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ALERGIA ALIMENTAR A sensibilidade alimentar se refere a reação adversa

a um alimento ou componentes do alimento quando não


está claro se é alegia ou intolerância.
Definição:
A alergia alimentar é um dos tipos de
hipersensibilidade alérgica resultante de uma resposta
imune exarcerbada quando a exposição de um indivíduo a
proteínas (hapteno) alimentares, absorvidas através de
uma mucosa intestinal permeável.
A intolerância alimentar é uma reação adversa que
não envolve o sistema imunológico e ocorre devido à
forma como o corpo processa os alimentos ou devido a
componentes do alimento.

Th1 e Th2, sendo que a estimulação do T helper 2 está


Fisiopatogenia: associada a formação de IgE.
Quando ocorre a primeira exposição ao alérgeno,
ocorre sensibilização, ou seja, as células imunológicas são Existem dois níveis de sensibilização:
alteradas de modo que reconhecem o alérgeno na próxima  Primário: pode ser imediato ou tardio, é uma
exposição a ele. A alergia alimentar está relacionada à reação mediada por IgE que ocorre no TGI sem prévia
imunidade humoral, que envolve anticorpos lesão da mucosa, sendo mais significativo em crianças
(imunoglobulinas). pequenas.
A IgE ajuda a eliminar os parasitas e é responsável  Secundário: ocorre após uma infecção aguda do
por reações alérgicas clássicas. TGI ou a partir de um dano prolongado à mucosa
A imunidade celular ou mediada por células envolve a intestinal, com excessiva absorção de macromoléculas
ação de linfócitos T, eles não produzem anticorpos, mas alimentares, capaz de gerar um quadro de sensibilização
reconhecem os antígenos e desencadeiam ações que local ou sistêmica.
levam a destruição dos antígenos, e também produzem

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 Digestão intracelular
Existem outros fatores relacionados ao excesso de
entrada de antígenos que podem potencializar o processo  Imunológicos:
de sensibilização como:  GALT ( tecidos linfóides associados ao intestino).
 Antigenicidade da proteína alimentar; O resultado da interação do GALT com o antígeno é a
 Dose sensibilizante; foramção de anticorpos, estimulação da resposta mediada
 Gravidade e a extensão do dano à mucosa; por células e da produção de tolerância intestinal ao
 Aumento da permeabilidade intestinal (fisiológico, antígeno.
no caso de prematuros e patológico, no caso de diarreias  IgA secretória: é o mais importante e associado a
crônicas ou prolongadas); memória antigênica. É resistente a proteólise e exerce
 Fatores do hospedeiro como seu estado papel importante proteção contra captação de antígenos,
nutricional, fatores imunológicos e fatores genéticos. impedindo também a aderência de toxinas e de bactérias.
 Imunidade celular local: linfócitos T, linfócitos intra
Desenvolvimento do mecanismo: epiteliais, mastócitos, macrófagos e eosinófilos.
O mecanismo da alergia alimentar inicia-se na
barreira mucosa intestinal quando esta, por imaturidade, Quando tais fatores de defesa falharem,
ou quando agredida, sofre alguma alteração. isoladamente ou em conjunto, podem ocorrer fenômenos
A mucosa intestinal conta com mecanismos de de sensibilização determinados pelo aparecimento de
defesa imunológicos e não imunológicos, que quando enteropatia alérgica com formação exarcerbada de
falham permitem o fenômeno de sensibilização, que são: complexo antígeno-anticorpo e substâncias
imunologicamente ativas que se depositam nos orgãos
 Não imunológicos: levando a sintomas.
 Permeabilidade intestinal seletiva
 Controle do antígeno pelo sistema imunológico Alérgenos:
 Flora local Os antígenos alimentares de maior potencial
 Mucinas sensibilizante são o leite de vaca, carne de porco, ovo,
 Enzimas proteolíticas peixe, frutos do mar, tomate, abacaxi, banana, chocolate e
 Movimento peristáltico frutos oleaginosos.

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Fatores de risco depende da: a ingestão de frações protéicas alergênicas
 Hereditariedade desencadeantes de manifestações clínicas
 Exposição a um alimento (antígeno): exposição desconfortáveis.
inicial ao alérgeno (pré requisito para desenvolver a
alergia) pode ser no pré ou no pós natal. A primeira A anafilaxia induzida por alimentos é uma resposta
exposição pode ocorrer ainda na gestação, lactação ou aguda e geralmente grave, e ocorre em um período
início da lactância, a introdução de alimentos alérgenos limitado após a exposição a um antígeno. A anafilaxia
durante estas fases pode aumentar a probabilidade de sistêmica é a reação alérgica mais perigosa. Amendoim e
desenvolvimento de alergia alimentar. Os alérgenos na nozes são os causadores da maioria das mortes. Pessoas
dieta da mãe podem passar no leite materno e causar com reações anafiláticas conhecidas a qualquer alérgeno
sensibilização e então uma reação alérgica no lactente alimentar devem utilizar epinefrina para reverter o quadro
exclusivamente amamentado ao peito. Às vezes a reação alérgico (Krause).
não ocorre até que o alimento seja realmente ingerido pelo
bebê. Comer amendoins mais de uma vez por semana
durante a gravidez aumenta o risco de alergia ao
amendoim. No pós natal a exposição pode ser por
inalação, contato com a pele ou ingestão, até no leite
materno.
Os alimentos na dieta da mãe (ex. bebidas
cafeinadas, chocolate, alguns chás de ervas, repolho,
cebola, nabo, alho, rabanetes, ruibarbo, espinafre e
especiarias) também podem ser associados com reações
não alérgicas, geralmente desconforto gastrointestinal.
 Permeabilidade gastrointestinal: maior no início da
lactância e diminui com a maturação intestinal. Condições
como doença gastrointestinal, desnutrição, prematuridade
e estados de imunodeficiência podem aumentar a
permeabilidade e o risco de desenvolver alergia alimentar.
 Fatores ambientais como a exposição microbiana.
A melhor higiene da sociedade, ou seja, diminuição nas
infecções e exposição à micróbios, causou mudanças na
microflora gastrointestinal neonatal, e o resultado foi a
maior incidência de doença atópica, inclusive alergia
alimentar, iniciando a marcha atópica (condições, eventos
e características que precedem o desenvolvimento de
distúrbios atópicos permanentes). Exposição precoce a
micróbios, fumaça de cigarro, estresse, exercício e frio,
podem intensificar os sintomas clínicos da alergia
alimentar.

Manifestações clínicas:
 Gastrointestinais:
 Gastroenterite alérgica com vômitos, diarreia e
cólicas.
 Cólicas: bastante relacionada à alergia ao leite de
vaca. Verificadas em lactentes por distensão abdominal,
irritação, dor à palpação abdominal.
 Obstipação intestinal, forma mais atípica, que não
responde às medidas usuais para constipação.
 Vômitos: também relacionados a alergia a LV.

 Extra-intestinais: Diagnóstico requer:


 Respiratórias: rinite, asma, bronquite, sinusite,  Identificação do alimento suspeito
otite.  Prova que o alimento causa uma resposta
 Dermatológicas: dermatites e eczemas. adversa
 Hematológicas: anemia.  Verificação do envolvimento imunológico
 Gerais: choque anafilático, hipodesenvolvimento.
 Anorexia: pode significar um meio protetor contra

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Accioly:
 Anemia hipocrômica microcítica
 Aminoacidúria
 Aumento de excreção fetal de alfa-1-antitripsina
 D-xilosemia baixa
 Perda fecal proteica e lipídica positivas
 Presença de anticorpos no soro e/ou nas fezes
 Diminuição ou aumento de IgA sérica

O quadro clínico, o estado geral, e o histórico


alimentar da criança, bem como de seus pais, são
fundamentais para o diagnóstico. O processo de avaliação
nutricional periódico faz-se necessário para que possa
nortear a resposta ao tratamento.

