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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS (CFCH)


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (PPGEO)

MARCONES IVO BRAZ

O CONCEITO DE LUGAR NO ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS


LIVROS DIDÁTICOS NO ENSINO MÉDIO

RECIFE-PE
OUT/2017
O CONCEITO DE LUGAR NO ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS
LIVROS DIDÁTICOS NO ENSINO MÉDIO

LINHA DE PESQUISA 6: Educação, cultura, política e inovação na produção contemporânea do


espaço.

JUSTIFICATIVA

A grande projeção alcançada pelos livros didáticos no Brasil, de acordo com Amorim (2016),
foi construída ao longo do séc. XX por diversos programas estatais que possibilitaram a ampla
distribuição de exemplares em todo o território nacional. Segundo Brasil (2017) partir de 1995, iniciou-
se de forma gradativa o processo de universalização da distribuição de livros didáticos pelo Programa
Nacional do Livro (PNDL), atingindo o Ensino médio apenas em 2003, quando é publicada a Resolução
CD FNDE nº. 38, de 15/10/2003, que institui o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino
Médio (PNLEM). Somente no ano de 2016, o Brasil investiu, DE ACORDO COM Brasil (2017), com
o PNDL, R$ 1.070.680.044,28 Bilhão na aquisição de livros didáticos, sendo beneficiados ao todo um
número de 34.513.075 milhões de alunos. Deste montante, R$ 336.775.830, 99 foram investidos no
ensino médio, sendo ao todo 7.405.119 alunos comtemplados.

Os dados do mercado editorial reforçam a importância das coleções didáticas no Brasil. Em


2011, uma pesquisa apontava que um em cada três livros lidos por brasileiros com hábito de leitura era
didático, assim como que esse gênero de literatura é o mais popular no país, (INSTITUTO PRÓ-LIVRO,
2011). Em pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas sobre os dados editoriais
do ano de 2016, constatou-se que 48,48 % dos livros vendidos neste ano foram didáticos. Portanto não
é exagero considerar que esses materiais têm grande influência na formação de conceitos e valores entre
a população brasileira, especialmente entre aqueles que se encontram em idade escolar.

Neste sentido, a forma que é trabalhado o conceito de “lugar” nos livros didáticos de Geografia
adquire grande relevância, afinal, trata-se de uma categoria fundamental para a análise geográfica e cujo
domínio contribui para o autoconhecimento. De acordo com Giometti (2012), o Lugar sempre foi uma
preocupação da Geografia, sendo tratado por alguns geógrafos como o elemento central na análise
geográfica. Podemos citar a tão repetida: “A geografia é a ciência dos lugares e não dos homens” (LA
BLACHE, 1913; citado por RELPH, 1976); ou “Os fatos da geografia são fatos do lugar; sua associação
origina o conceito de paisagem” (SAUER, 1983); ou ainda “As integrações que a geografia deve analisar
são aquelas que variam de lugar para lugar” (HARTSHORNE, 1959; citado por RELPH, 1976). Tuan,
por exemplo, afirma que “espaço e lugar definem a natureza da Geografia” (TUAN, 1979, p. 387).
E, apesar do significativo aumento da quantidade de estudos referentes à influência dos livros
didáticos no processo de ensino-aprendizagem, e da importância que o conceito de Lugar possui para a
análise geográfica e para a formação pessoal, notou-se, por meio de levantamentos bibliográficos, que
há ainda certa carência quanto aos estudos que envolvem os livros didáticos no processo de ensino de
Geografia, e mais especificamente no que se refere o modo que conceito de Lugar é tratado nos livros
ofertados.

Portanto, a análise dos textos das 14 coleções de livros didáticos de Geografia para o ensino
médio aprovadas pelo Estado Brasileiro para a distribuição no ano de 2018 por meio do Programa
Nacional do Livro Didático (PNDL), identificando a abordagem dada pelos autores ao conceito de
Lugar, torna-se importante dada a centralidade que o conceito tem para a análise geográfica e a forma
que se apresenta nos livros que são ofertados aos alunos do Ensino médio. Também é considerável o
fato de que os livros distribuídos por meio do PNLD representam um expressivo montante das verbas
destinadas à educação e, por isso, devem estar constantemente submetidos ao exercício da crítica.

Nesta pesquisa optou-se por trabalhar com livros indicados pelo PNDL para escolas públicas de
nível médio, fato que traduz-se em certeza de tratar-se de materiais que tiveram ao menos a possibilidade
de ampla circulação, além de terem sido aprovados em processos de avaliação, antes de serem oferecidos
aos professores.

