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CURSO DE MICROPIGMENTAÇÃO

DE SOBRANCELHAS – ONLINE
Sobre a Profissional e o Curso

“Eu, Raquel Barros sou Graduada em Biomedicina, Especialista em Biomedicina


Estética, Técnica em Estética e Cosmetologia, Designer de Sobrancelhas,
Micropigmentadora e Empresária, atuando desde 2014 no ramo da estética e
beleza.

Minha caminhada até aqui não foi fácil, muitos obstáculos surgiram, mas foram
eles que me tornaram fortes e me ensinaram o que vou ensinar para você neste
curso para tornar a sua jornada de trabalho um pouco mais simples que a minha.

Estou aqui para te ajudar, você está pronta? Espero que sim, pois teremos muito
conteúdo de extrema importância, conteúdos que eu tive que pagar caro por eles
em diversos cursos, viagens, hospedagens, dias longe de casa, dias em
estradas para conseguir chegar até aqui.

Este curso está dando a oportunidade para você ter uma boa base de dos
princípios BÁSICOS de uma micropigmentação. Sugiro que após este curso
você continue seus estudos participando de congressos, feiras, realizando
muitos outros cursos, estudando em livros e revistas da área. Afinal, não somos
donos da verdade e também não sabemos tudo, temos sempre que inovar e
aprender mais a cada dia.”
SUMÁRIO

1- Ética..........................................................................................................4
2- Biossegurança........................................................................................6
3- Dermopigmentação...............................................................................11
3.1. Micropigmentação X Tatuagem.......................................................11
4- Anatomia da pele..................................................................................12
4.1. Edpiderme........................................................................................13
4.2. Renovação das células da epiderme...............................................14
4.3. Derme..............................................................................................15
4.4. Hipoderme .......................................................................................16
5- Tipos de pele ........................................................................................17

6- Melanina e a colorimetria e suas relações.........................................18

6.1 Exercício prático de pigmentologia...............................................23

7- Cicatrização...........................................................................................25

7.1. Fatores que podem afetar a cicatrização ........................................27

8- Cuidados e contraindicações na micropigmentação .......................29

9- Visagismo .............................................................................................30

10- Marcação ...............................................................................................33

11- Equipamentos ......................................................................................38

12- Microblading .........................................................................................39

13- Configuração de um fio perfeito. Como fazer esse fio perfeito?.....44

14- Passo a passo para formar uma sobrancelha fio a fio. (Pressão,

Precisão e Profundidade.)....................................................................45

15- Orientações e Cuidados Pós Micropigmentação ..............................46

16- Como treinar no papel e pele sintética..............................................47

17- Técnicas: fio a fio, ombré e shadow ..................................................49

18- Anamnese..............................................................................................50
19- Termo de consentimento e autorização.............................................52

20- Procedimento completo.......................................................................53

21- Anestésico.............................................................................................54

22- Retoque..................................................................................................55

23- Noções de neutralização......................................................................56

24- Considerações finais ...........................................................................57


1. ÉTICA

De maneira geral podemos definir Ética como sendo o estudo dos assuntos
morais, do modo de ser e agir dos seres humanos, além dos seus
comportamentos e caráter. A ética na filosofia procura descobrir o
que motiva cada indivíduo de agir de um determinado jeito, diferencia também o
que significa o bom e o mau, e o mal e o bem.

 Se você não acreditar em si, nada vai dar certo. Lembre-se, seu
posicionamento no mercado depende muito de sua postura. Portanto,
cumpra sempre o horário e respeite as diferenças socioculturais étnicas.

 Estar pronto, com o material disponível para atender o cliente,


principalmente quando o horário for agendado;

 Evitar perguntar se está doendo ou se está bom o seu trabalho;

 Ser flexível quando a situação exigir;

 Oferecer um ambiente de trabalho seguro e agradável com serviços de


qualidade, produtos de origem comprovada e preços acessíveis; assim
você ganhará a confiança do cliente.

 Cumprimente a todos sorrindo, mas naturalmente;

 Seja discreto;

 Seja sincera, franca e humilde;

 Fale olhando nos olhos do cliente;

 Seja amável e simpático (a);

 Evite sempre alterar o tom de voz;

 Coloque-se na sua posição e respeite a posição do cliente.

 Durante o atendimento telefônico, o bom profissional deve:

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Atender ao telefone no
segundo toque;

Ser cortês e amável;

Ser o mais objetivo possível;

Identificar-se logo;

Não esqueça a cliente que está sendo atendida na maca ou cadeira


de atendimento;

Procurar resolver o problema da cliente ao telefone rapidamente;

Anotar o recado;

E lembre-se se: interromper o seu trabalho demoradamente para


atender ao telefone, demonstra desatenção com o cliente.

 Nunca faça fofocas ou comentários desnecessários.


Preze para que fofocas não aconteçam no seu espaço. Não dê aberturas
para isso.

 Tratar com respeito os clientes e seus acompanhantes.

 Use vestimentas adequadas. A roupa transmite muito sobre sua postura


profissional.

 Nunca reduza seu preço porque a concorrência é desleal.

 Concorrente não é um problema, muitas vezes é a nossa SOLUÇÃO!!!!

 Nunca faça comentários negativos de trabalhos de outros profissionais.

 Sempre trabalhar com carinho e ética profissional

CONFIE EM VOCÊ!!!

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2. BIOSSEGURANÇA

Trata-se de um assunto muito importante, mas que infelizmente ainda é


desconhecido para alguns profissionais. A biossegurança requer atenção e
consciência para ações de prevenção de doenças no ambiente de trabalho.

Definição: Conjunto de medidas e procedimentos técnicos necessários para a


manipulação de agentes e materiais biológicos, capaz de PREVENIR,
REDUZIR, CONTROLAR ou ELIMINAR riscos inerentes às atividades que
possam comprometer a saúde humana, animal e vegetal, bem como o meio
ambiente.

Muitas vezes, o profissional de beleza está tão sobrecarregado ou


desconhece as normas de higiene, que não faz medidas básicas, como limpar o
ambiente de trabalho, fazer esterilização dos instrumentos, utilizar descartáveis
e fazer a higienização das mãos, mas saiba que as medidas de biossegurança
são essenciais para sua segurança e do seu cliente.

Além disso, saber que seu espaço apresenta condições sanitárias em


ordem é um aspecto decisivo para o cliente optar por seu trabalho. Por isso, ao
seguir corretamente as normas, você conquista clientes que se preocupam com
os riscos de um local sem higiene e segurança e adquire credibilidade no
mercado, como uma boa referência.

2.1. Normas e cuidados no local de trabalho

 Limpeza e desinfecção do ambiente devem ser diárias, alternando os


produtos utilizados para que os microrganismos não se proliferem e
desenvolvam resistência. Cada estabelecimento de beleza deve
elaborar e implantar seu próprio plano de limpeza e desinfecção do
ambiente, adequando os processos e produtos químicos de sua
realidade.
 Paredes e pisos lisos e impermeáveis que sejam fáceis de lavar, para não
acumular microrganismos, poeira ou resquícios de secreções.
 Lixeira com pedal e saco plástico para descarte de material contaminado.
 Lavatório com sabonete líquido e papel toalha.

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 Maca com superfície lisa ou lavável, forrada de lençol TNT ou papel
branco. Todos descartáveis e devem ser trocados a cada cliente.
 Carrinho auxiliar com superfície lisa e lavável, para acomodar bandeja
forrada com papel toalha para os materiais de uso.
 Usar equipamentos esterilizáveis e/ou descartáveis.
 Utilizar o Descarpack para fazer o descarte de agulhas e lâminas.

Antes do procedimento o profissional deve:

 Encapar as abas do carrinho de auxílio e lupa com filme plástico. Estes


devem ser trocados a cada cliente;
 Lavar as próprias mãos adequadamente antes de atender o cliente.
 Fazer anti-sepsia das mãos do cliente antes do procedimento para evitar
infecções.

Após o procedimento o profissional deve:

 Ao final do atendimento o profissional deve jogar no lixo os materiais


descartáveis ou de uso único e lavar as mãos.
 Descartar agulhas e/ou lâminas no Descarpack (Figura 1).

