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Cabe agravo de instrumento contra a decisão interlocutória

que indeferiu o pedido de declaração de nulidade das


intimações ocorridas após a prolação da sentença
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

Somente as decisões interlocutórias proferidas na fase de conhecimento se submetem


ao regime recursal disciplinado pelo art. 1.015, do CPC/2015. Para as decisões
interlocutórias proferidas em fases subsequentes à cognitiva - liquidação e cumprimento
de sentença -, no processo de execução e na ação de inventário, o legislador optou
conscientemente por um regime recursal distinto, prevendo o art. 1.015, parágrafo único,
do CPC/2015, que haverá ampla e irrestrita recorribilidade de todas as decisões
interlocutórias. Assim, tendo sido proferida decisão interlocutória - que indeferiu o pedido
de nulidade das intimações após a prolatação da sentença - após o trânsito em julgado
e antes do efetivo cumprimento do comando sentencial, cabível, de imediato, o recurso
de agravo de instrumento, na forma do art. 1.015, parágrafo único, do CPC/2015. STJ.
3ª Turma. REsp 1736285/MT, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 21/05/2019.

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É possível a interposição de um único recurso de agravo de


instrumento para impugnar três decisões interlocutórias
distintas
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

O princípio da singularidade, também denominado da unicidade do recurso ou


unirrecorribilidade, consagra a premissa de que, para cada decisão a ser atacada, há
um único recurso próprio e adequado previsto no ordenamento jurídico. Ocorre que o
princípio da unirrecorribilidade não veda a interposição de um único recurso para
impugnar mais de uma decisão. E não há, na legislação processual, qualquer
impedimento a essa prática, não obstante seja incomum. STJ. 3ª Turma. REsp
1628773/GO, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 21/05/2019.

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O juízo de admissibilidade do recurso ordinário em mandado


de segurança é feito pelo STJ (e não pelo TJ ou TRF recorrido)
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

Em recurso ordinário em mandado de segurança, o exercício de juízo de admissibilidade


por tribunais federais e estaduais caracteriza usurpação de competência do Superior
Tribunal de Justiça, sendo cabível reclamação. O recurso ordinário em mandado de
segurança deve ser imediatamente remetido pelo TJ ou TRF ao Tribunal Superior,
independentemente de juízo prévio de admissibilidade. STJ. 2ª Seção. Rcl 35.958-CE,
Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 10/04/2019 (Info 646).

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O prazo para interposição de recurso ordinário em habeas


corpus, ainda que se trate de matéria não criminal, é de 5 dias
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

O prazo para interposição de recurso ordinário em habeas corpus, ainda que se trate de
matéria não criminal, continua sendo de 5 dias, nos termos do art. 30 da Lei nº 8.038/90,
não se aplicando à hipótese os arts. 1.003, §5º, e 994, V, do CPC/2015. Ex: recurso
ordinário contra decisão do TJ que negou habeas corpus a indivíduo que se encontra
preso em razão de dívida de alimentos. STJ. 3ª Turma. RHC 109.330-MG, Rel. Min.
Nancy Andrighi, julgado em 09/04/2019 (Info 646).

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Cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória que


fixa data da separação de fato do casal para efeitos da partilha
dos bens
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

Cabe agravo de instrumento, nos termos do art. 1.015, II, do CPC/2015, contra decisão
interlocutória que fixa data da separação de fato do casal para efeitos da partilha dos
bens. Trata-se de decisão parcial de mérito, considerando que é uma decisão que
resolve uma parcela do pedido de partilha de bens. Art. 1.015. Cabe agravo de
instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: II - mérito do
processo; STJ. 3ª Turma. REsp 1798975-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em
02/04/2019 (Info 645).

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É cabível agravo de instrumento contra decisão interlocutória


que defere ou indefere a distribuição dinâmica do ônus da
prova ou quaisquer outras atribuições do ônus da prova
distinta da regra geral
Direito Processual Civil Recursos Agravo
Origem: STJ

O CPC/2015 prevê que: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões
interlocutórias que versarem sobre: XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do
art. 373, § 1º; Esse inciso XI abrange também as decisões interlocutórias que
determinem a inversão da prova com base no art. 6º, VIII, do CDC? SIM. O art. 373, §1º,
do CPC/2015, contempla duas regras jurídicas distintas, ambas criadas para
excepcionar a regra geral do caput do art. 373, sendo que a primeira diz respeito à
atribuição do ônus da prova, pelo juiz, em hipóteses previstas em lei, de que é exemplo
a inversão do ônus da prova prevista no art. 6º, VIII, do CDC, e a segunda diz respeito à
teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova, incidente a partir de peculiaridades da
causa que se relacionem com a impossibilidade ou com a excessiva dificuldade de se
desvencilhar do ônus estaticamente distribuído ou, ainda, com a maior facilidade de
obtenção da prova do fato contrário. Em outras palavras, a hipótese do art. 6º, VIII, do
CDC está sim tratada no § 1º do art. 373 do CPC uma vez que esse dispositivo dispõe
também a inversão do ônus da prova nos casos previstos em lei. Para o STJ, a hipótese
do inciso XI do art. 1.015 do CPC deve ser lida em sentido amplo de sorte que: É
cabível agravo de instrumento contra decisão interlocutória que defere ou indefere a
distribuição dinâmica do ônus da prova ou quaisquer outras atribuições do ônus da
prova distinta da regra geral, desde que se operem ope judicis e mediante autorização
legal. STJ. 3ª Turma. REsp 1729110-CE, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em
02/04/2019 (Info 645).

