Você está na página 1de 289

Me. LUIS HENRIQUE DE SOUZA

Nome Ciências negrito

parte dos Materiais sem negrito

Me. LUIS HENRIQUE DE SOUZA Nome Ciências negrito parte dos Materiais sem negrito

Ciências dos Materiais

Me. Luis Henrique de Souza

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; SOUZA, Luis Henrique de. Ciências
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; SOUZA, Luis Henrique de. Ciências
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; SOUZA, Luis Henrique de. Ciências

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; SOUZA, Luis Henrique de.

Ciências dos Materiais. Luis Henrique de Souza. Maringá-PR.: Unicesumar, 2019. 288 p. “Graduação - EAD”.

1. Ciências. 2. Materiais. 3. Engenharia. 4. EaD. I. Título.

CDD - 22 ed. 620 CIP - NBR 12899 - AACR/2

Impresso por:

NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação CEP 87050-900 - Maringá - Paraná unicesumar.edu.br | 0800 600 6360

DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva, Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho, Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva, Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin, Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi.

NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff, James Prestes e Tiago Stachon; Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia Coelho; Diretoria de Permanência Leonardo Spaine; Diretoria de Design Educacional Débora Leite; Head de Produção de Conteúdos Celso Luiz Braga de Souza Filho; Head de Metodologias Ativas Thuinie Daros;

Head de Curadoria e Inovação Tania Cristiane Yoshie

Fukushima; Gerência de Projetos Especiais Daniel F. Hey; Gerência de Produção de Conteúdos Diogo Ribeiro Garcia; Gerência de Curadoria Carolina Abdalla Normann de Freitas; Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de Almeida Toledo; Projeto Gráfico José Jhonny Coelho e Thayla Guimarães Cripaldi; Fotos Shutterstock.

Coordenador de Conteúdo Crislaine Rodrigues Galan e Fabio Augusto Gentilin. Designer Educacional Janaína de Souza Pontes e Yasminn Talyta Tavares Zagonel. Revisão Textual Érica Fernanda Ortega e Cíntia Prezoto Ferreira. Editoração Bruna Stefane Martins Marconato. Ilustração Mateus Calmon, Marcelo Goto e Natalia de Souza Scalassara. Realidade Aumentada Kleber Ribeiro, Leandro Naldei e Thiago Surmani.

PALAVRA DO REITOR Em um mundo global e dinâmico, nós trabalha- mos com princípios éticos
PALAVRA DO REITOR Em um mundo global e dinâmico, nós trabalha- mos com princípios éticos

PALAVRA DO REITOR

PALAVRA DO REITOR Em um mundo global e dinâmico, nós trabalha- mos com princípios éticos e

Em um mundo global e dinâmico, nós trabalha- mos com princípios éticos e profissionalismo, não somente para oferecer uma educação de qualida- de, mas, acima de tudo, para gerar uma conversão integral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-

-nos em 4 pilares: intelectual, profissional, emo- cional e espiritual. Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos de graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 100 mil estudantes espalhados em todo

o Brasil: nos quatro campi presenciais (Maringá,

Curitiba, Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 300 polos EAD no país, com dezenas de cursos de graduação e pós-graduação. Produzimos e revi- samos 500 livros e distribuímos mais de 500 mil exemplares por ano. Somos reconhecidos pelo MEC como uma instituição de excelência, com IGC 4 em 7 anos consecutivos. Estamos entre os 10 maiores grupos educacionais do Brasil. A rapidez do mundo moderno exige dos educadores soluções inteligentes para as ne- cessidades de todos. Para continuar relevante, a

instituição de educação precisa ter pelo menos três virtudes: inovação, coragem e compromisso com a qualidade. Por isso, desenvolvemos, para os cursos de Engenharia, metodologias ativas, as quais visam reunir o melhor do ensino presencial

e a distância. Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária. Vamos juntos!

BOAS-VINDAS

BOAS-VINDAS Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co- munidade do Conhecimento. Essa é a característica principal
BOAS-VINDAS Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co- munidade do Conhecimento. Essa é a característica principal
BOAS-VINDAS Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co- munidade do Conhecimento. Essa é a característica principal
BOAS-VINDAS Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co- munidade do Conhecimento. Essa é a característica principal
BOAS-VINDAS Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co- munidade do Conhecimento. Essa é a característica principal

Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co- munidade do Conhecimento. Essa é a característica principal pela qual a Unicesumar tem sido conhecida pelos nossos alu- nos, professores e pela nossa sociedade. Porém, é importante destacar aqui que não estamos falando mais daquele conhecimento estático, repetitivo, local e elitizado, mas de um conhecimento dinâ- mico, renovável em minutos, atemporal, global, democratizado, transformado pelas tecnologias digitais e virtuais. De fato, as tecnologias de informação e comu- nicação têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, lugares, informações, da educação por meio da conectividade via internet, do acesso wireless em diferentes lugares e da mobilidade dos celulares. As redes sociais, os sites, blogs e os tablets ace-

leraram a informação e a produção do conheci- mento, que não reconhece mais fuso horário e atravessa oceanos em segundos. A apropriação dessa nova forma de conhecer transformou-se hoje em um dos principais fatores de agregação de valor, de superação das desigualdades, propagação de trabalho qualificado e de bem-estar. Logo, como agente social, convido você a saber cada vez mais, a conhecer, entender, selecionar e usar a tecnologia que temos e que está disponível. Da mesma forma que a imprensa de Gutenberg modificou toda uma cultura e forma de conhecer, as tecnologias atuais e suas novas ferramentas, equipamentos e aplicações estão mudando a nossa cultura e transformando a todos nós. Então, prio- rizar o conhecimento hoje, por meio da Educação

a Distância (EAD), significa possibilitar o contato com ambientes cativantes, ricos em informações

e interatividade. É um processo desafiador, que

ao mesmo tempo abrirá as portas para melhores oportunidades. Como já disse Sócrates, “a vida

sem desafios não vale a pena ser vivida”. É isso que

a EAD da Unicesumar se propõe a fazer.

Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quando investimos em nossa formação, seja

ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequentemente, transformamos também a so- ciedade na qual estamos inseridos. De que forma

o fazemos? Criando oportunidades e/ou estabe-

lecendo mudanças capazes de alcançar um nível de desenvolvimento compatível com os desafios que surgem no mundo contemporâneo. O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompa- nhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”. Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica e encontram-se integrados à proposta pedagógica, contribuindo no processo educa-

cional, complementando sua formação profis- sional, desenvolvendo competências e habilida- des, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita

o desenvolvimento da autonomia em busca dos

conhecimentos necessários para a sua formação pessoal e profissional. Portanto, nossa distância nesse processo de crescimento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o Stu- deo, que é o seu Ambiente Virtual de Aprendiza- gem, interaja nos fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das discussões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.

em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.
em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.
em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.
em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.
em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.
em seu processo de apren- dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili- dade e segurança sua trajetória acadêmica.

APRESENTAÇÃO

Prezado(a) aluno(a), este livro foi elaborado para um curso inicial sobre Ciências dos Materiais e, no decorrer do estudo dessa disciplina, utilizando esse material, percorreremos um trajeto que nos dará conhecimento sobre os sólidos, suas estruturas e defeitos estruturais, suas propriedades, falhas, diagramas de transformações e aplicações usuais das classes de materiais. Iniciaremos esse trajeto na Unidade 1, em que será realizada uma intro- dução aos materiais, seguida de uma explicação breve sobre a classificação dos materiais e terminando com o estudo das suas estruturas cristalinas. Na Unidade 2, veremos como é realizada a determinação de pontos, direções

e planos na célula unitária de um sólido cristalino, definiremos materiais

amorfos e cristalinos e estudaremos as imperfeições estruturais. A difusão em sólidos, os mecanismos de difusão, a lei de Fick e os parâ- metros que influenciam no processo de difusão serão abordados e aplicados em exemplos na Unidade 3. Já na Unidade 4, você irá conhecer as proprieda-

des mecânicas dos materiais, tais como dureza, limite de resistência à tração

e ductilidade, que serão trabalhadas após uma conceituação básica para lhe

deixar mais confortável com o assunto. Continuando, na Unidade 5, você vai conhecer as falhas típicas que ocorrem em projetos envolvendo mate- riais, sendo elas a fratura, fadiga e fluência, e os mecanismos usuais delas.

Na Unidade 6, você vai estudar um tópico muito importante nas ciências dos materiais, denominado diagrama de fases, e vai aprender a determinar fases presentes em um sistema, quantidades relativas e composição dessas fases aplicando esses conhecimentos no diagrama ferro-carbono. Nas Uni- dades 7 e 8 serão abordadas outras propriedades dos materiais; na Unidade 7, você verá as propriedades elétricas, condução elétrica nos condutores e isolantes, e as propriedades térmicas, condutividade térmica, expansão térmica e capacidade calorífica. Já na Unidade 8, você vai conhecer as pro- priedades ópticas, como a reflexão, absorção e refração; as propriedades magnéticas, como o diamagnetismo e ferromagnetismo; e, concluindo a unidade, você vai conhecer os tipos de corrosão que ocorrem em materiais metálicos e a degradação em materiais poliméricos. Concluiremos os nossos estudos da disciplina de Ciências dos Materiais com a Unidade 9, na qual serão abordadas as classes dos metais, cerâmicas, polímeros e compósitos, e onde você vai conhecer um pouco mais de cada umas dessas classes apresentadas na Unidade 1 e mencionadas nas demais unidades.Aqui, veremos alguns métodos de produção, materiais específicos de cada uma dessas classes e aplicações deles. Desejo a você uma ótima leitura.

de produção, materiais específicos de cada uma dessas classes e aplicações deles. Desejo a você uma

CURRÍCULO DOS PROFESSORES

CURRÍCULO DOS PROFESSORES Me. Luís Henrique de Souza Possui mestrado em Engenharia Química na área de
Me. Luís Henrique de Souza Possui mestrado em Engenharia Química na área de modelagem e
Me. Luís Henrique de Souza Possui mestrado em Engenharia Química na área de modelagem e
Me. Luís Henrique de Souza Possui mestrado em Engenharia Química na área de modelagem e

Me. Luís Henrique de Souza

Possui mestrado em Engenharia Química na área de modelagem e simulação de processos fotocatalíticos pela Universidade Estadual de Maringá (2016) e graduação em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá (2013). Tem experiência na área de Engenha- ria Química, em Modelagem e simulação de reatores fotocatalíticos, síntese e avaliação do desempenho de catalisadores bifuncionais e enzimáticos, tratamento de efluentes utilizando processos oxidativos avançados e programação em Matlab; também tem experiência no Ensino Superior nas disciplinas de Modelagem Matemática, Cálculo Numérico, Saneamento Urbano, Programação para Engenharia e Física I. Atualmente, doutorando em Engenharia Química na Universidade Estadual de Maringá. Currículo Lattes disponível em:

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4499456E7

Introdução a Ciências dos Materiais     13 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos
Introdução a

Introdução a

Ciências dos

Materiais

   

13

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

   

41

Difusão em Sólidos

Difusão em Sólidos

   

71

Propriedades Propriedades Elétricas e Propriedades Térmicas dos Materiais

Propriedades

Propriedades Propriedades Elétricas e Propriedades Térmicas dos Materiais

Propriedades Elétricas e Propriedades Térmicas dos Materiais

Mecânicas

   

101

   

193

Falhas em Materiais Sólidos Propriedades Ópticas, Propriedades Magnéticas e Corrosão dos Materiais

Falhas em Materiais Sólidos

Falhas em Materiais Sólidos Propriedades Ópticas, Propriedades Magnéticas e Corrosão dos Materiais

Propriedades Ópticas, Propriedades Magnéticas e Corrosão dos Materiais

   

131

   

223

Classes de
Classes de

Classes de

Diagrama de Fases

Materiais e

Aplicações

   

159

   

253

Utilize o aplicativo Unicesumar Experience para visualizar a Realidade Aumentada. 29 58 Redes de Bravais
Utilize o aplicativo Unicesumar Experience para visualizar a Realidade Aumentada. 29 58 Redes de Bravais
Utilize o aplicativo Unicesumar Experience para visualizar a Realidade Aumentada. 29 58 Redes de Bravais

Utilize o aplicativo Unicesumar Experience para visualizar a Realidade Aumentada.

29

58

Redes de Bravaiso aplicativo Unicesumar Experience para visualizar a Realidade Aumentada. 29 58 Discordância sem sólidos cristalinos

Discordância sem sólidos cristalinosUtilize o aplicativo Unicesumar Experience para visualizar a Realidade Aumentada. 29 58 Redes de Bravais

Experience para visualizar a Realidade Aumentada. 29 58 Redes de Bravais Discordância sem sólidos cristalinos
Me. Luis Henrique de Souza Introdução a Ciências dos Materiais
Me. Luis Henrique de Souza
Introdução a
Ciências dos Materiais

PLANO DE ESTUDOS

Classificação

dos Materiais

Perspectiva Histórica Estruturas Cristalinas dos Materiais
Perspectiva
Histórica
Estruturas Cristalinas
dos Materiais

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Conhecer a importância dos materiais em nossas vidas e na evolução da humanidade e ter uma visão geral do ramo das ciências dos materiais.

Apresentar as principais classes dos materiais e suas ca- racterísticas gerais.

Introduzir a ideia de materiais cristalinos, sistemas crista- linos e redes de Bravais.