Krause:
Testes imunológicos, como o teste cutâneo de
hipersensibilidade imediata fornecem resultaods rápido
(15 a 30 minutos), no entanto é apenas útil no diagnóstico,
pois indica apenas a possibilidade de alergia.
Testes de anticorpo sérico, como o teste de IgE sérica
Alimentos alergênicos e suas proteínas antigênicas:
específica a alérgenos alimentares é usado apra identificar
 Leite de vaca: beta lactoalbumina, caseína, alfa
os alimentos que podem estar causando a resposta
lactoalbumina
alérgica.
 Clara de ovo: ovomucóide, ovoalbumina e
Teste radioalergossorvente: Testes bioquímicos podem
ovotransferrina
afastar causas não alérgicas dos sintomas apresentados.
 Amendoim: vicilina, conglutina e glicinina
Teste imunológico pode ter utilidade para triagem de
 Soja: vicilina e conglutina
pacientes e como ferramenta diagnóstica. O teste
 Peixe: parvalbumina
radioalergoabsorvente (RAST) e o ensaio
 Camarão: tropomiosina
imunoabsorvente ligado à enzima (ELISA) são ferramentas
 Nozes: albumina-25
que estão sendo trocadas pelo CAP-FEIA (imunoensaio
 Trigo: inibidor da alfa amilase
fluoresceína-enzima) específico para alergia a leite, ovos,
amendoim, peixe e trigo, mas menos para soja. São testes
Tratamento:
promissores, mas por enquanto são necessários ainda
O princípio básico de tratamento da alergia alimentar
DCPC e teste cutâneo.
é a retirada do alimento diagnosticado como alergênico e
todas as suas formas, ou seja, abstenção total de um
Vasconcelos:
alérgeno alimentar.
Utiliza-se as dietas de eliminação:
Teste de desencadeamento: PADRÃO OURO para
diagnóstico de alergia alimentar. 1) Recomenda-se manter o LM, restringindo os
potencialmente alergênicos da dieta materna, com
1ª etapa: Realizar uma dieta de exclusão dos alimentos monitoramento do aporte dos nutrientes comprometidos.
provavelmente envolvidos nas manifestações clínicas. 2) Dietas hipoalergênicas, de preferência não
habitualmente ingeridos pela criança. Após um período de
2ª etapa: Aguardar a recuperação clinica completa ou exclusão, quando da recuperação nutricional da crianca,
parcial.
reinicia-se gradativamente a dieta com 1 alimento suspeito
3ª etapa: Teste de desafio ou de desencadeamento (não por vez e observa-se a ocorrência de sintomas.
deve ser feito em crianças com história de choque 3) Dieta em que se retira um alimento suspeito de
anafilático). Todos os pacientes devem realizar o teste cada vez e reintroduz-se 1 por vez, como no procedimento
após 6 a 8 semanas do início da dieta de exclusão. anterior.

 Dietas de eliminação: Elimina-se o alimento


suspeito e todas as suas formas, garantido através de
acompanhamento do registro alimentar. Deve-se eliminar 1
ou 2 alimentos suspeitos por vez pra cada 2 semanas.
Welfort: dieta de eliminação por 6 a 8 semanas. Esse
processo determinará se com a abstenção, os sintomas
irão melhorar ou se resolver. Quando a dieta
rigorosamente limitada continuar por mais de 7 a 14 dias,
deve-se considerar a suplementação de vitaminas e
minerais. O alimento então identificado deve ser retirado
da dieta até que um desafio alimentar oral seja apropriado.
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Se os sintomas persistirem mesmo se o paciente de excluir o leite de vaca, excluem-se dissacarídeos de
seguir a dieta, outras causas para alergia ou outras causas alta fermentecibilidade e osmolaridade e fibras insolúveis.
não alérgicas para os sintomas devem ser investigadas A lactose, e menos frequentemente a sacarose,
(Krause). poderão ser excluídas por ocasião da deficiência
secundária de lactase, bem como de sacarase, devendo-
 Imunoglobulina Total e Eosinofilia Periférica: se dar preferência a alimentos contendo amilose e
são dados inespecíficos e não sustentam um diagnóstico maltodextrina.
de alergia alimentar. A introdução de alimentos a base de prebióticos,
probióticos e simbióticos tem apresentado resultados tanto
 Teste de provocação oral: PADRÃO OURO na prevenção quanto no tratamento. Os prebióticos
para diagnóstico de alergia alimentar. O alimento suspeito destacam-se pelo aumento da absorção de cálcio e
deve ser administrado em doses crescentes e observar o proteção contra infecções. Os probióticos proporcionam:
aparecimento de reações; isso deve ser feito em ambiente  Redução do pH intestinal
hospitalar para atendimento de profilaxia.  Competição da disponibilidade de nutrientes no
Os alimentos são reintroduzidos (desafios) um por cólon
vez, em dias diferentes. As quantidades crescentes do  Alta capacidade de aderência aos receptores
alérgeno devem ser dadas a cada 15 a 60 min até que específicos na mucosa
haja uma resposta convincente, mas que não ameace a  Estimulação da produção de muco pela mucosa
vida. A meta é atingir 6 a 10g de alimento seco ou 80ml de  Hidrolise de proteínas com alto potencial
liquido mascarado. alergênico
Nenhum dos outros testes faz diagnóstico de alergia  Produção de proteínas metabolicamente ativas,
alimentar, apenas indicam a sensibilização do indivíduo a chamadas bacteriocinas
determinado alimento, o diagnóstico de alergia. Deve ser
sempre confirmado pela história clínica e pelo DCPC Cabe ressaltar que o leite materno é um simbiótico
(desafio alimentar duplo cego controlado por placebo). sendo fundamental no equilíbrio da flora intestinal e como
Embora o teste de desencadeamento seja o padrão importante estimulador do sistema imunológico.
ouro na prática, estes são utilizados sobretudo em alergia Os probióticos (ex. Lactobacilos GG) causam
ao LV, conforme recomendação da sociedade europeia alteração e adição à flora intestinal e podem então, impedir
(Welfort). o desenvolvimento da alergia alimentar. Parece que a
Não se dispõe de nenhum exame laboratorial suplementação a gestante 1 mês antes do parto ou terapia
específico que permita estabelecer diagnóstico preciso. O probiótica dada ao lactente durante 6 meses seja pelo leite
RAST é uma alternativa de maior custo, necessita da materno ou suplementação direta, pode reduzir o eczema
amostra de sangue e é menos sensível que o teste atópico relacionado à alergia alimentar em lactentes.
cutâneo. A aplicabilidade destas provas é limitada, pois
está relacionada apenas as alergias mediadas por IgE A hipersensibilidade aos alimentos é mais comum no
(Welfort). 1º e 2º ano de vida, e a maioria dos bebês desenvolvem
Percebe-se, portanto, que o tratamento baseia-se em sensibilidades em torno dos 3 anos. Como os sintomas de
eliminar totalmente do cardápio da criança o alimento alergia tendem a se resolver com a idade, os alimentos
suspeito como alergênico na sua forma originária, ou como alergênicos densos em nutrientes como trigo, soja, ovos e
parte de preparações. leite de vaca devem ser reintroduzidos pelo desafio
A adequação nutricional da dieta deve ser monitorada alimentar a cada 6 a 12 meses para garantir que não
com frequência através da avaliação contínua do estejam sendo restritos desnecessariamente (Krause).
crescimento e do estado nutricional do paciente e dos
registros alimentares. Os alimentos a serem evitados podem estar ocultos
Quando os alimentos são removidos da dieta, fontes na dieta, por contaminação por:
alternativas de nutrientes devem ser fornecidas,  Utensílios comuns para servir diferentes alimentos
prevenindo a desnutrição, ofertando dieta adequada ou  Elaboração de 2 produtos utilizando o mesmo
aumentada em energia, proteínas e micronutrientes, equipamento, sem limpar propriamente os equipamentos
atenção especial a micronutrientes importantes na função  Rótulos enganosos (ex. produto não lácteo
imune (complexo B, vit C, zinco e selênio), e também contendo caseinato de sódio)
àqueles que garantem a estabilidade celular (vit A e vit E).  Aparecimento no rótulo do ingrediente apenas
Há também indicação por substituição do leite de com sua finalidade, mas não como um ingrediente
vaca por hidrolisados de caseína ou de proteínas do soro específico (ex. clara de ovo descrita apenas como
do leite, fórmulas a base de soja ou leite de outrras emulsificante)
espécies. No entanto, devem-se observar deficiências de  Adição de um produto alergênico a um segundo
alguns micronutrientes, em especial, ácido fólico, vitamina produto, e apenas os ingredientes do segundo produto
B12, A, C e D em leite não industrializados. Além do disso, estão relacionados no rótulo alimentar (ex. maionese, sem
de sensibilidade cruzada com leite de outras espécies. anotação de ovos)
Nos casos extremos de má absorção recomenda-se  Mudança de ingredientes por fabricante de
o uso de uma dieta básica para diarreia crônica, onde além alimentos