Figura 1: Foto ilustrativa da caixa Descarpack.

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 O descarte dos materiais utilizados

Deve ser observado o descarte correto de materiais contaminados


(agulhas serão descartadas no lixo perfuro-cortante) em embalagem amarela
descarpack e outros materiais contaminantes descartar em saco branco.
O pigmento utilizado deve ser disponibilizado em batoque descartável, e
todo material usado contaminado deve ser despejado em local específico, ou
seja, uma empresa coletora. Caso sua cidade não tenha, basta levar até um
posto de saúde ou farmácia mais próxima. Nunca descarte lixo contaminado em
lixo comum.

 O uso de E.P.I’s
Você sabe o que são E.P.I’s? São os Equipamentos de Proteção
Individual. É primordial que o profissional utilize os E.P.I’s necessários como:
avental, lençol, touca, máscara, babador e luvas – e descartados a cada
atendimento no lixo de resíduos hospitalares.

 Limpeza / Higiene/ Esterilização


Deve ser feita esterilização e limpeza diária da sala de micropigmentação.
Além da higienização do profissional e da cliente, higienizar a bancada,
dermógrafo, paquímetro e outros equipamentos que possam ser esterilizados.

A esterilização visa a destruição de todas as formas de vida microbiana.


Materiais como: pinças, tesouras, suportes e ponteiras devem ser esterilizados
com os métodos mais eficazes que são o calor úmido (autoclave) ou calor seco
(estufa).
A limpeza visa a remoção física das sujidades fazendo o uso de água,
sabão ou detergente. Enquanto a desinfecção visa a destruição total dos
microrganismos em sua forma vegetativa usando quartenário de amônia, cloro
ativo, álcool, clorexidina e detergente enzimático.
É fundamental assepsia e antissepsia das mãos, a lavagem com sabonete
líquido antes e depois de cada procedimento, antes de colocar luvas e após
retirá-las e, o uso de antissépticos que destroem as bactérias e, que inclusive
várias empresas de cosméticos na área de estética possuem, com ativos
hidratantes que higienizam e não deixam as mãos ressecadas.

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A higienização das mãos é a medida individual mais simples para prevenir a
propagação de infecções relacionadas à saúde.

ATENÇÃO: Os pigmentos devem ser apenas os regulamentados pela


Anvisa. Seguir essa recomendação é muito importante, pois esse elemento pode
causar alergias e infecções na pele do cliente. Quanto ao manuseio é requerido
que o material seja fracionado ao ser utilizado, e o restante deve ser descartado
após o final da micropimentação. Assim, fica vedado colocar agulha dentro do
frasco.

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Em biossegurança você sabe qual a diferença dos nomes: Limpeza,
esterilização, desinfecção, assepsia e antissepsia? Esses nomes se referem ao
controle e eliminação microbiana, saiba mais na tabela abaixo.

Controle e O que é
Eliminação
microbiana

Limpeza É a remoção física de sujidades com a


finalidade de manter o asseio e higiene do
ambiente. A lavagem pode ser com água e
sabão ou detergente

Esterilização Destruição de todas as formas de vida,


através de agentes físicos ou químicos

Desinfecção Remoção de agentes infecciosos, na forma


vegetativa, de uma superfície inerte,
mediante a aplicação de agentes químicos
ou físicos.

Assepsia Conjunto de medidas adotadas para impedir


a introdução de agentes patogênicos no
organismo.

Antissepsia Utilização de produtos sobre o tecido vivo


(pele) com o objetivo de reduzir os micro-
organismos.

Tabela 1. Fonte: Manual de Limpeza de Desinfecção de Superfícies – ANVISA 2010.

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3. DERMOPIGMENTAÇÃO

Inicialmente o nome era maquiagem definitiva. A técnica nasceu do conceito


da tatuagem que é introduzir tintas coloridas na pele, mas para fins estéticos e
não artísticos como na tatuagem. Nos anos 90 que a técnica ganhou mais
notoriedade no Brasil. A técnica passou por uma repaginada e hoje é mais
conhecida por micropigmentação, pois os produtos, pigmentos e aparelhos
foram aperfeiçoados e, atualmente são pigmentos especiais para essa
finalidade, ou seja, foram desenvolvidos para a micropimentação, diferenciando-
se assim da tatuagem. A micropigmentação é menos invasiva que a tatuagem.

Os termos: micropigmentação, dermopigmentação ou Permanet Makeup


estão corretos e podem ser usados.

Diferente da maquiagem definitiva, a micropigmentação não fica de forma


definitiva na pele, necessitando de reparos a cada 12 a 18 meses.

A micropigmentação pode ser usada para construir sobrancelhas, delinear


os olhos, dar volume e beleza aos lábios, reconstrução mamária, camuflagem
de cicatrizes, vitiligo, acromias, queimaduras, lábios leporinos e calvície.

3.1. Micropigmentação X Tatuagem

Na tatuagem utiliza-se pigmentação e máquina de alta rotação específicos


para tatuagem. O pigmento é depositado na camada mais profunda da derme.
A derme é como se fosse o cérebro da pele, é nela que tudo funciona, ela
sustenta a epiderme e não faz renovação celular, por isso, o pigmento não sai
com o passar do tempo.
Na Micropigmentação além de os pigmentos terem uma composição
refinada, utiliza-se o dermógrafo ou o tebori, que são aparelhos próprios para
Micropigmentação/Microblading. O dermógrafo tem uma rotação menor que o
aparelho de tatuagem, podendo ser realizado um trabalho mais superficial e
suave. A pele sofre constantes descamações e renovações celulares, e isso
acaba fazendo com que o pigmento aplicado na micropigmentação vá
desaparecendo com o passar do tempo.

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4. ANATOMIA DA PELE

Vamos aprender a identificar a camada correta da pele em que vamos


trabalhar com a micropigmentação. Para isso precisamos entender brevemente
sobre a anatomia da pele. Se você acompanhar todas as dicas desse curso no
final você terá uma grande visão sobre a profundidade correta a ser trabalhada.

A pele mede em torno de 1,5m² a 2m², é o maior tecido em continuidade e


pode pesar de 3 a 4kg. A pele funciona como uma armadura de proteção contra
as hostilidades do ambiente externo e participa de um sistema, chamado
Tegumentar que compreende cabelo, unhas, pele, glândulas sebáceas e
sudoríparas. A pele é formada por 3 camadas: epiderme, derme e hipoderme.

Figura 3: A pele.

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A pele possui duas camadas, Epiderme e derme. Cada camada possui suas
subcamadas. Vamos conhecer essas camadas:

4.1. Epiderme

A epiderme é a camada mais superficial da pele, é feita de queratinócitos,


células que produzem a queratina, tem uma estrutura parecida com tijolos
empilhados. A principal função da epiderme é a proteção contra agentes
agressores, tais como bactérias e fungos, essa proteção acontece porque a
queratina vai dar firme união para as células da epiderme deixando-a
impermeável. Os queratinócitos estão unidos por desmossomos e
hemidesmossomos e o que seria o “cimento entre os tijolos” é a queratina,
deixando a pele impermeável. A pele escolhe o que entra e o que sai, dando a
permeabilidade seletiva.

A epiderme não é totalmente impermeável, pois substâncias de baixo


peso molecular podem atravessar a primeira camada. Especificando mais,
podemos citar como exemplo, substâncias corantes (pigmentos) e outros
compostos cosméticos farmacêuticos.

Existe uma outra célula importante da epiderme que é o melanócito,


responsável por produzir a melanina, uma proteína pigmentar, responsável por
definir a cor da nossa pele e protegê-la contra a radiação solar, principalmente a
ultravioleta.

Funções da epiderme:

 Proteção mecânica;
 Proteção ultravioleta
 Permeabilidade seletiva.

Divisão da epiderme - 5 camadas compõem a epiderme, são elas:

1. Camada Basal;
2. Camada Espinhosa;
3. Camada Granulosa;
4. Camada Lúcida*;
5. Camada Córnea.
 Como sabemos os limites entre a derme e a epiderme?

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O limite é a camada basal que fica disposta em zig zag. A camada basal fica
repousada sobre as papilas dérmicas, dando forma serpenteada, pois as papilas
possuem formas de vilosidades que são provenientes da derme, então a camada
basal se encaixa nessas vilosidades.