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Cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória que


exclui o litisconsorte; não cabe este recurso contra a decisão
que mantém o litisconsorte
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

Segundo o inciso VII do art. 1.015, do CPC/2015: “cabe agravo de instrumento contra as
decisões interlocutórias que versarem sobre exclusão de litisconsorte”. Essa previsão
abrange somente a decisão que exclui o litisconsorte. Assim, cabe agravo de
instrumento contra a decisão interlocutória que exclui o litisconsorte. Por outro lado, não
cabe agravo de instrumento contra a decisão que indefere o pedido de exclusão de
litisconsorte (decisão que mantém o litisconsorte). STJ. 3ª Turma. REsp 1724453-SP,
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 19/03/2019 (Info 644).

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Como se deve interpretar a expressão “decisões


interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias” presente
no art. 1.015, I, do CPC/2015?
Direito Processual Civil Recursos Agravo
Origem: STJ

O conceito de “decisão interlocutória que versa sobre tutela provisória” previsto no art.
1.015, I, do CPC/2015, abrange as decisões que digam respeito à: 1) à presença ou não
dos pressupostos que justificam o deferimento, indeferimento, revogação ou alteração
da tutela provisória (é o chamado núcleo essencial); 2) ao prazo e ao modo de
cumprimento da tutela; 3) à adequação, suficiência, proporcionalidade ou razoabilidade
da técnica de efetivação da tutela provisória; e 4) à necessidade ou dispensa de
garantias para a concessão, revogação ou alteração da tutela provisória. STJ. 3ª Turma.
REsp 1752049-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 12/03/2019 (Info 644). Não
cabe agravo de instrumento contra a decisão interlocutória que impõe ao beneficiário o
dever de arcar com as despesas da estadia do bem móvel objeto da busca e apreensão
em pátio de terceiro. Tal situação não pode ser enquadrada no art. 1.015, I, do
CPC/2015 porque essa decisão não se relaciona, de forma indissociável, com a tutela
provisória. Trata-se, na verdade, de decisão que diz respeito a aspectos externos
relacionados com a executoriedade, operacionalização ou implementação fática da
busca e apreensão (e não com a tutela provisória em si). STJ. 3ª Turma. REsp
1752049-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 12/03/2019 (Info 644).

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O marco temporal para aferir se incide ou não o art. 942 do


CPC/2015 é a data da proclamação do acórdão (e não a sua
publicação)
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

O art. 942 do CPC/2015 não estabelece uma nova espécie recursal, mas, sim, uma
técnica de julgamento, a ser aplicada de ofício, independentemente de requerimento das
partes, com o objetivo de aprofundar a discussão a respeito de controvérsia, de
natureza fática ou jurídica, acerca da qual houve dissidência. O art. 942 do CPC/2015
possui contornos excepcionais e enuncia uma técnica de observância obrigatória pelo
órgão julgador, cuja aplicabilidade só se manifesta de forma concreta no momento
imediatamente posterior à colheita dos votos e à constatação do resultado não unânime,
porém anterior ao ato processual formal subsequente, qual seja a publicação do
acórdão. Diante da natureza jurídica sui generis da técnica de ampliação do colegiado, o
marco temporal para aferir a incidência do art. 942, caput, do CPC/2015 deve ser a data
da proclamação do resultado não unânime da apelação, em respeito à segurança
jurídica, à coerência e à isonomia. Na hipótese em que a conclusão do julgamento não
unânime da apelação tenha ocorrido antes de 18/3/2016, mas o respectivo acórdão foi
publicado após essa data, haverá excepcional ultratividade do CPC/1973, devendo ser
concedida à parte a possibilidade de interposição de embargos infringentes, atendidos
todos os demais requisitos cabíveis. Na hipótese de proclamação do resultado do
julgamento não unânime ocorrer a partir de 18/3/2016, deve ser observado o disposto
no art. 942 do CPC/2015. STJ. 3ª Turma. REsp 1762236/SP, Rel. p/ Acórdão Min.
Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 19/02/2019.
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Petição que menciona conteúdo de decisão não publicada


revela ciência inequívoca e abre prazo para recurso
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

Se a parte peticiona espontaneamente nos autos e o conteúdo da petição não deixa


dúvida de que ela teve conhecimento do ato decisório prolatado, mas não publicado,
considera-se que houve ciência inequívoca e, portanto, passa a correr o prazo para
interposição de recurso. STJ. 3ª Turma. REsp 1710498/CE, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 19/02/2019.