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 Um ingrediente que está presente em um  Hidrolisados proteicos
alimento, mas que numa porcentagem tão baixa que não O hidrolisado de proteínas solúveis do leite é o mais
precisa ser citado no rótulo utilizado de início, mas pode induzir aparecimento de
sintomas dependendo da quantidade de peptídeos na sua
ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA formulação, e aí opta-se por hidrolisado de caseína, que é
uma das frações menos alergênicas do leite de vaca, de
Existe pouca frequência de processos alergênicos em um modo geral os hidrolisados têm sabor marcante, tem
recém nascidos prematuros (Atenção: antes ele foi custo elevado, o que restringe seu uso.
relacionado com fator de risco!!), porque parece que seus
mecanismos imunológicos imaturos não permitem a  Formulação a base de carnes
provocação de um fenômeno de hipersensibilidade Tem sido indicada como estratégia fundamental a
alérgica, que seria mais frequente em recém nascidos a formulação modular hipoalergênica à base de carnes
termo. brancas (frango, rã, peru, coelho), pelo seu baixo custo e
A fração β-lactoalbumina é a que mais induz a pela melhor evolução e aceitação entre lactentes jovens.
sensibilização e está ausente no leite humano. Sua maior desvantagem é a manipulação excessiva,
Fração proteica % indivíduos sensíveis que pode ser reduzida pelo congelamento, ainda há a
β lactoalbumina 66-82 necessidade de suplementação de micronutrientes quando
Caseína 43-60 essas fórmulas são utilizadas de forma exclusiva,
α lactoalbumina 41-53 principalmente de cálcio.
Globulina sérica bovina 27
Albumina sérica bovina 18 Prevenção da alergia alimentar:

Neste caso, deve-se excluir o leite de vaca, bem Medidas úteis para prevenção de alergia:
como os seus derivados.  Promover o aleitamento materno exclusivo no 1º
Welfort: não estão indicados os leites de outras espécies, semestre de vida, pois fornece proteína da mesma
como cabra, ovelha, devido ao risco de reação cruzada; espécie, é importante na maturação linfocitária do intestino
nem as formulas parcialmente hidrolisadas, nem produtos e promove o trofismo da mucosa intestinal, reativando a
a base de soja, cuja proteína não é isolada, por não barreira protetora intestinal contra o excesso de absorção
atenderem ao códex. de macromoléculas proteicas.
Por outro lado estão indicadas fórmulas:  Retardar a introdução de alimentos como leite de
• A base de ptn isolada de soja vaca, ovos, trigo e carnes na alimentação de filhos de
• A base de ptn extensamente hidrolisada mães que não receberam imunização prévia (diminui a
• De aminoácidos sensibilização) ou que não consumiram tais alimentos
durante a gestação (se tivessem tido contato teriam
Tratamento da alergia ao leite de vaca: desenvolvido tolerância).
 Leite de soja
O extrato solúvel de soja tem sido a primeira Acredita-se que a ingestão precoce de alimentos ao
estratégia, pela sua facilidade e custo, mas 65% (60% invés de leite materno contribui para o desenvolvimento de
Welfort) das crianças apresentam reação cruzada a este alergia alimentar, apenas 3 meses de amamentação
alimento. Atenção ao teor de alumínio em sua composição exclusiva já reduz o risco de desenvolver alergias
devido a contaminação, e ao teor de fitoestrógenos. alimentares aos lactentes (Krause).
Sua utilização porém, tem sido considerada pela Alérgenos na dieta materna, como leite de vaca, ovos
Academia Americana de Pediatria nas alergias mediadas e amendoim, podem passar através do leite e causar
por IgE e na fase mais tardia do tratamento, quando a sensibilização e depois uma reação alérgica no bebê que
mucosa intestinal já está recuperada, com melhora dos se alimenta exclusivamente do LM. Algumas vezes, a
sintomas e ganho ponderal satisfatório após 6 a 8 reação não acontece até que o alimento alergênico seja de
semanas. fato ingerido pela criança.

 Leite de cabra  Reações a agentes farmacológicos em


O leite de cabra apresenta uma tolerância melhor, alimentos
além de características sensoriais semelhantes ao leite de
vaca, mas é caro e contém lactose. Segundo a Krause não Aminas Alimento Sintomas
é recomendado, pois pode apresentar reatividade cruzada vasoativas
com a β lactoalbumina do leite de vaca. Além disso, tem Feniletiamina Chocolate, queijos Enxaqueca
alta carga de soluto renal e é pobre em ácido fólico, os envelhecidos, vinho
bebês que recebem leite de cabra necessitam de tinto
suplementação de ferro, folacina e vitamina A, C e D Tiramina Queijos Enxaqueca,
(Krause). envelhecidos, eritema, urticária
levedura de cerveja, e crise
omate, framboesa, hiperrtensiva em
ameixavenho pacientes em uso