4.2 . Renovação das células da epiderme

As células da epiderme ficam dispostas como se fossem vários tijolos


empilhados e essas células empilhadas vieram da camada basal. Lembra das
papilas dérmicas da camada basal? As veias e artérias precisam chegar até as
papilas mandar nutrientes para camada basal, a única camada da epiderme que
recebe algum tipo de nutriente da derme. Exatamente por isso, somente as
células da camada basal conseguem realizar mitose, ou seja, conseguem se
dividir. A partir do momento que as células da camada basal realizam mitose,
elas “sobem um degrau” formando a camada espinhosa. Então células novas
são produzidas o tempo todo, empurrando a camada basal e espinhosa para
cima formando a camada granulosa que quando sobe mais um pouco essa
célula morre, se desidrata e perde seu núcleo, formando a camada de células
mortas, ou seja, a camada córnea. Essa camada é repleta de queratina e formam
um revestimento resistente. Então toda essa parte externa do corpo são células
mortas que vieram de mitoses sucessivas até morrerem, essas células servem
de alimento para os microrganismos que se instalam na pele, evitando infecções.

A renovação da camada córnea ocorre nos primeiros quatorze dias do mês,


porém, a renovação celular completa, partindo da camada basal até a camada
córnea, ocorre entre 28 dias. Esse mecanismo conhecido como Turn over da
pele possui mecanismos mais lentos de acordo com o avanço da idade.

A renovação celular diminui de 30 a 50% entre a terceira e a oitava década


de vida, concluindo que as pessoas mais velhas levam duas vezes mais tempo
para a reepitelização tecidual, comparados com pessoas mais jovens. Esse
processo explica porque o pigmento aplicado na Micropigmentação vai
desaparecendo com o passar do tempo.

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Espessura da epiderme em cada
região importante na
micropigmentação
Epiderme 1,6mm
Pálpebras 0,4mm
Sobrancelhas 0,8mm
Lábios 0,8mm
Tabela 2: Fonte: GIARETTA, E. Micropigmentação – Arte e Responsabilidade, 2016.

4.3. Derme

Situada abaixo da epiderme e formada por tecido conjuntivo frouxo, sendo


que seus principais componentes são fibras de colágeno e elastina preenchendo
os espaços que não são ocupados por outros tecidos dando apoio a epiderme e
nutrindo a células epiteliais, envolvendo nervo, músculos, vasos sanguíneos e
linfáticos, e, portanto, a derme é considerada a casa de máquinas da pele. As
fibras colágenas conferem resistência à pele.

Divisão da derme - 2 camadas compõem a derme:

 Derme papilar;
 Derme reticular.

Na camada papilar estão presentes fibrilas especiais de colágeno que faz a


junção derme-epidérmica, além de facilitar a nutrição de células da epiderme,
pelos e vasos sanguíneos da camada reticular.

A camada reticular é mais espessa e é formada por tecido conjuntivo denso.


Também possui fibras de colágeno. Nessa camada também existem vasos,
nervos, folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas.

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Função da derme: A derme tem função de nutrir a epiderme devido sua
grande vascularização. Os vasos sanguíneos levam suprimento até a papila
dérmica, entre eles oxigênio, glicose e proteínas. As terminações nervosas
localizadas na parte mais profunda da derme, são chamadas de terminações
nervosas livres, tem função de sinalizar a dor, levando estímulos ao cérebro. As
terminações nervosas encapsuladas são responsáveis pela sensibilidade ao
tato, frio calor, pressão, vibração e ficam localizadas na parte superficial da
derme. A derme também tem a função de termorregulação, ajuda o corpo a se
manter entre 36-37ºC para conservar suas funções metabólicas.

4.4. Hipoderme

É a terceira camada da pele, a mais profunda, formada basicamente por


células de gordura. Sua espessura é bastante variável conforme a constituição
de cada pessoa. Ela apoia e une a epiderme e a derme ao resto do corpo, além
disso mantem a temperatura corporal, é isolante térmico, acumula energia para
o desempenho das funções biológicas, absorve choques mecânicos, modela a
superfície corporal e é responsável pela fixação de órgãos internos, pois
posiciona-se entre eles, fazendo assim um preenchimento.

OBS.: a hipoderme já não faz mais parte das camadas da pele, mas é válido
saber que existe e que possui funções importantes mesmo não fazendo mais
parte do sistema tegumentar.

 Afinal, em qual camada devemos micropigmentar?

Explicação apenas em vídeo aula.

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5. TIPOS DE PELE

A pele pode ser classificada em 4 principais características:

Pele normal: possui textura suave e lisa, poros fechados.

Pele seca: pouca hidratação, descamação constante, aspecto opaco.

Pele oleosa: apresenta hidratação excessiva, espessura grossa e brilho


intenso devido a maior atividade de produção de sebo e poros dilatados.

Pele mista: a zona T (testa, nariz e queixo) é uma área mais oleosa que as
outras áreas do rosto.

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6. MELANINA, COLORIMETRIA E SUAS RELAÇÕES

 Pigmentos: Os pigmentos são usados para dar cor as tintas, plásticos,


tecidos, cosméticos, alimentos e outros materiais. Os pigmentos são pós
moídos e muito finos. São classificados em 2 tipos: orgânicos e
inorgânicos.

Pigmentos orgânicos: sua composição possui carbono e hidrogênio, vem


de matéria viva. Antigamente falava-se muito a respeito do perigo do uso dos
pigmentos orgânicos pois eram extraídos de vegetais, como a cor verde que era
extraída de alguns tipos de plantas, o vermelho que vinha de um tipo de besouro
Cachonilla, o preto era extraído tanto do carvão quanto de um tipo de polvo que
possui uma glândula que produz o pigmento preto. Mas graças a evolução da
indústria hoje é possível desenvolver matérias primas sintéticas e não é mais
necessário extrair de seres vivos e o risco de processos alérgicos e a não
sintetização do pigmento na pele não existe mais. Um exemplo de um pigmento
orgânico é o carbom black um derivado de combustão que vem através da
fuligem e que passa por um processo de refinamento para ficar puro para ser
utilizado.

Pigmentos inorgânicos: os pigmentos não possuem em sua composição


carbono e hidrogênio, por isso não são extraídos de matéria viva. Os pigmentos
inorgânicos são extraídos do ferro e outros óxidos metálicos.

Veja na tabela 3 uma breve comparação dos pigmentos orgânicos e


inorgânicos.

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Característica Orgânicos Inorgânicos
Fixação Boa fixação Boa fixação
Cores Cores vibrantes e Cores terrosas e
transparentes opacas
Fotosensibilidade Sensibilidade à Ótima
luz Resistência à luz
Resistência ao Vulnerável Vulnerável
laser
Partículas Partícula Partícula
pequena ou pequena ou
grande grande
dependendo da dependendo da
moagem moagem
Tabela 3: Comparação das características dos pigmentos orgânicos e inorgânicos.

 Melanina – Pele fria x Pele Quente

A colorimetria é uma das partes da micropigmentação que mais geram


dúvidas nos profissionais e mais geram controvérsias. Mas é possível
entendermos a colorimetria de uma forma mais simples.

Há alguns anos temos aprendido que para acertar a cor do pigmento


implantado na nossa cliente, é necessário identificar qual a melanina e onde ela
se encaixa na escala de fototipo, certo? A melanina é um pigmento natural de
cor marrom escura, produzida por uma célula especializada chamada
melanócito, que se encontra na camada germinativa da pele. Quanto maior a
atividade do melanócito, mais escura será a cor da pele.

 O que é fototipo?

Fitzpatrik classificou os fototipos em escala, conforme a cor da pele e a


reação ao sol. Foram determinados 6 fototipos cutâneos que variam da pele mais
clara (fototipo 1) à pele negra (fototipo 6), aumentando de acordo com a
quantidade de melanina de cada fototipo e com o tipo de reação de cada um

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deles à exposição solar. Conheça os fototipos e suas características na tabela
4.

Tabela 4: Fototipos

No início da micropigmentação tínhamos que identificar qual a melanina


da cliente, se ela é quente ou fria e então escolher o pigmento baseando nisso
para amornar o pigmento.