PROBLEMA DA PESQUISA

Quais as abordagens sobre o conceito de “Lugar” foram utilizadas nos livros didáticos das coleções
ofertadas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) ao Ensino médio no ano de 2018?

REVISÃO DA LITERATURA

A utilização de livros no processo educacional é um fenômeno tão difundido quanto


diversificado. Choppin (2004) comenta que já no século XVI eram empregados livros na educação de
determinadas parcelas da população no ocidente. Mas, a partir do século XIX, observou-se a formação
de novos Estados nacionais que reivindicavam para si a tarefa de organizar a educação das futuras
gerações, situação que transformou os livros escolares em símbolos da soberania nacional.

No Brasil, a relevância dos livros escolares foi construída ao longo do século XX e pode ser
constatada no tempo presente. Ela se dá, em primeiro lugar, pela existência de um programa estatal que
avalia, compra e distribui exemplares de coleções em todo o território nacional1. Consequentemente, os

1
O programa nacional do Livro didático (PNDL)
livros didáticos hoje estão presentes em todas as escolas públicas do Brasil, contemplando turmas de
todas as séries da educação básica. Os dados do mercado editorial reforçam a importância das coleções
didáticas no Brasil. Em 2011, uma pesquisa apontava que um em cada três livros lidos por brasileiros
com hábito de leitura era didático, o que seria suficiente para afirmar que esse gênero de literatura é o
mais popular no país (INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2011). Portanto não é exagero considerar que esses
materiais têm grande influência na formação de conceitos e valores entre a população brasileira,
especialmente entre aqueles que se encontram em idade escolar.

A grande projeção alcançada pelos livros didáticos no Brasil foi acompanhada pela sua
afirmação como objeto de trabalhos acadêmicos. Como propõe Emmel (2011), diferentes linhas de
pesquisa ou coletivos de pensamento constituíram-se com a finalidade de avaliar e criticar materiais
didáticos, averiguando a qualidade do que é distribuído ao alunado.

Neste sentido, a forma que é trabalhado o conceito de “lugar” nos livros didáticos de Geografia
adquire grande relevância, afinal, trata-se de uma categoria fundamental para a análise geográfica e cujo
domínio contribui para o autoconhecimento. De acordo com Geiometti (2012), o Lugar sempre foi uma
preocupação da Geografia, mas, durante algum tempo a Geografia tratou o lugar com uma expressão do
espaço geográfico sob uma dimensão pontual (localização espacial absoluta). Para ultrapassar esta ideia,
a discussão de lugar tem sido realizada sob duas acepções: lugar e experiência, e lugar e singularidade.

O lugar como experiência caracteriza-se principalmente pela valorização das relações de


afetividade desenvolvidas pelos indivíduos em relação ao ambiente. Nesta linha de raciocínio, o lugar é
resultado de significados construídos pela experiência, ou seja, trata-se de referenciais afetivos
desenvolvidos ao longo de nossas vidas:

[...] Lugar significa muito mais que o sentido geográfico de localização. Não se refere
a objetos e atributos das localizações, mas a tipos de experiências e envolvimento com
o mundo, a necessidade de raízes e segurança (RELPH, 1979, p. 156).

Sob esta interpretação, o Lugar é diferente do espaço, posto que o primeiro é fechado, íntimo e
humanizado, ao passo que o segundo seria qualquer porção da superfície terrestre, ampla e
desconhecida. Assim, o lugar está contido no espaço.

Na perspectiva de singularidade, o lugar é resultante, de um lado, de características históricas e


culturais inerentes ao processo de formação, e de outro, da expressão da globalidade. Para Carlos (1996,
p. 16), “O lugar se apresentaria como ponto de articulação entre a mundialidade em constituição e o
local enquanto especificidade concreta, enquanto momento”. A concepção de lugar, sob este ponto de
vista, possui uma dimensão histórica que está relacionada com a prática cotidiana, sendo que o lugar
surge do plano vivido. Ainda segundo a autora, pensar o lugar:
[...] significa pensar a história particular (de cada lugar), se desenvolvendo, ou melhor,
se realizando em função de uma cultura/tradição/língua/hábitos que lhe são próprios,
construídos ao longo da história e o que vem de fora, isto é, que se vai construindo e se
impondo como consequência do processo de constituição mundial. (CARLOS, 1996, p.
20).

