mapa, o Atanor, o Caldeirão (posteriormente também usado como
elemento de Liturgia Religiosa), o Destilador, o Cadinho, a Ampulheta, a Régua, o Compasso, o Esquadro,
entre outros instrumentos da ciência mágica.

As ferramentas mágicas da Filosofia são todos aqueles instrumentos usados para o poder do pensamento,
das palavras e símbolos, sendo assim instrumentos como a Pena e o Tinteiro, o Grimório, o Pergaminho, o
Porta-Livro, os Pantáculos, os Sigilos, os Pictogramas, o Livro, o Ornamento Filosoforum, a Lamparina
entre outras ferramentas da Filosofia Mágica que agrega e mantém a tradição literal.

As ferramentas mágicas da Política são todos instrumentos que indicam Justiça, Honra, Nobreza e
Verdade, usados para liderar, guiar, enaltecer o eu interior, sendo assim seus instrumentos são o Cetro, a
Tiara, a Coroa, o Cajado, o Cinto, a Balança, o Véu, o Cálice, a Moeda, o Chapéu, o Chicote, a Corrente, a
Chave, entre outros instrumentos que representam o Poder.

As ferramentas mágicas da Arte são todos os instrumentos usados para o ofício técnico da magia, em sua
extensão é a manifestação da magia na Arte, como poderemos ver seus instrumentos são o Pilão, a
Vassoura, o Pincel, a Pintura, a Colher de Pau, os Vitrais, o Caldeirão (aqui como objeto de transmutação e
preparo da arte dos alimentos), o Espelho, a Adaga de Cortes, o Pêndulo, o Jarro entre outras ferramentas
de expressão e linguagem técnica dos mistérios.

As ferramentas mágicas de Arcana são todos os instrumentos ocultos usados para expressar a tradição
ancestral em sua longa e extensa vivência na humanidade, como uma modulação sombria de objetos negros
(ferramentas ancestrais) temos o Spectrum, o Mata-Espírito, o Prector-Captor Astralium, o Malus, o
Serpiuns Clave, o Electrum, o Pegador de Sonhos, o Patuá, o Talismã e Amuleto, o Dominus, o Pó Mortis,
a Lâmina Scorpius, o Speculum Magicae entre outros instrumentos de poder ancestral.

É importante ressaltar que haverá momentos que um instrumento de um pilar das ferramentas mágicas irá
ser usado em outros pilares, tudo está interligado, essas divisões servem apenas para compreender suas
funções com mais naturalidade, usualmente a magia moderna possui um padrão em magia contemporânea
e medieval, portanto os instrumentos mágicos atualmente usados possuem uma base que estrutura os
paramentos probatórios (essenciais) para formação de um Altar (Ponto de Poder, Local Sagrado ás
Cerimônias Mágicas), como exemplificação as ferramentas são separadas por elementos desde a
antiguidade: Varinha (Ar), Cálice (Água), Espada ou Adaga (Fogo) e o Pantáculo (Terra). Assim vemos na
primeira carta do Tarô Clássico expostos na mesa do Mago e assim sendo muitos dos instrumentos
posteriores entraram para essas classificações elementais baseado em seu contexto usual, moral e filosófico.

As Funções dos Instrumentos Mágicos

O Grimório ou Livro das Sombras: do francês Grimoire, Livro Negro ou das Sombras é um Livro com
páginas em branco que possui a função de registrar as tabelas de correspondências, experiências pessoais,
investigações e descobertas no campo dos mistérios, além de preservar uma tradição como legado e um
objeto de poder pessoal, suas origens remontam a antiguidade clássica com os pergaminhos, mas sua
funcionalidade ficou mais estabelecido na idade média, associado aos elementos Terra (materializar o
conhecimento e o torna-lo sólido) e Ar (conhecimento literal), na Ordem Sabersófica um Grimoire é
dividido em 3 partes, sendo assim: O Livro Branco (conteúdo - para as experiências, diário pessoal prático
e divagações, assim como sonhos importantes), O Livro Negro (Grimório – seu conteúdo são para
exposição de tabelas de correspondência, conhecimentos de teor prático e objetivo para consultas assertivas
e convictas que personalizam a técnica, gramática), O Livro Dourado ( Conteúdo – para grandes teorias e
apontamentos evolucionistas, segredos e mistérios aos quais deverão ser mantidos no máximo sigilo de sua
existência).

A Capa: Vestimenta ritualística longa e sem mangas usada na função de agregar energia, isolar de elementos
externos ao Ofício mágico, representa o espírito da arte mágica, formando um triângulo angular ao corpo,
alguns possuindo capuz <<aba de complemento da capa>> outros não possuindo, sua função ritual pode
diferir quanto à cor que o vestuário pode ter, o que modifica sua função dentro de um contexto ritualístico.
Representado pelo elemento Terra (Guardar, Isolar e Proteger), assim como o Manto e a Túnica. Na
Ordem Sabersófica seu uso serão usados em Rituais Coletivos e Individuais em respectivos momentos
propícios sagrados. Usado na Antiguidade Clássica Antiga e posteriormente sobrevive até os dias de hoje.

O Manto: representado pelo elemento terra o manto é uma espécie de vestimenta especial usada com a
função de guarnecer, imantar, manter as correntes de energia ritual, geralmente possuem dois tipos de
manto, aquele que se é colocado no chão (tapete imantador) e a vestimenta de ofício que possui sua
aparência com a capa, porém ela possui um arsenal maior de estilos diferentes mediante as épocas, com
tiras em alguns modelos e outros como um complemento de vestimenta usual. Usada na Antiguidade
Clássica Antiga com representações baseadas em modelos da pré-história mesolítica e neolítica, na Ordem
Sabersófica o uso dos dois mantos serão usados no Grau de Oficiante.

A Túnica: representado pelo elemento terra – a túnica é um longo tecido de características largas e com
mangas ás vezes curtas, em alguns modelos possuem mangas longas, usadas para revestimento espiritual,
instrumento de identificação íntima com a Arte da magia, são usadas desde a Antiguidade Clássica Antiga
para os ofícios de liturgia religiosa. Usados na Ordem Sabersófica em momentos especiais propícios.

O Cálice ou Taça: representado pelo elemento água, o cálice tem a função de carregar e recarregar as
forças magnéticas dos líquidos, beberagens, poções, seu material pode variar entre metal, vidro e cristal, os
de plástico não são utilizados porque é um material isolador, está presente desde a Antiguidade Clássica,
usados na Ordem em trabalhos ligados ao Altar Ritual no Grau de Ofício.

A Varinha ou Bastão: representado pelo elemento ar a varinha ou baqueta mágica possui a função de
direcionar energias, concentrar, repulsar, atrair e criar realidade assim como a controlá-la, usada desde a
Pré-história esse instrumento carrega uma grande responsabilidade e poder comparada ao Cetro dos Reis,
sua confecção é essencial para que possua sua identidade impressa magicamente no instrumento, seu
material varia entre varinhas de madeiras sagradas, metais de precisão e cristal quando são voltados para
armazenamento de energia. Na Ordem Sabersófica a Varinha é uma importante ferramenta de poder.
A Adaga ou Athame: representado pelo elemento fogo e ar, a adaga possui a função de abrir portais, fazer
cortes e incisões corporais, fechar rituais, também usado para proteção e agregação, seu histórico remete
desde tempos remotos da pré-história e que posteriormente foi substituído por algumas culturas pela
espada como ferramenta de peregrinação e proteção real. Geralmente de Metal como o cabo enegrecido,
ou de madeira seca e afiada. Na Ordem Sabersófica seu uso é indispensável.

O Caldeirão: sua representação varia de elemento água á terra quando sua finalidade e função também
variam, usada para o preparo de poções, queima de ervas, misturas e tônicos e experiências alquímicas,
remetem-se a mistérios da antiguidade onde na Idade do ferro o caldeirão era usado para tais experiências
e que futuramente ficou conhecido como Athanor na Alquimia no preparo das transmutações da matéria.
Na Ordem Sabersófica o uso do caldeirão é parcial e possui muitas utilidades. De estanho, barro ou metais.

A Lamparina: sua representação é o elemento fogo, usado para iluminar os rituais de magia cerimonial,
como projetor espiritual e ambientador cromático para formação da egrégora ritual em locais fechados, sua
referência é pré-medieval e seu profundo significado tem subsídios profundos, na Ordem seu uso se
restringe aos Ritos Herméticos e na Magia Cerimonial. De metal, cristais, vidros coloridos...

A Espada: representada pelo elemento fogo, seu uso e antiquíssimo desde a Antiguidade Clássica, usada
como arma era possui um profundo significado espiritual para o Sacerdócio Antigo, além de proteger,
poderia cortar fluidos e amarras, abrir cavidades, formar energia e aguçar os sentidos. Na Ordem sua
extensão é vetada por hora para futuras finalidades como adepto. De metal, madeira ou ossos.

A Boline: representa o elemento terra, geralmente de cabo branco e de envergadura lunar de metal ferroso
sua serventia é para cortar ervas e gravar sigilos em outros instrumentos da magia, seu histórico é
contemporâneo, embora existam menções de seu uso na idade média, na ordem seu uso é parcial.

O Colar, a Pulseira e o Anel: representa todos os elementos dependendo de como são carregados, podem
ser amuletos (objetos de poder para proteção) ou mesmo talismãs (objetos de poder de atração), o colar
toda magia que vem do coração, a pulseira toda magia que vem dos instintos, o anel toda magia que agrega
atributos místicos, usados na Ordem desde sua fundação, e também usados na antiguidade como na pré-
história em todas suas fases. Seus materiais são de metais, tecidos, pedras, ossos, madeira, etc...

O Turíbulo ou Incensário: representa o elemento Ar e serve para sintonizar as vibrações dos planos
espirituais assim como é utilizada para materialização do mundo espiritual sobre diversas facetas, além de
sintonizar e materializar, são ótimos catalizadores energéticos de cura e aguçamento. Usados na Ordem e
na Antiguidade desde tempos remotos em diversos rituais, inclusive com o uso da Fogueira.

O Chicote: de elemento terra, cabo de madeira e fios de seringueira, couro, ramos ou metal é usado para
rituais de iniciação, controlar fluxos de energia e os instintos animais.

O Sino: de elemento ar, de metal são instrumentos de poder evocativo, concentrador e ressonador.

A Pena e o Tinteiro: de elemento ar e terra, geralmente feitos em penas, de aves místicas e a tinta extraída
de polpas de sementes antigas, secreções naturais, sangue, e outros, usados para marcar os instrumentos e o
Grimório, de grande uso na antiguidade clássica com pergaminhos e posteriormente na idade média com
os grimórios, muitos em peles de animais ou fibras vegetais, assim como pedras ou metais

O Chapéu: de elemento terra e fogo, geralmente de tecido ou couro, de formato pontiagudo e esguio usado
para concentrar o poder do Magista, como antena de captação energética, isolador e agregador de
contenção mística, usado na Ordem parcialmente e na Idade Média com mais frequência.

E esse é uma breve introdução aos instrumentos que no futuro serão mais usados no grau de ofício da
Ordem Sabersófica e que serão mais bem compreendidos na prática e em futuros estudos referentes.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 5 –

Os Fundamentos da Magia

“Conhece-te á ti mesmo e assim conhecerás o Universo e os Deuses” diz um adágio axiomático do Templo
de Delfos na Grécia em um de seus mais famosos Oráculos, “O que está embaixo é como o que está em
cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.” Diz o
axioma da segunda linha da tábua esmeraldina creditada á um Grande Mestre da Magia chamado Hermes
Trismegistus. “Conhecimento é poder” diz um grande ocultista chamado Francis Bacon, “ Das forças mais
poderosas que vagam pelo nosso mundo a mais poderosa é o Amor” dizem os Ancestrais herdeiros do
conhecimento mágico e dos mistérios, “ Saber, Querer, Ousar, Calar” dizem os Grandes Iniciados como
Eliphas Levi e outros, “ Conhecereis a Verdade e ela vos libertará” diz o Mestre e Kabir Jesus, assim como
os iniciados de outrora, “ A Salvação do Ser não é através da Fé e sim pelo Conhecimento” dizem os
Gnósticos Místicos de Outrora, “ Não há Religião superior á Verdade” diz o adágio lema da Sociedade
Teosófica ( Esotérica), “ E não há nada maior que supere a Beleza da Verdade, a Justiça na Temperança e
o Amor da Sabedoria, pois delas a Virtude germina como uma Flor do Coração do Iniciado” diz o
Presidente da Ordem Sabersófica Valentin. L.P.