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Chianti, peixe em de inibidores da inflamatória secundária à reação imunológica contra uma
conserva, banana, monoamina ou mais proteínas do leite de vaca, especialmente, a β-
berinjela, oxidase lactoglobulina, α-lactoalbumina e caseína. Acomete,
Histamina Queijos Eritema, cefaléia, principalmente, o aparelho digestório e a pele.
envelhecidos, diminuição da A alergia ao leite de vaca é transitória, sendo que
alimentos pressão arterial aproximadamente 85% das crianças desenvolvem
fermentados, carne tolerância até a idade entre 3 e 5 anos.
processadas, peixe Imunidade adaptativa da mucosa tem dupla função
em conserva, vinho de proteção: contra patógenos entéricos e manutenção da
tinto, champanhe, autotolerância contra proteínas da dieta e bactérias
catchup comensais.
Agentes Marisco, ovo Urticária, Os fatores que regulam o balanço imunológico
liberadores de branco, chocolate, eczema, prurido gastrointestinal incluem a natureza e a dose do antígeno, a
histamina morango, banana, imaturidade do hospedeiro, a suscetibilidade genética, a
abacaxi, tomate, taxa de absorção da proteína dietética e a condição de
espinafre, nozes, processar o antígeno.
amendoim Alérgenos alimentares são usualmente glicoproteínas
com peso molecular entre 10-70 kDa. A alergenicidade
inata aos alimentos pode ser determinada pela
 Reações a aditivos alimentares combinação de vários fatores, tais como solubilidade,
resistência a pH, aquecimento e proteólise pelas enzimas
Aditivo Alimento Sintomas digestivas.
Tartrazina ou Alimentos, Urticária, Os mecanismos mediados por IgE e mastócitos
FD&C refrigerantes, erupção cutânea, ocorrem na anafilaxia induzida por alimentos, síndrome da
amarelo 5 medicamentos asma bronquica alergia oral e dermatite atópica.
amarelos- Importante evidenciar que a exposição ao leite de
alaranjados colorido vaca nos primeiros dias de vida, fato que ocorre
artificialmente frequentemente nas maternidades, é fator significativo para
Ácido Refrigerantes, Urticária, posterior desenvolvimento de alergia a essas proteínas. A
benzóico ou alguns queijos, erupção cutânea, má-absorção intestinal e/ou dismotilidade pode predispor
benzoato de algumas asma bronquica pacientes à alergia alimentar.
sódio, BHA, margarinas,
BHT, nitratos alimentos em 1. A doença influencia o estado nutricional e o
conserva, muitos metabolismo?
produtos A alergia ao leite de vaca pode influenciar o estado
industrializados nutricional, por aumentar necessidades energéticas e
Glutamato Comida asiática, Cefaléia, náusea, diminuir o apetite. Além disso, a alergia ao leite de vaca
monossódico alimentos com GMS asma bronquica, pode causar déficit de crescimento, desnutrição e/ou
(GMS) adicionado com rubor, dor deficiência de ferro.
realssador de sabor abdominal
2. O estado nutricional influencia a doença?
Sulfitos de Camarão, abacate, Asma aguda,
sódio, de purê de batata choque A desnutrição pode comprometer a imunidade
potássio, instantâneo, frutas e anafilático, perda celular, favorecendo o desenvolvimento de alergia ao leite
metabissulfito legumes de consciência de vaca.
de potássio, desidratados ou
3. Qual é a prevalência de alergia ao leite de
bissulfito de frescos que foram
vaca?
sódio, de tratados para evitar
potássio e o escurecimento, A prevalência da alergia alimentar varia entre 2% e
dióxido de sucos ácidos,vinho, 5%.
enxofre cerveja, alimentos
4. Quais são as estratégias de prevenção da
processados
alergia ao leite de vaca?
Como prevenção à alergia alimentar deve-se
considerar: inclusão de aleitamento natural, restrição à
PROJETO DIRETRIZES
dieta materna durante amamentação, manutenção do
aleitamento exclusivo, introdução de outros alimentos após
Terapia nutricional na alergia ao leite de vaca:
os seis meses de idade. Para suplementação do leite
materno podem ser utilizadas fórmulas à base de soja ou
A alergia à proteína do leite de vaca é um problema
com proteína extensamente hidrolisada.
comum em lactentes, usualmente com as primeiras
manifestações clínicas nos primeiros seis meses de vida,
com prevalência que varia de 2% a 5%. É uma doença
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5. Como deve ser o diagnóstico de alergia ao leite Nos lactentes, a substituição por fórmula com
de vaca? proteína extensamente hidrolisada ou fórmula de
O diagnóstico de alergia ao leite de vaca pode ser aminoácidos garante o sucesso do tratamento.
feito por meio de história clínica (incluindo história de Porém, nos lactentes em aleitamento natural, este
introdução de alimentos), exame físico, dieta de eliminação deve ser mantido, sendo que a mãe deve ser orientada a
(exclusão), teste de desencadeamento com a proteína iniciar dieta de restrição.
suspeita e, em pacientes com alergia mediada por IgE,
podem ser usados os testes cutâneos e testes sorológicos 8. De que forma a terapia nutricional pode ser
para IgE específica. implementada?
Devem ser utilizadas dietas com fórmulas de
6. Quais são os objetivos da terapia nutricional? proteínas extensamente hidrolisadas ou com aminoácidos,
O tratamento da alergia ao leite de vaca deve atender sendo necessária reavaliação para verificar alergia do tipo
a todas as necessidades nutricionais, inclusive para o transitória.
crescimento, proporcionar a supressão da inflamação,
retirando-se o estímulo antigênico determinado pelas
proteínas da dieta responsáveis pelo processo alérgico.

7. Qual é o tratamento da alergia ao leite de vaca?


O tratamento de pacientes com alergia alimentar é
baseado na exclusão do alimento conhecido ou suspeito
de estar causando sintomas.