Perspectiva Histórica

Perspectiva

Histórica

Perspectiva Histórica

Antes de iniciarmos a nossa aventura no mundo dos materiais, é importante que você tenha uma

perspectiva histórica sobre as ciências dos mate- riais, essa perspectiva será apresentada a seguir, no decorrer deste tópico.Além disso, vamos definir o que são as ciências dos materiais, para deixá-lo(a) mais confortável com o assunto. Desde o início das civilizações, os materiais

e a energia são utilizados para melhorar a vida dos seres humanos; por essa razão, eles estão in- timamente ligados à existência e à evolução da humanidade e acompanharam essas civilizações no decorrer de todo o seu desenvolvimento desde

a pré-história, na Idade da Pedra, quando nossos

ancestrais lascavam pedras para produzir armas de caça; passando pela Idade do Bronze, na qual foi desenvolvida a base da metalurgia com as ligas de cobre e estanho na produção de armas superiores; até os dias atuais, com a produção de superligas,

grafeno, entre outros (SHACKELFORD, 2013).

Para que você possa perceber a importância dos materiais para a humanidade, imagine a sua vida sem alguns deles, por exemplo, o plástico, o cimento, o vidro, o alumínio e o papel. É impossível imagi- nar tal situação, não é? Isso deixa claro que os materiais estão presentes em todos os setores de nossas vidas, seja na habitação, transporte, comunicação, indústria ou, ainda, no lazer. A produção e a transformação desses materiais em bens acabados representa uma das atividades mais importantes da economia moderna. Todo o conhecimento adquirido ao longo da nossa evolução acerca dos materiais tornou possível o desenvolvimento de uma variedade enorme de materiais e moldagem das propriedades desses materiais de acordo com o interesse e a necessidade da sociedade (SMITH; ROSA, 1998; CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

(SMITH; ROSA, 1998; CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013). Ciência e Engenharia dos Materiais A ciência e engenharia

Ciência e Engenharia dos Materiais

A ciência e engenharia de materiais é um cam-

po de conhecimento interdisciplinar, que trata do estudo e manipulação da composição e es- trutura dos materiais, com o intuito de controlar

as propriedades destes por meio da síntese e do

processamento para a produção de bens de uso e consumo.A ciência dos materiais tem como obje- tivo o estudo da estrutura interna, das proprieda- des e do processamento dos materiais, enquanto a engenharia dos materiais dedica-se à aplicação destes conhecimentos de modo a transformar os materiais em produtos úteis e/ou necessários à sociedade; entretanto, não existe uma linha es- tritamente definida separando esses dois ramos (SMITH; ROSA, 1998). Neste livro, serão abor- dados tanto aspectos da ciência quanto da enge- nharia dos materiais.

aspectos da ciência quanto da enge- nharia dos materiais. O estudo da estrutura de um material

O estudo da estrutura de um material pode ser

realizado em quatro níveis diferentes. O primeiro

é o nível subatômico que estuda o átomo indi-

vidualmente e o comportamento de seu núcleo

e elétrons. O segundo nível é o nível atômico,

que estuda a interação entre vários átomos e

a formação de ligações e moléculas. O terceiro

nível é o microscópico, que corresponde aos ar- ranjos atômicos e moleculares e a formação de estruturas cristalinas, moleculares e amorfas. Por

fim, o nível macroscópico relacionado ao com- portamento do material em serviço. Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013).

Na ciência e engenharia dos materiais, o termo composição refere-se à constituição química do material, ou seja, aos átomos, moléculas ou íons que constituem esse material. Já o termo estrutura refere-se à forma como esses átomos, moléculas ou íons se organizam (arranjam) para a formação do material. Outros termos utilizados nesse âmbito são: o termo síntese, que se refere ao modo e às subs- tâncias químicas necessárias para a produção de um material específico, e o termo processamento, que remete ao modo como os materiais sintetizados são transformados em bens de uso e consumo com propriedades adequadas a cada finalidade (ASKELAND; WRIGHT, 2015).

UNIDADE 1

transformados em bens de uso e consumo com propriedades adequadas a cada finalidade (ASKELAND; WRIGHT, 2015).

15

É importante saber que, quando falamos de ma- teriais, devemos ter em mente que toda matéria é um material em potencial, dependendo apenas que suas propriedades (ópticas, mecânicas, elétricas etc.) confiram-lhe alguma função especifica (ZAR- BIN, 2007).Além disso, o desempenho do material em uma aplicação é um fator determinante em projetos.Portanto,pode-se notar que a ciência dos materiais está embasada em quatro pilares: a sín- tese e processamento; a composição e estrutura; as propriedades; e o desempenho (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013). Em resumo, a partir da ciência e engenharia dos materiais, é possível compreender a natureza dos materiais e aplicar conceitos fundamentais e empíricos que possibilitam relacionar a estrutu- ra dos materiais, suas diversas propriedades e o seu comportamento para a transformação desses materiais em produtos.

16

e o seu comportamento para a transformação desses materiais em produtos. 16 Introdução a Ciências dos

Introdução a Ciências dos Materiais

Classificação dos Materiais

Classificação dos Materiais

Classificação dos Materiais

Os materiais, por razões de conveniência, são se-

parados em classes com base na sua constituição, arranjo de seus átomos e suas propriedades. Essas classes, ou grupos, são:

• Metais ou materiais metálicos.

• Cerâmicas ou materiais cerâmicos.

• Polímeros ou materiais poliméricos.

• Compósitos ou materiais compósitos.

Cada uma dessas classes possui materiais com estruturas e propriedades diferentes das outras classes. A seguir, vamos conhecê-las e entender suas características gerais.

vamos conhecê-las e entender suas características gerais. Metais Os materiais pertencentes à classe dos metais são

Metais

Os materiais pertencentes à classe dos metais são substâncias inorgânicas, constituídos por um ou mais elementos químicos metálicos,podendo con- ter elementos não metálicos em sua composição. Dentre os materiais metálicos mais usuais estão o aço,o ferro,o magnésio,o cobre,o alumínio,a prata, o bronze, o titânio, o ouro etc.Além disso, dentro da

UNIDADE 1

aço,o ferro,o magnésio,o cobre,o alumínio,a prata, o bronze, o titânio, o ouro etc.Além disso, dentro da

17

classe dos materiais metálicos, também existem as ligas metálicas, que são formadas pela mistura de um metal com um ou mais metais ou não metais, alguns exemplos de materiais não metálicos que podem estar presentes em ligas metálicas são o carbono, nitrogênio e oxigênio (ASKELAND; WRIGHT, 2015).

o carbono, nitrogênio e oxigênio (ASKELAND; WRIGHT, 2015). A ligação do tipo iônica é uma ligação

A ligação do tipo iônica é uma ligação que ocorre entre dois íons de cargas opostas, um cátion e um ânion, enquanto a ligação covalente é um tipo de ligação em que ocorre o compartilhamento de elétrons entre os átomos envolvidos. Por fim, a ligação metálica é aquela que ocorre entre dois átomos de metais e, nessa ligação, todos os átomos envolvidos perdem elétrons de suas camadas mais externas, e esses elétrons se deslocam com grande mobilidade entre essas camadas, formando uma nuvem eletrônica (também conhecida como “mar de elétrons”). Fonte: adaptado Callister Jr. e Rethwisch (2013).

Alguns exemplos comuns, feitos de materiais metálicos, presentes no nosso dia a dia, podem ser vistos na Figura 1.

presentes no nosso dia a dia, podem ser vistos na Figura 1. Figura 1 - Objetos

Figura 1 - Objetos comuns feitos de metal e ligas metálicas

Figura 1 - Objetos comuns feitos de metal e ligas metálicas Eles possuem alto nível de
Figura 1 - Objetos comuns feitos de metal e ligas metálicas Eles possuem alto nível de

Eles possuem alto nível de organização espacial no arranjo de seus átomos, definido pelo termo “es- trutura cristalina”. Em função dessa estrutura atômica organizada, os metais possuem boa resistência mecânica, ductilidade, alta rigidez, resistência a choques e podem ser deformados sob a ação de forças externas.Além disso, são bons condutores de eletricidade e de calor, devido às suas ligações metálicas. Apesar dos metais puros serem pouco utilizados, as ligas possuem diversas aplicações, uma vez que elas permitem combinações de propriedades melhores que os metais puros. Na fabricação de joias, por exemplo, o ouro puro não é utilizado, pois ele é um material muito macio; para resolver esse problema, os ourives misturam o ouro com cobre, com a finalidade de melhorar a sua resistência mecânica para que a joia não seja danificada facilmente (ASKELAND; WRIGHT, 2015).

18

para que a joia não seja danificada facilmente (ASKELAND; WRIGHT, 2015). 18 Introdução a Ciências dos

Introdução a Ciências dos Materiais

A indústria moderna é altamente dependente dos metais, uma vez que seu uso ocorre em uma excep-

cional diversidade de segmentos, desde a indústria automotiva à microeletrônica.

desde a indústria automotiva à microeletrônica. Cerâmicas A palavra cerâmica, na linguagem do dia a dia,

Cerâmicas

A palavra cerâmica, na linguagem do dia a dia, tem um significado

diferente do que tem nas Ciências dos Materiais. Na linguagem popular, cerâmicas são os objetos feitos de porcelana ou louça; no

âmbito das Ciências dos Materiais, a palavra “cerâmicas” tem uma

abrangência muito maior. As cerâmicas são constituídas por elementos químicos metálicos e não metálicos que se ligam por meio de ligações covalentes e iô- nicas. O óxido de alumínio, ou alumina, é um exemplo de material cerâmico composto por alumínio, que é um metal, juntamente com

o oxigênio, um não metal, cuja fórmula química é Al 2 O 3. Outros

exemplos de materiais cerâmicos comuns são o dióxido de silício (ou sílica , SiO 2 ), dióxido de zircônio (ou zircônia , ZrO 2 ), carbeto

de silício (SiC) e nitreto de silício (Si 3 N 4 ). Na Figura 2, podemos ver alguns objetos feitos de materiais cerâmicos.

podemos ver alguns objetos feitos de materiais cerâmicos. Figura 2 - Objetos comuns feitos de materiais
podemos ver alguns objetos feitos de materiais cerâmicos. Figura 2 - Objetos comuns feitos de materiais
podemos ver alguns objetos feitos de materiais cerâmicos. Figura 2 - Objetos comuns feitos de materiais

Figura 2 - Objetos comuns feitos de materiais cerâmicos

Os materiais cerâmicos são duros, possuem rigidez e resistência comparadas às dos metais, entretanto, são frágeis, ou seja, apresentam baixa resistência a esforços de tração, torção, flexão etc. Contudo, as cerâmicas são mais resistentes a altas temperaturas e ambientes severos do que os polímeros e os me- tais, e são materiais tipicamente isolantes térmicos e elétricos (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

térmicos e elétricos (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013). No âmbito de ciência dos materiais, dureza é a

No âmbito de ciência dos materiais, dureza é a uma das características dos materiais que está inti-

mamente vinculado com a ligação dos átomos que formam esse material. A grosso modo, a dureza

pode ser entendida como a facilidade que um material tem de riscar ou penetrar em outro.

Fonte: Durocontrol (2016, on-line) 1 .

Os usos mais comuns das cerâmicas são na produção de tijolos, vasos sanitários, refratários, entre outros. Já as cerâmicas avançadas são aplicadas na produção das estruturas de chips de computadores, capacitores, velas de ignição de automóveis, indutores elétricos etc. (ASKELAND; WRIGHT, 2015).

UNIDADE 1

capacitores, velas de ignição de automóveis, indutores elétricos etc. (ASKELAND; WRIGHT, 2015). UNIDADE 1 19

19

Polímeros A classe dos polímeros é um ramo de produtos da química orgânica, formados, principalmente,

Polímeros

A classe dos polímeros é um ramo de produtos da química orgânica, formados, principalmente, por carbono e hidrogênio, podendo conter outros elementos não metálicos. O processo de produção dos polímeros é conhecido como polimerização. Os polímeros são moléculas de cadeia longa, for- mados pela união de várias ( poli ) unidades me-

nores (meros ). O polietileno (C 2 H 4 ) n é um exem- plo de polímero formado apenas por carbono e hidrogênio, pela união de 100 até 1000 moléculas de etileno (C 2 H 4 ). Entretanto, além do carbono e hidrogênio, os polímeros podem conter oxigê- nio, como o acrílico, nitrogênio, poliamidas ou náilons, flúor, fluorocarbonos, silício e silicones.

A seguir, são apresentados, na Figura 3, alguns

objetos feitos de polímeros.

na Figura 3, alguns objetos feitos de polímeros. Figura 3 - Objetos comuns feitos de polímeros

Figura 3 - Objetos comuns feitos de polímeros

Em geral, os materiais poliméricos possuem grande ductilidade e tem baixa densidade. Além disso,

esses materiais são isolantes elétricos, não magnéticos e, alguns polímeros, são altamente resistentes

a produtos químicos corrosivos. Suas desvantagens estão no fato de serem menos resistentes a defor- mações que os metais, e de amolecer e/ou se decompor em temperaturas moderadas; contudo, mesmo com essas limitações, eles ainda são uma opção altamente versátil e útil.

O avanço das tecnologias, na última década, no desenvolvimento de compostos poliméricos, tem

permitido a produção de polímeros com resistência e rigidez altas o suficiente para substituir alguns metais em aplicações estruturais comuns em projetos (SHACKELFORD, 2013).

estruturais comuns em projetos (SHACKELFORD, 2013). Compósitos Os compósitos são formados pela combinação

Compósitos

Os compósitos são formados pela combinação entre os materiais das classes apresentadas anteriormente (metais, cerâmicas e polímeros). Essa união conduz a um material com propriedades superiores aos dos componentes separadamente. Existem vários tipos de compósitos, formados por diferentes combinações entre metais, cerâmicas

e polímeros, a maior parte deles e feita pelo homem; contudo, alguns materiais de ocorrência natural

também são considerados compósitos, como é o caso do osso e da madeira. Um dos compósitos mais famosos é a fibra de vidro, constituída de pequenas fibras de vidro em- butidas no interior de uma matriz polimérica. A união das fibras de vidro, material resistente e rígido (porém frágil) com a matriz polimérica, material dúctil e flexível (porém fraco) resulta em um material compósito flexível, dúctil, resistente e relativamente rígido (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

20

dúctil, resistente e relativamente rígido (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013). 20 Introdução a Ciências dos Materiais

Introdução a Ciências dos Materiais

A partir dos compósitos, é possível obtermos materiais leves, robustos, dúcteis e resistentes a altas temperaturas ou mesmo produzirmos ferramentas de corte, duras e resistentes a choques, que fratu- rariam se fossem feitas com outros materiais (ASKELAND; WRIGHT, 2015). Na Tabela 1, pode-se observar alguns exemplos de materiais pertencentes aos grupos apresentados anteriormente, suas aplicações e suas propriedades.