Por exemplo: se a melanina da cliente é fria, ou seja um foto tipo IV, por
exemplo, teríamos que aplicar um pigmento o contrário da melanina dela, ou
seja, um pigmento quente. E se a melanina for quente, aplicar um pigmento frio.

O problema de identificar a melanina da cliente é que não há interação


química entre o melanócito/melanina e o pigmento, a partícula do pigmento não
consegue ser incorporada pelos melanócitos. Não temos comprovação de que a
partícula de pigmento entra no melanócito e faz uma reação química que altera
a temperatura do pigmento.

Outro motivo de não funcionar é porque existem inúmeros fatores que


podem alterar essa definição como: descendência dessa pessoa, qual a origem
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familiar e toda corrente genealógica sem contar que em nosso país temos uma
imensa mistura de raças que faz com que não consigamos identificar
corretamente o fototipo. Além disso deve-se considerar a alimentação, se pratica
esportes, se é fumante, se existe problemas hormonais e se toma alguma
medicação.

Como descobrir se um pigmento é frio ou quente

O primeiro passo é conhecermos as cores e descobrir se o pigmento é


quente ou frio. A melanina você não precisa saber se é fria ou quente, mas as
cores sim. Porque isso vai influenciar diretamente no resultado. E para começar
precisamos conhecer as cores que são produzidos os pigmentos. Também é
correto chamá-los de tinta. Afinal os pigmentos são usados para compor a tinta
usada no procedimento. Pigmento é a matéria prima, tinta é produto final.

Segundo a pigmentologia, são 4 as cores básicas que um fabricante utiliza


para compor um pigmento: branco, amarelo, preto e vermelho. O preto é uma
cor fria, o vermelho uma cor quente, o branco tem a função de deixar o pigmento
mais claro ou mais leitoso e o amarelo para definir a sua temperatura vai
depender da quantidade de preto e de vermelho.

Mas todos os pigmentos possuem essa mistura de quatro cores? Sim, o


fabricante usa essas quatro cores em proporções diferentes podendo resultar
em diversas possibilidade de castanhos, desde os mais claros até os mais
escuros.

As misturas dessas cores em pares geram uma terceira cor:


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E a soma de 3 delas geram uma quarta cor:

Agora que conhecemos as cores que misturadas formam os pigmentos


que usamos na micropigmentação, precisamos descobrir se este pigmento é frio
ou quente. Lembre-se que o preto em maior quantidade torna a cor formada fria.
O vermelho torna ela quente. E o amarelo? O amarelo é a única cor dessas
quatro cores, que será frio ou quente dependendo da quantidade de preto e
vermelho.

Primeiro exemplo: se o amarelo está com o preto, significa que é frio,


porque temos uma maior quantidade de preto do que de vermelho, e o preto é
uma cor fria, logo o amarelo se torna frio nessa composição.

Segundo exemplo: se o amarelo está com o vermelho, significa que é


quente, porque temos uma maior quantidade de vermelho do que de preto. E o
vermelho é uma cor quente, logo o amarelo se torna quente nessa composição.
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O branco é uma cor que torna a cor leitosa e mais clara.

6.1. Exercício prático de pigmentologia.

É importante identificar qual a base dominante dos pigmentos. Assim


saberemos se o pigmento é quente ou frio.

Em uma folha de papel pingue uma gota e espalhe com um cotonete


úmido. Quando abrimos o pigmento desmembramos as cores que formam o
pigmento e percebemos nesse exercício qual a cor dominante de cada pimento.
Independente da marca que você utiliza, esse exercício serve para TODAS as
marcas de pigmentos. Assim você não ficará refém de marcas porque você já
tem receitas prontas para utilizar os pigmentos. Aprendendo esse exercício você
fica livre para usar a marca que você quiser. RECOMENDO FORTEMENTE QUE
VOCÊ FAÇA ESSSE EXERCÍCIO PARA APRENDER SOBRE
COSMETOLOGIA.

Sempre que trocar de marca faça esse exercício, você precisa conhecer
a base principal de cada pigmento e precisa conhecer o pigmento que você usa.

 Estrela de Oswald

Na micropigmentação os fabricantes não seguem os parâmetros da


estrela, pois a estrela de Oswald define como cores secundárias algumas cores
que na verdade são primárias na matéria prima utilizada para produzir
pigmentos. (Explicação em vídeo aula).

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 Quais as características de um bom pigmento?

Estabilidade: apresentar uma grande estabilidade durante o armazenamento;

Facilidade de aplicação: deve espalhar com bastante facilidade, deixando uma


película uniforme.

Rendimento e cobertura: a tinta deve cobrir completamente uma superfície


com o menor número de passadas.

Durabilidade e resistência: isso se mede pelo tempo que esta resiste sobre a
ação do sol, agentes químicos e/ou poluentes, ou seja, dos agentes agressivos
quando em contato com ela.

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7- CICATRIZAÇÃO

Falando de cicatrização a quimiotaxia é o processo mais importante que


acontece na micropigmentação. No momento que é inserido o pigmento, a pele
começa a trabalhar num processo inflamatório. O sistema imunológico é ativado
e vários tipos de células são chamadas para proteger a pele deste corpo
estranho (pigmento) e começam as fases da cicatrização.

O processo de cicatrização é dividido em fases para melhor entendimento,


porém, as fases podem acontecer simultaneamente.

Fase inflamatória: se inicia imediatamente após a lesão.

Fase proliferativa: por volta do quarto dia após a lesão e pode se estender até
o término da segunda semana. Esta fase é constituída de quatro etapas
fundamentais: epitelização, angiogênise, formação de tecido de granulação e
formação de colágeno. A resposta da epitelização vai depender da intensidade
da lesão pois se as células da camada basal estiverem intactas elas somente
aceleram a divisão celular, podendo ser normal a descamação da pele após a
micropigmentação.

Fase de maturação ou remodelagem: o colágeno que vinha sendo formado de


maneira desorganizada começa a ser mais organizado recuperando as
características iniciais do tecido lesionado.

Naturalmente nos sete primeiros dias, todo pigmento em excesso, aquele


que não foi fagocitado, se desprenderá em forma de crosta (conjunto de células
inflamatórias, hemácias, plasma e fibrina misturados com resíduos epiteliais
sobre a superfície epidérmica).

Levando a um clareamento de 50% da pigmentação, muitas vezes


ocorrendo falhas e a necessidade de uma avaliação a partir de 30 dias após a
primeira aplicação.

Obs.: o pigmento pode clarear, mas nunca mudar a cor.

25
É normal na região ter dor, rubor e inchaço. Quanto mais passar a agulha
neste local e machucar a pele pior vai ficar o estado. Mais inchada, dolorida e
com vermelhidão. E o processo inflamatório será mais intenso.

Sabe aquela “aguinha” que sai, conhecido como plasma ou linfa? O nome
verdadeiro dele é de exsudato serosanguinolento composto de: líquido
intersticial e juntamente com este líquido estão as células de defesa (os
neutrófilos) que morreram ao tentar fagocitar (ingerir) o pigmento. Como os
neutrófilos não conseguem quebrar completamente o pigmento, são chamados
os macrófagos e linfócitos para ajudar neste processo de defesa do organismo.

Uma célula do sistema imunológico não consegue envolver totalmente


uma partícula de um pigmento, uma vez que a partícula é muito maior que as
células de defesa do sistema imunológico. O sistema imunológico vai tentar
fagocitar uma pequena parte do pigmento.

Dica* não é para sair sangue enquanto faz o procedimento, mas pode sair essa
“aguinha rosada”. Aqui entra a técnica de alta precisão, onde você implanta o
pigmento no local correto com o mínimo de passadas possíveis. A inflamação
que vai acontecer lá no início no momento que você está fazendo o procedimento
é que vai definir a durabilidade daquele pigmento a médio e longo prazo, é o que
define a visualização do pigmento do lado de fora, no tempo que tem que durar
este procedimento. O corpo do ser humano é uma estrutura química e partir do
momento que foi implantado o pigmento, não é possível mais ter o controle do
que realmente aquilo pode acontecer.