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destes resultados é de que a alimentação atual
QUESTÕES é(NITERÓI, 2004):
(A) Normal e não há antecedentes de má nutrição
1) O padrão de referência do NCHS é utilizado nos (B) Normal, mas há antecedentes de má nutrição.
gráficos de crescimento propostos pelo MS e apresenta (C) Excessiva, mas há antecedentes de má nutrição.
como pontos de corte os percentis(AP, 2006): (D) Excessiva e não há antecedentes de má nutrição
(A) p0, 1, p10, p15, p95
(B) p0, 1, p3, p10, p97 7) Uma criança, cujo peso para idade está no percentil25,
(C) p3, p5, p10, p97 apresenta indicação de curva de evolução horizontal com
(D) p3, p5, p15, p20 condições nutricionais em situação de alerta. O diagnóstico
(E) p3, p5, p15, p95 nutricional é de(NITERÓI, 2004):
(A) Eutrofia
2) Faça a analise do seguinte caso: Uma criança cujo peso (B) Sobrepeso
para idade está no p25, apresenta indicação de curva de (C) Baixo peso I
evolução horizontal com condições nutricionais em (D) Baixo peso II
situação de alerta. Neste caso o diagnóstico nutricional é
de(AL, 2006): 8) Com relação à avaliação antropométrica de crianças e
(A) Eutrofia adolescentes, analise as seguintes afirmativas(UFMG,
(B) Baixo peso I 2006).
(C) Baixo peso II 1) Até o sexto mês de vida, a relação entre o perímetro
(D) Sobrepeso cefálico e perímetro torácico é maior do que 1.
(E) N.R.A. 2) Segundo VITOLO (2003), até o sexto mês de vida
espera-se ganho de peso diário maior do que 20 g.
3) A curva de crescimento do cartão da criança, método 3) De acordo com WHO (1995), um adolescente que
adotado pelo Ministério da Saúde do Brasil, é necessária possui IMC entre percentil 85 e percentil 95 apresenta
para diagnóstico antropométrico de criança até 6 anos de obesidade.
vida. A esse respeito assinale a opção incorreta (AC, 4) De acordo com o critério de classificação de Waterlow,
2006 - UnB/CESPE): uma criança com adequação de estatura para idade maior
(A) Uma criança de 2 anos, acima do percentil 98 desde o ou igual a 95% e de peso para estatura maior ou igual a
período do desmame pode ser classificado como 90% encontra-se eutrófica. Estão CORRETAS:
apresentando sobrepeso;
(B) Uma criança de 6 anos, que se manteve desde o (A) As alternativas 1 e 3.
nascimento entre os p30 e p60 pode ser classificada como (B) Apenas a alternativa 2.
eutrófica; (C) As alternativas 2 e 4.
(C) Uma criança de um ano, entre os p3 e p10, pode ser (D) As alternativas 1, 2 e 4.
diagnosticada como peso muito baixo; 9) O índice antropométrico recomendado pelo MS/OMS
(D) Uma criança que se encontra abaixo de menos 3 DP para avaliar o crescimento de escolares e adolescentes, é
no cartão pode ser classificada como desnutrida. o de(MAGÉ, 2004):
(A) Peso/idade (C) Altura/idade
4) As necessidades dietéticas de energia e de proteínas, (B) Peso/altura (D) Massa corporal
por Kg de peso, de um pré-escolar, quando comparadas
com as do lactente, são consideradas, respectivamente, 10) O acompanhamento sistemático do crescimento e do
como(UERJ, 2002): desenvolvimento infantil e é de grande importância, pois
(A) Menores – menores monitora, e, assim, favorece as condições de saúde e
(B) Menores – maiores nutrição da criança assistida. A recomendação de
(C) Maiores – maiores proteínas (RDA, 1989) para a faixa etária de 1 a 3 anos é
(D) Maiores – menores de(IGUABA, 2005):
(A) 1,1 g /Kg peso
5) Em uma criança de 36 meses, que apresenta (B) 1,6 g /Kg peso
desnutrição leve ou moderada avaliada no cartão da (C) 1,3 g /Kg peso
criança, tomando como referencia percentis NCHS de (D) 1,2 g /Kg peso
crescimento físico, podemos dizer que seu peso esta(PE,
2006): 11) A recomendação nutricional para uma criança de 5
(A) Abaixo do p3 anos com relação a fibras, é, em gramas, de no
(B) Entre o p10 e p3 mínimo(Residência – 2004):
(C) Acima de p10 A) 5g
(D) Superior ao p90 B) 10g
(E) Igual ou acima do p90 C) 15g
D) 20g
6) Uma criança apresenta índices de peso/altura alto,
peso/idade-normal altura/idade baixo.A interpretação
10
12) Dentro do programa de assistência integral a saúde da (A) Glúten
criança, o subprograma de diarréia aguda e terapia de (B) Lactose
reidratação oral (TRO) recomenda para tratamento de (C) Pectina
diarréia aguda com desidratação(QUEIMADOS, 2001): (D) Gordura
(A) Etapa de reidratação: solução de reidratação oral (E) proteína
(SRO) por 12 horas sem suspensão da alimentação e
etapa de manutenção: SRO após evacuações líquidas, 17) No tratamento da diarréia aguda em criança, a conduta
retorno a alimentação própria para a idade e aumento do mais importante é:
consumo de líquidos. (A) Aumentar a oferta de alimentos sólidos
(B) Etapa de reidratação: solução de reidratação oral (B) Suspender o aleitamento materno
(SRO) por 4 a 6 horas sem suspensão da alimentação e (C) Usar drogas para moldar as fezes
etapa de manutenção: alimentação com baixo teor de fibra (D) Repor as perdas hídricas
e aumento do consumo de fibras
(C) Etapa de reidratação: solução de reidratação oral 18) As principais causas de diarréia agudas prolongadas
(SRO) por 12 horas sem suspensão da alimentação e em crianças são:
etapa de manutenção: SRO após evacuações líquidas, (A) Intolerância a lactose e a frutose
dieta pobre em lactose e aumento do consumo de líquidos. (B) Desidratação e intolerância a maltose
(D) Etapa de reidratação: solução de reidratação oral (C) Invaginação intestinal e desidratação
(SRO) por 4 a 6 horas com suspensão da alimentação e (D) Sensibilização a proteínas heterólogas
etapa de manutenção: retorno a alimentação própria para (E) Intolerância a lactose e sensibilização a proteínas
a idade e aumento do consumo de líquidos. heterólogas
(E) Etapa de reidratação: solução de reidratação oral
(SRO) por 4 a 6 horas com suspensão da alimentação e 19) A terapia de reidratação oral em criança desnutrida
etapa de manutenção: SRO após evacuações líquidas, esta contra indicada na presença de:
retorno a alimentação própria para a idade e aumento do (A) Dor abdominal
consumo de líquidos. (B) Diarréia persistente
(C) Distúrbio eletrolítico
13) Na hidratação da criança com diarréia, pode se (D) Infecções associadas
permitir, dependendo do caso, a administração do soro (E) Alteração da consciência
caseiro em substituição ao SRO. No entanto é necessário
aumentar o aporte do seguinte elemento mineral da dieta: 20) A diarréia esta associada com cerca a 30% de mortes
(A) Na nos primeiros anos de vida. O manejo adequado da
(B) Zn diarréia aguda em criança tem como componente
(C) Fe importante:
(D) Ca (A) Suspensão da alimentação
(E) K (B) Uso imediato de medicamentos
(C) Prevenção da desidratação
14) O tratamento dietoterápico geralmente adotado para (D) Suspensão do aleitamento
diarréias é aquele que deixa uma quantidade pequena de
resíduos. As perdas de eletrólitos que devem ser corrigidas 21) Na diarréia protraída da criança, a terapia nutricional
precocemente são: enteral deve ser caracterizada por (Residência – 2003):
(A) Ca e Cl A) Hipotônica
(B) Na e Ca B) Hiperosmolar
(C) Cl e Mg C) Hiperprotídica
(D) K e Na D) Hipodissacarídica
(E) Mg e K
22) O nutriente que compõe a solução de reidratação oral
15) Consta do tratamento dietoterápico das diarréias e que aumenta a taxa de absorção e sódios no organismo
agudas: é(Residência – 2004):
(A) Reposição de líquidos e eletrólitos e uso de caldos de A) Cloro
carne
B) Glicose
(B) Aumento do aporte calórico e hídrico total
C) Citrato
(C) Aumento do fracionamento do teor protéico
D) Potássio
(D) Aumento da lactose, restrição de sacarose e oferta de
pectina 23) Uma criança com diarréia líquida, volumosa, sem pus
(E) Oferta de alimentos a temperatura ambiente e aumento ou sangue, por mais de 15 dias, já submetida a várias
do teor glicídico modificações lácteas. Este quadro indica que deve ser
iniciado o uso de(Residência, 2000):
16) Um lactente apresenta diarréia sem muco ou sangue, A) Fórmula sem lactose
há 10 dias. Foi medido o pH das fezes cujo valor foi igual a B) Hidrolisado protéico
3 na conduta dietoterápica deve se evitar o uso de:
C) Leite de vaca diluído
11
D) Leite de cabra 29) A taxa de crescimento após o primeiro ano de vida
E) Leite de soja torna-se mais lento, porém em torno dos nove aos dez
anos de idade essa taxa volta a se elevar, sinalizando a
24) Nas diretrizes de cuidados nutricionais para pacientes aproximação da puberdade. Algumas situações especiais
com refluxo e esofagite, é correto afirmar que(PE, 2006): podem ocorrer na alimentação da criança, em particular
(A) Deve se evitar a ingestão de refeições volumosas, ricas entre o sexto e o décimo ano de vida. É uma situação
em gorduras, principalmente 2 a 3 horas antes de deitar; incomum nessa fase de desaceleração do crescimento
(B) Chocolate e álcool e bebidas que contenham cafeína (Caxias 2008):
são liberadas moderadamente; (A) as crianças têm menos interesse no alimento e um
(C) Alimentos ácidos e muito condimentados são interesse crescente no mundo ao seu redor;
permitidos livremente; (B) o apetite das crianças aumenta, embora a maioria
(D) Óleos de menta e hortelã são liberados para aliviar os delas rejeite os alimentos freqüentemente consumidos;
sintomas (C) as crianças podem recusar alimentos que usualmente
(E) Deitar logo após as refeições e usar roupas folgadas consumiam, preferindo outros em particular em cada
refeição;
25) As orientações higiênico dietéticas na esofagite crônica (D) os pais de um modo geral ficam preocupados por
de refluxo são: achar as escolhas alimentares de seus filhos
(A) Evitar grandes esforços após as refeições e consumir aparentemente irracionais.
refeições pequenas, mais freqüentes
(B) Indicar o uso de alimentos fibrosos eproibir alimentos 30) Vários são os efeitos negativos das doenças diarréicas
líquidos sobre o crescimento infantil. A diarréia prolongada pode
(C) Evitar alimentos ricos em gordura e fazer ingesta de levar ao óbito, uma das mais importantes causas da
alimentos secos mortalidade infantil no Bras il e no mundo. A alimentação
(D) Deitar após as refeições e evitar alimentos com correta quando a criança apresenta diarréia aguda é
carboidratos simples fundamental. Sobre esse aspecto, a recomendação para
(E) Proibir o uso de bebidas alcoólicas e proporcionar uma criança de 7 meses que se encontra em aleitamento
ganho ponderal materno misto é (Caxias 2008):
(A) aumentar a freqüência da amamentação ao seio ou até
26) O tratamento dietoterápico para o RGE envolve mesmo estimular o retorno à amamentação exclusiva;
cuidados com o controle da capacidade gástrica. Entre os (B) submeter o organismo a um repouso alimentar
itens a seguir, aquele que não faz parte desta conduta é: enquanto a criança é reidratada, sendo a alimentação
(A) Alimentar-se com refeições desprovidas de reintroduzida gradativamente;
concentrações de gordura (C) oferecer apenas alimentos constipantes até que a
(B) Evitar líquidos durante as refeições principais criança retorne ao estado normal;
(D) aumentar o tempo entre as mamadas a fim de
(C) Evita deitar-se após as refeições
desacelerar o trânsito intestinal até diminuir o número de
(D) Aumentar a ingestão de fibras
evacuações.
(E) Fazer o fracionamento da dieta