Diante do exposto, o lugar pode ter uma acepção a partir de visões subjetivas vinculadas às
percepções emotivas, a exemplo do sentimento “topofílico” aos quais se refere Yu-Fu-Tuan (1975, p.
1015), e outra, através do cotidiano compartilhado com diversas pessoas e instituições que nos levam à
noção de “espaço vivido”. De acordo com o próprio Tuan (1979, p. 421):

“Todos os lugares são pequenos mundos: o sentido do mundo, no entanto, pode


ser encontrado explicitamente na arte mais do que na rede intangível das relações
humanas. Lugares podem ser símbolos públicos ou campos de preocupação (fields of
care), mas o poder dos símbolos para criar lugares depende, em última análise, das
emoções humanas que vibram nos campos de preocupação.”

A partir destas definições pode se concluir que o conteúdo dos lugares é o mesmo conteúdo do
“mundo”: ambos são produzidos pela consciência humana e por sua relação intersubjetiva com as coisas
e os outros, gerando os “campos de preocupação”, como são denominados por Tuan.
Talvez seja este o motivo que levou muitos geógrafos a definirem os lugares como sendo os
objetos fundamentais da geografia. Entre suas definições que já são clássicas, podemos citar a tão
repetida: “A geografia é a ciência dos lugares e não dos homens” (LA BLACHE, 1913; citado por
RELPH, 1976); ou “Os fatos da geografia são fatos do lugar; sua associação origina o conceito de
paisagem” (SAUER, 1983); ou ainda “As integrações que a geografia deve analisar são aquelas que
variam de lugar para lugar” (HARTSHORNE, 1959; citado por RELPH, 1976).
Alguns geógrafos contemporâneos foram procurar inspiração nesta mesma fonte, definindo a
Geografia a partir dos lugares. Tuan, por exemplo, afirma que “espaço e lugar definem a natureza da
Geografia” (TUAN, 1979, p. 387). Frémont, por sua vez, vincula todo o estudo da geografia aos lugares:

“A geografia pode ser definida como o estudo dos homens e dos lugares na superfície
da Terra. A conjunção “e” entre “homens” e “lugares” deve ser compreendida numa
acepção vigorosa. O objeto da geografia, sua especificidade científica, reside nas
análises das relações entre uns e outros. Uma geografia fundamental não pode se
conceber sem um aprofundamento desta relação: as ligações dos homens aos lugares
(lieux).” (1982, p.25).

Nesta perspectiva, pesquisas revelam que a categoria lugar é compreendida, pelos alunos das
séries finais do Ensino Fundamental e do ensino médio a partir de experiências e de relações afetivas
(GIOMETTI, 2012, p. 36) No ensino, o conceito do lugar é algo substancial no aprendizado dos alunos,
pois é a apropriação deste conceito permite uma melhor percepção da realidade que os cercam, onde
estão inseridas suas necessidades existenciais, suas interações com os objetos e as pessoas, suas histórias
de vida, e o livro didático exerce considerável influência de como este conceito é trabalhado em sala de
aula.
Os diversos conceitos citados nesta revisão de literatura foram selecionados para compô-la
devido ao fato de serem fundamentais para um entendimento teórico inicial da proposta de pesquisa
apresentada, mas estão bem distantes de se configurarem como únicos em nossa abordagem.
Consideramos, inclusive, que vários outros referenciais relevantes serão identificados ao longo da etapa
de pesquisa bibliográfica. Todavia, os aqui apresentados correspondem a uma síntese da perspectiva que
almejamos dar no que toca o estudo sobre o conceito de Lugar nos livros didáticos no ensino médio.

OBJETIVO GERAL

 Analisar os textos das 14 coleções de livros didáticos de Geografia para o ensino médio
aprovadas pelo Estado Brasileiro para a distribuição no ano de 2018 por meio do Programa
Nacional do Livro Didático (PNLD), identificando a abordagem destes sobre o conceito de
Lugar.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Selecionar trechos dos livros didáticos que expressam argumentos relacionados ao conceito de
Lugar, classificando estes trechos de acordo com a área temática do qual foi extraído,
possibilitando uma apreensão mais precisa das referências indiretas ao conceito de lugar.
 Discutir a diversidade do conteúdo do que é ofertado pelos livros didáticos para o ensino de
geografia, se atentando também para as referências bibliográficas das coleções analisadas;
 Identificar contribuições de qualidade que tiveram pouco sucesso comercial;

METODOLOGIA

Para o alcance dos objetivos propostos, buscaremos uma abordagem metodológica que terá
como instrumentos principais a revisão bibliográfica e a pesquisa documental. A primeira corresponde
ao procedimento aplicado para identificar as principais vertentes da discussão conceitual sobre o
“Lugar” no âmbito da ciência geográfica. A segunda está relacionada ao levantamento de dados nos
livros didáticos analisados.