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A decisão interlocutória que rejeita a ocorrência de prescrição


ou decadência é uma decisão de mérito, que enseja a agravo
de instrumento com base no inciso II do art. 1.015 do CPC/2015
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

A decisão interlocutória que afasta (rejeita) a alegação de prescrição é recorrível, de


imediato, por meio de agravo de instrumento com fundamento no art. 1.015, II, do
CPC/2015. Isso porque se trata de decisão de mérito. Embora a ocorrência ou não da
prescrição ou da decadência possam ser apreciadas somente na sentença, não há
óbice para que essas questões sejam examinadas por intermédio de decisões
interlocutórias, hipótese em que caberá agravo de instrumento com base no art. 1.015,
II, do CPC/2015, sob pena de formação de coisa julgada material sobre a questão. STJ.
3ª Turma. REsp 1738756-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 19/02/2019 (Info
643).

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Falta de recolhimento do preparo é vício formal que não pode


ser suprido pelo julgamento do recurso
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

A falta de recolhimento do preparo é vício formal que não pode ser suprido pelo
julgamento do recurso. O recolhimento do preparo é requisito de admissibilidade do
recurso, cabendo ao recorrente comprová-lo no ato de sua interposição. Se o valor
recolhido for insuficiente, a lei prevê que ao recorrente deve ser oportunizada a
complementação, no prazo de 5 dias, sob pena de deserção. A deserção é a sanção
aplicada à parte que negligencia o recolhimento do preparo - seja quanto ao valor, seja
quanto ao prazo - e tem como consequência o não conhecimento do recurso interposto.
Trata-se, portanto, de vício formal que não pode ser suprido pelo julgamento do recurso.
Logo, o STJ anulou o acórdão e determinou que o apelante seja previamente intimado
para complementar o preparo, no prazo de 5 dias, sob pena de deserção. Em seguida,
caso o apelante faça a complementação do preparo, aí sim deverá haver novo
julgamento da apelação pelo TJ. STJ. 3ª Turma. REsp 1523971/RS, Rel. Min. Nancy
Andrighi, julgado em 05/02/2019.

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O art. 1.035, § 5º do CPC/2015 não determina a suspensão


automática dos processos, devendo esse entendimento ser
aplicado aos recursos especiais que impugnam acórdão
publicado e com a repercussão geral reconhecida na vigência
do CPC/1973
Direito Processual Civil Recursos Recurso especial

Origem: STJ

O art. 1.035, § 5º do CPC/2015 prevê o seguinte: § 5º Reconhecida a repercussão geral,


o relator no Supremo Tribunal Federal determinará a suspensão do processamento de
todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a questão e
tramitem no território nacional. A suspensão prevista nesse § 5º não é uma
consequência automática e necessária do reconhecimento da repercussão geral. Em
outras palavras, ela não acontece sempre. O Ministro Relator do recurso extraordinário
paradigma tem discricionariedade para determiná-la ou modulá-la (STF. Plenário. RE
966177 RG/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 7/6/2017). Esse mesmo entendimento
deve ser aplicado aos recursos especiais que impugnam acórdão publicado e que tenha
tido repercussão geral reconhecida na vigência do CPC/1973. Assim, o STJ poderá
julgar um recurso especial que esteja naquele Tribunal mesmo que o tema a ser
discutido esteja aguardando para ser julgado pelo STF sob a sistemática da
repercussão geral, salvo, obviamente, se o Ministro Relator do STF determinou a
suspensão de todos os processos pendentes. STJ. Corte Especial. REsp 1.202.071-SP,
Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 01/02/2019 (Info 650).

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O recurso interposto pela Defensoria, na qualidade de


curadora especial, não precisa de preparo
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

Tendo em vista os princípios do contraditório e da ampla defesa, o recurso interposto


pela Defensoria Pública, na qualidade de curadora especial, está dispensado do
pagamento de preparo. STJ. Corte Especial. EAREsp 978895-SP, Rel. Min. Maria
Thereza de Assis Moura, julgado em 18/12/2018 (Info 641).

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Se a parte ajuizou ação urgente sem juntar procuração (art. 37


do CPC/1973), ela também poderá, dentro do prazo de 15 dias
previsto neste dispositivo, interpor recurso sem procuração
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

É admissível, em caso de urgência, nos termos do art. 37 do CPC/1973 (art. 104, § 1º,
do CPC/2015), a regularização da representação processual do autor/agravante, em
segunda instância, a partir do translado do instrumento de procuração a ser juntado na
origem no prazo assinado em lei. STJ. 2ª Seção. EREsp 1265639-SC, Rel. Min. Maria
Isabel Gallotti, julgado em 12/12/2018 (Info 643).

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O rol do art. 1.015 do CPC/2015 é de taxatividade mitigada


Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de
agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do
julgamento da questão no recurso de apelação. STJ. Corte Especial.REsp 1704520-MT,
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/12/2018 (recurso repetitivo) (Info 639). Obs: a
tese jurídica fixada e acima explicada somente se aplica às decisões interlocutórias
proferidas após a publicação do REsp 1704520/MT, o que ocorreu no DJe 19/12/2018.