Tabela 1 - Aplicações e propriedades dos materiais

Classes

Exemplos de aplicações

Propriedades

Metais e Ligas

Cobre

Fios elétricos

Alta condutividade elétrica, boa conformabilidade

Ferro fundido cinzento

Blocos de motores para automóveis

Fundibilidade, usinabilidade, amor- tecimento de vibrações

Aços especiais

Ferramentas, chassis de automóveis

Endurecibilidade por tratamento térmico

Cerâmicas e vidros

SiO 2 -Na 2 O-CaO

Vidro para janelas

Transparência ótica, isolamento térmico

Al 2 O 3 , MgO, SiO 2

Refratários (revestimento resistente ao calor para fornos de fusão)

Isolamento térmico, refratarieda- de, inércia química

Titanato de bário

Capacitores para microeletrônica

Grande capacidade de armazena- mento de cargas elétricas

Sílica

Fibras óticas para a tecnologia da informação

Índice de refração adequado, bai- xas perdas óticas

Polímeros

Polietileno

Embalagens para alimentos

Facilidade de ser moldado para produzir filmes finos, flexibilidade e hermetismo

Resinas de epóxi reforçada com fibras de carbono

Encapsulamento de circuitos inte- grados

Isolante elétrico e resistência à umidade

Resinas fenólicas

Adesivos para união de camadas de compensado

Resistência mecânica e à umidade

Compósitos

Resina epóxi reforçada com fibras de carbono

Componentes para aviação

Elevada razão resistência-peso

Metal duro (liga de cobalto reforçada com carbeto de tungstênio)

Ferramentas de corte para usina- gem

Elevada dureza conjugada com boa resistência a choques

Aço revestido com titânio

Vasos para reatores

Baixo custo e associação de alta resistência do aço com a elevada resistência à corrosão do titânio

Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015).

UNIDADE 1

do aço com a elevada resistência à corrosão do titânio Fonte: adaptada de Askeland e Wright

21

Materiais avançados Os materiais avançados são materiais que são aplicados na produção de componentes ou

Materiais avançados

Os materiais avançados são materiais que são aplicados na produção de componentes ou dis- positivos de alta tecnologia, cujo funcionamento

possui princípios intrincados ou sofisticados. Os materiais dessa categoria pertencem às classifica- ções descritas anteriormente e devemos entender

o termo“alta tecnologia”como sendo relacionado

a produtos e dispositivos, por exemplo, equipa-

mentos eletrônicos, computadores, aeronaves, sistemas de fibras ópticas, equipamentos médi- cos etc.

Semicondutores

Os semicondutores são materiais com proprieda- des elétricas intermediárias entre os condutores (metais) e os isolantes (polímeros e cerâmicas). Além disso, as propriedades elétricas desses ma- teriais são extremamente sensíveis a pequenas concentrações de átomos de impurezas presentes em sua composição. O controle das concentrações de impurezas em regiões definidas do material permite con- trolar a condutividade elétrica nessas regiões do material, possibilitando sua aplicação em compo- nentes como, por exemplo, circuitos eletrônicos integrados. Os semicondutores são, geralmente, feitos de silício, germânio e arsenato de gálio. Ao longo das últimas décadas, os semicondutores revoluciona- ram a indústria de eletrônicos e de computadores, em decorrência de suas propriedades elétricas diferenciadas (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).Voltaremos a falar sobre os materiais semi- condutores mais adiante, na Unidade 7.

22

os materiais semi- condutores mais adiante, na Unidade 7. 22 Introdução a Ciências dos Materiais Biomateriais

Introdução a Ciências dos Materiais

Biomateriais

Os biomateriais são materiais pertencentes às classes de materiais anteriores (metais, polímeros, cerâmicas e semicondutores). Esses materiais são utilizados na área da saúde para as mais diversas finalidades, entre elas dispositivos biomédicos (biosensores, tubos de circulação, sistemas de he- modiálise), materiais implantáveis (suturas, subs- titutos ósseos, lentes, dentes, válvulas cardíacas), órgãos artificiais (pulmões, coração, rim, pele), curativos, dentre outros. Devido à finalidade desses materiais, eles de- vem ser materiais não tóxicos, pois eles entram em contato com sistemas biológicos.Além disso, eles devem ser compatíveis com os tecidos do corpo, uma vez que muitos deles são implanta- dos como substitutos a órgãos e tecidos danifi- cados do corpo humano (PIRES; BIERHALZ; MORAES, 2015). Dentre os materiais metálicos, o titânio e suas ligas, por exemplo, têm sido usado por décadas na fixação de fraturas e reconstrução de articulações por ser resistente à corrosão, biocompatível e pela indução do crescimento ósseo (bioadesão). Além disso, alguns tipos de ligas de cobre são aplicados para artroplastia total de quadril, que consistem em uma haste femoral conectada a uma cabeça modular sujeita à articulação com o componente acetabular. Já os materiais cerâmicos bioinertes possuem aplicações biomédicas, principalmente nas áreas de ortopedia e odontologia, com grande represen- tatividade de compostos, como a alumina (Al 2 O 3 ), zircônia (ZrO 2 ) e zircônia estabilizada com óxido de ítrio (ZrO 2 (Y 2 O 3 )), devido à sua capacidade de não reagir com o tecido adjacente, resistência à corrosão, grande resistência ao desgaste e alta re- sistência mecânica (BIOFABRIS, [2019], on-line) 2 .

Magnéticos

A palavra magnetismo está associada ao fenômeno de atração que um material exerce sobre outro material. Sendo assim, os materiais magnéticos são materiais com a capacidade de exercer uma força de atração ou repulsão sobre outros materiais. Alguns materiais são capazes de se manterem magnetizados mesmo na ausência de um campo magnético, eles são chamados de ferromagnéticos; outros materiais apresentam propriedades mag- néticas apenas na presença de um campo magnético atuante. Um exemplo de material ferromagnético é o imã em barra, apresentado na Figura 4a, que exibe dois polos identificados (norte-sul); para um imã reto e um imã em formato de U, na Figura 4b, são visuali- zadas as linhas de campo formadas pela limalha de ferro quando submetida a esses dois tipos de imãs.

a)

Ímã de barra

submetida a esses dois tipos de imãs. a) Ímã de barra b) Ímã em ferradura Figura
b) Ímã em ferradura
b)
Ímã em ferradura

Figura 4 - a) Representação das linhas de campo de um imã; b) O efeito do imã sobre a limalha de ferro

UNIDADE 1

Figura 4 - a) Representação das linhas de campo de um imã; b) O efeito do

23

Os materiais magnéticos possuem aplicações variadas, desde pequenos imãs para fechar portas de armários, até componentes sofisticados utilizados na indústria de eletrônicos (RODRIGUEZ, 1998). Os materiais magnéticos serão vistos com maior detalhamento na Unidade 8.

Nanotecnológicos

Os materiais nanotecnológicos são diferenciados em relação ao seu tamanho a nível nano , ou seja, suas partículas possuem dimensões da ordem de nanômetros (10 -9 metros). O estudo desses ma- teriais é chamado de nanotecnologia . Eles são de grande expectativa tecnológica, devido às suas características fascinantes e, por essa razão, ga- nharam significativa importância a partir do final do século XX, com aplicações em nichos, como eletrônica, biomedicina, esportes, produção de energia, entre muitos outros.

As propriedades dos materiais que conhece- mos são fortemente dependentes do tamanho das partículas que compõem esses materiais; dessa forma, podemos modificar as propriedades de um determinado material por meio do controle do tamanho e da forma de suas partículas cons- tituintes e, com isso, obter novas possibilidades de aplicação para o mesmo material. Portanto, a partir da nanotecnologia, materiais opacos podem se tornar transparentes em escala nanométrica, alguns sólidos tornam-se líquidos, isolantes elétricos tornam-se condutores etc.Então, tornou-se possível modificar propriedades físicas e químicas dos materiais pertencentes a todas as classes de materiais (metais, cerâmicas, polímeros, compósitos) somente controlando o tamanho e o formato de suas partículas, sem a necessidade de alterar sua composição química (ZARBIN, 2007). A Figura 5, a seguir, mostra a estrutura dos nanotubos de carbono produzidos a partir da na- notecnologia aplicada aos materiais. Esse material possui um vasto campo de aplicações, por exemplo, na fabricação de suportes para catalisadores, puri- ficação e descontaminação de águas, em baterias de íons de lítio, sensores e biosensores, entre muitas outras aplicações (ZARBIN; OLIVEIRA, 2013).

   

Tenha sua dose extra de conhecimento assistindo ao vídeo. Para acessar, use seu leitor de QR Code.

Figura 5 - Representação tridimensional da estrutura de um nanotubo de carbono

 

24

Representação tridimensional da estrutura de um nanotubo de carbono   24 Introdução a Ciências dos Materiais

Introdução a Ciências dos Materiais

Estruturas Cristalinas dos Materiais

Estruturas Cristalinas dos Materiais

Estruturas Cristalinas dos Materiais

É fundamental conhecer o arranjo estrutural dos

átomos na formação dos materiais, uma vez que esse arranjo determina muitas das propriedades desses materiais. Para melhor aproveitamento deste conteúdo, vamos introduzir alguns concei- tos importantes, como o de estrutura cristalina, rede cristalina e célula unitária. Além disso, devemos saber que os átomos são formados por

um núcleo, com prótons e nêutrons, cercado por elétrons que circulam ao redor desse núcleo. Para

a finalidade de descrever os arranjos nos sólidos, adotaremos um sistema no qual os átomos que compõem um material serão considerados esferas rígidas, como bolas de pingue-pongue.

• Rede cristalina: é um conceito matemá- tico e infinito em extensão. Em outras pa- lavras, uma rede cristalina é um conjunto de pontos dispostos de acordo com um padrão periódico, ou seja, um arranjo tri- dimensional de pontos cuja vizinhança é idêntica. Portanto, essas redes são os esque- letos sobre os quais as estruturas cristalinas dos materiais são formadas e os átomos ou grupo de átomos estão posicionados nos pontos dessa rede ou próximos a eles.

UNIDADE 1

são formadas e os átomos ou grupo de átomos estão posicionados nos pontos dessa rede ou

25

• Estrutura cristalina: é a estrutura forma- da pelo arranjo dos átomos, íons ou mo- léculas quando se organizam na formação de um material. Os cristais formados nesse processo podem ter as mais variadas for- mas, desde estruturas mais simples – para os metais – até estruturas complexas – para algumas cerâmicas e polímeros.

• Célula unitária: nos sólidos cristalinos,pe- quenos grupos de átomos se organizam de maneira periódica na formação da estrutura cristalina de um material; por essa razão, é conveniente e prático dividir a estrutura cris- talina nessas unidades menores e repetitivas, que são denominadas células unitárias.

e repetitivas, que são denominadas células unitárias. Iônico Sal de Cozinha – NaCl Molecular Gelo seco

Iônico Sal de Cozinha – NaCl

Molecular Gelo seco – CO 2
Molecular
Gelo seco – CO
2

Figura 6 - Células unitárias de alguns materiais comuns

26

Figura 6 - Células unitárias de alguns materiais comuns 26 Introdução a Ciências dos Materiais A

Introdução a Ciências dos Materiais

A célula unitária é o bloco estrutural básico, ou bloco construtivo da estrutura cristalina, que ainda mantém as características gerais da rede, portanto é possível descrever a estrutura cris- talina de um sólido cristalino conhecendo sua célula unitária. As células unitárias são, na maioria das vezes, paralelepípedos ou prismas. Na Figura 6, a seguir, podemos observar a célula unitária na forma de esferas reduzidas para alguns materiais comuns, que são o sal de cozinha, o diamante, o gelo seco e o ferro metálico, todos com estrutura cúbica.

o gelo seco e o ferro metálico, todos com estrutura cúbica. Atômico Diamante – C Metálico

Atômico Diamante – C

o gelo seco e o ferro metálico, todos com estrutura cúbica. Atômico Diamante – C Metálico

Metálico

Ferro metálico - Fe

Sistemas Cristalinos Como existem diversas estruturas cristalinas diferentes, é conveniente agrupá-las de acordo com a

Sistemas Cristalinos

Como existem diversas estruturas cristalinas diferentes, é conveniente agrupá-las de acordo com a configuração de suas células unitárias. O enfoque mais utilizado é fundamentado somen- te na geometria da célula unitária, sem levar em consideração as posições dos átomos nela. Além disso, para que seja possível a aplicação desse enfoque, definimos um sistema de coorde- nadas cartesianas xyz, com a origem posicionada em um dos vértices da célula unitária, e com cada um dos eixos, x , y e z, coincidindo com uma das arestas do paralelepípedo e estendendo-se a partir do vértice de origem. A Figura 7 representa uma célula unitária ge- nérica de um material qualquer; nela, os parâme- tros a, b, c, α, β e γ apresentados são denominados parâmetros de rede cristalina ou simplesmente parâmetros de rede, onde a, b e c são os compri- mentos das arestas que compõem a célula unitá- ria e α, β e γ são os ângulos formados entre essas arestas. Por convenção, o eixo x está relacionado com a aresta de comprimento a, o eixo γ está rela-

cionado com a aresta de comprimento b, e o eixo z está relacionado com a aresta de comprimento c, como mostrado na Figura 7.

z

α β c γ a b x
α
β
c
γ
a
b
x

y

Figura 7 - Esquematização de uma célula unitária genérica e seus parâmetros de rede Fonte: adaptada de Callister Jr. e Rethwisch (2013).