O que fazer para o procedimento durar mais tempo com uma


qualidade melhor?

Provocar o mínimo possível de inflamação.

26
7.1. Fatores que podem afetar a cicatrização

Fatores técnicos:
1. Equipamentos: um dermógrafo com precisão faz com que o pigmento
seja depositado sempre na mesma profundidade.
2. Agulhas: devem ser novas e devemos sempre analisar se a ponta dela
não está defeituosa. ATENÇÃO!!!! AGULHA NUNCA DE DEVEM SER
REUTILIZADAS NEM MESMO NA MESMA CLIENTE.
3. Pigmentos: devemos escolher pigmentos que tenham tecnologia em sua
produção. Um pigmento é formado de um pó e esse pó possui grânulos,
esses grânulos são partículas muito pequenas e equilibradas, não podem
ser menores que seis micras e nem superior a dez micras.
4. Anestésicos: devem ser tópicos e com pH equilibrado em 7,4, pois
podem alterar as características da pele e do pigmento.
5. Peso da mão: as mãos devem ter o peso correto, devemos aprender a
dosar o peso de nossas mãos para não causar traumas e sangramentos
excessivos. Mãos muito leves também prejudicam a implantação correta
dos pigmentos.
6. Velocidade de trabalho: ajustar a velocidade correta da máquina. Cada
dermógrafo pede um ajuste e velocidades particulares e o fabricante deve
oferecer um manual detalhado para usar o equipamento. As mãos devem
trabalhar sempre devagar para dar tempo da agulha realizar seu ciclo de
implantação na pele.

Fatores Sistêmicos:

1. Fatores locais: Baixa circulação sanguínea (isquemia) dificultando a


nutrição do tecido e a migração das células de cicatrização. Infecção ou
algum corpo estranho que tenha entrado na ferida. Por isso é importante
um bom processo de antissepsia antes do início do procedimento e
também no final.
2. Fatores sistêmicos: Diabetes mellitus – o diabético pode realizar o
procedimento de micropigmentação, mas o ideal é que estejam com a
taxa de glicose sanguínea controlada, caso contrário poderemos nos

27
deparar com problemas não só de cicatrização, mas de fixação do
pigmento e inserção do mesmo.
3. Deficiência vitamínica e desnutrição
4. Hipotireoidismo, insuficiência hepática, renal e respiratória: essas
patologias deixam o sistema imune do paciente debilitado, podendo
prolongar o tempo de cicatrização e fixação do pigmento.
5. Alterações da coagulação ou uso de Ácido Acetil Salicílico (AAS):
problemas que podem atrapalhar a cicatrização deixando-a mais
prolongada e interferir na fixação do pigmento.
6. Idade: o profissional deve observar se a pele tem condições de saúde
para receber a micropigmentação e peles maduras devemos sempre
prolongar o prazo para o retoque.
7. Trauma grave ou queimaduras: o profissional deve avaliar
cuidadosamente o local pois a cicatrização está de forma irregular,
podendo fazer com que a fixação do pigmento também fique de forma
irregular gerando áreas de tons diferentes.
8. Tabagismo: os fumantes possuem uma grande carga de radicais livres
circulantes que atrapalham processo de cicatrização e fixação do
pigmento.
9. Consumo de álcool: vilão no processo de cicatrização deixando-o mais
lento. Ingerir bebida alcoólica no dia anterior ao procedimento diminui a
capacidade de regeneração da pele nos dias posteriores.
10. Radioterapia, medicamentos imunossupressores e corticoides são
medicamentos que debilitam o organismo da pessoa inclusive o processo
cicatricial.

A micropigmentação tem como principal característica o efeito natural e


opaco causado na imagem da pigmentação. Este efeito é essencial para os
seus objetivos, que são realce dos traços naturais, correção e
embelezamento estético. Este efeito é explicado pelo nível de introdução do
pigmento. A permanência do pigmento na pele está ligada a um processo de
cicatrização eficaz, isto é, livre de irritação, infecção e perda mínima de
tecido.

28
8- CUIDADOS E CONTRA INDICAÇÕES NA MICROPIGMENTAÇÃO

Alguns tópicos abaixo são contraindicações totais, outras contraindicações


momentâneas e outras apenas temos que tomar um cuidado maior.

 Depressão avançada;
 Glaucoma;
 Gravidez e Lactantes;
 Ácidos cosméticos;
 Alergias a cosméticos ou corantes
 Epilepsia, hepatite, HIV, hemofilia;
 Aspirina;
 Período Menstrual
 Diabetes
 Hipertensão
 Queloide
 Câncer
 Cirurgias
 Acne nas sobrancelhas
 Verrugas e pintas
 Botox

29
9- VISAGISMO

Segundo Hallawell (2008), o visagismo surgiu no final dos anos 30 para


relembrar a importância de valorizar a beleza individual e de não padronizar
pessoas como uma regra geral.

O visagismo trabalha com linhas, formas e cores. Quando olhamos a


imagem e esses três elementos o sistema cognitivo dispara sentimentos e
emoções antes mesmo que possamos pensar racionalmente sobre a imagem
apresentada. Isso quer dizer que a imagem por sí só, comunica com nosso
cérebro.

Através do visagismo podemos melhorar a beleza das sobrancelhas.

- Sobrancelhas com linhas inclinadas (mais arqueadas) expressam dinamismo.

- Sobrancelhas com linhas arredondadas expressam delicadeza e romantismo.

- Sobrancelhas retas expressam, força e seriedade.

Além das linhas a espessura das sobrancelhas também nos dizem muitas
coisas.

- Sobrancelhas grossas dão uma presença forte e decidida.

- Sobrancelhas finas trazem um ar de delicadeza e suavidade.

O uso do visagismo nas sobrancelhas visa encontrar o equilíbrio com o


que as sobrancelhas da pessoa já expressam com aquilo que ela quer vir a
expressar. Conseguimos desenhar uma sobrancelha que tenha completa
harmonia com o rosto como conseguimos com essa técnica encontrar o
equilíbrio perfeito.

30
Alguns formatos comuns de sobrancelhas.

“Segundo Cezimba (2005) a genética deu aos humanos dois olhos, um


nariz e uma boca, mas também diferenças radicais que os distinguem uns dos
outros, por isso ninguém, é igual a ninguém. ”

E as sobrancelhas também não são iguais para todas as pessoas, porque


cada rosto é único e pessoal, temos sempre que procurar a harmonia do rosto
com as sobrancelhas de cada pessoa, pois a face humana possui muito mais
assimetria do que simetria.

Sobrancelhas bem desenhadas e compatíveis com o formato do rosto não


apenas realçam a beleza natural e a expressão do rosto, como também
evidenciam características bem pessoais. Conheça os tipos de rosto e as
sobrancelhas que mais combinam com esse tipo de rosto (Figura 4). Lembrando
que temos sempre que levar em consideração o desejo da cliente quanto ao
formato que ela idealiza para suas sobrancelhas.

Rosto redondo: não fica legal com sobrancelhas finas, pois amplia o efeito
de “lua cheia.” É preciso subir um pouco o formato para dar uma alongada no
sentido vertical deste tipo de rosto.

Rosto Oval: permite que as sobrancelhas se mantenham mais naturais e


levemente angulosas.

Rosto longo: sobrancelhas mais retas caem melhor para não alongar ainda
mais.

Rosto quadrado: a estética deste rosto pede um arco mais elevado.

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Rosto coração: As sobrancelhas para este tipo de rosto pede um arco nas
alturas, mas isto pode conferir um efeito mais sensual que pode não ser tão
interessante para pessoas que preferem ser levadas mais a sério.

Figura 4: Formato dos rostos.

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10- MARCAÇÃO

1º Regra - Ponto Alto - A primeira regra se trata da divisão do ponto alto da


sobrancelha, onde a sobrancelha é dividida, a parte maior que se chama corpo
da sobrancelha tem 65% do tamanho total da sobrancelha. A calda corresponde
a 35% das sobrancelhas. Essa divisão é conhecida como ponto alto, onde forma
a curva, o ângulo onde a sobrancelha fica bem levantada.