Acima encontramos diversos axiomas, frases de efeito espiritual, verdades alegóricas, enigmas dos
mistérios, eis o tamanho do poder que carrega em suas palavras que escorregam por essa folha velada em
tinta sobre a mais singela poesia os Fundamentos disso que se conhece por Magia. Como extrair de onde o
mestre não fala? de onde o mestre não escreve? Despertai e Vigiai, pois é chegado os tempos de
compreender os maiores mistérios que recobrem a terra e o Universo como sua extensão. Embora tais
palavras acima enaltecidas elas não dizem tudo sobre em o que a magia se fundamenta, sabendo que a
Magia é carregada de definições que a compõe como um todo podemos enxergar que é possível
compreender o que é um Fundamento - é a base estrutural de um pensamento estabelecido como ponto
de partida para o acréscimo e conhecimento de qualquer coisa, o Fundamento da Ciência é a Técnica da
metodologia científica de observação e seu fundo básico de estudo é o mundo da matéria, sendo assim
podemos entender que a Magia também parte de um princípio de estudo e metodologia de apuração;

As bases da Magia se fundamentam em quatro pilares menores arcaicos e sete pilares maiores:

 Pilares Menores: Terra, Fogo, Água e Ar – os quatro elementos da Alquimia (Ciência Oculta das
Transmutações) – é o conhecimento dos mistérios da Natureza, onde aquele que o busca usa o
apuramento do poder do aguçamento dos cinco sentidos para transcender suas limitações e
descobrir as Virtudes Ocultas das Pedras, Plantas, Raízes, Folhas, Metais, etc, comumente foi
chamada de Magia Naturalis ou Natural, a base filosófica do pensamento do Mago Natural é a
investigação científica quando se transcende os sentidos físicos para que se compreenda a
Linguagem da Natureza, do qual os maiores mistérios aí se resguardam. Assim como o Poder do
Fogo, o Magnetismo dos Líquidos, a Energia elementar solvida nos ares que se respira.
 Pilares Maiores: Ciência, Arte, Religião, Mística, Filosofia, Caosophia, Sophística – os Sete Pilares
que compõem a Sabedoria - da Ciência extrai-se a magia da contemplação e compreensão
matemática da linguagem que o universo transmite, compreendendo assim o mecanismo de
funcionamento do Universo (Leis Universais, Leis Menores e Maiores, etc...), da Arte extrai-se o
Dom e a Beleza da Natureza Sutil presente nos Seres Diversos, o Talento Latente que toda Alma
agrega se compreendesse o seu Poder Pessoal, na Religião extrai-se doutrinação para religar nossa
Persona ao nosso Eu Superior, é o integralizar-se ao Divino, a Mística ao lado da Religião
transcende a Realidade tornando o Milagre das coisas Unas através da comunhão com tudo que
está a sua volta, a Filosofia para o ofício de especular as grandes verdades e analisar e reflexionar
diante de si o Universo, a Caosophia é para compreender a relatividade do universo e sua
composição maior na Antítese de Ordem e Caos e da Sophística extrai-se o Principio Estrutural e
Holístico de todas as coisas.

Tais pilares fundamentam metodologias de percepção de consciência que proporcionalmente é acrescido


mediante desenvolvimento apurado dos verdadeiros Adeptos, assim seu objeto de apuração é o Mundo
Natural, os Mundos Superiores, o Plano das Energias e todo o Universo com suas Cosmologias e
Cosmogonias. Então sua base de desenvolvimento começa embasado no Principio do Autoconhecimento,
conhecer á si mesmo revela o universo e os Deuses, porque dentro de vós existem camadas de matérias
sutis que formam veículos da consciência (corpos), cada matéria dessas compõem planos e tipos de matéria
da sutil a mais densa, e dentro de cada plano há uma existência inteligente como assim há existência nos
planos da matéria, formando o Princípio de Correspondência, que diz que tudo o que há no infinitamente
grande há e está contido no infinitamente pequeno. Compreendendo que possuir tamanhos conhecimentos
acarreta um grande poder que vem carregado de responsabilidade, forma o Princípio do Conhecimento de
quanto mais se conhece sobre uma coisa mais poder se tem sobre essa coisa, o que confirma o adágio no
pórtico do Templo de Delfos sobre o Principio do Autoconhecimento gera o poder de conhecer os
mistérios em si para conhecer os mistérios além de sim mesmo, tendo a percepção expandida percebe-se
que não há religião superior a verdade, e que essa verdade liberta o ser de sua ignorância, salvo pelo
conhecimento (Gnose) ele livra-se da Fé cega e desprovida de conhecimento para alçar voos no terreno
sutil e mais cósmico do Universo, através de seu poderoso recurso - a consciência - desses fundamentos ate
então dispostos o que mantém tudo existindo é uma Força Oculta chamada por muitos Iniciados de Amor,
não se interpretando o sentido popular dado ao nome, ela mantém amalgamado e equilibrado todas as
estruturas atômicas através da harmonia entre prótons e elétrons, assim como em estruturas maiores do
sistema solar e por isso diz-se ser a Força mais poderosa do mundo, então nada supera a beleza da verdade,
a Justiça (as leis que compõem o Universo) na Temperança (Eternidade) e o Amor (Cósmico,
Incondicional) da Sabedoria.

Para chegar ao Sanctum Regnum, isto é, á ciência e ao poder dos magos, quatro coisas são indispensáveis:
uma inteligência esclarecida pelo estudo (Saber), uma audácia que nada faz parar ( Ousar), uma vontade
que nada quebra (Querer), uma discrição que nada pode corromper ou embebedar (Calar). Perante tais
fundamentos é importante ressaltar que a Magia também se fundamenta em leis como: Lei da Evolução,
Lei da Reencarnação, Lei do Karma, Lei da Vibração e Ritmo, Lei da Polaridade e Hierarquia, entre
outras leis que por hora com as futuras lições mais avançadas falaremos, abaixo segue o campos de
apuração da Magia do qual alicerça as bases do conhecimento.

Planos de Apuração dos Fundamentos da Magia em correspondência com os Elementos (Pilares


Menores):

Fogo – representando o Mundo Celeste ( Morada dos Deuses)

Terra – representando o Mundo Terrestre/Natural

Ar – representando o Mundo Espiritual (Plano Intermediário, Astral e Mental)

Água – representando o Mundo das Profundezas ( Planos da Formação, Zonas das Profundezas
Espirituais)

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 6 –

Os Talentos da Magia

Nesta lição descobriremos os dons e os talentos que prometem a Magia á seus buscadores sinceros e leais
aos princípios de seus fundamentos. O Dom da Magia é visto como um conjunto de talentos que aquele
que o porta pode manifestar acentuadamente de forma natural e involuntária. Num manuscrito do século
XVI em hebraico existe a menção sobre o poder de um iniciado nos mistérios, segue abaixo:

“Eis aqui, agora, quais são os privilégios e poderes daquele que tem na sua mão direita as Clavículas de
Salomão e na esquerda o ramo da amendoeira florida”:

Aleph – Ver a face dos Deuses, sem morrer, e conversar familiarmente com os sete gênios que mandam
em toda milícia celeste. / Beth – Está acima de todas as aflições e temores. / Ghimel – Reinar com o céu
inteiro e se fazer servir por todo o inferno. / Daleth – Dispõe da sua saúde e da sua vida e pode também
dispor das dos outros. / Hê – Não pode ser surpreendido pelo infortúnio, nem atormentado pelos
desastres, nem vencido pelos inimigos. / Vau – Saber a Razão do passado, presente e futuro. /Zain – Tem o
segredo da ressurreição dos mortos e a chave da eternidade. – São estes os sete grandes privilégios.

Cheath – Achar a Pedra Filosofal.. / Teth – Ter a Medicina Universal. /Yod – Conhecer as leis do
movimento perpétuo e poder demonstrar a quadratura do círculo. /Caph – Mudar em ouro não só todos
os metais, mas também a própria terra, e até as imundícies da terra. / Lamed – Dominar os animais mais
ferozes, e saber dizer palavras que adormecem e encantam serpentes. /Mem – Possuir a arte notória que dá
a ciência universal. / Nun – falar sabiamente sobre todas as coisas, sem preparação e sem estudo. / São
estes os dons dos mistérios maiores, segue os 7 poderes menores do mago:

Samech – Conhecer á primeira vista o fundo da alma dos homens e os mistérios dos corações das
mulheres. / Hain – Forçar, quando lhe apraz, a natureza á manifestar-se. / Phe – Prever todos os
acontecimentos futuros que não dependam de um livre-arbítrio superior ou de uma causa incompreensível.
/ Tsade – Dar de momento e a todos as consolações mais eficazes e os conselhos mais salutares. / Coph –
Triunfar sobre as adversidades. / Resh – Dominar o Amor e o Ódio. / Schin – Ter o segredo das riquezas,
ser sempre seu senhor e nunca o escravo. Saber gozar mesmo da pobreza e jamais cair na abjeção nem na
miséria. / Thau – Acrescentaremos a estes setenários, que o sábio governa os elementos, faz cessar as
tempestades, cura os doentes, tocando-os, e ressuscita os mortos!

Em correspondência as letras hebraicas desse antigo manuscrito que os poderes legados aos Magos são
grandiosos como á este grandioso conhecimento que é a magia. Abaixo segue parte do Evangelho das
Bruxas dos poderes que é legado por Arádia, a Deusa da Magia:

Trazer sucesso no Amor, Abençoar e Consagrar, Comunicar-se com os Espíritos, Conhecer coisas ocultas,
Compreender a Voz dos Ventos, Possuir o conhecimento da Transformação, Possuir os conhecimentos da
Adivinhação, Conhecer e Compreender sinais secretos, Curar Doenças, Manifestar a Beleza, Influenciar
outros animais, Conhecer o segredo das mãos.

Podemos observar algumas semelhanças que herdam aqueles os legados da Magia, sendo assim vejam
agora os nove dons do Espírito Santo relatados em Primeiro a Coríntios – Cap. 12:8-12 :
O Dom da Sabedoria, o Dom do Conhecimento, o Dom da Cura, o Dom da Fé (Vontade Direcionada), o
Dom da Operação de Maravilhas, o Dom da Profecia, o Dom do Contato Espiritual (Discernimento), o
Dom das Línguas e suas Variedades, o Dom da Interpretação de Línguas.

Analisando podemos ver como o Legado da Magia está presente em diversos contextos despertando a
natureza do potencial espiritual, nos livros sagrados como a Bíblia (os dons dos Gnósticos), os Vedas (os
dons dos Maharishis), o Avesta Persa (os Dons dos Sacerdotes Magis), no Evangelho das Bruxas, no Livro
dos médiuns de Allan Kardec – precursor do Espiritismo vemos as tipologias de médiuns que são
separados por efeitos – físicos e intelectuais – dons esses baseados no conhecimento dos fenômenos
realizados pelo contato espiritual que desencadearam diversos dons derivantes. Abaixo segue alguns dons
básicos com suas nomenclaturas e funções para que compreendamos o processo desses desenvolvimentos:

Os dons dos sentidos aguçados: Clarividência – “Visão Clara”. A habilidade de ver as coisas que não estão
no campo de visão ou não podem ser vistas normalmente. Ás vezes, essa palavra é empregada para visões
particularmente aguçadas. Clariaudiência – “Audição Clara”. A habilidade de ouvir coisas e vozes que não
estão no campo de audição ou não podem ser normalmente ouvidas. Som que soa por dentro.
Clarigustação – “Gosto Claro”. A habilidade de sentir, ou ter a consciência, de sabores que não estão
presentes de forma física, ou que são de outras dimensões. Clariolfação – “Olfato Claro”. A habilidade de
sentir, ou ter consciência, de odores e perfumes que não estão presentes de forma física ou de outras
dimensões. Claricinestesia – “Toque Claro”. A habilidade da sensação de toque físico e pressão de algo que
não está presente. Psicometria – A habilidade de conhecer a história de um objeto pessoal por meios de
vibrações e toques.

Os dons de efeitos físicos: Psicocinese: “Mover os Objetos com a Mente”. Movimentar ou influenciar
objetos sem tocá-los de maneira física. Quando feito de uma distância considerável é chamada Telecinese
(“movimento remoto”). Levitação: os que produzem a translação aérea e a suspensão dos corpos inertes no
espaço, sem ponto de apoio. Entre eles há os que podem elevar-se a si mesmos. Transfiguração: o dom de
modificar suas próprias feições corporais e estrutura corporal copiando outra para nela permanecer
temporariamente. Assim como transmutador de objetos. Aporte e Teletransporte: “Transporte Remoto”.
Desaparecer objetos ou á si mesmo e instantaneamente aparecer em outro lugar – através de processos de
ectoplasmia transcendente.

Os dons de efeitos inteligentes: Mediunidade – intermediar o mundo espiritual e os encarnados.