Existem sete combinações possíveis para os parâmetros a, b, c, α, β e γ, cada combinação dá origem a uma geometria diferente para a célula unitária. Essas geometrias são denominadas sistemas cristalinos. Os sete sistemas cristalinos são os sistemas cúbico, tetragonal, hexagonal, ortorrômbico, romboédrico, monoclínico e triclínico. Na Figura 8, podemos verificar as relações para os parâmetros de rede, assim como as representações para as células unitárias de cada um dos sete sistemas cristalinos.

UNIDADE 1

de rede, assim como as representações para as células unitárias de cada um dos sete sistemas

27

Sistema Relações Ângulos entre Geometria da Cristalino Axiais os Eixos Célula Unitária Cúbico Cúbico a
Sistema
Relações
Ângulos entre
Geometria da
Cristalino
Axiais
os Eixos
Célula Unitária
Cúbico
Cúbico
a = b = c
a
= b = c
α
α
=
=
β
β
=
=
γ
γ
=
=
90°
90°
a
a
a
a
a
a
c
Hexagonal
a = b ≠ c
α = β = 90°, γ = 120°
a
a
a
Tetragonal Tetragonal a a = b ≠ c = b ≠ c α α =
Tetragonal
Tetragonal
a
a
= b ≠ c
= b ≠ c
α
α
=
=
β
β
=
=
γ
γ
=
=
90°
90°
c
c
a
a
a
a
Romboédrico
a = b = c
α = β = γ ≠ 90°
a
(Trigonal)
a
a
Ortorrômbico Ortorrômbico a a ≠ b ≠ c ≠ b ≠ c α α =
Ortorrômbico
Ortorrômbico
a
a
≠ b ≠ c
≠ b ≠ c
α
α
=
=
β
β
=
=
γ
γ
=
=
90°
90°
c
c
a
a
b
b
Monoclínico
a
≠ b ≠ c
α = γ = 90° ≠ β°
c
β
a

b

a

α ≠ β ≠ γ ≠ 90°

c β

b

γ

α

a

Figura 8 - Representação e caracterização dos parâmetros da célula unitária para os sete sistemas cristalinos Fonte: adaptada de Callister Jr. e Rethwisch (2013).

28

sete sistemas cristalinos Fonte: adaptada de Callister Jr. e Rethwisch (2013). 28 Introdução a Ciências dos

Introdução a Ciências dos Materiais

Dentro dos sete sistemas cristalinos, as estruturas cristalinas podem

se organizar em 14 formas únicas de arranjo dos pontos em sua rede

cristalina. Esses arranjos tridimensionais únicos dos pontos da rede

cristalina são denominados redes de Bravais – nome concedido em

homenagem ao cristalógrafo francês Auguste Bravais (1811-1863).

A seguir, podemos visualizar as 14 redes de Bravais na Figura 9

(CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

a

a
a
a a a de face centrada de corpo centrado Cúbico

a de face centrada

a a a de face centrada de corpo centrado Cúbico

de corpo centrado

Cúbico

a

a
a
a a a de corpo centrado Tetragonal

a de corpo centrado

Tetragonal

α Romboédrico
α
Romboédrico

c

a a
a
a

a

Hexagonal

c

a b
a
b
c a b de face centrada Ortorrômbico
c a b de face centrada Ortorrômbico

de face centrada

c a b de face centrada Ortorrômbico

Ortorrômbico

c β a b
c β
a
b
β
β

Monoclínico

c β α γ a b
c β
α
γ
a
b

Triclínico

b β Monoclínico c β α γ a b Triclínico Redes de Bravais Figura 9 -
b β Monoclínico c β α γ a b Triclínico Redes de Bravais Figura 9 -
b β Monoclínico c β α γ a b Triclínico Redes de Bravais Figura 9 -
b β Monoclínico c β α γ a b Triclínico Redes de Bravais Figura 9 -
b β Monoclínico c β α γ a b Triclínico Redes de Bravais Figura 9 -
b β Monoclínico c β α γ a b Triclínico Redes de Bravais Figura 9 -

Redes de Bravais

Figura 9 - Representação das 14 redes de Bravais Fonte: adaptada de Centro de Informação Metal Mecânica ([2019], on-line) 3 .

UNIDADE 1

das 14 redes de Bravais Fonte: adaptada de Centro de Informação Metal Mecânica ([2019], on-line) 3

29

Polimorfismo e alotropia Quando estudamos os materiais, não podemos deixar de mencionar um fenômeno conhecido

Polimorfismo e alotropia

Quando estudamos os materiais, não podemos deixar de mencionar um fenômeno conhecido como polimorfismo; esse fenômeno ocorre, principalmente, em metais e alguns ametais. O polimorfismo acontece quando um material possui mais do que uma estrutura cristalina, e esta que prevalece é depen- dente da temperatura e pressão às quais o material é submetido. Em sólidos elementares, ou seja, em um material formado apenas por um elemento químico, o mesmo fenômeno recebe o nome de alotropia. Na Figura 10, a seguir, vemos quatro formas alotrópicas do carbono, ou seja, quatro arranjos cris- talinos diferentes dos átomos de carbono e, por consequência, quatro compostos com propriedades distintas, formados somente por carbono. Geralmente, as transformações polimórficas são acompanhadas de mudanças nas propriedades físicas do material, por exemplo, na massa específica. Um outro exemplo de alotropia acontece com o estanho branco, que possui uma estrutura cristalina tetragonal de corpo centrado nas condições ambiente; porém, quando submetido à temperatura de 13,2 °C, transforma-se em estanho cinza, que possui uma estrutura cristalina cúbica (semelhante à do diamante). A velocidade com que a transfor-

à do diamante). A velocidade com que a transfor- Gra te Figura 10 - Exemplos de
à do diamante). A velocidade com que a transfor- Gra te Figura 10 - Exemplos de
à do diamante). A velocidade com que a transfor- Gra te Figura 10 - Exemplos de
à do diamante). A velocidade com que a transfor- Gra te Figura 10 - Exemplos de

Gra te

Figura 10 - Exemplos de compostos alotrópicos do carbono

30

Gra te Figura 10 - Exemplos de compostos alotrópicos do carbono 30 Introdução a Ciências dos

Introdução a Ciências dos Materiais

Gra te Figura 10 - Exemplos de compostos alotrópicos do carbono 30 Introdução a Ciências dos

Diamante

mação ocorre é extremamente lenta, contudo, e conforme a temperatura diminui abaixo de 13,2 °C, mais rapidamente a transformação acontecerá (Callister JR.; RETHWISCH, 2013). Nesta primeira unidade do nosso livro da disciplina de Ciências dos Materiais, apresentamos a você, caro(a) aluno(a), uma breve perspectiva histórica sobre as ciências dos materiais para que pudéssemos entender qual a importância desta disciplina no desenvolvimento da humanidade, desde os tempos antigos até a atualidade. Além disso, foram abordados conceitos importantes sobre o que são as ciências dos materiais e, em seguida, foi introduzida a classificação dos materiais em metais, cerâmicas, polímeros e compósitos, além de uma abordagem dos materiais avançados, semicondutores, nanomateriais, magnéticos e bio- materiais, apontando suas características principais e exemplos mais comuns de cada classe. Encerramos a Unidade 1 com uma introdução à estrutura cristalina dos materiais, onde vimos que os átomos, molécula ou íons que formam os materiais podem se arranjar de várias formas, dando origem aos sistemas cristalinos.

podem se arranjar de várias formas, dando origem aos sistemas cristalinos. Fulereno G r a f

Fulereno

podem se arranjar de várias formas, dando origem aos sistemas cristalinos. Fulereno G r a f

Grafeno

UNIDADE 1

podem se arranjar de várias formas, dando origem aos sistemas cristalinos. Fulereno G r a f

31

Você pode utilizar seu diário de bordo para a resolução. 1. A rede cristalina é

Você pode utilizar seu diário de bordo para a resolução.

1. A rede cristalina é o arranjo cristalino in- finito, tridimensional de pontos, no qual cada ponto possui vizinhanças idênti- cas. Também sabe-se que essa rede cristalina possui os pontos chamados de nós, que podem estar arranjados de 14 diferentes formas, conhecidas como redes de Bravais. A seguir, é apresen- tada a célula unitária do enxofre; com base nos conhecimentos sobre siste- mas cristalinos e redes de Bravais, jul- gue as afirmativas apresentadas sobre o sistema cristalino e o nome da estrutura para a célula unitária apresentada.

z

α β c γ a
α
β
c
γ
a

y

x b
x b

Sabendo que os parâmetros de rede são: a = 1 nm; b = 1,3 nm; c = 2,4 nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir:

nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.
nm; α = β = γ = 90°, analise as afirmativas a seguir: I) Sistema ortorrômbico.

I) Sistema ortorrômbico.

II) Estrutura tetraédrica de corpo centrado.

III) A célula unitária possui todas as arestas iguais.

IV) Sistema hexagonal.

É correto apenas o que se afirma em:

a) I e II.

b) III e IV.

c) I e III.

d) Apenas I.

e) Apenas III.

32

hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
hexagonal. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) III e
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,
2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas,

2. Os materiais sólidos podem ser classificados em quatro grandes grupos, são eles: metais, cerâmicas, polímeros e compósitos. A classificação destes mate- riais é, principalmente, baseada na estrutura atômica e em suas composições químicas; sendo assim, os materiais pertencentes a um grupo possuem cons- tituintes e propriedades diferentes em relação aos materiais pertencentes aos demais grupos. Com base nas características estruturais e nas propriedades dos materiais, analise as afirmações a seguir.

I) As propriedades dos materiais sólidos dependem da sua estrutura cristali- na, ou seja, da maneira pela qual os átomos, moléculas ou íons se arranjam espacialmente.

II) Os materiais metálicos e alguns materiais cerâmicos formam cristais quando se solidificam, ou seja, seus átomos se arranjam em um modelo ordenado e repetitivo chamado estrutura cristalina.

III) Os metais e suas ligas são substâncias inorgânicas constituídas apenas por elementos químicos metálicos. Dentre os materiais metálicos mais usuais, estão o magnésio, o cobre, o alumínio, a prata, o bronze, o titânio, o ouro, o aço, o ferro, entre outros.

IV) Os metais e suas ligas (como, por exemplo, o aço e o latão) são bons condu- tores de eletricidade e de calor, resistentes e, em determinadas condições, deformáveis, enquanto os materiais cerâmicos (porcelana, cimento) são duros e quebradiços.

É correto apenas o que se afirma em:

a) I e II.

b) I e IV.

c) II e III.

d) I, II e IV.

e) II, III e IV.

33

quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e
quebradiços. É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I e

3. Os materiais avançados são materiais de alto desempenho, sintetizados ou cujas características foram aprimoradas por alguma técnica de processamento. São materiais que podem pertencer à classe dos metais, cerâmica, polímeros ou compósitos e são utilizados em aplicações de alta tecnologia.

Tomando como base os materiais avançados, avalie as afirmativas a seguir.

I)

Biomateriais são empregados em componentes para implantes de partes em seres humanos, por essa razão, esses materiais não devem produzir substâncias tóxicas e devem ser compatíveis com o tecido humano.

II)

Os semicondutores são, geralmente, feitos de silício, germânio e arsenato de gálio, são materiais com propriedades elétricas intermediárias entre os condutores e os isolantes; além disso, as propriedades elétricas desses ma- teriais são extremamente sensíveis a pequenas concentrações de átomos de impurezas presentes em sua composição.

III)

Nenhum material possui comportamento magnético naturalmente, esse comportamento magnético envolve a capacidade de exercer uma força de atração ou repulsão sobre outros materiais.

IV)

A

nanotecnologia aplicada as ciências dos materiais possibilita modificar as

propriedades de um determinado material por meio do controle do tamanho

e da forma de suas partículas constituintes, contudo, isso não possibilita novas aplicações para o mesmo material.

não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e
não possibilita novas aplicações para o mesmo material. Estão corretas as alternativas: a) Apenas I e

Estão corretas as alternativas:

a) Apenas I e II.

b) Apenas II e III.

c) Apenas III e IV.

d) Apenas II e IV.

e) Apenas I e IV.

34

as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
as alternativas: a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e
WEB   O material complementar apresenta uma breve discussão a respeito do grafeno, alótropo de

WEB

 

O material complementar apresenta uma breve discussão a respeito do grafeno, alótropo de carbono. Neste material, são apontadas algumas das características promissoras desse material, os desafios envolvidos no processo e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento.

Para acessar, use seu leitor de QR Code.

 
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de

35

e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
e os centros de pesquisas que trabalham no seu desenvolvimento. Para acessar, use seu leitor de
ASKELAND, D. R.; WRIGHT, W. J. Ciência e Engenharia dos Materiais . 3. ed. São

ASKELAND, D. R.; WRIGHT, W. J. Ciência e Engenharia dos Materiais. 3. ed. São Paulo: Editora Cengage Learning, 2015.

CALLISTER JR., W. D.; RETHWISCH, D. G. Ciência e Engenharia de Materiais: uma Introdução. 8. ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2013.