31) Os recém nascidos pré termo com menos de 34


27) Nos casos de RGE em criança a distribuição
semanas de vida, devem ser alimentados inicialmente via
energética deve ser:
(Prefeitura RJ, 2008):
(A) 4 a 5g de PTN/Kg/peso; 1 a 2g de lipídio/Kg/peso e
(A) oral
Glicídios, 50% a 65% do VET.
(B) sonda orogástrica
(B) 3 a 5g de PTN/Kg/peso; 3 a 5g de lipídio/Kg/peso e
(C) parenteral
Glicídios, 50% a 60% do VET.
(D) gastrostomia
(C) 2 a 4g de PTN/Kg/peso; 4 a 6g de lipídio/Kg/peso e
Glicídios, 45% a 60% do VET.
32) Quanto ao crescimento do recém nascido pré termo é
(D) 3 a 6g de PTN/Kg/peso; 1 a 3g de lipídio/Kg/peso e
correto afirmar que (Prefeitura RJ 2008):
Glicídios, 56% a 65% do VET.
(A) na fase de crescimento normal o déficit inicial ao
(E) 2 a 3g de PTN/Kg/peso; 2 a 4g de lipídio/Kg/peso e
nascimento é compensado
Glicídios, para completar o VET
(B) na fase transitória de crescimento há perda fisiológica
que pode variar de 5 a 10% do peso ao nascimento
28) Para lactentes com refluxo gastresofágico que não
(C) na fase de crescimento de catch up o déficit inicial ao
respondem às medidas dietéticas convencionais, deve-se
nascimento é compensado e o recém nascido assume a
considerar a seguinte conduta(Residência, 1999):
velocidade de crescimento de crianças nascidas a termo
A) Restrição de lipídeos
(D) o ganho de peso médio é definido como sendo de 20 a
B) Espessamento do leite
25g por dia
C) Exclusão do leite de vaca
D) Redução do volume das refeições 33) O recém nascido de baixo peso, de muito baixo peso e
E) Aumento da freqüência das refeições de extremamente baixo peso, segundo a Organização
Mundial de Saúde são aqueles que apresentam,

12
respectivamente os pesos (gramas) (Nova Friburgo 2007): (D) 1-2-3
A) ≤ 2300, <1600 e <500 (E) 3-2-1
B) ≤ 200, <1200 e <800
C) ≤ 2500, <1000 e <800 39) Eunice tem 42 anos, está com 31 semanas de
D) ≤ 1800, <1600 e <1000 gestação e foi internada na enfermaria de obstetrícia com
E) ≤ 2500, <1500 e <1000 convulsões e sangramento vaginal. Após intervenção
cirúrgica para interrupção da gravidez Eunice foi
34) Segundo Accioly, na avaliação antropométrica de encaminhada para o CTI em estado grave .O filho de
crianças as medidas mais utilizadas são (INCA 2009): Eunice nasceu com 1550g. Para iniciar a dieta enteral da
(A) Peso, estatura e circunferência do braço criança foi prescrito leite humano processado. Este leite
(B) Peso, circunferência torácica e circunferência craniana deverá apresentar um crematócrito que indique, em Kcal/l,
(C) Circunferência torácica, estatura e circunferência do até (HUPE 2009):
braço (A) 300
(D) Circunferência torácica, estatura, e circunferência (B) 500
craniana (C) 700
(D) 900
35) Na avaliação nutricional antropométrica pediátrica foi
encontrado o seguinte resultado: peso/estatura - percentil 40) Do ponto de vista imunológico, o colostro da mãe do
97. Este dado aponta o seguinte estado nutricional (INCA recém-nascido prematuro comparado ao de uma mãe de
2009): recém-nascido apresenta maior conteúdo de (UERJ,
(A) Obesidade 2002):
(B) Sobrepeso (A) IgA C) IgE
(C) Eutrófica (B) IgG D) IgM
(D) Desnutrida
41) Os índices e parâmetros previstos atualmente pelo
36) A conduta dietoterápica mais indicada para o refluxo Ministério da Saúde para avaliação nutricional de crianças
gastroesofágico em crianças é (INCA 2009): são (UFF 2009):
(A) Aumentar o volume e o fracionamento das refeições (A) peso por idade, estatura por idade, circunferência da
(B) Aumentar o volume e diminuir o fracionamento das cintura e IMC;
refeições (B) IMC, peso por idade, peso por estatura e pregas
(C) Diminuir o volume e aumentar o fracionamento das cutâneas;
refeições (C) peso por idade, estatura por idade, peso por estatura e
(D) Diminuir o volume e o fracionamento das refeições IMC;
(D) IMC, peso por idade, circunferência da cintura e pregas
37) Isac tem 8 meses, pesa 9300 g e foi trazido por sua cutâneas;
mãe para uma consulta de rotina no ambulatório de (E) peso por idade, estatura por idade e peso por estatura.
Nutrição Pediátrica. Durante a consulta ela relatou que, há
dois dias, Isac apresenta uma média de sete evacuações 42) Considerando-se que um menino possui 9 anos e 3
líquidas por dia. A criança estava sorridente, brincando e meses e pesa 26 kg, segundo a figura abaixo, pode-se
com olhos brilhantes. Isac se alimenta com seio materno, concluir que ele está (UFF 2009):
papa salgada no almoço e fruta amassada no lanche. A
nutricionista recomendou, em relação à oferta de soro
caseiro e à alimentação, respectivamente (HUPE 2009):
(A) 700 ml ao longo do dia / alterar alimentação materna
(B) 350 ml ao longo do dia / consumir papa salgada no
jantar
(C) 80 ml após cada evacuação / aumentar freqüência de
seio materno
(D) 40 ml após cada evacuação / preferir legumes e frutas
constipantes

38) Relacione as recomendações nutricionais diárias de


energia e proteínas (nesta ordem), apresentadas na coluna
da esquerda, com as respectivas faixas etárias de
crianças, citadas na coluna da direita (Fesp 2008): 102
Kcal/kg e 1,2g/kg ( ) 1 a 3 anos 70 Kcal/kg e 1,0g/kg ( ) 4 a
6 anos 90 Kcal/kg e 1,1g/kg ( ) 7 a 10 anos A seqüência
correta é:
(A) 3-1-2 (A) entre os percentis 50 e 15;
(B) 2-1-3 (B) abaixo da faixa do percentil 15;
(C) 2-3-1 (C) dentro da faixa do percentil 3;