2º Regra - Altura do ponto final das sobrancelhas – O final sempre tem que estar
acima do ponto inicial ou no máximo na mesma linha, a sobrancelha e o rosto
ficam com aspecto caído e triste se a calda estiver abaixo da linha inicial.

3º Regra - Início da sobrancelha - O começo das sobrancelhas normalmente tem


que ser levemente voltado para dentro, nunca para fora e nunca totalmente
quadrado, reto.

4º Regra - Proporção corpo da sobrancelha - é a relação da altura do início da


sobrancelha com o meio da sobrancelha, o meio não pode ser igual ao início ou
maior, ele tem que ser sempre menor, levemente mais fino. A proporção é algo
que tem que ser levado a sério para que fique um trabalho bem linear que vai
dar a estrutura e o formato do olhar da pessoa.

Passo a passo

Lave as mãos a cada atendimento faça os passos de biossegurança.

1º Passo - foto – tirar com a cliente em de olhos abertos

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2º Passo – limpeza: com lencinho umedecido para retirar excesso de
oleosidade, impurezas e restos de maquiagem.

3º passo – marcação: SEMPRE FAZER!!!!

Vamos achar os pontos das sobrancelhas! É fácil...

1º ponto: Comece marcando o início das duas sobrancelhas. Para marcar o início
coloque o paquímetro posicionado em cima da aba do nariz até as sobrancelhas
e faça a marcação.

2º ponto: marque o final das sobrancelhas. Trace com o paquímetro do meio


da boca, canto do nariz até o final da linha dos olhos. Após achar o final das
das sobrancelhas confira com o paquímetro se o comprimento das duas
estão iguais.

Obs.: não trabalhar com medidas fixas. Ex.: comprimento de 5cm, espaço
entre as sobrancelhas de 2,5cm e aí por diante, pois isso não funciona. O
rosto de cada pessoa é único, por isso as medidas não são iguais para todo
mundo. E isso não traz um trabalho personalizado para a cliente.

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3º ponto: é o ponto alto, exatamente onde faz a curva das sobrancelhas, local
onde vai definir a personalidade, a sensualidade e expressão do rosto.

As sobrancelhas são divididas em duas partes: corpo que é a parte mais


cheia e a calda a parte mais ralinha. Faça uma matemática simples, que vai
do ponto 1 até o ponto 2 totalizando 100% das sobrancelhas e então ache
onde está a metade das sobrancelhas e marque com a caneta e coloque 15%
a mais para marcar o ponto alto das sobrancelhas que é o ponto alto. Com o
paquímetro meça a primeira sobrancelha e transfira para a outra.

Obs.: medir o ponto alto do meio da boca ao meio dos olhos ou pela íris da
pessoa não funciona. Porque muitas clientes sofrem de estrabismo e não é
possível achar o exato meio das sobrancelhas pelos olhos de uma pessoa
estrábica.

DICA DE OURO: ACHOU OS 50% DA SOBRANCELHA POSICIONE UM


LÁPIS AO LADO DA MARCAÇÃO PARA ACHAR OS 65% DAS
SOBRANCELHAS E CONSEGUIR O PONTO ALTO.

4º Ponto: é a linha guia, são as duas linhas guias que vão auxiliar você para que
não fique uma sobrancelha acima ou abaixo da outra. Marque com a caneta em
uma das sobrancelhas onde nasce os pelos e com uma régua faça uma linha
tracejando de uma sobrancelha à outra fazendo o alinhamento das duas. Faça
o mesmo na parte de cima, alinhando também.

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5º ponto: observar e conferir o alinhamento do final das sobrancelhas. Vamos
usar como referência o ponto 3 que é o ponto alto das sobrancelhas e vamos ter
uma referência na orelha, que é o tragos. Marcando corretamente o meio do
tragos fazemos a ligação do ponto alto com auxílio de uma régua. Faça o mesmo
do outro lado e ficará igual.

4º Passo – ligue os pontos da parte superior. Lembre-se do apoio do tragos.


Para ligar os pontos da parte inferior, meça o início das sobrancelhas e reduza
2mm do início para achar a medida da espessura do meio das sobrancelhas,
marque na mesma direção do ponto alto e ligue todos os pontos.

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5º Passo – aparar os pelos. Penteie tudo para cima e corte na linha guia. Nunca
penteie e corte para baixo. Se você pentear e cortar para baixo você irá tirar o
comprimento e deixá-la completamente falhada.

6º Passo – tirar os pelos que estão fora do projeto. Existem diversos tipos de
pinças, pinça com ponta agulha, pinças com ponta reta, enfim uma linha infinita
de produtos para você escolher e de adequar melhor com o seu dia-a-dia. Na
hora de remover os pelos, já que já temos o projeto feito, você vai retirar todos
os pelos que estão para fora do seu projeto.

Estique a pele para remover os pelos, assim fica menos dolorido. Puxe-
os na direção do seu crescimento. Com o auxílio de uma gaze seca ou algodão
seco vá retirando o excesso dos pelos. É importante trabalhar com organização,
higiene e em um espaço com boa iluminação. Se o pelo estiver em cima da linha
branca, observe se está mais para dentro ou mais para fora, se ele está
realmente deixando alinhado ou se está atrapalhando o designer, se ele estiver
mais para fora remova-o.

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11- EQUIPAMENTOS

Para fazer a pigmentação das sobrancelhas temos dois tipos de


instrumentos. Tebori ou Dermógrafo.
Os procedimentos realizados com Tebori são denominados Microblading e
os procedimentos realizados com dermógrafo são denominados
micropigmentação.

Tebori: nada mais é que uma espécie de caneta que em sua ponta existe uma
abertura para encaixar uma lâmina com várias agulhas formando uma lâmina.

Dermógrafo: é um equipamento elétrico que pode ter um motor com eixo


excêntrico ou pneumático e permite ao profissional regular o comprimento da
agulha e a velocidade.

Fique sabendo que cada dermógrafo pede um ajuste e velocidades


particulares. Aprenda sobre o seu dermógrafo, saiba qual a velocidade máxima
e a mínima para trabalhar na velocidade correta.

No vídeo de procedimento em modelo é mencionado a velocidade


do dermógrafo para cada técnica. O mais importante é você estudar o manual
do SEU EQUIPAMENTO E APLICAR NELE A VELOCIDADE INDICADA NO
VÍDEO. (VELOCIDADE ALTA, MÉDIA OU BAIXA). O fabricante do equipamento
deve oferecer um manual detalhado sobre como usá-lo. As mãos devem
trabalhar sempre devagar para dar tempo de as agulhas realizarem seu ciclo de
implantação na pele.

ATENÇÃO!!!! É RESPONSABILIDADE DO PROFISSIONAL


COMPREENDER O FUNCIONAMENTO DO DERMÓGRAFO ADQUIRIDO.

Conhecer seu equipamento e utilizar as velocidades recomendadas é


parte importante do sucesso na implantação do pigmento, no tempo adequado
para realizar cada procedimento, na redução da dor e da lesão que provoca na
cliente.

38
12- MICROBLADING

Atualmente o grande “boom” da micropigmentação tem sido o microblading.


A técnica é milenar e se originou no Japão. No microblading usamos o indutor
manual, conhecido como tebori que se assemelha muito a uma caneta e na
ponta do tebori vem um tipo de encaixe para ser colocada uma lâmina cheia de
agulhas, o que nos possibilita ter diferentes tipos de lâminas e
consequentemente diferentes tipos de resultados.

Tebori Dermógrafo
Dispensa eletricidade Precisa de eletricidade
Mais fácil de manusear e leve Requer treino para manuseá-lo
Resultados mais delicados, naturais Ter estabilidade influencia na
e realistas. Fios menos tremidos qualidade do trabalho
Baixo custo Investimento maior
Capaz de fazer técnicas de Capaz de fazer técnicas de
micropigmentação (olhos, lábios e micropigmentação (olhos, lábios e
capilar) capilar)
A micropigmentação de sobrancelhas A micropigmentação de sobrancelhas
dura em média 8 a 12 meses. dura em média 12 a 18 meses.
Tabela comparativa: dermógrafo X tebori

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Lâminas

Lâminas são nada mais, nada menos que várias agulhas cortadas após
serem soldadas juntas. Temos dois tipos de estruturas do corpo das lâminas:

Hard e Flex

As lâminas Hard foram desenvolvidas para uso capilar inicialmente. São


lâminas sem nenhuma flexibilidade em seu corpo pois são de aço, e por esse
motivo é melhor usar esse tipo de lâmina em peles mais rígidas, firmes e
resistentes, pois podem acarretar em grandes lesões se não utilizadas com
cuidado, por serem lâminas sem nenhuma flexibilidade elas cortam mais.
Indicação: usar em peles mais oleosas e espessas.