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Feriado local tem que ser comprovado no ato da interposição


do recurso
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STF e STJ

O art. 1.003, § 6º, do CPC/2015, diferentemente do CPC/1973, é expresso no sentido de


que “o recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do
recurso”. Assim, ou se comprova o feriado local no ato da interposição do respectivo
recurso, ou se considera intempestivo o recurso, operando-se, em consequência, a
coisa julgada. A intempestividade é tida pelo CPC/2015 como vício grave e, portanto,
insanável. Daí porque não se aplica à espécie o disposto no parágrafo único do art. 932
do CPC/2015, reservado às hipóteses de vícios sanáveis. STJ. Corte Especial. AgInt no
AREsp 957821/MS, Rel. Min. Raul Araújo, Rel. p/ Acórdão Min. Nancy Andrighi, julgado
em 20/11/2017. STJ. 3ª Turma. AgInt-AREsp 1334276-BA. Rel. Min. Marco Aurélio
Bellizze, julgado em 19/11/2018. STJ. 1ª Turma. AgInt-REsp 1.737.566-RO. Rel. Min.
Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 25/10/2018. A tempestividade do recurso em
virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal a quo
que não sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição. STF. 1ª Turma. ARE 1109500 AgR, Rel. Min. Roberto
Barroso, julgado em 20/04/2018. Forma de comprovação: documento oficial ou certidão
do Tribunal local A ocorrência de feriado local, recesso, paralisação ou interrupção do
expediente forense deve ser demonstrada por documento oficial ou certidão expedida
pelo Tribunal de origem, não bastando a mera menção ao feriado local nas razões
recursais, tampouco a apresentação de documento não dotado de fé pública. STJ. 2ª
Turma. AgInt no REsp 1686469/AM, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em
21/03/2018.

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Os novos julgadores convocados na forma do art. 942 do


CPC/2015 poderão analisar todo o conteúdo das razões
recursais, não se limitando à matéria sobre a qual houve
divergência
Direito Processual Civil Recursos Apelação

Origem: STJ

Como ocorre a continuidade do julgamento na hipótese em que houve uma parte


unânime e outra não unânime? Ex: no julgamento de uma apelação contra sentença que
havia negado integralmente a indenização, a Câmara Cível entendeu de forma unânime
(3x0) que houve danos materiais e por maioria (2x1) que não ocorreram danos morais.
Foram então convocados dois Desembargadores para a continuidade do julgamento
ampliado (art. 742). Esses dois novos Desembargadores que chegam poderão votar
também sobre a parte unânime (danos materiais) ou ficarão restritos ao capítulo não
unânime (danos morais)? O colegiado formado com a convocação dos novos julgadores
(art. 942 do CPC/2015) poderá analisar de forma ampla todo o conteúdo das razões
recursais, não se limitando à matéria sobre a qual houve originalmente divergência.
Constatada a ausência de unanimidade no resultado da apelação, é obrigatória a
aplicação do art. 942 do CPC/2015, sendo que o julgamento não se encerra até o
pronunciamento pelo colegiado estendido, ou seja, inexiste a lavratura de acórdão
parcial de mérito. Os novos julgadores convocados não ficam restritos aos capítulos ou
pontos sobre os quais houve inicialmente divergência, cabendo-lhes a apreciação da
integralidade do recurso. O prosseguimento do julgamento com quórum ampliado em
caso de divergência tem por objetivo a qualificação do debate, assegurando-se a
oportunidade para a análise aprofundada das teses jurídicas contrapostas e das
questões fáticas controvertidas, com vistas a criar e manter uma jurisprudência
uniforme, estável, íntegra e coerente. STJ. 3ª Turma. REsp 1.771.815-SP, Rel. Min.
Ricardo Villas BôasCueva, julgado em 13/11/2018 (Info 638).
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Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um


dos litisconsortes haja sucumbido
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

É inaplicável a contagem do prazo recursal em dobro quando apenas um dos


litisconsortes com procuradores distintos sucumbe. Nesse sentido existe, inclusive, uma
súmula do STF, cujo entendimento continua válido com o CPC/2015: Súmula 641-STF:
Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos litisconsortes haja
sucumbido. Ex: ação de cobrança proposta contra Pedro e Tiago. Na sentença, o juiz
julga procedente quanto a Pedro e improcedente no que tange a Tiago. Pedro, única
parte sucumbente, não terá direito a prazo em dobro. STJ. 3ª Turma. REsp 1709562-
RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 16/10/2018(Info 636).

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Acórdão que, no julgamento de agravo de instrumento, por


maioria de voto, reforma decisão interlocutória para
reconhecer que determinado bem é impenhorável
Direito Processual Civil Recursos Embargos infringentes

Origem: STJ

Nos processos ainda regidos pelo CPC/73, são cabíveis embargos infringentes contra
acórdão que, em julgamento de agravo de instrumento, por maioria de votos, reforma
decisão interlocutória para reconhecer a impenhorabilidade de bem, nos termos da Lei
nº 8.009/90. STJ. 2ª Seção. EREsp 1131917-MG, Rel. Min. Ricardo Villas BôasCueva,
Rel. Acd. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 10/10/2018 (Info 637).