PIRES,A. L. R.; BIERHALZ,A. C. K.; MORAES,Â. M. Biomateriais: tipos, aplicações e mercado. Química nova, On-line, v. 38, n. 7, p. 957-971, 2015. Disponível em: http://quimicanova.sbq.org.br/detalhe_artigo.asp?id=6262. Acesso em: 1 abr. 2019.

RODRIGUEZ, G. J. B. O porque de estudarmos os materiais magnéticos. Revista Brasileira de Ensino de Fısi- ca, On-line, v. 20, n. 4, p. 315, 1998. Disponível em: http://www.ifba.edu.br/PROFESSORES/lissandro/arquivos/ importancia_magnetismo.pdf. Acesso em: 1 abr. 2019.

SHACKELFORD, J. F. Ciência dos Materiais. 6. ed. São Paulo: Editora Pearson, 2013.

SMITH, W. F.; ROSA, M. Princípios de ciência e engenharia de materiais. 3. ed. Portugal: Editora McGra- w-Hill, 1998.

ZARBIN, A. J. G. Química de (nano) materiais. Química Nova, On-line, v. 30, n. 6, p. 1469, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/qn/v30n6/a16v30n6.pdf. Acesso em: 1 abr. 2019.

ZARBIN, A. J. G.; OLIVEIRA, M. M. Nanoestruturas de carbono (nanotubos, grafeno): Quo Vadis. Química Nova, São Paulo, v. 36, n. 10, p. 1533-1539, 2013.

REFERÊNCIAS ON-LINE

1 Em: http://www.durocontrol.com.br/blog/dureza/. Acesso em: 28 maio 2019.

2 Em: http://biofabris.com.br/pt/biomateriais/. Acesso em: 28 maio 2019.

3 Em: https://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/6414-empacotamen-to-atomico-dos-cristais-intro- ducao#.W43_pM4zqpp. Acesso em: 28 maio 2019.

36

1. D. A partir dos parâmetros da célula unitária, temos: a ≠ b ≠ c

1. D.

A partir dos parâmetros da célula unitária, temos:

a b c

;

γ = β = α = 90°

Na Figura 8, esses parâmetros representam um Sistema Ortorrômbico.

A afirmativa II está incorreta porque a estrutura é ortorrômbica, contudo, não há como determinar a

estrutura ortorrômbica dentre as quatro possibilidades, pois nessa representação não temos os átomos apresentados.

A afirmativa III está incorreta porque a célula unitária não possui nenhuma aresta igual. E a afirmativa IV

está incorreta porque o sistema é ortorrômbico.

2. D.

A afirmativa III está incorreta, pois os metais e suas ligas são substâncias inorgânicas constituídas por

elementos químicos metálicos e podendo conter elementos não metálicos como o carbono, por exemplo. Dentre os materiais metálicos mais usuais estão o magnésio, o cobre, o alumínio, a prata, o bronze, o titânio, o ouro, o aço, o ferro entre outros.

3. A.

A afirmativa III está incorreta, pois alguns materiais possuem comportamento magnético naturalmente;

esse comportamento magnético envolve a capacidade de exercer uma força de atração ou repulsão sobre outros materiais

A alternativa IV também está incorreta, pois a nanotecnologia aplicada as ciências dos materiais possibilita

modificar as propriedades de um determinado material por meio do controle do tamanho e da forma de suas partículas constituintes e com isso obter novas possibilidades de aplicação para o mesmo material.

37

38
39
40
Me. Luis Henrique de Souza Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos
Me. Luis Henrique de Souza
Estruturas e Imperfeições
nos Sólidos Cristalinos

PLANO DE ESTUDOS

Materiais cristalinos e não cristalinos

PLANO DE ESTUDOS Materiais cristalinos e não cristalinos Pontos, direções e planos cristalográficos Imperfeições

Pontos, direções e planos cristalográficos

Imperfeições nos materiais cristalinos

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Aprender o que são e como determinar pontos, direções e planos cristalográficos nas células unitárias.

Diferenciar materiais cristalinos e materiais não cristalinos.

Conhecer a técnica de difração de raios X.

Conhecer os tipos de defeitos em materiais cristalinos e entender a importância deles nesses materiais.

Pontos, Direções e Planos Cristalográficas

Pontos, Direções e Planos Cristalográficas

Pontos, Direções e Planos Cristalográficas

Caro(a) aluno(a), na Unidade 2, daremos continui- dade ao assunto de estrutura cristalina dos mate- riais introduzido na Unidade 1. Nesta unidade, es-

tabeleceremos a diferença entre material cristalino

e material amorfo (não cristalino), aprenderemos

a determinar as coordenadas de pontos, direções e

planos dentro das células unitárias e finalizaremos

a unidade com uma abordagem sobre os defeitos

cristalinos dos materiais. Como vimos na Unidade I, os materiais cris- talinos possuem uma organização regular e repe- titiva dos átomos, moléculas ou íons que os com- põem, cuja menor unidade representativa dessa organização é chamada de célula unitária. Para

que se possa trabalhar com materiais cristalinos,

é interessante e necessário convencionar algumas

informações para as células unitárias. As convenções tomadas em relação às células unitárias dos materiais cristalinos estabelecem um sistema de coordenadas cartesiano para essas células unitárias, no qual a origem está localizada em um dos vértices de uma célula unitária ar- bitraria, e os eixos x, y e z coincidem com cada aresta que parte desse vértice (origem), o sistema descrito na Figura 1.

z

(½) do comprimento da aresta a em x; na metade (½) da aresta b em y; e na metade (½) da aresta

c em z. Como você pode perceber, a posição de

um ponto na célula unitária possui a forma geral de três números separados por um espaço entre

eles, ou seja, as coordenadas de um ponto na cé- lula unitária são q r s. Obs.: as coordenadas de

um ponto podem, também, serem apresentadas separadas entre vírgulas: q, r, s.

y Na Figura 2, considere o ponto P, localizado no interior da célula unitária. Podemos determinar

a posição de P a partir do sistema cartesiano for-

mado pelos eixos x, y e z, cuja origem foi estabe- lecida no vértice indicado em laranja, utilizando as coordenadas genéricas, q, r e s. Dessa forma, vemos que o ponto P se encontra a uma distância qa da origem em relação ao eixo x; rb em relação ao eixo y; e sc em relação ao eixo z. Portanto, as coordenadas desse ponto serão q r s.

α β c γ a
α
β
c
γ
a

x

Figura 1 - Esquematização de uma célula unitária genérica e seus parâmetros de rede Fonte: adaptada de Callister Jr. e Rethwisch (2013).

A partir desse sistema cartesiano,empregam-se três números (índices) para determinar as posições de pontos, direções e planos dentro da célula unitá- ria de um material cristalino. Então, o que vamos estudar agora é o significado desses índices e a me- todologia para a determinação de cada um deles.

e a me- todologia para a determinação de cada um deles. Coordenadas dos pontos Quando estudamos

Coordenadas dos pontos

Quando estudamos as estruturas cristalinas dos materiais, vez ou outra, é necessário localizarmos pontos, como a posição de um átomo nas células unitárias desses materiais.Podemos localizar esses pontos dentro de uma célula unitária, especifi- cando suas coordenadas na forma de frações ou múltiplos dos comprimentos das arestas a, b e c que formam essa célula, baseando-se no sistema cartesiano estipulado para ela. Dessa forma, um ponto que esteja exatamente no centro da célula unitária seria representado por ½ ½ ½, ou ½, ½, ½, uma vez que esse ponto se encontra na metade

z b a P q r s c sc y qa rb x Figura 2
z
b
a
P q r s
c
sc
y
qa
rb
x
Figura 2 - Esquematização da determinação de um ponto
P utilizando um sistema cartesiano em uma célula unitária
Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 47).

Para que você possa entender melhor, vejamos um exemplo mais prático: desejamos localizar um ponto P de coordenadas q, r e s iguais a, respec- tivamente, ¼ 1 ½ na célula unitária apresentada na Figura 3.

UNIDADE 2

coordenadas q, r e s iguais a, respec- tivamente, ¼ 1 ½ na célula unitária apresentada

43

z 0,46mm 0,40mm 0,48mm
z
0,46mm
0,40mm
0,48mm

x

y

Figura 3 - Exemplo da determinação de pontos em células unitárias Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 48).

Primeiramente, devemos determinar os valores dos parâmetros de rede a, b e c. Sabemos que a é a aresta que sai da origem e tem a mesma direção do eixo x e, portanto, a vale 0,48 nm. De forma similar, as arestas b e c são as arestas que partem da origem e tem a mesma direção, respectivamente, dos eixos y e z, então temos que b = 0,46 nm e c = 0,40 nm. A partir das coordenadas informadas sobre o ponto P, sabemos que q = ¼ , r = 1 e s = ½ e, ao multiplicarmos cada um desses valores, respec- tivamente, pelo comprimento das arestas a, b e c, obtemos as distâncias, qa, rb e sc desse ponto em relação a origem do sistema cartesiano dessa célula unitária. Calculando as distâncias qa, rb e sc obtemos:

• qa = (¼)(0,48) = 0,12 nm

• rb = (1)(0,46) = 0,46 nm

• sc = (½)(0,40) = 0,20 nm

Finalmente, com esses resultados, podemos en- contrar a posição do ponto P na célula unitária; o processo esquematizado é apresentado na Figura 4. Para começar, devemos partir da origem (ponto M) e caminharmos no sentido positivo do eixo x,

44

(ponto M) e caminharmos no sentido positivo do eixo x, 44 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

z 1 1 —,1,— 4 2 P M 0,20 nm 0,12nm y N 0,46nm O
z
1
1
—,1,—
4
2
P
M 0,20 nm
0,12nm
y
N
0,46nm
O
x
Figura 4 - Resolução do exemplo de determinação de pontos
em células unitárias
Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 48).

uma distância qa = 0,12 nm, chegando ao ponto N. Em seguida, caminhamos na direção positiva do eixo y, uma distância rb = 0,46 nm, chegando ao ponto O. E, por fim, caminhamos na direção positiva do eixo z, uma distância sc = 0,20 nm, chegando à posição exata do ponto P.

sc = 0,20 nm, chegando à posição exata do ponto P. Direções cristalográficas As direções cristalográficas

Direções cristalográficas

As direções cristalográficas são vetores, definidos por linhas que ligam dois pontos da rede cristalina, portanto,esses vetores indicam direções específicas dentro da célula unitária de um material cristalino. O conhecimento dessas direções é importan- te na determinação de algumas propriedades de materiais cristalinos e, para determinarmos os índices direcionais, devemos executar os seguintes passos (ASKELAND; WRIGHT, 2015):

• A partir do sistema de coordenadas da célula unitária (Figura 1),são necessários dois pon- tos para definir uma direção cristalográfica. Tome esses dois pontos em termos de suas coordenadas q, r e s.

• Subtraia, coordenada a coordenada, o ponto final do ponto inicial. O resultado obtido será um conjunto com três números que representam os parâmetros de deslocamento em cada eixo do sistema de coordenadas.

• Caso o resultado obtido no passo anterior tenha algum valor fracionário ou o conjunto obtido possa ser reduzido a números inteiros menores, multiplique ou divida os valores obtidos, a fim de obter os menores números inteiros para esses parâmetros.

• Coloque os números obtidos entre colchetes e sem espaçamento entre eles, da seguinte forma [uvw], onde u, v e w correspondem às projeções da direção nos eixos x, y e z, respectivamente. Obs: caso algum dos números obtidos seja negativo, retire o sinal negativo desse número e inclua uma barra sobre ele.

Como você pode notar, as direções cristalográficas são sempre um conjunto de números menores inteiros delimitado por colchetes.A Figura 5 apresenta uma célula unitária genérica, na qual são indi- cadas três direções cristalográficas: a direção [111], em vermelho, a direção [110], em azul, e a direção [100], em verde. Para que você entenda melhor o processo de determinação das direções cristalográficas, vamos resolver um exemplo. A Figura 6 apresenta uma célula unitária com três direções indicadas e os seus respectivos pontos iniciais e finais. Seguindo a sequência de passos estipulados anteriormente, vamos determinar os índices direcionais da direção A.

z [111] y [110] [100] x Figura 5 - Representação de uma célula unitária com
z
[111]
y
[110]
[100]
x
Figura 5 - Representação de uma célula unitária com as
direções cristalográficas
Fonte: Callister Jr. e Rethwish (2013, p. 49).
0, 0, 1 1, 1, 1 B C 0, 0, 0 1 , 1, 0
0, 0, 1
1, 1, 1
B
C
0, 0, 0
1
, 1, 0
A
2
1, 0, 0
1, 1, 0

Figura 6 - Exemplo de determinação das direções crista- lográfica Fonte: o autor.

UNIDADE 2

A 2 1, 0, 0 1, 1, 0 Figura 6 - Exemplo de determinação das direções

45

A partir da Figura 6, podemos observar que o

ponto inicial da direção A possui coordenadas ½

1 0 (ou ½, 1, 0) e o ponto final 1 0 0 (ou 1, 0, 0). Com essas informações em mão, o primeiro passo

já está completo.

No segundo passo, devemos subtrair o ponto final do ponto inicial, então:

P inicial - P final =

[1, 0, 0] - [½, 1, 0] = [½, -1, 0]

Agora, o resultado ½, -1, 0 deve ser analisado para verificar se existe possibilidade de simplificação. Como você pode observar, existe uma fração, ½, então devemos multiplicar todo o resultado por um valor que transforme essa fração eu um nú- mero inteiro, nesse caso o número é 2 e ele será multiplicado por cada um dos números obtidos no resultado anterior, ½, -1, 0.