As laminas flex podem ser usadas para qualquer tipo de técnica e pele, pois
é uma lâmina que possui flexibilidade em seu corpo. Quanto maior a quantidade
de agulhas em uma lâmina flex, maior será a variedade de comprimentos que
um fio pode ser desenhado.

A indicação para você que está iniciando é usar uma lâmina flex.

Formatos de lâminas

Você irá se deparar com lâminas de muitos modelos no mercado. E para


saber qual comprar e a diferença entre elas é importante comentarmos sobre as
principais lâminas disponíveis no mercado.

 Lâminas em U – as agulhas da lâmina U ficam posicionadas de forma


que começam mais curtas e vão alongando até ficarem curtas novamente
dando o formato de U. A lâmina U pode ser usada em um ângulo de 90º
fazendo fios mais curvos ou em ângulo de 60º, a lâmina U possibilita fazer
fios mais realistas devido o formato em U.

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 Lâmina chanfrada ou diagnonal – a lâmina chanfrada possui suas
agulhas posicionadas na diagonal e uma leve curvatura. Pode ser usada
em todos os procedimentos de fio a fio, porém, os fios ficam com menos
curvatura que os fios da lâmina U. Caso você prefira usar lâmina
chanfrada e queira um resultado de fios mais curvos prefira lâminas
chanfradas com menos quantidades de agulhas.

 Lâmina Plana ou Flat – melhor tipo de lâmina para fazer pontilhismo e


efeito shadow. Tem suas agulhas todas retas do mesmo tamanho e
estrutura de metal, ou seja, dura. Deve-se manuseá-la batidinhas em um
ângulo de 45º. É ótima para contornar a sobrancelha.

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 Lâmina Circular – usada para fazer efeitos de volume entre fios. Própria
pata shadow e pontilhismo também. Mas para quem tem menos
habilidade ela pode deixar marcado. Essa lâmina precisa de um tebori
específico para si. Usa-se dando leves batidinhas em um ângulo de 45°.
Quanto mais agulhas, mais consistente e forte o resultado ficará.

 Lamina Double - usada para fazer shadow, ombré e pontilhismo.


Indicada para quem é iniciante com tebori e quer trabalhar sombreado.

Espessura das agulhas que formam a lâmina

 0,18mm são as microagulhas ou nano , elas deixam mais finos os fios e


engatam menos. Essas penetram mais na pele pois são muito finas, por
isso exige maior cuidado.
 0,25mm são mais espessas e consequentemente fazem fios mais
espessos.

Como identificar a quantidade de agulhas da lamina?

Alguns fabricantes identificam por cor ou podemos fazer uma foto e dar um zoom
e contar quantas agulhas tem na lâmina.

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Tipos de tebori

 Tebori para lâminas circulares

 Tebori para lâminas retas

 Tebori descartável de uso único

43
13- CONFIGURAÇÃO DE UM FIO PERFEITO. COMO FAZER ESSE FIO
PERFEITO?

Os fios precisam apresentar leveza e se parecer com um fio natural. Repare


as suas sobrancelhas, veja se os fios são todos certinhos e totalmente alinhados.

Os fios estão posicionados de forma aleatória, muitas vezes até bem


desorganizados, e não um ao lado do outro como palitinhos. Os fios principais
podem ser mais alongados e entre esses fios alongados existem ramificações,
essas ramificações são fios mais curtos, assim você irá conseguir compor uma
sobrancelha mais natural e próximo do realismo. Sobrancelhas tipo código de
barras, onde se faz os fios todos alinhados um ao lado do outro e retos, estão
proibidas por aqui ok!?

Observe mais uma vez os fios das suas sobrancelhas. Veja como o fio sai
de dentro da pele, ele sai mais fino, fica mais encorpado e afina novamente no
seu final. Veja a configuração de um fio perfeito no vídeo aula de fios.

O final dos traçados do pelo é para cima. A agulha vai gradativamente


saindo da pele, com muita suavidade mudamos a profundidade da agulha para
fazer um único fio. Controle a pressão da mão para que a profundidade seja a
mesma do início ao fim. A espessura dos pelos tem que ser igual em todo o
trabalho. Os movimentos são muito lentos e com muita suavidade, fazendo um
vai e vem lento com a agulha do dermógrafo. Sinta a agulha trabalhar na pele do
seu cliente. Use agulha de 1 ponta para fazer fios, assim os pelos ficam muito
mais naturais e flexíveis. Para fazer fios com tebori quanto mais agulhas na
lâmina mais comprimento conseguimos dar para o fio e quanto menos agulhas
fios mais curtos com mais movimentos são possíveis de realizar.

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14- PASSO A PASSO PARA FORMAR UMA SOBRANCELHA FIO A FIO
(Pressão, Precisão e Profundidade.)

Esse passo a passo é explicado em detalhes no vídeo aula de procedimento.


É explicado com muito cuidado para que você possa compreender ao máximo a
técnica.

1. Após toda higiene e marcação vamos começar com a micropigmentação.


2. Faça um primeiro fio para ser um guia com a distância de um dedo do
início das sobrancelhas.
3. Faça um segundo fio, desta vez bem mais longo para ser seu guia
principal. Esse fio irá te direcionar na hora de fazer os fios superiores e os
fios da base das sobrancelhas.
4. Escolha qual você quer fazer primeiro, a parte dos fios superiores ou a
parte dos fios inferiores. Esta etapa é opcional.
5. Feito a parte superior e inferior, faça os fios do início das sobrancelhas.
6. Até esta etapa você não precisa passar anestésicos, é uma etapa rápida
e que todas as clientes conseguem fazer sem o anestésico muito
tranquilamente. Esta etapa é para que você faça o esqueleto das
sobrancelhas e a partir daí você não perderá mais a marcação.
7. Com os fios realizados e com pigmento ainda no local aplique o
anestésico de sua preferência e aguarde o tempo indicado pelo
fabricante.
8. Após o tempo do anestésico, limpe tudo e faça mais uma vez para que
fios apareçam mais, mas com muito cuidado para não chumbar o
pigmento na pele da cliente. Lembre-se, não deve haver sangramento!!!!

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15- ORIENTAÇÕES E CUIDADOS PÓS MICROPIGMENTAÇÃO
1. Não coçar
2. Não retirar as casquinhas
3. Não usar produtos esfoliantes por 30 dias.
4. Usar pomada cicatrizante por 15 dias
5. A cor após a descamação pode ficar indefinida por alguns dias;
6. Evitar exposição direta ao sol por 30 dias.
7. Evitar piscina, mar ou hidromassagem por 30 dias.

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16- COMO TREINAR NO PAPEL E NA PELE SINTÉTICA

Treino na pele sintética:

Antes de fazer o procedimento em uma cliente, treine muito na pele


sintética. O treino diário irá fazer com que você melhore muito a qualidade do
seu trabalho e dos seus fios. Treine peso da sua mão, lembre-se sua mão tem
que estar sempre leve. Quando seu treino começar a ficar bonito você já pode
partir para sua modelo. Veja como faço meus treinos no vídeo aula.

Treino no papel:

Treinar no papel te dará mais firmeza para realizar o treino na pele


sintética e depois para realizar o procedimento na sua cliente. No papel você
consegue melhorar seu desenho, seus fios começam a tomar formas e você
consegue realizar inúmeras possibilidades de traçados e posicionamento dos
pelos. Veja no vídeo como é fácil e coloque em prática. Em breve você terá
grandes resultados. Você pode usar a folha de treino anexa na página 47 para
facilitar no início e fazer a mesma conformação de fios que são feitos na pele
sintética.