Se os segundos embargos de declaração opostos são


manifestamente incabíveis, eles não têm o condão de
interromper o prazo recursal
Direito Processual Civil Recursos Embargos de declaração

Origem: STF

Os segundos embargos declaratórios só podem ser admitidos quando o vício a ser


sanado tenha surgido pela primeira vez no julgamento dos anteriores. Assim, se os
segundos embargos de declaração são manifestamente incabíveis, eles não produzem
o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado atacado segue
fluindo até seu termo final, devendo ser certificado o trânsito em julgado, além da
possibilidade de fixação de multa por conta do manifesto intuito protelatório do recurso.
STF. Plenário. ARE 913264 RG-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em
24/03/2017. STF. Plenário. ARE 654432 ED-ED, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado
em 05/10/2018.

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A técnica de ampliação de julgamento (art. 942 do CPC/2015)


deve ser utilizada quando o resultado da apelação for não
unânime, independentemente de ser julgamento que reforma
ou mantém a sentença impugnada
Direito Processual Civil Recursos Apelação

Origem: STJ

Assim como ocorria com os embargos infringentes, para a aplicação da técnica de


julgamento do art. 942 do CPC exige-se que a sentença tenha sido reformada no
julgamento da apelação? NÃO. A técnica do julgamento ampliado vale também para
sentença mantida pelo Tribunal no julgamento da apelação por decisão não unânime. A
técnica de ampliação de julgamento prevista no art. 942 do CPC/2015 deve ser utilizada
quando o resultado da apelação for não unânime, independentemente de ser julgamento
que reforma ou mantém a sentença impugnada. Assim, o que importa é que a decisão
que julgou a apelação tenha sido por maioria (julgamento não unânime), não importando
que a sentença tenha sido mantida ou reformada. Obs: cuidado com as hipóteses de
cabimento do art. 942 do CPC nos casos de acórdão que julga agravo de instrumento e
ação rescisória. STJ. 4ª Turma. REsp 1733820-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão,
julgado em 02/10/2018 (Info 639).

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É cabível a interposição de agravo de instrumento contra todas


as decisões interlocutórias em processo falimentar e
recuperacional
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

É cabível a interposição de agravo de instrumento contra decisões interlocutórias em


processo falimentar e recuperacional, ainda que não haja previsão específica de recurso
na Lei nº 11.101/2005 (LREF). Fundamento: interpretação extensiva do art. 1.015,
parágrafo único, do CPC/2015. STJ. 4ª Turma. REsp 1.722.866-MT, Rel. Min. Luis
Felipe Salomão, julgado em 25/09/2018 (Info 635).

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Necessidade de impugnação específica de todos os


fundamentos da decisão proferida pelo Tribunal de origem que
inadmite o recurso especial
Direito Processual Civil Recursos Recurso especial

Origem: STJ

A decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos


autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige sua impugnação total. Em outras
palavras, o agravante deve atacar, de forma específica, TODOS os fundamentos da
decisão que, na origem, inadmitiu o recurso especial. STJ. Corte Especial. EAREsp
831.326-SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. Acd. Min. Luis Felipe Salomão,
julgado em 19/09/2018 (Info 638).

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Se o recurso possui algum vício relacionado com a capacidade


processual ou com a regularidade da representação, o Relator
deverá conceder prazo para a sua correção?
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

A falta de assinatura nos recursos interpostos nas instâncias ordinárias configura vício
sanável, devendo ser concedido prazo razoável para o suprimento dessa irregularidade.
STJ. 3ª Turma. REsp 1746047/PA, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 21/08/2018.
STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 980.664/MG, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em
23/5/2017. Não é possível conhecer do recurso especial subscrito por advogado sem
procuração nos autos caso a parte, depois de intimada para regularizar sua
representação processual, nos termos do art. 932, parágrafo único, do CPC/2015, deixa
transcorrer in albis o prazo concedido para o saneamento do vício, nos termos do art.
76, § 2º, I, do CPC/2015. Isso significa que detectado o vício na representação
processual, mesmo que se trate de recurso especial, deverá ser dado um prazo de 5
dias para que a parte regularize a situação. Somente se a parte não regularizar, o
recurso não será conhecido. STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1219271/SP, Rel. Min.
Marco Buzzi, julgado em 23/08/2018. Intimada a regularizar a sua representação
processual, nos termos do art. 932, parágrafo único, do CPC vigente, a parte que deixa
de proceder à juntada no prazo de 5 (cinco) dias, faz incidir ao caso a Súmula 115/STJ.
STJ. 3ª Turma. AgInt no AgInt no AREsp 1053466/MS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze,
julgado em 07/08/2018.