Canalização – o poder de abrir um canal de energia e intercâmbio entre objetos, forças, animais, minerais e
pessoas, assim como extra-intra-terrenas. Persuasão – capacidade de controlar as mentes das pessoas através
do magnetismo pessoal. Possessão – Capacidade de entrar na mente de outra pessoa, sendo assim capaz de
ver e ouvir por meio dos sentidos dela, podendo até mesmo assumir o controle do mesmo. Telepatia –
“sentimento remoto”. É a comunicação direta entre as mentes das pessoas, leitura da mente. Intuição –
Capacidade cognitiva de acessar a sabedoria pessoal para realização das atividades em geral. Projeção Astral
– Capacidade de sair de seu próprio corpo e viajar entre diversos planos e dimensões. Polividência – é a
capacidade de ver e estar em mais 3 lugares ao mesmo tempo com a Consciência. Vidência – capacidade
de ver as dimensões etéricas, astrais, temporais (akáshicas), mentais. Pré-cognição – Conhecimento
antecipado – saber com antecedência o que vai acontecer, através de visões. Retrocognição – capacidade de
viajar ao passado, as vidas passadas de outras pessoas quanto de si mesma. Xenoglossia – (do
grego xen(o) = estranho, estrangeiro + gloss(o) = língua) consiste no falar, de forma espontânea, em língua
ou línguas, que não foram previamente aprendidas.

Muitos são os dons e talentos que a Magia possui em seu arco e legado, desde aqueles que terão habilidade
de domar os elementos, enquanto outro será um ótimo mântico – adivinhador(a), assim finalizamos essa
lição introdutória sobre os talentos (poderes latentes) da magia.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 7 –

Codificação e Segmentação do(a) Magista

Na aula de codificação e segmentação da magia (Lição 2) compreendemos o que define codificação e


segmentação, portanto assim como a magia se oculta e possui diversos ramais de segmentos assim também
aquele que trilha tais segmentos possuirá uma título de ofício por caminhar pelas veredas do caminho assim
como uma nomenclatura sagrada que agregaria tais conhecimentos de maneira esotérica e especializada.
Imaginemos uma escola antiga do qual a mesma reporta diversas repartições do conhecimento, onde cada
qual haverá profissionais especializados baseados na Lei da Hierarquia (Grau de Adiantamento,
Experiência), sendo assim, podemos compreender que desde a Antiguidade haviam líderes que passavam
os conhecimentos sagrados através de códigos onde aquele que passava não era reconhecido pelo seu
nome social assim como aquele que o recebia não era reconhecido com seu nome social – de remetente,
pois os mesmos haviam sido batizados (ritualística de nomeação nos mistérios) com seus nomes espirituais
que eram conhecidos apenas pelos iniciados entre si, não colocando em risco assim seus irmãos, assim
como esse nome o definiria como Iniciado. E quando se alcançava um grau merecido de conhecimento
teórico-prático o mesmo recebia o título de ofício como perito e adepto de tais ensinamentos teórico-
práticos. Nessa lição iremos conhecer as Segmentações do(a) Magista e as Codificações de um Iniciado nos
Mistérios pode se especializar. Abaixo segue uma lista de segmentações e títulos que um Nobre Magista
pode ganhar por seu mérito e desempenho na caminhada que o torna detentor do conhecimento mágico:

Feiticeiro(a) – Correspondente á palavra em inglês Wizard, que por sua vez deriva do termo anglo-saxão
Wysard(sábio dos artifícios) praticante da Feitiçaria (baixa-magia), a Arte de agir e fazer acontecer.

Mago(Maga) – (plural do termo persa magus, significando"[homem] sábio", do verbo cuja raiz é meh,
"grande", em sânscrito maha), aquele que alcançou a auto realização da magia, refere-se á um Adepto
(perito) do Conhecimento Oculto de maneira teórico-prática, mas também popularizado como aquele que
pratica Magia, Ocultismo, portanto seu sentido maior é aquele que tornou-se e Iniciado nos Mistérios
Maiores.

Bruxa(o) – aquele que pratica a Bruxaria, que sonda os mistérios que recobrem a natureza, que alcançou o
título de Serva(o) da Natureza e que detém o conhecimento dos mistérios naturais. Termo Neopagão
Moderno para seguidores da Bruxaria Tradicional, ou mesmo Wicca e diversos segmentos.

Vizir – Esse título vem do idioma árabe e significa “aquele que tem as responsabilidades”, era conferido aos
ministros-chefes e conselheiro do Rei. Também chamado posteriormente de “Mago e Feiticeiro da Corte”.

Místico(a) – do Grego Mystai – alguém que foi iniciado nos Mistérios Secretos – é uma pessoa cujas
profundas experiências espirituais ou ‘do outro mundo’ lhe propiciaram uma compreensão e visão
profunda das verdades ocultas e das percepções. Indescritíveis, estão além do conhecimento prático.

Sábio(a) – um(a) Sábio(a) é uma pessoa mais velha com julgamento consciencioso, que adquiriu
conhecimentos por meios da reflexão e da experiência. Um perito, erudito, sagaz, usado para o Mago.

Druida – os Druidas formavam a classe sacerdotal, a elite intelectual mais instruída das Tribos Celtas,
incluíam tanto homens quanto mulheres. Aquele que é perito na Magia – Tradicional.
Alquimista – aquele que pratica a Ciência Oculta da Alquimia, e que transmutou sua Alma-Essência.

Encantador(a) – aquele que possui charme, glamour, sedução, carisma e detém o poder dos
Encantamentos, Sexualidade Mágica acentuada, termo mais empregado para Bruxas do que para homens.

Vidente – aquele que vê, que alcançou o Despertar da Visão Espiritual, Etérica, Astral/Mental.

Bardo – na antiga tradição celta, os Bardos eram parte das Ordens liderados pelos Druidas, poetas,
músicos e cantores das canções e histórias épicas do povo. Guardiões dos Mistérios.

Necromantes e Médiuns – são os intermediários entre o mundo dos encarnados e desencarnados


(Médiuns), são aqueles que praticam a Ciência Divinatória e Mágica dos Mortos chamada Necromancia
(Necromantes) usando os cadáveres em suas práticas.

Xamã – ou shaman, é um termo de origem tungúsica que nessa língua siberiana quer dizer, na tradução
literal, "Aquele que enxerga no escuro". Os tungues meridionais identificam no xamã os portadores de
função religiosa, que podem "entrar" para outros mundos, entrar em um estado estático e ter acesso e
contato com seus aliados (animais, vegetais, minerais), seres de outras dimensões e os espíritos ancestrais,
de uma tribo de povos primitivos indígenas, também chamado Cacique, Pajé, dependendo da língua nativa.

Cibermante – termo utilizado para ‘Gênios do Computador’ de modo peculiar os Hackers e àqueles que
se especializaram em procurar informações obscuras por meio de sofisticadas técnicas de pesquisa pela
Internet. Outro nome para eles é Tecnomago.

Profeta/Profetisa – são os visionários e portadores das palavras divinas que chegam dos mensageiros (anjos
e devas) para o mundo, inspirados sensitivos de cargo sacerdotal para o ofício das revelações divinas.

Filósofo(a) – diz-se daquele que tem o poder de expandir sua consciência, amante da sabedoria,
especulador, analítico e lógico, tanto como abstrato. Dado como título dos Grandes Pensadores Iniciados.

Warlock – este antigo termo ofensivo vêm do Inglês antigo waer-loga – traidor ou mentiroso – descreve
uma bruxa ou mago que traiu os segredos e mistérios da tradição, ou iniciado(a) que se volta contra a Arte.

Sacerdote/Sacerdotisa – Um homem ou uma mulher dedicado/a ao serviço dos Deuses – também podem
servir á uma comunidade, lugar ou nação de adoradores. As tarefas sacerdotais podem incluir a
manutenção de templos e altares, a administração dos sacramentos, a condução e presidência de ritos e
rituais, aconselhamento pastoral, etc. Também funcionam como canal direto para o Espírito e Voz da
Divindade.

Vampiro – são todos aqueles que aderiram a filosofia do Vampirismo e o praticam conscientemente.

Lycan – são todos aqueles que aderiram a filosofia da Licanosophia e pratica - que foi nela iniciado.

Therian – termo da comunidade mágica para aquele que é um ancestral de forma espiritual - animal

Otherkin – termo da comunidade mágica para aquele que é um ancestral de um animal mítico.

Astrólogo(a) – termo para aqueles que compreendem a linguagem das estrelas e suas interpretações;

Existem muitas segmentações que serão estudadas e conhecidas em futuras lições, assim como cada senda
que torna alguém digno de tais títulos de poder e ofício, a codificação do Magista é a descoberta de seu
nome espiritual do qual encarnará após seu batismo iniciático e será assim chamado pelos seus de
confiança, tal cerimônia é importantíssima para o crescimento de vossa missão espiritual, do qual o nome
social não será sua identificação principal, apenas formal.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 8 – Ordem Sabersóficos

Os Sistemas da Magia e os Caminhos Esotéricos

Nesta lição apresento diversos sistemas – métodos de trabalhar a magia – Ramificações dos
conhecimentos mágicos da Tradição Ocidental e Oriental – sua fonte catalogada do Curso de
Magia do Magista J.R.R - Abraham - para que possam entender como funciona tais métodos.

Sistema da Golden Dawn (Aurora Dourada)

É uma fusão rígida da Cabala prática com a Magia Greco-Egípcia. Seu sistema complexo de Magia Ritual é
firmemente baseado na tradição medieval Européia. Há uma grande ênfase na Magia dos Números. Os
paramentos rituais são de uma impressionante riqueza simbólica, bem como os rituais são bastante variados
de acordo com a finalidade e o grau mágico dos participantes. Suas iniciações são por graus, começando
pelo Neófito (0=0), indo até os graus secretos (6=5 e 7=4), alcançados, e conhecidos, por poucos. Até há
bem pouco tempo, fora da Ordem pensava-se ser o 5=6 o grau máximo da Aurora Dourada. Curioso que
na Golden Dawn não se praticava (nem se aceitava) a Magia Sexual.

Deste Sistema propagou-se o uso de Sigilos e Pantáculos, bem como ressurgiu o interesse pela
Cabala, Numerologia, Astrologia e Geomancia. Além disso, sua interpretação e simplificação do Sistema-
dos-Tattwas do livro As Forças Sutis da Natureza de autoria de Rama Prasad, permitiu uma grande
abertura. Uma das mais importantes adições ao ocultismo ocidental, dada pela Golden Dawn, foi através de
seu método de Criação de Imagens Telesmáticas.

Sistema Thelêmico (Thelema, Aleister Crowley)

Criado acidentalmente (foi a partir da visita de uma Entidade que Aleister Crowley tomou o
direcionamento que o faria criar este sistema), este Sistema original é, atualmente, um dos mais comentados
e pouco conhecidos. Tendo como ponto de partida o Liber al vel Legis (O Livro da Lei), ditado por uma
Entidade não-humana (o Deus Egípcio Hórus - Deus da Guerra), o sistema Thelêmico ampliou suas
fronteiras, fazendo uma revisão na Magia Ritual, na Magia Sexual e nas Artes Divinatórias. Faz uso, a
Corrente 93, das Correntes Draconianas, Ofidioniana e Tifoniana. Thelema, em grego, significa vontade.
Os Thelemitas reconhecem como equivalente numerológico cabalístico o número 93. Os Thelemitas
chamam aos ensinamentos contidos no Livro da Lei de Corrente 93. As duas frases mágicas dos
Thelemitas são "Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei e Amor é a Lei", "Amor sob Vontade". Que dizem
respeito aos mais sublimes segredos do Livro da Lei. As músicas A Lei eSociedade Alternativa, de autoria
de Raul Seixas, definem bem a filosofia Thelemita, que não tem nada a ver com as bobagens que andam
dizendo por aí. Rituais importantes são realizados nos dois solstícios e nos dois equinócios, o que
demonstra uma influência da Bruxaria. Aleister Crowley foi iniciado na Golden Dawn; associou-se, após
abandonar a mesma, com a A.:A.: (Argentum Astrum - Estrela de Prata), também chamada de Grande
Fraternidade Branca, e com a O.T.O. (Ordo Templi Orientis - Ordem dos Templos do Oriente), as quais
ele moldou de acordo com suas crenças e convicções pessoais. Muitos confundiram Thelema com
Satanismo, o que é um imenso engano. Há muitas Ordens Thelêmicas, como a O.R.M (Ordo Rosae
Misticae), por exemplo, que seguem a filosofia básica, mas com ditames próprios - como utilizar uma
Árvore da Vida com doze esferas (exclui-se Daath), o que resulta num Tarot com 24 Arcanos Maiores.
Há, porém, uma cisão da O.T.O, a O.T.O.A. (Ordo Templi Orientis Antigua - Ordem dos Templos do
Oriente Antiga), ocorrida quando Aleister Crowley assumiu a direção da O.T.O. mundial; a O.T.O.A.
mantém-se fiel à tradição pré-crowleyana, contendo em seu cabedal muitos ensinamentos do Vodu
Haitiano. A O.T.O.A. é dirigida por Michael Bertiaux, cuja formação mágica é Franco-Haitiana. Foi ele,
aliás, quem introduziu os ensinamentos de Crowley na O.T.O.A., tornando-a, assim, uma das Ordens
Mágicas com maior quantidade de ensinamentos a dar. A O.T.O.A., além das Correntes citadas acima
(Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana), também faz uso da Corrente Aracnidoniana. O sistema da O.T.O.
também funciona por graus, indo desde o grau Iº até o VIIº, com muita teoria; daí, vem os graus realmente
operativos, o VIIIº (Auto-Magia Sexual), o IXº (Magia Heteroerótica) e o XIº (Magia Homoerótica); existe
ainda o grau Xº, que não é porém um grau mágico, mas político-administrativo, sendo seu portador eleito
pelos outros portadores dos graus IXº e XIº (o candidato a grau X deverá ser um deles), tornando-se o
líder nacional da Ordem. Aleister Crowley era portador do grau-mágico XIº da O.T.O..

