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Como acostumar o felino com um filhote de gato recém-

chegado
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31 de outubro de
2017

Depois de já ter um animal de estimação em casa, é comum as pessoas quererem adotar


mais um ou até dois para fazerem companhia àquele primeiro ou apenas porque amam
ter esses amigos. Porém, nem sempre é fácil criar uma amizade entre eles, em especial
no caso da chegada de um filhote de gato, com quem o bicho da mesma espécie
costuma ser um tanto arisco no início, gerando briga de gatos .

Reprodução/ Shutterstock
Como acostumar o felino com um filhote de gato recém-chegado

Apesar de demandar muita paciência e tempo do tutor, esse processo precisa mesmo de
cautela e é necessário entender o lado do animal que já vivia na casa, afinal, ele ganhou
um estranho em seu território do dia para a noite. Por mais que a família tente
"conversar" com o pet, ele terá dificuldade de se dar bem com um filhote de gato . Por
isso, confira dicas para melhorar essa convivência.

Comportamento dos gatos

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Primeiro é preciso entender o tipo de postura natural dos gatos . Eles são territorialistas
e dificilmente aceitarão algum outro companheiro logo de cara, ainda mais sendo da
mesma espécie. É claro que tudo varia de acordo com a personalidade e até a raça do
animal, mas no geral eles têm, sim, esse tipo de postura.

Alguns veterinários e especialistas dizem que até a idade do animal pode interferir na
relação dele com outros animais. Se ele for idoso, por exemplo, talvez não aceite muito
bem as brincadeiras do filhote e fique mais irritado com a agitação da casa. Mas tudo
isso vai muito do temperamento, independente de quantos anos ele tem. Inclusive, se
um bichano já é amoroso e calmo, mas o filhote é arisco, a convivência também não será
das melhores até se acostumarem.

Reprodução/ Shutterstock
Como acostumar o felino com um filhote de gato
recém-chegado

O que não fazer


Apesar de haver uma série de dicas para melhorar o relacionamento entre os gatos, uma
delas é para indicar o que o tutor jamais deve fazer. A partir do momento em que o
animal defende o território e parte com unhas e dentes para cima da "ameaça", é
perigoso tentar aproximar os dois apenas para observar o resultado. Com certeza eles
não vão se tornar amigos nos primeiros dias e muito menos no primeiro contato.

Por mais dócil que o gato mais velho e o filhote pareçam, é melhor não tentar juntá-los
ainda no começo da convivência. Além disso, é provável que aquele que já morava na
casa tome um susto ao vir o outro de forma repentina.

Dicas para apresentar os gatos


Dê espaço para o filhote

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Nos primeiros dias o ideal é o filhote recém-chegado ter seu próprio espaço, em algum
cômodo onde o outro não vá e não perceba sua presença visualmente, apenas pelo faro.
Lá deve ter caixa de areia para fazer as necessidades e o pote de comida e água, além de
uma caminha se ele dormir nela. Assim, o bebê se sente seguro e tem tempo para
conhecer o irmão.

Contato pelo olfato

O olfato dos felinos, assim como dos cães, é muito apurado e um grande aliado na
função de identificar um novo companheiro. Além de se escutarem pela parte de baixo
da porta, o cheiro é facilmente percebido e de forma cautelosa eles vão se conhecendo.

Para ajudar a acelerar o processo, mas sempre com paciência, o tutor pode esfregar
uma meia (totalmente limpa e sem cheiro de ninguém) em cada gato, em especial nas
costas, bochechas e onde mais houver bastante pelagem. Depois, coloque-as nos
respectivos cômodos dos felinos, só que a do velho irá para o filhote e vice-versa.

Reprodução/ Redes Sociais


Como acostumar o felino com um filhote de gato
recém-chegado

Pode, ainda, deixar petiscos próximos do objeto e até do pote de comida, para
associarem o cheiro do companheiro a coisas boas. Mas espere e deixe-os cheirar o
tecido apenas quando quiserem e nunca force a situação. Por curiosidade, é provável
eles fazerem isso de forma relativamente rápida.

No entanto, para evitar o instinto de defesa do espaço, é indicado deixar cada um deles
circular no ambiente do outro, mas ainda sem se virem. Apenas para sentirem o cheiro e
não tomar posse do local em que estão confinados.

Interação por brinquedos

A interação entre eles também pode ser baseada na brincadeira por baixo da porta.
Sabe aquele vão curto? É útil para passar algum brinquedo de corda com duas pontas,
por exemplo, e deixar cada um deles segurar uma ponta. É um ótimo estímulo para se
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divertirem e começarem a se aproximar antes mesmo do contato visual.

Sinais de que já podem se ver

Alguns sinais indicam que ambos os gatos já estão confiantes e prontos para ficar cara a
cara e conviver normalmente:

Não se importam mais com a meia e o cheiro do outro gato


Não faz barulho nem se mostra arisco quando se aproxima da porta
Rabo erguido
Dorme em qualquer lugar e não se esconder
Anda em todos os cômodos de forma segura

via GIPHY

Contato visual

Feito isso, vem uma das partes principais: encarar de frente o problema, literalmente. Se
o animal estiver bem confiante e até indiferente em relação ao outro, é hora de
apresentá-los.

No início o ideal é colocar uma porta de vidro ou alguma barreira entre eles, mas de
formam que se vejam. Para se adaptarem com mais facilidade, é interessante dar
petiscos para ambos, ao mesmo tempo, enquanto se olham, com uma distância
razoável. Para, de novo, associar o momento bom à imagem do outro pet.

Se não tiver como separá-los por um material transparente, opte por colocar coleiras ou
guias e segurar cada um de um lado a uma distância considerável. Vá aproximando-os
aos poucos. Conforme eles vão parando de se encarar fixamente, o tutor pode ir dando
passos para frente junto com eles, mas sempre mantendo o controle da situação. Isso
leva minutos no caso de alguns gatos e horas ou até dias em outros.

Brincar com os dois ao mesmo tempo também é positivo. Além de se divertirem, eles
relaxam e é mais um motivo para gostarem um do outro. Se possível, deixe uma pessoa
brincando cm o filhote de gato e você com o mais velho.

+Identifique os sinais de um gato com depressão e saiba como ajudá-lo

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