13
(D) entre os percentis 97 e 85; respeito desse assunto,marque com V as verdadeiras e F
(E) fora da faixa dos percentis. as falsas (PMRJ 2010).
I. ( ) O percentil e a distribuição dosindivíduos de uma
43) Uma família procurou um posto de saúde e o determinadaamostra populacional em relação asmedidas
nutricionista avaliou três crianças, com idades entre 2 e antropométricas.
6anos, a partir dos indicadores peso/idade (P/I). Maria se II. ( ) As curvas do NCHS são consideradas referenciais, já
encontrava no percentil 60; Julia no percentil 5 e Laura ascurvas da OMS de 2006 são consideradas um padrão
abaixo do percentil 0,1 no cartão da criança. Nesta decrescimento.
situação é correto afirmar que (UNIRIO 2009): III. ( ) O escore Z e a medida de quanto oindividuo se
(A) Maria e Julia são eutróficas e Laura apresenta peso afasta ou se aproximada mediana em desvios-padrao. E
muito baixo para idade. utilizado exclusivamente noindicador E/I.
(B) Maria e Júlia estão na faixa de sobrepeso e Julia em IV. ( ) As curvas por percentis no caso depre-puberes e
risco nutricional. adolescentes não são indicadas quando ha atraso ou
(C) Maria, Julia e Laura são eutróficas. avanço puberal acima do normal.
(D) Maria está em risco de sobrepeso, Júlia é eutrófica e V. ( ) O indicador IMC pode ser utilizadopara determinar a
Laura tem peso muito baixo para idade. condição nutricional de criança e adolescente. A OMS
(E) Maria é eutrófica, Júlia está em risco nutricional e (1995) classifica o percentil< 5 do IMC como baixo peso
Laura tem peso muito baixo para idade epercentil entre 15 e 85 comoeutrofia.Assinale a alternativa
correta.
44) Uma das causas mais frequentes de constipação na (A) V, V, F, V, F.
infância é a mudança de práticas alimentares. Há uma (B) F, F, F, V, F.
tendência histórica de ingestão reduzida de fibras (C) V, F, V, F, V.
alimentares nas dietas infantis. A ingestão recomendada (D) V, V, F, F, V.
de fibras alimentares para crianças segundo American
Academy of Pediatrics (AAP, 1992) é de (Piraí 2009): 48) Quando comparado o leite materno de mãe de recém
(A) 1,5g/kg de peso corporal; nascido a termo (LMT) com o da mãe de recém nascido
(B) 0,8g/kg de peso corporal; pré termo (LMPT), pode-se afirmar que (Itaocara 2010):
(C) 1,0g/kg de peso corporal; (A) Existe maior quantidade de glicídeos e proteínas no
(D) 1,2g/kg de peso corporal; LMPT
(E) 0,5g/kg de peso corporal. (B) Imunologicamente o LMPT é melhor para o recém
nascido pré termo
45) A saúde, na idade pré-escolar e escolar, se refletirá (C) A osmolaridade e o volume são bem maiores no LMT
definitivamente na adolescência e vida adulta, sendo (D) O LMT contém menores teores de cálcio
fundamental que sejam atendidas as exigências (E) O LMT contém maiores quantidades de ferro, vitamina
nutricionais estas faixas etárias. Segundo Accioly . (2002), A e zinco
a recomendação de energia para meninos pré-escolares
(3-4 anos) e escolares (7-8 anos) é respectivamente (Piraí 49) Visando às doenças cardiovasculares, para crianças
2009): de 1 a 3 anos e de 4 a 8 anos, segundo o Institute of
(A) 106 kcal/kg/dia; 69 kcal/kg/dia; Medicine, 2004, os valores do consumo adequado de água
(B) 99 kcal/kg/dia; 83 kcal/kg/dia; e sódio devem ser respectivamente (FIOCRUZ, 2011):
(C) 95 kcal/kg/dia; 76 kcal/kg/dia; (A) 2,4 L/dia e 1500 mg/dia e 2,1 L/dia e 1700 mg/dia.
(D) 104 kcal/kg/dia; 88 kcal/kg/dia; (B) 1,3 L/dia e 1000 mg/dia e 1,7 L/dia e 1200 mg/dia.
(E) 90 kcal/kg/dia; 85 kcal/kg/dia. (C) 2,5 L/dia e 1700 mg/dia e 3,1 L/dia e 1700 mg/dia.
(D) 2,4 L/dia e 1700 mg/dia e 2,8 L/dia e 1900 mg/dia.
46) Relacione as recomendações nutricionais diárias de (E) 2,0 L/dia e 1300 mg/dia e 2,5 L/dia e 1500 mg/dia.
energia e proteínas, nesta ordem, apresentadas na coluna
da esquerda, com as respectivas faixas etárias de 50) As recomendações nutricionais de ácidos graxos
crianças, citadas na coluna da direita (Fesp 2009): essenciais para crianças são bastante discutidas,
1) 102kcal/kg e 1,2g/kg ( ) 1 a 3 anos einúmeros estudos demonstram que esses nutrientes
2) 70kcal/kg e 1,0g/kg ( ) 4 a 6 anos sãofundamentais para o crescimento adequado.
3) 90kcal/kg e 1,1g/kg ( ) 7 a 10 anos Orequerimento mínimo aparente de C18:2n-6
A seqüência correta é: parapromover o crescimento de crianças varia de
(A) 3 – 1 – 2 (SãoGonçalo – 2011):
(B) 2 – 1 – 3 a) 1 – 4,5% do Valor EnergéticoTotal.
(C) 2 – 3 – 1 b) 0,5 – 0,6% do Valor EnergéticoTotal.
(D) 1 – 2 – 3 c) 9 – 15% do Valor EnergéticoTotal.
d) 15 – 20% do Valor Energético Total.
(E) 3 – 2 – 1
e) 0 – 0,5% do Valor Energético Total.
47) A avaliação nutricional da criança e importantepara
51) Em 2006, foi lançada pela Organização Mundial de
uma prescrição dietética efetiva.Leia as afirmativas a
Saúde (OMS) as novas Curvas para Avaliação do

14
Crescimento Infantil. Com base em vários critérios para mundo. Leia as afirmativas abaixo e assinale a opção
inclusão no estudo, o Brasil foi o país selecionado pela correta (PMERJ, 2010):
OMS para representar a América Latina. As novas curvas I- desenvolvimento psicomotor das crianças que pode
de crescimento constituem um importante instrumento persistir mesmo após suplementação com ferro.
técnico para medir, monitorar e avaliar o crescimento de II. O primeiro estágio do desenvolvimento da deficiência de
todas as crianças, independente da origem étnica, situação ferro caracteriza-se por diminuição do ferro sérico
socioeconômica ou tipo de alimentação. A grande eaumento da capacidade de ligação de ferro.
preocupação com o aumento da obesidade fez com que se III. O ferro não-heme tem taxa de absorção de 2 a 10%que
tornasse urgente o desenvolvimento de uma referência de sofre forte influencia dos componentes dietéticos. Os
crescimento única para a avaliação de (São Gonçalo – taninos e fosfatos têm efeito inibidor na absorção do ferro
2011): não-heme.
A) lactentes e crianças em idade escolar. IV. A introdução precoce de leite de vaca causa impacto
B) adultos jovens e crianças em idade escolar. negativo nos estoques de ferro das crianças por causada
C) adolescentes e adultos jovens. baixa quantidade de ferro que o leite contém e pelasua
D) crianças em idade pré-escolar e lactentes. baixa biodisponibilidade.
E) crianças em idade escolar e adolescentes. V. A dieta classificada como de biodisponibilidade de ferro
intermediária apresenta absorção média de ferro heme e
52) As altas prevalências de anemia e de doenças não-heme de aproximadamente 15%, sendo composta,
causadas pela deficiência de ácido fólico na população predominantemente, de arroz, feijão e milho.
brasileira levaram o Ministério da Saúde e a Agência (A) I e III são falsas.
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a tornar (B) II e V são falsas.
obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e milho com (C) II e IV são verdadeiras.
estes nutrientes. Com a publicação da Resolução –RDC nº (D) III e V são verdadeiras.
344, de 13 de dezembro de 2002, tanto as farinhas de trigo
e de milho vendidas diretamente ao consumidor, quanto 56) A avaliação o nutricional da criança é importante para
aquelas utilizadas como matéria-prima pelas indústrias, na uma prescrição dietética efetiva. Leia as afirmativas a
fabricação de outros produtos, devem ser enriquecidas respeito desse assunto, marque com V as verdadeiras e F
com ferro e ácido fólico, a partir de junho de 2004. De as falsas (PMERJ, 2010):
acordo com esta medida, cada 100g de farinha de trigo e I. ( ) O percentil e a distribuição dos individuos de uma
de milho devem ser fortificadas com as seguintes determinada amostra populacional em relação as medidas
quantidades de ferro e ácido fólico, respectivamente (São antropométricas.
Gonçalo – 2011):: II. ( ) As curvas do NCHS são consideradas referenciais, ja
A) 3,2mge 130 mcg. as curvas da OMS de 2006 são consideradas um padrão
B) 200 mcg e 6,2 mg. de crescimento.
C) 4,2mge 150 mcg. III. ( ) O escore Z e a medida de quanto o individuo se
D) 150 mcg e 4,2 mg. afasta ou se aproxima da mediana em desvios-padrão. E
E) 8mg e 300 mcg. utilizado exclusivamente no indicador E/I.
IV. ( ) As curvas por percentis no caso de pré-puberes e
53) O consumo diário adequado de fi bras para adolescentes não são indicadas quando há atraso ou
umacriança de 4 a 8 anos, segundo IOM (Institute avanço puberal acima do normal.
ofMedicine), 2005, é de (degase, 2012) : V. ( ) O indicador IMC pode ser utilizado para determinar a
A) 25 gramas condição nutricional de criança e adolescente. A OMS
B) 15 gramas (1995) classifica o percentil < 5 do IMC como baixo peso e
C) 10 gramas percentil entre 15 e 85 como eutrofia. Assinale aalternativa
D) 08 gramas correta.
E) 40 gramas (A) V, V, F, V, F.
(B) F, F, F, V, F.
54) Levando em consideração uma criança com 10 meses (C) V, F, V, F, V.
de idade, as condições nutricionais que você levaria em (D) V, V, F, F, V.
conta para perceber que ela está em condição de risco à
saúde são (Itaguai, 2012): 57) Coloque F (Falso) ou V (Verdadeiro), nasafirmativas
a) com aleitamento materno, estatura para idade > baixo, em relação à conduta nutricional notratamento da
percentil 97 e hemoglobina < 12,0 g/dl diarreia aguda infantil, assinalando aseguir a opção
b) com aleitamento materno, peso para idade < percentil correta.(CSM, 2011)
0,1 e < percentil 3 e hemoglobina < 12,0 g/dl ( ) A suplementação de zinco reduz a duração e
c) sem aleitamento materno, estatura para idade > agravidade da diarréia nos quadros agudos persistentes.
percentil 0,1 e < percentil 3 e hemoglobina < 11,0 g/dl ( ) Deve ser mantido jejum para proporcionar
d) sem aleitamento materno, peso para idade > percentil repousoalimentar durante o tratamento da diarréia.
0,1 e < percentil 3 e níveis séricos de retinol < 1,05 µmol. ( ) A intolerância à lactose e às proteínas do leite de vaca
55) Vitolo (2008) afirma que a anemia ferropriva eum são complicações comuns da diarréia aguda e
problema importante de saude publica no Brasil eno correspondem a mais de 40% dos casos.