Sistema Aurum Solis

Uma variação do Sistema da Golden Dawn, tendo como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de
práticas de Magia Sexual - muito embora seus métodos dessa forma de Magia não pareçam ser muito
potentes. Mas contém no seu bojo todo o material técnico da Golden Dawn, exceto ter realizado uma
simplificação na simbologia dos paramentos. Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita
Denning e Osborne Phillips.

Sistema Salomônico (de Salomão)

Basicamente consiste no uso de Sigilos e Pantáculos de Inteligências Planetárias, que serão Evocadas, ou
Invocadas sobre Talismãs e Pantáculos. É um sistema importante que foi aproveitado por quase todas as
Ordens Ocultas hoje em atividade.

Sistema da Magia Planetária

Criado pelo grupo Aurum Solis, baseia-se em rituais destinados a Evocar ou Invocar os Espíritos
Olímpicos, Entidades Planetárias (Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou
Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). É um sistema prático, completo, eficiente, de poucos riscos e
fácil de colocar em prática.

Sistema Sangreal

Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um Sistema que busca fundir a Tradição Ocidental em
suas principais manifestações: a Cabala e a Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás
é utilizada em todas as Escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de Cabala Prática de
Franz Bardon, do Sistema Hermético. Apesar disso, é um Sistema racional, que tem fascinado os mais
experientes e competentes ocultistas da atualidade. A obra de Gray é extensa mas não excessiva, o que
contribui para facilitar o estudo deste Sistema.

Sua principal característica é a de criar (dentro de cada praticante) um sistema solar em miniatura. A partir
daí, cada iniciado trabalha em seu Microcosmo e no Macrocosmo de forma idêntica.

Sistema dos Tattwas

É um método de utilização dos símbolos gráficos orientais representantes dos cinco elementos
(Éter/Akasha, Fogo, Água, Ar e Terra). Usa-se o desenho pertinente como forma de meditação e expansão
da mente - transformando-se, mentalmente, o desenho em um portal, daí penetrando indo mentalmente,
em outras dimensões. É um eficiente método de auto-iniciação.

Sistema de Pathworking

Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza-se desenhos relativos às Esferas e Caminhos
(Path em inglês significa Caminho) da Árvore-de-Vida, que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se,
alternativamente, utilizar-se de Sigilos de diversas Entidades (visando viajar para as paragens habitadas por
aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudú), com a mesma finalidade - a auto-iniciação.

Sistema Satânico (Satanismo)

É um fenômeno cristão; só existe por causa do Cristianismo. Baseia-se no dualismo Deus-Diabo, presente
em tantas culturas; no dualismo Bem-Mal, presente no inconsciente coletivo. Historicamente,
o Satanismo como culto organizado nunca existiu, até a criação da Igreja de Satã, fundada em 30 de Abril
de 1966, por Anton Szandor LaVey, na Califórnia, Estados Unidos. A partir de então, o Satanismo passou
a contar com rituais específicos, buscando criar versões próprias da Magia Ritual e da Magia Sexual, além
de ter sua própria versão da Missa Católica, chamada Missa Negra. Basicamente, tudo como convencionou-
se chamar de Magia Negra (submeter os outros à nossa vontade, causar enfermidades, provocar acidentes
ou desgraças e até a mesmo a morte dos outros, obter vantagens em questões legais, em assuntos ilegais ou
imorais, corromper a mente alheia, etc.), tem lugar entre os Satanistas. Na corrente da Igreja de Satã, não se
prega o sacrifício animal, substituído pelo orgasmo sexual; o sacrifício humano inexiste, ao menos com a
pretensa vítima presente - é aceitável realizar um ritual visando a morte de outrem, que, então, será uma
vítima sacrifical, embora não seja imolada num altar, há alguns Satanistas que praticam a imolação de
pessoas. Portanto, os Satanistas modernos podem vir a realizar sacrifícios humanos, desde que sejam
apenas na forma de rituais representados de forma teatral. Isto é, o sacrifício é de forma simbólica apenas.
Os ensinamentos de LaVey baseiam-se nos de Aleister Crowley, Austin Osman Spare, O.T.O. e F.S.
(Fraternitas Saturni), além de fazer extenso uso das Chamadas Enoquianas. O Satanismo de LaVey é um
culto organizado, sem relação com os Satanistas que, volta e meia, são manchete dos noticiários.

Basicamente, a crença do Satanista dividi-se em três pontos:

1) O Diabo é mais poderoso que Deus;

2) Aqueles que praticam o mal pelo mal, estão realizando o trabalho de Satã, sendo, portanto, seus
servidores;

3) Satã recompensa seus servidores com poderes pessoais e facilita-lhes satisfazer e realizar seus desejos.

Satanistas verdadeiros são raros, a grande maioria dos que se dizem tal são simplesmente pessoas possuídas
por forças desconhecidas que invocaram - e seu destino será a cadeia, o manicômio ou a tumba, depois do
suicídio. Satanismo não é Luciferianismo.

Sistema da Magia Sagrada de Abramelim (Os Quadrados Mágicos)

Um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o próprio Anjo da Guarda; depois, se fará
uso de uma série de Quadrados Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso,
no qual muitos experimentadores não foram bem sucedidos. Aliás, muito mal.

As instruções dadas no famoso livro que ensina este Sistema não devem ser levadas a cabo literalmente, de
forma irrefletida; deve-se, porém, ter total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em
prática. Como em todos os textos antigos, aqui também muita coisa está cifrada ou velada. Deste poderoso
Sistema surgiram inúmeras práticas com quadrados mágicos que nada têm relação com o Sistema ensinado
nesta obra.

Sistema Enoquiano (Magia Enoquiana - Enochian Magic)

É um sistema simbolicamente complexo, que consiste na Evocação de Energias ou Entidades de 30 esferas


de poder em torno da Terra. É um sistema poderoso e perigoso, mas já existem diversos guias práticos no
mercado, que permitem uma condução relativamente segura. Este Sistema foi descoberto por John Dee e
Edward Kelley; posteriormente, foi aperfeiçoado pela Golden Dawn, por Aleister Crowley e seus muitos
seguidores, entre eles vale destacar Gerald Schueler. Os nomes bárbaros a que se referem muitos textos de
ocultismo são os nomes de poder utilizados neste Sistema Mágico. Aqui, trabalha-se num universo próprio,
distinto daquele conhecido no Hermetismo e na Astrologia. Busca-se contato com Elementais, Anjos,
Demônios e com o próprio Anjo da Guarda. Dizem alguns entendidos que a famosa Arca da União é o
Tablete da União, peça fundamental deste Sistema. Esse Tablete da União encontra-se à disposição de
qualquer Mago que cruze o Grande Abismo Exterior, após a passagem pelo sub-plano de Zax, no Plano
Akashico, Etéreo Espiritual, local aonde estão situados os sub-planos Lil, Arn, Zom, Paz, Lit, Maz, Deo,
Zid e Zip, os últimos entre os 30 Aethyrs ou sub-planos. Essa região é logo anterior ao último anel pelo
qual nada passa, tudo isso dentro do conceito do Universo pela física enoquiana. Para encerrar nossa
abordagem sobre a Magia Enoquiana, um aviso: muito cuidado ao pronunciar qualquer palavra no idioma
enoquiano, pois as mesmas têm muita força, podendo provocar manifestações nos planos sutis mesmo que
as chamadas tenham sido feitas de forma inconsciente ou inconseqüente.

Sistema da Bruxaria (Witchcraft)

Até virem à luz os trabalhos de Gerald Gardner, Raymond Buckland e Scott Cuningham, não se podia
considerar a Bruxaria um sistema mágico. As bruxas e os bruxos se reúnem nos covens, que por sua vez
encontram-se nos sabbats, as oito grandes festividades definidas pelos solstícios, pelos equinócios, e pelos
dias eqüidistantes entre esses. Os últimos são considerados mais importantes.

A Bruxaria é um misto de métodos de Magia clássica (Ritual, Sexual, etc.), com práticas de Magia Natural
(uso de velas, incensos, ervas, banhos, poções, etc.), cultuando Entidades Pagãs em geral. Não tem relação
com o Satanismo. Bons exemplos do que podemos chamar de Bruxaria, em língua portuguesa, estão no
livro Brida, de autoria de Paulo Coelho. Aquilo lá descrito mostra bem o Sistema da Bruxaria, menos
nítido, mas também presente nas suas outras obras. Pena a insistência de algumas pessoas em condenar a
bruxaria a um lugar inferior entre os Sistemas Mágicos.

Sistema Druida (Druidismo)

Há muito em comum entre o Druidismo moderno e a Wicca (nome dado nos países de língua inglesa à
Bruxaria). As principais diferenças residem na mitologia utilizada nos seus rituais (a Celta), além dos locais
de culto (entre árvores de carvalho ou círculos de pedras). O Druidismo pode ser resumido como um culto
à Mãe Natureza em todas as suas manifestações rituais.

Sistema Shamânico (Shamanismo)

O Shamanismo é a raiz de toda forma de Magia. Floresceu pelo mundo todo, nas mais diversas formas,
dando origem a diversos cultos e religiões. Sua origem remonta a Idade da Pedra, com inúmeras evidências
disso em cavernas habitadas nessa era. O Shamanismo moderno está ainda embrionário, embora suas
raízes sejam profundas e fortes. O Shaman é uma espécie de curandeiro, com poderes especiais nos planos
sutis. O Shamanismo caracteriza-se pela habilidade do Shaman entrar em transe com grande facilidade, e
sempre que desejado.

Sistema Demoníaco (Goetia - Goécia)

Consiste na Evocação das Entidades Demoníacas, Demônios, de habitantes da Zona Mauva ou das
Qliphás. É uma variação unilateral da Magia Evocativa do Sistema Hermético. Obviamente é um Sistema
muito perigoso.

Sistema Bon-Po (Bon-Pa)

É um Sistema de Magia originário do Tibet. É uma seita de Magia Negra, com estreitas ligações com as
Lojas da F.O.G.C (Ordem Franco-Maçônica da Centúria Dourada), sediadas em Munich, Alemanha,
desde 1825, com outras 98 Lojas espalhadas por todo o mundo. Na O.T.O.A. faz-se uso de práticas
mágicas Bon-Pa. Membros da seita Bon-Pa estiveram envolvidos com organizações sinistras, como a Mão
Negra, responsável para Arquiduque Ferdinando da Áustria, o que precipitou o mundo na Primeira
Guerra Mundial. Durante a era Nazista na Alemanha, membros da seita Bon-pa eram vistos freqüentando
a cúpula do poder. Outro nome pelo qual a seita Bon-Pa é conhecida é A Fraternidade Negra. Muitos
chefes de Estado, artistas famosos e pessoas de destaque na sociedade, foram ou são vinculados à Bon-Pa
ou à F.O.G.C - através de pactos feitos com as Forças das Trevas. Vale notar que, na Alemanha Nazista,
todas as Ordens Herméticas foram perseguidas e proscritas - exceto a FOGC. Na China, após a tomada do
poder por Mao Tse Tung, todas as seitas foram perseguidas e proscritas - exceto a Bon-Pa. Seriam Hitler e
Mao Tse Tung membros das mesmas, assim como seus principais asseclas? Vale a pena ler a obra Frabato,
de autoria de Franz Bardon, e a edição do mês de Agosto de 1993 da revista Planeta (Editora Três). Em
ambas, muita coisa é revelada sobre a história dessas seitas - inclusive sobre suas práticas nefastas.

Sistema Zos-Kia-Cultus

Criado por Austin Osman Spare, o redescobridor do Culto de Priapo. É a primeira manifestação
organizada de Magia Pragmática. Baseia-se na fusão da Magia Sexual com a Sigilização Mágica. A
obra Practical Sigil Magic, de Frater U.: D.: revela seus segredos. É um Sistema eficiente, mas não serve
para qualquer pessoa, somente para aquelas de mente aberta e sem preconceitos. O motivo é simples: seu
método de Magia Sexual é o conhecido como Grau VIIIº na O.T.O., ou seja, a Auto-Magia Sexual.

Sistema Rúnico (Magia de Runas - Rune Magick - Runes)

Runas são letras-símbolos, cada qual com significados variados e distintos. Tem uso em Divinação, em
Magia Pentacular e em Meditação. Infelizmente, a Cabala das Runas perdeu-se para sempre na noite dos
tempos. As Runas tem origem totalmente Teutônica. As Runas tem se tornado um dos mais importantes
alfabetos mágicos, talvez devido a seu poder como elementos emissores de ondas-de-forma, talvez devido à
facilidade de sua escrita.