1 2 2 0 = 1 -2 0 2
1
2
2 0
= 1 -2
0
2

O resultado 1, -2, 0 é o conjunto de menores in-

teiros possíveis, portanto, basta colocarmos esse resultado entre colchetes para termos os índices direcionais da direção A, lembrando que para o índice -1 deve-se retirar o sinal negativo e incluir uma barra sobre o número. Dessa forma, os índi- ces direcionais de A são:

[1 2 0]

O procedimento de determinação dos índices

direcionais da direção A pode ser resumido na Tabela 1, apresentada a seguir.

46

A pode ser resumido na Tabela 1, apresentada a seguir. 46 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

Tabela 1 - Resumo do exemplo de determinação dos índices da direção A

Eixo

x

y

z

Coordenadas ponto final

1

0

0

Coordenadas ponto inicial

½

1

0

Subtração

1

-1

0

 

½

-1

2(0)

Simplificação

1

-2

0

Índices Direcionais [uvw]

 

[1 2 0]

Fonte: o autor.

Faça você a determinação das direções B e C, o

resultado esperado é para a direção C.

111

para a direção B e 111

é para a direção C. 111 para a direção B e 111 Planos Cristalográficos Os materiais

Planos Cristalográficos

Os materiais cristalinos possuem planos de áto-

mos denominados planos cristalográficos e es- tes têm como base o mesmo sistema cartesiano da célula unitária, mencionado anteriormente, para os pontos e as direções cristalográficas. Eles são planos que cortam a célula unitária e suas orienta- ções também são dadas por meio de índices. Com exceção dos sistemas cristalinos hexagonais, que não serão contemplados nesse tópico, os planos cristalográficos são especificados por três índices, conhecidos como índices de Miller, e representa- dos por (hkl). Um fato importante a ser mencionado é que quaisquer dois planos paralelos entre si são planos equivalentes e possuem índices idênticos.

Para a determinação dos índices de um plano cristalográfico (índices de Miller) em uma célula

unitária, os seguintes passos devem ser seguidos:

• Caso o plano analisado passe pela origem do sistema de coordenadas da célula uni- tária (ponto 0 0 0), devemos selecionar um outro plano que seja equivalente (parale- lo) ao primeiro, ou seja, deve-se deslocar o plano para que ele não contenha o ponto referente à origem do sistema cartesiano.

• Após verificado o passo anterior, o plano analisado (que não passe pela origem) po- derá ser paralelo a um ou dois eixos e in- terceptar o(s) restante(s), ou poderá não ser paralelo a nenhum dos eixos e interceptar cada um deles. O intercepto do plano com cada um dos eixos deve ser determinado. Obs.: para os eixos que forem paralelos ao plano, o intercepto ocorre no infinito (∞).

• Para cada valor de intercepto obtido no passo anterior, deve ser invertido (1/valor do intercepto). Obs.: o inverso do ∞ é zero.

• Caso algum resultado obtido seja fracioná- rio ou o conjunto obtido possa ser reduzi- do a números inteiros menores, multipli- que ou divida os valores obtidos por um fator, a fim de se obter os menores números inteiros para esses parâmetros.

• Coloque os resultados menores inteiros obtidos entre parênteses e sem espaça- mento algum entre eles, da seguinte forma (hkl), na qual h, k e l são os índices de Mil- ler referentes aos eixos x, y e z, respectiva- mente. Obs.: no caso de algum dos índices obtidos ser negativo, retire o sinal negativo desse número e inclua uma barra sobre ele (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

Vamos exemplificar os passos para a determina- ção dos índices de Miller do plano A, apresentado na Figura 7, para uma célula unitária genérica.

z

A y x Figura 7 - Exemplo da determinação dos índices de Miller para um
A
y
x
Figura 7 - Exemplo da determinação dos índices de Miller
para um plano
Fonte: o autor.

Analisando o plano A, percebemos que ele é para-

lelo aos eixos x e z e, além disso, esse plano passa pela origem do sistema cartesiano estabelecido.

O primeiro passo do procedimento de determi-

nação dos índices de Miller para esse plano é es- colher um plano equivalente ao plano A, que não passe pela origem; uma escolha simples é o plano

B, indicado na Figura 8. Uma vez que, os planos A

e B são equivalentes, se determinarmos os índices

de Miller do plano B, os índices de Miller do plano

A serão os mesmos. É importante lembrar que as coordenadas dos

pontos da célula unitária são sempre frações que variam de 0 a 1, começando em 0 na origem e alcançando o valor 1 no extremo oposto da célula unitária em relação a cada eixo, como visto na Figura 8.

UNIDADE 2

o valor 1 no extremo oposto da célula unitária em relação a cada eixo, como visto

47

x

z

001 101 111 A B 000 100 110
001
101
111
A
B
000
100
110

011

010

x z 001 101 111 A B 000 100 110 011 010 y Figura 8 -

y

Figura 8 - Exemplo da determinação dos índices de Miller para um plano Fonte: o autor.

O próximo passo é determinar os interceptos do plano B com os eixos

x, y e z, que, nesse caso, são ∞ para o eixo x e para o eixo z, pois o plano é paralelo a ambos eixos, e 1 para o eixo y. Agora, devemos tomar o inverso de cada um dos interceptos (1/ valor do intercepto).

• Para o eixo x:

1/∞ = 0

• Para o eixo y:

1/1 = 1

• Para o eixo z:

1/∞ = 0

Na sequência, devemos verificar se é possível simplificar os resultados obtidos, mas, como podemos observar, esses valores já são os menores inteiros possíveis, por essa razão, não há necessidade de nenhuma ope- ração para reduzi-los. Portanto, a representação dos índices de Miller para o plano B e, por consequência, para o plano A, é (010). O processo de determinação dos índices de Miller do plano B (e A) está sintetizado na Tabela 2.

Tabela 2 - Resumo do exemplo de determinação dos índices de Miller do plano B (e A)

Eixo

x

y

z

Interceptos

1

 

1/∞

1/1

1/∞

Inverso do intercepto

0

1

0

 

-

-

-

Simplificação

-

-

-

Índices de Miller (hkl)

 

010

Fonte: o autor. 48
Fonte: o autor.
48

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

Materiais Cristalinos e não Cristalinos

Materiais Cristalinos e não Cristalinos

Materiais Cristalinos e não Cristalinos

Na Unidade 1, começamos a falar de materiais cristalinos e introduzimos a ideia de célula unitá- ria, sistemas cristalinos e redes de Bravais. Entre- tanto, não foi, ainda, passado com formalidade a você o que são os materiais ou sólidos cristalinos,

e tão importante quanto conhecer os materiais

cristalinos é saber que existem materiais não cris- talinos. Neste tópico, vamos entender quais são os

materiais cristalinos e quais são os não cristalinos

e as diferenças entre eles.

quais são os não cristalinos e as diferenças entre eles. Materiais Cristalinos Os materiais cristalinos são

Materiais Cristalinos

Os materiais cristalinos são sólidos que apresen- tam um arranjo regular dos átomos que os com- põem, ou seja, são materiais nos quais os átomos estão dispostos de forma ordenada e repetitiva ao longo de grandes distâncias atômicas. Quando esse arranjo ordenado e repetitivo se estende por todo o material, sem interrupções, dizemos que o material é monocristalino ou um monocristal. Nos monocristais, todas as células unitárias se ligam da mesma maneira e possuem

a mesma orientação.

UNIDADE 2

Nos monocristais, todas as células unitárias se ligam da mesma maneira e possuem a mesma orientação.

49

Os monocristais acontecem naturalmente, como pode ser visto na Figura 9 (um monocristal de andra- dita laranja), e também podem ser sintetizados pelo homem; contudo, essa síntese é um processo muito delicado e requer um ambiente cuidadosamente controlado. Além disso, é interessante saber que a forma de um monocristal é um indício da estrutura cristalina do material (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

cristalina do material (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013). Figura 9 - Fotografia de um monocristal de andradita

Figura 9 - Fotografia de um monocristal de andradita laranja encontrado na Grécia

Nos últimos anos, os monocristais se tornaram muito importantes, principalmente no setor da tecno- logia para a produção de microcircuitos eletrônicos a partir de microcristais de silício. Entretanto, a maioria dos materiais cristalinos não é formada apenas por um cristal perfeito, mas sim por vários cristais menores, os quais são chamados de grãos. Esses materiais formados por vários cristais são denominados policristalinos. Isso ocorre durante a solidificação desses materiais, na qual se formam pequenos cristais de orientação cristalográfica aleatória, e conforme a solidificação avança, esses pequenos cristais vão crescendo pela adição sucessiva de átomos que passam da fase líquida para a sólida.

de átomos que passam da fase líquida para a sólida. As superfícies planas dos cristais de

As superfícies planas dos cristais de algumas pedras preciosas são manifestações macroscó- picas de seus arranjos cristalinos internos, pois são monocristais. Além disso, esses arranjos cristalinos se mantêm intactos mesmo que as superfícies externas desses materiais sejam mo- dificadas. Um exemplo disso é o quartzo, que preserva sua estrutura cristalina mesmo quando se transforma em areia. Fonte: adaptado de Van Vlack (1970).

50

transforma em areia. Fonte: adaptado de Van Vlack (1970). 50 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

Quando a solidificação se aproxima do fim, os grãos formados durante o processo são forçados uns contra os outros. No entanto, as regiões de encontro desses grãos não são uniformes e cons- tituem um “defeito” na perfeição do cristal. Dessa forma, os materiais policristalinos são formados pela união de vários monocristais que não con- seguiram se encaixar perfeitamente durante a sua formação, existindo entre eles regiões de imper- feições chamadas de contornos de grão. Para entendermos melhor a formação de um material policristalino, imagine que a Figura 10(a) representa a formação dos primeiros cristais du- rante a solidificação de material cristalino, na qual os quadrados representam as células unitárias desse material.

Em seguida, esses cristais vão crescendo com a adição de mais átomos que passam da fase líquida para a fase sólida (Figura 10(b)). Quando a solidificação se aproxima do fim, os cristais crescidos (grãos) aproximam-se uns dos outros para a conclusão da solidifi- cação; entretanto, como podemos notar na Figura 10(c), o“encaixe” entre esses grãos não é perfeito, formando, assim, os contornos de grãos (Figura 10(d)).

(a) (b)
(a)
(b)
(c) (d)
(c)
(d)

Figura 10 - Esquematização dos estágios na solidificação de um material poli- cristalino Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 63).

Em monocristais, as direções e planos cristalográficos estão sempre ordenados por toda a extensão do material. Já em materiais policris- talinos, essas direções e planos cristalográficos são aleatórios, pois os grãos (monocristais) que formam esses materiais não estão com suas orientações alinhadas entre si, como podemos ver na Figura 10(c).

alinhadas entre si, como podemos ver na Figura 10(c). Certas propriedades físicas de monocristais dependem da

Certas propriedades físicas de monocristais dependem da direção

cristalográfica na qual elas são medidas, por exemplo, o módulo

de elasticidade, condutividade elétrica e índice de refração. Esse

tipo de comportamento é chamado de anisotropia. No caso das

propriedades não dependerem da direção de medição, o material

é dito isotrópico.

da direção de medição, o material é dito isotrópico . Difração de raios X Antes de

Difração de raios X

Antes de falarmos dos raios X, é necessário entender o fenômeno da difração, que ocorre quando uma onda encontra uma série de obstáculos com a capacida- de de dispersar essa onda. Tal fenômeno está relacionado com

as fases de duas ou mais ondas

dispersas pelos obstáculos, que possuem espaçamentos com magnitudes comparáveis às do comprimento dessa onda. Para que você possa enten- der, vamos observar a Figura 11(a), na qual temos duas ondas em fase, que possuem a mesma amplitude A e o mesmo com- primento de onda λ (ondas 1

e 2); após sofrerem o efeito de dispersão, elas continuam em fase, com a mesma amplitude

A e o mesmo comprimento de

onda λ (ondas 1’ e 2’). A onda resultante desse pro- cesso é uma onda de compri- mento λ, com uma amplitude 2A, que é a soma das ondas 1’

e 2’, caracterizando uma inter-

ferência construtiva. Esse tipo de comportamento é uma ma-

nifestação da difração, ou seja,

a formação de uma onda resul-

tante composta por um grande número de ondas dispersas que

se reforçam mutuamente. Na Figura 11(b), temos duas ondas em fase, com a mesma amplitude A e o mesmo compri- mento de onda λ (ondas 3 e 4).

UNIDADE 2

11(b), temos duas ondas em fase, com a mesma amplitude A e o mesmo compri- mento

51

Após sofrerem o efeito de dispersão, elas ficam fora de fase, mas permanecem com a mesma amplitude A e o mesmo comprimento de onda λ (ondas 3’ e 4’). Nesse caso, não existe uma onda resultante, pois, no processo, a onda 3’ cancela mutuamente a onda 4’, caracterizando uma interferência destrutiva. Por- tanto, nesse caso, não ocorre a difração. As situações apresentadas na Figura 11 são dois extremos do fenômeno de dispersão; existem situa- ções intermediárias entre esses dois extremos nas quais a onda resultante sofre apenas um reforço parcial.

O Evento de Onda 1 Onda 1’ dispersão λ λ λ A A 2A λ
O
Evento de
Onda 1
Onda 1’
dispersão
λ
λ
λ
A
A
2A
λ
λ
+
A
A
Onda 2
Onda 2’
O’
Posição
Amplitude

(a)

P Evento de Onda 3 Onda 3’ dispersão λ λ A A λ + A
P
Evento de
Onda 3
Onda 3’
dispersão
λ
λ
A
A
λ
+
A
A
λ
Onda 4
Onda 4’
P’
Posição
Amplitude

(b)

Figura 11 - Demonstração do efeito de dispersão entre duas ondas de mesmo comprimento de onda Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 64).