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Multa do § 2º do art. 557 do CPC/1973 (§ 4º do art. 1.021 do


CPC/2015) e Fazenda Pública
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STF
Se o Poder Público for condenado ao pagamento da multa do § 2º do art. 557 do
CPC/1973 (§ 4º do art. 1.021 do CPC/2015), a interposição de outros recursos ficará
condicionada ao depósito prévio do respectivo valor? CPC/1973: SIM Havendo
condenação da Fazenda Pública ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2º, do
CPC 1973, a interposição de qualquer outro recurso fica condicionada ao depósito
prévio do respectivo valor. O prévio depósito da multa também é devido pela Fazenda
Pública. STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 553.788-DF, Rel. Min. Assusete Magalhães,
julgado em 16/10/2014 (Info 551). STF. 2ª Turma. ARE 931830 AgR/PB, Rel. Min. Dias
Toffoli, julgado em 21/8/2018 (Info 912). CPC/2015: NÃO Veja o que diz o CPC/2015:
Art. 1.021 (...) § 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível
ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada,
condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do
valor atualizado da causa. § 5º A interposição de qualquer outro recurso está
condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4º, à exceção da
Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao
final.

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Se houver a afetação do tema, os recursos especiais


tramitando no STJ e que tratem sobre o mesmo tema irão ser
devolvidos para o TJ ou TRF e ali ficarão suspensos
aguardando a definição da tese
Direito Processual Civil Recursos Julgamento por amostragem do Resp e RE

Origem: STJ

Se houver a afetação do tema, os recursos especiais que estiverem tramitando no STJ e


que tratem sobre o mesmo tema irão ser devolvidos para o TJ ou TRF e ali ficarão
suspensos aguardando a definição da tese. A jurisprudência atual do STJ aplica o art.
256-L, do RISTJ, em consonância com o art. 1.037 do CPC/2015, que determina a
devolução dos autos à origem por meio de decisão fundamentada, nos casos de
existência de processo representativo de controvérsia sobre a mesma matéria. STJ.
Corte Especial. EAREsp 380796/RS, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em
15/08/2018.

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O fato de o Tribunal negar pedido do advogado para informar


“questão de fato” após voto do Relator não gera nulidade do
julgamento
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

A parte alegou que seu advogado foi indevidamente tolhido do direito de usar a palavra
na tribuna após a prolação do voto do Relator. O STJ entendeu que não houve nulidade.
Após as sustentações orais, o julgamento em colegiado entra na etapa de prolação do
voto pelo relator e da apresentação de votos pelos demais ministros, não havendo
previsão legal para que, nesse momento, haja manifestações dos defensores sobre o
conteúdo decisório ou sobre as discussões travadas pelos magistrados, ainda que sob a
justificativa de tratarem de “questões de fato”. Em deferência à advocacia, é costume
que o presidente do órgão julgador pergunte ao relator sobre a necessidade de algum
esclarecimento relacionado a questão de fato, mas uma eventual resposta negativa não
viola o direito previsto no art. 7º, X, da Lei nº 8.906/2004 (fazer uso da palavra em juízo
ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida que
influam no julgamento). STJ. 3ª Turma. EDcl no REsp 1643012/RS, Rel. Min. Nancy
Andrighi, julgado em 05/06/2018.

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Cabimento de honorários advocatícios em julgamento de


embargos de declaração por Tribunais
Direito Processual Civil Recursos Embargos de declaração

Origem: STF

Após 18 de março de 2016, data do início da vigência do Novo Código de Processo


Civil, é possível condenar a parte sucumbente em honorários advocatícios na hipótese
de o recurso de embargos de declaração, interposto perante Tribunal, não atender os
requisitos previstos no art. 1.022 e tampouco se enquadrar em situações excepcionais
que autorizem a concessão de efeitos infringentes. STF. 1ª Turma. AI 766650 AgR-ED,
Rel. Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em
06/06/2017. STF. 1ª Turma. RE 929925 AgR-ED/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
7/6/2016 (Info 829). STF. 1ª Turma. RE 1071681 AgR-ED-ED, Rel. Min. Rosa Weber,
julgado em 25/05/2018. Obs: o STJ possui julgados em sentido contrário: Os honorários
recursais (art. 85, § 11, do CPC/2015) incidem apenas quando o STJ julga, pela vez
primeira, o recurso, sujeito ao CPC/15, que inaugure o grau recursal, revelando-se
indevida a fixação em agravo interno e embargos de declaração. STJ. 4ª Turma. EDcl
no AgInt no REsp 1719756/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 07/08/2018.

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Divergência manifestada nos embargos de declaração opostos


ao acórdão unânime da apelação que reformou a sentença
Direito Processual Civil Recursos Embargos de declaração

Origem: STJ

São cabíveis embargos infringentes quando a divergência qualificada se manifesta nos


embargos de declaração opostos ao acórdão unânime da apelação que reformou a
sentença. STJ. 2ª Seção. EREsp 1290283-GO, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado
em 11/04/2018 (Info 626).
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O recurso extraordinário pressupõe a existência de causa,


decidida em única ou última instância por órgão do Poder
Judiciário, no exercício de função jurisdicional
Direito Processual Civil Recursos Recurso extraordinário

Origem: STF

Não cabe recurso extraordinário contra decisão do TST que julga processo
administrativo disciplinar instaurado contra magistrado trabalhista. Compete ao STF
julgar, mediante recurso extraordinário, as “causas” decididas em única ou última
instância (art. 102, III, da CF/88). O vocábulo “causa” referido no inciso III do art. 102 da
CF/88 só abrange processos judiciais, razão pela qual é incabível a interposição de
recursos extraordinários contra acórdãos proferidos pelos Tribunais em processos
administrativos, inclusive aqueles de natureza disciplinar instaurados contra
magistrados. STF. 2ª Turma. ARE 958311/SP, rel. org. Min. Teori Zavaski, red.p/ac. Min.
Gilmar Mendes, julgado em 27/02/2018 (Info 892).