Sistema Icônico ou Iconográfico (antigo Sistema Hebraísta)

Desenvolvido por Jean Gaston Bardet, com a colaboração de Jean de La Fye, é um sistema tecnicamente
complexo, que consiste em utilizar as letras de fôrma hebraicas como fonte de emissões-de-ondas-de-forma.
Hoje, com o Sistema aprimorado por Antônio Rodrigues, utiliza-se dessas letras, além de outros símbolos
ou ícones, para a detecção e criação de estados esotéricos, bem como para neutralizar ou alterar energias
sutis diversas. É um dos mais potentes que existe, dentro da visão de emissores e detectores de ondas-de-
forma. Rodrigues introduziu muitas palavras de conteúdo mágico nesse Sistema, muitas das quais oriundas
da obra 777, de Aleister Crowley. Se for utilizado como forma de meditação, ou conjuntamente à Cabala
Simbólica (a que faz uso do hieróglifo da Árvore-da-Vida), é eficiente para a prática doPathworking.

Sistema do Vodu (Voudoun - Voodoo)

Apesar de ser visto como uma religião primitiva, o Vodu é na realidade, um sistema de Magia bastante
completo. Nele encontramos Invocação, Evocação, Divinação, Encantamento e Iluminação. Práticas não
encontradas nos outros Cultos Afro (Candomblé, Lucumí, Santeria), como por exemplo a Magia Sexual,
presente no Vodu, embora de forma não muito aprimorada, exceto dentro do Vodu Gnóstico e do
Hoodoo. As possessões que ocorrem no Vodu (como no Candomblé, Lucumí e Santeria), são reais, fruto
da Invocação Mágica dos Deuses, Deusas e demais Entidades. Não se trata de uma exteriorização de algum
tipo de dupla personalidade, nem de uma possessão por Elementares ou por Cascarões Avivados (como
normalmente ocorre em religiões que fazem uso das mesmas práticas). A possessão no Vodu é um
fenômeno completo e real. O Deus "monta" o indivíduo da mesma forma que um ser humano monta num
cavalo. As Entidades "emergem" do solo para o corpo do indivíduo, penetrando inicialmente pelos seus
pés. É uma sensação única, que só pode ser descrita por quem já teve tal experiência. Cada Loa (Deus ou
Deusa) do Vodu tem sua personalidade distinta, poderes específicos, regiões de autoridade, além de
insígnias ou emblemas - vevés e ferramentas. Uma fusão dos Cultos Afros só trará benefícios a todos os
praticantes da Ciência Sagrada. Os avanços do Vodu foram tantos, especialmente do Vodú Gnóstico, do
Vodu Esotérico e do Vodu do Novo Aeon, que entre suas práticas encontra-se até mesmo um Sistema
Radiônico-Psicotrônico, que faz uso de Máquinas Radiônicas com as finalidades convencionais (Magia de
saúde, de prosperidade, de sucesso, de harmonia, combate às Forças das trevas e às Forças Psíquicas
Assassinas, combate aos Implantes Mágicos, etc.), além de favorecer as viagens mentais e astrais. Esse
Sistema foi batizado, por seus praticantes, de Vodutrônica. O Vodu é, guardadas as devidas proporções,
uma Religião Thelêmica, posto que a verdade individual que se busca no Sistema Thelêmico, culmina aqui
com a descoberta do Deus individual, o que resulta numa Religião Individual, isto é, a Divindade e toda a
religião de um indivíduo é totalmente distinta do que seja para qualquer outra pessoa. E isso é Thelêmico,
ao menos em seu sentido mais amplo. As Entidades do Vudu são fixadas em receptáculos diversos, que vão
desde vasos contendo diversos elementos orgânicos misturados (os Assentamentos), até garrafas com
tampa, passando pelas Atuas (caixinhas de madeira pintadas com os Sigilos) dos Loas, com tampa,
altamente atrativas para os Espíritos. Mas as práticas utilizando elementos da Magia Natural, como ervas,
banhos, defumações, comidas oferecidas às Entidades, são todas práticas adicionadas posteriormente ao
Vodu, não parte integrante desde seu início. No Vodu se faz uso, além da Egrégora do próprio culto, das
Correntes Aracdoniana, Insectoniana e Ofidiana.

Sistema de Magia do Caos (Círculo do Caos - Iluminados de Thanateros)

A Magia do Caos tem origem nos trabalhos de Austin Osman Spare, redescobridor do Culto de Priapo. A
Magia do Caos é atualmente bastante divulgada por seu organizador Peter James Carroll, além de Adrian
Savage.

Os praticantes da Magia do Caos consideram-se herdeiros mágicos de Aleister Crowley (e da O.T.O.) e de


Austin Osman Spare (e da Zos-Kia Cultus). Seu sistema procura englobar tudo quanto seja válido e prático
em Magia, descartando tudo quanto for mais complexo que o necessário. Caracteriza-se por não ter
preconceitos contra nenhuma forma de Magia, desde que funcione.

Está se tornando o mais influente Sistema de Magia entre os intelectuais da modernidade. Entre suas
práticas mais importantes vale ressaltar o uso da Magia Sexual, em especial dos métodos de mão esquerda.
Seus graus mágicos são cinco, em ordem decrescente: 4º, 3º, 2º, 1º e 0º.

Sistema de Magia Natural

Consiste na utilização de elementos físicos, na forma de realizar atos de Magia Mumíaca (éfiges de pessoas,
representando-as, tornando-se receptáculos dos atos mágicos destinados àquelas), bem como no uso de
banhos energéticos, defumações, pós, ungüentos, etc., visando obter resultados mágicos pela via do menor
esforço.

Sistema Necronomicônico (do Necronomicon)

Uma variação da Magia Ritual, que baseia-se na mitologia presente nos contos de horror do autor H. P.
Lovecraft em especial no Deus Cthulhu, e no livro mágico Necronomicon (citado com freqüência pelo
autor). Atualmente, diversos grupos fazem uso deste Sistema na prática, entre eles valendo destacar a
I.O.T., a O.R.M. e a Igreja de Satã. Frank G. Ripel, ocultista italiano que lidera a O.R.M., pode ser
considerado o mais importante divulgador deste Sistema de Magia, além de ser o renovador do Sistema
Thelêmico. Mas o grupo I.O.T. tem sido o responsável pela modernização (e explicação racional) deste
poderoso Sistema. Aliás, poderoso e perigoso, por isso mesmo atraente. Tão atraente que foi criada uma
coleção de RPG's versando sobre o culto de Cthulhu, o Necronomicon e outras idéias de H.P. Lovecraft.

Sistema Luciferiano (Luciferianismo - Fraternitas Saturni)

Muito parecido com o sistema de Magia da O.T.O. (Thelêmico), centralizando suas práticas na Magia
Sexual (em especial nas práticas de Mão Esquerda), na Magia Ritual e na Magia Eletrônica, conta, porém,
com uma distinção fundamental do sistema pregado por Aleister Crowley: enquanto na O.T.O busca-se a
fusão com a Energia Criadora, através da dissolução do ego, na Fraternitas Saturni (FS) busca-se elevar o
espírito humano a uma condição de Divindade, alcançando o mesmo estado que o da Divindade cultuada:
Lúcifer, a oitava superior de Saturno, cuja região central é o Demiurgo, e cuja oitava inferior é Satã, Satan,
Shatan ou Satanás (e sua contra-parte feminina, Satana). Portanto, Lúcifer e Satã são entidades distintas. Na
F.S., há 33 graus, alguns mágicos, outros administrativos.

Sistema Hermético (Hermetismo - Franz Bardon)

Sistema amplamente explicado (na teoria e na prática) nas obras de Franz Bardon, reencarnação de
Hermes Trismegistos (conforme sua autobiografia intitulada Frabato, The Magician. O sistema Hermético
prega um desenvolvimento gradativo das Energias no ser humano, partindo de simples exercícios de
respiração e concentração mental, até o domínio dos elementos, daí à Evocação Mágica, e até à Cabala,
aonde aprende-se o misticismo das letras e o uso mágico de palavras e sentenças, algumas das quais foram
utilizadas para realizar todos os milagres descritos na Bíblia e em outros textos sagrados. É o único Sistema
totalmente racional e científico.

Sistema Cabalístico (Quabbalah - Tantra - Kabalah - Fórmulas Mágicas)

Conforme dito acima, é a prática do misticismo das letras (isto é, do conhecimento das cores, notas
musicais, elementos naturais e suas respectivas qualidades, regiões do corpo em que cada letra atua, etc.),
daí das palavras e de sentenças; o uso de mais de uma letra, cabalisticamente, tem o nome de Fórmula
Cabalística. Tantra no Oriente, Cabala no Ocidente. Há muitas escolas de Tantra, outras tantas de Cabala.

Muitas Escolas de Ocultismo, que utilizam a Cabala como parte de seus ensinamentos, o fazem utilizando a
chamada Cabala Teórica, que baseia-se no hieróglifo da Árvore da Vida e suas atribuições. Poucas Escolas
utilizam a Cabala Prática, como ensinada por Franz Bardon. As diferenças entre a Cabala Prática e a
Teórica são muitas, mas, como principal distinção, na Cabala Teórica o enriquecimento pessoal é apenas a
nível teórico, isto é, intelectual, enquanto que na Prática se aprende, se compreende, se vive a realidade do
Misticismo das Letras. O mesmo conhecimento que foi utilizado para criar tudo quanto existe no Universo.
É simultaneamente Dogmático e Pragmático.

Magia Eletrônica

É um acessório da Magia Ritual, utilizando-se de paramentos do tipo Bobina Tesla ou Gerador Van De
Graff para gerar poderosas energias visando potencializar os rituais.

Sistema Psicotrônico (Psicotrônica)

É uma forma de Magia Pragmática, pois utiliza o simbolismo próprio do Mago (uma vez que será este a
determinar quais os números a serem utilizados, qual o tempo de exposição ao poder do equipamento
utilizado, ou ainda uma série enorme de fatores passíveis de emissão psicotrônica, detectadas ou
determinadas por meios radiestésicos ou intuitivos), aliado à eletricidade e à eletrônica, para produzir seus
efeitos. Apesar de utilizar-se de aparato muitas das vezes sofisticado, tem o mesmo tipo de ação que outras
variedades de Magia Ritual, isto é, depende inteiramente (ou quase) das qualidades mágicas do operador.

Sistema de Emissões de Ondas-devidas-às-formas (Sistema de Ondas-de-Formas)

É uma forma de Magia Dogmática, posto que faz uso de paramentos e símbolos sem paralelo no sub-
consciente do Mago; exceção se aplica aos gráficos que dependem de uma seleção radiestésica de seu
design, como, por exemplo, no sistema Alpha-Omega (aonde se seleciona os algarismos numéricos e a
quantidade de círculos em torno daqueles, para se construir o gráfico) neste sistema Pragmático. Para
exemplificar o uso prático, se utiliza equipamentos bidimensionais ou tridimensionais; os primeiros são os
gráficos emissores, compensadores e moduladores de Ondas-de-Forma, enquanto os outros são os
aparelhos tipo pirâmides, esferas ocas, meias-esferas, arranjos espaciais que parecem móbiles, etc. Neste
Sistema, na sua parte tridimensional, é que se utiliza os pêndulos, as forquilhas e demais instrumentos
radiestésicos, rabdomânticos e geobiológicos.

Sistema Radiônico (Radiônica)

É a única modalidade de Magia que, apesar de totalmente encaixada no sistema de Magia Ritual, e herdeira
única do sistema Psicotrônico, reúne em si, simultaneamente, as características de Dogmatismo e
Pragmatismo. Os métodos utilizados para a detecção das energias são nitidamente Pragmáticos, uma vez
que fazem uso de pêndulos (radiestesia) ou das placas-de-fricção (sistemas sujeitos à Lei das
Sincronicidades, de Carl Gustav Jung). O coração do sistema Radiônico, porém, não é seu método de
detecção (uma vez que há aparelhos sem nenhum sistema de detecção, como a Peggotty Board, ou Tábua
de Cravilhas), mas seu sistema de índices. Esses índices são em geral descobertos ou criados pelos
pesquisadores do sistema em questão, e passados adiante para os outros usuários do sistema, que não são
necessariamente pesquisadores. Assim, quando se utiliza índices desenvolvidos por outras pessoas, se está
operando no sistema Dogmático, apesar de que os números presentes nos índices são sempre comuns à
mente de qualquer operador - mas as seqüências em que eles aparecem, que formam os índices, o fazem
de forma desconhecida ao sub-consciente do operador, portanto de forma Dogmática.

Quando, porém, fazemos uso de índices que sejam fruto de nossas próprias pesquisas ou experiências,
trabalhamos, então, de forma Pragmática. Portanto, em se tratando de Radiônica, somente nossas próprias
pesquisas permitem um trabalho totalmente Pragmático.