52

de onda Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 64). 52 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

A lei de Bragg

Um indicativo para sabermos se acontecerão in- terferências construtivas, pode ser dado utilizan- do a lei de Bragg:

n

λ 2

d

hkl

sen

θ

em que n é um inteiro positivo que representa a ordem da reflexão (geralmente n = 1), λ é o com- primento de onda dos raios X em Angstrom (Å), d hkl é a distância entre os planos cristalográficos adjacentes e θ é o ângulo de incidência do feixe de raios X. Caso a lei de Bragg não seja satisfeita, a interferência será não construtiva, gerando um feixe difratado de intensidade muito baixa. Na Figura 12, temos representados os planos cristalográficos de um material cristalino e sobre esse material está incidindo um feixe de raios X de mesmo comprimento de onda (λ), distância interplanar (d=dhkl) e ângulo de incidência (θ).

Ambos em fase Feixe incidente θ θ d 2θ λ sin θ = 2d Figura
Ambos
em fase
Feixe
incidente
θ
θ
d
λ
sin θ =
2d
Figura 12 - Esquematização da difração de raios X pelos
planos de átomos de um material
Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015, p. 80).
Feixe
difratado

A distância interplanar (dhkl) é uma função direta

dos índices de Miller para o plano; para o caso de

um sistema cúbico, o espaçamento entre os planos pode ser determinado pela seguinte relação:

d hkl =

a h 2 + k 2 + l 2
a
h
2
+
k
2
+
l
2

Onde a é o tamanho da aresta da célula unitária cúbica e os parâmetros h, k e l são os índices de Miller para o plano cristalográfico. Existem rela- ções similares a essa para cada um dos outros seis sistemas cristalinos, mas essas relações não serão tratadas neste material.

A técnica de difração de raios X

A difração de raios X é uma das técnicas de análise

estrutural mais empregadas para identificar dife- rentes materiais cristalinos. Essa técnica se baseia na presença de uma rede cristalina e na periodi-

cidade do arranjo atômico, portanto, a técnica de difração de raios X é aplicada em sólidos que pos-

suem algum nível de cristalinidade e não se aplica

a materiais sólidos totalmente amorfos, como os

vidros e polímeros de cristalinidade muito baixa.

Os raios X, utilizados na técnica, é um tipo de radiação eletromagnética com altas quantidades de energia e de comprimentos de onda pequenos

(de 10 nm a 0,1 nm), que são da ordem de grande-

za dos espaçamentos atômicos, possibilitando sua

aplicação na avaliação de estruturas cristalinas.A partir desse tipo de análise, é possível determinar

a estrutura cristalina de um material e até mesmo

a geometria e o tamanho de sua célula unitária.

UNIDADE 2

a estrutura cristalina de um material e até mesmo a geometria e o tamanho de sua

53

A análise se baseia no princí-

pio de que quando um feixe de raios X, com um mesmo com- primento de onda λ, incide sobre um sólido cristalino, os planos de átomos que compõem esse material dispersam uma fração desse feixe em todas as direções; nessa dispersão, poderão ocor-

rer interferências construtivas ou destrutivas. No caso de ocorrer uma dispersão com interferência construtiva, dizemos que ocor- reu uma difração de raios X.

A amostra que será analisa-

da por difração de raios X deve ser inserida no equipamento na forma de sólido pulverizado, composta por partículas muito pequenas. Essas partículas são submetidas a um feixe de raios X monocromáticos e, como cada partícula (grão) dessa amostra possui um grande número de orientações aleatórias, isso ga- rante que algumas dessas partí- culas estão orientadas de maneira correta e, por essa razão, possuem planos cristalográficos disponí- veis para difração desses raios X. O aparelho utilizado para esse tipo de análise chama-se difratômetro e sua esquematiza- ção está representada na Figura 13 a seguir. Primeiramente, a amostra de sólido pulverizado

deve ser colocada em um suporte plano, de modo a formar um pequeno filme uniforme de amostra nesse suporte. Em seguida, o feixe de raios X é emitido da fonte T em direção

à amostra, e as intensidades dos raios difratados são captadas no

detector C. A amostra, o emissor de raios X e receptor estão todos no mesmo
detector C. A amostra, o emissor de raios X e receptor estão todos
no mesmo plano; além disso, o equipamento permite rotações ao
redor do seu próprio eixo.
O
S
θ
40º
60º
T
20º
C
80º
0º0º
100º
120º
140º
160º

Figura 13 - Esquematização do funcionamento de um difratômetro de raios X Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 66).

O suporte e o detector estão acoplados mecanicamente de forma que uma variação no ângulo de incidência θ do suporte é acompa-

nhada de uma variação de 2θ, conhecido como ângulo de difração, no ângulo do detector, para garantir que os ângulos de incidência

e reflexão sejam iguais entre si. Os resultados da análise são obtidos conforme o detector se move a uma velocidade angular constante e um registrador plota automaticamente os valores da intensidade do feixe difratado em função do valor 2θ. Um exemplo de difratograma de raios X para uma amostra de chumbo pode ser visto na Figura 14.

54

de raios X para uma amostra de chumbo pode ser visto na Figura 14. 54 Estruturas

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

(111) (200) (311) (222) (220) (400) (331) (420) (422) 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0
(111)
(200)
(311) (222)
(220)
(400)
(331) (420)
(422)
0.0
10.0
20.0
30.0
40.0
50.0
60.0
70.0
80.0
90.0
100.0
Intensidade (relativa)

Ângulo de difração 2θ

Figura 14 - Difratograma de raios X para uma amostra de chumbo pulverizada Fonte: Callister Jr. e Rethwish (2007, p. 70).

Os picos observados no difratograma da amostra de chumbo, apresentada na Figura 14, são resul- tado da difração realizada por planos cristalinos, cuja condição da lei de Bragg foi satisfeita. Os

   

índices acima de cada pico são os índices de Miller dos planos cristalinos responsáveis pela difração. O tamanho e a geometria da célula unitária podem ser determinados a partir das posições dos picos de difração em relação ao ângulo de

Tenha sua dose extra de conhecimento assistindo ao vídeo. Para acessar, use seu leitor de QR Code.

difração 2θ; já a forma como os átomos estão ar- ranjados está relacionada à intensidade relativa dos picos difratados (CALLISTER JR.; RETH- WISCH, 2013).

   
(CALLISTER JR.; RETH- WISCH, 2013).     Materiais não Cristalinos ou Amorfos Os materiais amorfos

Materiais não Cristalinos ou Amorfos

Os materiais amorfos são caracterizados por possuírem estruturas que não formam arranjos atômicos periódicos ao longo de grandes distâncias atômicas; portanto, não existe uma célula unitária definida que possa produzir a estrutura completa desses materiais. Dentre os materiais amorfos mais comuns, estão os vidros inorgânicos e muitos plásticos. Um exemplo de material cerâmico que pode existir nos dois estados, cristalino e não cristalino, é o dióxido de silício (SiO 2 ). Na Figura 15(a), podemos perceber um padrão de repetição na forma como se organizam espacialmente os átomos formadores do dióxido de silício. Na Figura 15(b), não é possível identificar um padrão de repetição em toda a estrutura, pois a estrutura do material é formada de maneira irregular e desordenada (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

UNIDADE 2

pois a estrutura do material é formada de maneira irregular e desordenada (CALLISTER JR.; RETHWISCH, 2013).

55

Átomo de silício Atomo de oxigênio (a) (b) Figura 15 - Representação bidimensional das estruturas

Átomo de silício Atomo de oxigênio

Átomo de silício Atomo de oxigênio (a) (b) Figura 15 - Representação bidimensional das estruturas da

(a)

Átomo de silício Atomo de oxigênio (a) (b) Figura 15 - Representação bidimensional das estruturas da

(b)

Figura 15 - Representação bidimensional das estruturas da (a) sílica cristalina e (b) sílica não-cristalina Fonte: Callister Jr. e Rethwisch (2013, p. 68).

Os materiais não cristalinos são formados quando a estrutura atômica aleatória no estado líquido não consegue se organizar durante o processo de solidificação do material, dando origem a um sólido cuja estrutura não possui um padrão or- denado, ou seja, amorfo. Os metais e ligas metálicas tendem a formar sólidos cristalinos facilmente, enquanto os ma- teriais cerâmicos podem exibir comportamen- to cristalino ou amorfo. Já os polímeros exibem graus de cristalinidade, ou seja, porções de sua estrutura são cristalinas e outras são amorfas.

56

porções de sua estrutura são cristalinas e outras são amorfas. 56 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

porções de sua estrutura são cristalinas e outras são amorfas. 56 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos
Imperfeições nos Materiais Cristalinos

Imperfeições nos Materiais Cristalinos

Imperfeições nos Materiais Cristalinos

Até o dado momento, nós tratamos os materiais cris- talinos como estruturas cuja repetição do padrão de átomos que os formam fosse perfeita; neste tópico, vamos ver que os arranjos atômicos e iônicos dos materiais apresentam imperfeições (defeitos) e, além disso, essas imperfeições, geralmente, influenciam as propriedades dos materiais cristalinos. Vamos estudar brevemente os três tipos bási- cos de imperfeições nos sólidos cristalinos, são eles: os defeitos pontuais, defeitos lineares (tam- bém conhecidos como discordâncias) e defeitos superficiais. Vale ressaltar que, apesar da utiliza- ção do termo“defeito”, tais imperfeições são consi- deradas muito úteis no ponto de vista tecnológico e abrem diversas possibilidades de aplicações no campo dos materiais, sendo, muitas vezes, cria- das intencionalmente com o intuito de produzir propriedades magnéticas, ópticas e mecânicas de interesse (ASKELAND; WRIGHT, 2015).

UNIDADE 2

o intuito de produzir propriedades magnéticas, ópticas e mecânicas de interesse (ASKELAND; WRIGHT, 2015). UNIDADE 2

57

Defeitos pontuais Os defeitos pontuais são caracterizados por des- continuidades localizadas nos arranjos dos áto-

Defeitos pontuais

Os defeitos pontuais são caracterizados por des- continuidades localizadas nos arranjos dos áto- mos ou íons na estrutura cristalina do material, envolvendo, normalmente:

• A falta de um átomo ou íon em um ou mais pontos da rede cristalina, chamado de la- cuna ou vacância.

• A substituição de um átomo ou íon da rede cristalina por um tipo diferente de átomo ou íon, denominado impureza substitu- cional.

• A adição de um átomo ou íon pequeno nos interstícios da rede cristalina, denominada impureza intersticial.

Mesmo que esses defeitos sejam pontuais, essas im- perfeições afetam uma grande região ao redor delas. Os defeitos pontuais nos sólidos podem ser originados por um aumento de energia provoca- do pelo aquecimento do material durante o seu processamento ou, ainda, pela adição, intencional ou não, de impurezas a esse material.

adição, intencional ou não, de impurezas a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e
adição, intencional ou não, de impurezas a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e
adição, intencional ou não, de impurezas a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e
adição, intencional ou não, de impurezas a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e
adição, intencional ou não, de impurezas a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e
adição, intencional ou não, de impurezas a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e

Discordância em sólidos cristalinos

58

a esse material. Discordância em sólidos cristalinos 58 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos O termo

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

58 Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos O termo impureza em materiais representa elementos,

O termo impureza em materiais representa

elementos, geralmente átomos, estranhos ao

arranjo cristalino do material; e as impurezas

presentes nos materiais são, geralmente, prove-

nientes das matérias-primas utilizadas e/ou das

etapas do processamento do material.

Fonte: adaptado de Askeland e Wright (2015).

Dentre os defeitos pontuais, temos as lacunas, que são formadas quando existe a falta de um átomo ou íon em alguns pontos da rede cristalina do material. A falta desse átomo ou íon causa um aumento da entropia global do sistema, acarre- tando no aumento da estabilidade termodinâmica do material cristalino. É comum a formação de lacunas em metais e ligas metálicas por meio de radiação ou solidificação a altas temperaturas, sendo importantes no processo de difusão nesses materiais. Na Figura 16, a seguir, é apresentada uma es- trutura cristalina bidimensional genérica. Nela podemos observar que a lacuna causa um efeito de distorção na rede cristalina próxima a ela.

um efeito de distorção na rede cristalina próxima a ela. Figura 16 - Representação de uma

Figura 16 - Representação de uma lacuna em uma estrutura cristalina bidimensional Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015, p. 92).

Outro defeito pontual comum é o defeito intersticial, que acontece quando um átomo ou íon ocupa uma região intersticial (regiões entre os átomos que formam a estrutura) do material. Esses áto- mos ou íons que ocupam os interstícios da estrutura cristalina são, geralmente, menores que os átomos que ocupam os pontos da rede cristalina e são denominados impurezas intersticiais. Entre- tanto, essas impurezas podem ser maiores do que os interstícios da estrutura cristalina e, por essa razão, eles geram distorções na rede cristalina próxima a eles ao adentrar esses interstícios. Em alguns materiais, átomos pequenos, como o hidrogênio, podem estar presentes naturalmente como impurezas intersticiais. Em outros casos, impurezas intersticiais, como o carbono, por exemplo, são introduzidas propositalmente em pequenas quan- tidades para melhorar a resistência mecânica de alguns metais,

como é o caso do ferro. Na Figura 17, vemos o efeito causado pela inserção de um átomo no interstício (defeito intersticial) da estrutura cristalina bidimensional de um material genérico. Como você pode notar, a impureza intersticial é menor que os átomos que compõem a rede cristalina, ainda assim, essa impureza causa uma distorção na rede ao redor dela. Por fim, vamos conhecer o defeito substitucional, que ocorre quando um átomo ou íon original da rede cristalina é substituído por um outro átomo ou íon diferente (impureza substitucional). No defeito substitucional, os átomos substitutos ocupam posições da rede, e não os interstícios dela. Os átomos ou íons substitutos podem ser maiores ou menores que os da rede cristalina e, em ambos os casos, eles perturbam a organização da estrutura cristalina (ASKELAND; WRIGHT, 2015), como podemos observar na Figura 18, que mostra uma representação do defeito substitucional em uma estrutura cristalina bidimensional de um material genérico, causado por um átomo menor (Figura 18(a)) e por um átomo maior do que os átomos da rede cristalina (Figura 18(b)); note que, em todos os tipos de defeitos pontuais apresentados, podemos observar que a rede cristalina do material sofre uma alteração na região próxima ao defeito.

