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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO


MÍDIA E IDENTIDADES CONTEMPORÂNEAS
TEORIAS E EPISTEMOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO
- COM 914 -

LAURA RORATTO FOLETTO

VALDETTARO, Sandra.(Org). III.C. MODULACIONES EN TORNO A LA


MODERNIDAD. IN: Epistemología de la Comunicación. Una introducción crítica.
Rosário-Argentina: UNR Editora, 2015. Disponível em:
file:///C:/Users/Phoenix/Downloads/sandra_valdettaro-
epistemolog_a_de_la_comunicaci_n-ebook.pdf ISBN 978-987-702-116-5
VALDETTARO, Sandra.(Org). III.D. COMPLICACIONES DE LA VERDAD:
CUESTIONES EPISTEMOLÓGICAS, TEÓRICAS, METODOLÓGICAS Y
TÉCNICAS. IN: Epistemología de la Comunicación. Una introducción crítica.
Rosário-Argentina: UNR Editora, 2015. Disponível em:
file:///C:/Users/Phoenix/Downloads/sandra_valdettaro-
epistemolog_a_de_la_comunicaci_n-ebook.pdf ISBN 978-987-702-116-5

Objetivo desses capítulos é tomar em conta a crescente complexidade a qual nos


encontramos nas cidades, diante da modernidade, em um mundo de distintos tipos de
seres e objetos em rede, interconectados, comunicando-se. O problema central nessa parte
é pensar como produzir ciência devido a esses diversos desafios.
A autora parte de um debate sobre os processos de modernização e o que ele compreende
sobre essas questões, que vão redirecionar “o econômico, político e social imposto por
uma racionalização capitalista (Berman, 1989: 2), em um contexto de aceleração Da
experiência na qual o consumo e a circulação de mercadorias e corpos se constituem em
matriz intersubjetiva” (VALDETTARO, 2015, p. 77).
Diante disso, as cidades são o cenário em que a modernidade acontece, como um
dispositivo que proporciona seu ritmo frenético para as temporalidades subjetivas. Isto é,
um espaço para a intensificação as experiências e da percepção, junto ao sentimento de
opressão e de medo ao contato.
A partir desse contexto, a democratização das práticas modernas das cidades, como as
configurações simbólicas ligadas a uma mistura de discursos técnicos com saberes,
sensibilidades, experiências e destrezas, põem em questão o tipo de modernidade que
estamos, então, nos referindo, na atualidade com o transmidia, como principal gênero
cultural. As narrações transmidiáticas constituem novas modalidades formais a partir das
quais se produzem explorações de vários gêneros com base em plataformas dos novos
meios - hipertextos, blogs literarios, etc.
A autora parte do questionamento de que “se os componentes da experimentação,
interatividade e desmaterialização já estavam totalmente presentes na era da chamada
"transmissão" [...], quais são as novidades que a transmídia traz? Dada a evidência de que
não estamos enfrentando mutações absolutas, o que parece ser recuperado pela primeira
vez na transmídia é um tipo particular de fruição que se refere àquela cena primitiva que,
na década de 1930, correspondia à experimentação com os dispositivos e as máquinas de
comunicar, principalmente relacionado ao rádio “ (VALDETTARO, 2015, p. 91-92).
Portanto, pensando a partir da questão levantada pela autora, “como construir sentenças
verdadeiras com essa complicação do campo referencial? [Ou seja, da complexa
diversidade de um mundo de diferentes seres e objetos] Como dissemos, a verdade
implica adaptação entre teoria e empirismo, mas o empírico não é a realidade, mas os
"dados" sobre a realidade; e os dados são codificados em diferentes idiomas, ou
"registradores", cada um com sua própria sintaxe. As "observações" dos "fatos" não são
"fatos", são registros construídos de "dados" sobre os fatos, mediados discursivamente,
por múltiplas operações semióticas de observação e linguagem. O problema da adequação
entre teoria e realidade - isto é, a questão da "verdade" - é o "problema do referente", que,
como dissemos, também é uma operação da linguagem” (VALDETTARO, 2015, p. 91-
95).

A partir da discussão dos dois textos que a autora apresenta, tentando fazer uma
aproximação deles. Percebe-se a importância de compreender qual referencial teórico e
empírico estamos falando ao tratarmos do transmidia nessa modernidade complexa e
diversa e nem sempre homogênea nas cidades. E diante disso, a obra ajuda a pensarmos
a importância de termos essas questões presentes em nossas pesquisas.