Sistema do Candomblé

Muito parecido com o Sistema do Vodu, mas simplificado. Na verdade, o Candomblé é um culto aos
Deuses e Deusas do panteão Nagô, aonde predomina a Magia Natural, com grande ênfase nos sacrifícios
animais, na criação de Elementares Artificiais e em outras tantas práticas mágicas - como os banhos de
ervas, o uso de pós mágicos, etc. Além de Evocações e Invocações das Divindades cultuadas. É um Sistema
de grande potencial, infelizmente tornado, ao longo dos anos, inferior ao Vodu, do ponto de vista iniciático.

Sistema da Umbanda

Consiste na Invocação de Entidades de um panteão próprio e extremamente complexo, visando obter os


favores das Entidades incorporadas. Também existe a Evocação quando se faz oferendas de itens diversos
para as Entidades. É basicamente um culto de Magia Branca.

Sistema da Quimbanda

Muito parecido com o Sistema da Umbanda, com exceção de que não se atua com Entidades demoníacas;
é basicamente um culto de Magia Negra.

Sistema da Wicca

Um aprimoramento do Sistema de Feitiçaria, a Wicca é uma religião muito bem organizada e


sistematizada, sendo que nela se aboliu a prática de sacrifícios animais, que era freqüente na Feitiçaria. Há
um ramo mais sofisticado da Wicca, a Seax-Wicca, dos seguidores de Gerald Gardner, que busca
aprimorar a Wicca, transformando-a num culto menos dogmatizado que o tradicional.

Sistema de Magia Sexual

Temos aqui uma abertura para oito sub-sistemas:

- Sistema da O.T.O.:

Basicamente um método de Magia Sexual que busca a elevação espiritual através do sexo. Tem três graus
de aptidão mágica sexual - o VIII, o IX e o XI. Pode ser considerado o Tantra ocidental.

- Sistema da O.T.O.A.:

É muito parecido com o da O.T.O., porém faz uso não apenas da Magia Sexual praticada fisicamente, mas
também de práticas astrais desse tipo de Magia.

- Sistema Maatiano

Criado por dissidentes da O.T.O., tem uma visão mais moderna da Magia Sexual. Sua visão sobre o grau
XIº é particularmente distinta.

- Sistema da Fraternitas Saturni (F.S.)

É derivado da O.T.O., mas abertamente Luciferiano.


- Sistema Ansariético

Criado pelos Ansariehs ou Aluítas da Síria, é o primeiro dos modernos métodos de Magia Sexual.

- Sistema de Eulis

Criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas, é um método científico de Magia Sexual
ocidental, muito poderoso e perigoso. Seu criador era médico, e cometeu suicídio após muitos problemas
na vida. Era mulato, político liberal, libertino, residente nos Estados Unidos no século XIX.

- Sistema Zos-Kia

Criado por Austin Osman Spare, consiste no uso mágico da Auto-Magia Sexual ou Auto-Amor. É também
um Sistema muito potente e perigoso. Seu criador, talentoso artista plástico, morreu esquecido e quase na
miséria.

- Sistema Palladium

Criado por Robert North, estudioso de Franz Bardon, P.B.Randolph, Aleister Crowley, além de outros
mestres do ocultismo. Tem sua doutrina, os Palladianos, no conceito do ser humano pré-adâmico, isto é,
no ser humano bissexuado, para o qual o relacionamento sexual era desnecessário para a procriação. Esses
seres eram os Elohim, Filhos de Deus, que criaram o pecado relacionando-se sexualmente uns com os
outros - o que era desnecessário - provocando a queda da humanidade. Com a experiência, veio a punição:
Deus dividiu o sexo dos seres humanos, o que provocou a expulsão deles do Éden. Baseando-se nessa
crença, além de buscar decifrar os ensinamentos ocultos de todos os Mestres, e interpretar o significado
oculto da literatura, os Palladianos buscam trazer luz aos conceitos tão mal compreendidos da Magia
Sexual.

Observando tais descrições podemos perceber que certos sistemas são mais divulgados e trabalhados
tornando-se sistemas á título de serem chamados de caminhos exotéricos – voltados ao público e de fácil
acesso – enquanto outros definimos como caminhos mesotéricos– voltados aos mistérios e segredos, não
tão divulgados – caminhos esotéricos – velados sob o véu dos mistérios, fechado e não divulgado.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 9 – Ordem Sabersóficos

As Tradições Mágicas

Nesta lição iremos compreender o que é uma Tradição e algumas importantes tradições mágicas
(Tradições da Magia), em seu intrincado desenvolvimento tradição define-se por um conjunto de práticas e
filosofias que se perpetuaram como um legado dentro de um conceito que forma uma Egrégora*. Nas
enciclopédias vemos a seguinte definição: Tradição (do latim traditio, tradere = "entregar", "passar adiante")
é a continuidade ou permanência de uma doutrina, visão de mundo, costumes e valores de um grupo
social ou escola de pensamento.

Em grego, na acepção religiosa do termo, corresponde à expressão paradosis (παραδοσις), que é a


transmissão de práticas e de valores espirituais, ou o conjunto das crenças, que são conservados e seguidos
com respeito ao longo de muito tempo entre diferentes famílias. Em definição de algumas escolas de magia
existente entendemos que Tradição é um método espiritual de aprendizado, seja ele no campo mental,
físico e espiritual que por vezes se revela com uma certa praticidade e outras vezes se revela ser
extremamente intrincado, de modo a trazer o adepto a uma profunda realização interior, um experimento
mágicko-espiritual no contato com energias ou seres astrais, no contato interior consigo mesmo "o self" ou
"eu interior".

Compreendendo tal significação é importante ressaltar que uma Tradição é composta de métodos de
conservação de seus conhecimentos e práticas, do qual acaba formando muitas vezes caminhos
(ramificações tradicionais) que isoladamente se desenvolvem por diversos meios de perpetuação dos
ensinamentos. A Magia com suas diversas tradições mágicas divide-se em quatro métodos de conservação
embora seja defina como um só caminho, o Caminho dos Mistérios. Tradição Literal (Método) – mantém
–se através do processo de registrar o conhecimento e os ensinamentos em livros, manuscritos,
pergaminhos, nas Artes (Esculturas – escrita nas paredes de templos ou pintadas hieroglificamente – vasos,
objetos antigos, artefatos minuciosos, etc.), geralmente por membros letrados, artistas e com grau de
instrução no conhecimento da linguagem. Tradição Oral (Método) – mantém-se em parte por iletrados ou
literatos de boca á ouvido, de mestre á discípulo, e em grande parte sempre esteve velada pelo mito, forjada
entre os mais insignes mestres que já se ouviu falar na história do ocultismo. Tradição dos Mistérios
(Método) – mantêm-se através de ritos, rituais, experiências e vivencialmente, seu código é o silêncio e sua
tônica é a Iniciação. Tradição de Elite – mantida pelos Mistérios Maiores, reservada aos poderosos
ancestrais que carregam a Grande Obra como principal escopo.

Como foi visto, Tradição possui tais métodos de conservação de seus segredos e ensinamentos em sua
composição de legado e preservação, porém a mesma como uma árvore possui diversas ramificações
(caminhos de desenvolvimento) dos quais vimos alguns na aula anterior (Lição 8). Ela também pode tornar-
se independente caso a mesma agregue valores individuais e uma cultura particularmente familiar – no caso
das tradições regionais (Islandesa, Sumeriana, Italiana, Brasileira) ou continentais – sendo assim podemos
dizer que uma tradição em sua Raiz se fundamenta em: Costumes (Práticas estabelecidas), Valores
(Finalidades e Virtudes), Leis (Moral e Ética), Sabedoria (Conhecimentos e Sistemas), Hierarquia.

Obviamente a existência de um sistema se deve ao fato de que este já tenha sido testado e comprovado
anteriormente na prática, o que origina uma diretriz básica de ensinamentos que se mesclam parte em
temas teóricos, parte em aplicações práticas. Para todos os efeitos deve ser levado em conta a eficiência de
determinada linha de ensinamentos, e a sua real possibilidade de realização.
A rigorosa disciplina imposta por uma Tradição impulsiona o aspirante a sua auto superação. É muito
importante analisarmos ambos lados de uma moeda. Supondo que uma pretensa Escola de Pensamento,
Ordem ou Irmandade, como preferirem, resolvam propor então os chamados caminhos fáceis, onde não
hajam comprometimentos nem abnegações, nem disciplina, o resultado poderá ser "nenhum", ou então no
mesmo caso, o indivíduo que julgar-se apto para galgar uma instância superior, por julgar-se simplesmente
apto para isso, o mesmo estará atraindo para si uma perigosa Ordália** chamada de Segunda Morte no
qual este precisaria estar preparado para assumir tal posição que sempre se dá no campo astral e mental.

A magia lida com forças que estão muito além da nossa vã filosofia; ela lida com Seres Inumanos, Forças
Naturais e Cósmicas e de um complexo sistema de Energias sutilíssimas. Tal coisa é impossível de se
aprender por conta própria quando não se tem as chaves do conhecimento. Há riscos, e às vezes os
fenômenos prejudiciais propagados por pessoas incautas não se manifestam imediatamente, senão "a
posteriori". A pessoa consciente de estar buscando um autodesenvolvimento sem a ajuda de um verdadeiro
mestre de alguma séria Ordem Espiritual para guiar-lhe nos primeiros passos, deverá também estar
consciente da sua total impossibilidade na Assunção Espiritual, pois nem o fato dela acreditar que pode
seguir o caminho por si só, não irá significar que isto seja Verdade. Por esse motivo, na tradição mágica a
presença do mestre é obrigatória. O mestre é uma pessoa mais experiente que já passou pelos ritos e que
possui autoridade tanto física como espiritual na Ordem a que pertence. Ele ensina ao discípulo os ritos
seculares, avalia sua progressão espiritual , pois sabe quais são os efeitos que indicam quando o discípulo
está no caminho certo, coisa que seria impossível para o buscador avaliar sozinho dado que ainda não
possua critério algum para tal avaliação. O mestre orienta, alerta e exige mais do que o discípulo está
disposto a dar, pois muita coisa na magia requer coragem, ousadia e persistência.

Eis abaixo as Tradições Mágicas – pelo qual a Magia perpetua-se até os dias de hoje:

Tradição Esotérica do Ocidente – Legada desde a Antiguidade Clássica, forma a Egrégora da Magia no
Ocidente, segregada por escolas de mistérios como a Rosacruz, Maçonaria, Iluminattis, Alumbrados,
Teosofia, Hermetismo, Kabballah, Hermosophia, Golden Dawn, Thelema, Sociedades Iniciáticas,etc.

Tradição Esotérica do Oriente – Legada desde os Primórdios do Planeta, forma a Egrégora da Magia no
Oriente, segregada em escolas de mistérios como o Hinduísmo, o Xintoísmo, o Confucionismo, o
Budismo, aos Caminhos da Yoga, o Tantrismo, o Taoísmo, o Sikhismo, o Jainismo, etc.

Tradição Solar – Legada desde os Primórdios da Antiguidade formando a Egrégora dos Cultos Solares,
suas formas de aprendizado é através da Contemplação, Observação, dos Símbolos, da Escrita, da Ciência,
da Guerra, do Amor Divino em manifestação. Representam á Criação e o Poder.

Tradição Lunar – Legada desde os Primórdios dos Tempos formando a Egrégora dos Cultos Lunares, suas
formas de aprendizado é através dos ensinamentos dos ancestrais no tempo, o contato com os espíritos, a
Feitiçaria, a Bruxaria, o Encantamento. Representam a Geração e o Conhecimento.

Tradição Serpentina – Legada desde antigas Raças Raízes do Planeta, forma á Egrégora da Magia pelas vias
do Gnosticismo Arcaico, Milenar, segregada por escolas de mistérios arcaicas como os Naguais, os Nagas,
os Gnósticos Ofitas, a Corrente Primitiva Ofidiana, os Draconianos, os Cultuadores da Sabedoria, etc.

Tradição da Pomba – ou Via Cardíaca é a linha suave do aprendizado Oculto. Legada desde antigas raças
históricas formando a Egrégora da Magia Divina, Inspiradora, Visionária e Mística. Segregada por escolas
de mistérios que buscam a Transcendência do Ser, como algumas linhagens gnósticas, o Sufismo, o
Martinismo, algumas Ordens Franco-Maçônicas, o Cristianismo, a Teurgia Cabalística, etc.

E assim aqui mais uma lição finda-se, futuramente penetraremos na alma da Tradição através do processo
iniciático cuja jornada encaminha o Ser á sua Glória ou Caos, eis o Caminho dos Mistérios na História.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 10 – Ordem Sabersóficos

Mini Glossário de Termos da Linguagem dos Mistérios

Nesta lição vamos aprender algumas palavras novas que contextualizam a linguagem dos mistérios
e que serão parte do vocabulário comum dos iniciados e adeptos.