15
( ) Para as crianças com desnutrição moderada agrave mínima em kcal/kg/dia e os micronutrientes que devem ser
deve ser considerado o uso de fórmula isenta de lactose. suplementados são respectivamente (Residência, 2014):
( ) A anorexia na criança com diarréia aguda pode ser a) 150 / ácido fólico, vitaminas B12, B6, K, D
reduzida significativamente com o tratamento da acidose e b) 130 / ácido fólico, vitaminas C, B1, K, E
hipocalemia. c) 150 / selênio, vitaminas B12, A, B6, E
A) (F) (V) (F) (F) (V) d) 130 / selênio, vitaminas C, A, B1, D
B) (F) (F) (V) (F) (V)
C) (V) (V) (F) (V) (F) 62) Mãe de prematuro de muito baixo peso encontra-se em
D) (V) (F) (F) (V) (V) uma Unidade de Cuidados Especiais, apresentando
E) (V) (F) (V) (V) (F) quadro clínico que inviabiliza a ordenha de seu leite
materno. O recém-nato está com um dia de vida, pesando
1.400g, sem contraindicações para iniciar suporte
58) A medida do crescimento na infância é um dos mais nutricional. Neste caso, o leite mais adequado para
importantes indicadores para a avaliação do bem-estar nutrição enteral mínima é (Residência, 2014)::
individual e coletivo. Dentre os índices antropométricos a) colostro cru da própria mãe
empregados na atenção básica para avaliação do estado b) colostro cru de outra mãe de recém-nato pré-termo
nutricional de criança sentre 5 e 10 anos de idade, pode-se c) humano pasteurizado de baixo valor calórico de mãe de
afirmar que crianças com Índice de Massa Corporal para recém-nato a termo
d) humano pasteurizado de mãe de recém-nato pré-termo,
Idade(UFRJ, 2012):
alternando com fórmula artificial
A) entre o percentil 97,0 e 99,9 são classificadas com
obesidade grave;
63) As crianças de 1 a 3 anos e 4 a 8 anos devem ter o
B) acima do percentil 99,9 são classificadas com
consumo adequado de água e sódio respectivamente de
obesidade grave;
(Fundações, 2014):
C) entre o percentil 0,1 e 3,0 são classificadas com
(A) 1,3 L/dia de água total e 1000 mg/dia; e 1,7 L/dia de
magreza acentuada;
água total e 1200 mg/dia.
D) entre o percentil 15,0 e 85,0 são classificadas com
(B) 1,7 L/dia de água total e 2000 mg/dia; e 1,9 L/dia de
sobrepeso;
água total e 2200 mg/dia.
E) acima do percentil 97,0 são classificadas com
(C) 2,1 L/dia de água total e 1000 mg/dia; e 2,5 L/dia de
sobrepeso.
água total e 1500 mg/dia.
(D) 2,4 L/dia de água total e 1500 mg/dia; e 2,7 L/dia de
59) A Caderneta de Saúde da Criança é um importante
água total e 1500 mg/dia.
instrumento para o acompanhamento eo monitoramento da
(E) 2,3 L/dia de água total e 2000 mg/dia; e 2,1 L/dia de
saúde, crescimento e desenvolvimento da criança do
água total e 2200 mg/dia.
nascimento até os 10 anos de idade. Dois dos cuidados
com a saúde, previstos na caderneta, são a prevenção eo
cuidado da doença diarréica. No caso de crianças com
1. 1. B 2. 2. A 3. 3. C 4. 4. A 5. 5. B
diarréia e desidratação recomendasse (UFRJ, 2012):
6. 6. C 7. 7. A 8. 8.B 9. 9. C 10. 10. D
A) não oferecer soro oral no caso de fezes muito líquidas;
11. 11. B 12. 12. E 13. 13. E 14. 14. D 15. 15. A
B) aumentar a ingestão de líquidos, inclusive de
16. 16. B 17. 17. D 18. 18. E 19. 19. E 20. 20. C
refrigerantes e bebidas energéticas;
C) restringir a oferta do aleitamento materno ou da 21. 21. D 22. 22. B 23. 23. B 24. 24. A 25. 25. A
frequência de alimentos; 26. 26. D 27. 27. E 28. 28. C 29. 29. B 30. 30. A
D) aumentar a oferta do aleitamento materno ou da 31. 31. B 32. 32. A 33. 33. E 34. 34. A 35. 35. C
frequência de alimentos; 36. 36. C 37. 37. C 38. 38. D 39. 39. B 40. 40. A
E) aumentar o consumo de alimentos gordurosos. 41. 41. C 42. 42. A 43. 43. E 44. 44. E 45. 45. B
46. 46. D 47. 47. A 48. 48. B 49. 49. B 50. 50. A
60) O consumo diário adequado de fibras para uma 51. 51. E 52. 52. C 53. 53. A 54. 54. D 55. 55. B
criança de 4 a 8 anos, segundo IOM (Institute ofMedicine), 56. 56. A 57. 57. D 58. 58. B 59. 59. D 60. 60. A
2005, é de (Degase, 2012) : 61. 61. A 62. 62. C 63. 63. A 64. 65.
A) 25 gramas 66. 67. 68. 69. 70.
B) 15 gramas
C) 10 gramas
D) 08 gramas
E) 40 gramas

61. Pré-escolar neuropata com encefalopatia crônica não


evolutiva, em uso de fenobarbital, deu entrada no hospital
com quadro respiratório e desnutrição graves. Atualmente,
encontra-se em fase de reabilitação do tratamento da
desnutrição e em dieta via oral. Considerando o tratamento
medicamentoso e nutricional deste paciente, a oferta

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