47
FOLHA DE TREINO

48
17- TÉCNICAS: FIO A FIO, OMBRÉ E SHADOW

Fio a fio com dermógrafo: essa é a técnica mais pedida por elas, a mais
natural e delicada. A altura da agulha deve ser alta e o movimento de vai e vem
muito lento e a velocidade do dermógrafo média para alta.

Fio a fio com tebori: escolha a lâmina de sua preferência lâmina U ou


chanfrada, estique bem a pele e com uma pressão mediana passe a lâmina na
pele visualizando abertura na pele.

Ombré com dermógrafo: é a técnica que tem efeito degradê. Tem


sempre uma parte mais escura e uma parte mais clara. O início das sobrancelhas
ombré devem ser sempre mais claros, pois vai dar um ar de mais naturalidade
para elas, a base pode ser mais marcada e o ponto alto pode ser mais marcado
ou mais claro, faça uma análise da personalidade da sua cliente e veja se você
pode ousar mais na marcação dessas sobrancelhas ou não. A altura da agulha
deve ser baixa e o movimento de vai e vem rápido e velocidade média.

Ombré com tebori: usar lâmina double fazendo movimento de empurrar


a lâmina contra a pele em um ângulo de 45º.

Shadow com dermógrafo: também pode ser chamada de Make up


shadow, shading ou pontilhismo. Ideal para pessoas que querem uma
sobrancelha mais marcadinha e/ou preenchida. Podemos misturar a shadow
com a fio a fio que fica lindo. A altura da agulha deve ser baixa e o movimento
de vai e vem rápido e velocidade média.

Shadow com tebori: usar lâmina double fazendo movimento de empurrar


a lâmina contra a pele em um ângulo de 45º.

49
18- ANAMNESE
Para facilitar ainda mais o seu atendimento, temos abaixo um modelo de
ficha de anamnese.

50
___________________, ________, ________________ de __________

_________________________________________

Assinatura da Cliente

_______________________
Assinatura do profissional

51
19- TERMO DE CONSENTIMENTO E AUTORIZAÇÃO

(ANEXADO A FICHA DE ANAMNESE)


1- O Procedimento E todas as implicações realizadas ao mesmo me foram
esclarecidas e estou ciente das minhas condições psicológicas e de saúde, ficando
assim, ________________________ (o profissional), isenta de qualquer
responsabilidade quanto às reações que por ventura venham apresentar ou a minha
satisfação em relação ao trabalho executado.
2- Não me enquadro na lista de CLIENTES DE RISCO, NÃO OMITINDO NENHUM
TIPO DE INFORMAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS ACIMA
RELACIONADOS.
3- Afirmo que seguirei as instruções PÓS-PROCEDIMENTOS QUE RECEBI E
ASSINEI, e assumo esta responsabilidade.
4- Estou de acordo com as cores de pigmentos e produtos que foram selecionados
para o procedimento.
5- Declaro para os devidos fins que autorizo a empresa a postar fotos dos resultados
do procedimento de micropigmentação (antes e depois) em seu site, blog, redes
sociais ou mesmo na área interna do centro estético, sempre preservando a minha
integridade moral.
( ) SIM ( ) NÃO
Declaro que li e entendi todas as recomendações e contraindicações do procedimento
de micropigmentação e que seguirei todas as recomendações acima descritas. Por
ser verdade, firmo o presente termo de consentimento e responsabilidade.
Autorizo, afirmo ter lido e submeto-me ao procedimento de micropigmentação de livre
e espontânea vontade.

___________________, ________, ________________ de __________

_________________________________________

Assinatura da Cliente

52
20- PROCEDIMENTO COMPLETO

Escolha a cor que será usada. A cor deve ser idêntica ou a mais próxima
possível da cor do pelo das sobrancelhas da cliente. Com o tempo você irá
dominar essa questão de cor naturalmente.

1. Faça a higiene
2. Faça a marcação
3. Aplique o anestésico para pele fechada
4. Faça o esqueleto das sobrancelhas sem anestésico
5. Aplique o anestésico para pele aberta
6. Retire o anestésico e continue o trabalho
7. Faça bem de leve e se precisar faça mais uma passada
8. Deixe saturar com pigmento;
9. Ao finalizar o procedimento deixe o pigmento saturar por mais 10 minutos.

Assista o procedimento no vídeo aula ATÉ O FINAL e preste bastante


atenção aos detalhes e aos movimentos. Nessa aula muitas coisas importantes
são esclarecidas.

53
21- ANESTÉSICO

Os anestésicos devem ser tópicos e com pH equilibrado em 7,4, pois podem


alterar as características da pele e do pigmento; somente profissionais da saúde
estão habilitados pela legislação brasileira a usar anestésico injetável. Por isso,
os micropigmentadores podem responder civilmente se fizerem uso desse tipo
de droga injetável. (GIARETTA, 2016).

Existem 2 tipos de anestésico: para pele fechada ou para aberta.

Os anestésicos de pele fechadas precisam ser ocluídos com plástico filme e


demoram cerca de 15 a 20 minutos para concluir sua ação.

Os anestésicos de pele aberta levam em torno de 5 minutos para sua ação,


uma vez que com a pele já aberta sua ação é bem mais rápida. Veja no GUIA
DO CURSO DE MICROPIGMENTAÇÃO DE SOBRANCELHAS ONLINE os
anestésicos indicados.

54
22- RETOQUE

O processo de cicatrização é 30 dias. Não retoque as sobrancelhas da


sua cliente antes deste período. As sobrancelhas vão clarear após os 30 dias e
falhas podem ocorrer, é comum, principalmente para você que é iniciante. O
tempo e a prática te levarão à perfeição.

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23- Noções de Neutralização

Fazer uma neutralização exige mais conhecimento. Mas você deve conhecer
as bases que neutralizam as cores indesejadas.

 Sobrancelhas acinzentadas e azuladas – neutralizar com modificador


laranja.
 Sobrancelhas esverdeadas – pode-se usar o laranja ou um pigmento
quente com carga pigmentaria vermelha alta.
 Sobrancelhas arroxeadas ou lilás – usar modificador amarelo
 Sobrancelhas avermelhadas – usar modificador com base verde
 Sobrancelhas rosadas – usar modificador amarelo

Nem sempre obtemos sucesso na primeira aplicação de uma neutralização,


pois não sabemos a profundidade do pigmento, qual foi usado e como foi usado.
A pele de cada cliente também pode responder de maneiras diferentes. Fazer
uma neutralização é uma responsabilidade muito grande, faça apenas quando
tiver certeza do que está fazendo.

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24- Considerações finais

Este curso foi desenvolvido para pessoas que são iniciantes na área da
micropigmentação e pessoas que já são profissionais, mas querem reciclar ou
atualizar seus conhecimentos. O objetivo é de ajudá-las a compreender de forma
fácil os princípios BÁSICOS da micropigmentação. Você deve ler essa apostila
com calma e pesquisar mais sobre alguns assuntos, você verá que o mundo da
micropimentação é extenso e exige estudo.

“Faça deste curso o início de uma nova era de sabedoria na sua vida”.

- Raquel Barros

“Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Se


estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los.
Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e
despidos de orgulho. ”

- Dalai Lama

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FONTES

1- GIARETTA, Eliana. Micropigmentação Arte e Responsabilidade. Ed 5ª,


2016.
2- Manual de Limpeza de Desinfecção de Superfícies – ANVISA 2010.
3- Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Curso Básico de Controle de
Infecção Hospitalar: caderno C: métodos de proteção anti-infeciosa .
Brasília. ANVISA,2000.
4- Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Higienização das Mãos em
Serviços de Saúde. Brasília.ANVISA, 2007.
5- Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar.
Limpeza, desinfecção de artigos e áreas hospitalares e antissepsia. São
Paulo: APEHIC, 1999.
6- SCHIMIDLIN, K. C. S. Biossegurança na estética: Equipamento de
Proteção Individual. Personalité, n° 44, São Paulo, janeiro 2006, p. 80-
101.
7- MORENO, Marcia; Biossegurança em estética.
8- SHE BEATUTY, Noções Básicas de visagismo e Designer de
sobrancelhas. <http://sheilistica.blogspot.com/2012/05/nocoes-basicas-
de-visagismo-e-designer.html> Acesso em maio de 2019.

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