Metafísica: “Além da Física”. O estudo e a filosofia dos relacionamentos entre a realidade


percebida e as realidades dos princípios mais profundos, adjacentes e universais. A palavra foi
criada por Aristóteles para descrever seus livros que resultam de seu trabalho com a Suprafísica.
Mundano: “Do Mundo”. Comum, não iniciado, não mágico. Usado para se referir à realidade
“normal” - padrão, em oposição a estados alterados ou melhorados de percepção.
Sagrado: Especialmente imbuído da essência da Divindade, ou considerado assim imbuído.
Profano: O oposto do Sagrado, aquilo que é sagrado se for destruído torna-se profanado.
Oculto: “Escondido”, Esse termo é usado referentemente á todas as Artes, Estudos,
Conhecimento, Práticas e Grupos Misteriosos ou Ocultados – de modo especial, aqueles que não
são entendidos como populares e com frequência sofrem condenação por parte dos mundanos e
profanos. Em Astronomia um Oculto objeto fica quando ele desaparece atrás do outro.
Mistérios: Coisas que só podem ser conhecidas pela experiência e não podem ser comunicadas de
modo oral, nem escrito. Essas coisas são transmitidas como uma parte de Iniciação.
Iniciação: Uma experiência ritual de transformação que introduz uma pessoa á uma nova
realidade. Um rito de passagem para uma sociedade mística ou religiosa.
Esotérico: Escondido, Implícito, Experiencial, Interno. Tradição de Mistérios. Fechado.
Exotérico: Óbvio, Explícito, Explicável e Externo, Público.
Arcano/Arcana: Secreto, Misterioso. Outra palavra para todas as coisas esotéricas e ocultas.
Arcana soa coisa de natureza enigmática. Arcana é o plural de Arcanum – forma latina neutra de
Arcanus: Conhecimento usualmente considerado apenas para os Iniciados como acontece nos
mistérios.
Paranormal: “Ao lado do normal”. Fora do alcance do normal, não explicável pelos princípios
correntes científicos, não usual, porém campo de estudos da parapsicologia dos fenômenos de
possíveis explicações que não alteram as leis naturais apenas alteram/dobram ela por fluidos, dons.
Sobrenatural: Aquilo que aparentemente vai além da experiência ou existência no Mundo Natural,
ou não pode ser explicado pelas leis e forças naturais conhecidas, miraculoso, mas não ao
Iniciado.
Anomalia/Anômalo: Algo incomum, anormal, inconsciente, contraditório ou impróprio,
deformidade, estranho, esdrúxulo, não-formal, etc.
Arquétipo: O padrão, ou ideia básico no inconsciente coletivo do qual todas as coisas que
pertencem à mesma classe são representações. Exemplo: Santo Antônio é o santo casamenteiro,
mas o mesmo não era casamenteiro, mas a representação o associa á isso, assim como com os
Deuses e seus atributos, que muitas vezes torna-nos mais fáceis de associações com outros Deuses.
Caminho: Um método, sistema ou abordagem ao conhecimento Magístico ou místico diferenciais,
também chamado de Via e Senda.
Adepto: “Chegado” ou “Alcançado”. Perito. Alguém que estudou e realizou muitas coisas e se
tornou altamente hábil em Magia ou Misticismo. Ser um Adepto em uma coisa significa que você
é bom nela.
Místico: Alguém que busca o lado filosófico e espiritual da Magia. Aquele que transcende.
Iluminação: Um estado de consciência total e profunda experimentando uma ligação constante
com todas as coisas. Algumas pessoas ás vezes experimentam um estado de união que dá uma
sensação de aniquilação do ego.
Lucidez: Um estado aperfeiçoado de consciência em que um entendimento excepcional da
natureza essencial profunda das coisas, pessoas e acontecimentos, e a união deles são
experienciada de modo geral, por meio da clarividência ou faculdades telepáticas.
Avatar: Uma divindade encarnada em forma humana, como Cristo, Buda ou Krishina. Uma
pessoa considerada uma representação exemplar, do tipo.
Macrocosmo: “Mundo Grande”. O mundo fora. O Universo ao nosso redor. A esplêndida visão
externa da beleza universal.
Microcosmo: “Mundo Pequeno”. O mundo dentro. Tradicionalmente o microcosmo é o ser
humano vista como uma miniatura do universo maior (macrocosmo).
Aura: “Respiração ou Emanação Invisível”. As auras são campos de energia biomagnética que
emanam de todas as coisas vivas e inanimadas, envolvendo e ligando todas elas, dentro e fora.
Astral: “Das estrelas”. Astral refere-se ao Universo e campos invisíveis de energias, consciência e
magia vivas. Os reinos das sombras e realidade alternativas nos quais os praticantes de magia
operam. Reinos e regiões astrais (como as do sonho) são percebidos e acessados por meio de
técnicas de meditação com o hemisfério direito cerebral, visualização, hipnose e sonhos. Plano de
Existência, também chamado de Mundo das Emoções que é elas corresponde.
Corpo Astral: Um corpo de energia viva que corresponde ao corpo físico, cercando-o. Feito de
matéria essencial do plano de existência astral – veículo de consciência psicoemocional, também
chamado de Psicossoma. Corpo emocional, Veículo de Consciência Astral.
Projeção ou Viagem Astral: Separação do corpo astral do corpo físico para realizar jornadas nos
reinos do plano astral. Extensão do ponto de referência de alguém além dos limites do corpo
físico, muitas vezes com o acompanhamento da imagem do corpo como um veículo.
Espectro: Um corpo astral projetado na linguagem astral-psíquica e uma entidade antiga e trevosa
na linguagem dos mistérios ancestrais.
Totem: Um animal ou Objeto natural que é tomado como símbolo ou ancestral de uma pessoa
ou grupo de pessoas (tribo, nação).
Fantasma: O cascão espiritual de uma pessoa morta que está ligado a Reinos Mortais por alguma
razão específica. Geralmente: Negócios, Amor, Morte.
Aparição: é uma forma-pensamento (energia mental concentrada) projetada por uma pessoa ou
grupo de pessoas, ou nesse caso é a materialização ectoplásmica de uma entidade espiritual.
Familiar: Um ser não-humano especialmente um animal com o qual uma pessoa tem um elo
psíquico empático. Tal criatura opera como parceiro, guia ou professor mágico.
Elementais: Um foco ou manifestação localizado na esfera dos 4 elementos naturais: Fogo, Terra,
Ar e Água – são chamados gnomos (terra), ondinas (água), silfos e fadas (ar), salamandras (fogo).
Mana: um termo polinésio para obter poder ou energia psíquica. O poder pessoal, carisma, força
de um indivíduo. Força e Energia mágica.
Bioplasma – Uma palavra mais técnica para Mana.
Biomagnética: energia viva, semelhante na natureza ás energias não-vivas da eletricidade e
magnetismo;
Biocorrentes: Correntes de energia eletroquímicas geradas por células vivas chamada de energia
orgânica por Wilheln Reich.
Divindade: Uma Deusa ou Deus, um Ser de Suprema posição espiritual;
Monoteísmo: A crença em uma única Divindade.
Panteísmo: A crença de que a Divindade(s) está contida na Natureza, Tudo é Divino;
Politeísmo: A crença em muitos Deuses e Espíritos.
Animismo: A crença de que tudo é vivo.
Divindade Imanente: a Divindade está em todos nós, ideia expressa de sóis Deuses/Deusas.
Paganismo: Significa “do Campo” referido á todo conjunto de povos que moravam nas áreas
campesinas e honravam os Deuses da natureza, é uma coletânea de diferentes caminhos
espirituais que tem suas raízes indígenas (nativas) ou clássicas ( Egito, Grécia, Roma antiga...)
Entidade: Um ser, espírito, criatura viva ou personificação consciente.
Encarnar: “Entrar na Carne”. Ter ou tomar um corpo de carne;
Desencarnado: “Sem um corpo de Carne”.
Agnóstico: o Ateísmo da não aceitação da percepção religiosa sobre a Divindade e a realidade,
mas que aceita a ideia de uma força superior existente, ou mesmo várias.
Gnóstico: aquele que pratica e estuda o Gnosticismo (corrente espiritual do conhecimento
milenar), onde credita na existência de forças superiores porém em uma forma diferente da
religião das massas, cuja termo histórico era símbolo de heresia na idade média.
Sigilo: Símbolo, Selo, Representação em Caractere. Lei do Silêncio.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 11 – Ordem Sabersóficos

Os Sete Pilares da Sabedoria

Na lição sobre os fundamentos da magia relatamos que a Magia está fundamentada em Pilares que
são comumente chamados de Mistérios Maiores e Mistérios Menores, também nos referimos aos
mesmos na linguagem dos mistérios como Arcanos, mencionamos as bases dos mistérios menores
regimentada pelos elementos da natureza universal – Terra, Fogo, Ar e Água, ligando seu objeto
de estudo e como isso se relaciona com o Microcosmo em sua sétupla formação anatômica oculta.
Dentro desta valiosa lição penetraremos nos Mistérios Maiores e sua Composição que regimenta a
Magia sob os Sete Pilares da Sabedoria, cuja formação é sublime arcada da Alta Magia, no que
concerne a Evolução e Revolução da Consciência e do Espírito.

Quando penetramos os Mistérios Maiores da Tradição Mágica iremos diretamente lidar com os
Pilares que compõe a Sabedoria (Sophia), que são elas: Ciência, Arte, Filosofia, Religião, Mística,
Sophística e Caosophia. O Mundo como o conhecemos é regimentado por uma ou mais desses
pilares, essa Era de Aquarius (Ínicio em 1962) o Pilar Regente é a Ciência, na Era de Peixes o
Pilar Regente era a Religião, e quando uma Era Zodiacal está perto de se findar alguns impulsos
começam á surgir para alicerçar novos tempos. A importância de tais pilares segregam o Poder da
Evolução e Revolução das Eras, na Magia ela se aplica de maneira holística porque o adágio de
que tudo está ligado é de grandiosíssima atenção. Abaixo faremos uma descrição dos Mistérios
Maiores dos Sete Pilares da Sabedoria:

Ciência – do latim Scientia – Conhecimento - Palavra usada para se referir na Antiguidade á um