A revisão bibliográfica tem como principal objetivo, de acordo com Amorim (2016), apresentar
os autores mais destacados na teorização de um determinado objeto, no caso desse trabalho, do Lugar
na Geografia. Os pensamentos desses autores serão apresentados recorrendo-se às principais obras de
referência de cada um. A seleção das obras mais relevantes para a compreensão de cada pensador tomará
como referência os trabalhos de Werther Holzer (1998) e de Yi-Fu-Tuan (1980 e 1983). Esses estudiosos
propuseram, a partir de ângulos diferentes, roteiros de leitura sobre a questão das relações afetivas do
ser humano com o Espaço que habitam, ao passo que incorporam em seus trabalhos influências de
importantes geógrafos clássicos como Vidal de La Blache, Carl Sauer e Richard Hartshorne.

Nas etapas seguintes do trabalho, será usada a pesquisa documental. Esse procedimento de
investigação enquadra-se no que Minayo (2007) define como pesquisa qualitativa. Para autora,
pesquisas dessa natureza trabalham com significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes
que correspondem a um espaço de relações, processos e fenômenos que não são esclarecidos pela
simples manipulação de variáveis quantitativas. Segundo Brasil (2017), para o ano de 2018, o PNLD
ofertou 14 coleções de livros didáticos para escolha por parte dos professores das escolas públicas de
ensino médio. O intuito é submeter as coleções a leitura integral e em seguida selecionar trechos em que
os livros didáticos expressam argumentos relacionados ao conceito de Lugar, atentando-se também para
as referências bibliográficas, bem como as coleções de menor sucesso comercial.

Faz-se importante especificar a razão de tratarmos livros didáticos como documentos. Para
tanto, consideramos as contribuições constantes nos trabalhos de Cellard (2008), Pimentel (2001) e Sá-
Silva, Almeida e Guindani (2009), todos diretamente preocupados em esclarecer o que é análise
documental. Tomando-os como base, afirmamos que na pesquisa documental o texto ou documento é o
próprio objeto da investigação e alvo de tratamento analítico, o que se distingue, por exemplo, das
pesquisas bibliográficas, onde se busca identificar contribuições e oposições de autores sobre um
determinado tema. Em outras palavras, na pesquisa documental o texto é uma fonte primária, enquanto
nas pesquisas bibliográficas o texto é uma fonte secundária.

As etapas apresentadas nesse percurso metodológico têm como finalidade viabilizar o


cumprimento do objetivo geral, que é analisar os textos das 14 coleções de livros didáticos de Geografia
para o ensino médio aprovadas pelo Estado Brasileiro para a distribuição no ano de 2018 por meio do
Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), identificando a abordagem destes sobre o conceito de
Lugar.

CRONOGRAMA

SEMESTRES
ATIVIDADES 2018 2018 2019 2019 2020 2021 2022 2022
1 .2 .1 .2 .1 .2 .1 .2
Levantamento bibliográfico X X X X X X X X
Pesquisa documental (análise X X X X X
dos livros didáticos)
Construção de acervo X X X X X X
fotográfico
Sistematização dos dados da X X X
pesquisa
Análise dos dados coletados X X X
Qualificação X
Redação da Tese X X X X X X
Defesa da Tese X

REFERÊNCIAS

AMORIM, Paulo Henrique de Oliveira Porto de. Classes sociais em livros didáticos de Geografia;
Orientadora Sonia Maria Vanzella Castellar. São Paulo, 2016. 241 p.

BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Guia de Livros Didáticos: PNLD 2018: Geografia. Brasília:
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2017.

BRASIL. PNLD 2016. FNDE, 2017. Disponível em: <http://www.fnde.gov.br/programas/programas-


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GIOMETTI, Analúcia Bueno dos Reis. PITTON, Sandra Elisa Contri. ORTIGOZA, Silvia Aparecida
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HOLZER, Werther. Um estudo fenomenológico da Paisagem e do Lugar: a crônica dos viajantes


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