Figura 17 - Representação de um defeito intersticial em uma estrutura cristalina bidimensional Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015, p. 92).

Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015, p. 92). a) b) Figura 18 - Representação de
a) b) Figura 18 - Representação de um defeito substitucional em uma estrutura cristalina bidimensional
a)
b)
Figura 18 - Representação de um defeito substitucional em uma estrutura cristalina bidimensional
Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015, p. 92).
UNIDADE 2
59

O fósforo e o boro podem ser adicionados ao silício como impurezas substitucionais, a fim de lhe

ajustar propriedades elétricas para aplicações em eletrônica; esse processo é conhecido como dopagem.

em eletrônica; esse processo é conhecido como dopagem. Defeitos Lineares ou Discordâncias As discordâncias são

Defeitos Lineares ou Discordâncias

As discordâncias são defeitos unidimensionais (defeitos linea- res) em torno dos quais os áto- mos estão desalinhados, que são, geralmente, formadas durante o processo de solidificação do ma- terial ou quando o material sofre uma deformação permanente. Existem três tipos de discordân-

cias, são elas: em espiral (ou héli- ce), em aresta e mista.

A discordância em espiral

é caracterizada por um deslo- camento parcial dentro da es- trutura cristalina, equivalente a

uma distância atômica.

C Linha de discordância Vetor de b Burgers (a)
C
Linha de
discordância
Vetor de
b
Burgers
(a)

Figura 19 - Representação de uma discordância em espiral em uma estrutura cristalina tridimensional Fonte: adaptada de Callister Jr. e Rethwish (2013, p. 86).

Na Figura 19, vemos a representação da discordância em espiral, na qual podemos observar que houve um deslocamento parcial da porção superior da rede cristalina em relação à parte inferior no cristal, equivalente a uma distância atômica.

O vetor de Burgers, b, representa o comprimento necessário para completar uma volta no plano

onde ocorreu a discordância, ou seja, representa o deslocamento da porção superior em relação à por- ção inferior do cristal do material. A linha ao redor da qual traçamos a volta no plano onde ocorreu a discordância em espiral é chamada de linha de discordância. Outro tipo de defeito linear é a discordância em aresta, que ocorre quando existe um semiplano adicional de átomos que termina no interior do cristal (grão) e, por essa razão, causa um deslocamento (distorção) na rede cristalina do material. Podemos observar, na Figura 20, uma representação da dis- cordância em aresta de uma estrutura cristalina tridimensional; nela, a linha sobre a qual o semiplano extra de átomos está centralizado é conhecida como linha de discordância e é representada por . Note que o vetor de Burgers, b, está presente mais uma vez, indicando o deslocamento necessário para completar uma volta no plano onde ocorreu a discordância, dessa vez, em aresta.

60

volta no plano onde ocorreu a discordância, dessa vez, em aresta. 60 Estruturas e Imperfeições nos

Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

Podemos observar que a rede cristalina sofre uma distorção próxima à linha de discordân- cia, em que os átomos localiza- dos acima da linha de discor- dância estão comprimidos uns contra os outros, enquanto os átomos abaixo dela estão afas- tados, e esse comportamento conduz à ligeira curvatura dos planos verticais de átomos, ob- servada na Figura 20. Quanto mais afastado o plano vertical de átomos estiver em relação à linha de discordância, menor será esse efeito de distorção. Além dos dois tipos de dis- cordância mencionados, temos um terceiro tipo, que é a união dos dois tipos anteriores,conhe- cida como discordância mista. Esse é o tipo mais comum que ocorre em materiais e possui componentes da discordância em aresta e da discordância em espiral, com uma transição gra- dual entre elas. Podemos ver um exemplo de discordância mista na Figura 21. Nela, vemos, na face à esquerda, a ocorrência de uma discordân- cia em espiral; ao mesmo tem- po, verificamos a existência de uma discordância em aresta na face à direita.

Vetor de Burgers b Linha de discordância aresta
Vetor de Burgers
b
Linha de
discordância
aresta

Figura 20 - Representação de uma discordância em aresta em uma estrutura cristalina tridimensional Fonte: adaptada de Callister Jr. e Rethwish (2013, p. 85).

b B A b C
b
B
A
b
C

Figura 21 - Representação de uma discordância mista em uma estrutura cris- talina tridimensional Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015).

A transição entre as duas discordâncias ocorre de forma gradual e observamos, também, em ambos

os casos, a presença do vetor de Burgers e das linhas de discordância em espiral e em aresta no centro da volta nas faces à esquerda e à direita, respectivamente.

UNIDADE 2

discordância em espiral e em aresta no centro da volta nas faces à esquerda e à

61

As discordâncias são muito importantes, principalmente para

os metais e ligas metálicas, uma vez que oferecem um mecanismo para a deformação plástica nesses materiais.

um mecanismo para a deformação plástica nesses materiais. O controle dos tamanhos de grãos que formam

O controle dos tamanhos de

grãos que formam o material é um processo muito utilizado

no controle das propriedades de

um metal ou liga metálica, pois

Defeitos Superficiais

uma diminuição nos tamanhos

de

grãos de um metal gera um

O

último tipo de imperfeições são os defeitos superficiais. Esses

aumento na quantidade total

defeitos acontecem nos contornos de grãos que separam regiões

dos contornos de grãos e isso

do

material que possuem direções cristalográficas diferentes ou na

limita a movimentação de dis-

superfície externa do material. O que acontece é que as estruturas

cordâncias nesses materiais,

de

muitos materiais, principalmente metais e cerâmica, são com-

postas de muitos grãos (materiais policristalinos); nesses grãos, o arranjo dos átomos é praticamente o mesmo, como já mencionado anteriormente, sendo monocristais. Contudo, a orientação da estrutura cristalina é diferente para cada grão que compõe o material policristalino, pois nas regiões

visto que elas irão se mover so- mente até encontrar um contor-

de grão. Além dos contornos de

grãos, a superfície externa também é um defeito superfi-

no

encontro desses grãos, o “encaixe” não é perfeito, e a esse tipo de

imperfeição damos o nome de contorno de grão. Na Figura 22, podemos observar a região de contorno de grão de um material. Note que o arranjo de cada um dos grãos é o mesmo; contudo, quando nos aproximamos das fronteiras, percebemos que

de

cial, pois é onde o cristal ter- mina subitamente e, por essa razão, os átomos da superfície externa têm suas ligações rom- pidas e não possuem o número

esses grãos não estão alinhados (orientados na mesma direção)

de

coordenação característico

entre si, isso leva a um defeito de superfície.

de

sua estrutura. Além disso, as

Contorno de grãos Figura 22 - Representação do contorno de grãos em uma estrutura cristalina
Contorno
de grãos
Figura 22 - Representação do contorno de grãos em uma estrutura cristalina
Fonte: adaptada de Askeland e Wright (2015, p. 111).
62
Estruturas e Imperfeições nos Sólidos Cristalinos

superfícies externas podem ser muito rugosas e, ainda, conter entalhes, sendo, em geral, mais quimicamente reativa que o in- terior do material. A superfície externa de al- guns materiais é muito im- portante, como na produção de catalisadores para refino

de petróleo e outros processos

industriais. Esses catalisadores devem possuir uma alta área

superficial externa, a fim de aumentar as taxas de reação química desses processos.

Voltaremos a mencionar os defeitos dos só- lidos nas próximas unidades, em que esses con- ceitos serão necessários para o entendimento dos conteúdos. É importante que tenha ficado claro que os defeitos pontuais, lineares e superficiais influenciam fortemente as propriedades mecâni- cas, elétricas, ópticas e magnéticas dos materiais e isso pode ser utilizado para o melhoramento dos materiais (ASKELAND; WRIGHT, 2015). Nesta unidade, você, caro(a) aluno(a), pôde entender as diferenças entre os materiais cristali- nos e não cristalinos e viu que as células unitárias possuem pontos, direções e planos em seu inte- rior e estes podem ser determinados por meio de índices. Tivemos, também, uma discussão sobre a téc- nica de difração de raios X, que é uma técnica muito utilizada na avaliação da cristalinidade em materiais sólidos em projetos de pesquisa na área da tecnologia.Além disso, tivemos uma bre- ve discussão sobre as imperfeições que ocorrem nas estruturas dos sólidos cristalinos e como elas podem ser utilizadas para o aprimoramento das propriedades dos materiais. Muitos dos temas abordados nesta unidade são necessários para o entendimento das próximas unidades, nas quais você verá uma abordagem das propriedades, transformações e aplicações dos materiais.

UNIDADE 2

nas quais você verá uma abordagem das propriedades, transformações e aplicações dos materiais. UNIDADE 2 63

63

Você pode utilizar seu diário de bordo para a resolução. 1. O estudo de planos

Você pode utilizar seu diário de bordo para a resolução.

1. O estudo de planos e direções cristalográficas são importantes para a deter- minação da estrutura cristalina, o entendimento de muitas das propriedades do material e também para determinar os parâmetros estruturais e analisar o comportamento da deformação plástica de um material cristalino. Sobre esse assunto, considere as afirmações apresentadas a seguir:

I) Num sistema cúbico, um plano e uma direção que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares.

II) Quando o índice direcional de uma direção é igual a zero, essa direção é paralela ao eixo correspondente a esse índice.

III) Quando o índice de Miller de um plano é igual a zero, esse plano é paralelo ao eixo cristalográfico correspondente a esse índice.

IV) Num sistema cúbico, dois planos que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares.

que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II
que tenham índices de mesmo valor são perpendiculares. Pode-se dizer que: a) As afirmações I, II

Pode-se dizer que:

a) As afirmações I, II e III estão corretas.

b) As afirmações I, II e IV estão corretas.

c) As afirmações I e III estão corretas.

d) As afirmações II e III estão corretas.

e) As afirmações II e IV estão corretas.

64

I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
I e III estão corretas. d) As afirmações II e III estão corretas. e) As afirmações
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura
2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura

2. A difração de raios X (DRX) é uma técnica utilizada para determinar a estrutura de um cristal. Nessa análise, os átomos de planos cristalinos fazem com que um feixe de raios X incidentes difrate em direções específicas e o feixe resultante seja captado pelo sensor do equipamento. Sabe-se que a análise por difração de raios X não é adequada para materiais amorfos, pois nesses materiais não ocorrem interferências construtivas do feixe de raios X difratado. Por que tal fato ocorre?

a) Porque os raios X são absorvidos pelos átomos em um material amorfo, não havendo nenhuma dispersão desses raios.

b) Porque o tamanho dos átomos de um material amorfo é maior que o compri- mento de onda dos raios X.

c) Porque o espaçamento atômico de um material amorfo é maior que o compri- mento de onda dos raios X.

d) Porque em um material amorfo não existe um ordenamento atômico regular e repetitivo.

e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe difratado reforçado.

65

e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe
e repetitivo. e) Porque os raios X são espalhados em todas as direções, produzindo um feixe

3. Numa estrutura cristalina é, por vezes, necessário fazer referência a determina- dos planos de átomos ou, ainda, pode haver interesse em conhecer a orientação cristalográfica de um plano ou conjunto de planos de uma rede cristalina. Por essa razão foram definidos índices, conhecidos como índices de Miller, para identificar planos específicos dentro de uma célula unitária. A figura a seguir apresenta uma célula unitária cúbica na qual são apresentados dois planos, A e B. A respeito dos planos cristalográficos, julgue as afirmativas a seguir.

planos cristalográficos, julgue as afirmativas a seguir. 1 1 2 3 A 1 2 1 2

1 1 2 3 A 1 2 1 2 B 1
1
1
2
3
A
1
2
1
2
B
1

2

I) Ambos os plano A e B interceptam o eixo x em ½.

II) Os índices de Miller do plano A são (322).

III) Os índices de Miller do plano B são (101).

IV) O plano A intercepta o eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y .

eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto
eixo y em ½, enquanto o plano B é paralelo ao eixo y . É correto

É correto apenas o que se afirma em:

a) I e II.

b) II, III e IV.

c) I, III e IV.

d) II e IV.

e) I, II e IV.

66

eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
eixo y . É correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b)
WEB   Neste site, é possível uma visualização de parte do conteúdo trabalhado nesta unidade,

WEB

 

Neste site, é possível uma visualização de parte do conteúdo trabalhado nesta unidade, em que constam muitas imagens e teoria simples e objetiva acerca dos seguintes tópicos: noção de estrutura cristalina, coordenadas, direções e planos cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais.

Para acessar, use seu leitor de QR Code.

 
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.

67

cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
cristalinos, monocristais e policristais e defeitos em cristais. Para acessar, use seu leitor de QR Code.
ASKELAND, D. R.; WRIGHT, W. J. Ciência e Engenharia dos Materiais . 3. ed. São

ASKELAND, D. R.; WRIGHT, W. J. Ciência e Engenharia dos Materiais. 3. ed. São Paulo: Editora Cengage Learning, 2015.

CALLISTER JR., W. D.; RETHWISCH, D. G. Materials Science and Engineering: An Introduction. 7. ed. USA: Editora John Wiley & Sons, 2007.