conjunto de observações fenomenológicas aos sentidos que através de uma repetição dos fatos
apresentados tornaria tal observação uma matéria do Conhecimento Empíreo, cujo objeto de
apuração é legada a Razão, que corresponderia em investigar os mistérios da natureza e do
universo. Através de tais investigações formaram-se os campos de conhecimentos como a
Agricultura, Engenharia Civil, Medicina, Astronomia, Matemática, Navegação, entre outras dos
vossos dias de hoje, mas tais campos de estudos eram vistos como sagrados e legadas aos
Sacerdotes, Magos, Feiticeiros, Líderes, Iniciados nos Mistérios, portanto não havia a separação
dos dias de hoje com relação ás Ciências Ocultas – Astrologia, Alquimia, Divinação, Psiquismo,
Metafísica, Grafologia, Biodimensão, e tantas outras - consideradas Pseudociências pela
comunidade científica dos dias atuais e em suas reminiscências. Este Pilar lega o processo do
conhecimento das fórmulas, experimentações, técnicas e métodos sistemáticos da mecanicidade
do Universo. Seu complemento nos Mistérios é a Gnose (Conhecimento Sagrado do grego).
Filosofia – do grego Filo + Sophia – Amante da Sabedoria – Palavra usada para se referir na
Civilização Ocidental ao Conhecimento Lógico oficiada pela Razão, mas também Dialético,
Reflexivo, Abstrato na compreensão aos mistérios do pensamento e do sentido das coisas, é a
busca pela Razão de Ser, ao invés da Razão Mecânica da Ciência, desde seu Apogeu na Grécia
com os famosos Filósofos como Pitágoras, Platão, Aristóteles, Sócrates, Thales de Mileto,
Hipócrates, Heródoto, e tantos outros iniciados a mesma dava e dá o sentido latente dos outros
pilares e sendo assim tornavam os mesmo pontes de compreensão da existência. Hoje em dia
separada da Filosofia Oculta (Magia) que possui uma forte linhagem de pensamentos que
explicam o Universo, o Homem e a Mulher e suas múltiplas realidades, a Natureza e tudo que
permeia os Sentidos Ocultos. Seu complemento nos Mistérios é a Filomagística (Amantes da
Magia – do Grego - Filomagéia ou também chamada de Teosofia) - (Sabedoria Sagrada).
Arte – do latim ars, significando técnica e/ou habilidade – Palavra usada para se referir aos
Poderes Latentes do Ser, á Beleza Cósmica em manifestação, a manifestação de alguma
habilidade especial, a criação artificial de algo pelo ser humano, o desencadeamento de algum tipo
de resposta no ser humano, como o senso de prazer ou beleza, a apresentação de algum tipo de
ordem, padrão ou harmonia, a transmissão de um senso de novidade e ineditismo, a expressão da
realidade interior do(a) criador(a), a comunicação de algo sob a forma de uma linguagem especial,
a noção de valor e importância, a excitação da imaginação e a fantasia, a indução ou comunicação
de uma experiência-pico, coisas que possuam reconhecidamente um sentido, coisas que deem
uma resposta a um dado problema. Como bem expresso nos Mistérios chamava-se ArsSophia
(Sabedoria da Alma, da Arte Divina).
Religião – do latim Religare, Religar ao Divino – Palavra usada para se referir á ser diligente e
conectivo com o que é sacro – sagrado – é a reconexão com a Divindade Imanente legado pelos
mistérios da Revelação Divina – Divinação – é a Sabedoria da Ascenção do Ego ao Eu Superior
através de experiências de conexão e resgate do Ser aos Mundos Superiores, seu pórtico são os
Templos, e seu aspecto nos Mistérios Maiores é chamada de Magia Cerimonial – Rituais
Cerimoniais são legados no tempo e na história para ligar o Ser aos Deuses. De caráter coletivo,
devocional, cerimonial, mitológico, é o corpo externo do Pilar da Mística.
Mística – do Grego Mystai – ("um iniciado em uma religião de mistérios") - é a busca da comunhão
com uma derradeira realidade, divindade, verdade espiritual através da experiência direta ou
intuitiva, chamada também de Gnosis nos Mistérios Maiores, o que a difere da Religião é que a
mesma tem seu caráter na experiência do Mistério, Transcendência, não-usual de Templos e não
especificamente Cerimonial, chamada de Teurgia – Alta Magia na Antiguidade. Enquanto uma
busca reconectar, religar a outra busca transcender e ascensionar – arrebatar-se, unir-se por inteiro
– para alcançar a liberação final dessa existência – Iluminação. Experiência Direta e Individual.
Sophística – Sophística do Grego é a Sabedoria da Verdade – Pilar que se refere a busca da
verdade pelo equilíbrio de todos os Pilares da Sabedoria (Ciência, Filosofia, Religião, Arte, Mística
e Caosophia) sem nenhuma rejeição de nenhum pilar como vemos na atualidade, a busca por
uma visão (percepção) unilateral, seu adágio é a Verdade é Sétupla. Um iniciado nesse pilar foi -
PROTÁGORAS – Natural de Abdera. Diz-se que foi educado pelos “magos” que acompanhavam
a Xerxes. Realizou várias visitas a Atenas. É o mais eminente dos sofistas. Platão chama-o “pai da
sofística”, o trata com respeito no “Protágoras”, ainda que, depois o ridicularize em “Teeteto”. Foi
sutil gramático e brilhante orador. Na gramática, é-lhe atribuído ter iniciado o estudo científico e
sistemático da palavra, distinguindo os gêneros masculino, feminino e neutro e as partes da
oração: substantivo, adjetivo e verbo. Na retórica, distinguiu as partes, do discurso: exórdio,
preâmbulo, disposição, exposição, discussão, refutação e conclusão.
Caosophia – do grego Caos e Sabedoria – é o Pilar que se refere ao Conhecimento das causas
originárias do Universo e da Existência, é a profundidade dos Mistérios de Sophia – Deusa da
Sabedoria Antiga – diferente da Religião, Ciência e Filosofia a mesma não está ligada á teorias
como Big-Bang, Mitologia e nem ao modo de percepção filosófico sobre a natureza da existência,
ela ocupa-se da Experimentação da Sabedoria encontrada no Caos tão repudiada e mal
compreendida, ela é a Chave da Verdade em Manifestação á Luz, o Segredo de tudo o que é
Desconhecido, Incognoscível, Impenetrável pela Razão, Lógica, Mente.

A Magia nunca foi tão implícita e esotérica, hermética quanto o é nos mistérios maiores, penetrar
nesse terreno requer toda uma existência, ás vezes levando diversas vidas para alcançar um
Adeptado, os primeiros passos da jornada é a Iniciação, seguidas por um Labirinto de Degraus
rumo á Iluminação, uma vez na caminhada não existe mais volta, eis o Mistério da Iniciação. São
esses Pilares que compõem os elementos superiores Terra (Ciência), Fogo (Religião), Água (Arte),
Ar (Filosofia), Éter (Mística), Luz (Sophística) e Caos (Caosophia).

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – Mentora Auxiliar – Leona Minerva A.Y. “Ordem Sabersófica”.
Temporada de Mistérios Primária – a Magia – Lição 12 – Ordem Sabersóficos

As Escolas de Mistérios e a Iniciação Esotérica

A Tradição do Sol, A Tradição da Lua, a Tradição Esotérica do Oriente e Tradição Esotérica do


Ocidente vieram sendo mantidas em Escolas de Mistérios ao longo das Eras, o que formava sua
estrutura de funcionamento instrutivo foi legado por Sacerdotes, Magos, Hierofantes, Adeptos
(Sábios), etc. Os locais de ensinamentos eram em ornamentosos templos de pedra, tendas
desérticas, nas áreas mais profundas de florestas, em vales, mosteiros, círculos montanhosos,
cavernas rudimentares e construções erigidas em locais secretos – subterrâneo – ou naturais.
Houveram escolas de mistérios na Babilônia, Suméria, Pérsia, Egito, Fenícia, Grécia, Roma,
Gália, Ilhas Europeias, na Ásia Meridional, Setentrional, ao longo das Américas Sul-Americana,
Sul e Norte, assim como nos Polos Hemisféricos do Planeta.

Tais escolas tinham divisões de ensinamentos cujos iniciados se especializavam nos Mistérios
Naturais, Teleológicos, Ritualísticos, Cosmogônicos, Técnicos, Comunicação, entre outras mais
segmentações, algumas vezes essas divisões eram baseadas nos Arquétipos dos Deuses, como no
Egito - a Irmandade de Ísis no Egito e na Grécia estudavam os mistérios da Natureza, os segredos
da Visão, e nessa escola era permitida homens como mulheres, na Escola de Mistérios de Thoth
era-se estudado as Escritas Sagradas, a Magia e sua Filosófica extensão, a Alquimia, as Ciências
Sagradas, etc. Na Escola de Anúbis aprendia-se a Necromancia, a Magia Funerária,
Embalsamentos e Mumificação, a Necromagia, etc. Na Escola de Hórus eram ensinados os
Mistérios dos Ritos Solares, a Magia da Iluminação, etc.

Nas escolas que tinham como fundo a Tradição Solar não eram permitido Mulheres, daí
originando os Cultos Solares e as Raízes da Maçonaria, o Mitraísmo da Pérsia, algumas escolas
neutras aceitavam discípulas mulheres como na Tradição Hermética, os Mistérios de Elêusis,
Creta e Italiana. Haviam escolas que aceitavam apenas mulheres como nos Mistérios Vestais,
Cibelinos, Diânicos, Menádicos na Grécia Antiga e Roma, cuja Raiz vem da Tradição Lunar.

No Oriente vemos as Escolas de Mistérios Xintoístas cujos Kamis (Lideres) domam algumas
forças ocultas naturais, assim como Escolas de Budismo Zen, os Bom-Po no Tibet, os Dugpas,
assim como Colégios de Iniciação ás Yogas Sagradas – Mantra Yoga, Tantra Yoga, Jnana Yoga,
Karma Yoga, Brakti Yoga, Hatha Yoga e Raja Yoga, assim como Escolas de Lamaseria,
Confucionismo, Mencionismo, Jainismo, Hinduísmo, etc.

Nas ilhas polinésias vemos as Escolas Tradicionais de Mistérios Kahunas que compõem o Havaí,
divididas nas Ordens KU, LONO e KANE - Emocionais, Intelectuais e Intuitivos Espirituais. Nas
Ilhas Britânicas temos as Escolas de Mistério Druídico-Celtas.

Muitas são as escolas e seus mistérios – rituais, cerimoniais, experienciais como os Mistérios
Órficos, os Mistérios Mítraicos, os Mistérios Pitagóricos, os Mistérios Sufistas, os Mistérios
Herméticos, os Mistérios Dionisíacos e Báquicos, as Lupercálias, os Mistérios de Ísis, de Hórus,
de Osíris, de Amon-Rá, os Mistérios Druídicos, os Mistérios Cabalísticos, os Mistérios Gnósticos,
os Mistérios da Atlântida, os Mistérios Sumerianos, os Mistérios Etruscos, os Mistérios Helênicos,
os Mistérios Draconianos, os Mistérios Maçônicos, os Mistérios Iluminattis, os Mistérios
Africanos, os Mistérios Xamânicos, os Mistérios Maias, Incas e Aztecas/Toltecas.
No Brasil não é isento os Mistérios Indígenas e seu Colégio de Pajelança aos segredos da Feitiçaria
de seu povo, como á seguir com os Amawáka , Arara ,Deni, Nawa (Acre)Karipuna, Paliku,
Wayampi (Amapá) Kambeba, Jarawara, Korubo, Wanana (Amazonas) Anambé ,Jaruna , Kayapó
, Munduruku (Pará)Arara .Aruá , Nambikwara, Tupari (Rondônia) Macuxi , Yanomami , Waiwai
, Ingaricô (Roraima)Apinaye Guarani, Karaja , Kraho, Xerente, (Tocantins), Kambiwá, Atikum,
Fulni-ô, Pankararu, Kapinawá, Pankará (Pernambuco).

Passando pelos anais das escolas de mistério na história não podemos deixar de afirmar a
existência das escolas de mistérios nos planos superiores, no Plano Astral, Mental, Búdico e
Átmico, assim como nos Planos Etéricos Elementais cujo acesso requer uma Iniciação nos
Mundos Internos, Escolas Gnósticas, Rosacruzes e Teosóficas, assim como vossa Ordem possui
uma Estrutura no Plano Astral, e está sendo erigida no Plano Mental.

A Iniciação é o passo que transverte o Homem Inferior em Homem Superior, transverte a


Mulher Inferior e Submissa na Mulher Superior Libertária e Poderosa, não submissa ao Subjugo
do homem, para isso compreendamos o que significa a Iniciação - Uma experiência ritual de
transformação que introduz uma pessoa á uma nova realidade. Um rito de passagem para uma
sociedade mística ou religiosa. Iniciação (do latim initiatio) é um termo que remete a começo,
entrada: iniciar um evento, ação, circunstância ou acontecimento. Também tem um significado de
ascensão de um nível (abandonado) de existência para um outro nível superior. Entre os objetivos
de alguns tipos de iniciação, destacam-se o aprendizado de valores fundamentais para a vida no
nível seguinte (adulto). O iniciado deve aprender a se fortalecer com o isolamento, sobreviver em
condições precárias, estar preparado para as dificuldades da vida (por exemplo, muitas iniciações
exigem que o iniciado construa a cabana em que ficará isolado durante o ritual), aprender a caçar,
pescar, conhecer a fauna e flora etc. A Iniciação poder ser feita por um(a) Mestre(a) ou Entidade
Ancestral, assim como por si mesmo em casos específicos.

No tantra, iniciação (em sânscrito, diiks'a') refere-se a um processo em que o aprendiz é orientado
no caminho do equilíbrio e da plenitude, e recebe um mantra perfeito para a prática da meditação
e magia sexual. Ao finalizar a iniciação, o aprendiz deve firmar um compromisso de amor e
gratidão com a Divindade e com o Mestre. Na nação do candomblé queto, por exemplo, a
iniciação envolve um retiro de no mínimo 21 dias em que a pessoa é mantida afastada do que
pratica habitualmente, devendo desligar-se de tudo e dedicar-se totalmente aos rituais. O processo
ainda obriga o iniciado a raspar a cabeça, fazer curas (pequenos cortes), assentamento de orixá,
oferecimento de animais, comida ritual, flores e frutas, no processo chamado de feitura de santo.
No catolicismo, a iniciação é universal a todo o crente que confessa ser Jesus Cristo seu senhor e
salvador, o qual irá lhe redimir de todos os seus pecados conhecidos e desconhecidos. Por norma,
é praticada ainda na infância na Igreja Católica. O ritual iniciático cristão consagra-se no batismo e
confirma-se na cerimônia de crisma. Ordens iniciáticas são sociedades ou fraternidades,
geralmente místicas e/ou filosóficas, que usam um sistema de graus para identificar a evolução
didática dos seus membros em relação aos estudos geralmente ligados à metafísica. Existem vários
tipos de iniciação pelas quais passamos na vida, como: formatura, casamento, batizados, etc...

Ela caracteriza-se por Cerimonial e Esotérica, na Cerimonial a Iniciação tem como objetivo dar as
Boas Vindas ao mais novo membro da nova realidade superior e este processo não causa
nenhuma mudança interna profunda, será rica em simbolismos, passes, senhas, ritualística,
emblemas, desafios e festas, já a Esotérica tem um profundo ensejo de mergulhar interiormente na
Psique, Alma, Emoções do Candidato (Neófito), fará uma Cerimônia Iniciática Individual, uma
verdadeira Jornada Íntima que mortificará sua Persona para um Despertar Místico Latente no Ser,
Sejais bem vindos(as) aos Portais do Templo cuja Sabedoria só começou... Fim de Temporada.

Escrito por Valentin. L.P, Mentor e Adepto da Temporada de Mistério “A MAGIA” – Bases
Fundamentais – Ensinos Introdutórios. – FIM DA TEMPORADA MAGIA I - “Ordem Sabersófica”.