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Necessidade de esgotamento das instâncias para alegar


violação à decisão do STF que decidiu pela
constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93
Direito Processual Civil Recursos Sucedâneos recursais

Origem: STF

Em 2010, no julgamento da ADC 16, o STF decidiu que o art. 71, § 1º, da Lei nº
8.666/93 é constitucional. Várias decisões da Justiça do Trabalho continuaram
entendendo de forma diferente do art. 71, § 1º. Contra essas decisões, o Poder Público
ajuizava diretamente reclamações no STF, que era obrigado a recebê-las, considerando
que de uma decisão, até mesmo de 1ª instância, que viola o que o STF deliberou em
sede de ADI, ADC ou ADPF, cabe reclamação. Em 2017, o STF reafirmou o
entendimento de que o art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93 é constitucional e deve ser
aplicado. Isso foi no julgamento do RE 760931/DF, submetido à sistemática da
repercussão geral. O STF afirmou que a sua decisão no RE 760931/DF “substituiu” a
eficácia da tese fixada na ADC 16. Isso significa que agora o Poder Público, se quiser
ajuizar reclamação discutindo o tema, deverá fazê-lo alegando violação ao RE
760931/DF (e não mais à ADC 16). Qual a desvantagem disso para o Poder Público: •
Em caso de descumprimento de decisão do STF proferida em ADI, ADC, ADPF: cabe
reclamação mesmo que a decisão “rebelde” seja de 1ª instância. Não se exige o
esgotamento de instâncias. • Em caso de descumprimento de decisão do STF proferida
em recurso extraordinário sob a sistemática da repercussão geral: cabe reclamação,
mas exige-se o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º, II, do CPC/2015).
Assim, agora, a Fazenda Pública terá que esgotar as instâncias ordinárias para ajuizar
reclamação discutindo esse tema. É inviável reclamação com fundamento em afronta ao
julgado da ADC 16. STF. 1ª Turma.Rcl 27789 AgR/BA, Rel. Min. Roberto Barroso,
julgado em 17/10/2017 (Info 882). STF. 1ª Turma. Rcl 28623 AgR/BA, Rel. Min. Roberto
Barroso, julgado em 12/12/2017 (Info 888).

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É possível interpor agravo de instrumento contra decisão que


não concede efeito suspensivo aos embargos à execução
Direito Processual Civil Recursos Agravo

Origem: STJ

É admissível a interposição de agravo de instrumento contra decisão que não concede


efeito suspensivo aos embargos à execução. As hipóteses em que cabe agravo de
instrumento estão previstas art. 1.015 do CPC/2015, que traz um rol taxativo. Apesar de
ser um rol exaustivo, é possível que as hipóteses trazidas nos incisos desse artigo
sejam lidas de forma ampla, com base em uma interpretação extensiva. Assim, é
cabível agravo de instrumento contra decisão que não concede efeito suspensivo aos
embargos à execução com base em uma interpretação extensiva do inciso X do art.
1.015: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que
versarem sobre: X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos
embargos à execução; STJ. 2ª Turma.REsp 1694667-PR, Rel. Min. Herman Benjamin,
julgado em 05/12/2017 (Info 617).

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Não cabem embargos de declaração contra decisão de


presidente do tribunal que não admite recurso extraordinário
Direito Processual Civil Recursos Embargos de declaração

Origem: STF

Não cabem embargos de declaração contra a decisão de presidente do tribunal que não
admite recurso extraordinário. Por serem incabíveis, caso a parte oponha os embargos,
estes não irão suspender ou interromper o prazo para a interposição do agravo do art.
1.042 do CPC/2015. Como consequência, a parte perderá o prazo para o agravo. Nas
palavras do STF: os embargos de declaração opostos contra a decisão de presidente do
tribunal que não admite recurso extraordinário não suspendem ou interrompem o prazo
para interposição de agravo, por serem incabíveis. STF. 1ª Turma. ARE 688776 ED/RS
e ARE 685997 ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgados em 28/11/2017 (Info 886).

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Necessidade de esgotamento das instâncias para alegar
violação à decisão do STF que decidiu pela
constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93
Direito Processual Civil Recursos Sucedâneos recursais

Origem: STF

Em 2010, no julgamento da ADC 16, o STF decidiu que o art. 71, § 1º, da Lei nº
8.666/93 é constitucional. Várias decisões da Justiça do Trabalho continuaram
entendendo de forma diferente do art. 71, § 1º. Contra essas decisões, o Poder Público
ajuizava diretamente reclamações no STF, que era obrigado a recebê-las considerando
que de uma decisão, até mesmo de 1ª instância, que viola o que o STF deliberou em
sede de ADI, ADC ou ADPF, cabe reclamação. Em 2017, o STF reafirmou o
entendimento de que o art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93 é constitucional e deve ser
aplicado. Isso foi no julgamento do RE 760931/DF, submetido à sistemática da
repercussão geral. O STF afirmou que a sua decisão no RE 760931/DF “substituiu” a
eficácia da tese fixada na ADC 16. Isso significa que agora o Poder Público, se quiser
ajuizar reclamação discutindo o tema, deverá fazê-lo alegando violação ao RE
760931/DF (e não mais à ADC 16). Qual a desvantagem disso para o Poder Público: •
Em caso de descumprimento de decisão do STF proferida em ADI, ADC, ADPF: cabe
reclamação mesmo que a decisão “rebelde” seja de 1ª instância. Não se exige o
esgotamento de instâncias. • Em caso de descumprimento de decisão do STF proferida
em recurso extraordinário sob a sistemática da repercussão geral: cabe reclamação,
mas exige-se o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º, II, do CPC/2015).
Assim, agora, a Fazenda Pública terá que esgotar as instâncias ordinárias para ajuizar
reclamação discutindo esse tema. STF. 1ª Turma.Rcl 27789 AgR/BA, Rel. Min. Roberto
Barroso, julgado em 17/10/2017 (Info 882).

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Possibilidade de apreciação do recurso extraordinário com


repercussão geral mesmo que, no caso concreto, tenha havido
prejudicialidade do tema discutido
Direito Processual Civil Recursos Recurso extraordinário

Origem: STF

Determinado indivíduo ingressou com pedido de registro para concorrer às eleições de


Prefeito sem estar filiado a partido político (candidatura avulsa). O pedido foi indeferido
em todas as instâncias e a questão chegou até o STF por meio de recurso
extraordinário. Ocorre que, quando o STF foi apreciar o tema, já haviam sido realizadas
as eleições municipais. Diante disso, suscitou-se que o recurso estava prejudicado. O
STF reconheceu que, na prática, realmente havia uma prejudicialidade do recurso tendo
em vista que as eleições se encerraram. No entanto, o Tribunal decidiu superar a
prejudicialidade e atribuir repercussão geral à questão constitucional discutida dos
autos. Isso significa que o STF admitiu o processamento do recurso e em uma data
futura irá examinar o mérito do pedido, ou seja, se podem ou não existir candidaturas
avulsas no Brasil. Entendeu-se que o mérito do recurso deveria ser apreciado tendo em
vista sua relevância social e política. Eventual prejuízo parcial do caso concreto
subjacente ao recurso extraordinário não é impeditivo do reconhecimento de
repercussão geral. STF. Plenário.ARE 1054490 QO/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso,
julgado em 5/10/2017 (Info 880).

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Em razão do princípio da dialeticidade recursal, deve o


recorrente impugnar de forma específica os fundamentos da
decisão atacada
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

O sistema processual brasileiro consagra e positiva o princípio da dialeticidade. Isso


significa que se exige que o recurso faça impugnação específica aos fundamentos da
decisão judicial atacada (arts. 932, III e 1.021, § 1º, do CPC/2015). STJ. 4ª Turma. AgInt
no AREsp 897.522/SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 26/09/2017.

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Se a decisão proferida pelo juiz induzir a parte a interpor o


recurso errado, deve-se reconhecer que houve dúvida objetiva,
que justifica o princípio da fungibilidade
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

O conceito de "dúvida objetiva", para a aplicação do princípio da fungibilidade recursal,


pode ser relativizado, excepcionalmente, quando o equívoco na interposição do recurso
cabível decorrer da prática de ato do próprio órgão julgador. STJ. 2ª Seção.EAREsp
230380-RN, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 13/09/2017 (Info 613).

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Cabem embargos de divergência no âmbito de agravo que não


admite Resp sob a alegação de que o mérito do acórdão
impugnado está em sintonia com o entendimento do STJ
Direito Processual Civil Recursos Embargos de divergência

Origem: STJ

Cabem embargos de divergência no âmbito de agravo que não admite recurso especial
com base na Súmula 83/STJ para dizer que, no mérito, o acórdão impugnado estaria em
sintonia com o entendimento firmado por esta Corte Superior. STJ. 1ª Seção. EAREsp
200299-PE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 23/8/2017 (Info 610).

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Certificação do trânsito em julgado e a baixa imediata dos


autos em decorrência da interposição descabida ou desmedida
de sucessivos recursos
Direito Processual Civil Recursos Noções gerais

Origem: STJ

A interposição descabida e desmedida de sucessivos recursos configura abuso do


direito de recorrer, autorizando a certificação do trânsito em julgado e a baixa imediata
dos autos. A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória
autoriza o imediato cumprimento da decisão. STJ. Corte Especial. EDcl no AgRg nos
EDcl no RE nos EDcl no AgRg no AREsp 828.342/PR, Rel. Min. Humberto Martins,
julgado em 30/06/2017.